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Se um dia o homem inventar a felicidade em pĂ­lulas, deus nos darĂĄ como efeito colateral o vazio...


Dor

lma ha o corpo e a a l ta e u q to en m carcereiro. ém Senti b m ta e vo ti o, sou ca Se a dor é prisã


Meus ouvidos sangram r o d radas Pu Diante das tuas palavras quad audida Tua postura tão apl Por esta sociedade frígida, Não me cativa.


A culpa gestada no altar Te acompanha e te tortura Como um câncer. Depois do sêmen, vem as lágrimas. Após a reza, vem a dúvida. A cada esmola, uma gozada E o inferno se distancia

Eu sou tua antítese, Reneguei o deus de enxofre Que inventaram pra te castrar Prefiro o caralho ao pênis Prefiro a buceta à vagina Foda-se a linguagem médica E o pudor que te impregna Eis o papel da religião: Cristalizar a moral Castrar o amor... Sangue de Cristo tem poder? Sangue de Cristo tem pudor!


Ilustram minha existência Deixando o cheiro e o ranço Da convivência

Alguns eu trago E como cigarro Só me deixam cinzas Outros, degusto Me impregnando

Como canção batida

Personagens


O não lugar é cinza! Toda rodoviária o de idas e lc a p é e u q r a g Como um lu cor? vindas pode ter iente! Cinza é o sufic as-de-mel, lu s a té a , em g Toda via e melancolia. possuem doses d que se desloca, Não é só o corpo quem fica) e d e ( i va uem A alma de q mesma. Nunca será a e formas s e r o c m e v l disso espedidas d s a d s a sem vida. o As lágrim t e r c n o c apenas o Restando a, é cinza! c i r b á f a como ria, assim á i v o ancolia... d l o e r m a A é l a roduto fin Só que o p


Os amores que sinto Há quem sofra por falta de amor Há quem pene por um sentimento recíproco Eu me embaraço por amar em excesso De todas as formas possíveis Adoro o amor de quinze minutos Onde não chamo a amada pelo nome E nem sei seu endereço Gosto do amor dividido No meu peito sempre cabe mais Sem queixa ou ciúmes Sou adepto do amor libertário Como erva que nasce no meio fio Sem compromisso de existir Sinto um amor platônico Por aquelas que passam e não deixam Sequer um sorriso Vivo um amor de momento Pois o tempo é quem molda As promessas.


Saudades Do Amor De Infância Que saudades da minha infância Quando o amor não me fazia sofrer Não me fazia chorar Não me fazia desiludir Que saudades do amor inocente Segurar a mão já era suficiente Namorar era trocar bilhetes E dividir o lanche no recreio


Que saudades do amor pintado com giz de cera Embalado por músicas do Trem da Alegria Ilustrado através de corações tortos Desenhados em livros de matemática Saudades de quando o amor me fazia sonhar Sem me preocupar em acordar Eu não queria a realidade O “faz de conta” me satisfazia... ...que saudades daquele amor


A vida se completa Imersa No toque Ou na certeza Que mesmo na distância Estamos juntos.

Juntos

Felicidade é saber que a solidão é opção Ou mero momento Que o tempo destrói


Sobre Ficar Quinze minutos de felicidade Quinze minutos de intimidade Faz quinze minutos que te conheço há anos

Quinze minutos de amor Quinze minutos de calor Faz quinze minutos que não penso em mais ninguém Em quinze minutos a festa se acaba Em quinze minutos o dia amanhece Em quinze minutos a gente se esquece


Os autores

Gustavo Silva Professor, historiador e vocalista da banda de grindcore Cachorro da Duença (h ps://www.facebook.com/CachorroDaDuenca). Amante do obsceno, da provocação e da nostalgia. Habitante de um lugar chamado saudade...

Soraya Pamplona Sou designer gráfico, ilustradora, amo trabalhar com música, abraçar gatos e adoro o cheiro do papel. Sonho com o dia que vou ilustrar para crianças. Veja meu trabalho em: www.sorayapamplona.com.br e envie emails para: sorayapamplona@gmail.com


Gustavo Silva; Soraya Pamplona, 2015 Todos os direitos reservados aos autores.

Texto | Gustavo Silva Ilustrações | Soraya Pamplona Editoração | Patrícia Melo e Fabio Maciel Colaboradores | Marcela de Oliveira, Marcelo Melo e Marlon Magno

Publicado e divulgado pela:

Contatos: (21) 9 7120 3256 [whatsapp]

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publicações

tytyvyllus.com.br RJ . Jan/2015 .

#5

Zine #5 Corpo Vazio - Gustavo Silva (txt.) + Soraya Pamplona (img.)  

Sinopse: Poesias do músico e professor Gustavo Silva, e aquarelas de Soraya Pamplona.

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