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R$ 35,00 0 2 0 0 9> 9 770104 323008

Julho/2009|www.exame.com.br

EXAME MELHORES E MAIORES | Julho/2009

As

maiores empresas do Brasil E mais: As 400 maiores companhias do agronegócio O perfil dos 100 maiores grupos do país Ranking das maiores instituições financeiras


RICARDO CORREA

| SUMÁRIO | SUMÁRIO

54

Fábrica da Termomecânica: a siderúrgica paulista teve a

melhor liquidez geral entre as 500 maiores do país

13 Carta ao Leitor 16 Portal EXAME

Critérios

23 Roteiro 24 Indicadores 30 Desempenho

Análise

38 Balanço das 500 Em 2008, as empresas brasileiras viveram duas fases bem distintas: nove meses de expansão seguidos de três meses de crise

Negócios

54 Destaque do Ano Quem se sobressaiu pela liquidez geral,

pela taxa de crescimento e pela contratação de novos empregados 66 Maiores Grupos Uma radiografia dos 100 maiores grupos do país por vendas 110 Bolsa As empresas com os melhores e piores desempenhos na bolsa de valores em 2008 120 Agronegócio Apesar da queda dos preços no final de 2008, os negócios do campo ainda têm boas perspectivas em 2009 134 Exportação Pesquisa exclusiva aponta quais são os mercados mais

promissores para o agronegócio brasileiro nos próximos anos

145 168 181 196

Balanço geral

500 maiores Melhores e Piores 1 000 Maiores 50 Maiores Empresas Estatais 198 50 Maiores Empresas Privadas 200 50 Maiores do Comércio 202 50 Maiores da Indústria 204 50 Maiores Serviços 206 50 Maiores Mundo Digital 208 50 Maiores Exportadoras 212 100 Maiores Capital Aberto

4 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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CRISTIANO MARIZ

| SUMÁRIO

120

Fazenda de cana em Tocantins: o agronegócio enfrenta novos desafios em 2009

Finanças

218 Bancos O ano de 2008 foi marcado pela consolidação do setor bancário brasileiro, com nova onda de fusões e aquisições 220 50 Maiores Bancos 222 50 Maiores Seguradoras 226 Os Destaques do Mercado Financeiro

Indicadores setoriais

238 Bancos 242 Maiores Empresas Estrangeiras 248 252 256 260

As melhores do setor

Atacado BR Distribuidora Autoindústria Suspensys Bens de Capital Atlas Schindler Bens de Consumo Natura

264 268 272 276

Eletroeletrônico Prysmian Energia AES Tietê Farmacêutico Roche Indústria da Construção Engevix 280 Indústria Digital UOL 286 Mineração CBMM 290 Papel e Celulose Santher 294 Química e Petroquímica Fosfertil 298 Serviços Visanet 304 Siderurgia e Metalurgia CSN 308 Telecomunicações Telefônica 312 Têxteis Beira Rio 316 Transporte Localiza 322 Varejo B2W

Regiões e estados

330 Indicadores dos Estados 338 100 Maiores do Centro-Oeste

344 100 Maiores do Norte/Nordeste 348 100 Maiores do Sul

Agronegócio

354 Conceitos e Critérios 356 As 400 Maiores 372 50 Maiores em Crescimento 374 50 Maiores em Lucro 376 50 Maiores em Ativo Total 378 50 Maiores Empregadoras 380 50 Maiores do Sul 382 50 Maiores do Sudeste 384 50 Maiores do Centro-Oeste/ Norte/Nordeste 388 A Melhor do Ano: Camil 390 As Melhores por Setor 404 Índice das Empresas

6 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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Fundador: VICTOR CIVITA

(1907-1990) Editor: Roberto Civita Presidente Executivo: Jairo Mendes Leal Conselho Editorial: Roberto Civita (Presidente), Thomaz Souto Corrêa (Vice-Presidente),

Diretora de Redação Cláudia Vassallo

Editor Executivo

Giancarlo Civita, Jairo Mendes Leal, José Roberto Guzzo Diretor de Assinaturas: Fernando Costa Diretora de Mídia Digital: Fabiana Zanni Diretor de Planejamento e Controle: Auro Luís de Iasi Diretora-Geral de Publicidade: Thais Chede Soares Diretor-Geral de Publicidade Adjunto: Rogerio Gabriel Comprido Diretor de RH e Administração: Dimas Mietto Diretor de Serviços Editoriais: Alfredo Ogawa Diretor Editorial: José Roberto Guzzo Diretor-Superintendente: Alexandre Caldini

Sérgio Ruiz Luz

Edição Ernesto Yoshida

Reportagem

Ana Luiza Daltro, Eliza Kobayashi, Felipe Carneiro, Giuliana Napolitano, João Werner Grando, José Roberto Caetano, Juliana Borges, Kátia Kazedani, Leandro Steiw, Luciene Antunes, Luci Gomes, Luís Artur Nogueira, Luiza Dalmazo, Malu Gaspar, Márcia Pinheiro, Maurício Oliveira, Melina Costa, Nelson Rocco, Raquel Grisotto, Roseli Loturco, Tatiana Gianini, Tiago Maranhão, Vladimir Brandão

Arte

Editor de Arte: Ricardo Godeguez Designers: Alessandra Silveira, Maria Eugenia Ribeiro, Osmar Vieira, Rita Ralha Nogueira

Fotografia

Editor: Germano Lüders Pesquisa de Imagem: Vivian Pacheco, Viviane Andrade

Revisão

Coordenação: Ivana Traversim Revisores: Eduardo Teixeira Gonzaga, Maria do Rosário Sousa, Maurício José de Oliveira, Rachel Reis, Regina Pereira, Ruth Figueiredo, Walter Farro, Wilca Rocha Nunes

Tratamento de Imagem

Coordenação: Leandro Fonseca Equipe: André Chagas, Carlos Pedretti, Julio Gomes

Análises Financeiras

Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), da Universidade de São Paulo Equipe Responsável: L. Nelson Carvalho (coordenador-geral), Ariovaldo dos Santos (coordenador técnico), Fernanda Furuta, Jorge de Souza Bispo, Patrícia dos Santos Vieira (analistas seniores), Nivaldo Gomes Lamac (análise e programação), Eliene Angela Azevedo Silva (chefe de equipe) Equipe Técnica: Aureluce de Oliveira Moraes, Carolina de Oliveira Bianchi, Douglas Lopes Funai, Guilherme Zuppo Ventura Diaz, José Mateus Marques Camara, Luigi Varella Fiorito, Marcella Cosme Pereira dos Santos, Maria Clara Watanabe, Maria Elisabete de Carvalho, Paulo Dal Soo Kim, Sueli Aparecida Fareto de Oliveira, Vivian Ângela Souza Pinto, Viviane dos Santos Lima

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Diretora de Redação: Cláudia Vassallo Redator-Chefe: André Lahóz Editores Executivos: Cristiane Correa, Maurício Lima, Sérgio Ruiz Luz, Sérgio Teixeira Jr. Editores: Cristiane Mano, Daniel Hessel Teich, Eduardo Salgado, José Roberto Caetano, Marcelo Ragazzi Onaga, Maria Luisa Mendes, Tiago Lethbridge Subeditores e Repórteres: Ana Luiza Herzog, Camila Fusco, Carolina Meyer, Daniella Camargos, Denise Carvalho, Fabiane Stefano, Felipe Carneiro, Giuliana Napolitano, Guilherme Fogaça, Lucas Amorim, Luciene Antunes, Luiza Dalmazo, Melina Costa, Roberta Paduan, Tatiana Gianini, Tiago Maranhão Estagiária: Mariana Barboza Sucursais: Angela Pimenta (Brasília), Malu Gaspar, Renata Agostini (Rio de Janeiro) Revisão: Ivana Luiza Traversin (chefe), Eduardo Teixeira Gonzaga, Regina Pereira Diretora de Arte: Roseli de Almeida Editora de Arte: Cláudia Calenda Designers: Helton Meschine Costa, Jean Takada, Maria do Carmo Benicchio, Marta Teixeira, Simone Spitzcovsky Edições Especiais: Ricardo Godeguez (editor de arte), Alessandra Silveira, Rita Ralha (designers) Estagiária: Victoria Andreoli CTI: Leandro Almario Fonseca (chefe), André Chagas, Carlos Alberto Pedretti, Julio Gomes Fotografia: Germano Lüders (editor), Pedro Strelkow (subeditor),

Iara Brezeguello, Natália Parizotto, Vivian Pacheco (pesquisadoras), Aline Rocha (estagiária) Portal EXAME Gerente de Produto: Osmar Lazarini Editor: João Sandrini Repórteres: Francine De Lorenzo, Márcio Juliboni, Marcio Orsolini, Peri de Castro Dias Estagiários: Elea Almeida, Verena Souza Webdesigners: Fábio Teixeira, Giuliano Muccioli Webmaster: Marcus Cruz www.exame.com.br

Serviços Editoriais Apoio Editorial: Carlos Grassetti (arte), Luiz Iria (infografia) Apoio Técnico e Difusão: Bia Mendes Dedoc e Abril Press: Grace de Souza Treinamento Editorial: Edward Pimenta

Publicidade Centralizada Diretores: Marcos Peregrina Gomez, Mariane Ortiz, Robson Monte, Sandra Sampaio Executivos de Negócio: Ana Paula Teixeira, Daniela Serafim, Eliane Pinho, Emiliano Hansenn, Karine Thomaz, Luciano Almeida,

Marcelo Cavalheiro, Marcelo Pezzato, Marcio Bezerra, Maria Lucia Strotbek, Pedro Bonaldi, Renata Mioli, Rodrigo Toledo, Selma Costa, Sueli Fender, Susana Vieira Diretor de Publicidade Regional: Jacques Baisi Ricardo Diretor de Publicidade Rio de Janeiro: Paulo Renato Simões Gerente de Vendas: Edson Melo Executivos de Negócio: Ailze Cunha, Leda Costa (RJ) Publicidade Núcleo Negócios Gerente: Francisco Barbeiro Neto Executivos de Negócio: André Cecci, Andréa Balsi, Débora Manzano, Fernando Rodrigues, Jorge Hidalgo, Léa Moreira, Edvaldo Silva, Jussara Dimes Costa, Mauro Vandromel, Thais Alfaya Coordenadora: Christina Pessoa (RJ) Planejamento, Controle e Operações Gerente: Victor Zockun Consultor: Virginia Oshiro Processos: Agnaldo Gama, Clélio Antônio, Valdir Bertholin, Wagner Cardoso Eventos e Circulação Gerente de Marketing: Viviane Ribeiro Gerente de Publicações: Lilian Dutra Analista de Marketing: Ana Laura Tonin Estagiário: Mateus David Oliveira Projetos Especiais: Patrícia Steward, Edison Diniz Gerente de Eventos: Shirley Nakasone Coordenadora de Eventos: Carolina Fioresi, Bruna Veratti, Ligia Cano Assinaturas Operações de Atendimento ao Consumidor: Malvina Galatovic

RH Diretora: Claudia Ribeiro Consultora: Marizete Ambran Em São Paulo: Redação e Correspondência: Av. das Nações Unidas, 7221, 20o andar, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05425-902, tel. (11) 3037-2000 Publicidade São Paulo www.publiabril.com.br Classificados 0800-7012066, Grande São Paulo, tel. (11) 3037-2700 ESCRITÓRIOS E REPRESENTANTES DE PUBLICIDADE NO BRASIL: Central-SP tel. (11) 3037-6564; Bauru Gnottos Mídia Representações Comerciais, tel. (14) 3227-0378; Belém Xingu - Consutoria e Serv. Comunic., tel. (91) 3222-2303; Belo Horizonte Escritório, tel. (31) 3282-0630, Cross Mídia Representações, tel. (31) 2511-7612; Triângulo Mineiro F&C Campos Consultoria e Assessoria Ltda., tel. (16) 3620-2702; Blumenau M. Marchi Representações, tel. (47) 3329-3820; Brasília Escritório, tel. (61) 3315-7554, Representante Carvalhaw Marketing Ltda., tel. (61) 3426-7342; Campinas CZ Press Com. e Representações, tel. (19) 3251-2007; Campo Grande DM Comunicação & Marketing, tel. (67) 8125-2828; Cuiabá Agronegócios Representações Comerciais, tel. (65) 8403-0616; Curitiba Escritório, tel. (41) 3250-8000, Representante Via Mídia Projetos Editoriais Marketing e Repres. Ltda., tel. (41) 3234-1224; Florianópolis Interação Publicidade Ltda., tel. (48) 3232-1617; Fortaleza Midiasolution Repres. e Negoc., tel. (85) 3264-3939; Goiânia Middle West Representações Ltda., tel. (62) 3215-5158; Manaus Paper Comunicações, tel. (92) 3656-7588; Maringá Atitude de Comunicação e Representação, tel. (44) 3028-6969; Porto Alegre Escritório, tel. (51) 3327-2850, Representante Print Sul Veículos de Comunicação Ltda., tel. (51) 3328-1344; Recife MultiRevistas Publicidade Ltda., tel. (81) 3327-1597; Ribeirão Preto Gnottos Mídia Representações Comerciais, tel. (16) 3911-3025; Rio de Janeiro Escritório, tel. (21) 2546-8282; Salvador AGMN Consultoria Public. e Representação, tel. (71) 3311-4999, São Paulo Midia Company, tel. (11) 3022-7177; Vitória Zambra Marketing Representações, tel. (27) 3315-6952. PUBLICAÇÕES DA EDITORA ABRIL: Almanaque Abril, Ana Maria, Arquitetura e Construção, Atividades, Aventuras na História, Boa Forma, Bons Fluidos, Bravo!, Capricho,

Casa Claudia, Claudia, Contigo!, Disney, Elle, Estilo, Exame, Exame PME, Gloss, Guia do Estudante, Guias Quatro Rodas, Info Corporate, Info, Loveteen, Manequim, Manequim Noiva, Men’s Health, Minha Novela, Mundo Estranho, National Geographic, Nova, Placar, Playboy, Quatro Rodas, Recreio, Revista A, Runner’s World, Saúde!, Sou Mais Eu!, Superinteressante, Tititi, Veja, Veja Rio, Veja São Paulo, Vejas Regionais, Viagem e Turismo, Vida Simples, Vip, Viva!Mais, Você RH, Você S/A, Women’s Health Fundação Victor Civita: Nova Escola INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES Coordinator for International Advertising: Global Advertising, Inc., 218 Olive Hill Lane, Woodside, California 94062. UNITED STATES: World Media Inc. (Conover Brown), 19 West 36th Street, 7th Floor, New York, New York 10018, tel. (212) 213-8383, fax (212) 213-8836; Charney/Palacios & Co., 9200 So. Dadeland Blvd, Suite 307, Miami, Florida 33156, tel. (305) 670-9450, fax (305) 670-9455. JAPAN: Shinano Internation, Inc., Akasaka Kyowa Bldg. 2F, 1-6-14 Akasaka, Minato-ku, Tokyo 107-0052, tel. 81-3-3584-6420, fax 81-3-3505-5628. TAIWAN: Lewis Int’l Media Service Co. Ltd. Floor 11-14 no 46, Sec. 2 Tun Hua South Road Taipei, tel. (02) 707-5519, fax (02) 709-8348. EXAME MELHORES E MAIORES 2009 (ISSN 977010432300802009), ano 35, é uma publicação anual da Editora Abril S.A. Edições anteriores: venda exclusiva em bancas, ao preço da última edição mais despesa de remessa. Solicite ao jornaleiro. Distribuída em todo o país pela Dinap S.A. Distribuidora Nacional de Publicações, São Paulo. EXAME não admite publicidade redacional.

Serviço ao Assinante: Grande São Paulo: (11) 5087-2112 Demais localidades: 0800-7752112 www.abrilsac.com Para assinar: Grande São Paulo: (11) 3347-2121 Demais localidades: 0800-7752828 www.assineabril.com.br IMPRESSA NA DIVISÃO GRÁFICA DA EDITORA ABRIL S.A.

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Presidente do Conselho de Administração: Roberto Civita Presidente Executivo: Giancarlo Civita Vice-Presidentes: Arnaldo Tibyriçá, Douglas Duran, Marcio Ogliara, Sidnei Basile www.abril.com.br

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| CARTA AO LEITOR

Uma edição histórica possível que 2008 passe para a história como o período em que vivemos vários anos em apenas um. Foram tempos de euforia e medo, de prosperidade e destruição inédita de riqueza, de crescimento acelerado e quedas vertiginosas, de celebração de sucessos e constatação de enormes erros. Em 2008, o mundo foi testemunha de fatos até então considerados inimagináveis. E todos nós — homens e mulheres que ajudam a mover as engrenagens da economia — tivemos o privilégio de ser, ao mesmo tempo, espectadores e protagonistas desse momento histórico. Esta 36a edição de MELHORES E MAIORES, de EXAME, nasceu com a missão de fazer jus à importância representada pelo ano de 2008. Os milhares de dados e cifras que compõem o coração do anuário refletem com exatidão a forma como as grandes empresas — e como o próprio país — reagiram a uma das maiores crises econômicas já enfrentadas pelo capitalismo moderno. O conjunto de resultados realça as profundas mudanças pelas quais o Brasil passou nas últimas décadas. Fomos atingidos, sim — e não poderia ser diferente numa economia que cada vez mais se abre para o mundo. Mas, diante dos golpes, demonstramos uma capacidade surpreendente de resistência. No ano que deu à luz uma das piores crises já vistas, o faturamento conjunto das

É

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500 maiores empresas brasileiras cresceu 5% em termos reais sobre os resultados espetaculares de 2007. O número de empregos gerados por essas mesmas companhias aumentou 16,5%. Em meio à tempestade, o Brasil, seu mercado interno e suas empresas subiram de patamar. E chamaram a atenção do resto do mundo. Esta edição também é especial pelas inovações editoriais que traz consigo. Pela primeira vez, o anuário incorpora o ranking das 400 maiores empresas do agronegócio brasileiro, um setor que representa 25% do PIB e que cada vez mais cresce em importância econômica. Doze companhias foram apontadas como as melhores em cada segmento do setor e uma delas foi escolhida como A Empresa do Ano do Agronegócio. Uma nova seção traz o perfil dos 100 maiores grupos empresariais em atuação no Brasil. As informações e reportagens que a compõem são acompanhadas por um primoroso ensaio fotográfico assinado pelo editor de fotografia Germano Lüders. A gigantesca tarefa de tornar o 36o número de MELHORES E MAIORES uma edição digna do ano histórico que foi 2008 coube ao editor executivo Sérgio Ruiz Luz, ao editor de arte Ricardo Godeguez e às equipes de repórteres, editores, designers, revisores e fotógrafos coordenadas por eles. Há 36 anos, tirar a publicação do plano das ideias e dos números brutos e transformá-la no anuário que agora você tem em mãos é um dos grandes desafios da equipe de EXAME. Neste ano, esse desafio foi ainda maior. E não poderia ter sido diferente.

Cláudia Vassallo • Diretora de Redação

7/3/09 12:33:44 AM


| WWW.MELHORESEMAIORES.COM.BR

Melhores e Maiores na internet versão online de A MELHORES E MAIORES, o mais importante ranking de empresas do país, passou por uma importante reformulação. A partir de agora, as consultas ao serviço são gratuitas e podem ser feitas por qualquer internauta. Em www.melhoresemaiores. com.br, você vai encontrar as principais informações desta edição, além de todos os levantamentos realizados desde 1995. Em MELHORES E MAIORES online você pode consultar todos os 26 indicadores coletados nas últimas 14 edições do levantamento anual — as informações foram atualizadas para valores de 31 de dezembro de 2008. Outra funcionalidade de MM online é a comparação do desempenho de uma ou mais empresas. Além de todas as informações dos balanços, MM online traz os principais destaques das ações das companhias de capital aberto — e acesso direto às informações completas da Central do Investidor. Veja no quadro ao lado as principais novidades do serviço. Se você comprou esta edição na banca, para ler as matérias no site, digite a palavra-chave acra

Perfil da empresa Veja um perfil completo das principais companhias pesquisadas em MELHORES E MAIORES. Se a empresa tem papéis negociados em bolsa, também é exibida a informação mais recente sobre seu desempenho na Bovespa. O quadro traz o valor da última negociação, o volume de negócios e o valor de mercado da companhia. Há também um link direto para a Central do Investidor.

Destaques Leia em MELHORES E MAIORES online as reportagens e os infográficos publicados na edição impressa do anuário. As reportagens fazem um balanço do ano de 2008 para as empresas brasileiras e contam a história das melhores de cada setor.

Empresas e setores

Busca avançada Ao clicar nesta caixa, serão exibidas as opções de busca avançada. Elas permitem ampliar os parâmetros de pesquisa e são um componente essencial para garantir que você encontre as informações que está procurando.

Navegue pelas informações deste e dos últimos 14 anos usando as abas. Você pode optar pela visualização das maiores empresas, das melhores ou do setor. Se quiser fazer a busca por uma companhia específica, utilize a ferramenta de busca.

Detalhes e histórico

Filtros de busca Você pode ordenar as listagens exibidas em MELHORES E MAIORES de diversas maneiras. Use os filtros para visualizar, por exemplo, quais empresas tiveram mais lucro em um determinado ano. Você também pode restringir a busca por um setor ou pelo nome da companhia.

Gráficos e comparativos As empresas selecionadas para comparação serão exibidas nesta caixa. Você pode incluir ou excluir companhias ou partir diretamente para a comparação dos dados, que pode ser feita com os números ou em forma de gráficos interativos.

Para conhecer as informações detalhadas de cada empresa, use os ícones de navegação. Clicando na lupa, você tem as informações do perfil da empresa. Clicando no livro, é possível acompanhar o histórico da empresa nos anos em que ela tiver sido classificada no ranking.

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Melhores e Maiores na internet versão online de A MELHORES E MAIORES, o mais importante ranking de empresas do país, passou por uma importante reformulação. A partir de agora, as consultas ao serviço são gratuitas e podem ser feitas por qualquer internauta. Em www.melhoresemaiores. com.br, você vai encontrar as principais informações desta edição, além de todos os levantamentos realizados desde 1995. Em MELHORES E MAIORES online você pode consultar todos os 26 indicadores coletados nas últimas 14 edições do levantamento anual — as informações foram atualizadas para valores de 31 de dezembro de 2008. Outra funcionalidade de MM online é a comparação do desempenho de uma ou mais empresas. Além de todas as informações dos balanços, MM online traz os principais destaques das ações das companhias de capital aberto — e acesso direto às informações completas da Central do Investidor. Veja no quadro ao lado as principais novidades do serviço. Se você comprou esta edição na banca, para ler as matérias no site, digite a palavra-chave acra

Perfil da empresa Veja um perfil completo das principais companhias pesquisadas em MELHORES E MAIORES. Se a empresa tem papéis negociados em bolsa, também é exibida a informação mais recente sobre seu desempenho na Bovespa. O quadro traz o valor da última negociação, o volume de negócios e o valor de mercado da companhia. Há também um link direto para a Central do Investidor.

Destaques Leia em MELHORES E MAIORES online as reportagens e os infográficos publicados na edição impressa do anuário. As reportagens fazem um balanço do ano de 2008 para as empresas brasileiras e contam a história das melhores de cada setor.

Empresas e setores

Busca avançada Ao clicar nesta caixa, serão exibidas as opções de busca avançada. Elas permitem ampliar os parâmetros de pesquisa e são um componente essencial para garantir que você encontre as informações que está procurando.

Navegue pelas informações deste e dos últimos 14 anos usando as abas. Você pode optar pela visualização das maiores empresas, das melhores ou do setor. Se quiser fazer a busca por uma companhia específica, utilize a ferramenta de busca.

Detalhes e histórico

Filtros de busca Você pode ordenar as listagens exibidas em MELHORES E MAIORES de diversas maneiras. Use os filtros para visualizar, por exemplo, quais empresas tiveram mais lucro em um determinado ano. Você também pode restringir a busca por um setor ou pelo nome da companhia.

Gráficos e comparativos As empresas selecionadas para comparação serão exibidas nesta caixa. Você pode incluir ou excluir companhias ou partir diretamente para a comparação dos dados, que pode ser feita com os números ou em forma de gráficos interativos.

Para conhecer as informações detalhadas de cada empresa, use os ícones de navegação. Clicando na lupa, você tem as informações do perfil da empresa. Clicando no livro, é possível acompanhar o histórico da empresa nos anos em que ela tiver sido classificada no ranking.

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CRITÉRIOS | Roteiro

Como usar E

Um guia para o leitor de MELHORES E MAIORES percorrer a edição sta edição de MELHORES E MAIORES foi feita com a avaliação dos dados de mais de 3 500 empresas, além dos maiores grupos privados do país. O conjunto compreende todas as que publicaram demonstrações contábeis no Diário Oficial dos estados até o dia 15 de maio de 2009. Também estão incluídas as companhias limitadas que enviaram seus resultados para análise de MELHORES E MAIORES e responderam aos questionários. Foram consideradas, ainda, empresas de porte significativo e bem conhecidas no mercado, que preferem não divulgar resultados, mas tiveram o faturamento estimado por nossos analistas. Por considerar que a transparência e o esforço para oferecer a informação mais correta também são fatores de excelência empresarial, priorizamos as demonstrações que consideram os efeitos da inflação em seus resultados. Esses efeitos, cuja consideração foi vedada para fins societários e fiscais desde a Lei no 9.249/95, continuam sendo significativos, a ponto de, em alguns casos, transformar lucros em prejuízos ou vice-versa. MELHORES E MAIORES tem por objetivo medir o desempenho das empresas individualmente. Por esse motivo, tomamos como base as demonstrações individuais, e não as consolidadas. Porém, com caráter apenas indicativo, a edição também traz os resultados dos 100 maiores grupos empresariais do país. Para elaborar a lista das 500 maiores empresas e mais uma lista complementar com outras 500 empresas, totalizando 1 000, o critério de classificação utilizado é o da receita de vendas (faturamento bruto), um indicador da contribuição da empresa para a sociedade em termos de produtos e serviços oferecidos no ano anterior. Todos os valores publi-

cados estão ajustados — considerando a variação da inflação — para o dia 31 de dezembro de 2008. Essa padronização evita que sejam prejudicadas ou beneficiadas empresas cujo fechamento do balanço ocorra em data anterior ou posterior às da maioria. Ao lado das receitas de vendas, são fornecidas no ranking das 500 maiores informações como lucro ou prejuízo, patri-

Quem está em MELHORES E MAIORES Constam desta edição as empresas que se enquadram nos seguintes critérios:

uma das 1 000 maiores • Ser empresas privadas ou estatais do país, o que implica ter um faturamento anual superior a 125,6 milhões de dólares. uma das 50 maiores empresas • Ser privadas, uma das 50 maiores empresas estatais, uma das 50 maiores do mundo digital, um dos 50 maiores bancos ou uma das 50 maiores seguradoras. uma das 50 maiores indústrias, 50 • Ser maiores do comércio, 50 maiores de serviços e 50 maiores exportadoras. Ser uma das dez maiores ou das 15 melhores empresas do seu respectivo setor. um dos 100 maiores conglomerados • Ser ou grupos empresariais. uma das 100 maiores empresas • Ser das regiões Centro-Oeste, Norte-Nordeste ou Sul

mônio, crescimento das vendas, rentabilidade, liquidez, endividamento, riqueza gerada e riqueza criada por empregado. Na lista complementar, que só contempla as empresas que disponibilizaram suas demonstrações contábeis, as informações, além das vendas, são as seguintes: crescimento de vendas, sede, setor, valor das exportações e respectivo percentual sobre as vendas, número de empregados e controle acionário. Também é possível identificar mudanças de posição nas listas e a entrada de novas empresas. As comparações feitas com o desempenho em anos anteriores não são prejudicadas porque foram efetuados ajustes dos valores que eliminam distorções causadas pela inflação ou oscilações do câmbio. A seção Indicadores detalha os critérios de atualização adotados para os itens vendas em dólares e crescimento das vendas. A mesma seção também explica o critério de Excelência Empresarial, criado para identificar as empresas de melhor desempenho em 18 setores. As 18 melhores nos setores são então submetidas a um julgamento editorial e jornalístico para a escolha da Empresa do Ano. MELHORES E MAIORES apresenta diversas outras listas de empresas, organizadas por setor da economia, região do país, estado, origem do capital e uma série de comparações de desempenho: maiores por patrimônio, maiores lucros, maiores prejuízos, as que mais cresceram, as que mais encolheram, as mais e as menos rentáveis, as mais e as menos endividadas, as de maior liquidez, as maiores por capital circulante, as maiores empregadoras, as maiores por receita líquida, as que entraram no vermelho, as que saíram do vermelho, as que mais pagaram impostos, as que mais pagaram salários, as que mais criaram riqueza e as maiores criadoras de riqueza por empregado.

Para ser objeto de análise, companhias limitadas devem enviar, até o dia 30 de abril, suas demonstrações contábeis, acompanhadas de parecer dos auditores independentes, para: EXAME/MELHORES E MAIORES, Caixa Postal 61545, CEP 05424-970, São Paulo, SP, fax (11) 3816-2453. 2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 23

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GERMANO LÜDERS

CRITÉRIOS | Indicadores

Linha de produção da Fiat em Betim, em Minas Gerais: liderança na autoindústria

A lista de conceitos desta

MELHORES E MAIORES

Os valores usados nas tabelas publicadas em MELHORES E MAIORES são expressos em dólares de dezembro de 2008 para facilitar as comparações internacionais e permitir a produção de séries históricas. Os indicadores utilizados para a análise de desempenho e os termos contábeis adotados estão explicados a seguir

Ativo total ajustado

É o total dos recursos que estão à disposição da empresa. As duplicatas descontadas não são deduzidas do ativo circulante. São reclassificadas no passivo circulante. Essa opção se justifica porque na maioria dos casos as duplicatas descontadas constituem um empréstimo com garantia, e não uma operação de cessão de crédito. O valor é ajustado para reconhecer os efeitos inflacionários que as empresas deixaram, por imposição legal,

24 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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CRITÉRIOS | Indicadores de considerar nas demonstrações contábeis. O valor do ativo total ajustado pode ser obtido dividindo-se o patrimônio líquido ajustado pelo endividamento geral, subtraído de 100.

Capital circulante líquido

Representa o total de recursos de curto prazo disponíveis para financiamento das atividades da empresa. É medido pela diferença entre o ativo e o passivo circulantes.

Controle acionário

Indica o país de origem do acionista controlador. Empresas multinacionais controladas por holding constituída no Brasil são classificadas pelo país de origem do acionista controlador final.

Crescimento das vendas

Mostra a evolução da receita bruta de vendas em reais, descontada a inflação média apontada pelo IGP-M. As empresas que não publicaram demonstrações contábeis com correção monetária integral tiveram suas vendas atualizadas. Os valores foram convertidos para moeda de 31 de dezembro de 2008. A seguir, alguns exemplos: A | Receita de vendas de 500 000 reais no exercício encerrado em 31/12/07. B | Receita de vendas de 700 000 reais no exercício encerrado em 31/12/08. C | Multiplicar 500 000 reais por 1,1546, que representa a variação acumulada do IGP-M médio de 2007 mais a do ano de 2008. D| Multiplicar 700 000 reais por 1,0318, que representa a variação média do IGP-M no ano de 2008. Não é correto calcular o crescimento real das vendas apenas dividindo-se os valores em dólares publicados nesta e na edição anterior. Esse procedimento equivaleria a ignorar as variações de câmbio e também a inflação americana durante o ano de 2008. Para a elaboração dos quadros de maiores crescimentos ou retrações de vendas (da seção Melhores e Piores), foram consideradas, dentre a lista das 500 maiores empresas, apenas aquelas que tornaram disponíveis as demonstrações contábeis.

Ebitda

Abreviatura da expressão em inglês Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, que significa lucro antes de descontar os juros, os impostos sobre o lucro, a depreciação e a amortização. Em essência, corresponde ao caixa gerado pela operação da empresa.

Empregados

Número de funcionários na data de fechamento do balanço, normalmente 31 de dezembro.

Endividamento a longo prazo

Indica o quanto a empresa está comprometida com dívidas de longo prazo. É expresso em porcentagem, em relação ao ativo total ajustado.

Endividamento geral

É a soma do passivo circulante (isto é, dívidas e obrigações de curto prazo, incluindo-se as duplicatas descontadas) com o exigível a longo prazo. O resultado é mostrado em porcentagem, em relação ao ativo total ajustado, e representa a participação de recursos financiados por terceiros na operação da empresa. É um bom indicador de risco do negócio.

Excelência empresarial

Indicador criado por MELHORES E MAIORES. É obtido pela soma de pontos ponderados conseguidos pelas empresas em cada um destes cinco indicadores de desempenho: crescimento das vendas (peso 10), liderança de mercado (peso 20), liquidez corrente (peso 25), rentabilidade do patrimônio (peso 30) e riqueza criada por empregado (peso 15). Com relação ao quesito rentabilidade, são atribuídos pontos apenas às empresas cujos índices sejam positivos. Em cada indicador, a escala de pontos iniciais vai de 10, para o primeiro colocado, a 1, para o décimo. Assim, o primeiro colocado em rentabilidade obtém 300 pontos, ou seja, os 10 pontos iniciais vezes o peso 30. O maior peso atribuído aos itens “rentabilidade do patrimônio” e “liquidez

corrente” deve-se à premissa clássica de que a função primária de uma empresa é a busca do lucro para a criação de valor, além do equilíbrio financeiro. Os itens “crescimento das vendas” e “riqueza por empregado” são considerados indicadores importantes da capacidade de geração de emprego e de renda. Além dos pontos obtidos nesses cinco indicadores, a empresa pode somar bônus por ter se destacado em outro anuário de EXAME. Cada uma das 20 empresas-modelo do Guia EXAME de Sustentabilidade ganha 50 pontos. As dez primeiras listadas no Guia EXAME — As 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar também levam 50 pontos e as outras 140 incluídas recebem 25 pontos. As empresas que não enviaram demonstrações contábeis não têm direito a bônus. Em caso de empate entre duas empresas, prevalece a que mais pontuou no quesito rentabilidade. Todas as concorrentes são selecionadas entre as 500 maiores empresas. Em setores pouco competitivos, também são consideradas as empresas constantes da lista complementar (de 501 a 1 000).

