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novo!

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objetivos do núcleo: valorização da pessoa, do sentido de pertencer a uma comunidade, de evangelização, de serviço

Impresso Especial 991220307-6/2008 - DR/RJ

ASIA

Núcleo dos Antigos-Alunos do Colégio Santo Inácio

/ / / CORREIOS / / /

set-out/2009 - n.o 149 “âncora”: prof.v.paim

Rua São Clemente 226 . 22260-000 Rio de Janeiro-RJ . Brasil tel.55 (21)3184-6200/fax 55 (21)2266-5367

/// DEVOLUÇÃO GARANTIDA

/// CORREIOS ///

PROFESSOR RENATO MAGNO DE ARAUJO (* 1927 / + 2009) aluno do CSI em 1939, no “Admissão” concluiu o 3.o científico em 1946 admitido como professor do CSI em 1956 foi professor de matemática ‘prefeito de divisão’ ‘prefeito geral do admissão’ coordenador de série orientador educacional orientador vocacional trabalhou no CSI até 2008 veja “depoimentos” nas páginas 4 e 5 e mais nas páginas 2 e 7

ER TWITT está no twitter! o ento Núcle

Em 7/dez/1998, Prof.Renato foi entrevistado por Gilberto ‘Gigante” Martins de Almeida (antigo-aluno da Turma de 1978). A entrevista foi publicada no livro que registrou os 30 anos da Turma de 1978. São desta entrevista a introdução e os textos abaixo: “Renato Magno foi uma figura marcante na vida dos ex-alunos da turma de 1978 do colégio Santo Inácio. Com sua barba bem cuidada e grisalha, ele foi coordenador da turma B do primeiro ao quarto ano ginasial. (...) Acima de tudo, o professor Renato, como era chamado, conquistou a todos com sua tranqüilidade, sua firmeza de opiniões e seu coração generoso; coração de uma pessoa que não poderia ter sido outra coisa senão um grande educador-formador, tamanha sua generosidade e vontade de ajudar jovens a amadurecer.” “(...) eu quis passar para vocês que nós, educadores, não ditávamos simplesmente as regras; tínhamos que entrar em contato com o aluno e saber o que ele pensava daquilo.” “(...) cresceram neste aspecto, de não aceitar o pré-estabelecido sem que soubessem as explicações para ele. Isso tudo foi um marco na minha vida de educador. Acho que consegui fazer com que um bom número de vocês assimilasse este procedimento, no “mandar” e no “ser mandado”!” “Sei muito bem que o aluno tendo chance de aprontar, apronta mesmo. Mas aluno habituado à transparência não se revolta!” “A vida de um educador é um aprendizado permanente. Vamos tentando corrigir erros, a fim de não repeti-los.” “(...) trabalhar com adolescente é um grande privilégio, pois você precisa se reciclar quase que diariamente.” “Quando fui convidado para organizar uma orientação vocacional no 2.o Grau, pensei que iria perder o “poder” da coordenação e, por que não dizer, o status, mas ao mesmo tempo iria fazer o que mais almejava: ser orientador.” “Vejo nos adolescentes dificuldades muito parecidas com as que tive. O relacionamento com adolescentes nas sessões individuais de orientação vocacional é simplesmente maravilhoso quando eles percebem que não são diferentes dos outros e nem de nós adultos.” ”Por isso vivo como se cada dia fosse o último da minha vida, mas, para compensar, fantasio que nunca vou morrer.”

NOVO ‘ENDEREÇO’ DO ‘PORTAL’ DO NÚCLEO

O çam ique lan Comun conferências, s, de livro e x p o s iç õ e s , , s curso tc. etc. entos e nascim omunicação c nte a “curtinho”! iatame m rede”. d e ); im m e o e “ c r. a “facinho, facinho”! locad (twitte será co se no twitter eba as c e r e i e s Cadastr itter.com/exc e sobre anSI tw acesse tícias sobre o C o n últimas lunas. ntigas-a - a entrega do infoCSI a você é feita com a colaboração do Sr.Jorge Vieira da Silva Filho (tel.2581-3644), pai de Marcos a e s o g ti André (1991) e Marcos Alexandre A.Vieira da Silva (2000) - ele também está ao seu dispor. Entre em contato com ele!

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AO MESTRE, COM CARINHO pág.2 - infoexcsi - set-out/2009 - n. 149 o

ERRAMOS! Rafael Andrade e Bianca Soares, antigos-alunos da Turma de 2000, ainda não se casaram! Eles vão se casar em 8/mai/2010 na Igreja do Colégio. Como publicamos que eles “tinham se casado”, receberam muitos cumprimentos. Eles agradecem mas pediram duas coisas: a retificação da notícia e o aviso que não devolverão os presentes recebidos, mas que aguardam muitos outros! E deixando as brincadeiras de lado, pedimos desculpas ao Rafael e a Bianca, mantendo os votos de muitas felicidades até e após 8/mai/2010.

CASOU E MUDOU Camilla Muglia Quental (94) casou-se em abril com Sebastien, de nacionalidade francesa, e encontra-se atualmente terminando o Doutorado em Paris, na HEC (Hautes Études Commerciales) e com muitas saudades das amigas inacianas.

