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A importância da Segurança Elétrica para a Segurança do Paciente

Edição Especial da Revista SaúdeBest

O Sistema IT-Médico e seu papel na Segurança Elétrica

A energia elétrica nos Estabelecimentos de Saúde

2015

Design Thinking

A era do paciente Piso hospitalar adequado é essencial para a segurança do paciente


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Editorial

Editor Celso Skrabe celso@eximiacom.com.br

O Design Thinking e a Era do Paciente

Jornalista Responsável Susana Batimarchi MTB - 16.022 Repórter Junior Castro carlos.castro@eximiacom.com.br Diagramação Flavio Marques Representantes Carlos Lescovar Claudio Palombo Financeiro Lucilene Vicente Administração Maria Lúcia de O. Neves Skrabe Assistente Pedro Clini Web Site Victor Skrabe Renato Rodrigues Impressão Editora Referência

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sta edição apresenta em seu eixo central tanto o conceito do Design Thinking, que tem em David M. Kelley, professor de Stanford e fundador da IDEO, um dos seus maiores divulgadores, quanto o princípio de Philippe Starck, para quem “Design não é estilo. Design é lógica”.

E sendo o Design Thinking a aplicação da lógica do design para resolver problemas práticos, seu conjunto de métodos e processos usado para reunir informações, experiências, evidências e conhecimento pode contribuir extraordinariamente para propor soluções inovadoras visando consolidar a Era do Paciente. De fato, o Design Thinking prescreve a busca de soluções com empatia, procurando colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto. Sua principal premissa é que, ao abraçar os métodos e processos que os designers usam ao criar soluções, indivíduos e organizações seriam mais capazes de visualizar novos ângulos e perspectivas com o intuito de elevar o nível de inovação. Seguindo a tendência proposta pelo Design Thinking - um novo olhar sobre problemas complexos, está a Humanização Hospitalar associada à Segurança do Paciente, que surge como um grande desafio para esta nova abordagem. A aplicação do Design Thinking, colocando as pessoas no centro de projetos, facilitaria desenhar a necessária tessitura “técnica”, conforme preconizada pela RDC 36/2013 e, ao mesmo tempo, ampliaria o lado humano do atendimento. Tudo sem se esquecer de agregar valor, de modo a melhorar a produtividade, reduzir custos e criar soluções financeiramente interessantes. A Segurança do Paciente é também objeto de matérias que oferecem uma visão alinhada com a RDC 36/2013. São novos ângulos, como a Segurança Elétrica e o papel dos pisos hospitalares na questão da queda de pacientes - um dos protocolos que complementam a citada Resolução, que merecem ser levados em conta no desenho dos Planos de Segurança do Paciente por parte dos Núcleos de Segurança do Paciente. Boa leitura. Celso Skrabe Editor

O Anuário de Design Hospitalar é uma publicação da:

Exímia Comunicação Ltda.

Rua Cardoso de Almeida, 60 - cj. 41 05013-000 - São Paulo-SP T: (11) 3872-2190 - F: (11) 3872-2523

Os conceitos emitidos nos artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião da revista. A reprodução dos artigos é permitida desde que citada a fonte.

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Design Thinking

A Era do Paciente E

m maio de 2002, quando a 55ª Assembleia Mundial da Saúde adotou a resolução WHA 55.18, “Qualidade da atenção: segurança do paciente” pode-se dizer que começava a Era do Paciente. Nesta resolução, a Assembleia Mundial da Saúde, que tem a participação do Brasil, recomendou à OMS (Organização Mundial da Saúde) e seus Estados Membros, uma maior atenção para o problema da segurança do paciente e estabeleceu o marco inicial de um movimento mundial de grande envergadura e que poderá marcar o Século XXI na história da medicina. Assim como o Século XIX foi o “Século dos Cirurgiões” e o Século XX, o “Século dos Antibióticos”. A história da medicina reflete a história da civilização e os avanços e conquistas da humanidade com singular acuidade. História que registrou avanços notáveis no Século XIX, quando os progressos na anestesia e na assepsia o fizeram o “Século dos Cirurgiões”, e no século XX, com descobertas e avanços, como os antibióticos, que, em muitos aspectos, tornaram irreconhecível a medicina que a humanidade havia experimentado até então.

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A Encyclopedia Britannica revela que, no Reino Unido, por volta de 1901, o principal indicador do efeito da saúde sobre a mortalidade era de 48 anos para os homens e 51,6 anos para as mulheres. Após uma elevação constante, em meados da década de 1980, a expectativa de vida tinha alcançado 71,4 anos para os homens e 77,2 anos para as mulheres. Outros países industrializados apresentaram aumentos semelhantes. No Brasil, a expectativa de vida ao nascer aumentou 17,9% entre 1980 e 2013, passando de 62,7 para 73,9 anos, um aumento real de 11,2 anos. Na verdade, o contexto mudou tanto que, a exceção de doenças como câncer e AIDS, a atenção vem sendo focada mais na morbidade do que na mortalidade. Naturalmente, a ênfase mudou também na perspectiva dos pacientes e o objetivo, que hoje, de acordo com os padrões de alta resolubilidade já esperados, está cada vez mais centrado em assegurar qualidade e segurança nos cuidados em saúde. Assim, em face dos conhecimentos, das tecnologias e da nova realidade da medicina do Século 21, a Assembleia Mundial da Saúde convidou a comunidade mundial


de saúde a debruçar-se sobre os desafios de qualidade e segurança possíveis para que todos os pacientes possam deles desfrutar. Para a OMS, segurança do paciente implica na redução ao mínimo aceitável do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. A questão do erro na prestação dos serviços de atendimento à saúde e dos eventos adversos tem sido descrita e estudada há bem mais de um século. Entretanto, diante de um cenário com elevado número de variáveis e muitas incertezas, a gravidade do problema só começou a ser reconhecida a cerca de duas décadas. Um dos primeiros a abordar a questão de forma sistêmica foi Lucian Leape em seu artigo “Erros em Medicina”, publicado em 1994, quando apontou o erro no cuidado de saúde e indicou as contribuições de disciplinas como a psicologia cognitiva e a engenharia para uma melhor compreensão do erro humano e de seus fatores contribuintes. Argumentou que, para reduzir a ocorrência de erro no cuidado de saúde seria necessário mudar a forma como se pensava o erro, isto é,

seria preciso reconhecer a falibilidade humana e entender o papel do sistema como fio condutor do comportamento para a prevenção do erro. Um trabalho que se tornou um divisor de águas foi o Livro “Segurança do Paciente”, de Charles Vincent, Professor do Imperial College, de Londres, que inicia escrevendo: ”A segurança do paciente está nos fundamentos de um bom cuidado ao paciente. O reconhecimento do fato perturbador de que o Atendimento à Saúde pode nos causar mal, assim como nos curar, é a razão que sugere que a segurança do paciente é o coração da qualidade no Atendimento à Saúde”. Mais de uma década atrás, o Instituto de Medicina (Institute of Medicine – IOM) dos Estados Unidos, publicou o relatório “Errar é Humano: Construindo um sistema mais seguro de saúde”. Este relatório destacou a necessidade de trabalhar as questões relacionadas com a segurança do paciente com absoluta prioridade. Erros são, efetivamente, humanos e, assim, estarão sempre à espreita em qualquer tipo de atividade realizada

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por seres humanos onde quer que atuem. Em saúde, nem todos os erros terminam em eventos adversos e nem todos os eventos adversos resultam de erros. Esta distinção é muito importante para o desenho de estratégias de prevenção. A RDC 36/2013 da Anvisa Os eventos anteriores que levaram à edição da RDC 36/2013 começam na Assembleia Mundial da Saúde, com a resolução WHA 55.18. Dois anos depois, em 2004, a 57ª Assembleia Mundial da Saúde criou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente. Esta Aliança recebeu a missão de coordenar os programas de segurança do paciente em nível internacional. Os objetivos principais da Aliança envolvem, entre outros: • Apoiar os esforços dos Estados-Membros para promover uma cultura de segurança nos sistemas de saúde e desenvolver mecanismos para melhorar a segurança do paciente; • Posicionar os pacientes no centro do movimento internacional de segurança do paciente; • Desenvolver normas globais, protocolos e orientações para detectar e aprender com problemas de segurança do paciente, reduzindo os riscos para os futuros usuários dos serviços de saúde; • Desenvolver e divulgar o conhecimento sobre saúde baseada em evidências e melhores práticas na segurança do paciente; • Criar consenso sobre conceitos e definições comuns de segurança do paciente e eventos adversos; • Explorar maneiras em que as novas tecnologias podem ser aproveitadas no interesse de cuidados mais seguros; • Reunir parceiros para contribuir com o desenvolvimento do conhecimento e mobilização social; Durante a 27ª Conferência Sanitária Pan-Americana (CSP), em 5 de outubro de 2007, foi emitida a Resolução CSP27.R.10, “Política e Estratégia Regional para a Garantia da Qualidade da Atenção Sanitária”, incluindo o tema segurança do paciente. Esta resolução convocou os Estados-Membros – entre os quais o Brasil - a priorizar a segurança do paciente e a qualidade da atenção nas políticas de

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saúde e programas setoriais, incluindo a promoção de uma cultura organizacional e pessoal de segurança do paciente e da qualidade dos cuidados prestados aos pacientes. Deriva desta abordagem mais abrangente a formulação de iniciativas como a decisão do Ministério de Saúde Brasileiro e da Anvisa de atuar de modo sistêmico e criar estru-


turas como o NSP por meio da RDC 36/2013. O Brasil é um dos países que compõem a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente e, aqui, o tema passou a ser tratado com prioridade em 2013, quando no dia 1º de abril, o Ministério da Saúde (MS) editou a Portaria nº529, que instituiu o Programa Nacional de Segurança do

Paciente (PNSP). Simultaneamente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) encaminhou a Consulta Pública um documento que, após a revisão para incorporar as sugestões encaminhadas na fase de consultas, foi publicado em 25 de julho de 2013, no Diário Oficial da União, como a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº36. Esta Resolução, entre outras providências, determina aos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde a criação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e a elaboração dos Planos de Segurança do Paciente (PSP). Esta nova “Instância” dentro dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde abre um novo capítulo na governança da saúde no conjunto dos Estabelecimentos de Assistência à Saúde no país. A criação dos NSP é um fato novo e irreversível, na medida em que responde a um movimento de amplitude mundial. A partir das novas disposições da Anvisa, (com prazos estendidos pela RDC 53/2013, de 14 de novembro de 2013, que ampliava os prazos de 120 para 180 dias para a estruturação dos NSP e elaboração do PSP e para 250 dias para o início da notificação mensal dos eventos adversos), os serviços de saúde vem dando vida aos Núcleos de Segurança do Paciente (NSP) e desenvolvendo os Planos de Segurança do Paciente (PSP). O PSP, como define o Caderno da Série de Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde publicado pela Anvisa e dedicado a implantação do Núcleo de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde, é o “documento que aponta situações de risco e descreve as estratégias e ações definidas pelo serviço de saúde para a gestão de risco visando à prevenção e mitigação de incidentes em todas as fases de assistência ao paciente”. Estas estratégias devem, entre outras coisas, cobrir as atividades desenvolvidas pelo serviço de saúde para identificação, análise, avaliação, monitoramento e comunicação dos riscos no serviço de saúde, de forma sistemática. Devem, sobretudo, integrar os diferentes processos de gestão de risco desenvolvidos nos serviços de saúde, promover a segurança no uso de equipamentos e materiais, prevenir e controlar eventos adversos em serviços de saúde, incluindo as infecções relacionadas à assistência à saúde e fazer a promoção do ambiente seguro.

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Segurança Elétrica

­­­ Segurança Elétrica do A Paciente e a RDC 36/2013

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Segurança do Paciente é um conceito que, para a OMS – Organização Mundial de Saúde - corresponde à redução ao mínimo aceitável do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. Pode-se deduzir, portanto, que sem adequada Segurança Elétrica não é possível reduzir os riscos de danos desnecessários a um nível mínimo, de modo a assegurar adequada Segurança ao Paciente. Dentro da nova abordagem na Segurança do Paciente, preconizada pela RDC 36/2013, cabe aos NSPs – Núcleos de Segurança do Paciente, entre outras responsabilidades: promover ações para a gestão dos riscos de qualquer natureza no serviço de saúde; desenvolver ações para a integração de todos os programas e atividades relacionadas à segurança do paciente e fazer a articulação multiprofissional no serviço de saúde. Os NSPs devem promover mecanismos para identificar e avaliar a existência de não conformidades nos processos e procedimentos realizados e na utilização de equipamentos, medicamentos e insumos, propondo ações preventivas e corretivas. Também devem elaborar, implantar, divulgar e manter atualizados os PSPs - Planos de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde. Estes PSPs, por sua vez, devem, entre outras coisas, estabelecer barreiras para a prevenção de incidentes nos serviços de saúde e analisar e avaliar os dados sobre incidentes e eventos adversos decorrentes da prestação do serviço de saúde. Além disso, devem notificar no Sistema da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os eventos adversos decorrentes da prestação do serviço de saúde, manter sob sua guarda e disponibilizar à autoridade sanitária, quando requisitado, as notificações de eventos adversos.