Exigível a longo prazo

É um indicador derivado, obtido da multiplicação do ativo total ajustado pelo índice de endividamento a longo prazo, sendo o resultado dividido por 100.

Exigível total

É um indicador derivado, obtido da multiplicação do ativo total ajustado pelo endividamento geral, sendo o resultado dividido por 100.

Exportação

É a parcela das vendas realizadas para o exterior, obtida a partir das demonstrações contábeis publicadas ou das respostas a nossos questionários.

Giro do ativo

É a receita bruta de vendas dividida pelo ativo total ajustado. Mede a eficiência operacional da empresa e deve ser comparado com a margem de lucro sobre vendas.

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indicadores.indd Sec1:2

7/3/09 12:35:48 AM


CRITÉRIOS | Indicadores Impostos sobre vendas

Inclui apenas os impostos incidentes diretamente sobre as vendas, tais como IPI, ICMS, ISS, PIS e Cofins e outros de atividades específicas.

depois de descontados o imposto de renda e a contribuição social e ajustados os juros sobre o capital próprio, considerados como despesas financeiras.

Produtividade Margem das vendas

Liderança de mercado

Expressa em porcentagem a participação da empresa no seu setor. É calculada dividindo-se as vendas da empresa pela soma das vendas das empresas do mesmo setor pesquisadas pela revista.

É a divisão do lucro líquido ajustado pelas vendas, expressa em porcentagem.

Mediana

É o ativo circulante dividido pelo passivo circulante.

A | Do setor: calculada com base nas empresas classificadas entre as 500 maiores ou as que figurem na lista complementar (de 501 a 1 000) para os setores de menor competição. B | Do estado: calculada com base nas empresas que tenham faturamento superior a 24 milhões de dólares.

Liquidez geral

Nome das empresas

Liquidez corrente

Mostra a relação entre os recursos da empresa que não estão “imobilizados” e o total de sua dívida. É calculada pela divisão da soma do ativo circulante com o realizável a longo prazo e sem as duplicatas descontadas pela soma do exigível total com as duplicatas descontadas. Dessa divisão, obtém-se um índice. Se o índice for menor que 1, conclui-se que a empresa, para manter a solvência, dependerá de lucros futuros, renegociação das dívidas ou venda de ativos.

Lucro líquido ajustado

É o lucro líquido apurado depois de reconhecidos os efeitos da inflação nas demonstrações contábeis. Algumas empresas, mesmo sem exigência legal, calcularam e divulgaram esses efeitos mediante demonstrações complementares, notas explicativas ou resposta ao questionário elaborado por MELHORES E MAIORES. Para as empresas que não fizeram tal divulgação, os efeitos foram calculados. Nesse valor estão ajustados os juros sobre o capital próprio, considerados como despesas financeiras.

Lucro líquido legal

É o resultado nominal do exercício, apurado de acordo com as regras legais (sem considerar os efeitos da inflação),

torcida pela ausência de correção monetária desde 1996.

É o nome mais conhecido da empresa, que nem sempre coincide com sua razão social. No índice, ao final desta edição, o leitor encontra a informação mais detalhada.

Passivo circulante

É um indicador obtido da multiplicação do ativo total ajustado pela diferença entre o endividamento geral e o endividamento a longo prazo. O resultado final é dividido por 100.

Patrimônio líquido ajustado

É o patrimônio líquido legal atualizado pelos efeitos da inflação. Também essa informação foi dada por parte das empresas, mesmo sem exigência legal. Para as empresas que não fizeram tal divulgação, os efeitos foram calculados pela revista, considerando-se, inclusive, os impostos.

Patrimônio líquido legal

É a soma do capital, das reservas e dos ajustes de avaliação patrimonial, menos a soma do capital a integralizar, das ações em tesouraria e dos prejuízos acumulados, sem considerar os efeitos da inflação. Mede a riqueza da empresa, embora dis-

É calculada dividindo-se o total das vendas em dólares pelo valor do ativo total ajustado, considerando-se apenas os valores relativos às empresas que disponibilizam as demonstrações contábeis.

Receita líquida

É calculada pela diferença aritmética entre o valor das vendas, deduzidas das devoluções e abatimentos, e os impostos sobre vendas. Esse valor só é apresentado para as empresas que disponibilizaram suas demonstrações contábeis.

Rentabilidade do patrimônio

Mede o retorno do investimento para os acionistas. Resulta da divisão dos lucros líquidos, legal e ajustado, pelos respectivos patrimônios líquidos, legal e ajustado. O produto é multiplicado por 100 para ser expresso em porcentagem. Para o cálculo, consideram-se como patrimônio os dividendos distribuídos no exercício e os juros sobre o capital próprio.

Riqueza criada

Representa a contribuição da empresa na formação do produto interno bruto do país, já deduzida a depreciação.

Riqueza por empregado

É o total da riqueza criada pela empresa dividido pela média aritmética do número de empregados, sem levar em conta eventuais serviços terceirizados. Serve para indicar a produtividade dos trabalhadores e a contribuição média de cada um na riqueza gerada pela empresa.

Vendas em dólares

Foram apuradas com base nas vendas em reais, atualizadas para a moeda de poder aquisitivo de 31 de dezembro de 2008, convertidas pela taxa de dólar do Banco Central na data, que era 2,3370 reais.

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CRITÉRIOS | Desempenho

A escolha das melhores

Confira os critérios empregados no cálculo da pontuação que determina as empresas campeãs em cada setor

25 PESO

Liquidez corrente

Indica se a empresa apresenta ou não boa saúde financeira, ou seja, se está operando com segurança no curto prazo ou dentro de seu ciclo operacional.

Responsabilidade premiada As empresas destacadas nas edições mais recentes dos guias publicados por EXAME GUIA EXAME DE SUSTENTABILIDADE Empresas-modelo Natura AES Tietê Amanco Anglo American

Basf Bradesco Coelba CPFL

Elektro Energias do Brasil Itaú Masisa

Perdigão Philips Promon Real

Serasa Suzano Usiminas Wal-Mart

GUIA EXAME VOCÊ S/A AS 150 MELHORES EMPRESAS PARA VOCÊ TRABALHAR As 10 melhores Volvo Chemtech

Masa Caterpillar

Landis+Gyr Laboratório Sabin

ArcelorMittal Brasil Albras Promon Serasa

OUTRAS DESTACADAS ENTRE AS 150 MELHORES PARA TRABALHAR

30

RICARDO OLIVEIRA

PESO

Fábrica da Philips: empresa está entre as maiores da Região Norte

O

ranking de MELHORES E MAIORES não é uma escolha arbitrária da redação da revista EXAME nem da equipe técnica que assessora a publicação e analisa as demonstrações contábeis enviadas pelas empresas. As melhores empresas identificadas em 18 setores da economia despontam pelo sucesso que obtiveram na condução de seus negócios e na disputa de mercado com as concorrentes no ano que passou comparativamente ao exercício anterior. O critério para avaliar o sucesso é basicamente uma comparação dos resultados obtidos em termos de crescimento, rentabilidade, saúde financeira, participação de mercado e produtividade por empregado. A equipe de MELHORES E MAIORES faz os cálculos que permitem classificar as concorrentes em cada setor e identificar a de melhor desempenho ponderado nesse conjunto de indicadores. A metodologia de cálculo consiste em atribuir pontos pelo desempenho relativo em cada indicador — 10 para o primeiro lugar, 9 para o segundo, e assim sucessivamente até o décimo, que fica com 1 ponto. Os pontos, por sua vez, são multiplicados por um peso atribuído a cada indicador. Adicionalmente, a empresa pode receber um bônus de pontos por ter figurado em outros guias publicados por EXAME. Os indicadores de desempenho e seus respectivos pesos são os seguintes:

10 PESO

Crescimento das vendas

Retrata o dinamismo da empresa no ano analisado: se aumentou ou diminuiu sua participação no mercado e sua capacidade de, expandindo-se, gerar novos empregos.

20 PESO

Liderança de mercado

Compara as participações de mercado que as empresas pesquisadas pela revista detêm no setor em que atuam e estabelece uma classificação entre elas em termos percentuais.

Rentabilidade do patrimônio

Mede a eficiência da empresa, o controle de custos e o aproveitamento das oportunidades que surgem no mundo dos negócios, sendo um dos principais componentes da geração de valor para os acionistas. Recebem pontos apenas as empresas cujo índice de rentabilidade tenha sido positivo no ano considerado. A rentabilidade do patrimônio é utilizada como critério de desempate entre empresas que apresentem o mesmo número de pontos no desempenho geral.

criada por empregado 15 Riqueza

PESO

Mede quanto a empresa produz de riqueza em relação ao número de empregados, independentemente do volume total de vendas ou da margem de lucro.

Bônus Além da pontuação obtida nos indicadores de desempenho, recebe 50 pontos cada uma das vinte empresas-modelo da última edição do Guia EXAME de Sustentabilidade; outros 50 pontos são atribuídos a cada uma das dez primeiras listadas no último Guia EXAME — As 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar; e 25 pontos são somados para cada uma das demais destacadas. As empresas que não publicam ou não enviam demonstrações contábeis não fazem jus a esse bônus.

3M Accenture Accor AES Sul AES Tietê Affinia Agro Amazônia Sistemas Mecanizados Ale Algar Amanco AmBev Ampla AON Apsen ArvinMeritor Associação Comercial de São Paulo Balaroti Banco BMG Banco Itaú Banco Real Banco Votorantim Basf Bicbanco Bradesco Brascabos Brasil, Salomão e Matthes Brasilata BV Financeira Carbocloro Cargill Casa Sol Case New Holland Cecrisa Cemar Legrand

Central Nacional Unimed Certel Citi Coelce Copacol Copagaz CPFL CTA-Continental Diageo Dow Brasil DuPont Electrolux Eletronorte Regional de Tucuruí Embraco Eurofarma Festo GE Genzyme Grupo Gerdau Grupo Ouro Fino Herbarium Hospital Brasília Hospital São Leopoldo HP Brasil Icec Iesa Óleo & Gás Ihara Intelbras International Paper Irizar Itaucred Veículos Jaguaré JBR Engenharia Kaizen Kodak Leucotron

Lojas Colombo Lojas Renner Losango Magazine Luiza Mantecorp Martin-Brower Mattel McDonald’s Medley Metal Ar Microsoft Milenia Agrociências Monsanto Móveis Gazin MTP Tubos Nasajon Sistemas Nextel Nivea Novo Nordisk Odontoprev Oi Painco Patrus Pellegrino Perkins Phito Fórmulas Plascar Pormade PPE Fios Esmaltados Prudential Publicar Randon Recofarma Rhede Transformadores Rohm and Haas RPM Saga

Sama Sanofi-Aventis São Bernardo Apart Hospital São Bernardo Saúde Sicredi Springer Syngenta Proteção de Cultivos Syngenta Seeds Taií Tecfil Techint Tecnisa TenarisConfab Tigre U&M Mineração e Construção Ultragaz Unibanco Unimed Cuiabá Unimed Missões Unimed Seguros Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo Unimed Volta Redonda Unisc Univille Valeo Valesul Viapar Visa Vale Visanet Vivo Whirlpool Zanzini Móveis Zema

30 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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CRITÉRIOS | Desempenho

A escolha das melhores

Confira os critérios empregados no cálculo da pontuação que determina as empresas campeãs em cada setor

25 PESO

Liquidez corrente

Indica se a empresa apresenta ou não boa saúde financeira, ou seja, se está operando com segurança no curto prazo ou dentro de seu ciclo operacional.

Responsabilidade premiada As empresas destacadas nas edições mais recentes dos guias publicados por EXAME GUIA EXAME DE SUSTENTABILIDADE Empresas-modelo Natura AES Tietê Amanco Anglo American

Basf Bradesco Coelba CPFL

Elektro Energias do Brasil Itaú Masisa

Perdigão Philips Promon Real

Serasa Suzano Usiminas Wal-Mart

GUIA EXAME VOCÊ S/A AS 150 MELHORES EMPRESAS PARA VOCÊ TRABALHAR As 10 melhores Volvo Chemtech

Masa Caterpillar

Landis+Gyr Laboratório Sabin

ArcelorMittal Brasil Albras Promon Serasa

OUTRAS DESTACADAS ENTRE AS 150 MELHORES PARA TRABALHAR

30

RICARDO OLIVEIRA

PESO

Fábrica da Philips: empresa está entre as maiores da Região Norte

O

ranking de MELHORES E MAIORES não é uma escolha arbitrária da redação da revista EXAME nem da equipe técnica que assessora a publicação e analisa as demonstrações contábeis enviadas pelas empresas. As melhores empresas identificadas em 18 setores da economia despontam pelo sucesso que obtiveram na condução de seus negócios e na disputa de mercado com as concorrentes no ano que passou comparativamente ao exercício anterior. O critério para avaliar o sucesso é basicamente uma comparação dos resultados obtidos em termos de crescimento, rentabilidade, saúde financeira, participação de mercado e produtividade por empregado. A equipe de MELHORES E MAIORES faz os cálculos que permitem classificar as concorrentes em cada setor e identificar a de melhor desempenho ponderado nesse conjunto de indicadores. A metodologia de cálculo consiste em atribuir pontos pelo desempenho relativo em cada indicador — 10 para o primeiro lugar, 9 para o segundo, e assim sucessivamente até o décimo, que fica com 1 ponto. Os pontos, por sua vez, são multiplicados por um peso atribuído a cada indicador. Adicionalmente, a empresa pode receber um bônus de pontos por ter figurado em outros guias publicados por EXAME. Os indicadores de desempenho e seus respectivos pesos são os seguintes:

10 PESO

Crescimento das vendas

Retrata o dinamismo da empresa no ano analisado: se aumentou ou diminuiu sua participação no mercado e sua capacidade de, expandindo-se, gerar novos empregos.

20 PESO

Liderança de mercado

Compara as participações de mercado que as empresas pesquisadas pela revista detêm no setor em que atuam e estabelece uma classificação entre elas em termos percentuais.

Rentabilidade do patrimônio

Mede a eficiência da empresa, o controle de custos e o aproveitamento das oportunidades que surgem no mundo dos negócios, sendo um dos principais componentes da geração de valor para os acionistas. Recebem pontos apenas as empresas cujo índice de rentabilidade tenha sido positivo no ano considerado. A rentabilidade do patrimônio é utilizada como critério de desempate entre empresas que apresentem o mesmo número de pontos no desempenho geral.

criada por empregado 15 Riqueza

PESO

Mede quanto a empresa produz de riqueza em relação ao número de empregados, independentemente do volume total de vendas ou da margem de lucro.

Bônus Além da pontuação obtida nos indicadores de desempenho, recebe 50 pontos cada uma das vinte empresas-modelo da última edição do Guia EXAME de Sustentabilidade; outros 50 pontos são atribuídos a cada uma das dez primeiras listadas no último Guia EXAME — As 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar; e 25 pontos são somados para cada uma das demais destacadas. As empresas que não publicam ou não enviam demonstrações contábeis não fazem jus a esse bônus.

3M Accenture Accor AES Sul AES Tietê Affinia Agro Amazônia Sistemas Mecanizados Ale Algar Amanco AmBev Ampla AON Apsen ArvinMeritor Associação Comercial de São Paulo Balaroti Banco BMG Banco Itaú Banco Real Banco Votorantim Basf Bicbanco Bradesco Brascabos Brasil, Salomão e Matthes Brasilata BV Financeira Carbocloro Cargill Casa Sol Case New Holland Cecrisa Cemar Legrand

Central Nacional Unimed Certel Citi Coelce Copacol Copagaz CPFL CTA-Continental Diageo Dow Brasil DuPont Electrolux Eletronorte Regional de Tucuruí Embraco Eurofarma Festo GE Genzyme Grupo Gerdau Grupo Ouro Fino Herbarium Hospital Brasília Hospital São Leopoldo HP Brasil Icec Iesa Óleo & Gás Ihara Intelbras International Paper Irizar Itaucred Veículos Jaguaré JBR Engenharia Kaizen Kodak Leucotron

Lojas Colombo Lojas Renner Losango Magazine Luiza Mantecorp Martin-Brower Mattel McDonald’s Medley Metal Ar Microsoft Milenia Agrociências Monsanto Móveis Gazin MTP Tubos Nasajon Sistemas Nextel Nivea Novo Nordisk Odontoprev Oi Painco Patrus Pellegrino Perkins Phito Fórmulas Plascar Pormade PPE Fios Esmaltados Prudential Publicar Randon Recofarma Rhede Transformadores Rohm and Haas RPM Saga

Sama Sanofi-Aventis São Bernardo Apart Hospital São Bernardo Saúde Sicredi Springer Syngenta Proteção de Cultivos Syngenta Seeds Taií Tecfil Techint Tecnisa TenarisConfab Tigre U&M Mineração e Construção Ultragaz Unibanco Unimed Cuiabá Unimed Missões Unimed Seguros Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo Unimed Volta Redonda Unisc Univille Valeo Valesul Viapar Visa Vale Visanet Vivo Whirlpool Zanzini Móveis Zema

30 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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7/3/09 12:34:41 AM


JEFFERSON COPPOLA/FOLHA IMAGEM

NONONONONO | Nononononononon

Ajuda providencial O programa de redução de impostos ajudou a recuperar as vendas do setor automotivo, que estavam em queda desde o final de 2008. Em junho deste ano, as montadoras venderam quase 300 000 unidades, um recorde histórico

DOIS ANO S EM UM As grandes empresas registraram vendas recordes nos primeiros três No balanço final, passaram pela prova de fogo, fechando o ano com um

DOIS ANOS EM UM.indd 1-2

trimestres e sofreram muito com a crise nos últimos meses de 2008. crescimento de 5% | Luciene Antunes e José Roberto Caetano

7/3/09 2:26:01 AM


JEFFERSON COPPOLA/FOLHA IMAGEM

NONONONONO | Nononononononon

Ajuda providencial O programa de redução de impostos ajudou a recuperar as vendas do setor automotivo, que estavam em queda desde o final de 2008. Em junho deste ano, as montadoras venderam quase 300 000 unidades, um recorde histórico

DOIS ANO S EM UM As grandes empresas registraram vendas recordes nos primeiros três No balanço final, passaram pela prova de fogo, fechando o ano com um

DOIS ANOS EM UM.indd 1-2

trimestres e sofreram muito com a crise nos últimos meses de 2008. crescimento de 5% | Luciene Antunes e José Roberto Caetano

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ANÁLISE | Balanço das 500

HELMUT BAPTISTA/TYBA

O

Um cenário turbulento As grandes exportadoras brasileiras, como a mineradora Vale, estão no grupo das empresas que mais sofreram com a desaceleração global dos negócios em 2008

ano de 2008 vai entrar para a história das grandes companhias brasileiras. Ao longo de 12 meses, muitas delas viveram a experiência de ir repentinamente da euforia à depressão. Os primeiros três trimestres foram dignos de entusiasmo, com o PIB apresentando um aquecimento progressivo. No terceiro, o crescimento alcançou 6,8% sobre o mesmo período de 2007, taxa que não se via desde o segundo trimestre de 2004. Então, no final de setembro, a crise global atingiu a economia brasileira de forma mais violenta do que o previsto inicialmente. Nos meses de outubro, novembro e dezembro, o desempenho de muitos setores — sobretudo aqueles voltados para o mercado internacional — embicou para baixo, e o PIB do último trimestre do ano fechou com queda de 3,6% em relação aos três meses anteriores. A crise econômica mundial poderia ter sido catastrófica para o Brasil. Não foi. O país, seu mercado interno e suas empresas demonstraram uma resistência que surpreendeu o mundo. “Foi um enorme teste de fogo”, diz o italiano Virgilio Cerutti, executivo que assumiu a presidência da fabricante de autopeças Magneti Marelli para a América Latina em junho do ano passado. “Quando cheguei, me disseram que as mudanças acontecem muito rapidamente no Brasil, mas eu não poderia imaginar que fosse tanto assim.” O desempenho da Magneti Marelli (no 262) é exemplar para ilustrar a inversão de tendência que se viu no último trimestre do ano passado. Segundo Ce-

rutti, antes de a quebradeira começar nos Estados Unidos e contaminar o resto do mundo, a unidade brasileira da empresa registrava aumento de vendas de quase 40% em relação a 2007. No último trimestre, a média de faturamento mensal caiu 70% em comparação com o registrado em setembro, o último mês de pujança. O efeito desses três meses tão deprimidos levou a Magneti Marelli a terminar 2008 com faturamento de 704 milhões de dólares, apenas 1% acima do resultado do ano anterior, mas ainda assim com lucro de 21 milhões de dólares. Para outras empresas, porém, a reversão significou ver esvair a rentabilidade. “Foram três meses de pesadelo”,

Apesar da crise, No ano passado, as 500 maiores empresas

um saldo positivo do Brasil registraram novos recordes de vendas, valor de ativos, exportações e empregos. Mas os efeitos da crise global,

que se fizeram sentir no país no último

trimestre de 2008, afetaram a lucratividade das companhias. A desaceleração também se refletiu na queda de impostos pagos VENDAS DAS 500

A FATIA DE CADA UM

(em bilhões de dólares)

900

21% 600

Estatais

552

600

NÚMERO DE EMPREGADOS

ATIVOS

(em bilhões de dólares)

Participação das empresas estrangeiras, brasileiras e estatais no total de vendas das maiores

642 650 627

687 710

751

808 846

900

743

691 692 679

600

680 631 659

738 772

844

1 555 405 1 708 132 1 646 749 1 697 487 1 682 050 1 821 752 1 877 655 1 946 265 2 278 712 2 654 346

99 00 01 02 03 04

300

300

05 06 07

0

37%

42%

Nacionais

99

Estrangeiras

NÚMERO DE EMPRESAS

00

01

02

03

04

Variação 2007/2008

05

Estatais

99

00

01

02

03

04

05

06

07

08

60

120

Variação 2007/2008

36

52

39

36

80

78

86

86

89

87

97 102

110

120 117

85

89

84

60 40 20

3 00

% do total das vendas 100

88

80

40

18

-5 99

em bilhões de dólares 100

27

0

16,5%

EXPORTAÇÕES DAS 500

(em bilhões de dólares)

47

08

9%

IMPOSTOS PAGOS PELAS 500

20

37

0

Variação 2007/2008

(em bilhões de dólares)

272

Nacionais Estrangeiras

08

LUCRO DAS 500

40

191

07

5%

45

272

06

01

02

03

Variação 2007/2008

04

05

06

07

-31,5%

08

0

99

00

01

02

03

Variação 2007/2008

04

05

06

07

-2,5%

08

0

23% 2004

22,5% 2005

22% 2006

Variação 2007/2008

21% 2007

21% 2008

12%

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 41

DOIS ANOS EM UM.indd 3-4

7/3/09 2:53:54 AM


ANÁLISE | Balanço das 500

HELMUT BAPTISTA/TYBA

O

Um cenário turbulento As grandes exportadoras brasileiras, como a mineradora Vale, estão no grupo das empresas que mais sofreram com a desaceleração global dos negócios em 2008

ano de 2008 vai entrar para a história das grandes companhias brasileiras. Ao longo de 12 meses, muitas delas viveram a experiência de ir repentinamente da euforia à depressão. Os primeiros três trimestres foram dignos de entusiasmo, com o PIB apresentando um aquecimento progressivo. No terceiro, o crescimento alcançou 6,8% sobre o mesmo período de 2007, taxa que não se via desde o segundo trimestre de 2004. Então, no final de setembro, a crise global atingiu a economia brasileira de forma mais violenta do que o previsto inicialmente. Nos meses de outubro, novembro e dezembro, o desempenho de muitos setores — sobretudo aqueles voltados para o mercado internacional — embicou para baixo, e o PIB do último trimestre do ano fechou com queda de 3,6% em relação aos três meses anteriores. A crise econômica mundial poderia ter sido catastrófica para o Brasil. Não foi. O país, seu mercado interno e suas empresas demonstraram uma resistência que surpreendeu o mundo. “Foi um enorme teste de fogo”, diz o italiano Virgilio Cerutti, executivo que assumiu a presidência da fabricante de autopeças Magneti Marelli para a América Latina em junho do ano passado. “Quando cheguei, me disseram que as mudanças acontecem muito rapidamente no Brasil, mas eu não poderia imaginar que fosse tanto assim.” O desempenho da Magneti Marelli (no 262) é exemplar para ilustrar a inversão de tendência que se viu no último trimestre do ano passado. Segundo Ce-

rutti, antes de a quebradeira começar nos Estados Unidos e contaminar o resto do mundo, a unidade brasileira da empresa registrava aumento de vendas de quase 40% em relação a 2007. No último trimestre, a média de faturamento mensal caiu 70% em comparação com o registrado em setembro, o último mês de pujança. O efeito desses três meses tão deprimidos levou a Magneti Marelli a terminar 2008 com faturamento de 704 milhões de dólares, apenas 1% acima do resultado do ano anterior, mas ainda assim com lucro de 21 milhões de dólares. Para outras empresas, porém, a reversão significou ver esvair a rentabilidade. “Foram três meses de pesadelo”,

Apesar da crise, No ano passado, as 500 maiores empresas

um saldo positivo do Brasil registraram novos recordes de vendas, valor de ativos, exportações e empregos. Mas os efeitos da crise global,

que se fizeram sentir no país no último

trimestre de 2008, afetaram a lucratividade das companhias. A desaceleração também se refletiu na queda de impostos pagos VENDAS DAS 500

A FATIA DE CADA UM

(em bilhões de dólares)

900

21% 600

Estatais

552

600

NÚMERO DE EMPREGADOS

ATIVOS

(em bilhões de dólares)

Participação das empresas estrangeiras, brasileiras e estatais no total de vendas das maiores

642 650 627

687 710

751

808 846

900

743

691 692 679

600

680 631 659

738 772

844

1 555 405 1 708 132 1 646 749 1 697 487 1 682 050 1 821 752 1 877 655 1 946 265 2 278 712 2 654 346

99 00 01 02 03 04

300

300

05 06 07

0

37%

42%

Nacionais

99

Estrangeiras

NÚMERO DE EMPRESAS

00

01

02

03

04

Variação 2007/2008

05

Estatais

99

00

01

02

03

04

05

06

07

08

60

120

Variação 2007/2008

36

52

39

36

80

78

86

86

89

87

97 102

110

120 117

85

89

84

60 40 20

3 00

% do total das vendas 100

88

80

40

18

-5 99

em bilhões de dólares 100

27

0

16,5%

EXPORTAÇÕES DAS 500

(em bilhões de dólares)

47

08

9%

IMPOSTOS PAGOS PELAS 500

20

37

0

Variação 2007/2008

(em bilhões de dólares)

272

Nacionais Estrangeiras

08

LUCRO DAS 500

40

191

07

5%

45

272

06

01

02

03

Variação 2007/2008

04

05

06

07

-31,5%

08

0

99

00

01

02

03

Variação 2007/2008

04

05

06

07

-2,5%

08

0

23% 2004

22,5% 2005

22% 2006

Variação 2007/2008

21% 2007

21% 2008

12%

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 41

DOIS ANOS EM UM.indd 3-4

7/3/09 2:53:54 AM


312,4

ANÁLISE | Balanço das 500 Como se comportaram os setores Em 2008, os setores mais dependentes dos mercados externos sentiram mais os impactos da crise, especialmente

155,5

com a queda dos lucros. A maioria, no entanto, fechou o ano com recorde de vendas 71,5 17,3

32,6 12,8

8,6

8,5

6,4

5

4,4

2,4

1,3

1,1

0,1

-0,2

-0,5

VENDAS

9

5,5

-0,2

-7,5

-13

-21,6 -23,2

-32

-39,7 -54,8 -56,9 -96,8 -101,3 -106 -171,6 -190,1 -300,8

LUCROS

Variação % em relação aos resultados de 2007

Variação % em relação aos resultados de 2007

Se rvi ço s Be ns de co ns Au um to ind o ús tri Sid a .e me tal ur En gia erg ia Ele tro ele trô Tra nic ns o po rte At ac ad o Pa pe le ce lul Te os lec e om un i ca Fa çõ rm es ac êu t i c Co o mu nic aç Qu õe s ím .e pe tro Tê qu xte ím is . Ind ús tri ad igi tal

Ind .d ac on str Be uç ns ão de ca pit Di al ve rso s Mi ne raç ão Pr od .a gr op ec Va uá rej ria o

11,5

-10,1 -10,3 -17,9 -32,8

diz o mexicano Patricio Mendizábal, presidente da operação brasileira da Mabe (nos 508 e 587), dona das marcas GE e Dako de eletrodomésticos. Depois de um primeiro semestre promissor, a empresa fechou o ano com receita de 606,5 milhões de dólares, queda de 6,7% em relação a 2007. Os números apresentados nesta edição de MELHORES E MAIORES mostram que, em maior ou menor grau, o choque da súbita passagem de um momento favorável para outro de adversidade foi sentido pela maioria das empresas. No conjunto, as 500 maiores companhias da indústria, do comércio e de serviços em atividade no país registraram em 2008 receita de 846 bilhões de dólares, cifra ainda 5% maior que a de 2007, que já havia sido um ano excepcional para a economia brasileira. Outros indicadores, como o total de empregados (aumento de 16,5%) e o valor das exportações (elevação de 12%), continuaram positivos, mantendo a tendência dos últimos anos. O impacto da crise foi sentido nos lucros das 500, que apresentaram queda de 31,5%. Por esses e outros números fica evidente que, não fosse a mudança de circunstâncias — uma mudança nada trivial,

por se tratar da maior contração da economia mundial registrada em 80 anos —, as empresas e, por consequência, a economia brasileira poderiam celebrar um ano brilhante. No balanço final de 2008, o país ainda apresentou crescimento de 5,1%, acumulando o segundo ano consecutivo com taxa acima de 5 pontos per-

Apesar da crise no último trimestre, as maiores empresas brasileiras aumentaram em quase 20% a força de trabalho em 2008 centuais. E, ao que tudo indica, tem chance de encerrar 2009 com algum crescimento — ou, na pior das hipóteses, com uma pequena queda —, resultado que pode ser considerado vitorioso diante do previsto para as economias mais desenvolvidas. “O Brasil sofreu efeitos importantes, como queda de exportações, dos

investimentos e restrição de crédito, mas são reflexos periféricos, todos originados lá fora”, diz o economista Claudio Haddad, presidente da escola de negócios Insper, ex-Ibmec São Paulo. Para as empresas, o impacto da turbulência no Brasil ficou longe do sentido pelas companhias na Europa, no Japão e nos Estados Unidos, o epicentro da crise, onde o PIB avançou apenas 1,1%. O ano de 2008 foi o pior na história de quase seis décadas da Fortune 500, a mais respeitada publicação sobre o ambiente corporativo americano. Lá, o lucro somado das maiores empresas caiu 85% em comparação com o obtido em 2007. A seguradora AIG teve um prejuízo de 99 bilhões de dólares, a maior perda já registrada pelo anuário. Outras 11 companhias se juntaram ao grupo dos 25 maiores prejuízos publicados pela revista em 55 anos. Ícones como as montadoras General Motors, Ford e Chrysler ruíram. Diferentemente do que aconteceu no Brasil, a economia americana já estava em recessão moderada desde janeiro de 2008 e enfraqueceu ainda mais a partir de junho, quando subiu o nível de inadimplência e grande parte das hipotecas de imóveis começou a ser renegociada.

