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Tribunal da Relação confirma: Absolvição total para Fátima Felgueiras Com esta decisão, não passível de recurso, termina o processo “Saco Azul”

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µArmindo Mendes

Marco Teixeira da Silva, presidente da Junta de Macieira da Lixa Págs. 5 e 6

“A nossa mensagem passa e merece o apoio da maior parte das pessoas” Págs. 8 e 9 Luís Miguel Nogueira, coordenador autárquico do CDS em Felgueiras

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Alunos da Escola Profissional desevolvem dispositivo para a Assembleia Municipal

CALÇADO: Capacidade empregadora do setor em Felgueiras ajuda desempregados de outras indústrias Considera Nuno Fonseca, presidente da Associação Empresarial Pág. 3

µArmindo Mendes

“O grande erro da nossa democracia foi nunca ter atribuído o mérito ao presidente de Junta”

µArmindo Mendes

µArmindo Mendes

Quinta-feira, 31 de Maio de 2012 | Ano 6 • Nº 118 € 0,80 • Mensal | Diretor Miguel Carvalho | Telef.255 495 751 Fax. 255 495 710 | E-mail: geral@expressofelgueiras.com | www.tamegaonline.info




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Eduardo Bragança lidera lista única nas eleições para a concelhia do PS ras e com personalidades que merecerão o apoio da maioria dos felgueirenses”, acrescentou Eduardo Bragança. “Acredito que vamos ganhar”, observou. Para o dirigente, a população de Felgueiras já

µArmindo Mendes

afirmou o líder socialista. Ao Expresso de Felgueiras, sublinhou que se mantém, no essencial, a equipa que trabalhou no mandato que agora termina, o que significa, na ótica do dirigente, que os socialistas estão todos imbuídos

presso de Felgueiras, Eduardo Bragança garante que praticamente todos os militantes com direito a voto nestas eleições (cerca de 300) assinaram a declaração de aceitação da candidatura. “Esta é a prova inequívoca de que o PS está unido no projeto de mudança que tem para Felgueiras”,

do mesmo espírito de determinação. Eduardo Bragança disse que o seu partido vai, após as eleições do próximo sábado, empenhar-se no processo que há de levar às eleições autárquicas do próximo ano. “Vamos apresentar, com certeza, um projeto coeso, com ideias cla-

percebeu que a atual equipa que governa a câmara defraudou todas as promessas que fez ao eleitorado. “Hoje temos um concelho parado. Felgueiras merece gente com mais capacidade do que a que está no poder”, disse Bragança. |Armindo Pereira Mendes

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Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a absolvição da ex-presidente da Câmara de Felgueiras Fátima Felgueiras dos crimes de que estava acusada no âmbito do denominado “processo saco azul”, disse à Lusa o advogado Artur Marques. Segundo o jurista, com esta decisão de segunda instância terminou o processo, garantindo não haver possibilidade de recurso. “Isso acontece porque é um acórdão absolutório que confirma a sentença da primeira instância”, explicou Artur Marques, precisando que, quando tal ocorre, não é passível de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça. Artur Marques disse estar muito satisfeito, porque “o tribunal deu razão à doutora Fátima Felgueiras” e à tese que a sua defesa sempre apresentou desde o início do processo. O Tribunal da Relação de Guimarães (TRG) também confirmou a absolvição dos demais arguidos do processo, incluindo de Júlio Faria, também expresidente da Câmara. No denominado processo do “saco azul”, Fá-

µArmindo Mendes

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atual líder do PS de Felgueiras, Eduardo Bragança, encabeça a única lista que vai se vai apresentar às eleições da concelhia, marcadas para o próximo sábado. Em declarações ao Ex-

Tribunal da Relação confirma absolvição total de Fátima Felgueiras

tima Felgueiras tinha sido condenada, no dia 07 de novembro de 2008, a três anos e três meses de prisão, com pena suspensa e perda de mandato, por um crime de peculato, um de peculato de uso e outro e abuso de poder. O Ministério Público recorreu então para a Relação de Guimarães, que acabou por declarar prescritos dois dos crimes. Esta instância ordenou ainda a repetição do julgamento do terceiro crime (peculato), por entender ter havido uma alteração substancial

dos factos. No dia 01 de julho de 2011, no âmbito da repetição ordenada pelo TRG, o tribunal de Felgueiras absolveu Fátima Felgueiras desse crime de peculato. No início do processo, que tinha a ver com a atribuição de verbas autárquicas ao clube local de futebol, a então presidente da Câmara tinha sido acusada de 11 crimes, entre os quais participação económica em negócio, abuso de poder, prevaricação e peculato. |Armindo Pereira Mendes/Lusa

AEF remodela espaço para servir melhor os associados

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Associação Empresarial de Felgueiras realizou recentemente obras de remodelação das suas instalações com o objetivo de as tornar mais funcionais e confortáveis. Nuno Fonseca, presi-

dente da AEF, explica que havia necessidade de dotar o espaço dos serviços administrativos de mais capacidade de resposta para as solicitações dos associados. Segundo o dirigente, estes melhoramentos signi-

ficam também um sinal que a direção da AEF quis dar aos associados no sentido de que, apesar da dificuldades, mantem-se a aposta de crescimento desta instituição. “Queremos cada servir mais e melhor os em-

presários de Felgueiras”, afirmou, destacando as melhores condições de atendimento agora disponibilizadas. “Os trabalhos que realizámos aproveitam melhor o espaço, com uma configuração mais moderna e

funcional”, acrescentou ao Expresso de Felgueiras. Além da área administrativa, também foi melhorado o auditório da sede da associação e o espaço dedicado ao arquivo. A remodelação foi realizada com meios financei-

ros da associação. A inauguração do novo espaço foi realizada no dia 19, com uma cerimónia onde estiveram presentes os presidentes da Confederação do Comércio Português, da APICCAPS e da autarquia de Felgueiras.

Ficha Técnica Propriedade e Edição Carvalho & Mendes - Edições Gráficas e Audiovisuais, Lda. | Capital Social 5000 euros | Detentores de mais de 10% do Capital Social Miguel Carvalho, Armindo Mendes | Endereço postal: Expresso de Felgueiras - Rua Padre Manuel Lopes Dias Rocha - 4615-656 Lixa Sede CM Edições: Edifício Século XXI Rua Padre Manuel Lopes Dias Rocha - 4615-656 LIXA | Telefone 255 495 751 | Telefax 255 495 710 | E-mail cmedicoes@gmail.com | Contribuinte nº 507575318 | Registo no ICS nº 124883 | Periodicidade Mensal | Depósito Legal nº 241130/06 | Director Miguel Carvalho | Redacção Edifício Século XXI Rua Padre Manuel Lopes Dias Rocha - 4615-656 Lixa | Telefone 255 495 751 | Telefax 255 495 710 | E-mail geral@expressofelgueiras.com | Colaboradores Sérgio Martins, Hélder Quintela, Bruno Mendes, Ana Leite, Aureliana Gomes (CP nº 8526), André Moniz, Miguel Sousa, Diana Teixeira | Paginação CM Edições | Impressão Gráfica Diário do Minho, Braga | Tiragem desta edição 3000 exemplares


µArmindo Mnedes

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CALÇADO: Capacidade empregadora do setor em Felgueiras ajuda desempregados de outras indústrias Considera Nuno Fonseca, presidente da Associação Empresarial

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presidente da Associação Empresarial de Felgueiras acredita que o setor do calçado vai continuar a amortecer o impacto da crise noutros setores da economia do concelho e municípios vizinhos, evitando a subida do desemprego. “Acredito que o calçado no concelho, graças ao bom momento que atravessa, tem ainda margem para continuar a crescer e, dessa forma, absorver parte da mão-de-obra que vai sobrando de outras atividades”, afirmou Nuno Fonseca. Em declarações à Agência Lusa, o presidente da associação empresarial comentava o facto de Felgueiras ser o concelho do Vale do Sousa onde se tem verificado, nos últimos meses, uma menor subida na taxa de desemprego. De abril de 2011 a abril deste ano, o número de inscritos nos centros de emprego dos seis municípios do Vale do Sousa (Lousada, Castelo de Paiva, Paços de Ferreira, Pa-

redes, Felgueiras e Penafiel) aumentou 23,88 por cento, afetando mais de 25.000 pessoas. Nesse período, em Felgueiras, o desemprego subiu 9,98 por cento, mas nos demais municípios industriais da região o crescimento foi bastante superior, situando-se entre os 24,38 por cento de Paredes e os 33,36 de Penafiel. Para Nuno Fonseca, a indústria local, responsável por cerca de 60 por cento da produção nacional de calçado, vai conseguindo atenuar os problemas que outros setores atravessam, nomeadamente o têxtil, a construção, o comércio e os serviços. O setor, só em Felgueiras, foi responsável, em 2011, por cerca de 700 milhões de euros de calçado, empregando cerca de 15 mil pessoas do concelho e de município vizinhos, como Fafe, Amarante, Celorico de Basto, Guimarães e Lousada. Em Felgueiras laboram mais de 600 empresas do setor. A capacidade empregadora que tem revelado o setor do calçado, acrescenta o dirigente associativo, deverá manter-se à medida que as empresas forem crescendo e ganhando outros mercados para exportarem os seus produtos. “Felizmente, as nossas empresas de calçado continuam a dar provas de que estão no bom caminho, ajudando o concelho e contribuindo para o aumento das exportações portuguesas”, considerou.

