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Ano I - nº 04, janeiro/2012

www. exibidor. com . br

50

A R A P S A C I D

S E R È I N O B BOM

+

Projeção digital

Necessidade de um bom Servidor

Atendimento

Equilíbrio na relação fornecedor e consumidor

Prêmio ED 2011

Cobertura completa do evento


SOMENTE NOS CINEMAS


Disney.com.br/JohnCarter ©2012 Disney

JOHN CARTER™, JCM Design™ ERB, Inc. used with permission.


Editorial

Demorou, mas chegou Expediente

M

Edição e direção Marcelo J. L. Lima

A Revista Exibidor é uma revista trimestral e já bastante aguardada por seus leitores.

Redação Natalí Alencar (MTB 51480) natali@exibidor.com.br

ais uma edição da Revista Exibidor chega a suas mãos. E iniciamos com um humilde pedido: “Desculpe-nos pelo atraso!“

Porém, esta quarta edição está chegando com 30 dias de atraso. O motivo foi o adiamento do Prêmio ED de 9 de dezembro para 19 de janeiro. Não queríamos deixar o evento de fora desta edição, uma vez que a Revista é uma das grandes apoiadoras e a

Arte Raphael Grizilli raphael@exibidor.com.br

E para compensar este atraso, temos excelentes reportagens, desta vez, com foco fora

Revisão Talita Garcez talita@exibidor.com.br

Tonks, realizadora desta revista, é co-realizadora do próprio prêmio.

das cabines de projeção. Ainda temos uma reportagem em que o leitor poderá entender

melhor a importância de escolher um bom servidor para o seu projetor digital. Porém, a matéria de capa é dedicada a outra área igualmente importante para um cinema: a

Comercial e anúncios faleconosco@exibidor.com.br Tel.: (11) 2099 0308

Relacionamos 50 dicas com ajuda dos mais diferentes profissionais da área para que

Colaboradores Marcos Bitelli, Antonio Lima Neto e Espaço/Z

Bombonière.

qualquer exibidor consiga melhorar sua gestão e aumentar as vendas na bombonière. Estas dicas irão mostrar como é fácil executar uma rotina simples e ter uma bombonière bem sucedida.

Impressão Vox Editora www.voxeditora.com.br

Também temos uma entrevista interessante com Bob Lambermont, gerente geral da

Tiragem de 1500 exemplares com distribuição dirigida e gratuita.

oportunidade para enxergarmos qual a visão de um fornecedor em relação à digitaliza-

Correspondência Rua Ênio Voss, 78 São Paulo (SP) | 02245-070 Tel: (11) 2099 0308 faleconosco@exibidor.com.br www.exibidor.com.br

Barco no Brasil, líder em comercialização de projetores digitais no País. É uma boa ção do nosso parque exibidor.

Questionamos alguns “Procons” para saber quais são os direitos dos cinemas em relação a um cliente sem razão e, muitas vezes, violento.

E é assim que apresentamos a quarta edição da Revista Exibidor. A próxima marca o

A Revista Exibidor é uma publicação trimestral da:

aniversário do primeiro ano de uma revista lançada despretensiosamente e já é aguardada com carinho por profissionais de todo Brasil.

Assim, terminamos com um “Obrigado pelo seu Apoio!“

www.tonks.com.br Os artigos assinados não refletem neces-

sariamente a opinião da Revista Exibidor. Proibida a reprodução parcial ou total do

Marcelo J. L. Lima marcelo@exibidor.com.br

4 | Exibidor, janeiro/2012

conteúdo sem autorização da Tonks.

Este exemplar faz parte do Acervo da Cinemateca do Rio de Janeiro.


Espaço do Leitor

O grupo Cin eart gostaria de parabenizar a revista Exi bidor. Ela é necessária ao nosso segm ento e traz informações e reportagens seguras, interessantes e atuais.

a, benizar pela revist , gostaria de para bre so Em primeiro lugar r la ha ouvido fa elente da qual tin . al uma iniciativa exc fin o o resultad da não tinha visto de ta o projeto, mas ain tra ANCINE, ificamente, aqui na ura Minha área, espec ert ab dados de r atualizados os acompanhar e mante s informações tra ou mo las, bem co e fechamento de sa ho um interesse . Além disso, ten sobre este segmento volvi pesquisas de sobre o qual desen pessoal pelo setor, mestrado. especialização e // Carla Sobrosa

// Luciana F reitas Goula rt –

bom”, já é “tudo de A Revista receber a iosos para ns a s mo ta es s à equipe ão. Parabén próxima ediç indefectível.

Cineart

A. Peiris // Charles

Ancine Cinema e Vídeo - Coordenação de

A Revista está de parabéns, esclarece informações importantes aos exibidores. Aproveitando, gostaria de sugerir uma matéria sobre o 3D/35mm que vem se espalhando pelo País, e que muda um pouco a tendência do 3D Digital ser unanimidade. Um forte abraço.

Queremos saber também a sua opinião. Envie seus comentários para: faleconosco@exibidor.com.br.

// Jack Silva - Cine Imperator 3D

Empresas e Instituições Citadas A

E

P

ANCINE / 08, 10, 31

Electrolux / 15

Paramount / 43

B

ESPM / 25

Procon-MG / 36

Arts Alliance Media / 09 Barco / 09, 14, 15, 16, 17, 22

Espaço de Cinema / 10 Event Cinemas / 39, 40

Petrobras / 15

Procon-RJ / 35, 36

Beyond All / 10

F

Procon-SP / 35, 36

Bradesco / 15

Fox Film / 43, 44

R

G

Roxy Cinemas / 10

BNDES / 10

C Casablanca / 22

Centauro / 16, 22

Centerplex Cinemas / 08, 10, 25, 35 Cineart / 10

Cinedigm / 10

Cinemaequip / 21 Cinemais / 09, 10

Cinemark / 09, 39, 42, 43, 44

Cinematográfica Araújo / 10 Cinépolis / 09, 16, 43, 44

GDC / 09, 21, 22 GM / 15

GNC Cinemas / 10

Grupo Severiano Ribeiro / 10, 50

H Hoyts Cinemas / 39, 40

I IHS / 08

Imagem Filmes / 43, 44 Itaú / 15

Cinesystem / 16, 42, 43, 44

K

CPTM / 15

M

Cinevise / 09

D Dolby / 21, 22

DOREMI / 21 Disney / 13

6 | Exibidor, janeiro/2012

Kelonix / 22 Marvel / 13

Mavalério / 25

MKPE Consulting, LLC / 10 Moviecom Cinemas / 10

S SEECESP / 42

Sony Pictures / 11, 12, 43, 44

T TCE / 16

Telefônica / 15 Telem / 16, 22 TIM / 15

Turn it on / 16

U UCI Cinemas / 36, 50

V Vale / 15

Vivo / 15

W Warner Bros / 12, 43, 44

inemas – Circuito C


Sumário

Guia das Bombonières/24

Confira 50 dias para melhorar a gestão e administração das bombonières

notícias/08

Giro pelo mercado

claquete.com/11 Novidades do cinema

entrevista/14

Bob Lambermont, da Barco

tecnologia/20

Importância do servidor na projeção digital

artigo legislação/31

“Carona” legislativa das medidas provisórias

atendimento/34 Como agir quando o cliente ultrapassa seus limites

mundo a fora/38

Conheça os cinemas da Nova Zelândia

Prêmio ED/42

Veja os vencedores da edição 2012

artigo rh/47

Planejamento para 2012

agenda/48

Próximos lançamentos

trajetória/50

Grupo Severiano Ribeiro, do cinema mudo ao cinema digital

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Notícias

Complexo totalmente digital em SP © Divulgação

A rede Centerplex Cinemas inaugurou em dezembro o seu 14º complexo. Ele é o primeiro totalmente digital localizado no Estado de São Paulo.

CinemaCon 2012 Será realizada de 23 a 26 de abril no Caesars Palace em Las Vegas, a CinemaCon, um dos eventos mais esperados no segmento cinematográfico mundial. A feira e exposição têm o apoio da NATO (National Association of Theatre Owners) e conta com grandes parceiros, como a NAC (National Association of Concessionaires) e a ICTA (International Cinema Technology Association). No encontro, os participantes têm contato com as últimas produções cinematográficas e descobrem as principais novidades em termos de produtos e tecnologias.

A infraestrutra do local conta com quatro salas no formato Stadium, sendo duas com tecnologia 3D.

Para a edição deste ano, são esperados mais de 5 mil visitantes, entre exibidores, distribuidores, produtores e demais profissionais do cinema de todo o globo.

Com esta nova inauguração, a rede Centerplex passa a ter 46 salas espalhadas pelo Brasil.

Mais informações: www.cinemacon.com.

Situado em Caraguatatuba, litoral norte, o novo cinema fica no Serramar Parque Shopping (Av. José Herculano, 1086).

“Estamos muito satisfeitos com esse novo empreendimento, principalmente por ser o primeiro complexo totalmente digital. O estado de São Paulo merecia este presente”, comemora o diretor da rede, Marcio Eli Leão de Lima.

Pesquisa prevê fim da projeção em 35mm Um estudo realizado pela IHS Screen Digest Cinema Intelligence Service revelou que em 2012 a projeção digital ultrapassará a projeção em 35mm. Segundo o chefe de pesquisas de cinema da IHS, antes do filme Avatar, a projeção digital reunia 15% das salas de cinema no mundo e após o lançamento apresentou crescimento de 17% em 2010 e em 2011.

David Hancock afirma que até o fim de 2012, a participação das projeções de 35mm irá diminuir 37% no mundo e a projeção digital terá 63% do mercado.

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ANCINE reformula portal Em comemoração aos seus dez anos de atuação, a ANCINE (Agência Nacional do Cinema) lançou uma versão reformulada de seu website (www.ancine.gov.br). Além, do novo design, a agência também apresentou seus perfis nas redes sociais Twitter e Facebook. O novo site favorece o acesso rápido e tem uma nova seção – “Brasil nas Telas”, que contém dados sobre os últimos lançamentos nacionais.


Pareceria entre Arts GDC fornece 128 Alliance Media e Cinevise servidores para As empresas Arts Alliance Media (AAM) e Cinevise fecharam acordo para disponibilizar o TMS (Theatre Management System) aos exibidores do Brasil e de toda a América Latina. Situada em Miami e com filial em São Paulo, a Cinevise fornece monitoramento e suporte para equipamentos digitais de cinema.

O primeiro cliente do mercado latino americano a se beneficiar com o acordo foi a Cinemais, empresa que está entre os 10 maiores exibidores do mercado brasileiro e que já está utilizando o TMS em seu complexo totalmente digital de Resende/RJ. Atualmente a Cinemais possui 24 salas digitalizadas e pretende instalar o TMS em todas elas. O próximo complexo a receber a novidade pode ser o de Montes Claros, multiplex de 5 salas totalmente digitais que será inaugurado em janeiro de 2012.

exibidora americana A GDC assinou acordo durante a Showeast, em outubro de 2011, com a Coming Attractions Theatres para disponibilizar 128 servidores digitais do modelo SX-2000A. A integradora ACE vai fornecer e instalar servidores. “A ACE está muito satisfeita em ter sido selecionada para participar deste lançamento com a GDC”, disse Scott Hicks, CEO da ACE. “Estamos extremamente satisfeitos com o progresso desta implantação. As últimas atrações têm demonstrado que a nossa tecnologia de cinema digital realmente melhora a experiência de ir ao cinema”, disse o Dr. Man-Nang Chong, fundador e CEO da GDC.

Projetores Barco © Divulgação

A rede Cinemark instalou o primeiro projetor 4K, modelo DP4K-32B (foto) da Barco. Ele possui resolução quatro vezes maior que o cinema digital convencional. A Barco também será fornecedora de projetores no processo de conversão digital da salas de cinema da rede Cinépolis espalhadas pelo Brasil, México, Índia e Estados Unidos. “A Barco implantará até 3.000 projetores, convertendo todos os atualmente não-digitais e instalando novas telas, de acordo com o crescimento da Cinépolis”, comentou Ivan Cannau, Diretor da Barco México. No Festival do Rio, realizado em outubro último, a empresa participou e instalou projetores de cinema digital em três salas. Na sala de cinema do Armazém 6 do Cais do Porto foi instalado um Projetor Barco Série 2 DP2K-20C, equipado com Real D XL para projeção 3D. Na sala do Cine Odeon, foi instalado um Projetor Barco Série 2 DP2K-23B e no cine Estação Botafogo, um Projetor Barco Série 1 DP-2000.

