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Evolução Empresarial O deslocamento Econômico e o impacto na Evolução Empresarial.

No Brasil o descolamento econômico se dá em direção aos serviços. Relembrando que serviços são as atividades que não geram transferência de propriedade porque não resultam na produção de objetos ou bens tangíveis que possam ser transferidos de uma entidade à outra legalmente. Somente habilidades pessoais são executadas. A Economia baseada em serviços no Brasil

Este é um assunto de grandes proporções e por isso mesmo será abordado de modo abrangente. A intenção inicial é constatar o deslocamento que ocorre no Brasil. Posteriormente um exemplo recente desse deslocamento. Desde a Revolução Industrial, o deslocamento econômico da agricultura para a indústria, muitas alterações vem ocorrendo no modo de vida das pessoas, como elas trabalham, como elas usam seu tempo de lazer, quanto dinheiro ganha e como o gastam. O IBGE divide as atividades econômicas em três grandes setores: Agricultura, Indústria e Serviços. Obviamente são as políticas do governo que acabam por determinar os deslocamentos econômicos de cada nação e por decorrência o impacto na Evolução Empresarial. ◥ EY&T A dvisory 2003®2017

As figuras abaixo demonstram o PIB para cada setor em termos de Valor Adicionado Bruto para as três atividades econômicas. A fonte de dados é o IBGE. 2010

Brasil AIS Agropecuária Indústria Serviços

R$ 105.163.000 539.315.998 1.197.774.001 1.842.252.999

% 5,71 29,27 65,02 100,00

R$ 240.290.000 1.131.810.000 3.166.496.000 4.538.596.000

% 5,30 24,90 69,80 100,00

2013

Brasil AIS Agropecuária Indústria Serviços

Percebe-se que já em 2010 o país era predominantemente voltado a serviços e continua nessa tendência em 2013.

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Já o Setor Industrial apresenta uma diminuição considerável por tratar-se de um índice nacional.

em Maio de 2015 496.141 MEI de Cabelereiros, Manicure/Pedicuro, Esteticistas e Afins. (3)

E a Agropecuária sofre uma diminuição de pequena proporção.

Evolução Empresarial

No segmento de serviços o Governo Federal já dá os sinais positivos de mudança na forma de relacionamento para os prestadores de serviço, substituindo a CLT por contratos de parceria sem vínculo empregatício. Um exemplo claro desse direcionamento é a LEI Nº 13.352, DE 27 DE OUTUBRO DE 2016 que traz em seu artigo primeiro o seguinte texto: Art. 1o-A Os salões de beleza poderão celebrar contratos de parceria, por escrito, nos termos definidos nesta Lei, com os profissionais que desempenham as atividades de Cabeleireiro, Barbeiro, Esteticista, Manicure, Pedicuro, Depilador (1) e Maquiador.

A mesma LEI Nº 13.352, DE 27 DE OUTUBRO DE 2016 elimina o conflito de “vínculo empregatício” causador de litígios e perdas financeiras. § 11. O profissional-parceiro não terá relação de emprego ou de sociedade com o salão-parceiro enquanto perdurar a relação de parceria tratada nesta Lei.

Conforme Nota Explicativa da ABSB esta legislação permite separar as receitas do parceiro e do salão desonerando e distribuindo a carga tributária do salão. (2) Conforme dados do SEBRAE havia em 2012 49.347 salões de beleza e 31.148 afins. E havia ◥ EY&T A dvisory 2003®2017

Diante destas constatações observamos claramente como a politica do governo influencia na evolução empresarial. A forma diversificada na qual a evolução se apresenta pode ser via expansão internacional, substituição de empregos CLT por contratos de parceria, associação e venda de empresas, reestruturação, fusão e aquisição e os mais impactantes sendo os novos modelos de negócios e tecnologias inovadoras. Estes dois últimos entram em conflito direto com politicas obsoletas de governo e o conservadorismo. A partir desta constatação, como pode uma empresa evoluir? O que ela deve fazer para acompanhar esse deslocamento econômico antes de ser atingida “de surpresa”? Como a empresa pode se preparar para redirecionar o curso de suas atividades? Um espaço precisa ser aberto para que o assunto seja aprofundado e novas formas de encarar a evolução das empresas sejam apresentadas. E uma forma de pensar sem métodos usuais, pois eles são destinados a produzir resultados e não ideias. Então pensando assim desenvolvemos uma forma inicial para identificar onde é preciso intervir nas empresas. Através de um | Bras il | São P aulo – SP

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questionário com Fatores Determinantes e Categorias de Evolução Empresarial como base de nosso trabalho neste sentido. Organizando Fatores Determinantes e Categorias de Evolução possíveis para as empresas faz com que novas associações antes impensadas venham à tona. Os Fatores Determinantes são os motivos pelos quais a empresa será obrigada a efetuar mudanças. Já as Categorias de Evolução Empresarial podem ser vistas como o esforço necessário para a empresa evoluir.

idealizadores e assim a evolução empresarial esta intimamente ligada à evolução do ser humano. Como dissemos ao início a Evolução Empresarial é um assunto de grandes proporções. Sendo assim é necessário entender como as empresas chegaram ao ponto em que estão atualmente. Então nada melhor do que um estudo fundamentado. Sugerimos o leitura do artigo HISTÓRIA DE EMPRESAS E A EVOLUÇÃO EMPRESARIAL (4) onde o autor aborda o estudo da história de empresas e a evolução empresarial.

O menor esforço é de quem planeja, o maior é de quem espera acontecer. Orientamos os participantes na deliberação e estruturação das ideias geradas em torno do tema. Considerações Vivemos atualmente em função de empresas que evoluíram através dos tempos. Nosso fluxo diário de vida inclui o convívio com empresas. Mesmo quando estamos em casa dependemos das empresas para tudo. Claro que há muita reflexão a ser feita, mas as empresas representam a vulnerabilidade com a qual convivemos diariamente. Empresas são entidades artificiais criadas por seres humanos para satisfazer desejos e necessidades. Não são como as arvores da natureza que tem um ciclo de vida próprio. Empresas são inconstantes como seus ◥ EY&T A dvisory 2003®2017

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Referências (1)

BRASÍLIA. Michel Temer. Casa Civil Subchefia Para Assuntos Jurídicos (Ed.). LEI Nº 13.352: Contrato de parceria entre profissionais. 2016. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20152018/2016/lei/L13352.htm>. Acesso em: 21 jan. 2017. (2)

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS SALÕES DE BELEZA (Campinas). ABSB (Ed.). Nota Explicativa: O que muda na contabilidade dos salões com a lei 13.352/2016. 2016. Disponível em: <http://www.saloesbrasil.com.br/site/?p=674>. Acesso em: 21 jan. 2017. (3)

ANDREZZA TORRES (SP). Coordenadora (Org.). Cenário do Negócio Salão de Beleza no Brasil: Beleza em números no Brasil. 2016. Disponível em: <www.sebraemercados.com.br/wpcontent/.../Outubro_Servicos_SaloesDeBeleza.pdf >. Acesso em: 21 jan. 2017. (4)

MACHADO, Silvio Romero Martins. HISTÓRIA DE EMPRESAS E A EVOLUÇÃO EMPRESARIAL. 2011. Disponível em: <http://seer.upf.br/index.php/ph/article/view/463 5/3112>. Acesso em: 30 jan. 2017.

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