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Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2011 | Ano 5 • Nº 115 € 0,80 • Mensal | Director Miguel Carvalho | Telef.255 495 751 Fax. 255 495 710 | E-mail: geral@expressofelgueiras.com | www.tamegaonline.info

µArmindo Mendes

COLIGAÇÃO NOVA ESPERANÇA

POR UM FIO

Entrevista da nova líder do CDS não assume quebra de acordo com o PSD, mas garante que os centristas têm o seu próprio projeto para o concelho Pág. 2 e 3

µArmindo Mendes

Nesta edição estreia da crónica de Armindo Pereira Mendes: Marca de Água

Inácio Ribeiro é o novo vice-presidente da Comunidade Urbana do Tâmega e Sousa Pág. 12

“As pessoas de Felgueiras revelaram um companheirismo inigualável nesta minha caminhada” Daniel Moreira distinguido entre os melhores intérpretes de A Voz de Portugal, na RTP

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Marca de Água - por Armindo Pereira Mendes

marcadeagua.blogs.sapo.pt

Entrevista da líder do CDS aquece os motores da política felgueirense µArmindo Mendes

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Madalena Silva, líder do CDS, defende que o seu partido deve seguir o seu próprio caminho

entrevista de Madalena Silva, líder do CDS de Felgueiras, ao EXPRESSO DE FELGUEIRAS vai com certeza marcar a política concelhia para os próximos meses. As palavras da diri-

gente afloram um conjunto de dados que, não sendo totalmente novos, aprofundam os pressentimentos que já havia quanto à pouca robustez da coligação PSD/CDS que ganhou as eleições autárquicas de 2009. Apesar de o registo da

entrevista ser quase sempre o de “politicamente correto”, nem sequer é necessário ler nas entrelinhas das respostas para se perceber que a coligação está por um fio. Ao assumir que o CDS tem o seu próprio caminho e ao recusar-se, prudente-

mente, a fazer a defesa do trabalho que o executivo, integralmente constituído por elementos do PSD, está a realizar, Madalena Silva, enquanto política experiente, e o atual CDS poderão estar a dar um golpe de luva branca na coligação, com tudo o que de relevante isso pode significar no presente e no futuro. Note-se que Madalena Silva, conhecida empresária felgueirense, foi a mandatária financeira da Nova Esperança, destacando-se em 2009 pelo seu entusiasmo no apoio que manifestou à candidatura de Inácio Ribeiro. Porém, hoje, é indubitável o desconforto do CDS e da sua líder face à completa falta de protagonismo que aquele partido está a evidenciar, sobretudo porque, ao não ter qualquer elemento no executivo, acaba por não conseguir um palco para pôr em marcha, no plano municipal, o ADN próprio dos centristas. Na prática, a importância indiscutível que o CDS teve na vitória, sobretudo na maioria absoluta da Nova Esperança, não foi plasmada na configuração de um executivo em que o PSD emerge aos olhos do eleitorado como o partido hegemónico. Para o CDS, da coligação “sobrou” apenas a presidência da Assembleia Municipal, um cargo prestigiado, mas sem o caráter executivo reclamado pelos centris-

tas. Acresce, na ótica de muitos centristas, a demasiada “colagem” do atual presidente da AM, Paulo Rebelo, ao lado mais forte da coligação – o PSD. Um dirigente do PSD de Felgueiras terá dito a outro dirigente, mas do CDS, na noite em que se comemorava a vitória obtida horas antes, que “a coligação acabava ali”. Ora, essa “tirada”, no mínimo inusitada para o contexto, caiu que nem um balde de água gelada no entusiasmo do CDS, germinando, a partir de então, um desconforto que foi abrindo uma autoestrada para a rutura que agora se perspetiva. Sabe-se que o esmorecimento do CDS foise acentuando nestes dois

anos de mandato na exata medida em que, como se diz nos corredores daquele partido, se acumulavam alguns esquecimentos, premeditados ou não, protagonizados, sussurram, pelo partido hegemónico. A rutura oficial só não terá ocorrido até hoje porque, na política pura e dura, essas coisas não podem ser assumidas num ápice, dando trunfos para o adversário se vitimizar. O tempo próprio dos políticos é muito diferente do tempo físico dos comuns mortais.

O jogo do gato e do rato Nesta fase de lume-

Inácio Ribeiro, líder do PSD/Felgueiras vai gerir o processo de entendimento, ou não, com o CDS/Felgueiras

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| 29.FEVEREIRO.2012 | brando mediático, mas quando o trabalho político de bastidores fervilha com os olhos postos nas autárquicas de outubro de 2013 - e já só falta ano e meio - PSD e CDS percorrem caminhos paralelos, olhando-se de soslaio, tentando perceber a robustez que cada um tem e adivinhando a estratégia. Dir-se-á em jeito de ironia: é o jogo do gato PSD e do rato CDS. No mundo das adivinhas, a putativa questão de um dia CDS e PSD se cruzarem de novo em Felgueiras vai colocar-se mais cedo do que tarde. Mas, até lá, o partido mais pequeno está a percorrer o seu caminho, partindo aqui e ali muita pedra, consolidando o seu projeto autárquico, assente numa personalidade já identificada, ganhando músculo para o momento em que a questão se equacionar. E tal encontro vai ocorrer, primeiro nos bastidores, porventura desencadeado pelas máquinas distritais que, na Invicta, já começam a acusar o incómodo de verem os seus “peões” locais recreados num jogo perigoso. Enquanto o PSD anda absorto com a necessidade de governar o município, a braços com as exigências cada vez mais atrevidas dos seus presidentes de junta, o CDS, livre desse fardo, lá se vai mobilizando. Percebe-se, por isso, que a coligação só será reeditada se mudarem os pressupostos do entendimento, isto é, se aos centristas for formalmente garantido mais peso. Em concreto, o que o CDS exigirá, como acontece noutras coligações semelhantes na região, nomeadamente a de Penafiel, é ter gente sua em lugares executivos, reclamando para si um quinhão da governação. E esse poderá ser o busílis da questão, porquanto não deverá ser inteligível ao PSD, habituado a governar sozinho, ter de partilhar o poder com o parceiro do lado. E a possibilidade de a rutura acontecer será tão maior

quanto o CDS esticar a corda, entenda-se um fio. Os centristas sabem que podem ser fundamentais para assegurar aos laranjas a continuidade no poder, tanto mais que se espera que o PSD chegue às eleições autárquicas com uma imagem muito consumida por uma governação nacional hostil para grande parte do eleitorado. No passado recente, noutros concelhos próximos, houve mudanças autárquicas que foram influenciadas pelo desgaste do partido do governo. Quem conhece o PSD de Felgueiras sabe que nesse partido há muitos dirigentes que olham para o CDS como um partido com pouca expressão eleitoral, que, alegam, não terá sido determinante na vitória da Nova Esperança. E esse sentimento pode alimentar a ideia nos laranjas de que os centristas são “descartáveis”. A questão do momento é saber se o PSD já intuiu que, concorrendo sozinho, poderá hipotecar, num primeiro nível de risco, a maioria absoluta, e, num plano ainda mais atroz para os seus propósitos, a própria vitória. Já se percebeu que o eleitorado de Felgueiras é muito permeável a epifenómenos de caráter mediático ou emocional. Em 2005, o regresso inesperado de Fátima Felgueiras do Brasil, com toda a carga emocional associada, conduziu a então “dama de ferro” de Felgueiras a uma vitória esmagadora. Em 2009, o cansaço de muitos anos de governação, mas sobretudo a exposição mediática de uma Fátima Felgueiras envolvida num processo judicial complexo, empurraram a Nova Esperança para uma vitória que, poucos meses antes, poucos acreditavam.

Esboroa-se o estado de graça da Nova Esperança? O estado de graça da Nova Esperança já foi

chão que deu uvas, ouvese cada vez mais no concelho. Hoje, em setores do eleitorado que em 2009 conduziram à mudança, manifesta-se um certo desencanto de quem, com fundada legitimidade, se sente desconfortável com um certo afastamento do poder, em contraste com o que, com discursos enfáticos, fora prometido ao eleitorado. O poder exerce um fascínio tal que algumas pessoas se transfiguram quando dele fruem, ao ponto de, diz-se por aí, perderem algum discernimento sob ponto de vista de análise política. De tal forma assim parece que algumas opções políticas e estratégicas tomadas sob essa aparente influência, por serem tão incongruentes com o percurso passado, rapidamente redundam num certo desencanto nas bases que ajudaram a alavancar a vitória da Nova Esperança. Acresce que este executivo, mais pela forma do que pela substância, fruto de uma comunicação ineficiente, nunca granjeou no eleitorado o entusiasmo que outras jovens equipas, de concelhos próximos como Penafiel, Paredes ou Baião, conseguiram rapidamente alcançar quando chegaram ao poder, consolidando por muito tempo um capital de notoriedade.

