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Ano I - nº 03, outubro/2011

Óculos 3D

Máquina e produtos para higienização

www.exibidor.com.br

Responsabilidade Civil Importância do seguro e coberturas

Mobile

Versão para websites exibidores


Leia também a revista Exibidor no seu iPad®. Basta o sistema operacional de seu aparelho ser iOS 4.2 ou superior. Veja abaixo o passo a passo de como baixar a revista gratuitamente. Acessando o site www.exibidor.com.br através de seu iPad®, basta clicar na capa da revista ou nos links das edições anteriores no menu, ao visualizar a revista, no canto superior direito da tela irá aparecer automaticamente “Abrir no iBooks” ou em inglês “Open in iBooks”. O iBooks abrirá e conseguirá visualizar a edição selecionada da revista. Ao utilizar o iBooks para abrir a revista, será armazenado automaticamente uma cópia da revista Exibidor em sua prateleira de livros.

É muito simples e prático. Saiba mais em: www.exibidor.com.br/ipad


Editorial

Reforçando os passos

C

hegamos à terceira edição da Revista Exibidor. Parece mentira, mas é

Expediente

só prova a necessidade que o mercado exibidor tinha para com este

Edição e direção Marcelo J. L. Lima

realidade, os elogios e o excesso de solicitações por mais exemplares

tipo de informação. Eu, minha equipe e a Tonks só temos a agrade-

cer os atos de carinho, apoio e elogios por parte dos leitores e colegas de profissão. O carro-chefe desta nova edição é a importante e pontual reportagem sobre a projeção de conteúdo digital ao vivo. Com a colaboração das mais respeitadas

empresas fornecedoras e integradoras de equipamentos do setor, o texto ajuda o exibidor – principalmente os de menor porte – a entender o quão fácil é trazer

conteúdos ao vivo para o seu estabelecimento. Desde a antena receptora, passando pelos servidores, projeção e o conteúdo propriamente dito.

Na seção Entrevista, o argentino Sebastián Valenzuela, que completa em 2011

o primeiro ano no comando da Walt Disney Studios Motion Pictures do Brasil, relata a sua compreensão em relação ao mercado brasileiro de exibição. É muito

interessante entender a mente e a visão de alguém do mercado cinematográfico que jamais havia trabalhado com o emergente setor brasileiro.

Também temos uma nova seção chamada “Trajetória”, que a partir desta edição irá contar a história de exibidoras, pessoas e cinemas que fizeram o mercado

cinematográfico brasileiro ser o que é hoje. Quem tem a honra de iniciar esta seção é a comemoração dos 30 anos da Centerplex Cinemas, uma empresa que

pessoalmente tive a honra de fazer parte de seu crescimento e que hoje é uma das mais respeitadas exibidoras do país.

A revista também segue com interessantes matérias, como seguro de responsabi-

lidade civil, higienização de óculos 3D e a nova tendência no setor tecnológico:

Redação Natalí Alencar (MTB 51480) natali@exibidor.com.br Arte Raphael Grizilli raphael@exibidor.com.br Revisão Talita Garcez talita@exibidor.com.br Comercial e anúncios faleconosco@exibidor.com.br Tel.: (11) 2099 0308 Colaboradores Marcos Bitelli, Antonio Lima Neto e Espaço/Z Impressão Poligraf ABC Gráfica e Editora (11) 4991 4243 - (11) 4991 4388 orcamento@poligrafabc.com.br Contato: Célio Pagels (11) 9160 4048 www. poligrafabc.com.br Quantidade: 1500 exemplares.

Não podemos esquecer o mais importante prêmio do setor de exibição e distri-

Correspondência Rua Voluntários da Pátria, 3744 – Cj 76 São Paulo (SP) | 02402-400 Tel: (11) 2099 0308 faleconosco@exibidor.com.br www.exibidor.com.br

motores para a grande festa no início de dezembro e o leitor poderá acompanhar

A Revista Exibidor é uma publicação

websites para celulares. Os artigos de legislação e recursos humanos estão tra-

dicionalmente presentes e escritos pelos profissionais Marcos Bitelli e Antonio Lima Neto respectivamente.

buição: o Prêmio ED. Tonks, Espaço/Z e o SEECESP já estão aquecendo os os detalhes finais.

trimestral da:

Mais uma vez agradeço de coração todo o apoio dado pelos profissionais deste mercado maravilhoso e batalhador que é o da exibição. Tenha uma agradável leitura!

www.tonks.com.br Os artigos assinados não refletem neces-

sariamente a opinião da Revista Exibidor. Proibida a reprodução parcial ou total do

Marcelo J. L. Lima marcelo@exibidor.com.br

4 | Exibidor, outubro/2011

conteúdo sem autorização da Tonks.

Este exemplar faz parte do Acervo da Cinemateca do Rio de Janeiro.


Espaço do Leitor

ta r a equipe da Revis ria de parabeniza encial ess or set um Primeiramente, gosta er nd conteúdo e por ate Exibidor pelo seu atográfica. em cin e ad da ativid MAM possui uma da Cinemateca do A documentação as nacionais e ist periódicos e rev vasta coleção de variadas épocas, is ma s da a, cinem estrangeiras sobre sadores e demais qui pes consulta de ta disponíveis para a s coleções a Revis nto, ter entre nossa rta Po s. o. do erv ssa ac ere int ade do rescentar à qualid Exibidor só vai ac

Fiquei muito cont exemplar nº 2 ente em receber o da Revista E xibi As matérias abordam noss dor. o cotidiano e precisamos ficar de olho s bem abertos. Dei xo os meus pa rabéns e votos de muito sucesso. // Lázaro Ta deu dos San tos - UCI

tá ótima. vista, ela es Recebi a re a equipe! tod Parabéns a mount Cruz - Para // Aristides

Museu de Arte ce - Cinemateca do // Fabricio Feli de Janeiro Moderna do Rio

A revista é linda, fantástica. Parabéns a todos.

Achei a Revista sensacional. As matérias são boas e o conteúdo é bem pertinente.

// Antonio Ricardo Soriano - Blog Salas de Cinema de São Paulo

// Paulo Pereira - Cinépolis

Queremos saber também a sua opinião. Envie seus comentários para: faleconosco@exibidor.com.br.

Empresas e Instituições Citadas A

G

Allianz Anatel ANCINE Apple

GDC Grupo Severiano Ribeiro

B Barco Bell Labs Blog Salas de Cinema de São Paulo Bradesco Seguros

C CADE Casablanca Online Centauro Centerplex Cinemas Chubb Cinemark Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro Cinépolis

D Danone Disney Downtown Filmes DreamWorks

H Harvard University

I Imagem Filmes

K Kinoland Locações & Eventos Knight

L L´Oréal

M Mapfre Seguros Marcoseg Corretora de Seguros Marvel Studios Millennium Films Ministério da Cultura Miravista MOBZ Motorola

N Nokia

E

O

Espaço/Z

Orient Cinemas

F

P

Força Aérea Brasileira Fox Film

Paramount Pictures Paris Filmes

6 | Exibidor, outubro/2011

Phillip Morris Pixar PlayArte Pontificia Universidad Católica Argentina Porto Seguro

R RIM

S SBI SEECESP Sony Pictures StatCounter Strong Summit SUSEP

T Tecno Machine Tonks

U UCI Universal

V Village Cines

W Warner Bros.


Sumário

Shows e eventos ao vivo/26 Cinemas podem ser facilmente adaptados para exibir conteúdo alternativo notícias/08

Giro pelo mercado

claquete.com/11 Novidades do cinema

entrevista/14

Sebastián Valenzuela, da Disney

artigo legislação/20

Cota de tela invade outros setores

tecnologia/22

Versão mobile de websites para exibidores

artigo rh/33

Liderança em questão

serviço/34

Higienização de óculos 3D

jurídico/39

Importância do seguro de responsabilidade civil

Prêmio ED/43

Contagem regressiva para mais uma edição

agenda/44

Próximos lançamentos

trajetória/46

30 anos da Centerplex Cinemas

7 | Exibidor, outubro/2011


Notícias

© Divulgação

Exibição especial de Harry Potter 2

O capítulo final da franquia do famoso bruxinho: “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” teve uma pré-estreia em grande estilo, em julho, no Morro da Urca (RJ). O evento teve a presença inédita no país do ator Tom Felton, o Draco Malfoy, personagem presente em todos os filmes da série.

Para receber convidados, jornalistas e exibidores, um conjunto de empresas especializadas uniu-se para a produção do evento. Além da própria Warner Bros, colaboraram Kinoland Locações & Eventos, Barco, Centauro Cinema e Espaço/Z.

Lanterna Verde para a Força Aérea Brasileira © Divulgação

Em agosto, uma pré-estreia exclusiva do filme Lanterna Verde foi feita para mais de 1.000 convidados no centro social do Esquadrão de Demonstração Aérea, em Pirassununga (SP). O local foi reinaugurado após três meses de reformas. A exibição para os cadetes e militares da Academia da Força Aérea contou com um ambiente decorado com dois aviões da Frota, que recepcionaram os convidados na entrada do cinema. No filme, o protagonista Hal Jordan (Ryan Reynolds) segue os passos do pai e torna-se um piloto de testes da Aviação Ferris, empresa fictícia dos quadrinhos. O herói também integra a Força Aérea dos Estados Unidos.

8 | Exibidor, outubro/2011

Orient Cinemas terá dois novos cinemas A Orient Cinemas volta a investir em sua expansão. A exibidora anunciou futuras inaugurações em duas novas localidades. Uma será o Orient Cinemas Cariri Shopping, instalado em Juazeiro do Norte (CE), com seis salas e capacidade total para 1400 lugares, sendo que 3 salas serão 3D. A outra é o Orient Cinemas Amapá Garden Shopping, na capital Macapá (AP), com oito salas, sendo todas montadas com projetores 3D e, além disso, duas salas vips. A previsão de inauguração em Juazeiro é maio de 2012 e em março de 2013 será a vez de Macapá.


Lei quer obrigar cinemas a informarem “malefícios” do 3D

Box Cinemas foi comprada pela Cinépolis

© Divulgação

A Cinépolis anunciou oficialmente no final de setembro a compra da Box Cinemas no Brasil. A rede mexicana já é a quarta operadora de cinemas do mundo e a maior da América Latina.

O deputado federal Décio Lima (PT) criou um projeto de lei para obrigar as salas de cinema a orientarem o público sobre os riscos que o uso da tecnologia 3D pode causar no consumidor, como distúrbios neurológicos, labirintite e epilepsia. Em entrevistas para a mídia, ele declarou que seu objetivo não é fazer com que as pessoas deixem de frequentar os cinemas, mas sim que estejam melhor informadas sobre os “possíveis malefícios” dessa tecnologia.

Com a aquisição, a empresa passará a figurar no grupo das cinco maiores exibidoras do país. Ela passará de 56 para 107 salas. As mudanças serão feitas aos poucos. Em breve os complexos da Box vão ganhar uma nova identidade com a marca da Cinépolis.

