Issuu on Google+

Novembro 2010

N.º 33 Ano:XVI

Preço: 50 Cêntimos

DIOGO DE MACEDO GALARDOADA COM BANDEIRA VERDE

Pág. 8

COMEMORAÇÕES DOS 100 ANOS DA REPÚBLICA

Pág. 5

EXPOSIÇÕES “GALERIA DE ARTE DIOGO DE MACEDO”

Pág. 3

VISITAS DE ESTUDO

Pág. 9

A venda deste número do Face ao Douro reverte para o CLUBE DE SOLIDARIEDADE

SELO COMEMORATIVO DO DIA DA ESCOLA

“ANO LECTIVO 2009/2010” - SEPARATA Página 1


Es c o l a FACE AO DOURO

Hoje, 22 de Novembro de 2010, a Escola Secundária/3 Diogo de Macedo comemora o Dia da Escola. Fá-lo, porque tendo iniciado a sua actividade no ano lectivo de 1992/1993, com a designação de Escola Secundária de Olival, a partir do ano de 1995 passou a denominar-se Escola Secundária Diogo de Macedo, Olival, Vila Nova de Gaia. Este dia é, desde aquele ano, o Dia da Escola porque corresponde à data de nascimento de Diogo Cândido de Macedo, o qual passou a ser o seu patrono. A escolha do nome de Diogo de Macedo foi aceite unanimemente por todos os intervenientes no processo, tendo a sua escolha sido baseada nos seguintes pressupostos: ser natural de Vila Nova de Gaia, terse distinguido como escultor, museólogo e escritor, ser um dos mais ilustres homens de cultura portuguesa dos séculos XIX e XX, ter desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da nossa cultura e ser uma personalidade aglutinadora de consensos entre as quatro freguesias da área de influência da escola. Eis o motivo porque anualmente o dia 22 de Novembro tem tanto significado para todos nós, sendo assinalado com actividades promovidas por toda a Comunidade Escolar. Como um dos projectos mais antigos da Escola, o Face ao Douro tem procurado estar sempre presente neste Dia, contribuindo para reforçar os laços que nos ligam a todos enquanto membros desta Comunidade. Assim, neste número destacamos a Separata – Ano Lectivo 2009/2010, que deve ser encarada como memória futura, como lembrança de um ano caracterizado por acontecimentos marcantes na História de Educação em Portugal, mas igualmente por momentos inesquecíveis de convivência entre os vários elementos que integram a nossa Escola. Neste número registamos também a saída do nome do Joaquim Patacas como um dos responsáveis pela edição do jornal. Embora de momento ainda continue entre nós, na sua função docente, o nosso colega aguarda a sua jubilação, razão desta mudança, que não da sua colaboração. Durante este últimos anos o Joaquim Patacas colaborou de forma exemplar

2ª PÁGINA com o Face ao Douro, sendo um elemento valioso, destacando-se pela sua competência, dedicação, entrega e camaradagem. Neste momento em que aguarda a passagem para a aposentação, queremos reiterar ao Patacas o Obrigado do Face ao Douro, sendo que, como tem acontecido sempre, o obrigado da “Diogo de Macedo” será feito adequadamente pelos seus colegas, pois a nossa escola sempre tem sabido honrar os seus, numa marca muito própria, fiel aos princípios e valores que a caracterizam e a distinguem. Esse cariz muito particular concretizase, por exemplo, naquele que será, na nossa opinião, um momento único, o do lançamento do Selo do Dia da Escola. Fruto da colaboração com o Clube de Coleccionadores de Gaia, será posto à venda um selo (ver 1ª Página) comemorativo. Elaborado a partir da pintura de Fernando Moreira, criada expressamente para a nossa Escola, o selo apresenta o rosto do nosso patrono e a figura de uma das suas mais importantes criações, a escultura “Tejo”. Um apontamento final para realçar que estas comemorações, enquanto produto do esforço de toda a escola, principalmente dos alunos, envolvendo igualmente elementos da Comunidade Educativa local e municipal, devem ser vividas por todos na sua plenitude, pois representam um momento único no reforço da nossa própria existência. Face ao Douro Diogo de Macedo— Biografia

Diogo Cândido de Macedo nasceu a 22 de Novembro de 1889 em Vila Nova de Gaia. Em 1902 matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes. Em 1909, Diogo de Macedo casou com Diana Sotto Mayor. Ainda nesse ano participou na “II Exposição dos Modernistas” na Sociedade de Belas Artes no Porto. Acabou o curso em 1911 e partiu para França (Paris) onde frequentou as Academias de Montparnasse e a Escola Nacional de Belas Artes. Visitou a Bélgica em 1913 e no mesmo ano expôs no “Salon dos Artistas Franceses” com Tête de Vieillard; também nesse ano realizou a sua primeira exposição individual onde se destacou o busto de bronze “Camilo”. Em 1914 rebentou a Grande Guerra e Diogo de Macedo voltou a Portugal. Já em 1915, em Portugal, expôs na “Sociedade

Propriedade: Escola Secundária/3 Diogo de Macedo Directora: Olinda Guedes dos Santos Equipa Coordenadora: Manuel Filipe Sousa, Isabel Pereira e Luísa FACE AO DOURO Azevedo. Colaboradores: Equipa da Biblioteca Escolar, Equipa da Eco-Escola, Equipa do PES, Germano Silva e Pedro Castro. Professores: Manuel Filipe Sousa e Maria do Rosário Meireles. Alunos: 8º F; 9º A: Ana Santos, Fabiana Soares, João Amorim, José Silva, Juliana, Miguel Ângelo, Nuno Ricardo e Ricardo André; 9º B: Ana Sousa, Ariana, Luís Álvares e Rita Brito; 11º C; 11º D: Jorge Santos; 12º A:César Lima e Soraia Lopes.; 12º B; 12º C: Rafael Santos e Rui Oliveira. BD - 9º C: Ana Catarina, Ana Cláudia, Márcia Guedes e Teresa Machado Fotografia: Adelaide Carvalho, Damião Cruz, Joaquim Patacas e Manuel Brandão. Arranjo gráfico: Isabel Pereira e Luísa Azevedo Impressão: Secretaria e Reprografia da ESDM

