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TOMIE OHTAKE EXPOSIÇÃO COMEMORATIVA DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DA ARTISTA


TOMIE OHTAKE EXPOSIÇÃO COMEMORATIVA DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DA ARTISTA

apoio


TOMIE EM FORTALEZA

Há dois anos, Max Perlingeiro organizou uma exposição de Tomie Ohtake, com gravuras e pinturas de diferentes fases, em Fortaleza. Desde então, a artista decidiu levar à cidade sua produção mais recente. Assim, preparou um conjunto de cinco pinturas realizadas nos últimos meses deste ano de comemoração de seu centenário. Essas obras são marcadas por texturas resultantes de rápidas pinceladas, cujas curvas remetem à geometria característica de Tomie. São “pinturas para ver”, segundo o crítico Agnaldo Farias, em referência ao cuidadoso e aprofundado olhar que esses trabalhos exigem. Contemplar a exposição torna-se, então, um processo de descoberta e imersão no gesto construtivo da artista. Instituto Tomie Ohtake

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APRESENTAÇÃO MAX PERLINGEIRO

A ligação afetiva de Tomie Ohtake com Fortaleza data dos anos 1990. Nessa ocasião, a artista visitou a cidade e aqui fez bons amigos. Voltou com razoável regularidade. Em 2011 tivemos o privilégio de apresentar uma exposição com obras de extraordinária qualidade, abrangendo o período de 1962, uma obra inédita da série Pinturas cegas, até os anos 2000. Esculturas em aço tubular e um conjunto de gravuras em metal. Ao sermos convidados por Ricardo Ohtake a integrar o conjunto de instituições e galerias em torno dessa grande homenagem a Tomie, nos sentimos honrados em participar das comemorações do seu centenário de nascimento. Esta exposição apresenta um conjunto de obras da sua última produção, datada de 2013. São pinturas monocromáticas que mostram a grande capacidade da artista em busca da criação. Entretanto, seu processo criativo, seu gesto e sua cor continuam de forma marcante. Sobre sua produção atual, comenta o crítico Agnaldo Farias na apresentação do catálogo da Galeria Nara Roesler, organizada a partir de obras inéditas: “Tomie Ohtake, como sempre perseverando na busca da depuração, preparou ao longo dos últimos meses de trabalho contínuo, filtrado por sua costumeira insatisfação, três conjuntos de telas, cada um deles focado numa única cor, ou quase isso. Dois grupos compostos por cores primárias – amarelo e azul –, e o terceiro por uma cor secundária, verde, resultante da soma das outras duas. Os três conjuntos são praticamente monocromáticos, a exceção corre por conta da presença, em al4 | TOMIE OHTAKE


Ignez Fiuza, To

Tomie e Cesário Mendes, Praia

mie, Marta Me

ndes , Praia do

Cumbuco, CE

do Cumbuco, CE

Eduardo Eloy, Mauricio Coutinho, José Mesquita, Claudio Tozzi, José Guedes, Luiz Aquila, Chico Filho, Tomie, Marta Mendes, Ignez Fiuza, Praia do Cumbuco, CE

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Claudio Tozzi, Tomie e Cesario Mendes, Praia