SUCESSO! Marcantonio Fabra(81) é co-autor livro “Gerenciamento de Projetos”, da Editora FGV, e que está ‘bombando’ nos MBAs da Fundação. Dá uma olhada em http://www.editora.fgv.br/asp/ dsp_detalheProduto.asp?codigo=662

SEM UNIFORME? NÃO! Walter Krause (89) e seu irmão Eduardo têm uma confecção de uniformes profissionais, escolares e para eventos. Para saber mais: R.Teresa 1292, Petrópolis-RJ, (21)9673-5846 ou www.dupeka.com.br

QUAL É O SEU PROBLEMA? Paulo Lins e Silva (61) responde perguntas enviadas pelos leitores dO Globo sobre Direito de Família, na coluna “Qual é o seu problema?” Paulo é advogado de família e diretor internacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família.

NASCEU! Felipe, filho de Otávio de Freitas e Castro Sampaio (94) e Patrícia P Mirândola Sampaio, bisneto de Mauro Feijó Sampaio (33-36) e neto de Rogerio Teixeira Sampaio (66), sobrinho de Mauro Teixeira Sampaio (91) e de Laura de Freitas e Castro Sampaio (97).

Os tempos eram outros. O rádio tocava sem parar “Quero que vá tudo pro inferno”, “Yesterday”, “A banda”, “Strangers in the night”, “Tristeza”, “The more I see you”, “Mamãe passou açúcar em mim”, “California Dreaming”, “Esqueça” e “The sounds of silence”. Em todos, em especial nesse último, fina ironia do destino nos títulos de 1966. A música tocava e o pau cantava no ano em que os grilhões da ditadura aprisionavam pensamentos, palavras e obras. Apostando em dias melhores, cheguei ao Santo Inácio, inspirado quem sabe pelo peregrino e incansável guerreiro que deu nome à instituição. Superada a prova de admissão, fui aceito no curso de mesmo nome. Naqueles dias conturbados não chego a dizer que estivéssemos alienados, mas respirávamos um ar diferente na Rua São Clemente n.o 226. Logo no início de 1967, começando o ano letivo, fomos apresentados à rotina da escola pelo coordenador, Professor Renato Magno de Araújo. Ele também seria o responsável pela cadeira de matemática. Fala mansa e jeito brincalhão, sempre que possível, o Professor Renato apresentou as boas-vindas em nome da escola e nos orientou sobre a conduta dentro e fora da sala de aula. Orientação naquele momento e que se repetiu cada vez que voltei a encontrá-lo pelos corredores do colégio, até bem pouco tempo, em minhas fugazes e mais espaçadas visitas ao CSI. Sua maneira simples, calma e objetiva de esclarecer as coisas sempre transpareceu justiça e liberdade, em contraponto ao mundo degradado que nos cercava à época em que o conheci. Os conceitos de ética, de moral e de responsabilidade daquele mestre marcaram a minha vida. Rubro-negro apaixonado, bandeira enorme na parede de sua sala, o “Renatão” foi protagonista de algumas das passagens mais marcantes de minhas lembranças escolares. Ele inaugurou e encerrou o ciclo de tantos anos de experiências inesquecíveis. Vou recordar uma do começo e outra do final. Em 67, logo que iniciamos as atividades, meu espírito habitualmente rebelde me levou à sala da coordenação. Sentado à sua mesa, ele estava ao telefone. Fez sinal para que eu aguardasse. Encantado com um porta-canetas diferente, um jipe metalizado com uma bandeirola do Flamengo, não resisti e mexi no carrinho, passeando com ele sobre a mesa. Ao colocar o telefone no gancho, reminiscência daqueles dias, ele falou para mim: “Xandu, é assim que você é conhecido, não é? Jamais mexa na mesa de alguém sem ser autorizado. Esse jipe é de estimação, sobretudo pelo pendão que tremula nele.” Após me dar conta da falha e de me desculpar, tratamos do assunto que me levara ao local. Já de saída, o “Renatão” me chamou. “Xandu! Leve o jipe para o recreio e me devolva perfeito, por gentileza.” Sutil e definitivo. Sete anos depois, quando já nos despedíamos da escola rumo à faculdade, o “Renatão” organizou o campeonato de futebol daquele que seria o nosso ano de despedida. Os jogos entre todas as turmas do CONCITEC, CONSART e COMBIMED seriam concorridíssimos, pois aos 17 ou 18 anos já estávamos bem desenvolvidos e muitos jogavam um futebol de alto nível. A novidade é que os professores/inspetores também participariam com um time. Eles também tinham quem tratasse bem a bola. Porém, além do esmero na organização do campeonato, a sutileza e a criatividade do “Renatão” estariam registradas no nome que ele escolheu para o torneio: “A SOPA VAI ACABAR”, que consagrou a minha querida 4.a turma como campeã numa final contra os professores. Contudo, penso que, dentre os quase 250 alunos que se formariam naquele ano, a esmagadora maioria não tenha compreendido com precisão histórica o que ele pretendeu nos dizer com o título do torneio. Agora, no último dia 18/08, estive no São João Batista para me despedir do “Renatão”. Fora os oito anos como aluno, ele ofereceu 53 anos de sua vida na dedicação irrestrita ao Santo Inácio e à educação de diferentes gerações. Na despedida a ele encontrei colegas de 1974 e de turmas anteriores e posteriores. Nessa triste ocasião, além de seus filhos e netos, também conheci a D. Lúcia, companheira do “Renatão” até o último segundo. D. Lúcia confidenciou que disputava o marido com o CSI e chegou a sentir certo ciúme algumas vezes. Agradeci a generosidade dela por tê-lo compartilhado conosco e disse da importância desse ato para cada um de nós. Minha homenagem é reconhecê-lo como um grande educador, um exemplo de honestidade, integridade e competência, virtudes tão necessárias ao Brasil, tanto naqueles tempos idos de 1966 quanto nos dias de hoje. Obrigado, Professor Renato Magno de Araújo, magno até no nome. Vamos perseverar em respeito aos seus ensinamentos. Alexandre Carlos ‘Xandu’ Pinheiro Fernandes (74)


