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Foto: Marcelo Focado

O método desenvolvido pela equipe da UFMG, que pode gerar economia de até 80%, utiliza nanotubos de carbono e vermiculita, um mineral abundante no Brasil. Foto: Instituto Inovação/Divulgação

Alfenas (Unifal) e de Itajubá (Unifei), além das estaduais do Estado de Minas Gerais (Uemg) e de Montes Claros (Unimontes).

Novas experiências

Foto: Instituto Inovação/Divulgação

Visitas a centros de inovação (acima) e a vivência de situações típicas do cotidiano de um empreendedor fazem parte do programa.

O Programa segue algumas etapas. A primeira delas é a inscrição dos pósgraduandos. Em seguida, são realizados os Embates dentro das universidades, quando os alunos, após um seminário que mistura lições de comportamento empreendedor e gestão, elaboram um plano de inovação. Cada universidade seleciona seu plano vencedor, como foi o caso da Magnano na UFMG. Os 13 planos selecionados, um por universidade, passam para a fase seguinte, o Torneio por Universidade. O Plano Inovador Vencedor será anunciado em outubro, durante a Inovatec, feira de inovação que será realizada no Expominas. O prêmio é uma visita a um centro de inovação no exterior. O Instituto Inovação, que atua na área de gestão tecnológica, foi responsável por uma consultoria e intenso trabalho de divulgação nas universidades, com palestras de sensibilização com o tema “Inovação” para pró-reitores, coordenadores de cursos, professores, incubadoras de empresas e alunos. Em seguida, foi aberta a inscrição para mestrandos e doutorandos. Mais de 160 alunos de mestrado e doutorado se inscreveram para participar da iniciativa. Na Universidade Federal de Viçosa (UFV), foi um e-mail da Pró-reitoria de

Pesquisa e Pós-graduação que apresentou o Programa à Maíra Nicolau de Almeida, da área de Bioquímica. Ela considera a proposta de incentivar alunos a se tornarem empreendedores muito importante dentro do contexto atual. “Somos muito incentivados a fazer pesquisa e a publicar artigos científicos. Porém, se ficarmos presos a essa realidade, teremos menos opções ao terminar o curso. Ao incentivar o empreendedorismo, abrem-se portas além da docência”, opina. Junto com Arthur Sodré, Daniel Lobato e Mary Hellen Fabres, todos alunos de pós-graduação da UFV, Maíra desenvolveu o projeto Laczero, uma proposta inovadora para a retirada da lactose do leite. “Este processo é importante em processos industriais de fabricação de doces e outros produtos derivados de leite, além de possibilitar o consumo de leite pelos intolerantes à lactose”, diz. A inovação do projeto está na forma como a lactose é processada, que difere do processo atual, tornando-o mais econômico e ecologicamente correto. Esse foi o plano de inovação escolhido pela UFV como vencedor e irá representar a Universidade no Torneio final. Vale lembrar que, em todas as fases do Programa Mineiro de Empreendedorismo, há visitas a centros de referência em inovação tecnológica em Minas. Os grupos da UFV, por exemplo, visitaram a Acrotech, empresa que desenvolve e comercializa sementes selecionadas pré-germinadas de macaúba. Maíra considerou a visita muito produtiva, pois a empresa também é fruto de uma inovação científica que surgiu dentro da universidade. “Como a Acrotech é uma empresa relativamente nova, pudemos entender um pouco sobre o processo de implantação e expansão. Isso nos encoraja a iniciar um processo como esse”. Para ela, a experiência de participar do Embate foi muito enriquecedora. “Eu modifiquei bastante a forma de olhar para pesquisa e agora visualizo mais possibilidades para meu futuro”. Juliana Saragá e Vanessa Fagundes MINAS FAZ CIÊNCIA - MAR. A MAIO / 2010

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Minas Faz Ciência 41  

Empreendedorismo - Merenda escolar- Redes de pesquisa - Engenharia sanitária - Biodiversidade

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