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fevereiro 2018 nº 271

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GALA DOS CAMPEÕES APRESENTAÇÃO LÉS-A-LÉS 2018 RUI REIGOTO I ENDURO

FEDERAÇÃO DE MOTOCICLISMO DE PORTUGAL, Largo Vitorino Damásio, 3 C - Pavilhão 1 - 1200 - 872 Lisboa Tel: 213936030/Fax: 213971457


Noticiario Challenge Polisport 2018

Tal como aconteceu na temporada de 2017 a empresa portuguesa Polisport volta, em 2018, a promover o Challenge Polisport, mais uma vez direcionado às classes Elite nos Campeonatos Nacionais de Enduro e de Motocross. Novamente, serão discutidos 1750 €em cada disciplina, prémio a ser entregue no final do ano aos três primeiros classificados da classe, na razão de 1000 € para o primeiro, 500 € para o segundo e 250 € para o terceiro classificado. Os prémios serão entregues de acordo com a classificação das categorias Elite no Enduro e no Motocross, no somatório final de todas as corridas dos respetivos calendários.

Manuel Marinheiro Presidente da FMP

Editorial No dia 3 de fevereiro a Gala dos Campeões 2017 da Federação de Motociclismo de Portugal voltou a ter como palco privilegiado para a consagração dos melhores da época que terminou o Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Uma ocasião de festa, confraternização e justa homenagem aos melhores entre os melhores no motociclismo nacional. Presentes, além dos pilotos e seus convidados, estiveram ainda clubes organizadores de provas, marcas, patrocinadores, entidades oficiais e membros das diversas comissões da FMP, bem como as personalidades e organismos às quais concedemos as Medalhas e Diplomas de Mérito desta federação. A todos, um muito obrigado pela vossa presença e, aos pilotos, também pelos esforços desportivos que, ao longo da época passada, os trouxeram até aqui com todo o mérito. Fevereiro foi também um mês de muita atividade em torno da perceção errada que alguns meios de comunicação e organismos quiseram passar para a opinião pública, acerca do motociclismo, da sinistralidade com ele relacionada e do modo como (e quando) se deverão efetuar as Inspeções Técnicas Periódicas. Prontamente, os motociclistas reagiram com manifestações em seis cidades do continente e ilhas, mostrando que estão atentos e não se deixarão enganar. Por seu lado, uma delegação composta por membros da Federação de Motociclismo de Portugal e da Associação do Comércio Automóvel de Portugal, foi recebida pelo Exmo. Sr. Secretário de Estado da Administração Interna, entregando os memorandos que estão disponíveis no site da FMP. Estamos, como sempre estivemos, dispostos a colaborar com as entidades oficiais que legislam sobre este sector, com os nossos meios, conhecimentos e experiência. Todos teremos a ganhar.

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FMP e ACAP reuniram no MAI

Manifestações de motociclistas e reuniões com o Governo pretenderam esclarecer a justiça dos factos relativos à sinistralidade em duas rodas e às inspeções. Na sequência das diversas notícias vindas a lume, em que o Ministério da Administração Interna (MAI) dava conta – assente em pressupostos erradas – do aumento da sinistralidade nas duas rodas, a que se “colou” novamente a questão das Inspeções Periódicas Obrigatórias aos Motociclos, por parte da associação dos centros de inspeção, representantes da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) e da Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP) reuniram-se no Ministério da Administração Interna com o Senhor Secretário de Estado da Proteção Civil para, de uma forma esclarecida e objetiva, debaterem a mobilidade, a prevenção rodoviária e a sinistralidade em duas rodas nas cidades e estradas de Portugal. Manuel Marinheiro em representação da FMP, Hélder Pedro e Filipe Almeida (ambos a representarem a ACAP) debateram com o Secretário de Estado os referidos temas e apresentaram

os memorandos que podem ser consultados na íntegra no website da Federação em www. fmp-live.pt, com o resumo das respetivas posições e propostas de soluções. Foi ainda manifestado pelos representantes da FMP e da ACAP a total disponibilidade para colaborar com o Governo e demais entidades nas ações de prevenção e formação necessárias a uma melhor e mais segura mobilidade e à redução da sinistralidade. Dias antes, a 18 de fevereiro, e pelos mesmos motivos, o GAM – Grupo de Acção Motociclista, convocou uma enorme manifestação de motociclistas que levou muitos milhares a desfilarem ordeiramente em seis cidades do País – Lisboa, Porto, Faro, Coimbra, Ponta Delgada e Funchal. Duas frentes que, em conjunto, pretenderam esclarecer o Governo e a opinião pública sobre a realidade do motociclismo nacional nos temas abordados, e das quais se esperam frutos concretos muito em breve.

FICHA TÉCNICA Revista MotoPortugal Editor: Federação de Motociclismo de Portugal Edição: nº 271, fevereiro 2018; Produção: F.M.P.

