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REVISTA STAR DESIGN

Linguagem Visual NUMERO 01 | NOVEMBRO • DEZEMBRO | 2013

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LINGUAGEM VISUAL • Conteúdo 04 | Especial LINGUAGEM VISUAL

06 | Alfabeto Visual 16 | Mensagens Visuais 20 | Contrastes 24 | Técnicas Visuais 32 | Entrevista

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• Editorial

A presente revista aborda diferentes temas da linguagem visual, e leva a algum entendimento usando símbolos gráficos para gerar um sentimento ou uma ideia na cabeça de quem visualiza as imagem em questão. Na tarefa estão presentes o conhecimento dos elementos visuais como representação de ideias e a organização e a ordenação de tais elementos em uma composição compreensível e legível. Quanto mais abstracta a linguagem, mais dificilmente será compreendida com o mesmo significado para um número grande de leitores, por que cada um tem o seu repertório mental de signos e significados. A linguagem visual é vista por estudiosos como necessária para a formação das pessoas e sua socialização.

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AL F A B E T O V I S U A L • Ponto

O ponto é a unidade de comunicação visual mais simples e irredutivelmente mínima. Qualquer ponto tem um grande poder de atração visual sobre o olho, exista ele naturalmente ou tenha sido colocado pelo homem em resposta a um qualquer objetivo,

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• Linha A linha constitui-se de uma sequência de pontos. Pode ser reta ou curva. A linha curva expressa s suavidade, gradação, flexibilidade e existe abundantemente na natureza. Já a linha reta, angulosa, surge mais como resultado da ação humana e sua produção técnica.

Desde os tempos pré-históricos que o homem tem observado a linha e se serviu dela para transmitir as suas mensagens. As pinturas rupestres, as figuras gravadas na rocha,os gravados em utensílios de cerâmica, comprovam a sua aplicação desde há muitos anos atrás. 05


AL F A B E T O V I S U A L • Forma A forma Ê a propriedade da imagem ou de um objecto que define seu aspecto. A forma de um objecto costuma estar delimitada por sua borda projetada desde um ponto de vista espacial, normalmente corresponde com o ponto de vista do observador. Na linguagem visual, a forma mais pregnante em termos gestålticos, constitui-a o contorno ou borda exterior general de uma entidade visual ou figura.

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• Direção O conceito de direção é frequentemente confundido com o conceito de sentido. À diferença do significado usual do termo, a direção pode ter dois sentidos opostos. Por exemplo, na direção vertical podemos conceber dois sentidos: de baixo para cima ou de cima para baixo. Na direção horizontal, o sentido pode ser da direita para a esquerda ou vice-versa.

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AL F A B E T O V I S U A L • Cor A criação de uma imagem para comunicar uma ideia pressupõe o uso de uma linguagem visual. Acredita-se que, assim como as pessoas podem "verbalizar" o seu pensamento, elas podem "visualizar" o mesmo. Na análise da "linguagem visual", os elementos da linguagem são delineados através dos elementos de arte e princípios de design. Um diagrama, um mapa e uma pintura são exemplos de usos da linguagem visual. Suas unidades estruturais costumam incluir linha, forma, cor, movimento, textura, padrão, direção, orientação, escala, ângulo, espaço e proporção.

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Cada cor possui uma dramatização própria – muitas vezes chamada de psicologia das cores – e normalmente está associada a algum tema específico.

As cores conferem intensa carga emocional à forma. Cada cor possui uma dramatização própria – muitas vezes chamada de psicologia das cores – e normalmente está associada a algum tema específico. Por exemplo o verde está muito relacionado à natureza e atualmente, a temas ecológicos. O amarelo está relacionado amplamente ao sol e ao ouro; à riqueza. 09


AL F A B E T O V I S U A L • Textura A textura é um recurso amplamente utilizado na comunicação visual como simulação de materiais diversos na impressão em papel – e em outros veículos. Abaixo, uma forma quadrada simula a textura de granito. Assim como as cores, a textura sugere um forte envolvimento emocional com a real sensação de se estar na presença do material simulado. 10


• Escala A proximidade de elementos em diferentes tamanhos associados seja pela forma, ou pela cor, ou por ambas, como no caso abaixo – passa uma forte ideia de escala pela possibilidade de comparação que permitem.

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AL F A B E T O V I S U A L • Dimensão

A representação da dimensão em formatos visuais bidimensionais também depende da ilusão. A Dimensão existe no mundo real. Não só podemos senti-la, mas também vê-la, com o auxílio de nossa visão estereóptica e binocular. Mas em nenhuma das representações bidimensionais da realidade, como o desenho, a pintura, a fotografia, o cinema e a televisão, existe uma dimensão real; ela é apenas implícita. A ilusão pode ser reforçada de muitas maneiras, mas o principal artifício para simulá-la é a convenção técnica da perspectiva. 12


• Movimento O elemento visual do movimento encontra-se mais frequentemente implícito do que explícito no modo visual. Enquanto a ilusão de textura parece real devido ao uso de uma intensa ostentação de detalhes, a ilusão de movimento acontece graças ao uso da perspectiva e luz/sombra intensificadas. O movimento como componente visual é dinâmico, sendo que o objectivo principal da criação de imagens e formas é a materialização do homem.

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MENSAGENS VISUAIS • Representacional Reprodução fiel daquilo que vemos e identificamos com base no meio ambiente e na experiência.

A representação é a experiencia visual básica e predominante.

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• Abstrata

Este processo vai deixar de lado os detalhes irrelevantes e enfatizar os traços distintivos e enfatizar os traços distintivos. O processo de abstração é também um processo de destilação, reduz os factores visuais múltiplos aos traços mais essenciais e característicos daquilo que está a ser representado, os detalhes estáticos e o acabamento mais rigoroso são ignorados.

