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DESBRAVADORES,

É preciso fortalecer a visão de Comunhão e Missão; envolver o desbravador em um projeto missionário desafiador; unir o clube em uma campanha, destacar a palavra esperança, que é a marca da Igreja Adventista do Sétimo Dia; testemunhar, de maneira mais abrangente, para levar muitas pessoas a Jesus e apressar sua vinda, buscando alcançar as “Multidões, multidões no vale da decisão! Porque o dia do Senhor está perto...” Joel 3:14.

Movimento de massa

“Viam-se centenas e milhares visitando famílias e abrindo perante elas a Palavra de Deus. Os corações eram convencidos pelo poder do Espírito Santo, e manifestava-se um espírito de genuína conversão. Portas se abriam por cada parte à proclamação da verdade. O mundo parecia iluminado pela influência celeste” Ellen White, Serviço Cristão, 42.

Obra urgente

“Cada dia o tempo de graça de alguém se encerra. Cada hora alguns passam para além do alcance da misericórdia. E onde estão as vozes de aviso e rogo, mandando o pecador fugir desta condenação terrível? Onde estão as mãos estendidas para o fazer retroceder do caminho da morte? Onde estão os que com humildade e fé perseverante intercedem junto a Deus por ele?” Ellen White, Patriarcas e Profetas, 140.

Envolvimento de todos

“Todo seguidor de Jesus tem uma obra a fazer como missionário de Cristo, na família, na vizinhança, na vila ou cidade em que reside.” Ellen White, Serviço Cristão, 18.

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Ação concentrada

“Tem de haver uma ação concentrada. Temos que conjugar esforços...” Ellen White, Serviço Cristão, 75.

Apresentação de uma mensagem especial

“Fazei ressoar o alarme. Dizei às pessoas que o dia do Senhor está perto, e apressa-se grandemente. Ninguém fique sem ser advertido... Não temos tempo a perder.” Ellen White, Evangelismo, 218.

Entrega de literatura

“Pastores e o povo devem empenhar-se na circulação de livros, panfletos e folhetos, como nunca antes.” Testemunhos para a Igreja, vol. 1, 690.

O DESAFIO DE TER TODOS ENVOLVIDOS

“Quando amplos planos estiverem sendo feitos, grande cuidado deve ser tomado para que cada ramo da causa esteja harmoniosamente unido a outro, formando assim um todo perfeito.” Ellen White, Testemunhos para a Igreja, vol. 5, 726. Dentro desta visão; cada região, clube, cada unidade e cada desbravador têm seu desafio e oportunidade de participar, envolvendo-se no programa de Deus e tornando-se um Amigo da Esperança.

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SUMÁRIO 1 APELO URGENTE POR REAVIVAMENTO, REFORMA, DISCIPULADO E EVANGELISMO ...................................................................................................................7 1.1 A PROMESSA DE CRISTO À SUA IGREJA DO NOVO TESTAMENTO ........... 7 1.2 A PROMESSA DE CRISTO PARA A IGREJA DO TEMPO DO FIM .................. 8 1.3 NOSSA GRANDE NECESSIDADE: REAVIVAMENTO E REFORMA ................ 9 1.4 COMPROMISSO E APELO ................................................................................10 2 DESBRAVADORES – ESCOLA DE EDUCAÇÃO COMPLETA .................................. 13 2.1 A COMISSÃO DA IG REJA .................................................................................14 2.2 A COMISSÃO EXECUTIVA ................................................................................14 2.3 A DIRETORIA DO C LUBE..................................................................................15 3. FORMAÇÃO MORAL .................................................................................................... 17 3.1. A PSICOLOGIA DA CRIANÇA .......................................................................... 17 3.2. CONSELHOS GERAIS AOS DIRETORES .......................................................18 3.2.1 Programa semanal sugestivo .............................................................18 3.2.2 Instrução e disciplina .......................................................................... 19 3.2.3 Reunião de pais ....................................................................................19 4 O MINISTÉRIO DO CLUBE DE DESBRAVADORES...................................................21 4.1 COMO ORGANIZAR UM CLUBE DE DESBRAVADORES .............................. 21 4.2 POR QUE FORMAR UM CLUBE? ..................................................................... 22 4.3 QUEM PARTICIPA? ............................................................................................24 4.4 ONDE REALIZAR AS REUNIÕES? ................................................................... 24 4.5 O QUE FAZER? .................................................................................................. 25 4.6 PASSOS PARA SE ORGANIZAR UM CLUBE DE DESBRAVADORES .......... 28 4.7 ALGUMAS ATIVIDADES ....................................................................................31 5 TRABALHANDO EM EQUIPE – O SISTEMA DE UNIDADES .................................... 34 5.1 O SISTEMA DE EXCELÊNCIA...........................................................................34 5.2 CANTINHO DA UNIDADE ..................................................................................35 5.3 O GRANDE MAESTRO – O CONSELHEIRO ...................................................36 5.3.1 Funções do Conselheiro ..................................................................... 36 5.4 INSTRUINDO NOS CAMINHOS DE DEUS – O INSTRUTOR ......................... 39 5.4.1 Funções do instrutor ...........................................................................40 5.5 O CAPITÃO ......................................................................................................... 40 5.5.1 Funções do capitão .............................................................................41


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5.5.2 Para ser capitão....................................................................................41 5.6 O SECRETÁRIO DA UNIDADE ......................................................................... 44 5.6.1 Funções do Secretário ........................................................................ 44 6 ENSINANDO O PROGRAMA DOS DESBRAVADORES ............................................46 6.1 AS CLASSES ...................................................................................................... 46 6.2 A INSTRUÇÃO DAS CLASSES ......................................................................... 47 6.3 A INSTRUÇÃO DAS ESPECIALIDADES...........................................................49 6.4 O PROGRAMA DA LIDERANÇA ....................................................................... 50 7 ORDEM UNIDA ...............................................................................................................54 7.1 OBJETIVOS DA ORDEM UNIDA ....................................................................... 54 7.2 CONCEITOS BÁSICOS ......................................................................................54 7.3 OS COMANDOS EM ORDEM UNIDA ...............................................................58 7.3.1 Formas de comando ............................................................................58 7.3.2 Vozes de comando ...............................................................................59 7.3.3 Comandos a pé firme...........................................................................59 7.3.4 Voltas a pé firme...................................................................................62 7.3.5 Movimentos em marcha ...................................................................... 63 7.3.6 Voltas em marcha ................................................................................65 7.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................66 8 CERIMÔNIAS ..................................................................................................................67 8.1 OS ELEMENTOS DAS CERIMÔNIAS ...............................................................67 8.2 PLANEJAMENTO ...............................................................................................68 8.3 TIPOS DE PROGRAMAS E CERIMÔNIAS .......................................................70 8.3.1 Abertura das atividades ...................................................................... 70 8.3.2 Encerramento das atividades .............................................................70 8.3.3 Dia Mundial dos Desbravadores ........................................................72 8.3.4 Recebimento de lenço e Entrega das especialidades .................... 72 8.3.5 Semanas de Oração .............................................................................73 8.3.6 Congressos ...........................................................................................73 8.3.7 Investidura ............................................................................................74 8.4 O USO DE BANDEIRAS EM CERIMÔNIAS ......................................................75 9 BREVE HISTÓRIA DOS DESBRAVADORES ..............................................................77 9.1 O SURGIMENTO DA IDÉIA ...............................................................................77 9.2 O DESENVOLVIMENTO ....................................................................................77


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9.3 A ORGANIZAÇÃO ..............................................................................................77 9.4 O SURGIMENTO NO BRASIL............................................................................77 9.5 OS IDEAIS ...........................................................................................................78 9.6 OS SÍMBOLOS ................................................................................................... 80 10 NÓS E AMARRAS ........................................................................................................ 81 10.1 NÓS ...................................................................................................................81 10.2 AMARRAS ......................................................................................................... 83 11 ARTE DE ACAMPAR ................................................................................................... 86 11.1 OBJETIVOS DO ACAMPAMENTO .................................................................. 86 11.2 COMO ESCOLHER UM BOM LOCAL PARA ACAMPAR ............................... 86 11.3 EQUIPES DE UM ACAMPAMENTO ................................................................88 11.4 MATERIAL ......................................................................................................... 89 11.5 DICAS ................................................................................................................90 11.6 ECOLOGIA ........................................................................................................ 91 11.7 O FOGO ............................................................................................................91 11.8 TIPOS DE ACAMPAMENTO ............................................................................92 11.9 ESQUEMAS DE ACAMPAMENTO .................................................................. 92 11.10 A MOCHILA ..................................................................................................... 93 11.10.1 partes de uma mochila .................................................................... 94 11.11 BARRACAS..................................................................................................... 97 11.11.1 Tipos de Barracas ............................................................................98 12 FOGUEIRAS E COZINHA AO AR LIVRE ................................................................... 99 12.1 COZINHANDO NO ACAMPAMENTO ............................................................100 12.1.1 Cardápio ............................................................................................100 12.1.2 Utensílios de cozinha ...................................................................... 102 12.1.3 Higiene ...............................................................................................102 12.1.4 Receitas .............................................................................................103 13 PARA SÁBADO ..........................................................................................................106 14 IDEIAS PARA CONCURSOS NO CLUBE ................................................................108 15 ESTATUTO DO CLUBE DE DESBRAVADORES ....................................................110


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1 APELO URGENTE POR REAVIVAMENTO, REFORMA, DISCIPULADO E EVANGELISMO1

Deus chamou, de forma singular, a Igreja Adventista do Sétimo Dia para viver e proclamar Sua mensagem de amor e verdade para os últimos dias do mundo (Apocalipse 14:6-12). O desafio de alcançar os mais de seis bilhões de pessoas no planeta Terra com Sua mensagem para o tempo do fim parece impossível. A tarefa é esmagadora. De uma perspectiva humana, o rápido cumprimento da Grande Comissão de Cristo, em algum momento próximo, parece improvável (Mateus 28:19, 20). A taxa de crescimento da Igreja simplesmente não está acompanhando o crescimento da população mundial. Uma avaliação honesta de nosso impacto evangelístico atual no mundo leva à conclusão de que, a não ser que haja uma mudança dramática, não concluiremos a comissão celestial nesta geração. A despeito de nossos melhores esforços, todos os nossos planos, estratégias e recursos são incapazes de concluir a missão dada por Deus para Sua glória na Terra.

1.1 A PROMESSA DE CRISTO À SUA IGREJA DO NOVO TESTAMENTO

O desafio de levar o evangelho ao mundo não é novo. Os discípulos enfrentaram esse desafio no primeiro século, e nos o enfrentamos no século 21. A igreja do Novo Testamento foi, aparentemente, confrontada com uma tarefa impossível. Porém, dotada do poder do Espírito Santo, a Igreja teve um crescimento explosivo (Atos 2:41; 4:4; 6:7; 9:31). Os primeiros cristãos compartilharam sua fé em todas as partes (Atos 5:42). A graça de Deus transbordou do coração deles para sua família, amigos e colegas de trabalho. Apenas poucas décadas depois da crucifixão, o apóstolo Paulo relatou que o evangelho “foi pregado a toda criatura debaixo do céu” (Colossenses 1:23). Como foi possível a um desconhecido grupo de crentes relativamente insignificante exercer impacto no mundo em um período tão curto de tempo? Como tão poucos cristãos puderam ser usados por Deus para transformar o mundo para sempre? A Grande Comissão de Cristo foi acompanhada de Sua grande promessa. O Salvador “determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai” (Atos 1:4). E também prometeu: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (Atos 1:8).

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O documento original foi votado no Concílio Anual da Associação Geral em 11/10/2010. Treinamento Básico de Diretoria – 2012


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O amor de Cristo controlava cada aspecto da vida dos discípulos e os levava a um compromisso fervoroso com Seu serviço. Eles rogaram a Deus o poder prometido do Espírito Santo e prostraram-se diante dEle em sincera confissão e fervoroso arrependimento. Davam prioridade à busca das bênçãos de Deus e dedicavam tempo para a oração e para o estudo das Escrituras. Suas mesquinhas diferenças foram absorvidas por seu desejo todo abrangente de compartilhar o amor de Cristo com todos a seu redor e de alcançar o mundo com o evangelho. Nada era mais importante. Eles reconheceram que eram incapazes de cumprir a missão sem o poderoso derramamento do Espírito Santo. Descrevendo a experiência dos discípulos, Ellen G. White escreveu: “Pondo de parte todas as divergências, todo o desejo de supremacia, uniram-se em íntima comunhão cristã.... A tristeza lhes inundava o coração ao se lembrarem de quantas vezes O haviam mortificado por terem sido tardos de compreensão, falhos em entender as lições que, para seu bem, estivera buscando ensinar-lhes.... Os discípulos sentiram sua necessidade espiritual, e suplicaram do Senhor a santa unção que os devia capacitar para o trabalho de salvar almas. Não suplicaram essas bênçãos apenas para si. Sentiam a responsabilidade que lhes cabia nessa obra de salvação de almas. Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo, e reclamavam o poder que Cristo prometera” (Atos dos Apóstolos, p. 37). Cristo cumpriu Sua palavra. O Espírito Santo foi derramado no poder pentecostal. Milhares se converteram em um dia. A mensagem do amor de Cristo exerceu impacto no mundo. Em um curto período de tempo, o nome de Jesus Cristo estava nos lábios de homens e mulheres em todas as partes. “Mediante a cooperação do Espírito divino, os apóstolos fizeram uma obra que abalou o mundo. O evangelho foi levado a todas as nações numa única geração” (Atos dos Apóstolos, p. 593).

1.2 A PROMESSA DE CRISTO PARA A IGREJA DO TEMPO DO FIM

O derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, na chuva temporã, foi apenas um prelúdio do que está para acontecer. Deus prometeu derramar Seu Espírito Santo em abundância nos últimos dias (Joel 2:23; Zacarias 10:1). A Terra será iluminada “com Sua glória” (Apocalipse 18:1) e a obra de Deus neste mundo será rapidamente concluída (Mateus 24:14; Romanos 9:28). A Igreja experimentará um reavivamento espiritual e a plenitude do poder do Espírito Santo como nunca ocorreu antes em sua história. Falando do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, Pedro nos dá esta certeza: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (Atos 2:39). Ellen White acrescenta: “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O

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Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos. Naquele tempo, muitos se separarão das igrejas em que o amor deste mundo suplantou o amor a Deus e à Sua Palavra. Muitos, tanto pastores como leigos, aceitarão alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fossem proclamadas no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor” (O Grande Conflito, p. 464). Centenas de milhares de pessoas aceitarão a mensagem dos últimos dias, dada por Deus, mediante o ensino e a pregação de Sua Palavra. Oração, estudo da Bíblia e testemunho são os elementos de todo verdadeiro reavivamento. A manifestação do Espírito Santo se intensificará à medida que o fim se aproxima. “Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem” (Atos dos Apóstolos, p. 55) e “Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes” (O Grande Conflito, p. 612). Não há nada mais importante do que conhecer Jesus, estudar Sua Palavra, compreender Sua verdade e buscar Sua promessa do derramamento do poder do Espírito Santo na chuva serôdia para o cumprimento da comissão evangélica. A profetisa de Deus para o remanescente nos últimos dias escreveu de forma muito clara para ser mal compreendida que “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 121). Se um verdadeiro reavivamento espiritual é a maior e a mais urgente de nossas necessidades, não deveríamos, como líderes, dar prioridade à busca da bênção prometida pelo Céu, com todo o nosso coração?

1.3 NOSSA GRANDE NECESSIDADE: REAVIVAMENTO E REFORMA

Quando buscamos Jesus, Ele nos preenche com Sua presença e poder mediante a dádiva do Espírito Santo. Anelamos por conhecê-Lo melhor e o Espírito Santo reaviva as faculdades espirituais adormecidas da alma. Não há nada que desejemos mais do que ter um relacionamento profundo e transformador com Jesus. O coração reavivado experimenta uma conexão vital com Jesus mediante a oração e a Palavra, e a reforma é a mudança correspondente que ocorre em nossa vida como resultado do reavivamento. “Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e

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reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundirse. Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 128). A reforma não é manifestada com uma atitude de justiça própria que condena outros. É a transformação do caráter que revela os frutos do Espírito na vida (Gálatas 5:22-24). A obediência à vontade de Deus é evidência de todo verdadeiro reavivamento. Nosso Senhor anela por um povo reavivado, cuja vida reflita a amabilidade de Seu caráter. Não há nada que Jesus anseie mais do que um povo desejoso de conhecer pessoalmente Seu amor e compartilhá-lo com os outros.

1.4 COMPROMISSO E APELO

Como líderes e representantes da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Divisão Sul-Americana, agradecemos a nosso grande e maravilhoso Deus por Sua fidelidade e bênçãos abundantes à Sua Igreja, desde seu início. A rápida expansão mundial de Sua Igreja, em membros e em instituições, é simplesmente um milagre de Deus. Embora O louvemos pela obra maravilhosa de cumprir Seu propósito por meio de Sua igreja, e Lhe agradeçamos pelos líderes piedosos que guiaram Seu povo no passado, reconhecemos humildemente que, devido às nossas fragilidades humanas, até mesmo nossos melhores esforços são maculados pelo pecado e necessitam de purificação por meio da graça de Cristo. Reconhecemos que nem sempre temos dado prioridade ao dever de buscar a Deus pela oração e em Sua Palavra pelo derramamento do poder do Espírito Santo na chuva serôdia. Humildemente confessamos que, em nossa vida pessoal, em nossas práticas administrativas e nas reuniões das comissões, com frequência, temos agido com nossas próprias forças. Muitas vezes, a missão de Deus de salvar o mundo perdido não tem ocupado o primeiro lugar em nosso coração. Às vezes, em nossa intensa busca por fazer boas coisas, temos negligenciado o mais importante: conhecê-Lo. Com frequência, ambições mesquinhas, inveja e relacionamentos pessoais fragilizados têm subjugado nosso anelo pelo reavivamento e pela reforma e nos levado a trabalhar em nossa força humana, em vez de na de Seu divino poder. Aceitamos a clara instrução de nosso Senhor de que “O tempo decorrido não operou nenhuma mudança na promessa dada por Cristo ao partir, promessa esta de enviar o Espírito Santo como Seu representante. Não é por qualquer restrição da parte de Deus que as riquezas de Sua graça não fluem para a Terra em favor dos homens. Se o cumprimento da promessa não é visto como poderia ser, é porque a promessa não é apreciada como devia ser. Se todos estivessem dispostos, todos seriam cheios do Espírito” (Atos dos Apóstolos, p. 50). Confiamos no fato de que todo o Céu espera derramar o Espírito Santo, com poder infinito, para a conclusão da obra de Deus na Terra. Reconhecemos que a vinda de Jesus tem sido atrasada e que o anelo de nosso Senhor era ter vindo décadas atrás. Arrependemo-nos de nossa indiferença, de nosso mundanismo e de

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nossa falta de paixão por Cristo e Sua missão. Sentimos que Cristo nos chama a um relacionamento profundo com Ele, mediante oração e estudo da Bíblia, e a um mais ardente compromisso de transmitir Sua mensagem para os últimos dias ao mundo. Regozijamo-nos de que “é privilégio de todo cristão não somente aguardar, mas apressar a vinda do Salvador” (Atos dos Apóstolos, p. 600). Assim sendo, como representantes da Igreja Sul-Americana e em nome de todos os membros, comprometemo-nos a: 1. Pessoalmente dar prioridade ao dever de buscar a Deus para um reavivamento espiritual e o derramamento do Espírito Santo, no poder da chuva serôdia, em nossa vida, família e ministério. 2. Individualmente dedicar tempo significativo, a cada dia, para manter comunhão com Cristo mediante a oração e o estudo da Palavra de Deus. 3. Examinar nosso coração e pedir ao Espírito Santo para nos convencer de tudo que nos esteja impedindo de revelar o caráter de Jesus. Desejamos ter um coração disposto a fim de que nada em nossa vida impeça a plenitude do poder do Espírito Santo. 4. Incentivar os ministros da Igreja a dedicar tempo à oração, ao estudo da Palavra de Deus e a buscar o coração de Deus, a fim de compreenderem Seus planos para Sua Igreja. 5. Incentivar cada uma das organizações da Igreja a separar tempo para que os administradores, pastores, obreiros da saúde, das publicações, educadores, estudantes e todos os colaboradores busquem a Jesus e o prometido derramamento do Espírito Santo mediante o estudo da Palavra de Deus e da oração. 6. Priorizar o Seminário de Enriquecimento Espiritual e a Jornada Espiritual como meios de envolver os membros, servidores da Igreja e instituições em um forte movimento de comunhão e reavivamento, buscando a Deus na primeira hora de cada dia. 7. Usar cada mídia disponível, bem como diferentes reuniões, seminários e programas para apelar aos membros da Igreja a buscar um relacionamento profundo com Jesus, com vistas ao reavivamento e à reforma prometidos. 8. Urgentemente apelar e convidar todos os membros da Igreja a se unir a nós no abrir o coração ao poder transformador da vida, que é o Espírito Santo, o qual transformará nossa vida, nossa família, nossas organizações e nossas comunidades. Especialmente, reconhecemos que Deus usará as crianças e os jovens neste último e poderoso reavivamento e encorajará todos os nossos jovens a participar na busca de Deus para o reavivamento espiritual em sua vida e a capacitação do Espírito Santo para compartilhar sua fé com outros. Apelamos a cada membro de igreja a se unir aos líderes da Igreja e a milhões de outros adventistas do sétimo dia, buscando um relacionamento mais profundo

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com Jesus e o derramamento do Espírito Santo na primeira hora de cada dia, e também participando da corrente mundial de oração às sete horas de cada manhã ou tarde, sete dias na semana. Esse é um apelo urgente que deve alcançar todo o nosso território e circundar o globo com sincera intercessão. Esse é o chamado para um compromisso total com Jesus e para experimentar o poder transformador de vidas do Espírito Santo, e que nosso Senhor anela nos dar agora. Cremos que o propósito do derramamento do Espírito Santo no poder da chuva serôdia é concluir a missão de Cristo na Terra, a fim de que Ele possa vir em breve. Reconhecendo que nosso Senhor somente derramará Seu Espírito, em Sua plenitude, sobre uma igreja que tiver paixão pelas pessoas perdidas, determinamos apresentar e manter o reavivamento, a reforma, o discipulado e o evangelismo no topo de todas as nossas agendas de atividades da Igreja. Mais do que tudo o mais, anelamos pela vinda de Jesus. Apelamos a cada administrador, líder de departamento, obreiro institucional, obreiro da saúde, colportor, capelão, pastor e membro da Igreja a se unir a nós em tornar o reavivamento, a reforma, o discipulado e o evangelismo as prioridades mais urgentes e importantes de nossa vida pessoal e em nossas áreas no ministério. Estamos certos de que, ao buscarmos a Deus juntos, Ele derramará Seu Espírito Santo sem medida, a obra de Deus na Terra será concluída e Jesus virá. Juntamente com o idoso apóstolo João, na Ilha de Patmos, clamamos: “Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20).

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2 DESBRAVADORES – ESCOLA DE EDUCAÇÃO COMPLETA

É uma completa escola que, atraindo as crianças por meio de atividades recreativas e agradáveis, desenvolve-se física, moral e intelectualmente. a) O desenvolvimento físico - consegue manter os juvenis ligados à natureza. As caminhadas pelos campos, pelas matas, para respirar o oxigênio forte que se desprende, trazem-lhes enriquecimento do sangue. Os exercícios naturais: marchas, saltos, corridas, escaladas e as variadíssimas atividades promovem saúde e robustez. b) O desenvolvimento moral - é outro objetivo conseguido pela prática das atividades sintetizadas pela Lei e o Voto do Desbravador, e a programação em si. c) Desenvolvimento Intelectual - permite a aplicação de estudos teóricos recebidos na escola realizando um excelente trabalho de complementação.

A Sede de Aventura

Todo juvenil tem sede de aventura. A primeira coisa que o Desbravador faz é satisfazer a essa sede, através de uma série de atividades ao ar livre, como passeios culturais, seguimento de pista, pioneirismo, campismo, especialidades, etc.

Que é Ser Desbravador

Ser Desbravador é colocar a honra acima de tudo; é ser leal, verdadeiro, disciplinado, é ser alegre e jovial, é praticar cada dia uma ação; é saber o encanto de uma marcha matinal, o imponente silêncio das noites enluaradas, é saber dar valor, é amizade leal que une os queridos companheiros; é saber amar carinhosamente seus pais; é ser estudioso e trabalhador; é ter iniciativa, saber dirigir e saber obedecer.

Condições para Admissão

Ter de 10 a 15 anos de idade para desbravadores. Membros com 16 anos ou mais serão membros da diretoria. Ter boa saúde Treinamento Básico de Diretoria – 2012


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Ter boa conduta Ser autorizado pelos pais ou responsáveis.

2.1 A COMISSÃO DA IGREJA

1. A Comissão da Igreja deve autorizar a organização do Clube de Desbravadores. 2. A escolha dos dirigentes: a) De preferência deve-se escolher uma pessoa que já esteve ligada com os Desbravadores, na direção ou como membro. b) Não escolham pessoas que estejam quase fora da Igreja, mas homens e mulheres que amam a Deus acima de tudo, bons cristãos. c) Escolha pessoas que amem sinceramente as crianças e que fazem o trabalho por amor e não forçadas; entusiastas em servir e que apreciam o ar livre porque muitas das atividades do Clube de Desbravadores são nesse ambiente. d) De preferência que sejam líderes ou que farão em seguida a classe de Líder. 3. Escolham três pessoas, sendo pelo menos uma delas do sexo feminino, podendo ser duas do sexo feminino, mas nunca as três do sexo masculino. 4. O Clube de Desbravadores funciona subordinado à Comissão da Igreja e não da Sociedade de Jovens local. E o Diretor do Clube faz parte da Comissão da Igreja segundo o Manual da Igreja. 5. A Igreja não escolhe a diretoria toda, somente três pessoas, os demais serão escolhidos pela Comissão Executiva do Clube.

2.2 A COMISSÃO EXECUTIVA

A Comissão Executiva deverá solucionar a maior parte dos problemas surgidos e atuar na escolha dos novos líderes para completar a Diretoria. Os membros da Comissão Executiva são oficiais atuantes da Igreja e são as pessoas que ocupam os seguintes cargos: diretor do Clube, diretores associados, secretário, tesoureiro, capelão, diretor de Jovens (convidado), pastor (convidado), ancião dos jovens (convidado), diretor administrativo (convidado). A comissão, presidida pelo Diretor do Clube, é responsável por todas as atividades do Clube.

