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A VIDA DE LUIZ COMO UM ROTEIRO DE FILME

NA LINHA DO

TEMPO OUTUBRO/2020

Nesta trilha resumida de sua YLGDFRPRXPDVDJDXP¿OPH um roteiro, COMO SE OLHASSE PARA O FUTURO na linha por onde o trem de sua cidade um dia partiu para vencer na cidade grande, fugindo da fome, LUIZ PEDRO DA SILVA fala com convicção do ideal que adotou para si um dia, pensando no próximo, a partir da própria experiência

O roteiro da saga de vida de Luiz Pedro da Silva, um homem que viu a fome de perto e prometeu um dia dar a volta por cima e ajudar as pessoas

O CONSTRUTOR DE

SONHOS


Estátua do Frei Damião de Bozzano é uma das atrações para quem visita Paulo Jacinto

FOTOS/EDILSON OMENA

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A SAGA: FAMÍLIA DEIXA PAULO JACINTO PRA NÃO

PAULO JACINTO A VOLTA AO TORRÃO QUERIDO

MORRER DE FOME A

história do então menino Luiz Pedro da Silva, hoje um adulto bem-sucedido na vida, de 60 anos, é parecida com a de muitos “luízes”, como ele, “josés” ou “marias” espalhados pelo interior do Nordeste do Brasil: uma vida sofrida, de extremas dificuldades, mas de garra, muita garra, pra vencer a fome, o sol quente e, às vezes, até o frio! Assim foi a saga enfrentada pelo então menino Luiz, o filho caçula de dona Osória Pereira Lins e cinco irmãos, no final de 1950 e início dos anos 1960, na pequenina cidade de Paulo Jacinto, interior de Alagoas. Nesta época, a

realidade era muito, muito dura, para a família, como relembra Luiz. “Minha mãe criou a gente quase sem condições de sobrevivência nenhuma, cinco crianças para criar. Para piorar tudo, meu pai, José Pedro da Silva, faleceu quando eu tinha apenas seis meses de vida. Para a gente comer, ela fazia sopa e mágica do que tinha pra gente não morrer de fome”, relembra Luiz Pedro. De Paulo Jacinto, uma das coisas que não saem da cabeça do menino Luiz era o Rio Paraíba. “Esse rio faz parte da minha vida, da minha infância. Brinquei muito à beira dele, apesar das dificuldades”, conta.

Na volta a Paulo Jacinto, o reencontro de Luiz com o padrinho Jose Mária de Mello, o “Zé do Rádio”; abaixo ele pede a benção ao Coração de Jesus

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manhã se fazia serena, num misto entre um sol tímido e uma chuva fina na Paulo Jacinto querida. Foi neste clima que Luiz Pedro voltou à terra natal. Num instante de distração, sentado no banquinho em frente à casa onde fica quando tem um tempinho para visitar o chão querido, eis que aparece uma visita inesperada. José Maria de Mello, popularmente conhecido por aquelas bandas por “Zé do Rádio, 76 anos, chega e crava-lhe um abraço caloroso. “Padrinho, o senhor por aqui! Que alegria, rapaz!”, diz Luiz, ao interromper a gravação

do documentário sobre sua vida. “O Luiz sempre foi um cara humilde e com muita vontade de ajudar as pessoas se um dia conseguisse vencer na vida. Ele conseguiu as duas coisas”, afirma o padrinho José Maria, que nos anos 1970 embalou os ouvidos paulojacintenses com seu programa “Retalhos do Nordeste”, pelo prefixo em AM de ondas com 1. 660 ciclos. Na rápida passagem pela cidade, deu tempo Luiz rezar em frente ao Sagrado Coração de Jesus, que também está instalado em frente à casa, e depois olhar o rio por onde brincou na infância. Na sua volta à terra natal, um dos momentos mais felizes foi reencontrar também outra pessoa de suas raízes. Dona Maria da Silva Bispo, a “Eunita, prima legítima da mãe de de Luiz Pedro, Osória. “Ele é uma pessoa que só faz um bem. Quantas pessoas o Luiz ajudou nesta vida, né?”. Eunita lembra que estudou com os irmãos mais velhos de Luiz Pedro, na Vila São Francisco. “Eu não estudei com Luiz porque ele era muito criança”, disse.