PS, partido com uma forte presença sociológica no concelho a alicerçado numa rede robusta de presidentes de junta. Entre os socialistas fazem-se contas, olhando para a troca de galhardetes à direita. No partido da rosa sabe-se que o PSD isolado tem menos força eleitoral do que coligado. No PS há a ideia de que o desgaste da governação nacional pode traduzir para o PSD local um cartão amarelo. Tudo conjugado acalenta fortes esperanças para os socialistas, cujas estruturas distritais e nacionais olham para Felgueiras como um concelho com um poder autárquico laranja pouco consolidado e que, por isso, pode justificar uma aposta forte do PS, capaz de contrabalançar perdas expectáveis noutros concelhos da região.

PS e Fátima Felgueiras à espreita…

Desgaste do Governo pode afetar o PSD/Felgueiras Apesar disso, o PSD de Felgueiras saberá que os adversários - quiçá o CDS - tudo irão fazer para, junto dos que votam, potenciar o eventual descontentamento que haverá nos felgueirenses, seja ele decorrente da governação municipal ou do desgaste do executivo de Pedro Passos Coelho. A eventual rutura da coligação, dividindo em dois o bloco mais conservador, abrirá novas expetativas para as forças à esquerda, sobretudo o

Eduardo Bragança, líder do PS

Mas as rosas do PS também apresentam espinhos que podem comprometer as suas ambições. A questão é saber se Fátima Felgueiras, com o seu movimento Sempre Presente, é ou não uma carta fora do baralho eleitoral. Se a antiga presidente vier a jogo, protagonizando uma candidatura independente, dificilmente terá hipóteses de sair ven-

cedora, como se verificou com outros independentes que, na região, tentaram uma reeleição e perderam.

Fátima Felgueiras, líder do MSP

Contudo, porque ainda reúne inegável prestígio junto de algumas franjas de eleitorado, poderá ser suficiente para, como em 2009, partir o eleitorado da área socialista e dessa forma empurrar o PSD para mais uma vitória, com ou sem maioria absoluta. Verdadeiramente interessante, na ótica do PS, seria esse partido surgir com uma candidatura que congregasse a atual estrutura militante do partido, muito próxima de Eduardo Bragança, mas também figuras na área socialista que, em resultado das inúmeras incidências do processo “saco azul”, partiram para outras paragens políticas. Para que essa conjugação ocorra torna-se absolutamente incontornável um entendimento com as hostes próximas de Fátima Felgueiras, sanando divergências políticas que afastam há muitos anos o líder Bragança e as pessoas que lhe são mais próximas da antiga presidente da autarquia. Encontrar uma personalidade, na área socialista, que faça a ponte entre as duas tendências,



constituiria, em termos substantivos, a saída mais lógica, dando a cara por um projeto autárquico do PS para Felgueiras, potencialmente ganhador. Haverá alguém no concelho com esse perfil? Se calhar até há… como muitos socialistas bem sabem. Por estas semanas, neste contexto, muitas coisas se vão passando, justificando uma abordagem posterior neste espaço. Se essa convergência de esforços se torna possível é outra incógnita estrutural que vai, com certeza, ter preponderância na forma como vão evoluir os contendores da batalha autárquica em Felgueiras. Por fim, mas nem por isso menos importante, de permeio, nestas conjeturas políticas, que não passam disso mesmo, há que ter em conta as eventuais alterações introduzidas pela reforma do poder local, cujo processo legislativo está em marcha. A redução do número de juntas de freguesia, ainda não quantificada, vai, com certeza, introduzir alguma instabilidade no xadrez autárquico concelhio. Mais uma vez, é sobre o partido do poder que, por ter mais juntas de freguesia, recaem as maiores dúvidas. Gerir sensibilidades de alguns presidentes influentes, que poderão deixar de sê-lo porque a sua autarquia foi extinta, vai ser mais um elemento credor dos maiores cuidados. Curioso vai ser acompanhar como vai a nomenclatura do PSD, agora encabeçada por Inácio Ribeiro, gerir este processo. E que papel caberá ao anterior líder, João Sousa, até há pouco, formalmente o estratega do partido? Mas deixemos essa ponderação para posterior abordagem neste espaço.




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DESEMPREGO: Número de pessoas sem trabalho apenas diminuiu no concelho de Felgueiras Paços de Ferreira e Penafiel lideram subida no Vale do Sousa

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desemprego em Paços de Ferreira e Penafiel subiu quase 20 por cento em apenas um ano, numa região onde o número de pessoas sem trabalho apenas diminuiu no

concelho de Felgueiras. Segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional, no Vale do Sousa, de dezembro de 2010 a dezembro de 2011, o desemprego aumentou 11,38

por cento, registando-se, no final do ano passado, 22.360 pessoas sem trabalho, mais 2.284 do que no final de 2010. Nesta região, no interior do distrito do Porto, pre-

dominam as indústrias de mobiliário, têxtil e calçado, registando-se nos últimos meses centenas de falências. Penafiel, onde predomina o têxtil e a extração de granito, apresenta a maior subida no desemprego, com um crescimento de 19,95 por cento, seguindo-se Paços de Ferreira, terra do mobiliário, com um acréscimo de 19,28 por cento. O terceiro concelho com maior crescimento no número de pessoas sem trabalho foi Paredes, também muito ligado ao mobiliário, que aumentou 12,84 por cento. Em Felgueiras, concelho onde predomina a indústria de calçado, que atravessa um bom momento ao nível da exportação, registou-se uma diminuição de 4,5 por cento no número de desempregados. Apesar dos resultados positivos de Felgueiras, note-se que no último trimestre do ano se inverteu

a tendência de descida, registando-se um aumento de 3,4 por cento no número de desempregados neste concelho. Nos concelhos do Baixo Tâmega, o município que apresenta maiores dificuldades é o Marco de Canaveses, onde o desemprego subiu 9,11 por cento em 12 meses. Este concelho tem sido muito afetado com a crise do setor da construção civil, que se traduz também na extração de granito. Situação semelhante ocorre em Amarante, que registou um crescimento de 8,62 por cento face a dezembro de 2010. Num ano, os dois maiores concelhos do Baixo Tâmega perderam mais de 700 postos de trabalho, registando quase 9.000 desempregados. Baião e Celorico de Basto, municípios com menores níveis de industrialização, também registam subidas no número de desempregados,

ASAE apreendeu 10 parquímetros no centro da cidade

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ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) selou e apreendeu no fim do mês de Janeiro vários parquímetros no centro da cidade de Felgueiras, confirmou à Lusa fonte daquele organismo. Segundo a fonte, foram selados, no âmbito de uma operação de fiscalização,

10 parquímetros em arruamentos da área urbana de Felgueiras. A Lusa confirmou que cada um dos equipamentos foi coberto com um saco plástico preto, com uma inscrição da ASAE na qual se pode ler que se trata de “Produto apreendido”, acrescentando-se que a eventual violação da se-

lagem efetuada “constitui crime”. Segundo a fonte, a selagem teve a ver com o incumprimento, por parte da câmara local, do período mínimo fracionamento, que deve ser, de acordo com legislação, de 15 minutos, mas que nos parquímetros de Felgueiras é de 20. A Lusa contactou a Câ-

mara de Felgueiras, mas na autarquia ninguém quis prestar declarações sobre a matéria. A situação atraiu a curiosidade dos munícipes que se preparavam para efetuar o pagamento do estacionamento das respetivas viaturas. |Armindo Pereira Mendes / Lusa

mas com números menos acentuados do que os seus vizinhos. No conjunto da denominada NUT Tâmega, que compreende os municípios do Vale do Sousa, do Baixo Tâmega e do Douro Sul (Cinfães e Resende), o desemprego aumentou 10 por cento, tendência que foi mais acentuada no último trimestre, responsável por 5,17 por cento desse crescimento. Em dezembro de 2011, neste território, havia 36.910 pessoas sem trabalho. Um ano antes, os dados do IEFP apontavam para 35.097 desempregados. No último trimestre de 2011, Penafiel voltou a ser o concelho que perdeu mais empregos, seguido de Paredes e Marco de Canaveses. |Armindo Pereira Mendes / Lusa


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“As pessoas de Felgueiras revelaram um companheirismo inigualável nesta minha caminhada” Daniel Moreira distinguido entre os melhores intérpretes de A Voz de Portugal na RTP

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jovem cantor felgueirense Daniel Moreira alcançou o 3º lugar, domingo, na gala da final de A Voz de Portugal, transmitida na RTP. Este programa musical, apresentado por Catarina Furtado, revelou ao longo dos últimos meses alguns talentos e contou com a participação, como mentores dos concorrentes, de Rui Reininho, Mia Rose, Paulo Gonzo, Sérgio e Nélson Rosado. Daniel Moreira actuou pela primeira vez na final num dueto com Luísa Sobral, revelando uma enorme cumplicidade entre os

dois músicos que arrebatou todos os que assistiam e que ao longo dos últimos meses acompanharam o programa A Voz de Portugal. “Tu realmente hoje foste fantástico. Cantaste com paixão e acho que as pessoas lá em casa perceberam isso. Tens um timbre único”, salientou Mia Rose, mentora do jovem intérprete felgueirense. Na final, como ao longo de todas as galas do programa, a prestação de Daniel Moreira foi muito elogiada pelos músicos mentores do programa e por vezes chegou mesmo a emocionar a sua mentora