Página 2

de Belas Artes”, pela qual recebeu o diploma de Menção Honrosa na Secção de Escultura. Durante o ano de 1916 Diogo de Macedo realizou a sua segunda exposição individual na Sociedade de Belas Artes no Porto, realizando uma terceira exposição individual na Liga Naval de Lisboa. Realizou em 1918 a IV exposição individual, com lugar na Galeria Misericórdia do Porto, denominada “Cartazes”. Destaque também, nesse ano, para a criação do busto “Retrato de Senhora”. Voltou a França em 1920 aquando da construção do busto L‟ Adieu. Depois de visitar a Alemanha (1922), voltou a Portugal e participou na “Exposição 5 Independentes” (1923). Realizou a sua quinta exposição individual no átrio da Misericórdia do Porto em 1924. Criou a escultura “S. Sebastião” em 1924 e a escultura “Tejo” em 1925. Voltou a Portugal, fixando-se em Lisboa. Em 1927 criou a escultura “Sara Afonso”. Um ano depois realizou a sexta e última exposição individual na Galeria Bobone. Foi-lhe atribuída a segunda medalha na Secção de Escultura pela Sociedade de Belas Artes, onde realizou a “Sexta Exposição Anual” (1929). Devemos destacar o esboceto “Afonso Domingos”, o busto “António Botto” e a escultura em bronze Sto. António elaboradas pelo autor em 1929. Em 1930 foi publicado o seu primeiro livro intitulado 14, Cité Falguiére e o busto “António Merano”. Um ano depois visitou o sul de Espanha, elaborou os bustos “Beatriz Costa” e um ano mais tarde “Florbela Espanca”. Em 1934 publicou “Iconografia Tumular Portuguesa”. Fez um estudo sobre o Infante D. Henrique para a Marinha Portuguesa nos Açores (1935). Visitou Londres e, dois anos mais tarde, visitou Itália. Em 1938 publicou “Gaia a de Nome e Renome”. Em 1941 Diogo de Macedo enviuvou e renunciou à escultura. Três anos mais tarde foi nomeado Director do Museu Nacional de Arte Contemporânea. Em 1946 o artista casou em segundas núpcias com D. Eva Botelho Arruda e durante o ano seguinte realizou conferências sobre Soares dos Reis. Durante 1948 fez uma viagem a África e realizou uma exposição itinerante sobre Arte Moderna em Angola e Moçambique. Também durante esse ano participou numa conferência sobre o Tricentenário da Restauração de Angola e colaborou em vários jornais com notas de arte. Diogo de Macedo visitou o Brasil em 1950, onde realizou conferências sobre Soares dos Reis e foi nomeado Vogal da Junta Nacional de Educação. Três anos depois publicou “Columbano” e em 1958 “Machado Castro”. Diogo de Macedo tem uma participação literária em “Monografias de Arte”, Assim como na primeira e segunda série da Colectânea “Museum”. A 19 de Fevereiro de 1959 morreu, em Lisboa.


Es c o l a GALERIA DE ARTE DIOGO DE MACEDO

FACE AO DOURO

A REPÚBLICA NO COLECCIONISMO, MOSTRA DE OBJECTOS COLECCIONÁVEIS DO SÉC. XX E MOSTRA DE CARICATURA CHARIVARI No momento em que a sociedade portuguesa comemora a implantação do regime republicano, a nossa Escola, através da Galeria de Arte Diogo de Macedo e da Biblioteca, associou-se às Comemorações Nacionais através de uma parceria com o Clube de Coleccionadores de Gaia, apresentando duas exposições que, complementando-se, pretenderam reviver o século passado através da visualização de diversos materiais e, simultaneamente, incutir nos alunos o gosto pelo coleccionismo.

A inauguração da exposição, que esteve aberta à Comunidade Educativa e ao público em geral entre 11 e 29 de Outubro, decorreu na noite de sexta-feira, dia 8, sendo antecedida por uma intervenção do Clube de Teatro que recreou a proclamação da República (ver texto). Dezenas de pessoas estiveram presentes, entre alunos, professores, pais e encarregados de educação, expositores, sócios e directores do Clube de Coleccionadores

de Gaia, além de outros convidados, que aplaudiram os actores que fizeram a recriação histórica e puderam observar as colecções expostas, sempre acompanhadas pelas explicações dos expositores. A exposição apresentou peças alusivas à data, englobando também um conjunto de desenhos, satíricos/humorísticos, publicados nos finais do Século XIX, no semanário humorístico ilustrado "Charivari", bem representativos do estado sócio, cultural, político e económico da nação na altura.