Entrada do município de Paulo Jacinto, terra natal de Luiz Pedro

Rio Paraíba, onde o menino Luiz se banhou e brincou até os seis anos de idade

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as alÊm de ter passado uma infância e uma adolescência de muita luta, as dificuldades não deram trÊgua a Luiz Pedro, mesmo depois de bem-sucedido na vida. Um dos momentos mais difíceis da sua vida se deu quando exercia seu primeiro mandato de deputado estadual. Foi acusado de ser o mandante de um crime que vitimou um jovem chamado Carlos Roberto Rocha Santos, em 2004, em Maceió. A pena foi fixada em 26 anos e 5 meses. Luiz ficou 9 meses preso e agora responde em liberdade devido à apelação de sua defesa. Sobre o assunto, o ex-vereador por 5 mandatos não se conforma com o que

diz chamar de injustiça e interesses de inimigos polĂ­ticos. “Essa foi uma da maiores injustiças da histĂłria de Alagoas. Eu nunca vi essa pessoa na minhna vidaâ€?. Fico incormado porque os que assumiram o crime disseram que eu nĂŁo tinha nada a ver com isso, mas fizeram de tudo para me incriminarâ€?, reclama Luiz. E atesta: “Quero que Cristo me dĂŞ o dobro de castigo se fui euâ€?. A defesa do ex-vereador e deputado estadual sustenta que a imagem criada para Luiz Pedro por ĂłrgĂŁos da Justiça e atĂŠ da imprensa seria mentira e reafirma que ele “sempre esteve do lado do bemâ€? e foi preso em outras ocasiĂľes devido a interesses polĂ­ticosâ€?.

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CRĂ?TICA

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UMA ACUSAĂ‡ĂƒO E OUTRA FASE

Quero que Cristo me dê o dobro de castigo se fui eu� LUIZ PEDRO DA SILVA

A estação de trem de Paulo Jacinto de onde a família de Luiz Pedro partiu para Maceió

NOVO CAMINHO DE LUIZ PEDRO TINHA PARA A CIDADE GRANDE UM

TREM

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Ex-vereador e deputado estadual

O trem que saiu de Paulo Jacinto o levou atĂŠ a capital para um novo GHVDÂżRXPQRYR mundo

Essa foi uma das maiores injustiças da história de Alagoas. Eu nunca vi essa pessoa na minha vida� LUIZ PEDRO DA SILVA Ex-vereador e deputado estadual

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epois de alguns anos, sem nada melhorar, com tanta dificuldade e extrema pobreza no lugar, sem emprego e viĂşva, Dona OsĂłria tomou uma importante decisĂŁo que mudaria para sempre a vida daquela famĂ­lia. Aconselhada por um tio de Luiz, que era de Paulo Jacinto, mas jĂĄ morava na capital, onde a vida era um pouco mais fĂĄcil e com mais oportunidades, OsĂłria resolve tambĂŠm deixar Paulo Jacinto e apostar a vida em MaceiĂł. “Minha mĂŁe saiu com apenas umas trouxinhas. Eu jĂĄ estava com seis anos de idade. Lembro que fomos entĂŁo para a estação de Paulo Jacinto pegar o trem para MaceiĂłâ€?, conta Luiz. Viajar de trem ĂŠ algo fascinante para adultos e crianças. Mas naquela situação, de fugir da fome, nĂŁo foi uma viagem tĂŁo tranquila para dona OsĂłria. Mas os olhos do menino Luiz, de 6 anos, inocente, brilhavam ao ver a paisagem de mata fechada. De estação em estação. Ao chegar Ă estação de trem da capital, as lembranças do menino Luiz Pedro fixaram na cor do transporte encarregado de levĂĄ-los Ă  nova morada, onde tudo realmente era diferente do velho torrĂŁo paulojacintense. “Lembro que meu tio nos recepcionou e um tĂĄxi de cor verde esperava por nĂłsâ€?, diz. Talvez a cor verde do tĂĄxi fosse um bom sinal para aquela famĂ­lia: podia ser a esperança de dias melhores em lugar desconhecido. E foi.

