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www.fap.pt

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diploma legal que presentemente ordena o E.S. (LOOES)é um documento inútil e que em nada procura equiparar subsisternas que não são tratados da mesma forma - o ensino universitário e o ensino politécnico, com cla'ra desvantagem para este último. Parecenos bem esta medida de publicar uma nova lei que faça aquilo que a anterior foi incapaz de fazer: a requalificacão do E.S., enveredando por um cami~ho da qualidade em detrimento da quantidade; a equiparação efectiva e total dos dois subsistemas já mencionados, salvaguardando. as respectivas especificidades que lhes conferem identidades próprias; a aproximação' entre Ensinos Público e Privado, pelo menos no campo da- Acção Social; as justas e há -muito reivindicadas integrações, respectivamente, das Escolas Superiores de Enfermagem no subsistema politécnico e dos Institutos de Serviço Social no Ensino Público; a coresponsabilização de todos os agentes educativos (tutela, instituições, docentes, estudantes) pelo nível médio, de insucesso escolar (40%) e a aceítáção honesta de que os estudantes não são os "únicos responsáveis - e aqui, a consequente procura de compromisso de todos esses agentes na resolução integrada e comparticipada do problema. Estas são algumas das questões que mais nos preocupam e que poderão facilmente fazer parte de um texto legal que queira, em verdade e justiça, colocar ordem na confusão que vai caracterizando o E.S. português. Não podemos, porém, esquecer alguns receios que esta medida nos traz. A' vontade política de reordenar o E.S. é, para nós, pcsitfva e necessária; falta saber se a sua concretizacão será adequada e proporcional. '

A possibilidade de algumas Instituicões poderem encerrar devido a esta nova lei e devido às exigências que traz no âmbito da qualidade não deixa de ser urna preocupação adicional. Não repudiamos imediatamente essa possibtlidade: ela poderá ser positiva, nomeadamente no duplo sentido de ser mais um contributo para a optimização do financiamento do Estado ao E.S. e de significar o fim de alguns feudos pessoais que apenas prejudicam cidadãos estudantes e cidadãos contribuintes. Contudo, a vontade política positiva poderá ser desvirtuada pela realização cega 'dessa vontade - facto que os Estudantes não poderâoperrmttr,

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Assim; lançamos aqui algumas questões alunos das instituições/ cursos que vierem ao Senhor Ministro do Ensine Superior a ser fechados? Tem o Governo a noção que achamos pertinentes: de que tal medida se trata de um claro condicionamento de alguns direitos, * Quais os critérios legais que serão liberdades e garantias desses cidadãos " utilizados para a determinação concreta estudantes? do conceito "qualfdade" numa dada Instituição? Noutro âmbito, aproveitamos também * De que dados dispõe o Ministério que para lamentar aqui algumas medidas apontem para um valor -médio de poupança para o li:stado resultante do que, na senda dos cortes na despesa Jilúll>lica, prejudiçarão milhares de eventual encerramento de Instituiçées? jovens. _ Se não há dados, existe pelo rnenes um O fim do crédito à habitação bonificado estudo ou um mera cálculo desse valor? e a frágil situação em que ficarão • Esse valor proveniente da poupança em brevemente os centros de atendimento virtude do encerramento seria mantido a toxicodependentes são, naturalmente dentro do orçamento geral do E.S. ou por diferentes razões, altamente lesivos seria recanalizado para outras dotações para muitos jovens. A FAP,estrutura de orçamentais? estudantes e por isso estrutura também • [sse encerramento seria feito de ferrna feita de e para jovens, não pode deixar gradual ou imediata? Ou seja, esperarde sublinhar aquí o seu sério se-Ia que os alunos correntemente rnatrtculàdos nas tnstttuições visadas , descontentamento com estas medidas terminassem os seus cursos ou seriam ' que, Gjual'ltoa nós, nã0 tiveram em conta alguns princípios básíces 'no apoio social "postos na rua" e reintegrados em-outras aos mais desf avorecidos como são instituições? * No segundo caso, de que forma exemplo os jovens, pela sua situacão de início de vida, e os toxicodependentes, pretende o Governo tratar a situação na procura de reconstrução da mesma. precária em que irão encontrar-se os Porto, 5 de Junho de 2002

