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EDITORIAL

É preciso estar atento!

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stivemos no mês de Março, na cidade de Belo Horizonte, no I Encontro Nacional de Conselhos de Medicina, discutindo temas relevantes da nossa profissão. Foram abordados os desafios da medicina na América do Sul, Central e Caribe, com a presença de colegas médicos da Venezuela, Argentina, Costa Rica e Bolívia, todos com graves problemas de investimento na saúde e com governos ineficazes que procuram por a culpa da falta de estrutura nos profissionais da saúde.

O presidente da Confemel (Confederação Médica Latino-Americana e do Caribe) , Dr. Carlos Janez rechaçou a migração de médicos dirigida por alguns governos, a margem dos requisitos exigidos para a prática médica em cada um dos países, além da constatação da formação de médicos em instituições pouco qualificadas. A vinda de médicos cubanos, a abertura indiscriminada de novos cursos de medicina e a desvalorização dos médicos são práticas comuns adotadas por países do continente que tem em comum governos de esquerda. Os desafios da assistência obstétrica também foram abordados, como o parto humanizado, a “violência obstétrica” e o posicionamento dos conselhos de medicina frente aos desafios que virão em mais um ataque a nossa profissão, como por exemplo o PLC 7633/2014 do Deputado Federal Jean Wyllis, que praticamente exclui o médico do momento do parto. A residência médica, com as mudanças previstas na Lei do Mais Médicos foi amplamente discutida, preocupando a todos, principalmente pelas mudanças de acesso às especialidades, onde ela obriga o cumprimento de pelo menos um ano da residência no Programa de Saúde da Família, uma forma disfarçada de serviço civil obrigatório. O atendimento de pacientes em áreas de alta complexidade por médicos não especialista também foi assunto bastante

debatido entre os participantes, com a presença do renomado desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, Miguel Kfouri Neto, que foi claro ao afirmar que juízes, ao tomar suas decisões, analisam a capacidade técnica do médico. É um tema importante que ainda precisa de novas discussões e abordagens para se ter uma conclusão final. O desaparecimento de crianças no Brasil foi apresentado pelo colega pernambucano Ricardo Paiva, que disse “temos cerca de 50 mil crianças e adolescentes por ano que desparecem todos os anos no Brasil”. A recomendação do CFM 04/2014 alerta que todos devemos ficar atentos ao atender uma criança, há procedimentos que auxiliam na busca por crianças desaparecidas, observando o comportamento dos pequenos pacientes com o acompanhante, como demonstração de medo, choro ou aparência assustada e marcas físicas de violência. Devem os médicos solicitar a documentação do acompanhante e em casos suspeitos, denunciar às autoridades. O nosso conselho está estudando medidas eficazes que apoiem e ajudem a diminuir esta triste realidade.

Eloína Brasil Ferreira Eltes de Castro Paulino Gil Pacífico Tognini Heitor Soares de Souza José Antônio de Carvalho Ferreira Juberty Antônio de Souza Luciana Reis Vaz de Moura Covre Marco Aurélio Ratier Jajah Nogueira Marialda Goulart de Almeida Pedreira Mauro Luiz de Britto Ribeiro Moacyr Battistetti Oldemiro Hardoim Junior Pedro Eurico Salgueiro Rosana Leite de Melo Takeshi Matsubara Eliana Patrícia Sempertegui M. Pires (AMMS)

Fábio Colagrossi Paes Barbosa Faisal Augusto Alderete Esgaib Helena de Lima Chaves Castro José Jailson de Araújo Lima Kléber Francisco Meneghel Vargas Leonildo Herrero Perandre Luciene Lovatti Almeida Hemerly Elias Luis Gustavo Schaefer Maithe Vendas Galhardo Mara Luci Gonçalves Galiz Lacerda Marco Aurélio Bernardes Garcia Patrícia Helou dos Reis Ruiz Renata Ribeiro Duarte Rodrigues Rigoberto Américo de Oliveira Luís Henrique Mascarenhas Moreira (AMMS)

Alberto Cubel Brull Júnior Presidente CRM-MS

EXPEDIENTE DIRETORIA EFETIVA Alberto Cubel Brull Júnior Presidente

Antônio Carlos Bilo Vice-Presidente

Rosana Leite de Melo 1ª Secretária

Kleber Francisco Meneghel Vargas 2º Secretário

Celso Rafael Gonçalves Codorniz 1º Tesoureiro

Eloina Brasil Ferreira Tesoureira

Gil Pacífico Tognini Corregedor Geral

Marialda Goulart de Almeida Pedreira Corregedora Adjunta

CONSELHEIROS TITULARES Alberto Cubel Brull Júnior Alexandre Brino Cassaro Antônio Carlos Bilo Carlos Idelmar de Campos Barbosa Celso Rafael Gonçalves Codorniz

CONSELHEIROS SUPLENTES Alex Fabiano Nametala Finamore Cristina Yamakawa Higashi Darcy da Costa Filho Eduardo Lasmar Pacheco Elza Garcia da Silva Ernani José Vilela dos Reis

Médicos que quiserem enviar sugestões para o jornal do Médico devem encaminha-las para o e-mail: crmms@crmms.org.br, ou para para mais informações entrar em contato pelo telefone: 67 3320-7700. Redação e Produção: Abaetê Comunicação Diretor de projetos: Fábio Sarzi


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Acidentes de Trabalho e Doenças Ocupacionais

o dia 28 de Abril é comemorado, anualmente, o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho e de Doenças ocupacionais. Este dia foi instituído em 1969, em memórias as vítimas de uma explosão na mina de Farmington na Virginia / Estados Unidos, onde morreram 78 mineiros. A partir daí esse dia passou a ser comemorado como o dia em Memória das Vítimas das más condições de trabalho. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) comemora esse dia como o dia da Segurança e Saúde no Trabalho, pois considera que os Acidentes de Trabalho são previsíveis, ou seja, podem ser prevenidos e evitados. Na Saúde Pública, a Saúde do Trabalhador tem como objeto de estudo a intervenção nas relações entre o trabalho, a saúde e o adoecimento.

