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Medicina e música: Jornada dupla de trabalho que traz satisfação em dobro

uando a paixão fala mais alto, não há rotina apertada que possa impedir de fazer aquilo que se ama. No caso da Pediatra e Neuropediatra, Maria José Martins Maldonado, que é atual presidente da Associação Médica de Mato Grosso do Sul, a dedicação pela medicina e o amor pela música andam lado a lado em seu cotidiano. Maria José fez bacharelado em Piano em 1985, mas na mesma época em que fazia a faculdade de música, ela também se dedicava aos estudos de medicina, vindo a se formar em 86. Diante de duas profissões tão distintas e que Mas, anos depois, quando surgiu o conviexigem muita devoção, Maria não conseguiu se te para montar um coral de crianças, a médica empenhar tanto na música logo de início. não pensou duas vezes, e deixou se levar pelo lado artístico. “Montamos um grupo voltado para a evangelização da Doutrina Espírita utilizando a música, que se tornou um trabalho social, pois a musicalização envolve crianças da periferia, que têm de 6 a 11 anos. Desenvolvemos atualmente quatro projetos: Coral Pequenos Cantores do CEDJ, Projeto Coral Gotinhas de Luz, Projeto Coral Infantil da FEMS e Projeto Violão. Já temos 3 CDs gravados e realizamos em torno de

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30 apresentações por ano”, comenta Maria José, que há mais de 30 anos, sua rotina tem sido dos hospitais para os ensaios. Para manter a sintonia é preciso jogo de cintura. Afinal, ela ainda encontra tempo para conciliar todos esses afazeres e cuidar da família. Mãe de três filhos que seguiram o mesmo rumo profissional da médica, e também casada com médico, Maria José conta que o segredo para dar conta é estar disposta a se doar e ter muita organização: “Meus colegas de trabalho e pacientes sabem que me dedico a esse projeto e, portanto, respeitam meus horários. Além disso, os ensaios são sempre aos sábados”. Quando questionada se todo esse esforço vale a pena, ela se emociona: “a vibração muda quando estou com as crianças, me cativa e aflora em mim um sentimento de conforto e enorme prazer em poder participar da transformação da vida desses pequenos, tanto com a pediatria quanto com o trabalho social”.

Projeto Canta Criança Para conhecer melhor o trabalho desenvolvido por Maria José e contribuir com o projeto Canta Criança acesse: http://coralfems.blogspot.com.br/ Ou entre em contato pelos números: 8111-6106 (Maria José), 8425-2461 e 9273-2892

Medicina Interiorana tarefa árdua e gratificante

xercer a medicina no Brasil não é uma tarefa fácil, a falta de infraestrutura e o descaso do poder publico tem atrapalhado muito o bom exercício da profissão. No interior então, torna-se uma tarefa ainda mais árdua, mas mesmo assim, os médicos honram seu juramento e lutam para levar o bom atendimento aos seus pacientes. Renata Ribeiro Duarte Rodrigues, anestesiologista, intensivista e médica de família e comunidade, é uma dessas profissionais que decidiu se dedicar à população interio-

rana, e de acordo com ela atuar no interior se torna difícil já que a retaguarda tecnológica nos hospitais é deficiente, além da falta de algumas especialidades médicas. Renata revela que diante dessas dificuldades já teve vontade de mudar-se de Paranaíba, cidade onde atua, porém continuou firme em seu propósito atender bem a população. Para ela a medicina é vocação e dedicação. Renata nasceu na cidade de Cochambamba na Bolívia, filha de médico e professora, nutriu o desejo de tornar-se médica desde

a infância, assim como o pai e para isso deixou a saudade de casa de lado e foi morar em Minas Gerais, onde cursou medicina na Fundação José Bonifácio Barbacena. Renata Ribeiro tem 20 anos de profissão, destes, 16 são dedicados à população interiorana, atualmente trabalha na rede privada e pública, sua rotina é puxada, se divide entre a anestesiologia e o Instituto Médico Legal (IML) e quando sobra um tempinho dedica-se aos seus hobbies: viagens, filmes e criação de orquídeas.

Jornal do Médico  

Edição do Jornal do Médico de março de 2015.