o presidente

da Direcção da FAP

Nuno Mendes

FEDERACÃO ACADrlVUCA iDO PORTO POR UMAPRIORiDADENAEDUCAÇÃO

direcção Nuno Mendes; Ana Barroca proprredade

Federação Académica do Porto

redacção Maria da Luz Ovelheiro; Rui Rios;Miguel Bôto; Marta Fernandes: Marta Machado; Sniper; Gil Mota; Gastão Araújo, Pedro Quintas. perrodicrdade

bírnestral

foto9"Tafla Scarface " Moinhos de Matos tlTagem.

10000 exemplares

comp,oslção 2.

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Porto AcadémH':O

gráfica

e Impressão

Criação Livre tet: 2.25 188 535


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A Queimd das Fitas do Porto é noje a segunda maior festa do Porto e um dos mais importantes eventos culturais do Os concertos são uma parte Importante país. das noites mas a sua "alma" está- n-azona Podemosdividir a Queima das Fitas em dasbarraquinhas. PQr esse motivo, foi dois, de um lado as noites, do outro á este ano desenvolvtdo um nQVQdesenho parte académica. Esta divisão faz cada para a dispcsição do espaço, tornànde-o vez mais sentidÓ, uma vez que as _ mais- amplo, aberto -e, -principalrnentej.. noites são hoje produzidas de forma a mais organizado. agradar não !;Óao público estudantil más também ao público ém geral. ., Desta forma, foi realízado este.ano um fdrté 'mvestimento ao nível das bandas dÇ;- ciú~r'r~slJltou um cartaz bastante h~térogéneo. Desde a rnústca mais pesada (Guano Apes), à música brasileira (Danteta Mercury), à música mais alternativa (Asian Dub Foundationjyà já tradicional música "pimba" (Zezé Fernandes), é quase impossível não encontrar pelo menos uma banda ao. nosso gosto.

Mas agrande surpres-a desta Queima foi a introdução da Polkia de Segurança Pública no evento, abandonãnoo as tradicionais equipas de segurança, A PSP

realizou um trabalho notável, tendo em conta que nunca tinha desempenhado um serviço destes. Acreditem que não é fácil aguentar oito noites, das sete da tarde às sete da manhã, sempre a trabalhar!!! -

O' batanço da Queima das Fitas no que toca às noites só pode ser um balanço deveras postttvo. Os cencerros correram todos bem, dentro dos horáríos previstos e sem-troca de bandas à ultima hora (outra rtovtdãdel). A discoteca teve um dinamisr.FIQ'como nunca se tinha visto em edições <anteriores da Queima das Fitas, passando por lá gr-andes Dj . s como Frank Maurelle.

A venda de bflhetes correu também muito bem, apesar de existir algum receio da nossa parte já que lmplernentêvarnos um novo sistema - de venda dos bilhetes.

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o Fita, mais uma actividade Que trocou de local - do couseu para o Teatro Sá da Bandeira - não por nossa vontade mas par impossibHidade do Colíseu, decorreu ainda assim da metl1Qrferma e penso que terá sida umbsm fiTA. .

Falemos agora da parte, que a nós estudantes, mais nos diz respeito:

as actividades académicas e culturais da Queima.

A Missa da Bençãb das Pastas decorreu urna vez mais no.Est~dio áa Maia, sendo mais ooncorrtda .d~ todos QS tempos (dados da ProtecçaQ Civil): mais de 50 000 pessoas assistiram à missa.

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O Sarau Cultural decorreu no Teatro Sá da Bandeira, tratando-se de um dos. eventos mais divertidos e atractivos da Queima das Fitas (apesar de não ter granãe participação],

ASerenata decorreu este ano nos Jardins da Cordoaria, urna vez que a Sé se encontra em obras de restauro (tal como toda a cidade!). Ainda assim, e tendo em conta a mudança de local, penso que' tivemos uma das melhores Serenatas dos últimos anos.