Revista Exibidor faz parte do acervo da Cinemateca do Rio de Janeiro A Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebeu por meio do Cineclube Cinead-MAM o segundo exemplar da Revista Exibidor e decidiu incorporar a publicação ao seu acervo de mídias impressas. A partir de agora, todas as edições da Revista Exibidor, inclusive a primeira, estarão disponíveis para consulta dentro da Cinemateca. O pedido foi feito pelo coordenador do setor de documentação do local, Fabricio Felice. “A documentação da Cinemateca do MAM possui uma vasta coleção de periódicos e revistas nacionais e estrangeiras sobre cinema, das mais variadas épocas, disponíveis para a consulta de pesquisadores e demais interessados. Portanto, ter entre nossas coleções a revista Exibidor só vai acrescentar à qualidade do acervo”, explica Felice.

9 | Exibidor, outubro/2011


Claquete.com

Tropa de Elite 2 é indicado para representar o Brasil no Oscar 2012

© Divulgação

Para concorrer ao prêmio de Melhor Filme estrangeiro no Oscar 2012, o Brasil já tem seu candidato: Tropa de Elite 2, que foi escolhido por unanimidade na comissão do Ministério da Cultura para a indicação à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

O longa de José Padilha concorreu com As Mães de Chico Xavier, Assalto ao Banco Central, Bruna Surfistinha, entre outras produções. A cerimônia do Oscar 2012 será realizada em 26 de fevereiro de 2012, no Kodak Theatre.

Divulgado primeiro pôster teaser de “A Era do Gelo 4” O quarto filme da franquia que dá ênfase a separação dos continentes, acaba de ter divulgado seu primeiro teaser pôster. Obviamente, Scrat estampa a arte, o que indica uma aventura marítima. Dirigido por Steve Martino e Mike Thurmeier, a Era do Gelo 4 conta com vozes de Ray Romano, Karen Disher, Queen Latifah, Jennette McCurdy, John Leguizamo, Denis Leary e Chris Wedge. A animação deve chegar ao Brasil em 13 de julho de 2012 com distribuição da 20th Century Fox.

© Divulgação

“Top Gun” é o próximo a ganhar versão em 3D © Divulgação

Outro grande sucesso da década de 80

ganhará uma nova versão em 3D: Top

Gun: Ases Indomáves (Top Gun, 1986). O filme transformou Tom Cruise num grande astro do cinema. Ele interpretou

o papel de Maverick Mitchell, um ousa-

do jovem piloto que entra na escola de

A Paramount já até lançou uma prévia de quatro minutos de uma das cenas de batalhas aéreas, na última segunda, em Amsterdam. Quem está fazendo a conversão do 2D para o 3D é a empresa Legend3D. Provavelmente a nova versão estará disponível em meados de 2012 .

aviação da Marinha americana e pretende tornar-se o melhor dentre os melhores.

11 | Exibidor, outubro/2011


Claquete.com

Divulgadas novas artes individuais da produção “Contágio” A Warner Bros. Pictures divulgou, exclusivamente para sites e revistas, seis novas artes individuais e em português do elenco principal de Contágio (Contagion). O filme reúne um elenco repleto de astros internacionais, incluindo os premiados Marion Cotillard, Matt Damon, Laurence Fishburne, Jude Law, Gwyneth Paltrow e Kate Winslet. O longa de suspense internacional segue o rápido progresso de um vírus letal, transmissível pelo ar, que mata em poucos dias. Como a epidemia se espalha rapidamente, a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver em uma sociedade que está desmoronando. Contágio foi filmado em vários pontos do mundo, incluindo Hong Kong, Macau, Chicago, Atlanta, San Francisco, Abu Dhabi, Londres e Genebra.

© Divulgação

O filme será distribuído pela Warner Bros. Pictures, uma empresa Warner Bros. Entertainment e tem lançamento previsto para 28 de outubro nos cinemas brasileiros.

“Os Mercenários 2” tem elenco revelado Segundo informações do site da produtora Millennium Films, o elenco de Os Mercenários 2 (The Expendables 2) será composto por Sylvester Stallone, Jason Statham, Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis, Jet Li, Chuck Norris, Jean Claude Van Damme, Dolph Lundgren, Tom Arnold, Terry Crews, Randy Couture e Scott Adkins. O novato, Liam Hemsworth, com apenas 21 anos também está na equipe dos veteranos. No filme, depois que Tool (Mickey Rourke), a alma do grupo, é brutalmente assassinado em uma missão, seus companheiros juram vingança - mas não são os únicos sedentos por sangue. A bela e selvagem filha de Tool, Fiona, embarca em sua própria missão para vingá-lo, mas complica a situaçaão quando é capturada por um cruel ditador que planeja destruir o movimento de resistência a que se opõe. Agora Barney Ross (Sylvester Stallone) e os Mercenários devem arriscar tudo para salvar a moça e a humanidade. © Divulgação

Na direção está Simon West.

Os Mercenários 2 tem lançamento previsto para 17 de agosto de 2012.

12 | Exibidor, outubro/2011


Data do nacional “Os 3” é alterada A Warner Bros. Pictures divulgou a nova data de lançamento de Os 3, primeiro longa-metragem solo de Nando Olival, codiretor de Domésticas (2001) ao lado de Fernando Meirelles. O filme chegará aos cinemas brasileiros em 11 de novembro.

© Divulgação

Os 3 conta a história de três jovens universitários que, vindos de diferentes pontos do país, decidem morar juntos e criam entre si uma forte amizade. Com o fim da faculdade, sem ter recursos para se sustentar, os três aceitam transformar seu apartamento, e consequentemente seu dia a dia,

num reality show patrocinado por uma grande loja de departamentos, que vê na juventude deles um excelente produto de marketing. Tudo o que eles usam no apartamento está à venda na internet por meio de um simples clique. Aos poucos, com o sucesso, a vida deles se transforma num palco cheio de verdades baseadas em mentiras e de muitas mentiras que carregam um tanto de verdade. A ficção criada por eles se embaralha com a realidade e nem eles mesmos conseguem saber no que acreditar.

Bella, Edward e Jacob estampam cartazes de “A Saga Crepúsculo: Amanhecer” A distribuidora Paris Filmes divulgou dois novos pôsteres de A Saga Cre-

púsculo: Amanhecer – Parte 1 (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 1), franquia de maior sucesso da pro-

dutora independente norte-americana Summit.

No primeiro, o casal Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) abraçados e no segundo, Jacob (Taylor Lautner) aparece ao lado da matilha de lobos.

A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte

1 tem lançamento nos cinemas brasileiros previsto para: 18 de novembro.

© Divulgação

13 | Exibidor, outubro/2011


©Divulgação

Entrevista

Sebastian Valenzuela // Disney

Da Argentina diretamente para o Brasil Por: Natalí Alencar

Após anos de trabalho no marketing de grandes multinacionais localizadas na Argentina, Sebastián Valenzuela desembarcou no mercado cinematográfico brasileiro e hoje é o vice-presidente da Disney no Brasil

14 | Exibidor, outubro/2011


F

ormado em administração de empresas pela Pontificia

Desde setembro de 2010, Sebastián está à frente da vice-presi-

Harvard University, nos EUA, Sebastián Valenzuela acu-

distribuição no segmento de cinema. Embora sua experiência

Universidad Católica Argentina, com pós-graduação na

mula vasta experiência na área de marketing. Ele já passou

por grandes empresas, como a L´Oréal, Danone e Phillip Morris.

Em seu penúltimo trabalho, dedicou mais de 11 anos a um dos

principais grupos de exibição na Argentina: Village Cines, sendo os últimos cinco, o gerente geral.

dência da Disney do Brasil, como o responsável pela divisão de ainda seja curta em território nacional, ele já percebeu o poten-

cial do mercado brasileiro. Para Valenzuela, o exibidor está mais

consciente das oportunidades, tendo aproveitado todas elas da melhor forma.

Confira a entrevista concedida por email:

e que conforme prospera pode desti-

a 1 milhão de ingressos. Com tudo isso,

Sebastián Valenzuela - Excelente. Sen-

nimento. Ao mesmo tempo, a bilhete-

vez mais uma importância significativa

generosamente. Nestes poucos meses que

forte, comparado com outras moedas

dentro de sua estrutura, geramos um

guindo acompanhar o crescimento da

justo e de mútuo respeito, trabalhando

na expansão de seus circuitos com no-

atinjam todo seu potencial.

elevada com as salas VIP, bem como

Exibidor - Como tem percebido o mercado nacional?

Tudo isso é muito importante. Para fe-

Revista Exibidor - Como

tem sido sua

experiência com o exibidor brasileiro?

nar parte de seu dinheiro ao entrete-

o mercado brasileiro está tendo cada

timos que o mercado nos recebeu muito

ria aumenta com o Real cada vez mais

a Disney começou a distribuir os filmes

do mundo. Os exibidores estão conse-

Exibidor - Quais as suas expectativas em relação a isso?

relacionamento fluido, comercialmente

demanda com investimento, apostando

Valenzuela - Achamos que este cres-

juntos para fazer com que nossos filmes

vos complexos e numa experiência mais

numa melhoria contínua da tecnologia.

Valenzuela - O crescimento da eco-

nomia brasileira está se refletindo nos cinemas. O mercado cinematográfico brasileiro está num momento de excep-

char um ótimo ciclo, o conteúdo estrangeiro se mantém forte e os filmes bra-

sileiros estão atravessando um período

de enorme sucesso com cinco filmes até

agosto de 2011 e bilheterias superiores

para o mercado mundial.

cimento vai continuar pelos próximos anos. Acreditamos que a Disney vai

acompanhar e impulsionar este cresci-

mento, já que incorporamos em 2011, ao nosso line up, os filmes de Drea-

mWorks Live Action. A partir do pró-

ximo ano, iremos lançar os filmes da Marvel Studios. Já estão confirmados Os Vingadores (The Avengers, previsto para 27/4/12) e Homem de Ferro 3

crescimento

(Iron Man 3, agen-

tando nos últimos

Teremos também a

mercado tem cres-

(Brave em 29/6/12)

13% em ingressos e

Monstros (Monsters

O aumento da venda

de 2013), da Disney/

principalmente pela

seguimos apostando

de público que esta-

para produções lo-

cional

que vem se susten-

dado

anos. Em 2011, o

estreia de Valente

cido a um ritmo de

e Universidade dos

18,3 % em bilheteria.

University em junho

de ingressos ocorre

Pixar. Além disso,

demanda reprimida

nas

va fora da indústria

Sebastian Valenzuela, acompanhado de alguns exibidores, durante sessão exclusiva O Rei Leão no Cinemark Shopping Market Place

para

2013).

oportunidades

cais da Disney.

15 | Exibidor, outubro/2011


Entrevista

Exibidor - Quais são as diferenças entre o mercado exibidor argentino e o brasileiro além do tamanho?

Caribbean 4: On Stranger Tides) e Carros

Valenzuela - Tem muitas diferenças,

exemplo, antes da estreia de Toy Story 3,

hábito que o mercado brasileiro tem de

digital 3D. Em agosto, ficamos bastante

vais (como o de Búzios e Campos de

de sucesso O Rei Leão (The Lion King)

2 (Cars 2). Também acreditamos nos re-

tworks e outras ao negócio de cinema.

Você

poderia nos dar mais detalhes de

lançamentos em 3D. O ano passado, por

como isso favorece e amplia a comuni-

mas acho que uma das principais é o

relançamos Toy Story 1 e 2 em formato

Valenzuela - A diferença é enorme. O

se reunir várias vezes ao ano em festi-

satisfeitos com o relançamento do gran-

marketing para se referir à percepção

Jordão) ou em outros eventos (Prêmio

em Digital 3D.

participa a maioria dos exibidores, dos

distribuidores e de outros participantes

Exibidor - A Disney co-produz filmes nacionais. Como estão os projetos nesse segmento?

identidade no mercado.