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Notícias

Exibidores assinam documento para dar início às negociações do VPF

Uma carta de intenções assinada pelos maiores exibidores do país, nomeou a empresa Beyond All, como a integradora oficial responsável por iniciar as negociações de VPF (Virtual Print Fee) junto aos Estúdios de Hollywood e distribuidores independentes do Brasil. Compõem esse time de exibidores, o Grupo Severiano Ribeiro, Cinematográfica Araújo, Espaço de Cinema, Moviecom, Cinesytem, Cinemais, GNC Cinemas, Centerplex, Cineart e a Roxy Cinemas. O objetivo do documento é acelerar o processo de digitalização das salas de cinemas espalhadas por todo o país. Esse processo será financiado pelos Estúdios por meio do pagamento do VPF, uma conquista para o parque exibidor que terá suas salas digitalizadas muito antes do que se esperava. A assinatura deste protocolo de intenções está sendo vista pelos exibidores com muitos “bons olhos”, por ser uma grande conquista para os empresários, já que processos semelhantes de fi-

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nanciamento foram e ainda é o motor propulsor da digitalização bem sucedida nos Estados Unidos e em países da Europa. O CEO da Beyond All, Tiery Tavares, ressalta que a digitalização em outros países pode até servir de exemplo, mas é preciso também prestar atenção nas particularidades do Brasil. “Não podemos simplesmente replicar processos e métodos utilizados no exterior. O Brasil tem várias peculiaridades e não podemos deixar de lado, por exemplo, o fato de que o Brasil é um país de proporções continentais”, defende o empresário. Para auxiliar e atender às possíveis necessidades do exibidor, a Beyond All fechou algumas parcerias. Os exibidores terão o apoio da consultoria MKPE Consulting, LLC – empresa líder no mercado de consultoria na área de tecnologia e entretenimento situada em Los Angeles. Recentemente, o presidente da MKPE esteve no Brasil para se reunir com os exibidores, com a ANCINE e com o

BNDES. A Cinedigm é outra parceria no acordo, ela é pioneira em acordos de VPF e líder de mercado, desenvolvendo softwares que abrangem toda a cadeia de distribuição, exibição e conteúdo alternativo para as salas de cinema. “Acreditamos que as parcerias firmadas entre a Beyond All, MKPE e Cinedigm, trarão vários benefícios para os exibidores no Brasil, uma vez que a pluralidade desta composição se traduz não somente em experiências somadas, mas também em dinamismo nas decisões a serem tomadas junto aos Estúdios em Hollywood”, ressalta Ricardo Difini Leite, sócio da GNC Cinemas, empresa integradora do comitê administrativo do consórcio. O modelo de VPF prevê um financiamento em que os exibidores arcarão com apenas 20% dos custos e os outros 80% serão cobertos por uma nova linha do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) voltada especificamente para a digitalização.


Claquete.com

“As Aventuras de Tintim” ganha Globo de Ouro como Melhor Animação O longa As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn), distribuído no Brasil pela Sony Pictures, foi o vencedor do Globo de Ouro 2012 na categoria Melhor Animação. Dirigido por Steven Spielberg e produzido por Peter Jackson, o filme estreou em 20 de janeiro em todo o Brasil com cópias dubladas e legendadas em 3D e 2D. No primeiro filme da trilogia, o intrépido repórter Tintim, seu desengonçado e leal cachorro Milu e o rude Capitão Haddock devem encontrar um navio perdido, O Licorne, que detém o segredo de um antigo tesouro... e a solução para o enigma de uma antiga maldição. © Divulgação

Sai o primeiro pôster teaser de “The Bourne Legacy”

© Divulgação

Já foi divulgado oficialmente o primeiro pôster de The Bourne Legacy. Na imagem, o seguinte slogan: Prepare-se para o inesperado. O filme conta a história de um agente secreto do governo que se envolve num programa de lavagem cerebral, um pouco mais perigoso do que passou Jason Bourne, protagonista das últimas três produções. Formam o elenco: Edward Norton, Jeremy Renner, Rachel Weisz, Oscar Isaac, Joan Allen, Scott Glenn, Corey Stoll e Albert Finney. No Brasil, a estreia do longa está prevista para 24 de agosto com distribuição da Universal Pictures. Confira o pôster:

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Claquete.com

Warner lança pôster de “Tão Forte e Tão Perto” A Warner Bros. Pictures lançou o pôster nacional de Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud and Incredibly Close), filme baseado no romance Extremamente Alto e Incrivelmente Perto e cujo elenco principal é composto pelos vencedores do Oscar® Tom Hanks, Sandra Bullock, além do estreante Thomas Horn. O filme segue a história do pequeno Oskar desde o doloroso sentimento de perda ao poder de cura da autodescoberta, no trágico cenário dos acontecimentos de 11 de setembro. © Divulgação

Aos 11 anos de idade, Oskar Schell é uma criança excepcional: inventor amador, admirador da cultura francesa, pacifista.

Novos nomes integram o elenco de “Star Trek 2” Os atores Benedict Cumberbatch (foto) e Nazneen Contractor são nomes confirmados para a sequência da nova fase de Star Trek. Já fazem parte do elenco: Alice Eve, John Cho, Simon Pegg, Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana e Anton Yelchin. Continuação do primeiro que foi lançado em 2009 e arrecadou US$ 385 milhões, Star Trek 2 deve estrear em 17 de maio de 2013 nos cinemas norte-americanos, ainda não há previsão de lançamento para o Brasil. © Divulgação

Depois de encontrar uma misteriosa chave que pertencia a seu pai, que morreu no World Trade Center no 11/09, ele embarca em uma incrível jornada – uma urgente e secreta busca por um segredo pelas cinco regiões de Nova York. Enquanto Oskar vaga pela cidade, ele encontra pessoas de todos os tipos, todos sobreviventes em seus próprios caminhos. Por fim, a jornada de Oskar termina onde começou, mas com o consolo da experiência mais humana de todas: o amor. O filme tem estreia prevista no Brasil em 2 de Março de 2012.

Sinopse oficial de “Resident Evil 5” é divulgada A Sony divulgou a sinopse oficial de Resident Evil 5 (Resident Evil: Retribution). O quinto filme da franquia foi escrito e dirigido por Paul W. S. Anderson. Confira trecho da sinopse oficial: “O vírus letal T da Umbrella Corporation continua devastando a Terra, transformando a população global em legiões de mortos-vivos. A última esperança da raça humana, Alice (Milla Jovovich), desperta dentro do coração da mais clandestina instalação de operações da Umbrella e descobre mais sobre seu misterioso passado, a cada passo dentro do complexo. Sem um porto seguro, Alice continua a caçar os responsáveis pela contaminação - uma perseguição que a leva de Tóquio para Nova York, Washington e Moscou, culminando em uma revelação que a forçará a repensar tudo aquilo que ela acreditava ser verdade. Ajudada por seus novos aliados e amigos familiares, Alice deve lutar para viver o tempo suficiente para escapar de um mundo hostil no limite da destruição”. O lançamento nacional do longa está marcado para 14 de setembro deste ano.

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“Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” ganha pôster nacional Foi divulgado no início deste ano o novo pôster teaser em português de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises), terceiro e provavelmente último da recriação do herói pelo habilidoso Christopher Nolan. Na realização deste, Nolan utilizou câmeras IMAX® de maneira ainda mais ampla do que em O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight), que marcou a primeira vez que uma grande produção de um longa-metragem foi parcialmente filmada com câmeras IMAX®. A estreia mundial está prevista para 27 de julho de 2012. © Divulgação

“Os Vingadores” estão em novas artes individuais © Divulgação

Oito novos pôsters foram divulgados pela Marvel e Disney para o filme Os Vingadores (The Avengers). As imagens trazem os Vingadores (Homem de Ferro, Capitão América, Hulk, Viúva Negra, Arqueiro e Thor), além do recrutador da Agência Internacional de Paz, Nick Fury e do inimigo Loki. Cada um com um traço marcante e imponente dos personagens. Distribuído pela Walt Disney Studios, o filme tem lançamento nacional previsto para 27 de abril de 2012. Confira os cartazes ao lado.

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©Divulgação

Entrevista

Bob Lambermont // Barco

A Barco no Brasil, trajetória e

crescimento

Por: Natalí Alencar

Conheça Bob Lambermont, executivo responsável por trazer ao país uma empresa de tecnologia Belga que hoje está entre as mais reconhecidas no mundo na área de projeção para cinemas Aceitar o convite de deixar sua terra natal, a Bélgica, ir para um local distante e entrar num novo mercado foi o grande desafio que mudou a vida de Bob Lambermont, gerente geral da Barco no Brasil, empresa de tecnologia que desenvolve e fabrica soluções de visualização para uma variedade de mercados profissionais.

“Quando cheguei aqui, sempre falo que estávamos em três: me, myself and I (risos). Eu era tanto motorista, quanto secretário, copeiro, presidente e vendedor. Mas, tive a sorte de encontrar ótimos profissionais que me ajudaram a crescer”, relembra Lambermont.

Ainda muito jovem, ele veio para o Brasil, começou a estudar o mercado e apresentou a Barco oficialmente ao país.

Saiba mais sobre a empresa e a vida do executivo nesta entrevista que foi concedida à Revista Exibidor no Centro de Treinamento da Barco, na Zona Oeste paulistana.

Segundo ele, o começo não foi fácil, afinal ele acumulava cargos e estava “sozinho”.

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Revista Exibidor - Quem é a Barco? Sabemos que ela não trabalha exclusivamente com cinemas. Quais são os seus outros mercados de atuação?

processo de desenvolvimento dos automóveis. A Electrolux também utiliza essa tecnologia para criar o design dos seus produtos.

Bob Lambermont - A Barco começou como fabricante de rádios e tecnologia americana na Bélgica em 1934. É daí que vem a origem do nome Barco (Belgian American Radio Corporation). Em 1950 começou com televisores preto e branco, depois em cores e em seguida, monitores para computação.

Sistema similar é também utilizado na área petrolífera. Antes de fazer a perfuração, eles pegam um tipo de tomografia, uma espécie de “raio x” da terra, projetam em 3D para ver onde fica o petróleo e qual é o melhor caminho para chegar até ele e só então perfuram.

Ela foi pioneira na área de projetores, inventou o projetor sob demanda para uma companhia aérea que queria mostrar filmes na cabine durante o vôo transatlântico entre Europa e EUA. Hoje em dia, a Barco é uma empresa de visualização, sempre focada nos mercados profissionais. Na área médica, contamos com uma linha completa de monitores de alta qualidade para diagnóstico por imagens. Uma outra área é a de salas de controle e monitoramento. Temos grandes clientes como a CPTM, o Metrô, Rodovias privadas, além de grandes empresas como a TIM, Telefônica, Vivo, Itaú, Bradesco, Vale e Petrobras. Para o segmento de simulação, vendemos simuladores de vôos que auxiliam a capacitação dos pilotos. Temos ainda uma divisão de controle do tráfego aéreo. Hoje, 100% dos controladores de vôo do Brasil e praticamente o mesmo número na América Latina controla o trânsito em monitores específicos Barco. Já no setor de realidade virtual, montamos, por exemplo, na GM, um centro de realidade virtual para projetar protótipos em 3D e em tamanho real. Isso ajuda no

Na área de entretenimento digital, incluindo o cinema, temos projetores para shows e palcos. O show do U2, por exemplo, o fundo do Programa do Faustão e a imagem de fundo no estúdio do Jornal Nacional são tecnologias Barco. Uma área que está crescendo muito é o cinema digital. No Brasil, posso dizer que representa 40% dos nossos negócios. Na América Latina, é em torno de 50%. Exibidor – Como Barco no Brasil?

foi a chegada da

Lambermont - Eu cheguei aqui em 93. Vim de “mala e cuia” numa época que ainda tinha inflação, foi logo antes do plano real. Passei por aquela época que não se sabia quanto custariam os produtos no dia seguinte. Começamos a trabalhar com distribuidores na área de venda de projetores para cinema e auditório. Depois ganhei alguns projetos na área de TV a cabo, uma divisão que posteriormente foi vendida. Em 95, montamos uma empresa com mais pessoas. No início era mais uma pesquisa de mercado e depois estabelecemos a Barco Ltda. Então, começamos a contratar profissionais de mercado na área de TV a cabo, salas de controle, que

na época estava começando a surgir e na área de Graphics (gráfica). Começamos a crescer um pouco, tanto na parte técnica como na parte comercial e decidimos contratar profissionais locais para cada tipo de negócio. No ano 2000 separamos as duas divisões, a de TV a cabo e Barco Graphics e ficamos centrados na área de projeção onde temos as salas de controle, realidade virtual e entretenimento. Nos últimos três anos, se juntou a divisão médica. Como em todas as divisões, estudei e abri o mercado, vi que tinha possibilidades, e quando ganhávamos alguns projetos, sempre buscava profissionais locais. Hoje, temos uma equipe com pessoas que já têm muitos anos na Barco, que foram muito bem treinadas e conhecem a tecnologia e a empresa. Posso dizer que são profissionais alinhados à postura e à imagem corporativa da companhia. A Barco começou a desenvolver cinema digital no ano de 2000 e até chegar ao crescimento forte demorou muitos anos, porque já percebíamos há algum tempo que esse mercado digital cresceria, mas faltava o padrão DCI para cinema digital, definido em 2005. Exibidor – E a sua trajetória profissional na empresa? Lambermont - Comecei na Barco, na Bélgica. Trabalhei menos de um ano lá, mas precisavam de alguém para começar a ser o pioneiro na América Latina. Eu era jovem, tinha muita vontade de fazer isso e me candidatei. Eu fiquei muitos anos na frente da área comercial e sempre quando deslanchava, colocava mais uma pessoa.