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2.3 A DIRETORIA DO CLUBE

Diretor. O Diretor do Clube é a pessoa responsável pela organização do programa de tal forma que alcance com êxito os seus objetivos. É o presidente da Comissão Executiva do Clube de Desbravadores. É o intermediário entre o Clube e a Associação; deve relacionar-se bem com os coordenadores distrital e regional, e os demais cooperadores. Todos devem ser capazes de se regozijar no êxito, na promoção de seus colegas conselheiros ou associados, nas honras que lhes são concedidas. Seja qual for o êxito que tenham ou a honra que lhes sejam conferidas, devem ser aceitos com modéstia e domínio próprio. Devemos fazer o que podemos para sermos leais, para trabalhar em harmonia e em cooperação com eles. Se tivermos idéias divergentes, devemos considerar a questão pessoalmente, e só depois com o superior, caso seja necessário, em vez de falar com os nossos companheiros ou com os Desbravadores. Quando um líder se encontra em cargo de supervisão, deve manter boas relações com os que lhe estão subordinados. Não deve nutrir inveja alguma, nem demonstrar qualquer parcialidade. Devem seus esforços visar o fortalecimento de cada líder que está sob sua supervisão. Secretário. O secretário será responsável por todos os registros e relatórios do Clube. Um secretário eficiente e bem organizado terá um valor incalculável para o programa do Clube de Desbravadores. São funções do secretário: a) Preencher o relatório trimestralmente na Intranet (www.secjaucob.org.br), até a data limite. b) Enviar todos os relatórios solicitados pelo Diretor Geral ou Regional. c) Manter em perfeita ordem o arquivo dos Desbravadores. d) Para cada Desbravador deverá haver uma pasta, para manter todos os documentos pessoais. e) Zelar e manter em dia a folha “controle de unidade”. f) Manter em dia e perfeita ordem todas as ATAS do Clube, em cada reunião de Diretoria, Comissão Executiva, reunião de pais, ou visita de caráter especial do Regional, elaborar a ATA e a mesma deve ser assinada pelo secretário e pelo Diretor. g) Arquivar todas as cartas recebidas. h) Responder as cartas recebidas e guardar as cópias. i) Escrever o programa semanal montado pela Diretoria. j) Controlar a freqüência de cada Desbravador. k) Elaborar relatórios solicitados pelo Regional ou pelo Diretor e enviá-lo em seguida, apresentar trimestralmente relatório de atividades para a Igreja ou reunião de pais, etc. l) Participar de cursos de secretários ministrados pela Direção Geral.

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m) Estar sempre informando a Diretoria do Clube e o Regional sobre o andamento do Clube. n) Manter guardados todos os documentos, troféus, medalhas, materiais do Clube, tais como: emblemas e acessórios para o uniforme. Tesoureiro. O tesoureiro recebe todas as entradas do Clube e entrega para o Tesoureiro da Igreja, o qual passa às mãos do tesoureiro do Clube um recibo que é guardado como comprovante legal. Tesoureiro do Clube deve manter o livro da tesouraria em dia e em ordem, o qual poderá ser revisado pelo Tesoureiro da Igreja ou pela Diretoria Geral. São fontes de entrada do Clube: Mensalidade do Clube Vendas de materiais preparados pelo Clube. Contribuição de amigos e patronos. Porcentagem do pacto. Subvenção da Igreja. Toda entrada e saída de fundos do Clube deve ser manuseada pelo tesoureiro do Clube. Os Diretores Associados. Devem ser selecionados dois ou mais, de acordo com a necessidade do Clube, sendo que necessariamente um deve ser mulher. Eles devem ser o braço direito do Diretor do Clube e suas principais responsabilidades são coordenar o programa das Classes e Especialidades e as Unidades. Assumem a direção do Clube na ausência do Diretor ou por solicitação dele. Instrutor. Ver capítulo 5. Conselheiros. Ver capítulo 5.

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3. FORMAÇÃO MORAL

Em nosso trabalho com os Desbravadores, encontramos cinco reações instintivas que são: imitação, amor, emulação, ambição, espírito Combativo. A Imitação. A admiração de heróis pode tornar-se uma das maiores forças para o bem. Levar os Desbravadores a conhecerem a história dos grandes homens que lega exemplos de desprendimento, coragem, etc.. Mas seu próprio líder é geralmente o modelo seguido pelos Desbravadores. Compreende-se assim a enorme responsabilidade que lhe cabe. O que ele for, os seus Desbravadores provavelmente serão. No Clube ninguém deverá cumprir mais rigorosamente as leis, do que ele, física e moralmente. Amor. Para que os conselhos e sugestões sejam aceitos por alguém, é necessário que haja grau de afeto. Assim, a primeira condição de um educador é prender, pela estima, o espírito dos educandos. Nem a autoridade, nem a violência, nem o temor terão influência. Brandura, carinho, amor é que contam. Emulação. Muito se obtém pela emulação e pelo incentivo. Mas é necessário que não haja exagero, pois a rivalidade poderá apagar todo o sentimento da verdadeira cooperação. A confiança em si deve ser inspirada nos Desbravadores, por todos os meios lícitos: uma apreciação sincera, um “muito obrigado” cordial, uma leve palmada no ombro, têm efeito surpreendente. Por outro lado, a censura, a crítica, a repreensão a todo o momento, deprimem e irritam. Ambição. Pode ser usada corretamente para fins elevados e idealísticos. Espírito Combativo. No juvenil é em geral forte, e essa qualidade pode ser utilmente explorada na educação. O educador deve não só aproveitar, mas também orientar o espírito combativo do juvenil e condicioná-lo a amar as lutas pela justiça, pela verdade, e nessas condições esteja sempre pronto ao combate nesse nível.

3.1. A PSICOLOGIA DA CRIANÇA

A julgar pela própria experiência, as crianças têm um mundo seu, um mundo que elas criam para si mesmas, e onde nem o instrutor, nem as lições são admitidas; o mundo das crianças tem os seus acontecimentos próprios, os seus pontos de comparação, o seu código, as suas questões e a sua opinião pública. A despeito dos pais e instrutores, os juvenis permanecem leais ao seu código, embora seja um código inteiramente diverso do que se lhe ensina em cada e na Escola. Eles preferem sofrer nas mãos dos adultos que não os compreendem do que serem infiéis ao seu próprio código. O código do instrutor, por exemplo, recomenda o silêncio, a segurança, o respeito. O código dos meninos é diametralmente oposto. Encoraja o barulho, o perigo e o movimento.

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Segundo a opinião pública do reino da criança, ficar sentado diante de uma mesa, quatro horas por dia, é uma lamentável perda de tempo e de luz solar. Já se viu uma menino normal, bom de saúde, pedir à mãe permissão para ficar sentado com ela na sala? Claro que não. Não é feito para ficar sentado. Tampouco é pacifista; não professa o código. “A segurança acima de tudo”, não é um rato de biblioteca, nem um filósofo. É um menino - Deus o abençoe transbordante de riso, de luta, de apetite, de audácia, de contradições, de barulho, de observação, e de agitação. Não sendo assim, é anormal”.

3.2. CONSELHOS GERAIS AOS DIRETORES

Quando o Clube estaciona, não culpe os Desbravadores, aos pais ou aos dirigentes da Igreja. A culpa do insucesso cabe ao Diretor que não soube armar um bom esquema de direção. O Diretor deve procurar o quanto antes bons assessores para auxiliá-lo e garantir a continuidade do Clube. Num clube bem dirigido há ordem e método. A ordem se caracteriza pela escrituração e arquivos. Deve haver uma perfeita escrituração: financeira, técnica e de pessoal. Para a Escrituração Financeira são necessários: um livro caixa, onde se registram todas as receitas e despesas e um livro para registro de material adquirido, responsabilidades, conservação do mesmo, etc.. Para a Escrituração Técnica use o “livro do Clube” onde fica registrada toda a vida do Clube: Investiduras: lenço, classes, especialidades, insígnia de excelência, medalhas, etc; realização de excursões, acampamentos, boas ações e visitas importantes, etc., tudo com uma minúcia que possa servir como documentação; finalmente a Escrituração Pessoal: constituída pelo arquivo das fichas dos Desbravadores, cuidadosamente conservado que em qualquer ocasião se possam verificar dados passados e presentes. No começo de cada ano devem ficar traçadas as atividades do Clube para o ano: excursões e acampamentos importantes a realizar. Mensalmente será organizado o programa para o mês. E, finalmente o Diretor não vai para a reunião, para uma excursão ou acampamento, sem o seu programa bem elaborado, já organizado e devidamente distribuído. Só assim evitará esses vazios tão prejudiciais, em que Desbravadores e Instrutores se entreolham a perguntar: “O que há de fazer?”

3.2.1 Programa semanal sugestivo

9h00min – Abertura (civismo, devocional) – Diretor / Capelão

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9h15min – Cantinho da Unidade – Conselheiros 10h00min – Classes e especialidades – Instrutores 11h00min – Ordem Unida - Instrutor 11h30min – Encerramento – Diretor O Diretor Associado preencherá o programa com as instruções que os Desbravadores necessitam no momento, montando o programa das Classes e Especialidades. É preciso evitar o que se observa em certos Clubes: o Diretor é a única figura, só ele faz, só ele decide. Os diretores associados, os demais auxiliares são postos à margem e acabam por se desinteressarem. A divisão de trabalho é indispensável. cada um deve ter sua função e desempenhá-la com iniciativa.

3.2.2 Instrução e disciplina

No Clube, toda disciplina deve ser obtida sem asperezas. A jovialidade e o bom humor devem ser mantidos apesar de tudo. Sendo a função mais importante do Clube despertar as qualidades de caráter dos juvenis, deve ser dado aos Desbravadores a maior iniciativa e o Diretor deve entrar nas brincadeiras e instruções o menos possível como dirigente e o mais possível como participante. O “sistema de unidade” deve prevalecer, porque é ele a condição essencial de sucesso. O Diretor nunca deve vir à reunião, como dissemos, sem o programa do dia bem ajustadinho. A instrução deve ser agradável e variada. O segredo do bom Diretor está em mudar de estratégia ao primeiro sinal de aborrecimento, sem exageros e atitudes bruscas. As reuniões na sede são necessárias, mas sempre alternadas com as excursões e acampamentos. Evitar as distâncias longas para não fatigar os Desbravadores. Não sobrecarregar o Clube; transportar o material exclusivamente necessário.

3.2.3 Reunião de pais

A reunião com os pais deverá ser realizada em dia e horário que os facilitem. Não vá à reunião sem uma agenda preparada e aprovada pela Diretoria do Clube. Na reunião com os pais deverá ser apresentado um relatório do que foi feito, e o que se está fazendo e os planos futuros.

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A reunião com os pais deverá ser realizada pelo menos uma vez por trimestre ou no momento que se achar necessário. Convide para assistir a reunião o pastor da Igreja ou o 1 ancião. Seja breve e objetivo. Se for possível, dê as informações por escrito. Os Desbravadores não devem participar desta reunião. Valorize os pais dos Desbravadores. De vez em quando faça uma surpresa na reunião, com um pequeno lanche. Se há um problema pessoal com algum Desbravador, não trate do problema em público, mas em particular, somente com os pais do Desbravador implicado. Antes da realização de um acampamento é necessária uma reunião com os pais, para expor todos os planos e explicar como será o programa. Todo acampamento deve ser aprovado pela Comissão da Igreja.

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4 O MINISTÉRIO DO CLUBE DE DESBRAVADORES

INTRODUÇÃO O Clube de Desbravadores é o laboratório educacional para o lar, para a escola e para a igreja. OBJETIVOS DO CLUBE DE DESBRAVADORES O Clube de Desbravadores ajudará seus membros à pertencerem à igreja e tomarem parte ativa no companheirismo, na adoração, no serviço e em alcançar outros para Cristo. O Clube de Desbravadores capacitará seus membros a tornarem parte ativa em todas as esferas do ministério da igreja, a ocuparem cargos de responsabilidade na igreja, na comunidade e no mundo, e os fará sentir impelidos a usarem os dons que Deus lhes deu. O Clube de Desbravadores desafiará seus membros a cumprir a missão e o ministério de Cristo por meio da igreja, de maneira que a Palavra de Deus chegue a ser-lhes significativa e frutífera. PROPÓSITO DO PROGRAMA DE DESBRAVADORES Conduzir seus membros a uma relação crescente e redentora com Deus Formá-los como pessoas amadurecidas e responsáveis Comprometê-los em um serviço abnegado e ativo

4.1 COMO ORGANIZAR UM CLUBE DE DESBRAVADORES

Iniciar um Clube de Desbravadores é uma tarefa desafiante, com dezenas de questões aflorando à mente, e inúmeras interrogações pedindo resposta. Ter um bom início não é certamente o único requisito para alcançar o êxito, mas é um dos elementos fundamentais para sua conquista. Três são as situações em que este material poderá ser-lhe útil: Para reativar um clube; Para reestruturar um clube em funcionamento; Para iniciar um novo clube.

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4.2 POR QUE FORMAR UM CLUBE?

Vejamos algumas boas razões para iniciar imediatamente um Clube de Desbravadores. 1. Historicamente os Desbravadores tem tido êxito Durante quase cinqüenta anos os desbravadores receberam uma ênfase mundial que ajudou a ganhar milhares de juvenis e adolescentes para Deus, e que tem se comprometido com sua igreja. Para os Desbravadores não há diferenças raciais, lingüísticas, culturais ou nacionais. O Clube é igualmente eficaz em igrejas pequenas ou grandes, rurais ou urbanas, tanto com meninas quanto men inos. Os Desbravadores não só tem ajudado a fortalecer a relação dos jovens com Jesus e sua Igreja, mas também tem eletrizado um grande exército de adultos que dedicam um tempo ilimitado, dinheiro e trabalho consagrado a serviço de sua Igreja. Os clubes podem incluir entre seus membros, juvenis de outras crenças religiosas, tornando-se um ponto de apoio entre eles e Jesus. O clube pode ser um elo de ligação entre os juvenis que freqüentam a escola adventista e os que por alguma razão não podem fazê-lo. A evidência histórica aponta para que fato que o Clube de Desbravadores em todo o mundo é um tesouro entregue pelos céus à Igreja Adventista, apresentando um histórico de relevantes resultados espirituais. 2. Os Desbravadores provêem uma experiência única de entretenimento Os juvenis e adolescentes desejam necessitam ter seu espaço de lazer. A Igreja pode oferecê-lo de muitas maneiras: nas atividades de sábado, nas reuniões sociais, nos acampamentos, etc. Mas para muitas igrejas o Clube de Desbravadores pode oferecer recreação que não seria possível conseguir de outra maneira. Onde não houver escola Adventista esta "forma de entretenimento" ganha ainda mais força, pois apresenta um padrão alegre divertido, sem recorrer às fórmulas muitas vezes artificiais de recreação e entretenimento de seu ambiente escolar. Algumas das formas de lazer, recreação e passatempo construtivo que podem ser apontadas como ingredientes decisivos que tornam o Clube de Desbravadores uma fonte de entretenimento recreativo e saudável são: a) Amigos - O fato de pertencer ao Clube de Desbravadores proporciona ao juvenil uma grande oportunidade de ser amigo e fazer amizades, principalmente para os que por alguma razão não tem em casa um ambiente de companheirismo. Os juvenis se divertem mais quando podem estar com seus amigos. b) Adultos que os compreendem - Se são deixados sozinhos, em pouco tempo a diversão acaba. Para que uma diversão seja duradoura é necessário a atuação ativa de adultos compreensivos que não só preparem as brincadeiras como

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também sirvam de árbitros que intervenham para resolver dúvidas e estabelecer ordem nas atividades, e ainda que lhe forneçam materiais e sugestões. Por meio do Clube de Desbravadores os juvenis e adolescentes podem entrar em contato com adultos que os apreciam de um modo especial, e que possuem talentos e sensibilidade podendo proporcionar-lhes uma atenção diferenciada e especializada que não é facilmente encontrada em muitos lares hoje. c) Novas experiências - Por meio do Clube os garotos e as meninas podem ter atividades e aventuras que não encontrariam de outra maneira: viajar a grandes camporis, fazer excursões, participar em eventos ao ar livre e aprender algumas das mais de duzentas especialidades. O programa de desbravadores oferece muitas oportunidades para qualquer adolescente, não importa o seu ambiente de origem. 3. Porque formar um Clube de Desbravadores é a atitude correta a tomar? O Manual do Curso de Treinamento Básico para Diretores de Clubes apresenta a filosofia da existência dos Desbravadores, centralizando-a na salvação de seus membros. Algumas das razões porque este ministério é importante são: a) Benefícios de ordem espiritual; b) Formação de modelos corretos; c) Atividades alternativas para contrastar as perturbadoras influências de um mundo secularizado; d) Desenvolvimento das habilidades adquiridas e boa preparação física; e) Desenvolvimento de um estilo de vida saudável; f) Participação de atividades junto à natureza; g) Assimilação das Escrituras; h) Desenvolvimento de liderança em grupo e aprendizagem de como tomar decisões corretas. Os Desbravadores têm uma filosofia correta quanto ao desenvolvimento mental, físico e espiritual, baseado em princípios sólidos. Tenha a certeza de que esteja bem familiarizado com os benefícios que um clube oferece para poder facilmente repeti-los quando seja necessário. 4. Os Desbravadores oferecem a oportunidade de se viver uma experiência de "laboratório". Um reconhecido especialista em Desbravadores, o Pr. Normam O. Middag, em sua instrução para líderes lhes recorda que os Desbravadores constituem um "laboratório", um programa prático, uma extensão do lar, da escola e da igreja e um laboratório experimental onde florescem o crescimento e a aprendizagem, um ambiente onde o eventual fracasso pode tornar-se uma ferramenta de ensino, visando a não repeti-lo. Quando os pais e outros adultos trabalham com desbravadores se cria um laço de afeto especial entre eles. É justamente neste "laboratório" onde se captam e

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se ensinam os princípios bíblicos aos garotos e as meninas. O Clube de Desbravadores se torna um laboratório educacional único para o lar, escola e igreja. Estas quatro razões podem ajudar-lhe a responder a pergunta: "Por que deveríamos...?", que podem fazer-lhe quando estiver tentando organizar um Clube de Desbravadores. Seria útil para você, elaborar suas próprias respostas com antecedência, para expor com segurança e convicção sincera aqueles que se opuseram a idéia de iniciar-se um Clube.

4.3 QUEM PARTICIPA?

Nem todos farão parte da Diretoria, pois um Clube necessita de três grupos de pessoas para apoiá-lo: Grupo 1 - REGULARES: Diretores, conselheiros, instrutores e outros que dirijam as atividades regulares do Clube. Grupo 2 - EQUIPE DE APOIO: Ocasionalmente essas pessoas ajudam, em necessidades especiais do Clube, como: ensinar uma classe ou especialidade JA, servir como motorista para algum evento, ajudam a estabelecer contato com membros ausentes, conseguir provisões para uma atividade especial, supervisionar um acontecimento social único, etc. Grupo 3 - MOTIVADORES: São pessoas que crêem em seu programa, ajudam a tomar decisões, conseguem fundos para o Clube e seu progresso, animam outros a participarem regularmente. Mesmo que não participem regularmente, você sabe que está dentro da possibilidade delas, que irão ajudá-lo numa situação particular e podem contar com seu apoio.

4.4 ONDE REALIZAR AS REUNIÕES?

Às vezes as igrejas temem organizar um clube, porque pensam não possuir um lugar adequado para as reuniões. Não há escola ou salão, ou talvez haja resistência por parte de alguns, para que o clube ocupe determinada sala, por que temem que os garotos estraguem os móveis da igreja. Você pode antecipar-se propondo alguns lugares possíveis de reuniões e de atividades, dentro da comunidade onde vá organizar-se o novo clube. Não é necessário que os desbravadores se reúnam sempre no mesmo lugar. Faça uma lista, não se esquecendo de anotar ao lado dos locais possíveis, o endereço, o telefone, horário que pode entrar em contato com a pessoa responsável e eventual valor cobrado pelo uso. Alguns lugares possíveis para reuniões semanais, excursões, noites de recreação, classes JA e outras atividades são:

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1. Propriedade da igreja: Prédio da igreja ou escola, casa dos membros da igreja, garagens ou pátios. 2. Propriedades da comunidade: Parques, salas de outras igrejas e escolas, edifícios cívicos, museus, galerias públicas, salas de reuniões e bibliotecas públicas. 3. Propriedades comerciais: Salas de reuniões de bancos, salão de festas, ginásios e clubes de esportes, lugares de excursões, centros artesanais ou outros recintos comerciais, que podem ser freqüentados quando se está fazendo determinada especialidade que trata de um tema específico, ou atrações recreativas. 4. Propriedades municipais: Reservas florestais, áreas de lazer, parques. 5. Acampamentos: Acampamentos de outras entidades cristãs, como da igreja Batista, Presbiteriana, Metodista, etc. Acampamentos de escoteiros, campos de irmãos amigos, quartéis. Uma idéia que está se tornando cada vez mais popular entre os desbravadores, é o conceito de que o lugar de reunião dos desbravadores, é exatamente um lugar pra se reunirem. Ao procurar esta variedade de lugares de reunião, os desbravadores saem da igreja para a comunidade. A falta de um lugar regular e fixo para o clube reunir-se nunca deve ser desculpa, porque com certa criatividade este problema pode tornar-se uma grande solução para atividades variadas e excitantes. É indispensável que estas pessoas com boa vontade façam O Curso de Treinamento Básico para Diretoria. Mas, mesmo antes disto, sem dúvida, haverá pessoas disponíveis para ajudar com estas instruções. Seu primeiro passo deveria ser comunicar-se com o Diretor de Desbravadores de sua Associação, se ele não puder atendê-lo pessoalmente, o fará através de um coordenador regional Os diretores de clubes vizinhos também podem estar dispostos a ajudá-lo. Seu clube terá maior probabilidade de êxito se estes assuntos puderem ser tratados com o pessoal antes de começar o novo clube. Muitos dizem "aprende-se fazendo", mas seguramente o novo clube terá um começo melhor se seus diretores puderem tratar primeiro dos temas que expusemos acima.

4.5 O QUE FAZER?

Este capítulo trata de assuntos que deveriam ser conhecidos pelos diretores de um novo clube antes de começar suas atividades. 1. Classes JA As Classes regulares cursadas pelos desbravadores são seis: Amigo, Companheiro, Pesquisador, Pioneiro, Excursionista, e Guia, e são divididos de acordo com a faixa etária, começando com os dez anos de idade, cumprindo cada desbravador os requisitos da Classe correspondente à sua idade, podendo ao longo do ano ir recuperando as Classes ainda não realizadas, e que corresponderiam aos anos anteriores. Os cartões para estes requisitos podem ser adquiridos no escritório

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da Associação/Missão local. Enquanto você planeja as atividades anuais dos desbravadores, trate de coordenar o dia e o local para o cumprimento dos requisitos para investidura. O ideal é que cada Classe tenha seu instrutor, de tal maneira que no horário destinado às Classes cada desbravador tenha alguém coordenando o cumprimento dos requisitos correspondentes à sua Classe. Para cada classe regular existe a sua correspondente Classe avançada que segue o mesmo padrão de cumprimento de requisitos da classe regular. 2. Especialidades O Manual de Especialidades contém todos os requisitos para se obter qualquer especialidade. Ao planejar o ano dos desbravadores, faça referência a estas especialidades. A maioria dos clubes oferece duas ou mais especialidades cada dois ou três meses durante o ano. 3. Cerimônia de recepção de novos membros Esta é uma cerimônia na qual participam os novos membros dos clubes de desbravadores. Através dela o nove desbravador é oficialmente integrado ao Clube, pela colocação do lenço com seu respectivo prendedor, que deve ser metálico, na cor dourada, na qual apareça o triângulo dos desbravadores. As instruções completas em relação a como planejar uma cerimônia especial de investidura se encontra no Manual do Curso de Treinamento Básico para Diretoria dos Desbravadores. Alguns clubes oferecem duas destas cerimônias anualmente, sendo uma em cada semestre. 4. Arrecadação de fundos Os novos clubes necessitam uma boa quantidade de equipamentos e materiais de apoio. Para arrecadar fundos a fim de obter o equipamento necessário, deve-se ter um ou mais projetos. É aconselhável apresentar estes projetos ao pastor e à comissão da igreja. O Departamental JA da Associação/Missão pode sugerir-lhe projetos específicos e dar-lhe idéias e orientações, materiais e catálogos disponíveis. 5. Calendário da Associação O diretor do Ministério Jovem de sua Associação, seu associado para desbravadores (quando houver) e o regional desejarão estar incluídos no grupo de apoio ao desenvolvimento de seu novo clube. Familiarize-se com o sistema de trabalho da Associação/Missão, com os incentivos e eventos e outras informações. Leve ao escritório da Associação uma lista completa de todos os oficiais de desbravadores, com o endereço correto, de maneira que seu pessoal possa receber todas as cartas da Associação. As atividades das Associações podem variar, mas a maioria terá eventos anuais tais como camporis, cursos para orientar líderes, etc.