Impressão: Lidergraf Sustainable Printing, Depósito Legal nº 375670/14 Nota: Isento de registo na ERC (Entidade reguladora para a Comunicação Social), ao abrigo do Decreto Regulamento 8/99 de 09/06 - Artigo 12º- Nº1 - A. 2 MOTO

Velocidade: nova época à porta! Com seis datas previstas, o calendário do Campeonato Nacional de Velocidade sofreu algumas alterações para a época que se avizinha. Com uma data ainda por definir, o calendário tem cinco paragens já agendadas e irá ter início no Autódromo do Estoril, que tem já três datas para acolher esta competição. As restantes duas serão realizadas no Autódromo Internacional do Algarve. As alterações efetuadas visaram permitir aos pilotos com programa internacional poderem igualmente participar nas provas do CNV, bem como alguns outros ajustes devidos a eventos nos circuitos. Mas a temporada de 2018 irá arrancar novamente com uma prova extra-campeonato, a

Troféu de Mini-Enduro

realizar no Estoril no dia 8 de abril, a prova de Resistência 3 Horas do Estoril Resistência, isto num ano em que a primeira prova de Velocidade em solo luso será mesmo a abertura do FIM CEV 2018 já nos dias 24 e 25 de março. Em setembro (14 e 15), e pela décima vez, o Autódromo Internacional do Algarve irá receber uma ronda do Mundial de SBK. CALENDÁRIO CNV 2018

21/22 de abril Estoril I 16/17 de junho Portimão I 30-6/1 de julho Estoril II 21/22 de julho Portimão II 22/23 de setembro Estoril III EXTRA-CAMPEONATO 8 de abril Resistência 3 Horas do Estoril

O Mini-Enduro é um novo Troféu Nacional de iniciação ao Enduro e destinado aos mais jovens, entre os 8 e os 16 anos. Será composto por três eventos, sendo o primeiro incluído num estágio/prova e os outros dois inseridos em provas do CNE (no dia precedente à prova do CNE sábado). Serão contabilizados todos os resultados para as contas finais. Existirão duas classes, cada uma consagrando um Vencedor de Trofeu Nacional: MINI ENDURO 1 (Motociclos a 2T com cilindrada até 65 cc e Motociclos 4T com cilindrada até 110 cc) e MINI ENDURO 2 -(Motociclos a 2T com cilindrada até 85 cc e Motociclos 4T com cilindrada até 150 cc. O percurso terá entre 10 a 15 km por volta e a partida será dada primeira à classe Mini 2 (3 voltas) e depois para a Mini 1 (2 voltas). Ambas as classes perfazem duas especiais do tipo CT e ET, podendo existir cortes/alternativas ao seu desenho original. Estas deverão ter tempos entre 2 e 4 minutos. A taxa de inscrição nas provas é de 25,00 € para os licenciados e a Licença Desportiva necessária será a GERAL MINI, que se destina à prática de Enduro, Velocidade e MX/SX e tem um custo de 160,00€ (seguro de acidentes pessoais anual). Para promover este troféu de iniciação, a Federação de Motociclismo de Portugal criou um “Pack Mini-Enduro” composto por diversas ofertas e promoções por forma a possibilitar a participação do maior número de jovens, que será composto por: óleos e lubrificantes (oferta Eni), e, oferta da Polisport, um colete de proteção, um par de joelheiras, um par de cotoveleiras e um bike-stand.

C.N. Supermoto já tem calendário Após duas temporadas em que o Campeonato Nacional de Supermoto regressou para se realizar em três fases distintas, a modalidade terá em 2018 um calendário único e sem divisões por regiões, com seis rondas num programa que integra tambén a nova categoria do troféu Velocidade 2020, com as MIR 220 cc que surgem pela primeira vez nas pistas lusas. CALENDÁRIO C. N. SUPERMOTO Com as provas a disputarem-se entre o início de maio e a terceira semana de outubro, e passagem por Almeirim, Vila Nova de Poiares, Fátima, Portalegre e Chaves, fica apenas por indicar o local e data de uma das provas, neste regresso do Campeonato de Supermoto a um formato mais convencional.

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1 de maio Almeirim 3 de junho Vila Nova de Poiares 16 de junho Fátima 29 de julho Portalegre prova com data e local a definir

21 de outubro Chaves

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Portugal de Les-a-Les

Texto e fotos: Gab. Imprensa Lés-a-Lés

UM CHEIRINHO A AVENTURA!

A Figueira da Foz foi anfitriã do primeiro ato oficial do 20º Portugal de Lés-a-Lés, com a apresentação do evento organizado pela F.M.P. a atrair centenas de mototuristas. O PONTAPÉ DE SAÍDA PARA A 20ª EDIÇÃO desta grande aventura que, de 30 de maio a 2 junho, ligará Faro a Felgueiras, com paragem em Portalegre e Lamego, serviu para desvendar os primeiros pormenores deste trajeto de 1160 quilómetros repartidos por quatro dias que se anteveem memoráveis, seguindo um figurino que tão bem funcionou em 2017. O percurso será completamente novo em mais de 50% da extensão e, por outro lado, recupera locais que não são visitados há muitos anos, procurando mostrar o lado menos conhecido de um País de marcantes diferenças paisagísticas e de grande beleza. Em cerimónia que contou com as presenças dos presidentes das Câmaras Municipais da Figueira da Foz, Dr. João Ataíde, acompanhado pela vereadora do Pelouro do Desporto, Dr.ª Mafalda Azenha, e da CM de Lamego, Augusto Moura, juntamente com o representante da CM de Portalegre, Pedro Barbas, e dos principais patrocinadores (BMW Portugal, representada por Ana Alves; Agência Abreu, por Salvador Dagnino; além da Dunlop e BP) foi desvendada aventura que começará com as indispensáveis verificações técnicas e documentais, no Largo de S. Francisco, em