Durante o período da manhã do dia 28 de Outubro, o Presidente do Clube de Coleccionadores de Gaia, Fernando Peixoto, e o coleccionador matosinhense, Manuel Santos Pereira, deslocaram-se até à nossa escola, tendo-se encontrado com algumas turmas e professores abordando a temática do coleccionismo na República e conversado sobre as colecções expostas. Manuel Filipe Sousa

EXPOSITORES e COLECÇÕES: Pedro Barros Pereira, de Amarante, Cartofilia – “República” José Serafim Loureiro Ramada Pereira, do Porto, Cartofilia - “Retratos da Época” Américo Lopes Rebelo, do Porto, Filatelia – “As Mulheres da República” José Manuel Nogueira, de Vale de Cambra, Filatelia – “ Ceres” Manuel Santos Pereira, da Senhora da Hora, Numismática - “Cédulas Municipais e Outras” Artur Bernardino Sousa, de Vila Nova de Gaia, Numismática “O Escudo na República” Fernando Peixoto Correia, do Porto, Charivari – Jornais Humorísticos

"CHARIVARI" SEMANÁRIO HUMORÍSTICO ILUSTRADO Caricatura e sátira humorística à vida social, política e cultural da época. A 1 de Dezembro do ano de 1832 é distribuído gratuitamente, em França, o primeiro número do s e m a n á r i o humorístico ilustrado "Charivari" com a tiragem inicial de duzentos mil exemplares. A exemplo do que aconteceu noutros países, cinquenta e quatro anos depois, em 1886, é publicado no Porto um jornal humorístico com a mesma designação. De formato 325x225mm, com o peso de 4 gramas, composto por oito páginas, conjugava o texto impresso com os desenhos litografados. Para além de noticiar factos e eventos relevantes, do país e do estrangeiro, este semanário reservava espaço privilegiado à ilustração, usando-a como uma "arma" feroz, de crítica e sátira política, social e económica do país. Aspecto relevante é o facto de, para além das figuras nacionais, surgirem nas suas edições retratos a carvão de personalidades da região norte que se distinguiram nos mais variados domínios de actividade. De salientar a qualidade das magníficas ilustrações da autoria de José de Almeida e Silva e de Joaquim Maria Pinto, este último nascido no Porto, na Freguesia da Sé, a 12 de Janeiro de 1838, falecendo na mesma cidade a 30 de Novembro de 1904.

Página 3


Es c o l a FACE AO DOURO

IRMÃ GABRIELA expõe NATUREZA No âmbito das comemorações do Dia da Escola, a Irmã Gabriela vai apresentar, na Galeria de Arte Digo de Macedo, uma série de trabalhos intitulados NATUREZA.

A Irmã Gabriela nasceu em 1926 na cidade da Beira, manComemoração do Dia Mundial da Alimentação No dia vinte e um de Outubro, a nossa escola comemorou o Dia Mundial da Alimentação, no âmbito do Projecto de Educação para a Saúde. As turmas A e B do nono ano assistiram a uma palestra sobre o tema, pela nutricionista, Dr.ª Susana Cardoso. Nesta palestra, os alunos analisaram e discutiram a situação da fome no mundo e reflectiram sobre os erros alimentares mais comuns nos países mais desenvolvidos.

No primeiro intervalo da manhã, a turma C do 9º ano, Página 4

tendo a nacionalidade portuguesa. Iniciou aos oito anos a sua preparação artística com a noção de uma responsabilidade que lhe era inata e da qual nunca mais se separou. Radicou-se ainda criança, em Lisboa, onde frequentou e concluiu o Curso Geral dos Liceus. Em 1946, consagrou-se a Deus na Congregação das Irmãs Doroteias. Embora a expansão da arte não seja o carisma específico deste Instituto, tendo em conta esta vocação de artista, achou seu dever respeitá-la e proporcionar-lhe as condições adequadas para um trabalho sério em função de um Apostolado que, por ser Arte, é essencialmente

espiritual. Teve por Mestres os Pintores Emmérico Hardwich Nunes e Domingos Rebelo, mantendo por muito mais tempo o contacto com este. Foi subsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian em viagens de estudo, com incidência em Paris – o berço do Impressionismo. A pedido do público e do seu mestre e amigo Domingos Rebelo, expos pela primeira vez em 1966, no Palácio – Foz, em Lisboa, com inteira aprovação da Superiora Provincial. Com raras excepções, o seu movimento de Arte incide em Exposições Temáticas.

ofereceu uma peça de fruta a alguns alunos e professores ao som de uma música com a letra adaptada ao tema, na sala dos professores e na biblioteca. Estes alunos ofereceram também um postal alusivo ao tema, elaborado em área de Projecto. As bases dos tabuleiros da cantina também estavam diferentes nesse dia! Todos tinham

Halloween

bases com imagens e frases que aconselhavam a uma alimentação saudável. Esperamos que esta comemoração tenha lembrado a todos que a alimentação é importante para a saúde das pessoas. A Equipa do PES

On 29th October our school commemorated the Halloween by organizing an exhibition on the subject and by playing “Trick or Treat” in the classrooms. Class 8thF kept this tradition alive by playing tricks on some students. 8º F


Es c o l a O CENTENÁRIO NA REPÚBLICA NA ESDM A REPÚBLICA E O COLECCIONISMO Cumprindo um dever cívico, que muito honra os seus dirigentes, o Clube de Coleccionadores de Gaia tomou a iniciativa de promover a realização de uma exposição que se ajustasse, tanto quanto possível, às comemorações que por todo o país se celebram do centenário da proclamação da República em Portugal.