Q Cortejo terá stdotaívez a única nódoa . negra nesta Queima. Já todos sabemos do conflito de Arquitectura com a praxe mas penso que nada se ganha cem atitwdes extremadas de ambas as partes. Só perde o Cortejo e os estudantes. Já-era 'ternpe de as pessoas terem juizo. ,

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POTto Acadérmc:o


A Garraiada é uma das actividades mais antigas da Queima das Fitas, tendo este ano regressado em força; após- ü'm' ano de pausa devido ao surto de febre aftosa, "1/-" 1,.

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o Baile de Gala foi outro dos grandes sucessos desta Queima: pela primeira vez: em muitos, anos, tivemos de <rejeitar ínscríções, que mutto Ãoscust0U!, mas o Casino da Póvoa tem lotação!

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Já o concerto Promenade, o Cíne-Jazz Queima, asexpos.ições e o Rally-Paper foram> actividades com fraca partícipação, 0 que nos éntrístece jáque são actividades ínteressantes e que dão muito trabalho a organizar.

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Chá Dançante, também realizado no Casino, foi também dos mais participados dos últimos anos, ainda que os alunos do 4° ano devessem demonstrar mais interesse.

Penso sinceramente' quetodos .aqueles que -trabalharamrna organização da Queima estão de parabéns, no entanto; não ()OSSO deixar. de fazer referência ae D1lVid(ISEP),o n9~s~ ,c~~rdená,do'r das Instalações',' "qúé '~sémjo .' Um<i aquisição de última hora se revelou uma grande ajuda.

Podemos agora começar a trabalhar e a definir o que será a Queima de 2003, tendo a sensação de dever cumprido em relação à Queima de 2002. A Queima de 2003 será um grande desafio para todos os que estíverarn envolvidos na sua organização, uma vez que terão 'de fazer um trabalho tão bom ou melhor que , este, o que não nos parece muito fácil. ·de conseguir! .

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Yice-Presidente

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Rui Rios da FAP

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po~to Acadé~:~o

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5 a II maio Par-que da Cidade

A Queima 2002 foi palco de uma panóplia de emoções. Começou a abrir (Sábado, 5 de Maio), e bem, com o irreverente quarteto de Gbttingen, em que tudo é em inglês, autêntico, "hand-rnade " e que nos deixam sem palavras, "No Speech". Assim, a. vocalista Sandra Nasic com a sua voz de carnaleâo brindou- nos com a marca do "crossover", "Open your Eyes", urna fusão musical distante das embaraçosas orgias de "mosh" mas que no entanto não dispensa o movimento, que aliás é um aspecto central nas suas .canções. Esta música é adorada de tal forma pelo público alemão, que lêVOUa que novas versões maiores e mais dançáveis fossem reunidas em 97 no cd "Spectat DJ Edition". Contudo, o trrepreensível público português, em nada inferior ao público alemão, compareceu em massa com cerca de 45 mil pessoas, e foi brindado por Sandra com "lt 's great to be back home", bem como, por duas estreias musicais "Come to me" e "Dioklan". Músicas estas pautadas por um ritmo furioso e selvagem, que tão bem os caracteriza.

As noites da Queima contudo tinham muito por revelar. 6

Podo AcadémH':O

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ainda

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A música que até aqui tinha sido boa, foi agora acompanhada de uma espectacular, criadora .e imaginativa apresentação.cénica com a subida a palco dos Blasted Mechanism. Os senhores do panorama alte.rnativo nacional, recorrendo a instrumentos (;juenão fazem parte do que é normal 'encontrar em bandas do circuito alternativo, como o bambuléco, uma fusão de guitarra e contra-baixo, ligado ao recurso a percussões improvisadas (caixas metálicas, bidons, entre outros) e a Lima linguagem particular torna a sua música única e inconfundível. Talvez por isso tenham reunido uma audiência em muito superior à esperada para uma Segunda à noite.