Fa rm ac êu tic Mi o ne raç ão Ele tro ele trô Pr nic od o .a gr op Tê ec uá xte ria is Be ns de co ns Tra um ns o po rte Qu ím .e pe tro Pa qu pe ím le . ce lul os e

18,8

At ac ad o

19,9

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22,9

Os campeões de 2008 As empresas que se destacaram no ano passado, segundo vários indicadores DEZ COM MAIOR RECEITA

DEZ COM MAIOR LUCRO

DEZ COM MAIOR CRESCIMENTO

DEZ MAIS RENTÁVEIS(1)

(em milhões de dólares)

(em milhões de dólares)

(em %)

(em %)

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Petrobras BR Distribuidora Vale Volkswagen Fiat AmBev General Motors Shell Bunge Alimentos Carrefour

92 409,2 28 888,0 15 296,8 14 414,3 11 452,0 11 239,3 10 731,5 10 191,0 10 112,4 9 978,9

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Petrobras Vale CSN Telefônica Usiminas Fiat ArcelorMittal AmBev Visanet Chesf

14 124,3 4 772,0 1 644,7 1 046,5 828,7 803,7 701,4 667,6 626,7 624,5

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Trop CEG Rio Granol Vale Manganês Americel Galvão Avipal-NE Carioca Engenharia EIT Ferbasa

125,5 117,3 87,7 82,4 77,3 72,7 71,1 68,8 68,5 67,1

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

99,1 81,2 72,6 70,3 69,9 68,4 66,8 60,9 60,0 59,9

CPFL Brasil Cálamo Editora Abril Redecard Visanet Mantecorp Logística Trop Nibrasco AutoBan AES Tietê

DEZ QUE MAIS PAGARAM SALÁRIOS

DEZ QUE PAGARAM MAIS IMPOSTOS

DEZ QUE MAIS EMPREGARAM

DEZ QUE MAIS EXPORTARAM

(em milhões de dólares)

(em milhões de dólares)

(em número de empregados)

(em milhões de dólares)

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Petrobras E.C.T. Odebrecht Tenaris Confab Volkswagen General Motors Embraer TAM Sadia Pão de Açúcar

4 000,3 2 001,9 1 238,1 954,3 927,3 896,3 782,7 652,7 586,9 495,2

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Petrobras BR Distribuidora AmBev Fiat Telemar Souza Cruz Telefônica Vivo Brasil Telecom Refap

20 553,1 5 148,8 3 720,4 2 836,1 2 696,8 2 551,7 2 466,4 1 777,7 1 696,1 1 545,4

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

E.C.T. Odebrecht Wal-Mart Contax Atento Pão de Açúcar Carrefour Sadia Petrobras JBS

112 331 81 991 75 000 74 499 73 000 70 656 65 144 60 641 55 199 55 000

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Petrobras Vale Bunge Alimentos Embraer Cargill Sadia Volkswagen Samarco Gerdau Açominas LDC

15 651,2 11 065,5 6 227,1 4 648,6 4 093,7 2 112,1 1 954,5 1 866,9 1 666,0 1 645,5

(1) Rentabilidade sobre o patrimônio

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ANÁLISE | Balanço das 500 Como se comportaram os setores Em 2008, os setores mais dependentes dos mercados externos sentiram mais os impactos da crise, especialmente

155,5

com a queda dos lucros. A maioria, no entanto, fechou o ano com recorde de vendas 71,5 17,3

32,6 12,8

8,6

8,5

6,4

5

4,4

2,4

1,3

1,1

0,1

-0,2

-0,5

VENDAS

9

5,5

-0,2

-7,5

-13

-21,6 -23,2

-32

-39,7 -54,8 -56,9 -96,8 -101,3 -106 -171,6 -190,1 -300,8

LUCROS

Variação % em relação aos resultados de 2007

Variação % em relação aos resultados de 2007

Se rvi ço s Be ns de co ns Au um to ind o ús tri Sid a .e me tal ur En gia erg ia Ele tro ele trô Tra nic ns o po rte At ac ad o Pa pe le ce lul Te os lec e om un i ca Fa çõ rm es ac êu t i c Co o mu nic aç Qu õe s ím .e pe tro Tê qu xte ím is . Ind ús tri ad igi tal

Ind .d ac on str Be uç ns ão de ca pit Di al ve rso s Mi ne raç ão Pr od .a gr op ec Va uá rej ria o

11,5

-10,1 -10,3 -17,9 -32,8

diz o mexicano Patricio Mendizábal, presidente da operação brasileira da Mabe (nos 508 e 587), dona das marcas GE e Dako de eletrodomésticos. Depois de um primeiro semestre promissor, a empresa fechou o ano com receita de 606,5 milhões de dólares, queda de 6,7% em relação a 2007. Os números apresentados nesta edição de MELHORES E MAIORES mostram que, em maior ou menor grau, o choque da súbita passagem de um momento favorável para outro de adversidade foi sentido pela maioria das empresas. No conjunto, as 500 maiores companhias da indústria, do comércio e de serviços em atividade no país registraram em 2008 receita de 846 bilhões de dólares, cifra ainda 5% maior que a de 2007, que já havia sido um ano excepcional para a economia brasileira. Outros indicadores, como o total de empregados (aumento de 16,5%) e o valor das exportações (elevação de 12%), continuaram positivos, mantendo a tendência dos últimos anos. O impacto da crise foi sentido nos lucros das 500, que apresentaram queda de 31,5%. Por esses e outros números fica evidente que, não fosse a mudança de circunstâncias — uma mudança nada trivial,

por se tratar da maior contração da economia mundial registrada em 80 anos —, as empresas e, por consequência, a economia brasileira poderiam celebrar um ano brilhante. No balanço final de 2008, o país ainda apresentou crescimento de 5,1%, acumulando o segundo ano consecutivo com taxa acima de 5 pontos per-

Apesar da crise no último trimestre, as maiores empresas brasileiras aumentaram em quase 20% a força de trabalho em 2008 centuais. E, ao que tudo indica, tem chance de encerrar 2009 com algum crescimento — ou, na pior das hipóteses, com uma pequena queda —, resultado que pode ser considerado vitorioso diante do previsto para as economias mais desenvolvidas. “O Brasil sofreu efeitos importantes, como queda de exportações, dos

investimentos e restrição de crédito, mas são reflexos periféricos, todos originados lá fora”, diz o economista Claudio Haddad, presidente da escola de negócios Insper, ex-Ibmec São Paulo. Para as empresas, o impacto da turbulência no Brasil ficou longe do sentido pelas companhias na Europa, no Japão e nos Estados Unidos, o epicentro da crise, onde o PIB avançou apenas 1,1%. O ano de 2008 foi o pior na história de quase seis décadas da Fortune 500, a mais respeitada publicação sobre o ambiente corporativo americano. Lá, o lucro somado das maiores empresas caiu 85% em comparação com o obtido em 2007. A seguradora AIG teve um prejuízo de 99 bilhões de dólares, a maior perda já registrada pelo anuário. Outras 11 companhias se juntaram ao grupo dos 25 maiores prejuízos publicados pela revista em 55 anos. Ícones como as montadoras General Motors, Ford e Chrysler ruíram. Diferentemente do que aconteceu no Brasil, a economia americana já estava em recessão moderada desde janeiro de 2008 e enfraqueceu ainda mais a partir de junho, quando subiu o nível de inadimplência e grande parte das hipotecas de imóveis começou a ser renegociada.

Fa rm ac êu tic Mi o ne raç ão Ele tro ele trô Pr nic od o .a gr op Tê ec uá xte ria is Be ns de co ns Tra um ns o po rte Qu ím .e pe tro Pa qu pe ím le . ce lul os e

18,8

At ac ad o

19,9

Ind ús tri ad igi Di tal ve rso s En erg ia Se rvi ço s Ind .d ac on str Te uç lec ão om un ica Co çõ mu es nic aç õe Be s ns de ca pit Au al to ind ús tri Sid a .e me tal Va ur gia rej o

22,9

Os campeões de 2008 As empresas que se destacaram no ano passado, segundo vários indicadores DEZ COM MAIOR RECEITA

DEZ COM MAIOR LUCRO

DEZ COM MAIOR CRESCIMENTO

DEZ MAIS RENTÁVEIS(1)

(em milhões de dólares)

(em milhões de dólares)

(em %)

(em %)

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Petrobras BR Distribuidora Vale Volkswagen Fiat AmBev General Motors Shell Bunge Alimentos Carrefour

92 409,2 28 888,0 15 296,8 14 414,3 11 452,0 11 239,3 10 731,5 10 191,0 10 112,4 9 978,9

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Petrobras Vale CSN Telefônica Usiminas Fiat ArcelorMittal AmBev Visanet Chesf

14 124,3 4 772,0 1 644,7 1 046,5 828,7 803,7 701,4 667,6 626,7 624,5

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Trop CEG Rio Granol Vale Manganês Americel Galvão Avipal-NE Carioca Engenharia EIT Ferbasa

125,5 117,3 87,7 82,4 77,3 72,7 71,1 68,8 68,5 67,1

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

99,1 81,2 72,6 70,3 69,9 68,4 66,8 60,9 60,0 59,9

CPFL Brasil Cálamo Editora Abril Redecard Visanet Mantecorp Logística Trop Nibrasco AutoBan AES Tietê

DEZ QUE MAIS PAGARAM SALÁRIOS

DEZ QUE PAGARAM MAIS IMPOSTOS

DEZ QUE MAIS EMPREGARAM

DEZ QUE MAIS EXPORTARAM

(em milhões de dólares)

(em milhões de dólares)

(em número de empregados)

(em milhões de dólares)

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Petrobras E.C.T. Odebrecht Tenaris Confab Volkswagen General Motors Embraer TAM Sadia Pão de Açúcar

4 000,3 2 001,9 1 238,1 954,3 927,3 896,3 782,7 652,7 586,9 495,2

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Petrobras BR Distribuidora AmBev Fiat Telemar Souza Cruz Telefônica Vivo Brasil Telecom Refap

20 553,1 5 148,8 3 720,4 2 836,1 2 696,8 2 551,7 2 466,4 1 777,7 1 696,1 1 545,4

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

E.C.T. Odebrecht Wal-Mart Contax Atento Pão de Açúcar Carrefour Sadia Petrobras JBS

112 331 81 991 75 000 74 499 73 000 70 656 65 144 60 641 55 199 55 000

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Petrobras Vale Bunge Alimentos Embraer Cargill Sadia Volkswagen Samarco Gerdau Açominas LDC

15 651,2 11 065,5 6 227,1 4 648,6 4 093,7 2 112,1 1 954,5 1 866,9 1 666,0 1 645,5

(1) Rentabilidade sobre o patrimônio

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ANÁLISE | Balanço das 500 O estrago do último trimestre No ano passado, as empresas brasileiras conheceram duas

A restrição ao crédito e o esfriamento do comércio exterior foram os dois principais meios pelos quais a crise dos países desenvolvidos chegou ao Brasil. Num primeiro momento, com o corte de linhas internacionais de financiamento e o aumento da cautela dos bancos locais, até mesmo grandes empresas no país tiveram problemas de liquidez, com dificuldade para obter capital de giro. Estragos financeiros mais sérios ocorreram apenas de forma localizada, abatendo quem havia feito apostas em operações de derivativos sem levar em conta a possibilidade de uma virada no câmbio — que ocorreu com uma desvalorização do real frente ao dólar. Mas, enquanto nos Estados Unidos o governo se desdobrou em

realidades distintas. Foram nove meses de forte demanda doméstica e externa e um último trimestre de desaceleração RECEITA DAS 100 MAIORES EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO POR TRIMESTRE/2008

VARIAÇÃO DO PIB EM % Variação em relação ao trimestre anterior Variação em relação a igual trimestre do ano anterior

(em bilhões de reais)

6,81

6,2

6,13 1,91

1,62

1O trimestre

2O trimestre

1,37 1,28

196 221 247 229 1O trimestre

2O trimestre

3O trimestre 4O trimestre

-3 65 3O trimestre 4O trimestre

PRODUÇÃO INDUSTRIAL

VENDA DE VEÍCULOS NOVOS

% em relação ao mesmo mês do ano anterior

(em mil unidades)

15,0

Total em 2007: 2 462

8,5

Total em 2008: 2 820

300

7,5 250

0

194

200

-7,5

-14,5 jan/2008

150

dez

jan/2008

dez

FLUXO CAMBIAL

INVEST. ESTRANGEIROS DIRETOS

Entrada de dólares no país (em milhões de dólares)

(em milhões de dólares)

Total em 2007:

87 454

Total em 2008: -983

Total em 2007: 34 585

8 000

10 000

4 000

8 000 6 000

0 -4 000

MARCELO ALMEIDA

-15,0

A taxa de crescimento das 500 maiores companhias brasileiras em 2008 foi mais de cinco vezes superior à das 500 maiores americanas

215

Total em 2008: 45 058

8 115 4 826

4 000

-2 357

-6 373

Desaceleração dos negócios

2 000

Depois de anos de recordes sucessivos, as vendas de várias empresas ligadas ao setor de eletroeletrônicos recuaram em 2008. Na fabricante de computadores Positivo (foto), a queda de receita foi de quase 5% em relação a 2007

0

-8 000

jan/2008

dez

jan/2008

dez

ALGUMAS DAS MAIORES QUEDAS NO QUARTO TRIMESTRE DE 2008

EXPORTAÇÕES (em bilhões de dólares) Total em 2007: 161

Total em 2008: 198

Caraíba

20 Faturamento (em milhões de reais)

15

800

Paranapanema

Petrobras

Quattor Petroquímica

1 200

80 000

600

60 000

600 800

14

13

400

10

jan/2008

Total em 2008: 3 215

350

% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior

97 jan/2008

dez

331

379

0

1 019

981

960

521

493

0

46 892 54 570 67 460 46 197 42 596

0

80

80

80

60

60

40

40

-40

50

679

60

-20

150

702

80

0

250

760

60 20

254

20 000

200 0

(em mil unidades)

200

400

dez

PRODUÇÃO DE VEÍCULOS Total em 2007: 2 971

400 40 000

-60

10%

20

20

0

-22%

-8%

0

-20

-47%

-50%

1O trim 2O trim 3O trim 4O trim 1O trim 2008 2008 2008 2008 2009

-17%

-40 -60

52%

40

14% -5%

-20

-46%

-52%

1O trim 2O trim 3O trim 4O trim 1O trim 2008 2008 2008 2008 2009

21%

31%

510

489

343

323

-29%

-27%

-26%

-34%

-28%

40 20

2%

0

-9%

-40 -60

449

-20 -40

1O trim 2O trim 3O trim 4O trim 1O trim 2008 2008 2008 2008 2009

-60

1O trim 2O trim 3O trim 4O trim 1O trim 2008 2008 2008 2008 2009

medidas de salvamento, aqui casos como o da Aracruz (no 161) e o da Sadia (no 33), cuja soma dos prejuízos em 2008 chegou a 3,4 bilhões de dólares por causa de operações equivocadas no mercado financeiro, foram resolvidos no âmbito do mercado — ambas foram incorporadas por concorrentes. As empresas exportadoras, especialmente de produtos manufaturados e de minérios, estiveram entre as que sofreram mais. As vendas de automóveis, calçados e têxteis, entre outros produtos, fecharam o ano em queda, devido à redução generalizada da demanda no mundo. No setor de minérios, a Vale (no 3) perdeu tanto em volume de vendas para a China quanto em preço, após anos de seguidos aumentos. A baixa de preços também afetou no final do ano alguns produtos do agronegócio, mas em menor grau. A Amaggi (no 114), uma das maiores produtoras de soja do país, faturou 1,6

Fontes: Economática, IBGE – Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, Anfavea, Banco Central do Brasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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ANÁLISE | Balanço das 500 O estrago do último trimestre No ano passado, as empresas brasileiras conheceram duas

A restrição ao crédito e o esfriamento do comércio exterior foram os dois principais meios pelos quais a crise dos países desenvolvidos chegou ao Brasil. Num primeiro momento, com o corte de linhas internacionais de financiamento e o aumento da cautela dos bancos locais, até mesmo grandes empresas no país tiveram problemas de liquidez, com dificuldade para obter capital de giro. Estragos financeiros mais sérios ocorreram apenas de forma localizada, abatendo quem havia feito apostas em operações de derivativos sem levar em conta a possibilidade de uma virada no câmbio — que ocorreu com uma desvalorização do real frente ao dólar. Mas, enquanto nos Estados Unidos o governo se desdobrou em

realidades distintas. Foram nove meses de forte demanda doméstica e externa e um último trimestre de desaceleração RECEITA DAS 100 MAIORES EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO POR TRIMESTRE/2008

VARIAÇÃO DO PIB EM % Variação em relação ao trimestre anterior Variação em relação a igual trimestre do ano anterior

(em bilhões de reais)

6,81

6,2

6,13 1,91

1,62

1O trimestre

2O trimestre

1,37 1,28

196 221 247 229 1O trimestre

2O trimestre

3O trimestre 4O trimestre

-3 65 3O trimestre 4O trimestre

PRODUÇÃO INDUSTRIAL

VENDA DE VEÍCULOS NOVOS

% em relação ao mesmo mês do ano anterior

(em mil unidades)

15,0

Total em 2007: 2 462

8,5

Total em 2008: 2 820

300

7,5 250

0

194

200

-7,5

-14,5 jan/2008

150

dez

jan/2008

dez

FLUXO CAMBIAL

INVEST. ESTRANGEIROS DIRETOS

Entrada de dólares no país (em milhões de dólares)

(em milhões de dólares)

Total em 2007:

87 454

Total em 2008: -983

Total em 2007: 34 585

8 000

10 000

4 000

8 000 6 000

0 -4 000

MARCELO ALMEIDA

-15,0

A taxa de crescimento das 500 maiores companhias brasileiras em 2008 foi mais de cinco vezes superior à das 500 maiores americanas

215

Total em 2008: 45 058

8 115 4 826

4 000

-2 357

-6 373

Desaceleração dos negócios

2 000

Depois de anos de recordes sucessivos, as vendas de várias empresas ligadas ao setor de eletroeletrônicos recuaram em 2008. Na fabricante de computadores Positivo (foto), a queda de receita foi de quase 5% em relação a 2007

0

-8 000

jan/2008

dez

jan/2008

dez

ALGUMAS DAS MAIORES QUEDAS NO QUARTO TRIMESTRE DE 2008

EXPORTAÇÕES (em bilhões de dólares) Total em 2007: 161

Total em 2008: 198

Caraíba

20 Faturamento (em milhões de reais)

15

800

Paranapanema

Petrobras

Quattor Petroquímica

1 200

80 000

600

60 000

600 800

14

13

400

10

jan/2008

Total em 2008: 3 215

350

% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior

97 jan/2008

dez

331

379

0

1 019

981

960

521

493

0

46 892 54 570 67 460 46 197 42 596

0

80

80

80

60

60

40

40

-40

50

679

60

-20

150

702

80

0

250

760

60 20

254

20 000

200 0

(em mil unidades)

200

400

dez

PRODUÇÃO DE VEÍCULOS Total em 2007: 2 971

400 40 000

-60

10%

20

20

0

-22%

-8%

0

-20

-47%

-50%

1O trim 2O trim 3O trim 4O trim 1O trim 2008 2008 2008 2008 2009

-17%

-40 -60

52%

40

14% -5%

-20

-46%

-52%

1O trim 2O trim 3O trim 4O trim 1O trim 2008 2008 2008 2008 2009

21%

31%

510

489

343

323

-29%

-27%

-26%

-34%

-28%

40 20

2%

0

-9%

-40 -60

449

-20 -40

1O trim 2O trim 3O trim 4O trim 1O trim 2008 2008 2008 2008 2009

-60

1O trim 2O trim 3O trim 4O trim 1O trim 2008 2008 2008 2008 2009

medidas de salvamento, aqui casos como o da Aracruz (no 161) e o da Sadia (no 33), cuja soma dos prejuízos em 2008 chegou a 3,4 bilhões de dólares por causa de operações equivocadas no mercado financeiro, foram resolvidos no âmbito do mercado — ambas foram incorporadas por concorrentes. As empresas exportadoras, especialmente de produtos manufaturados e de minérios, estiveram entre as que sofreram mais. As vendas de automóveis, calçados e têxteis, entre outros produtos, fecharam o ano em queda, devido à redução generalizada da demanda no mundo. No setor de minérios, a Vale (no 3) perdeu tanto em volume de vendas para a China quanto em preço, após anos de seguidos aumentos. A baixa de preços também afetou no final do ano alguns produtos do agronegócio, mas em menor grau. A Amaggi (no 114), uma das maiores produtoras de soja do país, faturou 1,6

Fontes: Economática, IBGE – Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, Anfavea, Banco Central do Brasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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ANÁLISE | Balanço das 500

Das 35 empresas do setor de serviços classificadas entre as 500 maiores do país, apenas cinco tiveram prejuízo em 2008 lucro de 230 milhões de dólares. “Dos nossos 8,5 milhões de novos clientes, 3 milhões foram conquistados justamente no último trimestre de 2008”, diz João Cox, presidente da Claro. O comércio varejista obteve alta de vendas de 13% em relação a 2007, mas lucrou 23% menos. “Nesse setor, mais heterogêneo, as variações se explicam em parte pelos diferentes impactos sobre cada segmento”, diz Alexandre Andrade, analista de varejo da consultoria Tendências. Em períodos de crise e de incerteza em relação ao futuro, o con-

No centro da crise As empresas americanas sofreram mais com a crise em 2008 do que as brasileiras

(1)

500 MELHORES E MAIORES(2)

FORTUNE 500(3)

(dezembro de 2008)

(dezembro de 2008)

846 36 -14

vendas

lucro

prejuízo

10688 99 -519

bilhões de dólares

vendas

bilhões de dólares

lucro

bilhões de dólares

prejuízo

bilhões de dólares bilhões de dólares bilhões de dólares

OBSERVAÇÃO A soma das perdas das 500 maiores empresas do Brasil em 2008 é menor que o prejuízo da Ford nos Estados Unidos no ano passado

OBSERVAÇÃO Dos 25 maiores prejuízos da história das 500 maiores companhias americanas registradas pela Fortune, 11 ocorreram em 2008

VARIAÇÃO PERCENTUAL 2007/2008

VARIAÇÃO PERCENTUAL 2007/2008

5

0,8

Vendas

Vendas

-31,5

Q. SAKAMAKI/REDUX

bilhão de dólares, 64% mais que no ano anterior. “No final de 2008, praticamente 90% de nossa meta de comercialização já estava concluída, com preços altos porque vendemos mais cedo a produção”, diz Pedro Jacyr Bongiolo, presidente do grupo Amaggi. Uma vantagem do Brasil foi a resistência de seu mercado interno. Afora algumas perdas mais contundentes em empresas industriais e exportadoras, como se deu na Embraer (no 38), que demitiu 4 200 funcionários ao sofrer corte imediato de 30% nas encomendas de aviões, a renda e o emprego foram preservados. Isso explica o bom desempenho de setores mais diretamente ligados ao mercado doméstico, como os de energia, construção, comércio varejista, bens de consumo e telecomunicações. Das 35 empresas do setor de serviços listadas entre as 500 maiores do país, apenas cinco reportaram prejuízo em 2008. No conjunto, o faturamento dessas empresas evoluiu 9% em relação aos resultados alcançados em 2007. A operadora de telefonia celular Claro (no 28) faturou 5,7 bilhões de dólares no ano passado, montante 5,2% maior que o de 2007, e teve

Lucro

O furacão americano

Lucro

O turbilhão financeiro dos Estados Unidos, que derrubou gigantes como a seguradora AIG (foto), mergulhou o país na recessão em 2008. No Brasil, os efeitos da crise derrubaram os lucros das empresas em 30% no ano passado

-84,7 Lucro

OS DEZ MAIORES PREJUÍZOS NO BRASIL

OS DEZ MAIORES PREJUÍZOS NOS ESTADOS UNIDOS

z cru Ara

ia Sad

sp Ce

P VC

TAM

ap Ref rte ono r t e El ig Var

c p e rs G) ch ps r Ma Ma rou (AI hili oto Lyn p oto die itig oP u nie lM rill c d o C a n r r r e o a e r e n rd M G F F M n l o o e F a C n r G rne atio Wa ern t e n I Tim CBS an eric m A

Empresa

Posição no ranking das 500

245O

Posição no ranking das 500

161O

33O

16O

141O

155O

37O

26O

85O

159O

340O

Faturamento (em milhões de dólares)

11 104 22 652 12 302 148 979 112 372 16 784 230 764 146 277 46 984 13 950

Faturamento (em milhões de dólares)

1 161

5 007

7 162

1 326

1 200

4 770

5 948

2 035

1 170

539

Empresa

112O

220O

6O

12O

150O

Prejuízo (em milhões de dólares)

-30 860 -27 684 -27 612

50 000

-58 707

4O

7O

48O

186O

-16 998 -14 672 -13 402 -11 673

N VM

Prejuízo (em milhões de dólares)

-421 1 000

-50 119 -1 357 2 000

100 000

-99 289

m ske Bra

-2 060

-1 084 -1 013

-866

-856

-822

-757

-334

sumidor se retrai. Os primeiros produtos afetados pela cautela são os fortemente dependentes de crédito, como automóveis e imóveis. Nesses dois casos, o governo agiu como bombeiro, reduzindo impostos dos carros e de materiais de construção e lançando um pacote de incentivo imobiliário, o programa Minha Casa, Minha Vida. Segmentos que não foram alvo de bondades sentiram. A Renner (no 149), uma das maiores redes de lojas de roupas do país, precisou se adaptar ao novo ambiente. “No final de 2008, fomos atingidos pela primeira onda de impacto da crise, gerada por uma queda da confiança do consumidor no futuro”, afirma José Galló, presidente da Renner. “Partimos para ações estratégicas de defesa, com a redução de despesas e a revisão de contratos e do plano de expansão.” De acordo com ele, o plano de abrir 15 lojas em 2009, como a

(1) O ranking da revista americana inclui instituições financeiras (2) 91 empresas terminaram 2008 no vermelho entre as 500 maiores brasileiras (3) 128 empresas terminaram 2008 no vermelho entre as 500 americanas Fontes: Fortune 500 e MELHORES E MAIORES

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 47

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ANÁLISE | Balanço das 500

Das 35 empresas do setor de serviços classificadas entre as 500 maiores do país, apenas cinco tiveram prejuízo em 2008 lucro de 230 milhões de dólares. “Dos nossos 8,5 milhões de novos clientes, 3 milhões foram conquistados justamente no último trimestre de 2008”, diz João Cox, presidente da Claro. O comércio varejista obteve alta de vendas de 13% em relação a 2007, mas lucrou 23% menos. “Nesse setor, mais heterogêneo, as variações se explicam em parte pelos diferentes impactos sobre cada segmento”, diz Alexandre Andrade, analista de varejo da consultoria Tendências. Em períodos de crise e de incerteza em relação ao futuro, o con-

No centro da crise As empresas americanas sofreram mais com a crise em 2008 do que as brasileiras

(1)

500 MELHORES E MAIORES(2)

FORTUNE 500(3)

(dezembro de 2008)

(dezembro de 2008)

846 36 -14

vendas

lucro

prejuízo

10688 99 -519

bilhões de dólares

vendas

bilhões de dólares

lucro

bilhões de dólares

prejuízo

bilhões de dólares bilhões de dólares bilhões de dólares

OBSERVAÇÃO A soma das perdas das 500 maiores empresas do Brasil em 2008 é menor que o prejuízo da Ford nos Estados Unidos no ano passado

OBSERVAÇÃO Dos 25 maiores prejuízos da história das 500 maiores companhias americanas registradas pela Fortune, 11 ocorreram em 2008

VARIAÇÃO PERCENTUAL 2007/2008

VARIAÇÃO PERCENTUAL 2007/2008

5

0,8

Vendas

Vendas

-31,5

Q. SAKAMAKI/REDUX

bilhão de dólares, 64% mais que no ano anterior. “No final de 2008, praticamente 90% de nossa meta de comercialização já estava concluída, com preços altos porque vendemos mais cedo a produção”, diz Pedro Jacyr Bongiolo, presidente do grupo Amaggi. Uma vantagem do Brasil foi a resistência de seu mercado interno. Afora algumas perdas mais contundentes em empresas industriais e exportadoras, como se deu na Embraer (no 38), que demitiu 4 200 funcionários ao sofrer corte imediato de 30% nas encomendas de aviões, a renda e o emprego foram preservados. Isso explica o bom desempenho de setores mais diretamente ligados ao mercado doméstico, como os de energia, construção, comércio varejista, bens de consumo e telecomunicações. Das 35 empresas do setor de serviços listadas entre as 500 maiores do país, apenas cinco reportaram prejuízo em 2008. No conjunto, o faturamento dessas empresas evoluiu 9% em relação aos resultados alcançados em 2007. A operadora de telefonia celular Claro (no 28) faturou 5,7 bilhões de dólares no ano passado, montante 5,2% maior que o de 2007, e teve

Lucro

O furacão americano

Lucro

O turbilhão financeiro dos Estados Unidos, que derrubou gigantes como a seguradora AIG (foto), mergulhou o país na recessão em 2008. No Brasil, os efeitos da crise derrubaram os lucros das empresas em 30% no ano passado

-84,7 Lucro

OS DEZ MAIORES PREJUÍZOS NO BRASIL

OS DEZ MAIORES PREJUÍZOS NOS ESTADOS UNIDOS

z cru Ara

ia Sad

sp Ce

P VC

TAM

ap Ref rte ono r t e El ig Var

c p e rs G) ch ps r Ma Ma rou (AI hili oto Lyn p oto die itig oP u nie lM rill c d o C a n r r r e o a e r e n rd M G F F M n l o o e F a C n r G rne atio Wa ern t e n I Tim CBS an eric m A

Empresa

Posição no ranking das 500

245O

Posição no ranking das 500

161O

33O

16O

141O

155O

37O

26O

85O

159O

340O

Faturamento (em milhões de dólares)

11 104 22 652 12 302 148 979 112 372 16 784 230 764 146 277 46 984 13 950

Faturamento (em milhões de dólares)

1 161

5 007

7 162

1 326

1 200

4 770

5 948

2 035

1 170

539

Empresa

112O

220O

6O

12O

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Prejuízo (em milhões de dólares)

-30 860 -27 684 -27 612

50 000

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186O

-16 998 -14 672 -13 402 -11 673

N VM

Prejuízo (em milhões de dólares)

-421 1 000

-50 119 -1 357 2 000

100 000

-99 289

m ske Bra

-2 060

-1 084 -1 013

-866

-856

-822

-757

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sumidor se retrai. Os primeiros produtos afetados pela cautela são os fortemente dependentes de crédito, como automóveis e imóveis. Nesses dois casos, o governo agiu como bombeiro, reduzindo impostos dos carros e de materiais de construção e lançando um pacote de incentivo imobiliário, o programa Minha Casa, Minha Vida. Segmentos que não foram alvo de bondades sentiram. A Renner (no 149), uma das maiores redes de lojas de roupas do país, precisou se adaptar ao novo ambiente. “No final de 2008, fomos atingidos pela primeira onda de impacto da crise, gerada por uma queda da confiança do consumidor no futuro”, afirma José Galló, presidente da Renner. “Partimos para ações estratégicas de defesa, com a redução de despesas e a revisão de contratos e do plano de expansão.” De acordo com ele, o plano de abrir 15 lojas em 2009, como a

(1) O ranking da revista americana inclui instituições financeiras (2) 91 empresas terminaram 2008 no vermelho entre as 500 maiores brasileiras (3) 128 empresas terminaram 2008 no vermelho entre as 500 americanas Fontes: Fortune 500 e MELHORES E MAIORES

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 47

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ANÁLISE | Balanço das 500 Sinais de retomada à vista

Renner fez no ano passado, foi ajustado para oito inaugurações. Ao final do primeiro semestre de 2009, boa parte do cenário sombrio da virada do ano já havia se dissipado. “O contágio da crise na economia brasileira se mostrou temporário”, afirma a economista brasileira Marcelle Chauvet, professora na Universidade da Califórnia. Empresas que haviam sofrido retração voltaram a trabalhar com a perspectiva de crescimento. “Com a redução do IPI nos nossos produtos, maio de 2009 foi o melhor maio de nossa história em vendas”, diz Mendizábal, da Mabe. No dia 30 de junho, a empresa mexicana anunciou a

Nos últimos meses, vários setores da economia brasileira voltaram a registrar números positivos. Com isso, os analistas revisaram para cima as projeções do balanço do país em 2009 e dão como certa a retomada de um ritmo mais forte de crescimento a partir de 2010 CRESCIMENTO DO PIB

VOLUME DE VENDAS NO VAREJO

(em %)

(Variação anual em %)

6

GERAL

4

9,7

3,2 2,2(1) 2

4,8 2005

9,1

6,2 2006

2,2(1) 2007

2008

2009

(1)

3,3

2010

COMBUSTÍVEIS

0,5

A força do mercado interno

Em 2008, as vendas domésticas no país foram responsáveis pelo bom desempenho de setores como os de construção e bens de consumo

No setor de minérios, a Vale perdeu tanto em volume de vendas para a China quanto em preço, após anos de seguidos aumentos

0

2005

2006

2007

2008

2009

2010

9,3 5,1

2,2(1)

2,7(1)

PRODUÇÃO INDUSTRIAL % em relação ao mesmo mês do ano anterior

36(1)

40

30

-7,4

-8

2005

2006

2007

2008

2009

2010

SUPERMERCADOS

20

10

7,7 2,1

0

2005

-10

2006

6,8 2007

5,3 2008

2,7(1)

3(1)

2009

2010

-17 TECIDOS E VESTUÁRIOS

-20

jan/2009

dez

10,6 EXPORTAÇÕES 5,9

(em bilhões de dólares)

4,8

1,9

197,94

-4,2(1) 172,73(2)

160,65

1,8 (1)

2005

2006

2007

2008

2009

2010

159,03(2) ELETRODOMÉSTICOS

16

15,4

15,1

10,2 1,8 (1) 2006

2007

2008

2009

2010

Fontes: Banco Central e IBGE - Pesquisa Mensal do Comércio

2005

2006

2007

2008

2009

3,5 (1) 2010

ALEXANDRE BATTIBUGLI

137,47

compra das fábricas da concorrente BSH Continental no Brasil. No mesmo mês, a indústria automotiva registrou vendas de quase 300 000 carros, número que representou um recorde na história de médias de vendas mensais e um crescimento de mais de 4% em relação ao mesmo período de 2008. Cerutti, da Magnetti Marelli, afirma que teve sua segunda surpresa com o Brasil. Segundo ele, o faturamento da empresa, com a mesma velocidade com que caiu no final do ano passado, vem se recuperando desde fevereiro. “É um daqueles cenários em ‘V’ perfeitos, que a gente acha que só existem nos manuais de finanças. Nós só caímos até fevereiro e só subimos desde então”, diz Cerutti. A recuperação da Magneti Marelli ainda não é plena porque 20% de seu faturamento depende de exportações, principalmente para Estados Unidos e Europa. Ou seja, para completar, só falta o mundo desenvolvido engatar uma marcha mais forte. Com reportagem de Felipe Carneiro e Tiago Maranhão

(1) Projeção RC Consultores (2) Consenso de Projeções CEIC Data

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 49

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ANÁLISE | Balanço das 500 Sinais de retomada à vista

Renner fez no ano passado, foi ajustado para oito inaugurações. Ao final do primeiro semestre de 2009, boa parte do cenário sombrio da virada do ano já havia se dissipado. “O contágio da crise na economia brasileira se mostrou temporário”, afirma a economista brasileira Marcelle Chauvet, professora na Universidade da Califórnia. Empresas que haviam sofrido retração voltaram a trabalhar com a perspectiva de crescimento. “Com a redução do IPI nos nossos produtos, maio de 2009 foi o melhor maio de nossa história em vendas”, diz Mendizábal, da Mabe. No dia 30 de junho, a empresa mexicana anunciou a

Nos últimos meses, vários setores da economia brasileira voltaram a registrar números positivos. Com isso, os analistas revisaram para cima as projeções do balanço do país em 2009 e dão como certa a retomada de um ritmo mais forte de crescimento a partir de 2010 CRESCIMENTO DO PIB

VOLUME DE VENDAS NO VAREJO

(em %)

(Variação anual em %)

6

GERAL

4

9,7

3,2 2,2(1) 2

4,8 2005

9,1

6,2 2006

2,2(1) 2007

2008

2009

(1)

3,3

2010

COMBUSTÍVEIS

0,5

A força do mercado interno

Em 2008, as vendas domésticas no país foram responsáveis pelo bom desempenho de setores como os de construção e bens de consumo

No setor de minérios, a Vale perdeu tanto em volume de vendas para a China quanto em preço, após anos de seguidos aumentos

0

2005

2006

2007

2008

2009

2010

9,3 5,1

2,2(1)

2,7(1)

PRODUÇÃO INDUSTRIAL % em relação ao mesmo mês do ano anterior

36(1)

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-7,4

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2005

2006

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2008

2009

2010

SUPERMERCADOS

20

10

7,7 2,1

0

2005

-10

2006

6,8 2007

5,3 2008

2,7(1)

3(1)

2009

2010

-17 TECIDOS E VESTUÁRIOS

-20

jan/2009

dez

10,6 EXPORTAÇÕES 5,9

(em bilhões de dólares)

4,8

1,9

197,94

-4,2(1) 172,73(2)

160,65

1,8 (1)

2005

2006

2007

2008

2009

2010

159,03(2) ELETRODOMÉSTICOS

16

15,4

15,1

10,2 1,8 (1) 2006

2007

2008

2009

2010

Fontes: Banco Central e IBGE - Pesquisa Mensal do Comércio

2005

2006

2007

2008

2009

3,5 (1) 2010

ALEXANDRE BATTIBUGLI

137,47

compra das fábricas da concorrente BSH Continental no Brasil. No mesmo mês, a indústria automotiva registrou vendas de quase 300 000 carros, número que representou um recorde na história de médias de vendas mensais e um crescimento de mais de 4% em relação ao mesmo período de 2008. Cerutti, da Magnetti Marelli, afirma que teve sua segunda surpresa com o Brasil. Segundo ele, o faturamento da empresa, com a mesma velocidade com que caiu no final do ano passado, vem se recuperando desde fevereiro. “É um daqueles cenários em ‘V’ perfeitos, que a gente acha que só existem nos manuais de finanças. Nós só caímos até fevereiro e só subimos desde então”, diz Cerutti. A recuperação da Magneti Marelli ainda não é plena porque 20% de seu faturamento depende de exportações, principalmente para Estados Unidos e Europa. Ou seja, para completar, só falta o mundo desenvolvido engatar uma marcha mais forte. Com reportagem de Felipe Carneiro e Tiago Maranhão

(1) Projeção RC Consultores (2) Consenso de Projeções CEIC Data

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 49

DOIS ANOS EM UM.indd 11-12

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NEGÓCIOS | Destaques do ano

Onde o caixa é mesmo rei

A siderúrgica Termomecânica, do ABC paulista, foi a empresa que obteve o maior índice de liquidez geral no ano passado entre as 500 maiores do Brasil índice de liquidez geral é um dos melhores termômetros da saúde de uma empresa. Quando esse número está abaixo de 1, significa que a companhia dependerá do volume de lucros futuros ou de operações de emergência, como a venda de ativos, para se manter em estado de solvência. Em poucas palavras, trata-se de quanto uma empresa tem em caixa, algo repentinamente valorizado com a recente crise financeira global. Entre as grandes empresas do país, a siderúrgica Termomecânica, do ABC paulista, é a que obteve o melhor índice de liquidez geral em 2008: 12,5, quase o triplo do resultado obtido pela segunda colocada nesse ranking, a Ferbasa, uma siderúrgica baiana. Especializada na transformação de metais, como cobre, em produtos acabados, a Termomecânica faz parte há mais de três décadas do ranking das 500 maiores empresas de MELHORES E MAIORES. A seguir, alguns números referentes à história da companhia e a seus resultados em 2008.

