Concurso - Arquitetura - PRR4 - 2004

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2004 Concurso Público Nacional de Arquitetura Sede da Procuradoria Regional da República da 4ª Região - PRR4

PRR4- RS Apresentação

O presente Concurso objetiva a seleção e premiação dos melhores anteprojetos, visando a contratação do Vencedor para a elaboração do Projeto Executivo de Arquitetura e para a coordenação e compatibilização dos Projetos Complementares, na forma especificada no item 10, do presente Edital e na Minuta de Contrato, constante das Bases do Concurso, visando a realização de licitação de execução das obras da futura sede da Procuradoria Regional da República da 4ª Região.

Diretrizes projetuais: O edifício sede deverá revelar um caráter aberto, visível e acessível a todos os segmentos sociais, especialmente os mais vulneráveis. Deverá estimular a empatia entre o Ministério Público e o cidadão, difundir pedagogicamente um padrão público de austeridade sem perda de dignidade, sobriedade sem necessidade de excessos, de funcionamento e eficiência sem desperdícios, de requinte

estético

e

arquitetônico

a

dispensar

o

luxo,

de

economicidade e durabilidade a não onerar os cofres públicos com manutenção dispendiosa e de conforto e capricho sem ostentação. O edifício sede deverá revelar um caráter aberto, visível e acessível a todos os segmentos sociais, especialmente os mais vulneráveis. Deverá estimular a empatia entre o Ministério Público e o cidadão, difundir pedagogicamente um padrão público de austeridade sem perda de dignidade, sobriedade sem necessidade de excessos, de funcionamento e eficiência sem desperdícios, de requinte estético e arquitetônico a dispensar o luxo, de economicidade e durabilidade a

Enfoque do julgamento: Os integrantes da Comissão Julgadora cumprirão sua tarefa em observância rigorosa a qualidade das propostas em relação aos seguintes aspectos: resolução funcional, relação com seu entorno, ventilação e iluminação natural, eficiência energética do prédio, clareza da proposição, solução arquitetônica, inserção urbana, conforto ambiental, acessibilidade e economicidade. Terreno: A edificação será construída no CentroAdministrativo Federal, na Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, nº 65, em terreno com área superficial de 2.640m², circundado por áreas de uso comum, frente para o parque Harmonia e Rio Guaíba, fundos para futura Praça Pública. Lote: A proposta deverá esgotar o potencial construtivo do terreno, ou seja aproximadamente 12.600m².

BASES GERAIS •Unidade Promotora: A Procuradoria Regional da República da 4ª Região Unidade organizadora: Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento do Rio Grande do Sul •Data: 03 de fevereiro de 2004 •Local: Porto Alegre - RG

não onerar os cofres públicos com manutenção dispendiosa e de conforto e capricho sem ostentação.

Instituto de Arquitetos Do Brasil Departamento Rio Grande do Sul

República Federativa do Brasil Ministério Público Federal Procuradoria Regional da República - 4ª Região


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1° lugar Autor: Tectônica – Curitiba - PR Responsável Técnico: Emerson José Vidigal Co-autores: Fábio Domingos Batista, João Adolfo Moreira, Ricardo Serraglio Polucha, Rodrigo López Moreira A idéia de espaço segundo a qual foi estruturado o edifício da Procuradoria Regional da República baseia-se em duas intenções. A primeira busca organizar os espaços do pavimento tipo, de maneira a posicionar o núcleo de serviços na porção oeste do terreno. Essa medida possibilita que o núcleo funcione como um “grande brise”, protegendo o corpo do edifício da insolação rasante no final de tarde do verão. Diante da impossibilidade, ditada pelo programa de necessidades, de concentrar as prumadas de serviço no núcleo, pois as procuradorias necessitam de sanitário privativo, optou-se por uma tipologia de edifício mista na qual o núcleo concentra alguns serviços e os demais estão distribuídos pelo pavimento tipo em prumadas de instalações hidrosanitárias e eletromecânicas diversas, próximas aos pontos de utilização. A segunda intenção é dispor os espaços do térreo e 1º pavimento linearmente no sentido longitudinal, possibilitando que o edifício tenha dois acessos de pedestres, um através da rua Otávio Francisco Caruso da Rocha e o outro pela Praça Cívica, ainda não consolidada. Com isso se cria um espaço de entrada e transição, entre o núcleo e o pavimento tipo; entre o setor de eventos e os estacionamentos. Este partido além de resolver as exigências funcionais de um programa complexo insere adequadamente o edifício em seu contexto urbanístico e ambiental. Plasticamente o edifício configura-se como duas torres, uma opaca e outra translúcida, sobre um embasamento horizontal. Enquanto no núcleo de serviços a alvenaria confere solidez, no bloco de escritórios privilegiou-se a transparência do vidro. Na fachada leste os planos de vidro é movimentado pelo uso de brises.