Faro. E a que se seguirá o Passeio de Abertura, com cerca de 30 quilómetros na descoberta do concelho farense, nomeadamente da sua orla marítima e da Ria Formosa, com partida do Jardim Manuel Bívar, junto à Marina, local onde será também servido o jantar de Boas-Vindas. Este dia terá servido de preparação para a maior etapa do 20ª Portugal de Lés-a-Lés, com 420 km na ligação até Portalegre, em cerca de 7 horas e 45 minutos de condução por estradas rápidas e com bom piso, aligeirando o esforço, aumentando o conforto e propiciando mais sorrisos. Numa etapa ‘andadeira’ que, tal como as outras, terá à volta de 11 horas de duração desde o momento da partida até ao palanque de chegada, incluindo todas as paragens previstas, nomeadamente a primeira visita ao Pulo do Lobo, pelo lado oeste e permitindo chegar com as motos bem próximo do Guadiana. Primeira estreia em passeata que começa pela Estrada Património N2 até Barranco do Velho e Martinlongo através da serra algarvia, prosseguindo com muitas curvinhas até à ribeira do Vascão que, se o tempo o permitir, poderá

ser passada a vau, em direção a Mértola. Depois da passagem pela Parque Natural do Vale do Guadiana, ruma-se a Beja, Beringel e Alvito, com paragem em Viana do Alentejo para ver, pela primeira vez no Lésa-Lés, a belíssima igreja de Nossa Senhora de Aires, antes de, passando por Évora, Sousel ou Monforte chegar a Portalegre ao final da tarde. Sempre por estradas nacionais e municipais, cumpre-se na sexta-feira, primeiro dia de junho, a tirada entre Portalegre e Lamego, com 390 km mais rendilhados na zona Centro, mais exigentes em termos de condução mas com momentos de rara beleza na passagem pelas inconfundíveis aldeias de xisto, nomeadamente do Piódão. Vistas que ajudarão a esquecer o piso nem sempre perfeito das estradas beirãs, em cenário montanhoso e panorâmico que se repetirá no último dia, na viagem até Felgueiras. Antes disso, despedida do distrito de Portalegre e boas-vindas ao de Castelo Branco, com passagem sobre o Tejo pela barragem do Fratel, seguindo por Proença-a-Nova, Oleiros, Pampilhosa, barragem de Santa Luzia até à Serra do Açor. Onde

aldeias como Fajão ou Piódão continuam a criar enorme espanto, com inigualável beleza singela. O dia prossegue, por estradas retorcidas, de condução mais exigente mas também mais divertida, rumo à Serra da Estrela, onde são ainda visíveis as marcas do drama incendiário que assolou o verão português. Vide, Cabeça, Seia, Mangualde, Penalva do Castelo (e o seu castelo sobre o Rio Dão), Sátão ou Vila Nova de Poiares são placas que os mototuristas vão encontrar antes de chegar à aldeia de Lazarim, para visitar o interessante e pouco conhecido Museu da Máscara Ibérica. Depois, mais um saltinho, apenas, até à cidade que em Portugal tem mais igrejas por metro quadrado e com direito a visita guiada ao magnífico interior do Teatro Ribeiro Conceição, justamente apelidado de “Scala do Douro” pelas inegável inspiração na famosíssima sala de espetáculos de Milão. Do mesmo palanque onde chegaram na véspera os aventureiros, mesmo em frente à icónica escadaria de Nossa Senhora dos Remédios, onde já foi celebrado por duas vezes o Dia do Motociclista, será dada a partida, a intervalos de

20 segundos, para a 3ª etapa, com pouco mais de 320 km. Um saltinho ao Douro com aromas da mais antiga região vitivinícola demarcada do Mundo, em Penajóia, atravessando o rio na Ponte da Ermida, em Resende, rumo ao Marão. Vai a caravana descer a Amarante antes de virar a Norte para passagem por Montalegre, em estreia absoluta, em pouco usual visita por terras de Basto e do Barroso, com visita às emblemáticas aldeias de Alturas do Barroso ou Vilarinho Seco antes da paragem em Montalegre, onde os transmontanos mostrarão a arte de bem receber. Paisagem de beleza agreste antes das mais luxuriantes vistas do Gerês, atravessando o Minho, por Paredes do Rio até Vizela – tempo para rever o milenar Mosteiro de Pombeiro… – já com o pensamento na Praça da República, bem no centro de Felgueiras, ponto final de aventura que conta já duas décadas de sucesso na descoberta de um Portugal único e por muitos desconhecido. Prazer da descoberta que é, afinal, a grande razão para o sucesso do maior e mais conhecido evento mototurístico da Europa, que continua a atrair milhares de motociclistas a cada ano que passa.

Em baixo, a apresentação do 20º Lés-a-Lés, na Figueira da Foz, foi bastante concorrida, com os presentes a assegurarem desde logo a sua inscrição