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6. Dia dos Desbravadores O quarto sábado de Abril é o Dia do Desbravador. Durante este sábado especial, o Clube tem a principal responsabilidade em todas as atividades sabáticas incluindo o culto divino. Tudo deve ser planejado cuidadosamente para causar melhor impressão nos membros da igreja. Naturalmente todos devem estar com seu uniforme de gala. Consulte seu pastor para planejar este sábado especial. A Associação/Missão se encarregará de enviar uma sugestão de programação para este dia, mas você pode fazer as adaptações que julgar conveniente. 7. Cerimônia de investidura Esta cerimônia costuma ser organizada duas vezes por ano, e pode ser realizada na igreja, sendo que neste caso todo o cuidado deve ser tomado para manter o espírito de solenidade e reverência. Os desbravadores que preencheram os requisitos das classes ou especialidades JÁ serão investidos, recebendo seus distintivos e insígnias. Como a investidura é uma prerrogativa da Associação/ Missão, o departamental JÁ de sua associação é quem geralmente dirige o programa ou então delega esta responsabilidade a alguém, um regional, ou um líder investido, com experiência suficiente para fazê-lo. Se necessitar mais informações, eles estarão habilitados a atendê-lo. 8. Atividades missionárias Esta é uma parte vital para o programa de um clube de êxito. As atividades incluem assuntos tais como o programa anual da recolta, recolher alimentos e objetos para dorcas, ou natal dos pobres, visitas a hospitais, asilos, creches, distribuição de folhetos e muitas coisas mais. Sugere-se pelo menos uma atividade bimestral para compartilhar a fé. 9. Folheto de informações Seria muito útil que cada clube elaborasse essa espécie de Manual no qual apresentaria toda informação que fosse relevante para os pais dos desbravadores. Alguns assuntos que você poderia incluir são: o programa das reuniões, programa anual de atividades, os requisitos gerais, o custo do uniforme, as cotas e outras informações financeiras; a lista dos membros da diretoria, incluindo os conselheiros, com o número do telefone e endereço, os regulamentos de disciplina e etc. A preparação deste material não só ajudará a manter uma boa organização, mas também responderá ás perguntas mais comuns que poderiam ser feitas pelos pais e garotos que não estão familiarizados com os desbravadores. 10. Uniformes Há dois tipos de uniforme para o clube de desbravadores: uniforme de campo e uniforme de gala. O uniforme de campo consiste geralmente em camisetas com identificação do Campo ou Clube local, tênis e calça jeans. O uniforme de gala é o

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uniforme padrão orientado pela Divisão Sul Americana através do regulamento de Uniforme, disponível em sua Associação/Missão. 11. Reuniões do Clube No próximo capítulo se comentará mais sobre isto. Deve-se considerar o lugar em que se realizarão as diferentes reuniões e o que você planeja fazer em cada uma delas. As reuniões do clube devem incluir atividades tais como: cerimônias de abertura e encerramento, (hasteamento e arriamento da bandeira, com ideais, hino e oração), devocionais, assuntos de negócios do clube, cantinho das unidades, (onde se combinam suas atividades exclusivas), atividades recreativas, preparação para investidura, classes progressivas e especialidades, exercícios de marcha e outras atividades mais. Será necessário ter uma reunião da comissão dos desbravadores para discutir e planejar estes assuntos, se possível com a presença do regional, ou de outra pessoa com experiências na liderança de desbravadores para se reunirem com os dirigentes do clube e assim ajudá-lo nestes assuntos básicos. Familiarizar-se com eles é essencial para um bom começo. 12. Divisão em Unidades O Clube deve dirigir-se em unidades de garotos ou meninas, por faixa etária o mais próximo possível e com 5-9 componentes, com um conselheiro para cada uma. Os oficiais da unidade são o capitão (a) e o secretário (a), eleitos pela própria unidade, com rotatividade de cargos.

4.6 PASSOS PARA SE ORGANIZAR UM CLUBE DE DESBRAVADORES

1. Aconselhamento com o líder do Ministério Jovem do campo local O diretor de jovens do campo local é responsável por todos os Clubes de Desbravadores de sua associação/missão. Qualquer membro da igreja que sente a necessidade de um Clube de Desbravadores deveria se aconselhar com esse líder, antes de quaisquer outros planos. 2. Reunião com o Pastor da Igreja local e o líder JA da Associação/Missão A solicitação deveria partir da igreja ao diretor de jovens do campo, que deveria dispensar algum tempo com o pastor da igreja, explicando o ministério do Clube de Desbravadores e seu funcionamento, detalhando qual seria a assistência que a associação/missão poderia prestar à igreja. Se o líder de jovens do campo estiver impossibilitado, devido a qualquer eventualidade, de participar desse encontro, deve então delegar a responsabilidade ao Coordenador Regional de Desbravadores.

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3. Apresentação do plano à comissão da Igreja O líder de jovens do campo local deveria pedir uma reunião a comissão da igreja. É necessário que a comissão da igreja autorize a organização do programa de desbravadores. A comissão deveria estar bem familiarizada com todos os objetivos, conceitos e necessidades financeiras da organização do Clube, e o papel que ele pode vir a desempenhar no evangelismo jovem de sua igreja. Nessa ocasião, a comissão deveria receber questionários e folhas informativas com detalhes importantes a serem completados e submetidos ao líder do Ministério Jovem do campo, que acompanhará o planejamento e organização do Clube. Tais informações deverão incluir nomes e endereços de todos os juvenis e adolescentes da igreja, ativos ou inativos; nomes de todos os membros da Escola Sabatina dos primários, juvenis e adolescentes; nomes dos adultos qualificados e líderes; nomes de pessoas hábeis para atuarem como instrutores. Logo após a comissão da igreja conceder sua autorização, a igreja toda deverá ser informada acerca da intenção de se formar um Clube de Desbravadores. 4. Comunicar à congregação durante o serviço de culto É importante que todos os membros da igreja sejam informados sobre o Clube de Desbravadores, seus objetivos e seu programa. Alguém com experiência para falar em defesa do clube e das necessidades dos juvenis e adolescentes deveria levar essas informações à igreja toda, de preferência durante o culto do Sábado de manhã. Seria bom ter como orador convidado para esta ocasião, o Lidere do Ministério Jovem da União, ou do campo local, ou o pastor da igreja, ou algum outro pastor qualificado para tal, convidado da associação/missão. Nesse culto, deverá ser feito um convite especial para pessoas interessadas em apoiar e ajudar o Clube de Desbravadores. 5. Convocar uma reunião especial no sábado à tarde Essa reunião especial deverá reunir todos os que estarão envolvidos no Clube de Desbravadores. Convide todos os líderes, todos os pais de crianças na idade de desbravadores, todos os professores da escola (da escola adventista ou professores de escola pública que forem membros da igreja), todos os professores da Escola Sabatina, Divisão Primários e Juvenis, todos os adultos que tenham algum hobby interessante e habilidades, e que seria do interesse dos meninos e meninas, e outras pessoas interessadas em ingressar no ministério dos menores. Durante essa reunião, devem ser explicados maiores detalhes com vistas á organização do Clube. Seria bom ter também alguns desbravadores de clubes de igrejas vizinhas que pudessem demonstrar algumas de suas atividades e expor o uniforme. Deveria ser feito um apelo especial para voluntários, para se prepararem para a liderança do Clube. Aproveite também para distribuir um questionário.

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6. Ensinar as bases do Clube de Desbravadores O Curso de Treinamento Básico para a Diretoria do Clube de Desbravadores, como é apresentado neste manual, deveria ser realizado na igreja ou em local próximo o suficiente para que as pessoas interessadas possam frequentá-lo. Uma das condições essenciais para o funcionamento bem-sucedido do Clube é um número adequado de líderes bem treinados. O líder do Ministério Jovem do campo local deveria dirigir esse curso e produzir tantos instrutores quantos forem possíveis. 7. Eleição do diretor e membros da diretoria Ao final do curso de treinamento, a comissão da igreja/comissão de nomeação deveria ser comunicada a respeito dos melhores qualificados para atuar na liderança do Clube, e recomendar à igreja o Diretor do Clube, um Diretor Associado (homem) e uma Diretora Associada (mulher). Depois de a igreja eleger devidamente essas pessoas, deve ser formada uma comissão executiva do Clube de Desbravadores. 8. Escolha dos conselheiros e instrutores (comissão executiva) A Comissão Executiva do Clube de Desbravadores consiste do Pastor, do Diretor J.A, dos Superintendentes dos Juvenis ou Professores da Escola da Igreja (5º a 8º série do I Grau), Diretor do Clube e Diretores Associados. Essa comissão vai definir as normas mais importantes para a operação do Clube e selecionar os conselheiros e instrutores. 9. Reunião da comissão executiva dos Desbravadores para elaboração do planejamento anual Agora que os oficiais e diretoria foram treinados e se familiarizaram com os procedimentos, e decidirão que padrão seguir, a Comissão Executiva dos Desbravadores deveria começar a elaborar seu programa anual. Deveria ser estabelecida uma agenda de eventos, incluindo aulas de atividades, reuniões, dias especiais, eventos do campo local, programas bimestrais, feiras e camporis. 10. Elaboração do programa seis semanas antes da noite de inscrições Esse pode ser o passo mais importante de toda a organização. A elaboração do programa consiste em um planejamento de grande abrangência. Significa definir os objetivos do Clube por um período de meses ou mesmo anos. As atividades gerais do clube deveriam ser realizadas sempre de acordo com aqueles objetivos propostos. Cada reunião deveria ser planejada detalhadamente semanas antes. O reconhecimento das características distintas dos juvenis e adolescentes levará a diretoria a dividir o programa anual em três ou quatro segmentos, com atividades e objetivos distintos. Esses segmentos dão flexibilidade ao programa anual, permitindo que novas idéias e aspectos sejam introduzidos de tempos em tempos.

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11. Enviar cartas às famílias de Desbravadores em potencial, quatro semanas antes da noite de inscrições 4 semanas antes da noite de inscrições - anúncios no boletim da igreja local. 3 semanas antes da noite de inscrições - programa bem atraente no quadro de anúncios. 2 semanas antes da noite de inscrições - programa feito pelos juvenis e adolescentes da Escola Sabatina. 2 semanas antes da noite de inscrições - período missionário da igreja. 2 semanas antes da noite de inscrições - carta do Diretor aos pais dos Desbravadores em potencial. 1 semana antes da noite de inscrições - toda a programação do sábado na igreja dando ênfase ao programa. 12. Instruções e uniforme da diretoria antes da noite de inscrições O diretor, os diretores associados, conselheiros e instrutores formam a diretoria do Clube. Haverá, sem dúvida, certas ocasiões quando a recém-formada diretoria se reúne para algum ensaio antes do início das atividades do Clube. Dessa maneira, cada pessoa vai se familiarizando com seus deveres e o programa geral de atividades do clube. Esses membros da Diretoria deveriam adquirir uniformes e colocar devidamente as insígnias. Seria muito bom ter também uns quatro desbravadores uniformizados. 13. Dia de inscrições O programa do dia de inscrições deveria ser a primeira reunião de desbravadores no ano. É a ocasião de levar ao conhecimento dos pais e menores o programa anual planejado para Clube de Desbravadores: suas metas e objetivos, suas atividades e reuniões, tanto as religiosas como as seculares. É preciso um planejamento cuidadoso do programa de inscrições. Deveria começar pontualmente e respeitar o tempo de duração estabelecido, ser realizado no local regular de reuniões do clube. Nota: Este dia de inscrições acontece três semanas antes da Cerimônia de Admissão, que pode coincidir com a primeira reunião do clube. O clube deveria ter uma programação para a admissão dos garotos em, no máximo três messes depois de iniciadas as atividades. Lembrando que a admissão (cerimônia de lenço) só deverá ser realizada com o uniforme de gala.

4.7 ALGUMAS ATIVIDADES

Algumas áreas de desenvolvimento de habilidades tanto desbravadores como para a diretoria de seu novo clube poderão incluir:

para

os

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1. Exercícios e marchas Par uso do Clube em eventos da Associação, desfiles e acontecimentos na comunidade. Faça a Especialidade de Ordem Unida e consulte também o Manual de Ordem Unida da série cinqüentenário. Utilize os comandos normais para os deslocamentos e evoluções para demonstrações especiais. 2. Disciplina do Clube Seu Clube deve ter regras próprias de disciplina. Devem ser poucas e bem claras de modo a serem compreendidas perfeitamente por todos os desbravadores. Se for necessário assessore-se com pessoas experientes no relacionamento com juvenis e adolescentes. 3. Desenvolvimento na liderança Querendo ou não, você será visto como modelo pelos desbravadores, e este fato torna-se muito importante para a definição de sua liderança. Por isto você e sua diretoria devem esforçar-se para continuar na conquista de novas especialidades. É importante que os desbravadores saibam que seus líderes estão em constante aprendizagem especialmente nas especialidades que tem a ver com liderança de Desbravadores. 4. Arrecadação de fundos Para a maioria dos clubes este é um desafio permanente. Com um clube novo as necessidades são grandes em relação à aquisição de equipamentos, material para acampar, trabalhos manuais, uniformes e outros. Mantenha um programa regular e flexível para conseguir os recursos necessários. No orçamento anual da igreja deverá estar incluída uma verba mensal para os Desbravadores. Além disso, as mensalidades pagas pelos próprios desbravadores representarão uma entrada regular de fundos. Para eventos especiais como camporis ou acampamentos deverão ser programadas outras atividades para se conseguir dinheiro. É muito importante lembrar-se que a realização de "pedágio" é um método proibido de obtenção de recursos. 5. Promoção do Clube O Clube deve valer-se de todas as oportunidades possíveis para manter-se em destaque nas programações e atividades da igreja. Isso criará um clima favorável ao Clube que certamente granjeará a simpatia e apoio necessários ao seu êxito. Aqueles que contribuíram com tempo ou dinheiro para dar início ao Clube verão seus esforços coroados de êxito. Utilize também todos os meios impressos de comunicação disponíveis, sejam denominacionais ou não, inclusive jornais da cidade para divulgar as realizações de seu clube.

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6. Assuntos de responsabilidade legal É muito séria a responsabilidade assumida pelo clube, de cuidar de menores. Frente ao Estatuto do Menor e Adolescente esta responsabilidade pode adquirir um caráter civil ou mesmo penal. Todo o esforço deve ser feito no sentido de garantir a total proteção dos menores sob sua responsabilidade. Consulte o Departamento JÁ de sua Associação/Missão quanto a seguros, leis e outras situações de caráter legal. Não se esqueça de pedir a autorização por escrito dos seus pais para a matrícula de seus filhos no Clube, e uma específica para atividades fora do ambiente normal de reuniões. À medida que você aprende como satisfazer os diferentes aspectos da Direção de um Clube, irá desenvolver uma maior habilidade e capacidade para alcançar êxito em sua tarefa. Um Clube bem sucedido é liderança competente. Em realidade a tarefa de organizar um Clube de sucesso está diretamente relacionada ao seu conhecimento de "como" fazer as atividades relacionadas ao seu funcionamento.

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5 TRABALHANDO EM EQUIPE – O SISTEMA DE UNIDADES

As unidades no clube de Desbravadores constituem o núcleo principal de seu funcionamento. Se as unidades estão funcionando bem, logo o clube também está funcionando bem. Uma unidade é formada por 6 a 8 meninos e meninas, sendo que são separadas por faixa etária e por sexo, tendo como coordenador o Conselheiro. A unidade precisa ter uma identidade, precisa de um nome, de um banderim, um grito de guerra. Elas são instituídas pela direção do Clube e devem ser fixas. Os nomes são definidos pela Comissão Executiva do Clube e devem ter relação com o nome do Clube. Para que a unidade não perca a sua identidade, estes nomes nunca devem ser alterados, nem a idade dos desbravadores da unidade, ou seja, os desbravadores terão que passar por mais de uma unidade, aprendendo com os costumes e as emoções de cada uma delas. O banderim da unidade também deve estar em conformidade com o nome e não precisa de alterações futuras, a menos que seja para melhorá-lo. Mas isto somente com a autorização da Direção do Clube. O grito de guerra constitui um item importante na unidade, pois ele une os desbravadores e os anima para as atividades, além de criar neles um sentimento de carinho e gosto pela unidade. Porém a escolha de um grito de guerra não é fácil, por isso muitas unidades não têm um. O Conselheiro é o responsável por procurar alguém que crie um e ensaiar com os desbravadores. A unidade também precisa de uma secretaria organizada, com uma pasta onde ficam registradas as fichas de todos os desbravadores que passaram por ela, os relatórios das atividades, de visita aos pais, de acampamentos e outros eventos. Cada desbravador pode assumir uma função específica na unidade, sendo que as principais funções são: capitão e secretário. Estas serão abordadas em capítulo à parte. Outras funções como tesoureiro e almoxarife fica a critério da Unidade instituí-las ou não. O conselheiro deve ser o grande maestro da unidade e trabalhar sempre junto dos diretores associados.

5.1 O SISTEMA DE EXCELÊNCIA

A Excelência é o alvo dos Conselheiros para os seus Desbravadores. A insígnia foi desenvolvida para incentivar um alto padrão de conduta e desempenho do desbravador como indivíduo, no período de um ano. Ela deve ser usada pelo desbravador acima dos distintivos do bolso esquerdo ou dos distintivos das classes avançadas. Este deve ser um objetivo da Unidade, pois somente Desbravadores podem receber essa insígnia, e deverão usá-la no uniforme somente por um ano. Somente aqueles que a receberam no último ano de desbravadores, ou seja, aos 15 anos de idade, poderão usá-la permanentemente no

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uniforme, desde que seus atos estejam sempre em conformidade com o Voto e a Lei do Desbravador. A seleção e entrega Por ocasião do encerramento do ano, a Comissão Diretiva do Clube faz a seleção daqueles que estão em condições de receber a insígnia, adotando os seguintes critérios: É membro ativo do Clube por dois anos ou mais; É um exemplo nos requisitos de uniforme, pontualidade nas reuniões, e está ativamente envolvido em sua unidade; Demonstrar crença no Voto e na Lei dos Desbravadores e vivenciar estes itens. É fiel aos ideais e os defende como uma sagrada honra; Aceita voluntariamente as responsabilidades que lhe são designadas e demonstra iniciativa e liderança no seu cumprimento individual ou em grupo; Manter o melhor relacionamento interpessoal com os demais no clube; Dar bom testemunho constante, através de uma conduta cristã; Concluir, a cada ano, a Classe Regular que corresponde à sua idade e fazer as Especialidades oferecidas. Deve ser entregue ao Desbravador ou no programa do Dia Mundial ou na Cerimônia de Encerramento, pelo líder mais graduado ou pelo líder da investidura.

5.2 CANTINHO DA UNIDADE

Este é um momento muito especial na reunião do clube e NUNCA pode faltar. O Clube deve destinar em torno de 30 minutos para esta atividade e os Conselheiros devem estar preparados para desempenharem as suas funções. Mas realmente o que fazer no cantinho da unidade? O cantinho da unidade é o momento mais íntimo da relação entre o Conselheiro e os Desbravadores, então um excelente meio para impressionar os garotos nos caminhos de Deus. O Conselheiro deve usar a sua criatividade para tornar esse momento o mais atrativo possível, mas seguem algumas dicas: Acompanhar o andamento das classes de cada desbravador, ajudando-os a cumprir os requisitos que precisarem; Trazer filmes, jogos, caça-palavras, curiosidades, gincanas, um brinde para sortear. Estes já são itens que se bem administrados já se tem cantinho pronto para todo o ano, cabendo ao Conselheiro usar o bom senso para controlar as atividades; Repassar o programa da unidade, combinando com os desbravadores os momentos sociais da unidade como noite do pijama, pizzada, sorvetada, torneio

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esportivo, acampamento da unidade. Também devem ser agendadas visitas aos pais, para que estes estejam em cientes das atividades que os filhos deles estão participando. Incentivar a leitura do ano bíblico e do livro do ano.

5.3 O GRANDE MAESTRO – O CONSELHEIRO

A função mais importante no Clube de Desbravadores é a do Conselheiro. O conselheiro está colocado numa posição de grande responsabilidade, pois está em íntimo contato com a mente e o coração juvenil. As qualificações são altas e ninguém deve aceitar esta posição a menos que tenha amor por meninos e meninas, e esteja desejoso de representar devidamente os elevados princípios do céu. Ser um conselheiro não é ter um escape para entreter-se; é um dever da mais alta ordem, este de treinar os jovens a fim de se tornarem verdadeiros soldados do Senhor Jesus Cristo. Um conselheiro deve ser um cristão convertido e dedicado. Os meninos e as meninas captam rapidamente a insinceridade daqueles com que se associam. Ele deve trabalhar diligentemente para formar uma amizade sincera e compreensível, com cada um de sua unidade. Para poder pôr em prática os planos dados neste capítulo o conselheiro necessita de íntima cooperação dos pais. Ele deve visitar os pais e explicar-lhes cuidadosamente as grandes possibilidades contidas nesta instrução prática. Uma vez conseguida as cooperação dos pais, há maiores possibilidades de sucesso. Os juvenis, meninos e meninas cristãos, merecem liderança. “Aquele que coopera com o propósito divino ao transmitir à juventude o conhecimento de Deus, e ao lhes moldar o caráter em harmonia com o Seu, realiza uma elevada e nobre missão, suscitando o desejo de atingir o ideal de Deus apresentando uma educação que é tão alta como o céu e tão extensa como o universo” (Ellen White, Educação, p. 19). Os conselheiros devem ser fiéis em assistir a todas as reuniões do Clube e da diretoria, marcadas pelo Diretor.

5.3.1 Funções do Conselheiro

Coordenação das unidades. O Conselheiro não deve fazer todo o trabalho da unidade, se assim o fosse não seria necessário um capitão, secretário e muito menos existiria Unidade. Mas o seu trabalho é COORDENAR todo o trabalho, que é bem diferente de fazer tudo. Ele deve providenciar todos os meios necessários para o cumprimento das atividades da unidade, deve incentivar a participação de

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cada membro, ajudando-os a desenvolver seus aspectos físico, mental e espiritual. Ele precisa estar à frente de tudo, ao passo que todos vejam que quem trabalha é a unidade e não ele. Isso mesmo, quanto menos os méritos forem creditados ao conselheiro e sim à unidade, melhor está o seu trabalho. Auxiliar na montagem dos programas para o clube. Os Conselheiros também fazem parte da diretoria do Clube e devem estar envolvidos com toda a programação do seu Clube. Por isso precisa trabalhar em íntimo contato com os Diretores Associados e também com o Diretor. Devem mostrar interesse e estar sempre dispostos ao trabalho. Auxiliar no desenvolvimento do Projeto Social. Essa é uma atividade que sem o Conselheiro o Clube não conseguiria realizar. Seria impossível a um Diretor e sua equipe sair com 30, 40, 50 ou mais desbravadores para um projeto ou evento sem figura do Conselheiro. Não teria quem cuidasse dos garotos e muitos males poderiam ocorrer. Então, o Conselheiro realmente deve vestir a camisa e dar seu suor para um bom trabalho na unidade. Deve sempre conduzi-la em TODOS os programas e eventos, mantendo-os organizados para o bem-estar do Clube e de todos. Infelizmente essa atribuição muitas vezes é negligenciada e os desbravadores passam a ser expostos a grandes perigos. Amigo Conselheiro, você não é obrigado a exercer essa função. Se você não gosta é melhor procurar outra função em que você possa realmente ajudar o Clube e a Igreja. Tudo o que te vier a mão, faze-o conforme as tuas forças. Montar juntamente com os instrutores um programa para o cumprimento das classes. O Conselheiro não é a pessoa responsável por instruir as classes. Ele já tem muitas coisas para fazer, se tiver que dedicar tempo à classe, a unidade vai afundar por falta de atrações. Mas isso não exclui o trabalho do Conselheiro de monitorar o cumprimento das mesmas e ajudar o trabalho dos instrutores. Eles devem trabalhar juntos, pois é o Conselheiro quem incentiva os garotos a cumprir os requisitos das classes e pode informar ao instrutor o desenvolvimento de cada um, inclusive o seu trabalho dentro de casa e também na escola. Criar e manter atualizada uma listagem com os nomes dos alunos e a classe em que eles estão. Nesta listagem colocar a data de início e marcar uma data para a conclusão da classe. Faça uma lista e anexe à pasta da unidade com a classe que cada garoto seu está fazendo, para que você possa ter um melhor controle sobre o seu trabalho e também para deixar registrado por anos, décadas, quais classes foram concluídas pelos desbravadores em cada ano, por unidade. Fazer um relatório mensal sobre o desenvolvimento dos desbravadores em seu cartão e entregar para a diretoria. Como parte de seu monitoramento no trabalho das Classes, faça um relatório elencando todos os itens cumpridos por eles, o que está faltando e a qualidade do trabalho de cada um. Entregue esse relatório para o instrutor e para a Direção, para que todos saibam como anda cada desbravador para que o Clube possa ajudá-los também no seu desenvolvimento.

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Liderar a unidade, ensinando, trabalhando e permanecendo com eles durante todas as programações. Dar bom exemplo em comportamento, presença, pontualidade, uniforme, etc. Nunca um Conselheiro vai conseguir levar os desbravadores aos pés de Jesus e fazê-los andar em seus caminhos se ele mesmo não anda. O melhor jeito de ensinar é demonstrar isso na prática. É testemunhar. Assim você prova para os garotos que é possível viver assim, cumprir com essas atividades. Como você pode exigir que seus desbravadores cumpram a classe se você mesmo não dá a mínima importância para a sua? Jesus veio ao mundo também para nos mostrar que é possível sim viver ao lado de Deus e devemos seguir o Seu exemplo. Da mesma maneira, querendo ou não, seus desbravadores vão seguir os seus exemplos, por isso, seja um imitador de Cristo para evitar falhas. Participar da ordem unida com sua unidade. Não é porque agora o Conselheiro faz parte da Direção que ele não precise mais participar da ordem unida. Pelo contrário! Ele deve participar junto com seus meninos, dando a eles um bom exemplo, e mostrando que todos precisam saber obedecer e liderar. Ajudar os membros da unidade em quaisquer problemas que possam surgir e manter os líderes informados. Como já dissemos, a Unidade é a base do Clube de Desbravadores assim como a família, da sociedade. Se a Unidade está passando por problemas e intrigas, cabe ao Conselheiro intervir e manter a ordem, pois se ele não conseguir o Clube todo vai sofrer. Se o Conselheiro não conseguir resolver tudo sozinho deve comunicar ao Diretor para que este tome as providências necessárias. Mesmo que ele consiga resolver sozinho, sempre deve comunicar problemas na Unidade para o Diretor. Todo o seu trabalho deve ficar transparente para todo o Clube. Assistir às reuniões da diretoria sempre que solicitado. Não tem melhor maneira de você ficar informado de tudo o que acontece no Clube e tomar parte ativa nisso do que participar das reuniões de diretoria. Nelas, você representa a causa do desbravador e fica inteirado de todos os programas e eventos, estimulando a sua Unidade a participar de todos e fazer o seu melhor, SEMPRE. Avisar ao diretor com antecedência se não puder comparecer à reunião. Para que a Unidade não fique sozinha e o Diretor tenha tempo de providenciar um substituto. Montar um programa de visitação e convidar pelo menos um membro da diretoria para lhe acompanhar na visita. Essa é outra importantíssima função que e negligenciada. Um Conselheiro, para poder “aconselhar”, deve estar por dentro do que acontece com a pessoa. E a melhor forma de se fazer isso é conhecer o desbravador, ir na casa dele e manter uma amizade com seus pais. Assim vocês passaram a se conhecer melhor, se tornarão mais amigos e saberão como ajudálos, quando houver necessidade. O Clube ganha créditos com os pais e assim eles passam a apoiar mais as atividades, sem contar que podem recomendar o Clube para amigos. Resumindo, todos ganham!