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No Hospital Santa Catarina, por exemplo, como assegura a Cristiane Navas, Enfermeira e Gerente de Qualidade e Segurança da instituição, “a gestão de incidentes (Near miss e Eventos Adversos) envolve a educação institucional na responsabilidade compartilhada sobre a segurança dos pacientes e o manuseio adequado de equipamentos. Do ponto de vista operacional existe um processo formal de notificação de incidentes na instituição, estas notificações são analisadas individualmente, classificadas em relação ao dano causado ao paciente, colaborador ou eventualmente ao visitante ou familiar. A gestão do risco e o processo de notificação estão de acordo com a RDC 36 e são reportadas ao sistema NOTIVISA assim como ao Comitê de Gestão de Riscos da instituição. Relatórios formais de incidentes na instituição são compartilhados e discutidos com a alta gestão como processo de melhoria contínua e tomada de decisão”. Em face da missão abrangente e complexa que tem a cumprir, que abarca todos os tipos de riscos possíveis e imagináveis nos EAS, os NSPs não terão outra escolha senão examinar todas as possíveis causas de eventos adversos que se apresentem em seus respectivos EAS - Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. E as questões ligadas à Segurança Elétrica do Paciente, obviamente, se incluem neste elenco. De forma geral, a segurança elétrica do paciente depende, basicamente, de três fatores: • Os diversos sistemas de suprimento de energia elétrica dos EAS (ver detalhamento destes sistemas em artigo de autoria do Engenheiro Alberto Coutinho publicado a seguir); • A conformidade dos equipamentos acionados eletricamente, bem como dos aparelhos e dispositivos eletromédicos, com as normas;


• Regularidade e acuidade dos testes dos equipamentos. A mesa-redonda sobre Segurança Elétrica do Paciente Para reunir opiniões e debater o tema da Segurança Elétrica do Paciente, o Anuário de Design Hospitalar ouviu diversos profissionais da área ligados à cadeia de Energia Elétrica nos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde. Para tanto, além de contatos com profissionais atuantes nos NSPs e fornecedores de serviços, equipamentos e produtos, foi realizada uma mesa-redonda organizada pelo Anuário de Design Hospitalar. Este encontro ocorreu no Showroom do Grupo Legrand, em São Paulo. O anfitrião do evento foi o Gestor do Canal de Vendas de Instaladores, Rafael Ferreira. A mesa redonda contou com a presença de projetistas, consultores e fornecedores. A relação dos presentes incluiu: Rafael Ferreira, Anderson Boschetti, Euclides dos Santos Junior e Alexandre Freitas, do Grupo Legrand, Eng. Ricardo Bender e Eng. Sérgio Castellari, da RDI Bender, Eng. Roberto Bettoni, da Bettoni Automação e Segurança, Eng. Albertino Coutinho, da Eletel, Arq. Fernando Bottene e Jack Burgess, da Via Luz, Eng. Victor Mendes, da ForMedical e Fabio Vieira, da Sotreq, além de Celso Skrabe, editor do Anuário de Design Hospitalar e do jornalista Junior Castro. A Segurança Elétrica do Paciente na opinião dos profissionais do setor A mesa-redonda ofereceu uma visão multissetorial bastante diversificada e permitiu uma troca de opiniões muito rica, que possibilitou formar um consenso em diversos aspectos relacionados com a RDC 36/2013. Para Ricardo Bender, Dire-

tor da RDI Bender, o NSP poderia ser visto como um “órgão controlador e fiscalizador que passa a exercer, dentro dos hospitais, uma função delegada da Anvisa. Desta forma, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária passou a fiscalização do cumprimento das normas para os Núcleos de Segurança do Paciente. Foi uma medida que engajou a colaboração das instituições de saúde e, de sua parte, manteve a direção e a fiscalização da adesão aos princípios da Resolução”. De acordo com Ida Calegari, enfermeira e gestora de Qualidade do Hospital Bartira, a RDC 36 deveria abranger mais o que tange a Segurança Elétrica. Para ela, “a segurança é voltada aos processos, e acabam deixando de lado a segurança voltada ao paciente. Esquecem que, em um centro cirúrgico, por exemplo, tudo em volta do paciente tem tecnologia, tudo envolve a parte elétrica, e a falta de segurança neste quesito, coloca o paciente em risco. Então é muito importante preconizar pela maior Segurança Elétrica no Estabelecimento de Saúde”. “A RDC 36 abre um leque muito grande de possibilidades, onde cada questão abordada tem influência no universo hospitalar. Vale lembrar que Segurança Elétrica pode partir da tomada para dentro ou da tomada para fora”, afirma Victor Mendes, Diretor Técnico da ForMedical. Por isso, o NSP deve conhecer toda a infraestrutura e tecnologia disponível para que consiga estabelecer parâmetros e referências nas diretrizes a seguir para uma maior Segurança do Paciente. Conhecer a estrutura de suprimento elétrico (externo e interno) é um elemento chave para o pleno funcionamento do Complexo Hospitalar e seus sistemas e equipamentos que suportam os processos de negócios e procedimentos clínicos e assistenciais da instituição.

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Segurança Elétrica

Albertino Coutinho, Diretor da Eletel, afirma que o conhecimento das normas e protocolos que o NSP deve acompanhar representa um desafio, porque hoje “até os grandes hospitais tem dificuldade para cumprir todas as normas. A dificuldade é grande pela complexidade, pela diversidade e pelo custo inicial envolvido, mesmo considerando o retorno que o hospital tem”. O mais importante é que os Núcleos estabeleçam prioridades e dividam as responsabilidades com os setores responsáveis pelas diversas áreas, mas sempre acompanhando em cima. Mas está claro que a boa execução dos princípios da Resolução RDC 36/2013 irá beneficiar diretamente o paciente. Para Ricardo Bender, erros de origem na parte elétrica e que afetam pacientes, são ainda muito possíveis de acontecer, pois “na grande maioria dos hospitais, a segurança elétrica do paciente ainda é um conceito novo. Atualmente a prioridade tem sido a da segurança dos equipamentos eletromédicos, pois isto significa um retorno financeiro claro para a Instituição”. Edilsa Maria, Enfermeira e membro do NSP do Hospital Dr. Vivaldo Martins Simões de Osasco, acredita que pouco se detêm neste contexto do NSP, ações voltadas exclusivamente às questões ligadas à Segurança Elétrica do Paciente. Ela afirma que “observa-se a constante preocupação com a vistoria e manutenção, seja preventiva ou não, seja por meio de geradores ou nobreaks, porém no que tange à segurança do paciente, pouco se tem discutido ou lançado questões para a prevenção de riscos/danos ao paciente. Além do que, não há citações na RDC 36 ou na Portaria nº 529, que especifiquem as ações de segurança ao paciente para os diversos sistemas de suprimento de energia elétrica, conformidade aos equipamentos acionados eletricamente ou testes destes equipamentos. O que nos faz refletir a adotar ações que norteiem a elaboração de protocolos voltados à Segurança Elétrica do Paciente, em decorrência do crescente uso da tecnologia, que seguramente são cada vez mais usadas, quer seja para fins de diagnósticos e/ou manutenção vital (ou não) do paciente”. De acordo com Sérgio Castellari, da RDI Bender, “o Núcleo de Segurança do Paciente deveria agir com sentido prático em seu campo de atuação para o sistema elétrico,

listando e resolvendo as situações mais críticas no curto prazo, e se fazendo presente nas futuras obras, exigindo e fiscalizando o atendimento das Normas desde a elaboração do projeto. Dessa forma, o cumprimento das normas seria facilitado e a Segurança Elétrica do Paciente ganharia mais consistência, passando, gradativamente, a representar um risco menor”. Seguindo essa linha, Ricardo Bender, sugeriu a criação de um checklist sistemático, contínuo e periódico, voltado à segurança elétrica. A partir deste checklist (cap. 4 e 5 – ver artigo do Engenheiro Alberto Coutinho, disponibilizado abaixo) será possível uma análise sistemática dos indicadores que devem ser monitorados pelo NSP. O checklist também foi sugerido pela Dra. Andréia Schunck, enfermeira e supervisora da equipe técnica de saúde do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Ela crê que a elaboração de um Plano de Segurança Elétrica para o Paciente, passa por uma série de questões, que devem ser previamente analisadas por meio de um checklist. “Precisamos fazer um projeto de pesquisa para conhecer o perfil dos estabelecimentos de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios, etc) em relação ao quesito Segurança Elétrica, com aplicação de um checklist dos itens ideais a serem avaliados em relação a Segurança Elétrica do Paciente e também do Profissional, dessa maneira teremos respostas a alguns questionamentos, entre eles: O que seria ideal ser seguido pelos estabelecimentos de saúde para promoverem Segurança ao paciente e profissional? Qual é a prevalência de estabelecimentos de saúde que se preocupam com a Segurança Elétrica do Paciente? Quais são as principais não conformidades relacionadas à Segurança Elétrica do Paciente?”. Segundo, Fernando Bottene, diretor da Via Luz, uma providência importante seria fazer o Planejamento iniciando com um Plano Diretor da área elétrica. “Por exemplo, a iluminação é uma questão importante em diversos setores do hospital, inclusive na prescrição e ministração de medicamentos. Existe hoje uma luz para avaliação médica, mas ela não está alinhada com a qualidade de iluminação necessária

Esq à Dir. - Jack Burgess, Sérgio Castellari, Ricardo Bender, Albertino Coutinho e Celso Skrabe

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Esq à Dir. - Euclides dos Santos, Alexandre Freitas, Victor Mendes, Fabio Vieira, Fernando Bottene e Jack Burgess

para assegurar boas condições nas diversas fases da prescrição e dispensação dos medicamentos. E ela age diretamente na Segurança do Paciente, pois previne erros e facilita a tarefa de médicos e enfermeiras ao prescreverem, reduzindo o risco de aplicar e usar o medicamento errado”. Esta falta do Plano Diretor é fundamental para o não cumprimento das normas e para o descaso com a Segurança Elétrica do Paciente. Na mesma linha opinou o Engenheiro Roberto Bettoni, que sugere que um Plano Diretor, ou um Plano Mestre, deveria definir toda uma estratégia de captura e fluxo de informações para permitir que a segurança do paciente pudesse ser feita detectando anomalias e até antecipando problemas em tempo real. Por exemplo, dispondo de um sistema de supervisão e controle da operação dos equipamentos, que integram o sistema de utilidades como: Ar condicionado (Central de Água Gelada, VAV, VRF, condicionadores de ar, exaustão, ventilação, etc.); hidráulica (sistema de água potável, drenagem, esgoto, paisagismo, medição remota de água e gás, etc.); elétrica (iluminação, sistema elétrico de alimentação e distribuição, controle de demanda, geradores, nobreaks, medição remota de energia, etc.). Alguns hospitais já contam com sistemas assim, mas o enfoque é mais predial. Se o enfoque incluir as preocupações com a segurança do paciente, será possível agregar funcionalidades que podem contribuir significativamente neste sentido. Outra visão de destaque relacionada ao assunto compete ao Fábio Vieira, Gerente Comercial da Sotreq, empresa

que distribui os geradores Caterpillar. De acordo com ele, “o hospital cresce de forma orgânica e na grande maioria deles não há um planejamento elétrico das cargas. Essas cargas podem ser atendidas por geração local, mas para serem atendidas de maneira efetiva deve haver um planejamento das cargas e da distribuição delas. É preciso definir o que é emergencial, o que entra via nobreak, o que pode ser distribuído por uma eventual usina e o que pode prescindir de uma redundância de geração”. Ou seja, no caso dos geradores de emergência, não basta gerar energia, é preciso gerar energia com qualidade e distribuí-la de forma organizada, o que ainda não se faz em grande parte dos hospitais. E Fábio acrescenta, “além da geração de energia, tem de haver um plano de manutenção efetivo para o gerador de energia. Nem sempre os hospitais contam com um responsável técnico para que se faça a fiscalização e a sustentação do equipamento, que deve estar pronto a entrar sempre que necessário”. Complementando a questão da fonte de energia – essencial na Segurança do Paciente -, está a análise de Emerson Pastre, Gerente Nacional de Vendas da Pramac. Para ele “possuir uma fonte de energia de emergência para assegurar a continuidade do funcionamento de equipamentos vitais, utilizados em atendimentos cirúrgicos, hemodiálises e UTI (Unidade de Terapia Intensiva), é fundamental quando o suprimento de energia elétrica fica interrompido em Hospitais, Clínicas, Laboratórios, UPA (Unidade de Pronto Atendimento), AME (Ambulatório Médico de Especialidades), UBS (Unidade Básica de Saúde), Centros de Especialidades e etc. A adoção de uma fonte de emergência, poderá ser um auxiliar nas reduções de despesas, quando trabalhado em horário de ponta junto a Concessionária (RAMPA) e ainda,

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Segurança Elétrica

evitando danos aos mais diversos equipamentos, decorrentes de quedas bruscas de energia”. Vale lembrar que muitas vidas que necessitam da energia elétrica para sua sobrevivência poderão passar por maus momentos na ausência desta proteção (Gerador). Dessa forma, os Grupos Geradores de Energia em Hospitais são considerados atualmente, equipamentos fundamentais. Segundo Emerson, para atender esta demanda da fonte de energia emergencial, as melhores opções são equipamentos profissionais produzidos com componentes de qualidade e projetados segundo normas técnicas rigorosas, resultando em máquinas fortes, robustas e resistentes. “Outro fator diferencial é o correto dimensionamento das cargas e a automação do gerador para entrar em funcionamento a curto espaço de tempo (segundos) e sem dúvida, a concepção total do projeto e sua instalação, por profissionais e especialistas do setor, visando cumprir seu papel protetor”. Os diferentes pontos de vista, cada um de acordo com sua área de atuação, permitem formar um denominador comum. Todos que trabalham com serviços e equipamentos relacionados à Segurança Elétrica veem o setor de saúde