Claudio Tozzi, To

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mie e Cesario Me

ndes, Praia do Cu

mbuco, CE

do Cumbuco, CE


gumas das telas verdes e azuis, do vermelho, ou seja, da terceira cor primária. A inclinação imediata é dizer que o vermelho entra de forma discreta, como se ele fosse capaz disto. Pois não é, ainda mais tendo por fundo cores tão intensas, como o azul e o verde empregado pela artista. Qualquer aprendiz sabe que o simples contato entre cores primárias e secundárias, por adjacência ou, pior ainda, sobreposição, é conflitivo. Embora cada conjunto apresentado nesta exposição concentre-se numa cor, todos três têm como denominador comum o mesmo gesto, isto é, a mesma pincelada curta e circular, cuja justaposição e sobreposição combinadas produzem o mesmo efeito, a mesma atmosfera cromática arejada como um tecido cuja trama é mais ou menos densa mas sempre esgarçada, deixando ver, ou melhor, atraindo o olhar para dentro de si, convidando-o a mergulhar em suas profundezas, flutuar nas formas enunciadas, devolver-se à luz exterior que incide sobre ela, sobre as porções de branco que a constituem. Esses gestos não são guiados pelo acaso, não se justificam pelo puro prazer de existir, como uma ação sem finalidade que se completa em si mesma. Ao contrário, todos eles, realizados que são num quadrilátero branco, o tecido da tela esticado num bastidor, conquanto semelhantes entre si, trazem planos de formatos variados: triângulos, círculos, arcos, elipses, quadrados, losangos, pentágonos, outros quadrados, planos que atravessam diagonalmente a tela repartindo-a em dois. Esses planos podem ser nítidos ou nublados, no geral mais pressentidos que percebidos, como rumores visuais vagarosos, lentos como os peixes que habitam o chão dos rios e mares. Desse modo, o ritmo ordenado das pinceladas, coordenado para a composição de figuras geométricas e orgânicas, converte-se numa espécie de coreografia realizada sobre o plano da tela, os rastros deixados pela energia calculada da mão que empunha o pincel enquanto se submete ao embate entre as forças da razão com as do desejo.” Complementam a exposição nove gravuras em metal de grandes dimensões, datadas de 2002, constituindo um conjunto raro de uma série praticamente esgotada e uma escultura em aço carbono tubular. TOMIE OHTAKE | 7


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BIOGRAFIA

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Tomie Ohtake nasceu em Kyoto, no Japão, no dia 21 de novembro de 1913, onde fez seus estudos. Em 1936, chega ao Brasil para visitar um de seus cinco irmãos. Impedida de voltar devido ao início da Guerra do Pacífico acaba ficando no País. Casa-se, cria os dois filhos e com quase 40 anos começa a pintar incentivada pelo artista japonês Keiya Sugano. A carreira atinge plena efervescência a partir dos seus 50 anos, quando realiza mostras individuais e conquista prêmios na maioria dos salões brasileiros. Em sua extensa trajetória participou de 20 Bienais Internacionais (seis de São Paulo, uma das quais recebeu o Prêmio Itamaraty), contabiliza em seu currículo mais de 90 exposições individuais e quase quatro centenas de coletivas, entre o Brasil e o exterior, além de 28 prêmios. A obra de Tomie destaca-se tanto na pintura e na gravura, quanto na escultura. Marcam ainda a sua produção as mais de 30 obras públicas desenhadas na paisagem de várias cidades brasileiras, feito raro para um artista no Brasil. Recentemente, entre 2009 e 2010, suas esculturas alcançaram também os jardins do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio e a cidade de Okinawa, no Japão. Sempre disposta a novos desafios, Tomie levou a sua arte para outras frentes. Criou dois cenários para a ópera Madame Butterfly, o primeiro em 1983, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e o segundo em 2008, no Teatro Municipal de São Paulo. Costuma também ser convidada a criar peças para prêmios e comemorações, como por ocasião do centenário da imigração japonesa, em 2008, quando concebeu a monumental escultura em Santos e a do Aeroporto Internacional de Guarulhos em São Paulo. Peças de menores dimensões, como o troféu da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, além de medalhas e objetos para laureados de muitos eventos, também fazem parte de sua diversificada produção.