Nos últimos meses, o Centro de Formação da Indústria de Calçado, de Felgueiras, em articulação com o Instituto de Emprego, tem ministrado inúmeras ações de formação junto de desempregados, com origem noutros setores e também de outros concelhos, fazendo-o em linhas de produção de empresas de calçado. Nuno Fonseca elogia essa estratégia porque, diz, é a que melhor corresponde às necessidades das indústrias em crescimento, ao mesmo tempo que garante uma saída profissional para quem está desempregado. Apesar disso, admite, ainda há empresários que se queixam de não haver, em número suficiente, pessoas que queiram trabalhar no calçado, sobretudo em funções produtivas das dezenas de fábricas que laboram no concelho. Segundo Nuno Fonseca, muitos desempregados de outros setores, sobretudo dos serviços, revelam alguma relutância na possibilidade de irem trabalhar para as linhas de calçado. No entanto, essa tendência, segundo o dirigente, tenderá a esbater-se com a formação profissional de qualidade que alguns desses recursos humanos estão a receber, preparando-os para terem mais êxito nas novas tarefas. |Armindo Pereira Mendes / Lusa


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µArmindo Mendes



Deputados municipais vão usar dispositivos eletrónicos para votar Os votos eletrónicos serão processados instantaneamente numa aplicação informática desenvolvida pelos alunos da Escola Profissional de Felgueiras

O

s deputados municipais de Felgueiras vão usar pela primeira vez nas suas votações, na reunião de junho, um dispositivo eletrónico desenvolvido por alunos da escola profissional de Felgueiras. Cada um dos 65 eleitos receberá um comando à distância, com quatro bo-

tões, que ficará ligado, por radiofrequência, a um computador instalado na mesa da presidência. Esse sistema, que já foi testado informalmente na última sessão do órgão autárquico, garantirá, segundo os seus promotores, a votação simultânea e com total segurança de todos os deputados. Os votos eletrónicos se-

rão então processados instantaneamente numa aplicação informática, também desenvolvida pelos alunos daquela escola profissional. Os resultados serão projetados numa tela visível para todos os deputados e para o público. “Em cerca de 30 segundos, todo o processo ficará concluído”, garantiu à Lusa Valdemar Sousa, elemento

da direção da EPF. Todos os dados, acrescentou, ficarão registados na aplicação, o que constituirá um auxílio importante no desenvolvimento das atas e no controlo das presenças dos deputados municipais. O desenvolvimento deste sistema foi iniciado há cerca de um ano na sequência de um desafio proposto pelo presidente da Assembleia Municipal de Felgueiras. Mário Silva, professor que coordenou os trabalhos técnicos, disse à Lusa ter sido uma tarefa muito complexa, que obrigou a várias fases de estudo e preparação, “para que tudo funcionasse”. Segundo o docente, todos os componentes eletrónicos dos comandos foram desenvolvidos pelos alunos do 12º ano do curso de eletrónica e comutação. “Isto exigiu de todos muita paciência, mas foi sem dúvida uma experiência aliciante”, afirmou.

O desenvolvimento do sistema foi incluído no trabalho curricular dos alunos. “Isto foi feito nas salas de aulas”, disse. Uma das grandes preocupações, segundo Mário Silva, foi a segurança do sistema. “O dispositivo funciona com uma encriptação de 128 bit praticamente impossível de descodificar. É semelhante à usada pela NASA”, garantiu, reafirmando a segurança das votações. “Nenhum dos deputados nem a mesa têm acesso aos códigos”, frisou. Daniel Rocha, um dos alunos que trabalhou no projeto, disse à Lusa que foi um desafio muito grande concretizar o sistema, destacando sobretudo a minúcia da tarefa de soldar todos os componentes eletrónicos. A aplicação informática que vai processar todos os dados foi desenvolvida com o apoio do professor

de programação, procurando corresponder às exigências específicas da Assembleia Municipal. Nela é possível perceber o sentido de voto de cada deputado, identificado por um número, percetível a partir de cores diferenciadas: verde (voto a favor), vermelho (voto contra) ou amarelo (abstenção). A direção da escola adianta que o sistema vai ainda ser melhorado com novas funcionalidades, incluindo a introdução de um cronómetro, que permitirá à mesa, com todo o rigor, controlar os tempos de intervenção de cada deputado ou grupo parlamentar. Também está a ser preparado um comando com inscrições em linguagem acessível, por Braille, a um deputado invisual. Valdemar Sousa disse estar seguro de que este é o primeiro sistema de voto eletrónico numa assembleia municipal. |Armindo Pereira Mendes / Lusa


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> Entrevista



“O grande erro da nossa democracia foi nunca ter atribuído o mérito ao presidente de Junta” Marco Teixeira da Silva, presidente da Junta de Macieira da Lixa

EXPRESSO DE FELGUEIRAS (EF) - Foi eleito pela primeira vez presidente da junta em 2009. Como encontrou a junta de freguesia de Macieira da Lixa que herdou? Marco Teixeira da Silva (MTS) - Em primeiro lugar, encontrei-a sem qualquer tipo de liquidez financeira. O que mais me impressionou foi ter encontrado uma junta inacessível e fria no contacto com os fregueses.

EF - Quais têm sido as grandes prioridades do

“Não consigo entender a relação existente entre juntas e câmara” trabalho do seu executivo? MTS - A grande prioridade é a construção da Casa Mortuária e a manutenção da rede viária. EF - O senhor tem trabalhado com uma câmara que é liderada por elementos de um partido diferente do seu. Acha que essa diferença política tem prejudicado a atividade da junta?

EF - Que avaliação faz da primeira parte deste mandato autárquico na sua Junta de Freguesia?

MTS - A relação com a Câmara Municipal de Felgueiras é uma relação institucional de prestígio mútuo. É claro que as diferenças políticas consistem em ideologias diferentes e, consequentemente em diferentes objetivos para a Freguesia.

MTS – Positiva. Aliás,

EF - Alguns presidentes

“Concordo com a Reforma Administrativa, mas esta não é a ideal” na minha opinião, temos feito um enorme trabalho, nomeadamente na realização das obras mais importantes e básicas para a freguesia e na aposta de uma relação de igual para igual com todos os nossos habitantes.

clusão a que chego é que não consigo entender, até ao presente momento, a re-

de junta têm-se queixado que não estarão a ter na Câmara de Felgueiras a abertura que esperavam. Também partilha desse ponto de vista? MTS - Este é o primeiro mandato e a primeira con-

lação existente entre juntas e câmaras. Constato relações de “distância” e sem vínculo, onde não é dado o devido valor ao presidente de junta, um dos casos em que essa “distância” se faz notar é a falta, por exemplo, de um gabinete municipal de apoio às juntas de freguesia. A Câmara Municipal nunca se pode esquecer que o grande capital humano está sempre do lado da Junta de Freguesia. O grande erro da nossa democracia foi nunca ter atribuído o mérito ao Presidente de Junta. EF - Que avaliação faz do trabalho do executivo camarário, destacando os pontos fortes e, eventualmente, o menos fortes? MTS – Honestamente, espero mais da Câmara Municipal, espero que se resolva o mais rapidamente possível o diferendo com os proprietários na rua das Hortas, o Protocolo Especial da Casa Mortuária e o saneamento básico. Duas destas situações estão ao alcance da Câmara, com mais ou menos austeridade. Depois de ver estas situações resolvidas, aí sim, irei com certeza fazer a avaliação deste executivo. EF – Como é que o senhor

µAndré Moniz

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leito pela primeira vez em 2009, Marco Teixeira da Silva (PS) lidera a junta de Macieira da Lixa, constituindo um dos mais jovens autarcas do concelho. Nesta entrevista ao Expresso de Felgueiras, faz o balanço da primeira metade do mandato e explica como tem sido a relação com a câmara de maioria PSD.


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µAndré Moniz



presidente da Junta de Macieira observa a reforma do poder local que prevê a agregação de freguesias, incluindo da zona da Lixa. Concorda com essa reforma proposta pelo PSD? MTS - Concordo com a Reforma Administrativa, mas esta não é a ideal, já que na minha opinião também deveríamos partir para a regionalização. O modelo de agregação proposto não é modelar, mas é um princípio para a mudança. No atual modelo é impossível trabalhar. Na atualidade, as juntas estão presas e fechadas por simples trabalhos administrativos. EF – Agrada-lhe a possibilidade de a sua freguesia ser integrada numa nova

que abrangesse toda a cidade da Lixa? MTS - Agrada-me essa possibilidade, só tem lógica e sentido haver reforma administrativa se a cidade da Lixa sair a ganhar. Ficará uma cidade com uma

Felgueiras. EF - Não defende que, face à importância dessa reforma, já deveria ter havido debates públicos no concelho, como tem ocorrido em municípios vizinhos?