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brasileiro precisando avançar muito neste quesito. As normas existentes, que cobrem boa parte dos riscos, são isoladas e precisam de uma integração. Tomadas isoladamente, formam um “arquipélago normativo”, como definiu Celso Skrabe, editor do Anuário de Design Hospitalar. Anderson Boschetti, Gestor do Canal de Vendas OEM, fala sobre esta situação de contornos pouco definidos, citando o que acontece com a questão dos painéis de entrada. A NR10 (norma regulamentadora de âmbito federal que trata da segurança na operação de instalações elétricas) introduziu a exigência de construção e certificação de quadros elétricos conforme recomendações da norma NBR IEC 60439-1/3. Mas existe uma interpretação corrente, segundo Alexandre Freitas, de que a norma não seria obrigatória. “Olhando especificamente para o segmento de hospitais, ainda vejo esta “bola dividida”. Começa tudo dentro da norma, tudo bonitinho, e aí começa a pressão do preço. Às vezes para uma redução de 10% do preço o hospital acaba colocando uma solução não certificada. Quando o hospital opta por um produto dentro da norma ele ganha uma redução do prêmio do seguro, mas isto raramente é pensado na fase da implementação”. A ex-


pectativa de Anderson é que, com a chegada dos NSPs, esta questão de seguir ou não seguir as normas seja resolvida em definitivo nos hospitais. O fato é que as normas existem para assegurar um desempenho seguro das instalações e equipamentos. No caso da eletricidade, o descumprimento das normas é sempre um risco consciente e, nos hospitais, um convite ao evento adverso. Euclides dos Santos Júnior, da divisão SMS de nobreaks da Legrand, disse que no Brasil sempre se investiu muito pouco em nobreaks. Geradores já são considerados uma coisa necessária, mas os nobreaks só vêm conquistando uma inserção mais forte no mercado nos últimos cinco anos. É preciso também lembrar que onde o risco de falha é crítico, no caso dos nobreaks, é preciso sempre pensar em redundância. O ideal é conceber sistemas de nobreaks com várias modularidades internas e várias redundâncias de modo a aplicar nos hospitais o conceito de “redundância máxima” dos servidores de data centers. “Hoje ainda se observa muitos nobreaks robustos, mas sozinhos. E na eventualidade de falhas eles também precisam resolver as emergências sozinhos”. Rafael Ferreira, Gestor do Canal de Vendas de Instaladores e da divisão de cabos, diz que as redes de dados circulam em paralelo com a rede elétrica e fazem a transmissão de dados. Sua contribuição à segurança do paciente se dá pela presteza e segurança da transmissão de informações e imagens. Seu funcionamento, no entanto, é dependente da alimentação elétrica nos dispositivos e equipamentos que conecta. Rafael também destacou que a solução Cablofil, para os caminhos de cabos elétricos e de dados, contribui para melhorar a segurança elétrica por oferecer sustentação dos cabos com robustez e segurança, além de proporcionar uma excelente dispersão térmica e ser fácil de instalar, limpar e manter. Entre os presentes, todos concordam que a nova Resolução RDC 36/2013, da Anvisa, é bem-vinda, e entendem que um futuro protocolo deveria contemplar a Segurança Elétrica de forma direta, incluindo este setor essencial para a segurança do paciente na cultura da segurança e nas preocupações dos NSPs. As tecnologias existentes permitem desenhar um bom sistema de segurança elétrica do paciente, confiável e seguro, mas para isso, é necessário desenvolver uma consciência de sua importância e, o administrador hospitalar Jack Burgess, da Via Luz, sugeriu que o foco da questão de adesão ou não adesão a RDC 36 deveria ser vista como o uso do cinto de segurança no carro. “A gente usa para não ser multado ou para a proteção da família”?

A notificação obrigatória e a infração sanitária em caso de descumprimento das disposições contidas na Resolução não devem ser a razão principal para cuidar da segurança do paciente. O bom senso diz que se deve garantir a segurança do paciente pelo bem do paciente. A questão de eventual custo adicional representado pela criação dos NSPs foi outro tema de debate, mas o consenso foi o de que o hospital tem altos custos parasitas pelas não conformidades e eventos adversos. Esta nova regulamentação também pode ser usada como a oportunidade para quebrar as resistências internas à mudança e romper o ciclo da inércia, coisas que, segundo Jack Burgess, a acreditação tem conseguido fazer em muitas áreas. Celso Skrabe acrescentou a recomendação do pai da estratégia, Von Clausewitz, de que “quem dá a missão, deve dar os meios”. Outro consenso foi o de que é preciso estimular os Núcleos de Segurança do Paciente a adotarem uma série de checklists para se certificarem que a segurança elétrica está alinhada com as diretrizes da RDC 36/2013. Os membros da mesa-redonda também lembraram que existem muitas normas e resoluções em vigor. Victor Mendes, da ForMedical, citou sua experiência decepcionante com a RDC 02/2010, sobre o gerenciamento de tecnologias em estabelecimentos de saúde, e que dispõe no Art. 19. que “o estabelecimento de saúde deve possuir uma sistemática de monitorização e gerenciamento de risco das tecnologias em saúde, visando a redução e minimização da ocorrência dos eventos adversos”. Também lembrou a Norma NBR 15943-2011 que dá as “diretrizes para um programa de gerenciamento de equipamentos de infraestrutura de serviços de saúde e de equipamentos para a saúde”. Segundo Victor, estas duas normas estão em vigor, com pequenas alterações, mas não vem obtendo o grau de adesão e de efetividade esperado. Um destino que ele teme que possa acontecer também com a RDC 36/2013 se não houver uma mobilização efetiva para consolidar esta nova resolução. Celso Skrabe é da opinião que, no caso da RDC 36, o fato da resolução estar inserida em um programa mundial, iniciado em 2002 e liderado pela OMS, além de estar muito bem estruturada sistemicamente e envolver diretamente a segurança do paciente, fará não só com que a RDC 36 seja bem acolhida entre os EAS, como deverá se constituir em um divisor de águas do setor. Todos os especialistas consultados concordam, no entanto, que para uma melhor Segurança do Paciente, não se pode prescindir de uma maior e melhor Segurança Elétrica.

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Meio Ambiente

Soluções salutares ao meio ambiente T

ratar da vida humana é uma responsabilidade que exige atenção, técnica e, principalmente, cuidados especiais. Neles incluem-se a manutenção das estruturas das instituições de saúde e a utilização de produtos de qualidade. Sempre pautada por tecnologia e inovação a Eliane trabalha, em sua gama de produtos, com três soluções de eficiência e sustentabilidade: Hydrotect, Fachada Ventilada e Laminum. Cada uma delas traz características que garantem segurança, higiene, eficácia, preservação ambiental, além de beleza.

Hydrotect, o revestimento que auxilia o meio ambiente Conforme a gerente da Eliane Técnica, Karina Campos, a solução “Hydrotect”, é uma tecnologia japonesa desenvolvida pela líder mundial tecnológica Toto e exclusiva da Eliane no Brasil. A mesma contribui para amenizar os efeitos da poluição e do aquecimento global nos grandes centros urbanos. “O dióxido de titânio atua como catalisador para acelerar a reação química entre o oxi-

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gênio e a umidade e a sua aplicação em uma casa de 150 metros quadrados, purifica o ar numa proporção equivalente a uma área florestada do tamanho de um campo de futebol e neutraliza a poluição gerada por 12 automóveis”, explica. As funções do Hydrotect Eliane se baseiam em três pontos principais: ele é antiodor, purifica o ar e é autolimpante, benefícios que fazem com que os espaços revestidos pelo material favoreçam a vida humana e a natureza. “No interior do ambiente, por exemplo, a aplicação reduz a sujeira aderida no revestimento e evita odores. Já na parte externa acontece a purificação do ar, pois o dióxido de titânio é ativado pela luz solar promovendo uma reação química chamada fotocatálise, resultando na autolimpeza das fachadas e impedindo a proliferação de fungos e algas”, explica o presidente executivo da Toto, empresa que fornece esta tecnologia para a Eliane, Daijiro Nogata. O presidente da Eliane Revestimentos, Edson Gaidzinski Jr. destaca que a nova tecnologia traz funcionalidades inimagináveis aos revestimentos cerâmicos,


transformando-os em aliados na preservação do meio ambiente. “O Hydrotect Eliane aproveita a chuva como recurso natural, eliminando da superfície os produtos químicos agressivos, estabelecendo equilíbrio entre a eco-consciência e o conforto. É a alta tecnologia, produzida e distribuída com excelência, que chega ao mercado brasileiro para revolucionar o setor cerâmico”, reforça. Karina acrescenta que a utilização desta solução nas construções contribui para a certificação de LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Criada há mais de uma década, nos EUA, a certificação LEED para construção sustentável chegou ao Brasil há quase cinco anos e, hoje, é considerada o principal selo para edificações no país. Fachada Ventilada, uma alternativa sustentável A fachada ventilada é considerada uma alternativa sustentável. Resulta em melhoria do conforto térmico, sendo capaz de reduzir aproximadamente 30% do consumo de energia do edifício. A utilização de materiais reciclá-

veis e ecologicamente corretos no processo de fabricação das fachadas ventiladas são soluções para a especificação de projetos sustentáveis. A fachada é classificada como ventilada por apresentar uma câmara de ar, que é um afastamento entre o revestimento externo e a base suporte do edifício, na qual ocorre a ventilação pelo efeito chaminé, ou seja, o ar frio entra pela parte inferior e o ar aquecido é removido pela parte superior, permitindo ventilação continua no sentido vertical proporcionando maior conforto térmico à edificação. O método de execução das fachadas ventiladas pode ser empregado em obras novas e reformas (retrofit). O processo de execução da fachada é considerado rápido, uma vez que os revestimentos cerâmicos e o sistema de fixação são materiais pré-fabricados. As fachadas ventiladas são caracterizadas por um sistema construtivo que promove, além da agilidade na execução, alta produtividade, redução das etapas de controle de recebimento de materiais e produção, facilidade de manutenção, entre outros. “Outro benefício das fachadas ventiladas é a durabilidade dos materiais e estruturas utilizados na execução do sistema, pois a circulação

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Meio Ambiente Combate a Infecção

de ar elimina as manifestações patológicas das edificações originadas por problemas de umidade”, destaca Karina. Laminum, o grande formato que facilita a limpeza Nas paredes e pisos, nada melhor que um revestimento que agregue qualidade, facilidade na limpeza e beleza. “Um produto que está com grande demanda por parte dos hospitais é o Laminum 1x3m da Eliane, devido ao seu grande formato, diminuindo consideravelmente o número de juntas na obra, o que facilita a limpeza e reduz riscos com contaminação”, explica a coordenadora de especificação e contas especiais da Eliane, Alessandra Nunes. Outro benefício, é que por ser extremamente fino, o Laminum pode ser aplicado sobre o revestimento antigo facilitando a obra em caso de revitalização da edificação. Na versão 5,6mm o Laminum é aplicado em pisos. Mais informações das soluções que são da Eliane Técnica podem ser obtidas no e-mail: eliane.tecnica@eliane.com.

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Prêmio HospDesign Reconhecendo o Engenho & Arte por trás do Encanto. Design é fazer coisas melhores para as pessoas. E coisas melhores são sempre bem vindas no atendimento à saúde. O espaço do design é o espaço da inteligência, da engenhosidade, da criatividade, da inventividade do homem na busca da excelência no atendimento das necessidades humanas. Ao Design cabe a tarefa de estudar as necessidades, desejos e aspirações humanas e responder com soluções, produtos e serviços que respondam a essas demandas de forma abrangente e apurada. Para estimular e reconhecer o Design diferenciado no setor hospitalar brasileiro a Exímia Comunicação criou o Prêmio HospDesign.

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Ambiente Hospitalar

Piso hospitalar adequado é essencial para a segurança do paciente

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m piso hospitalar em boas condições é um importante fator para a redução do risco dos pacientes. Pisos deteriorados ou em más condições tendem a oferecer, entre outros, dois tipos de risco significativos: a queda de pacientes e a contaminação do ambiente hospitalar por meio do acúmulo de sujidades e de agentes patogênicos. O risco de queda é bastante comum nos hospitais e o piso hospitalar é um fator de risco reconhecido pelo Protocolo de Prevenção de Quedas, um Protocolo integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente e que deve ser incorporado aos Planos de Segurança do Paciente a serem elaborados, conforme determina a Resolução da Anvisa RDC 36/2013, pelos Núcleos de Segurança do Paciente (NSP). Conforme a justificativa do Protocolo, de modo geral, a hospitalização aumenta o risco de queda, pois os pacientes se encontram em ambientes que não lhes são familiares, muitas vezes são portadores de doenças que predispõem à queda (demência e osteoporose) e muitos dos procedimentos terapêuticos, como as múltiplas prescrições de medicamentos, também podem aumentar esse risco.

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A queda do paciente representa um evento adverso dentro do ambiente hospitalar e, no Brasil, a partir da RDC 36/2013, deve ser notificado à Anvisa. Estudos indicam que a taxa de queda de pacientes em hospitais de países desenvolvidos varia de 3 a 5 quedas por 1.000 pacientes-dia, número bastante representativo e que demonstra a importância dos cuidados com o piso hospitalar. Segundo os dados do estudo, as quedas não ocorrem da mesma forma nos hospitais, sendo mais frequentes nas unidades com concentração de pacientes idosos, na neurologia e na reabilitação. Quedas de pacientes produzem danos em 30% a 50% dos casos. Deste número, 6% a 44% dos pacientes sofrem danos de natureza grave, como fraturas, hematomas e sangramentos, que podem levar ao óbito. Dentre os pacientes que sofreram queda, há relatos de maior ocorrência em pacientes que estavam sendo transferidos para ambientes de cuidado de longa permanência. Geralmente a queda de pacientes dentro do ambiente hospitalar está diretamente relacionada a fatores vinculados tanto ao indivíduo como ao espaço físico da


instituição. Se examinarmos as quedas de pacientes, podemos destacar que a idade avançada (principalmente idade acima de 85 anos) é um fator importante, assim como história recente de queda, redução da mobilidade, uso de andadores, incontinência urinária, uso de medicamentos e hipotensão postural. Com relação aos fatores ambientais, além de obstáculos no caminho do paciente como objetos largados no chão, as condições do piso são muito importantes. Pisos desnivelados, com buracos, falhas, dobras, saliências ou soltos representam um convite ao evento adverso. Além dos problemas diretamente relacionados a qualidade do atendimento e ao bem estar dos pacientes, as quedas contribuem para aumentar o tempo de permanência hospitalar e elevar os custos assistenciais. Além disto, pisos problemáticos tendem a ser fonte reiterada de quedas e geram ansiedade na equipe de saúde, além de afetar a imagem da instituição e, em casos extremos, levar a questionamentos legais. Outro fator relevante em relação a boa condição do piso hospitalar é o risco que pisos deteriorados, com

quebraduras, buracos, frestas e irregularidades na superfície oferecem como depósitos de sujidades e fonte de agentes patogênicos como bactérias, vírus, protozoários, fungos ou helmintos. Estes depósitos de sujidades podem facilitar a distribuição dos agentes patogênicos por meio de pragas ou vetores ou, ainda, por meio de calçados, propés, rodas, rodízios e similares. Cuidado limpo é cuidado mais seguro A higienização dos pisos hospitalares - limpeza e desinfecção - é considerada como importante método de prevenção de doenças. Um piso em boas condições é indispensável para um programa de limpeza e desinfecção abrangente e de uso rotineiro, visando a diminuição da concentração de microrganismos patogênicos no ambiente e reduzindo a probabilidade de infecções. Assim, a boa qualidade do piso, além de oferecer mais segurança ao ambiente hospitalar, também contribui para atender ao princípio de que “cuidado limpo é cuidado seguro”, uma recomendação da OMS – Organização Mundial de Saúde - por meio da “Aliança Mundial pela segurança dos Pacientes”.