Seus objetivos prioritários são a promoção e a proteção do trabalhador, traduzida nas ações de vigilância dos riscos presentes nos ambientes e condições de trabalho, bem como a vigilância dos agravos (acidentes e doenças) decorrentes. Para tanto realiza estudos, ações de prevenção, assistência e vigilância aos agravos à saúde relacionados ao trabalho, visando principalmente reduzir as doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, proporcionando melhor qualidade de vida aos trabalhadores. Ainda não foram divulgados os números referentes a 2014, mas já foi feito os estudos referentes a 2013 pelo Ministério da Previdência. O número de acidentes em 2013 caiu um pouco em relação ao ano anterior, mas supe-

rou a casa dos 700 mil pelo sexto ano seguido, eram 400 mil dez anos atrás. Esses são os números oficiais, mas indicam apenas os acidentes, doenças e mortes dos trabalhadores com carteira assinada. Para o SUS, os dados do Ministério da Previdência Social sobre acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, devem ser analisados em conjunto como os dados do Sistema de Informação de Agravos de notificação (SINAN), podendo dessa forma indicar o perfil de morbi-mortalidade da classe trabalhadora no Brasil, promovendo a partir dessa análise, projetos que visem a redução de acidentes, doenças e mortes no trabalho. Dr. Nicola Rosa Médico Responsável Cerest-MS

Conselheiros do interior EDUARDO LASMAR PACHECO Lasmar formou-se no Rio de Janeiro e em 1993 retornou para Corumbá, sua cidade Natal e de onde não saiu mais. Eduardo possui Pós graduação em Cirurgia Geral realizada no Hospital Naval Marcílio Dias, pela Marinha do Brasil e Pós Graduação em Medicina do Trabalho realizada na UNI-RIO. Mesmo sem nenhuma influência familiar Eduardo Lasmar Pacheco tinha o sonho de ser médico desde a infância. Hoje é conselheiro do Conselho Regional de Medicina (CRM/MS), no qual já está em seu segundo mandato. Para ele, o cargo lhe proporciona um amplo conhecimento do Código de Ética Médica e este conhecimento faz com que ele avance cada dia mais em sua profissão, além de zelar pela boa medicina.

forma de contribuir com medicina. “Ser conselheiro é uma excelente oportunidade para transferir o conhecimento adquirido durante meus anos de carreira. Sinto-me honrado por poder contribuir com o Conselho Regional de Medicina”. Darcy trabalhou como Pediatra e revela que trabalhar no interior é difícil, pois muitas vezes a infraestrutura não é a adequada e falta apoio do poder publico. Hoje, ele não atende mais em consultórios, decidiu usar sua experiência para dedicar-se às auditórias médicas, trabalho que executa tanto na rede pública, quanto na rede privada. “As auditórias não são punitivas, mas tem o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento”.

ambulatório nas cidades de Bela Vista e Jardim. A escolha pela medicina surgiu muito cedo em sua vida, sua mãe também era médica e Patricia a acompanhava em seus plantões, aos poucos a menina foi apaixonando-se pela medicina, profissão que ela considera ser de muita renúncia e dedicação. Patricia, formou-se na turma de 1997 da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e fez sua residência na Universidade Federal de Mato PATRÍCIA HELOU DOS REIS RUIZ Patricia Helou dos Reis Ruiz, é Pediatra com Grosso do Sul (UFMS). Em Campo Grande, a peárea de atuação em Neonatologia, atualmente diatra trabalhou por seis anos no Hospital UniverDARCY DA COSTA FILHO Em seu primeiro mandato o médico atende no Hospital Marechal Rondon, em Jar- sitário (HU), e foi a primeira mulher à ser Diretora Darcy da Costa Filho, vê o seu cargo como uma dim, onde reside desde 2008, além de atender o Técnica do Hospital Regional, em 2007.


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Hospital Regional ganha novo gestor e novas metas

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ransformar o Hospital Regional em referência de Saúde Pública para o estado de Mato Grosso do Sul, inserindo-o decididamente na atenção aos pacientes encaminhados via regulação pelos nossos 78 municípios. Este é o desafio desta gestão, este é o desafio que o médico Justiniano Vavas tem pela frente. “Não podemos nos esquecer que dentro de dois anos a nossa instituição será o hospital escola da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), e não mediremos esforços para adequar a estrutura organizacional e de atendimento na atenção a esta futura prioridade”, afirma o novo presidente da Instituição. Justiniano Vavas foi nomeado ao cargo de Presidente da Fundação Nacional de Saúde (que engloba Hospital Regional e Perícia Médica Estadual), em 01 de Janeiro de 2015, juntamente com a posse do atual governador Reinaldo Azambuja e desde então, já realizou mudanças na esfera administrativa, estabeleceu novos fluxos de

processos que visem, principalmente, a manutenção de estoques reguladores de materiais e medicamentos necessários ao bom atendimento do paciente. De acordo com Vavas, várias providências estão sendo tomadas, entre elas a revisão dos contratos já existentes, adequando-os as necessidades e prioridades do órgão. “Outra grande frente de atuação é agilizar os serviços de manutenção e reparo nos equipamentos do hospital, já desgastados com o tempo, mas que impactam diretamente na qualidade do atendimento prestado. São muitas frentes de atuação, e não estamos perdendo tempo na agilização”, afirma o novo gestor. Justiniano nasceu em 1960 em Campo Grande, e optou pela medicina ainda criança. “Devido a problemas de saúde que tive na infância, meu contato com médicos foi muito frequente, e isto me marcou bastante. Acho que nunca pensei na minha vida em outra coisa que não fosse ser Médico. A opção foi sempre pelo desejo de atender “É o conjunto : amor o próximo, com respeito, ética pela profissão, vocação e com conhecimentos técnicos para o exercício atualizados”. profissional, que é Para ele, a medicina vai indispensável em além de um oficio. “É o conqualquer área, e junto : amor pela profissão, dedicação permanente vocação para o exercício proaquela que considero fissional, que é indispensável a mais nobre das em qualquer área, e dedicaprofissões.” ção permanente aquela que considero a mais nobre das Justiniano Vavas profissões”, ressalta.

Justiniano Vava, formou-se em 1983 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, especializou-se em Clínica Medica na mesma universidade, especializou-se ainda em Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva, pela Associação Médica Brasileira, além disso, foi professor assistente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal, e médico concursado do Ministério da Saúde. Em seu currículo ainda há outros cargos de destaque como de Diretor clínico do hospital Clínica de Campo Grande, na década de 90; diretor financeiro da Unimed Campo Grande no triênio 2001-2004; diretor administrativo do Hospital Unimed de 2003 a 2004; diretor presidente da Unimed Campo Grande no triênio 2004-2007, entre outros. Além disso, o gestor do Hospital regional, ocupa a cadeira 27 da Academia de Medicina de Mato Grosso do Sul, título esse que é motivo de muito orgulho para Vavas.

