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revista do corredor urbano

BANALIZAÇÃO DAS CORRIDAS

S O G I R E OS P DA RUA

A L I M CA U A L O NITC E URA VAL AVEN RO U O E U Q MAIS

KANYE WEST N O SEU IP

OD

QUAL SEU HORÁRIO DE TREINO?

edição 1 - ano 1 - 1 junho de 2009


EDITORIAL

pé? os nossa revista de Aia ntar por que batizarm rgu pe -se ve de or leit O

Afinal, o que significa essa palavra? Por hora, dizemos que Aiapé é uma palavra de origem Tupi. O seu significado, no entanto, guardemos para mais tarde. Por enquanto, contentemo-nos em saber do que se trata essa revista.

a um pouco mais compreensível?

Quem sabe, ao final do texto, o Tupi já não pareç

4 Essa é uma revista sobre corrida urbana, ou melhor, essa é uma revista sobre o estilo de vida dos corredores urbanos. Sobre tudo aquilo que se refere ao cotidiano das pessoas que vivem e trabalham nas grandes cidades do mundo e que reunem-se em torno de um interesse comum, a corrida.

É sobre a música que se ouve na hora de corer, sobre a roupa que se veste, sobre o percurso que se faz. É sobre o surgimento de uma comunidade, sobre as relações sociais que a corrida desperta.

É sobre pessoas e c

idades.


ESTEBAN FELIX/AE

E, quando dizemos cidades, não nos referimos apenas à sujeira, ao stre ss e ao caos. Para a revista, a cidade é muito mais cois as.

Dizer que a cidade se resume ao grafite, ao asfalto, ao concreto e ao ruído é o mesmo que dizer que são estas nossas únicas referências. E aqui, permitimo-nos a generalização, pois essa revista nasceu e viveu na cidade sua vida inteira. Ousamos dizer que a cidade moldou o que ela é e que, portanto, tudo que nela há escrito, pensado e criado, é devido à cidade e tudo aquilo que o ambiente urbano oferece.

Ressaltamos o fato da cidade ser o espaço físico onde se reúne um grande número de pessoas, organizadas ou desorganizadas entre diferentes opiniões e grupos de interesse, em constante estado de comunicação.

É essa multiplicidade e esse gran de número de interfaces que tomamos como fonte para a elab oração de nosso conteúdo.

ora a a entrevista com a corred sa primeira material de cap nos o . com jeto os pro em so olh nos esc , Por esse motivo itos dos valores de dela, consegue-se extrair mu s poi , olau Nic ila Cam ra de aventu

Finalmente, resta dizer que Aiapé significa super fície. E é sobre as superficies das grandes cidad es e tudo aquilo que delas se extrai que vamos pensar e projetar nossa revista.

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11 saúde e cuidados

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Onde correr depois das nove? Os perigos da rua Qual o seu horário de treino? O problema da pisada

16 matéria de capa 22 comunidade

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19 Camila Nicolau Desafio Cartel Endorfina No iPod: Kanye West A banalização das corridas Biblioteca do corredor Mural


30 compras agenda

nuno cobra

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poema visual

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colaboradores

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46 Axe 20-21, 34-35 Ray-Ban 19, 29 Redbull 2-3, 14-15


EXPEDIENTE

Diretor de Redação Eurípedes Pastore Redator-Chefe Ivan Camargo Editores Renato Silveira e Tatiana Pamplona Edição de Arte Flavia Pinheiro e Luciano Pires Ilustração Gus Bozzetti Revisão de Texto Bruno Ricco e Vivian Paggi Projeto Gráfico Cristiano Machado Fábio Mesquida Felipe Garcia Thomás Debeus Colaboradores Amanda Simões Fernanda Coura Igor Campella Marco Bianchi Ronaldo Oyama www.aiape.com.br aiape@aiape.com.br

Escola Superior de Propaganda e Marketing

MARIO RODRIGUES

Projeto Revista Projeto III - Cultura e Informação Profa. Marise de Chirico Marketing II Profa. Vivian Strauss Módulo Cor Profa. Paula Csillag Língua Portuguesa III Profa. Regina Ferreira da Silva Produção Gráfica Prof. Antônio Celso Collaro Graduação em Design 2009/3A Cristiano Vinciprova Machado Fábio Mesquida Felipe Guimarães Garcia Thomás Gaze Debeus


MARIO RODRIGUES


SAÚDE E CUIDADOS entrevista

ONDE CORRER DEPOIS DAS NOVE? Quem curte correr em parques e ruas já deve ter passado por esse dilema: onde treinar sem arriscar a segurança? A dúvida não preocupa apenas quem mora nas grandes cidades; mesmo a galera do interior e das cidades menores prefere correr em grupos ou em horários de movimento justamente para não passar nenhum apuro. Mas e quando uma reunião no final do dia empurra o treino para as 9, 10 horas da noite? O que fazer? Na comunidade do Orkut de corredores de Belo Horizonte há um tópico discutindo exatamente isso , onde os caras dão até algumas dicas de lugares bacanas e seguros para correr. O Frederico, que mora na avenida Bandeirantes, sugere o bairro Belvedere. Ele desaconselha a Bandeirantes pois fica pouco movimentada depois das 21h e é bastante escura. Já a Karine recomenda a Praça Liberdade. Segundo ela, é próxima de onde trabalha e tem fácil acesso. Entretanto, por ser um local muito procurado por caminhantes e outros corredores, a praça fica muito cheia entre as 18 e 21 horas. O melhor é chegar mais tarde mesmo para não pegar a hora do rush. Quem também corre por lá é o Murilo, que completou: “Pra mim é o melhor lugar para se correr a noite pois é seguro, tem água, é um lugar bonito e tem um carrinho que vende água de coco, macarrão na chapa e sanduíche”. Dá para correr e fazer um lanchinho logo depois para recuperar as energias. E na sua cidade, onde dá para treinar com segurança depois das 21h? Se você achou um lugar legal para correr, entre na comunidade e ajude outros corredores.