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Ambiente Hospitalar Combate a Infecção

Um olhar para o piso Um bom “Plano de Segurança do Paciente” deve prescrever uma boa avaliação das condições do piso do hospital ou do Estabelecimento de Saúde. Esta é uma tarefa que deve, idealmente, ser entregue a um especialista. Um profissional qualificado saberá identificar os pontos mais problemáticos e poderá sugerir a melhor forma de corrigir os defeitos e imperfeições, reparando áreas deterioradas ou apresentando alternativas para áreas mais extensas ou comprometidas. A Tarkett é líder mundial na fabricação de pisos e revestimentos vinílicos, atendendo especialmente hospitais e outros ambientes da área da saúde. A empresa possui revendedores treinados e especializados em pisos hospitalares e que estão qualificados para atuar como consultores e podem fazer um diagnóstico das condições dos pisos, sugerindo alternativas para sua manutenção e reparo. Todas as revendas Tarkett podem ser localizadas através do website da empresa: www.tarkett.com.br/onde-comprar“.

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Viga Fria Ativa

Viga Fria Ativa

Hoje é impensável um hospital sem ar condicionado, seja para o conforto ou por razões terapêuticas, controlando temperatura e umidade e garantindo o ar para a higienização dos ambientes. Estes parâmetros, nos sistemas convencionais, são controlados através de baixa temperatura e umidade absoluta também baixa, fazendo-se necessário, ainda, controlar a movimentação de ar entre ambientes para evitar contaminações cruzadas e outras. Mas o ar, se não devidamente controlado, pode servir para a disseminação de microorganismos pelo ambiente. Agora, uma tecnologia já largamente utilizada nos USA e Europa em ambientes hospitalares, vem para contribuir decisivamente para o atendimento destas necessidades. Trata-se do sistema de vigas frias que permite retirar uma boa parte da carga sensível, usando a água como meio térmico, e como consequência reduzindo a quantidade de ar insuflada ao mínimo necessário para atender a controle de umidade, renovação de ar e pressurização dos ambientes. As vantagens das vigas frias em ambientes onde a necessidade do ar exterior é reduzida, como é o caso de algumas áreas dos hospitais, são inúmeras.

Viga Fria Ativa

Trabalhando com serpentinas secas e ausência de umidade no sistema de tratamento de ar, reduzem drasticamente a chance de proliferação de microorganismos, possibilitando economias de energia de até 37,5%, sem contar com a maleabilidade arquitetônica e com larga economia de espaço. Por último, e mais importante, trabalhando com serpentina seca, sem filtros e sem ventiladores, não necessitam de manutenção mensal, evitando o hospital de perder um dia de utilização por mês de cada quarto. Vigas frias para ambientes hospitalares: mais uma inovação da TROX.

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A lógica do sucesso do Prêmio Hospital Best não é nem ciência, nem arte, mas método. O mercado prestigia os ganhadores da mais importante láurea do setor hospitalar porque sabe que o Ranking Hospital Best é um indicador confiável dos bons Equipamentos, Produtos e Serviços do setor. E agora o setor vai confiar ainda mais, porque a partir desta edição, o Ranking Hospital Best passa a incorporar toda a dinâmica da Internet e toda a exuberância das redes sociais para refletir quem tem mais expressão e mais preferências online. Agora os ganhadores do Prêmio Hospital Best serão apontados pela somatória de três indicadores online:

INDICADOR 1

Atividades relativas à empresa nas principais redes sociais:

“Curtidas” no Facebook

“Seguidores” no Twitter

“Seguidores” no Google+

INDICADOR 2

Atividades online no Portal de Buscas Verticais G3 Hospitalar

Levantamento das atividades de pesquisa, solicitações de orçamento e go-to-site em nome da empresa ou de seus produtos (nesta hipótese, quando a empresa dispõe de Showroom Patrocinado no G3 Hospitalar). Fonte: Relatório “Google Analytics” sobre o Portal G3 Hospitalar.

INDICADOR 3

Manifestação de Preferências (votos) postadas online no Portal Oficial do Prêmio Hospital Best Este é o mecanismo tradicional de aferir as preferências.

Iniciativa

Realização

Apoio


Sistema IT-Médico

O Sistema IT Médico na Segurança Elétrica do Paciente E

m medicina, eletricidade é vida. Por isso mesmo, um fornecimento de energia confiável e seguro é condição essencial para a segurança do paciente, especialmente nos ambientes críticos, como os locais médicos do Grupo 2 (salas cirúrgicas, UTIs, salas de procedimentos invasivos como os intracardíacos, de emergência, de hematologia entre outras). A medicina do século XXI é uma medicina eletrificada. Não é raro um paciente internado em uma UTI estar conectado a meia centena de equipamentos e dispositivos eletromédicos dos mais variados, que dão apoio ao tratamento médico. Nos ambientes elétrico-intensivos dos hospitais contemporâneos a recuperação do paciente não depende só dos procedimentos diagnóstico-terapêuticos e cuidados da equipe de saúde. A infraestrutura hospitalar e os equipamentos eletromédicos são o complemento indispensável. Notadamente nos centros cirúrgicos e nas UTIs, os equipamentos eletromédicos transformam a energia elétrica em um insumo médico essencial. A medicina plugada na tomada alterou as práticas médicas e o ambiente

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hospitalar. Gradativamente a eletricidade se tornou onipresente nas atividades de saúde, mas muitos de seus perigos tendem a passar despercebidos. Sem adequada proteção elétrica, as tomadas facilmente se multiplicam e a carga elétrica se eleva a níveis críticos. Então os riscos se ampliam e nem sempre são devidamente levados em conta. Até o momento em que sobrevenha um EA – Evento Adverso - decorrente de um acidente elétrico. E quem responde pelas consequências? O EA – Evento Adverso, comumente, desemboca nas mãos dos médicos e da equipe de saúde. Mas a responsabilidade pelas causas que originam o evento, se da por uma cadeia de falhas que produzem o EA, dentre eles o não cumprimento das normas legais específicas. Assim, vai recair sobre o hospital e sua administração a responsabilidade de um EA, sendo que, com a chegada da RDC 36/2013, o Núcleo de Segurança do Paciente passa a ser envolvido diretamente no processo, devendo notificar o EA à ANVISA.


Mesmo uma pessoa saudável pode sofrer sérios efeitos em razão de um choque elétrico. Muito maiores, entretanto, são os riscos de um choque elétrico, seja no paciente fragilizado, no que está submetido a uma cirurgia ou, até mesmo, no que esteja internado em uma UTI. Especialmente insidiosos e perigosos são os “vazamentos” de corrente elétrica, conhecidos como “correntes de fuga”. Principalmente quando mais de um equipamento está sendo usado simultaneamente. Nesta situação, o corpo do paciente pode se tornar parte de um circuito elétrico entre dois pontos de potencial diferentes. Em casos assim, o corpo humano vira um “corpo condutor”, com a corrente elétrica entrando por um ponto e saindo em outro, produzindo consequências devastadoras. Para prevenir problemas nas instalações elétricas em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) a ANVISA detalhou os cuidados a serem tomados nestas instalações por meio da Resolução – RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002, que dispõe sobre o Regulamento Técnico para Pla-

nejamento, Programação, Elaboração e Avaliação de projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. Também a ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, contribuiu com a Norma NBR 13534, mais específica, que detalha quais as condições exigíveis às instalações elétricas dos EAS com o fim específico de garantir a segurança de pessoas e, em particular, de pacientes. Esta norma tem o respaldo do Ministério da Saúde através da portaria 2662, de 22 de dezembro de 1995. O fato é que os EA – Eventos Adversos - devidos a acidentes elétricos e choques têm se tornado mais comuns com o aumento do número de eletromédicos associado a instalações elétricas desprotegidas, sucateadas e subdimensionadas. O risco elétrico das correntes de fuga e mesmo de choques mínimos pode provocar alterações vasculares importantes, extrassístoles ventriculares, a inversão da onda T e mesmo levar ao infarto do miocárdio, uma vez que a corrente elétrica pode, em muitos casos, atuar diretamente sobre o miocárdio ou provocar espasmo das coronárias. Também são conhecidas as alterações ósseas, quando os

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Sistema IT-Médico

danos resultam do superaquecimento produzido pela resistência elétrica à passagem da corrente. Assim, os dispositivos de proteção elétrica ao paciente, que atendem as normas NBR13534, IEC742 E IEC61558-2-15, além de legalmente obrigatórios, devem ser vistos como um item chave da qualidade assistencial. Trata-se, igualmente, de um fator de segurança para os médicos e profissionais de saúde que prestam atendimento aos pacientes. Neste tipo de instalação, a tendência é que a primeira falta à terra seja de pequena intensidade e não requeira o desligamento automático da energia, como seria o caso em sistemas convencionais. Assim, é possível a continuidade dos procedimentos médicos sem riscos de choque elétrico ou queimaduras para pacientes ou equipe que realiza o procedimento. Para assegurar controle, é necessário que a instalação seja permanentemente monitorada quanto à resistência de isolamento por um Dispositivo Supervisor de Isolamento (DSI). Este Dispositivo sinaliza qualquer falha elétrica no sistema, incluindo sobrecarga e elevação de temperatura no transformador. É recomendado que cada sala cirúrgica seja provida de um circuito independente dotado de esquema IT Médico exclusivo. Instalado em UTIs, o limite de potência do transformador é o fator determinantes do limite de leitos e seus equipamentos. O Sistema Supervisório de Falhas A supervisão permanente da resistência de isolamento, conforme as exigências da NBR 13534 - vigente a partir de 28.07.2008 em sua 2ª edição – pode significar supervisão em conjuntos de leitos em UTIs, onde quatro leitos podem ser alimentados por até 90 tomadas elétricas diferentes. Na eventualidade de um defeito, a localização do problema pode ser demorada, caso seja efetuada manualmente. A solução da RDI BENDER para este tipo de situação é a utilização de um sistema supervisório de localização de falhas, conforme recomendado pela NBR 5410.

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Como a localização do problema é feita em menos de 10 segundos, os riscos de a primeira falha evoluir para uma segunda falha são altamente minimizados. Esquema IT Médico - RDI BENDER O Esquema IT Médico RDI BENDER segue as especificações exigidas pela NBR 13534, RDC 50 ANVISA e portaria 2662 do Ministério da Saúde. DSI – para recintos médicos Os DSIs das series 427 são para uso obrigatório em salas do grupo 2 e atendem as exigências da norma IEC 61557-8:2009 de supervisionar a resistência de isolamento em instalações CA mesmo com circuitos CC galvanicamente conectados. Os DSIGS427P com gerador de sinal integrado para localização automática de falhas de isolamento possuem saída RS485 para comunicação ao posto de enfermagem, manutenção e supervisório do hospital evitando, assim, a ida ao painel para a localização da falha. Concebido conforme exigências da norma IEC 61557-9:2009, que prescreve os dispositivos dos supervisórios de localização, o equipamento é recomendado para esquema IT pela ABNT NBR 13534.


DSI – para foco cirúrgico Os DSIs da série DSI426 são concebidos para supervisionar a resistência de isolamento em circuitos não aterrados CA/CC para fornecimento de energia a Focos Cirúrgicos. O princípio de medição AMP, patenteado pela BENDER, garante a supervisão segura, pois os componentes em circuitos CA/CC não influenciam as características operacionais. Falhas de isolamento são diferenciadas entre falhas CA ou CC com indicação ±. Através de fonte de alimentação externa é possível também a supervisão off-line. Sistemas de sinalização e alarme Sistemas de sinalização remota de alarmes para supervisão permanente pela equipe médica e realização de testes de funcionamento e conexões entre os componentes do Esquema IT Médico. São concebidos para duplicar alarmes e status de dispositivos de supervisão em conformidade com os requisitos da NBR 13534. São utilizados para sinalização de alarmes em salas do grupo 2, postos de enfermagem, salas de supervisão de equipes de manutenção em locais de uso médico.