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M E N S A G E ns V I S U A is • Simbólico Simbólico refere-se ao significado, sintetizando a forma a uma simplificação radical. “O vasto universo de sistemas de símbolos codificados que o homem criou arbitrariamente e ao qual atribuiu significados, um símbolo não deve apenas ser visto e reconhecido; deve também ser lembrado, e mesmo reproduzido.

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Robert Carter é um premiado ilustrador britânico,que consegue ser visualmente conciso e transmitir com clareza suas mensagens visuais, que abordam temas como drogas, depressão, discriminação, violência, crises financeiras entre outros.

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CONTRASTES • Contraste O contraste merece um espaço próprio porque na verdade ele é a base de toda comunicação visual. Contraste significa fundalmente distinção. É a distinção de um elemento em relação a outro. Contraste é a oposição entre coisas ou pessoas, uma das quais faz sobressair a outra. O contraste entre claro e escuro numa composição, usa-se para se mostrar ou evidenciar uma determinada forma.

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• Contraste de Tom

Com o tom, a claridade ou a obscuridade relativas de um campo estabelecem a intensidade do contraste. Podemos ter contrastes entre tons. A divisão de um campo em partes iguais pode demonstrar um contraste tonal, uma vez que o campo é dominado pelo peso maior, ou seja, o tom mais escuro. No caso, branco e preto, a sensação é de que o preto domina a maior área. 19


contrastes • Contraste de Cor Quando duas cores diferentes entram em contraste direto, o contraste intensifica as diferenças entre ambas. O contraste aumenta quanto maior for o grau de diferença e maior for o grau de contato, chegando a seu máximo contraste quando uma cor está rodeada por outra. O efeito de contraste é recíproco, já que afeta às duas cores que intervêm. Todas as cores de uma composição sofrem a influência das cores com as que entram em contato.

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• Contraste de Escala É o produzido pelo uso de elementos a diferentes escalas das normais ou de proporções irreais, conseguindo-se o contraste por negação da percepção aprendida. A distorção da escala, pode chocar o olho ao manipular à força a proporção dos objetos e contradizer tudo aquilo que, em função de nossa experiência, esperamos ver. A ideia ou mensagem deve ser lógica ao usar esta técnica. Tem de haver um motivo racional e específico para a manipulação de objetos. Por exemplo, ao colocarmos a maçã maior e em primeiro plano, podemos estar dando a sensação de destaque. Mas ao colocarmos este objeto desta forma sem nenhuma intenção, o resultado trará desconforto visual e fará com que sua composição perca a harmonia.

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T é cnicas visuais • Equilíbrio O equilíbrio é a segunda técnica visual mais importante. Funciona como se a obra, dividida em duas partes, resultasse em uma divisão igualitária balanceada de elementos no design, sem que necessariamente sejam iguais.

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• Instabilidade Instabilidade é a ausência de equilíbrio e uma formulação visual extremamente inquietante e provocadora.

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T é cnicas visuais • Simetria

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• Assimetria

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T é cnicas visuais • Regularidade

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• Irregularidade A irregularidade, que, enquanto estratégia de design, enfatiza o inesperado e o insólito, sem ajustar-se a nenhum plano decifrável.

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T é cnicas visuais • Simplicidade

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• Complexidade

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T é cnicas visuais • Unidade

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• Fragmentação

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LINGUAGEM VISUAL • ENTREVISTA

Guilherme Lobato

UI/UX Designer / Desenvolvedor Front-End na empresa Integrativa Soluções Tecnológicas e Co-Fundador na empresa Botequim Criativo Anterior: Grupo GPSoluções TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) e DX3 Tecnologia Qual a sua formação? Design gráfico-Cursando 5º periodo. Pela sua experiência, como voce enxerga à área de design no Brasil? Uma área de bastante crescimento, que ainda está conquistando espaço e reconhecimento no mercado. 32


Quais as dicas e conselhos que voce pode dar aos iniciantes de Design? Nunca se acomodar com o conhecimento que tem hoje, buscar está sempre aprendendo coisas novas tendo novas refereências e novas tecPessoa de sua árrea, normalmente tem ídolos, em quem voce se inspira? e quais sao suas referências? Steve Jobs, referencias no idolo? Quais as dicas e conselhos que voce pode dar aos iniciantes de Design? Nunca se acomodar com o conhecimento que tem hoje, buscar está sempre aprendendo coisas novas tendo novas refereências e novas tecnivas, pois tendências vem e vao. Qual o trabalho que voce mais gostou de fazer? Eu não consigo apontar apenas um trabalho que eu mais gostei, acho que todos os trabalhos em que participei houveram uma satisfação, uma nova aprendizagem, um novo desafio é sempre bem vindo isso que me faz gostar de um projeto. 33


LINGUAGEM VISUAL ÍNDICE Estes são os artigos publicados pela Revista Star Design mes de novembro. Todos os artigos podem ser consultados na íntegra (formato PDF). ASSUNTO Alfabeto Visual Pg. 04 a 13 Ponto, linha, forma, direcao, cor, textuara, escala, dimenção, e movimento. Mensagens Visuais Pg. 14 a 17 Representacional, abstrata e simbolico. Contrastes Pg. 18 a 21 Tom, cor e escala. Técnicas Pg. 22 a 31 Equilibrio e Sustentabilidade. Editor responsavel Fatima Lima Serviços de Informações e Orientação. Aerton Diniz (Professor e Coordenador do curso de Design) 34


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Estácio 2013 Fátima Lima