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O LÁBARO Comunicação a serviço da fé

C O M U N I C A Ç Ã O

A

S E R V I Ç O

Ano CIII - Edição nº 2.116 - Novembro 2012 w w w. d i o c e s e d e t a u b a t e . o r g . b r

D A

F É

Distribuição Gratuita “O que vos digo ao pé do ouvido proclamai-o por sobre os telhados” (Mt 10,26).

Ano da Fé

e Nova

Evangelização “Para dar um renovado impulso à missão de toda a Igreja, gostaria de anunciar nesta Celebração eucarística que decidi proclamar um «Ano da Fé». [...] Será um momento de graça e de compromisso para uma conversão a Deus cada vez mais completa, para fortalecer a nossa fé n’Ele e para O anunciar com alegria ao homem do nosso tempo.” Papa Bento XVI Pág. 10 e 11

Colégio Anchieta receberá em 2013 nova instalação.

Dogmas Marianos - A Maternidade Divina - Parte 2 Pág. 05

Pág. 06

Em crônica Pe. Fred mostra a realidade da Juventude de hoje e nos convida e ser os apóstolos que vão ao seu encontro. Pág. 18

A importância da Procissão do Evangelho na Liturgia Pág. 15

Como você utiliza as redes sociais para propagar a fé? Veja a opinião da galera no ponto de vista. Pág. 04


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Comunicação a serviço da fé

A VOZ DO PASTOR

DISCURSO DE ABERTURA DO ANO DA FÉ

Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” (Lc 17, 5).

1- Introdução: A fé como virtude sobrenatural (Dom) é, também, compromisso pessoal, por isso, nesse tempo de racionalismo, ceticismo, laicismo e tanta confusão religiosa, bem como de crescimento do sentimento do sagrado, somos impelidos, enquanto fiéis, a cultivar, aprofundar e vivenciar melhor a nossa fé. Ela é algo relacional, vivo e não tecido morto. Logo admite transformação e, sobretudo, aprofundamento... Sabei dar a todos a razão de vossa esperança (1 Pd 3,15). O Ano da Fé deve impulsionar a todos os cristãos – ao menos os católicos – a sermos melhores discípulos, por isso, mais devotados à causa do Evangelho, à vivência da graça, e mais sensíveis ao Magistério da Igreja e, assim, crescer na fé. Não crescer apenas academicamente (estudos, diplomas, tese, doutorado, ou outros meios), mas, sobretudo, no campo vivencial. Na pessoa humana, hoje, mais desenvolvida, culturalmente, é preciso haver certo equilíbrio, ou harmonia entre a dimensão intelectual e as outras: volitiva, afetiva, religiosa, e o bem-estar físico/ psíquico. Se é perigoso, ser apenas um intelectual o é, também, ser um abúlico ou religiosamente subdesenvolvido. Haveria desequilíbrio, comprometendo o sujeito em seu todo e em seus relacionamentos. 2- Redescobrir a alegria da fé. Se é vergonhoso um acadêmico fazer graves erros no vernáculo, destoa, também, um cristão ser fragilizado religiosamente, não conhecendo devidamente a sua fé e, por isso, não a vivendo, e, por conseguinte, não a transmitindo como deveria. Jesus sempre incriminou a falta de fé (cf. Mt 8,26; 14,31), mas elogiou sua presença. Do centurião romano disse: “Nunca encontrei tanta fé em Israel.. entre os meus...” (cf. Mt 8,5-10). A Tomé lembrou: “Felizes os que crerem sem verem...” (Jo 20,29). Quem crescer na fé, poderá tornar-se santo, mas também quem nela fracassar, poderá perder-se (Mc 16,16). Por isso, Paulo escreve aos Romanos: “Justus meus ex fide vivit” (Rm 1,17), e o Autor da Epístola aos Hebreus afirma: “Sine fide impossibile est placere Deo” (Hb 11,6). Somos, portanto, convocados para revigorar nossa fé: pela intimidade com a Palavra de Deus, pela oração e vida sacramental, pelas boas obras e pela formação. É preciso achar tempo para cultivar o dom da fé no dia-a-dia da vida, pois, falta vivência da mesma aos cristãos. Falta coerência no exercício da missão. Peçamos, pois, como sugere a Escritura: “Senhor aumenta em nós nossa fé” (Lc 17,5); (cf. Hb 11 ss).Do grande São José Cottolengo (fundador da casa da misericórdia de Turim) se dizia: “Há nele mais fé que em toda Turim.”

Foto: Fausto Macedo

Dom Carmo João Rhoden, scj

3- Nos escritos de São João parece existir uma só bem-aventurança: a da fé. Qual é a partir do vidente de Patmos, a razão da evangelização e dos sinais que Jesus realizou? Pergunto eu, qual foi a intenção do quarto evangelista? Suscitar fé e assim a salvação dos que haveriam de crer. Por que Paulo realizou suas viagens missionárias? Para evangelizar. “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16). Por que Inácio de Antioquia escreveu suas comoventes cartas? Para alimentar a fé dos irmãos. Por que São Francisco de Assis quis ser paupérrimo? Para ser livre e poder evangelizar mais. Ainda hoje, os cristãos das diversas denominações não se amam e não se unem como deveriam... Isso não nos preocupa? Os ateus crescem em número, isso, não nos atinge? O laicismo se torna sempre mais violento, isso nada significa? Os católicos diminuem quantativamente, isso não nos afeta? As vocações religiosas e ministeriais não acompanham nossas necessidades missionárias no Ocidente Capitalista, e isso ainda nos deixa insensíveis? Como? A explicação da situação do mundo atual deve ser buscada só em Marx, ou em Adam Smith e dos seus desdobramentos, ou, não principalmente em nós cristãos? Não está na hora de fazer um exame de consciência? Para nossa salvação Cristo morreu na Cruz e nós continuamos omissos? Como serão as famílias daqui a 30 anos? Como agirão então a juventude e as universidades? As nossas Igrejas tornar-se-ão, ao menos em parte, como as da Europa, hoje? Vazias? 4- O Ano da Fé visa favorecer o testemunho da caridade e a atualização adequada da fé, de modo especial, pela intensificação da formação religiosa. As palavras comovem, mas os exemplos arrastam. A proposta do Santo Padre é

necessária e urgente. O relativismo e o imanentismo exigem melhor atuação dos cristãos. No capítulo XI, da Epístola aos Hebreus, o Autor afirma: “Foi pela fé que Abraão partiu de sua terra, foi pela fé que Moisés assumiu seu ministério libertador, foi pela fé que Abel ofereceu a Deus seu sacrifício (cf. Hb 11,4-40). É também pela fé que nós, hoje, devemos mostrar amorosa e destemidamente nossa adesão a Cristo e a seu Evangelho. Possa este ano da fé tornar-nos mais ardorosos na vivência da fé, bem como mais participantes de nossas comunidades e, por isso, discípulos mais ousados na retransmissão da fé. Não sou pessimista por temperamento, nem por temor da situação da pósmodernidade, a qual chega a ser cínica em relação à dimensão religiosa (Leia-se cristã, ou melhor, católica) O tempo atual é de purificação do nosso seguimento de Cristo. É tempo de preocupação, mas também de graça de Deus. Perdemos em quantidade, mas ganhamos na qualidade. Quantos nestes últimos anos se converteram ao catolicismo? Muitos mesmo. Cito apenas alguns entre muitos outros:

Rabbi-Chefe Israel Zolli e Bernard Nathanson (abortista) ambos judeus, Katherine Chuston e Magdi Allan, ambos mulçumanos. Henry Quinson (banqueiro tornou-se monge trapista), e Charles de Foucauld foi para o deserto. Lembro ainda, Avery Dulles, John Henry Newman, Edith Stein, Alceu Amoroso Lima, etc. Levantemos nossa fronte e assumamos nosso atual desafio. O mundo tem sede de Deus, mesmo que, às vezes, não pareça. 5- Conto com a participação expressiva, contagiante e permanente de cada qual dos fiéis da Diocese. Assumamos todos, nosso protagonismo: os leigos sendo sal-luz-fermento de um mundo novo, os religiosos mostrando convictamente a grandeza deste mundo, mas também alegremente sua transitoriedade, e os ministros ordenados, sua identidade própria no amor-serviço ao Reino de Deus. Digamos: Senhor, eis-nos aqui. Onde precisais de nós? Dom Carmo João Rhoden, scj, é Bispo Diocesano de Taubaté

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DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DA DIOCESE DE TAUBATÉ Avenida Professor Moreira, nº 327 – Centro – Taubaté/SP. CEP 12030-070 Diretor: Pe. Kleber Rodrigues da Silva Editor e Jornalista Responsável: Pe. Jaime Lemes, msj – MTE 62.839 / SP Conselho Editorial: Pe. Kleber Rodrigues, Pe. Silvio Dias, Mons. Marco Silva, Henrique Faria, Eliane Freire e Fausto Macedo Revisão: Eliane Freire Projeto Gráfico: Fausto Macedo Impressão: Katú Editora Gráfica Tiragem: 5.000 | Distribuição dirigida e gratuita Contatos: Tel.: (12) 3632-2855 / ramal: 216 (Redação) E-mail: olabaro@diocesedetaubate.org.br As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não emitem necessariamente a opnião deste veículo.


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ESPIRITUALIDADE

Maria Lucia de Jesus Padilha * * Ao se aproximar a Solenidade de Cristo Rei e dia Nacional dos Leigos (as) penso que juntos podemos nos aprofundar um pouco mais nesta frase do Documento de Aparecida, citada acima, que muito bem revela nossa espiritualidade de leigos (as). Vale lembrar que nós leigos (as) somos “homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja” (DA 209) e o Vaticano II, de fato, coloca que “pelo nome de leigos aqui são compreendidos todos os cristãos...” Por conseguinte, o verdadeiro cristão leigo(a) busca conhecer, entender e acompanhar a Jesus, a descobrir seu modo de ação, o que busca, a maneira de expressar-se, os gestos que faz, as palavras que pronuncia... Reconhecendo o cristianismo como um modo de vida específico, como um tipo de sociedade a ser construída e que tem a relação com o outro em primeiro lugar. A sociedade querida por Deus no mundo

tem sua essência projetada no que Ele denominou “Reino de Deus”. E buscá-la implica seguir a prática de Jesus e tornar “Deus presente ali onde parece impossível, onde as leis e as instituições civis e até religiosas não o reconheceriam, onde a ordem social estabelecida o consideraria desestabilizador.” Implica também em comprometer-nos a assumir nas nossas vidas o espírito das “Bem aventuranças” como uma convocação, um compromisso de construir o Reino: aos pobres, aos que choram, aos mansos, aos que tem fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração e aos que promovem a paz. A nossa espiritualidade é orientada para a missão no mundo. Ela tem características próprias, deve se externar na nossa existência, nas funções que ocupamos (família, trabalho e outros) testemunhando que fé e vida não se separam. E é esta mesma espiritualidade que promo-

ve a competência profissional, o espírito de família e de cidadania, e também valores que norteiam as nossas relações sociais: honestidade, espírito de justiça, autenticidade, afabilidade, coragem. São princípios como estes que devem nortear a espiritualidade do laicato, se desejamos uma nova ordem social que promova a transformação significativa do mundo e a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Leigos (as) o caminho é longo, mas caminhemos, caminhemos sem temer o findar do dia, o pôr do sol, porque Cristo, o Rei, caminha conosco no nosso ideal, na nossa missão anunciando que mais vida é possível! (Texto baseado no Documento de Fortaleza e também no Manual do 1º Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo) . *Maria Lucia de Jesus Padilha (CNLB/Taubaté).

A Juventude e a cultura midiática A missão da Igreja e a CF 2013 A Igreja, ciente do mandato missionário recebido de Jesus Cristo, tem a responsabilidade de defender e de promover a vida de todos. Neste mundo midiático com esta nova cultura desafiadora a Igreja é chamada a se posicionar na perspectiva do anúncio, da denúncia, da motivação, da co-responsabilidade, da divulgação daquilo que contribui. A CNBB a partir de sua Campanha da Fraternidade, com o intuito de ser uma voz profética e transformadora para a vida do povo, escolhe o tema ‘Juventude’ para 2013 e se posiciona a favor do enfrentamento deste eixo complexo da cultura midiática: assunto atual e de suma importância para a Igreja e para a Sociedade. Ao abordar o tema da Juventude e da cultura midiática na qual ela se faz presente interagindo, a CF 2013 visa tanto os jovens quanto os adultos em seu processo de amadurecimento enquanto cristão e cidadão, ser de relação e chamado à vida plena. Seus objetivos seriam vários, por exemplo: melhor compreensão das novas tecnologias e seus efeitos na vida pessoal, eclesial e social; valorização da novidade que surge e capacitação para utilizá-la eticamente para o bem de todos; auxiliar os jovens a se conhecerem nesta nova realidade virtual, criando consciência crítica diante das novas oportunidades e capacitando-os para o uso adequado das mesmas; provocação aos educadores eclesiais e sociais da juventude (pais, professores, assessores, evangelizadores, pastores, catequistas...); como usar as Redes Sociais para o crescimento pessoal, para evangelização, para as grandes lutas do povo a favor da vida. Enfim, como conviver com toda esta realidade, capacitando-nos para um melhor aproveitamento desta novidade em prol da justiça, da fraternidade, da corresponsabilidade de todos para com todos na dinâmica de desenvolvimento pessoal, eclesial e social?