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Recepcionar os novatos. Enquanto o Clube estiver fazendo um bom trabalho, pessoas passarão a freqüentá-lo, e quanto mais pessoas entrarem no Clube, mas treinada deve estar a equipe. Uma boa recepção é a chave para ganhar a confiança dos pais e dos garotos. Você deve integrar os novatos nas atividades da Unidade, mantendo sempre a harmonia dos trabalhos e desenvolvendo um espírito de amizade e companheirismo. Ajude-o a alcançar os desbravadores veteranos para que todos possam andar ao mesmo passo. Entregar mensalmente para a secretaria do clube, preenchida devidamente, a ficha de avaliação de cada desbravador. Cada Clube deve determinar as diretrizes pelas quais os membros serão avaliados. A avaliação do desempenho dos desbravadores é função do Conselheiro, de acordo com o definido pelo Clube. Então, ele deve preencher uma ficha de avaliação com os itens propostos e entregar para a Secretaria do Clube, para que fique registrado todo o trabalho realizado por cada um. Lançar um concurso dentro da unidade para escolher o “Grito de Guerra” da unidade. Esse é um incentivo para que você consiga criar um bom grito de guerra. Mas você pode usar qualquer critério lícito para isso, basta usar a sua criatividade. Criar junto com a unidade a camisa da unidade. Como a Unidade tem uma identidade, esta pode confeccionar um uniforme próprio, para ser usado durante as reuniões do Clube ou sempre que ele determinar. Mas ela não pode substituir o uniforme de atividades oficial do Clube, em hipótese nenhuma.

5.4 INSTRUINDO NOS CAMINHOS DE DEUS – O INSTRUTOR

O Instrutor é um membro da diretoria do Clube que atua diretamente com os Conselheiros e Diretores Associados, sendo os últimos responsáveis pela fiscalização do seu trabalho. Em geral o trabalho do instrutor é ser responsável por uma classe específica, sendo que não necessariamente ele precise dar a instrução de todos os requisitos, mas ele, sempre que achar conveniente, pode pedir a alguém para fazê-lo. O Clube também pode ter um grupo de Instrutores responsáveis pelas especialidades, que deverão procurar sempre especialidades legais para serem dadas ao Clube e quem pode instruí-las. Mas os Instrutores não são apenas pessoas do Clube, eles podem ser convidados para ministrar matéria específica, e nem precisam ser adventistas, mas precisam ser chamados somente com a autorização do Diretor do Clube. Por exemplo, você vai dar uma instrução de Lapidação e ninguém no Clube sabe isso. Então o Instrutor responsável por especialidades deve providenciar qualquer pessoa que entenda do assunto para dar essa especialidade, com a devida autorização do Diretor.

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5.4.1 Funções do instrutor

Ser responsável por ministrar uma das Classes. Como mencionado acima, ele é o responsável para que no final das atividades os meninos sejam investidos, providenciando a instrução de todo o cartão e não necessariamente ele deve dar a instrução de todo o cartão. Avaliar os itens do cartão. Como foi ele ou um convidado que deu a instrução, deve ser ele quem deve assumir a responsabilidade de avaliar o garoto e dizer se este cumpriu o exigido satisfatoriamente ou não. Preparar os garotos para a avaliação regional. A palavra final de quem vai ser investido ou não é do Regional, portanto, você deve cuidar para que seus desbravadores realmente estejam preparados para a avaliação com ele, para que não fiquem constrangidos por não poderem ser investidos. Montar um calendário de instrução e encaminhá-lo para os Diretores Associados. Você deve montar um cronograma de todas as instruções que você vai dar ao longo do ano, de forma que tudo esteja concluído até o dia da investidura. Cuide para que o seu calendário não choque com programas estabelecidos pelo Clube, da mesma forma, observe as atividades do Clube para aproveitar alguma instrução específica. Por exemplo, no dia tal, o Clube vai fazer uma caminhada num lugar que tem muitas árvores, seus garotos precisam da especialidade de árvores, então, aproveite para marcar a data dessa instrução no dia dessa caminhada. Manter um trabalho conjunto com o Conselheiro para melhor avaliar os desbravadores. O contato que o Instrutor tem com os desbravadores é somente na hora da instrução, sendo que muitas vezes ele nem sabe muito bem o que está acontecendo com cada um. Por isso, para um melhor rendimento das Classes, esteja muito próximo dos Conselheiros dos seus meninos para que você saiba lidar com algum eventual problema que esteja acontecendo.

5.5 O CAPITÃO

O capitão de unidade é um membro do clube escolhido pela unidade para animar a seu grupo e cumprir com sucesso o programa, por meio do próprio exemplo e da influência pessoal, inspirando cada membro a fazer o seu melhor. O período de sua atuação varia de três meses a um ano, dependendo do tempo aprovado pela diretoria. Durante todas as atividades do clube o capitão usa uma insígnia indicando sua função.

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5.5.1 Funções do capitão

Auxiliar os conselheiros e cuidar da unidade quando requisitado. Na ausência do Conselheiro, o Capitão assume o comando da Unidade. Ele deve ajudar o Conselheiro no cumprimento de todas as suas atividades e estar sempre pronto para ajudá-lo no que ele precisar. Portar e segurar a bandeira da unidade de maneira correta. Quando o Clube estiver em forma ou em qualquer evento, o Capitão é o responsável por segurar o Banderim da Unidade e cuidar para que ele não fique jogado ou sujo. Cuidar para que a bandeira da unidade esteja colocada da maneira apropriada em frente da unidade, nos acampamentos. Independente de onde estiver, você sempre é o responsável por cuidar do seu Banderim. Portanto, cuide para que ele não fique em qualquer lugar e esteja sempre à frente de vocês, seja em acampamento (na frente da barraca), seja na frente da Unidade em ordem unida ou em qualquer lugar. Ser responsável pela presença da unidade a tempo no momento convocado. Ninguém melhor para incentivar os desbravadores a chegar cedo do que o capitão, pois você é muito mais amigo dos seus colegas do que qualquer membro da Diretoria. Por isso, assim como o Conselheiro, você deve dar o exemplo em tudo o que você fizer, para que você consiga que a Unidade te copie e obedeça ao que você solicitou. Apresentar a unidade no início das reuniões. No início da reunião, quando o Clube estiver em forma, todas as Unidades devem se apresentar ao Diretor. Como Capitão, você é o responsável por isso. Você deve ir até o diretor, parar à sua frente em posição de sentido, fazer o sinal de Maranata e apresentar a Unidade, seguindo o seguinte modelo: Capitão fulano apresento a Unidade tal com tantos membros presentes e tantos membros ausentes. Assim que o Diretor disser que está apresentado, peça permissão para se retirar, dê meia volta e rompa marcha com o pé esquerdo. Em seguida, coloque toda a sua Unidade em posição de descansar. A partir desse momento, toda a Unidade está ao comando de quem você apresentou e não mais no seu.

5.5.2 Para ser capitão

Espiritualidade No duelo de Golias e Davi venceu o mais forte ou mais fraco? Entre os 11 filhos de Jacó quem era o mais cristão? Os outros eram mais velhos, mais experientes, mais fortes, mais astutos, mas quem Deus escolheu para comandar o Egito?

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Não precisa ser muito inteligente para descobrir que em todas as histórias da Bíblia, a vitória era daqueles que estavam nas fileiras de Jeová. Vence o melhor e o melhor é o que está no lado certo, do lado de Jesus. Acima de tudo, o capitão precisa ser um líder espiritual, precisa experimentar o poder de Deus em sua vida, precisa viver os princípios da Fé em seus atos. Para ensinar alguma coisa, primeiro deve praticar. O comandante da unidade deve ser o exemplo da unidade. Para ensinar honestidade, precisa ser honesto. Para defender a verdade, deve só falar a verdade Para falar do amor de Jesus, deve conhecer e viver o amor de Jesus. O comandante de um grupo geralmente determina o rumo da caminhada. Como capitão e comandante da unidade em que rumo você está levando seu grupo? Entre tantas influências e sinais de pista errados, só indo com um experiente guia que conheça bem o caminho. Esse guia é Jesus que deve estar presente, deve ser sempre solicitado. Este foi o segredo de Davi, segredo que Golias não conhecia. E você, já conhece a Jesus? Organização É fácil conhecer se uma pessoa é organizada ou bagunceira? Pensem em alguns detalhes da pessoa: sua roupa, sua mochila, seu caderno... o que mais? Pense mais coisas. Agora pense em você e dê uma nota no final desse teste. Quando usa um objeto, você o coloca novamente no lugar certo? Consegue arrumar a mochila de forma que encontre as coisas sem demorar? Você tem lugar certo para guardar suas coisas em casa? Já aprendeu a distribuir o tempo para diversas atividades, como: estudo, tarefas, recreação, etc.? É capaz de controlar o dinheiro, não gasta tudo de uma vez? Consegue fazer uma compra para sua mãe com vários itens e depois trazer as notas, fechar e acertar com o troco? Ao sair com sua unidade você organiza em fila indiana? E então o que você achou de si mesmo? Que nota? Pense bem, é melhor ser organizado ou enrolado? A organização simplifica as coisas, facilita a vida e aumenta a capacidade de realização de qualquer pessoa. Em que ponto você precisa se organizar? Liderança e Comando O grupo é o espelho do capitão

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Capitão firme Capitão fraco Capitão amigo Capitão chato Capitão alegre Capitão pessimista Capitão corajoso Capitão medroso Capitão honesto

Unidade _______________________ Unidade _______________________ Unidade _______________________ Unidade _______________________ Unidade _______________________ Unidade _______________________ Unidade _______________________ Unidade _______________________ Unidade _______________________

Tem gente que pensa que para exercer o comando precisa ser aquele tipo durão e para se destacar como líder precisa ter ares de superior. Outros pensam que para ganhar o grupo deve concordar com tudo e procura agradar a todos. Uns são durões e superiores, outros bonzinhos demais. Qual o mais errado? Pense um pouco… Qual você parece mais? Seja honesto. Será que as pessoas gostam de tipos sem personalidade, “Maria vai com as outras”? Por outro lado as pessoas se sentem bem dirigidas por alguém sabichão ou “Coronel Dureza”? Capitão, a palavra certa é “equilíbrio”, porque ninguém gosta de “molengas” e nem de “metidos”. Tem que ser legal mas firme, ser amigo é saber dizer não, ser camarada sem dar chatice. Nunca voltar atrás sua palavra deve ser uma ordem. Nunca permita que suas ordens sejam negligenciadas, mas não dê ordens absurdas. Sabe, logo a unidade vai sentir firmeza, vai perceber que escolheram a pessoa certa, um líder legal e comandante. Quando a unidade precisa de um amigo, quando quiserem saber o certo, quando buscarem a verdade, sabem a quem procurarão? Disciplina “Sem Disciplina Não Se Chega A Lugar Nenhum.” Não precisa ser muito inteligente para descobrir que tudo funciona melhor com disciplina. Ex: Participávamos do resgate de pessoas atingidas por uma violenta enchente. Usávamos um barco a motor e quando todas as pessoas acabavam de se acomodar repetíamos as instruções que deviam ser seguidas à risca. Ninguém deve se levantar, todos devem se segurar bem ao barco, pois lá no meio a corredeira é forte e vai balançar mais. Mas o motor é possante e o barco é novo. Tudo entendido? Alguma pergunta? Não. Vamos lá! Todos se seguravam firmemente, todos permaneciam sentados, até que, no meio da corredeira, um velho gordo resolve desobedecer as instruções e tentou levantar. Conseguimos controlá-lo, mas ele se arriscou e pôs a vida dos outros em risco. Disciplina é fazer as coisas certas de modo certo na hora certa.

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Disciplina é sabermos cumprir ordens mesmo que não nos agradem muito ou não as entendamos de pronto. Disciplina é trabalharmos pelo grupo, mas não para nós mesmos. Disciplina é sacrificar-se pelo sucesso de missão. Honestidade A verdade e o direito acima dos interesses pessoais Compromisso com o que é certo. Honestidade nas coisas grandes e nas pequenas, nos detalhes que pessoas humanas não vêem. “Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei.” Falar a verdade ou ouvir a verdade nem sempre agrada, mas devemos nos acostumar à verdade para nós e os outros. Lealdade “Um Por Todos... Todos Por Um.” Diante da unidade você é o representante e defensor da diretoria, diante da diretoria você representa e defende a sua unidade. Nunca aceite acusação contra alguém que não está presente e não pode se defender. Deixe bem claro que ainda resta ouvir o outro lado para tirar conclusões.

5.6 O SECRETÁRIO DA UNIDADE

O secretário da unidade é o membro escolhido pelos outros membros da unidade para desempenhar uma variedade de tarefas especiais. O período de atuação varia de três meses (rotativos) a um ano, dependendo do padrão adotado pela comissão da diretoria. Durante todas as atividades do clube, o secretário usa uma insígnia indicando sua função.

5.6.1 Funções do Secretário

Cumprir as funções do capitão em sua ausência. O Secretário é o segundo líder da Unidade, portanto, na ausência do Capitão, é ele quem assume as responsabilidades da Unidade. Servir como mensageiro entre a unidade e o diretor, quando solicitado pelo conselheiro da unidade. Você é o responsável por estar em contato com a Direção do Clube e lhe prestar quaisquer tipos de esclarecimentos, sobre pontualidade, freqüência, uso do uniforme, dentre outros. Preencher a ficha do cantinho da unidade. O Secretário deve manter em dia a ficha de avaliação semanal de cada desbravador, sendo honesto em suas

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marcações, pois você não estará fazendo nenhum favor a seu colega se você encobrir dados ou alterá-los. Lembre-se, o seu trabalho não é para a Diretoria do Clube, e sim, para Deus. Manter atualizado o “Livro da Unidade”. Neste livro estará registrado toda vida da unidade, exemplo: Acampamentos, caminhadas, ex-membros, conquistas da unidade, trunfos. Neste Livro são registradas todas as atividades da Unidade, além de conter uma lista completa de todos os seus membros, relatórios e etc. E você é o responsável por providenciar esta pasta e mantê-la atualizada.

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6 ENSINANDO O PROGRAMA DOS DESBRAVADORES

O Clube de Desbravadores se desenvolve através de um programa específico de Classes e Especialidades, que visam um desenvolvimento nas áreas física, mental, social e espiritual, preparando o juvenil para torná-lo um cidadão útil a Deus, à Pátria, à comunidade e aos seus semelhantes. "As crianças devem ser treinadas para se tornarem missionárias; devem ser ajudadas a compreender o que devem fazer para serem salvas”. (Ellen White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 168). E a melhor preparação é o "desenvolvimento harmonioso das forças físicas, mentais e espirituais. Ele prepara o estudante para a alegria de servir neste mundo, e para a suprema alegria do mais amplo serviço no mundo por vir". (Ellen White, Educação, p. 13). Tudo isso ajuda a juventude a encontrar verdadeira felicidade em testemunhar e se tornar membro do grande exército dos Jovens Adventistas, cujos talentos e energia são dedicados a Cristo. Eles serão aqueles cujas mãos estão prontas para contornar qualquer emergência e transformá-la em oportunidade de glorificar o grande Líder.

6.1 AS CLASSES

O programa das Classes Regulares JA compreende a grande escola do Clube de Desbravadores. Estas classes foram elaboradas de forma a desenvolver as faculdades física, mental, espiritual e social dos desbravadores de acordo com a sua faixa etária. As classes estão agrupadas da seguinte maneira: Classes Regulares: Amigo (10 anos), Companheiro (11 anos), Pesquisador (12 anos), Pioneiro (13 anos), Excursionista (14 anos) e Guia (15 anos); Classes Avançadas: Amigo da natureza, Companheiro de Excursionismo, Pesquisador de Campos e Bosques, Pioneiro de Novas Fronteiras, Excursionista na Mata e Guia de Exploração (seguindo a idade da Classe Regular correspondente); Classes de Liderança: Líder e Classes Agrupadas (16 anos), Líder Máster (18 anos), Líder Máster Avançado (20 anos). Cada desbravador deve cumprir os requisitos de uma classe durante o período de um ano e ao final do ano, na Cerimônia de Encerramento, após passar por uma avaliação do regional ele será investido. As classes são divididas em 8 seções que focam o treinamento do desbravador para uma determinada área do conhecimento. São elas: Descoberta Espiritual; Servindo aos Outros; Desenvolvendo Amizade; Saúde e Aptidão Física;

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Desenvolvendo Organização e Liderança; Estudo da Natureza; Arte de Acampar e Enriquecendo seu Estilo de Vida. Em síntese este é o conteúdo delas: Amigo: Jesus no antigo testamento, testemunho, princípios de saúde, trabalho para Deus. Companheiro: Jesus no novo testamento, males do cigarro e outras drogas, testemunho, o que Deus espera deles. Pesquisador: Jesus nos evangelhos, prevenir o uso de álcool e drogas, testemunho, o que podem fazer para Deus. Pioneiro: Relacionamento com Jesus, Criacionismo, mente e corpo de Deus, fazer sua parte no trabalho de Deus. Excursionista: Doutrinas (sábado, Espírito Santo e volta de Jesus), voto de abstinência (cigarro, álcool e drogas), cada um tem dons, talentos e habilidades dados por Deus. Guia: Doutrinas (santuário, mordomia, discipulado), ser temperante, cada um tem dons, talentos e habilidades dados por Deus. Um clube que consegue cumprir o programa das classes, ainda que não tenha recursos financeiros ou não consiga participar de todos os eventos do Campo, está com saldo positivo, pois a instrução das classes é mais importante do que essas outras coisas, afinal, através delas o desbravador aprende aquilo que nós pregamos como Adventistas do Sétimo Dia. Importante: um clube que não realiza um bom trabalho com as classes não está funcionando bem e não está cumprindo o seu papel de instruir esses garotos no caminho da verdade.

6.2 A INSTRUÇÃO DAS CLASSES

A instrução das classes regulares e a classe bíblica são os principais programas das reuniões cotidianas. Para esta atividade deve ser destinado pelo menos 1 hora. Os instrutores devem ser escolhidos com critério, pois eles desenvolverão esse trabalho com os desbravadores durante um ano. Um clube que já tem uma boa estrutura e desbravadores em todas as idades deve ter um instrutor para cada uma das classes. Já um clube que não possui ainda estrutura suficiente ou não possui desbravadores de todas as idades pode selecionar algumas classes e agrupar os desbravadores nelas. Por exemplo: o clube tem apenas 3 instrutores, então ele pode trabalhar com amigo, pesquisador e excursionista, sendo que os que tem idade de fazer companheiro fazem amigo, os que tem idade de fazer pioneiro fazem pesquisador e os que tem idade de fazer guia fazem excursionista. No ano seguinte você trabalha com as outras classes, permanecendo apenas a de amigo (SEMPRE). Assim os desbravadores cumprem todas as classes ao decorrer dos 6 anos.

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Os diretores associados do clube são os responsáveis por coordenar o programa das classes, por isso eles devem ajudar os instrutores e prover todos os meios necessários para o bom funcionamento das instruções. Cada instrutor deve preparar um cronograma das instruções, de forma que os desbravadores cumpram todos os requisitos da classe com qualidade e de forma tranqüila no decorrer do ano. Abaixo segue um modelo de cronograma de instrução: Clube de Desbravadores ASM Cronograma de instrução Pioneiro Fevereiro 14 – domingo: Gerais: 1 – Ter no mínimo 13 anos de idade. Modo de avaliar: cópia da certidão de nascimento ou identidade do desbravador. Desenvolvendo amizade: 2 – Participar de um debate e fazer uma avaliação pessoal sobre suas atitudes em dois dos seguintes temas: auto-estima, amizade, relacionamentos e otimismo e pessimismo. Modo de avaliação: relatório do debate realizado. 21 – domingo: Arte de acampar: 3 – Completar a especialidade de Resgate Básico. 28 – domingo: Arte de acampar: 3 – Completar a especialidade de Resgate Básico. Modo de avaliação: prova teórica e prática, com nota mínima para aprovação 8,0. Março 7 – domingo: Estudo da Natureza: 1 – Recapitular a história do dilúvio e estudar pelo menos três fósseis diferentes. Explicar sua origem relacionando-os com a transgressão da Lei de Deus. Modo de avaliar: relatório escrito do debate realizado. 14 – domingo: Estudo da Natureza: 2 – Completar uma especialidade de Estudos da Natureza, não realizada anteriormente. Especialidade: Mamíferos. 21 – domingo: Estudo da Natureza: 2 – Completar uma especialidade de Estudos da Natureza, não realizada anteriormente. Especialidade: Mamíferos. Modo de avaliação: prova teórica, com nota mínima para aprovação 8,0.

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Dessa maneira o instrutor saberá exatamente o que fazer em todas as reuniões e os diretores associados poderão fiscalizar melhor o seu trabalho. Os instrutores deverão sempre fazer instruções dinâmicas e de forma que os desbravadores consigam assimilar o conteúdo. Sempre que precisar ele pode convidar outras pessoas com mais conhecimento na área para ministrar a aula, mas deverá passar isso ao Diretor do clube com antecedência para que não ocorra constrangimentos. Note que para cada requisito é descrito uma forma de avaliar, pois esta é outra das atribuições do instrutor. Ele deve saber exatamente como avaliar aquilo que ele ensinou e é importante que os desbravadores entendam essa forma de avaliação. Em geral, para a maior parte dos requisitos é necessário apenas um pequeno relatório, contendo as informações mais importantes da instrução. O mais importante é criar já nos desbravadores uma prática de fazer relatórios, pois quando ele for fazer as classes de liderança vai precisar muito desses conhecimentos. Quando o desbravador completar uma classe o instrutor deve fazer uma avaliação com ele, que pode ser escrita ou oral. Em seguida a direção do clube agenda com o Regional uma visita para que ele também possa avaliar e só após a aprovação do Regional ele poderá ser investido.

6.3 A INSTRUÇÃO DAS ESPECIALIDADES

As especialidades constituem um grande ingrediente para o desenvolvimento completo dos desbravadores. O Ministério Jovem propõe mais de 250 especialidades em diversas áreas para que os desbravadores possam se interessar pelos temas e buscar o conhecimento através do cumprimento de alguns requisitos registrados no Manual de Especialidades. São 8 as áreas de conhecimento das especialidades: Habilidades domésticas, Artes e habilidades manuais, Atividades agrícolas, Atividades missionárias, Ciência e saúde, Estudo da Natureza, Atividades profissionais e Atividades recreativas. Além das especialidades ainda existem 12 mestrados, que representam uma área maior, onde o desbravador precisa concluir 7 determinadas especialidades (elencadas no Manual) para consegui-lo. O trabalho de instrução de especialidades também deve ser uma prioridade no clube. Todas as classes exigem o cumprimento de algumas especialidades, portanto, cabe ao instrutor da classe providenciar pessoas para instruir essas especialidades. Além das especialidades exigidas nas classes, o clube também pode instruir quantas lhe for possível, lembrando que o mais importante é a qualidade da instrução e não a quantidade de especialidades. No Manual de Especialidades encontra-se todos os requisitos para que o desbravador consiga a especialidade desejada. Logo, o instrutor deve pegar esses

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requisitos e ensinar aos desbravadores o cumprimento de todos eles. O Manual de Especialidades é encontrado no site: <www.desbravadores.org.br>. Além das especialidades instruídas pelo clube o desbravador pode fazer qualquer especialidade que desejar, basta que ele cumpra todos os requisitos e tenha um instrutor qualificado para avaliá-lo. Se o clube não tiver esse instrutor qualificado para avaliar, deve providenciar um. Quando o desbravador cumprir TODOS os requisitos, o instrutor da especialidade deverá realizar uma avaliação com ele, que pode ser escrita, oral ou prática, de forma que o desbravador seja realmente avaliado e mostre que aprendeu todo o conteúdo. Aqueles que não demonstrarem aprendizado satisfatório não podem receber a insígnia, para que eles aprendam a se esforçar e estudar mais da próxima vez. Sendo aprovado, o Diretor do clube também deve fazer uma avaliação para validar o certificado. Não há um modelo padrão de certificado de especialidade, cada clube pode elaborar o seu, contendo, no mínimo, as seguintes informações: Nome do desbravador, especialidade concluída, data de conclusão e assinatura do instrutor e do Diretor do clube. O Diretor do clube deve providenciar as insígnias das especialidades na Associação com antecedência, para que no dia da entrega todos os desbravadores possam receber as suas insígnias.