Na segunda noite, grupo da coqueluche, lusitana, Yellow W Van, talvez demonstrando um pouco da irreverência que os. caracteriza, recusou prestar qualquer tipo de declarações. Contudo, proporctoneram-nós um espectáculo com um som feito de funk, punk, hip-hop e uns pingos de nu-rnetal, sem dúvida contagtante e capaz de tirar qualquer um de órbita. De órbita saíram também, ao fazer um "stage-díving" ainda que falhado, talvez pela emoção e adrenalina em que se encontravam embebidos. Assim, 'as vozes de Streets e Manzk, moldadas- pelo hip-hop, sobrepuseramse às distorções das guitarras de Brother Thomas e Frunxas e deram corpo a uma "revolta social". O público já envolvido no calor da noite. acolheu de braços abertos os irmãos belgas, Gert e Sarah Bettens, recebendo em troca um notável e bem pronunciado. "Obrigado" de Sarah. Ao contrário, da personagem Jozef K do livro "The Trial" (O Processo), que deu origem à letra K dos K' s Choice, que é confrontada com situações onde as suas escolhas são limitadas, neste espectáculo não houve Se o despertar da consciência social ainda qualquer tipo de limitações e o grupo inquesttoesteve sem dúvida no seu melhor, - não tinha despontado, com os Da Weasel isso proporcionando-nos "A sound that only . navelmente aconteceu. Apresentando letras com-alto you can hear".


teor de critica social onde se fala de drogas, sexo, da "má-vida", amizade e dor, alertaram o Puto para os perigos da vida. Contudo, estes perigos têm que ser encarados com um sorriso no rosto e por isso "Tás na boa". Assim com uma guitarra temperamental e melódica, um ritmo alucinante, "scratch" 'e um baixo no máximo o resultado só poderia ser uma noite de saltos, euforia, melancolia e um turbílhâo de emoções. ia famil-iar.-Contudo foi com a canção "Menina estás à janela" (de Vitorinq), que Zézé estreitou estes laços, saltando as grades e -caminhando por entre o público. Através de estas ,e outras atenções, Zézé Fernandes, prova perante tudo e todos que é rei da música popular portuguesa. E gostos à parte, a verdade é que é o fundador da Escola de Música de lnstrumentos Tradicionais Portugueses - E.M.I.T.P, em Ponte da Barca é criador da editora Boom Art, a única que editou o seu primeiro, e até agora único Cd, "O vinhe da Nação", o que demonstra o seu grande amor e dedicação à música popular portuguesa. Os irmãos Phil e Eddie Stardust dos "Cebola Mol" descobertos por Nuno Markl, o Homem Que Morde,u O Cão, portaram-se como "Ganda Malucos". Evidenciaram uma postura, nó mínimo, inovadora em palco, bem como, uma linguagem própria, o glam cigano, que provocou ataques de risos durante toda a su~ actuação, e até mesmo após a sua saída de palco. '

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No dia do cortejo, o Queimódrómo foi presenteado com o humor "non-sense" dos grupos musicais Zézé Fernandes e Cebola Mol. Assim, o quinteto Zézé Fernandes ofereceu um repertório de fazer corar os mais púdicos, trazendo a boa disposição ao recinto e levando a entusiasta assistência a criar as suas próprias coreografias. Não sendo alheio ao público, Zézé Fernandes aproveitou para chamar a palco os representantes dos vários cursos" estabelecendo assim uma retação mais dtrecta, quase dir-se-

Aclamados por alguns e difamados por outros, o que é certo é que todos falam deles, não deixando ninguém indiferente. Assumidamente uma banda Rock, os "5piritualized", proporcionaram um espectáculo diferente daqueles que até então, estávamos habituados. Apesar de uma audiência não muito numerosa, talvez devido à pouca divulgação da banda, eles deram uma boa actuação e como tal, concerteza que terão ganho novos fãs por entre o público que assistiu com curiosidade' ao espectáculo. Estes aqueceram' assim a noite, para 'aqwele grupo que levaria à apoteose dos mais novos, os simpáticos irmãos Rosado, ou seja, os "Anjos".

