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Matilde Rosa AraĂşjo


Ficha Técnica: Titulo: Matilde Rosa Araújo Autores: Adriana Sousa nº 11016 Andreia Pires nº 11054

Fátima Oliveira nº 11022 Turma A

Data e Local: 29 de Maio 2013 Viana do Castelo IPVC | Escola Superior de Educação


Escritora e pedagoga portuguesa, de seu nome completo Matilde Rosa Lopes de Araújo, nascida em 1921, em Lisboa, licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa em 1945. Começou a lecionar cedo, andando em várias escolas de norte a sul do país.


A escritora , colaborou ainda

com

frequência, em jornais e revistas, escrevendo artigos de temática diversa, da pedagogia à cidadania. O seu primeiro livro para crianças foi “O Livro da Tila”. Nas suas obras encontramos abordados temas como as crianças pobres e desfavorecidas, e a procura de

um mundo mais justo, com uma

sensibilidade extrema.


Matilde Rosa Araújo recorre ao discurso lírico, explorando a

narrativa,

oferece-nos uma grande delicadeza, onde a infância é

celebrada como Futuro e se constitui espaço de Verdade.

Enquanto cidadã, a autora dedicava-se no decorrer da sua vida, aos problemas da criança e à defesa dos seus direitos.


A sua temática centra-se em três grupos, sendo eles : • a infância dourada; • a infância agredida; • a infância como projeto.


O primeiro livro publicado para crianças, foi o “O livro da Tila”, em 1957, que escreveu nas viagens de comboio que fazia, entre o Porto e Portalegre, onde era professora. Este livro oferece um olhar pleno de ternura sobre o mundo infantil. Excerto do livro:


Algumas das suas obras A criança, Toda a criança. Seja de que raça for, Seja negra, branca, vermelha, amarela, Seja rapariga ou rapaz. Fale que língua falar, Acredite no que acreditar, Pense o que pensar, Tenha nascido seja onde for, Ela tem direito...


O Palhaço Verde - Chamo-me Palhaço Verde! E riu! Dó! Ré! Mi! Fá! Sol! E as meninas e os meninos, isto é, as “queridas crianças” riram, riram, até fecharem as estrelas dos olhos, e começaram a bater palmas e a gritar. - Palhaço Verde! - Palhaxo Vêdi! - Palaço Vede!


Um tesouro…?! Tu disseste um tesouro, Joaquim? - Ouvi dizer que naquela casa havia um tesouro escondido… Maria olhou para o irmão com os olhos a brilhar. A brilhar muito. Os olhos de Maria eram muito lindos, porque estavam cheios de sonho. O que é um tesouro? Muito ouro? Muita prata? Brilhantes? Safiras cor de mar? Esmeraldas verdes como uma árvore jovem sobre a água? Talvez estrelas, até. Estrelas que pudessem caber nas nossas mãos sem nos queimarmos. Pérolas brancas de leite para um lindo colar…


Prémios • Em 1980, foi-lhe atribuído o Grande Prémio de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian (ex-aequo) • O prémio para melhor livro estrangeiro, “O Palhaço Verde”, pela Associação Paulista de Críticos de Arte, no Brasil, em 1991.


• Em 1996, o seu livro de poemas As Fadas Verdes recebeu, a distinção da Fundação Calouste Gulbenkian para o melhor livro para a infância publicado no biénio 1994-1995.

• Em 2004, foi distinguida com o Prémio Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores.


Entrevista à autora Quando é que começou a escrever para crianças? Desde que fui professora. Eu digo que não escrevi para crianças por querer escrever para crianças, e foi mesmo assim. Comecei por ter alunos, muitos alunos, uns mais novinhos e outros mais velhinhos – mais velhinhos não, jovens… Foram eles que me ensinaram. Porventura, aprendi a escrever para eles com um diálogo, uma conversa, um rasgar de solidão que a própria criança pode ter e que o adulto não tem; uma comunicação, talvez a conjugação viva, em escrita, do verbo amar. Isto é esquisito…


Que autores é que a influenciaram mais? Houve tantos; há autores tão bons… Não sei dizer os que me influenciaram, mas um autor que admiro muito, e não lhe faço favor nenhum, era a Sophia de Mello Breyner Andresen– maravilhosa! Mas tive tantos, tantos! Não quero estar a mencionar… Atualmente tenho grandes autores e grandes amigos que partilham comigo a sua vida, por exemplo o António Torrado, a Maria Alberta Menéres, a Luísa Ducla Soares… Estou a esquecer alguns – a esquecer não, a cabeça não acode àquilo que está no coração… –, mas tenho muitos amigos, é tão bom a amizade, é o melhor investimento da vida, não pelo egoísmo, mas pela dádiva.


“A alegria é sagrada, mas a tristeza merece muito respeito ”

Matilde rosa araújo vida e obra  

Vida e Obra de Matilde Rosa Araújo, um livro digital elaborado no âmbito da unidade curricular Literatura Infanto- Juvenil

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