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1ª Edição - Junho - 2011 Above Publicações Vila Velha - ES


Acredite se quiser: podem estar dormindo na mesma cama o desejo da união conjugal e o desejo de separação conjugal


Copyright © 2011 — Above Publicações 1ª edição ISBN — 978-85-63080-43-1

Editor Responsável Uziel de Jesus Revisão O autor Capa Melissa Roncete Diagramação Fabricio Trindade Ferreira Impresso na Gráfica Viena Todos os direitos reservados pelo autor. É proibida a reprodução parcial ou total sem a permissão escrita do autor.

www.aboveonline.com.br


“Para onde foi o teu amado, ó mais formosa entre as mulheres? Para onde virou o teu amado, e o buscaremos contigo? Eu sou do meu amado e o meu amado é meu”. Cantares


DEDICATÓRIA A todos os cônjuges que lutam para viverem juntos até que a morte os separe. Espero que este livro contribua para que eles sejam vencedores e vivam sempre felizes.


SUMÁRIO DEDICATÓRIA....................................................................................... 7 APRESENTAÇÃO.................................................................................. 11 INTRODUÇÃO..................................................................................... 13 1.Desejo de separação conjugal................................................... 17 2.Metodologia usada nessa pesquisa......................................... 18 3.Síntese dos resultados dessa pesquisa................................... 21 4.Comparação entre os dados socioeconômicos dos entrevistados com os resultados dessa pesquisa ................. 31 4.1 Correlações entre os dados socioeconômicos dos entrevistados com os resultados dessa pesquisa............. 32 5.Análise qualitativa dos dados coletados................................ 41 5.1 A intolerância conjugal.................................................... 42 5.1.1 A intolerância conjugal. Análise dos dados considerando cada situação simulada como motivadora do desejo de separação conjugal ............ 42 5.2 A insatisfação conjugal........................................................ 43 5.2.1 A insatisfação conjugal. Análise dos dados considerando cada gênero como se fosse um indivíduo e sofrendo a influência de todas as situações simuladas – a influência global dos fatores........................................ 43 5.3 A explicação de cada fator considerado motivador do desejo de separação conjugal................................................. 51 5.3.1 Infidelidade conjugal.................................................. 51 5.3.2 A agressão física e verbal........................................... 70 5.3.3 Falta ou falha no diálogo entre os cônjuges....... 77 5.3.4 Dificuldade financeira................................................. 83 5.3.5 Divergência na criação dos filhos........................... 90 5.3.6 Falta de carinho e atenção........................................ 95 5.3.7 Qualidade da relação sexual.................................... 99 5.3.8 Relação dos cônjuges com as redes sociais........ 104 5.3.9 Incompatibilidade de personalidade


entre os cônjuges.................................................................... 107 5.3.10 Trabalho e carreira profissional............................. 112 6.Análise quantitativa dos dados coletados............................. 121 6.1 A intolerância conjugal........................................................ 122 6.1.1 A intolerância conjugal.............................................. 122 6.2 A intolerância conjugal: as situações de maior impacto sobre o cônjuge ........................................................................... 125 6.3 Intolerantes e tolerantes no relacionamento conjugal........................................................................................... 127 6.4 A insatisfação conjugal........................................................ 130 6.4.1 A insatisfação conjugal............................................... 130 7.Tentativas de respostas às questões listadas no primeiro capítulo deste livro............................................................................ 137 7.1 Tentativas de repostas às questões listadas no primeiro capítulo deste livro...................................................................... 138 8.Considerações finais...................................................................... 143 8.1 Considerações finais............................................................. 144 9.Apêndice............................................................................................ 149 9.1 Recomendações do autor que poderá ajudar a desfrutar de um casamento feliz: sucesso no relacionamento conjugal........................................................... 150 10.Referências bibliográficas.......................................................... 157


APRESENTAÇÃO Este livro surgiu duma pesquisa envolvendo duzentos e quarenta pessoas casadas ou em união estável, metade de cada gênero, entrevistadas sobre situações com potencial de motivar o desejo de separação conjugal. Esta pesquisa foi baseada em simulações de situações consideradas indesejáveis em relação ao cônjuge. Os resultados obtidos pela análise dos dados, princialmente usando métodos estatísticos, foram bastante interessantes e acredito que ajudará a desmistificar muitos aspectos sobre os gêneros a exemplo do homem agir e ter atitudes predominantemente opostas às mulheres, principalmente no que se refere ao relacionamento heterossexual. Acredito que da mesma forma que alguns resultados desta pesquisa me surpreenderam, ocorrerá de modo semelhante com alguns leitores. Espero que a leitura seja agradável e interessante. Faça bom proveito das informações contidas neste livro. O autor