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SAÚDE E CUIDADOS entrevista

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PERIGO NAS RUAS Todo corredor sabe na ponta da língua o que é preciso para praticar o adorado esporte: um bom tênis adequado à sua pisada; exames regulares para verificar se tudo está ok; alimentação correta, com carboidratos, proteínas, vitaminas e até umas gordurinhas; protetor solar, no caso de dias de sol, e muita disposição. Mas e a segurança com o trânsito? Isso mesmo. Muita gente prefere correr por ruas e avenidas, e mesmo quem escolhe os parques às vezes começa o treino já na porta de casa, correndo até o local. Um corredor disputando espaço com carros e motos se torna alvo fácil, não são poucos os casos de atropelamento que lemos nos jornais por aí. A gente já falou aqui de corridas de rua que se tornam corridas de aventura; agora disponibilizamos algumas dicas da Federação Paulista de Atletismo para você ficar esperto e não engrossar as estatís-

ticas de corredores atropelados: Procure correr nas calçadas e só atravesse as ruas na faixa de pedestres, com o sinal fechado para os veículos. Se estiver num cruzamento, preste atenção aos dois lados e dê preferência aos carros; Se não for possível usar as calçadas, corra no contra-fluxo dos automóveis. Assim você consegue enxergar tudo o que está acontecendo no asfalto; Evite áreas de muito trânsito; além do risco ser maior, você também estará inalando grandes quantidades de monóxido de carbono, que é extremamente tóxico; Em caso de correr em vias com ciclistas, atenção máxima. Tente sinalizar com os braços antes de mudar de direção; Música durante a corrida é muito gradável, mas não deixe ela isolar você dos barulhos ao seu redor. Ouvir uma buzinada a tempo pode ser a salvação. Bons treinos!


MARIO RODRIGUES


SAÚDE E CUIDADOS entrevista

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Uma das boas polêmicas que rolam entre os corredores é sobre o horário para treinar. Os madrugadores defendem a manhã, alguns até com o discurso do “quanto antes, melhor”. Já quem prefere dormir até o sol raiar e também não gostar de se deitar tão tarde costuma escolher o finzinho do dia, começo da noite. E os de rotina mais bagunçada geralmente vão correr à noite mesmo, depois das nove, dez da noite. Mas o que dizem os especialistas? A gente bateu um papo com Aulus Sellmer, treinador da assessoria esportiva 4Any1, especialista em corrida. Segundo ele, a escolha do horário de treino está relacionada tanto às preferências pessoais quanto a questões do dia-a-dia, como horário de trabalho, disponibilidade de tempo e momentos de maior calor. “Alguns estudos mostram que o corpo humano está mais receptivo ao treino no final da tarde. Neste período a resposta hormonal é potencializada e o relógio interno do corpo sinaliza com condições mais apropriadas para a prática de uma atividade física”, garante Aulus.

Ele lembra ainda que estabelecer uma rotina de treinos é tão importante quanto escolher o período do dia. “É necessário é ter o hábito de treinar sempre no mesmo horário. Desta forma seu corpo se adapta com a rotina, e com certeza os resultados serão melhores”. E dá uma bronca em quem usa o trânsito e o trabalho como desculpa. “Para muitos que não conseguem ter um horário fixo vamos avaliar a questão de uma forma prática. O melhor horário para treinar será aquele que é possível. O que não pode acontecer é não treinar”, diz. Segundo Sellmer, não há consenso sobre o melhor momento do dia para se realizar atividade física; entretanto, é preciso ter bom senso. “Depois de noites mal dormidas, alimentação inadequada ou uma gripe, é melhor cancelar o treinamento. Além disso, deve-se evitar horários de muito calor ou frio, que nos afetam de maneira negativa”, explicou. E foi categórico. “O primordial é respeitar seu ritmo de vida, seus horários e suas preferências”.

DIOGO SALLES

QUAL O SEU HORÁRIO DE TREINO?


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SAÚDE E CUIDADOS entrevista

Você vê aqui as vantagens, desvantagens e algumas dicas para aproveitar melhor o seu horário predileto e não usar a correria do dia-a-dia como desculpa para matar o treino. Manhã Vantagens: Dá sensação de dever cumprido e mais disposição para as demais tarefas do dia; A aclimatação para provas também é um ponto forte, pois a maioria delas é feita pela manhã e o atleta se sente mais preparado para esses eventos; O clima é mais ameno, pois o sol ainda não está tão forte. Desvantagens: É preciso moderar a carga de treino nesse horário, pois o corpo tende a estar menos aquecido e requer uma adaptação progressiva; Ter que acordar muito cedo pode ser uma desvantagem para quem não conseguiu dormir as horas necessárias. O desempenho tende a cair. Dicas: A alimentação para quem treina nesse período merece atenção especial. Isso porque o atleta deve fazer um desjejum antes do treino, com alimentos de fácil digestão, e um lanche depois para repor as perdas. Nunca corra de estômago vazio; Evitar o horário a partir das 10h, pois o sol já está forte demais; Prefira a manhã para treinos de velocidade.