Principais Diretrizes Projetuais: • Organizar os espaços do pavimento tipo, de maneira a posicionar o núcleo de serviços na porção oeste do terreno; • Dispor os espaços do térreo e 1º pavimento linearmente no sentido longitudinal, possibilitando que o edifício tenha dois acessos de pedestres A orientação oeste é protegida pelo núcleo de serviços e por paredes cegas. A orientação leste é protegida por brises metálicos basculantes. Essas medidas visam restringir o excesso de radiação solar, reduzindo o consumo de energia com condicionamento de ar induzido artificialmente. Para o interior do edifício foi prevista a possibilidade de instalação de diferentes sistemas de ar condicionado. Na proposta apresentada o sistema adotado foi a central de água gelada (chiller) na cobertura do edifício. Em cada pavimento reservou-se uma sala para as unidades condicionadoras de ar (fan coils) que podem, dependendo do modelo, localizar-se também sobre o forro das instalações sanitárias, em qualquer ponto do pavimento.


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2° lugar Autor: Nonato Veloso – Brasília - DF

Em uma área urbana de cunho administrativo a Sede da Procuradoria Regional do Estado deverá ser um componente capaz de interagir com o cenário urbano, a paisagem e os próprios edifícios públicos circundantes. A idéia é propor uma moldura, uma janela de grande dimensão, translúcida o suficiente para mostrar as diversas interfaces da administração pública.

Principais Diretrizes Projetuais: • Modulação;

Acessível e aberto, o nível térreo deve permitir a integração entre a rua e a praça, a circulação livre ao cidadão que procura apoio não somente do ministério público mas de todo o conjunto governamental. As empenas leste e oeste, cegas, configurando as grandes molduras, visam ainda proteger o edifício das insolações menos favoráveis aos escritórios. Os únicos brises existentes protegem a fachada norte, voltada para a praça.

• Transparência; • Integração entre a rua e a praça; • A circulação livre do usuário.


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3° lugar Autor: Héctor Viglieca Gani – São Paulo - SP Co-autores: Luciene Quel, Ruben Carlos Otero Márquez, Ronaldo Werner Fiedler e Pedro Livni Associados O edifício se resolve em seus equipamentos, na eficácia energética, no posto de trabalho autônomo e auto-referente. A característica dos ambientes de escritórios terá assim, ao contrário dos modelos precedentes, a inexistência de um programa definido em termos espaciais. Sendo assim, este edifício de escritórios não foi concebido como um objeto homogêneo, unifuncional, formalmente autônomo, produto da repetição de plantas tipo, e sim como uma organização acumulativa, multifuncional, formada por agregações, justaposições e superposições de espaços diferenciados, vinculados estreitamente entre si e ao sistema urbano no qual está inserido. O edifício, produto dessa nova realidade, se resolve em seus equipamentos, na eficácia energética, no posto de trabalho autônomo e auto-referente. A característica dos ambientes de escritórios terá assim, ao contrário dos modelos precedentes, a inexistência de um programa definido em termos espaciais. Sendo assim, este edifício de escritórios não foi concebido como um objeto homogêneo, unifuncional, formalmente autônomo, produto da repetição de plantas tipo, e sim como uma organização acumulativa, multifuncional, formada por agregações, justaposições e superposições de espaços diferenciados, vinculados estreitamente entre si e ao sistema urbano no qual está inserido. Num âmbito urbano difuso onde o mais detectável são os horizontes e a competividade, optamos pela neutralidade e a autofagia. A forma não é nosso objetivo imediato senão somente seu resultado; assim a obra surge da resolução de problemas técnicos e não da aplicação de prioridades estéticas.

Principais Diretrizes Projetuais: • Eficácia energética; • Posto de trabalho autônomo e auto-referente; • Venezianas externas móveis para regular a insolação .

Para este projeto estamos propondo superfícies de panos envidraçados compostos de vidros duplos com câmara de ar selada, para estabelecer apropriadas condições acústicas e térmicas, e venezianas externas móveis para regular a insolação direta no verão, e aproveitar o ar quente gerado no espaço intersticial entre as venezianas e os vidros no inverno. A flexibilidade do sistema permite estabelecer diferentes aberturas de acordo com o as necessidades do usuário, dando como resultado uma qualidade externa peculiar.