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ECOS DO CONGRESSO MUNDIAL DE ANTIGOS-ALUNOS DOS JESUÍTAS realizado na África, em Burundi, na cidade de Bujumbura, em jul/2009 - a cidade - um espetáculo folclórico apresentado durante o Congresso - P.Geral, Adolfo Nicolás, com congressistas e membros do governo local - o anúncio do próximo congresso

PAI Meu pai, Milton Ribeiro de Carvalho (39-43), faleceu no mês de maio deste ano (em 5/5/09). Ele tinha bastante orgulho de algumas escolhas que fez em sua vida, entre elas ter estudado no Santo Inácio, ser fluminense e ter seguido a carreira militar (de onde saiu como Almirante após 40 anos). Agora em 27 de agosto faria 85 anos. E conseguiu transmitir, por amor, duas de suas preferências - os netos são fluminenses, sendo o mais velho, Petrus, já aluno do CSI (3.o ano do Ensino Fundamental). Adriana Ribeiro de Carvalho

AGRADECIMENTO Agradeço a você por ter me encontrado e enviado o infoexcsi. Fiquei muito feliz e emocionado. Marco Antonio Martinez Omonte (85)

AVÓ Maria Ângela Reis de Castro (79), irmã de Jorge Maurício de Castro (77), feliz da vida. Ela é avó de Sophia!

DEPOIMENTO

VOCÊ RECONHECE ESTA FOTO? QUEM É?

“É uma satisfação poder ainda estar entre vocês e “curtir” o excelente trabalho do “âncora” em prol de uma sadia camaradagem.” Giancarlo Valente (60)

PRIMEIRO NETO Luisa Maria Azevedo da Costa, antiga-aluna do Colégio Anchieta Nova Friburgo-RJ, muito feliz com o nascimento do seu primeiro neto: Kaiki, filho de Carla, sua filha, e Pedro.

1960 Pedro Sampaio Malan (60) aguardando ansioso os preparativos para as comemorações pelos 50 anos da Turma de 1960.

A foto acima, um detalhe, está no ‘site’ fotos e recordações. Você já a viu? Você sabe quem é? O que será que ela, agora com 12 anos, faz? Onde estará? Para saber quem é, veja na pag.7.


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PROFESSOR RENATO MAGNO DE ARAUJO depoimentos um símbolo e, me perdoem a analogia, o Prof. Renato é o “Usain Bolt” da educação no Colégio Santo Inácio. Sem comparações! Roberto Engelke (78) ele é unanimidade entre nós , porque além de todas as suas qualidades de excepcional educador , ele tinha um extraordinário senso de justiça. NInguém saiu da sala dele, mesmo que levando alguma reprimenda ou castigo, sem a sensação que teve todos os seus argumentos ouvidos e considerados. Esse respeito pelo ser humano, independentemente da idade, é uma lição prá mim inesquecível. Carlos Beni Borja (78) nunca poderia agradecer suficientemente a ele o apoio recebido na orientação vocacional do Santo Inácio. Helion Povoa Neto (77) guardo ótima lembrança do MESTRE, que me deu muito apoio em fase difícil que eu tive na escola naquela época... Claudio Pastor (78) Um exemplo genuíno de um verdadeiro professor. Uma vida dedicada ao Santo Inácio. Que beleza de exemplo de vida. Helvecio Couto (66) Só tenho boas lembranças do Incansável prof. Renato, grande formador de pessoas, mentes e almas... Fernando Camara (78) Prof Renato foi pessoa muito importante em minha vida, mais como orientador do que como professor de Matemática. Ele me ajudou em um período extremamente difícil e exigente de minha vida. A atitude dele, o comportamento como educador dedicado e desinteressado, jamais foi esquecido. Embora o tenha visto muito pouco ao longo de minha vida, nunca o esqueci. Guardo dele uma lembrança boa. João Otavio Domingues de Oliveira (64) O Prof. Renato foi meu primeiro professor de matemática, em 1958. Mario Arthur Pereira de Moraes (65) Prof. Renato foi meu mestre e guardo boas recordações da época. Rodolpho Mader (67)

O céu ganhou mais uma estrela. Haroldo Freitas Neto (78) O Professor Renato, junto com o Professor Ronald Manno, ofereceu uma colaboração inestimável ao Colégio Santo Inácio, notadamente no início da década de 80. Nossa geração não esquecerá esse grande profissional e, pessoalmente, espero que a história desse Colégio Tradicional não deixe de reconhecer a importância do Professor Renato de tantas consciências acadêmicas. Francisco Lins (84) fiquei bastante triste com o falecimento do Prof Renato (Matemática), fui seu aluno e apesar de ter hoje 64 anos, tenho sua imagem em minha memória. Jader Manoel de Andrade Pereira (63) Lembro-me muito do Prof Renato de matemática. Tenho varias fotos dele nas turmas, ali no jardim central do Colégio. Eu sou botafoguense e ele era flamengo, como o Motta que as vezes vem ao meu novo restaurante. Mas naquela época, 62 a 70, só dava Botafogo, primeiro Garrincha, Didi, Nilton Santos, Amarildo e Zagalo, e depois Jairzinho, Gerson, Paulo Cesar, Rogério, Carlos Roberto, etc... Ele implicava pois eu ia com a camisa alvinegra por baixo do uniforme. Acho que as vezes jogava bola conosco, e foi técnico do nosso escrete. Jogamos ate contra os veteranos da ADEG. João Luiz ‘Janjão’ Garcia de Souza (71) Aprendemos muito com ele. Perdemos de fato um amigo que soube nos ensinar muito e de uma forma bastante coerente. Vida que passa, vamos tentar passar aos nossos filhos o que aprendemos com ele... Maurício Côrtes de Barros Silveira (78) Um grande exemplo que deixara muitas saudades em todos que o tiveram o privilegio de conviver com ele. Ricardo Reisen de Pinho (78) um dos mais queridos e importantes professores da minha vida, a quem devo grande parte da formação do meu caráter. Julio Cesar Palhares (78) Foi nosso grande amigo e orientador. Tereza Gomes (80) Meus sentimentos! Que as boas lembranças nos confortem! Omphale Maria ‘Lica’ Kós Antunes Maciel (80)