15 | Exibidor, janeiro/2012


Entrevista

Paralelo a isso, abri a empresa, comecei a montar a equipe, a parte financeira, logística, comercial, serviços técnicos e estoque local. Isso no Brasil. Logo no início, comecei a agregar também Argentina e Chile, e mais tarde em toda a América Latina. Hoje temos filiais na Colômbia, Argentina e México. Exibidor - Como começou o seu relacionamento com o mercado exibidor? Lambermont - Desde o início, estudamos o mercado brasileiro e vimos que era muito parecido com o mercado europeu. São muitos exibidores, de vários tamanhos, e o conjunto todo cria um volume grande. Outros países têm um ou dois grandes exibidores. O México, por exemplo, tem duas empresas gigantescas. Nós percebemos que para ter uma boa penetração e atuação em todos os clientes, precisávamos de parceiros tradicionais e com boa reputação no mercado local. Então, começamos a trabalhar com várias empresas. Atualmente, trabalhamos com a Centauro, com a Turn it on, a Telem e a TCE. Focamos nossos esforços nessas empresas para poder multiplicar. Treinamos todas elas na parte técnica, que para nós é uma condição absolutamente necessária. A projeção digital é uma mudança grande de filosofia e isso exige treinamento de todas as partes envolvidas no projeto. Nós nos concentramos muito nesses parceiros, justamente para dar uma penetração grande e de qualidade nesse mercado. Acho que alcançamos o objetivo, e a estratégia foi correta, visto os resultados que temos hoje. Não só no sentido de entregar

16 | Exibidor, janeiro/2012

equipamentos de qualidade, mas de prestar esse pacote de serviços que temos. Exibidor – Durante esses anos, qual é a avaliação da Barco em relação ao mercado brasileiro e as suas expectativas? Lambermont - Nós atuamos em muitas áreas distintas, mas de um modo geral, posso dizer que o Brasil se profissionalizou muito nos últimos anos. A tecnologia que apresentamos hoje é top no mundo. Então, há um interesse nosso grande pelo País. O mercado está num momento ótimo, as bases econômicas estão certas e a demanda interna está boa.

las que foram digitalizadas são focadas neste formato. Temos alguns pioneiros como a mexicana Cinépolis e a brasileira Cinesystem com complexos completamente digitais, mas a onda de digitalizar as salas para projetar 2D ainda está por vir, que é a maior parte do mercado exibidor. Há dois fatores que dificultam esse avanço. O primeiro é a alta carga tributária brasileira. Aliás, para todas as áreas, eu sempre falo que o investimento, a modernização e a melhoria dos meios de produção aqui no Brasil para esse tipo de tecnologia custa o dobro do que em outros países.

Percebemos o interesse dos exibidores e dos profissionais em aprender não só sobre o projetor, mas sobre tudo o que envolve o seu segmento. Bob Lambermont // Barco

No geral, os parâmetros macroeconômicos, demográficos e geográficos estão excelentes para os próximos 20 anos. O Brasil tem matéria-prima e água, isso será muito importante em poucos anos. Além disso, tem sol para agricultura e espaço. Todas as áreas que a gente atua estão crescendo, então as perspectivas são boas. Exibidor - E o mercado digital no Brasil?

de projeção

Lambermont - A primeira onda de 3D entrou fortemente em 2010. Todas as sa-

Estamos ansiosos por algumas iniciativas, como a redução nos impostos. Isso só tem a contribuir com a expansão da digitalização e também com número de cinemas que pode triplicar em alguns anos. O segundo fator é que as negociações de VPF (Virtual Print Fee), que ainda não foram concluídas, pode ajudar nessa segunda fase de digitalização do 2D.

Exibidor - Qual a participação da Barco no mercado de cinema digital? Lambermont - Estamos entre 60 e 70% no mercado nacional. Somos líderes. Exibidor - Quanto a empresa cresceu e quanto pretende expandir? Lambermont - 50% anual. Isso tem se mantido há dois anos e pretendemos continuar. Exibidor - O Sr.

vê diferenças entre

o mercado exibidor brasileiro e de


©Prêmio ED

Centro de Treinamento Barco, especializado em ensinar profissionais do setor a lidarem melhor com os equipamentos de projeção digital

outros países em relação a projeção digital?

Quais

fatores influenciam

essas diferenças?

Lambermont – Como disse anteriormente, o mercado brasileiro é de certa

maneira, similar ao mercado europeu, talvez com um pouco de tempo de dife-

rença. Ou seja, o número de exibidores, salas, é muito similar ao conjunto de vários países na Europa. Não é como nos

EUA ou México, onde poucas empresas detêm todo o mercado.

O que temos notado nos exibidores bra-

sileiros é a vontade grande por tecnologia de qualidade e também por profissionali-

zação, como também a preocupação com um bom serviço local.

Aqui no nosso Centro de Treinamento, percebemos o interesse dos exibidores e

dos profissionais em aprender não só sobre o projetor, mas como montar a sala e prever a infraestrutura, como preparar a parte elétrica, de exaustão, de cabeamento, condicionamento de ar condicionado, temperatura e umidade. Fatores estes que influenciam a projeção digital.

Lambermont - A Barco está aqui há

A preparação técnica é muito importante porque você tem que aprender uma ferramenta e uma tecnologia nova. Quanto mais se conhece dessa tecnologia, mais proveito se pode tirar dela.

nizar para disponibilizar esse serviço.

O treinamento oferecido no Brasil segue os padrões internacionais e os participantes passam por um processo de certificação. Já temos mais de cem pessoas que passaram com sucesso pelo treinamento.

Nós temos outros negócios, vamos apro-

Exibidor - Qual é o principal diferencial da Barco para os exibidores?

mais de 15 anos, já passamos por crises

no Brasil com tempos bons e ruins, mas continuamos aqui. Estamos acostumados a ter infraestrutura, serviço de atendi-

mento e suporte 24 horas, sete dias da semana. Já aprendemos como nos orgaVamos ter um bom momento para a pro-

jeção digital, mas na hora em que todas as salas estiverem digitalizadas, isso vai

diminuir e a Barco vai continuar aqui. veitar essa onda, mas não vamos sumir depois.

Temos interesse geral no Brasil, isso é uma tranquilidade para o exibidor, porque daqui a três anos, quando tudo estiver digitalizado, não sairemos do país.

17 | Exibidor, janeiro/2012


Tecnologia

Importância de ter um bom Servidor de Projeção Digital Por: Marcelo J. L. Lima

Todos os elementos da cadeia de projeção digital têm a sua função e o servidor é o cérebro desta tecnologia. Ter um equipamento de qualidade vai interferir decisivamente na exibição 20 | Exibidor, janeiro/2012


O

sistema de projeção na cabine de um cinema digital tem quatro elementos básicos: o projetor, o servidor com seu software de gerenciamento, o sistema de som e o de automação. Os primeiros três são essenciais e trabalham em conjunto.

Não existe projeção digital sem o bom funcionamento de um destes itens. E assim como os inúmeros órgãos vitais de nosso corpo humano, existe o principal, que no caso da projeção digital é o servidor. O servidor possui dois papéis. O primeiro é como uma “biblioteca” onde armazena filmes, trailers e conteúdos audiovisuais que serão exibidos. O segundo é como unidade de reprodução onde um

software dedicado busca os conteúdos na memória do servidor, decodifica-os e os envia ao projetor para serem exibidos.

Esta decodificação é feita mediante uma

chave fornecida pelo distribuidor do conte-

údo, que só pode ser lida pelo servidor que

foi previamente cadastrado no distribuidor. O Servidor de conteúdo é como um re-

produtor de DVD ou BLU-RAY para um televisor; Sem ele, o projetor não exibe

conteúdo audiovisual no cinema digital, assim como o televisor não exibe filmes provenientes do reprodutor de DVD.

Atualmente, existem algumas marcas

disponíveis no mercado e a escolha deve levar em conta o tipo de aplicação espe-

cífica, uma vez que todos seguem basicamente um mesmo padrão de construção e qualidade segundo normas internacionais. As opções para o mercado brasileiro são as mesmas disponíveis hoje em todo o mundo, uma vez que todos têm usado kits semelhantes. Dentre os quais se destacam DOLBY, DOREMI e GDC. “Se opta por uma marca ou outra de acordo com os equipamentos que vão complementar o sistema ou que já estão instalados em um complexo”, observa Alex Younger, da americana Cinemaequip. Ele completa dizendo que estas três marcas estão instaladas desde as primeiras salas digitais e se destacam por utilizarem um sistema operacional exclusivo, fazendo com que a utilização seja mais

21 | Exibidor, janeiro/2012


Tecnologia

prática para o operador, além de otimizar suas funções tornando o sistema mais confiável e seguro. Cada marca conta com sua plataforma, sistema operacional e características próprias. Não existe o melhor servidor, senão o de melhor custo/benefício para cada exibidor. Deve-se levar em consideração o custo do equipamento, dos acessórios e “plug-ins” desejados, a facilidade na obtenção de suporte técnico especializado, treinamento operacional e peças de reposição. “A solução mais atual oferecida em matéria de servidores é o Bloco de Mídia Integrado (acrônimo de IMB – Integrated Media Block, em inglês), que permite a reprodução de conteúdos 4K (resolução 4096 x 2160). Este servidor deve estar fisicamente colocado dentro do projetor como requerimento e segurança para a transmissão de filmes em resolução 4k. Ressaltamos que estes IMB igualmente processam filmes em resolução 2k”, indica o especialista de Cinema Digital da Barco, Lucas Crantschaninov. Diante das opções, fica realmente difícil decidir qual o melhor servidor, mas a escolha depende das necessidades de cada exibidor. “Todos possuem suas características técnicas condizentes com as necessidades requisitadas operacionalmente e cada exibidor deve julgar de acordo com a sua situação”, pondera o executivo da Barco. Quando se seleciona um servidor é preciso considerar que seja uma solução completa, confiável e flexível que combine facilidade de operação a uma qualidade excepcional de imagem e som. É importante também que o sistema se integre facilmente com a automação e com o sistema de som. “A flexibilidade é importante, porque é preciso acompanhar as rápidas mudanças nesta indústria; o cinema digital, diferentemente do que costumávamos ter com película de 35 mm, segue o ritmo e a velocidade do mundo

22 | Exibidor, janeiro/2012

Ao escolher o servidor, preste atenção se a empresa oferece: •

Tecnologia avançada e de ponta

Tempo de resposta aos problemas com o suporte técnico local

Depósito local e peças de reposição

Suporte técnico em Português

Adicionais de softwares e plugins

Proposta comercial flexível

atual. Isto significa que o servidor deve ter bom suporte para as atualizações”, argumenta Carlos Klachquin, da Dolby.

Já a GDC apresenta a configuração do

“A escolha da configuração depende das necessidades, do tamanho e da capacidade financeira do cliente”, completa Michael Fernandez, gerente de vendas da GDC.