6.4 O PROGRAMA DA LIDERANÇA

Como citado anteriormente, a Diretoria do clube também possui um programa de classes, constituído de três classes: Líder ou Classes Agrupadas, Líder Máster e Líder Máster Avançado. Diferentemente das Classes Regulares, onde os desbravadores precisam apenas cumprir os requisitos para aprender o conteúdo, as classes de liderança exigem um comprometimento dos futuros líderes, para que eles não apenas cumpram itens e sim aprendam realmente a liderar. Para iniciar o seu estudo em uma das classes de liderança você deve escolher um líder já investido para te orientar e na falta de um em seu clube você será orientado pelo Regional. Mas independente de quem você escolheu, o Regional sempre será o seu instrutor e avaliador perante a Associação. O instrutor deve ajudar o aspirante a não apenas cumprir os requisitos do cartão e sim expô-lo a diversas situações no clube para que ele aprenda a lidar com elas e assim desenvolva a sua capacidade de liderança. Um cartão não faz um líder, a experiência é que faz. Mas um aspirante que concluiu seu cartão com qualidade certamente terá mais facilidade para se tornar um líder, por isso esse trabalho jamais deve ser negligenciado. A diretoria deve começar o seu programa de estudo com a classe de Líder, para aqueles que já possuem todas as seis Classes Regulares ou com a classe de

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Classes Agrupadas, para aqueles que não possuem todas ou nenhuma das Classes Regulares. Em seguida ele estará habilitado para fazer Líder Máster, onde ele se especializa em duas das sete áreas de desenvolvimento do cartão: Administração e Relações Humanas, Acampamento, Evangelismo Juvenil e Atividades Comunitárias, Criatividade, Ordem Unida, Educação Campestre e Recreação. O líder deve ser orientado por um líder máster e pelo seu Regional. O líder máster está habilitado para iniciar a classe de Líder Máster Avançado, onde ele se especializa em apenas uma das áreas supracitadas, sendo que agora seu trabalho exigirá muito mais dele. Ele pode escolher qualquer uma delas, mesmo que não seja uma das escolhidas na classe anterior. Em todas essas classes o candidato à investidura deve fazer uma pasta com todos os relatórios de todas as atividades realizadas, seguindo os requisitos do cartão. Ele precisa comprovar tudo, inclusive ter no mínimo 16, 18 ou 20 anos e ser um membro batizado. Ele também pode fazer esse trabalho num caderno, mas será mais difícil se organizar depois, por isso a pasta é mais indicada. A pasta deve conter os seguintes elementos: capa com identificação do candidato, incluindo nome do clube, Associação e União (em casos de Líder Máster e Líder Máster Avançado); identificação da classe e registro completo de todos os requisitos do cartão. Mas para um trabalho organizado e bem feito, ele pode ainda complementar com páginas separando as seções do cartão, agradecimentos, dedicatória etc. A diagramação da pasta é livre. Inicie sempre um requisito numa página à parte, mesmo que o requisito anterior tenha acabado no início da página, para manter uma organização mais uniforme. Faça bons relatórios, isso não quer dizer que precisam ser grandes, mas o mais importante é que tenham conteúdo, por exemplo, para o requisito “Ter o cargo de Conselheiro por um ano” não basta apenas dizer o nome e a idade da sua unidade. Faça um relatório descrevendo todas as suas atividades como conselheiro durante o ano, de preferência, um relatório de suas atividades durante todas as reuniões do ano. A seguir, segue um esquema de como você pode organizar a sua pasta: Capa – Agradecimentos – Dedicatória – Epígrafe – Divisória de Seção – Requisitos – Divisória de Seção – Requisitos – Folha de Aprovação (cópia da folha de aprovação do cartão) – Autógrafos. Abaixo encontra-se um exemplo de uma capa, uma divisória de seção e de um requisito concluído.

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Este modelo é apenas sugestivo, cada líder deve organizar o seu trabalho, que pode ser em pasta ou caderno, digitado ou manuscrito. Mas o que é indispensável é uma boa apresentação dos requisitos, de forma que comprove realmente que o que você fez o habilita a receber a classe. Ao concluir a classe todos devem enviar a pasta à Associação que em caso de líderes ela mesma fará a avaliação final e a aprovação. Em caso de Líder Máster, após a avaliação da Associação a pasta será encaminhada à União e em caso de Líder Máster Avançado, após a avaliação da União, será encaminhada à Divisão. Lembre-se que o Regional deve ser o seu principal aliado no desenvolvimento de uma das classes de liderança e quaisquer dúvidas poderão ser discutidas com ele.

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7 ORDEM UNIDA

7.1 OBJETIVOS DA ORDEM UNIDA

a) Proporcionar aos desbravadores e às unidades os meios de se apresentarem e se deslocarem em perfeita ordem, em todas as circunstâncias. b) Desenvolver o sentimento de coesão e os reflexos de obediência que são fatores preponderantes. c) Construir uma verdadeira escola de disciplina. d) Permitir que o clube apareça em público, de forma elegante e marcial.

7.2 CONCEITOS BÁSICOS

Formação: é a disposição dos elementos de um grupo em linha ou em coluna. Exemplo: Formação por 04 (em que são formadas 4 colunas), Formação por unidades (em que os capitães assumem as suas unidades na testa e o restante se posiciona um atrás do outro, do maior para o menor.

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Linha: é a disposição de um grupo cujos desbravadores estão dispostos um ao lado do outro.

Fileira: é a formação em que os desbravadores estão colocados na mesma linha, um ao lado do outro, tendo todos a frente voltada para o mesmo ponto.

Intervalo: é o espaço entre dois desbravadores colocados na mesma fileira (um do lado do outro).

Intervalo

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Coluna: quando os desbravadores estão um atrás do outro, independente da distância e intervalo, entre blocos ou grupos.

Cobertura: é o espaço entre dois desbravadores, onde estes estão um atrás do outro.

Testa: os desbravadores que estão na primeira fileira.

Alinhamento: disposição de vários desbravadores enfileirados em uma linha reta, todos voltados para a mesma direção, um ao lado do outro.

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Cadência: sucessão harmoniosa de sons e movimentos. Determinada pelo homem-base.

Homem-base: desbravador base para todos os comandos de ordem unida. Este é o testa da coluna da direita.

Retaguarda ou cauda: último desbravador ou última fileira de desbravadores de uma formação.

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Relembrando:

7.3 OS COMANDOS EM ORDEM UNIDA

7.3.1 Formas de comando

Corneta – só serão utilizados de acordo com o respectivo manual de toques e marchas das forças armadas. Recomendado somente para clubes que já estão em adiantado progresso e conhecimento em ordem unida. Gestos – utilizado à distância quando não houver condições dos comandos em viva voz. Voz – é a maneira padronizada pela qual o instrutor exprime verbalmente sua vontade. A mais usada em ordem unida, pois permite execução simultânea e imediata. Apito – comandos por meio de apitos serão dados mediante o emprego de silvos longos e curtos, longos p/ advertência e curtos p/ execução.

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7.3.2 Vozes de comando

Geralmente são compostas pelos seguintes elementos: a) Voz de advertência: é um alerta que se dá ao grupo, prevenindo-o para o comando que será anunciado. Exemplo: Atenção clube! b) Comando propriamente dito: tem por finalidade indicar o movimento a ser realizado pelos executantes. Exemplo: Direita... Esquerda... Meia Volta... Ordinário... É necessário que este comando seja dado com clareza e em voz alta, de forma que todo o pelotão escute e entenda o comando. c) Voz de execução: tem por finalidade determinar o exato momento em que o movimento deve começar ou cessar. Quando a voz de execução é uma palavra oxítona, ou seja, com a última sílaba tônica, o instrutor deve alongar a enunciação dessa sílaba, sendo esta enérgica. Exemplo: Vol-ver, Des-can-sar, Co-brir. Já quando esta voz é uma palavra paroxítona, ou seja, com a penúltima sílaba tônica, o instrutor quase não pronuncia a sílaba final. Exemplo: Mar-che, Al-to, Em Fren-te, Pas-so. O instrutor deve emitir o comando na posição de sentido, com a frente voltada para o grupo, de forma que todos possam vê-lo e ouvi-lo.

7.3.3 Comandos a pé firme

Sentido: o desbravador fica imóvel, em silêncio, olhando para frente. Os calcanhares se unem com o bater do calcanhar direito e as mãos batidas na coxa. As pontas dos pés abertas em 45º (10 para as 2), as mãos espalmadas na altura das coxas, mantendo os braços levemente dobrados com os cotovelos na direção do corpo, retos. Busto aprumado e cabeça e ombros erguidos. Esta posição é a base de todas as outras na Ordem Unida.

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Descansar: este comando só pode ser dado a partir da posição SENTIDO, com o mover e bater do pé esquerdo para o lado, mantendo o corpo confortavelmente distribuído entre os dois pés distanciados à mesma distância entre um ombro e o outro. Simultaneamente a mão esquerda segura a mão direita fechada na altura da cintura, em posição confortável. O desbravador permanece em silêncio e em forma. Esta é a posição usada para entrar em forma.

À vontade: a partir da posição de DESCANSAR, mantendo a posição e em forma. Isto permite ao desbravador ficar à vontade, podendo falar e se mexer, mantendo a posição do pé direito como base.

Para o voto, posição: não usamos o APRESENTAR ARMAS. Em lugar disto usamos a posição para o voto. A partir da posição de SENTIDO, o desbravador levanta sua mão direita à frente, rente ao corpo, até a altura do ombro, com a palma

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para a frente, os dedos unidos e o polegar cruzando a palma. (Esta é a posição de Maranata, os quatro dedos são os quatro A’s da palavra Maranata: amar, anunciar, apressar e aguardar a volta de Cristo. O polegar cruzado significa o cristão curvado, em reverência a Deus.

Cobrir: a partir da posição de SENTIDO, todos estendem o braço esquerdo para frente, com exceção da testa, que o estende para o lado, sendo o braço estendido à altura do ombro do desbravador, independente do tamanho do desbravador da frente ou ao lado. A palma está para baixo. Este comando é usado para acertar o alinhamento e a cobertura. A contra-ordem é firme, onde o desbravador abaixa o braço e volta à posição de SENTIDO.

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Cobrir sem intervalo: segue o mesmo padrão do comando COBRIR, só que a testa cobrem com o braço esquerdo dobrado, com a mão fechada tocando a cintura. Frente para a Retaguarda: com o grupo em DESCANSAR, após o comando, todos dão um pulo fazendo um giro no ar de 180º para a esquerda, dando um grito característico (Rá ou alguma combinação do grupo, como por exemplo o nome do clube e unidade), sem, no entanto, deixarem a posição DESCANSAR. Frente para a Esquerda: segue o mesmo princípio do comando FRENTE PARA A RETAGUARDA, só que o grupo dá um giro de apenas 90º, também para a esquerda. Frente para a Direita: segue o mesmo princípio do comando FRENTE PARA A ESQUERDA, só que o giro de 90º é para a direita. Fora de forma: o desbravador bate fortemente seu pé esquerdo no chão, à frente, como no Rompimento de marcha. Pode-se combinar um grito característico.

7.3.4 Voltas a pé firme

Esquerda: após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado esquerdo, a um ângulo de 90º, sobre o calcanhar do pé esquerdo e a planta do pé direito. Terminando o movimento, assentará a planta do pé esquerdo no solo, unirá depois o pé direito, batendo energicamente os calcanhares. Direita: após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado direito, a um ângulo de 90º, sobre o calcanhar do pé direto e a planta do pé esquerdo. Terminando o movimento, assentará a planta do pé direito no solo, unirá depois o pé esquerdo, batendo energicamente os calcanhares.

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Meia volta: após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado esquerdo, a um ângulo de 180º, sobre o calcanhar do pé esquerdo e a planta do pé direito. Terminando o movimento, assentará a planta do pé esquerdo no solo, unirá depois o pé direito, batendo energicamente os calcanhares. Oitava à esquerda: após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado esquerdo, a um ângulo de 45º, sobre o calcanhar do pé esquerdo e a planta do pé direito. Terminando o movimento, assentará a planta do pé esquerdo no solo, unirá depois o pé direito, batendo energicamente os calcanhares. Oitava à direita: após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado direito, a um ângulo de 45º, sobre o calcanhar do pé direto e a planta do pé esquerdo. Terminando o movimento, assentará a planta do pé direito no solo, unirá depois o pé esquerdo, batendo energicamente os calcanhares. Olhar à direita: a partir da posição de sentido, após a voz de execução, os desbravadores girarão a cabeça energicamente para o lado direito, sem desviar a linha dos ombros e sem modificar a posição. O contra-comando é OLHAR FRENTE. Observação: a testa e a coluna da direita não executam o comando.

7.3.5 Movimentos em marcha

Marche: usado como VOZ DE EXECUÇÃO para os comandos em marcha. Pode ser precedido pelo tipo de passo (ORDINÁRIO, ACELERADO, SEM CADÊNCIA) ou ainda pela direção a seguir (DIREÇÃO À DIREITA, DIREÇÃO À ESQUERDA).

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Sem cadência: após o comando MARCHE, os desbravadores romperão com o pé esquerdo só que não precisam marchar, devendo apenas manter-se alinhados e em formação. Acelerado: após o comando ACELERADO, o grupo responde com Rá e flexiona os antebraços à altura dos cotovelos, então dá-se o comando MARCHE e o grupo rompe marcha em ritmo acelerado, mas mantendo a cadência e o alinhamento. Ordinário: após o comando MARCHE, o grupo rompe marcha (sempre com o pé esquerdo) e mantém uma cadência em ritmo de passo normal, porém com postura marcial, batendo os pés no chão com a mesma força, os braços deverão fazer um movimento acompanhando o movimento do corpo, sendo a mão com os dedos espalmados e unidos e chegando à altura do cinto.

Erros mais comuns:

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Alto: deve ser usada uma VOZ DE ADVERTÊNCIA antes, pois o ALTO é a VOZ DE EXECUÇÃO. Preferencialmente é dado no pé esquerdo, mas independente disto conta-se dois passos a partir do pé direito, parando a marcha no segundo passo, ou seja, no esquerdo (SEMPRE). Ao parar, unem-se os pés, levando o direito energicamente junto ao esquerdo, e as palmas das mãos batidas contra as coxas, retornando assim à posição de sentido. No passo ACELERADO, contam-se quatro passos, ao invés de dois, parando no quarto. Marcar passo: geralmente utilizado para marcar a cadência. Os desbravadores deverão estender os braços ao lado do corpo, mantendo os dedos unidos e espalmados. O desbravador então começa a marchar sem sair do lugar, elevando um pouco mais os pés, mas sem exageros. Pode ser desfeito com o comando ALTO ou EM FRENTE MARCHE, onde os desbravadores rompem marcha em passo ordinário.

7.3.6 Voltas em marcha

As voltas em marcha só deverão ser executadas nos deslocamentos em PASSO ORDINÁRIO. Direita: após o comando VOLVER, que deverá ser dado no pé direito, com o pé esquerdo o desbravador dará um passo mais curto e volverá à direita, sobre as plantas dos pés, prosseguindo a marcha com o pé esquerdo, na nova direção. Esquerda: após o comando VOLVER, que deverá ser dado no pé esquerdo, com o pé direito o desbravador dará um passo mais curto e volverá à esquerda, sobre as plantas dos pés, prosseguindo a marcha com o pé direito, na nova direção. Meia volta: após o comando VOLVER, que deverá ser dado no pé esquerdo, com o pé direito o desbravador dará um passo mais curto e fará um giro de 180º, Treinamento Básico de Diretoria – 2012


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sobre as plantas dos pés, sempre pelo lado esquerdo, prosseguindo a marcha com o pé direito, na nova direção. Olhar à direita: a VOZ DE EXECUÇÃO é dada no pé esquerdo, depois o desbravador dará mais um passo com o pé direito e no próximo passo esquerdo ele baterá mais forte o pé no solo e girará a cabeça para o lado direito, sem que isso interrompa a marcha. A testa e a coluna da direita não executam o comando. O comando é desfeito pelo OLHAR FRENTE. Passos em frente: o instrutor informará a quantidade de passos a ser dados, sempre em número ímpar, e após o comando MARCHE, os desbravadores romperão marcha só que ao completar o número de passos exigidos eles automaticamente executarão o ALTO (no último passo), sem que este seja dito pelo instrutor. Este comando é usado para deslocamentos curtos. Exemplo: 5 PASSOS EM FRENTE, MARCHE.

7.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O ensino da Ordem Unida para o novo desbravador deverá ser, inicialmente, individual. A instrução coletiva só deverá ser iniciada após o desbravador ter conseguido destreza na execução individual dos movimentos. As instruções deverão ter um desenvolvimento gradual, isto é, começar pelas partes mais simples, atingindo progressivamente as mais difíceis. Os treinos de deverão ser freqüentes, mas de no máximo 30 minutos, para que não canse e nem desgaste os desbravadores, pois isto pode fazer com que eles criem repulsa pelo exercício e, progressivamente, pelo clube. A Ordem Unida sempre deverá ser dirigida por um instrutor que siga os princípios cristãos defendidos pelos Adventistas do Sétimo Dia, de forma a não ridicularizar e nem menosprezar ninguém, tratando a todos de forma igualitária e respeitando as limitações individuais, mas mesmo assim mantendo uma postura firme de forma a obter o respeito do grupo. Comandos errados não devem ser executados.

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8 CERIMÔNIAS

Pessoas de todas as faixas etárias e de todas as civilizações apreciam as cerimônias. Desde os primitivos ritos tribais até a coroação de um rei ou a tomada de posse de um Presidente, é com prazer que todos se lembram das cerimônias formais implicadas no caso. O fato importante que deve ser lembrado ao planejar as cerimônias é que devem ter realmente sentido para o grupo, e que não sejam simples sessões de palavreados. Se a solenidade das boas-vindas significa a sincera e amorosa aceitação de um novo membro, ou se a cerimônia religiosa significa uma tomada ou renovação de compromissos sagrados, ou se a cerimônia do hasteamento da bandeira inspira o juvenil a ter ímpetos de bradar: "Esta é minha pátria, minha terra natal!" – então será uma cerimônia digna da participação de um desbravador. No Clube de Desbravadores as cerimônias provêem maneiras de reconhecer com dignidade e seriedade o desenvolvimento dos indivíduos, também provêem modos formais de abertura e término das atividades do ano. Elas envolvem, de certa maneira, todos os membros do clube e permitem que os próprios Desbravadores tomem a direção, tanto quanto possível. As cerimônias devem ser variadas, para que sejam interessantes.

8.1 OS ELEMENTOS DAS CERIMÔNIAS

1. Faça e siga uma lista dos materiais e preparativos. 2. Convide líderes da igreja e autoridades civis para assistir o programa. 3. Ensaie as partes da cerimônia, se preciso. 4. Busque o inspirador, em vez de o exageradamente dramático. 5. Não apresse a cerimônia, mas cuide que ela se desenvolva fluentemente, sem demoras. 6. Mantenha a cerimônia simples, breve e digna. 7. Fogueiras de acampamento (reais ou artificiais), iluminação especial ou velas ajudam a criar ambiente; diminua (não apague) as luzes se forem usadas velas. 8. Use a Bandeira Nacional, Bandeira do Estado ou cidade e a Bandeira dos Desbravadores. 9. Faça com que os que receberão honras, prêmios, etc., fiquem de frente para o grupo.

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8.2 PLANEJAMENTO

Para que qualquer cerimônia atinja seus resultados é necessário um bom planejamento, e este é o que vai determinar o sucesso ou não do seu programa. Ao planejar o líder deve ter em mente os seguintes critérios: O que queremos? (Focar idéias) Por que fazer? (Focar objetivos) Quando fazer? (datas) Onde fazer? (Local e infra-estrutura) Como fazer? (Forma, mecanismos, recursos) Público? (Características, acomodações) Quanto? (Entradas e saídas, retorno) Ao cumprir com os quesitos acima, a diretoria do clube já passa a ter uma idéia de como será a sua programação e pode começar a por o projeto em prática. Para evitar problemas e imprevistos é necessário que o planejamento seja feito com bastante antecedência, esta, variando de acordo com a ocasião. Para programações de investidura, por exemplo, dois meses é um tempo adequado de planejamento. É interessante que a diretoria do clube divida as tarefas, de forma que ninguém fique sobrecarregado e assim cada um passa a ter uma responsabilidade. Por exemplo: o diretor fica responsável por conseguir o lugar e comprar os materiais. Os associados ficam responsáveis pela ornamentação do local. O secretário deve fazer os convites para as outras igrejas e clubes. Esse ato já vai criando um espírito de liderança na diretoria, pois eles passam a lidar com a responsabilidade ativamente e não apenas em teorias e manuais de TBD. Eis algumas dicas para tornar o seu programa mais interessante: Comunhão com Deus: o mais importante. Temos que ter em mente que tudo o que estamos fazendo é para louvar a Deus, neste caso, no cuidado desses garotos. Precisamos pedir a ajuda dele para que o nome dele seja exaltado por todos em todas as programações do Clube. Tema para a cerimônia: dessa maneira é possível delimitar bem tudo o que vai ser feito: a mensagem espiritual, as mensagens musicais, a ornamentação. Local adequado: o clube não precisa ficar restrito em fazer as programações dentro da Igreja. Ele pode reservar pátios escolares, quadras de esporte, dentre outros, a depender dos objetivos da cerimônia. Importante: o dia mundial dos desbravadores deve ser feito, a princípio, na igreja, pois os seus objetivos são diferentes dos de outras programações. Ornamentação: esse é um critério muitas vezes negligenciado pela maioria dos clubes, porém é um dos mais significativos. Em qualquer lugar que vamos, se este agrada aos olhos, tudo se torna mais atraente. Da mesma forma deve ser nas cerimônias, uma boa ornamentação gera expectativas no público.

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Divulgação: convide, sempre que possível, os clubes da sua região para prestigiar as cerimônias do seu clube, também as igrejas do distrito, clubes amigos, os amigos, familiares. Faça com que a programação do seu clube seja aquele evento esperado por todos e um momento marcante na vida dos desbravadores. Preparar o material com antecedência: organize um local à frente, uma mesa, por exemplo, para colocar os materiais que serão usados durante a cerimônia: os bottons, as especialidade, os lenços (que devem ser previamente enrolados para ficarem prontos para usar, isto economiza muito tempo e os desbravadores não ficaram deselegantes durante toda a programação), os certificados, os prêmios etc., para facilitar o andamento da programação. Organize também em outro local, à entrada, por exemplo, para expor ao público o trabalho que foi realizado durante o ano, como fotos, trabalhos manuais, parte prática das especialidades, para que todos vejam que o trabalho que vocês tiveram durante o ano teve resultado positivo. Trilha sonora: numa cerimônia de investidura, por exemplo, uma boa parte do tempo é usada para fazer a entrega das insígnias, se este tempo não for preenchido por um fundo musical a parte mais esperada da programação vai se tornar entediante e monótona, pois serão longos minutos de silêncio que deixarão os membros inquietos. Portanto, selecione antecipadamente músicas de qualidade que possam ser tocadas nos momentos de investidura, entrada etc. O uso do hino nacional é opcional, pois usá-lo dentro da Igreja não é muito adequado, portanto cabe ao líder usar de bom senso para saber em quais ocasiões usá-lo e em quais ocasiões dispensá-lo. Apresentação musical de qualidade: selecione com bastante critério todas as participações musicais. As nossas cerimônias são um culto de louvor a Deus e o trabalho de Deus deve ser feito com muita habilidade. Premiação: as cerimônias são momentos de festa para o clube e boas festas precisam de boas premiações. Prepare com antecedência bons prêmios para aqueles que se destacaram no ano, para que estes continuem a se empenhar no ano seguinte e os que não ganharam se esforcem para conseguir na próxima ocasião. Faça cópias ou projete o hino e os ideias dos desbravadores, para que toda a congregação presente possa participar desse momento. Intervalo de tempo: cuide para que não haja momentos vagos na programação. Faça um roteiro e entregue para todos que vão participar, para que não haja espaços entre uma parte e outra. Uniforme: todo o clube deve estar uniformizado, portanto deixe isso bem claro e faça uma inspeção antes para que todos estejam com os uniformes em conformidade com o manual.

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8.3 TIPOS DE PROGRAMAS E CERIMÔNIAS

As principais programações e cerimônias no Clube de Desbravadores são: Abertura das atividades; Encerramento das atividades; Dia Mundial dos Desbravadores; Recebimento de lenço; Entrega de especialidades; Semanas de oração; Congressos; Investidura.

8.3.1 Abertura das atividades

Se você quiser despertar ânimo e fazer com que todos os juvenis da Igreja desejem entrar para o clube, nada melhor do que realizar um bom programa de abertura. Esta fica a critério da diretoria, que pode optar por fazê-la onde ficar melhor para cumprir com o programa, por exemplo, se o clube quiser fazer uma evolução de ordem unida, a programação não poderá ser na Igreja. Esta programação deve ser bem objetiva, sem demoras e tem que ter algo que chame a atenção de todos e mostre que o clube está preparado e animado para as suas atividades. Apresente aos presentes as propostas para o ano, apresente os líderes que vão dirigir o clube e façam uma festa com os desbravadores e convidados. Se possível, servir algum lanche após a programação.

8.3.2 Encerramento das atividades

A cerimônia de encerramento é uma das mais importantes no clube. Deve ser a última atividade oficial do clube no ano e, de preferência, culminar com a investidura. Também deve haver entrega de especialidades e de lenço, se houver candidatos. Assim como você começou o ano com muita disposição e animação, terminálo com uma cerimônia marcante fará com que todos os desbravadores anseiem chegar o próximo ano para que comece tudo novamente. Então líder, dê o seu sangue para fazer um bom programa. Se você seguir os passos que estão dispostos

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no item Planejamento desta seção certamente você conseguirá fazer um super programa. A seguir segue um roteiro sugestivo para ser usado numa programação de encerramento, que também pode ser adaptado para ser usado em outros tipos de cerimônia, se preferir:

Clube Clube de de Desbravadores DesbravadoresASM APlaC Cerimônia de Investidura Investidura ee Encerramento Encerramentodas dasAtividades Atividades 2010 Momentos de Cânticos: _________________________ Processional – Música: __________________________

o

Plataforma: Diretor, Associados, Regional, Pregador

o

Bandeiras: Brasil, Estado, Desbravadores, Clube/ Ideais

o

Entrada do clube – Música: ______________________

Ideais – Somente Desbravadores em pé Hino Nacional e Hino dos desbravadores – Todos em pé Machadinha (Palmas): Diretor do Clube Música Inicial Congregacional – Sentados _______________________ Oração Inicial ________________________ Boas Vindas – _________________________ Mensagem Musical Especial – _______________________ Encenação sobre o tema da programação Mensagem Espiritual ____________________ Palavras do Diretor do Clube Retrospectiva Entrega dos Prêmios e Agradecimentos – ___________________ Investidura – Líder da Cerimônia: _________________________

o

Entrada dos Candidatos – Música: _____________________

o

Entrega dos Lenços – Música: ________________________

o

Entrega das Especialidades – ________________________

o

Investidura em Classes – Música: _____________________

o

Conjuração – Música: ______________________________

o

Música Especial: __________________________________

o

Oração de Dedicação – Música: _______________________ Machadinha e Despedida – Música: ___________________________

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Observe que ao lado de cada item há um espaço a ser preenchido ou pelo responsável ou pela música a ser utilizada. É importantíssimo que este roteiro seja distribuído a todos os que vão participar da cerimônia, para que todos saibam o que vão fazer e quando vão fazer. Também deve ser entregue uma cópia ao sonoplasta, para que saiba exatamente quando colocar as músicas. No momento da retrospectiva crie um vídeo com as fotos do seu clube durante as atividades do ano, com uma música de fundo, assim todos podem ver os melhores momentos do ano sem que isso seja simplesmente um passar de fotos narrado. Faça com que toda essa programação não ultrapasse 1h30min, para que não fique cansativa e cuide para que tudo seja muito interessante e agradável, para que todos saiam de lá com vontade de assistir às próximas programações.