O

200 50 540

DÓLARES Esta modesta quantia era

o capital da Termomecânica quando a empresa foi fundada, em 1942, num galpão no bairro da Mooca, na zona leste da cidade de São Paulo. Atualmente, a empresa tem três unidades, 150 000 metros quadrados de área construída e 2 000 funcionários.

MILHÕES DE DÓLARES Foi o investimen-

to feito pela Termomecânica em seu parque industrial, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para modernizar as instalações de suas fábricas e adquirir novas máquinas e equipamentos em 2008. Com isso, sua capacidade de produção aumentou 30%.

receita obtida pela Termomecânica em 2008. Entre as empresas do setor de siderurgia e metalurgia, a que obteve o maior faturamento no ano passado foi a CSN — 6,1 bilhões de dólares.

RICARDO CORREA

MILHÕES DE DÓLARES Total da

Fábrica da Termomecânica, em São Bernardo do Campo: quase o triplo da liquidez geral obtida pela segunda mais bem colocada nesse ranking

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NEGÓCIOS | Destaques do ano

Onde o caixa é mesmo rei

A siderúrgica Termomecânica, do ABC paulista, foi a empresa que obteve o maior índice de liquidez geral no ano passado entre as 500 maiores do Brasil índice de liquidez geral é um dos melhores termômetros da saúde de uma empresa. Quando esse número está abaixo de 1, significa que a companhia dependerá do volume de lucros futuros ou de operações de emergência, como a venda de ativos, para se manter em estado de solvência. Em poucas palavras, trata-se de quanto uma empresa tem em caixa, algo repentinamente valorizado com a recente crise financeira global. Entre as grandes empresas do país, a siderúrgica Termomecânica, do ABC paulista, é a que obteve o melhor índice de liquidez geral em 2008: 12,5, quase o triplo do resultado obtido pela segunda colocada nesse ranking, a Ferbasa, uma siderúrgica baiana. Especializada na transformação de metais, como cobre, em produtos acabados, a Termomecânica faz parte há mais de três décadas do ranking das 500 maiores empresas de MELHORES E MAIORES. A seguir, alguns números referentes à história da companhia e a seus resultados em 2008.

O

200 50 540

DÓLARES Esta modesta quantia era

o capital da Termomecânica quando a empresa foi fundada, em 1942, num galpão no bairro da Mooca, na zona leste da cidade de São Paulo. Atualmente, a empresa tem três unidades, 150 000 metros quadrados de área construída e 2 000 funcionários.

MILHÕES DE DÓLARES Foi o investimen-

to feito pela Termomecânica em seu parque industrial, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para modernizar as instalações de suas fábricas e adquirir novas máquinas e equipamentos em 2008. Com isso, sua capacidade de produção aumentou 30%.

receita obtida pela Termomecânica em 2008. Entre as empresas do setor de siderurgia e metalurgia, a que obteve o maior faturamento no ano passado foi a CSN — 6,1 bilhões de dólares.

RICARDO CORREA

MILHÕES DE DÓLARES Total da

Fábrica da Termomecânica, em São Bernardo do Campo: quase o triplo da liquidez geral obtida pela segunda mais bem colocada nesse ranking

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NEGÓCIOS | Destaques do ano

Crescimento de 125% Em 2008, o faturamento da importadora capixaba Trop foi o que mais cresceu entre as 500 maiores empresas do país

Máquinas importadas pela Trop: na carona da euforia no mercado de construção civil

capixaba Trop, subsidiária da empresa de comércio exterior Comexport, estava no lugar certo e na hora certa em 2008: o setor de importações. Em relação ao ano anterior, as importações brasileiras cresceram 44% e atingiram a cifra recorde de 173 bilhões de dólares. Foi uma alta muito mais acelerada do que a das exportações, que subiram 23%, para 198 bilhões de dólares, também um valor inédito. A Trop é especializada em trazer para o país máquinas pesadas, como escavadeiras, usadas principalmente na construção civil, um setor de atividade efervescente durante quase todo o ano de 2008. O crescimento geral da construção civil, com uma enxurrada de novos lançamentos, alvarás liberados e aumento de créditos concedidos, foi de 50%. Graças ao bom momento de alguns de seus principais clientes, a Trop terminou 2008 com faturamento de 473,5 milhões de dólares. Houve também reflexos na rentabilidade. A empresa também figura entre as dez primeiras no ranking de rentabilidade das 500 maiores companhias do Brasil (66% de alta na relação entre lucro e patrimônio). Abaixo, mais alguns números referentes à companhia.

A

11,4 225 1,6

MILHÕES DE DÓLARES Esse foi o lu-

cro da Trop em 2008, quase 40% mais do que em 2007. Trata-se do melhor resultado nos 13 anos de história da empresa.

% Esse foi o crescimento no valor das

importações de máquinas pesadas para a construção civil da Trop em 2008, seguido por alta de 58% nas importações da indústria têxtil e de 27% nas de equipamentos ferroviários.

TOM BOECHAT

MILHÃO DE DÓLARES O valor se refere à ri-

56 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

destaques ano.indd 3-4

queza média criada por cada um dos 88 empregados da Trop em 2008. É o sexto melhor resultado nesse quesito entre as 500 maiores empresas do país, à frente de companhias como as estatais BR Distribuidora (1,3 milhão de dólares) e Petrobras (967 000 dólares).

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NEGÓCIOS | Destaques do ano

Crescimento de 125% Em 2008, o faturamento da importadora capixaba Trop foi o que mais cresceu entre as 500 maiores empresas do país

Máquinas importadas pela Trop: na carona da euforia no mercado de construção civil

capixaba Trop, subsidiária da empresa de comércio exterior Comexport, estava no lugar certo e na hora certa em 2008: o setor de importações. Em relação ao ano anterior, as importações brasileiras cresceram 44% e atingiram a cifra recorde de 173 bilhões de dólares. Foi uma alta muito mais acelerada do que a das exportações, que subiram 23%, para 198 bilhões de dólares, também um valor inédito. A Trop é especializada em trazer para o país máquinas pesadas, como escavadeiras, usadas principalmente na construção civil, um setor de atividade efervescente durante quase todo o ano de 2008. O crescimento geral da construção civil, com uma enxurrada de novos lançamentos, alvarás liberados e aumento de créditos concedidos, foi de 50%. Graças ao bom momento de alguns de seus principais clientes, a Trop terminou 2008 com faturamento de 473,5 milhões de dólares. Houve também reflexos na rentabilidade. A empresa também figura entre as dez primeiras no ranking de rentabilidade das 500 maiores companhias do Brasil (66% de alta na relação entre lucro e patrimônio). Abaixo, mais alguns números referentes à companhia.

A

11,4 225 1,6

MILHÕES DE DÓLARES Esse foi o lu-

cro da Trop em 2008, quase 40% mais do que em 2007. Trata-se do melhor resultado nos 13 anos de história da empresa.

% Esse foi o crescimento no valor das

importações de máquinas pesadas para a construção civil da Trop em 2008, seguido por alta de 58% nas importações da indústria têxtil e de 27% nas de equipamentos ferroviários.

TOM BOECHAT

MILHÃO DE DÓLARES O valor se refere à ri-

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queza média criada por cada um dos 88 empregados da Trop em 2008. É o sexto melhor resultado nesse quesito entre as 500 maiores empresas do país, à frente de companhias como as estatais BR Distribuidora (1,3 milhão de dólares) e Petrobras (967 000 dólares).

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NEGÓCIOS | Destaques do ano

11 contratações por dia A Tam aumentou seu quadro de funcionários em 20% ao longo de 2008 — é a empresa que mais contratou entre as 50 maiores do país ano de 2008 foi especialmente cruel com as companhias aéreas. A escalada do preço do petróleo para o ápice de 140 dólares o barril e a crise financeira elevaram as tarifas e afugentaram os passageiros. Em todo o mundo, mais de 30 empresas de aviação fecharam suas portas e cerca de 400 000 pessoas que trabalhavam no setor perderam o emprego, de acordo com a International Air Transport Association. Em meio à conturbação, a TAM, maior empresa aérea brasileira, cresceu em 2008. Seu faturamento chegou a cerca de 5 bilhões de dólares, 17% mais que em 2007. Para dar conta do volume de operações, a companhia aumentou seu quadro de funcionários em 20%, chegando a um total de 24 500 empregados em 2008, o que fez dela a empresa que mais contratou entre as 50 maiores do país. A seguir, algumas informações sobre a força de trabalho da TAM.

O

Aviões da TAM no Aeroporto de Guarulhos: a companhia aérea

está entre as dez empresas que mais pagaram salários no Brasil em 2008

4000 653 9800

NOVOS FUNCIONÁRIOS

Esse é o total de pessoas contratadas pela TAM em 2008, o que dá uma média de 333 por mês, ou 11 por dia. E representa um crescimento de 20% em relação ao ano anterior.

MILHÕES DE DÓLARES Esse foi o

REAIS Esse é o salário médio

de um piloto da TAM. Os rendimentos dos comandantes mais experientes podem ultrapassar os 20 000 reais. Um copiloto recebe em média 5 800 reais, enquanto um comissário de bordo e uma aeromoça ganham em média 2 400 reais.

58 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

destaques ano.indd 5-6

MÁRCIO JUMPEI/DIVULGAÇÃO

valor total de salários pagos pela TAM em 2008, o que coloca a companhia aérea na oitava posição entre as empresas que mais pagaram salários no Brasil no ano passado. Sua média salarial é 2 200 dólares por mês por funcionário. A companhia que mais pagou salários no ano passado foi a Petrobras (4 bilhões de dólares).

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NEGÓCIOS | Destaques do ano

11 contratações por dia A Tam aumentou seu quadro de funcionários em 20% ao longo de 2008 — é a empresa que mais contratou entre as 50 maiores do país ano de 2008 foi especialmente cruel com as companhias aéreas. A escalada do preço do petróleo para o ápice de 140 dólares o barril e a crise financeira elevaram as tarifas e afugentaram os passageiros. Em todo o mundo, mais de 30 empresas de aviação fecharam suas portas e cerca de 400 000 pessoas que trabalhavam no setor perderam o emprego, de acordo com a International Air Transport Association. Em meio à conturbação, a TAM, maior empresa aérea brasileira, cresceu em 2008. Seu faturamento chegou a cerca de 5 bilhões de dólares, 17% mais que em 2007. Para dar conta do volume de operações, a companhia aumentou seu quadro de funcionários em 20%, chegando a um total de 24 500 empregados em 2008, o que fez dela a empresa que mais contratou entre as 50 maiores do país. A seguir, algumas informações sobre a força de trabalho da TAM.

O

Aviões da TAM no Aeroporto de Guarulhos: a companhia aérea

está entre as dez empresas que mais pagaram salários no Brasil em 2008

4000 653 9800

NOVOS FUNCIONÁRIOS

Esse é o total de pessoas contratadas pela TAM em 2008, o que dá uma média de 333 por mês, ou 11 por dia. E representa um crescimento de 20% em relação ao ano anterior.

MILHÕES DE DÓLARES Esse foi o

REAIS Esse é o salário médio

de um piloto da TAM. Os rendimentos dos comandantes mais experientes podem ultrapassar os 20 000 reais. Um copiloto recebe em média 5 800 reais, enquanto um comissário de bordo e uma aeromoça ganham em média 2 400 reais.

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MÁRCIO JUMPEI/DIVULGAÇÃO

valor total de salários pagos pela TAM em 2008, o que coloca a companhia aérea na oitava posição entre as empresas que mais pagaram salários no Brasil no ano passado. Sua média salarial é 2 200 dólares por mês por funcionário. A companhia que mais pagou salários no ano passado foi a Petrobras (4 bilhões de dólares).

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NEGÓCIOS | Destaques do ano

De volta à elite Em 2008, a subsidiária brasileira do Carrefour faturou quase 10 bilhões de dólares e retornou à lista das dez maiores empresas do país om a compra do grupo Atacadão, em abril de 2007, a rede francesa Carrefour assumiu a dianteira do mercado de varejo brasileiro. A empresa sustentou essa posição em 2008, chegando a um faturamento próximo a 10 bilhões de dólares e só perderia a liderança entre os varejistas em junho de 2009, quando o grupo Pão de Açúcar anunciou a compra da rede de eletroeletrônicos Ponto Frio. Graças ao crescimento de sua receita, o Carrefour voltou a integrar o grupo das dez maiores companhias do país, algo que não ocorria desde 1994. No primeiro trimestre de 2009, o Carrefour registrou um crescimento na receita de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. O Pão de Açúcar alcançou uma taxa um pouco menor, 9,4%. Mas os números vigorosos das duas principais redes de supermercados do país dão um pouco da dimensão da importância do mercado interno para a economia brasileira. A seguir, alguns números sobre a operação do Carrefour no Brasil.

C

552 400

LOJAS Era o número de pontos de venda

que o grupo tinha no país até o final de junho, incluindo Hipermercados Carrefour (115), Carrefour Bairro (39), Dia% (330) e Atacadão (58), além de dez unidades da rede Gimenes. O Carrefour tem ainda outras 293 unidades de serviços: Carrefour Express (oito), Postos Carrefour (92), Turismo (17), Drogarias (139) e Serviços Digitais (37).

MILHÕES DE DÓLARES Foi o

Loja do Carrefour em São Paulo:

a rede obteve no ano passado um faturamento próximo a 10 bilhões de dólares

DANIELA TOVIANSKY

investimento realizado pelo Carrefour para a abertura de novas lojas e unidades de serviços, a compra de terrenos e a modernização da rede em 2008. O mesmo valor será investido em 2009 e 2010. Com a aplicação desses recursos, a rede varejista pretende reforçar sua presença no mercado brasileiro com a abertura de novas lojas Carrefour Bairro, espalhadas principalmente pela Região Sudeste.

o-

3

LUGAR É a posição que a operação brasileira do

Carrefour ocupa entre os mais de 30 países nos quais a rede de supermercados está presente, ficando atrás apenas da matriz, na França, e da operação na Espanha e à frente de mercados importantes para o grupo, como Bélgica e Itália.

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NEGÓCIOS | Destaques do ano

De volta à elite Em 2008, a subsidiária brasileira do Carrefour faturou quase 10 bilhões de dólares e retornou à lista das dez maiores empresas do país om a compra do grupo Atacadão, em abril de 2007, a rede francesa Carrefour assumiu a dianteira do mercado de varejo brasileiro. A empresa sustentou essa posição em 2008, chegando a um faturamento próximo a 10 bilhões de dólares e só perderia a liderança entre os varejistas em junho de 2009, quando o grupo Pão de Açúcar anunciou a compra da rede de eletroeletrônicos Ponto Frio. Graças ao crescimento de sua receita, o Carrefour voltou a integrar o grupo das dez maiores companhias do país, algo que não ocorria desde 1994. No primeiro trimestre de 2009, o Carrefour registrou um crescimento na receita de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. O Pão de Açúcar alcançou uma taxa um pouco menor, 9,4%. Mas os números vigorosos das duas principais redes de supermercados do país dão um pouco da dimensão da importância do mercado interno para a economia brasileira. A seguir, alguns números sobre a operação do Carrefour no Brasil.

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552 400

LOJAS Era o número de pontos de venda

que o grupo tinha no país até o final de junho, incluindo Hipermercados Carrefour (115), Carrefour Bairro (39), Dia% (330) e Atacadão (58), além de dez unidades da rede Gimenes. O Carrefour tem ainda outras 293 unidades de serviços: Carrefour Express (oito), Postos Carrefour (92), Turismo (17), Drogarias (139) e Serviços Digitais (37).

MILHÕES DE DÓLARES Foi o

Loja do Carrefour em São Paulo:

a rede obteve no ano passado um faturamento próximo a 10 bilhões de dólares

DANIELA TOVIANSKY

investimento realizado pelo Carrefour para a abertura de novas lojas e unidades de serviços, a compra de terrenos e a modernização da rede em 2008. O mesmo valor será investido em 2009 e 2010. Com a aplicação desses recursos, a rede varejista pretende reforçar sua presença no mercado brasileiro com a abertura de novas lojas Carrefour Bairro, espalhadas principalmente pela Região Sudeste.

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LUGAR É a posição que a operação brasileira do

Carrefour ocupa entre os mais de 30 países nos quais a rede de supermercados está presente, ficando atrás apenas da matriz, na França, e da operação na Espanha e à frente de mercados importantes para o grupo, como Bélgica e Itália.

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NEGÓCIOS | Destaques do ano

Uma expansão de 50% A Bunge Alimentos foi a empresa com maior crescimento de vendas em 2008 entre as 50 maiores do país grupo Bunge, um dos maiores do país, é formado por 23 empresas e faturou no ano passado 14 bilhões de dólares. A empresa responsável pela maior parte desse resultado foi a Bunge Alimentos. Suas vendas em 2008 totalizaram 10 bilhões de dólares, ou 70% da receita da holding. O resultado representou um crescimento de 50% sobre o resultado de 2007, a maior taxa registrada entre as 50 maiores empresas do país. Companhia fundada em 1818, na Holanda, e instalada no Brasil desde 1905, a Bunge Alimentos é líder no comércio de grãos (principalmente soja), além de ocupar o primeiro lugar na fabricação de farinhas de trigo e misturas para outras indústrias. Nascida de uma parceria com a Moinho Santista, na cidade paulista de Santos, a Bunge Alimentos tem hoje unidades espalhadas por 15 estados brasileiros, que empregam 5 400 funcionários. Abaixo, outros números da operação.

O

24 76 30

Fábrica da Bunge Alimentos:

a empresa é responsável por 70% do faturamento do grupo Bunge no país

MILHÕES DE TONELADAS É quanto a

Bunge Alimentos comercializou no ano passado, entre toneladas de grãos, óleos vegetais, margarinas e outros produtos. A logística de distribuição e armazenamento de todo esse volume passa por 167 unidades, estrategicamente localizadas de forma a atender as operações da empresa em 15 estados brasileiros.

VARIEDADES DE ALIMENTOS É o portfó-

PAÍSES É o total de mercados para onde a

Bunge Alimentos exporta seus produtos. As vendas internacionais somaram quase 7 bilhões de dólares em 2008, o que faz da empresa a maior exportadora do agronegócio nacional e a quarta maior do país no ranking geral. Entre os principais destinos das embarcações da companhia estão Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, China e Japão.

62 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

destaques ano.indd 9-10

CLÓVIS FERREIRA/DIVULGAÇÃO

lio de produtos da Bunge. Entre os principais estão trigo, soja, milho, algodão, farelos para ração animal e ainda 26 marcas que vão diretamente para a mesa do consumidor, como a margarina Delícia e o azeite Andorinha.

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NEGÓCIOS | Destaques do ano

Uma expansão de 50% A Bunge Alimentos foi a empresa com maior crescimento de vendas em 2008 entre as 50 maiores do país grupo Bunge, um dos maiores do país, é formado por 23 empresas e faturou no ano passado 14 bilhões de dólares. A empresa responsável pela maior parte desse resultado foi a Bunge Alimentos. Suas vendas em 2008 totalizaram 10 bilhões de dólares, ou 70% da receita da holding. O resultado representou um crescimento de 50% sobre o resultado de 2007, a maior taxa registrada entre as 50 maiores empresas do país. Companhia fundada em 1818, na Holanda, e instalada no Brasil desde 1905, a Bunge Alimentos é líder no comércio de grãos (principalmente soja), além de ocupar o primeiro lugar na fabricação de farinhas de trigo e misturas para outras indústrias. Nascida de uma parceria com a Moinho Santista, na cidade paulista de Santos, a Bunge Alimentos tem hoje unidades espalhadas por 15 estados brasileiros, que empregam 5 400 funcionários. Abaixo, outros números da operação.

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Fábrica da Bunge Alimentos:

a empresa é responsável por 70% do faturamento do grupo Bunge no país

MILHÕES DE TONELADAS É quanto a

Bunge Alimentos comercializou no ano passado, entre toneladas de grãos, óleos vegetais, margarinas e outros produtos. A logística de distribuição e armazenamento de todo esse volume passa por 167 unidades, estrategicamente localizadas de forma a atender as operações da empresa em 15 estados brasileiros.

VARIEDADES DE ALIMENTOS É o portfó-

PAÍSES É o total de mercados para onde a

Bunge Alimentos exporta seus produtos. As vendas internacionais somaram quase 7 bilhões de dólares em 2008, o que faz da empresa a maior exportadora do agronegócio nacional e a quarta maior do país no ranking geral. Entre os principais destinos das embarcações da companhia estão Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, China e Japão.

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CLÓVIS FERREIRA/DIVULGAÇÃO

lio de produtos da Bunge. Entre os principais estão trigo, soja, milho, algodão, farelos para ração animal e ainda 26 marcas que vão diretamente para a mesa do consumidor, como a margarina Delícia e o azeite Andorinha.

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ESPECIAL | Grupos

Consolidação acelerada

Os maiores entre os maiores Juntos, os 100 grandes grupos brasileiros cresceram 22% em 2008. Além de funcionar como motores da economia nacional, eles resumem as grandes tendências, fortalezas e fraquezas do nosso capitalismo

O grupo SulAmérica faz parte de um mercado que vem se consolidando desde o final da década de 90. Na época, existiam no Brasil 2 300 operadoras de planos de saúde. Hoje, são 1 500 Os principais executivos da SulAmérica da esq. para a dir., em primeiro plano: Patrick Larragoiti Lucas,

presidente da empresa; Maria Helena Monteiro, vp rh e administrativo; Carlos Almeida, vp resseguro. da esq. para a dir., em segundo plano: Gabriel Portella, vp saúde; Marcus Vinicius Martins, vp vendas e marketing; Sérgio Borriello, vp financeiro e jurídico. da esq. para a dir., ao fundo: Marcelo Mello, vp gestão de ativos; Oswaldo Mario Azevedo, vp ouvidoria e rel. instituc.; Carlos Trindade, vp ramos elementares; Arthur Farme, vp corp. e de rel. invest.; Renato Russo, vp vida e previdência; Luis Furtado, vp tecnologia e sistemas

Márcia Pinheiro e Juliana Borges | Fotos Germano Lüders 66 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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ESPECIAL | Grupos

Consolidação acelerada

Os maiores entre os maiores Juntos, os 100 grandes grupos brasileiros cresceram 22% em 2008. Além de funcionar como motores da economia nacional, eles resumem as grandes tendências, fortalezas e fraquezas do nosso capitalismo

O grupo SulAmérica faz parte de um mercado que vem se consolidando desde o final da década de 90. Na época, existiam no Brasil 2 300 operadoras de planos de saúde. Hoje, são 1 500 Os principais executivos da SulAmérica da esq. para a dir., em primeiro plano: Patrick Larragoiti Lucas,

presidente da empresa; Maria Helena Monteiro, vp rh e administrativo; Carlos Almeida, vp resseguro. da esq. para a dir., em segundo plano: Gabriel Portella, vp saúde; Marcus Vinicius Martins, vp vendas e marketing; Sérgio Borriello, vp financeiro e jurídico. da esq. para a dir., ao fundo: Marcelo Mello, vp gestão de ativos; Oswaldo Mario Azevedo, vp ouvidoria e rel. instituc.; Carlos Trindade, vp ramos elementares; Arthur Farme, vp corp. e de rel. invest.; Renato Russo, vp vida e previdência; Luis Furtado, vp tecnologia e sistemas

Márcia Pinheiro e Juliana Borges | Fotos Germano Lüders 66 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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ESPECIAL | Grupos

Tradição no comando

Os oito membros do conselho do Bradesco são os guardiões da cultura corporativa. O banco encabeça um grupo formado por 165 empresas, com receitas totais de 41,5 bilhões de dólares em 2008 O conselho de administração do Bradesco da esq. para a dir., sentados: Antonio Bornia,

vice-presidente do conselho; Denise Aguiar Alvarez, membro do conselho; Lazaro de Mello Brandão, presidente do conselho; Luiz Carlos Trabuco Cappi, membro do conselho e presidente executivo. da esq. para a dir., em pé: Marcio Cypriano, membro do conselho; Mario Teixeira Junior, membro do conselho; João Aguiar Alvarez, membro do conselho; Carlos Alberto Rodrigues Guilherme, membro do conselho

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ESPECIAL | Grupos

Tradição no comando

Os oito membros do conselho do Bradesco são os guardiões da cultura corporativa. O banco encabeça um grupo formado por 165 empresas, com receitas totais de 41,5 bilhões de dólares em 2008 O conselho de administração do Bradesco da esq. para a dir., sentados: Antonio Bornia,

vice-presidente do conselho; Denise Aguiar Alvarez, membro do conselho; Lazaro de Mello Brandão, presidente do conselho; Luiz Carlos Trabuco Cappi, membro do conselho e presidente executivo. da esq. para a dir., em pé: Marcio Cypriano, membro do conselho; Mario Teixeira Junior, membro do conselho; João Aguiar Alvarez, membro do conselho; Carlos Alberto Rodrigues Guilherme, membro do conselho

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ESPECIAL | Grupos

O

s grandes grupos privados formam o coração do organismo empresarial brasileiro. A partir de uma análise de fatores como perfil, saúde financeira e ritmo de evolução desses conglomerados, é possível auscultar o ritmo da economia do país, as grandes tendências dos negócios, as fortalezas — e fraquezas — do capitalismo nacional. No ano passado, de acordo com o levantamento de MELHORES E MAIORES, os 100 maiores grupos empresariais com atuação no Brasil faturaram juntos 594 bilhões de dólares, um crescimento de 22% em relação a 2007. É um volume de dinheiro equivalente a pouco menos da metade de toda a riqueza produzida no Brasil num ano e mais que o PIB inteiro de países como Argentina, Suíça e Arábia Saudita. No conjunto, os lucros dos maiores conglomerados nacionais atingiram a marca de 27 bilhões de dólares em 2008, superior a tudo o que é produzido num ano em um estado como Mato Grosso do Sul. Nesse ranking, destacaram-se em 2008 organizações como o Bradesco (dono da maior receita — 41,5 bilhões de dólares), a Vale (campeã em lucros, com a marca de 9,1 bilhões de dólares) e a Itaúsa, controladora dos bancos Itaú e Unibanco (primeira colocada no ranking de empregadoras, com mais de 120 000 funcionários).

De carona na globalização

A gaúcha Marcopolo tem fábricas em nove países, entre eles Argentina, Índia e China. Para alguns clientes, como os russos, são produzidos ônibus com chapas reforçadas para suportar temperaturas de até 20 graus negativos O conselho de administração da Marcopolo

TAMIRES KOPP

da esq. para a dir.: Paulo Vasconcelos, conselheiro de administração;

Mauro Bellini, conselheiro de administração; Valter Gomes Pinto, conselheiro de administração; José Fernandes Martins (embaixo), vice-presidente do conselho de administração; Fuad Jorge Noman Filho (em cima), conselheiro de administração; Clovis Benoni Meurer, conselheiro de administração; Paulo Bellini (ao volante), presidente do conselho de administração

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A importância desse conjunto de empresas no mercado de trabalho é visível na forma de números. Juntos, os 100 maiores grupos empregaram no ano passado 1,9 milhão de funcionários — o equivalente a quase 20% do mercado de trabalho formal. E a expansão recente dos negócios vem sendo acompanhada de mais contratações — 70% deles aumentaram o quadro de funcionários em 2008. O conjunto de empresas sob a marca Telefônica é um exemplo. No ano passado, foram contratadas quase 6 000 pessoas. Boa parte delas ingressou nos quadros da Atento, empresa do grupo especializada na prestação de serviços de call center, dona de um faturamento de 770 milhões de dólares. “Considerando a desaceleração produzida pela crise no último trimestre de 2008, o desempenho geral dessas gigantes foi muito bom”, afirma Carlos Arruda, professor da escola de negócios da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte. Quando se olha de perto a teia de negócios que formam essa centena de grandes conglomerados, ficam claras algumas das vocações do capitalismo brasileiro. O Brasil desponta hoje como o centro financeiro da América Latina. Entre os quatro primeiros colocados da lista dos principais grupos, três estão alicerçados no mercado financeiro — Bradesco, Itaúsa e Santander. Considerando os setores que concentraram a maior parte das receitas dos grandes conglomerados em 2008, o financeiro aparece em primeiro lugar, com participação de 20%, seguida por bens de consumo e siderurgia e metalurgia, com 11,2% e 10,8%, respectivamente (veja quadro na pág. 73).

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ESPECIAL | Grupos

O

s grandes grupos privados formam o coração do organismo empresarial brasileiro. A partir de uma análise de fatores como perfil, saúde financeira e ritmo de evolução desses conglomerados, é possível auscultar o ritmo da economia do país, as grandes tendências dos negócios, as fortalezas — e fraquezas — do capitalismo nacional. No ano passado, de acordo com o levantamento de MELHORES E MAIORES, os 100 maiores grupos empresariais com atuação no Brasil faturaram juntos 594 bilhões de dólares, um crescimento de 22% em relação a 2007. É um volume de dinheiro equivalente a pouco menos da metade de toda a riqueza produzida no Brasil num ano e mais que o PIB inteiro de países como Argentina, Suíça e Arábia Saudita. No conjunto, os lucros dos maiores conglomerados nacionais atingiram a marca de 27 bilhões de dólares em 2008, superior a tudo o que é produzido num ano em um estado como Mato Grosso do Sul. Nesse ranking, destacaram-se em 2008 organizações como o Bradesco (dono da maior receita — 41,5 bilhões de dólares), a Vale (campeã em lucros, com a marca de 9,1 bilhões de dólares) e a Itaúsa, controladora dos bancos Itaú e Unibanco (primeira colocada no ranking de empregadoras, com mais de 120 000 funcionários).

