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também professor universitário Renildes Fontes, além de mãe de dois filhos e avó de dois netos. Os resultados das investigações de Elizabeth possibilitam o melhoramento, sustentável e em larga escala, da agricultura brasileira – com ênfase no Norte do Estado e no Triângulo Mineiro, regiões onde o estresse hídrico e as altas temperaturas representam limitações permanentes para a produtividade e a distribuição agrícola. “O panorama tende a piorar com as premissas de mudanças climáticas, que preconizam o aumento de temperatura no globo e das áreas com características de seca”, observa a professora, ao reforçar que o também o crescimento exponencial da população mundial, com previsões acertadas para 2050, desafiam a seguridade alimentar no planeta. Na toada de suas pesquisas, Elizabeth viajou muito, principalmente, para participar de congressos científicos. Além dos Estados Unidos, onde já passou duas temporadas de estudos, apresentou trabalhos em eventos sediados em países como Canadá, México, Chile, Argentina, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Índia, França, Itália, Hungria, China, Tailândia, Singapura e Austrália.

reconhecimento

Em 2016, Elizabeth venceu o prêmio Marcos Luiz dos Mares Guia, realizado pelo Governo de Minas e pela FAPEMIG, com o estudo “Novos mecanismos de imunidade antiviral e respostas adaptativas a estresses fisiológicos em plantas”. A pesquisa abordou dois problemas básicos da agricultura brasileira, relacionados à infecção de plantas por begomovírus e o crescimento de plantas sob condições de seca. “O prêmio representa o reconhecimento máximo ao trabalho dos cientistas em Minas Gerais que contribuíram, efetivamente, para o avanço científico e tecnológico”, orgulha-se a pesquisadora. Até alcançar tal condecoração, foram décadas de estudos e dedicação. Formada em Engenharia de Alimentos pela UFV, Elizabeth obteve o grau de mestre em 1982, pela mesma instituição. O PhD veio em 1991, pela North Carolina State University (NCSU), nos EUA, na área de Biologia Molecular. Ao longo ano seguinte, a pesquisadora continuou na NSCU, no papel de consultora científica em 1992, quando conduziu trabalhos pioneiros para a iden-

tificação de chaperones moleculares em plantas e a elucidação dos mecanismos de replicação de geminivírus. De 2003 a 2004 e de 2011 a 2013, ficou em licença sabática no The Salk Institute for Biological Studies, em La Jolla, na Califórnia (EUA), para explorar as áreas de sinalização celular e genômica funcional. No ver de Elizabeth, a carreira de um professor universitário não se resume à reprodução do conteúdo de livros e textos. O processo de ensino demanda que o professor mantenha-se engajado com a pesquisa, cujo conhecimento adquirido deve ser compartilhado, em primeira mão, com os estudantes. Desse modo, a aprendizagem acaba fundamentada no desenvolvimento de senso crítico, para solução de problemas em diversas áreas. “Não podemos apenas formar o estudante. É preciso capacitá-lo a exercer, racional e criativamente, a profissão escolhida”, destaca.

Dedicação de vó

Quando não está por conta da academia e da pesquisa, além de ir ao cinema, Elizabeth gosta de se dedicar aos netos, Gabriel, de 2 anos, e Maria, de 8 meses. “Eis uma atividade que me proporciona grande satisfação”, garante, ao confessar que também já teve a dança como hobby.

ela?

Quem é

Engenheira de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) Professora Titular da UFV Mestre pela UFV (1982) e doutora (1991), pela North Carolina State University, (NCSU), nos Estados Unidos, na área de Biologia Molecular Pós-doutoura pela North Carolina State University (NCSU), onde também foi consultora Científica em 1992 Explorou áreas de sinalização celular e genômica funcional no The Salk Institute for Biological Studies, em La Jolla, na Califórnia, nos EUA, de 2011 a 2013

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MINAS FAZ CIÊNCIA • DEZ 2016/JAN/FEV 2017

Minas Faz Ciência edição #68  
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