A efeméride histórica merece, sem dúvida, essa distinção. A implantação do regime republicano no nosso país, em 5 de Outubro de 1910, foi um acontecimento que teve uma enorme repercussão na História de Portugal. Não se tratou de uma simples mudança de chefe de Estado ou de substituição da Constituição política; tratouse, isso sim, de uma profunRepública ou Monarquia? A história mostra que, após vários anos de monarquia, a maioria dos países tem decidido implantar e governar-se a partir de um sistema republicano. Contudo, com as crises a que assistimos hoje em dia impõe-se a questão, será a república melhor que a monarquia? É inegável que muitos países governados em monarquia

FACE AO DOURO

da mudança estrutural de toda a sociedade portuguesa. Daí que, ao longo dos últimos cem anos, o 5 de Outubro tivesse sido celebrado, sempre, como uma data verdadeiramente nacional. Nem o tempo, nem as desilusões (e muitas houve ao longo de um século) conseguiram apagar na memória dos portugueses a data gloriosa da implantação da República. Foi com a República, aliás, que os portugueses deram início a uma época nova, assinalada pela concretização daquelas reformas sociais a que todo o cidadão aspira na intenção de melhorar as suas condições de vida. Um século decorrido sobre esse acontecimento, é possível avaliar a sua verdadeira significação e concluir, com toda a justiça, que a República é um caso Nacional e que deixou de ser a apetência de somente alguns sectores da população portuguesa. Injustiça seria, no entanto, não se reconhecer o importante papel que a propaganda republicana teve na preparação do movimento revolucionário que viria a culminar com a implantação do novo regime em Portugal. Muito antes da Revolução de 1910, e mesmo em 31 de Janeiro de 1891, já

era intensa a propaganda republicana, patente não somente nas tribunas dos grandes e memoráveis comícios e nas sessões dos centros cívicos, mas também nas páginas de jornais, de que “A Paródia”, de Rafael Bordalo Pinheiro, deve ser entendida como um paradigma; e na muita iconografia entretanto criada e reproduzida através de postais, cartazes, medalhas, desenhos, fotografias e outros. E é neste ponto que temos que relevar o papel do coleccionador como guardião da memória colectiva. Quantas peças, quantos documentos, quanta memória não se teriam ingloriamente perdido se não houvesse o coleccionador que pacientemente vai juntando, daqui um postal, dalém um desenho, depois uma medalha, às vezes uma bandeira. Sabemos que não é com essas evocações que se realiza a prosperidade dos povos. Mas através delas podemos fazer a história de uma revolução, de um regime e até de uma Nação. Um fraternal abraço de agradecimento, pois, aos coleccionadores, enquanto guardiães da nossa memória colectiva. Germano Silva Jornalista e Historiador

ao longo dos tempos se tornaram potências mundiais e que o rei se prepara desde a sua infância para assumir o cargo. Porém, é necessário pensar se esta é a melhor forma de gerir um país. Mas, afinal, o que fez um príncipe para merecer ser rei? Na república todos os representantes, antes de assumirem o poder, têm de dar, perante os eleitores, provas da sua competência, além de que toda

a gente tem direito a expressar a sua opinião. É importante também salientar que todas as monarquias actuais europeias são controladas por partidos democráticos. Podemos, então, afirmar que a república em termos de evolução está à frente da monarquia. É o único regime que nos permite escolher em liberdade e que zela pela mesma. César Lima, 12º A Página 5


Es c o l a FACE AO DOURO

O CENTENÁRIO O CENTENÁRIO DA REPÚBLICA NA REPÚBLICA NA ESDM NA ESDM

No âmbito das comemorações do Centenário da República e integrado nos princípios orientadores do Plano Anual de Actividades, a Biblioteca Escolar, em colaboração com o Clube de Teatro desta escola, levou a cabo, no dia 4 de Outubro, a simulação do discurso de José Relvas que terá tido lugar no dia 5 de Outubro de 1910. O texto foi produzido pela equipa da BE e os alunos do Clube de Teatro, proferiram-no numa encenação onde os protagonistas (Luís Fernandes, 11º A, João Martins, 9º E e Rui Mesquita, 9º E) estavam vestidos “a rigor”, lançaram-se panfletos da janela e foi distribuído o jornal “A Capital “do dia 5 de Outubro de 1910 pelos ardinas “de serviço” (Rosa Azevedo 11ºA e Rafael Rocha 11ºA). Não podemos esquecer a figura mais importante deste “desfile”, a nossa República, seriamente representada pela Helena Rodrigues do 10º D. Tratou-se de uma recriação que pretendeu, por um lado sensibilizar a nossa comunidade escolar para este momento histórico nacional e envolver os alunos em actividades de interesse cultural. A recriação deste momento repetiu-se no dia 8 de Outubro, pelas 21h45m, para os alunos da noite e convidados, no momento da abertura da exposição patente na Galeria Diogo de Macedo. Também na Biblioteca esteve presente uma exposição temporária com cópias de documentos e alguns objectos da época que ilustram o antes e o depois da República. Esta exposição implicou uma interessante pesquisa pelo início do século XX, tendo-se destacado capas de jornais franceses que davam conta dos acontecimentos em Portugal, e vários anúncios Página 6

publicitários manifestamente diferentes no antes e no depois da República. A Equipa da Biblioteca Escolar

O DISCURSO DE 5 DE OUTUBRO Hoje, 5 de Outubro de 1910, Portugal mudou. Eu, Eusébio Leão, e os meus companheiros, José Relvas e Inocêncio Camacho, estamos aqui em nome de todos os que lutaram pela República. Portugueses! O Governo Provisório da República Portuguesa saúda as forças de terra e mar, que com o Povo instituiu a República para felicidade da Pátria. Confio no patriotismo de todos. E porque a República para todos é feita, espero que os oficiais do Exército e da armada que não tomaram parte no movimento se apresentem no Quartelgeneral, a garantir por sua honra a mais absoluta lealdade ao novo regime. (Palavras de José Relvas na Proclamação da República)

É hora de nos voltarmos para os verdadeiros valores portugueses no caminho do progresso – a educação, a igualdade, a justiça social.