Mia Rose. Paulo Gonzo disse na gala da final que a interpretação de Daniel Moreira foi muito bem conseguida. “Muito bom mesmo. Foste sempre muito empenhado”, disse Paulo Gonzo. A aventura do Daniel Moreira no programa da RTP A Voz de Portugal começou há uns meses quando na companhia de um amigo e apenas com a sua guitarra fez a viagem até Lisboa para participar no casting do programa. Descontraído, embora não escondendo a timidez, Daniel Moreira convenceu os mentores logo na primeira actuação de préselecção para o programa que elogiaram o seu timbre de voz e interpretação. Ao longo de seis galas Daniel Moreira foi encantando o público com as suas interpretações conquistando um lugar entre

os quatro finalistas. “O tempo corre, passa demasiado rápido por entre os nossos dedos. Ainda ontem estava eu de calções nos pré-castings, tranquilo, numa de ver o que iria dar”, escreve no facebook Daniel Moreira após a conquista do terceiro lugar na final de A Voz de Portugal. “A música de facto puxou-me para bem perto dela e numa tentativa à priori, no meu ver, fugaz, ao participar neste programa, tornou-se numa coisa estrondosa e que me trouxe muito mais que a música em si”, continua, considerando que “venha quem vier, concorrentes deste programa têm talento que se fartam”. Daniel Moreira agradece o apoio muito dedicado e incondicional de todos os felgueirenses durante a sua participação no programa. “Em primeiro lugar Felgueiras, uma terra que

revelou um companheirismo nesta minha caminhada inigualável, um carinho pela terra e pelos seus conterrâneos impressionante. A cada felgueirense um enorme obrigado”, refere. “Quero agradecer também à minha família que são o mais forte pilar deste percurso, sempre incansáveis. Depois quero agradecer a cada um de vocês que desse lado, tiveram sempre as palavras certas nos momentos certos, quer fossem boas ou más, eu estava aqui para absorver tudo aquilo que tinham para me dizer, é assim que aprendo”, acrescenta. Por fim Daniel Moreira fala, com admiração e carinho, da sua mentora: “Não me esqueci de ti minha querida mentora Mia Rose, pois exploraste o que de melhor eu poderia ter para dar, aquilo que sou devo também muito a ti, a sensibilidade e entrega que dou naquele palco foste

tu que me guiaste a dar. Acreditaste em mim nos momentos que às vezes eu baixei a cabeça e erguesteme sempre mais alto”. Sobre Daniel Moreira, o jovem de Felgueiras que se aventurou no programa A Voz de Portugal, ele próprio revela a sua forte ligação à música. “Desde pequeno que me dedico a esta arte pela qual tenho um gosto único e incondicional. Autodidacta de raiz, comecei a tentar juntar à minha humilde voz algo mais e, foi a partir dos 16 anos que iniciei a minha aventura em instrumentos musicais. O primeiro deles foi a guitarra, onde ao longo dos tempos tento aperfeiçoar, o melhor que possa, a minha técnica, conseguindo actualmente reunir algumas músicas originais, escritas e compostas por mim”, revela. | Miguel Carvalho




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RUI PEDRO: Tribunal de Lousada absolveu Afonso Dias por falta de provas

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tribunal de Lousada absolveu, no dia 22 de fevereiro, o arguido Afonso Dias do rapto de Rui Pedro, a criança desaparecida em Lousada a 04 de março de 1998, por falta de provas. No acórdão do coletivo de juizes, presidido por Carla Fraga, concluiu-se que não se provou em audiência que o arguido Afonso Dias tenha levado o menor para um encontro com uma prostituta. O tribunal assentou a sua decisão nas “fragilidades” e “falta de consistência” do depoimento da prostituta Alcina Dias, que, em audiência de julgamento, tinha garantido que estivera com o menor, levado por Afonso

Dias, no dia 04 de março de 1998. O Ministério Público e os pais do menor, que se constituíram assistentes, sustentavam, desde o início do processo, que foi após aquele encontro que se deu o desaparecimento de Rui Pedro, na altura com 11 anos. No entanto, os juizes sublinharam que, na fase de inquérito, num período mais próximo à data dos factos, a prostituta não disse de forma inequívoca à Polícia Judiciária que tenha sido Afonso Dias a levar a criança, nem que o menor com quem estivera tenha sido Rui Pedro. O tribunal admitiu que as declarações de Alcina Dias em julgamento, nomeadamente a sua “falta de

consistência”, possam ter sido influenciadas pelas reportagens sobre o tema ao longo dos anos, que exibiram imagens do menor e de Afonso Dias. A juíza Carla Fraga recordou e valorizou as declarações dos inspetores da primeira brigada da Polícia Judiciária a investigar o desaparecimento, que não atribuíram credibilidade a Alcina Dias. A magistrada aludiu, a propósito, à circunstância em que, poucos dias após o desaparecimento, Alcina Dias se cruzou no tribunal de Lousada com o arguido e não o identificou. Referiuse também à cor do carro do suspeito, que a prostituta disse inicialmente ser azul e

depois em tribunal corrigiu para preto. Carla Fraga insistiu que o único elemento de prova que apontava para a possibilidade de o desaparecimento ter ocorrido, após o alegado encontro com a prostituta, decorria das declarações daquela testemunha. “São declarações que não podem merecer inequívoca credibilidade”, vincou a magistrada, acrescentando: “Não é possível concluir de forma séria e inequívoca que o encontro aconteceu”, afirmou Carla Fraga, recordando que, na dúvida, na justiça portuguesa, absolvese o arguido. Os juizes deram como provado que Afonso Dias combinara com Rui Pedro

e um primo, na véspera do desaparecimento, uma ida às prostitutas. Provou-se também que Rui Pedro, então com 11 anos, chegou a entrar na viatura do arguido na tarde do desaparecimento, junto à escola onde estudava. Contudo, o coletivo não reuniu “provas inequívocas” para reproduzir o que fez o menor após as 15:15, quan-

do se encontrou pela última vez com a mãe, nunca mais tendo sido visto. A acusação particular liderada pelo advogado Ricardo Sá Fernandes anunciou ao coletivo, no final da audiência, que irá recorrer do acórdão. |Armindo Pereira Mendes / Lusa

Homem absolvido da acusação de rapto acredita que menor possa estar vivo Advogado felgueirense Paulo Gomes sempre defendeu em tribunal a inocência de Afonso Dias

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homem que foi absolvido, no dia 22 de fevereiro, pelo tribunal de Lousada, do rapto de Rui Pedro disse, numa entrevista à RTP, acreditar que o menor possa ainda estar vivo. “Até prova em contrário eu acredito sempre que O Rui Pedro está vivo”, afirmou no programa Grande Entrevista. Falando publicamente, pela primeira vez, após o julgamento que o absolveu do crime de rapto agravado de que estava acusado pelo Ministério Público, Afonso Dias, acompanhado pelo seu advogado Paulo Gomes, disse à RTP desconhecer o que aconteceu à criança de 11 anos que desapareceu no dia

4 de março de 1998. “A partir das 13:55 [do dia 4 de março de 1998] nunca mais voltei a ver o Rui Pedro”, afirmou, referindose ao menor desaparecido como “um irmãozinho” que sempre tratou com carinho. “Não sei o que aconteceu. Ou foi rapto ou caiu dentro de um poço. Se ele não apareceu alguma coisa foi. Isso gostaria eu de saber”, disse. Afonso Dias afirmou nada ter a esconder, insistindo que sempre disse tudo o que sabia às autoridades policiais que investigaram o caso ao longo dos anos. Questionado sobre o seu silêncio no julgamento, respondeu que não tinha nada a acrescentar ao que dissera na fase de inquérito, durante a

qual sempre teve uma atitude colaborante. “Eu não tinha uma vírgula a pôr ou a tirar”, disse, observando que a sua posição estava no processo que deu origem a uma acusação. Afonso Dias repetiu estar inocente da acusação do

rapto de Rui Pedro, considerando “uma monstruosidade” ter sido acusado de uma coisa que reafirmou não ter praticado. “Não tenho explicação para o que me fizeram”, disse. Sobre as declarações da

prostituta que, em tribunal, garantiu ter estado com Rui Pedro no dia do desaparecimento e que o menor fora levado por Afonso Dias, este acusou-a de ter mentido em julgamento. O entrevistado lembrou que ao longo de mais de 13 anos nunca a prostituta o identificou, mesmo quando com ele se cruzou no tribunal cinco dias após o alegado encontro com a criança. Chorando e aludindo à sua condição de pai de um filho de 10 anos, Afonso Dias disse ter muita pena da família de Rui Pedro, asseverando não guardar qualquer rancor. “Eu sempre compreendi a dor dos pais do Rui Pedro”, referiu, acrescentando que é “inocente” e que “não merece que esteja a pagar” pelo que não fez. No mesmo registo, lem-

brou que sempre foi carinhoso com o menor e com a sua família. “Eu desejo-lhes a maior das felicidades”, disse, referindo-se aos pais do menor desaparecido. Num plano mais pessoal, Afonso Dias disse ter sido muito difícil passar pela acusação de rapto, sobretudo pela dor que os seus familiares sentiram nestes anos. Afonso Dias foi absolvido, por falta de provas, do crime de rapto agravado para o qual o Ministério Público pedira “mais de sete anos de prisão”. No final do julgamento, a família do menor, através do seu advogado Ricardo Sá Fernandes, anunciou que iria apresentar recurso do acórdão. |Armindo Pereira Mendes / Lusa


