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Expositor Cristão Março de 2011 www.metodista.org.br

Entrevista

Por Diana Gilli

A

entrevista do mês do Expositor Cristão é com Sinval Filho, o coordenador de Juventude do Programa Jovens em Missão para a região Região Conesul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai).

Crédito: Ciemal

Jovem fala de Programa de Missão realizado no Uruguai

Conesul. O jovem metodista conta sobre a experiência no Uruguai com jovens de diferentes igrejas da América Latina e Caribe. Como é esse trabalho que tem vínculo com o Ciemal? A cada ano, o encontro realizado pelo Programa Jovens em Missão (vinculado ao Ciemal - Conselho de Igrejas Metodistas da América Latina e Caribe), reúne cerca de 60 jovens dos diferentes países da região Conesul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai). Uma das tentativas é sempre realizar um rodízio entre os países para receber o Encontro, e a cada três anos acontece um Encontro Bi-Regional, em parceria com a Região Andina (Bolívia, Equador, Venezuela, Colômbia, Peru, entre outros). O próximo encontro deve ser Bi-Regional e há muita expectativa, pois entre os países cogitados para receber o evento estão o Brasil e o Chile. Ao final de cada encontro é feita uma avaliação geral junto aos participantes e representantes de cada país, e a partir da participação dos próprios jovens, aponta-se os locais candidatos a receber o próximo encontro. Com o Uruguai em 2011 não foi diferente. O país não possui uma organização nacional de jovens e no encontro que aconteceu no Paraguai em 2010 eles expressaram a necessidade de receber a programação como forma de impulsionar seu trabalho de jovens, e também todos/ as os participantes foram unânimes em oferecer esse apoio.

Foto oficial dos jovens metodistas da Amércia Latina e Caribe.

Quantas pessoas partici- países em si, mas também entre as diferentes tradições param? metodistas. Creio que a Foram 17 brasileiros/ maior diferença é sentida as, 11 chilenos/as e 11 pelo grupo brasileiro, pois argentinos/as, 14 uruguaios/ o Brasil é um país muito as e 5 paraguaios/as, além conservador, enquanto que da equipe de apoio local os demais têm uma prática e dos/as coordenadores/ mais liberal. No entanto, as, totalizando mais de 60 é impossível comparar o pessoas. perfil e trajetória das igrejas de cada país, em geral, Qual foi a realidade que todas enfrentam o desafio e vocês encontraram no imperativo de crescer com Uruguai ? equilíbrio, sem abrir mão da O Uruguai é um país nossa identidade. bastante secularizado, em A identidade metodista que as diversas estatísticas que nos une traz em si apontam entre 30% a 45% de essa responsabilidade, de população não cristã. Apesar vivenciar o Pentecostes desse cenário de dificuldade de Atos 2, que começa no que sabíamos de antemão, batismo do Espírito Santo o que nos surpreendeu foi e se desenvolve para uma encontrar um povo bastante comunhão de “uma só mente receptivo ao evangelismo e coração”, e a consequencia nas classes sociais menos natural é que dia a dia mais favorecidas. O evangelismo pessoas vão sendo salvas. nas ruas e praças de igual Esse imperativo independe forma teve resultados das diferenças culturais, impactantes, com diversas essa vocação maravilhosa pessoas aceitando a Cristo, precisa ser exercida em sua outras receberam orações, plenitude e tenho convicção sem contar as centenas de que a juventude metodista que foram alcançadas espalhada nos diversos países pela Palavra. A juventude tem todas as condições e metodista do Uruguai poderá forças de impulsionar o crescer e muito, focando crescimento de nossas igrejas. essas oportunidades. Como foram os trabalhos E as diferenças culturais? evangelísticos? As diferenças culturais Após dois dias de capacitação, sempre existem entre os tivemos quatro dias de

prática missionária, em que todo o grupo se dividiu em 3, para atender comunidades distintas: Teniente Rinaldi, Camino, Cerro e San Pablo. Cada grupo enfrentou características distintas, por exemplo, o grupo que trabalhou na Iglesia de San Pablo estava concentrado bem no centro, coração de Montevídeu, e teve muito êxito na evangelização em praça pública, especialmente na frente do maior terminal de ônibus do país. Já o grupo que trabalho na Igreja do Camino teve o desafio de evangelizar pessoas que tinham um padrão mais elevado. Igrejas como Teniente Rinaldi e Cerro, eram as que mais careciam de recursos, especialmente a de Teniente Rinaldi. Além da evangelização em si, houve um movimento de reforma e pintura da igreja. Enfim, de modo geral, os trabalhos uniram mão de obra para ajudar as igrejas, mas principalmente trabalhos evangelísiticos com adultos e crianças. Esse ano, todos os grupos fizeram teatro nas ruas ou praças, e até mesmo na praia, o que teve grande resultado. Até mesmo o esporte foi utilizado na praia para evangelizar as pessoas.

Ec mar 2011  
Ec mar 2011  
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