Transformador de separação Os transformadores de separação do Esquema IT Médico devem estar em conformidade com o exigido pela IEC 742, IEC 61558-2-15 e NBR 13534. Estes devem ser instalados o mais próximo possível do local médico, ou no seu interior, e devem ser dispostos em cubículos ou invólucros, de modo a evitar contato acidental com partes vivas. São exigidos transformadores monofásicos para alimentação tanto de equipamentos fixos quanto portáteis. A vantagem econômica Além do atendimento às disposições legais e a melhoria disso, existe um segundo motivo para justificar economicamente os sistemas de proteção elétrica, representado pela sensível redução dos custos de substituição e manutenção dos equipamentos eletromédicos e redução das perdas acarretadas pela interrupção das atividades nos centros cirúrgicos toda vez que são requeridas atividades de manutenção e reparos. Mais informações pelo e-mail contato@rdibender.com.br

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Evento

HOSPITALAR Maior encontro de líderes e players da América Latina discute o design na saúde

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aior encontro de líderes, reunindo principais players da saúde da América Latina, a HOSPITALAR 2014 em mais uma edição congregou 91 mil visitas de 63 países. Ponto de encontro da indústria mundial da saúde, representada por 1.250 expositores de 34 países, a feira também se reafirmou como plataforma ideal de negócios, interlocução com o setor e relacionamento com todo o mercado da saúde. Outro destaque da mostra foi o Fórum Hospitalar reunindo 10 mil congressistas em 60 eventos simultâneos como congressos, seminários, workshops e reuniões setoriais. Uma das grandes novidades desta edição foi a realização, em parceria com a L+ M, do Congresso de Design & Operação em Saúde: (+) Desempenho e (-) Custo em Ambientes de Saúde. A iniciativa visou apresentar aos profissionais da área médico-hospitalar uma visão inovadora sobre os processos de serviços não assistenciais - setor que responde por 40% dos custos de um hospital. O evento mostrou como aumentar a eficiência em itens como administração de materiais e medicamentos; fornecimento de dietas; roupas; esterilização; transporte; serviços de higiene e limpeza; manutenção; segurança; TI e telecomunicação; gestão de documentos e outros. “Erros e desperdícios nestes quesitos (tanto


quanto na assistência médica e de enfermagem) podem fazer toda diferença na viabilidade e o sucesso de um empreendimento”, disse Lauro Miquelin. O congresso reuniu gestores de áreas assistenciais e não assistenciais de hospitais e clínicas; gerentes de serviços; investidores; arquitetos, designers, engenheiros e tecnólogos com atuação no setor hospitalar, que tiveram oportunidade de debater com um time de palestrantes de larga experiência de mercado. O evento foi aberto com o painel, “Design e Construção de Aviões, Submarinos & Ambientes de Saúde”, apresentado por Adalberto Cambaúva Bogsan, diretor de operações da Azul Linhas Aéreas, e por André Luis Ferreira Marques, coordenador do Programa de Propulsão Nuclear da Marinha brasileira e superintendente de obtenção de planta de Propulsão Nuclear SN-BR1, assessor salvaguardas. A complexidade de operações e processos destas duas situações abriu um diversificado leque de questões ligadas a treinamento, logística, segurança, pontualidade e, em especial, a exata definição do resultado a que se deseja chegar. Conhecimento resultante da prática diária Profissionais gestores de áreas não assistenciais em importantes hospitais brasileiros, assim como consultores

especialistas na área foram convidados a trazer sua experiência para o evento, proporcionando momentos de muita interação com a plateia. “A troca de experiências reais, mostrando que todos os hospitais, grandes ou pequenos, têm suas conquistas e suas dificuldades, assim como a grande aplicabilidade do conteúdo gerado nestes dois dias de debates foram os aspectos mais destacados pelos participantes”, destacou Izide Falzetta. Alguns temas abordados pelo congresso foram: Design e Construção de Aviões, Submarinos & Ambientes de saúde; Design, Orçamento e Operação com Ferramentas 3D BIM (Building Information Moddeling); Custos de Implantação X Custos de Operação e Ciclo de Vida dos Empreendimentos de Saúde; Design, Acolhimento e Bem-Estar; Tecnologia e Redes de Atendimento à Saúde; Design de Produto na Saúde: Oportunidades de um Mercado em Crescimento; Design de Processos Não-Assistenciais: Impactos sobre Investimentos Iniciais, Nível de Serviços e Custo de Operação e Serviços Não Assistenciais: Acolhimento, Boas Práticas e Receitas Alternativas.

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Estabelecimentos de Atendimento a Saúde

Casa de Saúde Campinas Sede: Campinas – SP Atividade: Hospital Geral Destaque: Fachada Externa Descrição: A Casa de Saúde Campinas é um hospital bastante conhecido em sua região. Sua fachada possui um visual arquitetônico que nos remete aos tempos antigos, do início do século XX. O hospital traz em seu interior um ambiente moderno e é considerado pioneiro no transplante renal no interior do Estado de São Paulo.

Centro Hospitalar Unimed Sede: Joinville – SC Atividade: Hospital Geral Destaque: Fachada Externa Descrição: O CHU possui uma estrutura física moderna e de alta qualidade. Ele possui geradores de energia próprios, com capacidade suficiente para atender a sua demanda total. Outro diferencial é o sistema de ar condicionado independente com barreiras para a proliferação de bactérias, que contribui para o controle de infecção hospitalar.

Hospital Nove de Julho Sede: São Paulo - SP Atividade: Hospital Geral Destaque: Fachada Externa Descrição: O Hospital vem se modernizando. E a ampliação com a nova torre evidencia a visão contemporânea da instituição, que visa manter a qualidade de atendimento ao paciente. Além de possuir um dos mais modernos centros cirúrgicos do país, o hospital conta com um Centro de Medicina Especializada para atendimento ambulatorial Projeto: Arquitetura Fiorentini

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Hospital Aliança Sede: Salvador - BA Atividade: Hospital Geral Destaque: Fachada Emergência Pediátrica Descrição: Com a proposta de criar um ambiente mais acolhedor e menos impessoal, o hospital utiliza a arte para levar esperança, cor e vida. Ele possui um grande acervo de artistas plásticos contemporâneos como Francisco Brennand, Juarez Paraíso, Goya Lopes e Celso Cunha que encantam pela harmonia.

Hospital Mater Dei – Unidade Contorno Sede: Belo Horizonte - MG Atividade: Hospital Geral Destaque: Fachada Externa Descrição: A fachada do Hospital recebeu vidros com alta eficiência energética. Estas especificações garantirão conforto de seus usuários, além da consequente economia de energia, pelo abrandamento da carga térmica interior. As coberturas em diferentes níveis receberam sistemas ajardinados permitindo a diminuição da carga térmica incidente nos ambiente internos. Projeto: Siegbert Zanettini

Hospital Regional Metropolitano do Ceará Sede: Fortaleza - CE Atividade: Hospital Geral Destaque: Fachada Externa Descrição: A fachada é altamente contemporânea, assim como será seu interior. Elaborada com base no DBE – Design Baseado em Evidências, a obra terá o perfil de assistência em alta complexidade, atendendo a uma grande demanda e oferecendo um serviço de saúde de qualidade. Projeto: Arquitetura Fiorentini

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Estabelecimentos de Atendimento a Saúde

Hospital Monte Sinai Sede: Juiz de Fora - MG Atividade: Hospital geral Destaque: Circulação periférica para pacientes Descrição: A circulação periférica de pacientes no Monte Sinai foi concebida desde o projeto original, em 1988, já com a preocupação com a qualidade do atendimento e controle de infecção hospitalar. Ela contribui na coordenação dos fluxos de pessoas, tendo a assistência e os serviços de apoio circulando por área restrita.

Hospital Moriah Sede: São Paulo – SP Atividade: Hospital Geral Destaque: Fachada Externa Descrição: Revitalização da edificação existente e ampliação de novos setores com nova solução estética. Merece destaque neste projeto: o levantamento minucioso da parte do edifício existente visando a sua grande transformação funcional como um hospital de ponta. A obra como proposta conceitual atende aos atributos de um edifício contemporâneo. Projeto: Siegbert Zanettini

Hospital Oftalmológico de Brasília Sede: Brasília – DF Atividade: Hospital Oftalmológico Destaque: Fachada Externa Descrição: O HOB conta com um prédio moderno, instalações e infraestrutura em equipamentos de saúde visual estudadas e adequadas a dinâmica e a logística dos estabelecimentos mais avançados do mundo em tratamento oftalmológico. O hospital ainda oferece profissionais de saúde de altíssimo padrão técnico e científico.

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Hospital Parelheiros Sede: São Paulo - SP Atividade: Hospital Geral Destaque: Projeto Arquitetônico Descrição: A concepção do projeto recebeu diretrizes legais que direcionaram partido arquitetônico de projeto horizontal, aproveitando o perfil natural e a mata atlântica do terreno. Desta forma foi tratado como um hospital pavilhonar com importantes conexões que auxiliarão no fluxo de pacientes, funcionários e logística. Projeto: RAF Arquitetura

Hospital Perinatal - Laranjeiras Sede: Rio de Janeiro - RJ Atividade: Maternidade Destaque: Entrada dos leitos da Maternidade Descrição: A entrada dos leitos traz boas sensações às gestantes, que já vislumbram o nascimento dos seus filhos ao se depararem com a cegonha. Medida adotada sob os conceitos do design com o objetivo de oferecer conforto aos pacientes e recém-nascidos.

Hospital Próvisão Sede: São José dos Campos - SP Atividade: Centro de Reabilitação e Hospital Oftalmológico Destaque: Tomógrafo Coerência Óptica Descrição: O Tomógrafo Coerência Óptica (OCT) é um dos mais modernos aparelhos para exames oftalmológicos, criado para revolucionar o diagnóstico e tratamento de doenças da retina e do Glaucoma. Trata-se de um aparelho que realiza exame não invasivo de alta tecnologia, que permite diagnosticar com alta precisão doenças de retina, vítreo e nervo óptico.

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Estabelecimentos de Atendimento a Saúde

Hospital Santa Cruz Sede: São Paulo - SP Atividade: Hospital Geral Destaque: Fachada Externa Descrição: Inaugurado em 1939 o projeto original do Hospital já previa sistemas de iluminação e ventilação naturais, para reduzir os riscos de infecção hospitalar. Com estrutura moderna, “o hospital japonês”, como é conhecido, foi concebido para prestar os melhores serviços de saúde a toda sociedade

Instituto de Oncologia - Hospital Santa Paula Sede: São Paulo - SP Atividade: Instituto de Oncologia Destaque: Fachada Externa Descrição: O projeto foi idealizado para ocupar ao máximo o seu terreno frente às suas limitações, impostas pela escassez de área e pelas leis urbanísticas restritivas. Na busca por um tratamento humanizado, o projeto valorizou as áreas de convivência entre os pacientes e familiares. Projeto: Celia R. Duarte Schahin

Hospital Vivalle Sede: São José dos Campos - SP Atividade: Hospital Geral Destaque: Fachada Externa Descrição: A fachada moderna nos oferece a sensação do ambiente confortável, seguro e tecnológico. Em busca de proporcionar mais segurança e um serviço completo, está em desenvolvimento um novo projeto para a Rede D’Or, que consiste na ampliação do Hospital Vivalle, aonde a arquitetura vem sendo concebida de acordo com os conceitos do Design Baseado em Evidências. Projeto: RAF Arquitetura

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Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer Sede: Rio de Janeiro - RJ Atividade: Neurologia Destaque: Sala Híbrida Descrição: Espaço que congrega sala cirúrgica com um aparelho de ressonância magnética. A nova sala é usada para a realização de cirurgias de tumores cerebrais, que correspondem atualmente a 70% dos atendimentos do instituto, e algumas cirurgias de epilepsia, entre outros procedimentos na área de neurocirurgia.

Instituto Mario Penna Sede: Belo Horizonte - MG Atividade: Hospital Geral Destaque: Centro para Radiocirurgia Descrição: Para fazer a radiocirurgia, o IMP adquiriu recentemente quatro novos aceleradores lineares, usados também na radioterapia. Os equipamentos modernos contam com o colimador de multilâminas (micro multileaf colimator), além de acessórios de controle de qualidade para melhoria da precisão do tratamento, incluindo um acessório para realização de radioterapia guiada por imagem (IGRT).

Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre Sede: Porto Alegre – RS Atividade: Hospital Geral Destaque: Procedimento Cardíaco Descrição: Trocar válvulas dentro do coração sem abrir o tórax já é uma realidade. Com o suporte do Artis Zeego, um equipamento que transforma uma sala de cirurgia comum em laboratório de intervenção por cateter e bisturi, é possível, entre outros procedimentos, realizar a correção de válvulas e de aneurismas de aorta sem abrir o tórax e abdomes.

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Equipamentos, produtos, materiais e soluções

Solução para Gestão Clínica Orbis é uma solução projetada para melhorar a qualidade de atendimento, agregando também melhoria na privacidade e segurança dos dados dos pacientes, seguindo rígidos padrões internacionais. A variedade de módulos e seu grande potencial de conectividade, possibilita uma visão integrada do histórico do paciente.

Protetores de Manoplas Descartáveis O protetor de manopla de uso único foi desenvolvido para diminuir o risco de contaminação cruzada quando do manuseio dos focos cirúrgicos, oferecendo maior proteção aos pacientes e consequente redução de infecções. Ele também permite o aumento da vida útil das manoplas fixas e dos focos cirúrgicos. Fornecedor: Bace - Hartmann

Fornecedor: Agfa HealthCare do Brasil

Ducha com Barra Deslizante Opção prática que pode ser usada em hospitais e centros médicos para facilitar o banho em pacientes de todas as idades, pois, pensando não só no conforto, mas na acessibilidade que o produto oferece, pode ser facilmente movimentada, sendo adaptada a situações adversas. Fornecedor: Eternit

Instrumental Cirúrgico Mamógrafo Digital A nova solução, Amulet Innovality, permite a realização de dois exames em um único equipamento. As imagens são captadas a partir de ângulos diferentes e reconstruídas em fatias. Após a reconstrução das imagens, é possível identificar as lesões com mais facilidade do que na mamografia de rotina. Fornecedor: Fujifilm NDT Sistemas Médicos

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Armário Deslizante Indicado para diversas áreas de ambientes hospitalares, pois representam uma alternativa eficiente para o armazenamento de lâminas com amostras de sangue e tecidos. A solução substitui a necessidade de obras nos ambientes e economiza até 70% da área física. Fornecedor: Huffix

A nova linha de instrumentais de alto desempenho, Hard Line Diamond HLD Ceramic, conta com tecnologia de revestimento denominada Physical Vapour Deposition que, associada a uma série de nitretos metálicos, pertencente ao grupo dos materiais cerâmicos, proporciona maior resistência ao instrumental. Fornecedor: Lido Instrumentos Cirúrgicos


Incubadora de Transporte Superfícies Livres de Bactérias Uma linha de produtos desenvolvida em cobre antimicrobiano, que trouxe uma forma eficaz de redução da probabilidade de contágio. As propriedades inerentes ao metal fazem com que mais de 99,9% das bactérias sejam eliminadas dessas superfícies reduzindo assim 58% as infecções hospitalares em UTIs.