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Sobre o seu trabalho foram publicados três livros, vinte catálogos e oito filmes/ vídeos, um deles com a assinatura do cineasta Walter Salles. Em São Paulo, dá nome a um vibrante centro cultural, o Instituto Tomie Ohtake. A artista continua realizando pinturas, gravuras, esculturas e obras públicas. Em 2010, em comemoração ao seu aniversário de 97 anos, o Instituto Tomie Ohtake exibiu suas pinturas mais recentes, cerca de 25 obras de grandes dimensões. Seu reconhecimento público tornou-a uma espécie de embaixatriz das artes e da cultura no Brasil. Assim Tomie é sempre convocada a receber grandes personalidades internacionais, como a rainha Elizabeth; o imperador, a imperatriz e o princípe do Japão; o dançarino Kazuo Ohno; a coreógrafa Pina Bausch; a artista Yoko Ono; o escritor José Saramago, entre muitos outros. Em 2013 para comemorar o centenário, foram realizadas diversas exposições tais como Tomie Ohtake – Correspondências que relacionou suas obras com as de Mira Schendel, Cildo Meireles e Nuno Ramos, entre outros e Influxo das Formas uma mostra com cerca de 130 obras e estudos, ambas no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo; em seguida a galeria Nara Roesler exibiu Tomie – obras recentes: de 2012 e 2013, em São Paulo. No final do ano, em novembro, Tomie Ohtake – Exposição comemorativa do centenário de nascimento da artista, na Multiarte em Fortaleza e a mostra Pinturas cegas no Museu de Arte do Rio – MAR, no Rio de Janeiro. Para encerrar o ano de homenagens o Instituto Tomie Ohtake apresenta Tomie Ohtake Construtiva, no dia do aniversário, em 21 de novembro, em São Paulo.

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OBRAS


Sem tĂ­tulo [Untitled], 2002 gravura em metal [metal engraving], 100x70 cm

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2002 gravura em metal [metal engraving], 100x70 cm

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2002 gravura em metal [metal engraving], 100x70 cm

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2002 gravura em metal [metal engraving], 100x70 cm

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2002 gravura em metal [metal engraving], 100x70 cm

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2002 gravura em metal [metal engraving], 100x70 cm

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2002 gravura em metal [metal engraving], 100x70 cm

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2002 gravura em metal [metal engraving], 100x70 cm

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2002 gravura em metal [metal engraving], 100x70 cm

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Ateliê da artista [The artist’s atelier], São Paulo, 2013


Sem tĂ­tulo [Untitled], 2013 acrĂ­lica sobre tela [acrylic on canvas], 150x150 cm assinado e datado (Tomie 2013) no canto inferior direito assinado e datado (Tomie 2013) no verso signed and dated (Tomie 2013) on the lower right corner signed and dated (Tomie 2013) on the back

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2013 acrĂ­lica sobre tela [acrylic on canvas], 150x150 cm assinado e datado (Tomie 2013) no canto inferior direito assinado e datado (Tomie 2013) no verso signed and dated (Tomie 2013) on the lower right corner signed and dated (Tomie 2013) on the back

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2012/2013 acrĂ­lica sobre tela [acrylic on canvas], 100x200 cm assinado e datado (Tomie 2013) no canto inferior direito assinado e datado (Tomie 2012) no verso signed and dated (Tomie 2013) on the lower right corner signed and dated (Tomie 2012) on the back

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Sem tĂ­tulo [Untitled], 2013 acrĂ­lica sobre tela [acrylic on canvas], 100x100 cm assinado e datado (Tomie 2013) no canto inferior direito assinado e datado (Tomie 2013) no verso signed and dated (Tomie 2013) on the lower right corner signed and dated (Tomie 2013) on the back


Sem tĂ­tulo [Untitled], 2013 acrĂ­lica sobre tela [acrylic on canvas], 125x125 cm assinado e datado (Tomie 2013) no canto inferior direito assinado e datado (Tomie 2013) no verso signed and dated (Tomie 2013) on the lower right corner signed and dated (Tomie 2013) on the back

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Sem título [Untitled], 2013 aço carbono pintado [painted carbon steel], 185 x 265 x 340 cm

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ENGLISH VERSION

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TOMIE IN FORTALEZA TWO YEARS AGO, Max Perlingeiro organized an exhibition of Tomie Ohtake, with prints and paintings from different stages of her career in Fortaleza. Since then, the artist decided to bring to the city her latest production. Therefore, Tomie prepared a set of five paintings created a few months ago as part of the celebration of her centenary. These works are characterized by textures resulting from rapid brushstrokes, whose curves refer to the geometry we usually see in Tomie’s work. They are “paintings to see” according to critic Agnaldo Farias, in reference to the careful and thorough look that these works require. To contemplate this upcoming exhibition becomes then a process of discovery and immersion in the constructive gesture of the artist. Instituto Tomie Ohtake