Introdução 1


Casar e permanecer casado. Eis uma questão que em nossa época e em muitos casos tem se tornado de difícil diagnóstico e prognóstico. Interessante é que o número de união conjugal, formal ou não, continua sendo a ordem da época. A união conjugal é considerada, por muitos, como um fator de estabilidade humana e por isso, inevitavelmente chegará o momento em que emergirá a necessidade ou vontade de se unir, por amor ou outros fatores, a uma determinada pessoa. No Brasil, o número de união conjugal continua em alta. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE - informam que em 1997 ocorreram 724.738 casamentos civis e em 2009 ocorreram 935.116. Mas o que motivou a edição deste livro foi o contrário: também o número de separação cresce progressivamente em nossa sociedade. Dados do IBGE informam que em 1997 ocorreram 89.635 separações judiciais mais 104.307 divórcios e em 2009 ocorreram 85.504 separações judiciais e 139.641 divórcios. “O Anuário Estatístico Brasileiro editado pelo IBGE em 1996 [...] indicam aproximadamente um divórcio para cada quatro casamentos” (Féres-Carneiro, 1998, p.8). Outro fato interessante: após o rompimento conjugal, as pessoas buscam a reconciliação ou a construção de um novo relacionamento. Baseado nos censos do IBGE se percebe o crescimento de recasamentos entre divorciados, bem como entre divorciados e solteiros. Comparando 2000 com 2010, subiu de 1,1% para 2,7% o número de casamento entre divorciados.


Por que o número de separação cresce e o número de união conjugal permanece alto? Será que a sociedade caminha para o estabelecimento de uniões conjugais de curta duração e de permanentes construções de novos relacionamentos conjugais? Esse crescente aumento de separações conjugais é resultado da desvalorização do casamento? O número de separações conjugais é resultado das pessoas estarem mais intolerantes aos fatores que ameacem às expectativas dos cônjuges quanto ao relacionamento conjugal? As pessoas se tornaram mais exigentes, inclusive em relação ao casamento? Qual a idade em que os cônjuges são mais suscetíveis a separação conjugal? Quem é mais intolerante no relacionamento conjugal: o esposo ou a esposa? Quem mais viola o acordo matrimonial: o esposo ou a esposa? Quem mais deseja a separação conjugal: o esposo ou a esposa? Quem mais tenta salvar o casamento: o esposo ou a esposa?

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Porque as culturas onde predominam casamentos arranjados, os casais se separam menos e estudos realizados relatam que cônjuges desse modelo de casamento manifestam maior satisfação e amor conjugal do que os casais dos modelos predominantes no mundo ocidental? A infidelidade conjugal masculina pode ser considerada uma predisposição biológica ou determinada por fatores sociais, instinto masculino ou oportunismo social, fatores genéticos ou culturais? E a violência doméstica? Quem motiva com maior frequência o cônjuge desejar a separação conjugal: o esposo ou a esposa? A infidelidade conjugal feminina pode ser considerada uma predisposição biológica ou determinada por fatores sociais? Por que geralmente as causas básicas da separação conjugal não aparecem no discurso dos que entram com pedido judicial de separação conjugal? Pode ser considerado verdadeiro o discurso masculino de que ama a esposa, embora a tenha traído? Quando surge o desejo de separação conjugal, quem mais pensa nas conseqüências para os filhos: o esposo ou a esposa? Espero que essas e outras perguntas possam encontrar o caminho para respostas através deste livro.

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Desejo de separação 2 conjugal


Metodologia usada nessa pesquisa Esta pesquisa procurou avaliar se os seguintes fatores tinham potencial de motivar o desejo de separação conjugal: infidelidade conjugal, agressão física ou verbal, dificuldade financeira, falha ou falta de diálogo entre os cônjuges, qualidade da relação sexual, relação interpessoal dos cônjuges com as redes sociais, falha ou falta de carinho e atenção, incompatibilidade de personalidade entre os cônjuges, divergência na criação dos filhos, trabalho e carreira profissional dos cônjuges. Esses fatores com potencial de motivar o desejo de separação conjugal foram considerados presentes em cinquenta e quatro situações simuladas no instrumento utilizado nessa pesquisa. Para avaliar o impacto de cada um desses fatores e cada situação simulada sobre o desejo de separação conjugal foi construído um instrumento de caráter predominantemente quantitativo, o qual foi respondido por 240 pessoas: 120 homens e 120 mulheres, ambos casados ou vivendo em “união estável” num relacionamento heterossexual. Os dados sofreram tratamento predominantemente quantitativo, baseado em técnicas estatísticas, fundamentadas nas seguintes noções: moda, média, desvio padrão e correlação linear. Foi possível quantificar os resultados e transformá-los em escores. Cada fator estudado foi atribuído a eles um valor

