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Eletra

A primeira revista catarinense de música eletrônica

Junho 2009

EXCLUSIVA

OS MELHORES

com o produtor G���

na opinião do público

entrevista

��s e produtores

FRAN KISTNER a DJ catarinense que ganhou a América

Diploma para DJ, saiba o que pode mudar com essa Lei Ensaio fotográfico com DJ Ravene Voluz. Kaballah traz line up de peso ao estado.


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T


Eletra Editorial

Expediente: Redação e edição: Dani Sisnandes Foto de Capa: Andréa Schaefer Diagramaçõ e arte: Fab Diniz Trabalho de Conclusão do Curso de Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo - Junho de 2009. Orientador: Sandro Lauri Galarça

A profissionalização é um processo natural. Pra ser um bom músico, não basta frequentar tardes e mais tardes de aulas maçantes com pouca didática só pra conquistar um diploma. É essencial acima de tudo, portar-se e quer ser reconhecido como um profissional. No mesmo momento em que a exigência do diploma de jornalismo é derrubada pelo STF, um projeto de lei tramita no Senado para regulamentar a profissão de DJ e produtor de música eletrônica. É certamente uma polêmica, que fomenta opiniões diversas, contraditórias, mas acima de tudo saudáveis para uma classe que briga noite após noite por reconhecimento. Há anos ouço as mesmas reclamações dos artistas consolidados. Novatos “invadem” o mercado com muito entusiasmo e pouco pudor. Cobram cachês simbólicos, não se importam com a qualidade dos arquivos (a velha disputa wav x mp3), sem contar a inexperiência técnica. Mas e se fosse exigido algum tipo de certificação, será que seria diferente¿ Será que haveria mais senso crítico¿ Será que os palcos seriam menos disputados¿ Difícil responder, mais fácil é especular. Anos como DJ e freqüentadora de festas não são suficientes pra chegar a uma conclusão plausível. Só há uma certeza nisso tudo, mudanças são imprescindíveis na cena, principalmente entre os artistas. Mesmo que a discotecagem seja encarada como hobby, o artista deve respeitar mais o seu público. Já pensou que é ele que paga ingressos caros, encara filas, frio, a namorada que não quer ir junto na festa, uma infinidade de fatores só pra ver você tocar!¿ Você artista, pense nisso da próxima vez que subir no palco. O melhor certificado que você é um bom DJ ou produtor é conquistado durante a sua apresentação. Está bem na sua frente. É o dancefloor que vai responder esse embate.

Dani Sisnandes


PLUGADOS

PLUGADOS

e-mails dos leitores É uma revista consistente, cheia de pitadas especiais sobre e-music. É mais fácil agora saber o que o público está ouvindo no momento, já que existem tantos estilos de musica eletronica, e também as dicas sobre os clubes mais badalados da região. Mariana Ferret, designer de moda.

Achei a revista super completa, cita as baladas fortes do momento e serve para deixar a pessoa por dentro dessas novidades! DJs, músicas, lugares, estilo... As imagens estão bem colocadas também, achei o lay out massa. Nota 10. Flávia Luiza de Miranda, contadora.

direto da redação - por Dani Sisnandes Foto: Guilherme Reis

Bom, se você acha que ser repórter especializada na cena eletrônica se resume a frequentar festas sem enfrentar �ila, está muito enganado. O pessoal desse meio vive na correria, principalmente os artistas. Entrevistar alguém como o Gabriel Serrasqueiro, conhecido pelos projetos Wrecked Machines e Gabe Live então, foi praticamente uma façanha. Primeiro pela di�iculdade em encontrar uma hora na agenda do paulista, que vive mais dentro de um avião do que no palco. Quando ele chegou à Santa Catarina, a correria (minha) foi grande. Eu havia marcado o bate-papo em um hotel de Itapema, onde ele �icaria hospedado antes de tocar no Dreams Beach Club. Mas Gabe mudou de idéia quando desembarcou no aeroporto de Floripa e decidiu jantar com uns amigos. Então decidi ir ao Dreams esperar por ele. Só que nem eu, nem o fotógrafo, estávamos preparados para o que viria: duas horas de espera em pé na bilhteria numa noite gelada de outono. Nada de Gabe, nem do dono da festa pra liberar a nossa entrada. Às 2h30 da madrugada eu já havia entregado os pontos. E quando tinha �inalmente resolvido ir embora, dei de cara com ele, escoltado por uma �ila de amigos. –Gabe, eu ia embora. –Nada disso, entra comigo. Só que faltava apenas meia hora pra ele tocar. Aí, me pediu pra entrevistá-lo no intervalo. Exatamente às 4h da manhã eu consegui. Mas eu garanto, a exclusiva valeu o resfriado decorrente. O resultado disso tudo, você lê na página 24.

Glossário da música eletrônica LIVE - Apresentação ao vivo, só com produções autoriais do artista. DJ SET - É a performance do DJ. Apresentação de mixagens com músicas de vários artistas diferentes.

Eletra

BPM - batidas por minuto - é a velocidade da música. Line Up - escala de DJs e produtores pra determinado evento.


Eletra

índice

30

capa

imagem: photobank

FRAN KISTNER

16

top 10

Conheça os DJs, produtores e as festas preferidas do público catarinense.

26 entrevista GABRIEL

SERRASQUEIRO O produtor do Wrecked Machines e Gabe Live fala da carreira, planos e sua visão sobre a ação dos traders.

33 diploma

pra que te quero?

seções 04 06 07 13 34 41 42 43

Plugados

Cartas * Direto da Redação

Artigo

Minimal é o máximo

Na Festa

Fotos das melhores baladas

Gringo da vez DJ Mason

Revelação DJ Danee

Pro case

Os últimos lançamentos

Novidades

Soundcloud vem com tudo

Ensaio fotográfico com Ravene Voluz


ARTIGO

ARTIGO

Minimal é o máximo Por Liana Gomes

Eletra

Foto: Andréa Schaefer

Já faz algum tempo que o acesso à música e às ferramentas de produção foi facilitado, principalmente pela Internet. O lado positivo foi a abertura de um novo mercado e uma nova forma de distribuição para os já consagrados nomes da e-music mundial como também para os novos talentos. Hoje em dia basta ter bom gosto e vontade de ousar. Tem muita coisa boa surgindo na cena, como o minimal, por exemplo, que segue influências de muitos estilos, como house, techno, electro e até break beat. Com toda essa mistura de sonoridades, esse estilo está sendo um dos mais tocados. Com BPM mais baixo e producões mais enxutas, o minimal techno é uma das vertentes mais atuais da e-music. Para quem não sabe, o pioneiro foi o dono do selo Kompakt, Wolfgang Voigt, um dos primeiros a utilizar apenas quatro elementos, formando um som bem orgânico, com apenas: bumbo, caixa, chimbal e baixo. Gosto de misturar nos meus sets as produções finas do underground com vocais sensuais e apreciar o impacto que causa na pista. O estilo começa a domar o suficiente, como um simples bater de tambor acoplado por alguns snaps e crackles, e em seguida estamos sendo engolidos por um bassline pesado, infundido num techno melódico. Minimal com pegada, é aí que eu me refiro. Sem muitas regras, recheado por batidas sexualmente agressivas, vocais que vão entrar e sair num

processo mais lento. Lamentável esse estilo estar sendo tão pouco divulgado em Santa Catarina. Os clubes aqui infelizmente estão muito voltados para o house comercial, está difícil de absorver que música boa não precisa ser apelativa e sim acessível. Pode-se dizer que tem até um pré conceito de promoter e donos de casas noturnas, mais é um pré conceito bem sem conceito mesmo, porque eles mesmos trazem os top DJs internacionais aos seus eventos, artistas estes, com sets recheados de minimal, tech house e techno. Mas quando contratam um DJ nacional é sempre aquela mesma frustração, o DJ tem que tocar house comercial. Vamos inovar gente, o mundo está repleto de novidades, vamos utilizá-las mesclando vertentes e tendências. Liana é acadêmica de Marketing e DJ agenciada pela Synk Management.