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PRESENTATION MAX PERLINGEIRO TOMIE OHTAKE’S affectionate connection with Fortaleza dates of 1990. On this occasion, the artist visited the city and made good friends here. She returned regularly. In 2011 we had the privilege to present an exhibition of works of extraordinary quality, covering the period from 1962 a series of unpublished works, a painting from the “blind series”, until the 2000s. We also presented tubular carbon steel sculptures and a set of engravings. By being invited by Ricardo Ohtake in order to be a part of a group of institutions and galleries paying tribute to Tomie, we are honored to actively participate in the celebrations around her centennial. This exhibition presents a group of works from her latest production, from 2013. They are monochromatic paintings that show the great capacity of the artist’s pursuit of creation. However, her creative process, gesture and color continue intensively. About her current production, says critic Agnaldo Farias in the presentation for Galeria Nara Roesler’s catalogue, organized from unpublished works:

“Tomie Ohtake, always persevering in seeking depuration, prepared herself over the last few months of continuous work, filtered by her usual dissatisfaction, three sets of paintings, each focused on a single color, or nearly so. Two groups composed of primary colors – yellow and blue – and the third by a secondary color, green resulting from the sum of the other two. The three sets are almost monochromatic, except for the presence, in some canvasses of green and blue, and red, as the third primary color. The slope immediate is to say that the red goes discreetly, as if it was capable of it. But it isn’t, even more so against the background of intense colors, like blue and green applied by the artist. Any apprentice knows that the mere contact between primary and secondary colors, by adjacency, or worse, overlap, is conflictive. Although each set presented in this exhibition focus on color, all three have in common the same gesture, that is, the same brushstroke short and circular, whose juxtaposition and overlapping combined produce the same effect, the same atmosphere as a chromatic airy fabric whose weft is more or less dense but always frayed, revealing, or better, attracting the gaze inward, inviting you TOMIE OHTAKE | 37


BIOGRAPHY to dive into its depths, floating in the stated forms, returning to the outside light that falls on it, on the white portions that constitute it. These gestures are not guided by chance, not justified by the pleasure to exist as an action without purpose that completes itself. Rather, they all are performed in a quadrilateral white, the canvas stretched in a frame, while similar to each other, bring plans of various shapes: triangles, circles, arcs, ellipses, squares, diamonds, pentagons, others square planes which cross diagonally the canvas dividing it in two. These plans can be clear or cloudy, overall more perceived than envisioned as slow visual rumors, as slow as the fish that inhabit the floor of the rivers and seas. Thus, the orderly pace of the brushstrokes, coordinated to the composition of organic and geometric figures, becomes a sort of choreography over the canvas, the traces left by the calculated energy of the hand that wields the brush while submitting the brunt between the forces of reason with desire. “ Nine large etchings, from 2002, complement the exhibition comprising a rare set of a series that is practically sold out and also one tubular carbon steel sculpture.

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TOMIE OHTAKE was born in Kyoto, Japan, on November 21st 1913, where she completed her schooling. In 1936 she travelled to Brazil to visit one of her fi ve brothers. Unable to return, due to the outbreak of the Pacific War, she remained in the Country. She married, raised her two children and, at almost 40 years of age, began to paint, encouraged by Japanese artist Keiya Sugano. Her career took off after the age of 50, when she carried out individual exhibitions and won awards at most of the Brazilian art salons. During her long trajectory she took part in 20 International Biennales (six in São Paulo, at one of which she received the Prêmio Itamaraty) and counts in her curriculum over 90 individual exhibitions and almost four hundred collective shows, in Brazil and abroad, besides 28 awards. Tomie’s work, in painting, engraving and sculpture, stands out. Her production is also highlighted by over 30 public pieces which are part of the landscape of several Brazilian cities, a rare feat for an artist in Brazil. Recently, between 2009 and 2010, her sculptures have also travelled to the gardens of the Museum of Contemporary Art of Tokyo and the city of Okinawa, in Japan. Always ready for a new challenge, Tomie took her


