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Hospital Regional ganha novo gestor e novas metas

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ransformar o Hospital Regional em referência de Saúde Pública para o estado de Mato Grosso do Sul, inserindo-o decididamente na atenção aos pacientes encaminhados via regulação pelos nossos 78 municípios. Este é o desafio desta gestão, este é o desafio que o médico Justiniano Vavas tem pela frente. “Não podemos nos esquecer que dentro de dois anos a nossa instituição será o hospital escola da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), e não mediremos esforços para adequar a estrutura organizacional e de atendimento na atenção a esta futura prioridade”, afirma o novo presidente da Instituição. Justiniano Vavas foi nomeado ao cargo de Presidente da Fundação Nacional de Saúde (que engloba Hospital Regional e Perícia Médica Estadual), em 01 de Janeiro de 2015, juntamente com a posse do atual governador Reinaldo Azambuja e desde então, já realizou mudanças na esfera administrativa, estabeleceu novos fluxos de

processos que visem, principalmente, a manutenção de estoques reguladores de materiais e medicamentos necessários ao bom atendimento do paciente. De acordo com Vavas, várias providências estão sendo tomadas, entre elas a revisão dos contratos já existentes, adequando-os as necessidades e prioridades do órgão. “Outra grande frente de atuação é agilizar os serviços de manutenção e reparo nos equipamentos do hospital, já desgastados com o tempo, mas que impactam diretamente na qualidade do atendimento prestado. São muitas frentes de atuação, e não estamos perdendo tempo na agilização”, afirma o novo gestor. Justiniano nasceu em 1960 em Campo Grande, e optou pela medicina ainda criança. “Devido a problemas de saúde que tive na infância, meu contato com médicos foi muito frequente, e isto me marcou bastante. Acho que nunca pensei na minha vida em outra coisa que não fosse ser Médico. A opção foi sempre pelo desejo de atender “É o conjunto : amor o próximo, com respeito, ética pela profissão, vocação e com conhecimentos técnicos para o exercício atualizados”. profissional, que é Para ele, a medicina vai indispensável em além de um oficio. “É o conqualquer área, e junto : amor pela profissão, dedicação permanente vocação para o exercício proaquela que considero fissional, que é indispensável a mais nobre das em qualquer área, e dedicaprofissões.” ção permanente aquela que considero a mais nobre das Justiniano Vavas profissões”, ressalta.

Justiniano Vava, formou-se em 1983 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, especializou-se em Clínica Medica na mesma universidade, especializou-se ainda em Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva, pela Associação Médica Brasileira, além disso, foi professor assistente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal, e médico concursado do Ministério da Saúde. Em seu currículo ainda há outros cargos de destaque como de Diretor clínico do hospital Clínica de Campo Grande, na década de 90; diretor financeiro da Unimed Campo Grande no triênio 2001-2004; diretor administrativo do Hospital Unimed de 2003 a 2004; diretor presidente da Unimed Campo Grande no triênio 2004-2007, entre outros. Além disso, o gestor do Hospital regional, ocupa a cadeira 27 da Academia de Medicina de Mato Grosso do Sul, título esse que é motivo de muito orgulho para Vavas.

CRM aprova parecer contrário a lei do teste da linguinha

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lei nº 13.002/2014 que prevê o teste da linguinha é mesmo necessária? O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS) tem um parecer aprovado e em vigor que não recomenda este teste, tendo em vista que esta nova lei trará um custo desnecessário. Segundo o presidente do Conselho e pediatra, Alberto Cubel Brull Junior, o diagnostico já faz parte do exame médico de rotina, “o pediatra examina a língua da criança e a conduta na imensa maioria é apenas de acompanhamento, quando há a presença da chamada língua presa”. Ainda de acordo com o presidente do CRM/MS, o conselho não é contra o teste, apenas entende que é um exame desnecessário, pois o diagnóstico já faz parte da rotina médica.

Porém, de acordo com a legislação vigente o teste em recém nascidos é obrigatório em redes públicas e particulares. O objetivo do exame é detectar se existe alguma alteração no chamado frênulo, membrana que liga a língua à parte inferior da boca, também conhecido como freio. A alteração pode gerar a popular língua presa. A metodologia para fazer a avaliação de bebês e diagnosticar o problema, foi criada pela fonoaudióloga e integrante da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia Roberta Martinelli, de acordo com ela, no primei-

ro momento, o teste veio para detectar a língua presa, que é quando esse fio está fixado mais para a ponta da língua. “Só se considera língua presa quando limita o movimento”, explica.

Jornal do Médico  

Edição do Jornal do Médico de março de 2015.