na festa

na festa

na festa

W����� 1º/05 - I�����

imagem: photobank

A festa contou com o DJ Solomun, gravação de reality show da MTV além da presença de várias modelos da Models Sul e a ex-BBB Natália Casassola. Fotos de Pedro Hering (IMAGECARE). >>

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na festa

G���� V����� 02/05 – C�������

No line up, o DJ Renato Ratier, o alemão Kurd Maverick e o DJ argentino Deep Mariano. Fotos de Pedro Hering (IMAGECARE). >>

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na festa


na festa

na festa

L� K�� N����� 09/05 – B���� V����

Noite com os DJs Rafael Noronha, Re Dupre Live, Xplicit e Thiago Alves, no Jack Bier, em Barra Velha. Fotos de Rodrigo Gomes. >>

imagem: photobank

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na festa

na festa

na festa

E������� F��� �� ����� 22/05 – G��������� C���� R���� Festival de três dias em um hotel de Governador Celso Ramos. Além de incontáveis DJs, manifestações artísticas, pintura e muita descontração. Fotos Mushpics.com >>

imagem: photobank

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Você ainda vai ����� esse nome Talvez você não saiba, mas já ouviu muito as batidas do DJ Mason. A música Exceeder, lançada em 2006, estourou nas pistas e rádios do mundo todo e deu visibilidade ao holandês Iason Chronis que �icou conhecido internacionalmente como DJ Mason. >>

DANI SISNANDES

ainda muito pequeno e foi o toca-discos do avô lhe proporcionou o contato com os primeiros discos. Dali para a abertura de turnês mundias do então rei Tiësto foi questão de tempo.

Pra completar a fama, o DJ tratou de fazer uma apresentação digna de rei no Skol Sensation, realizado em São Paulo este ano. Depois disso, seu nome ecoou por todos os cantos da cena eletrônica e é claro que Santa Catarina não ficou de fora da rota do super astro. Mason trouxe ao Green Valley um set recheado de faixas bombásticas que fizeram a pista ir ao delírio no último dia 13.

Predestinado A arte esteve presente na vida do DJ desde cedo. Filho de uma atriz holandesa e de um escultor grego. Aprendeu violino

Suas produções musicais trazem uma forte influência da música clássica e até do jazz. Muito desta mistura pode ser percebida nas faixas que vão compor o primeiro álbum de Mason – ainda sem data para lançamento – e que já conta com uma forte presença do rap nova-iorquino. Tanto talento rendeu inclusive uma condecoração da Coroa Holandesa, que elegeu Iason o “mais promissor talento jovem na indústria nacional”.

Ficou curioso? O holandês ainda faz três apresentações em solo brasileiro antes de voltar para a Europa. Dia 18 em São Paulo, 19 em Goiânia e 20 no Cafe de la Musique, em Curitiba. Mas antes não deixe de conferir o motivo de tanto sucesso no www.myspace.com/musicofmason.


Foto: Arquivo Pessoal

T�����: o som do inverno 2009

Curiosidades

A mutável cena eletrônica está acostumada à diversidade de estilos musicais. A cada semana surgem dezenas de novas músicas e aquilo que era atual em um sábado, já não é assim tão novo no �inal de semana seguinte. >>

Além desse ciclo constante, está a receptividade do público e dos DJs às novas sonoridades. Por isso, a cada temporada se destaca determinado estilo, casa ou artista.

DANI SISNANDES

A força do estilo que reinou por um longo tempo em clubes de todo o mundo, volta renovada. Alguns artistas inclusive classificam essa vertente como NEW TECHNO. De acordo com o DJ e produtor musical Léo Andaló a.k.a. Leroy, o estilo voltou remodelado,

Eletra

o que permitiu que as

FAIXAS FOSSEM INTRODUZIDAS EM SETS COM

BPMS

MAIS BAIXOS, COMO OS DE

HOUSE, O QUE POSSIBILITA UMA MESCLA MUITO MAIOR DE SONS.

SÓ PRA SE TER UMA IDÉIA, ANTIGAMENTE AS MÚSICAS DE TECHNO VARIAVAM ENTRE

130 E 150 BPMS, MAS AGORA ESTÃO MAIS LENTAS, ENTRE 120 E 130. “O TECHNO e o house estão cada vez mais próximos e presentes, o que é muito bom, pois aumenta a nossa diversidade cultural em relação aos estilos de música eletrônica”, diz Léo que

além do tradicional set de psytrance, também aderiu às tracks de bpms mais baixos. “Acho que isso é uma tendência mundial. A cena está se voltando cada vez mais aos clubes e com isso a música vai mudando também. Para o FULL ON (vertente do psytrance, que varia entre 140 e 146 BPMS), não foi diferente. Ele foi se adequando à cena eletrônica do mundo inteiro e consequentemente absorveu muito do TECHNO também”, analisa.

>> Apesar de ser citado esporadicamente pela imprensa e pelos próprios artistas, o termo techno só foi formalmente definido para o gênero musical em 88, com o lançamento da compilação Techno! The New Dance Sound of Detroit”, pela Virgin Records. >> A faixa mais longa da história do techno é “Fizheuer Zieheuer”, de Ricardo Villalobos, lançada em 2006. Com 37 minutos, ela teve que ser dividida em duas partes para sair em vinil pela Playhouse.

imagem: photobank

Em 2008, do house ao psytrance, muitas vertentes foram influenciadas descaradamente pelo minimal. Mas conforme o ritmo ditado noite após noite nas pistas, o inverno 2009 vai exigir as batidas mais efusivas do TECHNO.

DJ Leroy, de Floripa, aposta que a nova cara do techno vai conquistar as pistas.

>> O Techno foi criado por volta da década de 80 em porões da americana Detroit, pelo grupo “Trio de Belleville”. Os músicos eram Juan Atkins, Derrick May e Kevin Saunderson, amigos que revolucionaram a música eletrônica. Inspirados em artistas como George Clinton, Kraftwerk e Tangerine Dream e criaram um estilo que se encaixava perfeitamente na astmosfera industrial de sua cidade natal.


Foto: Dani Sisnandes

Kanto e Neoum no embate final. Sentados, os jurados DJ Chris Kessler e Emmy.

A ������� por uma ��� Nervos a �lor da pele e rostos ruborizados. Sintomas clássicos das primeiras vezes que um DJ se apresenta. Se no palco a pressão já é grande, imagine numa competição. A Academia Internacional de Música Eletrônica instigou seus egressos com o 1º Duelo de DJs. A competição esquentou a sede da escola e provou que a nova geração tem talento, simpatia de sobra e aceita até uma boa briga por uma ���. >> Embora conhecidos entre si, o clima nos CDJs era de combate. Os adversários sequer olhavam nos olhos uns dos outros durante as performances. E foi assim, cheios de estratégias de guerra, que os iniciantes deram um show à parte.

