Caderno - Concurso - Museu da Tolerância

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MUSEU DA TOLERÂNCIA-SP

Museu da Tolerância na USP - São Paulo, SP Novembro de 2005

Apresentação O presente Concurso tem por objeto a seleção, dentre as propostas apresentadas,da solução arquitetônica mais adequada para a sede do Museu da Tolerância , com totalliberdade de proposição, desde que obedecidas às indicações e determinações deste Termo de Referência, do Regulamento do Concurso e do Edital do Concurso e eventuais Anexos.

•Nome oficial do concurso Concurso Público Nacional de Projetos de Arquitetura para o Museu da Tolerância Diretrizes projetuais: A criação do Museu da Tolerância na Universidade de São Paulo, agregado ao Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (LEI), tem como objetivo dar a conhecer os resultados das pesquisas desenvolvidas no âmbito do Laboratório e dos centros de pesquisa congêneres nacionais e internacionais à sociedade brasileira, em especial aos estudantes e professores dos diferentes níveis de ensino. O Museu deverá ser um espaço vivo, uma obra aberta onde pensamentos e idéias são debatidos continuamente. Um espaço de aprendizagem, com os elementos necessários para proporcionar tanto a jovens como a adultos, material de reflexão. Deverão ser observados para o projeto os seguintes aspectos: - A valorização arquitetônica e construtiva do edifício do Museu da tolerância a ser edificado. - A criatividade na proposição de tecnologias e técnicas construtivas que obtenham o máximo desempenho e o melhor custo benefício; ao mesmo tempo em que contenham propostas que gerem qualificação da mão de obra empregada na obra, visando o incremento das condições de conforto e segurança do trabalhador. - A implantação e sua relação com o entorno; - O melhor aproveitamento do terreno; - Soluções que privilegiem a futura manutenção do edifício.

Enfoque do julgamento: Considerou-se que, além do conteúdo programático, os projetos seriam analisados observando-se o grau de atendimento das seguintes categorias de usuários: (a) os visitantes e estudiosos interessados no conteúdo do Museu; (b) os que nele trabalharão diariamente; (c) os que o freqüentem como importante ponto de encontro da comunidade universitária; e (d) os que possam vir a visitá-lo como obra arquitetônica excepcional. A todas essas categorias o Museu proposto deveria poder acolher adequadamente. Considerouse, ainda, que a análise deveria contemplar a sustentabilidade dos projetos, sua viabilidade construtiva e financeira, sua adequação ambiental e os processos construtivos propostosb. •Terreno: A área destinada ao prédio do Museu da Tolerância da Universidade de São Paulo está situada na Avenida Professor Lineu Prestes na Cidade Universitária de São Paulo. Embaixadas Norte. De acordo com a NGB 01/86, que define usos, normas e gabaritos para os Setores de Grandes Áreas Norte. A área construída total prevista é de 5200 m² (cinco mil e duzentos metros quadrados) BASES GERAIS •Unidade Promotora: Universidade de São Paulo - USP •Unidade organizadora: Instituto de Arquitetos do Brasil •Data: 18 de Novembro de 2005 •Local: São Paulo - USP •Área total: 5.200 m²


