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SEXTA-FEIRA, 01 DE JULHO DE 2011.

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Crise terminal do capitalismo? POR LEONARDO BOFF, DA RAPAZIADA DO BRAZ Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adapatar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação. A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo. A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível. O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural. Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugual 12% no pais e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza.

A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos paises periféricos. Hoje é global e atingiu os paises centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaças por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentitentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamene nada a não ser mais dinheiro para seus rentistas. Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil. As ruas de vários paises europeus e árabes, os “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhois gritam: “não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumo-sacerdotes do capital globalizado e explorador. Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da super-exploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.

Alunos do CETEC arrecadam alimentos em Gincana

programa de Mestrado em Ciências Odontológicas do UNIFEB em conjunto com a aluna do mestrado Simoni Paro e com a acadêmica da graduação do curso de odontologia Glaucia Soares, que recebeu bolsa de iniciação científica da FAPESP.

A solidariedade foi o objetivo principal da III Gincana do CETEC. Alunos dos cursos de Informática e Ensino Médio do CETEC arrecadaram alimentos e produtos de higiene pessoal que serão doados à sociedade “São Vicente de Paula”. Entre os alimentos arrecadados estão 96 quilos de arroz, 92 quilos de feijão, 85 quilos de açúcar, 93 litros de óleo e 322 pacotes de macarrão.

Alunos do curso de Direito do UNIFEB visitam Brasília Os alunos do Curso de Direito do UNIFEB estiveram em Brasília. A visita à Capital Federal foi acompanhada pelo coordenador do curso Mário Luiz Ribeiro e também pelos professores Fernando Galvão Moura, Gustavo Casagrande Canheu, José Aparecido Nunes Queiroz e Olga Juliana Auad. Ao todo 43 alunos viajaram até Brasília e visitaram o Palácio do Itamaraty, Procuradoria Geral da República, Supremo Tribunal Federal, Conselho Federal da OAB entre outros.

Pesquisa do mestrado do UNIFEB publicada em revista internacional A pesquisa desenvolvida na clínica odontológica do UNIFEB “Clinical and Microbiological Effects of Photodynamic Therapy associated to Non-surgical Periodontal Treatment. A six months follow-up” e coordenada pela professora Letícia Theodoro foi publicada na Revista Médica Internacional especializada em lasers “Lasers in Medical Science”. O trabalho foi desenvolvido como parte do

Revista dos Tribunais faz doação à biblioteca do UNIFEB Em apoio cultural à XIII Semana Jurídica, que aconteceu de 23 a 27 de maio, a Editora RT – Revista dos Tribunais fez uma doação de 55 livros para a biblioteca do UNIFEB. Os exemplares são todos lançamentos da editora e a doação tem um valor estimado de R$ 5.000,00. “Todos os livros serão de grande valia para pesquisa e aumento do conhecimento aos alunos de direito da instituição.” Afirma o prof. Mário Luiz Ribeiro coordenador do curso de Direito.

ALUNOS DA ZOOTECNIA VISITAM A FEICORTE Estudantes do curso de Zootecnia do UNIFEB visitaram a FEICORTE – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne - em São Paulo, na última quarta-feira. A visita foi acompanhada pela Profa. Dra. Maira Mattar, responsável pela disciplina “Bovinocultura de Corte”. A FEICORTE é o maior evento indoor da cadeia pecuária de corte do mundo e se destaca como principal vitrine do setor, referência em qualidade, pesquisa, tecnologia, equipamentos, produtos e serviços. “A feira oferece excelente oportunidade para contatos, para o fortalecimento da imagem institucional e para a realização de negócios e investimentos. Também possibilita o intercâmbio de experiências sobre a cadeia produtiva da carne bovina.

O IMPARCIAL - n. 285  
O IMPARCIAL - n. 285  

Jornal semanal da cidade de Barretos - SP

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