Valenzuela - Tivemos a exibição do fil-

Exibidor - Estamos

em Junho de 2011. Um sucesso de mais

ED, veja matéria na página XX), onde

da indústria. Isso gera uma forte união e

num momento de

grandes lançamentos e relançamentos

Digital 3D. Quais os planos da Disney nesta área? de sucessos no formato

Valenzuela - Na Disney, acreditamos muito na tecnologia 3D. Lançamos nos últimos meses nesse formato: TRON – O Legado (Tron Legacy), Enrolados

(Tangled), Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas (Pirates of the

me Qualquer Gato Vira Lata, lançado

de 1,175 milhão de ingressos. Pela fren-

te, temos alguns projetos em desenvolvimento e pré-produção e continuamos

analisando ideias para as marcas Miravista e Disney.

Exibidor - A Disney

tem uma estrutura

diferenciada de trabalho, integrando as áreas de licenciamento, media ne-

cação de um filme?

“awareness” [Termo usado na área de

do consumidor em relação a alguma marca. É uma medição da visibilidade

e do reconhecimento] de um filme aumenta de maneira significativa. Quan-

do numa franquia participam todas as linhas de negócio da Disney, a exposi-

ção da marca se potencia. Você impacta

o consumidor de forma permanente, em diferentes lugares, o que resulta

numa maior identificação do público com os personagens e consequentemente, numa maior bilheteria.

Exibidor - Quais são as metas da Disney Pictures para o Brasil? Valenzuela - Queremos crescer, estamos num mercado maravilhoso e temos um conteúdo excepcional. Vamos

contribuir com filmes, investimento em comunicação e apoiar as novas tecnologias que melhorem a experiência de

entretenimento, para o crescimento do mercado brasileiro.

Exibidor – Gostaria

de deixar algum

agradecimento aos exibidores?

Desde minha chegada aqui no Brasil, fui muito bem recebido por todos os

exibidores. Eu tive a oportunidade de conhecer pessoalmente praticamente a

todos do mercado. Posso afirmar que a experiência com os exibidores brasileiros

é única, e só quem vivencia o dia-a-dia

consegue entender o que estou falando. Por isso gostaria de agradecer a todos pelo apoio que tem dado a Disney e a Confraternização com colegas do setor no Prêmio ED

16 | Exibidor, outubro/2011

cada um dos membros da nossa equipe pelo ótimo trabalho desenvolvido.


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Legislação

Cota de tela se amplia para outros setores Por: Marcos Alberto Sant Anna Bitelli

O

Congresso Nacional aprovou o PLC 116, trata-se do serviço de televisão por assinatura, que agora se chama “Serviço de Acesso Condicionado”. Esta nova lei traz incluída uma série de regras relacionadas aos conteúdos audiovisuais incluídos nos pacotes dos assinantes. Uma relevante novidade é que agora a TV por Assinatura ganhou cotas de tela, como os exibidores já tem, desde 2001. A cota de tela da TV por Assinatura se dá de diferentes modos. A primeira cota é a “Cota no Canal” que significa que os canais programados deverão abrir 3.30 horas semanais para incluir obras audiovisuais brasileiras de produção independente e horas audiovisuais brasileiras. Esta cota causou questionamentos dos programadores, porque cada canal tem sua característica e a inserção à força deste conteúdo na programação pode destruir a integridade do formato do canal. Ao mesmo tempo, se diz, seria a destruição de uma propriedade intelectual. Inspirados nas dificuldades das regras das cotas de tela dos cinemas, a nova regra cria dificuldades de cumprimento das cotas, restringindo a idade dos filmes e audiovisuais que poderão ser veiculados: a programadora ou empacotadora observará as seguintes condições: I – pelo menos a metade dos conteúdos audiovisuais deve ter sido produzida nos sete anos anteriores à

sua veiculação; II – o conteúdo produzido por brasileiro nato ou naturalizado há mais de dez anos será equiparado ao produzido por produtora brasileira. Outra cota é a “Cota na Grade”, vale dizer, as operadoras deverão inserir em cada pacote de canais ofertados ao assinante 1/3 de canais programados por empresas programadoras brasileiras de capital nacional, sendo que a cada quatro destes canais, um tem que ser independente, ou seja, não relacionado ou coligado a uma empresa operadora de TV por Assinatura. Desses canais da “Cota de Grade”, pelo menos dois, deverão exibir 50% de conteúdos brasileiros independentes. Os canais de compras avulsas, como os “a la carte” , deverão ter uma cota de oferta de 10%, ou seja, a cada 10 canais, um deverá ser ofertado com conteúdo brasileiro. Num descompasso com o momento econômico, a lei traz restrições ao capital estrangeiro e a própria atividade de pessoas físicas estrangeiras no país, ao definir que a gestão, a responsabilidade editorial e as atividades de seleção e direção inerentes à programação e ao empacotamento são privativas de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos. A lei limita ainda a publicidade nas telas das programadoras, exige a intermediação de agência brasileira na publicidade, bem como cria novas Condecines

(Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) que devem viabilizar um aumento de arrecadação que pode chegar a 1 bilhão por ano. Nota-se que por meio desta nova Lei a ANCINE (Agência Nacional do Cinema) ganha poderes reguladores efetivos sobre as atividades de audiovisual, notadamente a programação, podendo aceitar ou não novos canais, punir, suspender e cassar canais que não cumprirem com as regras da nova lei. A ANCINE poderá intervir na regulação de contratos e relações comerciais, tomar ajustes de condutas e outras práticas reguladoras, adquirindo missões concorrentes com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o que certamente exigirá um aumento significativo dos quadros da Agência. Desse modo o audiovisual brasileiro caminha para uma intervenção maior do Estado, que já havia começado com as salas de cinema, continuou, ainda que timidamente, sobre o vídeo doméstico e atingiu a janela de TV por Assinatura. Em breve, os novos capítulos serão a regulação sobre as novas mídias eletrônicas e, quem sabe, até mesmo a Televisão Aberta. Os radiodifusores tem tido muita sorte em, por enquanto, escapar ilesos do processo de estatismo no audiovisual, mas, pelo andar da carruagem, é de boa cautela colocarem-se as barbas de molho.

Marcos Alberto Sant Anna Bitelli | marcos.bitelli@bitelli.com.br Mestre em Direito pela PUC-SP, Coordenador do Curso Comunicação e Direito do Instituto Internacional de Ciências Sociais, Professor dos Cursos de Pós-Graduação em Direito do COGEAE-PUC, Escola Superior da Advocacia da OAB-SP, especialista em Direito do Entretenimento, Autor de vários livros, consultor jurídico do Sindicato das Empresas Exibidoras do Estado de São Paulo, sócio de Bitelli Advogados.

20 | Exibidor, outubro/2011


Tecnologia

Websites mobiles para exibidores Porque desenvolver páginas de internet para Smartphones é mais eficaz do que para aplicativos? Saiba como disponibilizar uma versão adequada às necessidades do seu cliente Por: Marcelo J. L. Lima

A

invenção do telefone celular ocorreu em 1947 por Bell Labs, nos EUA. Porém, somente no início dos anos 1980 é que o aparelho começou a ser comercialmente interessante. Devido ao peso e tamanho de sua bateria, os aparelhos eram exclusivos de carros de luxo, principalmente as limusines norte-americanas. Até então, o “Santo Graal” dos pesquisadores desta área era encontrar uma solução para reduzir o tamanho do celular, tendo como principal meta, diminuir o tamanho das baterias. O auge desta corrida chegou ao seu clímax com o lançamento do modelo StarTac, da Motorola, em 1996, com apenas 88 gramas de peso. A partir daí, a corrida tecnológica mudou de rumo e os pesquisadores começaram a querer incluir as mesmas utilidades de um PC no celular. O desafio era grande demais, o usuário já estava

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acostumado a interagir com telas grandes e usar uma tela pequena de celular mudaria a forma de interagir com os dispositivos eletrônicos. O primeiro a alcançar uma solução ideal foi a canadense Research in Motion (RIM) com sua linha de aparelhos BlackBerry. Logo depois surgiu o termo “Smartphone”, aparelhos celulares que não faziam apenas ligações, mas, até então, tinham acesso à internet e permitiam o download de e-mails. Após a febre dos Smartphones, com dezenas de botões, contagiar a todos, foi a vez da californiana Apple, que dispensa introdução, lançar o iPhone e suas telas multi-touch. Analistas dizem que o iPhone é o segundo divisor de águas das tecnologias para celular. Muito pelo motivo de ser o primeiro a permitir o desenvolvimento de aplicativos por terceiros para serem instalados no aparelho. E por causa disso, em meados dos anos 2000 iniciou-se uma corrida para desenvolvimento de aplicativos para o aparelho que chegou a ter 40% do mercado mundial de celulares.

Mercado Hoje, o mercado dos smartphones depende muito de qual sistema operacional um celular aceita. E neste quesito, existem alguns nomes famosos no meio tecnológico: iOS, BlackberryOS, Symbian, Windows Mobile e Android. Diferente do mercado de PC´s – onde 95% do mundo utiliza o Windows em seus computadores – os sistemas operacionais de celulares estão bastante pulverizados entre os aparelhos lançados no mercado. Portanto, se uma empresa desejar encomendar o desenvolvimento de um aplicativo para iPhone, só conseguirá impactar 4,15% do mercado de celulares. Analistas dizem que para impactar usuários de celular, é necessário criar um

aplicativo que rode em pelo menos 50% dos celulares. E para conquistar esta fatia no Brasil, seria necessário investir no desenvolvimento de um aplicativo para o SymbianOS (exclusivo para celulares Nokia), que em setembro deste ano tinha participação em 41,98% dos smartphones no país (veja quadro na página XX). O problema é encontrar alguém que desenvolva para esta plataforma. O iOS, exclusivo para iPhone, está presente apenas na quinta colocação deste ranking. Resumo da ópera, não é viável comercialmente desenvolver aplicativos para celulares no Brasil. Ou seja, a empresa que desenvolve apenas quer agregar sua marca a um determinado aparelho e não melhora operacionalmente sua relação com o cliente.

Solução Foi aproveitando esta análise que surgiu uma nova prática, não muita cara, e que atende a todos os smartphones: os websites mobile. Em todo smartphone existe o aplicativo de navegação web, e quando o usuário acessa um determinado endereço da internet, visualiza a mesma página eletrônica desenvolvida para computadores. Este é o grande gancho para desenvolver um website exclusivo para os celulares smartphones. Cinemark, Cinépolis e Centerplex Cinemas já trabalham desta forma. Ao acessar o website de uma destas exibidoras, o sistema identifica que o acesso é de um celular e redireciona a um “mini-site” com informações básicas e as mais pertinentes ao usuário, como por exemplo, os canais de salas & horários, preços dos ingressos e informações dos filmes em cartaz. Segundo análise de visitação feita no site da Centerplex Cinemas, 15% dos acessos são originados por smartphones, sendo que o usuário consegue navegar

23 | Exibidor, outubro/2011


Tecnologia

por mais duas páginas adiante. Isso prova que há navegabilidade em website mobiles. Ao analisar páginas que não possuem sua versão mobile, a participação é abaixo dos 10% e o usuário não passa da primeira página. Um forte indício de que o site desenvolvido para computadores em uma tela pequena de celular fez o usuário desistir de visitar outras páginas. É por isso que hoje há uma certa corrida no lançamento sistemático de versões de website mobile, e o acesso a este conteúdo vem crescendo a cada mês. O mercado de

desenvolvimento segue essa onda e vem crescendo a cada dia. Na Tonks, empresa de soluções de internet para cinema, já há pedidos em fila de espera para lançamento de filmes e exibidores também. No caso dos lançamentos, o mini-site contém a sinopse, galeria de fotos e o trailer linkado ao YouTube. A grande vantagem em ter um website mobile é que não importa a marca ou o sistema operacional do celular que o usuário usa. Tendo um navegador de internet instalado no aparelho, um website mobile alcança 100% deste mercado.

