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O Trabalho com Jogos e Brincadeiras no Ensino Fundamental Lecionei durante sete anos na Educação Infantil fazendo uso frequente de jogos e brincadeiras em minha prática pedagógica e constatei avanços de meus alunos em diversos aspectos do seu desenvolvimento, avanços estes que atribuo ao desenvolvimento de um trabalho pedagógico norteado por brincadeiras e jogos. Devido a essa experiência na Educação Infantil, acredito que os jogos e brincadeiras não devam ser abandonados no Ensino Fundamental, ao contrário, deve haver um trabalho de continuidade de utilização dos jogos em benefício do desenvolvimento integral do educando. No entanto, observo que muitos professores possuem uma crença errônea de que a transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental deva ocorrer de forma abrupta, como se a criança, a partir daquele momento, deixasse de ser um ser em desenvolvimento, negando o aspecto lúdico do processo de ensino e aprendizagem. Tais observações despertaram em mim o interesse em desenvolver uma pesquisa com foco na utilização de jogos e brincadeiras nas instituições de Ensino Fundamental. Entre os sujeitos participantes da pesquisa foi possível verificar que apesar de a maioria dos professores reconhecer a importância da contribuição dos jogos e brincadeiras como um recurso que possibilita o desenvolvimento da criança em diversos aspectos do desenvolvimento ainda há uma pequena parcela que reduz o papel do professor, durante as situações com jogos, ao simples monitoramento das crianças, com o intuito de cuidar e não de mediar tais situações educativas. Partindo do princípio de que a criança aprende brincando, o tempo e o espaço escolar devem ser pensados de modo a garantir que o ato de brincar ocorra. Dessa forma, a criança terá a oportunidade de reconstruir de forma significativa o seu conhecimento e construir-se enquanto cidadão. A brincadeira é uma experiência fundamental para qualquer criança, pois o brincar faz parte desta fase de desenvolvimento do ser humano. No decorrer


do trabalho com jogos e brincadeiras, o professor deve assumir a função de mediador, buscando instigar e questionar os alunos, estando sempre pronto para inferir quando a intervenção se fizer necessária, levando-os a refletirem sobre suas próprias ações. Por intermédio do jogo, a criança é estimulada a aprender de forma “natural”, sendo motivada a cooperar para estabelecer regras a serem seguidas, desenvolvendo assim, diversos aspectos, tais como: social, afetivo, cognitivo e físico-motor. Além disso, é por meio do brincar que a criança interage efetivamente com os objetos e com as outras pessoas, construindo relações e conhecimentos com o mundo que a cerca. Diante de tais colocações conclui-se que é de extrema importância que as atividades lúdicas façam parte da prática pedagógica constante do professor dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Ao realizar a transição da Educação Infantil para esse outro nível de Ensino, o educando não deixa de ser um ser em pleno desenvolvimento, necessitando de atividades lúdicas para se desenvolver, considerando que o lúdico é algo intrínseco ao ser humano e, portanto, não há como ocorrer dissociabilidade entre indivíduo e ludicidade. Tenho a convicção de que da mesma forma que acontece na Educação Infantil, o professor do Ensino Fundamental também pode proporcionar à criança a oportunidade de continuar aprendendo de forma lúdica e prazerosa, pois o jogo constitui-se em uma atividade particularmente adequada para o alcance dos principais objetivos educacionais, uma vez que possibilita um trabalho significativo para o educando.

O trabalho com jogos e brincadeiras no ensino fundamental  

Este trabalho teve como objetivo principal investigar a concepção dos professores de Ensino Fundamental em relação ao trabalho com jogos e b...

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