“Eis-me aqui, envia-me” O lema escolhido ressalta o reconhecimento da parte da Igreja do valor do jovem, provocando neles este compromisso de serem comunicadores da vida e da verdade que liberta os filhos de Deus de todas as amarras, escravidões, condicionamentos. O ‘eis-me aqui, envia-me’ é a voz forte do jovem que, repleto de sonhos e com grande auto-estima, se coloca à disposição para ajudar a todos nós a navegarmos em águas profundas neste mundo virtual que lhe é caro e próprio.

Foto: Divulgação

“Conhecer a Jesus Cristo pela FÉ é nossa alegria; segui-lo é uma graça, e transmitir esse tesouro aos demias éumemcargo que oSenhor, ao nos chamar e eleger nos confiou” (DA18)


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SOB O OLHAR DA FÉ

PONTO DE VISTA

O que nos ensina a fé sobre finados D. Antônio Affonso de Miranda, sdn*

Como você utiliza as redes sociais para propagar a fé?

Foto: divulgação

“Bem eu uso muito sim as redes sociais para anunciar o Deus Vivo. Normalmente através de um post e uma frase dizendo tudo para aquele dia, utilizo também as páginas que já existem como Youcat, Novas Comunidades, Eventos Católicos...Enfim, tudo o que eu recebo de notícia de evangelização eu compartilho...Compartilhe suas experiências de Deus, compartilhe o amor que Deus tem por cada um de nós! Anuncie: Cristo está Vivo e presente em nós!” KEILA LUCY Grupo de Orçação Cristo Vive - Caçapava-SP

É pela porta da fé que se entra na morada de Deus. Esta morada é o que costumamos chamar de céu. Os indiferentes zombadores da Religião, os ateus, e muitos outros não acreditam no céu. Precisamente porque não tem fé. Mas, na hora da morte, uma luz tênue de misericórdia do Criador poderá fazer-lhes ver o que nunca se interessaram por ver... Será a porta que se entreabre... Só por ela, antes da morte, ainda é tempo para crer. Pela porta da fé - muito antes da morte - por ela se entra na Igreja, isto é, na comunhão dos que crêem no Cristo e buscam reconciliar-se com o único Deus verdadeiro. Pela porta da fé entraram na morada de Deus todos os santos. Pela porta da fé entraram meus pais e meus avós, acredito eu confiante. Por ela eu espero entar também. E gostaria, até os maiores pecadores do mundo. Por ela entrou, na última hora, o chamado Bom Ladrão - “tão bom ladrão, segundo ponderou o Padre Vieira, que soube roubar, por sua fé e confiança, a salvação no seu derradeiro instante...” Ele disse a Cristo: “Jesus, lembra-te de mim quando estiveres no teu Reino!” (Lc 23,42) E mereceu ouvir: “Hoje mesmo, estarás comigo no Paraíso! (Lc 23, 42) A Porta da fé sempre estará aberta. Para todos. Sobretudo agora, no ANO DA FÉ, promulgado pelo

Papa Bento XVI. Ele se inicia em 11 de outubro deste ano de 2012, e terá seu encerramento na solenidade de Cristo Rei, a 24 de novembro de 2013. É um prazo suficiente para reavivarmos a nossa Fé, volvendonos, de coração sincero, para o nosso Deus. Se cada dia desse Ano da Fé, tivermos empenho em crer de coração sincero no Deus Uno Trino, estamos batendo à PORTA DA FÉ. Expõe-nos o Papa Bento XVI na sua Carta Apostólica Porta Fideli (Porta da Fé): “Professar a fé na trindade - Pai, Filho e Espírito Santo equivale a crer num só Deus, que é Amor (cf 1 Jo 4,8): o Pai, que na sua plenitude dos tempos enviou seu Filho para nossa Salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor”. Esta é a riqueza da nossa Fé. Esta é a porta que está aberta. Não deixemos que ela se feche para nós. Ela se fecha para aquele que a vê mas fecha os olhos para não contemplá-la. Doloroso drama fechar os olhos para a tênue luz da fé! Porque, quando esta luz se apagar, não haverá mais esperança para a salvação. *Dom Antônio Affonso de Miranda é bispo emérito de Taubaté e membro da Acadêmia Taubateana de Letras

“Bom, uso para partilhar a palavra de Deus, também partilho até mesmo experiências em comunhão com Deus! Conversar com os irmãos que necessitam da palavra, apesar de não substituir o carinho pessoalmente! Procuro alertar aqueles que se encontram pela internet do grande amor de Deus e claro de sua volta!” DIEGO ALVES DE CARVALHO Grupo de Oração Cristo Vive - Caçapava SP

“As redes sociais são um canal tão ou mais eficaz que o próprio boca a boca pra divulgar ideias, imagens ou nossos movimentos. A amplitude que uma simples mensagem postada no Facebook, por exemplo, pode ser imensa e chegar até pessoas de lugares distintos. Eu sou um adepto de carteirinha desse canal de evangelização que é a internet porque vejo o agir de Deus através da aceitação das pessoas, costumam comentar como foi importante ter lido aquilo, é notável como são tocadas através dos nossos posts. FÁBIO OLIVEIRA Comunidade Coração Missionário SJC / GOU Taubaté / Missão Jovem Jacareí “Existe hoje um grande interesse da juventude pelas redes sociais, o que acaba acontecendo é uma banalização de vidas que são expostas sem os devidos cuidados. É preciso saber o que curtir o que comentar, postar e compartilhar porque querendo ou não estamos formando uma imagem nossa que ficará para sempre registrada, por isso, como cristão tento usar as redes sociais para formar a imagem de um outro Cristo, partilhando a palavra de Deus, curtindo coisas que favoreçam o crescimento na fé e divulgando e compartilhando eventos que resgatem nossos jovens” FAUSTO MACEDO GOU - Grupo de Oração Universitário - Taubaté SPTaubaté / Missão Jovem Jacareí

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FALANDO DE MARIA

Dogmas Marianos - A Maternidade Divina - Parte 2 Rita de Sá Freire* A Maternidade Divina: dogma solenemente proclamado pelo Concílio de Éfeso (431 d.C.) e tempos depois, proclamado por outros Concílios universais, o de Calcedônia e os de Constantinopla. Referese à Virgem Maria como a verdadeira Mãe de Deus (“Theotokos”) ou seja, Maria é Mãe de Jesus - O Verbo Divino em suas duas naturezas (humana e divina). Nesse contexto, cabe ressaltar que Maria ocupa um lugar único e privilegiado em nossa história. Após o seu “fiat”, na anunciação do anjo Gabriel, recebe de DEUS Pai, pela força do Espírito Santo, Aquele que é o princípio meio e fim de toda a humanidade. No que se refere à economia da

salvação, a Virgem Maria, contribui para nos tornarmos filhos de DEUS, conforme a Carta encíclica Redemptoris Mater : “A MÃE DO REDENTOR tem um lugar bem preciso no plano da salvação, porque, “ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido duma mulher, nascido sob a Lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à Lei e para que nós recebêssemos a adoção de filhos. E porque vós sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: “Abbá! Pai!”” (Gál 4, 4-6).” De acordo com o Concílio Vaticano II : “Desde os tempos mais remotos, a Bem-Aventurada Virgem é honrada com o título de Mãe de Deus, a cujo amparo os fiéis acodem com suas súplicas em todos os seus perigos e necessidades”. (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 66) De acordo com a Sagrada Escritura, sobre a Maternidade Divina de Nossa Se-

nhora: Em Isaias (Is 7,14): “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel, Deus conosco.” Em Lucas (Lc 1,35): Arcanjo Gabriel disse a Maria: “O Santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus”. Em Lucas (1,43): Isabel, cheia do Espírito Santo, saudou Maria dizendo: “ Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?” Em São Paulo (Gl. 4,4): “Mas, chegando a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.” De acordo com os Santos: Bem-aventurado João Paulo II: “No momento da Anunciação, respondendo com o seu «fiat», Maria concebeu um homem que era Filho de Deus, consubstancial ao Pai. Portanto, é verdadeiramente a Mãe de Deus, uma vez que a maternidade diz respeito à pessoa inteira, e não apenas

ao corpo, nem tampouco apenas à ‘natureza’ humana. Deste modo o nome ‘Theotókos’ — Mãe de Deus — tornou-se o nome próprio da união com Deus, concedido à Virgem Maria.” Santo Agostinho: “Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus”. São Jerônimo: “Maria é verdadeiramente Mãe de Deus”. Santo Efrém: “Maria é Mãe de Deus sem culpa” São Tiago: “Maria é Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus.” Ao proclamarmos Maria com a Mãe de Deus, afirmamos que o Reino de Deus já está no meio de nós, pois o dogma da maternidade divina assevera que o próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo, entrou na

uma parcela do povo de Deus, junto às coordenações diocesanas, não podem ser visto como compromissos burocráticos estruturais. Estes momentos são privilegiados de manifestações carismáticas, de escuta, partilha, de encaminhamento das moções e palavras proféticas dada ao Movimento. Enfim, são espaços de comunhão e renovação espiritual para os que participam. Estes espaços diocesanos são próprios para manter a unidade com as moções estaduais e nacionais da Renovação Carismática Católica, trazidas pelo coordenador diocesano que, naturalmente, é membro do Conselho Estadual. O Grupo de Oração que possui um coordenador comprometido com a unidade diocesana beberá sempre de uma fonte segura e jamais terá sede. Este Grupo de Oração, será um solo fértil, e tudo que semear poderá colher em abundância. Ao contrário, o coordenador que se afasta desta unidade, privará os membros de seu grupo desta unidade do corpo e, mais que isso, amputar-se-á, e não tardará a estancar este canal de graça de Deus. Por estes motivos, faz-se necessário um discernimento maior na escolha de um coordenador. O núcleo de serviço que elege legitimamente à uma liderança deverá observar também o critério de empenho pela comunhão, na pessoa indicada. Os participantes do Grupo de Oração podem e devem “cobrar” esta fi-

delidade diocesana ao seu coordenador, colaborando no que for preciso para que o grupo não fique à margem do crescimento diocesano. “Prefiro ir mancando pelo caminho do que correr fora dele” (Sta. Teresa). Unidade que gera frutos “O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira.” João 15,4b Santo Agostinho diz que “é uma injustiça exigir obediência aos súditos quando não se obedece aos superiores”. Em todas as instâncias de coordenação na RCC deveríamos trazer isto sempre no coração. A obediência é uma graça geradora de frutos. É a forma de “ligação” dos ramos com a videira. Falamos desta obediência geradora de unidade. Não trata-se de subserviência, que escraviza e sufoca, mas de uma atitude de obediência às formas e estruturas inspiradas pelo Espírito e reconhecidas pela Igreja. O desejo e empenho por uma Unidade perfeita, através deste relacionamento fraterno, têm produzidos abundantes frutos em muitas dioceses. Rezemos para que nossos corações sejam renovados pelo Espírito Santo e que, através de um testemunho de comunhão radical, possamos cumprir com nosso chamado ao ministério de coordenação.

história humana.

*Rita de Sá Freire: leiga católica. Casada e mãe de dois filhos, é Membro da Academia Marial de Aparecida

Grupo de Oração e Unidade Diocesana José Luiz* “Grupo de Oração é uma comunidade carismática presente numa diocese, paróquia, capela, colégio, universidade, presídio, empresa, fazenda, condomínio, residência, etc, que cultiva a oração, a partilha e todos os outros aspectos da vivência do Evangelho, a partir da experiência do batismo no Espírito Santo(...) e se insere no conjunto da pastoral diocesana ou paroquial, em espírito de comunhão, participação, obediência e serviço.” A Renovação Carismática é uma “corrente de graça que permite às pessoas e grupos expressarem à si mesmas, a partir dela, em diferentes modos e formas de organização”, ela também se organiza e é reconhecida pela Sé Apostólica como um Movimento Eclesial. Sabemos, no entanto, que a Igreja se concretiza na Igreja Particular, a Igreja Diocesana, o que permite à Renovação Carismática Católica, como Movimento Eclesial se organizar e viver a sua “diocesaneidade” através de uma inserção na “pastoral de conjunto diocesana”. Mas isto não significa que, por ser diocesano, o Movimento passe a ser conduzido e orientado para outros objetivos que não os que caracterizam seu carisma. Esta comunhão com a Igreja local se dá através de uma Coordenação diocesana que além de representar e responder pelo Movimento diante do bispo, encaminha as propostas da pastoral de conjunto diocesana pertinentes ao Mo-

vimento. Se por um lado a coordenação diocesana da RCC reflete esta “diocesaneidade” através deste espírito de comunhão, participação, obediência e serviço à Igreja local, os Grupos de Oração, por outro lado, como “célula fundamental” da Renovação Carismática Católica, necessitam de uma profunda comunhão com a estrutura diocesana do Movimento. Ouvimos dizer com freqüência na existência alguns grupos “rebeldes”, “independentes”, “piratas”, grupos que não se dispõem em viver a Unidade Diocesana e assumem posturas arbitrárias, fomentando assim a divisão, as disputas, fragmentando o Corpo de Cristo. Há casos graves de lideranças que, não acolhendo as direções diocesanas, rompem relacionamentos e privam os membros de seus grupos de participarem dos momentos diocesanos como Cenáculos, Congressos, Formações, Seminários. Por outro lado, sabemos que uma coordenação diocesana deve ser sempre um sinal de unidade, mantendo-se aberta aos Grupos de Oração, favorecendo o crescimento espiritual dos diversos grupos, ampliando os espaços de comunhão e partilha, permitindo e fomentando um diálogo fraterno na caridade. Espaços de Unidade Os momentos de orações, reuniões e assembléias diocesanas, onde os coordenadores de Grupo de Oração, participam como representantes legítimos de

*José Luiz – Coordenador Diocesano e Membro do Conselho Estadual RCC SP.