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Mais de 7.500 espetadores nos primeiros três meses da Casa das Artes

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atividades. O equipamento foi inaugurado no dia 30 de setembro e inclui ainda um caféconcerto, que foi construído de raiz. Para Nuno Cardoso, que falava a propósito da apresentação da agenda para os próximos três meses, a adesão considerável dos espetadores explica-se pela qualidade e diversidade das propostas culturais. “Todos os espetáculos

que fazemos, vindos do circuito cultural português, têm provas dadas e tiveram extremo sucesso. Para além disso, são espetáculos extremamente comunicativos para o público”, afirmou. O programador da Casa das Artes de Felgueiras recorda que ao público têm sido proporcionados momentos de dança, teatro, música e cinema, perfazendo 45 espetáculos. Nuno Cardoso sublinha,

por outro lado, que os primeiros meses de trabalho serviram também para as diferentes equipas envolvidas neste projeto se poderem articular. Segundo o responsável, os próximos meses vão ser

espetáculos mais importante do Vale do Sousa”, afirmou. O edil sublinha que se mantém a aposta na atração de artistas ou grupos de prestígio nacional que atuam habitualmente nas me-

Para os próximos meses, a Casa da Artes de Felgueiras anuncia um programa ambicioso, composto por espetáculos de teatro, incluindo a atuação de Bruno Nogueira e Miguel Guilherme, concertos, um

de “consolidação” do que foi feito até agora, apontando novos objetivos, ainda “mais ambiciosos”. O presidente da câmara, Inácio Ribeiro, destaca o esforço que a autarquia, através da empresa municipal ACLEM, responsável pela gestão do equipamento, tem realizado no sentido de dotar a Casa das Artes de Felgueiras de meios humanos e técnicos capazes. “Queremos que esta Casa das Artes consolide, pelo seu trabalho e consistência, o estatuto de sala de

lhores salas de espetáculo de Lisboa ou do Porto. Ao mesmo tempo, observou o edil de Felgueiras, a Casa das Artes “quer continuar de portas abertas para mostrar e potenciar as atividades culturais das instituições do concelho”, incluindo das escolas, proporcionado “um cartaz de espetáculos para todos os gostos”. “É desta forma que damos vida a uma casa com mais de 90 anos de existência e tão querida para os felgueirenses”, observou.

ciclo de cinema, com curtas e longas-metragens, e exposições de fotografia. A Casa das Artes de Felgueiras resulta da recuperação do antigo Teatro Fonseca Moreira, cuja sala de espetáculos, com cerca de 300 lugares, foi recentemente inaugurada.

µArmindo Mendes

erca de 7.500 pessoas assistiram a eventos culturais da Casa das Artes de Felgueiras nos primeiros três meses de atividade, revelou à Lusa o programador artístico Nuno Cardoso. “Atendendo à dimensão média da sala e ao facto de se tratar de um equipamento novo na cidade, estamos perante resultados muito positivos”, afirmou, destacando a diversidade das

Clã vieram à escola apresentar workshop musical do Disco Voador

U

ma guitarra eléctrica, dois pequeninos amplificadores, microfone, uma pandeireta, matracas, muitos miúdos e os Clã numa divertida viagem pelo Dis-

depressa se conquista pelo entusiasmo com que os alunos reagem à presença dos Clã na sua escola. Numa das escolas do primeiro ciclo em Pombeiro as crianças decoraram a

quer desenvolver com os estabelecimentos de ensino a par dos espectáculos que promove. Sobre o espectáculo do Disco Voador que os Clã também apresentaram na

µMiguel Carvalho

co Voador foram os instrumentos necessários para o workshop que a vocalista da banda Manuela Azevedo, acompanhada por um dos músicos, realizou nas escolas de Felgueiras. “As canções do Disco Voador são o ponto de partida, mas o que se procura é um momento de conversa, de troca de ideias com os miúdos sobre as canções e ao mesmo tempo satisfazer alguma curiosidade sobre o que é ser músico e compositor em Portugal”, comenta Manuela Azevedo. O encontro nas escolas com os miúdos é muito natural e a interactividade

sala, preparam uma música de recepção e cantaram com os Clã as músicas mais conhecidas do Disco Voador num encontro improvisado e muito divertido. “O facto de cantarmos na nossa língua faz com que as pessoas se relacionem muito mais rapidamente com aquilo que está a ser cantado, com as palavras que estão a ser ditas e com as emoções que essas mesmas palavras trazem”, realça. O workshop dos Clã nas escolas de Felgueiras insere-se num serviço educativo que a Casa das Artes

Casa das Artes, Manuela Azevedo refere que “neste concerto a cenografia é bastante elaborada para que plasticamente o espectáculo encha os olhos e a imaginação dos miúdos e dos mais crescidos”. Agradada com a sala da Casa das Artes, Manuela Azevedo considera que “ter um local onde se pode proporcionar à população o contacto com outras propostas artísticas julgo que é fundamental para a saúde e futuro de qualquer cidade”. |Miguel Carvalho

|Armindo Pereira Mendes / Lusa




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Líder do CDS, Madalena Silva, a propósito da coligação com o PSD

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líder do CDS/ Felgueiras, Madalena Silva, apresenta nesta entrevista algumas ideias sobre o papel do seu partido no futuro do concelho, numa altura em que está em marcha o processo de preparação das eleições autárquicas do próximo ano. Madalena Silva fala do trabalho que está a ser realizado no CDS, a forma como olha para a coligação com o PSD, perspetivando o que pode acontecer nos próximos meses na relação com o PSD. Lendo a entrevista rapidamente se percebe que a Nova Esperança

está por um fio. EXPRESSO DE FELGUEIRAS - A senhora foi uma dinâmica apoiante da candidatura autárquica que conquistou as eleições de 2009, que conduziram a coligação PSD/CDS ao poder em Felgueiras. Volvidos mais de dois anos, como olha para essa vitória e a que se deveu aquele resultado tão folgado? MADALENA SILVA - Em primeiro lugar quero agradecer a gentileza que o Expresso de Felgueiras teve ao convidar-me para esta entrevista, dando-me a oportunidade para trans-

mitir aos Felgueirenses não só o Presente do CDS-PP em Felgueiras mas acima de tudo o Futuro. Gostaria mais de falar do futuro, pois infelizmente em Felgueiras já se perdeu demasiado tempo, e a nossa terra carece urgentemente que olhem por ela e pelos seus, que somos todos nós. Regressando a 2009, e à mudança que se verificou em termos autárquicos, temos muito orgulho em tudo o que fizemos para que ela acontecesse. Como sabe, não só eu, mas todo o CDS-PP, de Felgueiras e não só, empenhou-se como ninguém no caminho que levou à vitória da Coliga-

µArmindo Mendes

“Não abdicamos de fazer o nosso caminho”


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| 29.FEVEREIRO.2012 | µArmindo Mendes

por achar que estava na altura de parar um pouco no serviço voluntário de ajuda ao seu partido e de se dedicar um pouco mais à sua atividade profissional. No entanto esteve sempre connosco, com o CDS-PP e com Felgueiras, desempenhando sempre da melhor maneira o seu mandato como Presidente da Assembleia Municipal.

“Estou muito orgulhosa do que já conseguimos” EF - Desde que regressou à liderança iniciou-se um processo de reorganização do partido em termos concelhios, com a entrada de novos militantes, incluindo muitos jovens. Falenos um pouco do trabalho que está a ser desenvolvido pela sua equipa.