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Prêmios 1° lugar

Autores: Juliana Corradini e José Alves

O Museu da Tolerância é constituído por um subsolo cuja cobertura será um teto jardim com a estrutura nervurada de concreto preenchida por terra e grama, reconstituindo assim as características originais do chão de lá. Os únicos eventos que indicam a existência deste subsolo são uma escada e várias clarabóias de vidro dispostas de modo desinibido dentro da malha das vigas de sustentação deste piso. Além de iluminar e ventilar os recintos abaixo, compostos por salas administrativas, seu apoio e infra--estrutura, à noite estas clarabóias serão focos singelos de luz a iluminar inusitadamente esta grande praça coberta pelo corpo principal do Museu. Completam este embasamento um auditório para 400 pessoas, que poderá ser dividido em dois e uma pequena sala de projeções para 150 pessoas, ambas isoladas do meio ambiente, funcionando como caixas totalmente estanques e impermeáveis aos sons e vibrações vindos tanto de fora como entre elas. Internamente são providas de uma adequada difusão dos sons refletidos em suas superfícies. No nível abaixo estão os reservatórios d’água para uso diário e reserva de incêndio. A partir do térreo, lugar da grande praça coberta, do restaurante e café com seus apoios, recepção, informações e loja, ergue-se então o edifício, com o grande vão em balanço, livre de qualquer apoio, cujo vazio é cortado por rampas de acessibilidade universal, de acordo com a NBR 9050. Sua estrutura é composta por duas grandes treliças periféricas espaçadas entre si 25 metros cujos ante e penúltimos módulos compõem dois planos de apoio laterais, compostos por seis pilares metálicos, três de cada lado, intertravados por perfis e tirantes de aço. O último módulo destas treliças possui na ponta um tirante metálico com função de ancoraragem.

Principais Diretrizes Projetuais: • Monumentalidade; •Concepção de um edifício exposto, aberto e livre, coletivo e público; • Interação com o entorno – mata do Instituto Butantâ.

Entre as treliças, a cada 7,5 m, perfis metálicos transversais constituirão a bandeja de cobertura e de piso do último pavimento, pendurando, juntamente com as treliças, o mezanino de exposições permanente, o piso constituído pela biblioteca, laboratórios, salas para coordenação e demais programas deste nível, bem como o primeiro pavimento, que reservamos para as salas de aula. Mesmo as rampas do vão livre serão penduradas pelos tirantes, dispostos segundo a malha estrutural 7,50 x 6,25m. Em atendimento a IT-08 os perfis serão protegidos por pintura intumescente.


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Prêmios 2° lugar

Autores: José Maria de Macedo Filho, Edgar Gonçalves Dente e Christiane Costa Ferreira Macedo A criação de um espaço destinado a um centro de contemplação, produção e difusão destas questões, tão inerentes ao homem, deve possuir as características presentes na nossa tradição arquitetônica, ou seja, deve ser um espaço para todos, aberto, fluido e continuo. Um lugar que permita a vivencia, a troca, o encontro e, principalmente a experiência da diversidade cultural, própria de nosso povo, povo alegre, sensual, e, essencialmente tolerante, apesar de excluído. O projeto do nosso museu procurou assegurar a permeabilidade e a continuidade do espaço público, de forma que possa ser acessado com toda fluidez de quem na rua anda, estabelecendo a fusão entre o público e privado de forma sutil e progressiva. Concebido em dois blocos distintos, unidos por um grande salão majestoso, que acolhe quem da rua vem e funciona como uma grande praça coberta, distribuidora de fluxos, onde o usuário percorre planos em desníveis sucessivos, alternando espaços abertos e fechados, conectando assim todos os ambientes do museu: espaços de produção, exposição, administração e lazer. A forma resultante configura uma grande caixa de vidro, transparente como se não estivesse lá, ou tentasse ser invisível, funciona como uma espécie de caixa de luz, onde esta percorre livremente os ambientes, durante o dia, iluminando as atividades e permitido as visuais do conjunto, da cidade e do bosque lindeiro, durante a noite esta luz, absorvida e filtrada durante o dia emana do museu iluminando a cidade e seu entorno, comunicando o que está sendo exposto, refletido e produzido. O bloco principal concentra as atividades expositivas, uma grande área com espaços muito flexíveis e mutantes, concebidos de forma que possam mudar de posição de acordo com a necessidade, graças a um sistema de trilhos, os pisos podem ser móveis e se deslocar lateralmente, podendo alcançar grande pé direito em determinados locais, assim, além da planta livre temos o corte livre. No coroamento surge um grande terraço jardim, onde após percorrer a exposição o usuário encontra generosas visuais do entorno, ver o verde, ver a cidade.