As regras

Toda a disputa foi regida pelo tempo. Cada concorrente tinha apenas

Surpresas a parte O gladiador vencedor da primeira fase do Duelo foi... uma mulher. A paulista DJ Neoum, de 30 anos, ex-aluna da AIMEC não se intimidou com

tanta testosterona e venceu após uma apresentação de mixagens sutis e muito charme. “Eu toco há pouco tempo, cerca de um ano. Ainda não caiu a ficha que ganhei essa parte da competição. Pra mim já uma vitória e tanto”, disse incrédula durante o intervalo. A segunda reta do Duelo foi dominada pelos homens, que quebraram os preconceitos, com apresentações divertidas, repletas de entusiasmo e de mixagens precisas. Mas o talento dos competidores não foi suficiente para a apresentação praticamente impecável

A final O duelo final entre Pedro e Neoum prendeu a atenção do público formado por torcedores e professores. Mas a beleza e sensibilidade da DJ Neoum não foram suficientes para bater a performance entusiástica de Kanto. “Eu já havia disputado em uma competição como essa antes e por isso não fiquei tão nervoso”, revelou Pedro ao final do embate. O prêmio? Um kit da Aimec e uma data marcada para tocar em Blumenau.

DANI SISNANDES

Os 16 competidores foram divididos em duas baterias. De cada uma seria escolhido apenas um. Os dois finalistas disputariam assim, o título de melhor DJ da competição.

12 minutos para mostrar suas técnicas de mixagem, desenvoltura no palco e feeling na escolha das músicas. Mas a prova maior estava na mixagem final. Como o som não podia parar, o concorrente seguinte precisava mixar a sua música com aquela do adversário, sem sair do ritmo e sem fugir da linha proposta.

de Pedro Formiguieri Canto, conhecido como DJ Kanto. Pedro mostrou os atributos essenciais de um profissional top: técnica, confiança e empatia com o público.


Fotos: Reprodução

DJs melhores os Eletra

1

DJ Cassiano Cruz

Cassiano Cruz é uma das maiores referências da música eletrônica do sul do Brasil. Suas qualidades artísticas lhe rendem presença nos principais festivais nacionais (Universo Paralello, Trancendence, Samsara, Fora de Tempo, Planeta Atlântida , Tranceformation, entre outros), além de festas de renome como Tribal Tech, Kaballah e Earthdance e casas noturnas de prestígio. Seu dj set de psychedelictrance é caracterizado por músicas de atmosfera séria, hipnótica e inteligente, o qual é assinado pela principal gravadora do gênero no país, a Vagalume Records. Paralelamente, Cassiano Cruz também possui um dj set de minimal-tech (Flow Records México) e também faz parte dos casting da Psyzone Agency, SP.


DJ Binho C.A Com uma extensa bagagem musical, Binho C.A, de Florianópolis, é um dos principais nomes do house catarinense. Já com cinco anos de dedicação intensa à produção e discotecagem, ele revela um brilho peculiar, despretensioso e animado, que marca seus sets do começo ao fim. No final do ano passado fez sua primeira turnê internacional. Tocou em vários países do antigo continente, inclusive Ibiza e Genebra. Binho integra o casting da Play Management.

4 - Leroy 5 - Beto Silva 6 - Thiago Alves 7 - Aninha 8 - Rafa Castilho 9 - Perboni 10 - Chiquenho

DJ San Schwartz Dj San Schwartz, de Itajaí, popularmente conhecido como Sandrinho ganhou o cenário mundial com o projeto B-Vision. Em 2008 ele remixou uma faixa para o DVD de Anderson Noise e outra para o selo HartHouseUK. Você pode conferir também, tracks do projeto no CD do clube Bora Bora (Espanha) remixado por Gee Moore. Hoje San Schwartz tem seu próprio selo a SanRecords com distribuição nos melhores sites de donwload do mundo.

Estilo: Psytrance (Full on). Cidade: Florianópolis.

Estilo: Psytrance (Full on). Cidade: Florianópolis.

Estilo: Psytrance (Progressivo). Cidade: Florianópolis. Estilo: House. Cidade: Balneário Camboriú.

Estilo: Psytrance (Progressivo). Cidade: Balneário Camboriú. Estilo: Psytrance (Progressivo). Cidade: Florianópolis.

Estilo: Psytrance (Groove). Cidade: Florianópolis.

c a t a ri n e n s e s

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os m elhores 3

Foto: Dani Sisnandes

pro duto res

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2

Streo Plug Abstract Sunrise Juliano Pereira, de Balneário Camboriú, é um dos mais antigos produtores de música eletrônica do estado. Sua história com a música começou ainda muito jovem. Profissionalizou-se baterista e integrou vários grupos da MPB ao Jazz. Se apaixonou pela cena eletrônica e apostou tudo na produção musical. Já lançou várias faixas de seu projeto de progressive trance: Abstract Sunrise. O domínio das técnicas de produção levou o catarinense a se tornar professor na AIMEC. É considerado um dos projetos com maior potencial do Sul do Brasil.

Overclock

Stereo Plug é o projeto desenvolvido por Jefferson Cechinel, residente de Criciúma, no sul do estado. O estilo que produz, o full on, é caracterizado por um som groove psicodélico único que balança as pistas por onde passa.

O projeto Overclock, do DJ Ty (Tijucas), estreou no ano passado, mas já coleciona admiradores. Uma de suas características fortes é a linha de baixo reto e pesado, com elementos inteligentes e psicodélicos.

4 5

Cherokee Full on - Itajaí.

Cosmic Trip

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Full on - Florianópolis. Foto: Rodrigo Gomes

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Foto: Rodrigo Gomes

FESTAS

2

Tribaltech, Balneário Camboriú.

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Opion 4 anos, Florianópolis.

Pacha com David Guetta, Florianópolis.


Fotos: IMAGECARE/Divulgação

G������ &L��������

James Zabiela em apresentação no Green Valley, de Camboriú.

o auge dos

superclubes As festas de grande porte não são mais exclusividade das raves e do psytrance em Santa Catarina. O glamour, a liberdade e a estrutura diferenciada dos superclubes têm reunido milhares de pessoas, artistas de referência e atraído os olhares da cena eletrônica mundial. O último verão serviu para consolidar estas hiper casas noturnas como destino certo de quem quer curtir baladas em alto estilo sem deixar a natureza e o espírito livre de lado. Os premiados superclubes catarinenses ousaram e apostaram muito para conquistar uma clientela de ótimo poder aquisitivo e foram além. Eles trouxeram novos investidores, listas inacabáveis de DJs e produtores renomados e transformaram seus palcos em locais sagrados, cobiçados pelos artistas do mais alto gabarito.