DIOGO SALLES

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Tarde Vantagens: Nesse horário, o corredor já fez (ou deveria ter feito) pelo menos três refeições, o que garante a reserva de glicogênio muscular necessária para um bom rendimento; Período bom para aqueles que não se adaptam à rotina de acordar cedo e possuem compromissos na

parte da noite. Desvantagens: A exposição ao sol e à temperatura ambiente é mais alta; É difícil ter companhia para correr nesses horário, já que os períodos mais populares para a prática são noite e manhã. Dicas: Alimente-se bem no almoço e só saia para correr duas horas após a refeição; A proteção solar merece atenção especial. Prefira locais arborizados ou menos suscetíveis ao clima para se proteger do Sol. Noite Vantagens: A temperatura é mais amena nesse período; A maioria das assessorias e grupos de corrida treina nesse horário, o que agrada aqueles que gostam de correr com companhia; As horas de sono pós-treino tornam a recuperação metabólica mais rápida; Boa opção para aqueles atletas que não funcionam bem de manhã e se sentem agitados durante a noite, pois pode ajudar a proporcionar uma boa noite de sono. Desvantagens: Treinar só nesse período pode dificultar a aclimatação em dia de provas, que geralmente são realizadas de manhã; O cansaço das atividades diárias pode afetar o rendimento na corrida; A possibilidade do surgimento de imprevistos é grande, como eventos sociais, por exemplo. Dicas: Prefira esse horário para treinos mais longos de rodagem; Corra em lugares iluminados e fique atento ao terreno irregular com possíveis desníveis e buracos, podendo causar lesões; Programe seu treino para terminar pelo menos duas horas antes do horário que costuma dormir, pois a carga de adrenalina pode prejudicar o sono.


SAÚDE E CUIDADOS entrevista

LEO FELTRAN

O PROBLEMA DA PISADA Você é um supinador? Tome cuidado extra com o aparecimento de neuromas. É um pronador? Fique ligado em dores no quadril ou no menisco. Tem pisada neutra e se acha muito sortudo? Então não dê mole, porque os riscos de você sofrer uma lesão são bem menores, mas existem. Aqui a gente lista os principais probleminhas que você pode ter sendo um pronador, supinador e mesmo com pisada neutra. O fisioterapeuta David Homsi, da clínica Dr. Osmar Oliveira, lembra que é importante observar não só a maneira como o corredor se movimenta, mas também características físicas como peso, estrutura da coluna e distribuição da massa. “Essas características vão acentuar os desequílibrios identificados na pisada”, explica o especialista. Um bom tênis, apropriado às suas características, pode não

corrigir todos os problemas, mas certamente irá controlar boa parte deles, evitando lesões acentuadas. Alongamento e aquecimento antes da atividade física também são recomendados. Pronadores A maioria sofre de pés chatos, o que aumenta as chances de desenvolverem processos inflamatórios, como tendinites. “As mais comuns são do tendão aquíleo, da fáscia plantar e a da patela. Isso porque pés chatos irradiam o impacto da pisada nos músculos, ossos e articulações dos próprios pés e pernas”, explica David. Além disso, pronadores costumam rotacionar a tíbia, virando os joelhos para dentro. Esse desarranjo pode provocar dores no menisco e mesmo na região lombar, quando o quadril tenta compensar o desequilíbrio do joelho.

Supinadores Com tendência a terem pés cavos (com a curva interna muito acentuada), supinadores devem se preocupar especialmente neuromas de Morton, que aparecem quando o impacto da pisada comprime os nervos próximos aos dedos. “Fratura por estresse também aparecem, principalmente do calcâneo, do segundo metatarso e da tíbia”, completa o fisioterapeuta. Neutros Ok, vocês têm a pisada correta, sem nenhum desequilíbrio nos pés. Mas ainda assim podem desenvolver todas as lesões acima, caso utilizem calçados impróprios para ou se esqueçam do alongamento que deve ser praticado antes das atividades físicas. Fique de olho em dores que insistem por vários dias e consulte um médico se sentir qualquer problema.

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FOTO E ILUSTRAÇÃO G.PRADO

CAMILA NICOLAU G

ata, paulistana e estudante de arquitetura, Camila Nicolau é caçula d’Oskalunga, equipe quarta colocada no mundial de corrida de aventura. Desde moleca, Camila sempre trilhou o caminho da vitória. Seguiu o rumo dos sonhos, ultrapassou barreiras quase intransponíveis, escapou do sufoco, optou por atalhos, apostou na intuição. Para chegar aonde chegou, ela não hesitou em arriscar. Trancou a faculdade, pulou de uma cachoeira desconhecida, enfrentou o frio nos ossos, bebeu água quente por três meses, venceu abismos, bancou literalmente a própria expedição. Camila Nicolau encara tudo e não tem moleza, “se eu preciso fazer um negócio, eu vou”. Entre “levar a vida na barriga”, como ele mesma diz, ou usar a inteligência, Camila prefere sempre consultar a cabeça e contribuir para um mundo melhor: “não quero deixá-lo pior para as próximas gerações”. Camila só tem 23 anos e por tudo que já ralou na vida parece que viveu 100. Ninguém duvida – nem ela própria – que, dia após dia, ela conquista a vitória. Para vencer os limites, seu maior segredo é investir no risco e na solidariedade. Conheça algumas histórias e dicas de Camila Nicolau e inspire-se com sua trajetória.


24 Antes de tudo, parabéns pelo seu primeiro primeiro lugar. Como você está se sentindo depois de mais de cinquenta competições de corrida de aventura nas costas? Como é sentir a verdadeira vitória?

Conta um pouco sobre a trajetória, as dificuldades e momentos curiosos pelos quais você passou nessa corrida de Floripa.