O IMB é instalado diretamente no pro-

Modelos A Dolby atualmente disponibiliza o Dolby® Screen Server DSS200, projetado como uma solução integral para guardar, decodificar, descriptografar e enviar para o projetor digital o conteúdo em sua forma original. Os servidores lançados previamente são atualizáveis para dar suporte ao “Media Block” (IMB) Dolby 2K e 4K, que possibilitará projetar filmes com alta velocidade de quadro em 48 e 60 quadros por segundo para 2D e 3D, no formato de 4K. Basta uma simples atualização de software.

modelo SX2000, que funciona com um IMB próprio.

jetor e é compatível com todos os projetores DLP (Digital Light Processing em

inglês, traduzindo, Processamento Digital de Luz). Isto significa que o conteúdo

é decodificado dentro do projetor. “Esta foi uma modificação solicitada pelos próprios estúdios, a fim de aumentar a segu-

rança na exibição do conteúdo”, sinaliza Michael, da GDC.

Além disso, o servidor SX2000 pode de-

codificar sinal de satélite, sendo útil para a exibição de conteúdos alternativos, como

shows, eventos esportivos, óperas e outros. “Nós já começamos a entrar no mercado

brasileiro. Para isso, estamos trabalhando com alguns integradores locais (Centauro, TELEM e Kelonix), provedores de

conteúdo ao vivo (Casablanca) e expositores locais”, comenta Michael.


Capa

50

A R A P DICAS

S E R Ăˆ I N O B BOM

24 | Exibidor, janeiro/2012


Guia das

Bombonières por:

Natalí Alencar e Marcelo J. L. Lima

Veja 50 dicas especiais para ajudar na administração, organização e atendimento de uma das principais fontes de renda do cinema

A

Bombonière é, sem dúvida, importantíssima para o exibidor. É praticamente impossível resistir àquele aroma maravilhoso de pipoca. Quando o cliente chega ao balcão, dificilmente sai somente com a pipoca. Geralmente leva um refrigerante, um chocolate ou outras guloseimas.

Logo, é melhor prestar mais atenção e gerenciar melhor este local. Por se tratar de uma unidade de vendas, requer planejamento para ter uma aparência e apresentação adequadas. Apesar de parecer aparentemente uma tarefa “simples”, administrar uma Bombonière exige alguns cuidados básicos que ajudam a melhorar as vendas, estar em dia com os órgãos públicos de higiene e aumentar ainda mais a lucratividade e o sucesso dos cinemas. É preciso instigar o cliente e criar nele o desejo de consumir os produtos, apresentando-os de maneira adequada, limpa e profissional. Para a elaboração deste Guia, contamos com o apoio de alguns profissionais do setor: Alexandre Petroni, gestor de negócios da Mavalério, Maria do Carmo Leão de Lima, diretora das Bombonières da Centerplex Cinemas, Clarisse Setyon, coordenadora do curso Gestão do Entretenimento na Pós-graduação da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e Antonio Lima Neto, consultor de Recursos Humanos há 22 anos. Veja as dicas:

25 | Exibidor, janeiro/2012


Capa

01

ORGANIZAÇÃO • comer. Isso instiga a compra. Por serem produtos perecíveis, precisam também ser vendidos rapidamente.

Para uma boa organização, os funcionários devem estar sempre uniformizados e com identificação. No caso dos colaboradores novos, é importante estar identificado no crachá “Em treinamento”. Assim, o cinema

05

Organize as filas. Está provado cientificamente que as filas únicas são as mais eficientes. Elas são 25% mais rápidas que as filas por caixa.

06

Evite aglomerações e filas muito extensas. Quando muitas pessoas ficam na frente da Bombonière, a visualização dos produtos fica comprometida. Sem saber o que escolher e percebendo muitas pessoas na sua frente, o cliente desiste da compra. Afinal o filme já vai começar.

Em alguns países, a Bombonière e a Bilheteria ficam no mesmo local, ou seja, o cliente já compra o ingresso e o que vai consumir durante o filme. É melhor enfrentar uma única fila do que duas.

Monte uma vitrine colorida e com os produtos bem distribuídos. Faça um muro de drops ou um castelo com barra de chocolates. Os próprios fornecedores oferecem maneiras diferentes de expor os produtos, é só pedir. Faça uma verdadeira vitrine e encha os olhos do consumidor, dê vida aos produtos.

evita qualquer transtorno de demora por parte dos atendentes. Esta simples indicação faz a maioria dos clientes entenderem qualquer situação de demora ou erro.

02

Doces, salgados, acessórios e dinheiro devem estar em seus devidos lugares. Há casos de o cliente pagar e o dinheiro ficar bem próximo dos sacos de pipoca. Um consumidor bem atento, com certeza irá evitar comprar naquele lugar.

03

07

Disposição adequada dos caixas e equipamentos. Os caixas devem estar em posição de fácil visualização, assim como os equipamentos, principalmente a pipoqueira. O cliente tem que olhar e encontrar aquilo que deseja.

04

Os produtos feitos na hora, como pipoca, pão de queijo, entre outros, devem estar com fácil visualização. Estudos indicam que o consumidor gosta de ver o preparo do que vai

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08


09

atendimento •

O tempo de atendimento é o melhor amigo do cliente. Depois de pegar uma imensa fila para com-

da que o cliente vai frequentando

bonière. Ele, com certeza, pensará duas vezes antes de comprar uma simples pipoca. Piores são os ca-

mora mais de cinco minutos. Fora

questão de respeito e cidadania.

14

Trabalhe em sincronia com os horários das sessões. Não deixe para

um chocolate ou uma bebida para

fazer pipoca somente quando a

acompanhar?”. Outro diferencial é

Bombonière estiver cheia. Isso

mostrar o domínio sobre o conheci-

sempre resulta em fila de espera.

venda que já possuem este cronô-

mento do produto que está venden-

Se uma sessão está lotada, come-

metro de cálculo médio de tempo

do, apresente os benefícios e crie o

ce a estourar pipoca para metade

no atendimento.

desejo de satisfação que o cliente

deste público 25 minutos antes do

terá ao degustar os produtos.

início da próxima sessão.

Treine o funcionário antes de colocá-lo no balcão. Quanto mais capacitado e treinado estiver o

12

Crie planos de motivação para os funcionários. Motivados, eles traba-

15

Ter dois atendentes para um mesmo caixa pode agilizar o atendi-

seu atendente, mais rentável será

lham felizes, contagiam e atendem

mento e evitar que o dinheiro e os

sua bomboniere. Existem em-

bem os clientes, que acabam vol-

alimentos circulem pelas mãos do

presas de treinamento que criam

tando. O exibidor não vende apenas

mesmo funcionário.

lidade reduzida. Em algumas cidades,

a pipoca. Algo no estilo: “Aceita

fila ou até de sistemas de ponto de

17

zido para atender pessoas com mobi-

é o padrão de vendas.

do ele estiver comprando somente

calculam através do tamanho da

Bombonière deve ter um balcão redu-

te outras opções de produtos quan-

para o atendente mais rápido. Eles

16

Tenha um caixa com acessibilidade. A

determinado cinema, saberá qual

O funcionário pode oferecer ao clien-

11

prêmios diários de até 100 dólares

10

13

isso é lei. Mas independente disso, é

do Brasil há exibidoras que dão

inteira de serviços acoplados.

for, mais veloz ele será. À medi-

se depara com outra fila na Bom-

duas pessoas e o atendimento de-

ingressos, ele vende uma prestação

tocolo de atendimento. Quanto mais padronizado o atendimento

prar os ingressos, o consumidor

sos em que na fila estão apenas

cartilha de comportamento e pro-

A limpeza do espaço de atendimento deve ser executada a cada duas horas. Isso inclui o piso e as vitrines. Na maioria dos cinemas brasileiros, a limpeza é feita somente antes do início do expediente. E o resultado é que por volta das 19 horas, melhor momento do cinema, as vitrines estão manchadas de dedos, o balcão sujo de óleo, sal e outras gorduras. A panela da pipoqueira deve ser limpa ao final de cada dia. Não se pode esperar o outro dia, pois a gordura pode secar e nunca mais sair. Logo, a vida útil desta panela pode cair em até 80%. Para limpar, passe diariamente um pano com algumas gotas de de-

limpeza • tergente neutro na parte interna. Isso retira o excesso de gordura.

Uma vez por semana, limpe o filtro de exaustão da pipoqueira, colocando-o de molho em água e detergente neutro.

Mantenha o estoque em local arejado e longe dos produtos de limpeza. De preferência, a sala de estoque deve ser ao lado da Bombonière. Isso facilita o abastecimento durante o dia, e centraliza os cuidados devidos para este departamento.

18

19

20

Uma vez a cada semestre, faça uma limpeza geral em todos os balcões e

vitrines. Traças e formigas podem estar nos lugares onde menos se espera.

21

Exija o uso de toucas e luvas de látex para todos dentro da Bombonière. No caso de colaboradores com cabelo comprido, este deve estar bem preso. Além de ser norma em alguns Estados, isso é sinal de higiene e preocupação com o que o cliente irá consumir.

Cuidado com a água. Em algumas cidades brasileiras há grande concentração de minerais, isso pode alterar o sabor do refrigerante servido em máquinas. As empresas distribuidoras de refrigerante sabem efetuar os devidos testes para analisar a qualidade da água.

22

27 | Exibidor, janeiro/2012


Capa

23

mix de produtos •

Cinema não é somente movido a pi-

dade de produtos semelhantes ou

cervejas e uísques, também po-

pocas ou refrigerantes. Abra o leque

da mesma categoria, maior a inde-

dem ser um diferencial para salas

de opções para os mais diversos ti-

cisão do cliente e mais tempo ele

mais sofisticadas.

pos de doces e salgados. Brasileiro

levará para escolher o produto.

adora petiscos. Logo, castanhas, amendoins, mini pães de queijo ou salgadinhos ensacados como batata

24

27

Dê preferência a marcas conhe-

31

do é compatível com o que ele

frita são bem-vindos. Tudo que é ser-

sumidores. Pesquise o histórico

espera. Além da tradicional pipo-

vido em porção é bem comprado.

da empresa fornecedora e tente

ca, das guloseimas e do refrige-

encontrar sempre o melhor custo

rante, é possível que haja desejos

benefício.

regionais. O Nordeste, por exem-

Ofereça combos. Eles agilizam o produtos menos vendidos. O mais

plo, adora castanha. No Norte, o Exija do seu fornecedor preços bai-

pó de guaraná é bastante consu-

xos para produtos novos. Só assim

mido nas ruas de Manaus (AM) e

1 pipoca grande + 2 refrigerantes +

você pode testar se o produto vai

Porto Velho (RO). Lembre-se, es-

mais uma barra de chocolate. O obje-

ser um sucesso ou não.

tamos em um país de dimensões

conhecido deles é o Combo Casal:

28

tivo é evitar combos com apenas refrigerante e pipoca. Sempre adicione um doce que o cinema menos vende.

continentais.

29

Fique atento às novidades do segmento alimentício, novas guloseimas e produtos diferencia-

25

26

32

Nunca deixe a prateleira vazia, isso passa a impressão de que os pou-

Que tal vender pipocas de dife-

dos atraem os clientes. Você já

cos produtos estão ali há meses

rentes sabores? Alguns cinemas

pensou em oferecer, por exem-

e que ninguém os consome. Em

na Ásia e na Oceania colocam um

plo, algodão doce em pote ou

relação ao estoque, tenha como

cardápio de pipocas diferente para

pipocas carameladas. Já existem

base os finais de semana, feriados

cada dia da semana. Por exemplo,

empresas nacionais oferecendo

e estreias para atender a demanda.

na segunda-feira é dia de pipoca

essas novidades.

doce sabor tutti-frutti.

veja se o que você está oferecen-

cidas e já aprovadas pelos con-

atendimento e você agrega valor aos

Pesquise o perfil do seu cliente e

Diminua a variedade de marcas expostas. Quanto maior a quanti-

28 | Exibidor, janeiro/2012

30

Na área de bebidas, procure

33

Ter produtos licenciados com a marca dos filmes, principalmente os infantis,

oferecer sempre opções de re-

chamam a atenção das crianças e

frigerante, suco e chá. Vinhos,

podem aumentar as vendas.


• 34

Os sacos de pipocas não devem fazer barulho. Ao mandar fabricar um saco de pipocas para o seu cinema, exija papeis esterilizados e que não façam barulho no seu manuseio. Assim, evita-se a ópera dos saquinhos durante o filme.

35

• 37

Os mix de refrigerante devem ter manutenção preventiva mensalmente. Somente assim, a máquina fica calibrada e mantém o sabor de cada refrigerante.