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Reflorestar de Lésa-Lés já arrancou Cumprindo promessa feita pela Federação de Motociclismo de Portugal durante a 3ª edição do Portugal de Lés-a-Lés Off-Road, em setembro passado, teve lugar no dia 9 de fevereiro o primeiro passo da campanha Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés, com Góis a receber 400 castanheiros para ajudar os habitantes das áreas afetadas pelos devastadores incêndios dos últimos anos na recuperação das zonas ardidas. E foram dezenas as pessoas que, à hora marcada, apareceram no Largo do Pombal, para receber as árvores autóctones doadas pela F.M.P. à Câmara Municipal de Góis, sublinhando o sucesso da iniciativa reveladora da solidariedade de todos os motociclistas. De Norte a Sul do País! Momento de esperança para populações que viram arder não só a floresta como terrenos de cultivo e mesmo algumas habitações, como as 10 casas atingidas na aldeia do Sobral, mas que, longe de desistir, se entregaram de alma e coração à árdua tarefa de retomar a normalidade de uma vida ameaçada pelas chamas. Resiliência que a FMP fez questão de sublinhar, durante a cerimónia de entrega no centro de Góis, acompanhada de útil explicação de como plantar, cuidar e enxertar estas árvores, em pequena ‘aula’ dada pelo motociclista e produtor de castanheiros da serra da Padrela, Leonel do Adro. Entrega às pessoas que atempadamente se inscreveram junto da edilidade goiense e que foi acompanhada por folhetos que explicam as vantagens de plantar uma árvore autóctone em detrimento de uma espécie não natural da região, como a maior resistência a incêndios, promoção de solos mais férteis, de nascentes com mais água e melhor qualidade de paisagens e de vida a quem a rodeia. A entrega das restantes 2800 árvores autóctones, dos carvalhos-negrais, sobreiros e azinheiras, aos medronheiros e pinheiros-mansos, passando pelos choupos-brancos, cerejeiras-bravas, bordos e carvalhos-robles prosseguiu, durante o mês de fevereiro, em concelhos de norte a sul do país. Áreas flageladas por incêndios florestais nos últimos anos, de Trás-os-Montes ao Algarve, de Boticas a Silves, atravessadas pela última edição do Portugal de Lés-a-Lés Off-Road. P

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Gala FMP 2017

Texto:Gab. Imprensa F.M.P. Fotos: Luís Duarte

NOITE DE CONSAGRAÇÃO Os Campeões de 2017 estiveram no Casino Estoril para receberem os seus troféus numa noite de gala. Tal como é habitual no início de cada ano, a Federação de Motociclismo de Portugal homenageia os seus Campeões da época anterior com uma gala de entrega de prémios, justa consagração para aqueles que, ao longo do ano, triunfaram nos diversos campeonatos nacionais de motociclismo. Assim, após uma temporada de 2017 em que se realizaram mais de centro e trinta provas desportivas válidas para os diversos campeonatos nacionais e regionais de motociclismo, nos quais participaram os mais de 1300 atletas com licença desportiva durante a época finda, a Federação de Motociclismo de Portugal juntou no Salão Preto e Prata do Casino Estoril, na noite de 3 de fevereiro, os Campeões Nacionais de 2017, bem como marcas, patrocinadores, entidades oficiais e os membros das diversas comissões das modalidades. Uma noite de gala onde foram não apenas entregues os troféus aos melhores das diversas 6 MOTO

disciplinas: Enduro, SuperEnduro, Motocross, Supercross, Supermoto, Trial e Velocidade mas, igualmente, homenageados alguns pilotos que se destacaram na cena desportiva lusa e internacional pelo seu percurso e carreira excecionais: Felisberto Teixeira, António Oliveira, Miguel Oliveira e Ruben Faria receberam a Medalha de Mérito da Federação de Motociclismo de Portugal. Foram ainda distinguidos Gil Nadais, o ex-presidente da Câmara Municipal de Águeda e Luís Tadeu, Presidente da Câmara Municipal de Viseu, e também o Centro Cultural e Recreativo da Poutena, Raul Rocha Pereira (Presidente da Junta de Freguesia de Freixo de Espada à Cinta) e, ainda, a ENI-Sintética, representada na cerimónia por António José. Como é também norma nesta ocasião, foram igualmente homenageados os pilotos que integraram as selecções nacionais de Enduro, Motocross, Supermoto e Trial, tanto masculinas como femi-

ninas, bem como aqueles que representaram as cores portuguesas em Campeonatos do Mundo, aqueles que detêm o estatuto de “Top Riders” da F.M.P. e que, em 2017, foram Diogo Vieira no Mundial de Super Enduro, Miguel Oliveira no Mundial de Moto2, Paulo Gonçalves no Mundial de Ralis TT e Rui Gonçalves no Mundial de Motocross MXGP. Quanto a Campeões Nacionais, foram 30 os campeonatos das várias modalidades e categorias disputadas sob a égide da FMP no passado ano, dos quais sairam os 24 Campeões Nacionais, alguns deles com sucesso em mais que uma disciplina, os quais referimos em anexo nestas páginas. A temporada de 2017 teve assim o seu encerramento ofiaial, com os Campeonatos Nacionais de 2018 a prometerem muita luta e animação na discussão das melhores posições e, claro, dos respetivos lugares na Gala dos Campeões 2018.

Para além dos troféus dos Campeões Nacionais, foram também entregues as Medalhas e Diplomas de Mérito da Federação de Motociclismo de Portugal

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Gala FMP 2017 Os Campeões TT 2017

Os Campeões de Motocross 2017

OS CAMPEÕES DE 2017

ENDURO Elite Absoluto Elite 1 Elite 2 Open Veteranos Senhoras

Diogo Ventura e Honda Daniel Carracedo e Yamaha Diogo Ventura e Honda Manuel Teixeira e Husqvarna Nuno Freitas e KTM Bruna Antunes e KTM

MOTOCROSS MX Infantis A MX Infantis B MX 2 Tempos MX2 Júnior MX2 MX1 MX Elite

Duarte Filipe e KTM Martim Espinho e KTM Renato Silva e TM Bruno Charrua e Yamaha Diogo Graça e Honda Luís Correia e Suzuki Hugo Basaúla e Kawasaki

SUPERCROSS SX Infantis A SX Infantis B SX2 SX1 SX Elite

Duarte Filipe e KTM Sandro Lobo e KTM Diogo Graça e Honda Hugo Basaúla e Kawasaki Hugo Basaúla e Kawasaki