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4° lugar Autor: Paulo Henrique Paranhos – Brasília - DF Colaboradores: Eder Alencar e Heloísa Moura

“Alem do cuidadoso trabalho de implantação, neste ponto significativo da cidade, a Arquitetura permite e sugere neste caso, um generoso gesto no trato da “coisa pública”. O significativo eixo que liga a Praça Cívica aos Parques e ao Guaíba, orienta um grande espaço vertical. Fragmentos construtivos sobre esta praça interna, permitem que a elaborada expressão do aço e vidro, com sua transparência e opacidade reflita num painel em diagonal seu caráter monumental. Se as normativas urbanas induzem a uma volumetria “exagerada”, o não construído, o vazio, o “átrio” passa a ser, nesta proposta, o mais interessante da expressão arquitetural colocada. Esta indiscutível expressão de representatividade, resulta numa agradável composição dos espaços internos que, voltados para esta área de sombra, preservados do sol poente, não constituem o inóspito espaço residual. Se por um lado a dinâmica geométrica da torre de escritórios, cria a total fluidez integrando todas as áreas de praça ao grande átrio, do outro lado, a elevação dos procuradores, se revela sóbria e elegante com sua empenas soltas sobre o silêncio da grande laje.”


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5° lugar Autores: Cândi Hirano, Daniel Corsi da Silva, Dani Hirano – São Paulo - SP Co-autores: João Luis Maranhão Biscaia (Cons. Técnica)

O projeto para o edifício da Sede da Procuradoria Regional da República da 4ª Região surge como uma conseqüência da sua inserção na cidade. Levando-se em consideração a paisagem na qual se localiza, é indispensável que seu aspecto e sua linguagem referenciem-se com seu entorno. Desse modo, a arquitetura surge a partir de volumes geométricos bem trabalhados, porém simples e de fácil leitura e interação com o público, assim como com a paisagem circundante. A partir de dois elementos primários, um essencialmente material e outro totalmente transparente, temos um edifício que se comunica com a cidade, através de sua forma, seu funcionamento e principalmente através da articulação dos materiais dos quais é constituído. A nova sede se define em dois volumes: um horizontal (embasamento com dois pavimentos) e um vertical (torre com oito pavimentos). O primeiro corresponde às áreas de uso público e de fácil acessibilidade. O segundo às áreas referentes às atividades exercidas pela Procuradoria. Abrigando um órgão público e de grande representatividade, a arquitetura deve expressar através de seus meios e de sua linguagem o valor de seus objetivos. Assim sendo, temos nesse projeto a idéia de um edifício que transpareça as atividades e funções públicas que acolhe.

Um embasamento que aparenta uma simplicidade formal, mas funcionalmente complexa, e uma torre que defini-se por um funcionamento simples, porém formalmente lapidado. O edifício remonta aos valores conquistados pela arquitetura brasileira ao longo da história, porém distinto por sua intensa apreensão e expressão da linguagem arquitetônica contemporânea.


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Destaque Autor: Alex Carvalho Brino – Porto Alegre - RS Colaboradores: Ramonika Ode Brino, Filipe Rodrigues Pujol

Este projeto foi concebido tendo como base uma estrutura formal bem definida. Por tratar de um prédio construído dentro de uma superquadra de caráter administrativo foi desenvolvido um projeto que relaciona todas suas fachadas com a cidade sejam estas no pavimento de acesso (norte /sul) ou nos demais pavimentos (leste/oeste). Em síntese, o conjunto é composto por uma grande placa horizontal (modular e integrada pelos espaços repetitivos), que organiza toda a composição atuando como pano de fundo para os

Principais Diretrizes Projetuais:

elementos especiais, como o volume de acesso (o qual tem a

• Estrutura;

biblioteca como elemento principal) o volume da circulação vertical

• Condicionamento térmico;

(separado do prédio, para permitir uma leitura clara da grande barra) e

• Proteção destas fachadas.

o volume do auditório (mais particular, destacado pela utilização de um material diferenciado do restante do projeto e acessado pela série de salas de apoio. Em virtude da forma do lote optou-se por orientar a grande placa para leste /oeste em fita simples, tanto para proporcionar a todos as visuais do rio, quanto para facilitar o condicionamento térmico do prédio, evitando assim a necessidade de climatização diferenciada por fachada

No entanto, foi proposta uma solução de proteção destas fachadas que minimizam em muito a carga térmica incidida sobre as mesmas, com uma seqüência de brises verticais à oeste (variando o tamanho e afastamento de acordo com o ambiente protegido) e uma cortina de elemento perfurado à leste o qual produzirá uma sombra sobre toda a fachada e na qual será realizada algumas perfurações, que emoldurarão as visuais da cidade. A exemplo do que ocorre no Parque Guinle, neste caso também há uma preocupação de aproveitar a melhor visual protegendo seus usuários, além de propor um elemento de proteção perfurado tanto na escala do prédio, quanto na escala da cidade.