38

Uma porta caiu, um vidro quebrou? Troque ou arrume imediatamente. Não deixe para depois algo tão simples que só pode piorar com o tempo. Os seguros empresariais já incluem estes tipos de concerto na apólice. Basta ligar para a seguradora contratada e solicitar o reparo.

Tenha um sistema rápido, simples, funcional e que atenda às necessidades básicas no momento do atendimento. O cliente não quer ter transtornos para comprar apenas um saquinho de pipocas.

Manteiga, maionese, catchup ou qualquer outro tipo de molho deve ser oferecido através de mini-sachês. É muito mais higiênico para o balcão e fácil de usar pelo cliente.

Ofereça bandejas para o cliente. É inconcebível um cliente gastar mais de R$ 20,00 em uma Bombonière e não conseguir ao menos abrir a porta da sala do cinema. Hoje existem bandejas de papelão para os combos e outras específicas para cinemas disponíveis no mercado.

41

Troque o filtro de exaustão da pipoqueira anualmente ou quando estiver entupido. Para verificar, basta olhar contra a luz. Existem casos de cinemas de cinco anos que nunca trocaram o filtro ou, até mesmo, a panela.

42

Fique atento à validade dos produtos vendidos. Ao reabastecer uma vitrine, deixe sempre à disposição os produtos com validade mais próxima do fim. Assim, cria-se rotatividade e evitam-se perdas.

36

manutenção • 39

Faça sempre a manutenção preventiva da pipoqueira. Responsável pelo principal atrativo de uma Bombonière, ela deve passar por manutenção preventiva pelo menos uma vez ao ano.

40

Utilize sempre peças originais de reposição da pipoqueira. Nunca utilize peças secundárias ou adaptações com fitas ou parafusos. Procure sempre a manutenção autorizada do fabricante.

• 43

acessórios •

tecnologia •

44

Utilize equipamentos no ponto de venda com telas sensíveis ao toque. Teclado e mouse em espaço de alimentação não são higienicamente bem-vindos. Um teclado é mais sujo que o chão de uma rua movimentada, passado um ano de uso.

29 | Exibidor, janeiro/2012


Capa

parcerias •

• 45

Faça parcerias. Estude formas de

Bombonière e diminuir despesas

funcionário

patrocínio e parcerias para servir a

como fabricação de saquinhos de

por exemplo. Parte do desconto

pipoca e o refrigerante. As distri-

pipoca ou copos para refrigerante.

pode ser subsidiada pela própria

buidoras, principalmente de bebidas, reservam dinheiro para ações como essa e você pode aproveitar

municipal,

prefeitura da cidade. Assim, você

46

para aumentar o rendimento da

• 47

48

30 | Exibidor, janeiro/2012

público

Ofereça descontos ou combos

tem um chamariz de toda uma

especiais para grupos de clas-

entidade para ir ao cinema se-

se. Você pode ter o combo do

manalmente.

promova • Grande parte dos exibidores pensa em promover somente os filmes a serem lançados e esquecem-se da própria Bombonière, que está “sempre em cartaz”. Promover a Bombonière é uma forma de fidelizar o cliente independentemente do filme em exibição. Promova mega descontos em produtos que estão com menos de um mês para expirar seu prazo de

validade. Os supermercados fazem isso, por que você não poderia?

49

Algumas exibidoras estão lançando campanhas na Bombonière, como por exemplo, servir pipoca meio a meio. Invista em novidades e esteja sempre surpreendendo.

Utilize o website do seu cinema para divulgar a Bombonière e tudo o que ela oferece.

50


Legislação

Uma no cravo e outra na ferradura! Por: Marcos Alberto Sant Anna Bitelli

I

gualmente ao ocorrido com a MP (Medida Provisória) que criou o programa “Cinema Perto de Você” e que acabou caducando no final de 2010, a nova MP 545, que cria o programa “Recine” e novamente o “Cinema Perto de Você”, sofrem do mesmo vício. A “carona” legislativa nas medidas provisórias. Essa prática inconstitucional vem sendo um péssimo hábito do Governo Federal, aproveitando-se do processo rápido de aprovação excepcional de Leis, por meio de votações em até 120 dias das MPs, incluemse temas que nada tem a ver com o assunto da proposta apresentada. São uns verdadeiros mostrengos jurídicos. Essa prática vem sendo condenada pelo Senado, não apenas porque as MPs vêm trazendo no seu texto matérias estranhas aos seus objetos, o que viola a Lei Complementar 95, bem como temas que não preenchem a relevância e urgência exigida pelo artigo 62 da Constituição Federal. O caso agora vem com requintes de perversidade técnica. A MPV 545 traz urgentes e necessárias benesses para a exibição cinematográfica, notadamente as reduções dos absurdos encargos tributários para o aparelhamento do parque exibidor com equipamentos digitais, investimento feito, diga-se, com recursos privados. A MPV deveria tratar de AFRMM (Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante) e o FMM (Fundo da Marinha Mercante), acaba

expandindo novamente os poderes da ANCINE (Agência Nacional do Cinema). A leitura da nova redação que terá o artigo 7º que diz o seguinte: “Art. 7º. (...) XXII - zelar pela distribuição equilibrada das obras audiovisuais, regulando as relações de comercialização entre os agentes econômicos e combatendo as práticas comerciais abusivas; XXIII - promover interação com administrações do cinema e do audiovisual dos Estados membros do Mercosul e demais membros da comunidade internacional, com vistas à consecução de objetivos de interesse comum; e XXIV - estabelecer critérios e procedimentos administrativos para a garantia do princípio da reciprocidade no território brasileiro em relação às condições de produção e exploração de obras audiovisuais brasileiras em territórios estrangeiros”. Com esses poderes, a ANCINE passará a ter o direito de interferir nos negócios privados entre produtores, distribuidores e exibidores, entre outros agentes econômicos no mercado. Esse movimento já havia sido evidenciado na mudança feita pela recente lei 12.485/2011, quando o mesmo artigo 7º, foi alterado pelo art. 15, e passou a vigorar com nova redação do art. 7o da Medida Provisória nº 2.228-1, que passou já vigorar acrescido dos seguintes incisos XVIII a XXI, cabendo agora a ANCINE também: “XVIII - regular e fiscalizar o cumprimento dos princípios da comunicação audiovisual de acesso condicionado, das obrigações de programação, empacotamento e

publicidade e das restrições ao capital total e votante das produtoras e programadoras fixados pela lei que dispõe sobre a comunicação audiovisual de acesso condicionado; (...) XXI - tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais no âmbito de suas competências, nos termos do § 6o do art. 5o da Lei no 7.347, de 24 de julho de 1985”. Além disso, a nova redação do art. 58 da MP 2228, demonstra ampliação dos poderes fiscalizatórios dos exibidores ao dizer: “Constitui embaraço à f iscalização, sujeitando o infrator à pena do caput do art. 60: I - a imposição de obstáculos ao livre acesso dos agentes da ANCINE às entidades f iscalizadas; e II - o não atendimento da requisição de contratos, livros, sistemas, arquivos ou documentos.” (NR) e em relação à Cota de Tela, aperta os exibidores no artigo 59, “O descumprimento da obrigatoriedade de que trata o art. 55 sujeitará o infrator a multa correspondente a cinco por cento da receita bruta média diária de bilheteria do complexo, apurada no ano da infração, multiplicada pelo número de dias do descumprimento. § 1o Se a receita bruta de bilheteria do complexo não puder ser apurada, será aplicada multa no valor de R$ 100,00 (cem reais) por dia de descumprimento, multiplicado pelo número de salas do complexo. § 2o A multa prevista neste artigo deverá respeitar o limite máximo estabelecido no caput do art. 60.” (NR). Caberá à exibição decidir se irá ou não conviver com mais estas inconstitucionalidades.

Marcos Alberto Sant Anna Bitelli | marcos.bitelli@bitelli.com.br Mestre em Direito pela PUC-SP, Coordenador do Curso Comunicação e Direito do Instituto Internacional de Ciências Sociais, Professor dos Cursos de Pós-Graduação em Direito do COGEAE-PUC, Escola Superior da Advocacia da OAB-SP, especialista em Direito do Entretenimento, Autor de vários livros, consultor jurídico do Sindicato das Empresas Exibidoras do Estado de São Paulo, sócio de Bitelli Advogados.

31 | Exibidor, janeiro/2012


Somos os

mais brilhantes!

Projetamos a magia Agora é oficial. Os projetores de cinema digital da Barco são os mais brilhantes do planeta. Com uma luminosidade comprovada de mais de 40.000 lumens*, o projetor Barco DP2K-32B possui o recorde do Guinness como o “projetor de cinema mais brilhante” do mundo. Além disso, a Barco oferece uma estrutura completa de atendimento aos exibidores no Brasil, com o pacote CineCare, que inclui: Serviços NOC: garante aos exibidores o monitoramento online das salas de cinema digital. Helpdesk: um time de técnicos treinados e certificados para atendimento exclusivo aos exibidores. Centro de Treinamento em São Paulo com certificação níveis I e II: em operação desde setembro de 2010, com mais de 100 profissionais certificados em projeção digital, em toda a América Latina. Sinta a magia em www.projectingthemagic.com

Series DP2K & DP4K da Barco Mais brilho. O máximo em 3D. O menor custo de operação.

*Barco DP2K-32B equipado com uma lâmpada Ushio DXL-70SCH-Z1

www.barco.com/digitalcinema

Barco Ltda. Av. Dr. Cardoso de Melo, 1855, 8º andar, conj. 81, Vila Olímpia 04548-005 São Paulo, SP - Brasil Tel. +55 (11) 3842 1656 - Fax +55 (11) 3045 1160 vendas@barcobrasil.com.br


Problemas com manutenção. O que fazer?

A digitalização das salas de cinema trouxe novas oportunidades de negócios. Em contrapartida, esta tecnologia forçou uma mudança no conceito de manutenção dos equipamentos, já que alguns destes passaram a mostrar alarmes que forçam um nível mínimo de serviços impostos pelos fabricantes. Soma-se a este cenário, a constatação que estes equipamentos digitais são mais sensíveis e param com frequência substancialmente maior que os projetores de 35 mm e, nestas situações, a correção só é alcançada através visitas de técnicos habilitados. O que fazer então?

A Centauro-Cinema tem a resposta para você!

Entendendo esta realidade, a Centauro-Cinema adequou seus planos de manutenção e, nestas novas versões, passa a oferecer monitoramento através de um NOC (Network Operation Center) que em conjunto com um sistema exclusivo, possibilita o registro dos chamados, a gestão adequada dos equipamentos e o controle das versões dos programas instalados em cada cinema. Com esta plataforma, controlam-se remotamente os principais componentes utilizados numa operação digital, tais como: projetores digitais, servidores de conteúdo, processadores sonoros, automações e nobreaks. As vantagens para os exibidores são significativas e, dentre elas, destacamos: A gestão técnica passa a ser feita por uma equipe de profissionais treinados pelos fabricantes; o suporte telefônico com auxílio do NOC resolve em média 10% dos problemas dos cinemas e o acesso remoto aos equipamentos soluciona em média 40% dos problemas sem necessidade de deslocamento técnico. Paralelamente, a Centauro-Cinema oferece aos exibidores a visualização online de todos seus equipamentos de uma forma simples e com possibilidade de acompanhamento através de dispositivos móveis tais como iPhone, iPad e laptops. Saiba mais sobre a gama de planos de manutenção disponíveis consultando o departamento comercial da Centauro-Cinema uma empresa brasileira com 75 anos de tradição e experiência.

Integradora oficial

A Centauro leva o seu cinema para outra dimensão ®

rua dos gusmões, 123 | são paulo - sp | 01212-000 | fone: 11 3331 8055 | info@centauro-cinema.com.br | www.centauro-cinema.com.br


Atendimento

Vilão ou

vítima? por:

Natalí Alencar

Qual o limite entre os direitos dos cinemas e do consumidor? Como lidar com práticas abusivas e ofensas por parte de alguns clientes?

U

m cliente chega extremamente irritado, ofende o atendente, esbraveja com o gerente, reclama sem motivo aparente e em casos extremos agride fisicamente. Será que ele ainda está com a razão?

Às vezes, é exatamente isso que acontece com quem trabalha nos cinemas, nem sempre é fácil lidar com clientes que esquecem o bom senso em casa e acham que têm o direito de agir desrespeitosamente, simplesmente por estarem “pagando” e por terem o respaldo do CDC (Código de Defesa do Consumidor).