SUPER ENDURO Prestige

Diogo Vieira e Beta

SUPERMOTO Absoluto

Nuno Rego e Husqvarna

Campeões CNV 2017 e, em cima, Campeões CNV Clássicas Os Campeões de Trial 2017

TODO-O-TERRENO TT Quad Arnaldo Martins e Suzuki TT SSV Absoluto Bruno Martins e Can-Am TT SSV TT1 Bruno Martins e Can-Am TT SSV TT2 Ricardo Carvalho e Yamaha Navegadores TT SSV TT1 Eurico Adão Navegadores TT SSV TT2 Luís Engeitado Motos TT Absoluto António Maio e Yamaha Motos TT1 Martim Ventura e Yamaha Motos TT2 António Maio e Yamaha Motos TT3 Luís Teixeira e Yamaha TRIAL Outdoor Elite Indoor

Diogo Vieira e Beta Diogo Vieira e Beta

VELOCIDADE CNV Clássicas C1 CNV Clássicas C2 CNV 85GP/Moto4 CNV 125GP/Pré Moto3 CNV Superstock 600 CNV Superbike

Joaquim Boavida Bernardo Villar Patrick Costa e Minarelli Angel Dominguez, Honda e Team MC Loulé Concelho Ivo Lopes, Yamaha e Eni Motor7 Pequeno Motos Rui Reigoto, Yamaha e Yamaha Reigoto JBS Team

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Em cima: foto de família dos Campeões Nacionais de Supercross da temporada de 2017. Na foto de baixo, a entrega dos diplomas e troféus aos Campeões Nacionais de Supermoto de 2017, Piloto e Construtor

Os Campeões de Enduro 2017

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Entrevista

Texto: M.P. e Moto Jornal Fotos:Moto Jornal e Hello Foto

PALMARÉS 2017 - Campeão Nacional de SBK (Yamaha) 2016 - Vice-Campeão Nacional de SBK (Yamaha) 2015 - Vice-Campeão Nacional de SBK (Kawasaki) 2009 - 3º no Nac. de Velocidade Stocksport 1000 (Kawasaki) 2008 - Vice-Campeão Nac. de Stocksport 1000 (Kawasaki) 2007 - Vice-Campeão Nacional de Stocksport 1000 (Honda) 2006 - Vice-Campeão Nacional de Stocksport 1000 (Yamaha) 2005 - Campeão Nacional de Resistência (Suzuki) - Vice-Campeão Nacional de Stocksport 1000 (Suzuki) 2004 - Campeão Nacional de Stocksport 1000 (Suzuki) - Campeão Nacional de Resistência (Suzuki) 2003 - Campeão Nacional de Stocksport 1000 (Suzuki) 2002 - Campeão Nacional de Stocksport 1000 (Suzuki) 2000 - Campeão Nacional de Supersport 600 (Kawasaki) - Vencedor do G.P. de Macau Supersport 600 (Kawasaki) - Vice-Campeão Europeu de Supersport 600 (Kawasaki) 1999 - Campeão Nacional de Supersport 600 (Kawasaki) - 5º no Europeu de Supersport 600 (Kawasaki) - 2º no G.P. de Macau Supersport 600 (Kawasaki) 1998 - Vice-Campeão Nacional de Supersport 600 (Kawasaki) - Vencedor do G.P. de Macau Supersport 600 (Kawasaki) 1996 - Vice-Campeão Nacional Superprodução (Kawasaki) - 2º lugar Macau Superchallenge (Kawasaki ) 1995 - 3º no Troféu Honda CBR600 1990/94 - Motocross e Supercross 250 cc

RUI REIGOTO

UMA NOVA BATALHA Após ter conquistado o título Nacional de Superbike aos 44 anos, a temporada de 2018 pode estar em risco para Rui Reigoto, mas o Campeão nunca foi de virar a cara à luta. A TEMPORADA NACIONAL DE VELOCIDADE DE 2017 viu Rui Reigoto conquistar novamente a placa nº1 na categoria máxima, as Superbike, regressando ao topo 13 anos depois de ter conquistado pela última vez a coroa da classe de Stocksport 1000, em 2004. O campeonato que arrecadou na época finda vem assim juntar-se aos sete títulos nacionais que já integravam o seu bem recheado palmarés - cinco títulos nacionais de Velocidade (sempre nas categorias máximas do campeonato) e dois títulos de Resistência. Rui Reigoto abandonou a competição no final de 2009, mas, ao cabo de cinco épocas totalmente afastado das motos, regressou na temporada de 2015, assegurando dois vice-campeonatos consecutivos em Superbike, para, em outubro passado, alcançar com a Yamaha o tão desejado 10 MOTO

título nacional, aos 44 anos de idade, num dos mais significativos “comebacks” de que há memória na Velocidade lusa.. O Rei(goto) está de volta ao seu trono! Mas a defesa da sua placa nº1 pode estar em risco pois, de forma inesperada, uma complicação de saúde surgida já no final de fevereiro de 2018 pode impedir, na pior das hipóteses, que esteja em pista em esta época. No melhor cenário, que o piloto julga ser possível, a pré-temporada do Campeão Nacional de SBK estará seriamente comprometida, chegando à primeira corrida em abril sem treinos físicos ou de moto, com a nova Yamaha YZF-R1M. Contactado pela Moto Portugal, Rui Reigoto confirmou-nos este mesmo cenário, mas adiantou que é um homem de desafios e de lutas, e não se

dará por vencido facilmente, estando convencido que conseguirá alinhar esta temporada. Na pior das hipóteses, se os exames médicos entretanto efetuados, e dos quais aguarda resultado, não aconselharem o regresso às pistas, a sua equipa irá sempre continuar, com duas motos em Superbike e, muito provavelmente, uma R3 na nova classe Supersport 300. Voltando um pouco atrás, ao momento em que decidiu voltar a correr, Rui Reigoto recordou, em entrevista à revista Moto Jornal, que aqui reproduzimos com a devida autorização, que tudo aconteceu no final de 2014: “um dia abri o Facebook e deparei-me com um comentário do género “Reigoto, tu já passaste à história, estás velho, os miúdos agora estão a andar muito rápido