Eletra


O vale verde do sucesso Um dos maiores exemplos dessas histórias de sucesso é o Green Valley, casa noturna construída no interior de Camboriú. Rodeada por um paredão de Mata Atlântica, o superclube foi projetado para inovar. Um dos sócios, Eduardo Phillip admite que o investimento foi pesado, principalmente na estrutura do palco e no sistema de som, “que custou cerca de R$ 1 milhão”. Com capacidade para mais de quatro mil pessoas, os proprietários do Green Valley notaram aumento no público desde que abriram as portas, há cerca de um ano e meio. “O GV cresce a cada mês. Percebemos que está subindo, evento a evento”, pontua o sócio Ricardo Flores. Tantos diferencias resultaram no início de uma coleção de prêmios que só tende a crescer. Os primeiros títulos vieram com uma votação promovida pela Cool Maga-

zine, em que o Green Valley foi eleito melhor superclube do Brasil de 2008 e melhor atração internacional, com Erick Morillo durante o Carnaval do ano passado. Em seguida, recebeu o prêmio ADVB (foto). Uma das marcas registradas do Green Valley são os line ups carregados de nomes consagrados. Segundo Flores, os sócios primam pelos artistas que estão em evidência e no top of mind da opinião pública mundial porque o público do GV, mais jovem do que de outros empreendimentos do grupo, como o Enjoy Club, por exemplo, é ligadíssimo nos grandes artistas. DJs como Carl Cox e Tiësto já destilaram elogios após passarem pelo imponente palco da casa.

A pista do superclube e os sócios Eduardo Phillip e Ricardo Flores.

00:00 21


Natureza, Glamour e fama internacional Nossa região sedia uma das casas mais importantes e renomadas do mundo. O Warung Beach Club, localizado na Praia Brava, em Itajaí, é incontestavelmente distinto dos outros clubes ao redor do planeta. A residente do Warung há quatro anos e internacionalmente reconhecida, DJ Aninha (foto ao lado), afirma que o clube é uma atração à parte, devido ao conjunto de aspectos que reúne. “É diferente por muitos motivos. Primeiro por ser no Brasil, (país de natureza abundante e bem visto lá fora), segundo que o Warung é de frente para o mar e rodeado pela mata nativa litorânea. Terceiro, ele é todo em madeira, com uma arquitetura balinesa e

ão

oduç Fotos: Repr

rico em detalhes em sua decoração. Isso tudo aliado à maior quantidade de pessoas lindas por metro quadrado da noite sulista, forma uma energia mágica que só tem naquele lugar. É incrível!”, defende Aninha. Essa lista interminável de diferencias ajudou o Warung a conquistar no ano passado o tetracampeonato no prêmio Cool Awards, na categoria superclub. Também já foi apontado pela revista britânica MixMag como um dos três melhores clubes do mundo. Esta posição se confirmou recentemente no ranking de outra publicação inglesa, a DJ Mag.

Apostando em todos os estilos da e-music parte das festas no Dreams.

O Dreams Beach Club, de Balneário Camboriú é um desses exemplos que acreditou na proposta de trazer atrações de vários estilos e assim atrair públicos que até então, não dividiam a mesma pista de dança. “Visualizamos a possibilidade de sucesso em seguir uma nova tendência de festas, que não abrangem somente um único estilo dentro de um mesmo evento. As ditas festas open air, que antes eram dominadas pelo full on – vertente do psytrance - agora estão convivendo com vertentes ligadas ao house, que antes eram presentes somente em clubes”, explica Daniel Paz, um dos sócios da Magic Forest, núcleo que promove grande

Com uma paisagem paradisíaca sem par no Sul do Brasil, o Dreams possui um platô com 120 graus de vista para a imensidão do Oceano Atlântico. Como se isso não fosse suficiente, ainda é cercado pela Mata Atlântica. Conforme Daniel, a localização do clube é estratégica, já que é próximo da BR-101, o que permite comodidade de acesso. Tudo isso com uma estrutura com capacidade para até seis mil pessoas.

Ousadia Os produtores da noite não tiveram medo na hora de ousar e apostar alto trazendo atrações de estilos da e-music que o público de clubes como este não estavam acostumados, como o psytrance. “O primeiro evento foi um sucesso absoluto, onde conseguimos

encontrar o equilíbrio entre estilos musicais diferentes em um line up atrativo, atingindo assim um grande público. De lá para cá, só confirmamos que estamos no caminho certo, o forte interesse pelas nossas festas e a satisfação das pessoas faz nos dedicarmos ainda mais a está proposta”, relata Paz. Mas ele confessa que no início o frio na barriga foi inevitável. “Antes do primeiro evento houve um pouco de receio por parte do público que frequentava o clube, talvez até fosse preconceito pela novidade de compartilhar seu divertimento com outras “tribos”. Mas logo na primeira festa esse temor foi embora e o que se festejou foi a música eletrônica”.


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entrevista GABRIEL

SERRASQUEIRO O cérebro pulsante e de criatividade espetacular por trás do Wrecked Machines, um dos projetos de psytrance mais renomados da cena eletrônica mundial é de Gabriel Serrasqueiro, um paulista que há dez anos vive intensamente a música eletrônica e hoje integra a gravadora Spun, ao lado de artistas como Krome Angels e GMS. Ele se divide entre três projetos, o Wrecked, Growling Machines (que desenvolve ao lado de Riktan do GMS) e o recém lançado projeto de house Gabe Live, de sonoridades mais minimalistas. Na primeira apresentação de Wrecked Machines e Gabe Live em Balneário Camboriú, Gabriel conversou com a reportagem da Elètra sobre traders, a internet, sua carreira e sobre planos para o futuro. Foto: Guilherme Reis Arte: Fab Diniz


GABRIEL

SERRASQUEIRO por Daniele Sisnandes

Eletra A sua história como produtor de psytrance é bem conhecida, mas como surgiu a sua ligação com a música? ����: Eu sou apaixonado por música há muito tempo. Já fui até vocalista e guitarrista de banda de punk rock, mas fui conhecendo um pouco de música eletrônica durante o tempo que trabalhei na Galeria Ouro Fino, em São Paulo. Aí comecei a me interessar pela produção musical e tudo começou a acontecer.

Eletra Mesmo com características bem fortes, o projeto Wrecked Machines passou por muitas mudanças sonoras ao longo dos anos, você credita isso a uma evolução natural ou a música seguiu aquilo que seu público queria ouvir? ����: É, este ano o Wrecked vai completar 10 anos. O som passou por muitas mudanças, mas foi uma evolução musical natural sim, e também de conhecimento técnico, que eu fui adquirindo com o tempo e com a troca de informações com artistas de todo o mundo. isso Eletra Pergunto porque tem muita gente que te critica por algumas músicas, com um apelo mais comercial como um remix seu do Depeche Mode, a Enjoy de Silence. Qual a sua opinião sobre isso? ����: Eu não estou nem aí pro que essas pessoas dizem do meu trabalho. Eu reconheço a opinião daqueles que sempre me acompanharam e são meus fãs, mas quero que aqueles que me critiquem se danem. Eu faço música porque é meu trabalho e porque

Eletra

eu gosto, não faço para agradar. Existe muita gente que gosta e é pra essas pessoas que eu continuo trabalhando.

Eletra O psytrance vive sendo in�luenciado por outros estilos, uma hora é o techno outra o electro, o minimal. Pelo que você vê ao redor do mundo, qual será o próximo passo desse estilo? ����: Olha é di�ícil determinar qual será a próxima onda. O psytrance é um estilo de muitas possibilidades. O que eu sei é que até eu tenho sido muito in�luenciado pelo minimal em algumas faixas. Tudo vai se misturando, os estilos interagem entre si e vão criando sonoridades novas. Acho que esse é o futuro da música eletrônica, relacionar-se cada vez mais. Interagir.