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DIOCESE EM FOCO

COLÉGIO DIOCESANO “PADRE ANCHIETA” NOVAS INSTALAÇÕES, NOVO SISTEMA DE ENSINO. QUALIDADE EDUCACIONAL E PRINCÍPIOS CATÓLICOS DE MÃOS DADAS. O “Colégio Anchieta”, tradicional centro de ensino infantil, fundamental e médio pertencente à Diocese de Taubaté estará de casa nova em 2013. Localizado até então à rua Engenheiro Fernando de Matos, 327, próximo ao Santuário Santa Teresinha, a partir de 2013 terá suas instalações transferidas para o prédio que sediava o Seminário Santo Antonio, na avenida Granadeiro Guimarães, 122.

Eis algumas das vantagens do novo endereço do “Anchieta”: Proximidade com a Rodoviária de Taubaté, facilitando o transporte dos alunos dos bairros mais distantes e das cidades próximas – Caçapava, Pindamonhangaba e Tremembé; Amplo estacionamento – que também será inaugurado junto com as novas instalações do Colégio, facilitando a todos os que frequentam os arredores (Faculdade Anhanguera, Hospital e demais

Foto: Fausto Macedo

Desde a transferência do Seminário Diocesano de Filosofia “Santo Antonio”, para o bairro do Alto do Cristo, o prédio que sediava os seminários de Taubaté ficou desativado, à espera de uma adequada utilização que não descaracterizasse a presença da Igreja Católica no centro da cidade de Taubaté. Ao mesmo tempo a “Cruzada Escolar Padre Anchieta”, mantenedora que responde pelo Anchieta, iniciou uma séria reflexão sobre a revitalização estrutural, organizacional e educacional do colégio que já formou gerações de católicos taubateanos e de cidades vizinhas.

“É inegável que o prédio do ‘Anchieta’ precisava de uma reforma”, afirma o presidente da mantenedora, côn. José Luciano, “mas uma reforma que não fosse apenas em sua estrutura física, mas sobretudo em sua filosofia e seus objetivos”. Amadurecida a reflexão sobre a viabilidade de se transferir o colégio Anchieta para a avenida Granadeiro Guimarães e tendo a aprovação do Bispo diocesano Dom Carmo, chegou-se à definição da transferência como uma das grandes novidades que o Anchieta irá apresentar à população de Taubaté – notavelmente aos católicos que se preocupam com uma formação integral de seus filhos.

entidades que circundam as futuras instalações do Colégio Anchieta) e não encontram um local seguro para deixarem seus veículos; Belíssimo e amplo jardim interno, permitindo aos estudantes um contato imediato com a natureza no coração de Taubaté, mesmo durante o período de aulas; Com boa parte das salas de aula no térreo, tem-se maior acessibilidade; Espaço de playground para as crianças da educação infantil e quadra para educação física dos adolescentes e jovens; Três espaços de oração para

os alunos e professores: capela interna, gruta de Nossa Senhora e a grande capela para os eventos de maior porte;

uma Instituição que seja norteada por princípios de excelência educacional, ética, mas também de espiritualidade e fé. Assim nasceu a ideia de integrar o “Anchieta” Salas amplas e confortáveis para à “Rede Católica de Educação”. biblioteca e laboratórios de informática, física, química e biologia; A Rede Católica de Educação é uma das maiores redes de enMAS AS NOVIDADES NÃO sino do país, presente em todo o PARAM POR AÍ território nacional, associando a tradição da Escola Católica com Prédio novo, mensalidade nova! o que existe de mais inovador em Diante de tantas vantagens em educação. Já são cerca de 200 esuma nova localização o Anchie- colas em 22 estados, totalizando mais de 100.000 alunos. Uma inovadora e ousada proposta de Educação Integral e Excelência Acadêmica. Assim, se configura a Rede Católica de Educação, que, a partir da união e do fortalecimento das Escolas Católicas de todo o país, pretende promover a formação de uma nova geração de brasileiros, mais conscientes e comprometidos com o crescimento de toda a sociedade e a construção de um mundo mais justo e solidário. O objetivo da RCE é educar as crianças e jovens de acordo com o seu mundo, sua realidade e o seu tempo, a partir de uma proposta educacional moderna, formando ta não poderia se manter com as uma nova geração de profissionais mesmas mensalidades. Com a competentes e cidadãos íntegros. ampliação das estruturas físicas Uma Escola Católica em sintonia tem-se a possibilidade de ofere- com a modernidade e repleta de cer mais qualidade por um menor juventude é o que a RCE propõe. valor. Com isso as mensalidades para 2013 apresentarão uma re Tanta inovação pretendução significativa para os atu- de resgatar e consolidar cada vez ais e novos alunos matriculados. mais a presença da Igreja nos meios educacionais, procuranANCHIETA E REDE CATÓLI- do não só oferecer uma educação CA DE EDUCAÇÃO (RCE) qualificada do ponto de vista técnico e profissional mas também Mas somente uma mudança fí- e sobretudo cuidar da educasica não seria suficiente para res- ção integral da pessoa humana. ponder às exigências cada vez mais radicais e velozes na educa Conheça as novas Instalação das futuras gerações. A escola ções do Anchieta. O Colégio da católica precisa apresentar o seu Diocese de Taubaté. diferencial para que pais católi Matrículas abertas! cos possam confiar seus filhos a


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DIOCESE EM FOCO

Inauguração do salão de pastoral da Paróquia São Miguel Arcanjo

Bispo Dom Carmo realiza Celebração do Crisma na Penitenciária II de Tremembé Estive preso e Viestes Me visitar. (Mt25,36) Nós da Pastoral Carcerária da Diocese de Taubaté juntamente com nosso Bispo Diocesano Dom Carmo João Rhoden, realizamos no dia 28/09/2012 a celebração do Crisma, na unidade do I.R.T. (Penitenciária II de Tremembé) para dois dos internos que participam de nossas celebrações, que até então não tinham esse sacramento. A celebraçaão é fruto de uma catequese constante e de muita perseverança dos interessados e agentes da Pastoral Carcerária. Tivemos todo o apoio do Diretor e das Assistentes sociais da Unidade.

Foto: Duh Mendes

Dinallo Membro da Aliança de Misericórdia e coordenador do Sub-Regional de Aparecida da Pastoral Carceraria

No dia do seu padroeiro, 29 de setembro, próximo passado, nossa Paróquia inaugurou o seu tão sonhado salão de pastoral, logo após a Solene Liturgia Eucarística, presidida pelo nosso DD. Bispo, Dom Carmo João Rohden, que muito nos honrou com sua presença. Nossos mais sinceros agradecimentos aos Padres que me antecederam, Pe. Batista e Pe. Nilson, que iniciaram esta construção, ao povo, aos dizimistas, benfeitores, através dos quais este tão grande sonho tornou-se uma realidade. Graças ao empenho e a luta incansável de tantos Anônimos Guerreiros, e sobretudo a graça de Deus, em meio a uma grande festa, nossa Paróquia pôde celebrar mais esta Vitória em sua História. Deus Abençoe a todos Pe. Miguel

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Foto: Divulgação

Festa marca o encontro anual de coroinhas

O Serviço de Animação Vocacional da diocese de Taubaté promoveu no último domingo, dia 11 de novembro, mais uma edição do encontro anual de coroinhas. Cerca de 700 crianças e jovens, provenientes das mais diversas localidades da diocese, lotaram o Sítio Dom Carmelo em Taubaté, para uma tarde de reflexão, oração e confraternização. O tema do encontro, no contexto do Ano da Fé, foi: “Coroinha: amigo de Jesus pela fé na Eucaristia”. Imperava a alegria de servir com simplicidade a Jesus, através da liturgia, de maneira tão próxima, nos mais diversos contextos eclesiais. O encontro foi aberto pelo bispo diocesano, Dom Carmo João Rhoden scj, entusiasticamente acolhido pelos coroinhas numa manifestação de gratidão e amizade pelo pastor de nossa diocese. Com breves palavras, Dom Carmo, exortou os coroinhas à participação ativa na vida das comunidades, como caminho para o desenvolvimento humano integral e sadio, à sombra dos ensinamentos do Evangelho. Em seguida houve a celebração da Santa Missa. O encontro seguiu com momentos de brincadeiras e confraternização entre os grupos presentes. O encerramento foi marcado pela Benção do Santíssimo Sacramento. Vários padres e diáconos da diocese fizeram-se presentes no encontro. Destaque para a presença do Côn. Elair Ferreira Fonseca, vigário geral da diocese, que empolgou os coroinhas com palavras de incentivo. Segundo o Pe. Leandro dos Santos, coordenador da Pastoral Vocacional da Sub região de Aparecida e assessor diocesano da P.V da diocese de Taubaté.: “Jesus usou de criatividade para levar a todos os desígnios do Pai, também nós somos chamados a cumprir o mandato de evangelizar com criatividade e audácia. É nessa dinâmica que organizamos anualmente o encontro de coroinhas. É possível que alguns questionem o valor de reunir tantas crianças e jovens para um encontro com tamanha infra-estrutura. Estamos convictos, no entanto, da validade de atingir um número tão elevado de crianças e jovens que atuam em nossas comunidades e que, com a graça de Deus, saem dos nossos encontros motivados a continuar atuantes na vida da Igreja e de fazerem a diferença no nosso tempo. Respondemos, também, ao apelo da Igreja para a evangelização das novas gerações, sobretudo de crianças e jovens.” Pe. Leandro dos Santos Acessor - SAV PV

Aconteceu no último dia 07 de Novembro, na Igreja Catedral São Francisco das Chagas, mais uma reunião do Cabido Diocesano, entre os diversos assuntos em pauta, estavam a eleição da nova presidência e aqueles que tem a responsabilidade de gerenciar o Fundo Presbiteral. Foi eleito novo presidente do Cabido Diocesano, o Cônego Paulo César Nunes de Oliveira. Para gerenciar o Fundo Presbiteral foram eleitos: Monsenhor Marco Eduardo Jacob Silva – Presidente; Conego Elair Fonseca – Tesoureiro e Monsenhor Irineu Batista da Silva, releito secretário.