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Destaque Autor: Espaço Sideral – Porto Alegre - RS Responsáveis: Nathalia Cantergiani Fagundes de Oliveira e Cristiano Lindenmeyer Kunze A partir de dois elementos primários, um essencialmente material e outro totalmente transparente, temos um edifício que se comunica com a cidade, através de sua forma, seu funcionamento e principalmente através da articulação dos materiais dos quais é constituído. A nova sede se define em dois volumes: um horizontal (embasamento com dois pavimentos) e um vertical (torre com oito pavimentos). O primeiro corresponde às áreas de uso público e de fácil acessibilidade. O segundo às áreas referentes às atividades exercidas pela Procuradoria. Abrigando um órgão público e de grande representatividade, a arquitetura deve expressar através de seus meios e de sua linguagem o valor de seus objetivos. Assim sendo, temos nesse projeto a idéia de um edifício que transpareça as atividades e funções públicas que acolhe. Isso é oportuno pela localização da nova sede numa região estritamente institucional, assim como pela monumentalidade que qualquer edifício assume numa paisagem caracterizada como um grande parque que possui ao seu redor o horizonte da cidade e de um soberbo rio. Desse modo, temos na forma e na estética do edifício a interação com o público. O volume do embasamento, aparentemente simples e maciço, acolhe um espetáculo para quem o adentra possibilitado pelos elementos arquitetônicos e pela iluminação. O volume vertical, revela todo seu interior através de suas peles de vidro, definindo um arquitetura transparente, revelando sua razão pública.

Principais Diretrizes Projetuais: • Edifício que se comunica com a cidade, através de sua forma, seu funcionamento e principalmente através da articulação dos materiais dos quais é constituído.

Um embasamento que aparenta uma simplicidade formal, mas funcionalmente complexa, e uma torre que defini-se por um funcionamento simples, porém formalmente lapidado. O edifício remonta aos valores conquistados pela arquitetura brasileira ao longo da história, porém distinto por sua intensa apreensão e expressão da linguagem arquitetônica contemporânea.


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Destaque Autor: Miguel Farina – Porto Alegre - RS Co-autores: Helena Karpouzas, Leonardo Hortêncio, Maria Isabel Marocco Milanez, Rinaldo Barbosa, Marcelo Danza e Thomas Sprechmann

Um edifício eficiente e compacto, um edifício de lugares e de paisagens. A decisão projetual é concentrar energias na exploração integral dos requerimentos urbanos; o edifício aceita as regras do jogo como desafio e formaliza-se a partir dos mesmos, tornando visível a legalidade vigente. O sólido virtual resultante se utiliza da subtração como o gesto criativo maior e excepcionaliza-se na paisagem normatizada. Não há abusos, não há dissonâncias, tão somente o formato austero e ortogonal do volume, a geração de vazios no sólido. A planta é simples e compacta, os espaços estão ventilados e iluminados de forma natural. O programa permite jogar com diferentes associações proporcionando espaços funcionais peculiares. Ao sul o edifício é específico para os procuradores, com escritórios cujos ângulos envidraçados gozam da melhor vista do rio e do parque e cujos jardins privados flutuam no ar. Espaços potenciais para crescimento futuro. Ao Norte é genérico, a planta e a fachada neutra abriga os núcleos e atividades de apoio, apenas alterada pela aparição da biblioteca e do restaurante, que se desprendem do volume como um mirante para a cidade histórica. No interior um vazio aglutinador ocupado por pequenos aquários, contém as circulações e serviços. Estes trazem a calma do rio ao coração do edifício, ao mesmo tempo em que iluminam e dão vida ao interior dos pavimentos.

O edifício pretende com recursos mínimos gerar situações flexíveis, sensações espaciais variadas, lugares únicos: o jardim elevado, o terraço mirante em balanço, a sala de leitura suspensa, o aquário iluminado, o pódio natural, o hall efêmero, o vazio ao redor da sala de atos, a escadaria de acesso, constituindo o todo a partir de várias paisagens arquitetônicas.