Fiquei sinceramente consternado com a noticia da perda do Prof.Renato. Grande figura. Foi meu primeiro Prefeito de Divisão, no Admissão, quando entrei no Santo Inácio. Conseguia ser disciplinador mantendo a simpatia, inata no caso dele. Carismático e organizado, montava os times da 1.a e 2.a divisões do campeonato de futebol (eram 5 turmas, mais a 4.a turma do 4.o Primário), montava a tabela de jogos, apitava as partidas durante os dois recreios e atualizava sempre os resultados e a classificação num quadro de letrinhas removíveis que ficava no Estudo, atrás da cátedra. E dava nome aos times que, para evitar brigas por paixão clubista, eram sempre de equipes tradicionais argentinas, uruguaias e assim vai. Isso sem contar os campeonatos de ping-pong, de basquete e de vôlei, todos também organizados por ele. Seus avisos e recomendações, dados nas horas do Estudo, eram sempre objetivos e com um toque de humor. E, se não bastasse tudo isso, ainda era nosso professor de Matemática que, aliás, lecionava muito bem, dando-nos as primeiras noções de Álgebra. Como ninguém é perfeito, tinha um grande defeito: era Flamengo doente. Acho que posso dizer sem exagerar nem errar que não havia aluno ou pai de aluno que não gostasse do Prof. Renato. Sua família deve saber disso muito bem, mas, nessa hora, talvez seja um conforto ouvi-lo de um ex-aluno e admirador. E que sempre relevou o fato dele não ser botafoguense, uma discrepância total em sua personalidade. Coisas que só Deus explica. Bruno Malburg (69) fui aluno do CSI de 1955 até 1964, quando minha família se mudou para Juiz de Fora-MG. O Prof. Renato foi meu professor de matemática no Admissão. Tenho dulcíssimas lembranças dele pois foi, acima de tudo, um EDUCADOR, sempre com tempo para ouvir os problemas emocionais/familiares dos alunos. E amar é isso mesmo... doar o próprio tempo para alguém. Marcio Antonio de Carvalho (68) Durante décadas ele marcou positivamente a infância e adolescência de muitos que tiveram o prazer de vivê-las, em parte, no CSI. Marcos Wunder (72) É com grande tristeza que recebemos a notícia do falecimento do Prof.Renato Magno de Araújo. Apresentamos o nosso sentimento de pesar e solidariedade a todos os familiares e amigos pela grande perda. Margarida Maria Andrade Ribeiro Lopes (antiga-professora do CSI e mãe de Gabriela Andrade Lopes-94)


Acredito que muitos concordarão em que ele foi o maior educador que tivemos no Colégio, seja pelo tempo em que nos acompanhou (desde o antigo ginásio como Coordenador e depois na 2.a série como Orientador), seja pela riqueza de seus ensinamentos. Ele era um exemplo em palavras e em atitudes. De total abnegação, entregou a vida profissional a formar adolescentes, e para isso abdicou de muita coisa (...) Era um educador preparado, tinha conhecimentos também de psicologia, durante certo tempo orientou um grupo de alunos no que ele chamava de “dinâmica de grupo”, um aprendizado sensacional. Lembro quando ele me recomendou um livro do Laing, ele sempre estava a par do que havia de mais avançado em educação, tabulava os resultados dos vestibulares, escreveu artigo sobre isso. Não se baseava em rame-rame, ia além, estudava, pesquisava, tentava entregar o melhor resultado. Se eu tivesse que escolher um símbolo do melhor que tivemos em educação no Colégio, com certeza quem me vem à cabeça é o Renato. É difícil resumir, foram muitas lições e histórias. Sobre o livro, foi uma forte e gratíssima emoção para ele [livro assinalando 30 anos da Turma de 1878]. Fui visitá-lo pessoalmente antes da publicação. Depois enviei o livro e falei com ele, foi um ponto alto de alegria nos últimos tempos dele (chamei-o para o último churrasco que fizemos, assim como o havia chamado para a festa na Hípica, mas ele estava com dificuldades de locomoção etc. e declinou, ou seja, o livro foi possivelmente a última grande comunicação que tivemos com ele). Parabenizo a todos que se empenharam em prestar essa derradeira homenagem a ele ainda em vida. A memória do Renato está em cada um de nós, e tenho certeza de que ele está orgulhoso da turma que ajudou a formar. Gilberto ‘Gigante” Martins de Almeida (78)

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Um dos maiores HOMENS que conheci em minha vida. Seu equilíbrio e sabedoria nortearam a vida daqueles adolescentes sob seu olhar carinhoso e feliz. Homem de fala mansa porém contundente, que dava realidade a suas lendas e nos fazia encarar a vida com mais naturalidade. Tenho certeza que Deus e todo seu reino hão de recebê-lo com honras de quem derramou pela terra a dignidade de um verdadeiro ser humano. Obrigado querido professor pelas inesquecíveis palavras e pela maravilhosa lição da vida!!! Paulo Camarão (78)

