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EDUCAÇÃO DE SURDOS – HISTÓRIA E IDENTIDADE CULTURAL Resumo: Este estudo tem como objetivo apresentar a origem histórica da cultura e educação de surdos. O estudo constitui-se com base em uma pesquisa bibliográfica e tem como segmento a linguagem de sinais inclusa no mundo contemporâneo. Será abordada (tendo como início) a história da surdez no mundo, as batalhas para obtenção de identidade cultural na sociedade pelos surdos, buscando acompanhar a educação destes, sua inclusão e aceitação no meio social e educacional humano. Todas as dificuldades pelo que o surdo teve que passar para poder ter sua identidade cultural aceita com respeito e autoridade, uma língua legalizada com alfabeto próprio e sua vida social desenvolvida e com autonomia, bem como as dificuldades que são apresentadas pelos profissionais que auxiliam alunos surdos nas escolas de ensino regular nas quais estes alunos estão inseridos, buscando socialização e muitas vezes esquecendo de sua própria cultura. Palavras-chave: Surdez; Inclusão social; Educação Inclusiva.

Abstract: This study has as objective presents the historical origin of the culture and education of deaf. The study is constituted with base in a bibliographical research and he/she has as segment the included language of signs in the contemporary world. It will be approached (tends as beginning) the history of the deafness in the world, the battles for obtaining of cultural identity in the society for the deaf ones, looking for to accompany the education of these, his/her inclusion and acceptance in the social way and education human. All of the difficulties for the that the deaf had to pass to have his/her cultural identity accept with respect and authority, a language legalized with own alphabet and his/her developed social life and with autonomy, as well as the difficulties that they are presented by the professionals that aid deaf students in the schools of regular teaching in which these students are inserted, looking for socialization and a lot of times forgetting about his/her own culture. Key - words: Deafness; social Inclusion; Inclusive Education.

1. INTRODUÇÃO Questiona-se muito sobre a cultura surda. Ela realmente existe? Como ela está inserida no mundo dos surdos e no mundo dos ouvintes? Principalmente na educação, como se educar surdos? Esta certamente é a mais importante das questões. Geralmente, observa-se a cultura ligada ás expressões artísticas, festas, cerimoniais, lendas e crenças de certo povo, bem como, sua vestimenta, sua alimentação e sua linguagem.

A linguagem é tida como elemento fundamental do ser humano, o que, geralmente é esquecido, é que esta, a linguagem, não é apenas a falada, ela se subdivide em falada, escrita e gestual, esta última é a utilizada pelos surdos. Além da capacidade biológica, a linguagem é uma forma de sistema simbólico. Esta simbolização é uma espécie de tradução em palavras de signos que não são palavras como desenhos, sons, gestos, objetos, etc. Durante muito tempo esta linguagem só tinha valor com a palavra falada, quem não tivesse esse “poder” era tido como um ser anormal, ou como um castigo divino.


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Os surdos passaram por muitas batalhas para poderem obter respeito por si mesmo como seres humanos dotados de inteligência, sentimentos e capacidade de comunicação, não a mesma que os ouvintes possuem, mas uma forma de comunicação própria e legalizada.

Toda a história dos surdos vai demonstrar as dificuldades de sobrevivência destes e as batalhas que tiveram que enfrentar para poderem então ter uma identidade determinada e sua cultura aceita socialmente.

1.1 OS SURDOS NA HISTÓRIA MUNDIAL

Durante muito tempo os surdos sofreram para poderem chegar a uma posição de independência e respeito quanto a sua linguagem. Até conquistar essa independência tiveram muitas batalhas a enfrentar, eram tratados, na Grécia, como seres sem raciocínio, pois somente quem possuía o “poder” da linguagem era possuidor de razão e alma (WIKIPÉDIA, 2008).

Muitos surdos eram assassinados pelo simples fato de existir, eram seres que poderiam contaminar o restante da humanidade, assim eram vistos pela sociedade, antigamente. Matam-se cães quando estão com raiva; exterminam-se touros bravios; cortam-se as cabeças das ovelhas enfermas para que as demais não sejam contaminadas; matamos os fetos e os recémnascidos monstruosos; se nascerem defeituosos e monstruosos afogamo-los, não devido ao ódio, mas à razão, para distinguirmos as coisas inúteis das saudáveis (SENECA apud WIKIPEDIA, 2008)

As pessoas que nasciam com alguma deficiência eram tidas como um castigo divino. Em alguns lugares do mundo, durante a idade média, eles eram tratados indignamente, postos a morte em fogueiras (durante a inquisição) ou apedrejados. Muitos eram mortos ao nascerem e outros, cuja família não tinha coragem, eram escondidos e passavam a vida sem a sociedade saber de sua existência (STROBEL, 2007).