CRM aprova parecer contrário a lei do teste da linguinha

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lei nº 13.002/2014 que prevê o teste da linguinha é mesmo necessária? O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS) tem um parecer aprovado e em vigor que não recomenda este teste, tendo em vista que esta nova lei trará um custo desnecessário. Segundo o presidente do Conselho e pediatra, Alberto Cubel Brull Junior, o diagnostico já faz parte do exame médico de rotina, “o pediatra examina a língua da criança e a conduta na imensa maioria é apenas de acompanhamento, quando há a presença da chamada língua presa”. Ainda de acordo com o presidente do CRM/MS, o conselho não é contra o teste, apenas entende que é um exame desnecessário, pois o diagnóstico já faz parte da rotina médica.

Porém, de acordo com a legislação vigente o teste em recém nascidos é obrigatório em redes públicas e particulares. O objetivo do exame é detectar se existe alguma alteração no chamado frênulo, membrana que liga a língua à parte inferior da boca, também conhecido como freio. A alteração pode gerar a popular língua presa. A metodologia para fazer a avaliação de bebês e diagnosticar o problema, foi criada pela fonoaudióloga e integrante da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia Roberta Martinelli, de acordo com ela, no primei-

ro momento, o teste veio para detectar a língua presa, que é quando esse fio está fixado mais para a ponta da língua. “Só se considera língua presa quando limita o movimento”, explica.


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s corredores do pequeno hospital de Ponta Porã eram um dos lugares preferidos do pequeno Radi Jafar, que aos sete anos já dizia aos quatro cantos que seria “médico operador”. O “doutorzinho precoce”, como ele mesmo se auto intitulou, gostava de levar para casa frascos de soro, seringas e agulhas descartadas no hospital para brincar de ser médico. E durante as brincadeiras o caco de vidro virava bisturi, o vinagre, o álcool e iodo, transformavam-se em uma milagrosa solução para os curativos. Com apenas oito anos, o pequenino Radi, fazia “pequenas cirurgias”, como ressecamento de verruga nos dedos de seu primo Gazi Esgaib. “Desde menino em minha mente só existia lugar para medicina, e o hospital... Ah! lá era meu mundo. Êta doutorzinho precoce e atrevido! E o paciente, meu saudoso primo e amigo de infância, suportava bem”, lembra Jafar. E sua paixão pela medicina nasceu sozinha, nasceu com ele, pois não havia ninguém em sua família, vizinhança e nem tão pouco algum amigo de seus pais que exercia esta profissão. Radi Jafar nasceu em Santa Maria, Distrito de Ponta Porã, em julho de 1938, seus pais, libaneses, Amud Ali Jafar e Kadija Madlum eram comerciantes e tinham uma panificadora em Ponta Porã de onde tiravam o sustento de seus seis filhos: Zeine, Sadie, Ramzie, Mirched, Jorge e Radi. Não eram muitos os recursos financeiros da família e por isso, o jovem teve que batalhar para conquistar seu sonho de ser médico, Radi dividia seu tempo entre o Banco da Lavoura, onde trabalhava 6 horas por dia, a faculdade de medicina e ainda conseguia tempo para fazer desempenhar outras atividades: “Mesmo com pouco tempo, fui acadêmico contratato do Hospital São Francisco de Paula nos anos de 1967, 1968, 1969 e 1970. Além disso, fui bolsista da SUSEME (Pronto Socorro do Rio de Janeiro), lotado no Hospital Carlos Chagas nos anos de 68 a 69”, lembra Jafar, ressaltando, ainda, que na década de 60 as dificuldades eram grandes. “Na minha época existiam apenas 33 faculdades de medicina, hoje tem mais de 220, portanto a concorrência era muito grande, ainda mais para quem teve que trabalhar e estudar”. As dificuldades não diminuíram em nada o amor que Jadi Rafar cultivou pela profissão.

“Para mim, a medicina foi vocação, uma pai- menos tempo de internação e cura mais rápixão que me envolve há 45 anos. Se tivesse que da”, explicou. fazer vestibular novamente faria para mediciRadi Jafar formou-se em 1969 na Escola na, mesmo com as dificuldades que enfrentei, de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e esmesmo sabendo que financeiramente a pro- pecializou-se em Angiologia e Cirurgia Vascular, fissão piorou e que tem muitas limitações por além disso, conquistou vários títulos e imporparte do governo Federal... ainda sim, eu faria tantes cargos, entre eles o de professor titular medicina novamente”, afirma. de Angiologia e Cirurgia Vascular da UniversidaSua paixão inspirou membros de sua fa- de Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), memmília, que posteriormente também seguiriam bro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões os caminhos da medicina. Seus sobrinhos, (CBC), membro titular da Academia de MediciMauricio e Adele, que inclusive foram seus alu- na de Mato Grosso do Sul, Médico concursado nos na Universidade Federal de Mato Grosso do da INAMPS/INSS, membro titular do Conselho Sul, e seus sobrinhos neto Pedro e também Ma- Regional de Medicina e primeiro- tesoureiro theus que hoje cursa a faculdade. (CRM/MS), vice-presidente e primeiro-secreAo comparar a medicina dos anos 60 com tário da Unimed de Campo Grande, primeiroa exercida hoje, Radi Jafar, vê pontos que evoluí- -tesoureiro da Academia de Medicina de MS, ram e outros que retrocederam, como a falta de diretor cientifico da Associação Médica de MS, incentivo e interesse dos governantes, o excesso segundo-tesoureiro da Sociedade Brasileira de de escolas médicas no Brasil, mal aparelhadas Angiologia e Cirurgia Vascular, sendo para este e com poucos professores qualificados e bai- diretoria nacional, com três votos de louvor. xa remuneração, são pontos que o preocupam, Jafar, ainda, foi Especialista em Angioloalém disso, em sua visão gia pela PUC do Rio de Janeio relacionamento médico ro, especialista em Angiolopaciente ficou prejudicado gia e Cirurgia Vascular da pelos avanços tecnológiAssociação Medica Brasileicos. ra e Sociedade Brasileira de “Na minha época Angiologia e Cirurgia Vascua relação era mais afetilar, onde passou em primeiva, examinava-se e conro lugar no concurso. versava-se mais. Exames Hoje, no auge dos seus complementares só os 76 anos, Radi Jafar está aponecessários, hoje muitos sentado dos cargos de Perito diagnósticos são feitos médico do Inss e professor por aparelhos, sem que o da UFMS, não atende mais médico sequer toque o ao Sistema Único de Saúde paciente, com isso a rela(SUS) o qual dedicou-se por ção módico paciente dete25 anos. Mas, continua exerriorou. Porém a tecnologia cendo sua vocação em seu também trouxe grandes consultório, onde trabalha benefícios, tornando os de segunda a sexta-feira. Os procedimentos mais simfinais de semana são reserRadi Jafar ples e menos agressivos, vados à família, sua espocom o advento do cateterismo arterial, stent, sa Dorivam Amorim Jafar, seus filhos Tatiana, angioplastia, endocirurgiavascular, vídeo-la- Mirela e Wagner, e seus netos Carolina, Nicoparotomia, litotripsia, vídeo-cirurgia ortopédi- las, Lorena, Oscar e Alice, além disso, em seu ca, entre tantos outros tratamentos, em que a tempo livre se dedica a outra grande paixão, a tecnologia trouxe um notável progresso para a fotografia, paixão esta que lhe rendeu a partimedicina. Graças a esses avanços as cirurgias cipação em diversos concursos e exposições, e tornaram-se minimamente invasivas, com pós- também lhe rendeu um grande acervo de foto-operatórios mais simples e consequentemente grafias da área médica, do qual se orgulha.