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Segundo o Advogado especialista no assunto, Marcos Bitelli, que fornece consultoria há anos para exibidoras em todo o país, a regulação dos direitos do consumidor não é uma legislação a favor do cliente, mas sim em benefício da relação de consumo. Essa relação pressupõe um equilíbrio entre consumidores e fornecedores de produtos ou serviços. A vantagem do sistema estar consolidado legalmente é que os direitos de parte a parte são estabelecidos e previsíveis. “Os cinemas, que são fornecedores de serviços (exibição) e produtos (pipocas, refrigerantes, etc.), devem obedecer aos direitos básicos de seus espectadores. Ou seja, prestar serviços e produtos seguros, disponibilizar informações claras sobre os mesmos, não realizar publicidade enganosa ou abusiva, não utilizar métodos comerciais desleais ou coercitivos e não realizar práticas abusivas. Além disso, deve reparar eventuais danos causados aos clientes”, explica o advogado. De acordo com a assessora técnica do Procon-SP, Patrícia Alvares Dias, o CDC procura estabelecer justamente esse equilíbrio. “Ele tem alguns princípios e dentro deles a questão da boa fé, que é presumida tanto pelo consumidor como pelo fornecedor. É importante que haja o equilíbrio na relação”, explica ela. Com base nessa relação, os cinemas são obrigados a prestar serviços de qualidade, ou seja, tudo o que interfere na prestação do serviço proposto, é considerado um dano ao consumidor. O exibidor deve garantir uma boa exibição do filme, não deve haver falhas, ruídos ou problemas com a qualidade da imagem. Tudo o que foi descrito está previsto de um modo geral por qualquer empresa prestadora de serviços. Portanto, excluem-se deste grupo situações abusivas em que o cliente exija do cinema facilidades ou vantagens, como por exemplo, exigir o dinheiro de

volta apenas porque o filme não lhe agradou. (Veja na página 36 outras situações). Apenas se o consumidor identificar que houve uma prestação inadequada do serviço é que tem o direito de ser ressarcido pelo dinheiro pago. Infelizmente, não há no Procon um segmento exclusivo para registrar e contabilizar as reclamações feitas por consumidores em relação aos serviços prestados pelos cinemas, o que demonstra a marginalidade que o setor ainda enfrenta. Mas, para que o leitor tenha uma breve ideia do número de reclamações recebidas, foram consultadas as demandas recebidas por Minas Gerais e por São Paulo no segmento do entretenimento. No caso dos Procons do estado de Minas, são em média, 31 demandas mensais. Em São Paulo, durante todo o primeiro semestre de 2011 foram registrados 631 atendimentos. Os números se referem a atendimentos de estabelecimentos ligados a diversão, lazer e cultura. Entre as reclamações mais comuns e que causam mais polêmica estão: a meia-entrada, a higienização de óculos 3D, a entrada de alimentos nas salas e formas de pagamento. Na maioria dos estados, a meia-entrada é garantida para alunos regularmente matriculados numa unidade de ensino fundamental, médio ou superior; para professores da rede pública estadual e também para idosos. Para ter direito ao benefício, o cliente deve apresentar documento que comprove as situações acima. O fornecedor pode exigir a apresentação do documento na bilheteria e na entrada da sala. “O fornecedor pode restringir não só a venda como por ventura o acesso ao cinema de quem não está portando a carteira”, assegura a assessora do Procon-SP, Patrícia Dias. A higienização dos óculos, principalmente em São Paulo, onde há uma lei que prevê a limpeza, é outro tema que causa debates.

Em São Paulo, o exibidor deve higienizar e embalar à vácuo. Nos demais estados, o CDC prevê como direitos básicos do consumidor ter serviços e produtos que não acarretem riscos à saúde ou segurança (art. 8º, do CDC), logo os óculos também devem ser higienizados. Geralmente, a maioria dos exibidores proíbe a entrada de alimentos nos cinemas, isso porque não contam com produtos de limpeza específicos para limpar as poltronas, caso seja derramado outros alimentos, exceto pipoca e refrigerante. Além disso, alguns clientes não gostam de sentir outros aromas durante a sessão, como salgadinhos de milho, lanches e outros. Segundo o Procon-SP, o exibidor pode restringir a entrada de alimentos, desde que não venda similares na sua bombonière. Do contrário, não pode proibir. Para o STJ, “proibir a entrada no cinema com alimentos comprados fora do Cinema é venda casada e, portanto, prática abusiva”, comenta Maria Rachel Coelho, do Procon-RJ. Em relação às formas de pagamento, o cinema não é obrigado a receber todas, mas a partir do momento que aceita uma delas, não pode restringir outras que sejam da mesma categoria. Por exemplo, se aceita cheques, tem que aceitar de todos os bancos.

Treinamento dos funcionários Como a rotatividade de mão de obra nos cinemas é grande, uma boa alternativa é manter os funcionários em contínuo treinamento. “Trabalhamos com uma faixa etária e salarial muito baixa. Além disso, os colaboradores geralmente não têm experiência. Então, mesmo que seja complicado, você tem que formar esses colaboradores para que possam enfrentar da melhor maneira os problemas que vão surgindo”, explica Ênio Louvision Jr., Supervisor de Operações da Centerplex Cinemas.

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Atendimento Mesmo assim, nem sempre é possível contornar a situação. “Às vezes, nem todo o trabalho dos departamentos de treinamento adianta. Em diversas ocasiões, os clientes vêem os colaboradores como válvula de escape de suas frustrações e desconfortos”, argumenta Lázaro Tadeu, gerente da unidade do UCI no Shopping Anália Franco (São Paulo-SP).

Como resolver situações críticas A melhor forma de resolver questões problemáticas, envolvendo reclamações de clientes, segundo o Procon-SP é estar sempre com respaldo da lei e prestar um bom serviço. Se o estabelecimento estiver com a razão, mesmo que o cliente entre com processo ou acione o Procon, a reclamação não terá prosseguimento. Sempre que houver problemas com clientes, o primeiro passo é chamar o gerente e tentar resolver de forma equilibrada,

usando o bom senso e conversando. Se o cliente passar dos limites e exigir algo que não está estabelecido em lei, deixe que ele procure o Procon ou orientação legal. Se o seu cinema estiver de acordo com a legislação, não haverá qualquer tipo de problema.

para atender fornecedores. Ou seja, não é

“Vários são os casos de clientes que se sentem lesados e levam suas reclamações ao Procon, mas várias são às vezes que o próprio instituto dá ganho de causa aos cinemas vendo que os reclamantes excedem seus direitos”, conta Lázaro Tadeu, gerente do UCI Cinemas.

opção “Fornecedores” que fica no menu

Para casos mais graves, como agressões físicas ou verbais, preconceito ou humilhação pública, o mais correto é solicitar um boletim de ocorrência junto à delegacia mais próxima. A assessora técnica do Procon-SP também ressalta que a instituição tem orientação

A

só o cliente final que tem atendimento no Procon, mas também todo fornecedor.

O Procon-SP, por exemplo, tem um ca-

nal no seu website (www.procon.sp.gov.

br) para tratar de dúvidas levantadas por fornecedores. Ao acessar o link, clique na ao lado esquerdo.

De acordo com o advogado especialista no setor de exibição cinematográfica, Marcos Bitelli, por parte dos exibidores, não é co-

mum processar clientes, devido ao custo e até ao fato de espantar outros consumido-

res. No entanto, os abusos somente podem

ser coibidos por meio de ações judiciais. “É importante nas ocorrências ter um suporte jurídico, no ato, para ajudar a decidir

se a ocorrência é uma falha mesmo do exi-

bidor ou fruto do abuso do consumidor”, aconselha ele.

Alguns relatos lém de agressões físicas e verbais, há diversos relatos de gerentes sobre situações críticas em que o cliente, “por pagar”, se sente no direito de exigir do cinema práticas incoerentes e desnecessárias.

A maioria acredita que apenas o seu cinema passa por esses problemas, mas veja que as situações são mais comuns do que se imagina. Para evitar problemas, a identidade dos gerentes e de suas empresas foram preservadas. Um deles contou que quatro clientes compraram ingressos de meia-entrada e se negaram a apresentar a identificação na entrada das salas. O funcionário foi hostilizado e os clientes não quiseram pagar a diferença e ainda entraram na seção sem autorização. Em outra situação, o cliente comprou ingresso e não assistiu ao filme por motivos pessoais e exigiu o dinheiro de volta. Ou então, pior, comprou os ingressos, pipoca e refrigerante e de repente decide que quer o dinheiro de volta. Ele só esqueceu de um pequeno detalhe: a poltrona ficou reservada e os produtos foram consumidos. Teve um caso, em que um cliente processou o cinema por conta de uma sessão especial mais barata que passava no período da tarde, por volta das 15 horas. Embora a propaganda fosse extremamente clara, informando que nem sempre haveria sessões nesse horário, o cliente queria que fosse criada uma única sessão para ele. Para minimizar ou evitar situações como estas, o Procon-SP, Procon-RJ e Procon-MG, aconselham o exibidor a deixar tudo informado corretamente e em local visível e legível.

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Mundo Afora

Cinemas de outro

mundo

Em visita a cidade de Auckland, a maior da Nova Zelândia, a Revista Exibidor conheceu os bastidores operacionais do mercado exibidor do país Por: Marcelo J. L. Lima

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© Divulgação

Complexo do Shopping Center Albany da Event Cinemas

U

m dos maiores pecados do mundo empreendedor é subestimar as práticas e ideias de um

determinado mercado em outro país, julgando que jamais daria certo em seu país. E a área de

exibição não foge a regra.

No início dos anos 1990, o conceito multiplex já explodia em

países como EUA e México. Porém, os cinemas brasileiros ainda trabalhavam com poucas salas por complexo, onde existia

uma bilheteria, uma bombonière, uma portaria e, até, uma cabine de projeção para cada uma delas. O excesso de ineficiência

administrativa de pessoal, somado a uma crise econômica local

e a falta de bons filmes, somente ajudou a deteriorar ainda mais o mercado de exibição no país.

O mais incrível era que os casos de sucesso estavam a algumas horas de avião comprovando a cada dia qual era o melhor ca-

minho a seguir. Cinemas com bilheterias únicas, cabines de projeção interligadas, som digital e um único acesso para todas

as salas de exibição. No entanto, os grandes exibidores daquela época cometeram o mesmo e fatídico erro do empreendedorismo, afirmando que no Brasil jamais daria certo.

O resultado foi a chegada da empresa americana Cinemark em 1997 trazendo todo o conceito multiplex, já consolidado em seu país de origem, e uma corrida desesperada pelos exibidores brasileiros em se adaptarem ao novo modelo de negócio. Quase 15 anos depois, o mercado de exibição brasileiro amadureceu, agora está em boa fase financeira e com salas de exibição cada vez mais luxuosas e bem decoradas. Sem contar com a preocupação com a digitalização de seu parque de projetores. Mas, será que isso é o suficiente para agradar os consumidores? Será que não existe outro conceito diferente do praticado e existente aqui no Brasil? Depois de uma viagem de cinco dias à Nova Zelândia, a Revista Exibidor pôde constatar que os cinemas do Brasil e, possivelmente, de muitos países das Américas, estão anos luz de novos conceitos, e o melhor, estão provados que funcionam após anos de projetos pilotos no país visitado. Conhecemos dois complexos, um de cada uma das duas maiores exibidoras da região, a Event Cinemas e a Hoyts, que já teve uma pequena participação em um complexo brasileiro de 15 salas na cidade de Guarulhos-SP há anos atrás.

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Mundo Afora

Bombonière

Salas de Exibição

Um dos grandes choques que um brasileiro tem ao entrar em um cinema neozelandês é a falta de bilheterias, simplesmente elas não existem. E o motivo não é por causa da venda em pontos de auto-atendimento ou venda pela internet. Os exibidores até desencorajam esta prática. Em ambos os cinemas visitados, e o que parece ser maioria no país, a venda de ingressos é feita diretamente na bombonière.

As salas de exibição, em sua maioria, são em formato Stadium e com poltronas numeradas. Porém, quem se destacou neste caso foram as salas dos cinemas da Hoyts no shopping a céu aberto Sylvia Park. São dez salas contendo uma do tipo “Bean Bag”, quatro VIP´s com o nome promocional de “La Premiere Cinemas”, duas do tipo Directors Lounge Cinemas, 2 salas simples e 1 com a maior tela do mundo (30,6x12,3 metros), segundo o livro dos recordes Guinness Book.