Em outros lugares do mundo, como o Egito, os surdos eram tratados como deuses, pois estes serviam de intermediários entre os Faraós e seus deuses. Já a Igreja Católica, não os via como seres de alma imortal, pois acreditavam que para isso ser possível devia proferir os sacramentos exigidos pela igreja. O casamento entre surdos era proibido pela


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igreja, bem como o recebimento de heranças e outros direitos devidos aos cidadãos normais (STROBEL, 2007).

Em conseqüência da surdez a mudez era uma companhia indesejada, pois intensificava a identidade inferior a que eram rotulados, pois não possuíam linguagem. Muitos surdos procuravam vir a falar, muitas vezes prejudicando a própria saúde e não tendo resultados satisfatórios, pois queriam ser iguais aos demais e isso se tornava mais e mais difícil, até que John Beverley, em 700 D.C considerado o primeiro educador de surdos, conseguiu ensinar um a falar (WIKIPÉDIA, 2008).

A questão de surdos falando é algo que era normal até pouco tempo, eles eram proibidos, por lei como veremos a seguir, de se expressarem pela linguagem gestual. Isso foi algo que fez com que a sociedade ouvinte nao se preocupasse a aprender a manter uma comunicação saudável e com respeito ao seu interlocutor, o surdo.

O congresso em Milão no ano de 1880 decretou como oficial o método oral para comunicação, pois era mais adequado aos requintes da sociedade da época. A comunicação através da língua de sinais foi, terminantemente, proibida (STROBEL, 2007).

Conhece-se pouco sobre os surdos, sobre sua cultura e sua identidade, muitas vezes confundimos surdez com deficiência auditiva. Na verdade é ai que reside à identidade, é a auto definição de surdo que os determina.

O pouco conhecimento que ainda temos dos surdos, enquanto personagens constitutivos de vários grupos sociais minoritários, pertencentes, pois, a comunidades tão legítimas quanto tantas outras, tem colaborado, e em muito, para a exclusão de gerações e gerações de surdos pela assimilação da diferença, pelo assujeitamento das alteridades à lógica da igualdade descabida de uns poucos (SÁ, 2006, p. 16/17).

Os povos tem importantes características em comum, mesmo que sua construção seja de forma diferente. Isso é possível identificar através da linguagem, todos a possuem, mas cada um da maneira mais apropriada ao seu grupo. Esta, a linguagem, está ligada à imaginação e a criação, pois vai se transformando com o passar das gerações e se adaptando aos grupos sociais, cada um com sua própria língua.


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Considerando que o aspecto lingüístico não é o único determinador ou identificador principal na construção da identidade cultural dos surdos podemos observar que essa identidade é construída por meio da linguagem (SÁ, 2006).

A língua é a linguagem, mas não toda ela, ao longo da história a linguagem é o mais importante para o homem, embora atualmente já se classifique em verbais e não verbais. Veremos nos estudos que se segue qual a importância da linguagem não verbal ser aceita na sociedade como identidade dos surdos mais especificamente no Brasil.

1.2 Libras – Língua brasileira de sinais

As línguas são convencionais, foram criadas por homens e mulheres em determinadas condições históricas e foram se constituindo em estrutura independente de quem as usa.

Entre as não verbais é encontrada a comunicação por gestos, desenhos, cores e linguagem por sinais.

Durante muito tempo os surdos se comunicaram através de dicas gestuais, conforme foi aumentando a população surda à padronização dos sinais foi necessária. Foram criados vocabulários e gramática próprios, independentes, sem relação com as linguagens comuns aos ouvintes, os surdos se comunicam por conceitos e não por palavras, o que significa que o sinal usa uma imagem visual que se parece com o conceito que representa (MACHADO, 2008).

A língua de sinais é uma linguagem visual que é incorporada por gestos, expressões faciais, movimentos da cabeça, do corpo e utiliza também o espaço ao redor da pessoa que faz uso dessa linguagem com base nos sinais manuais (MACHADO, 2008).