Queremos diminuir o atraso português a que séculos de monarquia nos condenaram – desenvolver a indústria, diminuir o analfabetismo, quebrar com os muros da ruralidade que nos impedem de ver o horizonte.

Queremos e devemos tornar o Estado laico, neutro. Os direitos políticos e sociais devem chegar a todos para que todos participem activamente na vida nacional. Portugueses, está na hora de honrar o património histórico, social e cultural da nossa Pátria. O Estado garantirá o rigoroso cumprimento da Lei, acima da qual ninguém está. Todos os homens são cidadãos e todos os cidadãos são iguais perante a Lei. Mostremos ao mundo a verticalidade dos nossos ideais e convicções. Viva a República! Viva Portugal! (adaptação)

O primeiro governo da República:

António José de Almeida Afonso Costa (na Justiça e Cultos);

Agora a política é de todos e não apenas daqueles que tinham acesso ao Paço e a S. Bento. Os interesses particulares são legítimos e devem ser respeitados, mas não se podem sobrepor aos interesses da colectividade.

 

Basílio Teles(nas Finanças);

Bernardino Machado (nos Estrangeiros);

António Luís Gomes (no Fomento);

Coronel António Xavier Correia Barreto (na Guerra);

Comandante Amaro Justiniano de Azevedo Gomes (na Marinha).


Es c o l a O CENTENÁRIO NA REPÚBLICA NA ESDM República ou Monarquia? Nos dias de hoje, o tema “República ou monarquia?” continua a ser alvo de grande controvérsia. A dúvida persiste em escolher o melhor sistema para governar um país: monarquia, sistema de governo em que o monarca governa um país como chefe de estado, ou, república, forma de governo na qual o chefe de estado é eleito pelos cidadãos ou seus representantes. Na monarquia o rei é o símbolo da nação, tendo este desde a infância uma educação no sentido de adquirir formação para governar. Nesta forma de governo, quem lidera é apenas aquele que pertence a uma dada linhagem, mais ninguém acede ao cargo nem escolhe quem o assume.

Situação em que ocorreu o regicídio A morte do rei D.Carlos e do seu filho herdeiro, o príncipe Real D.Luís Filipe, marcou profundamente a história de Portugal, visto que assinalou o fim da última tentativa séria de reforma da Monarquia Constitucional e, consequentemente, uma nova escalada de violência na vida pública do País. O atentado foi uma consequência do clima de crescente tensão que perturbava o aspecto político português. Dois factores foram primordiais: em primeiro lugar, o caminho traçado pelo Partido Republicano Português, desde cedo como solução para a erosão do sistema partidário vigente; em segundo, a tentativa por parte do rei D. Carlos de funcionar como árbitro do sistema político, papel que lhe era facultado pela constituição,

Na minha opinião, por muito que uma monarquia seja democrática, os cidadãos submetidos ao seu regime não terão oportunidade de manifestar as suas vontades em relação à ocupação do cargo. Sendo que este já se encontra destinado, obriga assim a que a nação aceite determinado modo de governar. Em oposição, na república o presidente é escolhido democraticamente pelo povo mediante a experiência e as provas que apresenta. Desta forma o candidato é voluntário e se pretendeu concorrer ao cargo poderá ser pela vocação para o desempenhar, ao contrário de um monarca que, quer pretenda quer não, tem que desempenhar a função predisposta. O tempo de permanência no

FACE AO DOURO

cargo é também um factor que privilegia a república, pois, quando o presidente não está a desempenhar correctamente o cargo, ao final de um determinado período de tempo pode sempre ser substituído. Em oposição, o monarca governa durante um longo período de tempo e, no caso de ser substituído, é-o por um outro membro da sua linhagem. Em conclusão, ambos os sistemas de governo têm os seus prós e contras. No entanto, a república destaca-se pela liberdade de escolha, mudança e oportunidade de acesso. A monarquia que perdura tende cada vez mais a ser democrática, mas a república é o sistema que tem mais adeptos e, por isso, o mais implementado. Soraia Lopes, 12ºA

e de seleccionar os problemas desse mesmo sistema, apoiando o Partido Regenerador Liberal de João Franco. Ana Sousa, Ariana Lino, Luís Alvares e Rita Brito, 9ºB A fuga da família real No dia 5 de Outubro de 1910, D. Manuel II acompanhado pela sua mãe Rainha D. Amélia e a sua avó fugiram de barco por causa da revolução Republicana que se instalara em Lisboa.

A família real subiu para a barca apoiando-se em caixotes

e cestos de peixes. O sinaleiro acenou com um chapéu e a barca que conduzia D. Manuel II entrou na água e seguiu. D. Manuel seguia viagem, muito pálido, sua mãe ia com ânimo e a sua avó acabrunhada. As barcas ainda não tinham atracado ao iate quando apareceu na vila um automóvel com revolucionários civis, armados de carabinas e munidos de bombas, que disseram para atirar para a praia, se tivessem chegado a tempo de impedir o embarque. José Silva e Juliana, 9º A Página 7