Esta prática já virou rotina e o grande ganho para o consumidor é ele assumir apenas uma única fila. “Por que pegar uma fila para comprar um ingresso e depois pegar outra para os alimentos se você pode fazer tudo em um único lugar?”, disse a gerente de plantão no dia da visita no cinema do Shopping Center Albany, onde há uma operação da Event Cinemas. Segundo a própria gerente, houve um crescimento altíssimo e considerável nas vendas da bombonière após a aplicação deste novo conceito. Muitos clientes, em época de longas filas, desistiam de pegar a fila da bombonière após comprar o ingresso na bilheteria.

A Sala “Bean Bag” é uma sala sem o formato Stadium e sem poltronas. No lugar delas, há puffs individuais e de casal. A sala é utilizada para filmes em “fim de carreira”, em sua quarta ou quinta semana em cartaz. Assim, o conforto dos puffs dá uma força maior para os filmes que não têm a mesma renda de sua época de lançamento. O mais divertido desta sala é que você pode arrastar os puffs para qualquer espaço vazio da sala. Para o lado do exibidor, o custo de construção de uma sala deste tipo cai drasticamente. Uma vez que não há a onerosa tarefa de se comprar poltronas e projetar arquibancadas.

Algo curioso do país é a alta venda de sorvetes de massa na casquinha. Eles competem em pé de igualdade com a pipoca. © Divulgação

Salas Bean Bag da Hoyts

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Já as salas Directors Lounge são as que possuem poltronas VIP e normais em um mesmo local. Se o cliente compra um ingresso simples, acessará o cinema normalmente passando pelo hall de entrada e entrando na sala pelo corredor próximo da tela. Quem compra o “ingresso VIP” tem um acesso pela escada rolante, atravessa um hall gigantesco com poltronas de couro original, pisos de mármore e um bar completo com os mais requintados drinks da região. A entrada para as salas de exibição são feitas pelas cabines de projeção. Cada um dos espaços de projeção é protegido por cercas de aço e vidro. Assim, o cliente VIP, tem um atendimento a altura do ingresso que pagou e ainda pode conhecer como funciona a magia do cinema e sua projeção. No

© Divulgação

Complexo Sylvia Park da Hoyts interior da sala, os três primeiros degraus do fundo das arquibancadas são mais espaçados, dando maior conforto ao espectador. A divisão entre esta área e a dos ingressos normais é feita por um muro com acabamento em madeira e estofado. O objetivo de oferecer salas com poltronas VIP e normais é garantir ao consumidor mais exigente telas grandes, algo muito difícil de conceber em salas exclusivamente VIP´s. Alguns cinemas também oferecem travesseiro e cobertor para os friorentos.

Possibilidades São ideias e conceitos como estes que trazem a inovação e evolução do prazer em ir ao cinema. É claro que muito do que existe na Nova Zelândia precisa ser adaptado às condições brasileiras, inclusive questões jurídicas como a trabalhista. Porém, a iniciativa de inovar seguindo o novo que dá certo é o melhor caminho para o sucesso de qualquer empreendimento, sendo um cinema ou não.


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Prêmio ED

Prêmio ED se consolida importante do setor de Uma relação de amizade, respeito e parceria

A

4ª edição do Prêmio ED começou com uma animação ímpar. A cada profissional que entrava no hall de recepção do Caesar Park (São Paulo-SP), era perceptível o clima de descontração que aos poucos envolveria todo o setor. Em todos pairava o ar de curiosidade e de expectativa em saber quem seriam os grandes destaques do ano de 2011. O coquetel de recepção foi bastante animado e os exibidores e distribuidores já demonstravam ali tudo o que o setor estava celebrando naquele dia, uma relação sólida de trabalho e amizade que atravessam os anos.

Pelo terceiro ano consecutivo, o parque cinematográfico apresentou crescimento. São 180 novas salas e ótimas previsões para 2012. E é neste cenário que os profissionais celebravam mais um ano. Além da entrega dos troféus, o Prêmio ED é conhecido por celebrar a união do setor, as amizades e a solidez nas relações. O presidente do SEECESP (Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas do Estado de São Paulo), Eli Jorge Lins de Lima fez a abertura oficial do evento com uma declaração apaixonante ao setor: “Estamos felizes por realizar mais um evento, principalmente com os cinemas aumentando cada vez mais as vendas e trazendo novas oportunidades de trabalho para o país. Essa festa é nossa e espero que ela cresça a cada dia. Eu amo o que faço e amo vocês”.

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Dada a largada, os exibidores aguardavam ansiosos o anúncio dos vencedores pela doce voz de Renata Boldrini, tradicional cerimonialista do evento em todas as suas edições. O primeiro anúncio foi o “Destaque Equipe de Programação” concedido à Cinesystem. Na sequência a empresa subiu novamente ao palco para receber mais um prêmio: “Destaque Profissional de Marketing” concedido a Carlos Maurício Sabbag. Em seguida, a Cinemark recebeu o “Destaque Equipe de Marketing”. E quando a Cinesystem já comemorava duas premiações, eis que surge mais uma: “Destaque Profissional de Marketing” dado a Sâmara Kurihara.


como a premiação mais exibição e distribuição celebrada pelos profissionais mais ilustres do setor

2 011

“Destaque Cinema Inaugurado no Interior” e “Destaque Cinema Inaugurado em Capital” foram recebidos pela Cinépolis, respectivamente com os cinemas: Cinépolis Alphaville (Barueri – SP) e Cinépolis Lagoon (Rio de Janeiro-RJ). A empresa também foi “Destaque Exibidor”.

Saldo final no segmento de exibição: Cinesystem e a Cinépolis foram os grandes destaques, cada uma delas recebeu três prêmios e com um a Cinemark também compôs o pódio. Entre o intervalo das premiações de exibição e distribuição, os homenageados foram um capítulo a parte. Nesta edição foram cinco homenageados, todos muito lisonjeados por terem sido lembrados pelo setor. (Confira os nomes na

página seguinte). O discurso de um deles chamou a atenção de todos os convidados. Jorge Peregrino citou os poucos dias que faltam para sua já anunciada saída da Paramount. A terceira e última parte do evento foi o anúncio dos grandes destaques no segmento de Distribuição. A primeira premiada foi a Sony com o “Destaque Equipe de Vendas” e o segundo vencedor foi Laércio Bognar da Imagem Filmes com o “Destaque Profissional de Programação”. Luciana Kikuchi, da Warner Bros., que também foi homenageada, ganhou o prêmio de “Destaque Profissional de Marketing”. Mas, quem dominou foi a Fox Film, com nada menos que quatro prêmios: “Destaque Equipe de Marketing”, “Destaque Campanha de Lançamento até 199 Salas” com Cisne Negro, “Destaque Campanha de Lançamento em 200 ou mais salas” com Rio e para fechar com chave de ouro, o “Destaque Distribuidor”. Após a premiação, um delicioso almoço foi servido e todos se confraternizaram num clima descontraído e gostoso, acompanhados por um cardápio que agradou a todos. A quinta edição virá e com ela novos agraciados e novos nomes no pódio. Aguarde, com certeza será uma edição tão inesquecível quanto às demais. Anote na agenda, o Prêmio ED 2012 será realizado em 13 de dezembro.

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Prêmio ED Vencedores: Prêmio ED 2011 Categoria Exibição Destaque Equipe de Programação Cinesystem Destaque Profissional de Programação Carlos Maurício Sabbag (Cinesystem) Destaque Equipe de Marketing Cinemark Destaque Profissional de Marketing Sâmara Kurihara (Cinesystem) Destaque Cinema Inaugurado no Interior Cinépolis Alphaville (Barueri – SP) Destaque Cinema Inaugurado em Capital Cinépolis Lagoon (Rio de Janeiro-RJ) Destaque Exibidor Cinépolis

Categoria Distribuição Destaque Equipe de Vendas Sony Pictures Destaque Profissional de Programação Laércio Bognar (Imagem Filmes) Destaque Equipe de Marketing Fox Film Destaque Profissional de Marketing Luciana Kikuchi (Warner Bros.) Destaque Campanha de Lançamento até 199 Salas Cisne Negro (Fox Film) Destaque Campanha de Lançamento em 200 ou mais salas Rio (Fox Film) Destaque Distribuidor Fox Film

Homenageados Profissional do Cinema Nacional – Produção Mariza Leão Profissional do Cinema Nacional – Direção Fernando Meirelles Troféu Alexandre Adamiu Luciana Kikuchi Troféu Francisco Campos Gilberto Araújo Homenagem Especial Jorge Peregrino pela influência no mercado cinematográfico brasileiro em mais de 40 anos de carreira

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Recursos Humanos

Planejamento ou fazejamento 2012? Por: Antonio Lima Neto

Ufa! Nem nos demos conta e 2011 já passou

M

uitas organizações já fecharam ou ainda estão ajustando o seu plano de ação a ser implantado no ano de 2012. Atrelado ao planejamento não podemos fugir do fator orçamentário.

De nada vai adiantar todo este investimento se o nosso colaborador não souber relacionar-se com o nosso cliente. Quanto mais treinada estiver a sua equipe de profissionais, mais encantado será o seu atendimento.

Alguns recursos são analisados neste momento, assim como metas e objetivos da empresa, tendências econômicas do país e do mundo e levantamento das necessidades internas organizacionais etc...

Faça uma linha sobre o trajeto do cliente dentro do seu estabelecimento, quantas pessoas estão envolvidas neste caminho. Você pode garantir que existe um atendimento padronizado? Compreendido de Educação, Cortesia, Agilidade e Disponibilidade? E seus líderes pensam de forma estratégica ou simplesmente saem improvisando soluções o ano inteiro?

Mas se é alguém que dita a ordem para as possíveis mudanças organizacionais, ele se chama cliente. E quando o assunto é este, nos remete ao tema relacionamento entre cliente e empresa. Muitos dos orçamentos estão focados em aquisições de novos sistemas de “TI” (Tecnologia da Informatização), reforma das salas de exibição ou bombonière, digitalização dos projetores, imobiliário, etc. Tudo isso é importante, afinal quem não gosta de conforto e agilidade? Porém, faço o meu questionamento: quanto desta verba está direcionada para a capacitação e desenvolvimento do nosso talento humano?

Quando não temos a referência dos resultados financeiros, ficamos limitados em planejarmos ou entendemos a real necessidade de treinarmos continuamente a nossa equipe de atendentes ou de vendas? Há muito tempo já se ouvia falar nesse ditado “Se você pensa que treinamento é caro, pense no custo da Ignorância”. Se você olhar para a sua equipe de vendas com visão de custo, será difícil colocar a mão no bolso. Mas se tiver outra maneira de encarar a sua equipe de trabalhadores como “Recursos Humanos” da sua Empresa, não falará mais de custo e sim em investimento no capital intelectual.

Havendo este investimento, fatalmente a sua empresa se distanciará de forma positiva da sua concorrência. A capacitação deve ser contínua, e nada melhor do que investir em nosso corpo gerencial, transformando-os em líderes treinadores. Quando não souber como desenvolver e capacitar a nossa equipe de talentos humanos, peça ajuda, ligue para seus colegas e troque ideias de ações de treinamento, caso contrário contrate uma consultoria expert no assunto. Certifique se o seu planejamento contempla estes tópicos: O que fazer, Como fazer, Quando fazer e responsáveis; Todo o planejamento deve estar convergido na “Missão, Visão e Valores” da organização; Quando estes fatores não estão alinhados, estará apenas fazendo, porém na contra mão; Quando o planejamento é bem elaborado e traçado, a margem de erro é pequena, todo planejamento é passivo de readequações e alinhamento, isto só ocorrerá se o mesmo for acompanhado diariamente e levado a sério. Lembre-se: treinamento deve estar sempre atrelado a resultados.

Antonio Lima Neto | antonio@lidertreinador.com.br *Psicólogo/UNG (Universidade de Guarulhos) e graduando em MBA Executivo Marketing/INPG. Possui mais de 22 anos de experiência profissional na área de Recursos Humanos, Treinamento e Desenvolvimento de pessoas em empresas de grande porte e renome no Brasil. Sólida vivência com coordenação e gerenciamento de atividades de desenvolvimento organizacional, programas de trainees e estágios, processos de contratação, treinamento e avaliação de desempenho.