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á era o finalzinho dos anos 60 quando a família de Luiz Pedro se estabeleceu de vez em Maceió. Muito pobres, eles foram morar na periferia da cidade grande, no bairro do Vergel do Lago. Mesmo sem condições financeiras para andar de ônibus pela nova cidade, Luiz ficou encantado com o que viu, pois era tudo diferente do seu lugar, da sua pequenina Paulo Jacinto. “Meu tio doou a minha mãe um terreno de barro batido. Foi daí que algum tempo depois ganhei dele também uma canoazinha, com a qual aprendi a manejar e dar os primeiros passos naquela atividade que salvaria toda nossa família da fome”, conta ele, ao se referir ao presente que serviria para ganhar o “pão de cada dia”, justamente porque o bairro do Vergel é um dos quais se localiza a Lagoa Mundaú, fonte de renda para milhares de pescadores até hoje, mesmo poluída. Com o passar dos dias, dos anos, Luiz e a família se firmaram no bairro do Vergel do Lago, de onde nunca mais sairiam, apesar de terem imóveis em outros bairros. Além dele, dos irmãos e da mãe, outros parentes foram vindos de Paulo Jacinto e por lá também fizeram do bairro a morada de todo clã familiar. Por isso, quem chegar ao

O MENINO

bairro não se surpreenda: vai encontrar irmãos, primos, filhos dos irmãos, sobrinhos, netos, enfim, a maioria da parentada de Luiz está devidamente instalada no periférico bairro da capital. O menino cresceu. Um dos hobbys de toda a criançada da época, até os dias de hoje, principalmente do sexo masculino, sempre foi jogar bola. Não foi diferente com Luiz. Era comum vê-lo, além de começar a manejar canoas à beira da lagoa, encontrá-lo batendo uma “peladinha” com os outros moleques de sua idade nos campinhos em torno da lagoa. Essa paixão por bola quase o fez um verdadeiro jogador profissional. Torcedor do CSA de coração, por pouco o futebol não ‘rouba’ o “Cabo Luiz Pedro” - apelido que o consagrou em Alagoas - e o tira da política. Chegou a jogar por clubes amadores como o Independente de Atalaia, Bandeirantes, onde fez 28 gols, e até profissionais, como o Ferroviário, o São Sebastião, de Porto Calvo, e até o CSA. “Rapaz, eu era meio danado. Era um bom cabeceador apesar da minha altura e fazia muitos gols com os pés também. Me chamavam de Luizinho, nessa época”, diz Luiz Pedro, que chegou a jogar com a camisa do Azulão do Mutange com craques como os irmãos Peu e Jorge Siri. “Eu, muitas vezes, atravessava essa lagoa de canoa para jogar lá no campo do Mutange”, relembra.

NA CAPITAL: UM NOVO MUNDO SE ABRE

Na foto acima, o bêbê Luiz Pedro nos braços da irmã mais velha, Iracilda, nos tempos duros em Paulo Jacinto

Ao lado, Luiz Pedro (3º no destaque, agachado) na adolescência posa no time amador do Bandeirantes onde jogava de atacante

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UM MOMENTO ESPECIAL:

O AMOR DE FILHA

É lindo ver tudo isso funcionar, porque

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alar de meu pai é falar de um homem de coração bom, sincero, que adora a família, que se preocupa com todos e, principalmente, que tudo que faz diz que é com a missão de ajudar o próximo, ajudar toda a comunidade. E isso ele tem feito, é só querer enxergar”. Foi com essa frase entremeada entre um sorriso tímido e lágrimas que a filha Vanúsia Correia da Silva, diretora pedagógica do Instituto Luiz Pedro, no bairro do Vergel do Lago, fez questão de homenagear o pai. Vanúsia administra uma verdadeira fábrica com oficinas multiatividades que envolvem academia, dança (zumba), diversos cursos profissionalizantes, como cabeleireiro, barbeiro, escolinha de futebol, judô, serviços médicos e odontológicos para toda a comunidade do Vergel do Lago. “Tudo isso que vocês estão vendo aqui é inteiramente de graça. É lindo ver isso funcionar, porque sempre foi o sonho do meu pai. Melhor ainda é ver isso concretizado para os mais pobres”, diz Vanúsia.