Es c o l a FACE AO DOURO

O Contador de Histórias na Biblioteca Escolar Há uma tendência natural e, sem intenção de menosprezar os anos de escolaridade mais avançados, em promover acções mais dirigidas aos alunos do terceiro ciclo, considerando-se que é pelos mais novos que se deve começar a despertar o gosto pela leitura e a habituá-los a momentos de relevo cultural. No entanto, e apesar destas razões, uma das propostas de melhoria apresentada pela BE no seu relatório de avaliação de 2009/2010 consistia em promover actividades dirigidas ao ensino secundário. Assim sendo, o grupo sediado em Tomar O Contador de Histórias foi convidado a fazer dois workshops. “As pessoas de Fernando”, dirigido aos alunos do 12º ano,

cativou pela leitura de textos diversificados de Fernando Pessoa, reveladores da sua fragmentação e despersonalização. Para os alunos que estavam a introduzir a temática nas suas aulas de Português, e a avaliar pelas repostas aos questionários feitos posteriormente, esta actividade ajudou-os a entender melhor a questão da heteronímia de Pessoa e a conhecer mais textos do mesmo autor. “Dá-me aí meio quilo de Poesia”, dirigidos a alunos do 11º ano, teve como objectivo despertar o gosto e a curiosidade por textos poéticos, também eles muito diversos e de vários autores, a título de exemplo, Camões, José Luís Peixoto, António Lobo Antunes… Num ambiente de boa dis-

posição, várias emoções foram despertadas pelos textos criteriosamente seleccionados. Ambas as acções tiveram um impacto positivo nos nossos alunos e foram do agrado dos mesmos, facto que dá alento à equipa da BE na preparação de outras actividades do mesmo género. Mª do Rosário Meireles Coordenadora

“Bandeira Verde 2010”

ambientais desenvolvidas no ano lectivo transacto. A adesão ao Programa Eco-Escolas foi feita pela primeira vez no ano lectivo de 2009/2010 e de forma muito positiva todos os Professores, alunos e demais comunidade escolar “abraçou” este projecto promovido pela ABAE. Ao longo do ano lectivo foram desenvolvidas várias actividades/iniciativas que contribuíram para uma melhoria global do ambiente da escola e da comunidade. Este esforço foi reconhecido através da atribuição de uma Bandeira Verde, que certifica a existência, na Escola, de uma educação ambiental coerente e de qualidade. Cabe agora a cada um a responsabilidade de continuar a envolver-se nos projectos desenvolvidos no âmbito do Programa Eco-Escolas para continuarmos a ser uma EcoEscola. Equipa do Eco-Escola

DIA EUROPEU DAS LÍNGUAS

Cerimónia de entregue do Galardão No passado dia 24 de Setembro, um grupo de professores e alunos da nossa Escola deslocaram-se a Ourém para receber o Galardão “Bandeira Verde 2010”, no âmbito do Programa EcoEscolas.

Foi com muita satisfação que toda a comunidade escolar recebeu a notícia de que a nossa Escola tinha sido distinguida pelas suas boas práticas Página 8

“EUROPEAN DAY OF LANGUAGES”

The English Day took place on the 28th September. It was celebrated in our school in the canteen which was decorated with English Symbols, like the

British flag. The main course was “Fish and Chips”, a traditional english food, and the most part of the students loved it. We think that this kind of initiatives should be repeated. Jorge Santos, 11º D


Es c o l a VISITAS DE ESTUDO Régua e Vale do Douro No dia 7 de Outubro de 2010, três turmas do Curso de Línguas e Humanidades do ensino secundário da Escola Diogo de Macedo dirigiram-se à Quinta de Santa Eufémia, no concelho de Lamego, em pleno Alto Douro Vinhateiro, considerado Património da Humanidade, pela UNESCO. A Quinta de Santa Eufémia é mais um relicário de história ímpar do Vale do Douro. O Douro é um paraíso misterioso, e é neste percurso de segredos e de regresso às origens da terra que nascem os chamados vinhos generosos. Ao longo da paisagem humanizada do Douro foram construídos vários socalcos de vinha, de onde a população duriense extrai o

« Une journée aux vendanges dans la ferme Santa Eufémia » « Vendanges? Aujourd‟hui, qui vendange? C‟est un travail pour les vieux », pense la plupart des jeunes mais peut être un emploi très important. Jeudi, sept octobre, les classes d‟humanités sont allées visiter la ferme Santa Eufémia (Régua) et, selon moi, ce voyage a été très amusant et différent. Après, le voyage d‟autobus, qui nous a permis de bavarder avec les autres classes, nous sommes arrivés á la ferme et nous avons vendangé. C‟est pourquoi nous avons fait un autre voyage en camion. Ce voyage a été différent des autres car nous sommes emmenés parmi les vignes où on a

saboroso vinho do Porto. Eram exactamente 8h e 45m, quando esta comunidade escolar saiu da escola a caminho da Régua, debaixo de um céu muito nublado. Ao longo da viagem para a Régua fomos apreciando a belíssima paisagem do Douro. Por volta das 11h, chegamos e fomos bafejados por um magnífico sol de „Verão‟. Encaminhamo-nos logo para os socalcos durienses para aprendermos e praticarmos a vindima. Vindimamos durante cerca uma hora, o suficiente para ficarmos exaustos. A população do Douro trabalha desde o nascer até ao pôr-do-sol, numa labuta diária dura e contínua, sem esmorecer.

Depois do almoço, dois guias da Quinta de Santa Eufémia mostraram-nos os vários processos de transformação do Vinho do Porto pu voir les couleurs verdâtres et rougeâtres des feuilles des vignoles. Super…fantastique! Vendanger n‟est pas ennuyeux, c‟est un travail qui nous permet apprendre beaucoup de choses et admirer aussi le beau paysage prés du fleuve Douro. Tout a été magnifique: le paysage, le soleil brillant…parfait! À l‟heure du déjeuner, nous avons eu l‟opportunité de prendre des photos et de connaître un peu la région. L‟après-midi, nous avons appris l‟histoire de la famille et de la ferme; nous avons eu une visite guidée par un élément de la famille qui nous a informé tout sur la fabrication du vin du Porto et du vin de table: la manière comme les machines fonctionnaient, les pressoirs, les tonneaux et les pipes.