Divulgue seu evento diocesano aqui no O Lábaro, envie sua matéria para:

olabaro@diocesedetaubate.org.br

Valor: R$20,00 ou na Livraria Kairós (12) 3631-2816 (Ao lado da igreja Sacramentinas) Rua Conselheiro Moreira de Barros, 234 Centro - Taubaté/SP

Saída do ônibus às 7h em frente da Praça Santa Terezinha

Arte: Fausto Macedo

Arte: Divulgação

Cabido Diocesano tem nova presidência


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Conheça a nova Irmandade de Santa Terezinha É do conhecimento de todos que o Santuário dedicado à Santa Terezinha do Menino Jesus começou a ser construído em Junho de 1923, a pedido de Dom Epaminondas Nunes D’Avila e Silva, 1º bispo de Taubaté. No dia 07 de janeiro de 1925 foi desembargado do curato da catedral, uma nova paróquia, com sede na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e por isso mesmo dedicada à Virgem Maria. No entanto, por força da construção do Santuário – o primeiro do mundo dedicado à Santa Terezinha – em 1929, por ocasião da inauguração do mesmo, este passou a ser a Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, como é de fato atualmente. A Irmandade de Santa Terezinha foi fundada em 31 de maio de 1925. Mesmo ano de criação da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, mais precisamente quatro meses depois e coincidentemente, 14 dias após a canonização de Santa Terezinha, ocorrida em 17 de Maio daquele mesmo ano. Isso, confirma que a Irmandade de Santa Terezinha é a Associação Religiosa mais antiga da Paróquia, valendo recordar que embora em construção, desde os fins de 1924,o Santuário já abrigava atos litúrgicos em seu interior. Em 1925, a Associação de Santa Terezinha fundada em 31 de maio teve a seguinte Diretoria: Dona Silvina Fonseca da Silva – Presidente, Dona Lourdes Garcia de Sá – Secretária e o Pároco responsável preencheu o cargo também de tesoureiro. Infelizmente não temos registros, documentos dos 40 anos da presidência de Dona Ida Vachelli Cursino à frente da Irmandade de Santa Terezinha. Somente o

modelo do Diploma que as pessoas recebeiam quando ingressavam na Irmandade, assinado pelo Pároco, e a fita de seda rosa com a medalha de Santa Terezinha. No ano de 2000, Dona Ida convidou a Dona Neide Brunácio para ajuda-la, ocupando o cargo de secretária dando inicio ao primeiro livro de Atas. Tudo foi Anotado. As missas do dia 30, entrada de novos membros na irmandade, novenas, festa do Santíssimo Sacramento, festas de Santa Terezinha. Em 2004 por motivo de saúde, Dona Ida pediu demissão do cargo de presidente. Mons. José Osvaldo Clemente, pároco responsável pelo Santuário, solicitou a Dona Neide Brunácio que ocupasse a direção da Irmandade. No dia 30 de julho de 2007, Dona Ida faleceu. O seu corpo foi velado na Capela do Cemitério da Ordem Terceira – Convento de Santa Clara. Houve Missa celebrada por Mons. José Osvaldo Clemente, com presença de membros da Irmandade, amigos e familiares. A missa de 7º dia foi realizada no dia 06 de agosto de 2007 no santuário de Santa Terezinha, celebrada também pelo Mons. José Osvaldo Clemente. Sendo assim, a Dona Neide da Silva Brunácio ocupou oficialmente a Direção da Irmandade e continuou com as anotações do primeiro livro de Atas e confecção das fitas aos devotos de Santa Terezinha. E em preparação ao aniversário de 90 anos da Irmandade de Santa Terezinha, que ocorrerá em 31 de maio de 2015, a Associação Religiosa está sendo revitalizada e reorganizada com as devidas orientações. Entre outras coisas, difundiu-se a substituição da fita cor-de-rosa com a medalha de Santa Terezinha por uma opa cor salmon com o logotipo próprio da Irmandade, que aconteceu em 30 de janeiro deste ano, juntamente com a admissão de novos membros, devotos fiéis de Santa Terezinha que assumiram o compromisso de propagar sua devoção e santificar-se a partir dos exemplos da sua padroeira e colaborar

com os compromissos sociais. As reuniões da Irmandade ocorrem no primeiro sábado do mês, às 16h no Centro Pastoral Santa Terezinha. E no Santuário Diocesano às 19h também ocorre a tradicional “bênçãos das rosas”. Convidamos assim os fiéis devotos de Santa Terezinha, que queiram ingressar na Irmandade para que procure Dona Neide Brunácio, presidente da mesma. E convidamos também para a tradicional distribuição de rosas e a benção das relíquias de Santa Terezinha em Nosso Santiário, no final da Celebração no dia 30. No momento “40 dúzias de rosas” são oferecidas ao povo pela devota Sra. Darcy de Carvalho, cuja contribuição acontece a mais de 10 anos Hoje a Irmandade conta com mais de 75 membros. Faça parte você também! Neide Brunácio Presidente da Irmandade

PROMESSA DE ADMISSÃO À IRMANDADE Eu prometo com a ajuda do Espírito Santo ser fiel aos deveres e compromissos da Irmandade de Santa Terezinha, em tudo me esforçando para viver na graça de Deus. Amparado como patrocínio de tão grande santa quero testemunhar em minha vida as virtudes que a ornaram na terra. Quero cultivar uma sadia devoção, conhecer e difundir, conforme possa, o seu culto entre os fiéis, para a Glória de Deus e para minha particular santificação. Amém


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Sugestões Práticas para o ano da Fé

O ano da Fé Desde o dia 11 de outubro de 2012 a Igreja Católica Apostólica Romana, vem celebrando o “Ano da Fé” proclamado pelo Papa Bento XVI e que se prolongará até o dia 24 de Novembro de 2013, na Solenidade de Jesus Cristo, rei do Universo. Sua abertura culminou com a memória dos 50 anos do Concilio Vaticano II (1962) e os 20 anos de promulgação do Catecismo da Igreja Católica. Papa Bento XVI revelou sua intenção de proclamar um Ano da Fé na homilia da missa celebrada no dia 16 outubro de 2011 com os participantes da Congregação Plenária do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização. O Papa assim expressou: Para dar um renovado impulso à missão de toda a Igreja, gostaria de anunciar nesta Celebração eucarística que decidi proclamar um «Ano da Fé». [...] Será um momento de graça e de compromisso para uma conversão a Deus cada vez mais completa, para fortalecer a nossa fé n’Ele e para O anunciar com alegria ao homem do nosso tempo. O ano da fé não deve ser visto apenas no seu âmbito celebrativo, ou seja, não se trata apenas de organizar celebrações, mas de aprofundar os caminhos da fé cristã. Os fundamentos, as motivações e as orientações foram dadas pelo Papa Bento XVI, em sua Carta Apostólica sob a forma de Motu próprio Porta Fidei

A Carta Porta Fidei Através da Carta Apostólica Porta Fidei, o Santo Padre o Papa Bento XVI proclama o Ano da Fé. Este terá início no dia 11 de outubro de 2012, data em que a Igreja comemora o Jubileu de Abertura do Concílio Vaticano II e os vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. “A PORTA DA FÉ, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós”. Somos convidados, através do anúncio da Palavra, a uma caminhada de fé que perpassa toda nossa vida, do Batismo até nossa morte.

O Santo Padre nos lembra que a Igreja tem a missão de conduzir o homem para Deus, onde há “vida em plenitude”. Enquanto uma crise de fé assola vários campos da sociedade, a Igreja, em torno de seus pastores, é chamada a assumir sua função de ser sal e luz no mundo, iluminando e conduzindo o povo a Cristo. Nele se faz a experiência da samaritana junto à fonte de água viva, que resgata o sabor do Deus que dá sentido as nossas vidas através da FÉ em Jesus Cristo, nossa salvação. Nesse contexto o Papa nos oferece um caminho para compreendermos melhor “os conteúdos da fé” e o ato pelo qual nos entregamos inteiramente a Deus. Cremos com o coração e professamos nossa fé com palavras e ações. Por isso, a fé não é um fato puramente particular, trata-se também de assumir uma “responsabilidade social daquilo que se acredita”. É um “ato pessoal e comunitário”. Portanto, é na Igreja, “primeiro sujeito da fé”, que assumimos e vivemos a fé, através do Batismo. O Catecismo da Igreja Católica é um instrumento fundamental “para chegar a um conhecimento sistemático da fé”. A partir desse pensamento, o Ano da Fé deverá suscitar um grande esforço “em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que tem no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica”. O Catecismo traz a história da Fé da Igreja. Nele encontramos a vivência da fé em Jesus Cristo expressas também na liturgia e nos sacramentos. Quando hoje, mais intensamente do que em outros momentos da história, a fé é questionada por um pensamento que reduz as certezas racionais a “conquistas científicas e tecnológicas”, a Igreja não se intimida e mostra que fé e ciência, ambas, apontam para a verdade, seguindo “caminhos diferentes”. Será fundamental, neste Ano da Fé, resgatar a “história da nossa fé” que entrelaça santidade e pecado. Ao longo dessa história encontramos tantos crentes que viveram um profundo testemunho de Fé, arraigada no próprio Cristo. Maria, os Apóstolos, os discípulos (primeira comunidade cristã), os mártires, os santos, consagrados e consagradas pela Vida religiosa, cristãos comprometidos e testemunhas presentes nas diversas esferas sociais, até chegarmos a nós.

Baseadas nas orientações da Congregação para a Doutrina da Fé, a Conferência Episcopal dos Bispos dos Estados Unidos apresentaram estas 10 sugestões. Algumas já são deveres dos católicos; outras podem ser vividas em qualquer ocasião, mas, especialmente, durante o Ano da Fé. 1. Ir à Missa - O Ano da Fé pretende promover o encontro com Jesus. Isso acontece mais imediatamente na Eucaristia. Ir à missa com frequência consolida a fé pessoal através das Escrituras, do Credo, de outras orações, da música sagrada, da homilia, recebendo a Comunhão, e fazendo parte de uma comunidade de fé. A participação da missa dominical não é uma obrigação; antes, é uma necessidade de nossa alma. Mais: é um privilégio! 2. Ir à Confissão - Tal como pela Missa, os católicos encontram força e aprofundam a fé pela participação no Sacramento da Penitência e Reconciliação. A Confissão alenta as pessoas a regressarem a Deus, a expressarem arrependimento por terem caído e a abrirem as suas vidas para o poder curativo da graça de Deus. Perdoa as faltas do passado e dá força para o futuro. 3. Conhecer a vida dos santos - Os santos são exemplos intemporais de como se vive uma vida cristã, e dãonos uma grande esperança. Eles foram pecadores que persistiram em estar mais perto de Deus, e além disso, apontaram caminhos por onde podemos servir a Deus: no ensino, no trabalho missionário, na caridade, na oração, ou simplesmente procurando agradar a Deus nas ações e decisões correntes da vida diária. 4. Ler a Bíblia diariamente - A Escritura permite um acesso em primeira mão à Palavra de Deus e conta a história da salvação humana. Os católicos podem e devem rezar as Escrituras (pela lectio divina ou por outros métodos) para ficar mais em sintonia com o Deus da Palavra. Em qualquer caso, a Bíblia é uma necessidade para crescer no Ano da Fé. 5. Ler os documentos do Vaticano II - O Concílio Vaticano II (19621965) marcou o início de uma grande renovação da Igreja. Teve impacto na forma de celebrar a Missa, no papel dos leigos, na compreensão que a Igreja tem de si mesma e das suas rela-

ções com outros Cristãos e com nãoCristãos. Para continuar essa renovação, os católicos precisam entender o que é que o Concílio ensinou e como é que isso beneficia a vida dos crentes. 6. Estudar o Catecismo- Publicado exatamente 30 anos depois do começo do Concílio, o Catecismo da Igreja Católica abrange as crenças, os ensinamentos morais, a oração e os sacramentos da Igreja Católica num só volume. É um recurso para crescer na compreensão global da fé. 7. Ser voluntário na paróquia - O Ano da Fé não pode ser só estudo e reflexão. A base sólida das Escrituras, do Concílio e do Catecismo deve ser traduzida para a ação. A paróquia é um bom lugar para começar, e os talentos de cada um ajudam a construir a comunidade. As pessoas serão bem vindas para tarefas de acolhimento, música litúrgica, leitores, catequistas e outros serviços na vida da paróquia. Apresente-se ao seu pároco! 8. Ajudar quem precisa - O Vaticano convida os católicos a dar ajuda material, tempo e carinho para ajudar os pobres durante o Ano da Fé. Isto significa encontrar pessoalmente Cristo nos pobres, marginalizados e nos mais vulneráveis. Ajudar os outros põe os católicos olhos nos olhos diante de Cristo e é exemplo para o mundo. 9. Convidar um amigo para a Missa - O Ano da Fé pode ser global na finalidade, focando na renovação da fé e na evangelização de toda a Igreja, mas a verdadeira mudança acontece ao nível local. Um convite pessoal pode fazer a diferença para alguém que se afastou da fé ou que se sente excluído da Igreja. Todos nós conhecemos pessoas assim, por isso todos nós podemos fazer um convite amável. 10. Viver as bem-aventuranças na vida diária - As bem-aventuranças (Mateus 5, 3-12) são um ótimo modelo para a vida cristã. A sua sabedoria pode ajudar todos a serem mais humildes, pacientes, justos, transparentes, amáveis, inclinados ao perdão e livres. É precisamente o exemplo de fé vivida que vai atrair pessoas para a Igreja durante este ano.


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Entendendo o significado da logomarca do Ano da Fé

ANO DA FÉ

O Tigrama IHS

O Nau A Igreja

2012 2013

O Mastro Principal A Cruz

O Sol A Eucaristia

No campo quadrado e com borda, encontra-se simbolicamente representada a nau, imagem da Igreja, que navega sobre águas sutilmente esboçadas. O mastro principal é uma cruz que iça as velas. Estas por sua vez, realizam o Trigama de Cristo (IHS). E, ao fundo das velas, aparece o sol que associado ao Trigama remete à Eucaristia. As indulgências podem ser obtidas nos seguintes dias:

Na Diocese de Taubaté O ano da fé em nossa diocese

de Pádua - Caçapava); As Igrejas

Indulgências Plenárias:

pode ser também ser vivido através da realização de peregrinações em determinadas Igrejas, a saber: Catedral São Francisco das Chagas; A Basílica Menor de Tremembé e todos os Santuários canonicamente erigidos (Nossa Senhora do Bom Sucesso - Pindamonhangaba, São Benedito – Taubaté, Santa Teresinha – Taubaté e Santo Antônio

Paroquiais de São Bento do Sapucaí, Santo Antônio do Pinhal, Santa Terezinha do Menino Jesus em Campos do Jordão, Igreja provisória de São Luís de Tolosa, Nossa Senhora da Natividade em Natividade da Serra, Santa Cruz em Redenção da Serra e Nossa Senhora das Dores em Jambeiro.