Principais Diretrizes Projetuais: • Busca por um espaço aberto, fluido e contínuo em sua concepção; •Partido elaborado em dois blocos distintos e únicos ligados por uma grande praça coberta; • Transparência dos volumes para liberação de visuais livres para o entorno.

O segundo bloco abriga as atividades de pesquisa e produção, com as salas de aula, laboratórios e biblioteca. Neste bloco temos uma espécie de espaço intersticial, entre os laboratórios e a biblioteca, funciona como uma área de contemplação da cidade e do sistema, pois ao norte é descortinada uma vista privilegiada de São Paulo, e no pólo contrário, sul, como uma espécie de espelho virtual, está implantando um grande telão, que reflete não apenas a morfologia urbana, mas os atos de seu principal agente, o homem. Neste sistema a biblioteca tem papel emblemático e simbólico, considerada o subconsciente do museu, “a caixa dentro da caixa”, está solta no ar, em posição vigilante, não para punir, mas sob o peso do conhecimento, evidenciar nossa responsabilidade como agentes transformadores da sociedade. Nos subsolos encontramos os auditórios, os espaços administrativos e os serviços, está concebido de maneira que permita que funcione de forma autônoma junto com o restaurante, em relação ao restante do museu, conferindo maior flexibilidade de uso ao complexo.


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Prêmios 3° lugar

Autores: Alexandre Brasil e Bruno Santa Cecília

Esta proposta para a sede do Museu da Tolerância realiza-se através de um edifício de caráter singular e grande força expressiva, a representar os mais altos ideais de democracia e liberdade, no qual a criação de espaços para uma nova cultura social e o estimulo à diversidade das manifestações artísticas impõem-se sobre o agenciamento dos usos, o emprego da técnica construtiva e a organização do território. A ação inaugural que demarca positivamente o território e define os espaços do Museu da Tolerância realiza-se a partir de três grandes gestos construtivos rigorosamente coordenados. Primeiramente, o solo é escavado e contido, gerando o espaço necessário para a futura ocupação. Desse vazio ergue-se um edifício de estrutura autônoma que abriga: em subsolo, as áreas de exposição; ao nível do solo, as áreas publicas e de convívio; e, elevados, os ambientes de trabalho e estudo. Por fim, os planos de fechamento e vedações externas são agregados a essa ossatura, conferindo o aspecto final do edifício. A partir dessa definição inicial, a técnica é convocada como instrumento fundamental para a desejável liberação do nível do solo, a favorecer a diversidade das manifestações artísticas e culturais que o Museu irá catalisar. Cria-se assim um espaço central coberto e qualificado com trinta e cinco metros de vão livre, a congregar as principais funções publicas e acessos ao edifício. Propõe-se uma estrutura composta por lajes nervuradas em concreto armado com protensão de vigas-faixa transversais sustentados em seu perímetro por quatro pontos de apoio. A esse sistema superpõem-se no nível da cobertura vigas longitudinais em perfis metálicos soldados que permitem atirantar a porção central dos pavimentos inferiores. Outro conjunto de vigas transversais faz o suporte superior dos painéis de vedação externos, reforçado a independência construtiva e a constituição tectônica desses elementos.

Principais Diretrizes Projetuais: • Reforço do caráter público e privado da edificação; •Amplos espaços de transições – alta permeabilidade com maior liberação do solo;

A ação que promove a ocupação do terreno busca ainda garantir a preservação da vegetação existente, principalmente dos exemplares de maior porte. Para isso, fez-se a separação das áreas de exposição e de apoio técnico em subsolo a partir do reconhecimento de um conjunto de três árvores cuja preservação entendia-se como desejável, orientando o desenho cuidadoso dos arrimos. Ainda pela premissa de preservação integral dessa vegetação, fez-se opção pela redução da ocupação da porção superior do edifício em relação aos