“Não abdicamos de fazer o nosso caminho e de afirmar a nossa própria identidade, que é bem distinta da do PPD/PSD”

ção Nova Esperança. Sempre defendemos que essa mudança era necessária, e tal como a maioria dos Felgueirenses depositamos todas as nossas expectativas na coligação “Nova Esperança”, sem qualquer tipo de interesse nem exigência. Como fácil será de constatar, o CDS apenas se preocupou com a vitória desta coligação, sem qualquer tipo de contrapartida. Não pedimos nem tivemos qualquer tipo de lugar remunerado na Câmara de Felgueiras. Não impusemos candidatos, e apenas aceitamos o lugar prestigiante, mas apenas representativo, da presidência da Assembleia Municipal, lugar este que tem que ser isento em prol do bom funcionamento da própria Assembleia, o que impede quem o ocupa de fazer política em nome do partido que o elegeu. EF - Após a vitória e a assunção do poder na autarquia de Felgueiras, o

CDS perdeu protagonismo político no concelho. Por que razão acha que isso aconteceu? Protagonismo político nunca. Representativo talvez! Digo isto, pois para nós a política faz-se todos os dias, em todos os lugares. Nas nossas casas, com a nossa família, junto dos nossos amigos, vizinhos, e de todos com os que lidamos diariamente. Ao contrário de muitos, para o CDS a política é uma atividade extremamente simples: - Ouvir as pessoas, as suas preocupações, e depois fazer tudo para as resolver. E, como vê o CDS, independentemente de não estar representado politicamente em termos executivos na Câmara, ou nas Juntas de Freguesia, tem tido um papel fundamental e extremamente ativo, e até bastante comentado, junto da população de Felgueiras.

EF - Como tem visto o entendimento entre os dois partidos da coligação? Como sempre o vi. São dois partidos distintos e independentes. Juntaram-se em coligação para umas eleições autárquicas em Outubro de 2009, no entanto apenas duas semanas antes concorremos em separado para outras eleições, e em junho do ano passado voltamos a concorrer separadamente para outras. O CDS não é o PSD, nem o PSD é o CDS. Independentemente de termos contribuído para a eleição do atual executivo camarário, não abdicamos de fazer o nosso caminho e de afirmar a nossa própria identidade, que é bem distinta da do PPD/PSD. EF - A dona Madalena Silva reassumiu a presidência do CDS em Felgueiras há cerca de ano. Porque decidiu voltar à liderança da concelhia deste partido?

MS - Quando decidi encabeçar uma lista no ano passado, fi-lo a pedido de muitas pessoas do CDS e de Felgueiras. A princípio nem era essa a minha intenção, mas dada a situação política atual de Felgueiras decidi assumir esse desafio por amor à nossa terra. Como sabe sou uma pessoa de desafios e com um amor incondicional a Felgueiras. Quando sinto que algo não está bem, ou que posso e devo agir para contribuir para o progresso da minha terra nunca disse que não. No entanto, ao contrário daquilo que muitas pessoas que não gostam de mim ou do CDS dizem, esta nova concelhia nunca nos dividiu em Felgueiras. Bem pelo contrário, feznos crescer, e muito, como partido e como pessoas. Aquando da formação dessa lista, a primeira pessoa a ser convidada foi o Dr. Paulo Rebelo. Não a integrou por opção própria e

MS - Sem dúvida. Apenas um ano volvido, estou muito, mas mesmo muito orgulhosa do que já conseguimos em apenas doze meses. Com a entrada de novos membros na Comissão Política Concelhia, e com o apoio imprescindível de um amigo do CDS e de Felgueiras que nos ajudou sempre na parte de organização e de estratégia de comunicação, o CDS em Felgueiras triplicou em termos de filiados. Tem sido pura e simplesmente impressionante a adesão das pessoas ao nosso projeto. Principalmente dos jovens. Temos uma equipa de jovens espetacular, e que em breve vão dar muito que falar em Felgueiras. Aos mais velhos, enche-nos o coração de alegria ver tantos e tão bons a juntaremse a nós. Atrevo-me a dizer que o futuro do CDS em Felgueiras está assegurado. Esta equipa da Juventude Popular caracteriza-se mesmo pela qualidade e pela quantidade. São jovens na sua maioria licenciados, nas mais diversas áreas. Juristas, economistas, médicos, engenheiros, entre outros. Mas, acima de tudo, caracterizam-se pela sua humildade, simplicidade e vontade de trabalhar em prol do desenvolvimento da sua terra, que é aquilo que nos une a todos e cola

as diversas gerações dentro do CDS de Felgueiras.

“A nossa terra precisa urgentemente de começar a ser gerida com rigor e com inteligência” EF - Estamos a menos de dois anos das eleições autárquicas, portanto já não falta muito tempo para começarem a ser conhecidas as apostas de cada partido. No caso do CDS, a aposta vai continuar a ser no quadro da coligação com o PSD ou acredita que o seu partido tem condições para avançar sozinho? MS - Como disse e bem estamos a menos de dois anos das eleições autárquicas, mas isso não nos assusta. Pelo contrário, estamos seguros do caminho a seguir, e como é nosso hábito começamo-nos a preparar há mais de um ano. Atrevo-me até a dizer que começamos a 12-102009, no dia a seguir ao das últimas eleições, pois para nós, e tal como atrás referi a política faz-se todos os dias junto da população. Nós não nos limitamos a aparecer uns dias antes das eleições a fazer promessas vãs, para depois de recebidos os votos, desaparecer novamente até às próximas eleições. A nossa aposta será sempre na qualidade, nos melhores e naqueles que estiverem melhor preparados para de uma vez por todas colocarmos Felgueiras no caminho da excelência da gestão autárquica. A nossa terra precisa urgentemente de começar a ser gerida com rigor e com inteligência. Precisa urgentemente de uma estratégia de desenvolvimento, e de pessoas capazes para a implementar, pois o nosso único objetivo é dotar o nosso concelho com os meios necessários para poder competir com os demais na nossa região, de forma a captar investimento determinante para a manutenção e se possível criação de emprego. A nossa aposta são os felgueirenses. O nosso objetivo é fazer tudo para lhes aumentar a qualidade


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“A nossa preocupação é trabalhar no sentido de ganharmos as eleições, de preferência sozinhos” EF - Em caso de coligação, acha que o seu partido deve exigir um lugar no executivo, reforçando assim a sua importância no quadro de uma eventual coligação com o PSD? MS - Aí está aquilo que nos diferencia de muitos na política portuguesa. Volto a repetir: Para nós, importantes são as pessoas. A nossa importância será aquela que as pessoas de Felgueiras nos derem. Nunca enca-

ramos, nem encararemos a política como um caminho para a obtenção de lugares, empregos ou promoção social. Se essa é a preocupação de alguns, não é a nossa de certeza. A nossa preocupação é trabalhar e merecer a confiança dos felgueirenses, no sentido de ganharmos as eleições, de preferência sozinhos, de forma a podermos implementar na totalidade o nosso projeto para Felgueiras. EF - Como estão as relações políticas entre os dois partidos da coligação em Felgueiras? MS - Tal como também já referi, as relações institucionais entre os dois

Eduardo Bragança recandidata-se à liderança do PS/Felgueiras

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duardo Bragança, líder do PS de Felgueiras, vai recandidatar-se à presidência da comissão política concelhia. O EXPRESSO DE FELGUEIRAS sabe que o dirigente, que é também vereador da oposição no executivo municipal, já apresentou essa intenção aos elementos que o acompanharam nas anteriores eleições para a liderança do partido. Numa reunião muito participada, segundo fon-

te socialista, os militantes presentes manifestaram o apoio à candidatura de Eduardo Bragança. Esta candidatura do atual líder revela-se importante porque, se for eleito, será Eduardo Bragança, como dirigente do PS, a liderar o processo de preparação das próximas eleições autárquicas. Fonte próxima do dirigente rosa disse ao EF que o processo de preparação das próximas eleições será formalmente iniciado se Edu-

ardo Bragança for reconduzido à frente do partido.

Jovens do CDS homenageiam mulheres do concelho

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Juventude Popular (JP) de Felgueiras (estrutura de juventude do CDS) vai organizar, no dia 10 de março, um jantar convívio, no qual vão ser homenageadas algumas mulheres que se têm destacado no concelho. Segundo o líder da JP de Felgueiras, Luciano Amorim, a iniciativa vai decorrer na Quinta do Basto, em Torrados, a partir das 20:00.

Luciano Amorim disse ao EXPRESSO E FELGUEIRAS que este jantar insere-se no âmbito do Dia Internacional da Mulher que se assinala no dia 08 de março. O jovem dirigente sublinha que a iniciativa pretende evidenciar o mérito de mulheres felgueirenses ligadas a instituições de solidariedade ao mundo empresarial. As inscrições podem ser

realizadas pelos números de telemóvel 916864417 ou 968203827. No mesmo dia, mas das 14:00 às 18:00, a JP, como apoio do Núcleo de Felgueiras da Cruz Vermelha, organiza rastreios à diabetes, hipertensão cancro do colo do útero. Os rastreios vão ser realizados pelas médicas Maria Luísa Leal e Ana Lúcia Nogueira.

partidos não é o que mais me preocupa. Estes dois partidos em Felgueiras são dirigidos por pessoas educadas, pelo que as relações entre nós sempre foram, são e serão sempre cordiais.