Market Share dos Sistemas Operacionais utilizados no Brasil Symbian OS

50

outros

41,98 40

Samsung Android iOS Sony Ericsson BlackBerry OS

30

21,90 20

17,56 10,47

10

3,27 0

4,17

0,64

Modelo de celular Nokia que utiliza o sistema operacional Symbian OS

24 | Exibidor, outubro/2011


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Projetamos a magia Agora é oficial. Os projetores de cinema digital da Barco são os mais brilhantes do planeta. Com uma luminosidade confirmada de mais de 40.000 lumens*, o projetor Barco DP2K-32B possui o recorde do Guinness por ser o “projetor de cinema mais brilhante” do mundo. Graças a este fluxo de luminosidade sem comparação, os aficcionados por cinema desfrutarão de experiências cinematográficas em 3D verdadeiramente fascinantes, inclusive nas maiores telas de cinema.

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Capa


Cinemas multimídia, uma tendência cada vez mais forte

O Cinema digital chegou para transformar a sala de exibição numa verdadeira arena de possibilidades. Saiba como equipar seu cinema para exibir shows e eventos ao vivo

por:

Natalí Alencar e Marcelo Lima

F

oi-se o tempo em que o cinema era apenas um local para a exibição de filmes. Hoje é possível transformar uma sala num local para exibição de shows, eventos esportivos, campeonatos, óperas e conferências empresariais. Agora o cinema é realmente uma multi arena que permite ao exibidor obter

novas fontes de lucro com conteúdo em 2D HD ou em 3D, ambos ao vivo.


Capa

Tudo isso graças à possibilidade de digi-

ciou esse processo. A Cinemark, UCI e o

Quando o exibidor optava pela digitali-

Eles já ingressarem nesse negócio e con-

talização dos circuitos, iniciada em 2009. zação, geralmente tinha em mente ape-

nas a possibilidade do 3D, mas como se pode perceber, essa mudança tecnológica traz uma vasta gama de opções.

Com ela, os exibidores encontraram

novas formas de incrementar seu faturamento e boa parte do mercado já ini-

Grupo Severiano Ribeiro são exemplos. tam com salas preparadas para a exibição

diversas oportunidades que ele terá para transformar um local ocioso em lucrativo.

“Os ingressos são mais caros, a receita

de conteúdo ao vivo e em 3D.

de um evento ao vivo é muito superior à

Eventos desse tipo, além de terem o preço

Lima, sócio-diretor da MOBZ, distri-

do ingresso mais caro, podem ser acompanhados de patrocínio e ações diferenciadas

de marketing que podem aumentar o rendimento das bilheterias, isso sem falar nas

Como funciona Shows e eventos fornecidos ao vivo via satélite são codificados e compactados em um determinado formato. Um processo de

exibição de um filme”, compartilha Fábio buidora de conteúdo ao vivo.

Segundo ele, acredita-se que em 2014, 1% da bilheteria mundial seja dedicada

Integradora É a empresa responsável por auxiliar o exibidor na escolha de todos esses equipamentos.

decodificação é necessário antes que o conteúdo seja exibido. Após a decodifica ção, o conteúdo terá de ser enviado para o servidor e depois para o projetor.

Conteúdo Quando o cinema já está preparado, basta contratar o conteúdo com uma distribuidora.

Projetor Sua sala deve estar equipada com projetor digital.

28 | Exibidor, outubro/2011

Decodificador e antena É instalada uma antena que permite receber o sinal por satélite e enviar o conteúdo ao decodificador. Alguns servidores já contam com decodificador. Para os que não possuem, há empresas que fornecem o equipamento.


a live transmition. O executivo informou

que apenas no ano passado, somente com a exibição de óperas, faturou-se 52 bilhões de dólares pelo mundo.

“O cinema digital é o futuro, ele não vem

só para resolver um problema técnico na cabine, ele tem que melhorar o modelo de

negócio. Os grandes circuitos já perceberam e estão investindo muito forte. Quem

estiver procurando retorno de curto prazo vai ficar para trás e depois não vai conseguir acompanhar”, explica Lima.

A principal preocupação do exibidor

na hora de optar por um sistema desse porte é quanto ao retorno mediante o

investimento feito, principalmente em relação às aquisições, adaptações, contratos e treinamentos.

De acordo com Lucas Crantschaninov, especialista em cinema digital da Barco – fa-

bricante de projetores digitais -, o exibidor não deve ser pessimista e nem ter medo de

investir, pois as adaptações são poucas e a necessidade de treinamento operacional

normalmente já é parte do pacote contra-

tado, que inclui o receptor, disponibilização do sinal, treinamento e suporte. Para ingressar nesse novo mercado, é preciso antes de tudo, investir na digitalização do cinema e depois adaptar o local para receber uma antena e um decodificador. A transmissão ao vivo, pressupõe de um lado, uma câmera conectada a um transmissor, e do outro, um receptor conectado a um televisor ou outro dispositivo capaz de exibir imagens. No cinema digital não é diferente. Para captar sinais ao vivo é necessário o uso de um receptor de sinais. Uma vez que o sinal do receptor é conectado ao projetor, todo o processamento do sinal se dá internamente no projetor e, se aplicável, haverá a ação do sistema 3D.

Integradora de sistemas As empresas integradoras estão bastante avançadas nestes aspectos e são treinadas para auxiliar o exibidor na escolha dos equipamentos. Hoje o mercado oferece uma infinidade de tecnologias que se

atualizam numa velocidade absurda e muitas vezes o exibidor, por falta de conhecimento técnico, opta pelo produto errado e acaba comprometendo a qualidade do seu cinema. “É difícil acompanhar toda essa evolução tecnológica. Eu diria que grande parte dos exibidores se quer sabe da possibilidade de fazer alguma coisa com live transmition. Surgem outras possibilidades que estão interligadas a novas tecnologias, que muitas vezes passam despercebidas. A função da empresa integradora é auxiliar o exibidor nesse sentido”, explica Luiz Henrique Ciocler, CEO da integradora Centauro. Antes de começar a instalação dos equipamentos, é aconselhável que o exibidor verifique toda a infraestrutura do local, por onde passam os cabos e se estiver dentro de um outro espaço, no caso dos shoppings, é necessário pedir autorização para instalação da antena. “Feito isso, com a antena instalada, cabeamento adequado, basta instalar o decodificador e fazer o alinhamento da antena

Projetor Barco DP2K-32B

29 | Exibidor, outubro/2011


Capa

variável para o exibidor é o tamanho da tela de cinema disponível e consequentemente a relação de abertura da lente que ele precisará. “Nossa gama de projetores vai do DP2K-12C, para telas de até 12 metros de largura, até o mais brilhante do mundo, o DP2K-32B, para telas de até 32 metros de largura. Com relação à abertura, é a partir de 1.2 e até 5.5, no qual, com a mesma lente o exibidor consegue exibir filmes nos formatos panorâmico e plano, sem a necessidade de lente adicional”, complementa Crantschaninov.

Antena e rack com decofidicador e servidor, instalados pela Casablanca

para o satélite adequado”, conclui o empresário Ciocler.

Projetor, decodificador e antena O primeiro item que deve ser analisado é o projetor. Ele deve ser compatível com o formato digital. Uma das empresas que contam com esses equipamentos é a Barco. “Nossos projetores de Cinema Digital, tanto os que já estão instalados há algum tempo no mercado (Série 1) como os novos projetores para Cinema Digital (Série 2) são 100% capazes de transmitir material ao vivo ou gravado, em 2D ou 3D”, conta Lucas Crantschaninov, da Barco. Segundo ele, o projetor ideal é aquele que se adequa às necessidades do exibidor. No caso da Barco, todas as funcionalidades dos projetores de Cinema Digital são comuns a todos os projetores da linha. A

30 | Exibidor, outubro/2011

Para ajudar o exibidor a definir o projetor, a lâmpada e a lente ideal, a Barco conta com uma calculadora de cinema digital que indica o equipamento adequado a partir dos parâmetros da sala. O decodificador permite que o conteúdo seja retransmitido, após ser captado pela antena via satélite. Basicamente os cinemas são equipados com uma antena de recepção e um decodificador de sinais. Depois é necessário integrar esta estrutura aos equipamentos do cinema, projetores e processadores de áudio, configurando assim a rede de recepção ao vivo. Segundo Laudson Diniz, gerente executivo da Casablanca – empresa responsável em administrar a recepção e transmissão de conteúdo via satélite -, o tempo médio para a completa capacitação de uma sala é de 10 dias. A empresa fornece o decodificador e a instalação dele e da antena para disponibilizar o Cine Live, sistema de distribuição digital via satélite que permite o envio de programação ao vivo

de múltiplos conteúdos. Atualmente, 65 salas, distribuídas em 23 cidades do país, contam com essa tecnologia (Veja mapa). Podem ser transmitidos treinamentos, palestras, convenções, ações de endomarketing, shows e espetáculos. Alguns servidores têm decodificadores instalados dentro deles, o que dispensa a aquisição de um. É o caso da nova tecnologia apresentada pela empresa com origem em Hong Kong, GDC. O servidor desempenha também o papel de decodificador para o sinal do satélite, que segundo a empresa, é uma solução mais econômica para os exibidores. “O novo Servidor de Cinema Digital SX-2000A com Bloco Integrado de Mídia possui um decodificador-receptor que suporta a exibição 3D ao vivo dispensando um decodificador adicional e por isso é uma opção mais econômica”, afirma Michael Fernandez, executivo da GDC para a América do Sul.

Distribuição de conteúdo Depois da conversão digital, da instalação da antena e direcionamento do sinal de transmissão, é hora de negociar o conteúdo. Por enquanto a MOBZ é a única empresa no Brasil a distribuir conteúdo ao vivo e sob demanda, como shows, espetáculos, óperas e ballets. Desde 2009 a empresa faz a distribuição de conteúdo especial e no ano passado começou com transmissões ao vivo. Em 2010, com 25 salas prontas e equipes devidamente treinadas, as primeiras exibições experimentais foram feitas durante a Copa na África do Sul, permitindo que centenas de convidados vibrassem com a seleção ao vivo e em 3D. Neste ano, além de conferências e convenções, já foram transmitidos eventos esportivos, como a Supercopa da Espanha, a final da Liga dos Campeões da Europa,


Aberto de Tênis, lutas de UFC e grandes shows como o do Red Hot Chilli Peppers.

de além de complementar o faturamento

Tendência

niz, da Casablanca.

dos exibidores, preenchendo as salas em

horários ociosos”, informa Laudson Di-

É consenso no mercado que a transmissão de eventos em live streaming é uma forte tendência e uma grande oportunidade. “Acreditamos que o cinema digital abre caminho para o cinema sob demanda, que nada mais é do que você realmente permitir que o público interfira na programação e aumente a ocupação do cinema”, afirma Fabio Lima, sócio-diretor da MOBZ. Ele vê no cinema digital uma possibilidade infinita para os exibidores. “O mercado digital e live transmition caminham em paralelo. A projeção digital está bem aquecida e a transição da película já é fato, é um processo irreversível. Estamos migrando para uma tecnologia melhor e a transmissão ao vivo tende a se consolidar como uma nova opção de entretenimento”, prevê Luiz Ciocler da Centauro.