A nova incubadora, IT 158 TS, recebeu o registro da ANVISA e está disponível para comercialização. O modelo, sucesso de vendas da Fanem, agora possui opção de integrar blender e reanimador Babypuff, passa-tubos duplos, quatro alças para melhor direcionamento e para-choques emborrachados. Fornecedor: Fanem

Ambulância A ambulância Fiat Doblò é equipada, entre outras coisas, com maca rígida com cabeceira articulada e estrutura tubular em aço, sistema de ventilação e iluminação no habitáculo do paciente, suportes para cilindros de oxigênio, soro e plasma, armário para armazenamento de material médico. Fornecedor: Fiat

Fornecedor: Fami

Piso Hospitalar

Mesa de Visualização

Os reguladores de pressão são indicados para o controle de pressão e distribuição de gases medicinais proveniente de rede de alimentação de gases (Oxigênio, Ar comprimido ou Óxido nitroso).

O Piso Eclipse Premium ® é ideal para projetos dinâmicos e criativos e está disponível em duas coleções, Classic e Spirit. É fácil de instalar e possui tratamento superficial de PUR Reforçado, o que facilita a limpeza e elimina a necessidade de enceramento em áreas de baixo tráfego, reduzindo custos e tempo de conservação.

A Mesa de Visualização Sectra permite a reconstrução 3D, cortes, zoom e funcionalidades interativas Touch, de imagens reais geradas por Ressonância e Tomografias através de um sistema intuitivo de gerenciamento de imagens (Sectra Pacs). 

Fornecedor: Romed

Fornecedor: Tarkett

Regulador para Rede de Óxido Nitroso

Fornecedor: Tecnosimbra

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Empresa de Design e Designers

32BITS

Segmento: Design Interativo Endereço: Av. Rio Branco, 257/908, Centro – Rio de Janeiro/RJ Tel/Fax: (21) 2533-9310 E-mail: contato@32bits.com.br Site: www.archive.32bits.com.br

A10 DESIGN

Segmento: Design Endereço: R. Funchal, 129/2ºandar, Vl. Olímpia – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 2344-1010 E-mail: contato@a10.com.br Site: www.a10.com.br

ANA COUTO BRANDING E DESIGN

Segmento: Branding, design de produto, embalagem e gráfico Endereço: Pça. Santos Dumont , 80, Gávea – Rio de Janeiro/RJ Tel/Fax: (21) 3205-9970 Site: www.anacouto.com.br

ARCO SINALIZAÇÃO AMBIENTAL

Portfólio: Hospital 9 de Julho, Hospital do Câncer, Hospital Santa Rita, AGE Seniors Center, Instituto Dante Pazzanese. Endereço: Rua Coronel Francisco Inácio, 207, Moinho Velho – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3854-5217 E-mail: flavio@arcobr.com.br Site: www.arcomodular.com.br

ASSOCIAÇÃO OBJETO BRASIL

Segmento: Design Endereço: R. Natingui, 1148, Vl. Madalena – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3032-7191 E-mail: contato@objetobrasil.com.br Site: www.objetobrasil.com.br

B+G DESIGNERS

Segmento: Design gráfico, de embalagens e editorial, branding e sinalização Portfólio: Mantecorp, Hospital São Luiz Endereço: R. Álvaro Rodrigues, 403 – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 5090-1460 E-mail: contato@bmaisg.com.br Site: www.bmaisg.com.br

BATAGLIESI

Segmento: Identidade visual de marcas e corp., design ambiental e branding Portfólio: Hospital Oswaldo Cruz, Interclínicas Endereço: R. Diogo Moreira, 149, Pinheiros – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3813-1999 E-mail: batagliesi@batagliesi.com.br Site: www.batagliesi.com.br

BHZ DESIGN

Segmento: Branding, design corporativo Endereço: R. Ramiro Barcelos, 1215/cj.401, Independência – Porto Alegre/RS Tel/Fax: (51) 3024-8030 E-mail: bhz@bhzdesign.com.br Site: www.bhzdesign.com.br

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Anuário Brasileiro de Design Hospitalar

BOTTI RUBIN ARQUITETOS

Segmento: Arquitetura Endereço: Rua Hungria, 888/ 7ºandar – São Paulo/ SP Portfólio: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Samaritano Tel/Fax: (11) 3035-1717 / (11) 3819-8211 E-mail: bra@bottirubin.com.br Site: www.bottirubin.com.br

BRANDER BRANDING EXPRESSION

Segmento: Branding e design corporativo, ambiental e de embalagens Endereço: R. Artur de Azevedo, 1767/ cj.42, Pinheiros – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3067-5990 E-mail: contato@brander.com.br Site: www.brander.com.br

CASO DESIGN COMUNICAÇÃO

Segmento: Design de embalagem, gráfico e ambiental. Branding, identidade visual de marcas e corporações ambientais Portfólio: Sinalização do Centro Médico Hospital Santa Catarina, Hospital Samaritano, sinalização do Complexo Hospitalar Hospital São Luiz Endereço: Rua do Rocio, 199 / 3ºandar, Vl. Olímpia – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3848-9702 / (11) 3845-7501 E-mail: chicocaninde@uol.com.br Site: www.casodesign.com.br

CAUDURO ASSOCIADOS

DESIGN ATENTO

Segmento: Design gráfico, de produto, sustentável, arquitetura E-mail: designatento@designatento.com Site: www.designatento.com

DESIGN CONNECTION

Segmento: Design Endereço: R. José Lobo,44 – São Bernardo do Campo/SP Tel/Fax: (11) 4337-1228 E-mail: home@designconnection.com.br Site: www.designconnection.com.br

DI DESIGN INDUATRIAL S/C LTDA.

Segmento: Design industrial Portfólio: Design de produtos, design gráfico Endereço: R. Marcondésia, 241 – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 5548-6456 E-mail: di@designindustrial.com.br Site: www.designindustrial.com.br

DI TAVOLA

Segmento: Designers Portfólio: Clínicas e hospital beneficência de Santo André Endereço: R. Joaquim Oliveira Freitas, 1070, Pq. São Domingos – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3903-5238 E-mail: falecom@ditavoladesign.com.br Site: www.ditavoladesign.com.br

Segmento: Design de identidade de marcas, branding, sistemas de sinalização e produtos Portfólio: Hospital São Luiz, Unimed Endereço: R. Alvarenga, 2366, Butantã – São Paulo/ SP Tel/Fax: (11) 3035-1911 / (11) 3035-1912 E-mail: info@cauduroassociados.com.br Site: www.cauduroassociados.com.br

EMED – ARQUITETURA HOSPITALAR

CDN PUBLICIDADE

FIORENTINI – ARQUITERURA DE HOSPITAIS

Segmento: Publicidade e propaganda Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2601 / 9º e 10º andar – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3643-2700 Site: www.cdn.com.br

COMMCEPTA BRANDDESIGN

Segmento: BrandDesign – Web, editorial e design gráfico Portfólio: Site Cirurgias Refrativas, Hospital das Nações, Instituto de Medicina de Araucária Endereço: R. Visconde do Rio Branco, 1717 / cj.113, Centro – Curitiba/PR Tel/Fax: (41) 3233-7915 E-mail: info@commcepta.com.br Site: www.commcepta.com.br

CTG DESIGN

Segmento: Design Endereço: R. Visconde de Inhaúma, 2091, Jd. Sumaré – Ribeirão Preto/SP Tel/Fax: (16) 3234-0834 E-mail: ctgdesign@ctgdesign.com.br Site: www.ctgdesign.com.br

Segmento: Elaboração de projetos e gerenciamento de obras para clínicas médicas e hospitais Endereço: R. Sansão Alves dos Santos, 76 / cj.62, Brooklin – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 5505-9700 / 1464 E-mail: emedproj@emedproj.com.br Site: www.emedproj.com.br

Segmento: Arquitetura e Design hospitalar Portfólio: Hospital Albert Einstein, Hospital Campo Limpo, Hospital Madrecor, Hospital São Judas Tadeu – Barretos, Lab. Inst. Evandro Chagas – Belém, Samcil Guarulhos Endereço: Av. Diógenes Ribeiro de Lima, 819 – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3021-3184 E-mail: adm@arquiteturafiorentini.com.br Site: www.arquiteturafiorentini.com.br

HAUS + PACKING DESIGN

Segmento: Design Portfólio: Medley Endereço: R. Tenente Negrão, 90 / 14º andar, Itaim Bibi – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3074-6611 / (11) 3742-2228 E-mail: raul@hmaispdesign.com.br Site: www.maispacking.com.br

JMD COMUNICAÇÃO

Segmento: Comunicação e design Endereço: Av. das Américas, 3200 / sala 109, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro/RJ Tel/Fax: (21) 2572-8922 E-mail: contato@jmdcomunicacao.com.br


Site: www.jmdcomunicacao.com.br

KEENWORK DESIGN

Segmento: Branding, identidade visual, marcas e corporativo. Embalagens, editorial, ambientação Endereço: R. Laplace, 96 / 4º andar, Brooklin – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 5561-6593 E-mail: kw@keenwork.com.br Site: www.keenwork.com.br

L+M GETS

Segmento: Arquitetura, design, montagem, manutenção, gestão de tecnologia e infra-estrutura Portfólio: Projetos hospitalares, projetos de design hospitalar Endereço: R. Fidencio de Ramos, 100 / 1ºandar – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3215-8200 E-mail: lmgets@lmgets.com.br Site: www.lmgets.com.br

LUMEN DESIGN

Segmento: Identidade visual, marcas e corp.,embalagem, ambientação Prêmios: IDEA Brazil, 2008/2009, IF na Alemanha Portfólio: Hospital Pequeno Príncipe Endereço: R. Domingos Nascimento, 512, Bom Retiro – Curitiba/PR Tel/Fax: (41) 3338-9006 E-mail: lumen@lumendesign.com.br Site: www.lumendesign.com.br

M DESIGN

Segmento: Design Portfólio: Aché Laboratórios, Biosintética, Farmasa, Johnson&Johnson Endereço: R. Paulo Franco, 286 – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3833-0969 E-mail: contato@mdesign.art.br Site: www.mdesign.art.br

MADRIGANO

Segmento: Design e Arquitetura Endereço: R. Ângelo Dias, 45 / 2ºandar cj.15, Centro – Blumenau/SC Tel/Fax: (47) 3335-0312 E-mail: contato@madrigano-hospitalar.com.br Site: www.madrigano-hospitalar.com.br

MEGABOX DESIGN E SOLUÇÕES

Segmento: Produto, gráfico, embalagem, prototipagem, produção de lotes piloto e engenharia de produto Portfólio: Bio Design, Sanifil, LacTec, HS Technology, PZL Endereço: Av. São Sebastião, 1213, Cx.Postal 160, Centro – Quatro Barras/PR Tel/Fax: (41)3672-3663 E-mail: vinicius@megaboxdesign.com.br Site: www.megaboxdesign.com.br Prêmios: IF 2006, IF 2009, IF 2011, IF 2012, Museu da Casa Brasileira MCB 2012.

OGGI DESIGN

Segmento: Design estratégico e de produtos Endereço: R. Fernandes Tourinho, 470 / sala 1010, Savassi – Belo Horizonte/MG

Tel/Fax: (31) 9631-0862 E-mail: tulio@oggidesign.com.br Site: www.oggidesign.com.br

Tel/Fax: (11) 3815-8429 E-mail: superbacana@superbacanadesign.com.br Site: www.superbacanadesign.com.br

OZ DESIGN

TATIL DESIGN

Segmento: Branding, identidade visual de marcas, design de embalagem, ambiental e editorial Endereço: R. Andrade Fernandes, 303, Vl. Madalena – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3024-2670 E-mail: vera@ozdesign.com.br Site: www.ozdesign.com.br

QUESTTO DESIGN

Endereço: R. Caraíbas, 1151, Perdizes – São Paulo/ SP Tel/Fax: (11) 3875-5552 E-mail: info@questtono.com.br Site: www.questtono.com.br

RAF ARQUITETURA E PLANEJAMENTO

Segmento: Design de objeto, gráfico, equipamento urbano, interiores, arquitetura Portfólio: Unimed, Hospital Pró Criança, Instituto de Traumoto-Ortopedia, Hospital Municipal Ronaldo Gazolla – Acari/RJ, CAARJ Endereço: R. São Clemente, 452 – Botafogo/Rio de Janeiro Tel/Fax: (21) 2539-2879 E-mail: raf@rafarquitetura.com.br Site: www.rafarquitetura.com.br

RED BANDANA

Segmento: Promoção e design Portfólio: La Roche-Posay, Biotherm Endereço: R. Visconde de Pirajá, 04 / cobertura 01, Ipanema – Rio de Janeiro/RJ Tel/Fax: (21) 2287-0202 E-mail: redbandana@redbandana.com.br Site: www.redbandana.com.br

SIMETRIA ARQUITETURA

Segmento: Design de objeto, gráfico, equipamento urbano, interiores Endereço: SEPS, 714/914 / Bloco E, sala 233 – Brasília/DF Tel/Fax: (61) 3345-4093 / (61) 3346-3406 E-mail: simmetria@simmetria.com.br Site: www.simmetriaarquiteura.com.br

SPO DESIGN

Segmento: Desenvolvimento de embalagem Endereço: R. Costa Carvalho, 109, Pinheiros – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3168-9166 E-mail: spodesign@spodesign.com.br Site: www.spodesign.com.br

STUDIO INO

Segmento: Arquitetura e design de produto Endereço: R. Apinajés, 1718, Sumaré – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3868-4664 E-mail: contato@studioino.com.br Site: www.studioino.com.br SUPERBACANA DESIGN Segmento: Gráfico, identidade visual de marcas e corporações Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2012 / 6º andar, Pinheiros – São Paulo/SP

Segmento: Design gráfico, tridimensional, estratégia de comunicação em PDV Portfólio: Unimed Endereço: Estrada da Gávea, 712 / loja 101/104, São Conrado – Rio de Janeiro/RJ Tel/Fax: (21) 2111-4200 E-mail: tatil@tatil.com.br Site: www.tatil.com.br