Em data de 14 de setembro p.p. a Santa Sé emitiu um Decreto em que concede “indulgência plenária” no Ano da Fé. Dentre as várias graças, ela facultou aos Bispos diocesanos definir datas e locais especiais para que os fiéis possam obter tais indulgências também em suas próprias Dioceses.

08 de dezembro de 2012 – Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora; 25 de dezembro de 2012 – Solenidade do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo; 28 de março de 2013 – Quinta – feira Santa; 13 de agosto de 2013 - 63º aniversário da Sagração da Catedral São Francisco das Chagas; 04 de outubro de 2013 - Solenidade de São Francisco das Chagas, Padroeiro da Diocese; 24 de novembro de 2013 – Encerramento do Ano da Fé; Na festa do Padroeiro das várias Paróquias, ali nas Igrejas agraciadas com o benefício das indulgências e Uma vez por mês, em dia escolhido livremente pelo fiel.


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REFLEXÃO

Democracia Republicana Pe Silvio José Dias* Ayres Britto, Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), proferindo seu voto no Processo 470, já convencionalmente conhecido por “processo do mensalão”, no item sobre corrupção ativa, afirmou que dentro do governo foi arquitetado um projeto de poder para golpear a democracia e os princípios da república. Segundo ele o republicanismo “postula possibilidade de renovação dos quadros dirigentes”. Por isso, ele via no mensalão “um projeto de governo que, muito mais do que continuidade administrativa, é seca e rasamente continuísmo governamental”. Que um partido político trabalhe para alcançar o poder, conquistando por meio do voto democrático o governo, é uma coisa. Que esse mesmo partido esforce-se para manter-se governo, recebendo aval popular mediante o voto, também é aceitável. Agora, quando esse partido começa a governar não

para o bem de todos, mas visando primordialmente a manutenção do poder, isso já é outra coisa. E essa coisa, no entender do presidente do STF e da maioria dos seus ministros – excetuando dois – é um golpe antidemocrático. É prática antirrepublicana aparatar a administração com fins a beneficiar apenas o partido e seus aliados. Um governante não usa o poder para administrar os interesses do partido, mas sim o bem público. Com efeito, a res publica (a coisa pública) é patrimônio do estado republicano. É coisa do povo. Não pertence ao partido e aos seus aliados. Tampouco pode ser usada como se fosse bem de uma pessoa, o governante em gestão. É por isso que o executivo, de qualquer nível administrativo – federal, estadual ou municipal – deve prestar constas de sua administração ao público. Considerado isso, o STF expos

alguns crimes cometidos pelos gestores do mensalão: 1) usar recursos públicos para adquirir maioria no congresso e assim, aprovar projetos de interesse do governo; 2) usar a administração da República, manipulando o exercício político, com fins a manutenção do poder por tempo indeterminado; 3) impedir, anular ou extinguir qualquer oposição. A história já demonstrou práticas antirrepublicanas antes, na Alemanha e na Rússia. Em ambos os casos, o partido que assumiu o poder se apropriou de tal forma do Estado que mudou até mesmo a bandeira do país. A Alemanha nazista trocou o pendão tricolor pela suástica. A União soviética ostentava a foice e o martelo, símbolos do partido comunista. Hoje, liberta da ditadura do partido único, a Rússia voltou a ostentar em sua bandeira as tradicionais faixas horizontais branca, azul e verme-

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lha. E na Alemanha unificada tremulam a tricolor preto, vermelho e amarelo. Quando um povo elege seu governante, não lhe passa a administração como propriedade. Confialhe o serviço público em prol do bem comum. Ao votar, o eleitor não está assinando inscrição em um partido, nem aderindo a sua ideologia. Está apenas confiando no plano de governo e nas promessas feitas por um candidato. E se a coisa não anda nos conforme, então é direito do povo, na eleição seguinte, trocar a administração atual por outra. E se houver abusos demasiados, pode até mesmo tirála do poder, mediante mecanismos jurídicos e democráticos. Essa é a dinâmica republicana inscrita na constituição de nosso país.

*Pe. Silvio José Dias é Pároco na Paróquia, Nossa Senhora D’Ajuda em Caçapava SP


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Igreja

A fé: Percurso de vida José Pereira da Silva*

“Em Deus descobrem-se sempre novos mares quanto mais se navega”, afirmava Frei Luís de Léon (1527-1591), escritor místico espanhol contemporâneo de Santa Tereza de Ávila (1515-1582) e São João da Cruz (1542-1591). A fé é a primeira das virtudes teologais. Este adjetivo remete-nos obviamente para Deus, no sentido subjetivo (a fé é a virtude dada pelo próprio Deus, infundida por ele, alimentada, sustentada) e em sentido objetivo ( é a virtude que tem por objetivo Deus,o seu mistério,a sua palavra e a sua obra). Fé e graça se entrelaçam. Escreve São Paulo: “Isaías atreve-se, mesmo, a dizer: Eu, o Senhor deixei-me encontrar pelos que não me procurava,manifestei-me mas que não perguntavam por mim” (Rm 10,20;Is 65,1). No princípio é,

então, o amor divino que interpela o homem. O homem responde com a sua liberdade que pode gerar uma recusa ou uma adesão. E a adesão é precisamente a fé. Iluminadoras são também as palavras de São Paulo aos Romanos: “Vós não recebestes um Espírito que os escravize e volte a encher-vos de medo; mas recebestes um Espírito que faz de vós filhos adotivos. É por Ele chamamos: Abbá, ó Pai” (8,15). A fé tem uma dimensão de risco, de entrega de si, mas descobre que o horizonte misterioso de Deus é bem mais alto que o nosso, como já sugeria o Senhor pela boca de Isaías: “Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos – oráculo do Senhor. Tanto quanto os céus estão acima da terra, assim os meus

caminhos são mais altos que os vossos,e os meus planos,mais altos que os vossos planos”.(55,8-9). A fé é como um apertar a mão de Deus que nos é oferecido enquanto estamos imersos no nosso limite criatural ou afundando nas areias movediças lamacentas do mal e do pecado. Este abraço transforma-nos e transfigura porque Deus infunde em nós a sua própria respiração de vida, o seu “espírito”. A fé também deve ser refletida, como diz Santo Agostinho: “Quem crê pensa, e pensando, crê. A fé, se não é pensada, é nula”. A fé é reconhecer que existe uma presença invisível que opera na história, é saber partilhar os tempos de crescimento, é acolher com alegria esse dom que faz viver uma existência totalmente nova. A fé exige uma adesão, para lá do

“discurso” é um percurso de vida: é a confiança, é o abandono ao Revelador e Redentor, é um confiarse a Ele e aos seus braços paternos. É sugestiva a definiçaõ de fé que nos é oferecido por aquela deslumbrante texto que é a Carta aos Hebreus: “A fé é garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se veem”(11,1). Cristo continua a repetir, como na última ceia da sua vida terrena, entre as paredes do cenáculo, um convite que ressoa ainda hoje com o mesmo frêmito “Credes em Deus; credes também em mim” (Jo 14,1). Crer indica um fundar-se sobre a palavra e sobre a presença do Outro divino, em procurar nele a estabilidade e segurança numa relação interpessoal. *José Pereira da Silva é historiador e professor


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E A PALAVRA SE FEZ CARNE

O Discipulado no Evangelho de Marcos Foto: yvislicious.deviantart.com

Pe. Mariano, scj*

1. As várias categorias de Discípulos em Mc Segundo Marcos são duas as categorias dos seguidores de Jesus: os discípulos em geral e os Doze (1Cor 15,3-7) em particular. Os Doze são os que aparecem na lista de Mc 3,1619, ao passo que os discípulos são formados por um grupo maior (2,15), com as mulheres que o seguiam e serviam (15,40-41). Todos são chamados por Jesus ao seguimento. Trata-se, pois, de um grupo cristológico, quer dizer, Jesus Cristo é o sentido para a vida, o discipulado e a missão dessas pessoas. Todos deverão conhecer Jesus e dar testemunho de suas palavras e obras. Ele será, sempre, o único Mestre (cf. Mt 23,8).

No grupo dos Doze, Marcos destaca o círculo menor dos Três: Pedro, Tiago e João. Eles são testemunhas do poder de Jesus sobre a morte (5,37-43); assistem sua transfiguração (9,2-8); presenciam sua angústia no Getsêmani (14,32-42).

“Todos deverão conhecer Jesus e dar testemunho de suas palavras e obras. Ele será, sempre, o único Mestre ”

Entre todos, sobressai o Grupo dos Doze, formado pelos que deixam suas posses e família, para acompanhar a vida e a comunidade itinerantes do Mestre. Estes vivem habitualmente com Jesus. Formam a nova comunidade fraterna, o Novo Israel, em torno do Mestre e Salvador, Jesus Cristo.

l Lugar especial, entre todos, cabe a Pedro que tem proeminência no grupo dos Doze. Marcos menciona-o por 24 vezes: antes de lhe mudar o nome (3,16) é Simão (4 vezes). Depois chama-o de Pedro (18 vezes) e uma vez (14,37) Simão. É sempre o primeiro nos elencos evangélicos dos apóstolos. Ele aparece como o porta-voz do grupo, tanto nas afirmações e comportamentos certos quanto no falar e agir equivocados. 2. A incompreensão dos Discípulos O tema da incompreensão perpassa Mc, por vezes acompanhado da “dureza de coração”. As autoridades não compreendem Jesus nem o povo. O mais difícil, porém, é perceber que os próprios discípulos em geral nem mesmo os Doze em

particular o compreendem. Assinalemos a incompreensão dos apóstolos em nada menos de dez ocasiões que você mesmo pode conferir: j Mc 4,10.13; k Mc 6,52; l Mc 7,18; m Mc 8,1718. 21; n Mc 8,33; o Mc 9,10, p Mc 9,32; q Mc 10,38; r Mc 14,50; s Mc 16,14. Por que a incompreensão? Porque Jesus se apresenta, vive e ensina de um jeito novo, inesperado. Na verdade, os discípulos de outrora (como nós agora...) não faziam suas as disposições, convicções e opções de Jesus. Não “prendiam” para si o Mestre lhes oferecia. Por isso não “com-preendiam”. 3. A cegueira e o medo dos Discípulos em Mc No Evangelho de Marcos, ao tema da incompreensão vêm associados os da cegueira e medo: A cegueira toma conta das autoridades, das pessoas em geral e dos próprios discípulos. Eles enxergam com os olhos mas são cegos à novidade que Jesus traz. Este modo cego de proceder deve-se ao fato de as pessoas estarem tão centradas sobre si que não percebem as mudanças que Jesus lhes traz. A cegueira também pode ser causada pelas falsas expectativas em torno

do Messias que viria. Por isso, quando Jesus chegou, de forma exigente e surpreendente, a adesão ficou difícil. Em contraposição, Mc apresenta dois cegos, biologicamente, mas que enxergam e veem muito bem espiritualmente, razão pela qual se tornam modelo de discipulado (8,2226; 10,46-52). O primeiro deles (o cego de Betsaida) aparece justamente no momento em que Jesus começa sua missão para além da Galileia. Já o segundo destes cegos (o cego Bartimeu) que enxergam está no final do caminho-missão que Jesus realiza subindo da Galileia a Jerusalém. O tema do medo também é sintomático de um discipulado ainda imaturo e de adversários injustos (6,49-50; 9,32; 10,32; 11,18.32; 12,12; 16,8...). O medo é uma forma de cegueira pois é fruto do insuficiente conhecimento que os discípulos tem de Jesus. Seguir Jesus caracteriza-se por assimilar os sentimentos do Mestre, imitar suas atitudes, fazer suas as opções de vida dele. Quem não faz isso, acaba com medo porque não quer mais voltar atrás e ainda não encontra razões suficientes para se comprometer e prosseguir. *Pe. Mariano, scj é doutor em Teologia, Mestre em Bíblia e Provincial da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Província Brasil Central)

LEITURAS DOS DOMINGOS DE NOVEMBRO / DEZEMBRO Dia 18/11 - Dn 12,1-3 / Sl 16 Hb 10,11-14.18 / Mc 13,24-32 Dia 25/11 - Dn 7,13-14 / Sl 93 Ap 1,5-8 / Jo 18,33-37 Dia 02/12 - Jr 33,14-16 / Sl 25 1Ts 3,12-4,2 / Lc 21,25-28.34-36 Dia 09/12 - Br 5,1-9 / Sl 126 Fl 1,4-6.8-11 / Lc 3,1-6


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LITURGIA

A procissão do Evangelho na Eucaristia Dominical “Eis que se adianta a procissão do Santo Evangelho” Pe. Roger Matheus*

Fotos: Divulgação

Entre as procissões que se realizam durante a missa, a do Evangelho deveria ser a mais festiva e a mais alegre. Com efeito, enquanto a procissão de entrada, a das oferendas e a da comunhão, têm todas por finalidade satisfazer a uma necessidade prática (formar a assembléia, levar as oferendas ao altar, receber a comunhão), a procissão do Evangelho tem por primeira e principal finalidade a glorificação do Cristo na sua Palavra e a aclamação da sua presença. Eis aqui o ponto culminante da celebração da Palavra. Conforme o antigo ritual da liturgia galicana (VI século), o clero cantava: “Portas, levantai vossos frontões! Elevaivos, portas eternas! Entre o Senhor todo-poderoso,o Rei da glória” (Sl 23,7). E o ritual antigo se explicava assim: “Eis que se adianta a procissão do Santo Evangelho, como o poderio do Cristo triunfando da morte, em meio aos cânticos e dos sete candelabros (que são os sete dons do Espírito Santo, ou ainda as lâmpadas da Lei antiga, crucificadas pelo mistério da cruz). (O diácono) sobe ao ambão, como o Cristo à cátedra do reino do Pai, e dali proclama os dons da vida, enquanto os clérigos aclamam: Gló-

ria a vós, Senhor!”. Tais palavras são tiradas de um rito do VI século, mas podem iluminar sobremaneira nossos olhos quando celebrarmos os nossos ritos atuais. Os ritos mudaram, mas o sentido permaneceram.