A live transmition é uma parceria que envolve o exibidor e o trabalho de várias

outras empresas. Todas elas trabalham Fábio Lima, sócio-diretor da distribuidora MOBZ Quem já aderiu, não tem reclamações. As exibições ao vivo têm rendido boas bilheterias. “O mercado tem se mostrado amplamente receptivo a este novo modelo. Conteúdo alternativo como óperas e apresentações de ballet têm lotado as salas e esgotado os ingressos com bastante antecedência. Outro grande filão é o segmento corporativo. Realizar eventos de grandes empresas nos cinemas é uma realidade que proporciona conforto, economia em escala e ganho de produtivida-

em cadeia para conseguirem o melhor resultado para o exibidor.

“O mais importante é a cooperação entre todas as partes: a transmissão por

satélite, decodificador, servidor, projetor, cabos e sistema de som. Não podemos

esquecer que o cinema funciona como

uma cadeia, se qualquer um dos elementos está falhando, o show não será completo”, acrescenta a gerente de vendas Pei Zhi da GDC.

Com o cinema digital, novas portas se

abrem e o exibidor deve ficar atento para não ficar para trás, sem conseguir acompanhar o progresso das novas tecnologias.

Mapa das Salas de Cinema que contam com o sistema hoje no Brasil: Amazonas Manaus Bahia Salvador Ceará

Pernambuco Recife Paraná

Fortaleza

Curitiba Maringá

Distrito Federal

Rio de Janeiro

São Paulo

Brasília

Niterói Rio de Janeiro

Barueri Campinas Guarulhos Osasco Ribeirão Preto Santos São José dos Campos São Paulo

Espirito Santo Vitória Minas Gerais Belo Horizonte Juiz de Fora

Rio Grande do Sul Porto Alegre Santa Catarina Florianópolis

Fonte: Cine Live [www.cinelive.com.br]

31 | Exibidor, outubro/2011


Sabe como escolher seu equipamento?

A Centauro-Cinema tem a resposta para você!

A nova tecnologia de projeção digital tem forçado o mercado exibidor a substituir os tradicionais projetores de 35 mm pelos novos projetores digitais. Esta transição trouxe além de uma nova linguagem técnica as incertezas na correta escolha dos equipamentos.

Cada projeto deve ser tratado de forma individual, já que a escolha dos equipamentos depende de fatores como dimensões das salas, tipo de projeção utilizada (2D ou 3D), sistema 3D escolhido, da intenção futura de migrar as salas digitais 2D para 3D e no desejo de exibir shows ao vivo ou conteúdo alternativo. A equipe da Centauro Cinema entende que o investimento na digitalização das salas deva ser feito de forma planejada e com possibilidade de futuras atualizações, evitando assim a obsolescência prematura dos equipamentos em decorrência de uma escolha inadequada do mix de produtos que acaba gerando gastos desnecessários e em casos extremos até sua troca. Se por um lado o superdimensionamento eleva o valor do investimento e o custo operacional das salas, o subdimensionamento torna o custo de implantação mais convidativo, porém com projeções fora dos padrões impostos pela DCI e de baixa qualidade. Neste momento a Centauro Cinema busca a melhor maneira de combinar os equipamentos disponíveis no mercado de forma a atender aos anseios dos exibidores e as peculiaridades de cada projeto tornando-o singular. Como representante oficial das principais fábricas do mercado exibidor, a Centauro Cinema conta com o suporte comercial, atualização técnica, validação de garantia no território nacional, estoque de peças local, acesso às novas tecnologias e tendências do segmento, além de uma equipe de profissionais certificados pelos fabricantes.. Saiba como obter o melhor resultado com o menor investimento consultando o departamento comercial da Centauro Cinema – uma empresa brasileira com 75 anos de tradição e experiência.

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Recursos Humanos

Tal Pai, Tal Filho Por: Antonio Lima Neto

E

ste ditado é tão antigo, mas se nós analisarmos profundamente tem fundamento.

Imagine você respondendo a esta pergunta: Como você vê o seu Pai? Alguns iriam res-

ponder: meu pai é meu super-herói; meu pai

é tudo, lição de vida; meu pai é um exemplo

de homem; e por aí vai. Daríamos muitos adjetivos ao nosso pai, não é mesmo?

Quando não temos a figura de um pai presente, buscamos outras referências que

podem ser o tio, o professor, o chefe, o vizinho, o pai de um amigo, entre outros.

É bem sabido que a influência patriar-

cal em nossas vidas tem um peso muito

Porém, cada vez mais as organizações estão ficando fragilizadas por não estarem preocupadas em desenvolverem e capacitarem novos líderes. Uma das estratégias articuladas por médias e grandes empresas são os famosos programas trainee, que prevê a reposição e alocação dos novos líderes para atenderem a sua expansão. Quando não existe um programa de formação e desenvolvimento, fatalmente vamos ter nestes comandos muitos profissionais parecidos com seus líderes onde o tema deste artigo começa a ser realidade em nosso cotidiano: “Tal Líder, Tal Liderado”.

Cada pai, independente do seu estilo de

Se a referência for positiva, só temos a ganhar, e se for o contrário, herança de erros e formas inadequadas de conduzir uma equipe, será um pesadelo. E o pior de tudo, prejudicará algo extremamente valioso, o nosso cliente.

vida, tem um único objetivo: ser exemplo e preparar os seus filhos para a vida.

Líderes que não motivam as suas equipes, atendem seus clientes sem motivação.

Vivemos a maior parte do tempo em

Líderes que não desenvolvem as suas equipes, permanecem apagando incêndio, tendo que refazer trabalho, administrar reclamações dos clientes internos e externos. Consequentemente, seus resultados são baixos.

forte. São por meio dela, que tomamos consciência sobre crenças, caráter, ética e valores que irão influenciar em nossa maneira e no nosso jeito de ser.

nosso ambiente de trabalho, de acordo

com a posição ou cargo que ocupamos, ora somos filho, ora somos pai.

Na verdade, este pai se traduz em “Líder”, aquele que é responsável em con-

duzir os seus liderados a atingirem um único objetivo.

Imagino que grande parte do orçamento de uma exibidora está mais voltada para a mídia, equipamentos, reformas das salas

de exibição, etc... Não vejo tais ações como pontos negativos, pelo contrário, é necessário, afinal de contas vendemos entretenimento e conforto aos nossos clientes. Mas, de nada vai adiantar se não investirmos parte da verba na capacitação dos seus líderes, pois o mesmo tem a obrigação e o dever de desenvolver a sua equipe. Desta forma completará todo o investimento feito nas outras demandas de um cinema. Mas eis a questão, como tornar-se um treinador da própria equipe? Por onde devo começar? Você tem duas saídas: • U  tilizar o Departamento de Treinamento da sua empresa; • C  ontratar uma Consultoria Especializada para formar os seus líderes como treinadores, transferindo know-how para a sua empresa dar continuidade ao processo de capacitação de novas lideranças. Acredito em treinamento contínuo. As ações eventuais são importantes, mas se não tiverem manutenção, os conceitos aprendidos se perdem em um curto espaço de tempo. Faça uma correlação do mercado de trabalho com a sua empresa, como a dança das cadeiras. Se você não estiver capacitado e preparado, alguém pode roubar o seu lugar.

Antonio Lima Neto | antonio@lidertreinador.com.br *Psicólogo/UNG (Universidade de Guarulhos) e graduando em MBA Executivo Marketing/INPG. Possui mais de 22 anos de experiência profissional na área de Recursos Humanos, Treinamento e Desenvolvimento de pessoas em empresas de grande porte e renome no Brasil. Sólida vivência com coordenação e gerenciamento de atividades de desenvolvimento organizacional, programas de trainees e estágios, processos de contratação, treinamento e avaliação de desempenho.

33 | Exibidor, outubro/2011


Serviço

Higienização de

óculos 3D

Saiba como higienizar corretamente e quais os principais cuidados que devem ser tomados com os óculos e com as máquinas responsáveis por esse procedimento por:

Natalí Alencar

O

s filmes em 3D realmente conquistaram seu espaço e agora são preferência de muitos consumidores. Diante desse sucesso, na 1ª edição da Revista Exibidor, explicamos quais são os sistemas 3D disponíveis no mercado e suas principais diferenças e características técnicas.

Para esta edição, preparamos outra reportagem sobre um fator importante que tem sido motivo de preocupação para os exibidores: a higienização dos óculos 3D. Principalmente agora, que foi sancionada uma lei no estado de São Paulo que obriga esse procedimento e provavelmente pode servir de exemplo para outros estados. “Depois da exibição do filme Avatar (2009), houve um surto de conjuntivite, tanto no Brasil, quanto na Itália. E conversando com um amigo oftalmologista, descobri que sem a correta limpeza dos óculos a simples transmissão de um par de óculos, de um espectador para outro, de uma sessão para outra, pode disseminar agentes viróticos e bacterianos no contato com as mãos, rosto e até cílios. Isso fez com que tivesse a ideia de obrigar os cinemas a entregar óculos totalmente higienizados”, justifica o deputado estadual João Caramez (PSDB), autor do projeto de lei.

34 | Exibidor, outubro/2011


Infelizmente o deputado afirmou que não conhece as atuais tecnologias disponíveis. A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e o Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas do Estado de São Paulo (SEECESP) também não foram procurados para que possíveis dúvidas fossem sanadas e a lei construída de acordo com o modo operacional dos exibidores. Uma das exigências, a embalagem a vácuo, é praticamente impossível de viabilizar, pois é extremamente difícil de abrir e pode danificar e até quebrar os óculos. (Veja mais detalhes da lei no Box, pg. 38) Lavar os óculos já tem sido uma prática constante na vida do exibidor. “Nenhum cinema entrega os óculos para o cliente sem estarem higienizados. Ao comprar o projetor, ele já adquire a máquina e os produtos para fazer a higienização”, ressalta Eli Jorge Lins de Lima, presidente do SEECESP. Nesse sentido a lei não contribuiu muito. Por enquanto, mesmo com a aprovação da lei, não houve aumento na procura por máquinas de lavagem de óculos, isso porque a maioria dos exibidores que exibem conteúdo em 3D já conta com equipamentos de higienização. O processo de limpeza é simples e não exige muito dos operadores. As empresas que fornecem essas máquinas costumam passar um treinamento inicial e dar toda a orientação necessária.