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Presidente e primeira-secretária do CRM-MS ministram palestra para novos residentes

A chegada de novos r Regional e Hospital U Campo Gr

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Hospital Regional e Hospital Universitário (HU) de Campo Grande receberam a nova turma de residentes no dia 2 de março de 2015. Além de conhecer as instalações dos hospitais e receber esclarecimentos sobre o trabalho a ser desenvolvido, o acolhimento aos novos residentes foi marcado por palestras que enfatizaram o crescimento que a residência pode proporcionar profissionalmente, e como tirar o melhor proveito desse período seguindo de forma criteriosa a conduta ética. A cerimônia no Hospital Regional contou com a presença do presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul, Alberto Cubel Brull Junior, que além de conhecer e dar boas vindas aos novos residentes, palestrou sobre os Aspectos Éticos no Exercício da Medicina. Ele explicou que a residência médica é uma modalidade de ensino de pós-graduação, “latu sensu”, onde o residente vai ter contato direto com o paciente, colocando em prática a teoria obtida na graduação. Cubel explicou que o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Medicina são os órgãos supervisores da ética profissional em toda a república e de forma simultanea. Sendo ainda, julgadores e disciplinadores da classe médica, cabendo-lhes zelar e trabalhar por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito desempenho ético da medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exerçam legalmente. Durante a palestra foram citados vários artigos do código de ética que são imprescindíveis para o profissional, entre eles o que diz que os médicos só poderão exercer legalmente a medicina, em qualquer de seus ramos ou especialidades, após o prévio registro de seus títulos, diplomas, certificados ou cartas no Ministério da Educação e Saúde e de sua inscrição no Conselho Regional de Medicina, sob a jurisdição em que estiver sendo exercida a atividade. “Nos limites da lei 3268/57, a competência destas autarquias abrangem três quesitos: cartorial, fiscalizador e judicante, ou seja em relação ao cartorial o Conselho reconhece e registra títulos e diplomas dos médicos, habilitando-os ao exercício legal da medicina. No que se trata do fiscalizador: a entidade fiscaliza o exercício profissional perante as pessoas físicas e jurídicas, em todos os ramos e especialidades da atividade médica. E sobre o aspecto judicante, tem obrigação de receber, conhecer e julgar as denúncias de infrações no âmbito ético-profissional”, enfatizou Cubel.

Somos 10, e daí?

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s doenças infecciosas já foram a principal causa de morte em uma época em que a medicina ainda engatinhava, a exemplo da peste, que assolou a Europa na idade média. E hoje? Como está a especialidade que me seduziu quando ainda aluno? Uma especialidade clínica com agente etiológico identificável, não visível muitas vezes, ou que, quando visto, é capaz de causar certo desconforto abdominal, porém, faz-se ali, na inspeção direta, o diagnóstico de uma parasitose intestinal. Acredito estarmos passando por uma época de transição dentro da especialidade, já que a cada semestre vivenciamos doenças infecciosas que saem da classificação de endemia para epidemia e, posteriormente, pande-

mia, a exemplo do que ocorreu com a gripe por H1N1, ou, ainda, HIV, cujos casos aumentaram no Brasil - e apenas no Brasil ! Todos os anos vemos notícias nacionais sobre o dengue e agora o tal Chicungunya, o Ebola, que ficou apenas no continente africano, as leishmanioses ... Sim, e daí? E daí que essas doenças não têm recebido o respeito e atenção mínimos e necessários para o seu enfrentamento, isso desde a quantidade de leitos de internação em hospital terciário disponíveis no Estado do MS. Seria redundante dizer que a saúde passa por problemas, outras especialidades também têm a mesma dificuldade logística, a exemplo a psiquiatria com a epidemia do crack, e a ortopedia com a do trauma, mas estas especialidade não dispõem de APENAS 10 leitos de internação hospitalar para todo o ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL!


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residentes no Hospital Universitário (HU) de rande/MS

Hospital Universitário

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palestra proferida no HU (Hospital Universitário), pela primeira-secretária do CRM-MS, Rosana Leite de Melo, abordou a história da residência no Brasil, abrangendo também os aspectos éticos da medicina. Ela explicou a importância da residência para o aperfeiçoamento de várias habilidades. “É o aprimoramento das habilidades técnicas, do raciocínio clínico e da capacidade de tomar decisões”. Rosana comentou a importância do trabalho humanizado, onde as pessoas devem ser tratadas com respeito e dignidade. “O médico ideal não é aquele que tem apenas vocação, e sim, humanismo e dedicação extrema ao corpo e alma e a um ideal: o saber e o bem da humanidade!”, lembrou a primeira-secretária ao citar um trecho do livro O Físico. Os novos residente também foram aconselhados a sempre ter em mãos as resoluções do código de ética médico, evitando assim qualquer tipo de conduta equivocada que possa prejudicá-los. “Mesmo que todos saibam é importante recordar alguns artigos de nossa resolução que farão parte do nosso cotidiano e precisamos estar atentos. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos, são faltas graves que levam a punição ética”. Rosana Leite também abordou dois importantes artigos que falam sobre deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e ao alcance do profissional, em favor do paciente. E o outro diz respeito a deixar de atender paciente que procure cuidados profissionais em casos de urgência ou emergência, quando não haja outro médico ou serviço médico em condição de fazê-lo. Ao finalizar as explanações para os residentes a primeira-secretária memorou o poeta e filósofo Fernando Pessoa. “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É tempo de travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.

