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E S T U D O

B Í B L I C O

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A RELEVÂNCIA DA IGREJA E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. 1 Co 15.17 e 19

OBJETIVO GERAL: AFIRMAR QUE A OBRIGAÇÃO DA IGREJA É MOSTRAR O CAMINHO QUE LEVA A VIDA ETERNA.

R E V .

F A B R Í C I O

S O B R O S A

I U N G

-

C O M U N I D A D E

L U T E R A N A

D E

T E Ó F I L O

O T O N I / M G


Para muitos Deus nĂŁo passa de um supermercado, onde elas podem se servir e trocar quando melhor convĂŠm.


INTRODUÇÃO A igreja vive um período estranho, pois a cada dia que passa os seus bancos estão ganhando novos adeptos, a cada hora que passa mais pessoas se intitulam como crentes, mas cada vez mais a igreja tem perdido a sua relevância. Seu discurso é cada vez mais carente e assim lentamente ela tem perdido as características de corpo de Cristo para seu tornar um clube ou uma junção de pessoas. Tal problema tem muitos motivos, mas um dos principais é a falta de esperança que a pregação “cristã” atual tem sofrido. Para ela Deus não passa de um supermercado onde as pessoas podem se servir daquilo que bem lhes interessa e troca-lo quando melhor convém. Jesus não passa de alguém que está colocado como garantia de bênção, e o Espírito Santo é o fiador de tudo isso, pois é usado como garantia para tudo isso. Usar Deus desta forma é desconsiderar a verdadeira ação e querer do Deus trino na vida do homem. A igreja na prática vive um paganismo fantasiado de cristianismo, pois prefere falar sobre as coisas da terra e conectar as pessoas a questões da vida diária. Essa é a opinião de muitos autores, que dizem mais, que a partir do momento em que ela cai nesse erro, deixa de ser relevante, pois deixa em segundo plano a pregação da esperança e se preocupa muito com as coisas mínimas da terra. Paulo parece estar enfrentando esse problema na cidade de Corinto, isso porque aquela comunidade era formada em parte por judeus saduceus (Israelitas que não acreditavam na ressurreição dos mortos e na vida eterna. At 23.8) e em parte por gentios gregos (que por conta da fé que tinham antes do cristianismo não entendiam a possibilidade e uma nova vida no céu e por isso não a aceitavam. Basta ver a sua reação quando Paulo em At 17.32 fala sobre ressurreição). Por essa razão ele demonstra um esforço evidente para não se deixar levar por essas correntes de pensamento, mas se manter firme na esperança da vida eterna. Sem essa certeza a pregação da igreja é vazia e sem sentido. A igreja atual não pode se deixar levar por pensamentos como dos saduceus, ou dos gregos, mas deve se manter firme na pregação e na certeza de que o querer de Deus é que todos conheçam a salvação através da ressurreição para uma nova vida, algo que só é conquistado pelos méritos de Cristo, é somente através desta pregação que o Cristianismo demonstra a sua diferença.


Hoje existem crist찾os que por n찾o compreenderem o que acontece na vida ap처s a morte, simplesmente est찾o deixando de acreditar no fim.


O APEGO AS COISAS TERRENAS Os saduceus no tempo de Paulo eram pessoas da alta sociedade judaica, a maioria daqueles que estavam na administração de Israel pertenciam a esse grupo. Eram um grupo religioso, mas que estavam mais preocupados com as questões políticas de sua terra. E por se tratarem de pessoas com um elevado poder aquisitivo estavam mais preocupados com o dia a dia e pensavam que seu dinheiro podia resolver todos os problemas. No âmbito religioso se consideravam melhores que todos porque tinham um conhecimento maior que intitulavam de “teologia superior”, por tudo isso eles negavam totalmente a possibilidade de ressurreição e não acreditavam na vida eterna. A igreja atual tem muito do espírito saduceu, pois acredita que deve estar sempre engajada em frentes políticas, basta observar que a chamada bancada evangélica já é uma das maiores do congresso e uma das que mais cresce nas eleições. Além disso ele vê no dinheiro seu porto seguro, fato confirmado a partir do momento em que a teologia da prosperidade é um dos assuntos mais comentados na igreja atual. Além disso há no coração dos crentes atuais um “orgulho santo” por conta da teologia superior que está sendo pregada através de mensagens de autoajuda. Tudo isso faz com que os bancos das comunidades cristãs estejam lotados de pessoas que estão colocando sua esperança em coisas vãs. Estes três assuntos pregados tanto por saduceus com pela igreja atual, podem até dar ibope e audiência, mas reforçam a irrelevância de uma igreja que não sabe e nem quer dar a Cesar o que lhe convém. Que finge desconhecer que o amor ao Dinheiro é a raiz de todos os males, e que ilude com uma pregação que em nada transparece Lei e Evangelho. Assim o tempo passa a galope e muitos até mesmo de dentro da igreja não se dão conta de que o fim está próximo.