“Enfrentarei qualquer desafio com a mesma honestidade e frontalidade que encaro o dia-a-dia” personalidade reivindicativa e com poder de decisão. Não nos podemos esquecer que a cidade da Lixa foi esquecida há muitos anos pelos responsáveis políticos, não se lembrando eles que a Lixa é o segundo maior polo urbano do concelho de

MTS - Concordo, mas os responsáveis em parte são os órgãos de poder, Governo, CCDR, Câmara Municipal, Assembleia Municipal. Na minha opinião, ninguém quer ficar conectado com a reforma administrativa e estão a deixar o

processo evoluir sem muito anúncio. É de lamentar! EF - A menos de dois anos das próximas eleições autárquicas, gostava de poder continuar ligado à vida autárquica após as eleições do próximo ano? MTS - Não sei. Honestamente, o futuro a Deus pertence! Gosto da vida autárquica, sinto-me bem, mas tudo vai depender de vários fatores, nomeadamente, partidários, familiares e profissionais. Posso garantir que enfrentarei qualquer desafio com a mesma honestidade e frontalidade que encaro o dia-a-dia. |Armindo Pereira Mendes

Oferta N.º 587813062 Profissão: Encarregado Geral Indicação do Regime de Trabalho: Com conhecimentos de organização, gestão pessoal, planeamento, informatica, Inglês e Francês fluente Local: Revinhade - Felgueiras Oferta N.º 587812972 Profissão: Outros sapateiros, trabalhadores do calçado Indicação do Regime de Trabalho: Com experiência no fabrico e acabamento de solas Local: Margaride - Felgueiras Oferta N.º 587813064 Profissão: Gaspeador Indicação do Regime de Trabalho: Com experiência Local: Lagares - Felgueiras Oferta N.º 587815955 Profissão: Gaspeador Indicação do Regime de Trabalho: Com experiência Local: Sernande - Felgueiras


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Assembleia Geral da Cooperativa de Felgueiras apreciou contas com saldo negativo da anterior direcção Actual direcção, liderada por Casimiro Alves, mostrou-se empenhada numa “gestão rigorosa” para reduzir o passivo

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Assembleia Geral da Cooperativa Agrícola de Felgueiras aprovou, em reunião ordinária realizada no início do mês de Maio, o relatório de contas de 2011 com um saldo líquido negativo de 561 720 euros. As contas apresentadas pela actual direcção, que tomou posse a 14 de Novembro de 2011, correspondem ao exercício do anterior elenco directivo da cooperativa liderado pelo economista Manuel Faria. Apesar dos resultados negativos decorrentes da gestão da anterior direcção, eleita em 2007 e que administrou a Cooperativa de Felgueiras nos últimos anos, o actual presidente afirmou que tem esperança e confiança na gestão rigorosa que estão a concretizar no sentido de inverter o prejuízo apurado nas contas de 2011. “Os indicadores económicos e financeiros menos bons estão a merecer pela actual direcção um acompanhamento muito eficaz, no sentido da redução do passivo, de repor os níveis

de rendibilidade económica do passado nas diversas secções, nomeadamente a viticultura e a compra e venda, e na redução dos custos fixos”, realçou o presidente da direcção da Cooperativa de Felgueiras, Casimiro Alves. “Os cenários orçamentais apresentados para o exercício económico de

2012 visam uma melhoria substantiva das condições económicas e financeiras da cooperativa e dos seus associados, face aos prejuízos e dificuldades verificados no ano anterior”, acrescentou. Comentando os resultados do exercício de 2011 o actual presidente argumentou que os resultados nega-

tivos são o reflexo de um negócio ruinoso que a anterior direcção promoveu com a Adega Cooperativa de Castelo de Paiva, nomeadamente na consequente desvalorização do preço de venda do vinho tinto. Em 2011, comparativamente com 2010, verificouse uma quebra de 14,65 por cento na entrega de uvas.

Apesar de as uvas brancas aumentarem o seu peso houve uma quebra acentuada nas uvas tintas. Também no preço médio por quilo das uvas houve uma quebra de 0,37, em 2010, para 0,33 cêntimos em 2011. Segundo o relatório de contas apresentado na AG da Cooperativa de Felgueiras no ano de 2011 verificou-se uma quebra acentuada no preço médio de venda de vinho a granel por litro sendo inferior ao custo de produção, sobretudo no vinho tinto, e que implicou um prejuízo de 158 804 euros. “A degradação da situação económica e financeira da secção e os preços de venda de vinho firmados pela anterior direcção implicou que a actual direcção tivesse necessidade de proceder a uma redução dos preços das uvas na campanha de 2011”, explicam no relatório. As contas reflectem uma margem negativa nas vendas de vinhos a granel e uma menor quantidade de uvas entregues na campanha e a consequente re-

dução do custo unitário das uvas. Na secção de aprovisionamento e escoamento de produtos o resultado também foi negativo. “Em relação ao ano anterior a secção vendeu mais, embora a margem comercial média foi inferior em três pontos percentuais. Esta redução na margem implicou uma quebra acentuada explicando o resultado negativo da secção”, sustentam no relatório. Na secção de produtores de leite e de pecuária os resultados, embora pouco expressivos, foram positivos. A secção de fruticultores também apresentou saldo positivo. “A secção apresenta um resultado positivo de 20 788 euros, enquanto no ano transacto tinha sido 66 320 mercê da inclusão de parte das vendas da campanha de 2010”, especificam. O passivo da Cooperativa de Felgueiras, no final de 2011, aumentou cerca de 16 por cento.

rentabilidade das suas explorações agrícolas e pecuárias”. No sector frutícola, a direção anunciou a intenção de expandir a quantidade de fruta recepcionada. “Para isso, será necessário adequar as instalações que existem no espaço da Cooperativa para a construção de uma câmara frigorífica de 400 toneladas durante este ano e que se

prevê possa custar cerca de 120 mil euros”, foi revelado na Assembleia Geral. Aproximar os associados da cooperativa, fomentar o apoio técnico da cooperativa aos associados de uma forma justa e esclarecedora em todas as áreas de produção é outro dos propósitos que actual direcção anunciou concretizar ao longo deste ano.

| Miguel Carvalho

Atual direção da Cooperativa de Felgueiras apresentou plano de actividades e orçamento

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o plano de actividades e orçamento apresentado na última Assembleia Geral da Cooperativa de Felgueiras, a atual direção, liderada por Casimiro Alves, compromete-se a diminuir a dívida à banca e a fornecedores que herdou da anterior direcção, presidida por Manuel Faria. “No decurso deste ano já se liquidaram algumas

dívidas a fornecedores e estamos em negociações com a banca no sentido de transformar empréstimos de curto prazo em médio e longo prazo de modo a não afectar as condições de funcionamento da cooperativa”, explicou Casimiro Alves. Uma das prioridades da direcção para este ano, segundo o plano de atividades, é investir novamente

no prestígio da marca de vinho verde “Felgueiras” através de uma forte aposta na venda de vinho engarrafado das marcas da cooperativa através da Vercoope. “A cooperativa vai procurar valorizar condignamente as uvas aos associados e pagar-lhes atempadamente, mas nunca esquecendo o preço do vinho no mercado e a situação económica da adega

proveniente da gestão da anterior direcção no ano 2011”, afirmou. Outra das propostas apresentadas no plano de actividades para 2012 é a dinamização das culturas existentes da uva e kiwi, mas também apostar na criação de novas culturas, “de forma que os associados diversifiquem as suas produções e com isso ganhem outras formas de

| Miguel Carvalho




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> Entrevista “A nossa mensagem passa e merece o apoio da maior parte das pessoas” Luís Miguel Nogueira, coordenador autárquico do CDS em Felgueiras EF - O CDS tem sido o partido mais ativo na preparação das eleições autárquicas do próximo ano. A que se deve esta dinâmica quando ainda falta cerca de ano e meio para a contenda eleitoral?

µArmindo Mendes

Luís Miguel Nogueira (LMN) - Antes de iniciarmos, queria agradecer a vossa gentileza pelo convite que me fizeram para conceder esta entrevista, que espero contribua para dar a conhecer melhor o nosso trabalho em prol de Felgueiras. De facto, concordo consigo quando diz que o CDS é o partido mais ativo em Felgueiras. A nossa atividade ainda é mais notória devido à ausência (quase total) de atividade nas outras forças partidárias, que neste momento parecem estar mais preocupadas com outras questões. Esta dinâmica é a nossa essência, é a nossa maneira de ser e de estar. A única coisa que nos preocupa é Felgueiras e reunir as pessoas mais capazes para levarmos ao povo as

nossas ideias e os nossos projetos, que a serem aprovados pelos felgueirenses, vão transformar este concelho naquilo que há muito já devia ser. Digo isto em termos de gestão autárquica, pois a sua população já o fez há muitos anos. Felgueiras é hoje um concelho de referência por muitas coisas positivas, mas nenhuma se pode atribuir à sua gestão municipal. Quanto ao nosso trabalho e à atividade que referia, começou em Fevereiro de 2011, com a tomada de posse da Sra. D. Madalena Silva

não acho que começamos cedo, antes pelo contrário... Depois, esta antecedência também não é mais do que o reflexo da nossa forma de fazer política. Não somos daqueles que só se preocupam com a população e com os seus problemas uns dias antes das eleições, e que depois de serem eleitos desaparecem durante quatro anos. Gostamos de estar em contacto com as pessoas todos os dias e não apenas na campanha eleitoral. Nós não abandonamos as pessoas, continuamos a ouvir as suas

“Queremos reunir as pessoas mais capazes para levarmos ao povo as nossas ideias e os nossos projetos” como presidente da concelhia do CDS de Felgueiras. De facto, já passou mais de um ano e estamos a cerca de um ano e meio das eleições, mas quando olho para trás e vejo o caminho percorrido,

preocupações e a tentar resolvê-las. EF – Para muitos observadores, causa alguma estranheza o CDS estar tão ativo, enquanto o seu parceiro de

coligação autárquica, aparentemente, evidenciar falta de iniciativa. Face a esse dado, não haverá o risco de, quando chegar a hora de os dois partidos se sentarem à mesa das negociações, haver uma maturação maior no processo do CDS que dificulte a obtenção de um acordo? LMN - O trabalho só causa estranheza a quem não o faz ou a quem não está muito habituado a fazê-lo. Tal como já referi, é a nossa forma de estar na vida. Quanto aos outros, não me compete avaliar o maior ou o menor dinamismo de cada um. Estamos apenas preocupados com Felgueiras e com os felgueirenses. Todos os dias temos coisas para fazer, pois a vida não pára, nem a nossa nem a das outras pessoas. Quanto ao risco que fala, a existir, poderá ser para o PSD, e não para nós. Quanto mais e melhor preparados estivermos, melhor para todos, ou seja, melhor para Felgueiras. As coligações fazem-se, ou não, de 4 em 4 anos, e durante esse tempo as pessoas continuam a viver, a trabalhar, a crescer, a ter problemas e a resolvê-los. Considero que a regra é cada partido político defender as suas ideias e levá-las a votos. A exceção são as coligações e estas só se devem fazer no interesse da população. EF - O facto de a Distrital do Porto do vosso partido não se opor, em tese, a uma candidatura autónoma à Câmara de Felgueiras, quererá dizer que esse cenário é hoje mais provável do que a

coligação com o PSD? LMN - “Não se opor”, à data, foi uma declaração prudente. Mas nós sabemos que temos todo o apoio das estruturas e dos dirigentes do nosso partido, quer a nível distrital, quer a nível nacional. Posso até adiantar, que Felgueiras tem sido citada pelo país fora como um exemplo a seguir pelas outras concelhias do CDS. Quanto à realidade atual, o que posso afirmar com toda a clareza é o seguinte: O CDS é um partido autónomo e independente. Tem as suas convicções, os seus ideais, e não abdica de fazer o seu trabalho nem de percorrer o seu

para quem dirige a Câmara, o CDS não precisa de ser ouvido. Acho que ninguém vê isso com bons olhos, pois ainda estão bem presentes as memórias de tudo o que se passou na campanha eleitoral de 2009. Todos se lembram do entusiasmo e do apoio que o CDS deu ao projeto “Nova Esperança”, independentemente dos lugares ou da inexistência deles, pois não é isso que nos move. Já na altura o que nos movia era Felgueiras e o interesse dos felgueirenses e acreditávamos que uma mudança era necessária. No entanto, parece que logo na noite das eleições muita gente se esqueceu do