Me apoiou muito e permitiu que eu atravessasse um momento de grande crise... Marcos Bidart de Novaes (74)

Uma perda enorme e uma saudade eterna do grande AMIGO, que todos nós tivemos, muitas vezes sem nos darmos conta disso. Sinto como se tivesse perdido um avô, daqueles a quem recorremos com dúvidas sobre a vida e de como deveríamos agir diante das pedras do caminho... Muita tristeza, e saudade, mas orgulho de ter recebido seus ensinamentos e compreensão, o que, para muitos de nós, tenho certeza, solidificou-nos moralmente. Seu trabalho por aqui, findou; lá, seu espírito será mais útil. Luiz Octávio Guimarães Coimbra (78)

lamento saber do falecimento do meu caro colega de turma (durante muitos anos, de 1938 a 1944). Rezaremos aqui em Brasília. Henrique B. Cavalcanti (46)

muito obrigado por ter feito parte da minha vida. Manoel Xavier (78)

vou rezar por aqui e estarei presente em oração. O Prof. Renato marcou muito minha passagem por vários anos no CSI. Sinto realmente muitas saudades e gostaria de poder participar “fisicamente” dos eventos inacianos... Me delicio e comento sempre com meus filhos a importância de uma boa educação. Que Deus abençoe todos nós e te dê muita saúde! José Roberto França Cottim (78) - residindo na Alemanha

Sinto muito o falecimento do Prof.Renato. Jorge Sá Earp (73)

é muito triste sempre que se perde um homem do quilate de nosso admirado Prof. Renato. Ele estará em minhas orações. Maria Tereza Braune Barcellos (mãe de Alberto Braune-78) Uma perda irreparável, uma das figuras mais dignas que conheci em minha vida. Um mestre na melhor acepção da palavra. Luiz Carlos Fraga (78)

Escrevo, (...) palavras ditadas por um coração que sofre pela perda do grande amigo, mas se regozija do justo encontro com Deus que ele fez por merecer. Prof. Renato era uma figura cuja estatura moral de educador incansável o colocou no patamar de um pai para mim e tantos outros colegas. Lembro-me bem quando o vi pela primeira vez. No primeiro dia de aula do Ginásio, turma 56 em 1972. Eu havia engolido uma bala e estava entalado. Pedi a ele, no corredor, permissão para beber água. Nunca vou me esquecer do olhar doce e do carinhoso afago que recebi na nuca, indicando-me o caminho do bebedouro. Um pequeno gesto, um olhar, que sutilmente sinalizaram alguém em que poderia confiar incondicionalmente. Tivemos inúmeros contatos durante os anos seguintes, e até depois de formado no Colégio. O Prof. Renato teve a felicidade de perseverar no caminho por ele traçado, de retidão e honra. É exemplo para uma geração que recebeu o seu toque de bondade com justiça, que aprendeu a conviver com as diferenças sem perder o equilíbrio, que percebeu como ele mesmo dizia, que “cada opção significa uma renúncia”. Ele renunciou à glória, optou por ser gente. Renunciou à busca de recompensas materiais, optou por repartir o que tinha com quem realmente precisava. E o que lhe sobrava, a generosidade, o amor à profissão e ao próximo, isso ele espalhou em milhares de sementes que frutificam e se multiplicam eternizando sua existência. Ricardo Bordeaux Rêgo (78)

Deixo aqui meus sentimentos... Lysle Cerqueira Corbal (87) Também fiquei sentido com seu falecimento. Gostava dele e soube ver o educador que ele era. Lembro que quando ele avisava das Missas Obrigatórias (quatro por ano, lembra?), ele dizia que NÃO PODEM FALTAR DE JEITO NENHUM! SE ESTIVER DOENTE, VENHA DOENTE E SE ESTIVER MORTO TRAGA O ATESTADO DE ÓBITO. NÃO TEM DESCULPA! Lembro também que quando ele queria silêncio dizia: SILÊNCIO SEPULCRAL! Lembro o trabalho de organização dele para nossas atividades esportivas, inclusive as Tardes Esportivas. Quanto a ser Flamengo, paciência, ninguém é perfeito... Foi-se mais uma referência da nossa vida. Leonel Augusto Penna Franca (69)


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FOI NOTÍCIA Sob o título Arquitetos apresentam soluções de decoração com materiais de baixo custo e fácil acesso, globo.com publicou “No Estar do Sebrae, tijolos de concreto são empilhados em um dos cantos do ambiente. Para dar maior aconchego aos visitantes, o designer de produto Gil Guigon, junto aos parceiros Diogo Lage e Eduardo Cronemberguer [2000]*, incorporou ao suporte almofadas de futon com estampas modernas cujos desenhos fazem referência a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. O toque final ficou por conta das lâmpadas embutidas nos furos dos tijolos.” * grifo nosso

reflexão O PAI DO PILOTO Meu filho é piloto da TAM. E de Airbus 330, igualzinho ao da Air France. Praticamente toda semana viaja para alguma capital européia, passando pela tal “zona de convergência”. Ao coração do pai angustiado só resta pedir a Deus que ilumine seu caminho e dos passageiros que ele conduz. Há algum tempo, logo após o acidente ainda inexplicado da Air France, conversamos longamente ao telefone. No dia seguinte ele decolou para Londres e, segundo seu relato, foi um vôo tranquilo e sem sobressaltos. Nesta longa conversa acalmou meu espírito com dois argumentos irrefutáveis, um bem racional e outro resultado da emoção e do autoconhecimento. O primeiro: “Pai, morrem por ano mais pessoas assassinadas no Rio de Janeiro que em acidentes aeronáuticos.” O segundo, definitivo: “A morte não nos pertence. A vida sim. E eu sou apaixonado por fazer essas máquinas voarem.” Diante de tanta sabedoria, meu coração se acalmou. É vivendo intensamente, fazendo o que se gosta e amando as pessoas que estão à nossa volta que pavimentamos a vida e justificamos esta dádiva. Até quando Deus quiser. Jorge Mauricio de Castro (77)