De carona na globalização

A gaúcha Marcopolo tem fábricas em nove países, entre eles Argentina, Índia e China. Para alguns clientes, como os russos, são produzidos ônibus com chapas reforçadas para suportar temperaturas de até 20 graus negativos O conselho de administração da Marcopolo

TAMIRES KOPP

da esq. para a dir.: Paulo Vasconcelos, conselheiro de administração;

Mauro Bellini, conselheiro de administração; Valter Gomes Pinto, conselheiro de administração; José Fernandes Martins (embaixo), vice-presidente do conselho de administração; Fuad Jorge Noman Filho (em cima), conselheiro de administração; Clovis Benoni Meurer, conselheiro de administração; Paulo Bellini (ao volante), presidente do conselho de administração

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A importância desse conjunto de empresas no mercado de trabalho é visível na forma de números. Juntos, os 100 maiores grupos empregaram no ano passado 1,9 milhão de funcionários — o equivalente a quase 20% do mercado de trabalho formal. E a expansão recente dos negócios vem sendo acompanhada de mais contratações — 70% deles aumentaram o quadro de funcionários em 2008. O conjunto de empresas sob a marca Telefônica é um exemplo. No ano passado, foram contratadas quase 6 000 pessoas. Boa parte delas ingressou nos quadros da Atento, empresa do grupo especializada na prestação de serviços de call center, dona de um faturamento de 770 milhões de dólares. “Considerando a desaceleração produzida pela crise no último trimestre de 2008, o desempenho geral dessas gigantes foi muito bom”, afirma Carlos Arruda, professor da escola de negócios da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte. Quando se olha de perto a teia de negócios que formam essa centena de grandes conglomerados, ficam claras algumas das vocações do capitalismo brasileiro. O Brasil desponta hoje como o centro financeiro da América Latina. Entre os quatro primeiros colocados da lista dos principais grupos, três estão alicerçados no mercado financeiro — Bradesco, Itaúsa e Santander. Considerando os setores que concentraram a maior parte das receitas dos grandes conglomerados em 2008, o financeiro aparece em primeiro lugar, com participação de 20%, seguida por bens de consumo e siderurgia e metalurgia, com 11,2% e 10,8%, respectivamente (veja quadro na pág. 73).

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ESPECIAL | Grupos O ranking dos conglomerados Os grupos que se destacaram em 2008 de acordo com alguns dos principais indicadores OS MAIORES EM RECEITA (em bilhões de dólares)

41,5 41,3 32,3 23,6 21 Bradesco Itaúsa

Vale

Santander Gerdau

OS MAIORES EM LUCRO (em bilhões de dólares)

1O 2O 3O 4O 5O

9 100 3 200 2 100 1 380 1 310

Vale Bradesco Gerdau Usiminas AmBev

OS MAIORES EM NÚMERO DE EMPRESAS

333

Itaúsa

232

Camargo Corrêa

165

204

Bradesco

Odebrecht

Cultura nacional

Resultado da fusão entre Brahma e Antarctica, a AmBev é hoje parte da maior cervejaria mundial, a InBev. Os brasileiros são maioria entre os líderes do grupo

OS MAIORES EM NÚMERO DE EMPREGADOS

Os principais diretores da AmBev

72 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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82 300

84 000

86 600

Je re iss at i Te le fô ni ca

87 650

Br ad es co

Od eb re ch t

Ita ús a

marketing; Ricardo Moreira, diretor para américa latina hispânica; Michel Dimitrius, diretor de refrigerantes; Nelson Jamel, diretor financeiro e relação com investidores. da esq. para a dir., sentados: João Castro Neves, presidente; Victorio de Marchi, copresidente do conselho de administração; Milton Seligman, diretor de relações corporativas

122 400

da esq. para a dir., em pé: Carlos Lisboa, diretor de

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ESPECIAL | Grupos O ranking dos conglomerados Os grupos que se destacaram em 2008 de acordo com alguns dos principais indicadores OS MAIORES EM RECEITA (em bilhões de dólares)

41,5 41,3 32,3 23,6 21 Bradesco Itaúsa

Vale

Santander Gerdau

OS MAIORES EM LUCRO (em bilhões de dólares)

1O 2O 3O 4O 5O

9 100 3 200 2 100 1 380 1 310

Vale Bradesco Gerdau Usiminas AmBev

OS MAIORES EM NÚMERO DE EMPRESAS

333

Itaúsa

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Camargo Corrêa

165

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Bradesco

Odebrecht

Cultura nacional

Resultado da fusão entre Brahma e Antarctica, a AmBev é hoje parte da maior cervejaria mundial, a InBev. Os brasileiros são maioria entre os líderes do grupo

OS MAIORES EM NÚMERO DE EMPREGADOS

Os principais diretores da AmBev

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marketing; Ricardo Moreira, diretor para américa latina hispânica; Michel Dimitrius, diretor de refrigerantes; Nelson Jamel, diretor financeiro e relação com investidores. da esq. para a dir., sentados: João Castro Neves, presidente; Victorio de Marchi, copresidente do conselho de administração; Milton Seligman, diretor de relações corporativas

122 400

da esq. para a dir., em pé: Carlos Lisboa, diretor de

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ESPECIAL | Grupos “Ter uma área bancária desenvolvida é uma característica de economias emergentes de fôlego”, diz Ricardo Almeida, professor de finanças do Instituto de Ensino e Pesquisa, novo nome do Ibmec São Paulo. “Foi a agressividade e a sofisticação dos bancos e do mercado de capitais que possibilitaram, por exemplo, a recente onda de IPOs no Brasil.” Da mesma forma, a grande presença de grupos ligados à produção de commodities já não é considerada como um sinal de fraqueza de nosso ambiente de negócios. Nos últimos anos, ficou claro que um mundo em crescimento precisa de matérias-primas que o Brasil pode produzir e vender. O problema, portanto, não

Mais de 70% dos maiores grupos brasileiros aumentaram seus quadros de funcionários em 2008 é o que temos — mas o que não temos. “Diferentemente de economias como a americana, não produzimos aqui empresas como Microsoft, Google e Dell”, diz o professor Arruda, da Dom Cabral. “Setores baseados no conhecimento e na produção de tecnologia ainda não são fortes no Brasil.” A área de saúde, uma das que mais crescem no mundo, é parcialmente representada na lista dos grandes grupos do Brasil por apenas um dos elos da cadeia: as seguradoras e empresas de planos de saúde. Fazem parte do ranking SulAmérica, Porto Seguro, Amil e Mapfre Seguros. “Esse é um mercado em fase de amadurecimento no Brasil”, diz Patrick de Larragoiti Lucas, presidente da SulAmérica. O final dos anos 90 marcou o início do processo de consolidação do setor, com a entrada em vigor da nova lei dos planos e seguros de saúde. Existiam na época 2 300 operadoras no mercado. Hoje, são 1 500 empresas. Nas últimas duas décadas, o Brasil passou por um profundo processo de abertura, que trouxe consigo empresas e investidores internacionais. Em 2008, os investimentos estrangeiros diretos atingiram 45 bilhões de dólares. Nos primeiros quatro meses de 2009, chegaram a quase 9 bilhões de dólares. Hoje, 40% dos maiores conglomerados atuantes no país

74 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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Mais empregos

O grupo Telefônica foi um dos que mais contrataram em 2008, aumentando em quase 7% sua força de trabalho. Boa parte dos novos empregados reforçou o time da Atento, braço dedicado aos serviços de call center Os principais executivos da Telefônica da esq. para a dir.: Clóvis Travassos, diretor-geral da

t-gestiona; Paulo Castro, presidente do terra; Salvatore Capaldo, diretor-geral da telefônica engenharia de segurança; Antonio Carlos Valente, presidente do grupo telefônica no brasil e também presidente da telefônica operadora de telefonia fixa; Agnaldo Calbucci, presidente da atento; Victor Garcia, diretor-geral da telefônica pesquisa e desenvolvimento

A consolidação dos gigantes Receita

lucro Número de empregados

594 27 1,9

bilhões de dólares

Alguns dos principais números dos 100 maiores grupos brasileiros em 2008

Setores que concentram a maior parte da receita dos grupos 19,8%

FINANCEIRO

11,2% 10,8% 10,6%

BENS DE CONSUMO SIDERURGIA E METALURGIA

bilhões de dólares

TELECOMUNICAÇÕES

5,4% 5,3%

MINERAÇÃO VAREJO QUÍMICA E PETROQUÍMICA ENERGIA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA

milhão

ATACADO OUTROS

4,6% 4,4% 4,3%

3,8% 19,8% 2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 75

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ESPECIAL | Grupos “Ter uma área bancária desenvolvida é uma característica de economias emergentes de fôlego”, diz Ricardo Almeida, professor de finanças do Instituto de Ensino e Pesquisa, novo nome do Ibmec São Paulo. “Foi a agressividade e a sofisticação dos bancos e do mercado de capitais que possibilitaram, por exemplo, a recente onda de IPOs no Brasil.” Da mesma forma, a grande presença de grupos ligados à produção de commodities já não é considerada como um sinal de fraqueza de nosso ambiente de negócios. Nos últimos anos, ficou claro que um mundo em crescimento precisa de matérias-primas que o Brasil pode produzir e vender. O problema, portanto, não

Mais de 70% dos maiores grupos brasileiros aumentaram seus quadros de funcionários em 2008 é o que temos — mas o que não temos. “Diferentemente de economias como a americana, não produzimos aqui empresas como Microsoft, Google e Dell”, diz o professor Arruda, da Dom Cabral. “Setores baseados no conhecimento e na produção de tecnologia ainda não são fortes no Brasil.” A área de saúde, uma das que mais crescem no mundo, é parcialmente representada na lista dos grandes grupos do Brasil por apenas um dos elos da cadeia: as seguradoras e empresas de planos de saúde. Fazem parte do ranking SulAmérica, Porto Seguro, Amil e Mapfre Seguros. “Esse é um mercado em fase de amadurecimento no Brasil”, diz Patrick de Larragoiti Lucas, presidente da SulAmérica. O final dos anos 90 marcou o início do processo de consolidação do setor, com a entrada em vigor da nova lei dos planos e seguros de saúde. Existiam na época 2 300 operadoras no mercado. Hoje, são 1 500 empresas. Nas últimas duas décadas, o Brasil passou por um profundo processo de abertura, que trouxe consigo empresas e investidores internacionais. Em 2008, os investimentos estrangeiros diretos atingiram 45 bilhões de dólares. Nos primeiros quatro meses de 2009, chegaram a quase 9 bilhões de dólares. Hoje, 40% dos maiores conglomerados atuantes no país

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Mais empregos

O grupo Telefônica foi um dos que mais contrataram em 2008, aumentando em quase 7% sua força de trabalho. Boa parte dos novos empregados reforçou o time da Atento, braço dedicado aos serviços de call center Os principais executivos da Telefônica da esq. para a dir.: Clóvis Travassos, diretor-geral da

t-gestiona; Paulo Castro, presidente do terra; Salvatore Capaldo, diretor-geral da telefônica engenharia de segurança; Antonio Carlos Valente, presidente do grupo telefônica no brasil e também presidente da telefônica operadora de telefonia fixa; Agnaldo Calbucci, presidente da atento; Victor Garcia, diretor-geral da telefônica pesquisa e desenvolvimento

A consolidação dos gigantes Receita

lucro Número de empregados

594 27 1,9

bilhões de dólares

Alguns dos principais números dos 100 maiores grupos brasileiros em 2008

Setores que concentram a maior parte da receita dos grupos 19,8%

FINANCEIRO

11,2% 10,8% 10,6%

BENS DE CONSUMO SIDERURGIA E METALURGIA

bilhões de dólares

TELECOMUNICAÇÕES

5,4% 5,3%

MINERAÇÃO VAREJO QUÍMICA E PETROQUÍMICA ENERGIA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA

milhão

ATACADO OUTROS

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3,8% 19,8% 2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 75

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ESPECIAL | Grupos Os mais globalizados Vale

grupo: Total de países onde está presente:

A área de atuação dos grupos brasileiros com maior presença no exterior

32 | Participação das operações no exterior sobre a receita do grupo em 2008 : 80% (1)

Weg

grupo: Total de países onde está presente:

23 | Participação das operações no exterior sobre a receita do grupo em 2008 : 40% (1)

Alemanha Noruega Cazaquistão

Inglaterra

Canadá

Alemanha

França

Mongólia

Inglaterra Coreia do Sul

Suíça

Estados Unidos

Taiwan

Omã

Índia

Colômbia

Congo

Venezuela

Índia Emirados Árabes

Singapura

Singapura Moçambique

Namíbia Chile

Japão

China Espanha

Colômbia

Indonésia

Itália

Portugal

México

Tailândia

Angola

Peru

Estados Unidos

Filipinas

Guiné

Rússia

França

Japão

China Barbados

Suécia

Bélgica

Austrália

África do Sul

Argentina

África do Sul

Argentina

Chile

Austrália

Nova Caledônia

Itaúsa

grupo: Total de países onde está presente:

23 | Participação das operações no exterior sobre a receita do grupo em 2008 : 6% (1)

Inglaterra

Bélgica

França Estados Unidos

Antilhas Holandesas

Costa Rica

Espanha Japão

Espanha

Antígua

México Emirados Arabes

Venezuela

Equador

República Dominicana

China Ilhas Cayman

México

Luxemburgo Itália

Portugal

Bahamas

Andrade Gutierrez 21 | Participação das operações no exterior sobre a receita do grupo em 2008 : 40%

grupo: Total de países onde está presente:

Mauritânia

Peru Uruguai

Chile

Argentina

Guiné Equatorial

Bolívia

Paraguai

Grécia Argélia Camarões

Venezuela Equador

Colômbia

Chile

Portugal

Congo Angola

Argentina

(1) Inclui exportações

são de capital estrangeiro. A multinacional com maior presença no mercado brasileiro é o grupo espanhol Santander, que em 2000 arrematou o Banespa e há cerca de dois anos comprou o banco Real, operação brasileira do holandês ABN-Amro. Em seguida, vem a cervejaria AmBev. Resultado da fusão entre Brahma e Antarctica, em 2004, a AmBev se uniu aos belgas da Interbrew, formando a InBev, a maior cervejaria do mundo. No ano passado, numa operação que surpreendeu o mundo, a InBev — gerida majoritaria-

76 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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mente por executivos brasileiros — adquiriu a Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, um dos ícones do mercado de consumo americano. O processo de expansão internacional da AmBev se repetiu, por meio de estratégias diferentes, em um número crescente de grupos brasileiros. Nos últimos anos, o mundo assistiu à formação de multinacionais verde-amarelas que saíam em busca de mercados ou de bases de produção mais competitivas. Entre os grandes grupos brasileiros globalizados,

Os grupos brasileiros lucraram 27 bilhões de dólares no ano passado, mais que o PIB do estado de Mato Grosso do Sul

a Vale aparece como destaque. A mineradora tem negócios em mais de 30 países. Suas operações internacionais, aliadas às exportações, foram responsáveis no ano passado por 20% da receita de 32,3 bilhões de dólares. No setor de mineração, escala e abrangência global se tornaram pré-requisitos para a sobrevivência. Essa configuração cobrou seu preço após o estouro da crise mundial. Altamente dependente do mercado externo, a Vale foi um dos conglomerados brasileiros que mais sofreram nos últimos meses. Ser

global — é bom que se diga — ficou mais difícil para quase todas as multinacionais brasileiras. Entre elas estão a catarinense Weg, uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo, e a fabricante de ônibus gaúcha Marcopolo. Ambas surgiram como empreendimentos familiares, atingiram patamares competitivos mundiais e se sobressaíram diante de concorrentes de todos os pontos do planeta. O passo natural que se seguiu foi a internacionalização. Tudo correu bem nos tempos de bonança. Com a crise in-

ternacional, esses grupos estão aprendendo a lidar com desafios econômicos que vão muito além de nossas fronteiras. Não é uma situação confortável. Mas os empresários brasileiros sabem que a internacionalização é um processo sem volta e que o atual quadro de desaceleração da economia mundial não durará para sempre. Ao longo dos últimos anos, a Marcopolo se instalou em oito países — entre eles Argentina, Rússia e Índia. Assim como a internacionalização, a diversificação dos negócios funcionou

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ESPECIAL | Grupos Os mais globalizados Vale

grupo: Total de países onde está presente:

A área de atuação dos grupos brasileiros com maior presença no exterior

32 | Participação das operações no exterior sobre a receita do grupo em 2008 : 80% (1)

Weg

grupo: Total de países onde está presente:

23 | Participação das operações no exterior sobre a receita do grupo em 2008 : 40% (1)

Alemanha Noruega Cazaquistão

Inglaterra

Canadá

Alemanha

França

Mongólia

Inglaterra Coreia do Sul

Suíça

Estados Unidos

Taiwan

Omã

Índia

Colômbia

Congo

Venezuela

Índia Emirados Árabes

Singapura

Singapura Moçambique

Namíbia Chile

Japão

China Espanha

Colômbia

Indonésia

Itália

Portugal

México

Tailândia

Angola

Peru

Estados Unidos

Filipinas

Guiné

Rússia

França

Japão

China Barbados

Suécia

Bélgica

Austrália

África do Sul

Argentina

África do Sul

Argentina

Chile

Austrália

Nova Caledônia

Itaúsa

grupo: Total de países onde está presente:

23 | Participação das operações no exterior sobre a receita do grupo em 2008 : 6% (1)

Inglaterra

Bélgica

França Estados Unidos

Antilhas Holandesas

Costa Rica

Espanha Japão

Espanha

Antígua

México Emirados Arabes

Venezuela

Equador

República Dominicana

China Ilhas Cayman

México

Luxemburgo Itália

Portugal

Bahamas

Andrade Gutierrez 21 | Participação das operações no exterior sobre a receita do grupo em 2008 : 40%

grupo: Total de países onde está presente:

Mauritânia

Peru Uruguai

Chile

Argentina

Guiné Equatorial

Bolívia

Paraguai

Grécia Argélia Camarões

Venezuela Equador

Colômbia

Chile

Portugal

Congo Angola

Argentina

(1) Inclui exportações

são de capital estrangeiro. A multinacional com maior presença no mercado brasileiro é o grupo espanhol Santander, que em 2000 arrematou o Banespa e há cerca de dois anos comprou o banco Real, operação brasileira do holandês ABN-Amro. Em seguida, vem a cervejaria AmBev. Resultado da fusão entre Brahma e Antarctica, em 2004, a AmBev se uniu aos belgas da Interbrew, formando a InBev, a maior cervejaria do mundo. No ano passado, numa operação que surpreendeu o mundo, a InBev — gerida majoritaria-

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mente por executivos brasileiros — adquiriu a Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, um dos ícones do mercado de consumo americano. O processo de expansão internacional da AmBev se repetiu, por meio de estratégias diferentes, em um número crescente de grupos brasileiros. Nos últimos anos, o mundo assistiu à formação de multinacionais verde-amarelas que saíam em busca de mercados ou de bases de produção mais competitivas. Entre os grandes grupos brasileiros globalizados,

Os grupos brasileiros lucraram 27 bilhões de dólares no ano passado, mais que o PIB do estado de Mato Grosso do Sul

a Vale aparece como destaque. A mineradora tem negócios em mais de 30 países. Suas operações internacionais, aliadas às exportações, foram responsáveis no ano passado por 20% da receita de 32,3 bilhões de dólares. No setor de mineração, escala e abrangência global se tornaram pré-requisitos para a sobrevivência. Essa configuração cobrou seu preço após o estouro da crise mundial. Altamente dependente do mercado externo, a Vale foi um dos conglomerados brasileiros que mais sofreram nos últimos meses. Ser

global — é bom que se diga — ficou mais difícil para quase todas as multinacionais brasileiras. Entre elas estão a catarinense Weg, uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo, e a fabricante de ônibus gaúcha Marcopolo. Ambas surgiram como empreendimentos familiares, atingiram patamares competitivos mundiais e se sobressaíram diante de concorrentes de todos os pontos do planeta. O passo natural que se seguiu foi a internacionalização. Tudo correu bem nos tempos de bonança. Com a crise in-

ternacional, esses grupos estão aprendendo a lidar com desafios econômicos que vão muito além de nossas fronteiras. Não é uma situação confortável. Mas os empresários brasileiros sabem que a internacionalização é um processo sem volta e que o atual quadro de desaceleração da economia mundial não durará para sempre. Ao longo dos últimos anos, a Marcopolo se instalou em oito países — entre eles Argentina, Rússia e Índia. Assim como a internacionalização, a diversificação dos negócios funcionou

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ESPECIAL | Grupos como um dos motores da expansão dos grandes grupos brasileiros nas últimas décadas. O Bradesco, que começou como uma pequena casa bancária fundada em 1943 na cidade paulista de Marília, transformou-se num grupo formado por 165 empresas. Além do terceiro maior banco privado do país, há seguradoras, corretoras e empresas de leasing, entre outros negócios. A tarefa de administrar essa estrutura complexa é facilitada, em parte, pela formação de lideranças internas, que funcionam como guardiãs da forte cultura corporativa. O conselho de administração do Bradesco é uma das manifestações dessa forma de agir. O grupo é formado por oito executivos que têm,

Cerca de 60% dos maiores conglomerados em atuação no país são controlados por brasileiros

Gigante brasileira

Criada em 1961 por um eletricista, um administrador de empresas e um mecânico na pequena cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, a Weg tornou-se uma multinacional brasileira com vendas anuais acima de 2 bilhões de dólares O conselho de administração da Weg Da esq. para a dir.: Nildemar Secches, conselheiro;

Gerd Edgar Baumer, vice-presidente do conselho; Decio da Silva, presidente do conselho; Moacyr Sens, conselheiro; Ana Teresa Meirelles, conselheira; Martin Werninghaus, conselheiro; e Miriam Voigt Schuwartz, conselheira

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em média, 40 anos de trabalho na organização. O presidente do conselho, Lázaro de Mello Brandão, de 83 anos, comandou o Bradesco por quase duas décadas, sucedendo o fundador, o lendário Amador Aguiar. O atual presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, de 47 anos, começou a trabalhar na organização no final da década de 70, como escriturário. “Os executivos do Bradesco costumam ser funcionários experimentados, com tempo de carreira suficiente para terem contato com as mais diferentes áreas e funções”, afirma Trabuco. As reuniões do conselho de administração acontecem semanalmente, todas as segundasfeiras, e se iniciam religiosamente às 8 horas da manhã. Na sala sobriamente decorada, destaca-se um painel de 7 metros quadrados do pintor Fúlvio Pennachi retratando o ciclo do café. Não deixa de ser uma ironia a presença dessa pintura no principal salão do Bradesco. O crash de 1929 precipitou o fim de um período em que a economia brasileira foi baseada na lavoura. Com a queda abrupta de preços do café, o Brasil teve de buscar alternativas para sua economia. As mudanças incluíram o desenvolvimento da indústria, o que criou as bases para o nascimento dos primeiros grandes grupos privados do país.

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ESPECIAL | Grupos como um dos motores da expansão dos grandes grupos brasileiros nas últimas décadas. O Bradesco, que começou como uma pequena casa bancária fundada em 1943 na cidade paulista de Marília, transformou-se num grupo formado por 165 empresas. Além do terceiro maior banco privado do país, há seguradoras, corretoras e empresas de leasing, entre outros negócios. A tarefa de administrar essa estrutura complexa é facilitada, em parte, pela formação de lideranças internas, que funcionam como guardiãs da forte cultura corporativa. O conselho de administração do Bradesco é uma das manifestações dessa forma de agir. O grupo é formado por oito executivos que têm,

Cerca de 60% dos maiores conglomerados em atuação no país são controlados por brasileiros

Gigante brasileira

Criada em 1961 por um eletricista, um administrador de empresas e um mecânico na pequena cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, a Weg tornou-se uma multinacional brasileira com vendas anuais acima de 2 bilhões de dólares O conselho de administração da Weg Da esq. para a dir.: Nildemar Secches, conselheiro;

Gerd Edgar Baumer, vice-presidente do conselho; Decio da Silva, presidente do conselho; Moacyr Sens, conselheiro; Ana Teresa Meirelles, conselheira; Martin Werninghaus, conselheiro; e Miriam Voigt Schuwartz, conselheira

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em média, 40 anos de trabalho na organização. O presidente do conselho, Lázaro de Mello Brandão, de 83 anos, comandou o Bradesco por quase duas décadas, sucedendo o fundador, o lendário Amador Aguiar. O atual presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, de 47 anos, começou a trabalhar na organização no final da década de 70, como escriturário. “Os executivos do Bradesco costumam ser funcionários experimentados, com tempo de carreira suficiente para terem contato com as mais diferentes áreas e funções”, afirma Trabuco. As reuniões do conselho de administração acontecem semanalmente, todas as segundasfeiras, e se iniciam religiosamente às 8 horas da manhã. Na sala sobriamente decorada, destaca-se um painel de 7 metros quadrados do pintor Fúlvio Pennachi retratando o ciclo do café. Não deixa de ser uma ironia a presença dessa pintura no principal salão do Bradesco. O crash de 1929 precipitou o fim de um período em que a economia brasileira foi baseada na lavoura. Com a queda abrupta de preços do café, o Brasil teve de buscar alternativas para sua economia. As mudanças incluíram o desenvolvimento da indústria, o que criou as bases para o nascimento dos primeiros grandes grupos privados do país.

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GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

|1 - 4

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

3 Bradesco(2) Osasco, SP

Brasileiro

2

2 Itaúsa(2) São Paulo, SP

Brasileiro

41 384 509

1 155 190

7 099 677

122 388

56,9%

3

1 Vale(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

32 315 114

9 105 263

41 195 978

62 490

9,5%

Espanhol

23 658 607

676 343

20 862 883

53 349

NI

1

4

15 Santander(2) São Paulo, SP

41 524 273

3 260 692

14 658 341

86 622

4,7%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

% foi o percentual de aumento do número de funcionários do grupo Itaúsa no ano passado

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

(em %)

165 Financeiro Outros

65% 35%

CONTROLADAS: Áurea Seguros, Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação, Banco (Alvorada, Bankpar, Bradesco BBI, Bradesco Cartões, Boavista Interatlântico, Finasa BMC), Bankpar Arrendamento Mercantil, Bradesco (Adm. de Consórcios, Leasing, Saúde, Seguros, Vida e Previdência, Capitalização, Auto/RE Companhia de Seguros, Argentina de Seguros, Corretora de Títulos e Valores Mobiliários), Alvorada, Bankpar, Bram, Ágora, Visanet, Atlântica (Seguros, Capitalização)

Brasil, Argentina, Reino Unido, Estados Unidos, Luxemburgo, Inglaterra, Japão e China

Cidade de Deus - Cia. Cial de Participações Fundação Bradesco Banco Espírito Santo S.A. Outros

95,34% 2,08% 1,66% 0,92%

CONTROLADAS: Banco Itaú (Argentina S.A., BBA S.A., Chile S.A., Europa Luxembourg S.A., Europa S.A., Uruguay S.A.), Afinco Américas Madeira, SGPS, Sociedade Unipessoal Ltda., Banco Fiat S.A., Banco Itaubank S.A., Banco Itaucard S.A., Banco Itaucred Financiamentos S.A., Banco Itauleasing S.A., BIU Participações S.A., Cia. Itaú de Capitalização, FAI - Financeira Americanas Itaú S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, Fiat Administradora de Consórcios Ltda., Financeira Itaú CBD S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, Itaú Administradora de Consórcio Ltda., Itaú Banck Ltda., Itaú Corretora de Valores S.A., Itaú Seguros S.A., Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A., Itaú Vida e Previdência S.A., Itaú XL Seguros Corporativos S.A., Itaubank Leasing S.A. Arrendamento Mercantil, Itaúsa Export S.A., Iupar - Itaú Unibanco Participações S.A., Oca Casa Financeira S.A., Orbitall Serviços e Processamento de Informações Comerciais S.A., Redecard S.A., Unibanco - União de Bancos Brasileiros S.A., Unibanco Holding S.A., Unibanco Cayman Bank Ltd., Unibanco Companhia de Capitalização S.A., Unibanco Participações Societárias S.A., Unibanco Seguros S.A., UnibancoVida e Previdência S.A., Unicard Banco Múltiplo S.A., Área Industrial Duratex S.A., Elekeiroz S.A., Itaúsa Empreendimentos S.A., Itautec S.A. COLIGADAS: Banco BPI S.A., Allianz Seguros S.A., Delle Holding S.A., Serasa S.A.

Brasil, Estados Unidos, Ilhas Cayman, Portugal, Luxemburgo, Argentina, Uruguai, Paraguai, Japão, Chile, China, Reino Unido, Antilhas Holandesas, Emirados Árabes, Costa Rica, Itália, França, México, Bélgica, Venezuela, Equador, Espanha e Colômbia

NI

NI Mineração Transporte Energia Outros

92% 4% 1% 3%

CONTROLADAS: Albras, Alunorte, Belém - Adm. e Part., Cadam, Kobrasco, Hispanobrás, Itabrasco, Nibrasco, CPBS, Ferro Gusa Carajás, Ferrovia Norte-Sul, Log-In, MSG, Mineração Rio do Norte, Mineração Tacumã, MBR, MRS, Samarco Mineração, Salobo Metais, Valesul (Alumínio, Australia , Inco, Overseas), Vale Manganês, Vale International, Urucum Mineração, Brasilux, Cadam, Docepar, Diamond Coal, Ferrovia Centro, Florestas Rio Doce S.A. COLIGADAS: Baovale Mineração, Califórnia Steel Industries, Inc., Kobrasco, Hispanobrás, Itabrasco, Nibrasco, Minas da Serra Geral S.A.-MSG, Mineração Rio do Norte, MRS Logística, Samarco Mineração.

Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Barbados, Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Namíbia, Angola, Moçambique, Congo, Guiné, Omã, França, Suíça, Reino Unido, Alemanha, Cazaquistão, Índia, Mongólia, China, Tailândia, Coréia do Sul, Japão, Taiwan, Filipinas, Singapura, Indonésia, Nova Caledônia, Austrália e Noruega

Valepar BNDESPAR

52,70% 6,70%

41 Financeiro

100%

Sterrebeeck B.V. Grupo Empresarial Santander S.L. Outros

56,80%

333 Financeiro Ind. da construção Eletroeletrônico Quím. e petroq.

CONTROLADAS: Santander Brasil, Santander (Asset Management DTVM, Distrib. 42 países, entre eles, Brasil, Estados Unidos, de Tít. e Valores Mobil., Corretora de Câmbio e Títulos, Serv. Tec., Adm. e de Portugal, Argentina, México e Colômbia Corretagem de Seg., Investimentos em Partic., Adm. de Consórcios), Banco (Santander, ABN Amro, de Pernambuco, Sudameris), Aymoré Crédito, Financiamento e Investimento, Companhia Real DTVM, ABN Amro (Arrendamento Mercantil, Administradora de Cartões de Crédito, Advisory Services, Securities Corretora de Valores Mobiliários, Real Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários, Administradora de Consórcio, Brasil Participações e Investimentos), Sudameris Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, Real (Leasing, Microcrédito, Corretora de Seguros, Argentina, Capitalização, CHP), Fonet Brasil, Webmotors, REB Empreendimentos e Administradora de Bens, Companhia Arrendamento Mercantil Renault do Brasil, Companhia de Crédito, Financiamento e Investimentos Renault do Brasil, Credicenter Empreendimentos e Promoções, Cruzeiro Factoring Comercial. Controlada em conjunto: Visanet, Celta Holding, Araguari Real Estate Holding LLC, Real Tókio Marine Vida e Previdência, Tecban, CBSS, Cibrasec, Norchem Participações e Consultoria, Estruturadora Brasileira de Projetos - EBP, Diamond Finance Promotora de Vendas. COLIGADAS: Norchem Holding e Negócios

24,12% 8,58% 2,50% 64,80%

|1 - 4

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo espanhol obteve no Brasil em 2008 um faturamento de 23,6 bilhões de dólares e um lucro de 676 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

57

4O– SANTANDER

41,10% 2,10%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

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100 MAIORES GRUPOS LA.indd 1-2

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 81

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GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

|1 - 4

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

3 Bradesco(2) Osasco, SP

Brasileiro

2

2 Itaúsa(2) São Paulo, SP

Brasileiro

41 384 509

1 155 190

7 099 677

122 388

56,9%

3

1 Vale(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

32 315 114

9 105 263

41 195 978

62 490

9,5%

Espanhol

23 658 607

676 343

20 862 883

53 349

NI

1

4

15 Santander(2) São Paulo, SP

41 524 273

3 260 692

14 658 341

86 622

4,7%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

% foi o percentual de aumento do número de funcionários do grupo Itaúsa no ano passado

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

(em %)

165 Financeiro Outros

65% 35%

CONTROLADAS: Áurea Seguros, Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação, Banco (Alvorada, Bankpar, Bradesco BBI, Bradesco Cartões, Boavista Interatlântico, Finasa BMC), Bankpar Arrendamento Mercantil, Bradesco (Adm. de Consórcios, Leasing, Saúde, Seguros, Vida e Previdência, Capitalização, Auto/RE Companhia de Seguros, Argentina de Seguros, Corretora de Títulos e Valores Mobiliários), Alvorada, Bankpar, Bram, Ágora, Visanet, Atlântica (Seguros, Capitalização)

Brasil, Argentina, Reino Unido, Estados Unidos, Luxemburgo, Inglaterra, Japão e China

Cidade de Deus - Cia. Cial de Participações Fundação Bradesco Banco Espírito Santo S.A. Outros

95,34% 2,08% 1,66% 0,92%

CONTROLADAS: Banco Itaú (Argentina S.A., BBA S.A., Chile S.A., Europa Luxembourg S.A., Europa S.A., Uruguay S.A.), Afinco Américas Madeira, SGPS, Sociedade Unipessoal Ltda., Banco Fiat S.A., Banco Itaubank S.A., Banco Itaucard S.A., Banco Itaucred Financiamentos S.A., Banco Itauleasing S.A., BIU Participações S.A., Cia. Itaú de Capitalização, FAI - Financeira Americanas Itaú S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, Fiat Administradora de Consórcios Ltda., Financeira Itaú CBD S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, Itaú Administradora de Consórcio Ltda., Itaú Banck Ltda., Itaú Corretora de Valores S.A., Itaú Seguros S.A., Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A., Itaú Vida e Previdência S.A., Itaú XL Seguros Corporativos S.A., Itaubank Leasing S.A. Arrendamento Mercantil, Itaúsa Export S.A., Iupar - Itaú Unibanco Participações S.A., Oca Casa Financeira S.A., Orbitall Serviços e Processamento de Informações Comerciais S.A., Redecard S.A., Unibanco - União de Bancos Brasileiros S.A., Unibanco Holding S.A., Unibanco Cayman Bank Ltd., Unibanco Companhia de Capitalização S.A., Unibanco Participações Societárias S.A., Unibanco Seguros S.A., UnibancoVida e Previdência S.A., Unicard Banco Múltiplo S.A., Área Industrial Duratex S.A., Elekeiroz S.A., Itaúsa Empreendimentos S.A., Itautec S.A. COLIGADAS: Banco BPI S.A., Allianz Seguros S.A., Delle Holding S.A., Serasa S.A.