Porto AcadémH:o


Estes ofereceram às suas fãs uma actuação que terá causado muitos suspiros e lágrimas de emoção, dír-seia, que em vez de anjos mais pareciam diabos. 'Onde não faltar arn os seus maiores-êxttos e uma çoYe~-darnúsíca "Pr.ide ~'Hn the narne of love )em homenagem aos U2 - um tributo que fazem sempre questão de fazer a uma banda estrangeira, e este ano pelas razões que todos podemos imaginar os U2 foram os escolhidos. Mostrando uma incrível atenção com a suá imagem outra das suas características mais louváveis - os irmãos apresentaram coreografias, iluminação, pirotecnia e apresentação planeadas ao pormenor, um evidente sinal do grande respeito que têm pelo público. Mais uma vez o público nortenho recebeu grandes elogios pela sua performance durante o concerto. Os Anjos deixaram ainda em primeiramão, a informação que vão gravar um DVDao vivo na sua terra natal Seixal, Corroios, a 31 de J\gosto.

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Na sexta noite da Queima, os EZSpecial, aproveitando o facto de serem o.grupo . de abertura dos Xutos, contaram com' uma audiência bastante numerosa, no entanto mostraram que a mereciam e deram um espectáculo que - não desapontou ninguém. Apresença do baixo dos "James" neste grupo de Rock alternativo aumentou ainda o grau de expectativa quanto à sua actuação. Esta apesar de' ser pautada por uma certa juvenilidade do grupo, foi marcada por uma grande maturidade musical e de apresentação ao público.

PQrque não há Queii:nqsem o maior grupo rock português, os xutos com os seus 15, lO!!! aninhos provocaram uma das maiores enchentes da semana, com cerca de 45· mil pessoas, o mais heterogéneas possível, quer em termos-de idade, quer de estilo. Assim, nada se poderá acrescentar sobre a excelente actuação dos xutos que já não tenha sido repetida milhares de vezes. Por isso sem mais palavras só se poderá dizer:

DÁ-LHE KALU!!!!!!!!!!!!!!!!


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Percurso académico encerrado em ambiente idílico Casino da Póvoa - sexta-feira

10 Maio

A vida acaclémica é para os estudantes um percurso marcado por momentos de risos, lágrimas, esforço, alegrias ou desilusões. São anos dedicados à construção de um futuro muitas vezes tido Gomo incerto. Um caminho seguido de forma inata com um destino (... ). Este percurso culmina para muitos na presença naquele Que é um dos mais nobres eventos da Semana da Queima da-s Fitas do Porto, o Baile de Gala. Este ano, a comissáóorganiza-é!ora conseguiu devolver ao evento a grandeza de outros tempos, ao juntar no Casino da Póvoa mais de quatro centenas de alunos das mais variadas instituições académicas. Urna noite que permanecerá certamente na memória de todos os que estiveram envolvidos num cenário de luxo. Com toda a qualidade e profissionalismo inerente, os finalistas são recebidos com um Porto de Honra, durante o qual os fotógrafos gravam as imagens de felicidade de todos os colegas e amigos. A noite segue no Salão de Ouro em que é servido um jantar inesquecível, acompanhado de uma adequada música ao vivo. No decorrer da celebração, o Casino apresenta o seu espectáculo de música, luz, cor e bailado - "Puro cubano". O BaUe é por fim aberto com a tradicional valsa, seguida de músícas animadas e bem ao estilo de uma noite a não esquecer. Num ano em que mais uma vez as questões relacionadas com o ensino superior se revelaram polémicas e precoupantes, o Baile de Gala não se deixou influenciar pelos problemas 'e deixou uma réstia de esperança para todos os que aqui viram uma nova página das suas vidas.