FALECIMENTOS Maria Gilda Vieira de Figueiredo, mãe de José Vitor (78), Luiz Augusto (73), Maria Tereza (89), Maria Helena (86). Alvaro(77), Laura Maria Vieira de Figueiredo (79) e Jackson de Figueiredo Neto (74) Juan Clinton Llerena, pai de Juan Llerena (72) Ronald Pedro de Souza Travassos (61) Regina Helena Duarte de Resende, mãe de Lys (73), Sergio (79) e Paulo Duarte de Resende (82) Carlos Alberto Menezes Direito, pai de Carlos Gustavo (90) e Luciana Maria Vianna Direito (86) e Carlos Alberto Menezes Direito Filho (88)

LIVRO Helena Rego Monteiro (80) e Regina Abreu (73) lançaram o livro “Arouca, meu irmão”. “livro sobre a trajetória de Sergio Arouca afirmando o movimento a favor da saúde coletiva. Foram cinco anos de pesquisas no Programa de Pós-Graduação em Memória Social da UNIRIO. Neste percurso agregamos pessoas, instituições, afetos, amizades. Refletimos e articulamos saberes acreditando na inter e na transdisciplinaridade. Aprendemos muito na potência do encontro com este cara bacana e paradoxal que certamente deu o melhor de si enquanto viveu entre nós.” “o livro não pretende ser uma homenagem ao que passou, mas um convite à fruição do que está sendo e do que vai ser, porque Sergio Arouca está entre nós na dimensão do “chi”, a energia com a qual ele tanto se identificava em seus exercícios diários de tai chi chuan.”

FALA! Anna Carolina Silva Jooris (2003) está na Fala Comunicação, assessoria de imprensa. O objetivo principal de sua assessoria é criar um canal de comunicação direto entre o cliente e a mídia em geral. Fala oferece um tratamento global da imagem do cliente, com um planejamento cuidadoso em sua formação e manutenção. Para saber mais: carol@falacom.com.br

COLÉGIO DOS JESUÍT AS JESUÍTAS JUIZ DE FORA - MG Alunos colecionam figurinhas que contam a história de Santo Inácio de Loyola Neste ano, uma novidade marcou as comemorações da “Semana Inaciana”, em homenagem a Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus: um álbum de figurinhas contando a história de sua vida! O álbum de figurinhas de Santo Inácio é um trabalho pedagógico vinculado à disciplina de Ensino Religioso das turmas de 1.º ao 6.º anos do Ensino Fundamental do Colégio dos Jesuítas. Com ele, os alunos têm a oportunidade de aprender, de maneira lúdica e prazerosa, um pouco mais sobre a história de Santo Inácio. De 17/ago a 11/set, envelopes com figurinhas são distribuídos a todos os alunos das séries envolvidas. E os alunos conseguem envelopes extras pela “Troca Solidária”, trocando um quilo de alimento não perecível por um envelope extra. Essa troca é opcional e como o número de pacotes é limitado, eles podem acabar antes do final da campanha. Fora do horário de aula ou durante o recreio, os alunos trocam as figurinhas repetidas com os colegas. “Queremos que todos os alunos tenham a oportunidade de ter o álbum completo! Ao final da campanha, quem não completar o álbum poderá solicitar as figurinhas faltantes na sua coordenação.”, destaca a Diretora Geral do Colégio dos Jesuítas, Prof.a Heloísa Maria Barroso e Silva.

FÉ E ALEGRIA Fe e Alegria, organização jesuíta que desenvolve trabalhos em 14 estados brasileiros, atuando em 23 cidades, agora tem um ‘site’ próprio. Com esta nova ferramenta tecnológica, o trabalho será mais difundido e mais claramente compreendido por todos os que podem ajudar suas ações a obter frutos com seus projetos. Para saber mais, acesse www.fealegria.org.br

OBELISCO DE IPANEMA Foi demolida a passarela do obelisco de Ipanema construída há 13 anos durante o projeto Rio-Cidade. O obelisco e a passarela foram idealizados pelo arquiteto Paulo Casé (50) para demarcar um ponto importante das antigas linhas de bondes na Zona Sul. Era ali que eles faziam o retorno. A estrutura era apenas decorativa por que suas extremidades não foram terminadas.