Acho que, muito além da classificação, a verdadeira vitória foi a minha superação. Foram horas e horas de treino diários e, no fim de tudo, tive um resultado positivo. A busca continua. Foi admirável ver as atletas internacionais competindo ao meu lado. Claro que não estou no mesmo nível delas agora, mas eu me vejo lá, futuramente. Posso conseguir tudo que quiser –com muito treino e esforço, claro. Resumindo, foi incrível.

No início, eles explicam o trajeto da prova e os atletas tiram dúvidas. Eu estava me sentindo um peixe fora d’água, era minha primeira vez. Existe sempre um plano B, caso o mar esteja muito “stormy”. Nesse dia o mar estava bem turbulento, tinha até surfista saindo do mar, e mesmo assim os juízes decidiram que uma parte do percurso seria pelo mar. Eu fui tranquila, mesmo com as ondas altíssimas que impediam a gente de ver as boias de sinalização. Nadar nunca foi o foco do meu treino, mas mesmo assim cheguei numa boa colocação. Aí, fiz a transição e fui pedalar, minha melhor modalidade. Estava super confiante. Passei duas meninas – uma até parou para fazer xixi, eu segui e fiz xixi na bike, pedalando mesmo. Já na corrida, cansei. Porque o mar te leva, a bike te leva, mas correr, não. É só você e você. Mas segui, precisei de muito controle mental, e acho que esse controle foi fundamental. Saber calcular meu ritmo, principalmente numa prova de endurance (resistência).


IRONMA

N

Camila não para: ela acaba de ganhar o primeiro lugar, na categoria de 18 a 24 anos, no Ironman que rolou em Floripa, neste último domingo, 31. Mesmo a medalha rutilante no peito não faz com que essa paulistana poderosa de 24 anos aposente seu Nike. No semestre que vem ela estará de malas prontas para concorrer no Ironman que vai rolar no Havaí. Pela simplicidade, disciplina e amor à vida, vitória para Camila é só um degrau para um lugar muito maior, uma espécie de pico de uma montanha onde reina a paz, e sobretudo a solidariedade. Confira abaixo a entrevista que tivemos com uma das 26 melhores corredoras de aventura do mundo, e a primeira brasileira a ganhar medalha de ouro em uma categoria desse esporte incomum. A entrevista foi realizada enquanto ela conduzia sua bike, falando pelo celular, a caminho da faculdade de Arquitetura, por uma das maiores avenidas de São Paulo. Nada mais Camila.

G.PRADO

25 Você faz corrida de aventura desde os 18 anos e agora também tem flertado com corrida de pista. Como vê seu futuro no esporte?

Como é lidar com essa dualidade vida urbana x natureza, especialmente para você, que vive em um ambiente tão urbano como São Paulo?

Acho que meu foco continua sendo a corrida de aventura, e é onde eu quero vencer. A corrida de pista é mais um acréscimo. Costumo dizer que sou uma atleta multiforme, dificilmente vou ser a melhor em uma modalidade. Qualquer espécie de treino que faço é para treinar minha versatilidade.

Realmente, é muito difícil. E conto os dias para dar o fora daqui, a faculdade ainda é a única coisa que me prende nesta cidade. Sei que aqui é bom para trabalhar, para estudar e tudo, mas não para o meu trabalho. Não quero ter uma vida, filhos por aqui. Sou contra a realidade da cidade e todo esse estresse contaminado nas pessoas.


O EM ACÃ

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CENÁRIO: “Meio de uma trilha, sem ninguém. No máximo um cachorro.” Proa individual, duração “de 3 ou 4 horinhas”. SITUAÇÃO: A 10 km da chegada, Camila competia sozinha quando a bike entortou o guidom, zoou a roda e quebrou os raios. PROBLEMA: Camila caiu no chão e rompeu os ligamentos do ombro. “Uma roubada mor.” O capacete rachou no meio. Ela não sabia “de onde vinha a dor, de tanta dor” – se era no ombro, na costela ou na cabeça. SOLUÇÃO: Um competidor apareceu do nada e encostou em Camila. “Nossa, eu te vi caindo. Você tá bem?” Claro que não. Ele se ofereceu para chamar ajuda, mas Camila não quis esperar o socorro e decidiu seguir pedalando. “Ainda tô aquecida, adrenada, vou até onde eu conseguir. Tipo aquelas coisas do além mesmo, divinas, ‘meu, cê tem que ir’.” O outro atleta a acompanhou até o final. RESULTADO: Camila conseguiu pedalar até o fim da prova. “Eu estava arregaçada, não conseguia nem frear, não tinha mais força na mão. Não conseguia me mexer, nem tirar a mochila das costas.” Daí Camila caiu na real: o atleta que a ajudou, um uruguaio, comprometeu sua própria prova. “Até hoje encontro com ele e digo ‘Você foi meu salvador...’ LIÇÕES: A) Manter a cabeça fria. “Isso está embutido no espírito da aventura: encarar todos os tipos de desafios com a cabeça fria – desafio mental, desafio do corpo. Se você se propôs, treinou e se preparou para aquilo, é porque é capaz.” B) Solidariedade sempre. “É mesquinho e fora de propósito negar ajuda aos outros. Não é isso que vai fazer você ganhar ou perder uma prova. Claro que tem a competitividade e tudo, mas o que faz você ganhar ou perder é a sua experiência, a vivência e como você vai lidar com cada situação.”