Somos apenas 10, mas já fomos 25 há alguns anos, exatamente há seis. Foram fechados 15 leitos quando na verdade seriam necessários mais 15 ou 20 para suprir a demanda de todo o estado. O hospital Universitário é a única referência estadual e municipal para internação de pacientes com Doenças Infecto Parasitárias, com os seus parcos dez leitos. Após análise de dados retrospectivos, de 2010 a 2015 foram computadas 2054 internações para a DIP, sendo que 42% destas ocorreram no PAM adulto do HU, e com uma taxa média de 11 dias de permanência neste local. Outro dado que chama a atenção é a taxa de ocupação da enfermaria: 100%, portanto, sempre ocupada, sem leitos disponíveis e o PAM virando local de internação prolongada. Enquanto o PAM se torna um hospital de DIP, não temos perspectivas de melhorias a curto, médio e longo prazo. Inicialmente, uma estra-

tégia para reduzir a quantidade de pacientes internados no PAM HU seria a abertura de, no mínimo, 20 leitos e, em seguida, já com os olhos nos próximos 15 anos, a abertura de um hospital de Doenças Infecciosas, tal como o Instituto de Infectologia Emilio Ribas. Sou médico assistente atuando tanto na capital, como no interior do Estado, e já me deparei algumas vezes com a difícil escolha de qual paciente mais grave deveria escolher para internar, pois havia uma única vaga. Atuar na infectologia virou medicina de guerra, o que acredito que ocorra também em outras especialidades, porém, é inadmissível, em pleno século XXI, vivermos uma realidade comparável àquela que ocorre no continente africano.

Bruno Baptista M. Filardi - CRM 5050 Presidente da Sociedade de Infectologia de Mato Grosso do Sul


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Medicina e música: Jornada dupla de trabalho que traz satisfação em dobro

uando a paixão fala mais alto, não há rotina apertada que possa impedir de fazer aquilo que se ama. No caso da Pediatra e Neuropediatra, Maria José Martins Maldonado, que é atual presidente da Associação Médica de Mato Grosso do Sul, a dedicação pela medicina e o amor pela música andam lado a lado em seu cotidiano. Maria José fez bacharelado em Piano em 1985, mas na mesma época em que fazia a faculdade de música, ela também se dedicava aos estudos de medicina, vindo a se formar em 86. Diante de duas profissões tão distintas e que Mas, anos depois, quando surgiu o conviexigem muita devoção, Maria não conseguiu se te para montar um coral de crianças, a médica empenhar tanto na música logo de início. não pensou duas vezes, e deixou se levar pelo lado artístico. “Montamos um grupo voltado para a evangelização da Doutrina Espírita utilizando a música, que se tornou um trabalho social, pois a musicalização envolve crianças da periferia, que têm de 6 a 11 anos. Desenvolvemos atualmente quatro projetos: Coral Pequenos Cantores do CEDJ, Projeto Coral Gotinhas de Luz, Projeto Coral Infantil da FEMS e Projeto Violão. Já temos 3 CDs gravados e realizamos em torno de

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30 apresentações por ano”, comenta Maria José, que há mais de 30 anos, sua rotina tem sido dos hospitais para os ensaios. Para manter a sintonia é preciso jogo de cintura. Afinal, ela ainda encontra tempo para conciliar todos esses afazeres e cuidar da família. Mãe de três filhos que seguiram o mesmo rumo profissional da médica, e também casada com médico, Maria José conta que o segredo para dar conta é estar disposta a se doar e ter muita organização: “Meus colegas de trabalho e pacientes sabem que me dedico a esse projeto e, portanto, respeitam meus horários. Além disso, os ensaios são sempre aos sábados”. Quando questionada se todo esse esforço vale a pena, ela se emociona: “a vibração muda quando estou com as crianças, me cativa e aflora em mim um sentimento de conforto e enorme prazer em poder participar da transformação da vida desses pequenos, tanto com a pediatria quanto com o trabalho social”.

Projeto Canta Criança Para conhecer melhor o trabalho desenvolvido por Maria José e contribuir com o projeto Canta Criança acesse: http://coralfems.blogspot.com.br/ Ou entre em contato pelos números: 8111-6106 (Maria José), 8425-2461 e 9273-2892

Medicina Interiorana tarefa árdua e gratificante

xercer a medicina no Brasil não é uma tarefa fácil, a falta de infraestrutura e o descaso do poder publico tem atrapalhado muito o bom exercício da profissão. No interior então, torna-se uma tarefa ainda mais árdua, mas mesmo assim, os médicos honram seu juramento e lutam para levar o bom atendimento aos seus pacientes. Renata Ribeiro Duarte Rodrigues, anestesiologista, intensivista e médica de família e comunidade, é uma dessas profissionais que decidiu se dedicar à população interio-

rana, e de acordo com ela atuar no interior se torna difícil já que a retaguarda tecnológica nos hospitais é deficiente, além da falta de algumas especialidades médicas. Renata revela que diante dessas dificuldades já teve vontade de mudar-se de Paranaíba, cidade onde atua, porém continuou firme em seu propósito atender bem a população. Para ela a medicina é vocação e dedicação. Renata nasceu na cidade de Cochambamba na Bolívia, filha de médico e professora, nutriu o desejo de tornar-se médica desde

a infância, assim como o pai e para isso deixou a saudade de casa de lado e foi morar em Minas Gerais, onde cursou medicina na Fundação José Bonifácio Barbacena. Renata Ribeiro tem 20 anos de profissão, destes, 16 são dedicados à população interiorana, atualmente trabalha na rede privada e pública, sua rotina é puxada, se divide entre a anestesiologia e o Instituto Médico Legal (IML) e quando sobra um tempinho dedica-se aos seus hobbies: viagens, filmes e criação de orquídeas.


