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Escola EB 2.3 da Maia projectos dos alunos do 3ยบ ciclo


A arte não reproduz o visível, mas torna visível... Paul Klee


Desafios, descobertas, experiências significativas...

É um desafio, o nosso trabalho diário na sala de aula, mas é esse desafio que proporciona experiências significativamente artísticas e importantes para o desenvolvimento dos nossos alunos. Quando uma aluna diz: “Vou lembrar-me disto para o resto da vida...” ou “queria acabar esta pintura e oferecê-la à minha mãe” (Marta, 8ºA), então sabemos qual o potencial que a Pintura tem na sala de aula e na vida. MMO resultado disto é que os nossos alunos deixam a escola como seres humanos mais equilibrados. A vida real não é um teste de múltipla escolha mas uma série frequente de problemas a resolver. Enviamos os alunos para o mundo sem as habilidades / competências necessárias à vida, se não lhe proporcionamos um espaço no diaa-dia para a expressão criativa, para o contacto com a obra de arte, para a consequente interpretação com produção individual e por vezes espontânea, para que as pessoas dos nossos alunos possam sentir poder dentro de si mesmos. MMAnalisar as obras-mestras do passado consiste essencialmente em demonstrar o mecanismo da criação e em revelar os meios usados. Olhar para uma pintura não é apenas descrever o que lá está, é também ler os processos da sua realização, promover exercícios do olhar e percorrer os caminhos das viagens do olhar. MM MMO percurso visual, mais do que guiado por caminhos narrativos ou iconográficos, é guiado por percursos de apropriação de cores e formas, fazendo uma viagem não só sobre o que é dado a ver, mas também uma viagem pelo modo como é dado a ver. O processo criativo é tão importante quanto a obra finalizada.

← Maria Inês 8ºB Ilustração para poema de Eugénio de Andrade. Lápis de cor e marcador

Desenhar é tornar o pensamento visível—para nós e para os outros. Se a finalidade da vida é continuar vivendo, a finalidade das obras de arte é continuar “vivendo” nos apreciadores, ou seja, a obra pronta não é uma coisa morta, mas algo vivo que transcende as suas próprias limitações materiais e desencadeia um diálogo constante —um artista essencialmente livre pode comunicar utilizando qualquer coisa, qualquer traço, qualquer técnica, misturando desenho, música, pintura, representação, abstracção, poesia e tudo o mais que achar que deve ser usado para a criação de suas obras. Na escola os nossos alunos são levados a pensar em ciência como pesquisa e em arte como diversão e entretenimento. Ora, isso é um absurdo. A arte também é pesquisa, mas não no campo exclusivamente material, mas acima de tudo, em campos que transcendem a matéria física e vão ao encontro dos processos do pensar, do perceber, das emoções e sensações … Pintar é libertar-se, e isso é o essencial. Pablo Picasso

As professoras de Expressão Plástica


← páginas anteriores: (em cima) Luis Ferreirinha, Vasco, Pedro, Raquel (em baixo) Maria Gregório, Leonardo, Marta, Mariana Desenho de árvores da escola observadas da sala 68­­­– 8ºA Tinta da china e lápis aguarela sobre papel Canson

↑ nesta página: Raquel 8ºA Interpretação a partir da obra Um campo de trigo com ciprestes de Van Gogh Acrilico sobre tela


Emprego nos meus quadros todas as coisas que aprecio. Dantes os quadros realizavam-se por etapas, um quadro costumava ser uma soma de acrescentos. Em mim um quadro é uma soma de destruições... No entanto, ao fim e ao cabo nada se perdeu. Pablo Picasso

Pastel de óleo O pastel de óleo é fabricado com uma mistura de pigmento e óleo. Existem desde os anos 60. Têm a forma de pequenos sticks cilíndricos e vendem-se em caixas ou avulso numa grande variedade de cores e durezas. Aderem com facilidade ao papel e permitem misturas de cores que se depositam numa camada mais grossa e pastosa ou mais fina, conforme se pretender.

Pastel seco O Pastel Seco é um material antigo, referido pela primeira vez por Leonardo Da Vinci como um material elegante para “pintar a seco”. Este material pode ser utilizado quase em qualquer suporte de papel, mas apresenta um inconveniente na sua utilização, pois uma vez utilizado no suporte pode-se tornar um desafio apagar parcialmente o pastel seco sem deixar vestígios.

Grafite A grafite foi descoberta na Baviera por volta de 1400, não lhe tendo sido dado na época o devido valor. A história do lápis remonta a

1564, quando se descobriu em Inglaterra um filão de grafite pura. Encontramos no mercado uma enorme variedade de qualidades de grafite. Existem em muitas durezas, desde extraduras a extra-macias. As mais duras permitem traços finos cinzento pálido, as mais macias produzem traços mais grossos e mais negros, pois depositam mais grafite no papel. O tipo de papel que se usa é importantíssimo pois determina a forma como a grafite se vai comportar. Tinta da china A tinta da china veio efectivamente da China. Tem uma tradição de vários séculos na caligrafia e pintura chinesa e japonesa. Originalmente era fabricada a partir de óleos vegetais carbonizados. É muito negra, tem grande poder de cobertura e quando seca é indelével. Existe líquida ou em bonitos lingotes, moldados com baixos relevos, que se diluem em água (de preferência destilada). É um óptimo material de desenho técnico e artístico, usando-se pura ou diluída em água, com canetas variadas, penas, aparos e pincéis (neste caso o ideal serão pincéis de aguarela).