O EM ACÃ

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CENÁRIO: Competição em Ilhabela. Uma balsa no meio do mar. SITUAÇÃO: Depois de uma penosa descida a equipe pegou um trechinho de estrada pra chegar na balsa. Eles estavam em terceiro lugar e só tinham o tempo da última balsa pra pegar a equipe da frente, “aí a gente deu o tiro da vida”, conta Camila. A zica foi que na balsa Camila começou a passar mal. PROBLEMA 1: Camila revirava o estômago calada. Não queria contar para o resto da equipe, “era um problema a mais, uma coisa a mais, o fato de eu não conseguir comer”. Aí, sem querer, eles entucharam nela uma comida que estava “vencida, liofilizada, tipo comida pra montanhista, daquelas que vêm desidratada”. “Um miojo da vida”, ela explica. Camila ficou pior do que estava. Desceram da barca para fazer a transição, e Camila começou a vomitar. Cinco minutos depois saiu correndo, “Era no meio da madrugada aí resolvemos parar. Não dava pra continuar.” Fazia frio e Camila estava muito mal. SOLUÇÃO: A equipe parou e Camila deitou num canto da estrada. “Me cobriram com o cobertor, fizeram uma fogueira e ficaram conversando com uma bisnaguinha na mão, tipo marshmallow. Todo mundo ficou lá comigo, durante quatro horas, porque eu não conseguia me mexer.” RESULTADO: Camila melhorou e a equipe seguiu. “Nenhuma equipe tinha passado a gente, porque o pedal era super técnico, e as duas equipes não tinham tanto nível pra seguir.” Eles terminaram em terceiro. “Ainda assim, um bom resultado. LIÇÕES: A) Esteja sempre equipado. No caso da equipe de Camila, um isqueiro e um protetor livraram a maior barra. “Era uma situação de uso do equipamento, né?” Segurança é fundamental. Mesmo que acrescente peso, leve sempre mais equipamento do que você precisa. B) A união faz a força. Imprevistos podem até atraplhar o caminho. Mas a união sempre, sempre, transforma.


FOTO G.PRADO


G.PRADO

O que você aprende na natureza e leva consigo para a vida na cidade depois de uma atividade tão intensa como a sua? Essa experiência incomum te beneficia ou te distancia de um mundo por vezes frio e concreto como São Paulo? Afinal, você além de tudo é também é estudante de arquitetura.

No próximo semestre você vai para o Ironman, no Havaí. Como vai sua preparação, considerando especialmente que as condições por lá – clima, geografia – são diferentes das do Brasil? Você acha que esse aspecto é crucial para o desempenho na competição?

Acho que me complementa como pessoa. As dificuldades que eu passo na corrida me ajudam na relação de amizade, em confiar ou não nas pessoas, no trânsito. Me ajuda a olhar nos olhos de um mendigo e perceber que ele só quer um sorriso, daí a pessoas aceleram o carro... Na corrida de aventura a pessoa se desapega um pouco dessa mentalidade material que reina por aqui. A minha intenção em fazer arquitetura é de não construir, mas recriar. Penso em ajudar a tirar este mundo do buraco e fico muito revoltada com algumas atitudes das pessoas.

Antes de participar desse Ironman do Havaí, vou participar de uma corrida no Jalapão, um deserto cravado no meio de Tocantins, com a minha equipe, Oskalunga. Depois disso pretendo tirar duas semanas de férias. Aí, depois eu começo a treinar. Ainda é cedo pra focar nesse Ironman do Havaí. O meu foco agora é me formar. Mas pretendo participar dessa corrida, entre as 26 melhores corredoras de aventura do mundo, da mesma maneira que fiz aqui, sem peso nenhum, e o que eu fizer vai ser o meu melhor. O fato de estar lá, e ter essa experiência já é uma vitória para mim.


COMUNIDADE entrevista

DESAFIO CARTEL ENDORFINA

Como participar Para participar do Desafio Nike Cartel Endorfina, os corredores tiveram que ser convidados, já que se trata de um clube de corrida fechado. O resultado foi um grupo forte na corrida do começo ao fim. O vencedor da prova, Fábio Nascimento, por exemplo, terminou o primeiro quilômetro – a subida da Biologia – desse desafio de 8 km em 4min35s. Diogo Nébias, que foi o ganhador da temporada de 2007 dos desafios, passou esses mil metros iniciais em 4mim06s. Prova de que essa turma é forte é que quem teve a pior marca nesse começo de prova fez em 5min18s (entre os homens). A corrida foi eletrizante do co-

meço ao fim. José Virgínio fez a primeira volta para 12min37s, enquanto Fábio Nascimento vinha colado, marcando 12min38s. Logo depois, Fábio assumiu a liderança e fechou o desafio com o tempo de 25min28s, seguido de Bernardo Alves de Lima (25min40s) e Luciano Santos Lima, terceiro, com 26min05s. “Gostei da prova e do evento em si. Foi uma corrida diferente, que já começou na subida, com muita adrenalina”, disse Fábio Nascimento, 29. Entre as mulheres, Maria Cristina Vaquero Rodrigues, 36, passou na frente o primeiro quilômetro, com 4min01s. Bia Nascimento veio atrás, com 4min28s. Fátima dos Santos, a mulher menos rápida fez essa primeira parte em 5min45s. “Fechei os 8 km em primeiro lugar, com 29min07s. Foi realmente um desafio. A surpresa da subida foi legal”, disse Maria Cristina. “O percurso é bom e a subida foi o ponto mais difícil”, falou Bia Nascimento, que afirmou que sua especialidade são percursos planos. Renata Bittar, 32, participou dos quatro desafios do ano passado e curtiu bastante os 8 km na USP dessa primeira etapa dos desafios de 2008. “Quem está aqui é porque é fera. Foi difícil demais. Comecei a me soltar no sexto quilômetro. Mas adorei a prova”, disse a corredora que concluiu em 35min10s, ficando com a sétima colocação. Rafael Vechies, 28, não é elite,