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Destaque Autor: Bertussi Design Industrial – Porto Alegre - RS Responsável Técnico: Paulo Bertussi Co-autor: Christian Machado

A proposta toma como ponto base criar um edifício que aproxime a população do poder judiciário, e que possa contribuir para uma nova relação entre estes dois agentes. Pretende-se, em última análise, que o cidadão possa sentir-se em casa ao pôr-se em contato com o edifício. O instrumento proposto como condutor desta relação é a arte, um dos mais legítimos retratos dos costumes e cultura de um povo. O edifício é formado por uma base de dois pavimentos, que prolonga-se no sentido norte-sul - onde situam-se as atividades ligadas à recepção e ingresso, protocolo, auditório e biblioteca , sobre a qual repousa um segundo volume , de caráter leve e translúcido, de oito pavimentos – onde situam-se os gabinetes e demais atividades administrativas. A base, construída em placas pré-moldadas de concreto aparente, propõe a solidez, base forte para solução das matérias da população, ao mesmo tempo em que mostra-se humana, ao servir de pano de fundo para a aplicação de um painel de aço , a ser explorado por artistas plásticos locais no sentido de ali retratar cenas do quotidiano do povo gaúcho. Esta temática regionalista é extremamente relevante na cultura local e tem grande significado para as mais diversas classes sócias, podendo ser abordada de forma sóbria e apropriada para a função do edifício.


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Destaque Autor: Marcelo Sedrez Terres Tonial – Porto Alegre - RS Co-autores: Leonardo Arnold Mäder, Mateus Mengatto Moretto, Ricardo Dias Michelon

O conceito que norteia o projeto é de um ideal de justiça, aberta e transparente a sociedade como um todo, deste modo optouse pelo abandono das soluções usuais que reforçam o caráter da maioria dos prédios públicos como instância fechada, opressiva e deprimente. Assim foi criado um espaço acolhedor, moderno e bastante iluminado, que deve ser percebido como um lugar onde se solucionam conflitos. Foi em busca das questões de sustentabilidade e das necessidades futuras de um edifício público, que tenha uma longa vida útil que desenvolvemos o projeto. A construção, pensada de acordo com modernos conceitos de padrão tecnológico privilegia a flexibilidade espacial e o conforto térmico, características que, garantirão o bom funcionamento do prédio ao longo dos anos. Uma das premissas do projeto foi a busca da transposição do programa para a forma resultante. Assim o bloco onde estão os gabinetes dos procuradores, a essência do programa, esta deslocado do corpo do edifício e flutuando sobre uma galeria. Os pilares que sustentam esse bloco são recuados e reforçam a intenção de que o edifício esteja suspenso no ar. A galeria além de reforçar o eixo que dá acesso à praça cívica, confere pureza formal e elegância ao prédio. Isso também estabelece a hierarquia da composição, subordinando-lhe o bloco dos núcleos e apoios que servem de aporte às atividades fins.


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Destaque Autor: Zero Três Arquitetura – Belo Horizonte - MG Responsável Técnico: José Eduardo Ferolla Co-autores: Maria Josefina Vasconcelos Maia, Sérgio Ricardo Palhares Ítalo Calvino, num texto de 1984, definiu certos valores literários que, segundo ele, mereciam ser preservados no futuro: leveza / rapidez / exatidão / visibilidade / multiplicidade / consistência, nossas principais motivações durante o processo de criação do projeto da Sede da Procuradoria da Regional da República. Pretendíamos não apenas responder com precisão às demandas expressas no programa - maximizar o potencial construtivo, oferecer expansão e garantir sustentabilidade econômica e ambiental - mas que o projeto fosse a demonstração de uma atitude ética no trato com o patrimônio público: uma edificação durável, de fácil manutenção, com mínimo dispêndio de energia no seu uso. Estas estratégias, associadas aos cuidados para lograr microclima adequado nas plataformas de trabalho, à correta alocação vertical da hierarquia funcional para minimizar percursos, à definição de dois grupos fisicamente distintos, semipúblicos e semi-privados, todas elas visando o menor dispêndio de todo tipo de energia, começaram por definir a sustentabilidade desejada para a edificação, e levaram a um partido em dois pavilhões: um denso e horizontalizado, contendo os espaços com possível uso externo e/ou independente, outro verticalizado e fluido, destinado aos usos intrínsecos da instituição.

A viabilidade urbanística do conjunto se afirma na sua relação com a vizinhança, preservando as visadas da paisagem circundante e criando, a cada lado dos percursos públicos em direção à praça cívica central, em vez de cercaduras, fachadas que mais se apresentam como esculturas urbanas.