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CADERNINHO C Na Concha Acústica, o clássico Rei Leão ganha ‘tempero’ brasileiro. PÁGINA A38

CORREIO POPULAR Campinas, domingo, 9 de outubro de 2016

Escape, se for capaz... /DESAFIO/ Campinas ganha o seu primeiro Escape Game, a Challenge Room, instalada no Cambuí

Fotos: Divulgação

Fábio Trindade DA AGÊNCIA ANHANGUERA

fabio.silveira@rac.com.br

E, agora, por onde eu começo? Calma, caro leitor, não estou falando deste texto. Escrever aqui é fácil perto da ideia de ser trancado numa sala onde só se sai após desvendar inúmeros enigmas num curto es-

Reportagem tenta desativar uma “bomba nuclear” paço de tempo. Mais do que isso, são charadas que você não tem ideia de onde estão, como funcionam, o que elas representam e por qual caminho seguir. Por isso, quando se entra numa Escape Room, a primeira pergunta que surge é: Por on-

isso, decidir encarar tal aventura aqui em Campinas seria estar preparado para o novo, o inusitado, o estranho. “E se eu não conseguir escapar?”, é a pergunta que surge. Bom, a chance de isso acontecer, sinto dizer, é grande. Mas tirando a frustração, alguém te resgata de lá e vida que segue. Não a mesma vida de antes, já que tudo aquilo, prepare-se, te despertará uma enorme vontade de se arriscar de novo, e de novo, até desbravar e vencer aqueles enigmas que riem da sua cara. Você quer rir deles também. Salas

Ambientes onde ficam os jogadores são ricos em detalhes e escondem inúmeros mistérios: emocionante corrida contra o relógio

de começo? Você está ali, em pé, num lugar estranho, cheio de aparatos e escritos que, num primeiro momento, não significam nada, não fazem sentido. Você olha para os lados, tateia alguns objetos, tenta fazer um reconhecimento que, no fundo, também não quer dizer nada. Sem contar que, no fundo, o mais interessante de um jogo de enigmas é que nem a resposta para aquela pergunta inicial ajuda muito. Saber o início de um puzzle não significa que

seus problemas acabaram. Eles só começaram. Claro que nem todos passam por isso. Por exemplo: “Duzentos dólares por seis minutos de diversão?” Questiona Leonard (Johnny Galeck) ao encarar – e vencer – sua primeira Escape Room na aclamada série The Big Bang Theory. Ele, Amy (Mayim Malik) e Raj (Kunal Nayyar) foram levados ao jogo por Emily (Laura Spencer), que lhes convenceu a participar da brincadeira ao contar que eles entrariam numa sa-

la com diversos enigmas e teriam que resolvê-los em até uma hora para poder escapar. Um desafio que nenhum cientista, obviamente, recusaria. Quem acompanha a série, sabe que eles não são simples mortais. São gênios capazes de criar engenhocas inimagináveis. Por isso, como resultado ao embarcarem na sala, e como dito, encontraram a chave que os libertaria em seis minutos, deixando a brincadeira bastante sem graça. Ninguém poderia imaginar que eles decifrariam coordenadas complicadíssimas em segundos, encontrariam objetos escondidos num piscar de olhos e saberiam exatamente o que fazer, apesar da total falta de dicas, assim que pisassem na sala. Como explicado, a ideia é justamente soltar um grupo de amigos naquele labirinto de puzzles para eles quebrem a cabeça até tudo começar a fazer sentido. E, mesmo assim, nem sempre conseguir chegar ao resultado final. Amy, assim como qualquer

ser humano, fez a bendita pergunta ao pisar na sala: “Nós começamos por onde?”, tendo como resposta de Emily que “precisamos procurar as dicas espalhadas pela sala”. A diferença é que eles descobriram tais pistas rápido demais e tudo fluiu além do aceitável. A questão é: se você não é um super gênio à altura de Amy, Leonard e companhia, não vai repetir essa façanha. Afirmo isso por experiência própria. Tal jogo, que nasceu no Oriente mas logo virou febre no mundo, finalmente chegou a Campinas e a reportagem experimentou as duas salas já disponíveis por aqui. Elas estão na Challenge Room, local especializado no assunto, no Cambuí, que tem feito a alegria das pessoas que não têm medo de desafios. Apesar de bastante conhecido, era a primeira vez deste que vos escreve num jogo assim. São Paulo conta com inúmeras escape rooms, mas o interesse nunca foi forte o suficiente para procurar uma. Por

A primeira sala é uma biblioteca, envolta numa história chamada O Manuscrito Voynich, enquanto a segunda, Ameaça Nuclear, exige que os participantes desativem uma bomba que ameaça o mundo (há uma terceira, tendo o circo como tema, prestes a ser lançada). Mas, como marinheiro de primeira viagem, dou uma dica: quanto menos o jogador souber, mais interessante fica.

AGENDE-SE

O quê: Challenge Room Onde: Rua Doutor Emílio Ribas, 147, Cambuí, Campinas, fone: 3307-6236 Quando: Diariamente, das 10h às 22h (início do último grupo) Quanto: R$ 69 por pessoa (sem promoção) Reservas: atendimento@challengeroom.com.br Classificação: Menores de 13 anos só podem jogar acompanhados de um adulto responsável. Há pacotes para empresas e escolas e a opção de realizar o desafio em inglês

Escape Room  

Matéria sobre a experiência de participar das primeiras salas de Escape Room de Campinas

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