Máquinas disponíveis Atualmente há opções de máquina nacional e importada para higienização dos óculos. As importadas não são muito usadas, pois tem seu preço de manutenção encarecido por não oferecerem assistência local. No caso de reposição de peças, o exibidor pode demorar em receber a troca, o que pode prejudicar o funcionamento da máquina ou até mesmo interrompê-lo. No entanto, algumas empresas integradoras, mesmo com a importação, estão oferecendo assistência local e rápida reposição. É o que garante a Strong, responsável por comercializar no Brasil a Ultra Wash KLE-175GT, da americana Knight. “Nós temos mão de obra especializada e peças de reposição imediata caso o cliente necessite. Já temos 22 máquinas instaladas no Brasil e 116 na América do Sul entre Paraguai, Uruguai, Peru, Argentina, Chile e Bolívia”, afirma Olegário Frossard de Faria, sócio-diretor da empresa. A máquina vendida pela Strong lava 16 óculos por ciclo, cada um com duração de 90 segundos. Uma sessão com 250 poltronas lotadas poderá ter seus óculos higienizados em 26 minutos.

tamente, a temperatura de higienização da água deverá ser de no mínimo 49°C, mas não acima de 60°C (para evitar danificar os óculos). É aconselhável ligar a lavadora pelo menos três vezes para préaquecer o cesto de lavagem antes de executar uma série de higienizações. São usados três produtos no processo: detergente, higienizador antibactericida e agente de enxágue. Segundo a empresa, o uso do antibactericida é seu principal diferencial. A máquina conta com duas bandejas, uma de plástico e outra de metal. A combinação do calor da bandeja de metal com a de plástico ajuda na promoção de um tempo de secagem mais rápido e reduz a possibilidade de manchar as lentes. No Brasil, a Tecno Machine é a única empresa que disponibiliza equipamento nacional próprio para esse fim: a DIM 30. No início de 2008, a empresa desenvolveu, em parceria com a fabricante de máquinas lava-louças Netter, uma solução nacional para a higienização de óculos 3D.

Para que os produtos químicos possam operar corre-

© Divulgação

Gaveta metálica para acomodar os óculos 3D e Máquina DIM 30

35 | Exibidor, outubro/2011


Serviço

A máquina conta com assistência e reposição local de peças e utiliza apenas dois produtos para higienização: detergente e secante. O detergente lava e mata as bactérias e germes. Já o secante tem três funções: esterilização, abrilhantamento da lente e secagem. A DIM 30 possui capacidade para higienizar 42 óculos por ciclo de 112 segundos. Em uma hora é possível efetuar 32 ciclos de higienização. São consumidos aproximadamente quatro litros de água por ciclo. A temperatura da lavagem é de 55°C a 65°C e a temperatura da água do enxágue é de 70°C. Ela conta com um sensor que interrompe o ciclo caso a porta seja aberta. Nesta máquina há apenas racks aramados. Segundo o diretor da empresa, Geraldo Bonato, isso permite uma maior penetração dos jatos de água e consequentemente uma higienização mais uniforme em todos os óculos. “O rack de metal é visivelmente mais higiênico. Além disso, ele acomoda melhor os óculos do que o de plástico”, informa Bonato.

A empresa também fornece um manual explicativo com itens de segurança, limpeza, possíveis problemas, causas e soluções. A Tecno Machine já estuda disponibilizar um modelo economicamente mais viável para atender exibidores de pequeno porte. Atualmente ela já atende 50% do mercado de exibição em 3D.

Alertas Embora algumas exibidoras tenham a prática de higienizar óculos descartáveis, isso não é aconselhável, pois como o próprio nome já diz, os descartáveis devem ser inutilizados. Por serem mais leves e impróprios para reutilização, os óculos podem não ser higienizados corretamente ou até quebrarem dentro da máquina de higienização. Tanto o modelo de higienização nacional quanto o importado não recomendam esse tipo de uso. “Os óculos descartáveis não saem 100% higienizados, porque é feito de outro material e não se adapta à gaveta. Ele pode cair dentro do tanque e acabar danifica-

do”, argumenta o diretor da Tecno Machine, Geraldo Bonato. Procuramos alguns exibidores que têm essa prática, mas não quiseram se pronunciar. Outro problema comum é a higienização feita de forma incorreta com a utilização de produtos que não são destinados para esse fim. As fabricantes das máquinas aconselham a utilização de determinados produtos e esses devem ser respeitados, do contrário, pode comprometer a higienização e provocar danos nos óculos e nos olhos de quem os utiliza. As fabricantes também aconselham a limpeza diária do equipamento de higienização com pano limpo e esponja macia, evitando assim que algum resíduo permaneça no equipamento. A manutenção preventiva deve ser feita bimestralmente, assim é possível prever e corrigir pequenos problemas antes que comprometam o funcionamento da máquina. Com relação aos produtos químicos utilizados, o ideal é sempre usar luvas, óculos e máscaras ao manuseá-los para evitar acidentes, alergias ou irritações na pele, olhos ou boca. Muitas vezes a higienização dos óculos 3D é feita corretamente, mas fatores externos podem atrapalhar o resultado final, como por exemplo, a água utilizada.

© Divulgação

Dosador e produtos químicos, indicados pela Tecnomachine, para higienização de óculos 3D

36 | Exibidor, outubro/2011

Em algumas cidades do Brasil, a água tem grandes concentrações de minerais. Quando em altas temperaturas e em contato com produtos químicos, esses componentes podem atrapalhar a higienização. Grandes concentrações de calcário podem manchar os óculos. Se perceber que os óculos ficam esbranquiçados, procure saber as condições da água e se necessário entre em contato com a empresa de saneamento para solucionar o problema, pois neste caso, nem mesmo a instalação de filtros resolve.


Óculos 3D da GDC A empresa de servidores GDC apresentou em agosto último um novo modelo de óculos ativo 3D: o Hi-Shock™ Pro. Com lente maior que os modelos atuais, os óculos contam com sensor central, dispositivo anti-roubo e apoio removível para o nariz que se adéqua ao rosto do cliente, sendo facilmente adaptado para crianças e adultos. Nele são usadas baterias CR2032, usadas também em calculadoras e relógios que são baratas e de fácil reposição.

Eles dispensam o uso da tela prateada e vêm acompanhados de lenços umedecidos para que o próprio cliente faça a higienização após o uso. “São modelos mais leves e que oferecem imagem com taxa de luminosidade muito superior a das concorrentes”, acrescenta Michael Fernandez, executivo de vendas da GDC.

© Divulgação

Lei estadual Foi sancionada em 22 de junho deste ano, uma lei que obriga os exibidores do Estado de São Paulo a higienizarem os óculos não descartáveis, embalando-os a vácuo. Mas, a lei não é clara e traz diversos questionamentos. Por exemplo, ela não especifica como deve ser essa higienização, apenas diz que é o fabricante quem deve orientar. Ou seja, subentende-se que não há necessidade de lavar, caso esta seja a instrução da fabricante. A fiscalização, segundo o deputado, ficará com a Vigilância Sanitária. O Sindicato dos exibidores e alguns de seus associados não concorda com a lei. “Não concordamos, simplesmente porque ninguém nos perguntou como funciona a questão da higienização”, argumenta Marcio Eli, um dos diretores da Centerplex Cinemas. Os locais que descumprirem a nova determinação podem ficar sujeitos às penalidades administrativas do artigo 56 da lei federal nº 8078, de 1990, que vai de multa a suspensão temporária da atividade ou interdição do estabelecimento. Veja abaixo a íntegra da lei: Lei nº 14.472, de 22 de junho de 2011

§ 3º - A devolução dos óculos após a sessão cinematográ-

(Projeto de lei nº 598/10, do Deputado João Caramez - PSDB)

fica isenta o espectador da cobrança de qualquer taxa extra

Dispõe sobre a obrigatoriedade de higienização dos óculos utilizados na exibição de filmes em terceira dimensão (3D), na forma que especifica O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Artigo 1º - Ficam os cinemas e demais estabelecimentos que exibem filmes em terceira dimensão (3D) obrigados a promover a higienização nos óculos acessórios disponibilizados aos espectadores. § 1º - A higienização deverá obedecer às recomendações dos fabricantes e demais normas pertinentes. § 2º - Após a higienização, os óculos serão embalados individualmente em plástico estéril com fechamento a vácuo.

pela sua utilização. Artigo 2º - Não se aplica o disposto nesta lei quando se tratar de óculos descartáveis, que não podem ser reutilizados. Artigo 3º - Nos locais onde os óculos forem distribuídos, deverá ser afixado cartaz com o seguinte informe: “Óculos higienizados nos termos da Lei Estadual nº .....”. Artigo 4º - O descumprimento do disposto nesta lei sujeitará o infrator às sanções previstas no artigo 56 da Lei federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor. Artigo 5º - As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias. Artigo 6º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

37 | Exibidor, outubro/2011


Deixe a preocupação para os heróis do cinema. Fora da tela nós cuidamos de tudo!

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Jurídico

Responsabilidade Civil, um investimento

imprescindível

Como o exibidor pode se antecipar e não ter prejuízos em decorrência de acidentes provocados a terceiros Por: Natalí Alencar

U

m cliente assiste a um belo filme com toda tranquilidade e comodidade. Foi bem atendido, não pegou filas e ainda garantiu uma deliciosa pipoca. Mas, ao sair da sala, ele escorrega no piso molhado ou tropeça em algum

degrau. Com a queda, acaba machucando um dedo e, como sequela, per-

de os movimentos deste dedo. Este cinéfilo é um cirurgião reconhecido e não poderá mais exercer sua profissão em função do acidente.

Começa aí um verdadeiro filme de terror para o proprietário do cinema, que pode até perder todo o seu patrimônio em virtude de um acidente que poderia ser previsto.

39 | Exibidor, julho/2011

39 | Exibidor, outubro/2011


Jurídico

Aquele famoso pensamento: “Ah, isso não vai acontecer comigo”, pode trazer muito prejuízo e desfazer rapidamente um investimento de quase toda uma vida. Por outro lado, também não é justo que a vítima não seja amparada.

Cobertura

Embora seja trágico, são situações reais e que de fato podem ocorrer se o exibidor não possuir um seguro de Responsabilidade Civil.

Corporal (lesão corpórea) – Caso mencionado anteriormente. Caiu, escorregou e machucou alguma parte do corpo.

Outro exemplo emblemático foi quando um estudante de medicina, em 1999, invadiu uma sala de cinema em São Paulo (SP) e atirou nas pessoas que estavam assistindo um filme. Isso também é de responsabilidade do cinema, que por estar dentro do shopping compartilha responsabilidade solidária.

O seguro de Responsabilidade Civil cobre os seguintes danos que podem ser causados a terceiros:

Material (dano a alguma propriedade do terceiro) – Ao cair, quebrou o relógio que foi presente de sua avó, uma relíquia da família. Imaterial (Interrupção de alguma atividade) – A queda impossibilitou a vítima de trabalhar ou de exercer alguma função que exercia antes. Ainda existem danos de natureza pecuniária, como lucros cessantes (perda de renda) e ou esperados (danos morais).

Geralmente, a maioria das empresas, inclusive as de cinema, se preocupa mais com outros tipos de seguros, como os de incêndio, danos elétricos, explosões ou roubo e deixam a cobertura de Responsabilidade Civil de lado ou não investem o necessário. A Responsabilidade Civil é igualmente importante e precisa ter o mesmo espaço que as demais coberturas, pois há o risco de ter um prejuízo muito maior do que em outras situações. “É muito comum existir uma preocupação maior com o bem próprio do que com danos causados a bens de terceiros. Porém, é sabido que estes danos, principalmente se forem corporais, podem custar indenizações vitalícias ou mesmo a perda de direito sobre propriedades”, explica Marcos Cesar de Souza, diretor da Marcoseg Corretora de Seguros, que tem 20 anos de mercado e há três disponibiliza seguros para exibidores de cinema.