“Será com muito orgulho que assumirei a defesa do nosso projeto para Felgueiras” próprio caminho. O CDS não é o PSD, nem o PSD é o CDS. O facto de termos efetuado uma coligação em 2009, e de termos contribuído para a eleição do atual executivo camarário, do qual não fazemos parte, isso não nos impede de trabalhar, por e para Felgueiras. Pensando bem, também não me parece que o PSD esteja muito preocupado connosco. Desde há muito que o CDS tem sido ignorado pelo atual executivo. Nunca fomos consultados antes de ser tomada qualquer decisão neste concelho, pelo que estas decisões, más ou boas, têm responsáveis, e esses responsáveis não somos nós. Parece evidente que a coligação foi eleitoral, e que,

CDS, se calhar com medo que pudéssemos vir a pedir qualquer coisa, mas quem o fez enganou-se redondamente. Podíamos ter dado muito, e a única coisa que pedíamos para nós, e continuaremos a pedir sempre, era educação e respeito, já para não falar de um pouco de consideração, o que também ficava muito bem. A pedir outras coisas, pedimos por Felgueiras, pedimos pelo povo, pois é para isso que os partidos políticos existem. Desenganem-se aqueles que pensam que o atual executivo só teve votos do PSD. Os votos não são de ninguém, n��o se dão, emprestam-se. Os votos representam a vontade das pessoas naquela hora, naquele dia, naquele


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EF - O CDS tem realizado inúmeros contactos com a sociedade civil do concelho. Está satisfeito com a recetividade que a vossa mensagem tem encontrado? LMN - É verdade. Temos falado com muitas pessoas, de todos os quadrantes da sociedade civil felgueirense, e a recetividade tem sido muitíssimo boa. O segredo, para além da nossa simpatia, é a nossa mensagem. É extremamente simples. Essa simplicidade cria uma empatia imediata com as pessoas. Aquilo que nós defendemos e transmitimos às pessoas não é mais do que aquilo que toda a gente sabe que tem de ser feito, e no entan-

por ser deste ou daquele partido, pura e simplesmente não o fazem por que não sabem ou porque não querem. A nossa mensagem passa e merece o apoio da maior parte das pessoas porque é simples, genuína, verdadeira e credível pois é apresentada por pessoas que já provaram na sua vida e na sua profissão que são competentes, e que são capazes de fazer bem aquilo que apresentam. Esta é a fórmula do sucesso, mas para chegar até aqui, foi preciso primeiro constituir uma equipa de trabalho. Com pessoas competentes, e de preferência com pluralidade de ideias, pois se pensarmos todos o mesmo não se avança, não se inova. Depois foi, e tem sido, o ouvir as pessoas. Conhecêlas, conhecer os seus problemas, as suas preocupações,

“Desde há muito que o CDS tem sido ignorado pelo atual executivo PSD” to, pouca gente o faz! E não o fazem por serem de direita ou de esquerda, não o fazem

no fundo conhecer a terra e absorvê-la o mais e o melhor possível.

µArmindo Mendes

momento. Hoje a vontade pode ser diferente, e daqui a um ano e meio também.



Só assim, andando pelas ruas, e falando com as pessoas, é que se tem a noção da realidade. Não é dentro de um gabinete, por muito alto que seja, que se consegue saber o que é que as pessoas precisam. EF – O Dr. Luís Miguel Nogueira foi indicado pela concelhia como o candi-

dato do partido às eleições autárquicas. Como é que, nesse cenário, perspetiva o eventual combate eleitoral com pessoas que apoiou em 2009? LMN - É verdade. E isso deixa-me cheio de orgulho, pois é sinal que o meu trabalho por Felgueiras é reconhecido. O Luís Miguel Nogueira há muitos anos que tem estado presente em Felgueiras. Comecei a vir pelos amigos, e acabei por me apaixonar por esta terra, que agora é também a minha terra. No entanto, e neste momento, sou apenas o Coordenador Autárquico do CDS de Felgueiras, e é com muito entusiasmo que desempenho estas funções. Se se vier a confirmar a minha candidatura, é porque mereci a confiança dos meus companheiros, em mim e no meu trabalho, e será com muito orgulho que assumirei a defesa do nosso projeto para Felgueiras. Para já o que me preocupa não são as eleições. A minha preocupação, primeiro foi a de ajudar a organizar o partido e a fazê-lo crescer (e só no último ano já crescemos mais de 300%), depois foi criar uma equipa competente (de onde destaco a mistura entre pessoas com muita experiência autárquica e muita juventude altamente qualificada). Neste momento o que me preocupa é ouvir as pessoas, para mais tarde

apresentar ideias e projetos que reflitam o que é que faz mesmo falta. O nosso projeto vai ser construído com as ideias e necessidades dos felgueirenses, priorizando sempre estas necessidades em função da sua importância, do seu financiamento e

por Felgueiras e pelas suas gentes. Pela melhoria do concelho e das suas infraestruturas, pela melhoria da qualidade de vida das pessoas, pelo orgulho que todos deviam ter pela sua terra e que tanto tarda em chegar. Para nós, este “combate”

“Ninguém no CDS tem qualquer peso na consciência, ou sente qualquer incómodo perante outros partidos ou outros dirigentes partidários” da sua exequibilidade. Até este momento temos trabalhado muito no sentido de reunir a melhor equipa, que tem de ser composta pelas pessoas mais competentes que conhecemos e que ao mesmo tempo aceitem o desafio de Felgueiras. Os resultados estão à vista, e eu sei que sou suspeito, mas em todos estes anos acho que nunca vi tantos nem tão bons. Ninguém tem medo de arregaçar as mangas, ninguém tem alergia ao trabalho, e se tudo continuar assim, o futuro será muito bom. Acho que o melhor exemplo é a nossa Juventude Popular. Nunca vi nada assim! Só tenho pena é que todos os felgueirenses ainda não conheçam estes jovens. De facto, o futuro em Felgueiras está garantido. No que diz respeito ao “combate”, a acontecer será

será sempre um combate de ideias e de projetos para o bem de Felgueiras, e nunca um combate entre pessoas ou entre partidos. Neste sentido, e por tudo isto, este “combate” não nos assusta, só nos entusiasma, e por nós já podia ter começado. Ninguém no CDS tem qualquer peso na consciência, ou sente qualquer incómodo perante outros partidos ou outros dirigentes partidários. Nós nunca nos portamos mal com ninguém, antes pelo contrário, e fazemos da nossa educação o nosso cartão-de-visita. Para concluir, gostava de dizer que este é o momento de Felgueiras, gostava de ver a união de todos em torno daquilo que é importante, um futuro melhor para a nossa terra, e o futuro começa hoje. |Armindo Pereira Mendes


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Opinião

Vinho da Cooperativa de Felgueiras distinguido no Wine Challenger 2012

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vinho da cooperativa Terras de Felgueiras branco foi distinguido com a atribuição de uma recomendação no Wine Challenger 2012, uma das maiores provas de vinho mundiais. Esta foi a 29ª edição do International Wine Challenge, que este ano atribuiu um recorde de 425 medalhas de ouro, numa competição que este ano acolheu vinhos de 50 países, incluindo de estreantes como Colômbia e Bósnia Herzegovina. Os vinhos nacionais, que mantiveram o terceiro lugar em termos de países, conse-

guiram 55 medalhas de ouro, 169 medalhas de prata, 220 de bronze e 265 recomendações, calculou a ViniPortugal. “Os vinhos vencedores de medalhas têm a garantia de terem sido provados por alguns dos melhores e mais imparciais críticos do mundo”, afirmou o co-presidente do certame, Charles Metcalfe, citado num comunicado. Segundo os organizadores, cada vinho é provado pelo menos três vezes e em alguns casos seis vezes, estando envolvidos mais de 400 especialistas.