VALÉRIA LONDON BRANDING E DESIGN

Segmento: Branding e design Portfólio: Clínica Perinatal de Laranjeiras, Centro Médico BarraShopping, Clínica São Vicente, Casa de Saúde São José, Centro Pediátrico da Lagoa, Hospital Pró Criança, Hospital Barra D’Or, Hospital Copa D’Or, Hospital de Olhos de Niterói Endereço: Av. das Américas, 500 / Bloco 4 – S.209, Downtown – Rio de Janeiro/RJ Tel/Fax: (21) 2275-4648 / (21) 2275-4897 E-mail: vldesign@vldesign.com.br Site: www.vldesign.com.br

VRD RESEARCH – DESIGN AS STRATEGY

Segmento: Design estratégico e inovação (pesquisa, desenvolvimento e implementação) Endereço: R. João Arruda, 220, Perdizes – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3467-5059 E-mail: americas@vrdresearch.com Site: www.vrdresearch.com

WEDO MARKETING PROMOCIONAL

Segmento: Marketing promocional Portfólio: Amil Endereço: R. Visconde de Carandaí, 28, Jd. Botânico – Rio de Janeiro/RJ Tel/Fax: (21) 3205-9008 E-mail: wedo@wedo.com.br Site: www.wedo.com.br

ZANETTINI ARQUITETURA PLANEJAMENTO E CONSULTORIA

Segmento: Escritório de arquitetura Portfólio: Hospital Santa Teresa novo bloco, Hospital Saúde Mulher, Passarela Instituto Dr. Arnaldo – INCOR- Ambulatório do Hospital das Clínicas Endereço: R. Chilon, 310 – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3849-0394 / 2557 / 9992 E-mail: zanettini@zanettini.com.br Site: www.zanettini.com.br

ZOL DESIGN

Portfólio: Laboratório Fleury (Projeto de sinalização) Endereço: R. Cônego Eugênio Leite, 623 / cj.12, Pinheiros – São Paulo/SP Tel/Fax: (11) 3061-2672 E-mail: zoldesign@zoldesign.com.br Site: www.zoldesign.com.br


Arquitetura

Domingos Fiorentini O arquiteto, médico e seu legado

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omingos Marcos Flávio Fiorentini, personalidade de destaque do setor hospitalar brasileiro, faleceu na tarde de 21 de setembro deste ano e foi velado, no dia seguinte, na capela do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O médico e arquiteto - formado pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1974 e pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie de São Paulo em 1980, respectivamente – deixa um legado inestimável à arquitetura no universo hospitalar brasileiro. Domingos Fiorentini, como foi conhecido, exerceu a profissão de arquiteto hospitalar e atingiu a respeitável marca de 47 anos de experiência no ramo. Em 1966, no início da carreira, já era desenhista e se preparava para entrar na faculdade de arquitetura. No final daquele ano, foi chamado para um trabalho extraordinário em uma empresa que projetava hospitais. Foi o despertar de uma paixão. Domingos se deixou encantar pela arquitetura hospitalar e definiu ali sua vocação, consolidando a ideia de seguir carreira como arquiteto. Já trabalhando como projetista de hospitais, Domingos sentia a necessidade de compreender o universo hospitalar em profundidade para poder fazer projetos que oferecessem o melhor da tecnologia e incorporassem avanços conceituais atendendo a divisão dos espaços e a integração dos profissionais em benefício dos usuários. Então decide cursar a faculdade de medicina, e em 1974, ele se forma pela PUC. Nesse tempo já era reconhecido como projetista de hospitais. Ainda em 1972, Fiorentini cursava a faculdade de medicina quando começou a dar aulas em cursos de especialização que o IPH (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Pesquisa de Hospitais) organizava em todo o país. No ano seguinte o IPH funda a primeira Faculdade de Administração Hospitalar da América La-

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tina, tendo Domingos Fiorentini como professor pioneiro. Em seguida ele se torna vice-presidente da instituição e, posteriormente, assume a diretoria executiva por quase 30 anos. Em 1980 Domingos se forma em arquitetura pelo Mackenzie, embora, nessa época, o já médico Domingos havia se tornado um dos maiores projetistas do setor hospitalar brasileiro, tendo participado inclusive dos projetos do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Dotado de grande energia, talento e espírito inovador, possuía vasta cultura e múltiplos interesses, sendo um autêntico “homem da renascença” que fará falta ao setor hospitalar brasileiro. Felizmente a Fiorentini Arquitetura continua suas obras com uma importante característica que herdou de seu fundador: o foco na racionalidade para transformar ideias criativas em soluções eficazes e duradouras, onde a razão e a sensibilidade se transformam em plasticidade e funcionalidade.


Design Emocional

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o focar no sensorial e emocional do ser humano, o novo conceito promove o bem-estar e estimula a recuperação do paciente A Smile Company foi tema central em matéria elaborada pela revista Healthcare Design Magazine - revista norte-americana conceituada e considerada uma das mais importantes na área de design médico. A empresa foi chamada pelo Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, para aperfeiçoar a experiência de seus visitantes, pacientes e funcionários, tornando o ambiente mais agradável. “Um hospital é um ambiente especial e delicado no que se refere à vulnerabilidade e ao sentimento das pessoas, por isso se torna uma oportunidade favorável à aplicação de Design Emocional” ressalta Angela Pinto, sócia-diretora da empresa. A utilização de imagens de ambientes naturais (biophilia), que comprovadamente gera um impacto neurológico positivo, junto com aromatização, foram ferramentas utilizadas pela Smile Company para minimizar ansiedade que a visita a um hospital possa criar e potencializar a percepção de satisfação no projeto para o Hospital. No novo acesso à traumatologia, uma bela figueira de 30 metros quadrados cria um marco visual proporcionando tanto bem estar quanto auxiliando na navegação dos visitantes. O projeto abrange os acessos principais, circulação, cafeteria, estar de visitantes e centro de radioterapia. O estímulo olfativo, composto por erva-cidreira a cítrico, foi escolhido pelo seu poder relaxante e identificação direta com o estímulo visual que propomos. Dez difusores escondidos em um mobiliário desenhado especialmente preenchem o percurso de acesso ao hospital e estar de visitantes. “No design emocional, quanto mais sentidos conseguirmos atingir, mais efetiva será a experiência” afirma Vanessa Zaffari, sócia na Smile Company™.

O feedback obtido após a intervenção foi tal que o hospital planeja aplicar o conceito nas Unidades de Tratamento Intensivo, incluindo a pediátrica. “A abordagem de Design Emocional feita pela Smile Company vai de encontro a nossa constante busca pelo aperfeiçoamento da experiência dos nossos pacientes e visitantes.” diz Nestor Zimmerman, engenheiro chefe do HMD. A aplicação do Design Emocional não se restringe a hospitais, também foram desenvolvidos projetos para clínicas, lojas e bancos.

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Segurança Elétrica

por Alberto Coutinho – Diretor Executivo de Projetos e Tecnologias da ELETEL

O papel da energia elétrica dos hospitais

1. Introdução/contexto atual: O Sistema de energia elétrica é a principal e mais importante facilities em um Hospital, sendo responsável em manter em pleno funcionamento todos os sistemas e equipamentos que suportam os processos de negócios, procedimentos clínicos e assistenciais da instituição. As instalações elétricas de um Hospital são as mais complexas de se projetar, comparadas a qualquer outro tipo de empreendimento, pois tudo que se pensa em infraestrutura e tecnologia é aplicável e utilizado nas organizações hospitalares. Claramente, nas décadas de 70 e 80 os proprietários e administradores de Hospitais, não esperavam o “boom” (expansão) que aconteceu na Área de Saúde, bem como a grande quantidade de equipamentos eletromédicos, sistemas e tecnologias que são necessários atualmente para manter a sua operação. Em muitas destas organizações, ainda são as instalações elétricas projetadas nesta época, com suas reservas técnicas esgotadas e componentes elétricos com seus ciclos de vida alcançados, que suportam as atuais aplicações hospitalares. Nos dias de hoje, cada vez mais, os Hospitais ne-

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cessitam de sistemas elétricos confiáveis e seguros, que possuam alta disponibilidade operacional e que estejam preparados para funcionar em situações emergenciais. Desta forma as instalações elétricas devem ser cuidadas da mesma forma que é tratada a saúde dos pacientes. 2. Classificação da energia elétrica nos hospitais: Dentro do sistema elétrico no ambiente hospitalar, a energia é classificada conforme a sua característica de fonte de fornecimento e, portanto, de acordo com a confiabilidade do seu sistema de suporte. Sendo assim temos: 2.1 Sistema de Energia Elétrica Normal: Trata-se da energia fornecida pela Concessionária Local, sem nenhum tipo de tratamento ou condicionamento, e que é utilizada para aplicações de baixa responsabilidade, sendo: (Iluminação, Tomadas de uso geral, equipamentos e instalações de uso não específico). As cargas elétricas ligadas neste tipo de energia ficam condicionadas somente ao fornecimento da Concessio-


Engenheiro Alberto Coutinho com os geradores do Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo

nária, isto é, as instalações e equipamentos por ela alimentados. Assim, eles estarão sujeitos a paralisações em casos de cortes de fornecimento de energia, bem como sujeitos a toda e qualquer perturbação que o sistema elétrico externo ao hospital possa apresentar, tais como: harmônicas, distorções, ruídos, transientes e etc. 2.2 Sistema de Energia Elétrica de Emergência: Em condições normais de fornecimento pela Concessionária de energia, esta classificação se comporta com os mesmos fatores que a energia normal, isto é, com influência de agentes externos ao sistema elétrico do hospital, porém, quando da falta de energia elétrica da Concessionária ou anormalidades externas, o sistema de emergência será alimentado por Grupos Motores Geradores (GMG’s) que entram automaticamente em funcionamento em até 15 segundos, conforme as normas aplicáveis. Este tipo de energia é utilizado em áreas de grande responsabilidade nas atividades hospitalares, quer sejam no nível assistencial, quer seja no nível de segurança destas atividades e das pessoas que dela se utilizam. Por possuir esta característica, de pouco tempo

de interrupção quando da falta da energia normal da Concessionária, sua utilização concentra em: • Equipamentos específicos operacionais, que podem suportar um breve intervalo de falta de energia elétrica, sem que, contudo percam suas características operacionais, quando esta estiver restabelecida; • Iluminação de suporte (corredores, salas, enfermarias, quartos, etc.); • Tomadas de equipamentos importantes, porém de uso específico; • Suportar todas as cargas críticas ligadas no Sistema NoBreak; • Instalações especiais tais como: Pronto-Socorro, Centro de Diagnóstico, Hemodiálise e outros. 2.3 Sistema de Energia Elétrica Ininterrupta – UPS- No-breaks Os “UPS” (Uninterruptible Power Supply), conhecidos como NoBreaks, são equipamentos que devem estar ligados no sistema de energia de emergência e, portanto, alimentados por duas fontes de energia, isto é, pela Concessionária em regime normal e pelo sistema de Gerado-

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Segurança Elétrica

res quando da falta de alimentação externa. Esta energia é condicionada eliminando todas as influências externas. A energia fornecida pelo “NoBreak” é de alta qualidade, isto é, sem variações de tensão, frequência e outras perturbações pertinentes do sistema elétrico convencional. Por possuírem bancos de baterias autônomos, não ocorre a interrupção do fornecimento de energia elétrica quando ocorre o corte, nem no período que os Geradores necessitam para assumir a carga. Garantindo assim, a continuidade ininterrupta dos serviços que dependem desta fonte de energia elétrica. Os Sistemas NoBreaks são utilizados em áreas previstas em normas que necessitam de energia elétrica de altíssima qualidade e confiabilidade, bem como, para alimentar equipamentos e sistemas de elevada criticidade quanto ao desempenho de suas funções na falta de energia elétrica. As áreas e equipamentos onde se devem usar este tipo de equipamento são fundamentalmente: • Centro Cirúrgico; • UTI’s; • RPA/RPO (Recuperação pós Anestésica/Operatória); • Salas de Emergência; • Pronto Socorro - Setores de Emergência; • Laboratório – Equipamentos Interfaceados; • Setores que possuem procedimentos invasivos; • Todos os setores que possuem equipamentos de apoio a vida. • Setores de Diagnóstico por Imagem para os equipamentos de processamento e comando; • Central de Segurança; • Sistemas de CFTV; • Sistema de Detecção de Incêndio; • CPD/Datacenter; • Rede de Computadores (Switches / Vo_IP); • Postos de Trabalho de Informática vitais as atividades do hospital (Internação, Postos de Enfermagem, Farmácias, etc.); • Outros ambientes de aplicações especiais. Sendo assim, cada tipo de área, equipamento ou até departamento pode possuir um ou mais tipos de energia elétrica com tratamento diferenciado pela sua carac-

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terística de fonte, portanto, faz-se necessário definir no projeto como identificá-las durante uma nova instalação, preparando os sistemas elétricos para que no decorrer do tempo seja possível realizar ampliações, reformas e também atividades de manutenção. Deve ser previsto atendimento diferenciado para as cargas deformantes do Hospital, tais como motores, elevadores, Raios-X, tudo para que estas cargas não gerem interferências nos sistemas elétricos que suportam as demais cargas elétricas. 3- Componentes do sistema elétrico nos hospitais: Após a classificação das cargas conforme as fontes de energia, devem ser dimensionados e implementados os seguintes componentes para o Sistema Elétrico de um hospital: 3.1 Instalações em Média Tensão (MT): No território brasileiro, geralmente são disponibilizados pelas Concessionárias Locais, infra-estruturas de Média tensão em 13,8kV, 21kV e 34,5kV, para os Hospitais. 3.2 Subestação Rebaixadora de Tensão: A Subestação elétrica é o local onde ocorre o rebaixamento da Tensão fornecida pela Concessionária para as tensão de alimentação das cargas elétricas do Hospital (380V, 220V e 127V). Na Subestação também são posicionados os principais Quadros Gerais de Baixa Tensão QGBT’s para distribuição primária das categorias e classes de Energia (Normal, Emergência e No-Break). 3.3 Sistema de Geração e Co-Geração de Energia: Existem as seguintes modalidades para gerar energia de forma alternativa nos Hospitais, sendo: • Geração Stand By – Sistema de Geração em Emergência • Geração em horário de ponta – Paralelismo com a Concessionária • Geração PRIME – Planta de Geração de Energia (24 horas) • Co-Geração de Energia – Planta de Geração de energia (24 horas) com reaproveitamento térmico; Para atender as normas vigentes as organizações Hospitalares devem possuir a Geração Stand-By ou Sistema de Geração em Emergência, restabelecendo energia para as cargas críticas em até 15 segundos.