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de moto, por isso não tens hipótese, deixa-te estar sossegado e não comentes! Não foi uma questão de provar algo, simplesmente percebi que ainda tinha muito para dar, achava que ainda conseguia voltar a ser muito rápido e, desde início, percebi também que os tempos que se estavam a fazer naquela época eram acessíveis. Foi um reunir de vários ingredientes que me deram alguma certeza acerca do passo que iria dar. Não foi uma maluqueira, não foi uma decisão tomada apenas por instinto, foi bem pensada. Quis então regressar em 2015, houve uma equipa que falou comigo e fiz alguns treinos, nos quais tive muitas dificuldades de adaptação, pois tinham sido cinco anos completamente afastado das motos. Nem sequer andava de moto na rua! Lembro-me, da primeira vez que regressei ao

Rui Reigoto DATA DE NASCIMENTO: 17 de junho de 1973 NASCIDO EM: Chaves

Autódromo do Estoril num track day, a melhor volta que fiz ao final do dia foi 1m56s.” Mas, a duas semanas da primeira prova, a parceria acabou por não ir para a frente e Reigoto correu com uma moto emprestada, a sua antiga Kawasaki com que alinhou em 2008 e 2009, que estava parada desde então e ainda na posse do responsável da sua equipa da altura, Manuel João. “Fiz um trabalho físico muito árduo e perdi 25 kg! Corrida a corrida fui melhorando, e nesse ano fui vice-campeão.” Na época de 2016 voltou a ser vice-campeão, já com a Yamaha, e quando a acabou a época quis mais: “vi que a concorrência estava também a fazer o Campeonato de Espanha, numa equipa financeiramente poderosa, e, mesmo assim, conseguia andar com eles. Desta forma, percebi que, se em 2017 fizesse uma excelente pré-época,

de preparação física e a andar de moto, com certeza que iria conseguir andar na frente e discutir as vitórias. Não acreditava que iria ganhar sete corridas, seis delas seguidas. Acreditava sim que iria ser um campeonato renhido, onde a sorte e uma série de outros ingredientes iriam estar ali misturados, de modo a que numa corrida ganhasse um, depois outro. Esperava que fosse como há uns anos atrás entre mim, o Luís Carreira e o José Leite, em que arrancávamos e nunca se sabia quem ia ganhar.” Mas o certo é que o #22 dominou amplamente e, aos 44 anos, voltou ao topo da Velocidade nacional. Esperamos que os desafios que agora se colocam sejam prontamente superados, e que o Campeão esteja à partida já em abril para iniciar a defesa do seu título. P

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Enduro

Texto: Pedro Mariano Fotos:Pedro Meira

NOVIDADES NO ARRANQUE Já tiveram lugar as duas primeiras rondas da edição 2018 do Campeonato Nacional de Enduro CFL – MAXXIS 2018, com novidades e estreias. O CAMPEONATO NACIONAL DE ENDURO CFL - MAXXIS 2018 tem como principais novidades não só um novo “main sponsor” mas, também, a criação de duas novas classes de Mini-Enduro (Mini 1 e Mini 2), que arrancarão a partir da ronda da Lousã e as quais detalhamos na secção de noticiário desta edição. Composto por cinco provas de um dia e duas provas de dois dias de duração, localidades como Santo André, Góis, Peso da Régua, Lousã, Águeda, Souselas e Valpaços serão os anfitriões deste CNE 2018. O campeonato arrancou em janeiro, com Vila Nova de Santo André a fazer a sua estreia no Enduro, abrindo assim as hostilidades. O clube Motorsport fez uma boa estreia, realizando uma muito boa prova e mostrando que a aposta e desafio proposto pela Comissão foram de todo válidos, e que a união e vontade deste grupo em bem fazer as coisas dá os seus frutos. O 1° Enduro de Santo André foi composto por um percurso de 49,6 km, maioritariamente composto por "single tracks" conjugados com alguns estradões. Complementado por duas especiais 100% de areia (CT e ET) e uma EX em terreno pedregoso (todas elas 100% naturais) e um percurso que, contrariamente ao esperado, se desenrolava só 10% em areia, sendo o resto caraterizado por terreno argiloso e muitas ribeiras. Um dia solarengo com algum vento à mistura acompanhou a caravana, fazendo desta abertura um êxito. A especial EX era localizada junto ao IP8 na saída para Santa Cruz, toda natural, bem escalonada em termos de dificuldade para as diferentes classes e sem alternativas obrigatórias. Tinha uma crono média de 1,45 minutos para a Elite. A especial CT estava localizada em Santo André, junto ao grupo desportivo da Repsol, com 3,9 km de extensão e 100% em areia. Combinava cronos entre os 5 e os 8 minutos, bastante fluida mas criando várias dificuldades aos menos experientes na areia. Por último, a ET, situada também em Santo André junto à rotunda de acesso a A-26, com 4,9 km de extensão em areia de pinhal, mostrando-se muito técnica e exigindo muita condução, proporcionando cronos entre 6m45s e os 10 minutos entre o pelotão nacional. Existiam três CH's por volta - CH1 compreendia a CT logo após a partida e tinha 28 minutos; CH2 com 55 minutos onde estava incluída a EX; CH3 com 38 minutos, a ET e assistência no paddock. As verificações administrativas foram efetuadas na Biblioteca Municipal, assim como as técnicas e parque fechado que aproveitariam as imediações desta infraestrutura. A zona do paddock aproveitava o parque do Mercado Municipal, alcatroado e com todas as condições logísticas para abastecer a caravana nacional. Estiveram presentes um total de 168 pilotos, tendo acabado a prova 148. Resumindo, foi uma muito boa jornada de Enduro, com grandes disputas e surgindo algumas diferenças consideráveis entre pilotos nos tempos finais, devido às condições bastantes desafiantes das especiais. Efetivamente, esta prova ficará marcada pelo desenho e tipo de piso destas (arenoso), que será caso único no nosso Nacional. 12 MOTO