Mais a mais, existe uma excelente lembrança dos momentos que passamos em prol da “Nova Esperança”.

tativo e não executivo. Ao presidente da Assembleia Municipal pede-se que conduza da melhor forma os trabalhos deste órgão da democracia local, de preferência de uma forma isenta e que dignifique não só o próprio órgão, mas como todos os felgueirenses que o elegeram. Neste sentido, o Dr. Paulo Rebelo não está

ras poder voltar a candidatar-se à liderança da autarquia. Como vê essa possibilidade? MS – Peço desculpa, mas essa possibilidade sinceramente não nos preocupa nem nos interessa. E termino como comecei: Gostaria mais de falar do futuro, pois infelizmente µArmindo Mendes

de vida. Neste momento, estamos já a trabalhar na preparação do nosso programa eleitoral, que será sempre desenhado em função do interesse e das necessidades das pessoas. Claro está, priorizando sempre essas necessidades em função das disponibilidades financeiras do município. Mesmo assim, nunca desistiremos, pois mesmo sem dinheiro se pode fazer muita coisa. Haja vontade, criatividade e inteligência. No que diz respeito à coligação, para o ano se verá. Para já, estamos a trabalhar como se fossemos com listas próprias, pois só assim estaremos preparados para contribuir em qualquer tipo de solução para o nosso

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EF - Que balanço faz do trabalho autárquico da equipa que governa a câmara integralmente constituída por pessoas do PSD? MS - Esta equipa, que actualmente é de facto constituída por pessoas exclusivamente do PSD, foi eleita em Outubro de 2009. O seu mandato é de quatro anos. Ou seja, faltam ainda cerca de 20 meses para as próximas eleições autárquicas. Consideramos que o Balanço deverá ser efetuado mais perto do final do mandato. Neste momento, e utilizando outro termo de gestão, consideramos que a altura é mais a de fazermos um inventário, e não um balanço. Devemos, sim, estar focados e preocupados em inventariar as necessidades do nosso concelho e as necessidades dos felgueirenses. O que nos preocupa é o que ainda não está feito, e o que é que se deve fazer, no sentido de melhorar a qualidade de vida da nossa população. A existir crítica por parte do CDS, esta será sempre construtiva, no sentido de apontar caminhos e soluções para que se faça sempre mais e melhor. EF - E relativamente ao trabalho que o Dr. Paulo Rebelo, do CDS, tem realizado na presidência da Assembleia Municipal? Acredita que está a corresponder às expetativas dos que nele votaram, nomeadamente dos militantes e simpatizantes do seu partido? MS - Tal como também já disse, o lugar de presidente da Assembleia Municipal é um lugar represen-

“A nossa terra carece urgentemente que olhem por ela”

a fazer, nem o deveria, representação partidária no exercício das suas funções. Na minha opinião e, na opinião de todos os elementos do CDS, o Dr. Paulo Rebelo está a exercer as suas funções exemplarmente, mas nós somos suspeitos nessa avaliação, pois ele é da nossa família, é um de nós. A avaliação que realmente interessa será aquela que os felgueirenses fizerem nas próximas eleições, mas tenho a impressão que será sempre positiva. EF - Em Felgueiras falase muito da possibilidade de a Dra. Fátima Felguei-

em Felgueiras já se perdeu demasiado tempo. A nossa terra carece urgentemente que olhem por ela e pelos seus, que somos todos nós. Mais, considero que deveremos mais do que nunca juntar e não dividir, pois só venceremos se estivermos sempre juntos por amor à nossa terra.

|Armindo Pereira Mendes


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Inácio Ribeiro assume vice-presidência da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa

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autarca social-democrata de Felgueiras, Inácio Ribeiro, assumiu uma das duas vicepresidências da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, num órgão liderado pelo edil socialista de Lousada, Jorge Magalhães. Na outra vice-presidência encontra-se Manuel Moreira, autarca do Marco de Canave-

ses, também do PSD. A mudança na liderança do órgão de direção da CIM desta região ocorreu por acordo dos presidentes para dar resposta ao empate de lideranças municipais entre o PSD e o PS que decorreu das últimas eleições autárquicas. No início do mandato, ficou acordado que a presidência ficaria para o PSD, na cir-

cunstância através de Alberto Santos, de Penafiel, cabendo as duas vice-lideranças a autarcas do PS. Os autarcas decidiram que a meio do mandato haveria uma mudança, passando o órgão da região a ser liderado por um socialista, o que se veio agora a verificar com Jorge Magalhães, transitando as duas vice-presidências para edis do PSD. A assunção das novas responsabilidade do autarca de Felgueiras no quadro da CIM permitir-lhe-á acompanhar com maior proximidade as várias matérias de caráter regional, nomeadamente a afetação de fundos do QREN ainda em aberto. Além disso, o novo cargo irá, com certeza, concorrer para um maior prestígio de Inácio Ribeiro e do concelho que representa. Armindo Mendes

Autarquia Felgueirense apoia Associações Humanitárias dos Bombeiros

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Câmara Municipal atribuiu subsídios de cerca de 80 mil euros às associações de bombeiros do concelho, traduzindo-se em mais contributo para a proteção de pessoas e bens, designadamente o socorro de feridos, doentes e a extinção de incêndios. A decisão surge de uma proposta apresentada pelo presidente da Câmara

Municipal, Inácio Ribeiro, que considera que “as Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários são instituições que se distinguem pelos serviços que prestam à comunidade e à causa pública, atuando de imediato, em situações de emergência e catástrofe, sendo os principais intervenientes na defesa, socorro e segurança dos cidadãos”. A Associação Huma-

nitária dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras vai receber um subsídio no valor de 45.100,00 euros e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Lixa receberá o montante de 33.000,00 euros para aquisição de equipamentos e desempenho das suas funções. GI CMFelgueiras

Argumentista do filme “Os Esquecidos” debateu o tema pobreza na Casa das Artes

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Casa das Artes exibiu na sexta-feira, 27 de Janeiro, um documentário que retrata a pobreza do Porto, intitulado “Os Esquecidos”, numa iniciativa da Rede Social, em parceria com a ACLEM- empresa municipal. O filme realizado pelo jornalista e colaborador do jornal Expresso, Pedro Neves teve como argumentista o Assistente Social felgueirense, José António Pinto, que esteve presente na sessão e debateu a temática social. Na altura a vereadora da

Coesão Social, Carla Meireles, sublinhou que com este tipo de iniciativas “pretendese consciencializar a população para uma maior sensibilidade social”. O argumentista do filme, José António Pinto, felicitou a organização e elogiou o trabalho que está a ser desenvolvido no concelho. “Fico feliz por estar no meu concelho e por ver esta terra com maior destaque nacional pelas boas razões. Felgueiras é um concelho que tem tido dinamização económica, desenvolvimen-

to económico e uma grande dinâmica cultural”. José António Pinto salienta que com este tipo de iniciativas é mais fácil passar a mensagem: “A comunicação é um bom instrumento para educar e consciencializar. Através da arte conseguimos chegar perto das pessoas, educar e dar visibilidade às fragilidades sociais”. O documentário foi partilhado com as instituições de solidariedade social e todas as entidades que integram o Conselho Local de Acão Social de Felgueiras.

LixAnima realizou recolha de bens alimentares e distribuiu por carenciados

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campanha de recolha de bens alimentares, organizada pela LixAnima, que decorreu entre os dias 6 e 12 de Fevereiro, permitiu angariar cerca de dois mil bens alimentares. Fruto desta recolha, foram preparados 125 cabazes que serão agora entregues a famílias carenciadas da Lixa e arredores. “Apesar do frio que se tem feito sentir nas últimas semanas, e da crise económica que a nossa sociedade atravessa, a população lixense mostrou, uma vez mais, o seu espírito de solidariedade e partilha para com aqueles que vivem situações mais complicadas nestes tempos”, referem em nota enviada para o nosso jornal. Para que este gesto de solidariedade se materiali-

zasse, a LixAnima contou com o apoio do Agrupamento de Escuteiros 680 de Santão, do Agrupamento de Escolas Dr. Leonardo Coimbra, Escola Secundária da Lixa, Pe. Joaquim Carneiro e das superfícies comerciais Lidl, Mini-Preço e O Preguição. A distribuição dos 125 cabazes a famílias carenciadas, preparados com os bens alimentares angariados nesta campanha, está a ser efectuada pela LixAnima, Juntas de Freguesia de Bor-

ba de Godim, Macieira da Lixa, Vila Cova e Casa do Povo de Borba de Godim. “A LixAnima expressa um forte agradecimento a todos estes intervenientes, mas em particular à população lixense que contribuiu e se associou a esta causa, não esquecendo que também entre nós há quem sofra, quem precise de um gesto amigo e solidário, pese as carências serem, na sua maioria, encobertas por um manto de vergonha e temor”, salientam.