A linguagem de sinais não é universal, cada país possui a sua linguagem de sinais, que lhe seja mais apropriada, no caso do Brasil temos a Língua Brasileira de Sinais – Libras.


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A Libras se desenvolveu a partir da linguagem de sinais Francesa, possui sua própria estrutura gramatical e seus sinais são formados combinando formas e movimentos das mãos e pontos de referência no corpo ou no espaço, e não simples gestuais da língua portuguesa (C.R.E., 2008).

Decretada e sancionada em 24 de abril de 2002, a Lei N° 10.436, no seu artigo 4º, dispõe o seguinte:

O sistema educacional federal e sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudióloga e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente (C.R.E., 2008).

O alfabeto de Libras foi, então, legalizado sendo língua oficial da comunidade surda, bem como os gestos com significados e conceitos que pareçam com palavras e objetos para favorecer a comunicação entre ouvintes e surdos. Segue o alfabeto de Libras.

Fonte: http://usandoasmaos.blogspot.com/

Todos podem estar aprendendo a Língua Brasileira de Sinais, tanto surdos quanto ouvintes. A maior dificuldade percebida com o aprendizado de Libras é que os ouvintes


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não estão preparados para “ouvirem com os olhos”. O fato deles, os ouvintes, estar aprendendo a língua de sinais faz com que se aproximem e socializem-se com os surdos, pois na grande maioria das vezes eles, os surdos, são excluídos da sociedade ouvinte.

Mas esta exclusão está se transformando em inclusão, principalmente, nas escolas. O surdo está tendo maior acesso ao ensino regular ofertado pelo governo federal, estadual e municipal.

A língua de sinais é usada de forma diferente em cada local, seguindo as culturas e identidades de cada região, não é predeterminada.

Libras, como as outras línguas de sinais, não tem um sistema de escrita largamente adotado, embora existam algumas propostas, como a SignWriting, que estão sendo usadas em algumas escolas e publicações. Na falta de uma escrita própria, a libras tem sido transcrita usando palavras em português que correspondam ao significado dos sinais. Para designar que a palavra em português indica um sinal, é grafada convencionalmente usando letras maiúsculas. Por exemplo: LUA, BOLO. Os verbos: são usados no infinitivo. exemplo: LOJA, EU IR (WIKIPÉDIA, 2008).

Percebe-se que pelo uso de Libras, os surdos não tomam conhecimento do significado de algumas palavras, dificultando o seu desenvolvimento nas salas de aula, principalmente na disciplina de português. Para o surdo sua língua materna é a Libras, o português seria uma língua estrangeira que estará tendo contado nas escolas. No texto a seguir observam-se as dificuldades existentes para os surdos com o aprendizado no ensino regular.

2. A Educação de Surdos

A educação está em todo lugar, em nossa casa, na rua, igreja, na escola, todos estão envolvidos com a educação e com as educações, pois todas as nações têm sua própria concepção (BRANDÃO, 1940).

Muitas pessoas pensam que a educação está somente em sala de aula, mas esquecem que o aprender está em toda parte, em todas as coisas que fazemos, vemos, ouvimos e falamos.


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As pessoas cometem o erro de acreditar que educação e aprendizagem só estão relacionadas com a escola, com a sala de aula. Esquecem que as crianças aprendem não somente com o professor, mas o início de seu aprendizado se dá com a família (DAVIS e OLIVEIRA, 1994).

Outro fator importante na educação é que ela geralmente é aplicada na oralidade, algumas instituições já estão se abrindo para a oportunidade de aprenderem e trabalharem com a língua de sinais.

A comunicação total veio significar a mistura da fala e língua dos sinais mais convenientes a cada professor [...]. O uso da língua dos sinais nesses ambientes mostrou-se ser, na melhor das hipóteses, apenas “fala apoiada pelos sinais”, que é inadequada para ser compreendida por uma criança surda como uma mensagem completa [...]. a comunicação total é qualquer coisa, menos total, e raramente comunica ( WRIGLEY apud SÁ, 2006, p. 84).