40 | Exibidor, outubro/2011

“O importante é conscientizar. O cliente tem que se preocupar com o seu negócio e prever possíveis acidentes”, aconselha Jarbas Medeiros, gerente de produtos da Porto Seguro. O ressarcimento de danos causados a terceiros é um conceito que surgiu logo após a Revolução Industrial, quando se percebeu que certas atividades poderiam criar algum tipo de risco. E hoje, com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a população está muito mais atenta aos seus direitos, o que torna este tema ainda mais importante para as empresas.

Opções no Mercado Os seguros são desenvolvidos para garantir segurança e proteção ao patrimônio do empresário. Por isso, contam com coberturas e serviços específicos para empreendimentos de pequeno a grande porte. Em alguns casos, podem incluir opções para serviços de rotina, como reparação emergencial elétrica ou hidráulica e vigilância.


Prevista por Lei O seguro de Responsabilidade Civil Geral está baseado no Código Civil - Lei 10.406 de 2003. Art. 927 - Aquele que por ato ilícito, causarem a outrem, fica obrigado a repará-lo. Art. 186- Aquele que, por ação ou emissão voluntária, negligência ou imprudência violar direito e causar danos a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Art. 932 - O empregador é responsável pela reparação civil provocado por seus empregados.

No caso do seguro de Responsabilidade Civil, ele é contratado como parte integrante de um pacote que geralmente inclui as principais coberturas, como incêndios, roubos, danos elétricos, etc. Mas, também pode ser adquirido separadamente. Ele não é um seguro exclusivo para os cinemas, atende o segmento empresarial como um todo, mas é adaptado às necessidades dos exibidores. Os valores pagos são diferenciados e adaptados a realidade deste tipo de negócio. A SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) é o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. É uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, criada pelo Decreto-lei nº 73, de 21 de novembro de 1966. É ela que prevê a obrigatoriedade de uma empresa corretora para intermediar a compra de um seguro. O corretor é responsável pela aquisição do seguro e deve acompanhar o cliente durante toda a vigência do contrato, principalmente se houver sinistro. É também função dele fazer ajustes nas coberturas, caso necessário.

“A função do corretor é verificar a situa-

verificar e orientar quais são os docu-

ção, a necessidade do segurado e ver qual é a seguradora que melhor se adapta à necessidade da empresa”, explica Souza, da Marcoseg.

mentos necessários que o segurado deve

As seguradoras permitem que o cliente escolha a cobertura e personalize as opções seguradas, inclusive a de Responsabilidade Civil.

Há episódios em que há um acor-

A Porto Seguro, por exemplo, tem disponível dois seguros: o Seguro Empresa, que cobre até R$ 5 milhões e o Multiriscos, que cobre até R$ 30 milhões, porém aberto a negociações caso o valor ultrapasse essa cifra. Além dela, algumas outras empresas também oferecem seguros empresariais: Allianz, Bradesco Seguros, Chubb e Mapfre Seguros.

apresentar para ter direito ao reembolso. Para cada ocorrência, há uma documentação diferente.

do entre a seguradora, o terceiro e o

cliente e não há necessidade de aguardar a finalização de um processo judicial. Isso vai depender de cada situação

e de como foi comprovada a Responsabilidade Civil.

“Tem casos muito fáceis de identificar. Por exemplo, a pessoa estava dentro do cinema, o piso estava escorregadio após a

limpeza, ela caiu e se machucou. Percebe-

mos claramente que a responsabilidade é do cinema, então dispensamos os trâmi-

Em caso de sinistro, ou seja, situação em que ocorre algum acidente, dano patrimonial ou de terceiros, o exibidor pode comunicar diretamente a seguradora ou a corretora. É importante que o corretor esteja envolvido no procedimento, pois tem experiência e know how para lidar com situações deste tipo, o que pode ajudar e muito o segurado.

tes judiciais. Se houver dúvidas, aguarda-

Assim que acionada, a seguradora envia a equipe de prestadores de serviço para

são dos seus negócios sem se preocupar

mos o parecer judicial”, explica Medeiros, da Porto.

O exibidor, que já é coberto por algum seguro, deve verificar os itens inclusos em sua apólice. Caso a Responsabili-

dade Civil não faça parte do contrato, estude as possibilidades. Assim, terá mais segurança para investir na expancom imprevistos.

41 | Exibidor, outubro/2011


Prêmio Ed

Tudo pronto para

o Prêmio Ed

Mais uma edição se aproxima e as expectativas são as melhores

E

m sua 4ª edição, o Prêmio ED vem coroar novamente os grandes nomes do mercado exibidor e distribuidor cinematográfico no país. Profissionais destas áreas já aguardam ansiosos a comemoração. Previsto para ser realizado no próximo dia 8 de dezembro no Caesar Park Faria Lima, em São Paulo (SP), o evento seguirá com as mesmas categorias da edição anterior. O novo website (www.premioed.com.br) será lançado no dia 15 de outubro e a votação, sempre eletrônica, iniciará em 8 de novembro e segue até 04 de dezembro. Cada empresa (exibidor ou distribuidor) indica um grupo de profissionais para votar e receber votos. Com o colégio eleitoral e os indicados escolhidos, é só começar a campanha e cruzar os dedos. Além das premiações, são aguardadas também homenagens especiais com nomes ilustres do setor. Boa sorte a todos!

Categoria Exibição

Categoria Distribuição

Destaque Grupo Exibidor, Destaque Equipe de Marketing e Destaque Equipe de Programação – Ganha a equipe ou empresa mais votada;

Destaque Distribuidor, Destaque Equi-

Destaque Profissional de Programação e Destaque Profissional de Marketing – Serão somados todos os votos dos profissionais e agrupados por empresa. Da empresa vencedora será escolhido o profissional mais votado. Caso haja empate entre empresas, será escolhido o profissional mais votado entre elas. Caso persista o empate, será utilizada a quantidade de salas que a empresa possui no dia 31/10/2011. Caso haja empate entre profissionais da mesma empresa, o vencedor será o profissional com menor nível hierárquico;

Destaque Profissional de Programação

Destaque Complexo de Cinema Inaugurado no Interior e Destaque Complexo de Cinema Inaugurado na Capital – O mais votado ganha. Quanto aos indicados, serão os cinemas inaugurados entre os dias 01/11/2010 e 31/10/2011;

mais de 200 salas – O mais votado ganha.

pe de Marketing e Destaque Equipe de Vendas – Ganha a equipe ou empresa mais votada;

e Destaque Profissional de Marketing – Segue mesma metodologia das categorias de exibição para profissionais;

Destaque Campanha de Lançamento em até 199 salas – O mais votado

ganha. Quanto aos indicados, serão os

filmes que foram lançados em até 199 salas em seu final de semana de estreia entre os dias 01/11/2010 e 31/10/2011;

Destaque Campanha de Lançamento em

Quanto aos indicados, serão os filmes que foram lançados em 200 ou mais salas em

seu final de semana de estreia, seguindo o mesmo período de lançamento da categoria de 199 salas.

4343| E| xibidor Exibidor, ,outubro outubro/2011


Agenda de Lançamentos

Filme

04/11/2011

Direção

Elenco

Distribuidora

A Casa dos Sonhos

Jim Sheridan

Daniel Craig, Naomi Watts, Rachel Weisz, Marton Csokas, Claire Geare, Taylor Geare, Rachel G. Fox, Mark Wilson, Jonathan Potts

WARNER

A Chave de Sarah

Gilles PaquetBrenner

Kristin Scott Thomas, Mélusine Mayance, Niels Arestrup

IMAGEM

O Preço do Amanhã (In Time)

Andrew Niccol

Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Olivia Wilde, Alex Pettyfer, Matt Bomer, Cillian Murphy, Johnny Galecki, Vincent Kartheiser

FOX

Pequenos Espiões 4 World)

Robert Rodriguez

Jessica Alba, Alexa Vega, Antonio Banderas, Danny Trejo, Jeremy Piven, Daryl Sabara, Joel McHale, Tiger Darrow

IMAGEM

Um Dia

Lone Scherfig

Anne Hathaway, Jim Sturgess, Patricia Clarkson, Romola Garai, Jodie Whittaker, Jamie Sives, Georgia King, Rafe Spall

UNIVERSAL

Amanhã Nunca Mais

Tadeu Jungle

Lázaro Ramos

FOX

Os 3

Nando Olival

Juliana Schalch, Gabriel Godoy, Victor Mendes

WARNER

Pronto para Recomeçar

Dan Rush

Will Ferrell, Rebecca Hall, Stephen Root, Laura Dern, Michael Peña, Glenn Howerton, Shannon Whirry, Christopher Jordan Wallace

PLAYARTE

Reféns

Joel Schumacher

Nicolas Cage, Nicole Kidman, Cam Gigandet

IMAGEM

Beginners

(Ainda Sem Título em Português)

Mike Mills

Ewan McGregor, Christopher Plummer, Mélanie Laurent, Goran Visnjic, Kai Lennox, Mary Page Keller, Keegan Boos, China Shavers, Melissa Tang

UNIVERSAL

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

Bill Condon

Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Maggie Grace, Dakota Fanning, Jackson Rathbone, Ashley Greene, MyAnna Buring, Lee Pace, Anna Kendrick

PARIS

Moneyball

Bennett Miller

Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright, Chris Pratt, Kathryn Morris, Glenn Morshower, Tammy Blanchard, Stephen Bishop

SONY

The Double

Michael Brandt

Richard Gere, Martin Sheen, Topher Grace

IMAGEM

Salvation Boulevard

George Ratliff

Jennifer Connelly, Marisa Tomei, Isabelle Fuhrman, Pierce Brosnan, Ciarán Hinds, Ed Harris, Greg Kinnear, Jim Gaffigan

IMAGEM

Footloose

Craig Brewer

Kenny Wormald, Julianne Hough, Dennis Quaid, Ziah Colon, Ray McKinnon, Miles Teller, Ser´Darius William Blain, Patrick John Flueger, Andie MacDowell

PARAMOUNT

Happy Feet 2: O Pinguim

George Miller

Vozes de: Elijah Wood, Pink, Robin Williams, Matt Damon, Brad Pitt, Elizabeth Daily, Sofía Vergara, Hank Azaria

WARNER

A Coisa

(The Thing)

Matthijs van Heijningen Jr.