Casino da Póvoa- sexta·feira - 10 Maio o Baile de Gala da Queima

é um dos mais nobres eventos da 'Semana da Queima das Fitas do Porto, e tem um significado especial pois representa o final da Vidaacadérníca dos estudantes. O Baile de Gala é um evento realizado no âmbito do programa da Oueirna <dasFitas do Porto, e é especialmente dedicado' aos alunos finatistas de cada curso. Com esta actividade festeja-se e homenageia-se o fim de uma longa fase da vida dos estudantes, que foi decerto mar cada por muito esforço e trabalho. Este ritual de despedida dos alunos, para com a acadernta, é cetebrado no Castno da Póvoa de Varzim. Com o objectivo dê manter a energia positiva, Q bar aberto é uma presença constante e essencial à alegria académica. Para rematar a noite em grande, .é Servida uma ceia e são distribuídas lembranças para que esta noite seja recordada para sempre ... · Marta Machado e Sniper

Porto AcadémlCO ""7/111' .,

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Texto do Sr. Vereador da Câmara Municipal

do Desporto, Juventude, Educação e Recursos Humanos' do Porte, Dr. Paulo cutiteiro, sobre a Queima das Fitas

2002.

o salto qualitativo da Queima das Fitas 2002 Ano após ano, a Queima das Fitas do Porto tem vindo a assumir-se como uma referência, não só entre os acontecimentos culturais e festivos da cidade, mas também entre festas congéneres de outras universidades portuguesas. Este crescente, protagonismo da queima portuense é explicado por uma feliz conjugação de factores, sendo os mais preponderantes a funcíonattdade do espaço onde, nas últimas edições, tem sido instalado o recinto da festa; a significativa evolução verificada ao nível organizativo; a qualidade da programação (nomeadamente musical); e,' muito importante,o civismo que cada vez mais os estudantes patenteiam. Não me querendo alongar muito, gostava de sublinhar 'as virtudes do antigo recinto. da Feira Popular para acolher a Qi:Jeimadas Fitas. T~ata-se de um espaço amplo e, por isso, seguro, com bons acessos e, que se forem tomadas 'as medidas adequadas (já lá vamos), não' produz incómodos de maior para a comunidade - ao contrário, por exemplo, do que acontecia nos jardins do Palácio de Cristal, locahzados bem no coração de uma zona residencial. É importante, contudo, realçar a necessidade de r-egular unia festa que; pela sua própria natureza, é atreita a excessos. Falo do excesso de ruído, de lixo, de trânsito e, claro, de excessos comportamentais. Não vale a pena escamotear esta situação, sob pena de vermos a queima desacreditar-se aos olhos da opinião públiéa. É preciso, isso sim, assumir com frontalidade os problemas inererrtes a uma festa que invõlve milhares de jovens, dura uma semana, assenta espectáculos ao ar livre e vive de saudável irreverência estudantil. '

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Ora esta foi, prectsarnente, a atitude que. a Câmara do Porto tomou este ano, Consciente de alguns excessosverificados em edições transactas mas acreditandó, sempre, nas vantagens do local de realização da queima e na boa fé dos seus organizadores, a federação Acadérncía do Porto (FAP),a autarquía portuense elaborou, com a referida organização universitáría, uma "carta de Intenções" visando reglJlar a festa estudantít.

f;m traças gerais, o.documento ím~unlila o encerramento dos con,terlQs às 2h30 êla manhã, limitava o nível S0nQrOda tênda/díscoteca e previa a e"Xistênda de agentes da Fl5Fl em locais estratégicos dt> "queímódrorno", Além disso, exigia a lim~eza constante do recinto da queima e dos respectivos lavabos. Não posso assegurar que todas estas medidas tenham sido escruputosarnente curnprtdas. Mas houve, de facto, um significativo esforço' para garantir o legítimo direito ao repouso, à limpeza pública, à mobilidade automóvel e à segurança de toda a comunidade e, em especial, dos residentes nas cercanias do recinto da queima. E creio que, neste ponto, foi dado um importante salto qualitativo, o que, de resto, chegou mesmo a ser admitido pelos moradores de Nevogilde e Matosinhos. AFAPeâ Câmara Municipal do Porto devem, pois, estar contentes por se ter conseguido mitigar o barulho, o caos rodoviário, a insegurança e a falta de Itmpeza que, infelizmente, caracterizaram as últimas edições da Queima das Fitas. Contudo, não podemos adormecer sobre os louros da vitória. Há ainda muitas arestas a limar na organização da queima, de forma a conciliar a folia académica com o direito dos cidadãos ao repouso. Por isso, é intenção dp autarquia continuar a trabalhar em conjunto com a FAPpara que, no próxima ano, a queima esteja mais próxima dos parâmetros (lo civismo, qualidade ambientar, rigor orgaaízativc e segurança pública que preconizamos.