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na escala de zero a dez. Esse escore traduz para cada fator a insatisfação conjugal. Após a quantificação dos valores encontrados foi possível analisá-los quantitativamente e qualitativamente. Surgiu-se grandezas perfeitamente mensuradas e nomeadas: sentimentos conjugais fundamentais, separações potenciais, intolerância conjugal e insatisfação conjugal. O instrumento utilizado avalia se as situações simuladas são percebidas pelos entrevistados como ameaçadoras ao relacionamento conjugal. Tal pesquisa viabilizou avaliar as expectativas dos entrevistados quanto ao relacionamento conjugal, se existem diferenças qualitativas ou quantitativas entre homens e mulheres no que se refere a atitudes e comportamentos ligados a relação conjugal, qual o gênero mais intolerante quanto às exigências do acordo conjugal, se existem correlações fortes entre as respostas dadas e as categorias das quais fazem parte os entrevistados: nível de escolaridade, condições sócio-econômica, etc. Foram analisadas as possíveis separações decorrentes de cada situação simulada. Também foi realizada uma análise do comportamento do grupo, considerando cada gênero como um só indivíduo. Em seguida, baseado nas teorias e fazendo correlações com outras pesquisas chegou-se a algumas inferências sobre os resultados obtidos nesta pesquisa.

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Os resultados dessa pesquisa foram comparados em alguns parâmetros com pesquisas de outros autores e os resultados foram parecidos, dando assim um considerado poder de validação dela. Claro que seria necessária uma pesquisa com uma amostragem mais representativa para confirmação das inferências formuladas. A depender da receptividade do público a esse assunto se poderá pensar numa nova pesquisa usando as mesmas ferramentas. A análise estatística simples dos dados permitiu se construir as seguintes noções: intolerância conjugal e insatisfação conjugal. Este livro, baseado na análise de dados da pesquisa realizada, tenta fazer uma correlação com alguns estudos existentes sobre motivos de alguns fatores serem percebidos como motivadores do desejo de separação conjugal. Também se buscou responder algumas questões: a ciência confirma bases biológicas que justifique predisposição masculina à infidelidade conjugal? Os fatores sociais influenciam ou são determinantes da infidelidade conjugal? A violência familiar é caso de polícia ou de terapia? Também se tentará classificar quais fatores podem ser considerados como causas básicas e quais são causas imediatas do desejo de separação conjugal. Acredito que se o leitor demonstrar paciência e perseverança na leitura, então poderá ficar impressionado com os resultados obtidos nessa pesquisa. 20

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SĂ­ntese dos resultados 3 dessa pesquisa


Abaixo são descritos as principais conclusões elaboradas a partir da análise dos dados dessa pesquisa: • A mais importante conclusão dessa pesquisa foi que os homens se assemelham bastante às mulheres quanto às exigências referentes ao relacionamento conjugal. Tanto homens como mulheres são exigentes quanto à relação conjugal. As análises dos dados apontam semelhanças nos aspectos qualitativos entre homens e mulheres quanto ao relacionamento conjugal. Se os homens são intolerantes, as mulheres também são. Se os homens são tolerantes, as mulheres também são. Diferem no aspecto quantitativo, ou seja, quem é mais intolerante ou tolerante no relacionamento conjugal: os homens ou as mulheres? Nessa pesquisa, as mulheres em muitas situações são ligeiramente mais intolerantes que os homens no que se refere ao relacionamento conjugal. • O único fator que houve diferença qualitativa entre homens e mulheres foi na situação: o cônjuge em triângulo amoroso, estabelecendo um relacionamento homossexual: a esposa com uma amante ou o marido com um amante. • As mulheres estão mais insatisfeitas no casamento e lutam para obter felicidade nele. Os homens são 22