BATIZADO E CASAMENTO Comunico dois grandes acontecimentos em minha vida. Em 16/ago, eu e Marcus Vinícius batizamos nossa filha Maria Clara na Capela do Colégio Santo Inácio, com o Padre Adilson. No sábado seguinte, 22/ago, realizei meu sonho de casar na igreja do meu querido colégio. O casamento também foi celebrado pelo Padre Adilson que foi simplesmente maravilhoso. Cerimônia e palavras proferidas por ele ficarão em nossos corações para sempre. Foi um casamento duplo. Éramos duas noivas e dois noivos. Minha irmã, Ana Paula-96, casou-se com o Jorge. Ela já mora em Portugal há dois anos e veio especialmente para casar no CSI. Casamos nós quatro com meus filhos Maria Clara, 7 meses, e Pedro Henrique, 2 anos, como pajem. Também como daminhas e pajens Melissa e Laura, filhas da Fernanda Ribeiro Burguel (91), e os filhos do meu irmão André Henrique da Silva Alves (90), Matheus e Cecília. Nossas avós levaram as alianças. Foi um momento muito emocionante! Patricia Alves (91)

VOCÊ RECONHECE ESTA FOTO? QUEM É? A foto é de Mikaela, aos 3 meses. Mikaela é filha de Andrea Fernanda Amaral Widerberg (83). Agora Mikaela deve estar com 12 anos. Onde está Mikaela? O que ela está fazendo? Ah! A foto é a número 5 no ‘site’ “fotos & recordações” do ‘portal’ do Núcleo que agora tem um endereço “curtinho! facinho, facinho!”: excsi.com.br

75 ANOS DEPOIS Graças ao meu pedido publicado no infoexcsi, consegui falar pelo telefone com Álvaro Pantoja, colega da nossa turma de 1934!!! Quebramos um jejum de 75 anos de silêncio e de saudade! A emoção que esse contato nos proporcionou foi indescritível !!!. Como engenheiro agrônomo, fiz carreira no Banco do Brasil, preponderantemente na Carteira Agrícola e no interior, e isso explica o meu distanciamento do colégio e dos colegas.durante tanto tempo. Mas continuo ansioso para fazer contato com outros que ainda porventura sobrevivam (estou com 90 anos e lembro-me bem que eu era o caçula ou vice-caçula da turma!). Ficarei muito agradecido se algum de vocês conseguir mais um contato. Diogo Dias Paes Leme (1929-1934) diogolemel@globo.com ou diogole mel@gmail.com

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SAUDADES DE UM MESTRE MUITO ESPECIAL (...) O Prof. Renato foi um dos grandes Educadores Jesuítas que o Colégio conheceu. Metade da maior turma que o Colégio já formou, aquela que passou pelo derradeiro ano de Admissão ao ensino ginasial, teve o privilégio de ter o Prof. Renato como seu Coordenador. Causa profunda impressão, tantos anos depois, perceber como tantos o têm, em suas lembranças, como um daqueles mestres especiais, que nos conhecia, nos valorizava e tinha por cada um de nós uma sincera amizade. Entre centenas de alunos da época, em um colégio do porte do Santo Inácio, muitos se destacavam, fosse pelo brilho nos estudos, fosse pelo espírito de liderança, fosse pela aptidão para determinada atividade esportiva, fosse pelo espírito de rebeldia, fosse pelo comportamento irreverente ou pela frequência com que, em vista desses ou de outros pendores, eram chamados a comparecer diante do Coordenador. Uma grande maioria, no entanto, passava quase despercebida na lembrança de muitos mestres e de seus próprios colegas, fosse pela falta de alguma coisa na qual se sobressair, fosse por pura timidez... Mas na lembrança e no coração de um mestre como o Prof. Renato, nem um sequer era esquecido ou considerado menos importante que os demais. E ele tinha um jeito especial de se fazer presente na vida de cada um; de fazer com que mesmo o mais retraído de seus alunos soubesse que “o Prof. Renato me conhece, ele sabe do que sou capaz e até das minhas limitações; ele espera tanto de mim como de qualquer outro colega meu...” Esse esperar algo de bom de cada pessoa, esse confiar que cada pessoa tem algo de bom para dar, fazendo com ela saiba disso, foi para mim uma fonte de crescimento, no melhor espírito inaciano. Alguns podem achar que exagero, que todos depois que morrem viram santos, que nenhum mestre pode alcançar, assim, todos os seus alunos. Pois bem, minha experiência pessoal me diz que sim; que o Prof. Renato era um Mestre muito especial da Companhia de Jesus. Eu era um daqueles garotos mais tímidos. Que tinha um bom desempenho nos estudos, mas nem tanto. Que gostava de futebol, mas não levava jeito. Que podia ser tido como bem comportado (exceto, possivelmente, por uma ou outra suspensão coletiva, com muito orgulho!) Que nunca era chamado a comparecer diante do Coordenador. Uma vida inteira no Colégio, porém, faz de qualquer um minimamente conhecido. Metade dos meus amigos me chamava pelo meu primeiro nome, Fernando, enquanto a outra metade por Cabral. (...) Mas uma lembrança que carrego com muito carinho, desde os tempos do “ginásio”, é a daquele Coordenador que um dia me deixou confuso (mas intimamente satisfeito, ele bem o sabia), ao me abordar com um natural “Tudo bom, Montenegro?” Olhei em volta, procurando o Rodolfo (cujo nome de guerra era Montenegro) mas não o encontrava... “É comigo Professor? Mas por que Montenegro?” “Porque é seu nome, oras!” Era verdade. Um nome do qual eu sempre gostei especialmente, por ser o nome da numerosa família de minha avó (mulher de meu avô Cabral, o Engenheiro cujos passos segui). Mas como acontece com todas as pessoas que têm nome grande (daqueles que não cabem nas pautas, nos convites impressos, etc.), alguns nomes a gente “guarda”. Eu, desde criança, guardei o Montenegro; mas guardei como alguma coisa especial de mim. Hoje, com quase meio século de vida, ainda guardo. Em todos esses anos, lembra-me uma pessoa que “descobriu esse segredo” e sempre me tratou por Montenegro: o Prof. Renato. Para mim, foi um modo mágico que ele encontrou de dizer: “Eu conheço você. Você não é apenas mais um aluno. Você é especial para mim, como cada aluno que o Santo Inácio me deu. E eu espero muita coisa boa de você, como de cada aluno meu.” Hoje, que ele nos deixa, leio as inúmeras manifestações de admiração e carinho dos colegas da turma de 78, em extensas trocas de mensagens. Percebo, na manifestação de cada colega, a saudade de um Mestre muito especial, que se fez amigo de cada um e de todos os seus alunos. A Deus, Prof. Renato! Fernando Montenegro Cabral de Vasconcellos Filho (78)


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mantenh a atualiz ado seu para rec REENCONTROS e-mail eber notí cias!