o Vereador Dr. Paulo Cutiieiro


..lítlC... .d....catrv Uma delegação representativa de todos os Estudantes do Ensino Superior reuniu a 27 de Maio com o Senhor Ministro da Ciência e do Ensino Superior, com o objectivo de colocar variadas questões e de obter respostas Essa mesma representação salienta como factores positivos; de entre as respostas dadas pelo Senhor Ministro-Pedra Lynce os seguintes dados: · a confirmação da aplicação do 110 mês de bolsa para os estudantes bclseíros: · a aposta a ser feita na alteração d~ Estatuto da Carreira Docente,. dando um peso fundamental à componente pedagógica no desempenho dos docentes; <a não aplicação ao Ensino Superi.or da ResoluçãO do Conselho de Ministros 97/ 2002; . · o alargamento das competências do Observatório para a Ciência é Tecnologia, agora também ao Ensino' Superior; · a aposta na criação de uma nova. lei de Ordenamento do Ensino Superior onde se reflictam as reais carências deste mesmo ensino; • a aposta firme na Acção Social quer a nível de íntra-estruturas, quer também ao nivel do alargamento do númeró de Estudantes abrangidos por bolsas;

· a certeza de que não haverá cortes nos Orçamentos de Funcionamento das Instituições em 2002; . · o reconhecimentc da existência de várias ordens de razão que contribuem para os níveis de insucesso escolar, não sendo os estudantes os principais responsáveis por esses índices. Pela negativa, salienta-se a mdeüníção de algumas questões, tais como: · os eventuais cortes orçamentais nas verbas para desenvolvimento, se bem que tenha sido salvaguardado o i·nvestimento em bibliotecas, laboratórios, salas de estudo e cantinas; • a manutenção da actual lei de Financiamento do Ensino Superior no inicio do próximo ano lectivo, bem como todos os problemas que dela advenham e a ausência de uma proposta alternativa; _ · a possibilidade de penalizar os Estudantes pelo seu insucesso escolar .. Tendo em conta os dados descritos, resta aos Estudantes .concluir queo momento é de alerta. Apesar de haver notas positivas, os estudantes estão seriamente preocupados com alguma indefinição

encontrada em pontos essenciais, como é exemplo o financiamento. Foi alegada como razão principal para essa indefinição Q pouco tempo de mandato exercido, remetendo para daquí a dois ou três meses respostas concretàs a essas questões. Não escondendo desde já a apreensão que tal facto nos trouxe, enunctamcs desde jà a realização regular de-reuniões de asscdações de estudantes durante esse período, aliás, como já tem vindo a acontecer. De realçar, neste sentido, a marcação de um Encontro Nacional de Direcções Associatívas para meados do próximo mês de Julho. Isto implica naturalmente que a dinâmita de consciencialização e mobiltzação geral, que tem sido mantida desde os últimos anos, se mantém inalterada, assim como as principais bandeiras que desde há muito são defendidas pelos Estudantes. Por último, sublinhamos a intencão do Senhor Ministro de voltar a reunir com os Estudantes no inicio do próximo ano' lectivo. Os Estudantes, com a mesma postura aberta que os têm caracterizado estarao presentes e prontos a participar ' no debate educativo - em ordem a encontrar resoluções concretas para os problemas do Ensino Superior.

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In www.tap.pt

Podo Académuo

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onde e quando

oquê Conhecer os Museus Municipais do Porto

o Arqueo-sítio, situado numa das mais antigas artérias do burgo medieval, conserva a mais longa sequência de ocupação humana da cidade do Porto. Neste local, na Rua D. Hugo, apareceram os primeiros vestígios arquitectónicos do núcleo de povoamento primitivo, instalado no morro da Sé ou da Penaventosa desde há pelo menos 2500 anos

Arqueosítio Rua D. Hugo Sábado, 22 de Junho, 15 h.

