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Dessa forma, os sistemas simplificados de tratamento logram proteger as comunidades aquáticas – peixes e anfíbios – dos efeitos adversos levados a cabo pelos microcontaminantes em questão no estudo. Ademais, a remoção de tais compostos na ETE protege os corpos d’água utilizados como mananciais de abastecimento e reduz o risco da exposição humana a tais substâncias, uma vez que minimiza a possibilidade de que entrem na estação de tratamento de água (ETA). Para tanto, coletaram-se amostras de esgoto bruto e tratado nas diversas unidades dos sistemas de tratamento. O material seguia, então, para o Departamento de Química da Ufop, onde se efetuava o procedimento laboratorial de extração e concentração das substâncias de interesse, para sua quantificação – que se deu em equipamento de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (LC-MS).

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MINAS FAZ CIÊNCIA • JUN/JUL/AGO 2013

Os resultados indicaram, de forma geral, que os sistemas de tratamento simplificado têm sido eficientes na remoção da maioria dos compostos monitorados. Segundo Sérgio Aquino, o mecanismo apresenta eficiência comparável ao clássico processo de lodos ativados, comum em países de clima frio e que, por utilizar aeração, resulta em maior gasto operacional. “Ou seja, os sistemas simplificados, com menor custo de implantação e de operação, conseguem remover satisfatoriamente os fármacos e perturbadores estudados, presentes no esgoto bruto – embora, para alguns compostos, seja necessário processo complementar, envolvendo, por exemplo, oxidação com lâmpadas de UV”, conclui o professor, ao reiterar a importância da economia nos investimentos, haja vista a limitação orçamentária da maioria dos municípios brasileiros.

Minas Faz Ciência #54  

Da Mente ao Músculo

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