Eletra Muitas pessoas, principalmente produtores de festas estão deixando de apostar no psytrance porque dizem que este mercado está desgastado. Você concorda com isso? ����: Não concordo não. O psytrance em todo o mundo continua atraindo milhares de pessoas, interessando novos produtores, novos DJs.

Eletra Mas mesmo assim, você lançou recentemente um projeto paralelo, o Gabe Live, mais voltado ao house... ����: Sim, essa era uma vontade muito antiga minha, que comecei a desenvolver com um outro projeto paralelo chamado Velkro, com o bpm mais baixo e in�luências do techno e do minimal.

Eletra Você é conhecido internacionalmente pelo Wrecked e pelo Growling, mas quando lançou o Gabe Live não se sentiu como se estivesse começando do zero? ����: É, é um som que atinge um público novo, diferente e mais amplo, mas acredito que muitos dos meus antigos fãs estão me ajudando a divulgar esse novo projeto.

Eletra E está dando conta de conciliar essas duas vertentes? ����: (risos) É não é fácil, mas estou conseguindo levar o Wrecked, o Gabe Live e ainda o Growling Machines na medida do possível.

Eletra E como é o seu processo de produção? Deve ser complicado porque você está sempre viajando... ����: Eu ����� que produzir. Preciso reservar um tempo para �icar em estúdio. Depois de muitos anos, esse processo acabou �icando meio automático.

Eletra Esse ritmo deve cansar um pouco. ����: Cansa sim, mas é resultado do meu trabalho e eu preciso aproveitar.


Fotos: Reprodução

Eletra Apesar do sucesso todo, você não se sente um pouco sozinho dessa vida na estrada? ����: Ah sim. Aqui na festa é sempre uma loucura, cheio de gente vindo falar com você e tal. Mas depois a gente volta pro hotel, ai tem que pegar avião, correria e acaba se sentindo bastante sozinho.

Eletra A internet é o veículo o�icial da música eletrônica, mas ela também traz alguns problemas, como a troca indiscriminada de músicas suas que ainda nem foram lançadas Como você vê a ação dos “traders”? ����: Eu não tenho nada a reclamar deles não. A “coisa” só acontece porque eles existem e fazem o que fazem. Tem muita gente hipócrita que fala mal dos traders, mas são eles que colocam as músicas pra girar na internet.

Eletra Quando aparece uma música com o seu nome e que não foi você que produziu, o que você sente? ����: No começo eu me irritava, mas hoje em dia não ligo mais. São coisas que não temos como controlar, então, melhor é não se estressar com isso. Eletra Previsão de lançar algum álbum novo em breve? ����: Ainda esse ano lanço álbum com os três projetos: Gabe Live, Wrecked Machines e Growling Machines.

Eu não tenho nada a reclamar dos traders. A coisa só acontece porque eles fazem o que fazem

00:00 27


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CDJ

X

Fotos: Reprodução

SOFTWARES

qual é a batida perfeita? Se você não é pro�issional do ramo talvez nunca tenha reparado, mas uma novidade tecnológica mudou a maneira dos nossos DJs preferidos mixarem as músicas em seus sets. Artistas como Sasha, Armin Van Buuren, John Digweed, James Zabiela e Richie Hawtin estão substituindo os CDs por arquivos e os toca-discos pelos notebooks. >> É isso mesmo, o processo de mixar, que já era automatizado, ficou ainda mais digital com a chegada de programas que praticamente discotecam sozinhos. O ABLETON LIVE, por exemplo, é um programa usado por produtores musicais para criarem suas músicas e fazerem seus LIVES. Ele traz uma série de efeitos e funções que permitem a inserção de novos sons durante a apresentação. Foi justamente essa possibilidade que atraiu também os DJs. Além de todas as funções, programas como este retiram do DJ a preocupação de mixar faixas com velocidades diferentes.

Já na discotecagem com softwares com o ABLETON, o DJ não precisa perder tempo sincronizando as velocidades, porque o programa faz isso automaticamente. Ele também já pré-seleciona as músicas por

A discordância A utilização de softwares como o ABLETON para substituir a técnica da mixagem causa grande controvérsia tanto entre os profissionais como entre o público. O DJ e professor de discotecagem da Academia Internacional de Música Eletrônica (AIMEC), Gordon Flash, um apaixonado confesso pelas técnicas da mixagem admite que não simpatiza com a novidade, mas admite seus benefícios. “O software tem muitas funções, mas não substitui a mixagem manual. Eu toco há mais de 20 anos e vi muitas novidades chegarem, mas nada substitui a técnica de um bom DJ”, pontua. O DJ Kiko Melo até se rendeu ao uso de softwares em seus DJ SETS, mas com parcimônia. “Eu uso o TRAKTOR, mas não pra mixar. Acho que DJ que faz isso é uma fraude”. Ele explica que com o notebook, abre o programa. Através dele, apenas toca as faixas, como qualquer outro player. A diferença é que o Traktor é ligado por uma interface à aparelhagem convencional: CDJ e mixer. No lugar dos CDs originais ou gravados, é usado um CD Code, que se comunica com o notebook. O DJ mixa no CDJ como se estivesse tocando um CD original, usando as

JOGS,

o mixer, acertando o PITCH manualmente, etc.

Mas não há assim tanto motivo para polêmica, visto que o Ableton, também mostrou uma nova alternativa aos disc-jóqueis. Com a novidade, o DJ que antes era apenas um mediador, passou a exercer um papel mais ativo. Ele pode modificar a música e adicionar seu toque pessoal através de uma infinidade de canais que o Ableton possui. Software ou toca-discos, a verdade é que quem se beneficia com tantas engenhocas tecnológicas é o público, já que os artistas estão em busca de um objetivo em comum: encontrar a batida perfeita.

DANI SISNANDES

Funciona da seguinte maneira: em um set convencional, o DJ precisa escolher músicas com velocidades semelhantes para mixar. Caso contrário, a mixagem varia e as músicas não ficam sincronizadas por muito tempo, mesmo com a alteração do PITCH (dispositivo disponível no toca-discos ou CDJ que regula a velocidade da música).

DJ Kiko (acima) é adepto dos softwares, já Gordon, torce o nariz pra novidade.

estilo, o que otimiza ainda mais o tempo do DJ no palco.

00:00 29


Fran Kistner a catarinense que

CAPA

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conquistou a América A blumenauense Francielle Kistner nasceu com o destino traçado: ser uma estrela. Como ela chegaria ao topo, só descobriu na adolescência, quando o encontrou na house music um caminho para o sucesso. >>

dréa s: An Foto efer Scha

Eletra

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CAPA

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Fotos: Reprodução

da rotina corrida, conta que está entusiasmada com a aceitação do projeto Female Angels no Brasil e no exterior. “Estou feliz com relação ao FEEstamos numa fase ótima, viajando novamente pra fora. Minha carreira está numa fase estável, muito boa”, descreve.

MALE.

No início, Fran teve de superar uma carga grande de preconceito e precisou provar que não era apenas um rosto bonito no palco. Mas foram justamente os traços áureos da morena que chamaram atenção do dono de uma das agências mais respeitadas do país, a PLAY MANAGEMENT.