8.3.3 Dia Mundial dos Desbravadores

Este é um dia muito especial para o Clube. É o momento de apresentar à igreja (por isso a programação deve ser na igreja) o seu trabalho. Por ser na Igreja não há muito o que mudar da doxologia padrão, mas faça com que os desbravadores estejam envolvidos em todas as atividades, como: passar a lição da escola sabatina, informativo, mensagem musical, recolher os dízimos e o sermão. Além disso, procure participações interessantes para que a Igreja não taxe os programas do clube como “chatos” e assim não queira assistir aos outros. Neste dia pode ser realizada uma investidura também, para aqueles que não conseguiram ser investidos no final do ano, mas evite que esta ocorra na hora do culto divino, para não prolongá-lo e ficar uma coisa chata. Por isso, faça-a num horário diferenciado do culto divino, como no JA ou na sexta-feira à noite. O Ministério Jovem da Associação sempre disponibiliza um programa sugestivo, então procure o seu Regional com antecedência para obtê-lo e já comece a se planejar, líder.

8.3.4 Recebimento de lenço e Entrega das especialidades

A entrega do lenço é um momento muito especial para os garotos, pois é quando eles são reconhecidos oficialmente como Desbravadores. Para que um garoto possa receber o lenço ele deve entender o básico do Clube, para isto ele precisa cumprir os requisitos do cartão “Nosso Clube”, disponível na Associação. Ele já contem as informações que ele precisa fazer e o que ele precisa fazer. Então, quando o garoto terminá-lo, o clube fará uma avaliação com ele, e se ele for aprovado poderá receber o lenço.

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Geralmente esta cerimônia acontece nas programações de Dia Mundial e nas Cerimônias de Encerramento, para que seja dado a ela o devido reconhecimento. É importante lembrar que para receber o lenço o desbravador deve estar devidamente uniformizado, com o uniforme de gala em conformidade com o Regulamento, (este é o único momento em que ele pode usar o uniforme sem o lenço). A entrega do lenço pode ser feita por um padrinho do desbravador, como os pais ou os conselheiros, por exemplo. Assim como a entrega do lenço, a entrega das especialidades geralmente ocorre no Dia Mundial e na Cerimônia de Encerramento, mas como durante o ano o clube faz muitas especialidades, esta entrega pode ocorrer uma vez a cada dois meses, por exemplo. É uma cerimônia mais simples onde o clube entrega aos desbravadores o certificado das especialidades completadas e também a insígnia correspondente. Esta entrega pode ser feita pelo instrutor da especialidade ou por qualquer dos membros da diretoria, de preferência o Diretor e os Associados.

8.3.5 Semanas de Oração

Um clube que organiza semanas de oração pode conseguir um grande reconhecimento e apoio da Igreja local, o que é fundamental para todos os clubes. Este é um evento muito especial, pois como os pais de muitos desbravadores não são adventistas é um momento muito oportuno para convidá-los para participar. Considerando que muitos visitarão as nossas Igrejas nessa programação é preciso que o clube organize uma semana de oração muito espiritual e envolvente, com uma mensagem musical muito boa e um pregador inspirado. O local também deve estar bem ornamentado e todos os participantes devem se preparar para que os convidados especiais vejam como o Clube e a Igreja Adventista são organizados .

8.3.6 Congressos

Um congresso é um evento a nível de região, onde mais de um clube se reúne para um culto especial de gratidão a Deus e também onde eles têm a oportunidade de apresentarem os seus trabalhos. Este evento também é uma grande oportunidade para convidar os pais e os amigos não adventistas dos desbravadores. Também pode fazer parte do Congresso uma entrega de lenços e especialidades e uma grande investidura, onde desbravadores de todos os clubes participam. Para realizar eventos como esse primeiramente converse com o seu Regional e com o pastor do distrito.

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8.3.7 Investidura

Este deve ser o momento mais esperado dos desbravadores durante o ano. O programa das classes é como uma escola, onde os meninos fazem as suas atividades de acordo com a idade pelo período de um ano. Então, ao final desses trabalhos, eles devem ser reconhecidos por isso e então ser investidos. A investidura deve acontecer, no máximo, duas vezes ao ano, sendo a principal programação ao final do ano na Cerimônia de Encerramento, pois é quando os desbravadores conseguiram concluir o trabalho das classes e uma no Dia Mundial ou no meio do ano, para os desbravadores que ficaram com itens pendentes. Se ocorrerem mais programas de investidura no ano ela acaba perdendo o brilho e assim os desbravadores não se esforçarão tanto a fazer a classe, pois se ele não conseguir ser investido agora ele pode ser investido daqui a um mês ou dois, por exemplo. Convide todos os clubes da região e todas as Igrejas do distrito para participar desse momento para que o desbravador entenda o seu valor e assim tenha vontade de continuar no clube e continuar o trabalho das classes. A investidura deve ser parte de um programa especial e nunca acontecer isoladamente. Um programa de investidura consta acima, junto com o programa de Encerramento. Somente líderes investidos podem colocar os bottons nos desbravadores, exceções a isso somente com autorização do Departamental da Associação. Ao final da investidura o líder da cerimônia ou o regional deve fazer a conjuração dos desbravadores, onde ele consagra os desbravadores e exorta-os a manter sempre em mente os ideias dos desbravadores e os encoraja a continuar esses trabalhos. Um modelo de conjuração segue abaixo:

Vocês chegaram agora ao ponto em seu programa de estudo e autoaperfeiçoamento em que estão prontos para assumir um novo relacionamento com a Igreja e seu trabalho. Vocês completaram o trabalho exigido em uma das Classes dos Desbravadores. A insígnia que vocês receberam representa os mais elevados ideais da organização Jovem Adventista do Sétimo Dia. Esta insígnia deve ficar em seu poder enquanto vocês permanecerem fiéis na vida diária a esses ideais representados pela insígnia - os ideais adotados no Voto e na Lei dos Desbravadores. Portanto, pela graça de Deus, eu os responsabilizo a esforçarem-se cada dia no cultivo desses altos princípios e no cumprimento dos mesmos, através de suas palavras e lições, provando assim serem verdadeiros servos de Deus e amigos de todos. Se, por qualquer razão, vocês perderem de vista estes ideais e não mais os desejarem, nem os praticarem em sua vida diária, será seu dever devolver a insígnia à Associação que a concedeu. Entretanto, confio que Deus irá conservá-los fiéis a Ele e a esses ideais.

Lembrando que este é apenas um modelo, mas a mensagem dessa conjuração deve ser passada aos desbravadores de forma que eles entendam que

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esse momento que eles estão participando é muito importante. Por isso, faça a conjuração ser algo bem pessoal, e que os desbravadores realmente prestem atenção em cada palavra, por isto, NUNCA leia estas palavras, para não perder o foco principal. Ao final da programação de investidura deve ser feita uma oração de dedicação desses desbravadores, preferencialmente pelo pastor. Agora eles estão prontos para continuar seus trabalhos no clube e cada vez mais desenvolver suas faculdades físicas, mentais e espirituais.

8.4 O USO DE BANDEIRAS EM CERIMÔNIAS

O uso oficial de bandeiras é regido pela Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971, alterada pela Lei 8.421, de 11 de maio de 1992, disponível em: <http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/leis/L5700cons.htm>. No clube de desbravadores o uso de bandeiras é indicado para criar no desbravador um espírito patriota e ajudar no processo de torná-lo cidadão para a sociedade. Elas são usadas principalmente nas cerimônias, nos desfiles e nos acampamentos. Em cerimônias as bandeiras utilizadas são: Brasil, Estado, Desbravadores e Clube (se houver), ou seja, três ou quatro bandeiras. Elas devem entrar pela ordem de importância, como descrito acima, sendo que a bandeira do Brasil não pode ser inclinada, ou seja, o desbravador deve conduzi-la com o mastro reto, junto ao corpo e as demais bandeiras inclinadas à frente. Quando os desbravadores chegarem ao pedestal, devem dispor as bandeiras da seguinte maneira: quando em número ímpar, a bandeira Nacional deve ser a do centro, e as demais dispostas em ordem de importância, alternadamente à direita e à esquerda da bandeira Nacional, ou seja, à esquerda e à direita de quem olha. Confira o esquema abaixo:

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Quando número par a bandeira Nacional deve estar ao lado direito do centro e as demais dispostas por ordem de importância, alternativamente à esquerda e à direita da bandeira Nacional, ou seja, à esquerda do centro e alternadamente à direita e à esquerda de quem vê. Confira o esquema abaixo:

* Bandeira do clube

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9 BREVE HISTÓRIA DOS DESBRAVADORES

9.1 O SURGIMENTO DA IDÉIA

O nome DESBRAVADORES foi usado por Theron Johnston, em 1930, quando organizou um clube em sua casa na cidade Sant’Ana, Califórnia, nos Estados Unidos. Não recebeu apoio e acabou abandonando a idéia. Já em 1940, a Associação do Sudoeste da Califórnia chamou o seu acampamento de "Acampamento de Desbravadores Jovens Missionários Voluntários". Nessa época, também surgiu um clube organizado pelo pastor Laurence Skinner com o nome "Locomotiva".

9.2 O DESENVOLVIMENTO

O clube começou a tomar corpo a partir de 1946, com a liderança do pastor John Hancock, que era diretor de jovens da Associação do Sudoeste da Califórnia. Aproveitando o nome do acampamento da Associação, chamaram de "Clube dos Desbravadores Jovens Missionários Voluntários".

9.3 A ORGANIZAÇÃO

Em 1946, o próprio pastor Hancock desenhou o emblema em forma de triângulo, que ainda é usado em todo o mundo. Em 1947, a Associação Geral pediu à União do Pacífico para desenvolver a Organização do Clube de Desbravadores. O pastor J. R. Nelson coordenou este trabalho. Em seguida, Lawrence Paulson escreveu os primeiros manuais de orientação. Em maio de 1949, o pastor Henry Berg, mesmo não sendo músico, compôs o Hino dos Desbravadores.

9.4 O SURGIMENTO NO BRASIL

No Brasil, em 1959 foram dadas as primeiras orientações sobre o clube de Desbravadores, através do Pr. Wilson Sarli. Na cidade de Ribeirão Preto e no Bairro do Capão Redondo, na capital Paulista, foram formados os dois primeiros clubes do

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Brasil, ambos com o nome de “Pioneiros”. O hino dos Desbravadores teve sua letra traduzida e adaptada para o português, em seguida, por Isolina Waldvogel.

9.5 OS IDEAIS

Os ideais fazem parte de um código pelo qual ordenamos nossa vida. Eles precisam ser aprendidos e seus princípios postos em prática. Assim como uma nação possui sua constituição que é um código de normas, nossos ideais são a constituição dos Desbravadores ao redor do mundo. Nossos ideais são: Voto, Lei, Alvo, Lema, Propósito, Objetivo e Voto à Bíblia. Vejamos cada um deles. O voto do Desbravador O Desbravador deve erguer sua mão direita em forma de saudação, enquanto recita o voto: Pela graça de Deus serei puro, bondoso e leal, guardarei a lei do desbravador, serei um servo de Deus e amigo de todos.

Explicação “Pela graça de Deus”: Apenas quando confiamos que Deus pode nos ajudar podemos cumprir a sua vontade. “Serei puro”: Ocuparei minha mente com aquilo que é correto e verdadeiro e passarei o tempo em atividades que edifiquem um caráter forte e puro. “Serei bondoso”: terei consideração e serei bondoso não apenas para com os meus amigos, mas também com toda a criação de Deus. “Serei leal”: serei honesto e integro no estudo, nos tarefas domésticas e no brincar e sempre farei o meu melhor. “Guardarei a lei do desbravador”: Procurarei compreender o significado da Lei e me empenharei para viver em conformidade com seu espírito, entendendo que a obediência à Lei é essencial a toda organização. “Serei servo de Deus”: prometo servir a Deus como o primeiro, o último e o melhor em tudo o que for chamado a ser e fazer. “Serei amigo de todos”: viverei para ser uma benção aos outros e farei a eles o que gostaria que fizessem comigo.

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A lei do Desbravador O Desbravador deve na posição SENTIDO, enquanto recita a Lei: A lei do Desbravador ordena-me: Observar a devoção matinal; Cumprir fielmente a parte que me corresponde; Cuidar de meu corpo; Manter a consciência limpa; Ser cortes e obediente; Andar com reverencia na casa de Deus; Ter sempre um cântico no coração; Ir aonde Deus mandar. Explicação “Observar a devoção matinal”: A cada dia dedicarei o primeiro tempo para minha devoção pessoal. ”Cumprir fielmente a parte que me corresponde”: Pelo poder de Deus ajudarei aos outros e cumprirei o meu dever de forma honesta, onde que for. “Cuidar de meu corpo”: Serei temperante em tudo e me empenharei por alcançar um elevado padrão de condicionamento físico. ”Manter a consciência limpa”: Não mentirei, enganarei e não participarei de conversas impuras ou alimentarei maus pensamentos. “Ser cortes e obediente”: Serei bondoso e considerado com os outros refletindo o amor de Jesus em toda a minha associação com as pessoas. ”Andar com reverencia na casa de Deus”: Em todos os momentos devocionais serei reverente para obter os benefícios de estar na presença especial de Deus. ”Ter sempre um cântico no coração”: Serei alegre, sempre buscando o lado positivo da vida e permitirei que a influencia de minha vida seja um raio de sol aos outros. “Ir aonde Deus mandar”: Estarei sempre pronto a partilhar minha fé e buscarei servir os outros assim como Jesus fez. Alvo, Lema, Propósito e Objetivo O Desbravador deve estar na posição SENTIDO, ao recitar estes ideais: Alvo: A mensagem do advento a todo o mundo em minha geração. Lema: O amor de Cristo me motiva. Propósito: Os jovens pelos jovens; os jovens pela Igreja; os jovens pelos seus semelhantes. Objetivo: Salvar do pecado e guiar no serviço

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Voto à Bíblia O Desbravador que está à frente deverá abrir a Bíblia e segurá-la com a mão esquerda, enquanto coloca a mão direita acima dela (sem encostar), em sinal de juramento. Os demais Desbravadores retomam a posição de maranata enquanto recitam: Prometo fidelidade à Bíblia, à sua mensagem de um Salvador crucificado, ressurreto e prestes a vir, doador de vida e liberdade aos que nEle creem.

9.6 OS SÍMBOLOS

Bandeira. O pastor Henry Berg, na ocasião diretor dos jovens da Associação Central da Califórnia, foi quem projetou em 1948 a Bandeira Oficial dos Desbravadores. Cada cor da Bandeira representa uma característica dos desbravadores: Azul – Lealdade. O objetivo do clube é ensinar a lealdade a nosso Deus, aos nossos pais e nossa comunidade. A lealdade é definida como sendo a obediência a Deus. Amarelo – Excelência. É a excelência e a riqueza dos ideais. O clube possui padrões elevados que ajudam a edificar um caráter integro. Branco – Pureza. Desejamos possuir a pureza e a justiça em nossa vida que vem de Deus. Vermelho - Sacrifício e Coragem. Simboliza o sangue do sacrifício de Cristo, que salva e ajuda o desbravador a viver seus ideais. Triângulo. Cada lateral representa o crescimento físico, mental e espiritual e também as Três Pessoas da Trindade. É invertido, pois quanto mais alta a responsabilidade adquirida, maior é o servir o próximo. Escudo. É a confiança do desbravador na direção e proteção divina; fé. Espada. A palavra escrita de Deus, a Bíblia. Lenço do Desbravador. Amarelo com Emblema D4 bordado ou serigrafado em azul. É a identificação mundial dos desbravadores e deverá ser usado com uniforme oficial, e de atividades. Quando necessário também poderá ser usado com outra roupa, desde que a mesma combine com os princípios dos desbravadores e que a pessoa que o usa esteja envolvido em atividades do clube.

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10 NÓS E AMARRAS

Antes de aprender a fazer qualquer nó ou amarra é preciso conhecer um pouco de cordas. Apesar de a primeira vista as cordas serem todas iguais, existem muitas diferenças entre elas, principalmente porque cada uma foi concebida para um fim especifico, desde resgate, uso industrial e uso pessoal. As cordas são “estáticas” ou “dinâmicas”. Cordas estáticas. São quase inelásticas. Alongam-se pouco, cerca de 1% a 2%, e são úteis em situações em que a elasticidade pode atrapalhar ou até mesmo ser perigosa e são recomendadas apenas em situações em que o risco de impacto não existe. Sendo assim são usadas como cabos fixos, para içar ou baixar cargas, e para permitir que escaladores subam ou desçam por ela. As atividades que mais empregam o uso deste tipo de corda são espeleologia, rapel, resgate, e operações táticas e de segurança industrial. Geralmente são vendidas por metro.

Cordas dinâmicas. Possuem uma elasticidade de cerca de 6% a 10% sob cargas normais e são as utilizadas para a segurança na escalada. Sua função é segurar choques intensos e abruptos, como uma queda de um escalador, por exemplo, desacelerando o impacto do escalador que cai e absorvendo a energia, tanto no escalador, como nas bases que o sustentam. São encontradas em comprimentos padronizados. As mais comuns são as cordas de 50 e 60 metros. O diâmetro também varia indo 8 a 11 milímetros. Cordas com o diâmetro de 8 a 9mm foram projetadas param serem usadas em dupla, embora seja comum ver pessoas utilizando cordas de 9mm para a escalada esportiva. Já as de 10,5 e 11mm são as mais comuns para o uso em escalada em rocha.

10.1 NÓS

Nó é um entrelaçamento das partes de uma ou mais cordas formando uma massa uniforme. São excelentes ferramentas para melhor muitos das tarefas que realizamos. Treinamento Básico de Diretoria – 2012


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Obs.: Num cabo ou numa espia, as extremidades têm o nome de pontas ou chicotes. A volta na corda que forma um olhal chama-se seio.

Veja abaixo alguns nós básicos

Nó simples. O nó simples também designado por laçada; Começa-se com um cote direto ou inverso passando por baixo do seio. Nó cirurgião. Usado pelos médicos para atar os pontos de uma incisão (sutura). Volta do fiel. Muito utilizado para iniciar amarras. Também conhecido por nó de Porco ou Nó de Barqueiro. Há duas formas de fazê-lo

Volta da ribeira. Este nó destina-se a prender uma corda a um suporte a fim de içá-lo ou arrastar.

Nó direito. Serve para ligar duas cordas de bitola igual e de materiais iguais que não demandem muita força.

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Nó cego. Este nó não deve ser utilizado devido à sua facilidade de correr e dificultoso para desatar. Nó de pescador. Também designado por nó de cotovia ou nó de burro. É o nó usado para unir cordas de bitolas iguais ou próximas, sendo muito finas, molhadas ou escorregadias. Nó de escota. Serve para unir duas cordas de bitola ou materiais diferentes. Nó lais de guia. A este nó também se chama de nó de Salvação Simples ou Cadeira Alpina. Passado sob as axilas de uma pessoa, serve para a suster ou deslocar, quer puxando-a no solo, que içando-a ou deslocando-a.

Nó catau. Este nó destina-se a encurtar uma espia sem desatar os chicotes e reforçá-la quando tem algum ponto fraco. Nó de fateixa. É o nó que se faz para firmar um cabo em uma barra, num arganéu, para amarrações firmes, ou para prender a fateixa, que é âncora pequena como argola.

10.2 AMARRAS

Amarra é um conjunto de voltas ordenadas de um seguimento de corda em torno de duas ou mais hastes de forma uniforme provendo a fixação de todas as partes, são extremamente úteis para construção de artefatos manuais. Observe as amarras abaixo: Amarra Quadrada. É usada para unir dois troncos ou varas mais ou menos em ângulo reto.

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1- Dê uma volta do fiel na vara vertical e puxe o pedaço comprido da corda para frente, enlaçando a vara horizontal de cima para baixo. 2- Passe a corda ao redor da vara vertical mantendo-a esticada, forçando para cima a vara horizontal e voltando ao ponto de partida. 3- repita a operação de 3 a 4 vezes sempre puxando firmemente. 4- Quando as varas estiverem bem seguras, faça o arremate passando a corda entre as duas varas. 5- Termine com o nó direito na parte de trás. Amarra diagonal. Serve para aproximar e unir duas varas que se encontram formando um ângulo agudo. É menos usada que a Amarra Quadrada, mas é muito utilizada na construção de cavaletes de ponte, pórticos etc.

1- Comece com o volta da ribeira no ponto em que as varas se cruzam e de 3 voltas. 2- Reforce a amarra fazendo voltas entre as varas de 2 a 3 vezes. 3- Faça a mesma operação da figura 1 mas na direção oposta apertando sempre. 4- Aperte as cordas firmemente e termine com o nó direito. Amarra paralela. Serve para unir duas varas colocadas paralelamente. Pode ser usada para apoiar ou até sustentar a outra vara.

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1- Comece com o volta da fiel numa das varas. 2- Coloque a outra paralelamente e dê voltas com a corda esticada, até que as duas varas estejam firmemente ligadas. 3- Trave, passando a corda entre as duas varas de 3 a 4 vezes. 4- faça um nó direito para completar a amarra. Amarra contínua. Serve para confecção de bancos, mesas, escadas, cercas, etc.

1- Entalhe dois pedaços de madeira para servir de travessas e encaixe as varas nos entalhes. 2- Dê uma volta do fiel com o meio da corda no inicio de cada travessa. 3- Cruze as cordas em “X” por baixo da travessa, mantendo-as bem esticadas para que as varas fiquem firmes. Traga as cordas para cima e passe pela próxima vara. Repita esta operação até completar o trabalho e conclua com o nó direito.

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11 ARTE DE ACAMPAR

11.1 OBJETIVOS DO ACAMPAMENTO

Ajudar jovens e juvenis a sentirem a proximidade de Deus e se tornarem familiarizados com Ele através da criação. Aumentar a familiarização dos acampantes. Aprender a viver ao ar livre. Ensinar confiança própria. Satisfazer o espírito de aventura. Desenvolver o vigor físico. Por em prática os ensinamentos aprendidos no Clube.

11.2 COMO ESCOLHER UM BOM LOCAL PARA ACAMPAR

Um bom local para acampar deve ter água potável próximo ao local do acampamento, o terreno deve escoar a água da chuva com facilidade. Deve ser de fácil acesso, porém não próximo das cidades, a fim de evitarmos visitas inesperadas. O local deve oferecer segurança aos acampantes. Deve ter lenha próxima. Antes de qualquer coisa, deve se obter o máximo de informação sobre o local onde você irá levar sua unidade ou Clube, por meio de mapas, cartas topográficas, ou informações de amigos e pessoas que conheçam o local. Assim fazendo, a unidade ou Clube evitará maiores problemas quando for acampar no local. Devemos sempre evitar terrenos que sejam pedregosos, pois dificulta a armação das barracas, abrir valetas e torna desconfortável ao dormir. Terreno encharcado deixa o local enlameado trazendo dificuldades em acender fogo, ao caminhar e etc. O terreno arenoso torna difícil a montagem das barracas, por não oferecer resistência na colocação dos espeques. As encostas de morros trazem problemas com enxurradas e deslizamentos, e a crista de morros por ventar forte. Não devemos acampar debaixo de árvores, afim de evitarmos queda de galhos, e por ser a árvore um para raio natural. Devemos armar nossas barracas com a frente virada para onde o vento sopra, e não de frente para o vento. TOPOGRAFIA – Condições de escoamento de água e solo próprio para fixar e armar as barracas. Espaço suficiente para o acampamento e atividades. ACESSO – Estradas dá para passar a condução? Se chover dá para voltar? SEGURANÇA – À distância segura de rios, local de enxurradas, encostas, animais perigosos, marginais, pântanos. Pontes seguras?

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RECURSOS NATURAIS – Lenha, bambus, cachoeiras com água potável, árvores para atividades com corda, bosque para trilhas, etc. Quando for acampar, você deve tomar os seguintes cuidados: 1 – Antes de qualquer coisa, deve-se obter o máximo de informação sobre o local aonde você irá, por meio de mapas, fotos topográficas, ou informações de amigos e pessoas que conheçam o local. Assim evitará maiores problemas quando for acampar no local. 2 – Quando acampando, a barracas devem estar bem esticadas e quando possível, a barraca ter um sobre-teto (ex: plástico). Se você perceber que irá chover, cave uma valeta com cerca de 8 cm. 3 – A sua barraca deve estar a sotavento, isto é, com a frente da barraca para onde o vento sopra, assim como a cozinha e o fogo desta, pois o fogo ficando assim, o fumo e as fagulhas não cairão sobre a barraca. 4 – Evite armar sua barraca em terreno: a) Pedregoso: dificuldade para dormir, armar a barraca, abrir valetas, etc. b) Encharcado: problema de lama, dificuldade para acender o fogo, etc. c) Arenoso: dificuldade em armar a barraca que poderá cair com um simples vento e outros problemas. d) Terreno inclinado: problema de enxurradas, a barraca dificilmente ficará esticada. e) Encosta de morro: problemas de enxurradas e desmoronamento. f) Crista de morro: muito vento. g) Debaixo de árvores secas: problemas de queda de galhos ou da própria árvore. 5 – Antes de sair é indispensável fazer o cardápio das refeições e a lista dos gêneros e as quantidades de compra. Os alimentos devem ser variados e fortes, bastantes ovos e leite, frutas e verduras quando possível. 6 – Cavar uma vala ou trincheira para servir de latrina é outro ponto muito importante, deve ser uma das principais coisas a serem feitas ao chegar no local de acampamento. A vala por trincheira de latrina deverá ter 60 cm de profundidade, 90 cm de comprimento e 30 cm de largura. A largura é importante para que quem a use, possa se agachar sobre a vala, com um pé de cada lado. A terra retirada deve ser amontoada atrás da vala, e uma pá fica a disposição para colocar terra na vala após o uso. As paredes podem ser de lona ou plástico preto, deve começar ao chão e ir até 1,80m.