sempre foi o sonho de meu pai ajudar os mais pobres” VANUSIA CORREIA DA SILVA Filha de Luiz Pedro

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COMUNIDADES

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CULTURA E ESPORTE TAMBÉM SÃO PRESENTES PARA

m dos capítulos especiais na vida de Luiz Pedro é, sem dúvida alguma, quando ele conta sobre como começou a vencer a extrema pobreza da família depois que chegou a Maceió. Neste ponto Luiz é direto e não consegue segurar a emoção: “A lagoa foi uma mãe para mim. Ela é a Mãe Lagoa!”, afirma, com os olhos marejados. “Por isso digo que tenho duas mães: Dona Osória, que Deus a conserve em um bom lugar, e a minha mãe lagoa”, completa. Talvez seja por este fator emocional que Luiz nunca tenha saído para morar em outro bairro ou lugar. Escolheu o Vergel do Lago e é lá que diz que vai ficar até o fim da vida. “Foi desta lagoa que tirei minha sobrevivência e de minha família com a venda de sururu. Só tenho a agradecer a Deus essa oportunidade de crescer e ter virado o que sou hoje”, afirma. A verdade é que o saboroso sururu de capote que muita gente apreciou naquele tempo no Vergel, com certeza foi do esforço do inquieto menino Luiz Pedro. A Tribuna Independente o levou para mostrar os locais de onde ele tirou por muitos anos, desde criança, o sustento de sua família. (LEIA MAIS SOBRE A LAGOA-MÃE DE LUIZ NA PÁGINA SEGUINTE).

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Alexandre dedilha violão: escola no Conjunto Luiz Pedro III oferta arte para alunos da comunidade

rases de artistas famosos, uma bela biblioteca, livros e música para a alma. É nesse cenário de muita cultura que jovens e adultos frequentam a Escola Anny Lyra Lopes Farias, no Instituto Luiz Pedro III, no Benedito Bentes. A escola tem 22 salas e atende a quase mil alunos nos três horários. “Isso é um verdadeiro óasis para as crianças e jovens que querem estudar aqui nesta escola. Fora a estrutura que tem no nosso conjunto, com mais de 20 câmeras de segurança para os moradores”, diz o morador do Luiz Pedro III Alexandre Alves da Silva, 40 anos, que até se arrisca a ‘arranhar’ um dos violões da sala de música da escola. Fora isso, o conjunto ainda oferece outra grande atração para a comunidade. Com instalações modernas, no campo sintético, funciona a Arena Luiz Pedro III. O administrador é Juarez Gomes da Silva, 59 anos, que coordena toda parte esportiva da garotada, jovens e adultos. “Aqui nessa Arena se eles brigarem durante o jogo, a punição é ficar um ano de suspensão. Nunca mais houve uma briga sequer”, informa Juarez. Biblioteca também está à disposição dos alunos no conjunto Na foto abaixo, Juarez é o coordenador da parte esportiva na Arena para moradores do Luiz Pedro III

Luiz aponta para a Lagoa Mundáú, sua segunda mãe

A SEGUNDA MÃE DE LUIZ:

A LAGOA Pescador em canoa na lagoa onde muitos anos Luiz Pedro tirou o sustento da família

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REVOLUÇÃO: SURGE O POLÍTICO CONSTRUTOR DOS SONHOS DOS

POBRES EM MACEIÓ O

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ex-delegado aceitou então o desafio dado por sua amiga Tina, que trabalhava para o governador Geraldo Bulhões. E foi olhando o trabalho que era feito na construção de casas no governo que Luiz aprendeu tudo sobre o riscado. Virou um craque no assunto e dominou tudo da arte de construir casas. Mas faltava a prova maior: colocar o nome para julgamento do povo. E com a fama de delegado da Chã da Jaqueira mais as primeiras casas que mandou construir para o povo pobre quando ocupou um cargo no governo, Luiz Pedro surpreendeu e arrebentou com todas as previsões, deixando antigas “raposas” da política alagoana de boca aberta. Foi o vereador mais votado da história da capital alagoana com 7. 736 votos e o mais votado proporcionalmente no Brasil. Naquele ano de 1996, o Cabo virou notícia nacional!