Do litoral alentejano fomos para as Beiras, sendo a Vila de Góis e o seu Góis Moto Clube os responsáveis pela segunda jornada do Nacional de Enduro CFL - Maxxis. O 14° Enduro de Góis foi composto por um percurso de 40 km, todo ele a desenvolver-se nas encostas da serra, o que o tornou bem distinto das últimas edições realizadas por este clube. Efetivamente, esta edição veio recordar trilhos usados em edições passadas (há 6, 7 anos), aproveitando o que de melhor existe nesta região. Outra novidade presente foi o sol, o que também trouxe outro alento à comitiva de 223 pilotos que se deslocaram a esta vila beirã, dos quais 200 terminaram a prova. O traçado era composto por três CHs, sendo que só o do paddock tinha assistência. O CH1 tinha 65 minutos e nele estava incluída a EX, o CH2 tinha 25 minutos e integrava a CT, ficando o CH3 com 28 minutos, a ET e a assistência. Em relação às especiais, a EX era localizada na Casa Branca, toda natural e bem escalonada em termos de dificuldade para as diferentes classes. Embora já utilizada anteriormente, um grande “upgrade” foi feito, resultando numa bela especial. A especial CT estava localizada na já conhecida Pista de Motocross da Carvalhinha, com 4 km de extensão, bastante rápida e fluida, não criando qualquer problema. Por último a ET, situada junto à localidade de Casalinho de Baixo, com 4,8 km de extensão, bastante técnica e exigindo muita condução. A mesma tinha partes muito rápidas, o que obrigou a fazer chicanes, e outras mais lentas e técnicas, dentro de bosque, que poderiam ter resultado em situações mais complicadas. As verificações administrativas foram efetuadas na sede do Góis Moto Clube e as técnicas junto ao Parque do Cerejal, que voltaria a receber o parque fechado. A zona do paddock estava, toda ela, colocada ao longo da estrada entre o parque do Cerejal e o Parque da CMG, como nos anos anteriores, apresentando boas condições para acolher a caravana endurística. Resumindo, foi uma muito boa jornada de Enduro, com grandes disputas e surgindo algumas diferenças consideráveis entre pilotos nos tempos finais. Foi do agrado de todos a salada de frutas distribuída na saída do parque fechado, reconfortando os pilotos depois desta jornada de enduro. Os meus mais sinceros agradecimentos a todos envolvidos, bem como aos novos elementos da Comissão de Enduro, e parabéns pelo trabalho e resultados alcançados pelas organizações. Um último agradecimento, em nome pessoal e da comissão, às empresas CFL, Maxxis, Irmãos Sousa Lad./Conde Saúde, SP Graphics, AJP, Polisport, Eni, Kenny, Cross Pro, Technomousse e 4MX por se terem associado ao Campeonato. Viva o Enduro! Nota: resultados das duas provas na página 14 desta edição da Moto Portugal.

Na foto de abertura, o bem preenchido parque fechado da prova de Góis, que contou com nada menos que 223 pilotos à partida P

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Resultados Desportivos 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º

Frederico Rocha (Honda) V1 Eduardo Reis (Yamaha) V1 Igor Domingos (Yamaha) V1 Hélder Fernandes (Sherco) V2 Diogo Lopes (KTM) V3 Gil Carmo (Honda) V1 Luís P. Morais (KTM) V3 Pedro Botas (TM) V1

VETERANOS

Mundial de Super Enduro 2ª prova – Alemanha / Riesa 13º/14º/14º Diogo Vieira (Yamaha)

3ª prova – Espanha / Málaga 12º/9º/11º Diogo Vieira (Yamaha)

Dakar 2018 TT extra-campeonato 43º

Fausto Mota (Alfer KTM)

Africa Eco Race 2018 TT extra-campeonato 2º 3º

Luís Oliveira (Proto) Rui Oliveira (Yamaha)

Campeonato Nacional de Enduro 1ª prova – V.N. Santo André ELITE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

Luís Correia (Yamaha) 1º E2 Luís Oliveira (Proto ORT) 2º E2 João Vivas (KTM) 3º E2 Diogo Ventura (Honda) 4º E2 Gonçalo Reis (Sherco) 5º E2 Diogo Vieira (Yamaha) 1º E1 Tomás Clemente (KTM) 2º E1 André Mouta (KTM) 3º E1 João Hortega (KTM) 6º E2 Fernando Ferreira (Sherco) 4º E1