O rito do Evangelho hoje “Enquanto se canta o Aleluia ou outro canto (o que acontece somente na quaresma), se for usado o incenso, o diácono o oferece ao sacerdote para que o coloque. Em seguida, inclinado diante do sacerdote, pede a bênção, dizendo em voz baixa. Em seguida, se o livro dos Evangelhos estiver sobre o altar, ele o toma, eleva para que a assembleia possa contemplá-lo (semelhantemente ao momento da consagração eucarística, quando as espécies de Pão e Vinho também são elevados para a contemplação dos fiéis), e se dirige ao ambão, precedido pelos ministros, se houver, que carregam os castiçais e, se se julgar oportuno, o incenso. Do ambão, saúda o povo, incensa o livro e proclama o Evangelho”. Quando a missa é celebrada sem diácono, o ritual é fundamentalmente o mesmo, com as neces-

sárias adaptações: “Enquanto se canta o Aleluia ou outro canto, o sacerdote, com as mãos postas, e inclinado diante do altar, reza em voz baixa... Então, se o livro dos Evangelhos está sobre o altar, ele o toma e, precedido pelos ministros – que podem levar o incenso e as velas - , dirige-se ao ambão” (IGMR 93-94).

Sugestões pastorais O coração do rito, se considerado no que tem de mais simples, mas perfeitamente significativo, assim se apresenta: o sacerdote toma o Evangeliário, palavra do Cristo, de cima do altar, que representa o Cristo, e o leva ao ambão, lugar da Palavra de Deus, enquanto se aclama o Senhor. Parece-nos que essa procissão, que conserva a transparência de seu significado, deveria ser realizada em todas as missas dominicais. Mesmo que o espaço exíguo não permita uma procissão solene (embora nossos templos devessem ser construídos levando em consideração todos os ritos celebrativos, logo, também o da procissão do Evangelho), dever-se-ia ao menos fazer a ostensio Evangelii, isto é, mostrar o livro

dos Evangelhos: o celebrante toma o livro de cima do altar, mostra-o à assembleia que aclama o Cristo com o canto dos homens novos: o Aleluia. Essa ostensio é semelhante à da hóstia consagrada e à do cálice, por ocasião da consagração. É esse coração do rito que o “Diretório das missas para crianças” sugere realizar quando convida as crianças a participarem da procissão do Evangeliário: “A participação ao menos de algumas crianças na procissão do Evangeliário assinala mais claramente a presença do Cristo anunciando a palavra a seu povo”. Desejamos que a reflexão continuada sobre o significado de cada um dos ritos referentes à aclamação a Cristo presente na Palavra possa desenvolver nos ministros e nas assembleias celebrativas um “olhar” cada vez mais aguçado para “ver” o Ressuscitado na Eucaristia, mas também em sua Palavra. No próximo mês iremos refletir sobre o significado bíblico das velas e do incenso usado na procissão de Cristo presente no santo Evangelho. *Pe. Roger Matheus é Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora da Boa Esperança em Caçapava - SP e Assessor Diocesano de Liturgia


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Pastoral

A organização Pastoral da Igreja no Brasil – 2 As subregiões pastorais do Estado de São Paulo Pe. Kleber Rodrigues* Na última edição vimos a organização pastoral da Igreja no Brasil a partir dos 17 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Neste artigo vamos compreender a organização através das subregiões pastorais, considerando ser uma particularidade do Regional Sul 1 – Estado de SP, os outros regionais não adotam esta estrutura de subregiões. O estado de São Paulo é composto pelas subregiões: São Paulo 1 (Arquidiocese de São Paulo e suas regiões episcopais) São Paulo 2 (Dioceses de Campo Limpo, São Miguel Paulista, Guarulhos, Mogi das Cruzes), Botucatu (Arquidiocese de Botucatu, Dioceses de Marília, Lins, Ourinhos, Assis, Bauru, Araçatuba, Presidente Prudente) Campinas (Arquidiocese de Campinas, São Carlos, Piracicaba, Bragança Paulista, Limeira, Amparo), Ribeirão Preto 1 e 2 (Arquidiocese de

Ribeirão Preto, Dioceses de Jales, São João da Boa Vista, Franca, Jaboticabal, Barretos, Catanduva e São José do Rio Preto), Sorocaba (Arquidiocese de Sorocaba, Dioceses de Itapeva, Itapetininga, Registro, Jundiaí) e Aparecida (Arquidiocese de Aparecida, Taubaté, São José dos Campos, Lorena e Caraguatatuba). Cada subregião possui um bispo referencial intitulado de Presidente e um padre coordenador, denominado Subsecretário de pastoral. A cada três meses participam de reuniões junto à presidência do Regional Sul 1 da CNBB, em São Paulo. Através desta estruturação é possível visualizar a organização hierárquica de nossa Igreja, bem como os esforços realizados em vista da aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015. Cada subregião desenvolve suas atividades dentro da situação pastoral de cada diocese, não

se trata de instâncias jurídicas que possam tirar a liberdade garantida pelo Direito Canônica de cada diocese, mas a principal finalidade das subregiões é provocar um espaço de unidade, comunhão, partilha, fraternidade e solidariedade. Para não esquecermos nossa caminhada de reflexão, já compreendermos o papel da

CNBB Nacional, dos Regionais e neste vimos o valor das subregiões existentes no estado de São Paulo. Na próxima edição vamos falar sobre a Subregião Aparecida.

*Pe. Kleber é Pároco da Paróquia de São José Operário em Caçapava e Coordenador Diocesano de Pastoral

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especial mês a mês

fique por dentro Que vida vale a pena ser vivida? Jovens se reúnem para um dia de orações e atividades na Diocese “Que vida vale a pena ser vivida?”, essa é a pergunta central do Dia Nacional da Juventude que na nossa Diocese, será celebrado no próximo dia 18 de novembro, na matriz da Paróquia São Sebastião, em Taubaté. A Igreja do Brasil, através do Documento n. 85 da CNBB, apresenta os principais problemas enfrentados pelos jovens brasileiros: as desigualdades de renda; o acesso restrito à educação de qualidade e frágeis condições para permanência na escola; o desemprego e a inserção no mercado de trabalho; a falta de qualificação para o mundo do trabalho; o envolvimento com as drogas e alto consumo de bebidas alcoólicas; a banalização da sexualidade; a gravidez na adolescência; a AIDS; a violência no campo e na cidade; a intensa migração; as mortes por causas externas (homicídios, acidentes de trânsito e suicídios); o limitado acesso às atividades esportivas, de diversão, culturais e a exclusão digital. Esses têm sido os sinais de morte que atingem a nossa juventude. Mas quais são as contribuições das instituições e quais são as tecnologias sociais adotadas para dar conta destes eventos? O que temos feitos em busca de Políticas Públicas para os nossos adolescentes e jovens? Que espaços de participação a nossa juventude tem levado a Boa Notícia do Jovem Galileu? Como comunidade católica o que temos construído para gerar vida no meio

da juventude? Onde temos feito germinar a árvore da vida? Qual o nosso Projeto de Vida? Pessoalmente podemos nos perguntar: tenho contribuído para que o jovem construa um futuro melhor? Frente a tantos sinais de morte que encontramos, o Reino de Deus nos apresenta sinais de vida. É preciso transformar esses sinais em ações concretas que possam atingir toda a juventude e não só aqueles presentes dentro da Igreja. Todos os anos, a Juventude católica se une parar comemorar um dia que foi dedicado a ela, mas não apenas comemorar e sim lançar-se no mundo de jovens que se distanciam cada vez mais dos princípios cristãos, na busca de ser uma luz a guia-los para junto dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Robson de Caçapava, encerrando o dia com a Adoração ao Santíssimo Sacramento, às 16 horas. Todos estão convidados para participar desta comemoração. Venha prestigiar, rezar, cantar e celebrar com a juventude católica da Diocese de Taubaté.

O que rola na JMJ Rio 2013 Festival da Juventude

Já estão abertas as inscrições para o Festival da Juventude que irá ocorrer durante as atividades da Jornada Mundial, ano que vem, no Rio de Janeiro. Grupos de dança, teatro, bandas, cantores e expositores podem se inscrever para que a sua arte seja vista por milhares de jovens. Basta entrar no site da JMJ (www.rio2013.com/pt/ Se liga no DNJ da nossa Diocese festival-da-juventude) e preenComo neste ano tivemos o segun- cher todos os dados da ficha e do turno das eleições municipais aguardar na torcida. As inscrições em Taubaté, a data do DNJ da vão até o dia 15 de dezembro. Diocese de Taubaté foi transferida para o dia 18 de novembro e irá União na oração do terço contar com uma extensa programação, iniciando-se às 9 horas da O Movimento Apostólico de Schomanhã com a celebração da Santa enstatt está realizando a campaMissa, sendo presidida pelo Pa- nha “Rezei Este Terço por Você” dre Rodrigo Natal e Padre Cleber onde cada cristão é convidado a Sanches e com a animação do Mi- rezar um ou mais terços (indivinistério Canthares da Missão Sede dualmente ou em grupo) por um Santos e os jovens da Missão Ge- jovem peregrino da JMJ Rio2013. ração Adoradora, de Caçapava. Depois, esta pessoa que rezou as O Dia Nacional da Juventude prossegue com pregações da Fabiana Barros de São José dos Campos toda a animação da equipe do programa “Revolução Jesus” da TV Canção Nova e as animadas músicas da Balada Cristã com DJ

especialmente por aquela pessoa que o enviou, formando assim uma grande corrente de oração. De acordo com eles, para participar a pessoa que rezar o terço deve enviar este terço, até fevereiro de 2013, com seu nome e cidade, para o Santuário de Schoenstatt, que fica na Estrada dos Bandeirantes, 13833, em Vargem Pequena, no Rio de Janeiro CEP 2783-117. A campanha também está no Facebook, na página “Rezei Este Terço por Você”: (www.facebook. com/RezeiEsteTercoporVoce).

Atenção para com a inscrição para a Jornada Mundial da Juventude

As inscrições para a Jornada Mundial da Juventude prosseguem no site oficial (www.rio2013.com / pt/inscricao), porém vale ressaltar que as paróquias devem ficar atentas no ato da inscrição. Os organizadores de cada paróquia, que confirmarem a ida para a Jornada Mundial da Juventude no ano que vem, devem informar a Cúria Diocesana antes de inscreverem os jovens para a Jornada. Isso porque a Diocese de Taubaté possui alojamento para mil pessoas em um colégio que fica na cidade do Rio de Janeiro e irá distribuir esse benefício para os dezenas faz com que esse terço che- jovens que forem se inscrevendo. gue ao Santuário de Nossa Senhora de Schoenstatt do Rio de Janei- Vale ressaltar que se trata de um ro, para ser doado a um jovem que número limitado de vagas, por estará participando da Jornada. isso, a paróquia deve entrar em Segundo os organizadores, os contato o quanto antes com a jovens que receberem os terços Dona Cida na Cúria Diocesatambém serão convidados a rezar na, pelo telefone (12 3632-2855)


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CRÔNICA

Está na hora de jogar o manto Pe. Fred*

Eu fico olhando para a juventude, num misto de carinho e inveja, e vejo o quanto a maioria sofre e, buscando somente ser feliz, acaba por se machucar e muitas vezes, sem retorno, sem cura, sem esperança. O que nós - evangelizadores, os “apóstolos e missionários de hoje, assim como faz Bento XVI, é criar espaço e clima para mostrar que eles e elas - que vivem o momento de explosão de amar - que se deixem “apaixonar” por Jesus, ao invés de se apaixonarem por alternativas falsas, fugazes e enganosas, e que “joguem tudo pra cima” (assim como o Bartimeu jogou a sua capa, e sua capa era tudo o que ele tinha de seu, era sua casa, seu abrigo, seu calor, seu tudo....

mas jogou e estava livre pra seguir Jesus, e fazendo isto, livrouse das trevas e encontrou a luz. Não quero dizer que, necessariamente tenha que jogar tudo pra cima, como fez são Francisco que saiu nu em busca de um novo modo de vida, radical, na reconstrução da igreja de Cristo, ou mal comparando, eu que quis ir ser padre. Não precisa ser padre ou freira pra “seguir” Jesus, mas, apaixonado é deixar com coragem tudo o que entristece, que diminui, que prejudica ou seja as baladas desenfreadas, as noites sem dormir na porta das lojas de conveniência dos postos de gasolina ou nas boates ensurdecedoras, da droga ou do álcool, do sexo desenfreado, do tráfico ou da prostituição,da violência e das gangues.... enfim,

tudo isto que eles mesmos dizem que os faz sofrer e ter a coragem de dizer “Jesus eu sei que o Senhor pode.... faz por mim”. A decisão sempre vai ser nossa, do ser humano, do jovem enfim. Só que a maioria dos jovens não vão ler este artigo longo e cansativo.... eles não pegam no “lábaro” ou não vão às nossas assembléias e cultos. Então vocês que me lêem, por favor, façam como fizeram aquelas pessoas ao lado de Bartimeu: “ coragem, levanta, o mestre te chama” ! Isto é ser apóstolo hoje.