mas também corre forte. Nesse desafio, abaixou o tempo dele em 2min30s. “Fiz tiros para melhorar meu tempo e deu certo. A primeira subida percorri com força total, mas a segunda resolvi ir trotando para poder agüentar. Perdi algumas posições nesse momento, mas depois, na descida e no plano, recuperei algumas delas. Adorei o desafio, pois é muito bom estar entre os mais rápidos”, disse o paulistano, que concluiu o percurso em 35min02. O triatleta Kim Cordeiro, 36, da BK Sports, também aprovou o Desafio Nike Cartel Endorfina. “Esse tipo de prova nunca foi feita aqui na cidade. O nível bom dos atletas estimula a superação”, disse. Entenda os desafios Os Desafios do Cartel Endorfina foram criados no ano passado pela Nike. Um grupo seleto de 20 pessoas correu quatro etapas, na preparação para o último teste: a Nike 10k. Em 2008, o Circuito Cartel Endorfina vai premiar os corredores mais rápidos. Serão duas corridas em São Paulo e duas no Rio de Janeiro. Para participar, é preciso ter marcado os 10 km abaixo de 44min58s. A convocação chega por mensagem de texto (SMS) ou e-mail. Depos, você pode se cadastrar no site da comunidade o endereço: www.cartelendorfina.com

FOTO DIVULGAÇÃO

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São Paulo amanheceu chuvosa nesse domingo, 30 de março. Mesmo assim, antes das 7h, a Praça da Oceanografia, na Cidade Universitária, foi tomada por corredores que já fizeram os 10 quilômetros abaixo de 44min58s. Diferentemente das provas tradicionais, a maioria aqueceu num trote leve e moderado por mais de meia hora, além de um bom alongamento. Noventa e cinco corredores, sendo 83 homens e 12 mulheres, largaram para percorrer os 8 km dentro da USP, sendo duas voltas de 4 km com duas passagens pela temida subida íngreme da Biologia. A largada foi realizada às 8h10, com trégua da garoa paulistana.


COMUNIDADE entrevista NO iPOD

KANYE WEST Produtor-artista ou artista-produtor? Uma dúvida que sempre permaneceu no ar durante os últimos anos.

FOTO DIVULGAÇÃO

É inegável o talento de Kanye West como cantor e compositor. Exercendo a primeira função, Kanye, cuja voz não é propriamente privilegiada, sempre driblou suas limitações vocais com uma interpretação muito convincente. Desempenhando o segundo papel, West sempre procurou sair do lugar comum e cansativo do universo Hip-Hop / R&B / Rap, cujo conteúdo das letras apresenta insistentemente temas como dinheiro, bens materiais e mulheres, sempre vistos pela ótica da bandidagem. É incontestável também o talento de Kanye West como produtor. Seja costurando ou alterando e até mesmo simplesmente copiando, Kanye parece ser “o cara” para escolher as batidas certas para cada música assinada por ele. Juntamente com Timbaland, West é de longe um dos maiores nomes na arte dos “drum programmings”, “grooves” e loops eletrônicos.

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FERNANDO MORAES

COMUNIDADE

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A BANALIZAÇÃO DAS CORRIDAS Essa pergunta quem lança é o pessoal da comunidade JUST RUN! Corrida é tudo!, uma das mais populares comunidades de corrida do Orkut. O Josimar começou a discussão com o argumento de que há muitos corredores iniciantes, que mal tem experiência em meias e provas de distância média, como a Volta da Pampulha (18k) ou São Silvestre (15k), e que já correm maratonas. Pior: muitas vezes o fazem sem o treinamento adequado e a preparação física necessária. O Carlos Hideaki vai além e fala de uma “maratona responsável”; afinal, não é só cruzar a linha de chegada, mas terminar os 42k bem e sem lesão grave por falta de preparo. Ele ainda menciona uma

polêmica que lançamos no nosso blog e depois levamos para o Orkut, sobre o par baladas-treinos. Segundo ele, esse tipo de discussão já é sintomática de que o treinamento para maratonas, e a prova em si, não estão sendo levados a sério como deveria ser feito. A Regianne faz um aparte: entende que a banalização advém da falta de preparo de alguns corredores em provas mais curtas, como as de 5k, 10k e até meias. E se diz realmente preocupada com isso. Outro assunto que eles discutem no tópico é o número de maratonistas no Brasil. Alguns mencionam seis mil, mas deve-se considerar que muitos desses seis mil participam de mais de uma prova de 42k no ano e outros que

não são maratonistas de tradição, apenas completaram uma maratona. Será que esse número não é muito, mas muito menor? Com a popularização da corrida como esporte, especialmente nas grandes cidades, polêmicas como essa não só são esperadas como bem-vindas. Assim, o que você acha desse crescente aumento no número de corredores de maratonas? Acredita que é resultado da popularização da prática ou muito oba-oba sem o respaldo de treinamento? Quantos maratonistas de verdade você conhece? Você se considera um real esportista? Você ainda pode levar a discussão para a comunidade do Blog Nike Corre no Orkut.


RENATA URSAIA

COMUNIDADE

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BIBLIOTECA Precisando de informações para rechear sua corrida? Procurando um livro de cabeceira para os momentos de descanso entre treinos? Ou simplesmente afim de adquirir curiosidades para entreter outros corredores? A gente te dá uma mãozinha! A Aîapé traz uma listinha de livros bacanas com aquele assunto que todo mundo aqui adora: corrida. Escritos por treinadores, corredores, médicos e fisioterapeutas, têm título para todo gosto. Dá uma olhada na nossa seleção: Andar ou correr? de Miguel Sarkis Traz orientações sobre níveis de condicionamento físico e vários treinamentos para quem ainda vai começar a caminhada e também para quem já está correndo há tempos. O próprio autor explica: o livro não é um treinador de bolso, mas um apoio para quem pratica atividade física.