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Estudantes de medicina protestam por melhorias na situação acadêmica

aumento das mensalidades da Universidade Anhanguera Uniderp, as novas regras do Programa de Financiamento Estudantil (FIES) e a falta de comprometimento com os alunos, causaram revolta nos estudantes de medicina. De acordo com os alunos da Uniderp, houve um reajuste de 12% nas mensalidades, além de faltar estrutura de laboratório, livros e materiais para estudo prometidos pela instituição desde o ano passado. A manifestação começou em frente ao Departamento de Controle Acadêmico (DCA) e logo ganhou força com o apoio de representantes de outros cursos. Sem resposta da reitoria, os estudantes bloquearam a Rua Ceará, que dá acesso principal à Universidade. Somente após a reivindicação dos alunos, a Anhanguera Uniderp recebeu uma comissão para tratar do assunto. De acordo com a estudante de medicina do 2º ano, Ana Carolina Sawaris Neto, a reunião serviu não só para pedir esclarecimentos sobre o reajuste abusivo na mensalidade, como também para fazer propostas em relação aos critérios de concessão

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de desconto. “De acordo com a reitora, a Uniderp fornece o desconto e bolsa incentivo conforme com a rotatividade de mercado. Queremos que seja analisado e somado o maior valor que estão pagando e o menor. E que esse resultado seja dividido por 2. Esse é o desconto que queremos para todos os alunos por igual. Além disso, também queremos prazos assinados para que sejam entregues as melhorias prometidas”, comenta Ana Carolina. Uma solução positiva ainda não foi apresentada como resposta pela Universidade. A Uniderp apenas justifica que o aumento respeita as leis vigentes e é revertido em melhorias. Mas a aluna do curso de medicina contesta: “Se estão investindo esse dinheiro, a gente quer saber aonde! Quando entramos na faculdade sabíamos que seria necessário investir um pouco. Portanto, o problema nem é tanto pagar, o problema é pagar

muito além do que o justo e ainda não ver esse dinheiro indo para lugar algum”, diz Ana. Os alunos que pedem melhorias e maior transparência, foram escutados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), que ao reconhecer as necessidades dos estudantes também decidiu apoiar a mobilização.

Primeira entrega de registros profissionais lota o auditório do CRM/MS

Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS), iniciou 2015 com a formalização de mais de 50 novos médicos. A carteira de registro profissional garante aos novos médicos o direito a iniciar residências e pós-graduações, além de estabelecer o exercício legal da medicina, assim como, afiança a população que estes estão aptos para prestar um atendimento de qualidade. Além da carteira profissional, os recém-formados receberam o código de ética médica pelas mãos da diretoria do Conselho, e puderam trocar experiências com autoridades de grande importância para a medicina do Estado, como o presidente do CRM/MS, Alberto Cubel Brull Junior; vice-presidente Antônio Carlos Bilo, Chefe da fiscalização do CRM/MS, Juberty Antonio de Souza; primeira-secretária, Rosana Leite de Melo; e do convidado de honra, Alberto Cubel Brull, que neste ano completa seu Jubileu de ouro. Aos 50 anos de carreira, o pediatra Alberto Cubel Brull revela que continua estudando mesmo com o conhecimento adquirido em sua longa jornada profissional. “Para ser um bom médico temos que ter a humildade de reconhecer nossos limites, reconhecer que não sabemos

tudo, precisamos estar sempre nos atualizando e quanto mais estudamos mais vemos que ainda temos muito o que aprender”, frizou. Ele lembrou, ainda, que a medicina não deve ser vista apenas como uma profissão rentável, mas sim, como um sacerdócio, um ato de amor, pois muitas vezes o paciente e seus familiares precisam do apoio afetuoso do médico. Michelle Carneiro, formada pela Anhanguera Uniderp, recebeu seu registro profissional na ocasião, e revelou que o encontro

foi muito importante para que ela conhecesse melhor o Conselho, além de poder ter uma visão da medicina por meio de relatos de um médico tão experiente quanto o pediatra Alberto Cubel Brull. Durante a cerimônia, realizada no dia 06 de fevereiro, na sede do CRM/MS, os novos profissionais receberam orientações sobre as funções da entidade que atua na função cartorial, judicante e fiscalizatória. “Lidamos com um bem maior, que é a vida, um erro médico, pode levar á morte ou a sequelas graves, portanto não podemos permitir que imperícias, imprudências ou negligências aconteçam, precisamos nos atualizar constantemente”, frisou a primeira-secretária, Rosana Leite. O presidente, Alberto Cubel Brull Junior, aproveitou a oportunidade para ressaltar que o CRM/MS está de portas abertas para os profissionais da medicina. “Vejam o Conselho como extensão da casa de vocês e não apenas como um órgão de fiscalização, temos a função fiscalizatória, mas também temos a finalidade de garantir uma medicina de qualidade, protegendo assim, tanto a população quanto os profissionais”.


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EDITAL DE PUNIÇÃO DISCIPLINAR Censura Pública em Publicação Oficial Conselho Regional de Medicina do Estado do Mato Grosso do Sul Presidente: Alberto Cubel Brull Júnior