Câmara Municipal

do Porto'

226 066 568

Marcação prévia

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(informações)

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A m~nter ~í:i:tradjçã0F:9' Perto Pride ~Ss~n1~-'s~·çomQ.a !:E'!sfa'·. para todos os gays, ..·lésQicas, bissi:!xt\taís,,:t:rangenders . e heterossexuais. ,LJm~festa paramudar , mentalidades mas tárrtbém para ajudar os outros: o Porto Pride 2001 doou 2002 euros ao Hospital Joaquim Urbano, tendo contado com o patrocínio da Co~issão Nacional de Luta .Contra; a ' SIDA e do CD "Up All NigMt'Z"da EMIValentim de Carvalho. . Com perforrnances, apontamentos de música ao vivo 'e muitas supresas, urna festa para espíritos 'livres.

Teatro'

portugalGay.pt GLBT do Porto .' www.portugalpride.org. PQrtopride@portogillpride;org

Cemércio

Sã' da Bandeira JlJlho, 2~ t{ .

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Inox António Feio, Maria Rueff e José Pedro Gomes preparararn.urn INOX. Juntaramse com uma séria de criadores da nossa criação: BD, música, vídeo, animação 3D, autores portugueses ,.- é verdade, existem! (tuísa Costa ·~Go.mes,Carlos T, Rui.Zink, Herman José, outros). . :-:~2!' RADIOIiEAO- -.-: ~ ----....,.. -

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3,4,e 5 Sábado,

e Sexta Julho, 21.30'h.

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COLlSEU para um dos concertos mais desejados pelos fans doi,pOP /ROCK alternativo! O álbum "Amne~i?c"; editado no ano passado.servtrá -de . pretexto pa~a esta visita tão desejadÇi!.

Cdl,iseu do Porto' ~SeJ,<tà> eSábàdo 16 27 de .Julho 2-1

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da Cidade 2002 prometem multa aillmação

mês de Junho' no Porto ~ pródigo em cultural e desportiva, com destaque, naturajrnente, para os festejos Sâo-Joaninos. Este ano, a autarqutá portuense volta a pôr. em marcha um vasto programa de eventos no âmbito das Festas . da Cidade do Porto 2002. . .. Para a noite de S. João está previsto, como habitualmente, um baila rico na Praca da Liberdade (23hOO), com música popular à cargo da Banda Atlântica e do Conjunto António Mafra. E quando forem zero horas do dia 24, as atenções voltam-se para o tradicional fogo-de-artifício na Avenida dos Aliados,

animação

Ainda no rot das iniciativas de 'cariz 'mais popular, há a realçar o Concurso de Cascatas são-joaninas, que a Divisão Municipal· de Turismo da Câmara do Porto 'promove dé 20 a' 28 dê Junho. . De salientar ainda à ecléctica programaçáo musical, .que tnctut desde a Gala de ,S. João (22 de Junho, às 22hOO,no Coliseu), onde será apresentado o Réquiem de Verdi pelo wertd Festival Choir, ao espectáculo 'de tango "De Amores Y Suenos" (21 de Junho, às 21h30, no' coreto do Jardim dá Cordoaria), passando pelas "Noites no Palácio" (28 e 29 de Junho, às 22h30, nos Jardins do Palácio de Cristal), com concertos de "w.orld rnustc".

Destaque também para duas outras interessantes 'iniciativas: a exposição de fotogratía "Aúltima festa: o 5. João no Porto" (Centro, Português de, Fotografia, de 20 de Junho a 1 de Setembro), que inclui trabalhos sobre a festa portuense propositadamente encomendados a três fotógrafos estrangeiros:' . 'é o·ciclo "Cinema Fora doSltfo" (sempre às 22h30), que apresenta a 29, no Quartel da: Praça da República, "O Tigre é o Dragão", de Ang Lee; e a 30, na Rotunda da Boavista, "Serenata à Chuva", de Gene Kelly e Standley Donen. .,,"

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Jornal Porto Académico (FAP) #08 (junho&julho2002)