Novenas a Santa Quitéria

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Câmara Municipal de Felgueiras organizou as tradicionais novenas a Santa Quitéria que este ano contou com a participação de 25 grupos compostos por nove elementos cada. Esta ação inseriu-se nas tradicionais festividades em honra de Santa Quitéria, que pretendem acarinhar os idosos e frágeis, organizadas pela Confraria, com a participação de várias instituições do concelho. No final da subida, uma das participantes nas novenas, Conceição Fernandes, de 44 anos, sublinhou algumas alterações no Percurso das Capelas que a agradam. “Desta vez custou menos subir o percurso, o piso está mais regular, mas o que mais me agrada é o facto de não sentirmos tanta insegurança. O trajeto é mais iluminado, mais largo e tem menos vegetação”, realçou. Refira-se que a Câmara Municipal está a proceder a obras de fundo que visam melhorar as condições de circulação numa das mais importantes ligações entre o centro da cidade de Felgueiras e o monte de Santa

Quitéria, conhecido, popularmente, por “Caminho das Capelas”, que é um dos mais destacados locais de turismo religioso do concelho. A intervenção, orçada em cerca de 500 mil euros, desenvolve-se desde o largo do Cemitério Municipal até ao Santuário de Santa Quitéria, numa extensão de 560 m. A obra contempla diversas ações, entre elas, a pavimentação de todo o percurso, a requalificação da zona das Capelas, a criação de escadas de acesso como percurso alternativo, a construção de muros de suporte, a criação de um parque de estacionamento no largo do cemitério, a implementação de sistema de drenagem de águas pluviais, a reflorestação e qualificação de todo o percurso, incluindo as áreas envolventes das capelas. A autarquia acrescentou ao projeto inicial o arranjo de algumas artérias situadas nas proximidades do percurso que representam um investimento de mais 130 mil euros. Gabinete Imprensa CM Felgueiras

Concertação! Consultor TIC

Hélder Quintela Da paleta de cores da nossa vida, fazem parte muito mais que o preto e o branco, muito mais que as tonalidades cinzentas construídas a partir da mistura das duas. E esta realidade é ainda mais visível neste tempo, ou melhor, nesta estação, onde a natureza renasce  e explode de cores, dando magia a uma estação que ao contrário de outras na vida não é um ponto de passagem e muito menos de chegada...  Como se na vida pudessem existir chegadas definitivas... Verdades absolutas...  …Situações irreversíveis! Quer no sentido positivo, quer no retrocesso negativo com que no percurso somos confrontados... Cada momento... Cada sentimento... Cada partilha... São feitos de multicores...  E, tal como o camaleão, tal como o sol que ilumina cada caminho percorrido nas estações de uma vida, as cores vão adquirindo tonalidades que plasmadas numa tela, representam uma harmonia, formada por tons que se complementam... E, tal qual como as cores constroem a paleta do pintor para retratar os momentos, uma melodia quando é criada pelo compositor, não é composta por uma só nota - embora muitos muitas vezes pareçam monocórdicos e desafinados, insistindo em interpretar fora de tom... E é nesta desafinação que parece ser crónica que está o problema! Quando vivemos um tempo de incerteza, de múltiplos problemas sistémicos, em que a solução não vai ser encontrada de forma descentralizada, mas com a concertação de decisões estratégicas, assumem importância determinante os agrupamentos de municípios, estruturas que permitam ao poder local ter maior “força” de lobby junto dos órgãos de decisão centrais! E a relevância desta questão é ainda maior no momento em que se discute a Reforma Administrativa, que vai passar inevitavelmente por uma reorganização do mapa de fronteiras autárquicas (principalmente ao nível das freguesias), mas que terá que ser discutida de forma participativa, uma vez que os impactos finais serão grandes e de monta. Quero com isto dizer, que não basta esperar que o simples agrupamento de freguesias resulte em economias de escala… Para que estas economias de escala sejam efectivas é necessário que o quadro de competências, de poderes, e de estratégia sejam claramente definidos, e que a discussão não seja enviesada por aspectos político-partidários. Não é necessariamente verdade que juntando duas ou três freguesias numa única vá resultar na duplicação ou triplicação do orçamento disponível. Além disto, não bastará a soma de orçamentos para que com um saco mais cheio seja possível fazer mais. Sim porque as necessidades “individuais” das anteriormente sós freguesias continuarão a existir. O espaço a gerir/administrar será maior… A fusão de freguesias, e há mesmo quem defenda a eventual fusão de municípios em estruturas maiores – e sobre este ponto vale a pena trazer à colação a discussão que está lançada sobre as mais-valias potenciais da integração dos municípios do Porto e de Gaia – poderá, e se quisermos ser mais claros, irá, alterar em muitos casos a distribuição da representação partidária nos órgãos locais. Além disso, a redução do número de quadros para eleição irá necessariamente alterar o status quo instalado de distribuição de lugares… Valha-nos pela menos a visão lúcida de pessoas, como o autarca da Freguesia de Airães Vitor Vasconcelos, que de forma clara acusou a Associação Nacional de Freguesias de defender “uma posição corporativista e de manutenção de cargos” quando se opõe à reforma do poder local.

Felgueiras e a “Agregação de Freguesias”

Gestor

Luís Miguel Nogueira A Reforma da Administração Local está em curso, e em teoria defende a melhoria da prestação do serviço às populações e ao mesmo tempo a redução de custos (pelo aumento da eficiência). O debate começou com a publicação do Documento Verde (DV) desta mesma reforma a 26/09/2011, e tal como está escrito no Memorando de Entendimento assinado com a TROICA, esta reforma teria que estar feita até Julho de 2012. Recordo que aplicando os critérios do DV, Felgueiras passava de 32 Freguesias para 1, o que de todo não podia acontecer, mas que alertava para o facto destes critérios não se ajustarem minimamente à realidade deste concelho. Começou aqui a responsabilidade da defesa do nosso território e da defesa da situação específica de Felgueiras, a quem não deveriam ser aplicados os mesmos critérios de grandes aglomerados populacionais tais como Lisboa ou Porto. A responsabilidade desta defesa era de todos nós, mas a legitimidade para a fazer institucionalmente pertencia ao executivo da Câmara Municipal. Esta defesa não era mais do que a defesa dos felgueirenses e da preservação da identidade histórica, cultural e social das nossas comunidades locais. A 30/05/2012 foi publicada a Lei 22/2012, onde o nosso município foi classificado como sendo de “Nível 2”, e de acordo com os “Parâmetros de Agregação” descritos nesta lei, o Município de Felgueiras fica com 3 Lugares Urbanos: Felgueiras, Lixa e Torrados/Sousa. Nos municípios de Nível 2, a redução terá de ser no mínimo de 50% do número de freguesias cujo território se situe, total ou parcialmente, no mesmo lugar urbano ou em lugares urbanos sucessivamente contíguos e de 30% do número das outras freguesias. Nos termos desta lei, e após iniciativa da Câmara Municipal, a Assembleia Municipal (AM) tem 90 dias, a partir de 31/05/2012, para deliberar e apresentar um despacho de pronúncia à Assembleia da República. Em casos devidamente fundamentados a AM ainda tem uma margem de 20% no número de freguesias a reduzir. Sempre que a Câmara Municipal não exerça a iniciativa para esta deliberação, deve apresentar um parecer sobre a reorganização do território das freguesias do respectivo município. As Assembleias de Freguesia também deverão apresentar pareceres sobre a reorganização administrativa territorial autárquica, os quais, devem ser ponderados pela AM. Se a AM não deliberar positivamente, caberá à Unidade Técnica entretanto criada junto da Assembleia da República, a elaboração de 2ª proposta. Em resumo, a lei está publicada, e agora falta conhecer a proposta da Câmara para deliberação da AM. No entanto mantêm a questão essencial: Até se pode poupar dinheiro, mas vamos acabar com a representação democrática de muitas populações. E será que se consegue melhorar o serviço às populações afastando o que estava mais próximo? E com menos dinheiro? Uma coisa é certa, com esta Agregação de Freguesias não se irá poupar grande coisa uma vez que todas as freguesias em Portugal custam ao Estado cerca de 170 Milhões de Euros por ano (0,1 % do PIB Português). Confesso que já estive mais optimista face a esta parte da reforma e começo a duvidar se a população em geral, e os Felgueirenses em particular, sairão beneficiados com esta parte da reforma chamada “Agregação de Freguesias”, que começa a parecer mais uma fatalidade do que uma necessidade.


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Luciano Amorim tomou posse como presidente da JP Felgueiras

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nova equipa da Juventude Popular de Felgueiras, recentemente eleita, tomou posse, no início de Maio, na nova sede do CDS-PP e da JP de Felgueiras, na Av. Doutor Leonardo Coimbra. O presidente da Comissão Política Nacional da JP, Miguel Pires da Silva, marcou presença na tomada de posse dos jovens centristas de Felgueiras e enalteceu o empenho e entusiasmo demonstrado por uma nova geração de jovens políticos que querem ser interventivos e assim contribuir para um melhor desenvolvimento da sua terra. A sessão da tomada de posse da JP Felgueiras, que foi presenciada por cerca de meia centena de militantes do CDSPP e da JP, contou com a presença da presidente da concelhia do CDS-PP de Felgueiras, Madalena Silva, do presidente da Assembleia Geral de Filiados, Filipe Melo e do coorde-

nador autárquico do CDS-PP, Luís Miguel Nogueira. Marcaram ainda presença o presidente da Distrital da JP Braga, Sérgio Lopes, o vicepresidente da distrital da JP Porto, Pedro Pinto Lopes, e os presidentes das concelhias da JP de Penafiel, Paredes e Lousada. Esta nova equipa, liderada por Luciano Amorim, irradiou a sala com a sua energia. Mostraram aos presentes muita vontade, entusiasmo e ideias para melhorar a sua terra. Luciano Amorim tomou a palavra e partilhou com os presentes algumas das suas ideias, nomeadamente aquelas que se relacionam com os problemas que assolam a juventude. Nos discursos ouviu-se muitas vezes falar do desemprego entre os jovens, o maior drama que assola esta geração de portugueses. “Talvez esta seja das melhores gerações que Portugal já produziu e qualificou. No

entanto, podemos estar a assistir ao maior desperdício de capital humano na história do nosso país, vendo centenas de milhares de jovens a abandonar o seu país em busca de uma oportunidade e do direito a uma vida decente, que o seu próprio país lhes negou, fruto de políticas erradas e de políticos incompetentes”, referiu o novo presidente da JP Felgueiras, Luciano Amorim. “É por isso que hoje, mais do que nunca, é preciso tomar uma opção. Ficar em casa à espera que a crise passe não é solução, e este grupo de jovens são bem o exemplo daquilo que o país devia seguir e fazer – Deitar mãos à obra!”, frisou. Depois das formalidades seguiu-se um jantar convívio, na Quinta da Rapadiça, em Revinhade, que juntou cerca de 100 militantes e simpatizantes da JP e do CDS-PP de Felgueiras. Os Corpos Sociais da Ju-

JP organiza torneio de futsal no pavilhão da escola secundária

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Juventude Popular de Felgueiras vai organizar este sábado, dia 2 de Junho, o 1º Torneio de Futsal no pavilhão da Escola Secundária de Felgueiras. Estão inscritas no torneio oito equipas que vão disputar entre si os três luga-

res do pódio. A equipa que vencer para além do troféu receberá um prémio monetário de 150 euros, para o segundo classificado o prémio será de 100 euros e o terceiro classificado recebe 75 euros. O torneio começa às 10 horas e vai prolongar-se ao

longo de todo o dia no Pavilhão da Escola Secundária de Felgueiras prevendo a organização que o jogo de consagração do vencedor possa acontecer de madrugada concluindo uma jornada desportiva que esperam seja bastante salutar e competitiva.