Brasil, Estados Unidos, Ilhas Cayman, Portugal, Luxemburgo, Argentina, Uruguai, Paraguai, Japão, Chile, China, Reino Unido, Antilhas Holandesas, Emirados Árabes, Costa Rica, Itália, França, México, Bélgica, Venezuela, Equador, Espanha e Colômbia

NI

NI Mineração Transporte Energia Outros

92% 4% 1% 3%

CONTROLADAS: Albras, Alunorte, Belém - Adm. e Part., Cadam, Kobrasco, Hispanobrás, Itabrasco, Nibrasco, CPBS, Ferro Gusa Carajás, Ferrovia Norte-Sul, Log-In, MSG, Mineração Rio do Norte, Mineração Tacumã, MBR, MRS, Samarco Mineração, Salobo Metais, Valesul (Alumínio, Australia , Inco, Overseas), Vale Manganês, Vale International, Urucum Mineração, Brasilux, Cadam, Docepar, Diamond Coal, Ferrovia Centro, Florestas Rio Doce S.A. COLIGADAS: Baovale Mineração, Califórnia Steel Industries, Inc., Kobrasco, Hispanobrás, Itabrasco, Nibrasco, Minas da Serra Geral S.A.-MSG, Mineração Rio do Norte, MRS Logística, Samarco Mineração.

Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Barbados, Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Namíbia, Angola, Moçambique, Congo, Guiné, Omã, França, Suíça, Reino Unido, Alemanha, Cazaquistão, Índia, Mongólia, China, Tailândia, Coréia do Sul, Japão, Taiwan, Filipinas, Singapura, Indonésia, Nova Caledônia, Austrália e Noruega

Valepar BNDESPAR

52,70% 6,70%

41 Financeiro

100%

Sterrebeeck B.V. Grupo Empresarial Santander S.L. Outros

56,80%

333 Financeiro Ind. da construção Eletroeletrônico Quím. e petroq.

CONTROLADAS: Santander Brasil, Santander (Asset Management DTVM, Distrib. 42 países, entre eles, Brasil, Estados Unidos, de Tít. e Valores Mobil., Corretora de Câmbio e Títulos, Serv. Tec., Adm. e de Portugal, Argentina, México e Colômbia Corretagem de Seg., Investimentos em Partic., Adm. de Consórcios), Banco (Santander, ABN Amro, de Pernambuco, Sudameris), Aymoré Crédito, Financiamento e Investimento, Companhia Real DTVM, ABN Amro (Arrendamento Mercantil, Administradora de Cartões de Crédito, Advisory Services, Securities Corretora de Valores Mobiliários, Real Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários, Administradora de Consórcio, Brasil Participações e Investimentos), Sudameris Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, Real (Leasing, Microcrédito, Corretora de Seguros, Argentina, Capitalização, CHP), Fonet Brasil, Webmotors, REB Empreendimentos e Administradora de Bens, Companhia Arrendamento Mercantil Renault do Brasil, Companhia de Crédito, Financiamento e Investimentos Renault do Brasil, Credicenter Empreendimentos e Promoções, Cruzeiro Factoring Comercial. Controlada em conjunto: Visanet, Celta Holding, Araguari Real Estate Holding LLC, Real Tókio Marine Vida e Previdência, Tecban, CBSS, Cibrasec, Norchem Participações e Consultoria, Estruturadora Brasileira de Projetos - EBP, Diamond Finance Promotora de Vendas. COLIGADAS: Norchem Holding e Negócios

24,12% 8,58% 2,50% 64,80%

|1 - 4

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo espanhol obteve no Brasil em 2008 um faturamento de 23,6 bilhões de dólares e um lucro de 676 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

57

4O– SANTANDER

41,10% 2,10%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

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2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 81

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GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 5 - 11

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

% é a fatia de participação do setor de siderurgia e metalurgia no faturamento do grupo Votorantim

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

5

6 Gerdau(2) Porto Alegre, RS

Brasileiro

21 056 512

2 115 917

8 629 226

46 217

25,2%

79 Sider. e metalurgia

100%

6

5 Votorantim(2) São Paulo, SP

Brasileiro

19 193 687

6 080

10 239 827

61 767

10%

68 Sider. e metalurgia Ind. construção Financeiro Papel e celulose Energia Prod. agropecuária Quím. e petroq. Outros

29% 26% 25% 9% 5% 3% 1% 2%

7

7 Odebrecht(2) Salvador, BA

Brasileiro

18 187 342

-357 753

944 956

87 643

48,6%

56% 41% 3%

8

4 AmBev(2) São Paulo, SP

Belga

17 821 707

1 309 157

7 393 282

39 301

8,3%

44 Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: AmBev (Bebidas, International), Anep, Dahlen, BSA Bebidas, Goldensand, Fratelli Vita, Malteria Pampa, Arosuco, Eagle, Lambic, Fazenda do Poço, Labatt, Agrega, Hohneck

9

11 Telefônica(2) São Paulo, SP

Espanhol

16 154 335

NI

NI

82 288

6,9%

11 Telecomunicações

100%

CONTROLADAS: Atento Brasil, Telecomunicações de São Paulo, Telefônica Engenharia de Segurança do Brasil, Telefônica Pesquisa e Desenvolvimento do Brasil, Terra Networks Brasil, Vivo Participações

Brasil, Espanha, Marrocos, Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Colômbia, Equador, El Salvador, Porto Rico, Estados Unidos, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Uruguai, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, China e Itália

Telefônica S.A. Acionistas Minoritários Ações em Tesouraria

87,95% 11,98% 0,08%

10

• Bunge(2) São Paulo, SP

Holandês

14 113 643

NI

NI

9 187

5,7%

23 Bens de consumo Quím. e petroq.

73,5% 26,5%

CONTROLADAS: Ouro Verde, Serrana, Bunge (Fertilizantes Participation Limited, Food Service, Paraguay, Alimentos Holding B.V), Macra, Cavel, Terminal de Granéis do Guarujá, Cereol, Serra do Lopo, Madryn, Pico da Caledônia, Santista Export. COLIGADAS: Bunge (Paraguai, Argentina), Ind. de Fosfatados Catarinense, Ind. de Fertilizantes de Cubatão, Ceval, Gardone.

30 países, entre eles, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Argentina, China e Índia

Bunge Brasil Holding BV Bunge Cooperatief UA

99,99% 0,01%

11

21 JBS(3) São Paulo, SP

Brasileiro

13 813 803

11 099

2 624 908

NI

NI

NI Prod. agropecuária

100%

CONTROLADAS: JBS, JBS (Embalagens Metálicas, Holding Internacional, Global (Dinamarca), USA, Confinamento, Global), Mouran Alimentos, SB Holdings

Brasil, Estados Unidos, Itália, Argentina

J&F Participações S.A. Minoritários Prot - FIP BNDES Participações S.A. BNDESPAR ZMF Fundo de Investimento em Participações Ações em Tesouraria

44,00% 20,20% 14,30%

204 Quím. e petroq. Ind. construção Outros

CONTROLADAS: Gerdau (Açominas, International Empreendimentos, Aços Longos, Aços Especiais, Comercial de Aços, América Latina Part., GTL, North America, Steel, Axol), Itaguaí Com., Imp. e Exp. COLIGADAS: Gallatin Steel Company, Bradley Steel Processors, MRM Guide Rail, Estructurales Corsa S.A.P.I. de C.V., SJK Steel Plant Limited, Dona Francisca Energética, Armacero Industrial y Comercial, Multisteel Business Holding Corp. e Subsidiárias, Corsa Controladora S.A. de C.V., Corporacion Centro Americana del Acero

Brasil, Canadá, Estados Unidos, México, Guatemala, República Dominicana, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Espanha, Índia

Metalúrgica Gerdau S.A. BNDES Participações Ações em Tesouraria Outros

45,38% 3,50% 0,76% 50,36%

CONTROLADAS: Votocel, Votorantim (Energia, Cimentos, Invest. Industriais, Brasil, Argentina, Austrália, Bahamas, Bélgica, Invest. Internacionais, Finanças, Metais, Novos Negócios, Cement North America, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Estados Internacional Holding, Comércio e Indústria, Celulose e Papel Gmbtt, Over- Trad. Oper Unidos, Reino Unido, Peru III), Banco Votorantim, Cia. Brasileira de Alumínio, Citrovita (Agro Industrial, Agro Pecuária), Hailstone, Calmit, Calsete, CPT, Santa Maria, Santa Helena

Hejoassu Administração S.A.

98,58%

CONTROLADAS: Braskem, Construtora Norberto Odebrecht, OCS, CBPO (Engenharia, Engenharia Venezuela), ETH Bioenergia, Odebrecht (Investimentos, Engenharia Ambiental, Óleo e Gás, Empreendimentos Imobiliários, Construction, Angola Projectos), Bento Pedroso

Kieppe Participações

61,35%

Brasil, Venezuela, Angola, República Dominicana, México, Emirados Árabes, Bolívia, Argentina, Peru, Panamá, Portugal, Estados Unidos, República do Djibuti, Inglaterra, Líbia, Libéria, Moçambique

| 5 - 11

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo fechou 2008 com faturamento de aproximadamente 18 bilhões de dólares e um lucro de 1,3 bilhão de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

29

8O– AMBEV

Interbrew International B.V. 53,30% Fundação Antonio e Helena Zerrenner INB 9,33% Ambrew S.A. 7,88% The Bank of New York - ADR 7,46% Inbev Partic. Societárias Ltda. 0,48% Outros Acionistas Escriturais 21,55%

13,00% 6,10% 2,40%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

82 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 3-4

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 83

7/2/09 7:48:45 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 5 - 11

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

% é a fatia de participação do setor de siderurgia e metalurgia no faturamento do grupo Votorantim

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

5

6 Gerdau(2) Porto Alegre, RS

Brasileiro

21 056 512

2 115 917

8 629 226

46 217

25,2%

79 Sider. e metalurgia

100%

6

5 Votorantim(2) São Paulo, SP

Brasileiro

19 193 687

6 080

10 239 827

61 767

10%

68 Sider. e metalurgia Ind. construção Financeiro Papel e celulose Energia Prod. agropecuária Quím. e petroq. Outros

29% 26% 25% 9% 5% 3% 1% 2%

7

7 Odebrecht(2) Salvador, BA

Brasileiro

18 187 342

-357 753

944 956

87 643

48,6%

56% 41% 3%

8

4 AmBev(2) São Paulo, SP

Belga

17 821 707

1 309 157

7 393 282

39 301

8,3%

44 Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: AmBev (Bebidas, International), Anep, Dahlen, BSA Bebidas, Goldensand, Fratelli Vita, Malteria Pampa, Arosuco, Eagle, Lambic, Fazenda do Poço, Labatt, Agrega, Hohneck

9

11 Telefônica(2) São Paulo, SP

Espanhol

16 154 335

NI

NI

82 288

6,9%

11 Telecomunicações

100%

CONTROLADAS: Atento Brasil, Telecomunicações de São Paulo, Telefônica Engenharia de Segurança do Brasil, Telefônica Pesquisa e Desenvolvimento do Brasil, Terra Networks Brasil, Vivo Participações

Brasil, Espanha, Marrocos, Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Colômbia, Equador, El Salvador, Porto Rico, Estados Unidos, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Uruguai, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, China e Itália

Telefônica S.A. Acionistas Minoritários Ações em Tesouraria

87,95% 11,98% 0,08%

10

• Bunge(2) São Paulo, SP

Holandês

14 113 643

NI

NI

9 187

5,7%

23 Bens de consumo Quím. e petroq.

73,5% 26,5%

CONTROLADAS: Ouro Verde, Serrana, Bunge (Fertilizantes Participation Limited, Food Service, Paraguay, Alimentos Holding B.V), Macra, Cavel, Terminal de Granéis do Guarujá, Cereol, Serra do Lopo, Madryn, Pico da Caledônia, Santista Export. COLIGADAS: Bunge (Paraguai, Argentina), Ind. de Fosfatados Catarinense, Ind. de Fertilizantes de Cubatão, Ceval, Gardone.

30 países, entre eles, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Argentina, China e Índia

Bunge Brasil Holding BV Bunge Cooperatief UA

99,99% 0,01%

11

21 JBS(3) São Paulo, SP

Brasileiro

13 813 803

11 099

2 624 908

NI

NI

NI Prod. agropecuária

100%

CONTROLADAS: JBS, JBS (Embalagens Metálicas, Holding Internacional, Global (Dinamarca), USA, Confinamento, Global), Mouran Alimentos, SB Holdings

Brasil, Estados Unidos, Itália, Argentina

J&F Participações S.A. Minoritários Prot - FIP BNDES Participações S.A. BNDESPAR ZMF Fundo de Investimento em Participações Ações em Tesouraria

44,00% 20,20% 14,30%

204 Quím. e petroq. Ind. construção Outros

CONTROLADAS: Gerdau (Açominas, International Empreendimentos, Aços Longos, Aços Especiais, Comercial de Aços, América Latina Part., GTL, North America, Steel, Axol), Itaguaí Com., Imp. e Exp. COLIGADAS: Gallatin Steel Company, Bradley Steel Processors, MRM Guide Rail, Estructurales Corsa S.A.P.I. de C.V., SJK Steel Plant Limited, Dona Francisca Energética, Armacero Industrial y Comercial, Multisteel Business Holding Corp. e Subsidiárias, Corsa Controladora S.A. de C.V., Corporacion Centro Americana del Acero

Brasil, Canadá, Estados Unidos, México, Guatemala, República Dominicana, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Espanha, Índia

Metalúrgica Gerdau S.A. BNDES Participações Ações em Tesouraria Outros

45,38% 3,50% 0,76% 50,36%

CONTROLADAS: Votocel, Votorantim (Energia, Cimentos, Invest. Industriais, Brasil, Argentina, Austrália, Bahamas, Bélgica, Invest. Internacionais, Finanças, Metais, Novos Negócios, Cement North America, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Estados Internacional Holding, Comércio e Indústria, Celulose e Papel Gmbtt, Over- Trad. Oper Unidos, Reino Unido, Peru III), Banco Votorantim, Cia. Brasileira de Alumínio, Citrovita (Agro Industrial, Agro Pecuária), Hailstone, Calmit, Calsete, CPT, Santa Maria, Santa Helena

Hejoassu Administração S.A.

98,58%

CONTROLADAS: Braskem, Construtora Norberto Odebrecht, OCS, CBPO (Engenharia, Engenharia Venezuela), ETH Bioenergia, Odebrecht (Investimentos, Engenharia Ambiental, Óleo e Gás, Empreendimentos Imobiliários, Construction, Angola Projectos), Bento Pedroso

Kieppe Participações

61,35%

Brasil, Venezuela, Angola, República Dominicana, México, Emirados Árabes, Bolívia, Argentina, Peru, Panamá, Portugal, Estados Unidos, República do Djibuti, Inglaterra, Líbia, Libéria, Moçambique

| 5 - 11

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo fechou 2008 com faturamento de aproximadamente 18 bilhões de dólares e um lucro de 1,3 bilhão de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

29

8O– AMBEV

Interbrew International B.V. 53,30% Fundação Antonio e Helena Zerrenner INB 9,33% Ambrew S.A. 7,88% The Bank of New York - ADR 7,46% Inbev Partic. Societárias Ltda. 0,48% Outros Acionistas Escriturais 21,55%

13,00% 6,10% 2,40%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

82 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 3-4

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 83

7/2/09 7:48:45 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 12 - 20

2008 2007

12

12 Ultrapar(2) São Paulo, SP

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

Brasileiro

13 126 757

166 996

1 989 763

9 496

-1,6%

40 Varejo Quím. e petroq. Serviços

22 Telecomunicações

13

9 Telemar Participações(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

13 076 088

-3 105

1 053 398

10 992

10,5%

14

• Shell(2) Rio de Janeiro, RJ

Anglo-holandês

11 283 665

NI

NI

1 966

-3,1%

(2)

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

6 Atacado

91% 8% 1%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

mil foi o total de funcionários do grupo Usiminas em 2008, 19% mais que em 2007

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

CONTROLADAS: Ultracargo-Operações Logísticas e Part., Oxiteno Ind. e Comércio, Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga, Refinaria de Petróleo Riograndense, Sociedade Brasileira de Participações COLIGADAS: Transportadora Sul Brasileira de Gás, Oxicap Indústria de Gases, Química da Bahia Indústria e Comércio

Brasil, Argentina, México, Estados Unidos, Venezuela e Bélgica

Ultra S.A. Participações 23,99% Caixa de Prev. Fun. BB 8,77% Parth Investimentos Company 7,87% Monteiro Aranha S.A. 4,57% Dodge & Cox INC 3,32% Ações em Tesouraria 1,70% Outros 49,78%

100%

CONTROLADA: Tele Norte Leste Participações S.A.

Brasil

BNDES Participações S.A. 31,38% FIAGO Participações S.A. 24,95% LF Tel S.A. 19,33% AG Telecom Participações S.A. 12,88% Luxemburgo Participações S.A. 6,44% Fundação Atlântico de Seguridade Social 5,02%

100%

CONTROLADAS: Petróleo Sabbá, Fusus, Icolub, Janari, Shell Centro de Serviços Compartilhados COLIGADAS: Centro Oeste Gás e Serviços, GNL do Nordeste

Brasil, Reino Unido, Europa, Estados Unidos, Barbados

Shell Brazil Holdings BV Vasco Augusto da Fonseca Dias Junior

99,99% 0,01%

15

13 ArcelorMittal Brasil Belo Horizonte, MG

Inglês

10 983 781

609 921

6 714 502

18 950

17,1%

20 Sider. e metalurgia

100%

CONTROLADAS: Acindar (Indústria Argentina de Aceros), Belgo Mineira (Uruguay, Brasil, Argentina, Costa Rica, Holanda, Comercial Exportadora, Engenharia), Itaúna Siderúrgica, Belgopar, BMB, Belgo Bermudas Bekaert (Arames, Nordeste), ArcelorMittal (Sistemas, Florestas, Costa Rica, Tubarão), PBM, BEMEX Internacional, Sol Coqueiro Tubarão, CST (Com. Exterior, Corporation)

Arcelor Spain Holding AS AM Sociedad Brasil S.L. ArcelorMittal France Aceralia Construcciones S.L. Arcelor Luxemburg Sidarfin NV

49,91% 29,29% 15,27% 5,04% 0,40% 0,09%

16

27 Vicunha Siderurgia(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

10 964 097

854 517

1 569 984

11 361

10%

3 Sider. e metalurgia

100%

CONTROLADAS: CSN (Energy, Export, Overseas, Panamá, Steel, Aços Longos, Cimentos, Gestão de Recursos Financeiros, Energia), Arame Corporation, Tubb S.A., International Charitable Corporation, Galva SUD, Sepetiba Tecon, Pelotização Nacional, Nacional Siderurgia, Estanho Rondônia, Cia. Metalic Nordeste, Companhia Metalúrgica Prada, Inal Nordeste, Congonhas Minérios, Indústria Nacional de Aços Laminados - Inal, Nacional Minérios

Brasil, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Ilhas Cayman, Inglaterra, Luxemburgo, Malta, Panamá, Portugal

Vicunha Aços S.A. Outros

99,99% 0,01%

Francês

10 525 019

NI

NI

65 144

10,4%

15 Varejo Atacado Outros

CONTROLADAS: Carrefour Com. de Alimentos, Atacadão, Banco Carrefour e Dia%

34 países, entre eles, Brasil, Espanha, França, China, Polônia, Itália, Portugal

NI

9 406 570

1 379 732

6 430 870

29 784

18,8%

15 Sider. e metalurgia Bens de capital Mineração

CONTROLADAS: Cia. Siderúrgica Paulista - Cosipa, Usiminas Mecânica S.A., Usiminas International Ltda., Usiminas Commercial Ltda., Usimpex Industrial S.A., Modal Terminal de Cargas, Terminal Sarzedo, Usiparts S.A. - Sistemas Automotivos, Rio Negro Comércio e Indústria de Aço, Fasal S.A. Com. Ind. de Produtos Siderúrgicos, Unigal Ltda., Usiminas Europa S.A., Usiroll - Usiminas Court Tecn. em Acab. Superf. Ltda. COLIGADAS: MRS Logística S.A., Fundo Imobiliário - Minas Industrial

Brasil

Nippon Usiminas Co Ltd. Votorantim Participações S.A. Previ Caixa Prev. Funcionários do Banco do Brasil Caixa dos Empregados da Usiminas Camargo Corrêa Cimento S.A. Cia. Vale do Rio Doce - Vale

17

18

• Carrefour(1) São Paulo, SP

14 Usiminas(2) Belo Horizonte, MG

Brasileiro

58,77% 33,53% 7,70% 91% 7% 2%

| 12 - 20

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo, de origem anglo-holandesa, obteve no ano passado uma receita no Brasil de 11,2 bilhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

30

14O– SHELL

21,60% 11,60% 10,40% 10,10% 7,90% 5,90%

19

17 Pão de Açúcar(2) São Paulo, SP

Franco-brasileiro

9 262 358

111 436

2 313 956

70 656

6,8%

9 Varejo

100%

CONTROLADAS: Sendas Distribuidora, Xantocarpa Participações, Novasoc, P.A. Publicidade, Sé Supermercados, Barcelona Com. Varejista e Atacadista, Pão de Açúcar Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, PAFIDC, CBD Holland COLIGADAS: Saper Participações, Miravalles Empreendimentos e Participações

Brasil

Wilkes Participações S.A. 27,80% Sudaco Participações Ltda. 12,17% Onyx 2006 Participações Ltda. 8,73% Casino Guichard Perrachon 2,38% Outros 48,92%

20

18 TIM Brasil 2) Rio de Janeiro, RJ

Italiano

8 692 125

17 249

2 606 197

10 300

2,6%

5 Telecomunicações

100%

CONTROLADAS: TIM (Participações, Celular, Nordeste)

Brasil

Telecom Italia International

100,00%

COLIGADA: TI Audit Latam 1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

84 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 5-6

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 85

7/2/09 7:49:03 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 12 - 20

2008 2007

12

12 Ultrapar(2) São Paulo, SP

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

Brasileiro

13 126 757

166 996

1 989 763

9 496

-1,6%

40 Varejo Quím. e petroq. Serviços

22 Telecomunicações

13

9 Telemar Participações(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

13 076 088

-3 105

1 053 398

10 992

10,5%

14

• Shell(2) Rio de Janeiro, RJ

Anglo-holandês

11 283 665

NI

NI

1 966

-3,1%

(2)

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

6 Atacado

91% 8% 1%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

mil foi o total de funcionários do grupo Usiminas em 2008, 19% mais que em 2007

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

CONTROLADAS: Ultracargo-Operações Logísticas e Part., Oxiteno Ind. e Comércio, Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga, Refinaria de Petróleo Riograndense, Sociedade Brasileira de Participações COLIGADAS: Transportadora Sul Brasileira de Gás, Oxicap Indústria de Gases, Química da Bahia Indústria e Comércio

Brasil, Argentina, México, Estados Unidos, Venezuela e Bélgica

Ultra S.A. Participações 23,99% Caixa de Prev. Fun. BB 8,77% Parth Investimentos Company 7,87% Monteiro Aranha S.A. 4,57% Dodge & Cox INC 3,32% Ações em Tesouraria 1,70% Outros 49,78%

100%

CONTROLADA: Tele Norte Leste Participações S.A.

Brasil

BNDES Participações S.A. 31,38% FIAGO Participações S.A. 24,95% LF Tel S.A. 19,33% AG Telecom Participações S.A. 12,88% Luxemburgo Participações S.A. 6,44% Fundação Atlântico de Seguridade Social 5,02%

100%

CONTROLADAS: Petróleo Sabbá, Fusus, Icolub, Janari, Shell Centro de Serviços Compartilhados COLIGADAS: Centro Oeste Gás e Serviços, GNL do Nordeste

Brasil, Reino Unido, Europa, Estados Unidos, Barbados

Shell Brazil Holdings BV Vasco Augusto da Fonseca Dias Junior

99,99% 0,01%

15

13 ArcelorMittal Brasil Belo Horizonte, MG

Inglês

10 983 781

609 921

6 714 502

18 950

17,1%

20 Sider. e metalurgia

100%

CONTROLADAS: Acindar (Indústria Argentina de Aceros), Belgo Mineira (Uruguay, Brasil, Argentina, Costa Rica, Holanda, Comercial Exportadora, Engenharia), Itaúna Siderúrgica, Belgopar, BMB, Belgo Bermudas Bekaert (Arames, Nordeste), ArcelorMittal (Sistemas, Florestas, Costa Rica, Tubarão), PBM, BEMEX Internacional, Sol Coqueiro Tubarão, CST (Com. Exterior, Corporation)

Arcelor Spain Holding AS AM Sociedad Brasil S.L. ArcelorMittal France Aceralia Construcciones S.L. Arcelor Luxemburg Sidarfin NV

49,91% 29,29% 15,27% 5,04% 0,40% 0,09%

16

27 Vicunha Siderurgia(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

10 964 097

854 517

1 569 984

11 361

10%

3 Sider. e metalurgia

100%

CONTROLADAS: CSN (Energy, Export, Overseas, Panamá, Steel, Aços Longos, Cimentos, Gestão de Recursos Financeiros, Energia), Arame Corporation, Tubb S.A., International Charitable Corporation, Galva SUD, Sepetiba Tecon, Pelotização Nacional, Nacional Siderurgia, Estanho Rondônia, Cia. Metalic Nordeste, Companhia Metalúrgica Prada, Inal Nordeste, Congonhas Minérios, Indústria Nacional de Aços Laminados - Inal, Nacional Minérios

Brasil, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Ilhas Cayman, Inglaterra, Luxemburgo, Malta, Panamá, Portugal

Vicunha Aços S.A. Outros

99,99% 0,01%

Francês

10 525 019

NI

NI

65 144

10,4%

15 Varejo Atacado Outros

CONTROLADAS: Carrefour Com. de Alimentos, Atacadão, Banco Carrefour e Dia%

34 países, entre eles, Brasil, Espanha, França, China, Polônia, Itália, Portugal

NI

9 406 570

1 379 732

6 430 870

29 784

18,8%

15 Sider. e metalurgia Bens de capital Mineração

CONTROLADAS: Cia. Siderúrgica Paulista - Cosipa, Usiminas Mecânica S.A., Usiminas International Ltda., Usiminas Commercial Ltda., Usimpex Industrial S.A., Modal Terminal de Cargas, Terminal Sarzedo, Usiparts S.A. - Sistemas Automotivos, Rio Negro Comércio e Indústria de Aço, Fasal S.A. Com. Ind. de Produtos Siderúrgicos, Unigal Ltda., Usiminas Europa S.A., Usiroll - Usiminas Court Tecn. em Acab. Superf. Ltda. COLIGADAS: MRS Logística S.A., Fundo Imobiliário - Minas Industrial

Brasil

Nippon Usiminas Co Ltd. Votorantim Participações S.A. Previ Caixa Prev. Funcionários do Banco do Brasil Caixa dos Empregados da Usiminas Camargo Corrêa Cimento S.A. Cia. Vale do Rio Doce - Vale

17

18

• Carrefour(1) São Paulo, SP

14 Usiminas(2) Belo Horizonte, MG

Brasileiro

58,77% 33,53% 7,70% 91% 7% 2%

| 12 - 20

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo, de origem anglo-holandesa, obteve no ano passado uma receita no Brasil de 11,2 bilhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

30

14O– SHELL

21,60% 11,60% 10,40% 10,10% 7,90% 5,90%

19

17 Pão de Açúcar(2) São Paulo, SP

Franco-brasileiro

9 262 358

111 436

2 313 956

70 656

6,8%

9 Varejo

100%

CONTROLADAS: Sendas Distribuidora, Xantocarpa Participações, Novasoc, P.A. Publicidade, Sé Supermercados, Barcelona Com. Varejista e Atacadista, Pão de Açúcar Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, PAFIDC, CBD Holland COLIGADAS: Saper Participações, Miravalles Empreendimentos e Participações

Brasil

Wilkes Participações S.A. 27,80% Sudaco Participações Ltda. 12,17% Onyx 2006 Participações Ltda. 8,73% Casino Guichard Perrachon 2,38% Outros 48,92%

20

18 TIM Brasil 2) Rio de Janeiro, RJ

Italiano

8 692 125

17 249

2 606 197

10 300

2,6%

5 Telecomunicações

100%

CONTROLADAS: TIM (Participações, Celular, Nordeste)

Brasil

Telecom Italia International

100,00%

COLIGADA: TI Audit Latam 1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

84 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 5-6

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 85

7/2/09 7:49:03 PM


| GRUPOS VENDAS GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

(em US$ mil 2008)

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

21

22 HSBC Bank(2) Curitiba, PR

Inglês

8 085 725

579 622

2 587 112

25 122

-7,0%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

30 Financeiro

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

foi a taxa de aumento do número de funcionários do grupo Brasil Telecom no ano passado

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

CONTROLADAS: HSBC Bank (Brasil) S.A. – Banco Múltiplo (empresa líder do 86 países, entre eles Brasil, Reino Unido, China, Conglomerado), Agência Grand Cayman – HSBC Bank (Brasil), HSBC Corretora México, Índia de Títulos e Valores Mobiliários S.A., HSBC Finance (Brasil) S.A. – Banco Múltiplo, HSBC Leasing Arrendamento Mercantil (Brasil) S.A., HSBC (Brasil) Consórcio Ltda., HSBC Seguros (Brasil) S.A., HSBC Capitalização (Brasil) S.A., HSBC Vida e Previdência (Brasil) S.A., HSBC Empresa de Capitalização (Brasil) S.A., HSBC Software Development (Brasil) – Prestação de Serviços Tecnológicos Ltda., Ametista Administração de Bens Ltda., Boaventura Administração Ltda., Estrela Guia Administração Ltda., Jasmin Administração de Bens Ltda., Lírio Administração de Bens Ltda., Monte Alegre Administração de Bens Ltda., Serra Azul Administração de Bens Ltda., HSBC Administração de Serviços para Fundos de Pensão (Brasil) Ltda., HSBC Private Equity Latin America (Brasil) Ltda., HSBC Assistência Previdenciária, HSBC Gestão de Recursos Ltda., Valeu Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, Losango Promoções de Vendas Ltda., Credival – Participações, Administração e Assessoria Ltda., Francinvest Investimentos e Participações Ltda., Fundação Cultural CCF Brasil, HSBC Corretora de Seguros (Brasil) S.A., HSBC Serviços e Participações Ltda., Instituto HSBC Solidariedade

HSBC Latin America Holdings (UK) Limited

100%

CONTROLADAS: Bompreço, Sonae, Wal-Mart Brasil

Brasil, Estados Unidos, Argentina, Canadá, Chile, China, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Japão, México, Nicarágua, Porto Rico, Reino Unido

NI

MAIORES | GRUPOS

| 21 - 24

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

20

%

100,00%

MAIORES | GRUPOS

M A IOR E S

O grupo americano faturou no Brasil no ano passado quase 8 bilhões de dólares e empregou no país mais de 70 000 pessoas

22

• Wal-Mart(1) Barueri, SP

Americano

7 904 867

NI

NI

74 456

9,7%

23

23 Cargill(2) São Paulo, SP

Americano

7 657 252

-163 979

122 219

5 631

1,1%

14 Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: Cargill (Agrícola, Specialties, Prolease, Archimedes, Nassau Limited, Agro, Holding Participações Comercializadora de Energia), Casa & BSL, Olavo Bilac Empr. Imob., Innovatti, Teag, Seara, Armazéns Gerais Cargill

Brasil, Estados Unidos, México, Argentina, Colômbia, Uruguai, Peru, Equador, França, Bolívia, Venezuela, Paraguai, Espanha, Alemanha, Itália, Costa do Marfim, Japão, Argélia, Angola, Arábia Saudita, Áustria, Austrália, Bangladesh, Bélgica, Bulgária, Camarões, China, Colômbia, Romênia, Cuba, Dinamarca, República Dominicana, Egito, Inglaterra, França, Alemanha, Grécia, Holanda, Hong Kong, Índia, Indonésia, Irã, Irlanda, Itália, Líbia, Malásia, Malta, Marrocos, Montenegro, Moçambique, Coréia do Norte, Paquistão, Polônia, Portugal, África do Sul, Senegal, Eslovênia, Coréia do Sul, Espanha, Suíça, Taiwan, Tailândia, Trinidad e Tobago, Tunísia, Emirados Árabes, Reino Unido, Vietnã

Cargill, Incorporated Fundação Cargill

98,46% 1,54%

24

20 Brasil Telecom Participações(2) Brasília, DF

Brasileiro

7 552 763

334 705

2 466 244

20 451

22,0%

15 Telecomunicações

100%

CONTROLADAS: Brasil Telecom, Nova Tarrafa (Inc., Partic.), 14 Brasil Telecom Celular, Vant, BrT (Comunicação Multimídia, Serviços de Internet, Card, Call Center, Cabos Submarinos) COLIGADAS: Brasil Telecom Comunicação Multimídia Ltda., BrT Serviços de Internet S.A., Vant Telecomunicações S.A., Brasil Telecom Cabos Submarinos Ltda., Brasil Telecom Call Center S.A., 14 Brasil Telecom Celular S.A., BRT Card Serviços Financeiros Ltda., Internet Group Cayman Limited, Brasil Telecom Subsea Cable Systems Ltda., Agência O Jornal da Internet Ltda., IG Participações S.A., Brasil Telecom of America Inc., Brasil Telecom de Venezuela S.A., Brasil Telecom de Colombia E.U., Internet Group do Brasil S.A.