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7 – Deverá haver também um mictório, que se faz escavando um buraco e enchendo-o até o meio de pedras de drenar, facilitando o escoamento. E as latrinas devem ficar a favor do vento, cerca de 100 m do acampamento e bem escondida. Isso é muito importante. 8 – Escolha de um bom local: a) Água potável próxima b) facilidade em encontrar lenha c) Solo poroso bem drenado, quase plano em que a chuva não alague nem faça lama, de preferência se for gramado. d) Paisagem bonita e agradável e) Fácil acesso A água Quando se acampa, devemos escolher um local que tenha água boa para beber, mas mesmo assim todo cuidado é pouco. coe a água em pano limpo, ferva-a, e se for preciso purifique-a com cloro, iodo, ou com produtos químicos apropriados. Latrinas Deve se cavar uma vala ou trincheira com 60 cm de profundidade, 90 cm de comprimento e 30 cm de largura para servir de latrina. este local deve ser cercado com lona ou plástico escuro e ficar pelo menos a 100 m da cozinha e bem escondido. Sua localização deve estar de maneira que o vento não traga o cheiro de volta para o acampamento. Deverá haver também um mictório, que se faz escavando um buraco, enchendo-o de pedras até o meio, facilitando assim o escoamento da urina. Alimentação Antes de acampar o primeiro passo a dar é a elaboração do cardápio, preparando a seguir a lista de compras. Os alimentos devem ser variados, nutritivos e de fácil preparo. Deve ser organizada uma escala de serviço, de maneira que todos possam participar do preparo da alimentação, bem como da limpeza dos utensílios da cozinha. Lembre-se de que todos devem participar não só na cozinha mas, em toda e qualquer atividade do acampamento, pois o que comanda e lidera não é aquele que e faz tudo sozinho, mas aquele que motiva outros a fazer.

11.3 EQUIPES DE UM ACAMPAMENTO

Cada membro da unidade ou do Clube deve saber de antemão o que fazer ao chegar no local do acampamento. Deve-se dar tarefas a todos, de maneira que cada

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um tenha responsabilidade em fazer algo em prol do acampamento, evitando-se sobrecarga de tarefas e a demora na montagem do acampamento. Tudo deve ser feito com alegria, mesmo as mais ingratas tarefas. O verdadeiro Desbravador vai acampar com espírito de união. 1. Equipe De Cozinha Antes do acampamento deve-se elaborar o cardápio, preparando-se a seguir a lista de compras. Alimentos variados, nutritivos e de fácil preparo. Deve ser organizada uma escala de serviço, de maneira que todos possam participar do preparo da alimentação, bem como da limpeza dos utensílios da cozinha. Lembre-se: todos devem participar não só da cozinha, mas em toda e qualquer atividade do acampamento, pois o que comanda e lidera não é aquele que faz tudo sozinho, mas aquele que ensina e motiva outros a fazer. 2. Equipe De Transporte Responsável pela cobrança das passagens, arranjar condução e orientar quanto ao percurso. 3. Equipe De Programa Elaborar um programa escrito, com horários para tudo, corinhos, pensamentos, orientações, etc. Este grupo organiza todas as atividades e faz funcionar os horários. Diz quem fará o quê. Organiza a segurança e faz a escala dos oficiais do dia. 4. Equipe De Intendência Providencia todo material para as atividades e instruções, inclusive para a cozinha. 5. Equipe De Eventos Planeja e executa as atividades recreativas e instrutivas do acampamento. 6. Equipe De Infra-Estrutura Montagem de todos os aparatos como: cozinha, latrinas, toldos, mastros, limpeza, pista de obstáculos. Obs.: Cada unidade fornece alguns desbravadores para esta equipe.

11.4 MATERIAL

Material da unidade A unidade deve ter duas barracas, machadinha, facão (2), facas (2), lanterna, corda de 20m, repelente, cordinhas finas, serra, estojo de primeiros socorros, apito,

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Iscas de fogo, bandeirim, utensílios de cozinha, plástico ou lona para cobrir a cozinha e outro para abrigar da chuva ou do sol forte. Material individual do desbravador Cada desbravador ao acampar deve levar: Bíblia, hinário, lição, seu uniforme completo, mochila, capa ou plástico, lanterna, canivete, agasalho, roupa de uso pessoal, cordinha, chinelo, colchonete, saco de dormir ou cobertor, prato e copo de plásticos, talheres, estojo de costura e material de higiene. Todo esse material deve estar acondicionado em saco plástico, evitando de molhar em caso de chuva. Obs.: não trazer a mudança para o acampamento e nem esquecer o essencial.

11.5 DICAS

Dividir responsabilidades Cada membro da unidade ou do clube deve saber de antemão o que fazer ao chegar ao local do acampamento. deve-se dar tarefas a todos, de maneira que cada um tenha responsabilidade em fazer algo em prol do acampamento, evitando-se a sobrecarga de tarefas e a demora na montagem do acampamento. Tudo deve ser feito com alegria, mesmo as mais ingratas tarefas. O verdadeiro desbravador vai acampar com espírito de união. As últimas coisas a fazer á noite Antes de dormir deve-se escovar os dentes, proteger a água, os alimentos e a lenha, cobrir as brasas do fogão de maneira que tenhamos algumas brasas vivas pela manhã. Veja se nada foi deixado ao sereno. Afrouxe os cabos da barraca. Faça o culto e ore antes de dormir. Ao acordar Assopre o fogo, reavivando-o, ponha mais lenha e a água para ferver, escove os dentes, estique os cabo sda barraca, pendure ao sol a roupa de dormir, prepare o desjejum, limpe e arrume a barraca, passe uma revista no local de acampamento para ver se tudo está em ordem, faça o culto matina e hastie a bandeira. 1. Mesmo com tempo bom deve-se levar capa de chuva ou plástico. (Desbravador) 2. Antes de ir dormir, afrouxar os cabos das barracas, proteger a água e a lenha, cobrir as brasas, ver se nada foi deixado no sereno, fazer culto e orar. (A Unidade)

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3. Coar a água em pano limpo, ferver se preciso ou colocar cloro. (Equipe de Cozinha) 4. Não armar barracas de frente para o vento. (Unidades) 5. Latrinas: 60 cm. de profundidade x 90 cm. de comprimento x 30 cm. de largura. Longe da cozinha, cercado de lona plástica, bem escondido e localizado de forma que o vento não traga o cheiro de volta para o acampamento. (Infra-Estrutura) 6. Ao preparar o cardápio, não por alimento cárneo. (Cozinha) 7. Encha o Sábado de atividades espirituais interessantes. (Eventos) 8. Ao acordar: Acender o fogo, por água para ferver, esticar os cabos da barraca, pendurar ao sol a roupa de dormir, preparar o desjejum, limpar e arrumar a barraca, revistar o local para ver se tudo está em ordem, fazer o culto matinal, hastear a bandeira. (Unidade) 9. Bem antes de sair para acampar cada um deve saber como arrumar a mochila e o que levar. (Intendência) 10. Só levar um volume para o acampamento. (Desbravador)

11.6 ECOLOGIA

1. Expressamente proibido cortar qualquer arbusto ou árvore verde. 2. Queime todo plástico e embalagens possíveis. 3. Amasse as latas e leve-as de volta. 4. Vidros? Se você ainda carrega este peso e perigo... levar de volta. Não compre sucos, conservas ou qualquer coisa embalada em vidro. (Já existem opções em plásticos para tudo) 5. Aterre as latrinas, replante a grama, apague totalmente o fogo. não deixe vestígios no local. Passe um pente fino, recolhendo tudo o que for da natureza.

11.7 O FOGO

O fogo é indispensável em qualquer acampamento. Pode ajudar como machucar, aquecer ou queimar, preservar vidas ou matar. Precisamos tomar algum cuidado ao lidar com o fogo.

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Para haver fogo precisamos de: a) Combustível - Material próprio b) Comburente - bastante ar c) Temperatura Saber fazer uma fogueira com ou sem fósforos ou isqueiros é uma condição indispensável para quem pretende aventurar-se por regiões selvagens ou inabitadas. Embora necessitemos conhecer também os métodos primitivos de fazer o fogo, sabemos que hoje não é difícil nem incômodo transportar um isqueiro ou algumas pequenas caixas de fósforo. Neste caso, é preciso impedir que os fósforos se molhem numa travessia de rio ou num banho de chuva inevitável. Para tanto, isole as caixas numa embalagem plástica com fita adesiva ou cubra os palitos de fósforo com parafina líquida antes de sair para a sua aventura. Antes de ter a chama é necessário, porém, armar a fogueira.

11.8 TIPOS DE ACAMPAMENTO

Existem vários tipos de acampamentos. Iremos saber sobre alguns deles abaixo: CAMPORI – Acampamento envolvendo todos os desbravadores de uma região, Estado ou País. GERAIS – Acampamentos envolvendo todos os desbravadores num mesmo Clube. POR UNIDADE (Campunid) – Acampamento que envolve apenas uma unidade específica, ou várias unidades. DIRETORIA – Acampamento que envolve apenas a diretoria (pessoas responsáveis pela organização e direção) de um ou mais Clubes.

11.9 ESQUEMAS DE ACAMPAMENTO

Há dois tipos de esquema de acampamento: Em forma de Ferradura e em Quarteirão. A primeira coisa que devemos fazer ao chegar ao local de acampamento, é marcar o centro do local onde se pretende acampar. As barracas deverão ser colocadas em círculos. No centro deverá ser erigido (colocado) um mastro. A primeira barraca a ser montada no acampamento é a de INTENDÊNCIA, permitindo assim que todo material de trabalho ou gênero alimentício não fique exposto ao tempo.

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Esta barraca deverá ficar com sua frente totalmente virada para o lado em que nasce o sol (leste), permitindo assim que receba os primeiros raios solares e arejar seu interior. Em seguida arma-se todas as outras barracas de acordo com o esquema do Diretor (responsável pelo acampamento), sendo porém que a barraca de PRIMEIROS SOCORROS armada por último no quarteirão ou forma de ferradura, e deverá ser construído um portão. Obs: O portão do acampamento, terá que ser construído bem em frente à barraca de intendência. Tendo armado tudo, arma-se o banheiro. O mesmo deverá ficar no mínimo 50m de distância do acampamento, verificando-se também a direção do vento, para que o mau cheiro não siga para o lado do acampamento com o vento. No final do acampamento Só devemos deixar o local do acampamento nossos agradecimentos. Há anos atrás, um Coordenador da UEB dos Desbravadores deveria visitar um Clube que estava acampando mas, devido a uma confusão de datas, ele chegou somente no dia em que o Clube havia se retirado do local algumas horas antes. Mais tarde, na sede do Clube, ele disse: “cheguei tarde para ver o acampamento, e procurei durante duas horas por todo o local, mas não pude encontrar onde o Clube estava acampado. Não pode haver maior elogio do que este. Deixe o local de acampamento pelo menos como você gostaria de encontrá-lo quando chegasse. Antes de sair queime todo o lixo. Amasse as latas e enterre-as junto com que for de vidro, ou leve para casa de volta. Aterre as latrinas, assinalando o local, e as demais valas feitas. Replante a grama. Apague totalmente o fogo, não deixando nenhum vestígio no local. Passe um pente fino final, recolhendo tudo o que não fizer parte da natureza.

11.10 A MOCHILA

A mochila é um item indispensável para qualquer desbravador. Usamos em jornadas, acampamentos, atividades de montanhismo, acantonamentos, etc. No entanto, devemos saber qual é o material necessário para cada ocasião e como acondicioná-lo corretamente dentro da mochila adequada. Não podemos exagerar na quantidade de coisas que devemos levar, pois será um incômodo carregar todo aquele peso extra, além de que, o máximo que o corpo humano agüenta sem o risco de causar lesões na coluna é 1/3 do peso de quem o carrega.

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Dicas: Separe todo o material que você irá usar e espalhe-o no chão, verifique novamente se não falta nada, separe-o por grupos, então distribua ele corretamente na mochila. Roupas, agasalhos ou cobertores podem ir às costas, prevenindo qualquer desconforto causado por objetos rígidos ou pontiagudos. O ponto de equilíbrio de uma mochila dever ser alto, portanto, guarde o material mais pesado em cima, junto às costas. Embale as roupas e todo material que corre risco de estragar, caso molhe, em sacos plásticos mesmo que a mochila seja impermeável ou com capa de chuva, pois sempre pode acontecer algum imprevisto. O peso deve ser muito bem dividido, equilibre os objetos na mochila para que ela não pareça mais pesada depois. Siga o exemplo do desenho:

11.10.1 partes de uma mochila

A bolsa superior serve para armazenar alimentos, estojo de primeiros socorros, mapas, bússolas, etc.

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Alça para pendurar serve para pendurar a mochila em algum lugar sem que ela ocupe espaço no chão. Alças dos ombros servem para carregar a mochila, devem estar curtas e ajustadas de forma que a barrigueira posicione-se na região da bacia. Apoio dorsal serve para que a mochila fique mais confortável e ajustada nas costas. Apoio da bacia serve para que a mochila fique mais confortável e ajustada na bacia. Barrigueiras devem estar apertadas o suficiente para agüentar parte do peso da mochila sem que os movimentos e a respiração fiquem comprometidos. O limite máximo de peso que você pode levar é de 1/3 (um terço) do seu peso corporal ideal, o que varia com sua altura e seu tipo de estrutura física. Mas 1/3 do peso corporal é o limite máximo. Existe um limite confortável e seguro. Este depende do quanto você está em forma, de seu vigor físico e da sua habilidade motora. Existem mochilas de ataque e cargueiras. O tamanho das mochilas é dado pelo volume que elas comportam, em litros. Uma mochila de 25 litros (de ataque) é pequena, só mesmo para um passeiozinho bem curto. Uma mochila de 90 litros (cargueira) já é bem grande, cabendo muita coisa dentro dela. Se você está planejando uma caminhada até um acampamento-base de onde partirão passeios menores, isto significa que a mochila de ataque vai ser, inicialmente, levada dentro da cargueira. Portanto, você precisa de uma mochilinha bem flexível, feita em material fino (algo semelhante a náilon). Já se você pretende fazer uma caminhada, sem pernoite, mas, que irá durar por todo o dia, uma mochila de material mais resistente, e menos flexível, será necessária. Pense em algo até 55 litros. Seja lá qual for, a mochila deve ter as alças acolchoadas com material não muito macio. E este acolchoamento deve ser bem largo, de modo a distribuir bem o peso, diminuindo a pressão. Desde que ela não ultrapasse a largura de seus ombros, quando completamente cheia, ela pode ter bolsos por todos os lados e fitas para transporte externo. Capa para a Mochila. Eu ainda não conheço uma mochila realmente impermeável… E nem nenhum dos autores dos muitos artigos que já li! Por isto é que foram criadas as capas para mochilas. “– Mas a capa não cobre toda a mochila!” É verdade. A face da mochila que toca as nossas costas fica descoberta. Ainda assim, mais de 75% da superfície da mochila estarão protegidos. O que já ajuda muito! Mochila molhada é mochila pesada. Embalagens. Toda a roupa extra deve ser embalada em sacos plásticos fechados de modo estanque. O saco de dormir deve estar dentro de um saco

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plástico fechado do modo mais estanque possível. Caso chova (ou sua mochila caia dentro d'água) o saco de dormir é o item que NÃO deve se molhar. O Centro de Gravidade. Um centro de gravidade muito alto fará com que você caia de cabeça dentro do riacho, quando se agachar pra beber! Caso você se incline para um lado, a mochila te puxará ainda mais para lá. E isto, se estiver escalaminhando uma encosta pedregosa, pode significar uma queda! Uma mochila lateralmente desbalanceada tira seu equilíbrio ao andar, sacrifica mais um ombro, um dos pés e os músculos de uma das pernas. O objetivo é fazer com que o centro de gravidade da mochila fique tão junto ao seu corpo e tão baixo quanto possível. Quanto mais junto do seu corpo, menos a mochila te puxará para trás. Quanto mais baixo, menos instabilidade (desequilíbrio) a mochila provocará quando você se inclinar. Mas, respeitando estas condições tanto quanto possível, também devemos lembrar que certos itens exigem fácil acesso por serem de uso urgente como em casos de acidentes, chuva, frio súbito… e diarréias! Outros itens são de uso freqüente: água, mapa, bússola, chapéu, óculos escuros, filtro solar… Carregando a Mochila. Antes de mais nada, junte tudo. Mochila, tralha, roupas, comida… TUDO! E confira com uma lista de checagem. Está tudo aí? Separe os itens de uso urgente agrupando-os. Separe, noutro grupo, os itens de uso freqüente. Com a "ferragem" da barraca, isolante térmico, e a lona de forro forme um terceiro grupo, pois estes são os únicos itens que eu acho que podem ir amarrados ao exterior da mochila, se necessário. Dos itens restantes, veja quais os mais pesados. Separada a barraca de sua armação, fica muito mais fácil socá-la lá no fundão. Coloque uma panela dentro da outra (se possível) ou encha-as com itens menores (comida ensacada é uma boa). Vamos imaginar a mochila dividida em 4 zonas volumétricas: A zona A é o bolso do capuz. As zonas B, C e D formam o compartimento principal da mochila. O zíper inferior de acesso marca a divisa da zona D. Os bolsos laterais não estão incluídos, porém se houver um bolso traseiro, este será considerado zona C.

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Coloque na mochila as coisas mais pesadas primeiro. Assim, encha as zonas D e B primeiro, depois a C, a zona A e, finalmente, os bolsos laterais e amarre os itens externos. A zona D é formada pelo terço inferior do compartimento principal. Aqui ficam as coisas mais pesadas. A barraca vai para a zona D. Se ali ainda couber mais coisas, os enlatados serão os próximos candidatos. Na zona B ficam as coisas mais pesadas que não couberam na zona D. A "ferragem" da barraca vai para a zona B, podendo intrometer-se na zona D. O mesmo vale para o isolante térmico, caso caiba. As panelas também podem ir para a zona B. Quanto mais em baixo, melhor. O saco de dormir vai para o alto das zona B/C. No topo do compartimento principal ficarão a caixa de PS e seu abrigo contra chuva (anorak ou poncho). N zona C ficam coisas relativamente leves: comida ensacada, roupas, etc. As meias e cuecas devem ser espremidas nos espaços vagos, que certamente sobrarão às dezenas! Zona A: este é o compartimento mais fácil de ser alcançado sem parar de andar. Aqui devem ficar os itens mais leves: lanterna, mapa, 1 mosquetão com sua fita solteira, faca de caça/canivete, etc. Bolsos laterais: garrafas d'água, biscoitos e por aí afora… Para completar, amarre os itens externos. Muito bem! Aposto que, depois de tudo feito e com a mochila às costas, você se olhou no espelho e se achou lindo! Pois é… Agora vá à farmácia mais próxima e suba na balança. Aproveite, e no caminho, balance o corpo, deixe cair uma moeda e agache para pegá-la, veja se a mochila está te puxando para algum lado, para frente ou (demasiadamente) para trás. Se a balança acusar que seu peso (com a mochila) aumentou mais de 30%, significa que tem coisa demais aí dentro. Ou se você sentiu a mochila te puxando ou atrapalhando seus movimentos, significa que ela não está adequadamente balanceada. Nesses casos, volte pra casa e comece tudo de novo.

11.11 BARRACAS

A barraca será sua casa por um período, por isso é bom saber como posicioná-la para seu maior conforto e segurança. Observe as regras a abaixo: Erga-a em um local plano e desmatado, que seja abrigado e bem drenado. Em tempo molhado, evite alagamentos: cave um canal circundando a base de sua barraca que escoa para baixo. Nunca arme a sua barraca: o Em terrenos úmidos ou baixos; Treinamento Básico de Diretoria – 2012


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o Perto de estábulos ou água estagnada; o Em locais cheios de cupinzeiros e formigueiros; o Em locais muito junto das margens de curso d'água (especialmente em época de chuvas); o Em baixadas, entre morros (perigo de enxurrada); o Em fundos de grotas e ravinas; o Em locais onde o solo está coberto com pedras soltas de médio porte; o Em locais onde haja muita vegetação espinhosa.

11.11.1 Tipos de Barracas

Barraca Canadense. É um dos modelos mais tradicionais, de formato triangular quando vista de frente. Fácil de montar, pode ser encontrada em tamanhos variados. Como sua armação geralmente é de metal, é pesada para ser carregada a pé por trechos longos. O material também influi na escolha, sendo as feitas de lona mais quentes e pesadas que as fabricadas em nylon. Barraca Iglu. Vários modelos, de formato variável, desde o tradicional iglu até modelos tubulares semelhantes a casulos. Há modelos grandes de base hexagonal com capacidade para mais de cinco pessoas. A armação é de fibra sintética (vidro, carbono), muitas vezes mais leve que as armações metálicas. São fabricadas em nylon e muito leves para carregar. Perdem em durabilidade para as de armação metálica. Barraca Bangalô. Também tradicional, parece uma casa. Tem quartos e uma varanda onde pode ser instalada a cozinha. É muito pesada por possuir a armação de metal e ser fabricada em lona. Abriga no mínimo 5 pessoas. Boa para famílias inteiras.

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12 FOGUEIRAS E COZINHA AO AR LIVRE

Como nem sempre é possível levar um fogão a gás onde se vai acampar é preciso saber construir e acender uma fogueira, bem como aproveitá-la de maneira apropriada para cozinhar, aquecer e iluminar. Eis aqui alguns fogos. Fogo caçador. Um dos melhores para cozinhar, é o preferido dos exploradores. Escolha dois troncos verdes de cerca de 50cm de comprimento e 15cm de diâmetro cada. Coloque-os lado a lado, com a abertura mais larga virada para o lado do vento e a mais estreita será usada para apoiar as panelas. Mantenha o fogo baixo. Acrescente lenha só quando for necessário. O uso de carvão também é apropriado. Os troncos verdes podem ser substituídos por pedras grandes ou tijolos adequadamente empilhados. Fogo estrela. Nada melhor que fazer uma roda de amigos ao redor deste fogo. Ele é de longa duração, com calor brando. Consome pouco combustível e não é necessário cortar lenha. Junte alguns troncos ou galhos secos, disponha-os em forma de estrela de modo que todos se encontrem no centro, onde se acende uma pequena fogueira. À medida que as pontas vão se queimando, é só empurrar os pauzinhos mais para o centro. Fogo refletor. Este fogo pode ser feito utilizando troncos ou pedras para muralha de reflexão. Para as noites frias, prepare este excelente aquecedor natural: construa uma pequena muralha com troncos verdes para dirigir o calor em uma só direção. Fechar as frestas com barro ou proteger com um papel alumínio. Construir a fogueira no sentido que o vento esteja para direção do refletor, para que a fumaça seja elevada para o lado contrário de onde você está. Uma rocha ou barranco também podem funcionar como refletor. Neste caso, verifique se o local é bom para se armar uma barraca.

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Você também pode usar pedras para fazer a barreira. As pedras continuam irradiando calor mesmo depois de o fogo apagar-se. Para refletir melhor, colocar pedras em três lados do fogo. Ou faça a fogueira ao lado do sopé de um penhasco ou rochedo.

Fogo de trincheira. Este fogo consome pouca lenha, oferece menos riscos, não é incomodado pelo vento e não irradia tanto calor, sendo apropriado para os dias quentes. Construa uma valeta mais rasa e larga de um lado, e mais funda e estreita do outro, para que o vento sopre do lado mais largo para o mais estreito. Se o chão for duro, corte as bordas bem retas de modo que apóiem as panelas ou cruze sobre a cova alguns galhos verdes que possam apoiá-las. O único inconveniente deste fogo é ficar ao nível do chão, o que deixa seu uso um pouco desconfortável.

12.1 COZINHANDO NO ACAMPAMENTO

Existem vários tipos de acampamento: de instrução, recreativo, fixo, móvel, rústico e etc. Algo em comum entre todos é a “cozinha”, desde a mais rústica até a mais “equipada”. Quando alguns clubes acampam, geralmente levam uma cozinheira que prepara as refeições para todos; em outros casos, cada unidade é responsável pelo seu alimento podendo ou não levar fogareiros ou fogões de acampamento. Não há nenhum empecilho para que o clube tenha uma só cozinha, mas ao menos uma vez no ano deve haver um acampamento em que as unidades cozinhem. Disso depende o cumprimento de vários requisitos de classes e especialidades que vão desde fazer o cardápio até dispor corretamente do lixo. Para ter uma alimentação saudável, higiênica e gostosa no acampamento em que a unidade vai cozinhar é necessário ensinar aos desbravadores algumas técnicas que até mesmo alguns líderes desconhecem, são elas:

12.1.1 Cardápio

Muitos clubes ainda permitem o uso de alimentos cárneos no acampamento, como igreja temos recomendação de que esse tipo de alimento não seja utilizado. O

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clube de desbravadores é um departamento da igreja, portanto deve observar essa regra. O cardápio deve ser preparado com antecedência, as unidades devem ter a oportunidade de, segundo as preferências de seus membros, elaborar o seu. Entretanto, a diretoria deve supervisionar o trabalho das unidades. No cardápio deve haver alimentos de todos os grupos (aqueles aprendidos na classe de amigo!): carboidratos, proteínas, leite e ovos, verduras e frutas e oleaginosas, além dos alimentos energéticos, que devem ser utilizados com moderação. Alimentos desidratados são aqueles que passaram por um processo de secagem, onde a água do alimento é retirada, aumentando assim a sua conservação. Também utilizamos esse tipo de alimento, pois ele é mais leve e, portanto, mais fácil de carregar. São exemplos de alimentos desidratados: leite em pó, frutas em passas, proteína vegetal, sopas instantâneas, etc. Granola e macarrão instantâneo (tipo Miojo) não são alimentos desidratados; a granola é composta por cereais e o macarrão instantâneo é como todos os tipos de macarrão, devem ser cozidos em água, mas não quer dizer que são desidratados. Em relação ao macarrão instantâneo é necessário ter cuidado para que ele não seja a principal refeição do acampamento. Tanto o macarrão convencional quanto o instantâneo são carboidratos e devem fazer parte de uma dieta balanceada, por exemplo, não se deve colocar macarrão, arroz e batata em uma mesma refeição. Assim o macarrão deveria ficar restrito a duas ou três refeições. Outro alimento que muitos gostam e alguns acham até mesmo indispensável é o feijão, mas muitos consideram impossível ter esse alimento no acampamento. Realmente levar uma panela de pressão é incomodo, mas não é necessário ter este utensílio para cozinhar o feijão. Deixando os grãos de molho durante a noite eles vão cozinhar mais rápido no outro dia. Para não perder tempo, deixe a fogueira com o fogo baixo ou só com brasas (nesse caso deve ter bastante) e coloque o feijão para cozinhar durante o período da manhã. Deste modo na hora do almoço basta temperar. Para que o feijão não estrague, ferva-o uns cinco minutos à noite e tente deixá-lo em lugar mais fresco durante o dia. Os ovos são alimentos muito versáteis, entretanto levá-los para o local do acampamento é um pouco complicado. Para que você não chegue lá com um omelete pronto, deixe os ovos na embalagem que você comprou no mercado, se for aquela de uma dúzia, ou corte ao meio a bandeja (aquela de trinta ovos) e coloque uma parte por cima e amarre com barbante. Acondicione-os na parte de cima da mochila dentro de um saquinho plástico para evitar acidentes. Batata, beterraba, chuchu, cenoura, repolho, brócolis, couve flor, abobrinha, vagem, milho, pimentão e tomate são exemplos de alimentos de fácil conservação e preparo, além de possuir elevado valor nutricional. Alface, cheiro verde, espinafre, agrião, enfim todas as folhas tendem a ficar murchas fora da geladeira, além de ser difícil transportá-las sem danificá-las, portanto é melhor substituí-las.