Programa de corrida e caminhada de Marcos Paulo Reis Segundo o autor prender a correr é algo que está ao alcance de todos. Para ajudar quem está começando, o livro traz planilhas detalhadas de atividade, princípios básicos do treinamento eficiente, o jeito certo de medir a freqüência cardíaca, sugestão de exames e tipos de alongamento que evitam riscos, dicas para comprar o tênis adequado e a alimentação ideal para uma boa performance. Maratonando de Rodolfo Lucena O jornalista era admitidamente sedentário até 1998, quando começou a correr e se apaixonou pelo esporte. Virou maratonista e participou de provas por todo o mundo. No livro, ele conta parte dessas histórias e de sua paixão pela corrida. E você? Que livros de corrida tem na cabeceira da cama?


COMUNIDADEentrevista MURAL

Cristiano Machado S達o Paulo SP

F叩bio Mesquida S達o Paulo SP

Felipe Guimar達es Garcia Itu SP

Luisa E. P. Benve


enuto Cajuru SP

Marianne Meni Sรฃo Paulo SP

Thomรกs Debeus Guarujรก SP


COMPRAS

WINDRUNNER Jaqueta Windrunner Flywire NIKE Pesando apenas 116 gramas, a nova jaqueta Windrunner é inspirada nas amarras de fibra Vectran das pontes suspensas japonesas. Composta de polímero de cristal liquido, as jaquetas oferecem flexibilidade, desempenho e resistência cinco vezes superior à do aço. R$ 919,20 na www.nike.com

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WAYFARER Wayfarer Square Rayban O modelo de óculos Way-farer, fabricado pela Ray-Ban desde 1952, é considerado a melhor óculos de Sol. É um clássico do design moderno e um ícone da moda até os dias de hoje. Preço sob consulta na www.rayban.com

GELSTRATUS Tênis feminino Gel-stratus 2.1 ASICS Com um sistema de amortecimento excepicional, o gelstratus 2.1 tem sua entressola baseada em plataformas repartidas oferecendo flexibilidade e durabilidade sem abrir mão da estetica.

R$ 295,90 na www.asics.com.br


COMPRAS

IPOD IPod shuffle APPLE O menor MP3 do mundo, apenas 45mm de altura por 8mm de espessura, é leve, fácil de manusear, resistente e bonito. Possui capacidade de armazenamento de 4GB (aproximadamente, 1000 músicas) e oferece o VoiceOver. Digamos que você esteja ouvindo uma música e queira lembrar o nome dela ou de quem está cantando: é só pressionar um botão para que esse sistema fale em português enquanto a música estiver tocando (ele também fala os nomes das listas de reprodução e quando a bateria precisa ser carregada). Preço sob consulta na www.apple.com.br

SIGG

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Garrafa SIGG A garrafa de alumínio SIGG (1L), revestida internamente em verniz a base de água, é robusta, leve, à prova de vazamento, mantém o que estiver dentro gelado por até 5 horas e o melhor de tudo, ambientalmente correta. R$ 89,00 na www.sigg.com.br

TIMEX Quer treinar para uma maratona ou para atividades nos finais de semana? O monitor cardíaco digital fitness system da Timex é confortável, possui transmissão sincronizada que previne interferência de outros monitores, bateria de longa duração, cinta peitoral que proporciona uma leitura continua dos batimento, contagem de calorias queimadas e todas as funções de um relógio. R$ 519,90 no www.submarino.com.br

FOTOS FABIO MANGABEIRA

Relógio e monitor cardíaco TIMEX


PABLO DE SOUZA/CIA DA LUZ

AGENDA

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NO BRASIL ECO RUN

3/6 onde São Paulo SP percurso 10 km e 5 km www.corpa.esp.br quando

CIRCUITO DAS PRAIAS

3/6 Rio de Janeiro RJ percurso 10 km e 5 km informações gerais Duas voltas de 5 km na avenida Beria-Mar, mesclando piso de asfalto e ariea de praia. Pode ser feito individualmente ou em duplas www.corpa.esp.br quando onde

V CICORRE

14/6 onde Recife PE percurso 6,6 km www.ativo.br quando

MEIA MARATONA DA BARRA

XXIII CORRIDA RIACHUELO

14/6 onde Rio de Janeiro RJ percurso 10 km e 5 km informações gerais Corrida exclusiva para mulheres www.corpa.esp.br

quando

CIRCUITO DE

CIRCUITO DA

quando

VÊNUS

21/6 onde Rio de Janeiro RJ percurso 10 km e 5 km informações gerais Corrida exclusiva para mulheres quando

TRACK & FIELD

21/6 onde Coritiba PR percurso 10 km e 5 km www.tf.com.br quando

21/6 Salvador BA percurso 5 km onde

informações gerais

Isenção da

taxa de inscrição www.fba.org.br

CIDADE

21/6 São Paulo SP percurso 5 km quando onde

II CORRIDA UNIMED 10K

28/6 São José do Campos SP percurso 10 km www.unimedrun10k.com.br quando onde


AGENDA

VOLTA DO LAGO CAIXA quando

2/7

Brasília DF percurso 100 km onde

Serão mais de 2500 atletas de diferentes países do mundo em diversas categorias de tá oito integrantes. www.voltadolagocaixa.br informações gerais

CIRCUITO DAS ESTAÇÕES

2/7 Porto Alegre RS percurso 10 km e 5 km www.ativo.br quando onde

CORRIDA DE RUA DE SÃO PAULO

12/7 onde São Paulo SP percurso 5 km informações gerais Também conta com uma caminhada de 2,5 km www.ativo.br quando