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considerados por elas como os maiores motivadores do término da união matrimonial. • “As mulheres tendem a não aceitar comportamento de desleixo dos esposos; ressentem-se com demonstração de negligência na administração da vida doméstica – incluindo cuidado com filhos, compras, etc.; estão atentas ao seu desempenho sexual, exigindo fidelidade, companheirismo, amizade, ou seja, fidelidade na relação.” (Perlin e Diniz, 2005, p. 10). • A pesquisa apontou que tanto homens quanto mulheres são exigentes quanto ao contrato psicológico e ao contrato social referente à união conjugal. • Quanto à intolerância e insatisfação conjugal, alvo dessa pesquisa, as mulheres demonstraram ser mais intolerante e insatisfeita no relacionamento conjugal em quase todos os fatores estudados. Essa pesquisa confirma as estatísticas de que os pedidos judiciais de separações conjugais são solicitados na maioria dos casos pelas mulheres. Féres-Carneiro informa, baseada nos indicadores sociais do IBGE, que a grande demanda de separação é feminina: 71% das separações consensuais, encerradas na primeira instância, são pedidas pelas mulheres. Essa autora, baseada também em literaturas de outros países, Ubiratan Oliveira da Silva

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informa que tanto na Europa como nos Estados Unidos são as mulheres que na maioria dos casos dão entrada no pedido de divórcio. Nos Estados Unidos pesquisas indicam uma estimativa de 50% de divórcio dos que vivem no primeiro casamento e 60% no caso de pessoas que casaram novamente. • Quanto aos fatores e às situações propostas na pesquisa, não houve sequer um entrevistado que demonstrasse antagonismo (por oposição ou contradição) em relação ao gênero oposto, salvo a reação ao descobrir uma relação homossexual envolvendo o cônjuge. • Quatro mulheres e dois homens demonstraram elevada intolerância às situações simuladas quanto ao relacionamento conjugal. Um entrevistado foi o mais intolerante: caso ocorresse 52 das 54 situações simuladas, ele se separaria da esposa. • Geralmente a intolerância e a insatisfação conjugal geram predominantemente dor crônica nas esposas e dor aguda no esposo. • Essa pesquisa permitiu se analisar uma noção denominada insatisfação conjugal. Na avaliação global, as mulheres entrevistadas demonstraram mais insatisfeitas. Na avaliação individual, 7 homens 24

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demonstraram propensão à insatisfação conjugal muito alta contra 6 mulheres. 21 homens apresentaram alta insatisfação conjugal contra 30 mulheres. • As condições sócio-econômicas dos entrevistados: rico ou pobre, universitário ou não pouco impactaram na intolerância masculina ou feminina. • A intolerância conjugal sugere ser um fator inerente a personalidade humana. • Existem fatores e situações que impactam ligeiramente mais um gênero do que outro: agressão física, divergência na criação dos filhos, falta de carinho e atenção, incompatibilidade de personalidade e dificuldade financeira. • As mulheres alegam que os homens tendem a provocar inúmeros motivos que despertam o desejo da separação conjugal nelas. • Embora sejam as mulheres que mais solicitem judicialmente a separação conjugal, pesquisas realizadas, das quais cito Garcia e Tassara, são também as mulheres que mais tentam evitar a dissolução conjugal. Alguns homens, não querem se separar, mas também poucos contribuem para que não ocorra a separação, pois parece não acreditarem que de fato

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a esposa vai decidir se separar deles e quando tomam consciência de que a esposa está decidida, em alguns casos já é tarde demais: algumas esposas perderam total esperança na mudança do marido ou a mágoa e a desilusão é tão grande que elas já não estão mais motivadas à reconciliação conjugal. • a maioria dos homens, nessa pesquisa, sugere, pelas respostas dadas por eles, de modo bem acentuado, não querer a separação conjugal. Os resultados numéricos, frutos dessa pesquisa, indicam isso. • A intolerância feminina maior que a masculina, demonstrada nessa entrevista, confirma outras pesquisa que indicam a predisposição feminina a uma maior intolerância aos desvios na relação conjugal. Os valores inseridos na união conjugal e na família são percebidos de modo semelhante entre homens e mulheres e há valores ligeiramente mais significantes para um gênero. • As mulheres são tão pressionadas socialmente e de modo contraditório tanto para trair como para não trair e responde sempre a esta contradição com êxito. • O desejo de separação conjugal masculino e feminino, motivada por situações que quebrem as regras conjugais acordadas, demonstra uma atitude 26