3.4 Sistema No-Breaks: Sistema de Energia Condicionada para atender as áreas de altíssima criticidade (exemplos de áreas citadas no item 2.3). Pode ser adotado o conceito de NoBreaks Centrais ou Distribuídos, porém, para setores de missão crítica devem ser utilizados equipamentos redundantes. 3.5 Sistema IT Médico: Este sistema é responsável pela monitoração de corrente de fuga e resistência de aterramento em áreas hospitalares como: Centro Cirúrgico / UTI/ Salas de Emergência, visando a proteção complementar para os médicos e pacientes. 3.6 Distribuição de Energia em Baixa Tensão: A distribuição de energia nas dependências hospitalares se dá através de através Busways, Cabos e Painéis nas categorias (Normal, Emergência e NoBreak), bem como, a distribuição em réguas eletromédicas, réguas estativas e demais acessórios de apoio. 3.7 Sistemas de Iluminação: Para um sistema de iluminação adequado para um Hospital deve ser realizado estudo e cálculo luminotécnico envolvendo aspectos arquitetônicos (estéticos) com o desempenho funcional dos ambientes, em face ao enquadramento das normas técnicas aplicáveis. Deverá ser dimensionado sistema de Iluminação Normal, Emergência, Blocos Autônomos, bem como iluminação de balizamento para rota de fuga. 3.8 Sistema de Proteção contra Descargas Atmosférica Sistema responsável pela proteção predial contra efeitos decorrentes de fenômenos atmosféricos. 3.9 Sistema de Aterramento Equipotencial Deve ser instalado Sistema confiável de aterramento para que todas as instalações tenham a mesma referência (equipotencialização) 3.10 Protetores de Surtos: Deve ser instalados para proteção complementar das cargas importantes. Estes dispositivos geralmente são instalados nos quadros parciais dos Departamentos.

3.11 Seletividade Elétrica: Objetiva a coordenação das proteções elétricas em face aos riscos ocasionados por distúrbios (curto circuito, sobre-corrente, sub-tensão, potência reversa, e outros) das instalações elétricas a serem projetadas. 4- Segurança, confiabilidade e alta disponibilidade Estes três pilares são aspectos imprescindíveis para o sucesso das instalações elétricas nos empreendimentos hospitalares. As instalações devem ser concebidas para operar em situações de emergência, para isto, o sistema elétrico deve estar dotado de contingências de fontes e distribuição de energia para que sejam realizadas manobras sem comprometer a continuidade da operação do Hospital. Segue algumas considerações importantes para aumentar a segurança e confiabilidade nos sistemas elétricos: • Verificar a possibilidade de possuir segunda entrada de energia junto a Concessionária; • Realizar estudo para implantação de Unidade Autônoma de Energia em Média Tensão para manter 100% do complexo hospitalar na falta de energia, neste caso existe a possibilidade da redução de custo, com o sistema operando em horário de ponta (ex: das 17:30h ás 20:30h em SP). Para potências acima de 2MW o retorno deste investimento se dá entre 05 a 07 anos; • As Subestações devem possuir Transformadores Redundantes conforme recomenda as normas vigentes para EAS (Estabelecimentos e Assistência a Saúde). Em casos que existam somente um único transformador, e havendo uma falha neste, mesmo tendo a energia da Concessionária, ou do Sistema de Geração em Média Tensão não é possível restabelecer a energia para as dependências internas do Hospital; • Os Quadros Gerais de Baixa Tensão (QGBT´s) devem possuir dispositivos de contingência e By-pass para possibilitar manobras emergenciais, bem como desligamento parcial do sistema para atividades de manutenção. Para as principais cargas ligadas nos QGBT´s, deve ser utilizado disjuntores extraíveis e possuir componentes sobressalentes nas dependências do Hospital em caso de falha/avaria. • Mesmo tendo Unidade Autônoma de Energia, os

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Segurança Elétrica

Hospitais não devem abrir mão do Sistema de Geração em Baixa Tensão, este sistema terá o papel de restabelecer a energia com agilidade para os setores críticos. • Caso o Hospital não possua um sistema autônomo de energia (Usina) o Sistema de Geração em Baixa Tensão deve ser constituído por Grupo Motores Geradores (GMG´s) redundantes/ Sistemas de Sincronismo e Paralelismo e Chaves de Transferências Automáticas de alta confiabilidade. O Sistema de Abastecimento, Atenuação Acústica e Descarga de Gases, também deverão ser bem estudados para garantir o funcionamento integral da solução. Para o sistema de Geração de Energia deve ser considerada a utilização de no mínimo 02 Geradores, sendo que um deles tenha capacidade de assumir todas as cargas críticas.• A distribuição das diferentes classes e categorias de energia no decorrer das dependências hospitalares, também devem ser dotadas de contingências para possibilitar manobras emergenciais, bem como desligamento parcial do sistema para atividades de manutenção e ampliação de carga ( Ex: Bus-ways e Painéis elétricos principais de cada andar/setor) • Deve-se utilizar tomadas elétricas específicas para as diferentes categorias de energia e suas aplicações, com tipos e cores diferenciadas. • O Controle de acesso aos painéis elétricos instalados nos departamentos é aspecto fundamental para se evitar desligamentos acidentais. Estes painéis devem ser acessados somente por profissionais habilitados. • O Hospital deve possuir Sistema de Automação e supervisão predial integrado com os sistemas elétricos. Este sistema deve gerenciar a vida e a saúde dos sistemas e equipamentos elétricos que suportam a Instituição, apresentando indicadores confiáveis para tomadas de decisões estratégicas (Ex: Controle de demanda, registro de eventos e falhas, controle de Grandezas elétricas de geradores e NoBreaks e outros) 5- O que fazer para proteger sua instituição de problemas elétricos: Como todos os sistemas existentes em um Hospital, as instalações elétricas também são passíveis de apresentarem defeitos e falhas. A pior situação para os executivos hospitalares é a falsa sensação de segurança no sistema

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elétrico, ou seja, em situações emergenciais o sistema não funcionar. Para esclarecer este tema deve-se solicitar ao responsável pelo sistema elétrico do Hospital realizar as seguintes ações: • Realizar o levantamento completo de suas instalações elétricas, tendo os projetos e As-builts devidamente atualizados; • Efetuar Medições Registradas periódicas para analisar o contexto de carga e demanda atual; • Após análise dos projetos e medições, diagnosticar a situação existente apresentando para o Corpo Diretivo do Hospital os pontos críticos, os riscos e vulnerabilidades da Instituição; • Realizar estudos de casos, simulando situações adversas de falhas e verificando como o seu atual sistema está preparado para não comprometer a continuidade da operação do Hospital; • Propor ações de melhoria que devem ser tomadas por criticidade (de imediato, a curto/médio e longo prazo) visando resgatar a confiabilidade e segurança nas instalações elétricas; Antes de se contratar um projeto para regularizar determinada anormalidade é fundamental desenvolver um plano Diretor de Infraestrutura (Facilities) alinhado com o Plano de Negócios da Organização. A equipe multidisciplinar constituída para a elaboração do Plano Diretor de Infraestrutura deve possuir visão global das necessidades atuais e futuras da organização, quer no aspecto técnico como empresarial. O plano será uma carta de navegação para os administradores hospitalares, implementar os projetos de forma integrada ao cronograma de ações do Hospital; Durante o processo de adequação “retrofitting” de determinados equipamentos e instalações elétricas que tiveram seus ciclos de vida alcançados, deve ser contratado um projeto de engenharia e posteriormente ser elaborado um planejamento altamente seguro com logística eficiente para que os serviços possam ser executados sem colocar em risco a Instituição e seus pacientes. Em muitos casos será necessário realizar instalações provisórias confiáveis e até mesmo alugar equipamentos (Geradores/


Transformadores) para não comprometer a segurança das atividades.

6.1 Documentação das Instalações Elétricas (As-Builts): Os diagramas unifilares, trifilares e funcionais de toda a instalação elétrica deverão estar sempre atualizados, de forma a fornecer subsídios confiáveis quando da elaboração de novos projetos e principalmente nas intervenções da manutenção em caso de defeitos.

de forma a se garantir o perfeito funcionamento do sistema e se ter um banco de dados para acompanhamento de manutenções preventivas. • Aferição das proteções Anualmente deverá ser realizada a aferição das proteções principais do sistema elétrico, garantindo sua perfeita atuação na ocorrência de defeitos. Deverão ser programadas manutenções preventivas anuais para os Painéis de Média Tensão, Transformadores e Quadros de Distribuição de Baixa Tensão. • Geradores de emergência Diariamente deverá ser verificado o nível e o sistema de aquecimento da água de arrefecimento bem como o sistema de carregador e baterias de acumuladores. Quinzenalmente ligar os geradores em carga, caso não tenham sidos solicitados neste período.

6.2 Manutenções preditivas e preventivas: • Rotinas de Manutenção” Deve ser criada uma rotina de manutenção semanal, mensal e anual, conforme a criticidade de cada tipo de instalação. As manutenções devem ocorrer sem prejudicar a continuidade de operação do Hospital. • Termografia: A termografia (medição remota de temperatura através da radiação infravermelha) é uma ferramenta utilizada para se detectar pontos de aquecimento no sistema elétrico, causados principalmente por maus contatos. Por se tratar de medição sem contato físico e sem desligamento do sistema, permite a inspeção de grande quantidade de equipamentos em espaço reduzido de tempo. Deve ser realizada anualmente e sempre que uma manutenção preventiva esteja programada, facilitando as intervenções corretivas necessárias. • Testes de componentes sobressalente (Spare Parts): Os componentes de alta responsabilidade que possuem peças sobressalentes (disjuntores de média tensão, disjuntores abertos de baixa tensão, etc.) devem ser testados anualmente, de forma a garantir sua integridade quando de sua necessidade de substituição. • Comissionamento: A energização de uma nova instalação elétrica deverá ser precedida da realização de comissionamento elétrico,

7. Considerações finais: Conforme o exposto acima, os Hospitais que estão preparados para enfrentar uma falta de energia prolongada (blackout), são aqueles que possuem sistemas de Geração de Energia Contingentes. A situação mais segura é quando a Instituição possui um Sistema de Geração de Energia em Média Tensão (Usina de Energia) e Sistema de Geração em emergência em Baixa Tensão. Vale ressaltar que o sistema elétrico quando não é bem concebido e implementado de forma inadequada, gera falhas e defeitos inesperados, fazendo às vezes a Instituição e seus principais executivos passarem por situações constrangedoras. É fundamental acertar na concepção do projeto elétrico e posteriormente na fase da instalação, onde se devem utilizar equipamentos certificados e de alta qualidade. É importante estar cercado de bons profissionais com larga experiência para estas implementações. Em virtude das constantes atualizações e crescimento das organizações hospitalares, a complexidade e responsabilidade dos Sistemas Elétricos tende a aumentar cada vez mais, portanto, é importante que os Hospitais possuam um time de profissionais habilitados em definir os conceitos dos novos projetos e gerenciar as instalações elétricas. “A inteligência deve estar dentro das Instituições”, pois será este “time” de profissionais que acompanharão o dia a dia do Sistema Elétrico.

6. Ciclos de vida das instalações elétricas: Os projetos elétricos devem proporcionar para o empreendimento uma infraestrutura preparada para no mínimo 25 anos de utilização, desta forma, em face da responsabilidade do sistema elétrico é importante manter as instalações conforme as considerações abaixo:

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Tecnologia

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H

ospitais são edificações complexas e sua infraestrutura deve levar em conta a peculiaridade dos serviços prestados, oferecendo desempenho com elevada resolubilidade e custos de implantação e operação compatíveis com orçamentos racionais e comprimidos. A partir dos aspectos citados, os profissionais como designers, arquitetos e engenheiros responsáveis pela edificação desses estabelecimentos tem a missão de auxiliar nas definições de critérios para escolha dos sistemas funcionais, assim como para a construção e operação destes “edifícios-cidades”. Ou seja, edifícios que agrupam uma série de unidades diversificadas e interdependentes, que realizam funções complementares específicas e, portanto, com requerimentos de instalações diferenciados. O Papel das Portas nos Hospitais Dada a diversidade das atividades realizadas nos complexos hospitalares e as normas, como as estabelecidas pela RDC n. 50 de 2002, que visam o conforto, as condições de circulação dentro das edificações hospitalares e o controle da infecção hospitalar, as portas hospitalares tem um papel particularmente importante nestes edifícios. Assim, a escolha das portas hospitalares precisa atender as diferentes necessidades. É possível encontrar portas de

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correr, batentes - de chumbo ou em vidro, portas dotadas de vidros eletropolarizados, que permitem mudar a transparência das folhas para atender necessidades concretas de privacidade, portas com hermeticidade, comandadas automaticamente ou por sensores de presença, além de outras variações. Vale lembrar que todas elas devem cumprir requisitos de funcionalidade. Manusa – 45 anos de experiência em portas hospitalares Na Manusa somamos mais de 45 anos de experiência internacional em soluções de acesso especializado para ambientes hospitalares. Além de projetar, fabricar e instalar portas automáticas para atender projetos específicos em EAS – Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, oferecemos apoio técnico e consultoria de aplicação para arquitetos e engenheiros. Além das melhores soluções em portas hospitalares, dispomos de extensa linha de tecnologias e acessórios complementares para a completa automação dos sistemas de acesso hospitalar. Conte com nossa experiência para equipar seu hospital com as mais avançadas e melhores Portas Automáticas Hospitalares do mercado.


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