Conjuntos espalhados por Maceió em regime de mutirão são arborizados e um modelo de organização com segurança e infraestrutura para comunidade em vários bairros

OS MAIS NECESSITADOS AGRADECEM AO EMPREENDEDOR SOCIAL Dona Cícera Nunes da Silva é aposentada como professora e mora há 25 anos no Luiz Pedro III e atesta: “Moro há 25 anos nesse conjunto. Quando cheguei aqui não tinha energia, só água. Mas a coisa evoluiu tanto no nosso conjunto, que temos até câmeras de segurança”.

Residencial Luiz Pedro I foi o primeiro dos sete conjuntos em regime de mutirão construídos por Luiz Pedro: revolução para a falta de moradias aos mais necessitados na capital atende quase 8 mil famílias na capital

Arena Luiz Pedro construída em campo sintético no Conjunto Luiz Pedro III, no Benedito Bentes 2: lazer com qualidade para toda comunidade

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Dona Maria Luzinete levanta as mãos para o céu, faz uma prece e agradece a Deus e a Luiz Pedro por ter uma moradia digna

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Dona Maria Luzinete, do Conjunto Luiz Pedro VI, é tão agradecida por ter sua casa e um lugar com todos os benefícios para morar que diante da reportagem se ajoelha e faz uma prece: “A gadeço a Deus a ao seu Luiz Pedro, porque me deram uma casa digna para morar, pois eu vivia de aluguel. Ainda por cima ajudou a fazer o sepultamento do meu filho, porque eu não tinha como comprar nada. Ele é um homem muito bom, por isso oro a Deus para que dê muitos anos de vida a ele”, disse Maria Luzinete.

Antes mesmo de se tornar O INÍCIO DA ARTE der pagar nem isso, a gente dá o vereador mais votado, Luiz um jeito, não fica sem casa de jeiPedro já havia botado uma DE FAZER O BEM: to nenhum”, garante Luiz Pedro. coisa na cabeça: “Lembrei de Em troca, as pessoas moram em tudo que passei quando vi a NASCE O PRIMEIRO condomínios fechados com direito fome na minha frente. Não a lazer, segurança, centro social, CONJUNTO quero que ninguém jamais escola, assistência médica, acadesofra o que sofri. Vou proporcionar que as pessoas mia, entre outros benefícios, tudo gratuito. tenham uma casa pra morar e oportunidade de O primeiro projeto deste sonho foi o Conjunto trabalhar honestamente”. Luiz Pedro I, localizado no Conjunto João SamLuiz revolucionou o modo de fazer política e paio, no Tabuleiro do Martins. Por lá foram conscriou o Regime de Mutirão, que virou modelo para truídas 1. 200 casas com colégios, posto médico, vários governantes em Alagoas e fora dele. campo de futebol, poços artesianos, construção de O processo funciona da seguinte forma: a pes- igrejas, entrada para ônibus, associação de morasoa que não tem casa ganha o terreno e com ajuda dores. de familiares, amigos e da ajuda oferecida por Luiz, Depois do primeiro, foram construídos mais com caçambas, pedreiros, serventes, eletricistas cinco Conjuntos, todos no mesmo regime de muconsegue fazer sua residência. tirão em bairros como Benedito Bentes, Sitio São “A pessoa paga apenas uma taxa mínima anual Jorge, Eustáquio Gomes e Forene, e construiu um para o fórum e uma pequena taxa para a água que Instituto, no Vergel do Lago. Hoje são mais de 8 é fornecida através de poço. Também se não pu- mil famílias atendidas em toda grande Maceió.

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