Tinta acrílica O acrílico é uma tinta sintética solúvel em água que pode ser usada em camadas espessas ou finas, permitindo ao artista combinar as técnicas da pintura a óleo e da aguarela. A tinta acrílica possui uma secagem muito rápida, em oposição à tinta óleo que chega a demorar meses para secar completamente em trabalhos com camadas espessas, possui um odor menos intenso e não causa tantos danos a saúde por não possuir metais pesados, como o cobalto da pintura a óleo. Não depende de secantes, o diluente é a água, não é nociva ao pintor, seca rápido e a matriz cromática é ampla. É muito popular entre artistas contemporâneos. Em técnicas mistas, acrílica e óleo ou acrílica e pastel, a tinta acrílica sempre é utilizada primeiro já que a as tintas oleosas fixam no acrílico mas o acrílico não fixa nas tintas oleosas.


↑ nesta página: Pastel de óleo com colagem 8ºI / 8ºB → página direita Interpretação a partir da obra de um pintor Português – 8ºH


↑ nesta página: Interpretação a partir da obra de Eduardo Viana K4- quadro Azul 7ºA → página direita Pastel de óleo com colagem 8ºI / 8ºB


↑ nesta página: (em cima) Interpretação a partir da obra de Henrique Pousão A Senhora Vestida de Negro – 8ºC (em baixo) Pastel de óleo com colagem 8ºI / 8ºB → página direita Interpretação a partir da obra de Henrique Pousão A Napolitana – 8ºD


↑ nesta página: Interpretação a partir da obra de Eduardo Luiz Sem titulo – 8ºD

→ página direita Interpretação a partir da obra de Henrique Pousão Paisagem de ST Sauves – 8ºH


nestas páginas: Pastel de óleo com colagem 8ºI / 8ºB)


↑ nesta página: (em cima) Maria, Mariana,Marta e Raquel 8ºA Pintura espontânea colectiva Gouache sobre papel cenário 150x50 (em baixo) Luis, Leonardo,Pedro e Vasco 8º A Pintura espontânea colectiva Gouache sobre papel cenário  150x50

→ página direita: (em cima) Maria Gregório 8ºA Interpretação a partir da obra A dança de Paula Rego. Acrilico sobre tela (em baixo) ANA CAROLINA 8ºI Reinterpretação a partir da obra Vila Nova de Gaia de Nadir Afonso Acrilico sobre tela


(esquerda) Catarina 8ºE Alegria—composição não figurativa Pastel seco sobre papel

(direita) Ana filipa 7ºc Outono Composição não figurativa. Pastel seco e pastel óleo sobre papel


FRIO E CALOR Exercícios de representação sem recorrer à representação de formas com significado literário. páginas anteriores: (esquerda cima) Eduardo 8ºe pastel seco e guache sobre papel

nestas páginas: (esquerda) diogo 8ºe tinta acrílica sobre papel

(esquerda baixo) ANDRÉ AROSO 8ºI pastel óleo sobre papel

(direita cima) João Mouta 8ºf pastel seco e marcador sobre papel

(direita) CAROLINA 8ºI pastel seco e guache sobre papel

(direita baixo) Diego 7ºc marcadores sobre papel


Primavera Composição não figurativa a partir da interpretação de uma música de B Fachada

(esquerda) cláudio 7ºc Guache e lápis de cor sobre papel (direita) Pedro Mouta 8ºf Técnica mista sobre papel


↑ (nesta página) AMANDA 8ºE Raiva / Serenidade Representação de dois sentimentos opostos Gouaches e marcadores sobre papel

→ (página direita) ANA 8ºE Serenidade representação não figurativa Material riscante variado


Diário gráfico O diário gráfico é um caderno portátil e uma forma de registo das vivências pessoais. A utilização regular do Diário Gráfico permite praticar o desenho, técnicas de expressão e estudos de composição. ↑ nesta página: (da esquerda para a direita) sandra 8ºb Estudos para composição ANDREIA 7ºC Colagem BRUNO 8ºI Capa Diário Gráfico ANA SOFIA 8ºI Estudos para composição → página direita: Diário Gráfico CAROLINA 8ºI Capa e página de rosto ANA FILIPA 7ºC Capa e contra-capa DIOGO 8ºE Capa e contra-capa JOSÉ 8ºF Verso de contra-capa


Reinterpretação a partir da obra Vila Nova de Gaia de Nadir Afonso (em cima) Maria Inês 8ºF Esboço e trabalho final Acrílico sobre papel canson

(em baixo) andré torres 8ºi Esboço e trabalho final Acrílico sobre tela


Reinterpretação a partir da obra Flora de Nadir Afonso ← páginas anteriores: (esquerda) SANDRA 8ºG (direita cima) VANESSA 8ºG (direita baixo) RODRIGO 8ºG Pastel seco, pastel de óleo e material riscante sobre papel canson

↑→ Nestas páginas: (esquerda) FILIPE 8ºE (centro) ANA BEATRIZ 7ºC (direita) RICARDO 8ºB Material riscante, pastel seco e pastel de óleo sobre papel canson


Catálogo Expressão Plástica  

Publicação dos resultados semestrais da disciplina de Expressão Plástica da Escola E.B 2,3 da Maia.

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