Fran integra o disputado casting da Play desde 2006. Foi lá que ocorreu a união do grupo feminino FEMALE ANGELS, formado inicialmente por Fran, Ale Rauen e pela ex-BBB Analy. O projeto de unir DJs mulheres intercalando mixagens e esbanjando charme e glamour no palco interessou tanto o

Os holofotes passaram a iluminar as superestrelas da música eletrônica e Fran, uma das únicas integrantes originais do Female Angels, teve seu talento ressaltado entre tantas beldades. Sua técnica de mixagens minuciosas e precisas e o encaixe perfeito de sonoridades fizeram com que seu set solo, forrado de clássicas faixas do house progressivo e vocal, fosse requisitado por todo o país. No ano passado, tornouse residente mensal de duas casas noturnas gaúchas: CHAIRS, de Porto Alegre, e LA BARRA, de Caxias do Sul.

A nova turnê Entre uma viagem e outra, Fran perceptivelmente cansada

Mais do novo Apesar de estar contente com os resultados do trabalho, ela admite que quer mais. “Eu estou começando a querer estudar coisas novas pra expandir minha carreira. Pra fazer coisas diferentes. Eu gosto de CANTAR, então de repente seja o caminho, relacionar a profissão de DJ com produção musical e voz. Na verdade, na verdade, eu AMO cantar, é meu sonho desde criança, mas pra banda eu não sirvo, não curto”, se diverte. Fran afirma que não costuma traçar tempo pras coisas, estipular datas, prazos. “Se eu me sentir preparada pra tal coisa, eu agarro, vou atrás”. Enquanto ela não define qual será o próximo degrau da carreira, a sua legião crescente de fãs aposta que indiferente do caminho que ela seguir, só vai levá-la a patamares mais altos, próximo de estrelas de grandeza semelhante à da blumenauense de sorriso largo.

“Gosto de cantar, de repente seja o caminho

relacionar a pro�issão de DJ com produção e voz. Na verdade, cantar, é meu sonho desde criança”

DANI SISNANDES

“Não foi uma jornada fácil, nem rápida demais. Mas acho que pelo fato de a Agência ter os contatos internacionais ajudou bastante. Se fosse por mim, sozinha, creio que iria demorar mais tempo para deslanchar Brasil e América afora”, revela a DJ que mora atualmente em Balneário Camboriú.

público masculino, como o feminino, mas principalmente os donos de casas noturnas que aproveitaram a ótima campanha de marketing do projeto, que inclui DVD, outdoors, paredão de leds, música especial de introdução, sessões de foto e todo um tratamento até então nunca antes visto na cena eletrônica local.

Nos últimos meses o grupo voltou a tocar em países como Argentina, Bolívia e Chile e continua com agenda lotada para os próximos meses.


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DIPLOMA Foto: Dani Sisnandes

pra que te quero?

Rafa Castilho (D) e Thiago Alves (E), ambos do núcleo Mood BC, defendem a medida.

De autoria do senador ROMEU TUMA, um projeto de lei se tornou motivo para alvoroço entre os DJs e produtores musicais. O PL 740/2007 que tramita no Senado, pretende regulamentar a profissão e possibilitar o registro na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e ainda garantir uma série de benefícios como aposentadoria e direitos trabalhistas. Apesar de parecer uma alternativa para antigas reclamações da classe - que sempre se queixou da desvalorização da profissão e da falta de critério para a inserção indiscriminada de novos DJs no mercado - o assunto surtiu mais discussões do que se pensava. Um dos motivos para isso é o conteúdo do artigo 6 que exige diploma de curso profissionalizante reconhecido pelo MEC ou ainda atestado de capacitação profissional expedido pelo sindicato da categoria. O produtor e DJ Thiago Alves, idealizador de um dos núcleos mais antigos de Balneário Camboriú, a MOOD BC, apoia a medida. “Eu sou a favor da regulamentação e profissionalização. Acho que uma Lei como essa inevitavelmente requereria algum tipo de certificação”, pontua. O PL também prevê a formali-

A tão esperada regularização da pro�issão de DJ está mais próxima do que nunca. Apesar de soar como uma solução para as antigas reclamações dos artistas, a regulamentação até agora, só serviu para criar mais polêmica e discussão. Será que DJ precisa mesmo de dilpoma? >>

zação de contrato de trabalho, o que não foi muito bem aceito pelas casas noturnas. Um item que também não agradou nem um pouco os empresários da noite foi a delimitação de 70% da programação para DJs brasileiros em eventos que contarem com atrações internacionais. Outro ponto de divergência é que o projeto não menciona como seria calculado o tempo de trabalho anterior à vigência da Lei para os DJs mais antigos. Apesar disso, DJs com mais tempo de estrada estão vendo nisso uma possibilidade de lucrar.

renda extra já que com a Lei vai aumentar o número de pessoas procurando cursos. DJs profissionais formando DJs”, diz o disc-jóquey Rafael Castilho. Controverso ou não o projeto serviu até agora para fomentar o debate e colocar velhas questões em voga novamente. Atualmente ele está pronto para pauta e aguarda avaliação da Comissão de Assuntos Sociais. Quer acompanhar? Visite o site do Senado www.senado.gov.br e digite o número do projeto na ferramenta de busca na página inicial.

“É bem complicado falar disso, mas acho que seria uma forma de os DJs antigos terem uma

O senador Romeu Tuma quer colocar ordem na cena.

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REVELACAO

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Foto: Reprodução

Jovem, determinado e acima de tudo talentoso. Daniel Waltrick abdicou da influência do sobrenome e se consolidou, por mérito, como uma das maiores revelações da cena catarinense atual. Para a carreira nos palcos, Daniel escolheu ser apenas DJ Danee e foi em Balneário Camboriú, sua terra natal, onde mixou as primeiras músicas e começou a se consolidar como uma das grandes promessas do house catarinense. >>

DJ Danee a promessa do house

é de Balneário Camboriú Eletra


REVELACAO

REVELACAO

Curioso antes mesmo de pensar em se tornar um DJ, Danee encontrou na internet um reduto precioso de informações sobre vertentes musicais, o que serviu de base para a descoberta de sua futura paixão. Assim criou sua identidade musical que atualmente passeia do house progressivo ao techno. Mas Daniel gosta de ousar e acima de tudo experimentar. Ligado às tendências mundiais, seus sets têm sido impactados por faixas de minimal, tech e deep house. “Tudo é uma questão de evolução. Você vai conhecendo novos sons, fazendo cada vez mais pesquisas, e vai descobrindo coisas novas e moldando seu estilo, mas sem perder a essência. A música eletrônica é muito abrangente e surgem coisas novas todos os dias. É difícil se prender a um único tipo de som. O curso na AIMEC, de Balneário Camboriú, serviu para colocar Danee em contato com profissionais e também como plataforma para o salto de sua carreira. Logo depois disso, Danee recebeu os primeiros convites para tocar nos melhores clubes de sua região ao lado de artistas renomados.

2008: o ano de impulsão Mesmo com a carreira em efervescência, Danee resolveu passar um semestre no exterior para estudar inglês. Mas quem achou que a viagem esfriaria o ritmo meteórico de sua trajetória, se enganou. Produtores de festas na Europa conheceram seu trabalho através do MySpace e Danee foi convidado para tocar em dois locais no velho continente. Em Londres (Inglaterra), Danee se apresentou no conceituado clube Heaven - onde o DJ John Digweed já teve residência - e em Berlin (Alemanha), no mito underground Tresor. Sem nem ao menos ter colocado os pés novamente no Brasil, Danee foi premiado pelo Aimec Awards, como DJ Revelação. Como ainda estava na Europa, os pais, sempre presentes e o maiores incentivadores de seu trabalho, foram até Curitiba para receber o troféu.