art to other frontiers. She twice created scenery for the Madame Butterfly opera, first in 1983, at the Municipal Theatre of Rio de Janeiro, and then in 2008, at the Municipal Theatre of São Paulo. She is also often invited to create pieces for awards and celebrations, such as on the occasion of the 100-year anniversary of Japanese immigration, in 2008, when she designed the monumental sculpture in Santos and at the Guarulhos International Airport in São Paulo. Smaller pieces, such as the trophy for the São Paulo International Film Festival, besides medals and objects for award winners and guests of honor at many events, are also part of her diversified production. Her work has featured in three books, twenty catalogues and eight films/videos, one by cinematographer Walter Salles. In São Paulo, a vibrant cultural center, the Instituto Tomie Ohtake, is named after her. The artist continues to paint and produce engravings, sculptures and public pieces. In 2010, in celebration of Tomie’s 97th birthday, Instituto Tomie Ohtake exhibited her most recent paintings, about 25 large dimension pieces. Public recognition has turned her into a

sort of ambassador for arts and culture in Brazil. Thus, Tomie is always invited to meet important international visitors, such as Queen Elizabeth II, the Emperor, Empress and Prince of Japan, dancer Kazuo Ohno, choreographer Pina Bausch, artist Yoko Ono, writer José Saramago, among many others. This year, to celebrate the centenary, several exhibitions were planned and presented such as Tomie Ohtake – Correspondências relating her work with Mira Schendel, Cildo Meireles and Nuno Ramos, among others, and Influxo das Formas an exhibition of 130 works and studies, both held at the Instituto Tomie Ohtake in São Paulo, then the Nara Roesler Gallery exhibited Tomie – obras recentes: 2012 e 2013, in São Paulo. At the end of this year, in November, Multiarte, in Fortaleza will present Tomie Ohtake – Exposição comemorativa do centenário de nascimento da artista. Also, Pinturas cegas at the Museu de Arte do Rio – MAR, in Rio de Janeiro. To end this year of honors, Instituto Tomie Ohtake will feature Tomie Ohtake Construtiva, on her 100th birthday, on November 21, in São Paulo.

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EXPOSIÇÃO | EXHIBITION

CATÁLOGO | CATALOG

FOTOGRAFIAS | PHOTOGRAPHS

Planejamento e organização |

Coordenação editorial |

Acervo do Instituto Tomie Ohtake – pág 8, todas

Planning and organization

Editorial coordination

as gravuras e pinturas

Max Perlingeiro

Camila Perlingeiro

Arquivo pessoal Marta Mendes – págs. 5 e 6

Organização | Organization

Assistente editorial |

Paulo Liebert/AE – págs. 2 e 14

Max Morales Perlingeiro

Editorial assistant

Tiago Queiróz/AE – págs. 24/25

João Liberato de Souza Vidotto – págs. 32/33

Vera Schettino Gerência de projeto e montagem | Project management and installation

Tradução | Translation

Maria Beatriz Castelo Crispino

Julio Silveira

Equipe técnica | Technical staff

Projeto gráfico e diagramação |

Fabricio Marques

Design and layout

Igor Lopes Lima

Adriana Cataldo e Priscila Andrade

Jerri Adriano Viana Lima

Zellig | www.zellig.com.br

João dos Santos Neto Karla Assunção

Impressão e acabamento |

Victor Perlingeiro

Printing and finishing Grafitto Gráfica

Rua Barbosa de Freitas 1727 | Aldeota 60170-021 | Fortaleza | Ceará Telefone 85 3261-7724 galeriamultiarte@uol.com.br Período da exposição: 8 de novembro a 20 de dezembro de 2013 segunda a sexta-feira das 10 às 18 horas e aos sábados das 14 às 18 horas

AGRADECIMENTOS | ACKNOWLEDGMENTS André Luiz Bella Marta Mendes Vitória Arruda Agradecemos especialmente ao Instituto Tomie Ohtake, o maior incentivador deste projeto.

Catálogo Tomie Ohtake 2013  

Exposição em comemoração aos seus 100 anos

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