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Município de Felgueiras apresentou a iniciativa gastronómica SABORES IN com menus e alojamento a preços promocionais

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presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, Inácio Ribeiro, apresentou o programa da iniciativa “Sabores IN”, convidando munícipes e turistas a participarem nesta iniciativa gastronómica que se realiza de 17 de fevereiro a 25 de março, envolvendo a participação de 19 restaurantes do concelho e quatro empreendimentos turísticos. Na apresentação do evento o autarca destacou que com a realização desta iniciativa, a autarquia “pretende promover o desenvolvimento sustentável do concelho pela via do turismo, e especificamente apoiar o tecido empresarial: restauração, hotelaria, produtores de vinhos, doces e kiwi, entre outros que beneficiarão dos fluxos turísticos”. O vereador do Turismo, Eduardo Teixeira, sublinhou que esta ação vai muito além

da promoção gastronómica “pretendemos promover a nossa gastronomia, mas acima de tudo dar motivos aos turistas para visitarem o nosso concelho e, desta forma, contribuírem para a dinamização da nossa economia”. Com este projeto, que se enquadra no produto estratégico da região “gastronomia & Vinhos”, pretendese: “preservar a identidade enogastronómica, estimular e promover a sua inovação, tendo como orientação estratégica a diferenciação pela qualidade; potenciar as potencialidades da oferta enogastronómica, visando apoiar a qualificação de produtos e serviços; estruturar a oferta através da cooperação intersectorial e da parceria estratégica (efeito sinérgico; apoiar e beneficiar dinâmicas geradoras de fluxos de visitantes e turistas com destaque para a Rota do Româ-

nico; promover a Cozinha de Autor em Felgueiras, e apresentá-la ao mercado; premiar a excelência, através do II Concurso Gastronómico, subordinado ao tema INovar na Tradição”. Os menus Sabores IN, incluem pratos tradicionais e de cozinha de autor com base na tradição gastronómica, e na qualidade dos produtos locais, com destaque para o Pão de Ló de Margaride, as cavacas, as lérias, os vinhos, e o kiwi. Poderá degustar os menus Sabores IN, às SextasFeiras (jantar), aos Sábados, aos Domingos, nos 19 restaurantes aderentes. Todos os menus incluem: entradas, sopa, prato principal, sobremesas, vinhos verdes das marcas de Felgueiras, e café. O preço do menu, por pessoa, inclui um desconto promocional de 20% do valor normalmente praticado

por cada restaurante. A iniciativa conta também com a adesão do aloja-

tivação “Festival de Pão de Ló”, que se realizará nos dias 31 de março e 01 de abril.

nhos Verdes, da Associação de Profissionais de Turismo de Portugal, da Cooperativa Agrícola de Felgueiras, da EB 2/3, de Idães e da EB 2/3 de Lagares. Restaurantes aderentes:

mento que lhe oferece 15% de desconto nas noites de Sexta, Sábado, Domingo – para turistas com motivação de visita Sabores IN. Esta promoção do alojamento, será válida até dia 01 de abril, para turistas com mo-

De referir que a ação, organizada pela Câmara Municipal de Felgueiras, conta com a parceria da Associação Empresarial de Felgueiras, do Turismo Porto e Norte de Portugal, da Comissão de Viticultura da Região de Vi-

Adega Sousa; Laranjada; “O Veleiro”; Tasca da Isaura; Brasão; Caffé Caffé; Cangalho; Cimo de Vila; Hotel Albano; HEDE; Mares e Marés; Monte Belo; Quinta da Laranjeira; Quinta da Rapadiça; S. José; S. Pedro; Sopa de Pedra; St.ª Quitéria; Zona Verde. Poderá obter toda a informação, incluindo os preços dos menus e do alojamento, através do Guia Sabores IN – gastronomia & Vinhos 2012, que estará também disponível em: http://www. saboresin.com. GI CMFelgueiras

Alunos de Design de Calçado da Escola Profissional de Felgueiras venceram concurso Acessórios de Moda – Namorar Portugal 2012 sional Design de Calçado, orientados pelos formadores Fernanda Silva e João Barros. Também enquadrada na temática “NAMORAR PORTUGAL 2012” a Escola Profissional de Felgueiras participou pela primeira vez

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Escola Profissional de Felgueiras (EPF) participou pela primeira vez no concurso de “ACESSÓRIOS DE MODA – NAMORAR PORTUGAL” que se realizou no passado dia 26 de Fevereiro na Quinta de Resela em Cer-

vães - Vila Verde. No final, o prestigiado júri atribuiu o primeiro lugar ao projeto elaborado pelos alunos Luís Gomes e Nelson Ferreira, uma mala em couro branca e encarnada, que funde na perfeição os ideais do concurso - aliar a tradição

dos Lenços de Namorados à modernidade dos tempos - tendo sido premiado com 250€. A EPF apresentou a concurso seis projetos de acessórios de moda, idealizados e construídos pelos alunos do 3º ano do curso profis-

no concurso “Internacional Criadores de Moda”, que se realizou no passado dia 14 de Fevereiro, em Vila Verde. A EPF apresentou a concurso dez coordenados, idealizados e construídos pelos alunos do 2º ano do curso profissional Design

de Moda, orientados pelos formadores Fernanda Silva e Julieta Sousa. Embora não tivessem sido premiados, a qualidade e criatividade dos coordenados apresentados, dignificaram a participação da Escola Profissional.


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| 29.FEVEREIRO.2012 | EXPRESSO DE FELGUEIRAS Nº115 29/02/2012 (1º anúncio)

Tribunal Judicial de Vila Real – 1º Juízo – Processo: 1282/08.5TBFLG Execução Comum VALOR: 4.038,74€ Exequente (s): Granisel – Real, Sociedade de Comercialização de Pedras Naturais, Lda. (NIPC: 504 039 466) Executado (s): Strogária – Granitos, Lda. Referência interna: PE/118/2008

ANÚNCIO Nos autos acima identificados, encontra-se designado o dia 28 de Março de 2012, pelas 14:00 Horas, no Tribunal de Felgueiras, para a abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na secretaria do Tribunal, pelos interessados na compra, sendo o valor base do bem igual ou superior a 70% do valor anunciado: Verba n.º1 Uma secretária em PVC de cor cinza de três gavetas, razoável estado de conservação – pelo preço base de 50,00€ Verba n.º2 Um armário de duas portas em PVC de cor cinza (2,00mX0,60m), em razoável estado de conservação – pelo preço base de 50,00€ Verba n.º3 Um armário de PVC cm duas portas, com fechaduras em metal (0,80mX0,60m) de cor cinza, em razoável estado de conservação – pelo preço base de 50,00€ Verba n.º4 Dois armários em PVC de duas portas com fechaduras em metal (0,80mX0,60m) de cor cinza, em razoável estado de conservação – pelo preço base de 100,00€ Verba n.º5 Uma mesa em PVC de cor cinza, com base em metal, em razoável estado de conservação – pelo preço base de 50,00€ Verba n.º6 Um computador de linha branca de cor cinza e preto, Intel, com ecran “Samtron 56E” de cor branca e teclado de marca “Logitech” de cor preta, em razoável estado de conservação – pelo preço base de 250,00€ Verba n.º7 Uma, impressora de marca “HP Laserjet 1018” de cor branca em razoável estado de conservação e funcionamento – pelo preço base de 50,00€ Verba n.º8 Um fax de marca “Samsung SF 360” de cor cinza, em razoável estado de conservação e funcionamento – pelo preço base de 50,00€ Verba n.º9 Uma secretária de escritório com três gavetas em PVC, de cor cinza, em razoável estado de conservação – pelo preço base de 25,00€ Verba n.º10 Uma mesa em PVC, com base em metal, de cor cinza, em razoável estado de conservação – pelo preço base de 25,00€ Verba n.º11 Um armário de duas portas (2,00mX0,60m) em PVC de cor cinza, em razoável estado de conservação – pelo preço base de 50,00€ Verba n.º12 Três cadeiras de escritório em napa de cor preta, rotativas, em razoável estado de conservação – pelo preço base de 50,00€ Verba n.º13 Duas cadeiras em tecido rotativas, em razoável estado de conservação – pelo preço base de 20,00€ Penhorado ao executado: Strongária – granitos, Lda. É fiel depositária a Sra. Júlia Maria Gomes Silvério Peixoto com residência na Av. Drº Leal Faria, Edifício Impacto Bloco 5 – 4 – 4610 – Felgueiras – LOCAL DO DEPÓSITOS BENS PENHORADOS no loteamento de Posmil – Friande – Felgueiras – Apartado 102 – 4610-324 Felgueiras, está obrigado a mostrar os bens a quem pretenda examina-los, todos os dias úteis das 08:00h às 12:30h e das 15:00h às 20:00h, nos termos do disposto no artigo 891º do CPC. Nota: Os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, um cheque visado à ordem do Agente de execução, no montante correspondente a 20% do valor base ou garantia bancária do mesmo valor (n.º 1 do art. 897 do CPC) O Agente de Execução, Manuel Rocha

Autarquia implementa medidas para a redução de consumo de energia e de despesa corrente