“No começo eu acho que eles não acreditavam muito. A música eletrônica sempre teve, e tem, um preconceito muito grande por causa das drogas. Mas a partir do momento que apareceram as primeiras festas, bons comentários sobre meu trabalho e o prêmio, eles ficaram muito orgulhosos de mim”, conta.

A próxima faixa O ano de 2009 começou com a residência no projeto de uma figura muito conhecida no sul, Rodrigo Paciornik. As festas, que aconteceram todas as quartas-feiras de janeiro em Balneário, renderam convites para abrir shows do Life is a Loop, na capital, e um novo convite para tocar no Warung. “Continuo pesquisando, gravando meus sets, divulgando, investindo no meu Myspace. Porque se você for esperar alguém te chamar para tocar, é bem complicado. Ainda mais quando não se tem uma agência. Graças a Deus minha rede de contatos é bem grande. Aqui no sul, a abertura que os clubes dão para DJs iniciantes é muito limitada. A maioria deles tem contratos com agências e fica difícil se inserir nesse mercado onde o DJ se torna cada vez mais um ‘produto’ ou uma ‘imagem’”, declara. Danee já reúne o essencial para ser um ídolo: carisma, talento, dedicação e humildade. A cena está sempre à procura de novas referências. O reconhecimento dele depende agora apenas da sua capacidade de escolher a linha certa a seguir. www.Myspace.coM/daneedj.

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Fotos: Arquivo Pessoal

Empreendedorismo de

forma & cor Tecidos coloridos circundam a pista de dança, envoltos por uma suave luz roxa que vem das luminárias suspensas por toda a parte. Panos pintados à mão com desenhos intrigantes e cores fortes. Essa arte da madrugada só faz sentido quando vigorosas batidas graves passam a ecoar das caixas de som suspensas ao redor do palco incandescente. Este é o escritório de um ex-balconista que apostou tudo no sonho de criar seu próprio negócio sem deixar a diversão de lado. André, conhecido popularmente como Belém, já se tornou uma �igura folclórica das festas do Sul do país. Investiu tudo o que tinha na arriscada pro�issão de decorador autônomo e hoje seu trabalho é requisitado por festas em toda Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e até Belém.>>

Eletra


O belenense de conversa fácil, André Hamilton dos Santos (foto abaixo), mora há mais de uma década em Balneário Camboriú, mas iniciou sua história de sucesso como empresário da noite há três anos atrás, quando apostou em um novo filão dentro das festas de pequeno porte: a praça de alimentação. “Minha mãe, que mora no Pará, sempre me disse que nós temos que ser diferentes, oferecer algo mais”, conta com o sotaque carregado do extremo norte do Brasil. Baseado nos ensinamentos da sábia mãe, André resolveu dar ao seu negócio um toque pessoal. Ele montava duas tendas totalmente decoradas com panos e luzes. Em uma delas vendia os lanches e na outra, criava um espaço de interação, com puffs, cadeiras e cangas para seus clientes degustarem os salgados e aproveitarem para fazer uma pausa

da maratona da pista de dança. O visual e a proposta ousada chamaram a atenção de produtores de festas que resolveram investir no talento de Belém como decorador. Eles custearam a primeira remessa de materiais. Foi o ponto de partida para a criação do negócio de André. Com o espírito de um empreendedor e com a coragem de um aventureiro, ele apostou tudo. Aceitava decorar festas em cidades longe de Balneário e não se importava em ficar hospedado nas casas dos organizadores. Essa postura acessível, o jeito extrovertido e a sua dedicação em criar ambientes exclusivos e forrados de diferencias conquistaram os produtores de todo o estado. Em pouco tempo, o nome Decora by Belém começou a se proliferar em cartazes, flyers e em vários tópicos de divulgação de festas pela rede. “Me consolidei aos

poucos. Decorei muitas vezes sem cobrar nada ou por muito pouco, só para divulgar meu trabalho. Mas me orgulho de uma coisa, desde que comecei, não fiquei um mês sequer parado”, pontua. E o pagamento pelo seu trabalho subiu na mesma proporção de seu reconhecimento. “Hoje chego a receber R$ 2 mil por uma decoração, fora as despesas com alimentação, hospedagem, transporte e materiais. Tudo pode totalizar até R$ 5 mil por festa”, afirma exultante. Entretanto, avalia que poder cobrar mais pelos seus serviços não é o ponto mais significativo de sua conquista. Belém é daqueles que preza pela liberdade e é justament este o maior o benefício da profissão que escolheu seguir. “Antes eu me empenhava em empresas que não eram minhas, criava oportunidades para os outros. Agora faço o que gosto, as pessoas apreciam e eu ainda sobrevivo disso. Sem contar em todas as possibilidades que esse trabalho me proporciona, como conhecer gente diferente e lugares novos”.

Foto: Dani Sisnandes


Acima de tabus e preconceitos O estilo de decoração feito por André era, até pouco tempo atrás, relacionado somente às raves. Como há cerca de dois anos estas festas começaram a ser discriminadas pelos organizadores em função de uma série de proibições burocráticas e legais para sua realização em Santa Catarina, Belém sentiu uma queda no interesse pelo seu trabalho. Apesar disso, ele transformou a crise em oportunidade. “Uma vez falei pro organizador de uma festa à fantasia que faria a decora-

ção do clube e as pessoas não a relacionariam com uma festa rave. Dito e feito. As socialites adoraram, ficaram apaixonadas pelas malhas brancas e pelas cores das luminárias. As pessoas têm muito preconceito e acima de tudo medo de ousar”, relata. Depois disso, passou a decorar diversos eventos fora da cena eletrônica, com bandas, festas em clubes e até casas noturnas onde não toca o estilo de música das raves.

Um preço alto demais a pagar Atualmente, o decorador se divide entre dois extremos: o interior do Paraná (onde faz a maioria das decorações) e os breves períodos de descanso no apartamento que divide no centro de Balneário com três colegas e um cachorro engraçado de nome Toki.

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quilos de tecidos, luminárias e materiais desmontáveis que ele precisa carregar pra onde for.

Ele revela que apesar do negócio ter engrenado, está exausto da estrada. “Fico muito tempo longe de casa. Quando venho para Balneário nem saio do apartamento. Me sinto muito só porque vivo de cidade em cidade. Quando começo a fazer amigos, tenho que ir embora”, revela com ar de desapontamento.

Para deixar tudo pronto, André precisa chegar três dias antes no local onde a festa será realizada. “Os organizadores acham que eu sou como naquele filme 300. Sempre me perguntam quantos tenho na minha equipe e ficam espantados quando conto que trabalho sozinho”, se diverte. Agora ele está em busca de um funcionário. “Vamos ver se ele aguenta o tranco. Não é fácil. Mas não dá mais pra seguir sozinho. Preciso de alguém pra me ajudar”.

Além disso, a agenda lotada de contratos pelo Brasil começou a exigir demais do belenense. Fora que são malas e malas de decoração, quilos e mais

Difícil será encontrar alguém com o espírito desgarrado e a mesma dedicação despretensiosa que Belém carrega na mala e no coração.