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12.1.2 Utensílios de cozinha

Quando se pensa nos utensílios, geralmente lembra-se das panelas, talheres, pratos e copos. Alguns clubes esquecem de levar bacias para picar os alimentos e até mesmo faca. Para evitar esse incomodo atente-se à lista dos utensílios indispensáveis para o acampamento. Faca – Deve ser boa de corte. Os desbravadores menores só devem usá-las sob a supervisão do conselheiro. Facas de serra são inapropriadas para descascar e cortar verduras, portanto evite-as. Não utilizar a faca da cozinha para cortar madeira, sisal ou abrir latas. Conchas e colheres – É perigoso utilizar colheres e conchas de cabo muito curto para preparar as refeições. Para saber se está levando a quantidade certa conte quantos pratos haverá em cada refeição, deve haver uma para cada e mais uma de reserva. Panelas – três costuma ser suficiente. O tamanho de cada uma depende do tamanho da unidade, de preferência que se encaixem entre si, assim há uma melhor utilização do espaço. Talvez possa incluir um fervedor para facilitar na hora de aquecer o leite ou prepara um chá ou cevada. Ralador – é um pouco incomodo para transportar, mas facilita muito na hora de fazer a salada ou uma farofinha de cenoura. Bacias – são indispensáveis para lavar e cortar os vegetais ou preparar uma salada. Pano de prato – além de enxugar a louça, serve para tirar as panelas quentes da fogueira, cobrir os alimentos e etc. Além desses é importante levar jarra, abridor de latas, potes ou vasilhas com tampa, fósforo e sacos para lixo. Não podemos esquecer também de levar bucha, sabão e esponja de aço.

12.1.3 Higiene

Mesmo estando no acampamento devemos manter os hábitos higiênicos como lavar as mãos, lavar frutas e verduras e não deixar lixo acumulado. Além destes, é necessário também outros cuidados: Água – para cozinhar deve ser utilizada água filtrada ou fervida. Mesmo que a água venha de um riacho limpo é necessário purificá-la. Armazenamento – os alimentos não devem ficar expostos diretamente ao sol e muito menos no chão. O mesmo em relação aos utensílios da cozinha.

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Mesa – deve haver uma pequena “mesa”, um lugar para colocar os alimentos depois de prontos e servir de apoio no momento de prepará-los. Pode ser um caixote virado para baixo ou uma pioneiria. Seja criativo. Lixo – para dispor do lixo orgânico (restos de comida, cascas de frutas e verduras) cavar um buraco no chão de uns 20 cm de largura por 40 cm de profundidade. Somente o lixo orgânico deve ser depositado nele. Jogar uma camada de terra para cobrir o lixo. O lixo seco deve ser levado de volta para casa. Para não gerar mau cheiro, enxágüe as embalagens e deixe tudo em um saco bem fechado. Louça – deve ser lavada logo após a refeição. Se deixada para depois fica mais difícil de lavar além de atrair insetos. Se for lavar a louça em uma fonte de água corrente, usar sabão biodegradável e não deixar restos de alimentos por perto. Alimentos perecíveis – muito cuidado com maionese, iogurte, queijo, leite, molho de tomate, etc., são alimentos que estragam facilmente fora da geladeira, principalmente depois de abertos.

12.1.4 Receitas

Abaixo algumas receitas fáceis de preparar, que não necessitam de muitos utensílios e são gostosas. Arroz Caipira Com essa receita é possível fazer o arroz e as verduras em uma mesma panela. É bem prático. Serve de cinco a seis pessoas. Ingredientes 2 xíc. de arroz 1 cenoura grande ou duas pequenas 1 espiga de milho Alho ou tempero pronto 3 c.s. de óleo 2 c. chá de sal Mais ou menos 1 litro de água Modo de fazer Doure o alho ou tempero, em seguida adicione o arroz e refogue até ficar brilhante. Acrescente a cenoura ralada e em seguida o milho cortado. Refogue por mais um minuto e acrescente a água. Quando a água do arroz estiver secando tampe a panela e reduza o fogo.

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Roasted potato (batata assada) É uma receita muito fácil que dispensa o uso de panelas, mas é um pouco demorada. Ingredientes Uma batata grande para cada membro da unidade Requeijão ou molho de tomate Sal Papel alumínio Modo de fazer Lave bem as batatas e fure-as com um garfo, enrole-as em um papel alumínio e coloque nas brasas da fogueira. O tempo de cozimento depende da quantidade de brasas, mas costuma demorar de 1h00min à 1h30min. Espete a batata com um grafo ou palito para conferir se estão macias e retire da fogueira com cuidado. Retire a batata do papel alumínio, corte a batata ao meio e coloque uma pitada de sal. Coloque o molho de tomate ou requeijão por cima e sirva. Tabule de acampamento Ingredientes 1 pepino grande 2 tomates 1 cebola pequena ½ xíc. de triguilho Sal Modo de fazer Coloque o triguilho de molho por 45 min. Corte o tomate, o pepino e a cebola em cubinhos. Escorra a água do triguilho e esprema-o bem. Misture tudo e acrescente o sal. Maçã com goiabada É uma sobremesa muito fácil e gostosa, também dispensa panela. Ingredientes Uma maçã para cada membro da unidade

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Canela em pó Goiabada Papel alumínio Modo de fazer Lave as maçãs e corte-as ao meio. Retire o miolo, polvilhe canela em pó em cada uma das metades. Coloque um pedacinho de goiabada na maçã, junte as duas metades e enrole no papel alumínio. Coloque as maçãs nas brasas da fogueira. Fica pronto em uns 30 minutos. Mingau de aveia Ingredientes 4 xíc. de leite 1 canela em pau 8 c.s. de aveia em flocos 4 c.s. de açúcar Modo de fazer Coloque todos os ingredientes em uma panelinha e leve ao fogo baixo. Mexa sem parar até atingir a consistência desejada. Retire a canela e sirva. Serve 4 pessoas.

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13 PARA SÁBADO

1 - Representar ou encenar uma passagem Bíblica - CENA VIVA. Dar pontos pela melhor apresentação e pelo grau de facilidade para entender a cena, (uma variante desta brincadeira é tentar representar um provérbio, outra variante é tentar de duplas, um deles tira um versículo da "caixinha de promessas" e tenta interpretar com gestos para que o outro adivinhe. Em todos os casos premiar a boa apresentação e inventividade e não somente por descobrir o verso. Também é necessário que em caso de dúvida, o verso seja inteligível (ou não seja entendido), por outras pessoas do grupo, porque talvez a pessoa não esteja adivinhando por conhecer poucos versos). 2 - Citar uma palavra e os participantes devem cantar um hino que contenha a mesma. 3 - Concurso de memorização com versos ou salmos. 4 - Memória bíblica: Montar uma mesa com objetos que lembrem histórias bíblicas, o grupo tem um tempo determinado para olhar, depois devem dizer ou desenhar a ordem em que os objetos estavam e identificar a estória com que se relacionam os objetos. Outra variante é relacionar os objetos com versículos e em vez de identificar a historia, os participantes devem falar um versículo que se relacione com cada objeto mostrado. 5 - Sons da natureza: Durante um passeio os participantes devem ir tentando identificar o maior número possível de sons diferentes, repetindo-os ou citando-os no final do mesmo. 6 - Combinações na Natureza: O líder deve ir previamente à área onde o grupo passará, e ir coletando em um saco opaco materiais da natureza, (folhas, pedras, sementes, galhos, flores, etc). À medida que o passeio prossegue nos locais adequados, as amostras são retiradas do saco e exibidas ao grupo, que então tenta combinar o material mostrado com alguma outra coisa da área de visão imediata, continua-se a brincadeira até o término do passeio ou dos objetos, dando pontos aos que acertarem ou que demonstrarem criatividade. 7 - Caminhada Musical: Dividir o grupo em frações suficientes para 4 subgrupos, encaminhando-os para os 4 pontos cardeais. Definir um tempo de exploração. Ao caminhar o grupo vai anotando itens que lembrem hinos ou cânticos. Não se deve levar o hinário juntos. Ao retornarem ao ponto de partida na hora marcada (premiar a pontualidade), cada grupo diz que hinos relacionou com que objetos da Natureza. Ao final fazer uma "festa musical" com as músicas mencionadas. 8 - Caminhada Bíblica: Variante da anterior, usando passagens ou histórias bíblicas como ponto de relação. Pontos importantes a se considerar ao realizar caminhadas na natureza: 1 - Defina uma área e assunto para estudo.

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2 - Analise o melhor horário, traje, tamanho do grupo, cuidados a tomar, autorizações a conseguir, tudo previamente para o bom desenvolvimento da caminhada. 3 - Visite a área a ser utilizada com antecedência. Verifique a possibilidade de inundações, problemas de acesso devido a chuvas, etc. Em caso de chuva na época do passeio, visite novamente o local um dia antes. 4 - Ao caminhar, concentre-se principalmente na área do estudo, mas esteja preparado para eventos paralelos, pois a apreciação da natureza sempre traz algo inesperado (só tome cuidado para não perder o objetivo principal). 5 - Certifique-se que fez a melhor preparação possível, prepare-se para perguntas, saiba onde encontrar as respostas. Motive-os o necessário para manter o interesse, mas permitindo que cada um faça suas descobertas individuais por si. 6 - Procure fazer com que todos (em especial os menores) saibam dos objetivos do passeio. Estimule-os no cumprimento dos objetivos usando jogos, gincanas, questionários, coleções, etc. 7 - Faça um roteiro da caminhada, para que todos possam fazer sugestões. 8 - Quando um item estiver sendo discutido, verifique se o grupo todo pode ver e apreciar o que está sendo falado. 9 - Estimule o uso da observação, fotos, notas e resumos. 10 - Cuide para que ao recolher amostras o grupo não deprede a natureza, não agrida a ecologia, e não desperdice amostras, (existem áreas de preservação onde é proibido tirar algo além de fotos, como as cavernas). 11 - Complete a caminhada com uma palestra, filme, ou slides para resumir os pontos principais. 12 - Mantenha um plano para possíveis emergências médicas ou climáticas, com material de Primeiros Socorros junto com o grupo, e um veículo de apoio dependendo do tempo que a mesma durar.

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14 IDEIAS PARA CONCURSOS NO CLUBE

Tornar as reuniões do clube de Desbravadores atrativas para os membros realmente não é tarefa fácil para cada diretoria de clube. Tentaremos nesse texto mostrar algumas idéias de brincadeiras ou concurso que já fizemos e que foi um sucesso em nosso clube ou outros clubes: 1) Concurso de Ordem Unida: Procure a cada domingo de reunião durante apenas 5 minutos fazer um pequeno concurso de ordem unida com as unidades de seu clube, a cada domingo dê uma pontuação para cada unidade, da melhor até a pior, faça com que cada uma receba uma pontuação. Faça isso todos os domingos e no final de cada mês entregue um troféu de ordem unida para a unidade que tiver mais pontos durantes aquele mês, eles vão se esforçar ao máximo para serem os primeiros a cada semana. Torne isso um hábito saudável em seu clube e veja você mesmo o desempenho do mesmo após 3 meses. No mês seguinte se outra unidade for campeã, a vencedora do mês anterior entrega o troféu para a nova unidade vencedora. 2) Concurso de amarras: Após boas semanas de treinamento de amarras em todas as unidades de seu clube marque com antecedência em seu calendário um domingo para um concurso de amarras entre as unidades. Cada unidade deverá montar uma pioneiria (móvel de acampamento)e durante um tempo determinado todas deverão demonstrar suas habilidades e no final do tempo os fiscais do clube passam avaliando cada unidade nos requisitos de: criatividade do mével, tempo, participação de todos, firmeza das amarras e estética das amarras. 3) Concurso fogos: Cada unidade terá um tempo determinado para ascender um tipo de fogo, cozinha neste fogo algo que se possa comer depois. Nesse concurso pode-se avaliar: Segurança, participação, cozimento, tempo, etc. 4) Concurso de estátuas vivas: Esse concurso pode ser feito durante as reuniões de sábado. Algumas semanas antes é sorteado um tema bíblico para cada unidade (ou o mesmo para todas) e no dia cada unidade terá de 3 a 5 minutos para fazer uma demonstração de estátuas vivas, onde a cada 30 segundos todos se movem trocando de posição, voltando logo para posição estática. Se avalia: Originalidade, criatividade, fidelidade ao tema, participação, etc.

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5) Concurso de pintura: Sorteia-se um tema para cada unidade do clube onde cada uma deverá pintar em um pôster de 1x1 o tema recebido. Será avaliado: tempo, fidelidade ao tema, pintura, etc. 6) Show do Clubão: Para aqueles que tem fácil acesso a projetores e telão, o Show do Clubão (ou outro nome mais convencional) é um ótimo atrativo para os desbravadores. Preparam-se perguntas sobre história dos desbravadores, especialidades, bíblicas, civismo, etc. As mesmas são apresentadas no telão onde as perguntas são feitas aos desbravadores de cada unidade. Faz-se uma competição entre as unidades do clube ou entre os membros, assim como é feito no show do milhão. Nesse dia pode se convidar, membros da igreja, pastor, ancião, todos para serem os universitários.

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representa-lo na reuniões da comissão da igreja local. O diretor do clube deve ser um adulto que esteja vitalmente interessado nos jovens e que tenha uma compreensão empática pelas nescessidades das crianças e dos jovens. Sempre que possível, o diretor deve ser pelo menos um Líder ou fazer um curso de Treinamento Básico para diretoria dos Desbravadores. Ele deve ter muito conhecimento, ser entusiasta e deve ser membro regular da IASD. Todas as atividades do clube estarão sob sua supervisão e ele deve convocar, organizar ou providenciar reuniões para o clube. ARTIGO IV ELEIÇÃO DOS OFICIAIS E MEMBROS DA DIRETORIA Seção 1 Os oficias do clube serão um diretor administrativo, um diretor do clube, dois ou mais diretores associados, secretario e tesoureiro (essa função pode ser ocupada pelos diretores associados) A diretoria incluirá conselheiros e instrutores quando necessários. Seção 2 O diretor administrativo e/ou diretores do clube serão nomeados pela comissão da igreja ou igrejas patrocinadoras Seção 3 Os diretores associados serão nomeados pelos diretores e aprovados pela comissão da igreja. Seção 4 O secretário e tesoureiro serão nomeados a critério dos diretores, e aprovados pela comissão da igreja. Seção 5 Os conselheiros e instrutores serão nomeados ou substituídos pelo diretor do clube, em consulta com os diretores associados (comissão executiva) Seção 6 A diretoria dos desbravadores será constituída pelos elementos acima.. ARTIGO V

DEVERES DOS OFICIAIS E DA DIRETORIA Seção 1 Diretor administrativo é o coordenador do clube dos juvenis e adolescentes. Ele representa a igreja na organização dos desbravadores e é um membro da comissão da igreja. Coordena todas as atividades na organização dos desbravadores. Seção 2 Diretor - Todas as atividades do clube estará debaixo de sua supervisão. O presidente das comissões será apontado pelo diretor após uma consulta com os diretores associados ou com a comissão

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15 ESTATUTO DO CLUBE DE DESBRAVADORES2

ARTIGO I

NOME O Programa, chamado de Clube de Desbravadores destina-se essencialmente ao ministério total a jovens de 10 a15 anos na igreja Adventista do Sétimo Dia, e patrocinado pelo Departamento de Jovens.

ARTIGO II

OBJETIVO Os objetivos do Clube de Desbravadores são: Trabalhar com vistas e levar cada desbravador a comprometerse com o senhor Prover um programa atraente de conquista, centralizado na igreja Envolver os pais e jovens mais velhos na participação da organização das atividades da igreja para os jovens Encorajar os desbravadores a descobrirem seu potencial concedido por Deus no serviço aos outros. Fortalecer o desenvolvimento harmônico das capacidades física, social, intelectual, e espiritual do desbravador. Oferecer oportunidade para o desenvolvimento das capacidades de liderança Prover, por meio do estudo da natureza, uma apreciação pelo amor de Deus.

ARTIGO III ORGANIZAÇÃO O diretor de jovens da associação/missão é o diretor de todas as atividades dos desbravadores realizadas na área da associação/missão. Seu conselho pode ser solicitado com respeito a qualquer atividade do clube. Ao Planejar grandes eventos, ele deve ser comunicado e convidado a participar. Nas áreas grandes, o coordenador regional pode ser nomeado pela associação/missão para atuar em nome do diretor de jovens da associação/missão a quem se reporta diretamente Na igrejalocal onde há clube para juvenis e adolescentes, o diretor administrativo dos desbravadores deve atuar como coordenador e 2

Material Oficializado pela Divisão Sul-Americana da IASD. Treinamento Básico de Diretoria – 2012


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executiva. Seção 3 Diretores Associados - Assistirão o diretor e o substituirão durante sua ausência. Podem ser designados a cuidar dos seguintes deveres: Classes JÁ, secretário ou tesoureiro, jogos, acampamento, especialidade e habilidade criativas, música, equipamento dos desbravadores, natureza, capelão, transporte, eventos especiais, etc. Seção 4 Secretário - Enviar mensalmente relatórios para o departamento JÁ da Associação. É responsável por toda correspondência do clube. Tomar nota das reuniões bem como por relatórios pessoais ou qualquer um outro necessário para um bom andamento do clube. Seção 5 Tesoureiro - Assumirá o encargo de pagar as despesas, coletar e cuidar de todas as entradas, tais como: taxas, projetos de levantamento de dinheiro, etc. e apresentar um relatório financeiro a pedido dos diretores ou associados, e transmitirá as contas e todos fundos não distribuídos ao seu sucessor. Ele deverá trabalhar também bem de perto e em harmonia com o tesoureiro da igreja, depositando os fundos na tesouraria da igreja. Seção 6 Capelão - Pode ser um diretor associado ou um pastor. Assistirá o diretor em manter um tom espiritual em cada clube, conhecer o relacionamento de cada desbravador para com o Senhor e servirá nas comissões, lidando com as reuniões de culto do clube, nos acampamentos, trabalho missionário e disciplina ARTIGO VI COMISSÕES Seção 1

O clube terá as seguintes comissões: a) Comissão de Coordenação (para as igrejas com clubes de juvenis e adolescentes) b) Comissão Executiva c) Comissão Docente

Seção 2 A comissão de coordenação consiste do diretor administrativo, diretores de clubes, diretores associados, pastor, secretário, tesoureiro e capelão. A Comissão cujo diretor administrativo é o presidente, é responsável por todas as atividades dos Desbravadores.

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Seção 3 A comissão executiva consiste do diretor do clube, diretores associados, pastor, secretário, tesoureiro e capelão. A comissão, cujo diretor é o presidente, e responsável por todas as atividades dos desbravadores. Seção 4 A comissão docente consiste da comissão executiva, os conselheiros e os instrutores. Os capitães de unidade podem ser convidados para se reunir com essa comissão. ARTIGO VII QUORUM Para qualquer transação de negócio por qualquer uma das comissões mencionadas, deve estar presente uma maioria dos membros da comissão. ARTIGO VIII REUNIÕES Seção 1 Reuniões regulares dos desbravadores deverão ocorrer pelo menos 3 vezes por mês. O tempo e a duração destas reuniões deverá ser decidido pela comissão executiva e deverá basear-se nos seguintes modelos: Modelo A: Esta é conduzida numa seção de no mínimo 2 horas com cerimônia de abertura e encerramento, marcha, jogos, curriculum e artes manuais tudo num programa integrado. Modelo B: É um programa de 2 horas no mínimo, porém, conduzidos em 2 segmentos separados: Segmento 1 - 30 minutos à 1 hora de desbravadores no sábado, desenvolvendo companheirismo e curriculum. Segmento 2 - 1 hora e meia de desbravadores, no domingo incluindo marcha, jogos, curriculum, artes manuais e cerimônias de abertura e encerramento. Seção 2 A comissão docente deverá se reunir i vez por mês de acordo com a notificação. Seção 3 A comissão executiva deverá ocorrer pelo menos trimestralmente. .

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Seção 4 O programa anual do clube dos desbravadores deverá incluir os requerimentos estabelecidos pelo sistema de pontos do clube pelo departamento dos jovens pela Associação local. ARTIGO IX MEMBROS E FREQÜÊNCIA Seção 1 Os membros da organização dos desbravadores juvenis serão restritos aos alunos da 5º série (ou o seu equivalente para cima). Seção 2 Os membros da organização dos desbravadores adolescentes, serão restritos aos alunos da 8º série (ou seu equivalente para cima). Seção 3 Serão membros quando preencherem as seguintes especificações: a. Aceitação da matrícula. b. Pagamento da taxa de membros. c. Uniforme completo. d. Disposição em aceitar os princípios do Voto e da Lei. e. Boa vontade em participar em todas as atividades dos desbravadores. f. Passar um período inicial de aspirante. Seção 4 O jovem não adventista que se conformar com os requerimentos acima expostos, podem ser aceitos como membros. Seção 5 A matrícula de novos membros no clube dos desbravadores será no começo de cada trimestre ou 3 ou 4 vezes marcadas durante o ano. Seção 6 Deverá ser marcada a presença em todos os programas dos desbravadores. Seção 7 s desbravadores deveriam ter uma presença média de pelo menos 80% em todas as atividades dos desbravadores. Seção 8 Todas as ausências justificadas deverão ser apresentadas por escrito pelos pais ou responsável e submetida ao diretor do clube. Seção 9 Qualquer membro que tem 2 ausências injustificadas em qualquer um dos trimestres, será colocado na lista de suspensão.

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Seção 10 Qualquer membro colocado em suspensão condicional pode ser reintegrado pagando a taxa de matrícula novamente, como decidido pela comissão executiva. Seção 11 A presença dos membros suspensos em eventos especiais não será permitida. ARTIGO X

UNIDADES DE CLUBES Seção 1 Meninos e meninas são organizados em unidades de preferência de 5 a 8 desbravadores, com 1 conselheiro como seu líder. Esta divisão de unidades menores permite melhor ordem e disciplina, e pode-se dar mais atenção individual a cada um de seus membros. Meninos e meninas devem ser arrolados em unidades separadas. Seção 2

Oficiais de Unidades: a. Capitão de Unidade - Cada unidade dentro do clube com o seu conselheiro, seleciona um de seus membros para ser seu capitão. O capitão é responsável pela sua unidade e deverá liderá-la na pontualidade e cooperação em todas as atividades do clube. Ele deve dar um bom exemplo de conduta durante todo o tempo. Sugere-se que os capitães de unidade sejam escolhidos em cada 4 ou 6 meses para dar mais oportunidades aos membros do clube para desenvolverem liderança. b. Secretário de Unidade - Cada unidade dentro do clube, juntamente com o seu conselheiro, escolhe um de seus membros para ser seu secretário. Este oficial da unidade dos juvenis ou adolescentes será responsável em relatar a presença dos membros de sua unidade ao secretário do clube. Sugere-se que os secretários sejam escolhidos em cada 4 ou 6 meses para dar uma oportunidade a outros membros do clube para o desenvolvimento de liderança.

Seção 3

Uniforme a. Uniforme de Gala - O uniforme oficial dos desbravadores será recomendado pela DSA para todos os diretivos e membros do clube, e que deverá ser vestido apenas em reuniões do clube ou outras ocasiões programadas pelo Diretor do clube.

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b. Uniforme de Atividades - Este é recomendado pela Associação para cada membro do clube e será usado em todas as atividades dos desbravadores estabelecidos pelo diretor do clube ARTIGO XI FINANÇAS DO CLUBE Seção 1 A taxa de membro anual, semanal, mensal ou trimestral é estabelecida pela comissão executiva e pagável quando se preenche a matrícula com o secretário. Esta taxa deverá ser desenvolvida se a matricula não for aceita. Seção 2 A reintegração de membro deverá ser feita com o pagamento da taxa de rematrícula, a qual é determinada pela comissão executiva. Seção 3 Uma taxa de seguro anual, individual, deverá se incluído na matrícula. Seção 4 As ofertas no dia dos desbravadores é uma contribuição feita ao clube dos desbravadores local e para as suas atividades missionárias e outros projetos conforme especificado. Seção 5 Um relatório financeiro deverá ser apresentado em toda a reunião da comissão executiva. ARTIGO XII REGULAMENTO O clube deverá ser dirigido por praxes estabelecidas pelo departamento ministerial da igreja da Associação local dos Adventistas do Sétimo Dia. ARTIGO XIII CORREÇÕES Esta constituição pode ser emendada por 2/3 de votos da comissão docente dos desbravadores, todavia, se torna efetiva somente depois de aprovada pela comissão da Associação.

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TBD 2012 REGIÃO CENTRAL LESTE

"Se queres colher a curto prazo, plante cereais; Se queres colher a longo prazo, plante árvores frutíferas; Mas se queres colher para sempre, treine e eduque o homem." Provérbio Chinês

Material revisado por Anderson Azevedo - Líder Master Avançado Revisão final e Arte final por Carlos Alexandre - Clube Falcão Peregrino

Apostila treinamento basico diretoria desbravador2012 central leste  
Apostila treinamento basico diretoria desbravador2012 central leste  
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