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Menções

Trabalho nº 1

Autores: Sergio Ricardo Nunes Camargo, Valério Pietraróia e Claudia Nucci

Com a intenção de transformar o MUT em um centro de convergência aberto e dinâmico, onde os ambientes de estudo e divulgação integrem-se aos espaços de exposição, aos acervos e ao espaço público, nossa proposta parte da idéia de um edifício aberto ao espaço público, mas com a proteção necessária para a concentração aos temas aqui tratados. Descartamos a proposta de pavimentos especializados onde determinadas atividades seriam neles concentradas. Dessa forma o acervo, os módulos temáticos e as exposições temporárias devem, na medida do possível, estar próximas e integradas às atividades de ensino, estudo e divulgação, “envolvendo” fisicamente essas áreas, evitando-se a estanqueidade entre os diversos níveis, procurando-se uma integração dinâmica, horizontal e vertical. O edifício não deverá se sobressair do conteúdo exposto, criando as melhores condições para sua apresentação e manutenção, mas, pela sua importância e singularidade, ele deve revelar sua presença diferenciandose da arquitetura de valor duvidosa praticada atualmente no campus. O programa foi distribuído nos pavimentos com o objetivo de intensificar os fluxos verticais e horizontais, entre pesquisadores e estudantes, visitantes e funcionários. Uma base que explora o desnível natural do terreno, revelando o movimento original existente, define o nível térreo, aberto, livre, uma proposta de rua interna, que liga os acessos e as áreas verdes. Nele, além das atividades de percepção e informação, propõe-se utilizá-lo como grande foyer de exposições temporárias, local para que sejam manifestadas as experiências de tolerância. A base receberá espaços de recepção de grande público, como o auditório e a biblioteca, além das áreas de apoio, serviços e administração. Acima do térreo três pavimentos receberão os locais para aulas, laboratórios e cinemas “envolvidos” pelas salas temáticas e as exposições temporárias.

Principais Diretrizes Projetuais: • proposta de uma edificação mais aberta para o espaço público; • Exploração dos desníveis naturais do terreno dando caráter ao programa; •Preocupação com a interação entre a edificação e seu entorno.

Pretende-se utilizar as áreas externas adjacentes como forma de integração com o sítio existente. A colina proposta ao longo da Av Lineu prestes, marcando o acesso inferior, além de se relacionar com o plano inclinado do térreo, será uma barreira sonora importante para a melhoria das condições no interior do MUT. A área verde lateral poderá ser utilizada para atividades ao ar livre e como via de acesso. A análise dos órgãos ambientais deverá considerar o impacto na área já canalizada do córrego, hoje gramada, onde o público tem livre acesso.


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Menções

Trabalho nº 26

Autores: Wagner Finger Hörbe, Karin Schuck Hemesath e Graziela Von Kossel O partido arquitetônico do projeto buscou a forma do museu no próprio conceito de tolerância. Essa idéia vem da criação de dois planos curvos e translúcidos representando etnias que se aproximam em clara intenção de “abraço”. Essas curvas fazem contraponto aos dois planos retos e paralelos de concreto que desempenham o papel de pano de fundo do conjunto. Dessa maneira, a simplicidade de elementos torna-se o fio condutor da proposta. O formato das curvaturas não é gratuito: a intenção foi de aproveitar ao máximo o espaço reservado à edificação buscando uma conformação com o espaço de implantação. Assim, a rotatória lindeira ao terreno configura uma curvatura paralela a ela na fachada do museu e esta tem relação com avenida Lineu Prestes, aceitando, na cobertura da entrada do museu a reta que conforma a avenida. Da mesma forma os planos retos de concreto no fundo tem relação direta com o muro limitador do terreno, cujo espaço intersticial foi aproveitado para a criação do estacionamento, de forma que não fosse gerado ruído visual na fachada principal. A forma também serve de indicativo funcional. As curvas coordenam os espaços públicos dentro da edificação, em especial as exposições que têm sua importância valorizada no conjunto de funções, já que a curvatura ajuda na indicação e apreciação de percursos e obras, virtude essencial para um museu. Os planos de concreto abrigam a circulação vertical e funções administrativas, de serviço e apoio técnico ao conjunto. O uso de materiais e técnicas escolhidos para esta edificação busca simplificar e diminuir ao máximo os elementos arquitetônicos. A diminuição de elementos não retira do projeto a sua qualidade, muito pelo contrário, agrega valor de percepção do usuário que, com o ambiente livre de excessos arquitetônicos, foca no ponto realmente mais importante do museu, que é a exposição. Como exemplos temos os pilares que estruturam o espaço mais transparente da edificação, no perímetro entre a pele de vidro e os brises, de forma que eles não interfiram na visual do usuário, ou nas esquadrias, todas em glazing estrutural, cujos montantes horizontais são embutidos no piso ou forro de forma que a percepção do plano curvo torne-se ainda mais pura no interior da edificação.