A igreja com sua pregação humana fez com que muitos cristãos hoje não aceitem a ressurreição dos mortos, porque não conseguem entender de forma inteligente como ela acontecerá.


O APEGO A SABEDORIA

Paulo sabia que além de saduceus a igreja em Corinto era feita por muitos gregos que por não compreenderem de forma racional a ressurreição dos mortos, não acreditavam nisso e viam a história de Jesus como mais uma lenda do passado do que um fato real. Conforme viso em At 17.32, muitos gregos não aceitavam nem ao menos discutir sobre a possibilidade de alguém voltar do mundo dos mortos. Hoje existem muitos cristãos que por não compreenderem o que acontece na vida após a morte e nem como se dá a ressurreição simplesmente não acreditam que o mundo terá um fim e nem que um dia haverá uma nova vida. Esses fatos são confirmados por uma pesquisa feita na cidade de Londres. Lá, 23% dos que se dizem cristãos não aceitam que haverá uma ressurreição dos mortos. Mas o que mais assusta é que pastores entrevistados afirmam que estão tranquilos, porque ainda que os cristãos não sejam fiéis ativos, a maioria ainda crê, ou seja, Cristo e sua mensagem não precisa ser aceitos em sua totalidade, basta simplesmente ter o nome de Cristão. Há no coração de muitos dos que se dizem cristãos um apego pela fé histórica, que faz com que ainda hoje Jesus, sua história e sua ação sejam considerados meras lendas que não produzem nada novo, e isso só se prolifera, pois, a igreja prefere pregar sobre a sabedoria terrena e esquece da loucura do céu.


O homem não foi criado para viver neste deserto de dor e solidão, é por isso que a pregação da igreja só é relevante quando ela demonstra a Cristo como o Cordeiro de Deus .


A LOUCURA DO CÉU Paulo caracteriza em diversas vezes a mensagem do Evangelho como loucura, pois ela inverte o pensamento e as perspectivas daqueles que realmente creem. Se antes a fé estava fundamentada nas coisas palpáveis, em Cristo a esperança está colocada naquilo que nenhum olho viu, nem ouvido ouviu, nem coração sentiu (1Co 2.9). A igreja verdadeira prega a vida no céu, e o mais consolador e animador é que ninguém precisa entende-la, mas simplesmente crer que por Cristo já tem. Paulo quer lembrar que Jesus veio para mostrar e ensinar para qual vida o homem foi criado. Uma vida no padrão saduceu que o mundo impõe hoje é uma ilusão, quem reconhece isso é o sábio Salomão que diz: “O que resta para alguém que tem todo o sucesso do mundo, que nadou em dinheiro e que viveu cercado de bajuladores? Vazio, nada mais do que um grande vazio. ” (Ec 2.11) O homem não foi criado para viver neste deserto de dor e solidão, é por isso que a pregação da igreja só é relevante quando ela demonstra a Cristo como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e assim dá completo acesso ao coração do Pai. O homem pensa que a vida real é aquela das coisas que podem ser tocadas e entendidas, nessa fé de Tomé, muitos tem investido suas vidas e suas forças, só crendo naquilo que pode ser visto, mas em Cristo a igreja é convidada a crer na realidade absoluta de que a vida verdadeira ainda vem. Quando o fim do mundo é visto sob essa perspectiva é possível entender Paulo dizendo que as aflições do tempo presente não são comparáveis coma vida que será revelada no céu.


Assim não existe relevância maior para a igreja do que ligar e conectar as pessoas a vida em abundância que Jesus tem preparado para os seus quando adentrarem no céu.


CONCLUSÃO

O alerta que Paulo faz em 1Co 15.19 faz muito sentido nos dias de hoje, pois a partir do momento em que a igreja se nega a pregar sobre a verdadeira esperança do cristão ela perde a sua relevância e faz com que a infelicidade seja uma companheira e todos os cristãos A tradução literal do texto de Paulo é mais chocante daquela conhecida, ali o apóstolo afirma que quando a igreja espera a ação de Cristo somente nesta vida, sua pregação é a mais patética do mundo, pois não abre a perspectiva celeste, antes faz com que as pessoas vivam centradas apenas nesse mundo de sofrimento e de dor. Em Lc 12.56 Jesus afirmou que um dos maiores problemas dos religiosos de sua época era que eles não sabiam entender que o fim está próximo e por isso não criam e nem pregavam sobre a esperança da vida verdadeira. Hoje 2 mil anos depois o mundo mudou, mas o problema da igreja continua o mesmo, pois ao invés de olhar para o céu e buscar ali a vida real, ela está abraçada a infelicidade de não entender a esperança que só Jesus pode dar. Assim não existe relevância maior para a igreja do que ligar e conectar as pessoas a vida em abundância que Jesus tem preparado para os seus quando adentrarem no céu.


o c i l b í B o d u Est • OS TEMPOS DO FIM  •

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