CIRCUITO CAIXA UBERLÂNDIA

19/7 Uberlândia MG percurso 10 km e 5 km informações gerais Os vencedores recebem ajuda financeira para continuidade dos treinos quando onde

AMIGOS DA SAUDE

26/7 Salvador BA percurso 7 km www.fba.org.br quando onde

CORRIDA DO FOGO

26/7 Macapá AP percurso 10 km www.cbat.org.br quando onde

MEIA MARATONA FOZ DO IGUAÇU

quando

quando

26/7 Paraná PR percurso 21 km

onde

onde

informações gerais

TRACK & FIELD

2/7 São Paulo SP percurso 10 km www.tf.com.br

FASHION RUN

19/7 São Paulo SP percurso 5 km www.fashionrun.com.br

quando onde

A prova distribuirá R$ 30 mil reais em prêmios para os três primeiros

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NO EXTERIOR MARATONA MOTOROLA

3/6 onde Austin, EUA percurso 10 km www.maratonamotorola..com quando

WORLD`S BEST

14/6 San Juan, Porto Rico percurso 10 km informações gerais A maratona World’s Best dá a oportunidade de correr com os maiores corredores da categoria e ainda distribui vários prêmios www.worldsbest.com quando onde

GATE RIVER

14/6 onde Jacksonville, EUA percurso 15 km www.gateriverrun.com quando

MARATONA DE BARCELONA

21/6 onde Barcelona, Espanha percurso 10 km informações gerais Apenas para os cadastrados na federação www.fcb..org.es quando

WOMEN’S

TWO OCEANS MARATHON

19/7 Cape Town, EUA percurso 15 km informações gerais Após a maratona, a organização promete uma grande festa para os corredores quando onde

CITTÀ DI ROMA

MARATHON

quando

quando

onde

2/7 onde Nagoya, Japão percurso 10 km e 5 km informações gerais Corrida exclusiva para mulheres www.womensmarathon.com

26/7 Roma, Itália percurso 10 km www.cittadiroma.com

MEIA MARATONA DE PARIS

AZALEA TRAIL

quando

quando

onde

12/7 onde Mobile, EUA percurso 7 km

29/7 Paris, Fran;a percurso 10 km www.unimedrun10k.com.br


NUNO COBRA

CUIDE ANTES QUE ELA SE INSTALE 44

A depressão se tornou ícone dos tempos modernos. Tantos desafios e envolvimentos com problemas do cotidiano acabam distanciando as pessoas delas mesmas. Em minhas palestras as pessoas relatam que sentem como se a vida estivesse fugindo de suas mãos e que se tornam impotentes no embate do dia-a-dia. Submetidas a um ritmo alucinante de atividades, com uma solicitação muito acima do que o organismo pode suportar. Uma competitividade absolutamente aterradora. O organismo precisa do necessário equilíbrio entre o trabalho e o repouso. O corpo vive num constante processo metabólico de absorção e gasto de energia. A depressão é decorrência de um organismo ultrajado, vilipendiado e agredido, de tal forma, que ele desiste da vida.  A depressão é quase um curto circuito nas engrenagens que desenvolvem a vida. A pessoa se sente acabada, triste, prostrada e quer até mesmo por fim nela. Para evitar este débito com a vida é necessário estar em equilíbrio. É fácil evitar a depressão, mas é difícil sair dela. E sair de forma natural é mais difícil ainda.

12 dicas para evitar a depressão de forma natural 1. Traga mais equilíbrio para a vida. Curta mais cada momento, como se fazia antigamente, quando o trabalho manual obrigava uma constante atenção no que se fazia e como se fazia. Sua cabeça deve estar sempre, onde o seu corpo se encontra. 2. É necessário fazer paradas durante o trabalho para respirar profundamente e relaxar. Espreguice. Boceje. Não subtraia demais sua energia, senão você entra em débito de vida. 3. Alimente-se de forma saudável e moderada. A alimentação em excesso ao ser metabolizada, provoca um maior gasto de energia do que o que foi ingerido. 4. Antes de uma depressão, seu sistema dá uma série de avisos de que não está agüentando o ritmo. A dor e o mal-estar são nossos maiores amigos, pois nos alertam para prestar atenção no corpo. Cansaço e estresse são sinais para você ficar atento. Perceba os sinais e mude o ritmo de vida e de trabalho 5. A sauna semanal, de preferência a úmida, é um relaxamento. 6. Caminhe ou corra. Você terá

um ótimo efeito catártico. Corrida é uma meditação ativa e, caminhar na praça, é anti-estresse. 7. Mantenha contato com a natureza, sempre tome banho de mar. Uma vez por semana, vá à piscina, pois a água e um fator anti-estresse. Tome banho, se possível, mais vezes do que o habitual. Banho não é só para ficar limpo, mas para relaxar, e frio é sempre melhor. 8. Fique atento com o uso da sua energia, que não deverá baixar. Energia baixa causa depressão. Não brigue, não fique nervoso e agitado, pois isso consome energia e não ajuda. 9. Tome sol, pois é anti-estresse. Vinte a quinze minutos de sol trará uma energia sideral. Tome sol nas costas e no peito nas primeiras horas do dia. 10. O sono reparador é um precioso alimento que trabalha no caminho oposto ao da depressão. 11. Recolha-se no seu interior, busque o autoconhecimento. Isto evitará o desalento e a conseqüente desorganização orgânica. 12. O melhor remédio para a depressão é a prevenção feita de forma natural, cuidando de si com qualidade de vida.


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Aîapé  

Revista experimental sobre estilo de vida e corrida urbana.

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