FACE AO DOURO

até ser enviado para o mercado. No fim da visita ofereceram, aos mais velhos, um cálice de Vinho do Porto e uma fatia de bolo a todos. No regresso, o autocarro passou pelo centro da Régua e os alunos aproveitaram para comprar os famosos e saborosos rebuçados, que tanta falta nos irão fazer nas noites frias de Inverno. Por volta das 19h chegamos à escola, num clima de chuva, depois de uma visita de estudo maravilhosa. Com esta visita de estudo vin-

dimamos, observamos a bela paisagem do Douro e os vários processos de transformação do vinho do Porto, conhecemos a Régua… enfim, uma visita de estudo que ficará na memória! Rafael Santos e Rui Oliveira 12ºC Une curiosité : vous savez que les raisins, après être pressés, sont ceux qui font le marc? Nous avons connu aussi les fruits de l‟arbousier très appréciés qui sont très bons et qui font une eau-de-vie délicieuse! Pendant l‟après-midi, nous avons dégusté le vin du Porto et nous sommes revenus avec une certitude : nous avons aidé á remplir une bouteille de vin du Porto ou vin de table. Avant de rentrer á l‟école, nous avons acheté les célèbres bonbons da Régua et le retour a été très animé et communicatif. Ce voyage va être rappelé, grâce á la qualité du vin et á la joie des élèves et des professeurs. La classe: 11ºC

Página 9


Es c o l a FACE AO DOURO

VIAGEM AO PASSADO No dia 4 de Outubro de 2010, a turma do 11º D do Curso Profissional de Técnico de Análises Laboratoriais visitou a exposição RESISTÊNCIA: DA ALTERNATIVA REPUBLICANA À LUTA CONTRA A DITADURA (18911974), patente na Cadeia da Relação do Porto, no âmbito das disciplinas de Área de Integração e Português.

Dia do Diploma No transacto dia 8 de Setembro, ainda antes de as aulas começarem, foi comemorado na ESDM o Dia do Diploma. O objectivo principal desta celebração, que é encorajada pelo Ministério da Educação, é valorizar os alunos que terminam o ensino secundário, através da entrega de um certificado. Para além da certificação da conclusão do secundário, foram entregues os prémios referentes aos melhores alunos dos cursos tecnológicos e científico-humanísticos, tendo sido premiados respectivamente a aluna Isolete Gonçalves e eu próprio, Pedro Castro. Como é óbvio, foi uma noite feliz para todos, uma vez que pudemos comemorar um Página 10

A exposição procurava retratar “rostos, gestos, momentos da vida” dos portugueses cuja resistência e luta foi essencial na construção da democracia portuguesa. A organização esteve a cargo do Centro Português de Fotografia e da Comissão para as Comemorações do Centenário da República. Os painéis, expostos nas antigas enxovias prisionais, percorriam historicamente os caminhos da conquista da liberdade. Os núcleos iam desde O Caminho da República 1891-1910 até ao 25 de Abril de 1974, passando pela implantação da República, instauração da ditadura e pela construção da Resistência. Nesta resenha histórica, para além da informação, também complementada pela guia da exposição, impressionaram as

fotografias, os vídeos e as músicas. Esta foi uma oportunidade para saber mais sobre a História recente de Portugal e sobre os valores inerentes à construção de uma Democracia. Além disso, foi importante conhecer a Cadeia da Relação, património histórico, cultural e social da cidade do Porto. Foi ainda marcante descobrir histórias de presos, conhecidos e anónimos, que passaram por aquele espaço. 11ºD

momento importante das nossas vidas. Esta cerimónia marcou uma ligeira diferença, cujos efeitos se começam a sentir gradualmente: o ensino secundário terminava, e abriam-se as portas para um mundo académico completamente desconhecido. Mais importante, talvez, do que este momento solene, foi

o facto de todos podermos estar juntos novamente, após as férias de Verão. Foi bom poder matar saudades de todos os bons momentos passados nesta escola que nos acolheu ao longo de todos estes anos. Uma última palavra de agradecimento e de muitas saudades. Pedro Castro


Es c o l a FACE AO DOURO

Associação Estudantes Lista Z vence Eleições AE As eleições para a Associação de Estudantes tiveram lugar no dia 11 de Novembro, dia de São Martinho, tendo saído vencedora a lista Z que obteve 281 votos (53,73%), contra os 230 votos obtidos pela lista C, correspondentes a 43,97%, dos 523 eleitores presentes na segunda volta do acto eleitoral. A este acto eleitoral apresentaram-se três listas, a lista C que apresentava como candidato a presidente da Direcção da AE o aluno César Rafael Santos Vieira, da turma C, do 12º ano de escolaridade, a lista U, com Armando Martins, da turma A, também do 12º ano e a lista Z, liderada por José Eduardo Velho Borges, da turma A, do 10 º ano de escolaridade. Como habitualmente a campanha eleitoral decorreu de uma forma muito animada, com muita música, muito entusiasmo, muita participação, mas com muito pouca discussão de ideias e projectos, os quais se limitaram ao Plano de Actividades proposto por cada lista e que foram afixados, pela Direcção da Escola, no Polivalente para conhecimento de toda a Comunidade Escolar. De destacar o civismo que esteve presente, de uma forma geral, em toda a Campanha e que revela um acentuado espírito de