OPEN 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º

Sebastian Bühler (Yamaha) Nuno Oliveira (Sherco) Márcio Antunes (Sherco) Bruno Santos (KTM) David Megre (KTM) Ricardo Wilson (TM) Pedro Oliveira (Honda) Bernardo Megre (Yamaha) Fernando Sousa Jr. (KTM) Miguel Fernandes (Beta) Marco Correia (Sherco)

VERDES 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 14 MOTO

João Moura (Sherco) V2 Diogo Parente (Husqvarna) V2 Rodrigo Belchior (KTM) V1 Diogo Nogueira (KTM) V2 João P. Campos (Husqvarna) V1 Celso Moreira (KTM) V2 Vasco Quaresma (Honda) V2

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º

João Nobre (Husqvarna) Nuno Freitas (KTM) Gonçalo Gomes (Yamaha) Carlos Pedrosa (Yamaha) Albano Mouta (KTM) Nelson Reis (KTM) Miguel Teixeira (Beta) Tony Carvalho (Beta) Marco Lopes (Sherco) Mário Paiva (Yamaha) Carlos Oliveira (Beta) Nelson Vassalo (KTM) Gabriel Seco (Beta) José Pereira (Sherco) Paulo Amado (Beta)

SUPER VETERANOS 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º

Pedro Sarreira (Yamaha) Fernando Teixeira (KTM) Paulo Moreno (Sherco) Ulisses Rossa (Beta) Cristovão Teixeira (Husqvarna) Fernando Sousa (KTM) António Gudiño (Beta) Francisco Costa (Sherco) Juan Caballero (KTM)

YOUTH CUP 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º

Rodrigo Belchior (KTM) João P. Campos (Husqvarna) Frederico Rocha (Honda) Rui Fernandes (Sherco) João P. Silva (Yamaha) Gonçalo Sobrosa (KTM) Pedro Martins (Sherco) Vítor Queirós (Sherco) João Queirós (Yamaha)

SENHORAS 1º 2º 3º

Joana Gonçalves (Beta) Rita Vieira (Yamaha) Bruna Antunes (KTM)

VINTAGE 1º

Miguel Antunes (Honda)

Campeonato Nacional de Enduro 2ª prova – Góis ELITE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º

Luís Oliveira (Yamaha) 1º E2 Diogo Ventura (Honda) 2º E2 Gonçalo Reis (Sherco) 3º E2 Diogo Vieira (Yamaha) 1º E1 Tomás Clemente (KTM) 2º E1 André Mouta (KTM) 3º E1 Fernando Ferreira (Sherco) 4º E1 João Vivas (KTM) 4º E2 Manuel Teixeira (Beta) 5º E1

OPEN 1º 2º

Sebastian Bühler (Yamaha) Nuno Oliveira (Sherco)

Jan./Fev

3º 4º 5º 6º 7º

Márcio Antunes (Sherco) Pedro Oliveira (Honda) Bruno Santos (KTM) Ricardo Wilson (TM) Miguel Fernandes (Beta)

VERDES 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º

João Moura (Sherco) V2 Diogo Parente (Husqvarna) V2 José Pimenta (KTM) V2 Igor Domingos (Yamaha) V1 Gil Carmo (Honda) V1 Martim Ventura (Yamaha) V1 Nuno Cação (Beta) V3 Pedro Teixeira (TM) V1 Vasco Quaresma (Honda) V2 Rodrigo Belchior (KTM) V1 João P. Campos (Husqvarna) V1 João Rafael (Husqvarna) V1 Hélder Fernandes (Sherco) V2 Saúl Pereira (Husqvarna) V3 Gonçalo Sobrosa (KTM) V1

VETERANOS 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º

Nuno Freitas (KTM) Carlos Pedrosa (Yamaha) Albano Mouta (KTM) João Nobre (Husqvarna) Carlos Oliveira (Beta) Miguel Teixeira (Beta) Carlos Jesus (Yamaha) Mário Paiva (Yamaha) Gonçalo Gomes (Yamaha) Tony Carvalho (Beta) Nelson Reis (KTM) Oscar Araújo (Beta) Nelson Cabeça (KTM) Gabriel Seco (Beta) Nelson Vassalo (KTM)

SUPER VETERANOS 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º

Fernando Teixeira (KTM) Arsénio Miranda (Yamaha) Pedro Sarreira (Yamaha) Carlos Lopes (Sherco) Paulo Moreno (Sherco) Ulisses Rossa (Beta) Abílio Soares (Husqvarna) Cristovão Teixeira (Husqvarna) António Gudiño (Beta) Juan Caballero (KTM) Mário Simões (Beta)

YOUTH CUP 1º 2º 3º 4º

Rodrigo Belchior (KTM) João P. Campos (Husqvarna) João P. Silva (Yamaha) Francisco Alvoeiro (KTM)

ENDURO CUP 1º 2º 3º 4º 5º 6º

Mateus Cêpa (AJP) Miguel Saraiva (AJP) Nuno Barradas (AJP) Gonçalo Jesus (Beta) Gonçalo Salgado (Sherco) André Azenha (Honda)

SENHORAS 1º 2º 3º

Joana Gonçalves (Beta) Rita Vieira (Yamaha) Bruna Antunes (KTM)

VINTAGE 1º

Miguel Antunes (Honda)


Motoportugal nº271  

Fevereiro 2018

Motoportugal nº271  

Fevereiro 2018

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