Principais Diretrizes Projetuais: • Integração entre conceito e forma; • Restrição máxima a área construída para aproveitar o espaço de implantação ; •Preocupação com os aspectos de conforto ambiental.

Os aspectos de conforto ambiental são facilmente resolvidos com um espelho d’água sobre uma cobertura impermeabilizada (diminuindo consideravelmente a carga térmica absorvida pelo museu e o seu consumo de ar-condicionado) e uma camada de brise-soleis horizontais de madeira em frente à pele de vidro que recobre a edificação. Geralmente a manutenção é dificultada ou mesmo impossibilitada pelos elementos de proteção solar, mas o aumento do espaçamento entre os mesmos (com um coerente aumento da largura dos brises) permite fácil limpeza dos vidros além de permitir maior permeabilidade visual.


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Menções

Trabalho nº 28

Autor: Cláudio de Sá Ferreira

A proposta brota do conceito singular que deve expressar um equipamento de tal natureza, um Museu da Tolerância, e seu belo sítio formado pela Av. Prof. Lineu Prestes à noroeste, Praça Prof. Jorge Americano ao norte, Instituto Butantã ao sudeste e espaço público com trecho canalizado do curso d’água à sudoeste. Um edifício cercado por espaços livres deve recebê-los visualmente desde o seu interior. O partido alcança este objetivo ao propor uma inflexão no piso externo, liga verticalmente a calçada de acesso ao térreo da edificação e forma uma base marcante para o painel suspenso à 2,20m que envolve termicamente a edificação, dando-lhe unidade. Este jogo espacial dá impressão de que o elemento horizontal pousa neste território e aqueles que almejam acessar o Museu da tolerância devem passar debaixo da palavra “Paz” cravada em diversos idiomas. No pavimento de acesso em pilotis acontecem as exposições temporárias. Entendemos ser o espaço ideal para dialogar imediatamente com o espaço público comparando a dinâmica e rotatividade de suas atividades de debate e exposições com as manifestações de novas idéias e pensamentos historicamente marcantes nas praças tradicionais. Com pés-direitos variados: duplos, quádruplos e quíntuplos próprios para receber um espaço de diálogo para troca de experiências. Em seu interior acessa física e visualmente tanto o nível subsolo, onde acontecem os espaços de auditório e cinema, quanto os níveis superiores articulados em meiosníveis entre si, no sentido sudoeste-nordeste, todos vencidos através de rampas que fortalecem o acesso universal dos diversos setores do conjunto. O Museu propõe dois tipos distintos de espaços para a guarda e exposição de seu acervo: - os espaços abertos e flexíveis destinados às belezas das diversidades culturais e a valorização do ser humano - e os fechados, enclausurados, introspectivos, com iluminação rigidamente controlada, próprios à exporem os temas das práticas de intolerância. Estes espaços fechados localizados na ala nordeste da edificação recebem toda sua iluminação natural indiretamente vertical em duas fendas em seu zênite, uma à sudeste e outra exposta ao vazio central.

Principais Diretrizes Projetuais: • Busca pela valorização do sítio; •Partido que privilegia as visuais livres para o parque natural do Instituto Butantã; •Diversidade de espaços internos e fácil adaptabilidade do programa.