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INSCRIÇÕES ABERTAS PARA FESTIVAL DE VÍDEO ARTE. Organizado pela Art For All Society, Fundação Oriente e Sky 21, a edição de 2012 do Video Art for All International Video Art Open Call Festival já está a receber inscrições até 30 de Setembro. Os vídeos têm que ter sido realizados depois de Janeiro de 2010 e ter uma duração que não exceda os 15 minutos. O melhor será exibido na Fundação Oriente e o vencedor recebe mil dólares de Hong Kong.

local

POESIA E DANÇA ESTA SEXTA NO CCM. O Grande Auditório do Centro Cultural de Macau recebe esta sexta-feira o espectáculo de dança “Nove Canções”. A peça foi concebida e apresentada pela emblemática companhia Cloud Gate Dance Theatre of Taiwan. Trata-se um repertório contemporâneo de Lin Hwai-min inspirado na obra-prima de Jiu Ge com o mesmo nome, escrita há mais de dois mil anos e considerado o pináculo da literatura clássica chinesa.

“TABOO” começou a título experimental mas PODERÁ CONTINUAR EM MACAU PARA ALÉM DO INICIALMENTE PREVISTO

Uma viagem erótica entre espadas e varões Inaugurado em finais de Junho, “Taboo” conta com a participação de artistas de vários cantos do mundo que partilham o palco na discoteca “Cubic”, quatro noites por semana. De números de dança recheados de sedução a uma mulher tatuada que engole espadas e cospe fogo, “Taboo” está já a deixar a sua marca no território, podendo tornar-se num espectáculo a título permanente pedro andré santos

O

espaço está decorado e pintado em tons ousados que tornam a experiência ainda mais enriquecedora. Pequenas mesas rodeiam o palco principal, cada uma delas composta por garrafas de champanhe francês e morangos, a combinação ideal para acompanhar o que aí vem. A hora do início aproxima-se e os olhos começam a virar-se para o palco, mal notando que o show já tinha começado por

Jennlee encanta com a sua voz acompanhada pelas coreografias do grupo “Freedom Ballet”

ELENA GATILOVA

Declaração Na sequência de diversos artigos publicados recentemente em jornais de Macau, o Consórcio CCSC ("CCSC"), que presentemente opera a Central de Incineração de Resíduos Sólidos de Macau (CIRS) deseja clarificar o seguinte, de forma a informar adequadamente o público em geral: 1. No nosso entender, os fundamentos com os quais a DSPA aplicou a multa à CCSC não tomaram em conta as normas técnicas e legais que regulam a operação da CIRS, tendo portanto a DSPA incorrectamente considerado excessivos os níveis de emissões que são legal e contratualmente válidos e normais nos termos da legislação da EU aplicável à operação de centrais de incineração; 2. Consequentemente, a CCSC não concorda com a aplicação da multa e já a contestou junto dos Tribunais de Macau. 3. A CCSC reafirma o seu compromisso continuado de cooperação com a DSPA na protecção do meio ambiente de Macau e continuará a operar a CIRS de acordo com os mais altos níveis de competência técnica e de transparência operacional. Consórcio CCSC - Incineração de Resíduos de Macau 2012-08-07

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entre as mesas através do grupo ucraniano “Freedom Ballet”, que em lingerie sexy introduz o primeiro número da noite. Aos pares vão traçando o seu caminho até ao palco, frequentemente interagindo com as pessoas que assistem ao espectáculo. O acto serve como aquecimento para o show que foi entretanto alargado, contando com números novos e pequenas diferenças no comportamento dos artistas, uma tentativa de experimentar e reinventar um conceito planeado por Franco Dragone. “A ideia do espectáculo pretendeu servir como uma homenagem ao estilo ‘cabaret’. A minha intuição foi que este tipo de conceito de entretimento viria surpreender o mercado asiático”, disse ao JTM. Questionado sobre o que inspirou, o criador de “Taboo” sublinhou a “necessidade de encontrar algo que sofisticado mas ao mesmo tempo que viesse inovar”. Sempre com muita sensualidade à mistura, claro. Quanto aos artistas, foram seleccionados pelos quatro cantos do mundo de acordo com este tipo de critério, todos contribuindo de forma diferente. Elena Gatilova, ginasta e acrobata, Lucky Hell, engolidora de espadas e número de