Brasil

Copart 1 Participações S.A. Solpart Participações S.A.

21,06% 18,93%

3 Varejo

| 21 - 24

22O– WAL-MART

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

86 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 7-8

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 87

7/2/09 7:49:21 PM


| GRUPOS VENDAS GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

(em US$ mil 2008)

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

21

22 HSBC Bank(2) Curitiba, PR

Inglês

8 085 725

579 622

2 587 112

25 122

-7,0%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

30 Financeiro

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

foi a taxa de aumento do número de funcionários do grupo Brasil Telecom no ano passado

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

CONTROLADAS: HSBC Bank (Brasil) S.A. – Banco Múltiplo (empresa líder do 86 países, entre eles Brasil, Reino Unido, China, Conglomerado), Agência Grand Cayman – HSBC Bank (Brasil), HSBC Corretora México, Índia de Títulos e Valores Mobiliários S.A., HSBC Finance (Brasil) S.A. – Banco Múltiplo, HSBC Leasing Arrendamento Mercantil (Brasil) S.A., HSBC (Brasil) Consórcio Ltda., HSBC Seguros (Brasil) S.A., HSBC Capitalização (Brasil) S.A., HSBC Vida e Previdência (Brasil) S.A., HSBC Empresa de Capitalização (Brasil) S.A., HSBC Software Development (Brasil) – Prestação de Serviços Tecnológicos Ltda., Ametista Administração de Bens Ltda., Boaventura Administração Ltda., Estrela Guia Administração Ltda., Jasmin Administração de Bens Ltda., Lírio Administração de Bens Ltda., Monte Alegre Administração de Bens Ltda., Serra Azul Administração de Bens Ltda., HSBC Administração de Serviços para Fundos de Pensão (Brasil) Ltda., HSBC Private Equity Latin America (Brasil) Ltda., HSBC Assistência Previdenciária, HSBC Gestão de Recursos Ltda., Valeu Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, Losango Promoções de Vendas Ltda., Credival – Participações, Administração e Assessoria Ltda., Francinvest Investimentos e Participações Ltda., Fundação Cultural CCF Brasil, HSBC Corretora de Seguros (Brasil) S.A., HSBC Serviços e Participações Ltda., Instituto HSBC Solidariedade

HSBC Latin America Holdings (UK) Limited

100%

CONTROLADAS: Bompreço, Sonae, Wal-Mart Brasil

Brasil, Estados Unidos, Argentina, Canadá, Chile, China, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Japão, México, Nicarágua, Porto Rico, Reino Unido

NI

MAIORES | GRUPOS

| 21 - 24

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

20

%

100,00%

MAIORES | GRUPOS

M A IOR E S

O grupo americano faturou no Brasil no ano passado quase 8 bilhões de dólares e empregou no país mais de 70 000 pessoas

22

• Wal-Mart(1) Barueri, SP

Americano

7 904 867

NI

NI

74 456

9,7%

23

23 Cargill(2) São Paulo, SP

Americano

7 657 252

-163 979

122 219

5 631

1,1%

14 Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: Cargill (Agrícola, Specialties, Prolease, Archimedes, Nassau Limited, Agro, Holding Participações Comercializadora de Energia), Casa & BSL, Olavo Bilac Empr. Imob., Innovatti, Teag, Seara, Armazéns Gerais Cargill

Brasil, Estados Unidos, México, Argentina, Colômbia, Uruguai, Peru, Equador, França, Bolívia, Venezuela, Paraguai, Espanha, Alemanha, Itália, Costa do Marfim, Japão, Argélia, Angola, Arábia Saudita, Áustria, Austrália, Bangladesh, Bélgica, Bulgária, Camarões, China, Colômbia, Romênia, Cuba, Dinamarca, República Dominicana, Egito, Inglaterra, França, Alemanha, Grécia, Holanda, Hong Kong, Índia, Indonésia, Irã, Irlanda, Itália, Líbia, Malásia, Malta, Marrocos, Montenegro, Moçambique, Coréia do Norte, Paquistão, Polônia, Portugal, África do Sul, Senegal, Eslovênia, Coréia do Sul, Espanha, Suíça, Taiwan, Tailândia, Trinidad e Tobago, Tunísia, Emirados Árabes, Reino Unido, Vietnã

Cargill, Incorporated Fundação Cargill

98,46% 1,54%

24

20 Brasil Telecom Participações(2) Brasília, DF

Brasileiro

7 552 763

334 705

2 466 244

20 451

22,0%

15 Telecomunicações

100%

CONTROLADAS: Brasil Telecom, Nova Tarrafa (Inc., Partic.), 14 Brasil Telecom Celular, Vant, BrT (Comunicação Multimídia, Serviços de Internet, Card, Call Center, Cabos Submarinos) COLIGADAS: Brasil Telecom Comunicação Multimídia Ltda., BrT Serviços de Internet S.A., Vant Telecomunicações S.A., Brasil Telecom Cabos Submarinos Ltda., Brasil Telecom Call Center S.A., 14 Brasil Telecom Celular S.A., BRT Card Serviços Financeiros Ltda., Internet Group Cayman Limited, Brasil Telecom Subsea Cable Systems Ltda., Agência O Jornal da Internet Ltda., IG Participações S.A., Brasil Telecom of America Inc., Brasil Telecom de Venezuela S.A., Brasil Telecom de Colombia E.U., Internet Group do Brasil S.A.

Brasil

Copart 1 Participações S.A. Solpart Participações S.A.

21,06% 18,93%

3 Varejo

| 21 - 24

22O– WAL-MART

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

86 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 7-8

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 87

7/2/09 7:49:21 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 25 - 31

2008 2007

25

26

24 Camargo Corrêa Controladas(2) São Paulo, SP

• Claro Telecom(2) São Paulo, SP

Brasileiro

Mexicano

6 910 961

6 692 876

237 626

418. 011

3 026 324

3 190 340

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

54 320

9 296

-4,4%

7,4%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

232 Ind. da construção Bens de consumo Energia Sider. e metalurgia Serviços Transporte Bens de capital

55% 13% 13% 8% 6% 4% 1%

3 Telecomunicações

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

empresas fazem parte do grupo Embraer, que faturou mais de 5 bilhões de dólares no ano passado

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

CONTROLADAS: Camargo Corrêa (Cimentos, Desenvolvimento Imobiliário, Investimentos em Infraestrutura, Energia), Cavo Serviços e Saneamento, São Paulo Alpargatas, Construções e Comércio Camargo Corrêa COLIGADAS: Investimentos Itaú, CPFL Energia e Tavex Algodonera, Usinas Sid. Minas Gerais, VBC Energia, Baesa Energética Barra Grande, Companhia de Concessões Rodoviárias

Brasil, Angola, Argentina, Bolívia, Chile, Participações Morro Colômbia, Equador, Estados Unidos, Honduras, Vermelho S.A. Moçambique, Panamá, Paraguai, Peru, Outros Suriname, Uruguai e Venezuela

99,99% 0,01%

CONTROLADAS: Claro, Americel, Alecan Telecomunicações

Brasil

87,69%

AMOV I, S.A. de C.V. AM Telecom Americas S.A. de C.V. (MX)

12,31%

27

26 Embrapar(2) Rio de Janeiro, RJ

Mexicano

5 996 399

262 175

3 572 193

16 286

1,5%

8 Telecomunicações

100%

CONTROLADAS: Embratel Participações, Star One, Brasil Center, Click21, Via Embratel, Primesys, Embratel TV Sat, Telmex do Brasil COLIGADAS: Net Serviços de Comunicação S.A. e GB Empreendimentos e Participações S.A.

Brasil

Telmex Solutions Telecomunicações Ltda. 75,15% Consertel - Controladora de Serviços de Telecomunicações 22,86% Outros 1,99%

28

34 Perdigão(2) São Paulo, SP

Brasileiro

5 845 006

23 266

1 758 929

59 008

31,9%

34 Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: Perdigão (Export , Agroindustrial, Trading, International, UK, France SARL, Holland B.V., Nihon K.K., Hungary) , PDF Participações , Avipal (Nordeste, Construtora Incorporadora, Centro-Oeste, Alimentos, Estabelecimientos Levino Zaccardo y Cia), UP Alimentos, PSA Participações, Sino dos Alpes Alimentos, Crosban Holdings GMBH, Perdix International Foods Com. Internacional, Plusfood UK, Acheron Beteilingung-sverwaltung GMBH, BFF International, Highline International, Plusfood Groep B.V., Plusfood B.V., Plusfood Constanta SRL, Plusfood Finance UK Ltd., Fribo Foods Ltd, Plusfood France SARL, Plusfood Iberia SL e Plusfood Itália

Brasil, Caiman, Reino Unido, Holanda, Rússia, Japão, Portugal, Singapura, Hungria, Áustria, Romênia, Itália, Emirados Árabes Unidos e Argentina

Caixa de Previ. dos Func. do Banco do Brasil 14,16% Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros 12,04% Fundo Bird 7,26% Fundação Sistel de Seguridade Social 4,00% Fundação Vale do Rio Doce de Seg. Social - Valia 3,72% FPRV1 Sabiá FIM Previdenciário 1,10% Real Grand. Fundo de Previdência e Assistência Social 1,01% Outros 56,71%

29

25 Brasiliana(2) São Paulo, SP

Amer./Brasileiro

5 682 973

269 059

1 721 618

4 836

-0,5%

9 Energia Telecomunicações

99% 1%

CONTROLADAS: AES (Elpa, Eletropaulo, Uruguaiana, Communications, Infoenergy,Minas PCH, Rio PCH), Eletropaulo, Telecomunicações COLIGADA: AES Sul S.A.

Brasil

AES Corporation (através da AES Holding Brasil Ltd. BNDES Participações (BNDESPar)

50,00% 32,67% 14,12% 10,41% 0,30%

(2)

30

30 Sadia Concórdia, SC

Brasileiro

5 414 343 -1 063 258

31

28 Embraer(2) São José dos Campos, SP

Brasileiro

5 296 154

183 462

175 817

62 756

17,7%

24 Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: Sadia ( International, GmbH, Industrial, Overseas), Rezende (Óleo, Marketing e Comunicações), Concórdia, Big Foods Ind de Prod. Alimentícios, Baumhardt COLIGADA: K&S Alimento

Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Panamá, Portugal, Áustria, Alemanha, Holanda, Japão e Rússia

Grupo do “Acordo de Acionistas” Sunflower Participações S.A. Old Participações Ltda. Previ

2 554 784

23 509

16,5%

33 Autoindústria

100%

CONTROLADAS: Eleb Equipamentos, ECC Leasing, Embraer (Asia Pacific PTE, Aircraft Customer Services, Aviation International), Ogma - Indústria Aeronáutica de Portugal

Brasil, Estados Unidos, França, Portugal, China, Singapura

Caixa de Previdência dos Funcionários do BB Janus Capital Management Cia. Bozano Oppenheimer Fund´s Thounburg Investment Management’s BNDES Participações S.A. BNDESPar

| 25 - 31

VENDAS (em US$ mil 2008)

A receita desse grupo brasileiro em 2008 foi de 5,8 bilhões de dólares e o lucro de 23 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

33

28O– PERDIGÃO

50,00%

13,92% 10,24% 7,85% 6,04% 5,09% 5,05%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

88 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 9-10

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 89

7/2/09 7:49:42 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 25 - 31

2008 2007

25

26

24 Camargo Corrêa Controladas(2) São Paulo, SP

• Claro Telecom(2) São Paulo, SP

Brasileiro

Mexicano

6 910 961

6 692 876

237 626

418. 011

3 026 324

3 190 340

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

54 320

9 296

-4,4%

7,4%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

232 Ind. da construção Bens de consumo Energia Sider. e metalurgia Serviços Transporte Bens de capital

55% 13% 13% 8% 6% 4% 1%

3 Telecomunicações

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

empresas fazem parte do grupo Embraer, que faturou mais de 5 bilhões de dólares no ano passado

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

CONTROLADAS: Camargo Corrêa (Cimentos, Desenvolvimento Imobiliário, Investimentos em Infraestrutura, Energia), Cavo Serviços e Saneamento, São Paulo Alpargatas, Construções e Comércio Camargo Corrêa COLIGADAS: Investimentos Itaú, CPFL Energia e Tavex Algodonera, Usinas Sid. Minas Gerais, VBC Energia, Baesa Energética Barra Grande, Companhia de Concessões Rodoviárias

Brasil, Angola, Argentina, Bolívia, Chile, Participações Morro Colômbia, Equador, Estados Unidos, Honduras, Vermelho S.A. Moçambique, Panamá, Paraguai, Peru, Outros Suriname, Uruguai e Venezuela

99,99% 0,01%

CONTROLADAS: Claro, Americel, Alecan Telecomunicações

Brasil

87,69%

AMOV I, S.A. de C.V. AM Telecom Americas S.A. de C.V. (MX)

12,31%

27

26 Embrapar(2) Rio de Janeiro, RJ

Mexicano

5 996 399

262 175

3 572 193

16 286

1,5%

8 Telecomunicações

100%

CONTROLADAS: Embratel Participações, Star One, Brasil Center, Click21, Via Embratel, Primesys, Embratel TV Sat, Telmex do Brasil COLIGADAS: Net Serviços de Comunicação S.A. e GB Empreendimentos e Participações S.A.

Brasil

Telmex Solutions Telecomunicações Ltda. 75,15% Consertel - Controladora de Serviços de Telecomunicações 22,86% Outros 1,99%

28

34 Perdigão(2) São Paulo, SP

Brasileiro

5 845 006

23 266

1 758 929

59 008

31,9%

34 Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: Perdigão (Export , Agroindustrial, Trading, International, UK, France SARL, Holland B.V., Nihon K.K., Hungary) , PDF Participações , Avipal (Nordeste, Construtora Incorporadora, Centro-Oeste, Alimentos, Estabelecimientos Levino Zaccardo y Cia), UP Alimentos, PSA Participações, Sino dos Alpes Alimentos, Crosban Holdings GMBH, Perdix International Foods Com. Internacional, Plusfood UK, Acheron Beteilingung-sverwaltung GMBH, BFF International, Highline International, Plusfood Groep B.V., Plusfood B.V., Plusfood Constanta SRL, Plusfood Finance UK Ltd., Fribo Foods Ltd, Plusfood France SARL, Plusfood Iberia SL e Plusfood Itália

Brasil, Caiman, Reino Unido, Holanda, Rússia, Japão, Portugal, Singapura, Hungria, Áustria, Romênia, Itália, Emirados Árabes Unidos e Argentina

Caixa de Previ. dos Func. do Banco do Brasil 14,16% Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros 12,04% Fundo Bird 7,26% Fundação Sistel de Seguridade Social 4,00% Fundação Vale do Rio Doce de Seg. Social - Valia 3,72% FPRV1 Sabiá FIM Previdenciário 1,10% Real Grand. Fundo de Previdência e Assistência Social 1,01% Outros 56,71%

29

25 Brasiliana(2) São Paulo, SP

Amer./Brasileiro

5 682 973

269 059

1 721 618

4 836

-0,5%

9 Energia Telecomunicações

99% 1%

CONTROLADAS: AES (Elpa, Eletropaulo, Uruguaiana, Communications, Infoenergy,Minas PCH, Rio PCH), Eletropaulo, Telecomunicações COLIGADA: AES Sul S.A.

Brasil

AES Corporation (através da AES Holding Brasil Ltd. BNDES Participações (BNDESPar)

50,00% 32,67% 14,12% 10,41% 0,30%

(2)

30

30 Sadia Concórdia, SC

Brasileiro

5 414 343 -1 063 258

31

28 Embraer(2) São José dos Campos, SP

Brasileiro

5 296 154

183 462

175 817

62 756

17,7%

24 Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: Sadia ( International, GmbH, Industrial, Overseas), Rezende (Óleo, Marketing e Comunicações), Concórdia, Big Foods Ind de Prod. Alimentícios, Baumhardt COLIGADA: K&S Alimento

Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Panamá, Portugal, Áustria, Alemanha, Holanda, Japão e Rússia

Grupo do “Acordo de Acionistas” Sunflower Participações S.A. Old Participações Ltda. Previ

2 554 784

23 509

16,5%

33 Autoindústria

100%

CONTROLADAS: Eleb Equipamentos, ECC Leasing, Embraer (Asia Pacific PTE, Aircraft Customer Services, Aviation International), Ogma - Indústria Aeronáutica de Portugal

Brasil, Estados Unidos, França, Portugal, China, Singapura

Caixa de Previdência dos Funcionários do BB Janus Capital Management Cia. Bozano Oppenheimer Fund´s Thounburg Investment Management’s BNDES Participações S.A. BNDESPar

| 25 - 31

VENDAS (em US$ mil 2008)

A receita desse grupo brasileiro em 2008 foi de 5,8 bilhões de dólares e o lucro de 23 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

33

28O– PERDIGÃO

50,00%

13,92% 10,24% 7,85% 6,04% 5,09% 5,05%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

88 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 9-10

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 89

7/2/09 7:49:42 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

| 32 - 40

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

foi a taxa de aumento no ano passado do número de empregados do grupo Andrade Gutierrez

32

33 Andrade Gutierrez(2) Belo Horizonte, MG

Brasileiro

5 221 327

106 667

1 433 468

11 721

42,3%

6 Telecomunicações Ind. da construção Serviços Outros

39,0% 36,9% 23,8% 0,3%

CONTROLADAS: Construtora Andrade Gutierrez, Andrade Gutierrez (Participações, Capital, Contractors, Angra Partners), Excelsa (Adm. e Part.)

Brasil, Argentina, Angola, Argélia, Bolívia, Camarões, Colômbia, Chile, Congo, Equador, Espanha, Guiné Equatorial, Grécia, Mauritânia, México, Peru, Portugal, República Dominicana, Venezuela, Antígua

MAIORES | GRUPOS

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

%

33

29 Souza Cruz(2) Rio de Janeiro, RJ

Inglês

4 905 636

534 703

910 697

7 039

-2,7%

4 Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: Souza Cruz Trading, Yolanda Particip.

55 países, entre eles Brasil, Argentina, British A.T. Company Nerd B.V. 75,26% Austrália, Estados Unidos, Bélgica, Canadá, China, Colômbia, Dinamarca, Egito, El Salvador, França, Finlândia, Alemanha, Guatemala, Honduras, Indonésia, Emirados Árabes, Itália

32 TAM(2) São Paulo, SP

Brasileiro

4 888 245

-581 988

268 772

24 389

19,2%

Anglo-holandês

4 840 621

NI

NI

12 000

0%

Brasileiro

4 834 758

360 887

1 765 634

4 776

1,3%

34

35

36

• Unilever Brasil(1) São Paulo, SP

31 Safra(2) São Paulo, SP

COLIGADAS: Yolanda Netherlands B.V., Souza Cruz Overseas

37

35 Lojas Americanas(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

4 253 637

49 888

137 562

16 000

2,6%

38

36 Organizações Globo(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

4 088 737

NI

NI

NI

NI

39

43 Louis Dreyfus(2) São Paulo, SP

Francês

4 081 113

-27 929

593 965

19 683

-8,8%

37 Whirlpool(2) São Paulo, SP

Americano

40

7 Transporte

100%

CONTROLADAS: TAM (Linhas Aéreas, Airlines, Participações, Viagens, Capital, Financial 1, Financial 2)

Brasil, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Peru, Chile, Espanha

TEP Participações Agropecuária Nova Fronteira Outros

NI Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: Unilever Brasil, Unilever Brasil Alimentos, Unilever Brasil Higiene Pessoal e Limpeza, Unilever Brasil Gelados do Nordeste, Unilever Brasil Nordeste Produtos de Limpeza COLIGADAS: ITB - Ice Tea do Brasil (joint venture com a AmBev) / UP! Alimentos (joint venture com a Perdigão)

100 países, entre eles Brasil, Estados Unidos, Inglaterra

NI

17 Financeiro

100%

CONTROLADAS: Banco Safra, Safra (DTVM, Leasing, CVC, Vida e Previdência, Seguros Brasil Gerais, Cia. Securitizadora), Elong, Banco Safra de Investimentos, Sercom Com. e Serv., Banco J. Safra, Pastoril Agropecuária Couto Magalhães, Aratu, Berillo, Taquari

Joseph Yacoub Safra JS Administração de Recursos S.A. Outros

98,4% 1,6%

CONTROLADAS: Lojas Americanas (Amazônia, Home Shopping), B2W - Companhia Global de Varejo, BWU Comércio e Entretenimento, Vitória Participações, Facilita (Promotora, Serviços e Propaganda), Posto Vicom, Submarino (Viagens e Turismo, Finance Promotora de Crédito), ST Importações, 8M Participações, FAI, Ingresso.com COLIGADAS: São Carlos Empreendimentos e Participações

Brasil

Velame Administração de Recursos e Participações 17,70% Cia. Brasileira de Varejo 16,64% Oppenheimer Developing Markets Funds 3,48% Carlos Alberto da Veiga Sicupira 3,21% Tobias Cepelowicz 2,40% S-Velame Administração de Recursos e Participações 1,62% Dreaming Spires 1,43% Volker 1,42%

100%

CONTROLADAS: Globo Comunicação e Participações, Infoglobo Comunicações, Editora Globo, Globosat Programadora, Agência O Globo Serviços de Imprensa, Diário de São Paulo COLIGADAS: Canal Brasil, NET Serviços de Comunicação, PB Brasil Entretenimento, Telecine Programação de Filmes, USA Brasil Programadora, Sky Brasil Serviços, Valor Econômico, Zap

Brasil, Inglaterra, Estados Unidos

José Roberto Marinho João Roberto Marinho Roberto Irineu Marinho

CONTROLADAS: Louis Dreyfus Commodities (Agroindustrial, Bioenergia), Coimbra

Mais de 50 países, entre eles Brasil, Estados Unidos, Argentina, França, Suíça, China

Louis Dreyfus Commodities B.V.

15 Varejo Financeiro

104 Comunicações

17 Prod. agropecuária

100%

Frutesp 3 791 666

283 621

672 823

15 784

-3,5%

Administradora São Miguel Ltda. 33,34% Administradora Sant’Ana Ltda. 33,33% Administradora Santo Estevão S.A. 33,33%

14 Eletroeletrônico

100%

CONTROLADAS: Brastemp da Amazônia, Consórcio Nacional Brastemp, Beijing 170 países, entre eles Brasil, Argentina, Chile, Embraco, Ealing Compañia de Gestiones y Participaciones, Embraco (México, North México, China, Estados Unidos, Uruguai America, México Servicios), Latin America, Whirlpool (Argentina, Chile), Mlog Armazém, Qingadao, BUD Comércio de Eletrodomésticos

Whirlpool do Brasil Ltda. Brasmotor S.A. Outros

46,20% 0,05% 53,75%

| 32 - 40

VENDAS (em US$ mil 2008)

A receita do grupo em 2008 foi de quase 5 bilhões de dólares, sendo que 100% dela foi obtida com bens de consumo

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

40

33O– SOUZA CRUZ

94,02% 5,89% 0,09%

33,33% 33,33% 33,33%

100,00% 49,94% 44,23% 5,83%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

90 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 11-12

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 91

7/2/09 7:49:54 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

| 32 - 40

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

foi a taxa de aumento no ano passado do número de empregados do grupo Andrade Gutierrez

32

33 Andrade Gutierrez(2) Belo Horizonte, MG

Brasileiro

5 221 327

106 667

1 433 468

11 721

42,3%

6 Telecomunicações Ind. da construção Serviços Outros

39,0% 36,9% 23,8% 0,3%

CONTROLADAS: Construtora Andrade Gutierrez, Andrade Gutierrez (Participações, Capital, Contractors, Angra Partners), Excelsa (Adm. e Part.)

Brasil, Argentina, Angola, Argélia, Bolívia, Camarões, Colômbia, Chile, Congo, Equador, Espanha, Guiné Equatorial, Grécia, Mauritânia, México, Peru, Portugal, República Dominicana, Venezuela, Antígua

MAIORES | GRUPOS

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

%

33

29 Souza Cruz(2) Rio de Janeiro, RJ

Inglês

4 905 636

534 703

910 697

7 039

-2,7%

4 Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: Souza Cruz Trading, Yolanda Particip.

55 países, entre eles Brasil, Argentina, British A.T. Company Nerd B.V. 75,26% Austrália, Estados Unidos, Bélgica, Canadá, China, Colômbia, Dinamarca, Egito, El Salvador, França, Finlândia, Alemanha, Guatemala, Honduras, Indonésia, Emirados Árabes, Itália

32 TAM(2) São Paulo, SP

Brasileiro

4 888 245

-581 988

268 772

24 389

19,2%

Anglo-holandês

4 840 621

NI

NI

12 000

0%

Brasileiro

4 834 758

360 887

1 765 634

4 776

1,3%

34

35

36

• Unilever Brasil(1) São Paulo, SP

31 Safra(2) São Paulo, SP

COLIGADAS: Yolanda Netherlands B.V., Souza Cruz Overseas

37

35 Lojas Americanas(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

4 253 637

49 888

137 562

16 000

2,6%

38

36 Organizações Globo(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

4 088 737

NI

NI

NI

NI

39

43 Louis Dreyfus(2) São Paulo, SP

Francês

4 081 113

-27 929

593 965

19 683

-8,8%

37 Whirlpool(2) São Paulo, SP

Americano

40

7 Transporte

100%

CONTROLADAS: TAM (Linhas Aéreas, Airlines, Participações, Viagens, Capital, Financial 1, Financial 2)

Brasil, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Peru, Chile, Espanha

TEP Participações Agropecuária Nova Fronteira Outros

NI Bens de consumo

100%

CONTROLADAS: Unilever Brasil, Unilever Brasil Alimentos, Unilever Brasil Higiene Pessoal e Limpeza, Unilever Brasil Gelados do Nordeste, Unilever Brasil Nordeste Produtos de Limpeza COLIGADAS: ITB - Ice Tea do Brasil (joint venture com a AmBev) / UP! Alimentos (joint venture com a Perdigão)

100 países, entre eles Brasil, Estados Unidos, Inglaterra

NI

17 Financeiro

100%

CONTROLADAS: Banco Safra, Safra (DTVM, Leasing, CVC, Vida e Previdência, Seguros Brasil Gerais, Cia. Securitizadora), Elong, Banco Safra de Investimentos, Sercom Com. e Serv., Banco J. Safra, Pastoril Agropecuária Couto Magalhães, Aratu, Berillo, Taquari

Joseph Yacoub Safra JS Administração de Recursos S.A. Outros

98,4% 1,6%

CONTROLADAS: Lojas Americanas (Amazônia, Home Shopping), B2W - Companhia Global de Varejo, BWU Comércio e Entretenimento, Vitória Participações, Facilita (Promotora, Serviços e Propaganda), Posto Vicom, Submarino (Viagens e Turismo, Finance Promotora de Crédito), ST Importações, 8M Participações, FAI, Ingresso.com COLIGADAS: São Carlos Empreendimentos e Participações

Brasil

Velame Administração de Recursos e Participações 17,70% Cia. Brasileira de Varejo 16,64% Oppenheimer Developing Markets Funds 3,48% Carlos Alberto da Veiga Sicupira 3,21% Tobias Cepelowicz 2,40% S-Velame Administração de Recursos e Participações 1,62% Dreaming Spires 1,43% Volker 1,42%

100%

CONTROLADAS: Globo Comunicação e Participações, Infoglobo Comunicações, Editora Globo, Globosat Programadora, Agência O Globo Serviços de Imprensa, Diário de São Paulo COLIGADAS: Canal Brasil, NET Serviços de Comunicação, PB Brasil Entretenimento, Telecine Programação de Filmes, USA Brasil Programadora, Sky Brasil Serviços, Valor Econômico, Zap

Brasil, Inglaterra, Estados Unidos

José Roberto Marinho João Roberto Marinho Roberto Irineu Marinho

CONTROLADAS: Louis Dreyfus Commodities (Agroindustrial, Bioenergia), Coimbra

Mais de 50 países, entre eles Brasil, Estados Unidos, Argentina, França, Suíça, China

Louis Dreyfus Commodities B.V.

15 Varejo Financeiro

104 Comunicações

17 Prod. agropecuária

100%

Frutesp 3 791 666

283 621

672 823

15 784

-3,5%

Administradora São Miguel Ltda. 33,34% Administradora Sant’Ana Ltda. 33,33% Administradora Santo Estevão S.A. 33,33%

14 Eletroeletrônico

100%

CONTROLADAS: Brastemp da Amazônia, Consórcio Nacional Brastemp, Beijing 170 países, entre eles Brasil, Argentina, Chile, Embraco, Ealing Compañia de Gestiones y Participaciones, Embraco (México, North México, China, Estados Unidos, Uruguai America, México Servicios), Latin America, Whirlpool (Argentina, Chile), Mlog Armazém, Qingadao, BUD Comércio de Eletrodomésticos

Whirlpool do Brasil Ltda. Brasmotor S.A. Outros

46,20% 0,05% 53,75%

| 32 - 40

VENDAS (em US$ mil 2008)

A receita do grupo em 2008 foi de quase 5 bilhões de dólares, sendo que 100% dela foi obtida com bens de consumo

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

40

33O– SOUZA CRUZ

94,02% 5,89% 0,09%

33,33% 33,33% 33,33%

100,00% 49,94% 44,23% 5,83%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

90 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 11-12

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 91

7/2/09 7:49:54 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 41 - 48

2008 2007

41

• Portugal Telecom(2) São Paulo, SP

Português

3 701 051

NI

NI

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

19 920

16,7%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

NI Serviços

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

CONTROLADAS: Portugal Telecom Brasil, Vivo Participações, Mobitel, PT Inovação

Brasil COLIGADA: UOL

42

43

• Bracol(3) Lins, SP 39 SulAmérica S.A.(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

3 657 480

444 401

1 554 508

31 369

1%

Brasileiro

3 342 232

177 981

978 022

5 506

-1,4%

38 Endesa Brasil(2) Niterói, RJ

Espanhol

40 Energias do Brasil(2) São Paulo, SP

Português

46

61 Unipar(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

3 113 489

-65 174

441 679

47

41 Citibank(2) São Paulo, SP

Americano

3 010 647

573 195

1 891 496

6 099

12,6%

48

68 Marfrig(2) Santo André, SP

Brasileiro

3 008 829

-15 190

1 168 101

39 219

99,6%

44

45

3 256 118

3 192 007

243 979

166 358

2 542 946

1 671 929

2 806

-3,4%

2 343 -19,8%

32 Prod. agronegócio Outros 17 Serviços Financeiro

7 Energia

23 Energia

90% 10% 99,7% 0,3%

100%

100%

CONTROLADAS: Bertin, Bertin Corp., Mafrip - Matadouro Frigorífico Rio Pardo

6 Quím. e petroq.

foi o total de funcionários do grupo Citibank no Brasil em 2008, 13% mais que em 2007

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

Portugal, Brasil, Marrocos, Angola, Macau, Namíbia, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor

Telefonica 10,00% Brandes Investments Partners 9,48% Grupo Espírito Santo 9,34% Grupo Caixa Geral de Depósitos 7,28% Ongoing Strategy Investments 5,35% BBVA 2,58% Grupo Barclays 2,54% Controlinvest Comunicações 2,17% Taube Hodson Stonex Partners 2,06% Grupo Visabeira 2,01% Ontario Teachers’ Pension Plan Board 2,00%

Brasil, Estados Unidos, China, Rússia, Itália, Irã, Angola, Hong Kong, Bélgica, Reino Unido, Emirados Árabes, Alemanha, Suíça

NI

CONTROLADAS: Saepar Serv. e Partic., Sul América Cia. Nacional de Seguros, Sul Brasil América (Seguros de Vida e Previdência, de Seguro Saúde, Cia. de Seguros Gerais, Investimentos e Participações, Seguro Saúde, Investimentos, DTVM, Clube Sul América Participações Saúde, Vida e Previdência, Serviços de Saúde, International Limited), Cival Reinsurance Company, Executivos S.A. Adm. e Promoção de Seguros

Sulasapar Participações S.A. ING Insurance International B.V.