SESSÕES CATIM

participação cívica e de maturidade democrática de candidatos e eleitores. Os dois momentos de voto decorreram também de forma ordeira, tendo os membros da Mesa Eleitoral desempenhado a sua missão com brilho e competência, no que foram auxiliados pela forma como todos os alunos assumiram a sua cidadania. Esse entusiasmo traduziu-se numa elevada participação nos dois actos eleitorais, sendo que na primeira volta das eleições participaram 543 alunos, correspondentes a 72,3% do total dos eleitores, votos que se distribuíram pelas três listas presentes (Lista C, 195 votos, 35,9%, Lista U, 143 votos, 26,3% e Lista Z, 201 votos, 37,5%). De relevar a forma como vencidos e vencedores encararam os resultados eleitorais, sendo que a partir do momento da sua eleição a lista vencedora passa a representar todos os alunos da Escola, os quais terão também de contribuir para que os projectos apresentados possam ser cumpridos.

No dia 3 de Novembro recebemos na nossa escola o CATIM (Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metal ou Mecânica), que nos deu a conhecer os projectos “Pense Indústria” e “F1 in School”. Estes poderão ser elaborados nas disciplinas de Área de Projecto ou Tecnologias da Informação e Comunicação. Esta visita foi de enorme importância, já que permitiu aos alunos adquirir conhecimentos e apoios tecnológicos para a realização do projecto. Os contactos, para quem estiver interessado em participar, são: www.catim.pt/pi penseindustria@catim.pt catim@catim.pt Refere-se que irão decorrer mais sessões nos dias 16 e 18 de Novembro. 12ºB

PERSONALIDADES DA REPÚBLICA Manuel de Arriaga

Nasceu em 1840. Foi dirigente e um dos principais ideólogos do Partido Republicano Português. Faleceu em 1917 dois anos depois de ter abandonado a Presidência da Republica.

Teófilo Braga

Nasceu em 1843. Depois de ter presidido o Governo Provisório da República Portuguesa, a sua carreira política terminou após exercer o cargo de Presidente da República. Faleceu em 1924.

Bernardino Machado

Nasceu em 1851. Foi o terceiro e o oitavo Presidente da República. Faleceu em 1944.

José Relvas

Nasceu em 1858. Foi um político português. Faleceu em 1929.

António José de Almeida

Nasceu em 1866. Foi um político do Partido Republicano Português e o sexto presidente da República Portuguesa. Faleceu em 1929.

Afonso da Costa

Nasceu em 1871. Foi político republicano, estadista português, um dos principais obreiros da implantação da República e uma das figuras dominantes da Primeira Republica. Faleceu em 1937.

António Maria da Silva

Nasceu em 1872. Foi um político português e um dos membros da Alta Venda que dirigia a organização revolucionária republicana Carbonária Portuguesa. Faleceu em 1950.

Página 11


FACE AO DOURO

A nossa bandeira A Bandeira de Portugal é um dos símbolos nacionais. O modelo da actual bandeira foi aprovado por Dec. nº 141 da Assembleia Nacional Constituinte de 19 de Junho de 1911, após ser seleccionado, entre várias propostas, por uma comissão cujos membros incluíam Columbano Bordalo Pinheiro, João Chagas e Abel Botelho, sendo as suas dimensões e descrição mais pormenorizada, definidas pelo Dec. de 30 de Junho de 1911. No entanto, já desde a proclamação da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910, que eram usadas bandeiras provisórias semelhantes ao modelo que viria a ser aprovado oficialmente. A bandeira tem um significado republicano e nacionalista. A comissão encarregada da sua criação explica a inclusão do verde por ser a cor da esperança e por estar ligada à revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891.

Os seus significados e segredos...

Verde – Simboliza a esperança. Vermelho – Simboliza a coragem e o sangue dos portugueses mortos em combate. Esfera armilar – Simboliza o mundo que os navegadores portugueses descobriram nos séc. XV e os povos com trocaram ideias e comércio. Os sete castelos – Simbolizam as localidades fortificadas que D. Afonso Henriques conquistou aos mouros. As cinco quinas – Simbolizam os cinco reis mouros que D. Afonso Henriques venceu na batalha de Ourique. Pontos dentro das quinas – Representam as cinco chagas de Cristo. Diz-se que na Batalha de Ourique, Jesus Cristo crucificado apareceu a D. Afonso Henriques, e disse: “ Com este sinal, vencerás!”. Contando as chagas e duplicando as chagas da quina do meio, perfaz-se a soma de 30 dinheiros que Judas recebeu por ter traído Jesus Cristo. Fabiana Soares, João Amorim, Ana Santos, 9º A

Ana Catarina, Ana Cláudia Márcia Guedes e Teresa Machado 9º C

Página 12

O Hino Português Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória! Às armas, às armas! Sobre a terra e sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar! Contra os canhões Marchar, marchar!

O bombardeamento do palácio das necessidades O Palácio das Necessidades localiza-se no Largo do Rilvas, em Lisboa. O palácio tornou-se residência dos reis da Dinastia de Bragança a partir de Maria II de Portugal, à excepção do seu filho Luís I de Portugal, que preferiu o Palácio da Ajuda. Na revolução contra a monarquia, a Marinha aderiu imediatamente à revolta tendo -se juntado outros militares de baixa patente de ideais republicanos. Os navios Adamastor e São Rafael prepararam-se para o bombardeamento ao Palácio das Necessidades, que se veio a efectuar no dia seguinte (5 de Outubro de 2010). Não obstante a oposição do cruzador D. Carlos, as operações navais rapidamente foram controladas. Miguel Ângelo, Nuno Ricardo e Ricardo André, 9ºA


Face ao Douro Nº 33