fogo, Fabien Thome, dançarino contemporâneo de flamenco, Stephen Williams, também acrobata que realiza um número com correntes, Jennlee Shallow, cantora, e Princess Malimba, com dança africana. Todos os números, sem excepção, têm algo de diferente para oferecer. Apesar de, isoladamente, já terem sido vistos aqui e ali, a forma como Franco Dragone os conseguiu interligar acaba por tornar o espectáculo em algo inovador. As acrobacias de Elena e Stephen irão com certeza deixar muitos espectadores pasmados, enquanto que a dança de flamenco de Fabien, realizada com auxílio de uma saia especial, num fundo de fogo vai também destacar-se. Lucky Hell vai ser sem dúvida um dos nomes mais falados pela forma como consegue engolir uma espada com cerca de 55 centímetros, aparentemente sem grandes dificuldades. Princess Malimba tem a participação mais curta no show com um pequeno número de dança africana, enquanto que Jennlee, que integrou a tournée mundial do musical “Lion King”, vai encantar com a sua voz. O espectáculo começou com 45 mi-

nutos e posteriormente ascendeu a cerca de uma hora com a inclusão de mais alguns números, uma medida que faz parte da própria evolução do processo criativo. “Ao contrário dos filmes, séries ou teatro, o entretenimento ao vivo tem tudo a ver com a interacção entre os artistas e a plateia. E ao longo da evolução dessa relação vamos podendo ir testando os nossos limites com novos números e outras alterações, seja em som, vídeo ou simplesmente na atitude dos artistas”, disse Dragone ao JTM. “Taboo” foi sempre criado a título experimental com prazo de validade marcado para Setembro, mas é possível que se mantenha em Macau a título definitivo. “Sinto-me determinado e sei que há vontade de outras pessoas em partilhar esta visão de transformar Macau num dos grandes centros de entretenimento a nível mundial, e prolongar a estadia de ‘Taboo’ faz parte desses planos”, concluiu ao JTM. O espectáculo continua a reinventarse, contando com a participação especial da diva Dita Von Teese, convidada especial em “Taboo” para os espectáculos marcados entre amanhã e sábado.

LUCKY HELL

FABIEN THOME

“Fiquei bastante entusiasmada “Nunca viram com a ideia e aceitei logo” um show deste tipo”

“O meu trabalho é estar a arriscar a minha vida”

Uma das estrelas da companhia, até pelo currículo que apresenta, é Elena Gatilova, ex-ginasta medalhada que já colaborou com Cher. Para além disso destaca-se ainda por ter sido a principal acrobata e bailarina de “Zumanity”, espectáculo do Cirque du Soleil que esteve cinco anos em cena em Las Vegas.

O dançarino espanhol de música contemporânea especializa-se em flamenco, e destaca-se por realizar um número de dança com sapateado e… uma saia. Foi escolhido através de um concurso de televisão em França onde ficou pelas meias-finais. No júri estava Franco Dragone que não hesitou em escolhê-lo para o grupo

Será porventura o número mais ousado da noite, não tanto pela sua sensualidade (apesar de o ser), mas pelo que Lucky Hell faz em palco. A artista finlandesa é descrita como “a mulher tatuada que engole espadas”, chegando a introduzir uma com 55 centímetros pela garganta

- Com várias produções em Macau acha que “Taboo” pode vir a destacar-se? - Não estou em Macau há muito tempo e por isso não conheci muitos shows do género. Temos que saber o quão conseguimos ser sexy, também com os nossos fatos... é preciso deixar também alguma coisa à imaginação e não nos tornarmos vulgares. As pessoas têm gostado muito, do que tenho ouvido. Alguns querem algo mais arrojado, outros querem menos, existe uma variedade de comentários, mas em geral as pessoas adoram e querem ver mais. - Como faz para se preparar para o seu número? - Com ginásio e muita natação, para manter o corpo em forma. Depois temos ensaios para melhorar alguns aspectos. É preciso aquecer bem uma hora antes dos espectáculos. Sou muito flexível e preciso de aquecer bem antes. É fundamental estar com uma grande concentração e “mergulhar” no acto, pensando ao mesmo tempo na nossa segurança. O público tem que sentir que está a ver algo com continuidade. É preciso experiência, claro. Mas eu sinto a música e concentro-me, a reacção do público depois pergunta nos bastidores como foi. - Fala-se que o espectáculo pode vir a tornar-se definitivo em Macau. Como vê essa situação? - Sei que o Franco Dragone e a Melco