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Agenda de Lançamentos

03/02/2012

10/02/2012

17/02/2012

24/02/2012

02/03/2012

09/03/2012

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Filme

Direção

Elenco

Distribuidora

A Bela e a Fera 3D (The Beauty and the Beast in 3D)

Gary Trousdale, Kirk Wise

Vozes de: Paige O´Hara, Robby Benson, Richard White, Jerry Orbach, David Ogden Stiers, Angela Lansbury

DISNEY

À Beira do Abismo (Man on a Ledge)

Asger Leth

Sam Worthington, Elizabeth Banks, Jamie Bell, Anthony Mackie, Ed Harris

PARIS

Filha do Mal (The Devil Inside)

William Brent Bell

Fernanda Andrade, Simon Quarterman, Evan Helmuth, Suzan Crowley, Bonnie Morgan

PARAMOUNT

O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)

Bennett Miller

Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright, Chris Pratt

SONY

Viagem 2: A Ilha Misteriosa (Journey 2: The Mysterious Island)

Brad Peyton

Dwayne Johnson, Michael Caine, Josh Hutcherson, Vanessa Hudgens

WARNER

A Dama de Ferro (The Iron Lady)

Phyllida Lloyd

Meryl Streep, Jim Broadbent, Harry Lloyd, Iain Glen, Anthony Head, Olivia Colman

PARIS

Cada um tem a Gêmea que Merece (Jack and Jill)

Denis Dugan

Adam Sandler, Al Pacino, Katie Holmes, Dana Carvey, Natalie Gal, Shaquille O´Neal

SONY

Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma 3D (Star Wars: Episode I - The Phantom Menace 3D)

George Lucas

Liam Neeson, Ewan McGregor, Natalie Portman, Jake Lloyd, Ian McDiarmid, Pernilla August, Ahmed Best

FOX

A Invenção de Hugo Cabret (The Invention of Hugo Cabret)

Martin Scorsese

Chloe Moretz, Jude Law, Emily Mortimer, Christopher Lee, Sacha Baron Cohen, Ben Kingsley, Ray Winstone

PARAMOUNT

Anônimo (Anonymous)

Roland Emmerich

Rhys Ifans, Vanessa Redgrave, Jamie Campbell Bower, Joely Richardson, David Thewlis, Xavier Samuel

SONY

O Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vigança (Ghost Rider: Spirit of Vengeance)

Mark Neveldine, Brian Taylor

Nicolas Cage, Idris Elba, Ciarán Hinds, Christopher Lambert, Violante Placido

IMAGEM

Reis e Ratos (Reis e Ratos)

Mauro Lima

Selton Mello, Cauã Reymond, Rafaela Mandelli, Rodrigo Santoro, Seu Jorge

WARNER

Intruders (Ainda Sem Título em Português)

Juan Carlos Fresnadillo

Clive Owen, Kerry Fox, Carice Van Houten

UNIVERSAL

Drive (Drive)

Nicolas Winding Refn

Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Albert Brooks, Oscar Isaac, Christina Hendricks, Ron Perlman

IMAGEM

Guerra é Guerra! (This Means War)

McG

Chris Pine, Tom Hardy, Reese Witherspoon

FOX

Albert Nobbs (Ainda Sem Título em Português)

Rodrigo García

Glenn Close, Mia Wasikowska, Aaron Banville, Janet Mcteer

PARIS

A Saga Molusco: Anoitecer (Breaking Wind)

Craig Moss

Heather Ann Davis, Frank Pancheco, Eric Callero, Danny Trejo, Alissa Kramer

PLAYARTE

Anjos da Noite - O Despertar (Underworld: Awakening)

Måns Mårlind, Björn Stein

Kate Beckinsale, Charles Dance, Michael Ealy, India Eisley, Stephen Rea, Sandrine Holt

SONY

Billi Pig (Billi Pig)

José Eduardo Belmonte

Selton Mello, Grazi Massafera, Preta Gil, Milton Gonçalves, Cassia Kiss, Sandra Pêra

IMAGEM

Shame (Shame)

Steve McQueen

Michael Fassbender, Lucy Walters, MariAnge Ramirez, James Badge Dale, Nicole Beharie

PARIS

Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud and Incredibly Close)

Stephen Daldry

Tom Hanks, Sandra Bullock, John Goodman, Viola Davis, Max von Sydow, James Gandolfini

WARNER

Como Agarrar Meu Ex-namorado (One For The Money)

Julie Anne Robinson

Katherine Heigl, John Leguizamo, Debbie Reynolds, Jason O´Mara, Daniel Sunjata

PLAYARTE


Filme

Direção

Elenco

Distribuidora

Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios (Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios)

Beto Brant, Renato Ciasca

Camila Pitanga, Gustavo Machado, Zecarlos Machado, Gero Camilo

SONY

O Corvo (The Raven)

James McTeigue

John Cusack, Alice Eve, Luke Evans, Kevin McNally, Dave Legeno, Oliver JacksonCohen

PARIS

John Carter (John Carter)

Andrew Stanton

Taylor Kitsch, Bryan Cranston, Lynn Collins, Mark Strong, Ciarán Hinds, Dominic West

DISNEY

Pequenos Espiões 4 (Spy Kids 4: All the Time in the World)

Robert Rodriguez

Jessica Alba, Alexa Vega, Antonio Banderas, Danny Trejo, Jeremy Piven, Daryl Sabara

IMAGEM

Poder Sem Limites (Chronicle)

Josh Trank

Michael B. Jordan, Michael Kelly, Dane DeHaan, Ashley Hinshaw

FOX

Premium Rush (Ainda Sem Título em Português)

David Koepp

Joseph Gordon-Levitt, Michael Shannon

SONY

O Pacto (The Hungry Rabbit Jumps)

Roger Donaldson

Nicolas Cage, Guy Pearce

IMAGEM

Flor da Neve e o Leque Secreto (Snow Flower and the Secret Fan)

Wayne Wang

Hugh Jackman, Bingbing Li, Gianna Jun, Vivian Wu, Archie Kao, Wu Jiang, Angela Evans

PARIS

Jogos Vorazes (The Hunger Games)

Gary Ross

Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Stanley Tucci

PARIS

The Big Year (Ainda Sem Título em Português)

David Frankel

Jack Black, Steve Martin, Owen Wilson, Zahf Paroo, John Cleese, Rosamund Pike, Kevin Pollak, Joel McHale

FOX

The Croods (Ainda Sem Título em Português)

Kirk De Micco, Chris Sanders

Vozes de: Nicolas Cage, Ryan Reynolds, Emma Stone, Catherine Keener

PARAMOUNT

Americano (Americano)

Mathieu Demy

Salma Hayek, Mathieu Demy, Geraldine Chaplin, Chiara Mastroianni

CALIFÓRNIA

O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida (Dr. Seuss´ The Lorax)

Chris Renaud

Vozes de: Danny Devito, Betty White, Zac Efron

PARAMOUNT

Piratas Pirados! (The Pirates! Band of Misfits)

Peter Lord

Vozes de: Hugh Grant, Adewale AkinnuoyeAgbaje, Martin Freeman, Salma Hayek, Jeremy Piven, Brendan Gleeson

SONY

The Cold Light of Day (Ainda Sem Título em Português)

Mabrouk El Mechri

Bruce Willis, Sigourney Weaver, Henry Cavill, Óscar Jaenada, Caroline Goodall, Rafi Gavron, Joseph Mawle

PARIS

Espelho, Espelho Meu (Mirror Mirror)

Tarsem Singh

Julia Roberts, Lily Conlins, Armie Hammer, Sean Bean, Nathan Lane, Mare Winningham, Robert Emms

IMAGEM

Titanic 3D (Titanic in 3D)

James Cameron

Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Billy Zane, Kathy Bates, Bill Paxton, Gloria Stuart, Frances Fisher, Bernard Hill

FOX

Fúria de Titãs 2 (Wrath of the Titans)

Jonathan Liebesman

Sam Worthington, Ralph Fiennes, Liam Neeson, Danny Huston, Edgar Ramiez, Bill Nighy

WARNER

American Pie: O Reencontro (American Pie: Reunion)

Jon Hurwitz, Hayden Schlossbergv

Alyson Hannigan, Seann William Scott, Mena Suvari, Katrina Bowden, Tara Reid, Chris Klein

UNIVERSAL

Contrabando (Contraband)

Baltasar Kormákur

Mark Wahlberg, Kate Beckinsale, Ben Foster, Giovanni Ribisi, Lukas Haas, J.K. Simmons

UNIVERSAL

Os Vingadores (The Avengers)

Joss Whedon

Chris Evans, Samuel L. Jackson, Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Scarlett Johansson

DISNEY

16/03/2012

23/03/2012

30/03/2012

06/04/2012

13/04/2012

20/04/2012

27/04/2012

* As datas previstas de lançamentos estão sujeitas à alteração

49 | Exibidor, janeiro/2012


Trajetória © Divulgação

Kinoplex, sucesso consolidado do Grupo Severiano Ribeiro

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ais de 90 anos na cinematografia nacional. É difícil imaginar uma única empresa que já tenha passado pelas principais mudanças tecnológicas do cinema. Mas é assim a trajetória do Grupo Severiano Ribeiro. Do cinema mudo à tecnologia digital, a companhia fez história e revolucionou o mercado em diferentes períodos.

Tudo começou em Fortaleza, em 1917, quando o fundador Luiz Severiano Ribeiro inaugurou o Majestic, um dos primeiros cinemas da capital cearense. Com o sucesso do negócio, o comerciante comprou as outras três salas na região. Após a chegada das distribuidoras americanas no Brasil, Ribeiro mudou-se com a família para o Rio de Janeiro e em 1926, arrendou o Cine Atlântico e em seguida, formalizou um acordo com João Cruz Júnior para explorar os cines Ideal e Íris.

© Divulgação

Suas estratégias de mercado ao longo das décadas de 20 e 30 foram responsáveis pela migração dos cinemas do centro do Rio de Janeiro para outros pontos nobres da cidade. A inauguração em 1937 do Cine São Luiz, na Praça Duque de Caxias foi um bom exemplo desta mudança geográfica.

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Em 1987, seguindo a tendência mundial do setor de exibição - que mudou com a febre dos shoppings centers – a empresa passou por uma grande reformulação. Foram inauguradas novas salas em shoppings. Entre as décadas de 80 e 90, o multiplex figurou como precursor neste segmento e os cinemas de rua foram perdendo seu espaço. A marca Kinoplex, nome dado aos complexos mais modernos da empresa que seguem o estilo multiplex, surgiu em 2002. Na mesma época, a marca abriu em Campinas- SP (15 salas), São Paulo-SP (6 salas) e Vila Velha-ES (7 salas). A cada ano novas inaugurações davam continuidade ao processo de expansão da empresa. Surgiram o Kinoplex Osasco (SP, 2005); Kinoplex Nova América e o Kinoplex Leblon (RJ, 2006); em parceria com a UCI,

50 | Exibidor, janeiro/2012

o UCI Kinoplex no NorteShopping e o Kinoplex Fashion Mall (RJ, 2007); Kinoplex Grande Rio e Kinoplex Tijuca (RJ, 2008). Em 2009 a empresa inaugurou o novo Kinoplex Boulevard, no Boulevard Shopping (DF), também com uma sala 3D, e deu início à consolidação das salas com a tecnologia 3D Digital no país. Em 2010, um novo complexo foi inaugurado em São Paulo (SP), o Kinoplex Vila Olímpia, com sete salas no total, sendo duas no formato VIP, as primeiras nesse estilo da empresa, batizadas de Platinum. Atualmente, são 217 salas espalhadas por todo o país, sendo 45 com a tecnologia 3D e quatro Platinum. A expectativa é que, até 2017, quando a empresa completa seu primeiro centenário, o conceito da marca Kinoplex chegue a todas as salas do Grupo, o que significa a modernização de alguns cinemas mais antigos. “É uma honra para o Grupo Kinoplex/Severiano Ribeiro apoiar a cultura no Brasil. Há quase um centenário levamos entretenimento ao público de várias idades nos quatro cantos do país. O grupo é a maior empresa de exibição com capital nacional em atuação no país. Temos orgulho em continuar fazendo história e levando hoje aos clientes não somente filmes, mas também exibindo balés, óperas, jogos de futebol e shows. Estamos com um projeto de expansão, no qual abriremos novas salas, cada vez mais modernas e confortáveis que levam a marca Kinoplex, nossa nova geração de cinemas. Espero que possamos cada vez encantar o nosso público, levando entretenimento e cultura a todo o país”, comemora o atual presidente Luiz Severiano Neto.


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