Poucos são os relatos na história sobre a educação de deficientes auditivos no Brasil. O que, geralmente, observa-se através de estudos e pesquisas sobre as políticas da educação que criaram e ainda criam normas para escolarização dos surdos, e que eles são integrados nas turmas de ensino regular ou encaminhados para uma escola ou classe especializada. De uma forma ou de outra, eles são prejudicados, pois nas classes regulares dificilmente possuem auxilio especializado e em classes especiais não há a interação necessária com a sociedade para que haja crescimento (SÁ, 2006).

Professores em sala de aula devem estar preparados e capacitados para atender, conviver e intermediar a convivência entre as diferenças dos alunos surdos e ouvintes, pois a bagagem cultural que trazem consigo são divergentes um do outro.

Em relação a evasão escolar e reprovação elas ocorrem com qualquer aluno que possui dificuldade de aprendizagem. E quanto ao aluno surdo que possui capacidade, mas o conteúdo regular é algo totalmente novo e diferente do que está habituado?

“Apesar dessa constatação, não podemos inserir todos os que têm dificuldades para aprender num mesmo grupo e tratá-los como se fossem iguais” (MELLO, 2008).


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Apesar da estimulação quanto à inclusão de alunos portadores de necessidades especiais ao convívio com outros alunos, o índice de desistência ou mesmo sensação de fracasso é destoante quanto ao alunado surdo, não se sentem à vontade, pois o preparo dos professores é pequeno e o auxílio dos outros alunos acaba sendo vago, muito conteúdo não é reconhecido nem aproveitado pelos surdos (MELLO, 2008).

A esperança é que os centros de apoio possam estar realmente auxiliando a todos os alunos surdos dentro das escolas de ensino regular, com intérpretes ou mesmo com cursos, buscados pelos próprios professores do ensino regular, aumentando assim a probabilidade de crescimento e desenvolvimento tanto dos alunos surdos quanto dos ouvintes, pela interação entre ambos.

Percebe-se que desde o início da atividade escolar em que os surdos estão inseridos que lhes é imposto modelos e cultura ouvinte como o certo, o melhor, como regra a ser seguida, lhes dizendo que se não possuírem uma característica ‘normal’ (ouvinte) não são aceitos, felizes e bem-sucedidos. É uma forma de opressão na qual se assemelha com a cultura indígena que foi abolida em função da mais poderosa. Porém a cultura minoritária dos surdos está galgando degraus para inclusão, juntando valores próprios com valores da grande maioria, a ouvinte (SÀ, 2006).

Com o desenvolvimento das inclusões sociais e principalmente nas escolas, a realidade é muito destacada, pois é nesse meio que se notam as diferenças, os alunos estão frente a frente e neste momento surgem as desigualdades, que devem ser tratadas de maneira especial.

O desenvolvimento do sistema educacional no século XX foi uma realidade que trouxe um componente democrático enquanto a escola foi a universalizada e tornou-se aberta e obrigatória para todos. (...) A população escolar foi crescendo rapidamente e as instituições, despreparadas, viram-se, num piscar de olhos, diante de uma multidão de alunos a quem deviam atender (FELTRIN, 2004, p. 57/58)

Esse despreparo dos profissionais da educação, não é uma culpa somente deles, é algo que o governo tem como dever, auxiliar na preparação das escolas para que tenham possibilidade de atendimento especial para oferecerem aos alunos que estão ingressando no ensino regular. No caso da surdez, curso de Libras deve ser procurado pelos professores e


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funcionários das escoas, bem como um intérprete para acompanhamento destes alunos nas salas de aula. Na LDB nacional no capítulo V, artigo 59, no que abrange a educação especial é claro ao determinar um atendimento educacional que assegure aos alunos com necessidades especiais: Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica; Terminalidades específica; Professores com especialização adequada; Educação especial para o trabalho; Acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais complementares; Ampliação do atendimento aos educando com necessidades especiais (FELTRIN, 2004, p. 61).

Não são apenas benefícios destinados aos alunos com necessidades especiais, mas sim direitos a esses alunos e aos alunos que com eles estarão dividindo a sala de aula, pois não só a relação aluno – professor pode ser prejudicada, mas as relações de amizade entre colegas. De fato isso pode acontecer por não ter uma comunicação eficaz, com respeito e espaço que lhes é de direito.