- Foi complicado adaptar-se a “Taboo” e a Macau? - É uma experiência nova para mim porque sempre trabalhei com companhias de dança, e este espectáculo tem sido muito enriquecedor. É muito sexy com uma combinação de vários artistas onde existe uma união entre todos para o acto em si. Fico sempre um pouco nervoso quando estou no palco, e se um dia não ficar provavelmente é sinal que tenho que parar de dançar. Macau é diferente de tudo o que vi antes. - Ao contrário dos outros não fala inglês. Conseguem comunicar sem problemas? - A relação, ao início, foi um pouco difícil porque não falo inglês, mas a pouco e pouco lá nos fomos entendendo. Há muita comunicação dentro do cenário e dos ensaios, muitas vezes basta um olhar e já nos entendemos. - Como descreveria o seu número? - Tenho dois actos. O primeiro é bastante viril, realizando um flamenco mais puro onde pretende deixar a imagem e as raízes deste bailado muito masculino. A música é totalmente diferente porque não é espanhola, e isso representa um desafio para mim porque estou a sapatear com um som mais moderno. O segundo acto é uma coreografia com a qual já tinha vencido um prémio e onde mostro um pouco do meu lado feminino, com um baile em que uso uma saia. Pretendo demonstrar que é possível fazê-lo e ser um homem, porque acho

- Como surgiu esta oportunidade? - Fiz um vídeo promocional que e acho que Dragone viu e gostou. Fiquei surpreendida, a perguntar-me como é que ele me conhecia, foi bastante bizarro. Recebi um email e tiveram que ser bastante convincentes para eu acreditar que era verdade! - Apesar de treinar é sempre um número bastante perigoso… - Sim, mas sinto-me bem, o meu trabalho é estar a arriscar a minha vida. Tenho que comer antes de engolir as espadas para garantir que abro bem o esófago, e depois meto algum azeite nas espadas para ficaram mais lubrificadas. Ainda não tive quaisquer problemas, felizmente. No outro dia corteime no polegar no “set” e toda a gente assumiu que foi nas espadas, mas há que pensar um bocado… se as espadas fossem afiadas como é que as podia engolir? - Qual é a sua percepção de “Taboo”? - Acho que está a tocar em elementos interessantes e a misturar coisas que provavelmente não iriam encaixar, mas o contraste está a resultar muito bem e é essa a política da companhia também, fazer o que não é esperado. Vamos criando uma história diferente e cada pessoa da plateia pode recriar a sua utilizando a imaginação e a pensar no que poderia acontecer depois, acho isso fantástico. As pessoas precisam deste show. Sentem necessidade de ver algo de diferente que as impressione e

têm falado de continuar mas tudo depende de como correr este período experimental. Acho que temos vindo a ter grande sucesso e esperamos todos por resultados positivos, mas até agora não temos qualquer conclusão. Pessoalmente, adoraria continuar com o espectáculo. Já trabalhei com grandes companhias e aqui sinto-me em casa, por isso seria um prazer continuar a trabalhar com Dragone. P.A.S.

terça-feira, 07 de AGOSTO de 2012 jornal tribuna de macau

que toda a gente tem um lado masculino e feminino. É um pouco duro porque a saia pesa um bocado. - E a resposta do público? - Acho que tem sido bastante positiva, não só para mim como para todos os outros artistas, que são muito diferentes. Cada um tem a sua maneira de ver o que é sensual, mas em geral tem sido bastante boa. Ficaram também muito surpreendidos porque nunca viram um show deste tipo. P.A.S.

acho que estamos a fazer isso. - E a relação com o público nos espectáculos? - Ás vezes reparo em alguns risos nervosos por parte do público feminino. Para mim é muito estranho quando as pessoas pagam para ver um espectáculo e depois tapam os olhos, mas tudo depende do que é normal para uns pode não ser para outros, claro. Tento sempre sorrir para eles e fazer com que se sintam confortáveis. P.A.S. pág 09

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