Colégio Anchieta (Nova Friburgo-RJ) - Turma de 1979 - 30 anos preparando o reencontro previsto para 5/set - Níobe Maria Pinheiro de Carvalho - niobecarvalho@gmail.com 1948 - almoço dia 24/nov no restaurante do Jockey Club, no Centro; contato: Fernando Antonio Genschow fagenschow@yahoo.com.br 1949 - 60 anos 1950 - almoço mensal; contato: Luiz Carlos Ramos - luizcarlosramos1417@hotmail.com ou (21)2259-9916 1953 - almoço na terceira sexta-feira do mês; contato Paulo Eugênio Niemeyer - peniemeyer@mail.com 1954 - 55 anos - dia 22/nov: 12h missa na Igrteja da PUC-Rio, almoço no Real Astória (Enseada de Botafogo); primeira terça-feira do mês, almoço no restaurante do Catete Grill (R.do Catete 217); contato: Jorge França - tel. (21)2552-2952 1955 - última quinta-feira do mês, almoço no Siqueira Grill (R.Siqueira Campos 16B - quase Av.Atlântica) - contato: Claudio Janowitzer - (21)2553-4776/9202-7428 ou cjano@terra.com.br 1959 - 50 anos - 4/dez no Clube Germânia; contato: Carlos Alexandre Sá - carlosalex.sa@terra.com.br ou (21)2512-7187 1964 - 45 anos 1966 - última quarta-feira dos meses ímpares, no Artigiano (Av.Epitácio Pessoa 204 - tel. 2512-6107/ 2512-3099) às 20h30min; contato: Paulo Renato Couto - prcouto@rjnet.com.br 1969 - segunda quinta-feira do mês a partir das 20h no Azeitona (R.Dias Ferreira 647A/Leblon/2540-5166); contato: Bruno Malburg - brunomalburg@gmail.com 1970 - primeira quarta-feira do mês a partir das 20h no Hipódromo, na Pça.Santos Dumont; contato: Rodolfo Porto d’Ave Jr. - tel. (21)7841-6406 ou pdave@cip.com.br 1974 - 35 anos - primeira terça-feira do mês no Pronto do Leblon, a partir das 20h; contato: Antonio Marcos ammoreira@terra.com.br 1975 - 25/out no Espaço de Convivência do Centro Esportivo Santo Inácio; reencontros mensais: primeira terça-feira do mês no Restaurante do Jockey (Av. Antonio Carlos 501/11A); contato: André Penna Franca - pfranca@domain.com.br 1976 - programando um reencontro; contato: Patrícia Aquino - paquino.mendes@gmail.com 1978 - 20/dez no Espaço de Convivência do Centro Esportivo Santo Inácio; contato: Alexandre Furtado - furtalex@uol .com.br; reencontros mensais: almoço na última sexta-feira do mês; contato: Felipe Guerra - felipe@seaworld.com.br 1979 - 30 anos - 19/dez no Clube Germânia; contato: Luiz Gallotti Povoa - luizgpovoa@gmail.com 1980 - reencontros no Cobal do Leblon; contato: Marcelo Junqueira - junqueiraefrancoadv@globo.com e Malu Di Spio - maludispio@hotmail.com 1981 - reencontro 27/nov no Cobal do Leblon; contato: Mário Sérgio de Campos Mathias - msmathias@globo.com 1984 - 25 anos - 1.o/dez; contato Guilherme Libanio Carvalho - guilherme@agricombrasil.com.br ou (21)3206-0007 1989 - 20 anos - preparando a festa e o ‘resgate’ do Quadro de Formatura (destruído num incêndio); contatos: Edith Bertoletti - edith.bertoletti@gmail.com, Karla Reblin - karla.reblin@cariocaengenharia.com.br, Georgiana Amaral gamaral@domain.com.br, Roberto Wu - robwu@gmail.com 1990 - programando o reencontro dos 20 anos; contato: Marcelo Muniz - marcelo@visual.art.br 1994 - 15 anos - organizando o reencontro - contato: Bruno Eichin Amaral - brunoeichin@yahoo.com.br 1999 - 10 anos - 13/dez no Espaço de Convivência do Centro Esportivo Santo Inácio; contatos: Erika Travagini etravagini@gmail.com, Rodrigo Mousinho - rodrigomousinho@gmail.com, Breno Jacome - jacome@gmail.com, Marcela Penha - marcela.penha@gmail.com, Bruno Severino - bruno_seve@hotmail.com, Paulo Burnier da Silveira - pburnier@gmail.com 2000 - preparando o reencontro dos 10 anos; contato: Guilherme Santos - guicfs@hotmail.com (acesse http:// br.geocities.com/excsiturma2000/1199A.HTM e seguintes) 2004 - 5 anos - organizando a festa: Ana Carolina Pires - aninhapff@ig.com.br


SET-OUT/2009