ETAR do Sousa começou a funcionar

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ETAR do Sousa já está a funcionar com capacidade para tratamento de águas residuais de cerca de 90 mil habitantes, correspondendo à quase totalidade da população doméstica e industrial dos municípios de Felgueiras e Lousada. Localizada na freguesia de Lodares, concelho de Lousada, esta infraestrutura destina-se a tratar cerca de

11.193 m3/ dia de efluente doméstico e industrial. Esta ETAR está dimensionada para servir cerca de 90 mil habitantes, correspondente à quase totalidade da população doméstica e industrial dos municípios de Felgueiras e Lousada. A ETAR do Sousa representa um investimento de cerca de 11 milhões de euros, financiado em 70% pela União Europeia, através do

Programa Operacional Temático Valorização do Território, no âmbito do QREN. A construção deste novo importante equipamento tem como objetivo a melhoria da qualidade das águas superficiais da região, uma vez que a infraestrutura estará em condições de efetuar um tratamento mais eficiente das águas residuais, nomeadamente através do seu tratamento secundário.

ventude Popular de Felgueiras para o biénio 2012/2014 são os seguintes: Mesa da Assembleia Geral: Presidente -Nuno Guimarães; Vogais - Matilde Silva e Nuno Henrique Direcção: Presidente Luciano Amorim; Vice-presidente - Ana Lopes; Vicepresidente e coordenador inter-orgãos - Alberto Lucas;

Secretário-geral - Moisés Silva; Secretária-adjunta - Isabel Vaz; Tesoureiro - José Carlos Sousa. Departamentos: Departamento Social Ana Florindo Departamento de Informática/Empreendedorismo - Rui Pedro Departamento Recreativo/ Cultural - Ana Costa

Departamento de Relações Públicas e Gestão de Filiados Marina Vaz Departamento de Desporto - Jorge Mendes Departamento Pedagógico/Politica Interna - João Valente Departamento de Marketing/Publicidade - Ricardo Couto

Arraial popular no mercado municipal de Felgueiras promete muita animação para dia 23 de Junho

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CDS-PP de Felgueiras, com a colaboração da Juventude Popular, vai organizar, no dia 23 de Junho, um arraial popular no mercado municipal de Felgueiras. A iniciativa pretende ser um momento de confraternização aberto à participação de todos os felgueirenses para, em animado ambiente de festa, reavivar em Felgueiras a tradição dos típicos arraiais populares. Segundo a organização, a animação deste arraial popular estará a cargo ranchos

folclóricos, de conhecidos cantadores ao desafio e ainda de uma tuna académica. A acompanhar haverá sardinha assada, caldo verde, os tradicionais petiscos da nossa gastronomia e vinho verde. No recinto do mercado municipal serão montadas as tradicionais barraquinhas de petiscos como é apanágio deste tipo de festas populares. “Com esta iniciativa pretendemos promover junto da população em geral um convívio e uma noite de festa num ambiente saudável e

alegre, onde se pode comer, beber, dançar e assistir à actuação de ranchos folclóricos e música popular”, refere Madalena Silva, presidente do CDS-PP de Felgueiras. “Os preparativos estão a correr muito bem, temos uma equipa pluridisciplinar a participar na organização que está muito motivada para trabalhar em prol da gente de felgueiras”, acrescenta, revelando que esperam contar com uma significativa adesão das pessoas a esta iniciativa de cariz popular.

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USAF expõe pintura nos Paços do Concelho

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átrio dos Paços do Concelho de Felgueiras acolheu uma exposição de pintura com quadros elaborados pelos alunos da turma de Artes Decorativas da USAF – Universidade Sénior de Felgueiras, cuja inauguração teve lugar na passada sexta-feira, dia 18

de Maio, e que contou com a presença do presidente da Câmara, Inácio Ribeiro, e dos vereadores João Sousa, Carla Meireles e Dulce Vieira. Marcou, também, presença Carlos Félix, presidente do Rotary Clube de Felgueiras, que é a entidade a que está adstrita a refe-

rida universidade sénior. No final, a Tuna da USAF abrilhantou a cerimónia com animação musical. Segundo João Ferreira, responsável da associação dos alunos, “são cerca de três dezenas de quadros com diversas técnicas de desenho e pintura trabalha-

dos durante as aulas sob a orientação dos professores. Em anos anteriores, temos exposto peças trabalhadas à mão; este ano optámos pela pintura, com uma qualidade que agrada os munícipes que passam pela Câmara durante as horas do expediente”. GI CMFelgueiras

Vigararia de Felgueiras assinala a 10 de Junho em Santa Quitéria ano da Família e da Juventude

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o âmbito da Celebração do Ano da Família e da Juventude a Vigararia de Felgueiras vai organizar, com a colaboração da Confraria de Santa Quitéria e várias associações do concelho, um grande evento, denominado, Festa da Família e da Juven-

tude, no Dia das Comunidades, a 10 de Junho de 2012. Durante a manhã, a partir das 8,30h, teremos várias caminhadas, que sairão de várias paróquias da vigararia, cicloturismo, que sairá dos Bombeiros Voluntários da Lixa e caravana de veículos motorizados, que sairão

de junto da Câmara Municipal, pelas 9,30h, com uma Celebração de Bênção. Às 11,30h será celebrada a Eucaristia na Alameda de Santa Quitéria, onde será assinalado o encerramento da catequese. De tarde haverá animação com a actuação

de Grupos Musicais, Hip Hop, Fitness, e dança, bem como, insufláveis para as crianças. Programa 8,30h: Caminhadas desde várias freguesias até ao Monte Santa Quitéria Cicloturismo com partida dos B.V. Lixa

9,30h: Concentração e Bênção de Bicicletas (cicloturismo e BTT), Vespas, Motos, Carros Clássicos, Minis, 4L, Jepes, junto à Câmara Municipal 11h: Acolhimento das crianças da Catequese na Alameda de Santa Quitéria 11,30h: Eucaristia presi-

dida pelo Bispo D. João Miranda, com o Encerramento da Catequese 13h: Almoço 15h: Animação com Agrupamentos Musicais do Concelho, Fitness, Hip Hop, Dança, Dj… 18h: Encerramento da Festa

PENAFIEL: Antiga Bracalândia reabre ao público no dia 16 de junho com “uma grande festa”

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antiga Bracalândia, de Penafiel, agora designada “Magikland”, vai reabrir ao público oficialmente no dia 16 de junho, com uma “grande festa”, disse à Lusa fonte do parque de diversões.

Segundo a responsável das relações públicas, Clara Guedes, para aquele dia está prevista “uma grande animação”, com inúmeras ações. Um dia antes, o equipamento vai abrir para grupos escolares com marcação

prévia. “O parque está a ficar lindíssimo”, disse, garantindo que as obras de requalificação estão quase concluídas. À Lusa, garantiu que no trabalho em curso faltam apenas alguns retoques e que “tudo vai estar pronto” para a festa de abertura, para a qual anuncia “muitas e grandes surpresas que agradarão ao público de todas as idades”. A antiga Bracalândia apresentou, em outubro de 2011, o pedido de insolvência no tribunal de Penafiel. Em março de 2012, o tribunal conseguiu um acordo de credores, que

viabilizaram a recuperação da empresa. O plano consagrou um período de carência de dois anos para o pagamento das dívidas (cerca de 6,5 milhões de euros) e a disponibilização, por dois bancos, de cerca de 120 mil euros para permitir o reinício de atividade do parque de diversões. É neste contexto que o parque de diversões reabre, garantindo 50 postos de trabalho. O equipamento vai abrir todos os dias, até 15 de setembro, das 10:00 às 20:00. A nova administração da empresa propõe-se apos-

tar “numa forte animação do espaço” e no “grande envolvimento” de diversas empresas da região, através da prestação de serviços. Os promotores do projeto anunciam que vão realizar, na Galiza, no curto prazo, uma campanha de divulgação do parque de diversões. “A Magikland nasce como uma iniciativa concertada de vários parceiros, num espaço renovado, com o compromisso assumido de querer gerar momentos de felicidade”, reafirmou Clara Guedes. Para promover a reabertura, estão previstos planos de descontos nas entradas,

que podem chegar aos 30 por cento no preço dos bilhetes. Segundo a empresa, o parque de diversões, com uma área útil de sete hectares, conta com seis áreas de diversão e cerca de três dezenas de atrações diferenciadas, três das quais são novidade com a reabertura. O equipamento contará com quatro áreas alimentares, que não existiam na anterior configuração, incluindo uma taberna que proporcionará aos visitantes a tradicional gastronomia portuguesa. |Armindo Pereira Mendes / Lusa