Mary Elizabeth Winstead, Eric Christian Olsen, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Joel Edgerton, Ulrich Thomsen, Jonathan Walker, Trond Espen Seim

UNIVERSAL

Flor da Neve e o Leque Secreto

Wayne Wang

Hugh Jackman, Bingbing Li, Gianna Jun, Vivian Wu, Archie Kao, Wu Jiang, Angela Evans, Jennifer Lim

PARIS

Operação Presente

Barry Cook e Sarah Smith

Vozes de: Bill Nighy, James McAvoy, Hugh Laurie, Jim Broadbent, Imelda Staunton, Ashley Jensen, Miggie Donahoe

SONY

Os Muppets

James Bobin

Vozes de: Zach Galifianakis, Ed Helms, Selena Gomez, Emily Blunt, Amy Adams, Jason Segel, Jack Black, Neil Patrick Harris

DISNEY

Os Especialistas

Gary McKendry

Jason Statham, Clive Owen, Robert De Niro, Dominic Purcell, Aden Young

IMAGEM

The Lady

Luc Besson

Michelle Yeoh, David Thewlis, William Hope, Martin John King

PARIS

(Dream House) (Sarah´s Keys)

(Spy Kids 4: All the Time in the

(One Day)

11/11/2011

(Amanhã Nunca Mais) (Os 3)

(Everything Must Go)

(Trespass)

18/11/2011

(The Twilight Saga: Breaking Dawn)

25/11/2011

(Ainda Sem Título em Português)

(Ainda Sem Título em Português) (Ainda Sem Título em Português)

(Footloose)

(Happy Feet Two)

02/12/2011

(Snow Flower and the Secret Fan) (Arthur Christmas)

(The Muppets)

(Killer Elite)

09/12/2011

44 | Exibidor, outubro/2011

(Ainda Sem Título em Português)


Filme

Direção

Elenco

Distribuidora

A Fera

Daniel Barnz

Neil Patrick Harris, Vanessa Hudgens, Mary-Kate Olsen, Alex Pettyfer, Peter Krause, Lisa Gay Hamilton, Erik Knudsen

IMAGEM

Gato de Botas

Chris Miller

Vozes de: Antonio Banderas, Salma Hayek, Zach Galifianakis, Zeus Mendoza

PARAMOUNT

Noite de Ano Novo

James Bobin

Vozes de: Zach Galifianakis, Ed Helms, Selena Gomez, Emily Blunt, Amy Adams, Jason Segel, Jack Black, Neil Patrick Harris

WARNER

Uma Incrível Aventura

Debs Paterson

Eriya Ndayambaje, Roger Nsengiyumva, Sanyu Joanita Kintu, Yves Dusenge, Sherrie Silver, Emmanuel Jal, Presley Chweneyagae, Rapulana Seiphemo

PLAYARTE

Roubo nas Alturas

Brett Ratner

Ben Stiller, Eddie Murphy, Matthew Broderick, Téa Leoni, Casey Affleck, Michael Peña, Gabourey Sidibe, Alan Alda, Nina Arianda

UNIVERSAL

Upside Down

Juan Diego Solanas

Kirsten Dunst, Jim Sturgess, Larry Day, Don Jordan, Heidi Hawkins, John Maclaren, James Kidnie, Elliott Larson, Vincent Messina, Nicholas Rose

PARIS

We Bought a Zoo

Cameron Crowe

Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Church, Elle Fanning, Stephanie Szostak, Carla Gallo, John Michael Higgins, Patrick Fugit, J.B. Smoove

FOX

Imortais

(Immortals)

Tarsem Singh

Mickey Rourke, Kellan Lutz, Henry Cavill, Luke Evans, John Hurt, Freida Pinto, Isabel Lucas

IMAGEM

Missão: Impossível Protocolo Fantasma

Brad Bird

Tom Cruise, Jeremy Renner, Simon Pegg, Paula Patton, Ving Rhames, Josh Holloway, Tom Wilkinson, Léa Seydoux, Michael Nyqvist

PARAMOUNT

Agamenon - O Filme

Victor Lopes

Marcelo Adnet, Luana Piovani, Guilhermina Guinle, Pedro Bial, Marcelo Madureira, Hubert

DOWNTOWN

Alvin e os Esquilos 3

Mike Mitchell

Jason Lee, David Cross, Jenny Slate, Justin Long, Matthew Gray Gubler, Jesse McCartney, Amy Poehler, Anna Faris, Christina Applegate

FOX

Tainá 3

Rosane Svartman

Guilherme Berenguer, Nuno Leal Maia, Gracindo Jr.

DOWNTOWN

Dois Coelhos (Dois Coelhos)

Afonso Poyart

Alessandra Negrini, Fernando Alvez Pinto, Caco Ciocler, Neco Villa Lobos, Roberto Marchese, Marat Descartes, Aldine Muller, Thaíde

IMAGEM

Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras

Guy Ritchie

Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace, Jared Harris, Eddie Marsan, Stephen Fry

WARNER

Wanderlust

David Wain

Jennifer Aniston, Paul Rudd, Malin Akerman, Justin Theroux, Ray Liotta, Lauren Ambrose, Kathryn Hahn, Alan Alda, Joe Lo Truglio

UNIVERSAL

A Hora da Escuridão

Chris Gorak

Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Rachael Taylor, Max Minghella, Joel Kinnaman

FOX

A Invenção de Hugo Cabret

Martin Scorsese

Chloe Moretz, Jude Law, Emily Mortimer, Christopher Lee, Sacha Baron Cohen, Ben Kingsley, Ray Winstone, Helen McCrory, Richard Griffiths

PARAMOUNT

As Aventuras de Tintim

Steven Spielberg

Vozes de: Jamie Bell, Daniel Craig, Simon Pegg, Andy Serkis, Nick Frost

SONY

J. Edgar

(Ainda Sem Título em Português)

Clint Eastwood

Leonardo DiCaprio, Naomi Watts, Armie Hammer, Judi Dench

WARNER

The Girl With the Dragon Tattoo

David Fincher

Rooney Mara, Daniel Craig, Stellan Skarsgård, Robin Wright, Christopher Plummer, Embeth Davidtz, Joel Kinnaman, Joely Richardson, Goran Visnjic, Yorick van Wageningen

SONY

Os Descendentes

Alexander Payne

George Clooney, Judy Greer, Beau Bridges, Matthew Lillard

FOX

(Beastly)

(Puss in Boots)

(New Year´s Eve)

(Africa United)

(Tower Heist)

(Ainda Sem Título em Português)

(Ainda Sem Título em Português)

(Mission: Impossible - Ghost Protocol) (Agamenon)

(Alvin & Chipmunks: Chipwrecked)

(Tainá 3)

(Sherlock Holmes: A Game of Shadows)

(Ainda Sem Título em Português)

(The Darkest Hour)

(The Invention of Hugo Cabret)

(The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn)

(Ainda Sem Título em Português)

(The Descendats)

16/12/2011 23/12/2011

30/12/2011 06/01/2012

13/01/2012

20/01/2012

27/01/2012

* As datas previstas de lançamentos estão sujeitas à alteração

45 | Exibidor, outubro/2011


Trajetória

Centerplex, um caso de amor com a cinematografia

© Divulgação

D

epois de trabalhar como faxineiro, lanterninha, bilheteiro e subgerente do extinto Cine Cairo, no Vale do Anhangabaú (São Paulo-SP) e após passar por algumas distribuidoras, o Sr. Eli Jorge Lins de Lima, hoje popularmente conhecido como “Seu Eli”, conquistou uma vaga na Paris Filmes, onde dedicou 12 anos de trabalho árduo como gerente de vendas. Foi em suas andanças pelo Brasil que se deparou com o Cine São Luiz, em Poços de Caldas (MG), uma sala de exibição que tinha acabado de fechar suas portas. Embora promissora, a carreira do Sr. Eli na Paris Filmes cedeu lugar a uma nova empreitada: assumir, juntamente com outros dois sócios, a difícil tarefa de reabrir o Cine São Luiz e torná-lo novamente um local agradável e propício ao lazer. Começava ali a história de uma das maiores exibidoras da atualidade com capital nacional. Os anos passaram, um dos sócios faleceu e o Sr. Eli comprou a parte do segundo sócio, ficando, portanto, sozinho para liderar o negócio e abrir outros cinemas de rua pelo interior de São Paulo e Minas Gerais. Assim foi a década de 80. No início de 90, a empreitada já tomava corpo e a rede São Luiz de Cinemas contava com mais de dez cinemas. Foi então que a crise, originada pelo Plano Collor e pela popularização do videocassete, obrigaram o Sr. Eli a fechar as portas de boa parte dos espaços, ficando apenas com dois cinemas: Cine São Luiz (Poços de Caldas – MG) e Cine Vera Cruz (Capivari – SP).

46 | Exibidor, outubro/2011

Foram anos difíceis e de retomada para o setor como um todo, que tiveram novo fôlego com as exibições de O Rei Leão (The Lion King, 1994) e de Titanic (1997). O lucro obtido com a bilheteria permitiu prospectar novos horizontes e reconquistar o mercado. Na sequência, vieram outros cinemas de rua pelo interior: Atibaia (SP), São Lourenço (MG), Espírito Santo do Pinhal (SP), Mauá (SP) e São José do Rio Pardo (SP). A marca “Centerplex Cinemas” surgiu quando o primeiro cinema localizado dentro de um shopping foi inaugurado, na ocasião o Shopping Center Lapa. Foi neste momento que o Sr. Eli sugeriu mudar o nome de rede São Luiz de Cinemas para Center (centro) + Plex (complexos), e então nasceu a marca. O Centerplex Lapa conta com três salas e já funciona há mais de 10 anos. Recentemente, o local passou por reformas e é um dos carros-chefe da rede (foto acima). O fato marcou a história do grupo, já que antes havia apenas cinemas de rua em cidades interioranas de São Paulo, um grande motivo de orgulho para o Sr. Eli. “Quando vi aquele cinema bonito, grande, dentro de um shopping, aquilo saltou aos meus olhos. A partir daí nosso crescimento foi mais concreto e seguro”, disse. De lá para cá, novas inaugurações e também muita história para contar. Lavras, Itapevi, Suzano, Mogi e porque não o nordeste brasileiro. A Centerplex é uma empresa familiar, tem o Sr. Eli no comando geral, seu filho Már-

cio Eli Leão de Lima como um dos diretores e a esposa D. Maria do Carmo Leão de Lima que dirige o setor de bombonieres. Além disso, a empresa conta também com a consultoria do filho mais novo, Marcelo Jorge Leão de Lima. Hoje, depois de algumas salas abertas e outras fechadas, são 42 distribuídas pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Alagoas e Pernambuco. Destas, 10 já oferecem projeção em 3D. Em julho último, a Centerplex inaugurou seu último cinema em Caruaru com quatro salas. Em comemoração ao seu trigésimo aniversário, um novo logo foi especialmente elaborado e sela essa trajetória de sucesso. Mas, a Centerplex não pretende parar. Em novembro será a vez da cidade costeira de Caraguatatuba (SP) receber um cinema com a marca da rede e para 2012 já estão previstas novas inaugurações em São José do Rio Preto (SP) e Fortaleza (CE). “A pessoa tem que confiar em si, ser honesto e ter paciência, porque não é fácil. Minha empresa está comemorando 30 anos e nesse espaço de tempo eu passei por dificuldades, mas soube aproveitá-las e transformálas em oportunidade. Hoje posso dizer que sou um vitorioso, conquistei meu espaço, tenho vários amigos, colaboradores e várias pessoas que me apoiaram desde o início. Eu adoro cinema, desde a minha infância. Não me vejo fazendo outra coisa”, finaliza “Seu Eli”, que atualmente também ocupa o cargo de presidente do Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas de São Paulo, o SEECESP.


Exibidor #03  

A Revista Exibidor tem a finalidade de divulgar informações e serviços voltados ao mercado exibidor. Para isso conta com uma equipe de profi...

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