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268/57, regulamentada pelo Decreto nº 44.045/58, consoante o acórdão de 20 de setembro de 2014, exarado nos autos do Processo Ético-Profissional nº 46/2010, vem tornar pública a pena de CENSURA PÚBLICA EM PUBLICAÇÃO OFICIAL ao médico GIOVANI LAGUI (CRM/MS 751), por infração aos arts. 29 e 57 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88), que correspondem aos arts. 1° e 32 do atual CEM (Resolução CFM nº 1931/09) – comete transgressão ética o profissional médico que age com imperícia, imprudência e negligência e por não utiliza todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento. Campo Grande-MS, 19 de dezembro de 2014. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268/57, regulamentada pelo Decreto nº 44.045/58, consoante o acórdão de 25 de outubro de 2014, exarado nos autos do Processo Ético-Profissional nº 62/2011, vem tornar pública a pena de CENSURA PÚBLICA EM PUBLICAÇÃO OFICIAL ao médico HUGO LATRÔNICO (CRM/MS 6070), por infração aos arts. 29, 34, 56 e 57 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88), que correspondem aos arts. 1°, 6°, 31 e 32 do atual CEM (Resolução CFM nº 1931/09) – comete transgressão ética o profissional médico que age com imperícia, imprudência e negligência; que não utiliza todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento; que atribui seus insucessos a terceiros e a circunstâncias ocasionais e que desrespeita o direito do paciente de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas. Campo Grande-MS, 13 de janeiro de 2015. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul, no uso das atribuições conferidas pela Lei Federal 3268/57, em conformidade com julgamento ocorrido em 18.01.2014 (posteriormente confirmado pelo Conselho Federal de Medicina, em grau de recurso), bem como em conformidade com o deferimento do pedido de efeito suspensivo que cassou a liminar concedida ao denunciado (agravo de instrumento 000319-21.2015.4.03.0000/MS - TRF da 3ª Região), vem executar a sanção disciplinar de CASSAÇÃO DO EXERÍCIO PROFISSIONAL ao médico PEDRO MARILTO VIDAL DE PAULA (CRM/MS 1936), por violação ao art. 39 do Código de Ética Médica, Resolução CFM nº 1246/88 (fatos estes também previstos no art. 11 do atual CEM – Resolução CFM nº 1931/2009) – é vedado ao médico atestar de maneira secreta e quando esta conduta não identifica o seu autor e acarreta a imputação de outros profissionais. A conduta médica repetitiva de afrontamento ao Código de Ética Médica baliza a gradação da apenação. Este edital é publicado para que todos tomem conhecimento dessa decisão e fiscalizem sua correta observância, cidadãos e classe médica

em geral, sendo que esta fica proibida de garantir o exercício da medicina àquele médico, nos termos do Código de Ética Médica. Campo Grande, 10 de fevereiro de 2015. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268/57, regulamentada pelo Decreto nº 44.045/58, consoante o acórdão de 19 de novembro de 2014, exarado nos autos do Processo Ético-Profissional nº 25/2010, vem tornar pública a pena de CENSURA PÚBLICA EM PUBLICAÇÃO OFICIAL ao médico MARCELO PANSERA (CRM/MS 3724), por infração ao art. 29 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88), que corresponde ao art. 1° do atual CEM (Resolução CFM nº 1931/09) – comete delito ético aquele que na assistência prestada não atua com o devido zelo, compromisso e dedicação a quem lhe confiou a vida, culminando com óbito. Campo Grande-MS, 06 de março de 2015. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268/57, regulamentada pelo Decreto nº 44.045/58, consoante o acórdão de 22 de novembro de 2014, exarado nos autos do Processo Ético-Profissional nº 25/2010, vem tornar pública a pena de CENSURA PÚBLICA EM PUBLICAÇÃO OFICIAL ao médico ÂNGELO MASSAROTO NETO (CRM/MS 46), por infração aos arts. 29, 30, 32, 61, 69, 71 e 142 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88), que correspondem aos arts. 1°, 2°, 4°, 36, 87, 86 e 18 do atual CEM (Resolução CFM nº 1931/09) – comete transgressão ética o profissional médico que age com imperícia, imprudência e negligência; que delega a outros profissionais atos e atribuições exclusivos da profissão médica; que abandona paciente sob seus cuidados; que não elabora prontuário médico; que se isenta de responsabilidade de ato profissional que praticou ou indicou. Campo Grande-MS, 27 de janeiro de 2015. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268/57, regulamentada pelo Decreto nº 44.045/58, consoante o acórdão de 19 de novembro de 2014, exarado nos autos do Processo Ético-Profissional nº 47/2008, vem tornar pública a pena de CENSURA PÚBLICA EM PUBLICAÇÃO OFICIAL ao médico LUIZ CARLOS BAENA FERNANDES (CRM/MS 5445), por infração ao art. 29 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 1246/88), que corresponde ao art. 1° do atual CEM (Resolução CFM nº 1931/09) – comete delito ético aquele que na assistência prestada não atua com o devido zelo, compromisso e dedicação a quem lhe confiou a vida, culminando com óbito. Campo Grande-MS, 06 de março de 2015.


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HU inaugura setor de neonatologia e aumenta para 78 o número de leitos no Estado

om o intuito de suprir o déficit de leitos neonatal no Mato Grosso do Sul, a direção do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian inaugurou no dia 17 de março, a ampliação do setor de neonatologia, aumentando de 12 para 30 o número de leitos. As obras foram realizadas com investimento do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (Rehuf), totalizando o investimento de R$ 946 mil. Segundo o presidente do CRM-MS, Alberto Cubel Brull Junior, que esteve presente durante a inauguração, esta é uma conquista esperada há muitos anos pelos profissionais e pela sociedade, e vem para diminuir as dificuldades relacionadas aos leitos neonatais. “Tivemos uma satisfação e felicidade muito grande quando foi entregue o setor de pediatria e agora temos o mesmo sentimento com a conclusão deste projeto de neonatologia”. Ele acrescenta ainda: “os neotatologistas são verdadeiros heróis, pois se desdobram em suas funções para oferecer atendimento digno à população, e agora vão contar com suporte estrutural completo para reforçar ainda mais a qualidade dos serviços prestados”. Para o diretor do SinMed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), Marcelino Chehoud Ibrahim, este é um grande passo de transformação, obtendo resultados práticos, que corroboram na melhoria dos processos, beneficiando aqueles que mais carecem do atendimento. “Entendemos como um avanço neste setor, e o envolvimento de todas as entidades aqui presentes vão contribuir ainda mais para a melhoria dos trabalhos que já vem sendo realizado com muito empenho”, avalia Marcelino.

A partir de agora a UTI neonatal do HU conta com 10 leitos, o setor intermediário 14 e a unidade Canguru seis, totalizando assim 30 leitos somente no Hospital Universitário de Campo Grande. Dourados única cidade no interior do Estado com UTI neonatal soma 10 leitos na UTI do Hospital Universitário e 15 na UTI intermediária convencional. De acordo com a gerente administrativa do Hospital Universitário de Campo Grande, Maria José Martins Maldonado, dois leitos ainda não serão ativados no momento, pois aguardam liberação de recursos do governo Federal no valor de R$ 1,3 milhão, situação esperada para acontecer até o final do mês de abril. De acordo com a secretaria de Saúde do Estado e do Município, atualmente com a nova ampliação do setor, Mato Grosso do Sul conta com 78 leitos de UTI neonatal, não incluindo intermediários e os leitos das unidades Canguru, no entanto o objetivo é aumentar para 100 até o final de 2015.

