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BIBLIOTECA-PUC-RJ

Concurso para a Nova Biblioteca Central da PUC- RJ Junho de 2006

Apresentação O presente concurso tem por objeto a seleção de uma Proposta Arquitetônica Preliminar para o edifício da NOVA BIBLIOTECA CENTRAL DA PUC-RIO/NBC, em conformidade com o estabelecido pelo Edital de Carta-Convite e seus anexos.

Nome oficial do concurso Concurso de propostas arquitetônicas para a Nova Biblioteca Central da PUC-Rio Diretrizes projetuais: A opção pela organização de um Concurso para a escolha de uma Proposta Arquitetônica para a Nova Biblioteca Central da PUC-Rio representa para a PUC Rio a possibilidade de materialização de uma série de oportunidades. Desde logo, para uma universidade que vem de implantar um Curso de Arquitetura e Urbanismo, a organização de um concurso de arquitetura vai ao encontro do compromisso com o estímulo e o apoio à boa prática arquitetônica. O Concurso pode e deve ser, pois, a oportunidade de envolver os corpos discente e docente em discussões sobre o projeto em particular e sobre arquitetura em geral.

•Enfoque do julgamento: O júri, composto conforme item 6 a seguir, deverá selecionar a proposta que, em sua visão, melhor adequar-se aos interesses da PUC-Rio, levando-se em consideração: •inserção no campus da PUC-Rio, com destaque para a relação do novo edifício com o conjunto arquitetônico do campus; •compatibilidade com o Programa de Necessidades proposto; •adequação ao custo estimado do empreendimento; •exeqüibilidade; •flexibilidade; •conforto ambiental e racionalidade no uso de recursos energéticos; •o preceito da acessibilidade universal. •Terreno: A NBC deverá localizar-se na área previamente selecionada, situada no campus da PUC-Rio – Gávea, Rio de Janeiro.

BASES GERAIS •Unidade Promotora: PUC -RJ Unidade organizadora: PUC -RJ •Data: 28 de Junho de 2006 •Local: Rio de Janeiro •Área total:


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Prêmios 1° lugar

SPBR Arquitetos

A proposta que apresentamos para a Nova Biblioteca da PUC-Rio considera as duas cotas de nível que caracterizam a área destinada à sua implantação. Elas são definidas pela rua dos Diretórios e sua extensão para os estacionamentos – esta cota está anotada no projeto como nível 0,00m – e pelo pilotis do edifício Amizade – anotado como nível 4,00m. A possibilidade que este duplo térreo oferece se coaduna muito bem com a natureza bi-partida do programa proposto para a biblioteca, a saber: – acervo, ou armazém, e administração; – áreas de público, ou o edifício. Estas funções foram dispostas junto à rua dos Diretórios, num piso elevado de 50cm acima do nível natural do terreno naquela área. Ali elas têm adequada independência de acesso para o uso rotineiro de quem trabalha na biblioteca e também grande facilidade para as funções eventuais de carga e descarga para aquisição, manutenção ou transporte de livros. O acervo ocupa um retângulo de 1.216m2 no núcleo desta área. As funções administrativas giram em torno deste núcleo fechado com vidro e, desta maneira, o conjunto destas salas formam uma antecâmara que distanciam o acervo das fachadas externas colaborando assim para o rigoroso controle de temperatura e umidade que é necessário na área de guarda dos livros. Por outro lado, as funções administrativas periféricas se mantêm sempre próximas à luz natural desejável e necessária às áreas de trabalho. A planta deste conjunto é feito pelo retângulo regular do acervo e pelo polígono irregular das áreas administrativas circundantes. Essa irregularidade oferece liberdade ao desenho, que preserva a arborização existente e acomoda sem dificuldades as especificidades, e eventuais alterações, do programa administrativo. Além disso, esta disposição torna simples a futura ampliação da capacidade do acervo através da adição de um novo depósito, térreo ou verticalizado, associado ao primeiro.

Principais Diretrizes Projetuais: • Forte preocupação com a implantação; •Conceito projetual baseado nos pilotis – permeabilidade; •Planta retangular com pouca irregularidade, liberdade na distribuição do programa.

Por fim, nesta configuração o conjunto Acervo e Administração constitui um embasamento para a implantação da área de público da nova biblioteca. O teto do acervo é coincidente com o nível do “pilotis” do Edifício Amizade e faz uma extensão daquele nível para ser, ali, a Praça da Biblioteca.