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contraditória que permite se conjecturar o seguinte: o desejo de separação conjugal demonstra que a união conjugal é tão valorizada que os cônjuges manifestam pouca tolerância à quebra das regras sociais e psicológicas conjugais acordadas. O pedido de divórcio pode ser visto em muitos casos como uma valorização do casamento, por não ser tolerado que os cônjuges fracassem nos objetivos que os levaram a contrair matrimônio. Isso pode ajudar a desmistificar a idéia de que o aumento do divórcio vem ocorrendo devido à desvalorização do matrimônio. • Alguns fatores pouco justificam o desejo de separação conjugal, mesmo assim, eles geram o tal desejo de separação. • A representação social vigente de marido e mulher é uma das causas de muitos conflitos conjugais, pois algumas situações que são toleradas socialmente, todavia são inaceitáveis pelos cônjuges. • A ordem da influência dos fatores motivacionais sobre o desejo de separação conjugal dos homens e das mulheres obtida pela análise dos dados coletados nesta pesquisa está expressa na tabela da

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próxima página. Tabela 1. Ordem de influências dos fatores percebidos pelos entrevistados como tendo potencial de motivar o desejo de separação conjugal. Intolerância conjugal motivos que certamente levariam a separação conjugal 120 mulheres e 120 homens entrevistados

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Insatisfação conjugal motivos que geram conflitos, desilusão e infelicidade conjugal 120 mulheres e 120 homens entrevistados

HOMENS

MULHERES

HOMENS

MULHERES

Infidelidade conjugal

Infidelidade conjugal

Infidelidade conjugal

agressão física e verbal

Falta ou falha no diálogo entre os cônjuges

Agressão física e verbal

Falta ou falha no diálogo entre os cônjuges

Infidelidade conjugal

Agressão física e verbal

Falta ou falha no diálogo entre os cônjuges

Agressão física e verbal

Dificuldade financeira

Dificuldade financeira

Dificuldade financeira

Dificuldade financeira

Falta ou falha no diálogo entre os cônjuges

Relação dos cônjuges com as redes sociais

Falta de carinho e atenção

Divergência na criação dos filhos

Divergência na criação dos filhos

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Qualidade da relação sexual

Divergência na criação dos filhos

Falta de carinho e atenção

Falta de carinho e atenção

Incompatibilidade de personalidade dos cônjuges

Incompatibilidade de personalidade dos cônjuges

Relação dos cônjuges com as redes sociais

Qualidade da relação sexual

Divergência na criação dos filhos

Relação dos cônjuges com as redes sociais

Qualidade da relação sexual

Relação dos cônjuges com as redes sociais

Falta de carinho e atenção

Qualidade da relação sexual

Incompatibilidade de personalidade dos cônjuges

Incompatibilidade de personalidade dos cônjuges

Trabalho e carreira profissional

Trabalho e carreira profissional

Trabalho e carreira profissional

Trabalho e carreira profissional

Essa pesquisa sugere que a infidelidade conjugal e a agressão física e verbal são os maiores motivadores do desejo de separação e insatisfação conjugal. Esses resultados foram confirmados pelos indicadores sociais do IBGE e dados extraídos das varas de famílias que apontam esses fatores como os responsáveis pelo maior número de pedidos de separação conjugal feitos na justiça. • A intolerância conjugal, dentro de um determinado

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limite, pode funcionar como um mecanismo de preservação e melhoria do relacionamento conjugal. As pesquisas se multiplicam na busca da existência de diferença entre homens e mulheres em diversos aspectos da vida: comportamento, anatomia do corpo e dos órgãos, atitude, processos psíquicos, papéis conjugais, etc. As mulheres são mais inteligentes? Os homens mais agressivos? A diferença mais nítida e aceita são as diferenças anatômicas entre os gêneros: órgãos genitais, altura, capacidade cardiorrespiratória, voz, pelos, etc. Nenhuma diferença pronunciada se encontrou no cérebro de homens e mulheres, considerando-os como gênero, que justificasse o comportamento de infidelidade conjugal, embora se encontre bases neurais para diferenças nos comportamentos e atitudes sexuais entre homens e mulheres.

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Comparação entre os dados socioeconômicos dos entrevistados com os resultados dessa pesquisa

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4.1 Correlações entre os dados socioeconômicos dos entrevistados com os resultados dessa pesquisa Pelo método da correlação linear, seria difícil de obter uma correlação com validade estatística em função da multiplicidade de fatores estudados e o tamanho da amostra dessa pesquisa. Considerando a possibilidade duma análise de pouca profundidade e rigor técnico quanto a esse item, mesmo lidando com imprecisão técnica das inferências, é possível se conjecturar alguns resultados.

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SUCESSO NO CASAMENTO