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Director Regional de Agricultura e Pescas do Norte visitou Cooperativa Agrícola de Felgueiras

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Director Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel Cardoso, esteve, no dia 23 de Maio, na Cooperativa Agrícola Caves de Felgueiras no âmbito de uma visita à fileira do kiwi. Esta visita, promovida pela APK em colaboração com os entrepostos, visou mostrar ao Director Regional a importância que a produção do kiwi tem na dinamização do sector primário, principalmente no Entre Douro e Minho. Após a recepção na sala de apologia do vinho e acompanhado pela Direcção das Caves de Felgueiras,

visitou todas as instalações com especial atenção à secção frutícola. Aqui, observou a capacidade de conservação do fruto bem como todo o equipamento de calibração. Dedicou também especial atenção ao local onde se pretende instalar mais capacidade de frio durante o ano de 2012, assim existam condições para tal. Durante toda a visita, constatou através do presidente da Direcção Casimiro Alves toda a dinâmica que esta cooperativa agrícola tem não só no concelho de Felgueiras como também em todo o Vale do Sousa. Também foi transmitido as necessidades que existem,

nomeadamente investimentos na adega e também o fim do financiamento da Organização dos Produtores Pecu-

ários. Foi comunicado pelo Director Regional a possibilidade de se recorrer ao Pro-

der quando abrir o concurso no âmbito da modernização. No fim da visita às instalações o Director Regional

assinou o livro de honra das Caves de Felgueiras e reuniu-se com duas dezenas de kiwicultores onde pode ouvir o empenho que os produtores colocam no aumento da área produtiva e também da produtividade desta actividade. Na sala de apologia, dirigiu uma palavra de confiança à fileira do kiwi, falando dos projectos que já se encontram aprovados no âmbito do Proder e que aguardam as suas plantações e a preocupação que deve existir quer na comercialização quer também na sanidade dos pomares.

DESEMPREGO: “Tâmega e Sousa vive o período mais negro dos últimos 25 anos”, admite autarca

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presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e autarca de Lousada, Jorge Magalhães, considerou, no dia 18 de maio, que a região está a atravessar o período mais negro dos últimos 25 anos, num comentário aos números do desemprego. “Há aqui dramas muito complicados de famílias, com os dois elementos do casal desempregados”, afirmou o presidente da Câmara, em declarações à Agência Lusa. Jorge Magalhães, que é o presidente de câmara mais antigo do Tâmega e

Sousa, eleito pela primeira vez em 1999,admite que nunca a região, desde que é autarca, passou por tantas dificuldades. “Há aqui uma situação muito nefasta sob ponto de vista social”, disse, a propósito dos números oficiais que apontam para um aumento de 20 por cento, no último ano, no número de pessoas sem trabalho, afetando mais de 40.000 na região. O autarca admite que a região, com um tecido económico muito assente nas indústrias transformadoras, tem sido flagelada por conjunturas nacional e inter-

nacional adversas, que têm destruído muitos postos de trabalho. Para Jorge Magalhães, os números do desemprego na região só não são mais acentuados porque a emigração tem mitigado o problema. Num clima de tantas dificuldades, garante o edil, os diferentes municípios da região têm procurado ajudar as famílias mais carenciadas, através de vários apoios. No entanto, admite, “não há soluções mágicas para o problema”. O presidente da CIM do Tâmega e Sousa revela que

dentro de alguns dias vai ser apresentado um documento na CCDR-N, elaborado pelas autarquias e outros parceiros na região. Esse documento, no âmbito do “Pacto para a empregabilidade”, apresenta um conjunto de propostas concretas para “ajudar as empresas, alavancar a economia e gerar emprego”. No conjunto da sub-região, Celorico de Basto foi o concelho onde o crescimento do desemprego foi menos acentuado no último ano, com um aumento de 3,11 por cento, contrastando com os 20 por cento do resto da região.

Cenário semelhante encontra-se em Baião, onde o desemprego, no mesmo período, cresceu pouco mais de cinco por cento. Cenário bem diferente é o que se constata nos concelhos mais industrializados do Vale do Sousa, onde o crescimento do desemprego tem sido mais acentuado. Penafiel lidera a lista de inscritos, registando um crescimento de 33,36 por cento face a abril de 2011. No mesmo horizonte temporal, Paços de Ferreira, Lousada e Paredes registaram crescimentos superiores a 24 por cento.

O número de inscritos nos centros de emprego do Tâmega e Sousa ultrapassou em abril as 40.000 pessoas, o que representa um crescimento de quase 20 por cento face a mês homólogo de 2011. No Baixo Tâmega, Marco de Canaveses é o concelho com maior crescimento, registando quase 20 por cento de aumento no número de pessoas à procura de emprego. Ao lado, em Amarante, o crescimento foi menor, 12,89 por cento face a abril de 2011. |Armindo Pereira Mendes / Lusa


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PSD: Líder da distrital do Porto acusa Governo de “inércia” e de prejudicar o Norte do país

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líder da distrital do Porto do PSD, Virgílio Macedo, acusou no dia 15 de maio, o Governo de “inércia e falta de capacidade de decisão” em matérias como o desemprego e empresas públicas, prejudicando o Norte do país. “O Norte está a ser esquecido naquilo que é importante para a região e para o país”, afirmou o dirigente em declarações à Agência Lusa. Para Virgílio Macedo, “existe uma incompatibilidade entre a mensagem correta” do primeiro-ministro, quanto à necessidade de “os portugueses serem empreendedores e não se acomodarem à situação”, e “os sinais contrários” do Governo, como a “inércia, o adiamento de assembleias e tomadas de decisão”. O líder social-democrata no Porto recorda que a administração do Metro do Porto “não existe há um ano”, o que, sublinhou, também ocorre com os STCP. A mes-

ma situação também acontece na APDL, acrescenta Virgílio Macedo, lamentando não se conhecer ainda “o modelo dos portos e das empresas de transportes”.

portante haver um processo de decisão” em relação a esta matéria, porque o aeroporto do Porto “é a principal infraestrutura no Norte do país na captação de turismo”.

Norte sejam tratados [pelo Governo] com o devido respeito”, afirmou. Mantendo o tom crítico em relação ao governo liderado pelo seu partido, o

“Se os empresários tivessem a mesma atitude de inércia em relação às decisões que têm de tomar nas suas empresas, essas já teriam ido à falência”, recor-

ao nível do desemprego, no distrito do Porto há centros de emprego que têm uma atitude de completa inércia”. Questionado pela Lusa sobre o que dizem os gover-

dou, acrescentando: “O tempo para o Governo decidir já passou. Passado um ano de governação, não podemos aceitar que se continue a adiar uma região”. Virgílio Macedo recorda que, enquanto “a região enfrenta um problema enorme

nantes, em Lisboa, quando são confrontados com estas matérias, Virgílio Macedo respondeu: “Dizem pouco e quando dizem é mal e por meias palavras”.

Da esquerda para a direita: Miguel Frasquilho, o autarca local e Virgílio Macedo

O dirigente distrital diz, por outro lado, ser preocupante o país não saber qual o modelo de privatização da ANA, “com as consequências importantíssimas que isso poderá ter no aeroporto do Porto”. À Lusa, frisou ser “im-

“É a infraestrutura que está a segurar a economia local do Porto”, acrescentou. Para Virgílio Macedo, a inércia do Governo traduz-se em “sinais contrários de que a região tem sido um pouco esquecida e adiada”. ”Espero que o Porto e o

presidente da distrital socialdemocrata disse ser “inadmissível” o executivo de Pedro Passos Coelho estar há um ano para fazer uma lei orgânica para os centros de emprego, quando “o principal problema do Norte do país é o desemprego”.

|Armindo Pereira Mendes / Lusa

MUNICÍPIOS: Mais de metade recorrerá a linha de financiamento do Governo - Autarcas Sociais-Democratas

A

maioria dos municípios deverá recorrer à linha de crédito anunciada pelo Governo para pagarem as dívidas de curto prazo, disse, no dia 29 de maio, à Lusa o presidente dos autarcas sociais-democratas (ASD), Pedro Pinto. “Eu estimo que o recurso a essa linha de financiamento de mil milhões de euros possa ultrapassar metade dos municípios portugueses”, disse o edil de Paços de Ferreira. No entanto, Pedro Pinto também recorda que poderá haver autarquias que precisem de financiamen-

to, “mas que encontrem soluções alternativas para pagarem a dívida de curto prazo, não recorrendo a esta linha de crédito”. Pedro Pinto realçou, por outro lado, que o acordo entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios preveja que a totalidade das receitas do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) vai manterse nas autarquias. Segundo o autarca, além da linha de financiamento que o Governo vai disponibilizar aos municípios para estes liquidarem as dívidas de curto prazo, do acordo consta ainda o

compromisso de a tutela não diminuir, nos próximos anos, as transferências de verbas para as autarquias. O edil assinala que foram também estas reduções de transferências, que ocorriam desde 2010, que contribuíram para aumento das dívidas de curto prazo dos municípios. Comentando o acordo anunciado, o presidente dos autarcas sociais-democratas (ASD) disse estar satisfeito porque, com os resultados alcançados, “ficou evidente que houve trabalho sério durante vários meses”. O edil sublinha que