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Menções DDG Arquitetura

A nova biblioteca da Pontifícia Universidade Católica deve ser não só um local de encontro entre os usuários e a informação, mas também um local de encontro com a natureza e principalmente um lugar de socialização entre as pessoas. Seguindo esse princípio, a nova edificação foi projetada com uma arquitetura simples, com espaços agradáveis e confortáveis para as atividades de leitura e pesquisa enriquecidos por jardins e varandas que fazem o interior se abrir buscando a tranqüilidade do fundo do céu por entre as folhas das árvores. Isso sem negligenciar a funcionalidade exigida pelo programa de biblioteca. A nova arquitetura se revela por entre as árvores do campus. A implantação do conjunto levou em consideração a relação da nova biblioteca e seus acessos com o edifício da Amizade, com a rua dos diretórios e com o fluxo de pedestres vindos do estacionamento de veículos adjacente. Desta forma, uma nova praça articula as três áreas em questão com os acessos da edificação projetada. A presença imponente de árvores de grande de porte também contribuiu sobremaneira na distribuição das edificações pela área prédefinida. É pretendido neste projeto não remover nenhuma árvore de grande porte e aproveitá-las para sombreamento complementar das fachadas e varandas propostas. O recuo em relação à rua dos diretórios se faz necessário para a preservação das principais árvores e possibilita a criação de pequenas áreas de permanência para os transeuntes. O bloco principal abriga grande parte dos ambientes de leitura, os acessos e atividades restritas aos funcionários. Duas construções menores conectadas entre si por passarelas e escadas e ligadas à lâmina principal por varandas completam os espaços voltados para o público. Sob estes blocos, é criado um embasamento de um pavimento que contém o depósito de livros do acervo e suporta jardins sobre si.

Principais Diretrizes Projetuais: • Conforto Térmico; •Relação com o terreno e seu entorno imediato; •Permeabilidade.

As fachadas leste e oeste recebem fechamento em vidro sob brises que se fazem necessários mesmo com todo sombreamento oferecido pela massa arbórea existente. É extremamente importante principalmente nos ambientes de leitura, que a incidência de luz solar não seja direta, do contrário, poderá haver áreas de ofuscamento mesmo com a luz filtrada pelas folhas das árvores. O sistema de brises proposto, uma grelha possivelmente em material metálico, protege da insolação direta e provêem os espaços com iluminação indireta complementada por clarabóias na cobertura, uma vez que funcionam com anteparos refletores.


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Menções João Walter Toscano

Dada a complexidade do campus, que envolve vários tipos de construção - incluindo a preciosa casa de Grandjean de Montigny -, além de jardins e árvores de grande porte, abrigando as mais variadas funções, a concepção da forma e da linguagem do novo edifício deverá priorizar sua função conciliadora, com volumes amplos e simples, de tratamento singelo porém expressivo do que esses volumes contêm. O novo edifício, além de abrigar uma biblioteca de envergadura, deve estabelecer estreita ligação funcional com os espaços e prédios existentes que já representam papel importante na vida do campus. Deve até, segundo os conceitos que nortearam sua concepção e pela importância do papel que desempenha, ser um novo elemento organizador no conjunto. O Edifício da nova Biblioteca Central da PUC - Rio deverá ser implantado num conjunto definido por outros edifícios adjacentes onde tem maior presença e importância o Edifício da Amizade. O edifício procura assumir esta realidade e transformá-la introduzindo novos elementos no contexto presente, incluindo mesmo as relações que seu próprio conteúdo estabelece com o edifício principal e espaços circundantes. Esta concepção levou a otimizar três vetores: 1. A relação do edifício com o conjunto, bastante indefinido e complexo, bem como a exigüidade do terreno disponível para a dimensão do próprio programa, no qual predomina a dimensão horizontal. 2. A tipologia da nova edificação, que está fortemente condicionada aos desempenhos funcionais do programa proposto, deve atender às necessidades de otimização das redes e sistemas de instalação. 3. A solução compacta do edifício, a racionalidade do sistema estrutural, as opções dos sistemas construtivos e os materiais aplicados.

Principais Diretrizes Projetuais: • Priorização do conforto térmico; •Relação do edifício com o entorno; •Tipologia projetual e sua compatibilidade com o programa; •Racionalidade de sistema estrutural e materiais aplicados.

Caderno - Concurso - PUC-RJ - 2006  

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