*Pe Fred é administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Rosário - Santuário Santa Teresinha e Capelão do Colégio Idesa

LINK CULTURAL Fausto Macedo*

Foto: Divulgação

// MÚSICA Você já se imaginou curtindo um bom e velho funk? Sabe aquele som ensurdecedor que alguns gostam de escutar no último, quando estão no carro e no domingão à tarde quando você só quer ver o Faustão sossegado e não consegue. Agora existe um versão católica e bem humorada do ritmo. Bom, vou tratar logo de esclarecer esse papo de “funk católico” antes de ser apedrejado pelos leitores do “O Lábaro”. rs O verdadeiro funk, foi originado na década de 60, a partir de músicos afroamericanos que misturaram soul e jazz e assim, criaram uma nova forma de música, cheia de ritmo e com espirito dançante. Esse novo ritmo tem um estilo de música super marcada pelo forte groove de contra-baixo elétrico perfeitamente casado à bateria. As músicas eram comuns e baseadas em ape-

nas um acorde e explorando muito o vocal soul. Um artista muito famoso nesse estilo é James Brown, com seu jeito irreverente, roupas bem coloridas e cheias de brilhos, um verdadeiro ícone do funk norte-americano. No Brasil, infelizmente este estilo tem se tornado ícone de pornografia e imoralidades que abusam da sensualidade pra atrair mais adeptos. Mas não podemos negar que este estilo tem atraído muitas e muitas pessoas. E quando nos decidimos pelas coisas de Deus? Precisamos muitas vezes deixar pra trás as coisas que nos afastam Dele, como imoralidades e exageros na sexualidade, mas e aí, o cara que curte FUNK vai ter que aprender a gostar de outro estilo? Não!!! Dj’s cristãos resolveram nosso problema, sendo assim criaram uma poderosa forma de evangelizar através do funk. Tenho frequentado baladas cristãs pelo menos duas vezes ao mês, elas acontecem por todo o vale do Paraiba e estão cada vez melhores e vejo que quando o funk rola na pista a

“mulecada” vai à loucura, o ritmo é o mesmo, a batida é envolvente, mas as letras são bem diferentes falam de verdade de caminho e de VIDA! É muito cômico ver os jovens descendo até chão, até que se dão conta de que algo está diferente naquela música, e quando observam que a letra é um convite à conversão a postura na pista muda. É incrível! Acho que o que rola nesse momento é um constrangimento. E dentre os cantores e grupos evangélicos que exploram as vertentes do soul e funk desenvolvendo trabalhos muito bons destaco aqui Adriano Gospel Funk, que na minha opinião é um dos melhores nessa área, suas músicas são irreverentes, falam de postura e atitude cristã, e um de seus clássicos que faz a pista bombar é “Chuta que É laço”. E nós, católicos também temos nossos representantes e podemos dizer que eles fazem um ótimo trabalho! Destaco aqui a “Banda do Céu” que surgiu em 1999, com a proposta de fazer um “som” POP com influências da Funk e Soul Music e tem dois trabalhos,

o primeiro Banda do Céu – Volume I e o segundo, lançado em dezembro de 2010, Banda do Céu VoluFoto: Divulgação me II (a volta). O primeiro cd fez grande sucesso com o público jovem, contando com letras fáceis e divertidas, das quais destacam-se “A Festa” e “Cante em Paz” e “A Chave”. Retornaram após alguns anos de hiato, com um cd cheio de novidades e sinceramente, ouvindo os dois álbuns, fica difícil destacar grandes mudanças, pois eles continuam super irreverentes, ainda que mais maduros. Então não se esqueça de curtir a vida! Você não precisa se aniquiliar pra ser um bom cristão, seja você mesmo e mostre que é possivel ser santo sem deixar de ser Jovem Bom batidão a todos! *Fausto Macedo é auxiliar de Comunicação da Mitra Diocesana e estudande de Propaganda e Marketing na UNIP


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DIOCESE DE TAUBATÉ

Expediente

Horário de Missas TAUBATÉ

DIOCESE DE TAUBATÉ MITRA DIOCESANA DE TAUBATÉ - CNPJ 72.293.509/0001-80 Avenida Professor Moreira, nº 327. Centro - Taubaté-SP CEP 12030-070 Expediente: De Segunda a Sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Telefone (12) 3632-2855

Bispo Diocesano: Dom Carmo João Rhoden, scj Vigário Geral: Côn. Elair Fonseca Ferreira Ecônomo e Procurardor: Côn. José Luciano Matos Santana Chanceler do Bispado: Mons. Irineu Batista da Silva Coordenador Diocesano de Pastoral: Pe. Kleber Rodrigues da Silva

Decanatos / Decanos / Paróquias / Párocos DECANATO TAUBATÉ I - Decano: Mons. Marco Eduardo--------------- Catedral de São Francisco das Chagas – Mons. Marco Eduardo Nossa Senhora do Rosário (Santuário Sta. Teresinha) – Mons. José Eugênio São José Operário – Pe. Luís Lobato Santo Antônio de Lisboa – Côn. Elair Ferreira São Pedro Apóstolo – Pe. Fábio Modesto Nossa Senhora do Belém – Pe. Valter Galvão São Vicente de Paulo – Pe. Éderson Rodrigues

3632-3316 3632-3316 3632-2479 3633-2388 3608-4908 3633-5906 3621-5170 3621-8145

DECANATO TAUBATÉ II - Decano: Pe. Sílvio Menezes, sjc Sagrada Família – Pe. Arcemírio, msj Santa Luzia – Pe. Ethewaldo Júnior do Menino Jesus – Pe. Vicente, msj Nossa Senhora Mãe da Igreja – Pe. Octaviano, scj Nossa Senhora da Conceição (Quiririm) – Pe. Sílvio Menezes, sjc São Sebastião – Pe. Rodrigo Natal

3686-1864 3681-1456 3632-5614 3681-4334 3411-7424 3686-1864 3629-4535

DECANATO TAUBATÉ III – Decano: Pe. José Vicente Santíssima Trindade – Côn. Paulo César Sagrado Coração de Jesus – Pe. Aloísio Wilibaldo Knob, scj Senhor Bom Jesus (Basílica de Tremembé) – Pe. José Vicente São José (Jd. Santana-Tremembé) – Pe. Alan Rudz Espírito Santo – Pe. Antônio Barbosa, scj

3672-1102 3621-3267 3621-4440 3672-1102 3672-3836 3602-1250

DECANATO CAÇAPAVA – Decano: Pe. Sílvio Dias Nossa Senhora D’Ajuda (Igreja São João Batista) – Pe.Sílvio Dias Santo Antônio de Pádua – Pe. Décio Luiz Nossa Senhora da Boa Esperança – Côn. José Luciano São Pio X (Igreja de São Benedito) – Frei Deonir Antônio, OFMConv Menino Jesus – Pe. Luiz Carlos Nossa Senhora das Dores (Jambeiro) – Pe. Gracimar Cardoso São José Operário - Pe. Kleber Rodrigues da Silva

3652-2052 3652-2052 3652-6825 3652-1832 3653-1404 3653-5903 3978-1165 3653-4719

DECANATO PINDAMONHANGABA – Decano: Pe. Celso Aloísio Nossa Senhora do Bom Sucesso – Côn. Luiz Carlos Nossa Senhora da Assunção (Igreja de São Benedito) – Pe. Celso Aloísio Nossa Senhora do Rosário de Fátima – Côn. Francisco São Miguel Arcanjo (Araretama) – Pe. João Miguel São Benedito (Moreira César) - Pe. José Júlio São Vicente de Paulo (Moreira César) - Côn. Geraldo São Cristóvão (Cidade Nova-Km 90 da Dutra) – Pe. Sebastião Moreira, ocs

3642-1320 3642-2605 3642-1320 3642-7035 3642-6977 3641-1928 3637-1981 3648-1336

DECANATO SERRA DO MAR – Decano: Côn. Amâncio Santa Cruz (Redenção da Serra) – Côn. Amâncio Nossa Senhora da Natividade (Natividade da Serra) – Côn. Joaquim Nossa Sra da Conceição (Pouso Alto-Natividade da Serra) – Pe. Antonio Claudio São Luís de Tolosa (São Luiz do Paraitinga) – Pe. Alváro (Tequinho)

3676-1228 3676-1228 3677-1110 3677-4152 3671-1848

DECANATO SERRA DA MANTIQUEIRA – Decano: Pe. Celso, sjc Santa Terezinha do Menino Jesus (Campos do Jordão) - Pe. Celso, sjc São Benedito (Campos do Jordão) – Pe. Vicente Batista, sjc São Bento (São Bento do Sapucaí) – Pe. Ronaldo, msj Santo Antônio (Santo Antônio do Pinhal) – Pe. Edson Alves

3662-1740 3662-1740 3663-1340 3971-2227 3666-1127

PARÓQUIA DA CATEDRAL DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS Catedral de São Francisco das Chagas Missa preceitual aos sábados: 12h / 16h. Aos domingos: 7h / 9h / 10h30 / 18h30 / 20h Convento Santa Clara Missa preceitual aos sábados: 19h30. Aos domingos: 7h / 9h / 11h / 17h30 / 19h30 Santuário da Adoração Perpétua (Sacramentinas) Missas aos domingos: 8h30 Igreja de Santana Missa no Rito Bizantino, às 9h30 aos domingos PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO Matriz: Santuário de Santa Teresinha Aos domingos: 6h30 / 8h / 9h30 / 17h / 19h Missa preceitual aos sábados: 19h PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Matriz: São José Operário Missa preceitual aos sábados: 12h / 18h. Aos domingos: 7h / 10h30 / 18h / 20h PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DE LISBOA Igreja de Santo Antônio de Lisboa (Vila São José) Missas aos domingos: 8h / 19h30 PARÓQUIA SÃO PEDRO APÓSTOLO Matriz: São Pedro Apóstolo Missas aos domingos: 8h / 9h30 / 17h 18h30 / 20h PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA Matriz: Sagrada Família Missas aos domingos: 8h / 10h30 / 17h / 19h PARÓQUIA SANTA LUZIA Matriz: Santa Luzia Missas aos domingos: 10h / 19h PARÓQUIA MENINO JESUS Matriz Imaculado Coração de Maria Missas aos domingos: 8h / 11h / 19h PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA Matriz: Santuário São Benedito Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 17h30 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Matriz: Nossa Senhora da Conceição (Quiririm) Missa preceitual aos sábados: 19h Aos domingos: 8h / 18h PARÓQUIA SANTÍSSIMA TRINDADE Matriz: Nossa Senhora das Graças Missas aos domingos: 7h / 9h / 10h30 / 19h PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Matriz: Sagrado Coração de Jesus Missa preceitual aos sábados: 17h Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 17h30 19h30 PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Matriz: São Vicente de Paulo Missas aos domingos: 7h / 10h / 17h / 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BELÉM Matriz Missa aos domingos: 9h / 19h

CAÇAPAVA PARÓQUIA NOSSA SENHORA D’AJUDA Matriz: São João Batista Missas aos domingos: 6h30 / 9h30 / 11h 18h30 PARÓQUIA SANTO ANTONIO DE PÁDUA Matriz: Santuário Santo Antônio de Pádua Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h Comunidade de São Pedro: Vila Bandeirante Missas aos domingos: 17h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA Matriz: Nossa Senhora da Esperança Missas aos domingos: 10h / 19h PARÓQUIA SÃO PIO X Matriz: São Benedito Missas aos domingos: 6h30 / 9h30 / 11h 18h / 20h PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Missas aos sábados: 19h e domingos: 9h e 19h PARÓQUIA MENINO JESUS Matriz: Menino Jesus Missas aos domingos: 6h30 / 10h / 19h

PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Matriz: São José Operário Missas aos domingos: 09h / 19h

CAMPOS DO JORDÃO PARÓQUIA SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS Igreja Matriz: Santa Terezinha do Menino Jesus (Abernéssia) Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h PARÓQUIA SÃO BENEDITO Matriz: São Benedito (Capivari) Missas aos domingos: 10h30 / 18h

JAMBEIRO

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DORES Matriz: Nossa Senhora das Dores Missas aos domingos: 8h0 / 19h