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BOOKINGS

MARKETING ARTISTICO SUPORTE PARA EVENTOS


faz super festa em SC

Fotos: Reprodução

Felguk, Megaband (Eskimo + Void), Perplex, Talamasca, Amo e Navas e Vibe Tribe. Ufa! O line up da edição catarinense de um dos maiores festivais brasileiros, a Kaballah, promete agradar todos os públicos da música eletrônica. >> Como se a variedade sonora e de estilo dos artistas não fosse suficiente, a organização do evento - que será realizado em parceria com o núcleo MAGIC FOREST – ainda se preocupou em reservar um espaço considerável para os artistas locais. A festa será dividida em duas mega pistas. Uma com a constância das batidas frenéticas do psytrance e a outra com o bpm mais suave, porém, não menos intenso do house ao techno. De acordo com um dos organizadores e sócio da Magic Forest, Daniel Paz, a festa deve atrair cerca de sete mil pessoas.

Eletra

“Acreditamos na carência que Santa Catarina tem de festas desse porte. Percebemos como nosso público tem se deslocado para outros estados para apreciar grandiosos eventos. Também temos plena consciência da nossa realidade local. Nossa população é pequena, não temos metrópoles e uma festa do tamanho da Kaballah só é possível aqui, porque nenhum povo é tão apaixonado por música eletrônica como os catarinenses”, avalia Daniel. O super evento acontece dia 20 de junho, no Mineral Aqua Park, em Brusque. Os ingressos para a pista custam R$ 60 e para a área vip, R$ 80. O festival começa às 18h.

Line up main stage Perboni Alkaline LIVE (Brasil) Vibe Tribe DJ SET (Rússia) Cassiano Cruz (Brasil) Audio Cactus LIVE (Brasil) Vibe Tribe LIVE Talamasca LIVE (França) Megaband LIVE (Ing + Israel) Perplex LIVE (Israel) Felguk LIVE (Brasil)

Line up vip stage Rafa Castilho (Brasil) Felguk DJ SET (Brasil) Dusty Kid LIVE (Itália) Amo e Navas LIVE Audio C.L LIVE (Brasil) Jeje (Brasil)


PRO CASE

PRO CASE

A����� � C������� no Top 100 Beatport

imagem: photobank

Foto: Reprodução

A música “W��� ��� ����?” produzida pela DJ Aninha em parceria com Rodrigo Carreira, lançada em maio no álbum Vertigo, pelo selo 303 Lovers já alcançou o Top100 do Beatport, o maior site de venda de e-music do mundo. A faixa é um tech house inspirado numa produção da residente do Warung. “Eu havia feito uma track e mostrei para o Rodrigo. Ele curtiu a idéia e resolvemos fazer outra em cima da original. O vocal é do filme “Laranja Mecânica”. Mudamos o timbre para não ficar muito na cara. O Alex Kenji gostou e pegou a música! Ficamos bem contentes com o resultado e com a parceria, já que o Alex está com o selo bombando no Beatport”, disse Aninha à Elètra. Pra ouvir a música: ���.�������.���/��������. “What you want?” está disponível para venda no ���.��������.���.

H������

lança compilação inovadora Um dos álbuns mais esperados pelos apaixonados por psytrance israelense está prestes a ser lançado pela Hommega Records. Heat Seekers reúne não só os grandes nomes da gravadora, mas conseguiu uma proeza: coligar na mesma compilação nomes de labels diferentes como Void e Skazi. Na tracklist, Astrix com a esperada Dharma, Infected Mushroom com 9%, Psysex com um remix do falecido produtor Cosma, além de Yahel com Memories, Void com Comes Alive e Skazi com The Light. Se você ficou curioso, prévias das tracks estão disponíveis no ���.�������.���.

L������ G������ is back!

Laurent Garnier está de volta com o álbum Tales of Kleptomanic, lançado em maio pelo selo PIAS Recordings. O CD traz um LG maduro e pelo seu conhecido techno de notas extensas e de clima obscuro que se fundem com influências de jazz, dubstep, grime, rap francês, de dub e até de música africana. “Gnanmankoudji”, primeira faixa divulgada, resume bem, sem gênero definido, todas essas nuances.

A�� V������ reúne gigantes em sua nova ordem O produtor de trance progressivo Ace Ventura deve disponibilizar em breve para venda o segundo volume da compilação New Order. O CD reúne grandes artistas e só faixas de low beats. Até Bansi e Riktam, do GMS, deixaram sua marca com a grooveada No Fear. Lish, Khainz, Liquid Soul, Ticon e Ido Ophir também estão presentes com músicas imperdíveis.

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NOVIDADES

NOVIDADES

Cuidado M�S����, aí vem o S����C����!

O processo de upload é bastante fácil e rápido e aceita uma série de formatos, de WAV ao AIFF e até FLAC (arquivos comprimidos). Outra funcionalidade interessante é o DEEP TAGGING, que permite inserir comentários nas músicas de outros artistas. Por enquanto, o site possui cerca de 100 mil usuários cadastrados, a grande maioria de

DJs, produtores e editores de música, que viram na página a oportunidade de ouvir diretamente a opinião de outros artistas do mesmo meio. Mas com tantos diferenciais frente aos concorrentes, o SoundCloud deverá conquistar não só mais e mais profissionais, como também seu público sempre curioso e afoito por novidades. Ah! Um segredo. É mais fácil você encontrar faixas inéditas de um produtor no SoundCloud do que no MySpace dele. Se ficou interessado, faça seu cadastro gratuito no SOUNDCLOUD.COM.

DANI SISNANDES

Ao contrário do MYSPACE, essa nuvem de música não oferece tantas ferramentas como álbuns para incontáveis fotos, espaço para vídeos ou a possibilidade de customizar as páginas de acordo com a personalidade de cada um. Porém traz novidades na forma de se escutar as músicas. Elas carregam numa velocidade muito maior e a audição não é prejudicada por aqueles LAGS conhecidos das pesadas páginas do MySpace.

O sistema de comercialização de contas PRO, permite que artistas façam o upload de mais de 15 músicas por mês. É esse mesmo sistema que exime o SoundCloud da dependência da publicidade. Portanto fique tranquilo. Você não vai encontrar links e mais links de propaganda na sua tela.

imagem: photobank

Leve, prático e funcional. Essas são características que todos os sites de música deveriam ter. E é desse jeito minimalista e mesmo assim, cheio de atrativos, que o SOUNDCLOUD tem conquistado artistas de todo o mundo.


DJ Ravene Voluz Fotos: A ndrĂŠa Schaefer

Ensaio

Eletra


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Ravene com apenas 20 anos traz muita experiência na bagagem. A catarinense mora atualmente em Ibiza, Espanha, onde integra frequentemente line ups de festas conceituadas. Nada mal para uma artista com apenas três anos de experiência. Sua história com a música surgiu ainda na infância, através da dança e do teclado.


!

Sua paixão pela carreira de modelo teve de ser dividida quando a música eletrônica tomou grande parte de sua atenção. Depois de se formar pela AIMEC, a DJ foi convidada a integrar o casting de uma das agências mais disputadas do país, a Play Management. Daí para os grandes palcos foi questão de pouquíssimo tempo.


“Estou estudando o Ableton. É ótimo, permite construir coisas bem bacanas. Já estou com três faixas em construção. Ainda não tenho previsão para lançá-las, mas quando o �izer, quero vijar em turnê pra divulgar esse trabalho. No verão, quando for ao Brasil, quero tocá-las pra ver como a pista brasileira responde”


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Eletra  

Textos e fotos por Dani Sisnandes, Diagramação Fabiane Diniz