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Câmara Municipal de Felgueiras está a desenvolver um plano de poupança do consumo de energia elétrica para implementar nas principais estradas e outros espaços públicos do concelho. Esta medida insere-se num conjunto de iniciativas que visam poupar recursos e diminuir despesas correntes. A ação que pretende reduzir o valor da fatura de eletricidade, sem pôr em causa a segurança da população, irá compensar o agravamento dos custos de eletricidade, bem como do aumento do IVA - de 6% para 23%. Simultaneamente a estas medidas de poupança continuar-se-á a implementar a eficiência energética, acautelando sempre as situações de maior perigosidade, de aglomerados habitacionais e de proximidade de equipamentos. O presidente da Câmara Municipal, Inácio Ribeiro realça que a decisão surge depois de um estudo efetua-

do pelos técnicos e justifica a necessidade de poupar nas despesas correntes. “A autarquia tem uma despesa superior a 1 milhão 360 mil euros anuais em energia elétrica, que inclui a iluminação de todas as es-

técnicos que tiveram em atenção, acima de tudo, que se mantenha a segurança das pessoas”. A implementação do projeto efetuar-se-á nas zonas mais urbanas e nas principais vias de comunicação que

tradas, equipamentos municipais e espaços públicos de todas as freguesias do concelho”. Inácio Ribeiro defende que o objetivo desta medida é reduzir a despesa, não descurando a segurança da população. “Esta ação antes de ser aplicada foi estudada por

atravessam o concelho, através da instalação de relógios astronómicos nos Centros Urbanos (Felgueiras, Lixa e Barrosas) e posteriormente de uma forma gradual em todo concelho, com a ligação ao pôr-do-sol e desligação ao amanhecer. Será feita uma redução de 1/3 do IP (desligação de

uma fase do sistema trifásico) permanentemente nas redes subterrâneas dos centros urbanos, dos loteamentos e vias de circulação. Nestes locais, em cada três postes de iluminação um será desligado. Algumas das principais vias de circulação automóvel terão uma redução de 50% na rede aérea de IP, ou seja, em cada dois postes um passa a estar desligado. De mencionar que não serão desligados os postes de iluminação junto aos aglomerados habitacionais, aos entroncamentos, às passadeiras e junto às escolas. Este tipo de ações tem vindo a ser desenvolvido pelo executivo que aposta na requalificação da cidade, na otimização de recursos. Acreditamos que gerindo bem os recursos que temos conseguiremos chegar a mais pessoas, gastando menos. Porque isso será feito através de uma melhor gestão. | GI CM Felgueiras

Dois homens armados GNR apreende viaturas assaltaram Repartição de de alta cilindrada por Finanças de Felgueiras situações de burla

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ois homens armados com pistolas assaltaram, no passado dia 13 de Fevereiro, a Repartição de Finanças de Felgueiras, tendo levado o valor que se encontrava nas duas caixas da tesouraria, confirmou à Lusa um funcionário. Segundo a fonte, os dois homens, com os rostos ocultados por capacetes, entraram, cerca das 15:15, nas instalações das Finanças, situadas no centro da cidade. Os assaltantes, que falavam em português e vestiam roupas escuras, apontaram as armas aos funcionários que se encontravam ao balcão, exigindo que lhes

entregassem o dinheiro das caixas. Nessa altura, encontravam-se na repartição quase duas dezenas de contribuintes, que se mantiveram quietos por ordem dos assaltantes. O funcionário garantiu à Lusa que tudo foi muito rápido, não tendo demorado mais do que cinco minutos, desde a entrada nas instalações e a fuga, num motociclo, dos indivíduos. A fonte não soube especificar o montante exato levado pelos assaltantes. A GNR e a Polícia Judiciária estiveram no local a recolher elementos para a investigação. |Armindo Pereira Mendes / Lusa

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GNR apreendeu em Felgueiras e Amarante três viaturas de alta cilindrada que tinham desaparecido no âm-

de Investigação Criminal (NIC), após “múltiplas diligências”, fizeram duas buscas domiciliárias, uma em Figueiró, Amarante, e outra

bito de situações de burla e abuso de confiança, revelou à Lusa fonte policial. Segundo a autoridade, a operação policial foi desencadeada após uma denúncia apresentada no posto de Felgueiras da GNR. Os militares do Núcleo

na Lixa, Felgueiras. A GNR apreendeu dois veículos de marca Mercedes e um de marca Audi. Na operação estiveram envolvidos 12 militares do Destacamento de Felgueiras. |Armindo Pereira Mendes / Lusa


| 29.FEVEREIRO.2012 |

Rotura em mini-hídrica obriga a suspender produção de energia

A

deu e danificou o canal”, explicou João Sousa, afirmando não se saber ainda o que provocou a rotura. A mini-hídrica de Felgueiras, na freguesia de Jugueiros, funciona no âmbito de uma parceria entre um investidor privado, que tem a maioria do capital (51 por cento), e a câmara municipal (49 por cento). João Sousa disse à Lusa que a produção de energia deve ser retomada no princípio de março, após a reparação do muro, garantindo que os prejuízos na infraestrutura estão cobertos pelo seguro. O vice-presidente da

autarquia admitiu que “toda a gente ligada ao projeto” ficou surpreendida com a rotura porque, observou, “na fase de testes não houve problemas”. A infraestrutura aproveita o rio Bugio, afluente do rio Vizela. Os estudos realizados apontam para uma produção de cerca de 6,6 Mw de energia num ano médio de pluviosidade. A energia produzida vai ser vendida à Rede Elétrica Nacional, constituindo uma receita para ambos os investidores. |Armindo Pereira Mendes / Lusa

Clientes do comércio tradicional contemplados com passeios de limusine e jantares românticos no Dia dos Namorados

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ove casais foram contemplados, no Dia dos Namorados, em Felgueiras, com um jantar romântico em diferentes restaurantes do concelho e que tão cedo não vão esquecer. Ao fim da tarde e após um original brinde com champanhe, uma luxuosa limusine levou os diversos casais a vários restaurantes do concelho, onde foram surpreendidos com um jantar romântico em dia de namorados. A iniciativa foi da Associação Empresarial de Felgueiras (AEF) que, nas semanas que antecederam o Dia dos Namorados, promo-

veu um sorteio entre aqueles que compraram no comércio tradicional de Felgueiras, da Lixa, da Longra e de Barrosas. Ao fazer compras os clientes ficavam habilitados a um jantar romântico num

dia tão especial como é o de São Valentim. Com esta iniciativa a AEF conseguiu despertar a atenção dos consumidores para o comércio tradicional de Felgueiras que, naturalmente,

não ficaram indiferentes ao movimento da limusine e de toda a produção que envolveu a promoção dos vários jantares românticos.

Milhares de pessoas encheram ruas do centro da Lixa na noite de Carnaval

A

s ruas no centro da Lixa encheram-se de animação e muito movimento na noite de terça-feira correspondendo à iniciativa da Associação Empresarial de Felgueiras de trazer o carnaval para a rua, que contou com o apoio da Inventos e outras empre-

sas locais. A principal artéria no centro da cidade da Lixa encheu-se de muita folia carnavalesca, com alguns milhares de pessoas de todas as idades animadas com o som da música seleccionada por um dj. Ao longo da noite inú-

meras pessoas foram-se juntando improvisadamente à festa de encerramento do carnaval, divertindo-se com o queimar do entrudo e ainda com as mascotes do comércio tradicional, palhaços, mimos, homens andas e outros animadores.

Crianças engalanaram ruas da cidade no desfile de Carnaval erca de dois milhares de crianças saíram, na sexta-feira, 17 de fevereiro, às ruas de felguei-

C

cundárias da Lixa e de Felgueiras. Príncipes e princesas, fadas e rainhas, sem esquecer

ras para exibir as suas fantasias de carnaval, no desfile das escolas do Agrupamento D. Manuel Faria e Sousa, do Agrupamento Leonardo Coimbra e das escolas se-

as míticas figuras dos desenhos animados, foram muitos os temas que os educadores de infância, os professores e os alunos encontraram para colorir as ruas da cidade.

µCarla Durães

mini-hídrica de Felgueiras, que iniciou a sua atividade há cerca de um mês, suspendeu, no início de fevereiro, a produção de energia elétrica devido a uma rotura num dos canais, confirmou à Lusa fonte autárquica. João Sousa, vice-presidente da Câmara de Felgueiras, explicou que o problema foi detetado no canal que liga a central ao açude da mini-hídrica. Segundo o autarca, a situação foi confirmada ao longo de cerca de 40 metros de extensão do canal. “Um muro de betão ce-

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Ruas da vila da Longra voltaram a encher-se de gente para ver passar corso carnavalesco

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ma multidão invadiu, na tarde de terça-feira, as principais artérias da vila da Longra para assistir à passagem do cortejo de Carnaval. Como tem ocorrido nos últimos nos, não faltou criatividade às centenas de pessoas que engrossaram a lista

alguns dos principais temas da actualidade. Alguns carros alegóricos, com as suas cores garridas e enfeites, fizeram as delícias da multidão, ao mesmo tempo que cidadãos anónimos mascarados e alguns com veículos para todos os gostos iam propor-

de figurantes, satirizando, com os seus trajes e dizeres

cionando momentos de algazarra e brincadeira.


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| 29.FEVEREIRO.2012 |

EXPRESSODEFELGUEIRAS N115  

Jornal Expresso de Felgueiras edição n.º 115

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