Segundo Vygotsky (apud Feltrin, 2004) o aprendizado e conseqüentemente o crescimento do indivíduo se dá por dois meios um através do meio em que vive, com as pessoas, cultura e de outro o próprio indivíduo, que deve se impor e empenhar-se para que realmente haja crescimento e aprendizagem. Então, tanto o próprio aluno surdo quanto os alunos ouvintes, educadores e familiares devem se empenhar para que haja integração de todos buscando a melhoria da qualidade de educação.

Para que o aluno surdo possa se integrar com a comunidade escolar deve-se garantir que sua linguagem de sinais seja adquirida como primeira língua respeitando-a e lhe dirigindo o auxilio adequada para que venha adquirir conhecimentos sobre os demais conteúdos regulares, garantindo uma educação realmente inclusiva, para surdos e ouvintes.

3. Considerações Finais

Com este estudo foi possível averiguar a história da surdez na educação, buscando trazer à luz da razão as necessidades que o surdo e os educadores que o cercam possuem, para que a educação desses alunos com necessidades especiais possa estar sendo melhorada.


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Observou-se que o aluno com surdez possui leis que o protegem e muito se fala sobre a educação inclusiva, mas o que realmente acontece nas salas de aula é a falta de preparo dos profissionais de ensino regular para poderem auxiliar os alunos que necessitam de cuidados especiais. Não existem muitos profissionais intérpretes para atender toda a demanda necessária, assim alguns professores não têm o auxilio do intérprete em sala, todo o tempo da aula que precisam e a exigência dos professores, em especial da disciplina de português, é que esse aluno aprenda e interiorize os conteúdos de uma forma semelhante com alunos que podem ouvir e já tem em sua cultura a língua portuguesa como primeira língua, para o surdo o português é uma língua estrangeira que ele terá sertã dificuldade pra aprender todos os seus significados.

Existem surdos que já conseguiram ter uma formação no ensino superior, com certeza passaram por muitas dificuldades se empenharam, mas mesmo assim a questão da língua portuguesa é algo de relevante importância, em ser tratada como língua a ser estudada para uma vida inteira, sem muitos de seus signos serem ainda desconhecidos por eles.

A sociedade, a família, o governo e a escola não podem esperar por momentos e condições ideais para que se implantem propostas de inovação para a educação de surdos, muito já se tem e com isso já pode ser iniciada uma educação onde os ouvintes também tenham acesso à linguagem de sinais, os educadores devem investir em sua própria formação para estarem adequadamente prontos para auxiliarem os alunos surdos em seu desenvolvimento psicológico, social e intelectual.

Estudos futuros podem vir a modificar facilitando o preparo na escola e a busca de especialização pelos professores antes que venham a ter contato com indivíduos surdos dentro ou fora da escola favorecendo assim a comunicação de forma igual sem preconceitos ou medos, o medo de não ser compreendido e/ou compreender. A realidade de respeito e igualdade entre surdos e ouvintes só acontecerá se houver interesse do ouvinte em buscar conhecer o mundo, a cultura, a língua e os sentimentos do surdo.


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRANDÃO. C. R. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, 2004.C.R.E. Mario Covas. Desenvolvido pelo Centro de Referência em Educação. Apresenta conteúdo http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ees_a.php?t=001 Acesso em 22 de Outubro de 2008. DAVIS. C; OLIVEIRA. Z. Psicologia na educação. São Paulo: Cortez, 1994. FELTRIN. A. E. Inclusão social na escola: quando a pedagogia se encontra com a diferença. São Paulo: Paulinas, 2004. MACHADO. P. C. A Política de Integração/Inclusão e aprendizagem dos surdos: Um olhar do egresso surdo sobre a escola regular. Artigo apresentado pelo site: http://pessoas.hsw.uol.com.br. Acesso em 23 de outubro de 2008. MELLO. A. G. Os surdos e o fracasso escolar. Artigo apresentado pelo site: http://www.sitiodesordos.com.ar/guedes_port1.htm. Acesso em 22 de outubro de 2008. SÁ. N. R. L. Cultura, poder e educação de surdos. São Paulo: Paulinas, 2006. STROBEL. K. L. O Que vem a ser cultura surda? Florianópolis, SC: 2007. WIKIPÉDIA. Desenvolvido pela Wikimedia Foundation. Apresenta conteúdo enciclopédico.Disponível:http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hist%C3%B3ria_dos_ Surdos&oldid=12541674 Acesso em: 22 de Outubro de 2008.

Educação de surdos – história e identidade cultural  
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