Inauguração do setor de neonatologia no Hospital Universitário no dia 17 de março de 2015

CRM/MS empossa membros das comissões ética médica

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Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS), realizou na noite desta quarta feira, 11 de março, a cerimonia de posse das comissões éticas médica. Durante o evento, a primeira secretaria do CRM/MS, Rosana Leite, explicou as funções dos novos membros, que de acordo com a resolução do CFM n° 1657/2002 e 1812/2007 passam a ter “as funções sindicantes, educativas e fiscalizatória do desempenho ético da Medicina em sua área de abrangência”. Rosana ressaltou, ainda, uma frase do filosofo Platão para definir a ética “ Éti-

ca é hábito, arte, de fazer o bem, que torna bom aquilo que é feito e quem o fez” - Platão 428 a.c. Foram empossados os seguintes médicos: Thayana Maria J. Camargo, Adriana Marques da Costa, Gustavo Mendes Medeiros e Eulálio Arantes Correa da Costas das seguintes instituições de saúde: Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, Hospital do Câncer Alfredo Abraão e Associação de Amparo à Maternidade e à Infância (Maternidade Candido Mariano). A cerimonia foi realizada na sede do CRM/ MS e contou com a presença do Presidente Alberto Cubel Brull Junior, Vice Presidente Antonio Carlos Bilo, primeira secretária Rosana Leite e o Chefe de fiscalização Juberty de Souza.


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Comissão adia votação sobre serviço social obrigatório em saúde por tempo indeterminado

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pós entendimento, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) decidiu adiar, por tempo indeterminado, a votação de substitutivo do senador Paulo Paim (PT-RS) a dois projetos de lei do Senado (PLS 168, de 2012, e 79, de 2013) que criavam a exigência da prestação de serviço social obrigatório para médicos e outros profissionais de saúde recém-formados, oriundos de universidades públicas ou privadas com financiamento público. O pedido de retirada da matéria de pauta foi apresentado pelo senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) e contou com o apoio de Paim e do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), autor do PLS 168/2012. Em vez da obrigatoriedade do serviço social por dois anos para os profissionais de saúde, Caiado defendeu o acesso amplo e irrestrito dos recém-formados em Medicina ao Provab (Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica). Iniciativa conjunta dos Ministérios da Saúde e Educação, este programa oferece a oportunidade aos profissionais de saúde de atuar, durante um ano, em diversas localidades do país carentes de assistência na atenção básica à saúde. Semanalmente, o profissional tem de dedicar 32 horas a atividades práticas nas unidades de saúde e 8 horas a um curso de especialização promovido pela Universidade Aberta do SUS (Sistema Único de Saúde). “12 mil jovens médicos ficaram sem vaga para o Provab e não tem para onde ir”, revelou

apresentou reservas à compulsoriedade da iniciativa para quem estudou em universidade pública e defendeu o debate da iniciativa não só por representantes dos conselhos profissionais envolvidos, mas também pelos estudantes de cada área (medicina, enfermagem, psicologia, odontologia, fisioterapia, nutrição e farmácia). Em linhas gerais, o substitutivo ao PLS 168/2012 e ao PLS 79/2013, este do ex-senador Jayme Campos, estabelece que os recém-formados na área de saúde que tiveram a graduação custeada com recursos públicos deverão Caiado, criticando ainda o fato de egressos do programa serem beneficiados na disputa por cumprir um período de dois anos de exercício social da profissão. Este serviço será prestado em uma vaga de residência médica. As considerações abertas por Caiado fo- municípios com menos de 30 mil habitantes ou ram ampliadas por outros senadores. Simone em comunidades carentes localizadas em regiTebet sugeriu, por exemplo, substituir a obri- ões metropolitanas. A jornada de trabalho será gatoriedade de participação no serviço social de 40 horas semanais e remunerada pela rede pela livre adesão de estudantes beneficiados de saúde ao qual o profissional estiver vinculado. Após ouvir as considerações dos senadopelo Fies, que teriam como contrapartida a isenção das parcelas do financiamento estu- res, Paim chegou a admitir a possibilidade de dantil. Já o senador Lasier Martinslevantou estender o serviço social para outras áreas de a hipótese de esta exigência ser estendida a formação. E chamou atenção para as vantarecém-formados de outras áreas, como advo- gens econômicas geradas por este regime de contratação para o poder público. Cristovam gados, engenheiros e arquitetos. Por sua vez, o senador Telmário Mota também se mostrou aberto a uma revisão da ponderou que os profissionais de saúde, nestas proposta e disse estar de acordo à possibilicircunstâncias, costumam ser deslocados para dade de adesão voluntária de beneficiários do regiões que não oferecem o mínimo de confor- Fies ao serviço social obrigatório. to nem condições satisfatórias de trabalho. PsiFonte: Agência Senado cóloga de formação, a senadora Marta Suplicy

Projeto fixa prazo máximo entre marcação e consulta médica

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Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF)deve debater este ano a proposta que estabelece prazo máximo de 15 dias úteis entre a marcação da consulta e o atendimento médico, para os pacientes atendidos pelos planos privados de saúde. De acordo com o projeto, o mesmo prazo valerá para a realização de exames. A CSSF é presidida pelo deputado Antonio Brito. Projeto fixa prazo máximo entre marcação e consulta médica A medida está prevista no Projeto de Lei 69/15, apresentado pelo deputado Pompeo de Mattos. O texto modifica a Lei 9.656/98, que trata dos planos e seguros privados de assistência à saúde. O parlamentar ressalta que muitas pessoas contratam, à custa de sacrifício pessoal,

um plano de saúde particular na esperar de ter uma atendimento mais ágil. Na prática, porém, a realidade é outra. “Clínicas credenciadas aguardam abrir a agenda para marcar consultas ou exames, o que torna a espera extremamente demorada”, afirma. O projeto tem teor igual ao do PL 499/11, do ex-deputado Enio Bacci, que não tentou a reeleição. O texto foi arquivado no final da legislatura passada. Tramitação A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte: Agência Câmara

Jornal do Médico  

Edição do Jornal do Médico de março de 2015.

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