“esse trabalho não visava resolver problemas aos autarcas ou aos governantes, mas criar condições para que as autarquias pudessem continuar a prestar serviços às populações”. Questionado sobre se esta linha de crédito não vai contribuir para novo aumento do endividamento dos municípios com maiores dificuldades, Pedro Pinto negou que essa situação possa ocorrer, porque o financiamento destinar-seá exclusivamente a pagar dívidas de curto prazo. “O que está em causa com esta linha de crédito não é aumentar o endivida-

mento, é converter os pagamentos em atraso, de curto prazo, em dívida de médio e longo prazo”, explicou. O edil de Paços de Ferreira sublinhou que aqueles recursos financeiros não poderão ser usados para fazer novos investimentos. “O dinheiro terá de ser obrigatoriamente utilizado nos pagamentos que estão em atraso. Isso significa criar liquidez para apoiar as economias e pagar às empresas, mas não permitido aumentar a dívida”, reafirmou à Agência Lusa. |Armindo Pereira Mendes / Lusa


Locais de Distribuição Expresso de Felgueiras Felgueiras

Pastelaria S. jorge Churrasqueira Sta Ovaia Biblioteca Café Columbinus Sandes Café Portas da Cidade Churrasquera Europa Padaria Pastelaria Europa Dallas II Dom Fernando Café Tina Churrasqueira Central Dona Laura Cristo Rei Café Jardim Livraria Império Café popular Restaurante Albano Pastelaria Alegre e Doce Sax-Bar Salão de jogos Pérola O Careca Tascoela Pão Quente Império Press Café Pastelaria Jovem Cidade Ninas Café Café Las Vegas Pastelaria S. jorge Laranjada Café Varanda Chá Café Des-Bier-Bar Pão Quente Orion Café Creme D. Laura Livrosport

Lixa

Pastelaria São Basílio Café Marley Mira Escolas Lixa Café Cascata Rosa Dakar Pastelaria Bela Vista Café Roda Café Mesquita Mary Caffé Pizzaria Roma Antiga Pastelaria Anjo Doce Tasca d’ Avó Mila Files Bar Café Café Pastelaria Vitórias Café Panorama Café Alex O Lavrador Dominó Pizzaria Pablo Benjamin D. Augusta Doce Lixa J. Pimenta Casa de Chá Doce Tradição Churrasqueira Soares Dália Negra MJ

Longra

Gira massa Café da Longra Pastelaria Santiago Pastelaria Moé

Barrosas

Pastelaria Ducélia Café Largo Sede C.R.P. Barrosas Café Salvador Café Arco Íris Churrasqueira Barrosense Amiais Bar Padaria Estrela D’Alva Café Ramboia Cheers Bar Pastelaria Milénio A Petisqueira Restaurante Faria O Carioca

| 13.ABRIL.2012 |

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Executivo municipal de Felgueiras inaugurou equipamentos em Caramos e Regilde

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presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, Inácio Ribeiro, expôs a importância que a autarquia tem dado à educação e ao desporto nas inaugurações do Centro Escolar de Caramos e do Pavilhão Gimnodesportivo de Regilde, que decorreram no dia 25 de maio, com as presenças do Diretor Regional de Educação do Norte e do Secretá-

rio de Estado da Juventude e Desporto, Alexandre Mestre, respetivamente. Nos atos inaugurais o presidente da Câmara Municipal realçou que “a Câmara Municipal tem em curso um plano estratégico para a nossa terra, que passa também pela criação de infraestruturas, pela dinamização de atividades e pela promoção de atividades que motivem a partici-

pação de todos, essencialmente dos jovens que são o futuro”. Na inauguração do Centro Escolar de Caramos, o Diretor Regional sublinhou que “Felgueiras é um concelho de ponta na promoção e qualidade educativa”. Finda a inauguração, a comitiva deslocou-se para a Casa das Artes onde decorreu a abertura oficial da

terceira edição do concurso Pinta, este ano dedicado ao tema “Jogos Olímpicos/ Olimpíadas”, uma iniciativa que decorre de 25 de maio a 01 de junho. No período da tarde o Secretário de Estado do Desporto, que presidiu à inauguração do pavilhão Gimnodesportivo de Regilde enalteceu a aposta da autarquia na juventude e no Desporto. “É com enorme

satisfação que aqui estou. Em menos de um ano de mandato, é a 2ª vez que venho a Felgueiras inaugurar espaços dedicados ao desporto, primeiro inaugurouse a requalificação do Estádio Municipal, agora este pavilhão gimnodesportivo que servirá a população que reside num extremo do concelho”. Gabinete Imprensa CM Felgueiras

Felgueiras campeão distrital da AF Porto

O

s atletas e dirigentes do CA Felgueiras foram recebidos pelo presidente da Câmara Municipal, Inácio

Ribeiro, e por alguns membros do executivo municipal, na Câmara Municipal, no dia 13 de maio. Na receção, o presiden-

te da autarquia felicitou a equipa que se sagrou campeã da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto.

Varziela vence a Taça do Comércio Local após grandes penalidades

A

s duas equipas em campo corresponderam às expectativas dos adeptos quanto ao futebol praticado, apresentando-se várias vezes com momentos de superioridade, o que justifica o facto de o tempo regulamentar do jogo ter terminado com um empate a uma bola.

O empate manteve-se durante todo o período de prolongamento e o veredito final foi ditado nas grandes penalidades, que estabeleceram o resultado final em 4-3. Na entrega de prémios estiveram alguns membros do executivo municipal, dirigentes da Associação

Empresarial de Felgueiras e os presidentes das Juntas de Freguesia de Varziela e de Sousa. A taça foi entregue pelo presidente da Câmara Municipal, Inácio Ribeiro e pelo presidente da direção da Associação Empresarial de Felgueiras, Nuno Fonseca. Gabinete Imprensa CM Felgueiras

LixAnima voltou a promover Feira da Saúde e Bem Estar na Lixa

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LixAnima organizou, no passado domingo, a 3ª edição da Feira da Saúde e BemEstar no largo Dr. Eduardo de Freitas, na Lixa. A iniciativa contou com a participação de várias entidades locais ligadas à promoção da saúde e do bem-estar, físico e mental. Ao longo do dia, do passado domingo, os visitantes puderam usufruir, gratuitamente, de vários rastreios e diagnósticos de saúde, ao mesmo tempo que ficaram a conhecer os diversos serviços que têm ao seu dispor,

ao longo do ano, na cidade da Lixa e no concelho de Felgueiras. Num Largo Dr. Eduardo de Freitas muito bem composto e com um ambiente de salutar, onde verdadeiramente se respirou saúde, viveu-se um dia repleto de energia e de sorrisos no rosto. Momentos sempre aguardados com expectativa e redobrado interesse são as demonstrações que ginásios, clubes e grupos proporcionam ao longo do dia. As exibições promovidas por estes agentes, não

só permitem ao público em geral tomar contacto com as modalidades por si desenvolvidas, mas também sentir a energia e a vivacidade emanada por estas práticas. Um dos destaques nesta terceira edição foi a vertente

da dança, onde o ballet e o hip-hop contagiaram todos os presentes. Crianças e jovens do nosso concelho demonstraram os resultados do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses, e pela amostra podemos as-

segurar que a nossa terra tem ganho energia e ritmo, sentido nas exibições de hip-hop, e também beleza, leveza e graça, visíveis no empenho das jovens bailarinas de ballet. Para o próximo ano fica a promessa da quarta edição desta Feira, mas já neste mês de Junho a LixAnima estará de novo entre nós com mais duas iniciativas: o VIII Encontro de Tunas Académicas da Cidade da Lixa, a 22 de Junho; e a 3º edição do Animalesco, a 24 de Junho. (Texto enviado pela Lixanima)


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| 13.ABRIL.2012 |

Secretário de Estado da Juventude e Desporto na abertura oficial da 3ª edição do concurso Pinta em Felgueiras

A

briu oficialmente o concurso Pinta que decorre de 25 de maio a 01 de junho no Café Concerto da Casa das Artes de Felgueiras, na Casa da Cultura Leonardo Coimbra, na Lixa e no Polo de Idães da Biblioteca Municipal. Pinta os Jogos Olímpicos/ Olimpismo é o desafio que a Câmara Municipal faz aos participantes da 3ª edição do concurso pinta. No ano em que se realizam os Jogos Olímpicos em Londres, e se celebra particularmente o Olimpismo, a Câmara Municipal convida as crianças e jovens do concelho a pintar e a imaginar um mundo, a vibrar com os

jogos e o desporto e desta forma lúdica aprenderem a valorizar a excelência, a amizade e o respeito.

cipal, Inácio Ribeiro, agradeceu a presença de todos e dirigiu-se aos parceiros da iniciativa expondo o seguin-

consciencialização dos mais novos para o mundo que os rodeia, são valores que importam fomentar desde a

Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Muni-

te: “A promoção da arte e do sentido estético, bem como a

infância, privilegiando as estratégias pedagógicas e lúdi-

cas diversas, daí a importância deste concurso. Este ano escolhemos o tema Jogos Olímpicos/ Olimpismo, um evento de grande importância a nível mundial que lhes permite cultivar também o gosto pelo desporto”. O secretário de Estado, Alexandre Mestre, realçou a importância da aposta na diversidade de atividades didáticas e lúdicas, que a autarquia está a fazer, sublinhando que “é um investimento na juventude, na educação e na formação intelectual dos jovens”. “O apelo à arte, a variedade de temas abordados permitem aos participantes terem um conhecimento

mais abrangente dos assuntos e isto é cultura, é formação, é educação”, concluiu. O concurso destina-se a crianças e jovens, dos 3 aos 16 anos, que frequentem estabelecimentos de ensino ou que sejam utentes de instituições de solidariedade social, com atividade no concelho de Felgueiras. A exposição dos melhores trabalhos a concurso decorrerá de15 a 27 de Junho na Biblioteca Municipal de Felgueiras e de 3 a 15 de Julho na Casa da Cultura Leonardo Coimbra. Gabinete Imprensa Câmara Felgueiras


Expresso de Felgueiras n.º 118