DAS

NATIVIDADE DA SERRA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE Matriz: Nossa Senhora da Natividade Natividade da Serra Missas aos domingos: 9h30 / 19h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Matriz: Nossa Senhora da Conceição - Natividade da Serra (Bairro Alto) Missas aos domingos: 2º e 4º Domingos do mês: 10h

PINDAMONHANGABA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO Matriz: Santuário Nossa Senhora do Bom Sucesso Missas aos domingos: 7h / 9h / 11h / 18h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO Matriz: São Benedito Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 18h / 19h30 Igreja Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos (Cidade Jardim) Missas aos domingos: 8h / 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA Matriz: Nossa Senhora do Rosário de Fátima Missas aos domingos: 7h30 / 9h / 19h PARÓQUIA SÃO BENEDITO (Moreira César) Matriz: São Benedito (Vila São Benedito) Missas aos domingos: 8h PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Igreja Matriz: São Vicente de Paulo (Moreira César) Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h30 PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO - Cidade Nova Igreja Matriz: São Cristóvão Missas aos domingos: 7h / 19h PARÓQUIA SÃO MIGUEL ARCANJO (ARARETAMA) Igreja Matriz: Missas aos domingos: 8h / 19h

REDENÇÃO DA SERRA PARÓQUIA SANTA CRUZ Matriz: Santa Cruz (Redenção da Serra) Missas aos domingos: 8h / 18h30

SÃO LUIZ DO PARAITINGA

PARÓQUIA SÃO LUIZ DE TOLOSA Matriz: São Luiz de Tolosa (São Luiz do Paraitinga) Missas aos domingos: 8h / 10h30 / 19h

SANTO ANTONIO DO PINHAL

PARÓQUIA SANTO ANTONIO DO PINHAL Matriz: Santo Antônio Missas aos domingos: 8h / 10h / 19h

SÃO BENTO DO SAPUCAÍ

PARÓQUIA SÃO BENTO DO SAPUCAÍ Matriz: São Bento Missas aos domingos: 8h / 10h / 18h

TREMEMBÉ

PARÓQUIA SENHOR BOM JESUS Matriz: Basílica do Senhor Bom Jesus Missas aos domingos: 7h / 8h30 / 10h /17h 18h30 / 20h Igreja São Sebastião Missa no Rito Bizantino, às 18h PARÓQUIA SÃO JOSÉ Matriz: São José (Jardim Santana) Missa preceitual aos sábados: 18h30. Aos domingos: 7h30 / 10h30 / 19h30


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O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

DECRETO

DECRETO SOBRE O CREDO E A INDULGÊNCIA PLENÁRIA NO ANO DA FÉ * 11 DE OUTUBRO DE 2012 A 24 DE NOVEMBRO DE 2013 * A todos os que virem este Decreto, saudação, paz e bênção no Senhor!. “Eu Te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos” (Lc 10, 21). Em sintonia com toda a Igreja, secundando os desejos do Santo Padre, Papa Bento XVI, vivemos este momento auspicioso e privilegiado, inaugurando o Ano da Fé em nossa Diocese. E nós o fazemos com o coração agradecido, repleto de alegria e batendo isócrono com o Coração de Cristo. Jesus, na perfeição absoluta de suas preces, e em particular exultação do Espírito Santo, louvou ao Pai pela revelação do seu indizível mistério de amor aos homens e, de modo especial, aos simples. Nós, na pobreza de nossas palavras e consciência de nossas limitações também nos voltamos para o Pai. E queremos Lhe agradecer com todas as veras do nosso coração, inspirados na Palavra do próprio Jesus, o fato de Ele nos ter querido como objetos privilegiados do seu amor, instilando em nosso ser a verdade da fé. E agora é nos concedida esta graça para o crescimento da nossa fé, ou seja, aprofundamento de nossa comunhão com Deus que nos impulsiona à efetiva e frutuosa comunhão entre nós. Portanto, graça à que devemos corresponder com a mente e a vontade ardorosas na busca da Verdade, coração ornado por uma generosa abertura e confiante entrega ao Senhor. Almejando eficácia e bom êxito para este período, a Santa Sé definiu algumas atividades a serem executadas a nível mundial, sugeriu outras a nível nacional, diocesano e paroquial/comunitário e incentivou a sadia criatividade nos vários ambientes para que o Ano da Fé alcance o objetivo preconizado. Consoante esta proposta, a Comissão Diocesana de Liturgia, apoiada pelo seu assessor Reverendíssimo Pe. Roger Matheus dos Santos, sugeriu que em todas as celebrações litúrgicas de nossa Diocese, nos domingos e solenidades do corrente Ano da Fé, o Credo a ser professado seja o Símbolo conforme a fórmula Niceno-constantinopolitana que, com a devida explicação dada pelos celebrantes, torna-se um valioso instrumento para o crescimento na fé. “Quem diz “sim” a Deus deve saber a que se compromete. Por isso, é importante que cada cristão aprenda a conhecer e a compreender o texto fundamental da sua fé”, disse alguém com muita propriedade. Como bem sabemos, “as profissões ou símbolos da fé têm sido numerosos ao longo dos séculos e em resposta às necessidades das diversas épocas...” (Cf. Catecismo da Igreja Católica nº 192). Contudo, “nenhum dos símbolos das diferentes etapas da vida da Igreja pode ser considerado ultrapassado e inútil. Eles nos ajudam a viver e a aprofundar hoje a fé de sempre por meio dos diversos resumos que dela têm sido feitos” (C.I.C. nº 193). “Entre todos os símbolos da fé, dois ocupam um lugar particularíssimo na vida da Igreja: O Símbolo dos Apóstolos, assim chamado por ser, com razão considerado o resumo fiel da fé dos apóstolos. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma... Sua grande autoridade vem do seguinte: ‘Ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela onde Pedro, o primeiro apóstolo, teve sua Sé e para onde ele trouxe comum expressão de fé...’. O Símbolo denominado niceno-constantinopolitano tem sua grande autoridade no fato de ter resultado dos dois primeiros Concílios ecumênicos ”(Cf. C.I.C. nº 194-195). Por causa das heresias trinitárias e cristológicas que agitaram a Igreja nos séculos II a IV, ela foi obrigada a realizar uma série de Concílios ecumênicos (universais), para dissipar os erros dos hereges. Os mais importantes para definir os dogmas básicos da fé cristã foram os Concílios de Nicéia (325) e Constantinopla I (381). O primeiro condenou o arianismo de Ario, que ensinava que Jesus não era Deus, mas apenas a maior de todas as criaturas; o segundo condenou o macedonismo, de Macedônio, patriarca de Constantinopla, que ensinava que o Espírito Santo não era Deus. Desses dois importantes Concílios, originou-se o Creio chamado Niceno-constantinopolitano, que traz os mesmos doze artigos da fé do Símbolo dos Apóstolos, porém de maneira mais explícita e detalhada, especialmente no que se refere às Pessoas divinas de Jesus e do Espírito Santo. Cremos... “Não cremos em fórmulas, mas nas realidades que elas expressam e que a fé nos permite “tocar”. O ato (de fé) do crente não para no enunciado, mas chega até a realidade enunciada” (Cf. C.I.C. nº 170). Em outras palavras: “Quem diz creio diz “dou minha adesão àquilo que nós cremos”. (Cf. C.I.C. nº 185). Por isso, ilustra-nos o Catecismo da Igreja Católica: “Recitar com fé o Credo é entrar em comunhão com Deus Pai, Filho e Espírito Santo; é também entrar em comunhão com a Igreja inteira, que nos transmite a fé e no seio da qual cremos” (Cf. C.I.C. nº 197). Analisada a sugestão, convencidos da sua oportunidade e real utilidade, confiantes na Luz do Alto a iluminar as mentes e os corações, para que nos sintamos efetivamente elos importantes nesta corrente da fé –recebemos a fé de nossos antepassados, conservamo-la em sua pureza e eficácia e a transmitimos à posteridade - houvemos de bom grado aquiescer à proposição da Comissão de Liturgia acima mencionada. PELO QUE, POR ESTE DECRETO, CONSOANTE NOSSAS PRERROGATIVAS, DETERMINAMOS QUE A PARTIR DESTA DATA E ATÉ O ENCERRAMENTO DO ANO DA FÉ, EM TODAS AS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS EM NOSSA DIOCESE E NAS QUAIS SE FAZ A PROFISSÃO DE FÉ, SEJA USADA A FÓRMULA DO SIMBOLO NICENO-CONSTANTINOPOLITANO, COM ADEQUADAS E OPORTUNAS EXPLICAÇÕES PARA OS FIÉIS. Em data de 14 de setembro p.p. a Santa Sé emitiu um Decreto em que concede “indulgência plenária” no Ano da Fé. Dentre as várias graças, ela facultou aos Bispos diocesanos definir datas e locais especiais para que os fiéis possam obter tais indulgências também em suas próprias Dioceses. Ressaltando a importância e mesmo a necessi-

dade dos Reverendíssimos Sacerdotes, Diáconos e Agentes de Pastoral conhecerem na íntegra, compreenderem adequadamente e transmitirem compreensivelmente a todo o Povo de Deus o Documento emanado sobre este assunto, limitamo-nos a transcrever aqui apenas as definições que nos são requeridas. ASSIM, POR FORÇA DESTE MESMO DECRETO DEFINIMOS OS LOCAIS E DATAS ESPECIAIS PARA A OBTENÇÃO DA INDULGÊNCIA PLENÁRIA, UMA VEZ SATISFEITAS AS EXIGÊNCIAS DE PRAXE, SEM O PREJUÍZO DAS CONCESSÕES COSTUMEIRAS E CONSTANTES. a)

Igrejas:

• Catedral São Francisco das Chagas; • A Basílica Menor de Tremembé e todos os Santuários canonicamente erigidos (Nossa Senhora do Bom Sucesso - Pindamonhangaba, São Benedito – Taubaté, Santa Teresinha – Taubaté e Santo Antonio de Pádua - Caçapava); • As Igrejas Paroquiais de São Bento do Sapucaí, Santo Antonio do Pinhal, Santa Terezinha do Menino Jesus em Campos do Jordão, Igreja provisória de São Luis de Tolosa, Nossa Senhora da Natividade em Natividade da Serra, Santa Cruz em Redenção da Serra e Nossa Senhora das Dores em Jambeiro. b)

As indulgências podem ser obtidas nos seguintes dias:

• 08 de dezembro de 2012 – Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora; • 25 de dezembro de 2012 – Solenidade do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo; • 28 de março de 2013 – Quinta – feira Santa; • 13 de agosto de 2013 - 63º aniversário da Sagração da Catedral São Francisco das Chagas; • 04 de outubro de 2013 - Solenidade de São Francisco das Chagas, Padroeiro da Diocese; • 24 de novembro de 2013 – Encerramento do Ano da Fé; • Na festa do Padroeiro das várias Paróquias, ali nas Igrejas agraciadas com o benefício das indulgências e • Uma vez por mês, em dia escolhido livremente pelo fiel. Enfatizamos ainda 2 ocasiões especialíssimas para a nossa Diocese em sintonia com toda a Igreja quando, usufruindo da nossa faculdade em consequência da nossa missão de Pastor, concederemos a Bênção Papal: dia 07 de abril de 2013 – Festa da Divina Misericórdia, com a presença da Cruz da Jornada Mundial da Juventude entre nós e dia 24 de novembro de 2013 - encerramento do Ano da Fé. À luz dos documentos da Igreja, recordamos: a) A condição primeira para se obter indulgência plenária: exclusão de qualquer apego ao pecado, Confissão sacramental, Comunhão eucarística e Oração segundo as intenções do Santo Padre; b) A recepção da indulgência plenária não pode ser considerada como fator para o desenvolvimento de uma piedade intimista, individualista, mas ao contrário, bem conforme ao espírito cristão, deve nos impulsionar à espiritualidade de discípulo missionário, conquanto seja importante a oração pessoal. “A fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria” (Cf. Porta Fidei nº 7). c) Neste nosso tempo de mudanças profundíssimas, às quais a humanidade está sujeita, o Santo Padre Bento XVI, com a proclamação deste segundo Ano da fé, tenciona convidar o Povo de Deus, do qual é Pastor universal, assim como os irmãos Bispos de todo o orbe, “... para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé” (Bento XVI, P.F. nº 8). “Maria guardava todas essas coisas no seu coração” (Lc. 2,16-21). Maria, primeira e fiel discípula de Jesus, Maria a missionária por excelência, Maria que também foi penetrando pouco a pouco nos segredos do Reino, por sua intercessão nos ajude nesta nossa missão tão semelhante à sua e neste crescimento imprescindível para nossa realização total. Dado e passado na Cúria Diocesana de Taubaté, aos 10 dias do mês de Outubro do ano de 2012, sob o Nosso Sinal e Selo de Nossas Armas. a) Mons. Irineu Batista da Silva - Chanceler do Bispado, o subscrevi. a) † DOM CARMO JOÃO RHODEN SCJ BISPO DIOCESANO DE TAUBATÉ


O Lábaro – Novembro de 2012