CONTROLADAS: Endesa (Cien, Fortaleza, Cachoeira), Investluz, Ampla (Energia e Serviços, Investimentos e Serviços), Coelce

Brasil

Empresa Nacional de Eletricidad S.A. Endesa Latinoamérica S.A. Enersis S.A. Chilectra S.A. Chilectra Inversud S.A. Edegel S.A. IFC

CONTROLADAS: EDP (Energias do Brasil, Lajeado), Bandeirantes, Escelsa, Enercouto

Brasil

EDP - Energias de Portugal S.A. 25,02% Energias de Portugal Investments and Services, Soc. 24,08% Balwerk - Econômica e Particip., Soc Unipessoal Lt. 15,70%

COLIGADA: EDP Renováveis Brasil

2 366 -18,7%

mil

32,88% 21,21%

35,29% 27,71% 21,46% 4,53% 4,23% 4,07% 2,70%

100%

CONTROLADAS: Unipar Comercial, Unipar, Quattor, Polibutenos, Carbocloro

Brasil, Ilhas Virgens Britânicas

Vila Velha S.A. Adm. e Partic. 19,12% Victor Adler 11,26% Luiz Barsi Filho 5,37% G.A.S. Fundo de Investimento 2,89% CSHG Verde Master Fundo de Investimento 1,67% Maria Cecília S.S. Geyer 0,48% Outros 59,22%

10 Financeiro

100%

CONTROLADAS: Banco Citibank, Citibank (Leasing, DTVM, Companhia Hipotecária, Corretora de Seguros), Citigroup Global Markets Brasil CCTVM, Banco Citicards, Redecard, Credicard Administração

Mais de 140 países, entre eles, Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, China, Japão

NI

57 Prod. agropecuária

100%

CONTROLADAS: Argentine Breeders & Packers, Frigoclass Alim., Marfrig Chile, Inaler, União Européia, Rússia, América Central, Frigorífico Tacuarembó, Weston Importers, Masplen Limited, Prestcott Intern., América do Sul, Ásia, Nafta, África Secculum Partic., União Frederiquense, Quickfood, Estabelecimentos Colonia

MMS Participações S.A. BNDES Participações S.A. OSI Intern. Holding Limites

| 41 - 48

VENDAS (em US$ mil 2008)

Esse grupo brasileiro obteve em 2008 uma receita de 3,3 bilhões de dólares e um lucro de 178 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

6

43O– SULAMÉRICA

50,44% 14,66% 7,51%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

92 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 13-14

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 93

7/2/09 7:50:30 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 41 - 48

2008 2007

41

• Portugal Telecom(2) São Paulo, SP

Português

3 701 051

NI

NI

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

19 920

16,7%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

NI Serviços

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

CONTROLADAS: Portugal Telecom Brasil, Vivo Participações, Mobitel, PT Inovação

Brasil COLIGADA: UOL

42

43

• Bracol(3) Lins, SP 39 SulAmérica S.A.(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

3 657 480

444 401

1 554 508

31 369

1%

Brasileiro

3 342 232

177 981

978 022

5 506

-1,4%

38 Endesa Brasil(2) Niterói, RJ

Espanhol

40 Energias do Brasil(2) São Paulo, SP

Português

46

61 Unipar(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

3 113 489

-65 174

441 679

47

41 Citibank(2) São Paulo, SP

Americano

3 010 647

573 195

1 891 496

6 099

12,6%

48

68 Marfrig(2) Santo André, SP

Brasileiro

3 008 829

-15 190

1 168 101

39 219

99,6%

44

45

3 256 118

3 192 007

243 979

166 358

2 542 946

1 671 929

2 806

-3,4%

2 343 -19,8%

32 Prod. agronegócio Outros 17 Serviços Financeiro

7 Energia

23 Energia

90% 10% 99,7% 0,3%

100%

100%

CONTROLADAS: Bertin, Bertin Corp., Mafrip - Matadouro Frigorífico Rio Pardo

6 Quím. e petroq.

foi o total de funcionários do grupo Citibank no Brasil em 2008, 13% mais que em 2007

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

Portugal, Brasil, Marrocos, Angola, Macau, Namíbia, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor

Telefonica 10,00% Brandes Investments Partners 9,48% Grupo Espírito Santo 9,34% Grupo Caixa Geral de Depósitos 7,28% Ongoing Strategy Investments 5,35% BBVA 2,58% Grupo Barclays 2,54% Controlinvest Comunicações 2,17% Taube Hodson Stonex Partners 2,06% Grupo Visabeira 2,01% Ontario Teachers’ Pension Plan Board 2,00%

Brasil, Estados Unidos, China, Rússia, Itália, Irã, Angola, Hong Kong, Bélgica, Reino Unido, Emirados Árabes, Alemanha, Suíça

NI

CONTROLADAS: Saepar Serv. e Partic., Sul América Cia. Nacional de Seguros, Sul Brasil América (Seguros de Vida e Previdência, de Seguro Saúde, Cia. de Seguros Gerais, Investimentos e Participações, Seguro Saúde, Investimentos, DTVM, Clube Sul América Participações Saúde, Vida e Previdência, Serviços de Saúde, International Limited), Cival Reinsurance Company, Executivos S.A. Adm. e Promoção de Seguros

Sulasapar Participações S.A. ING Insurance International B.V.

CONTROLADAS: Endesa (Cien, Fortaleza, Cachoeira), Investluz, Ampla (Energia e Serviços, Investimentos e Serviços), Coelce

Brasil

Empresa Nacional de Eletricidad S.A. Endesa Latinoamérica S.A. Enersis S.A. Chilectra S.A. Chilectra Inversud S.A. Edegel S.A. IFC

CONTROLADAS: EDP (Energias do Brasil, Lajeado), Bandeirantes, Escelsa, Enercouto

Brasil

EDP - Energias de Portugal S.A. 25,02% Energias de Portugal Investments and Services, Soc. 24,08% Balwerk - Econômica e Particip., Soc Unipessoal Lt. 15,70%

COLIGADA: EDP Renováveis Brasil

2 366 -18,7%

mil

32,88% 21,21%

35,29% 27,71% 21,46% 4,53% 4,23% 4,07% 2,70%

100%

CONTROLADAS: Unipar Comercial, Unipar, Quattor, Polibutenos, Carbocloro

Brasil, Ilhas Virgens Britânicas

Vila Velha S.A. Adm. e Partic. 19,12% Victor Adler 11,26% Luiz Barsi Filho 5,37% G.A.S. Fundo de Investimento 2,89% CSHG Verde Master Fundo de Investimento 1,67% Maria Cecília S.S. Geyer 0,48% Outros 59,22%

10 Financeiro

100%

CONTROLADAS: Banco Citibank, Citibank (Leasing, DTVM, Companhia Hipotecária, Corretora de Seguros), Citigroup Global Markets Brasil CCTVM, Banco Citicards, Redecard, Credicard Administração

Mais de 140 países, entre eles, Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, China, Japão

NI

57 Prod. agropecuária

100%

CONTROLADAS: Argentine Breeders & Packers, Frigoclass Alim., Marfrig Chile, Inaler, União Européia, Rússia, América Central, Frigorífico Tacuarembó, Weston Importers, Masplen Limited, Prestcott Intern., América do Sul, Ásia, Nafta, África Secculum Partic., União Frederiquense, Quickfood, Estabelecimentos Colonia

MMS Participações S.A. BNDES Participações S.A. OSI Intern. Holding Limites

| 41 - 48

VENDAS (em US$ mil 2008)

Esse grupo brasileiro obteve em 2008 uma receita de 3,3 bilhões de dólares e um lucro de 178 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

6

43O– SULAMÉRICA

50,44% 14,66% 7,51%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

92 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 13-14

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 93

7/2/09 7:50:30 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 49 - 56

2008 2007

49

50

51

52

53

54

55

56

50 Gol(2) São Paulo, SP

Brasileiro

51 Renault(2) São José dos Pinhais, PR

Francês

45 521 Participações(3) Rio de Janeiro, RJ • Ale(2) Natal, RN

49 Rede(2) São Paulo, SP

2 962 978

2 790 092

-592 530

15 003

558 000

558 201

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

15 911

4 578

1,2%

-0,2%

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

5 Transporte

2 Autoindústria

100%

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

CONTROLADAS: VRG Linhas Aéreas, GAC, Gol Finance Cayman, Sky Finance

CONTROLADAS: Renault (do Brasil, do Brasil Comércio e Participações Ltda.)

foi a fatia de participação do setor de bens de capital da receita do grupo Weg em 2008

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

Fundo de Investimento em Partic Asas Ações em tesouraria Outros

108 países, entre eles, Brasil, França, Alemanha, Cofal - Comp. Fincanciere Itália, Reino Unido, Espanha, Argentina, Chile pour l’Amerique Latine Renault SAS Fundo de Desenvolvimento Econômico - PR

Brasileiro

2 748 396

288 181

1 214 126

NI

NI

NI Energia

100%

CONTROLADAS: 521 Participações, CPFL Energia, Neoenergia, Itapebi

Brasil

NI

Brasileiro

2 737 173

-233

50 564

946

31,4%

3 Atacado

100%

CONTROLADAS: Alecred, Polipetro, Ale Combustíveis

Brasil

Tas Participações S.A. Ale Participações Societárias Ltda.

Brasileiro

2 697 931

87 864

485 386

6 368

15,1%

55 Weg(2) Jaraguá do Sul, SC

Brasileiro

44 Dow(2) São Paulo, SP

Americano

2 637 810

-2 791

761 294

2 324

14,7%

Brasileiro

2 454 217

248 123

1 158 837

29 873

16,5%

• Queiroz Galvão(2) Rio de Janeiro, RJ

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

%

2 641 184

239 795

932 212

21 815

11,8%

13 Energia

100%

CONTROLADAS: Centrais Elétricas Matogrossenses, Centrais Elétricas do Pará, Companhia de Energia Elétrica do Estado de Tocantins, Empresa Energética do Mato Grosso do Sul, Caiuá Distribuição de Energia do Vale Paranapanema, Companhia Nacional de Energia Elétrica, Empresa Elétrica Bragantina, Companhia Força e Luz do Oeste, Tangará Energia, Rede Comercializadora de Serviços, Rede Eletricidade e Serviços, Juruena Energia

Brasil

Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema S.A. BNDES Participações S.A. - BNDESPar Denerge Desenvolvimento Energético S.A. Outros

CONTROLADAS: Weg (Equipamentos Elétricos, Exportadora, Indústrias, Chile, Colômbia, Equipamentos Elétricos, Amazonia, Automação, Itajaia Equipamentos Elétricos, Indústrias Venezuela, México, Transformadores México, Electric Corp, Overseas, Europe, France, Germany, Iberia, Electric Motors, Italia, Euro Ind. Eletricas, Scandinavia, Austrália, Electric India, Electric Motors Japan, Nantong Electric Mortors, Singapore, Middle East, Industrie India), Trafo Equip. Elétricos, Hidráulica Indl, Nantong Testing Station COLIGADA: Voltran

Brasil, Chile, Colômbia, Argentina, Venezuela, México, Estados Unidos, Bélgica, França, Alemanha, Inglaterra, Itália, Suécia, Austrália, Índia, Japão, China, Singapura, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Rússia, Portugal, Espanha

80,29% 19,56% 0,15%

50,00% 50,00%

55,00% 25,30% 15,62% 4,08%

34 Bens de capital Energia Eletroeletrônico Quím. e petroq.

55% 27% 13% 5%

8 Quím. e petroq.

100%

CONTROLADAS: Dow (Brasil, Sudeste, Agrosciences Industrial, Especialidades Química, Banco Composta de Engenharia), Keytil, Agromem Tecnologia, Dopec Indústria e Comércio

Brasil, Estados Unidos, Argentina, Japão, China, The Dow Chemical Company 100,00% Chile, Colômbia, Peru, Austrália, Bélgica, Índia, México, Paraguai, Venezuela, Suíça, Itália, Países Baixos

50% 31% 10% 8% 1%

CONTROLADAS: Construtora Queiroz Galvão, Queiros Galvão Participações e Concessões S.A., Vital Engenharia Ambiental S.A., Queiroz Galvão Indústria e Agropecuária S.A., Queiroz Galvão Óleo e Gás S.A. COLIGADAS: Cia. Siderúrgica Vale do Pindaré, Cosima, Siderúrgica do Maranhão, Agropecuária Rio Aratau, Potiporã Alimentos, Energia Verde Produção Rural, Pedreira Guarany, Intersur Concesiones, Construtora SUR, Queiroz Galvão (Alimentos, Empreendimentos, Desenvolvimento Imobiliário, Serviços Especiais de Engenharia, International, Bolívia, Peru, Chile, Líbia, Angola, Nicaragua, Importação e Exportação, Engenharia, Petro, Rodovias) Construtora Recife, NEDL Construções de Dutos do Nordeste, Estaleiro Atlântico Sul, Alfasete Sociedade, RG Sul Participações, Ecourbis Ambiental, Quebec, EOl Energy, Locav Águas do Paraíba, Concessionária do Juturnaíba, Saneamento Ambiental Águas do Brasil, Rodovias Integradas do Pará

Brasil, Chile, Peru, Nicarágua, Angola, Líbia

55 Ind. da construção Serviços Energia Sider. e metalurgia Prod. agropecuária

Weg Participações e Serviços S.A. Werner Ricardo Voigt e Família Eggon João da Silva e Família Lilian Werninghaus e Família Outros

73,13% 0,78% 26,09%

Carmem Lúcia Galvão de S. Leão Ricardo de Queiroz Galvão Suzana de Queiroz Galvão Cristina de Queiroz Galvão Antonio Augusto de Queiroz Galvão Maria Dulce de Queiroz Galvão Maurício José de Queiroz Galvão Fernando de Queiroz Galvão Marcos de Queiroz Galvão Carlos de Queiroz Galvão Roberto Queiroz Galvão

| 49 - 56

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo é formado por cinco empresas e terminou 2008 com patrimônio legal de 558 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

55

49O– GOL

51,14% 6,02% 5,84% 2,63% 34,37%

9,09% 9,09% 9,09% 9,09% 8,89% 8,89% 8,89% 8,89% 8,89% 8,89% 8,89%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

94 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 15-16

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 95

7/2/09 7:50:51 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 49 - 56

2008 2007

49

50

51

52

53

54

55

56

50 Gol(2) São Paulo, SP

Brasileiro

51 Renault(2) São José dos Pinhais, PR

Francês

45 521 Participações(3) Rio de Janeiro, RJ • Ale(2) Natal, RN

49 Rede(2) São Paulo, SP

2 962 978

2 790 092

-592 530

15 003

558 000

558 201

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

15 911

4 578

1,2%

-0,2%

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

5 Transporte

2 Autoindústria

100%

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

CONTROLADAS: VRG Linhas Aéreas, GAC, Gol Finance Cayman, Sky Finance

CONTROLADAS: Renault (do Brasil, do Brasil Comércio e Participações Ltda.)

foi a fatia de participação do setor de bens de capital da receita do grupo Weg em 2008

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

Fundo de Investimento em Partic Asas Ações em tesouraria Outros

108 países, entre eles, Brasil, França, Alemanha, Cofal - Comp. Fincanciere Itália, Reino Unido, Espanha, Argentina, Chile pour l’Amerique Latine Renault SAS Fundo de Desenvolvimento Econômico - PR

Brasileiro

2 748 396

288 181

1 214 126

NI

NI

NI Energia

100%

CONTROLADAS: 521 Participações, CPFL Energia, Neoenergia, Itapebi

Brasil

NI

Brasileiro

2 737 173

-233

50 564

946

31,4%

3 Atacado

100%

CONTROLADAS: Alecred, Polipetro, Ale Combustíveis

Brasil

Tas Participações S.A. Ale Participações Societárias Ltda.

Brasileiro

2 697 931

87 864

485 386

6 368

15,1%

55 Weg(2) Jaraguá do Sul, SC

Brasileiro

44 Dow(2) São Paulo, SP

Americano

2 637 810

-2 791

761 294

2 324

14,7%

Brasileiro

2 454 217

248 123

1 158 837

29 873

16,5%

• Queiroz Galvão(2) Rio de Janeiro, RJ

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

%

2 641 184

239 795

932 212

21 815

11,8%

13 Energia

100%

CONTROLADAS: Centrais Elétricas Matogrossenses, Centrais Elétricas do Pará, Companhia de Energia Elétrica do Estado de Tocantins, Empresa Energética do Mato Grosso do Sul, Caiuá Distribuição de Energia do Vale Paranapanema, Companhia Nacional de Energia Elétrica, Empresa Elétrica Bragantina, Companhia Força e Luz do Oeste, Tangará Energia, Rede Comercializadora de Serviços, Rede Eletricidade e Serviços, Juruena Energia

Brasil

Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema S.A. BNDES Participações S.A. - BNDESPar Denerge Desenvolvimento Energético S.A. Outros

CONTROLADAS: Weg (Equipamentos Elétricos, Exportadora, Indústrias, Chile, Colômbia, Equipamentos Elétricos, Amazonia, Automação, Itajaia Equipamentos Elétricos, Indústrias Venezuela, México, Transformadores México, Electric Corp, Overseas, Europe, France, Germany, Iberia, Electric Motors, Italia, Euro Ind. Eletricas, Scandinavia, Austrália, Electric India, Electric Motors Japan, Nantong Electric Mortors, Singapore, Middle East, Industrie India), Trafo Equip. Elétricos, Hidráulica Indl, Nantong Testing Station COLIGADA: Voltran

Brasil, Chile, Colômbia, Argentina, Venezuela, México, Estados Unidos, Bélgica, França, Alemanha, Inglaterra, Itália, Suécia, Austrália, Índia, Japão, China, Singapura, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Rússia, Portugal, Espanha

80,29% 19,56% 0,15%

50,00% 50,00%

55,00% 25,30% 15,62% 4,08%

34 Bens de capital Energia Eletroeletrônico Quím. e petroq.

55% 27% 13% 5%

8 Quím. e petroq.

100%

CONTROLADAS: Dow (Brasil, Sudeste, Agrosciences Industrial, Especialidades Química, Banco Composta de Engenharia), Keytil, Agromem Tecnologia, Dopec Indústria e Comércio

Brasil, Estados Unidos, Argentina, Japão, China, The Dow Chemical Company 100,00% Chile, Colômbia, Peru, Austrália, Bélgica, Índia, México, Paraguai, Venezuela, Suíça, Itália, Países Baixos

50% 31% 10% 8% 1%

CONTROLADAS: Construtora Queiroz Galvão, Queiros Galvão Participações e Concessões S.A., Vital Engenharia Ambiental S.A., Queiroz Galvão Indústria e Agropecuária S.A., Queiroz Galvão Óleo e Gás S.A. COLIGADAS: Cia. Siderúrgica Vale do Pindaré, Cosima, Siderúrgica do Maranhão, Agropecuária Rio Aratau, Potiporã Alimentos, Energia Verde Produção Rural, Pedreira Guarany, Intersur Concesiones, Construtora SUR, Queiroz Galvão (Alimentos, Empreendimentos, Desenvolvimento Imobiliário, Serviços Especiais de Engenharia, International, Bolívia, Peru, Chile, Líbia, Angola, Nicaragua, Importação e Exportação, Engenharia, Petro, Rodovias) Construtora Recife, NEDL Construções de Dutos do Nordeste, Estaleiro Atlântico Sul, Alfasete Sociedade, RG Sul Participações, Ecourbis Ambiental, Quebec, EOl Energy, Locav Águas do Paraíba, Concessionária do Juturnaíba, Saneamento Ambiental Águas do Brasil, Rodovias Integradas do Pará

Brasil, Chile, Peru, Nicarágua, Angola, Líbia

55 Ind. da construção Serviços Energia Sider. e metalurgia Prod. agropecuária

Weg Participações e Serviços S.A. Werner Ricardo Voigt e Família Eggon João da Silva e Família Lilian Werninghaus e Família Outros

73,13% 0,78% 26,09%

Carmem Lúcia Galvão de S. Leão Ricardo de Queiroz Galvão Suzana de Queiroz Galvão Cristina de Queiroz Galvão Antonio Augusto de Queiroz Galvão Maria Dulce de Queiroz Galvão Maurício José de Queiroz Galvão Fernando de Queiroz Galvão Marcos de Queiroz Galvão Carlos de Queiroz Galvão Roberto Queiroz Galvão

| 49 - 56

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo é formado por cinco empresas e terminou 2008 com patrimônio legal de 558 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

55

49O– GOL

51,14% 6,02% 5,84% 2,63% 34,37%

9,09% 9,09% 9,09% 9,09% 8,89% 8,89% 8,89% 8,89% 8,89% 8,89% 8,89%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

94 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 15-16

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 95

7/2/09 7:50:51 PM


ORDEM

GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 57 - 63

2008 2007

57

58

53 Porto Seguro(2) São Paulo, SP

57 Schincariol(2) Itu, SP

Brasileiro

Brasileiro

2 390 891

2 262 473

124 166

-56 684

840. 440

460 587

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

7 270

10 640

2,0%

-1,8%

59

60 Natura(2) Itapecerica da Serra, SP

Brasileiro

2 230 523

221 699

298 854

5 698

-3,7%

60

54 Makro(2) São Paulo, SP

Holandês

2 225 251

42 617

181 870

5 624

20,0%

61

48 ArcelorMittal Inox(3) Belo Horizonte, MG

Inglês

2 190 821

14 758

682 430

NI

NI

62

84 Caixa Seguros(2) Brasília, DF

Francês

2 171 452

272 874

716 899

740

-1,1%

63

80 Jereissati(2) São Paulo, SP

Brasileiro

2 168 471

8. 335

355. 657

84 000

18,3%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

16 Serviços 95,38% Prestadoras de serviços e consórcios de bens 3,08% Financeiro 1,54%

21 Bens de consumo

24 Bens de consumo

5 Atacado NI Sider. e metalurgia 5 Serviços 37 Telecomunicações Outros

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

CONTROLADAS: Porto Seguro, Porto Seguro (Cia. de Seguros Gerais, Segura Saúde, Vida e Previdência, Seguros Del Uruguay, Adm. de Consórcios, Proteção e Monitoramento, Serviços, Atendimento), Azul Cia. de Seguros Gerais, Portoseg, Portopar, Portomed, Portoserv, Integração Assessoria e Informática, Crediporto Promotora de Serviços

CONTROLADAS: Primo Schincariol Ind. de Cervejas e Refrigerantes, Primo Schincariol Ind. de Cervejas e Refrigerantes (do Nordeste, de Alagoas), Cia. de Bebidas do Rio de Janeiro, GEF Concentrados, Cervejaria Baden Baden, Schincariol (Logística e Distribuição, Agropecuária, Empresa de Mineração, International Trading e Serviços), Schimar, Codam, MS, Mango COLIGADAS: Primo Schincariol Ind. de Cervejas e Refrigerantes (do Norte/Nordeste, do MS, de Alagoas), Schincariol (Logística e Distribuição, Empresa de Mineração), Codam, Schincariol Participações e Representações, Ind. de Bebidas Igarassu, Sonar, Creme, Cervejaria Sudtrack

% foi a taxa de aumento da equipe de funcionários da rede atacadista Makro no ano passado

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

Brasil, Uruguai

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

Pares Empreend. e Participações S.A. Rosag Empreend. e Participações S.A. Credit Suisse Hedging-Griffo Tarpon Investimentos S.A. Rosas Empreend. e Participações Ltda. Outros

Brasil

Aleadri Schini Participações e Representações Ltda. Jadangil Participações e Representações Ltda.

40,76% 15,68% 10,58% 7,50% 5,96% 19,52% 50,45% 49,55%

100%

CONTROLADAS: Indústria e Comércio de Cosméticos Natura, Natura Cosméticos S.A. Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, (Chile, Peru, Natura Argentina), Natura Brasil Cosmética, Portugal, Natura Inovação Estados Unidos, França, Holanda, México, Peru, e Tecnologia de Produtos, Natura Europa SAS, Natura Cosméticos y Servicios Portugal, Venezuela de Mexico, Natura Cosméticos de Mexico, S.A. de C.V., Natura Distribuidora de Mexico, Natura Cosméticos (Venezuela, Colômbia), Natura Cosmetics USA Co., Flora Medicinal J. Monteiro da Silva, Natura Cosméticos España S.L. - Espanha, Natura (Brasil) International B.V. - Holanda COLIGADAS: Natura Logística e Serviços Ltda., Ybios S.A. (consolidação proporcional – controle conjunto), Natura Innovation et Technologie de Produits SAS - França, Natura Brasil Inc. (EUA - Delaware), Natura International Inc. (EUA - Nova York), Natura Worldwide Trading Company (Costa Rica)

Lisis Participações S.A. Utopia Participações S.A. Passos Participações S.A. ANP Participações S.A. RM Futura Participações S.A. Outros

28,18% 26,89% 6,64% 6,63% 4,67% 26,99%

100%

CONTROLADAS: Makro, SP Particip., NNC Particip., SS Particip., EZFood Serviços

Brasil

SHV Holdings NV

99,94%

100%

CONTROLADAS: Acesita (Serviços Com. Ind. e Part., International, Holding BV)

Brasil

NI

100%

CONTROLADAS: Caixa (Seguradora, Capitalização, Vida e Previdência, Consórcios), Caixa Seguros Assessoria e Consultoria

Brasil

CNP Assurances Caixa Econômica Federal

CONTROLADAS: Jereissati, La Fonte Telecom, Iguatemi Empresa de Shopping

Brasil

Socied. Fiduciária Brasil. Negócios e Partic. Ltda. Caixa de Previdência do Banco do Brasil Fundação Atlântico de Seguridade Social Southmall Holdings Ltda. JP Sul Participações e Representações Comerciais S.A. Ações em Tesouraria Demais acionistas

95,6% 4,4%

Centers

| 57 - 63

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo fechou o ano passado com uma receita de 2,3 bilhões de dólares e um lucro de 124 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

20

57O– PORTO SEGURO

51,00% 48,00% 29,33% 17,55% 12,99% 9,17%

4,39% 0,74% 25,83%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

96 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 17-18

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 97

7/2/09 7:51:14 PM


ORDEM

GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 57 - 63

2008 2007

57

58

53 Porto Seguro(2) São Paulo, SP

57 Schincariol(2) Itu, SP

Brasileiro

Brasileiro

2 390 891

2 262 473

124 166

-56 684

840. 440

460 587

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

7 270

10 640

2,0%

-1,8%

59

60 Natura(2) Itapecerica da Serra, SP

Brasileiro

2 230 523

221 699

298 854

5 698

-3,7%

60

54 Makro(2) São Paulo, SP

Holandês

2 225 251

42 617

181 870

5 624

20,0%

61

48 ArcelorMittal Inox(3) Belo Horizonte, MG

Inglês

2 190 821

14 758

682 430

NI

NI

62

84 Caixa Seguros(2) Brasília, DF

Francês

2 171 452

272 874

716 899

740

-1,1%

63

80 Jereissati(2) São Paulo, SP

Brasileiro

2 168 471

8. 335

355. 657

84 000

18,3%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

16 Serviços 95,38% Prestadoras de serviços e consórcios de bens 3,08% Financeiro 1,54%

21 Bens de consumo

24 Bens de consumo

5 Atacado NI Sider. e metalurgia 5 Serviços 37 Telecomunicações Outros

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

CONTROLADAS: Porto Seguro, Porto Seguro (Cia. de Seguros Gerais, Segura Saúde, Vida e Previdência, Seguros Del Uruguay, Adm. de Consórcios, Proteção e Monitoramento, Serviços, Atendimento), Azul Cia. de Seguros Gerais, Portoseg, Portopar, Portomed, Portoserv, Integração Assessoria e Informática, Crediporto Promotora de Serviços

CONTROLADAS: Primo Schincariol Ind. de Cervejas e Refrigerantes, Primo Schincariol Ind. de Cervejas e Refrigerantes (do Nordeste, de Alagoas), Cia. de Bebidas do Rio de Janeiro, GEF Concentrados, Cervejaria Baden Baden, Schincariol (Logística e Distribuição, Agropecuária, Empresa de Mineração, International Trading e Serviços), Schimar, Codam, MS, Mango COLIGADAS: Primo Schincariol Ind. de Cervejas e Refrigerantes (do Norte/Nordeste, do MS, de Alagoas), Schincariol (Logística e Distribuição, Empresa de Mineração), Codam, Schincariol Participações e Representações, Ind. de Bebidas Igarassu, Sonar, Creme, Cervejaria Sudtrack

% foi a taxa de aumento da equipe de funcionários da rede atacadista Makro no ano passado

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

Brasil, Uruguai

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

Pares Empreend. e Participações S.A. Rosag Empreend. e Participações S.A. Credit Suisse Hedging-Griffo Tarpon Investimentos S.A. Rosas Empreend. e Participações Ltda. Outros

Brasil

Aleadri Schini Participações e Representações Ltda. Jadangil Participações e Representações Ltda.

40,76% 15,68% 10,58% 7,50% 5,96% 19,52% 50,45% 49,55%

100%

CONTROLADAS: Indústria e Comércio de Cosméticos Natura, Natura Cosméticos S.A. Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, (Chile, Peru, Natura Argentina), Natura Brasil Cosmética, Portugal, Natura Inovação Estados Unidos, França, Holanda, México, Peru, e Tecnologia de Produtos, Natura Europa SAS, Natura Cosméticos y Servicios Portugal, Venezuela de Mexico, Natura Cosméticos de Mexico, S.A. de C.V., Natura Distribuidora de Mexico, Natura Cosméticos (Venezuela, Colômbia), Natura Cosmetics USA Co., Flora Medicinal J. Monteiro da Silva, Natura Cosméticos España S.L. - Espanha, Natura (Brasil) International B.V. - Holanda COLIGADAS: Natura Logística e Serviços Ltda., Ybios S.A. (consolidação proporcional – controle conjunto), Natura Innovation et Technologie de Produits SAS - França, Natura Brasil Inc. (EUA - Delaware), Natura International Inc. (EUA - Nova York), Natura Worldwide Trading Company (Costa Rica)

Lisis Participações S.A. Utopia Participações S.A. Passos Participações S.A. ANP Participações S.A. RM Futura Participações S.A. Outros

28,18% 26,89% 6,64% 6,63% 4,67% 26,99%

100%

CONTROLADAS: Makro, SP Particip., NNC Particip., SS Particip., EZFood Serviços

Brasil

SHV Holdings NV

99,94%

100%

CONTROLADAS: Acesita (Serviços Com. Ind. e Part., International, Holding BV)

Brasil

NI

100%

CONTROLADAS: Caixa (Seguradora, Capitalização, Vida e Previdência, Consórcios), Caixa Seguros Assessoria e Consultoria

Brasil

CNP Assurances Caixa Econômica Federal

CONTROLADAS: Jereissati, La Fonte Telecom, Iguatemi Empresa de Shopping

Brasil

Socied. Fiduciária Brasil. Negócios e Partic. Ltda. Caixa de Previdência do Banco do Brasil Fundação Atlântico de Seguridade Social Southmall Holdings Ltda. JP Sul Participações e Representações Comerciais S.A. Ações em Tesouraria Demais acionistas

95,6% 4,4%

Centers

| 57 - 63

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo fechou o ano passado com uma receita de 2,3 bilhões de dólares e um lucro de 124 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

20

57O– PORTO SEGURO

51,00% 48,00% 29,33% 17,55% 12,99% 9,17%

4,39% 0,74% 25,83%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

96 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 17-18

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 97

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ORDEM

GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 64 - 69

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

56 Ponto Frio(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

65

64 Suzano Holding(2) São Paulo, SP

Brasileiro

2 067 766

-61 252

501 907

3 588

-0,4%

66

66 Siemens(2) São Paulo, SP

Alemão

2 064 436

NI

NI

9 030

67

95 Amil(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

2 036 605

92 813

510 307

10 778

64

2 134 447

7 086

319 080

12 129

15,2%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

essa foi a fatia de participação do setor financeiro na receita do grupo Silvio Santos no ano passado

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

92% 6% 2%

CONTROLADAS: Globex (Adm. e Serviços, Factoring Comercial, Administração de Consórcios), Ponto Frio Adm. e Importação de Bens, Ponto Frio.com Comércio Eletrônico, Pontocred Negócios de Varejo, Banco Investcred Unibanco COLIGADAS: E-HUB Consultoria, Participações e Com.

Brasil

18 Papel e celulose

100%

CONTROLADAS: Suzano (Papel e Celulose, America, Trading, Europe), Bahia Sul Holdings, Com. e Agríc. Paineiras, Stenfar, Sun Paper, Asapir, Onduman, Buram, Grasdate, Vanua, Premesa, Nemonorte, Nemopar, Nemopar Investimentos

Brasil, Argentina, Inglaterra, Estados Unidos, Ilhas Cayman, Áustria, Suíça

Fanny Feffer Betty Vaidergorn Feffer Daniel Feffer David Feffer Jorge Feffer Ruben Feffer

27,3%

18 Energia Eletroeletrônico Outros

49,65% 31,00% 19,35%

CONTROLADAS: Siemens (Eletroeletrônica, Security Services, Iriel, VAI Ingdesia, Consultoria), TurboCare, Trench Brazil, VAT Schneider Ten Serv., SH Diagnóstico, Chemtech Serv., USF Water&Wastew, OSRAM BRA Lamp. Elét., UGS S., Morgan Brasil, S’VAi Mt Ltda., VAT A., S’EAS

Brasil

Siemens AG

31,8%

18 Serviços

68

63 Silvio Santos(2) São Paulo, SP

Brasileiro

2 023 154

30 132

681 106

6 573 -33,0%

69

65 Casas Pernambucanas(2) São Paulo, SP

Brasileiro

2 005 184

22 978

191 273

15 105 -13,2%

9 Varejo Financeiro Serviços

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

%

47 Financeiro Comunicações Varejo Bens de consumo Serviços Ind. da construção Outros

8 Varejo Financeiro Outros

100%

Ponto Frio Administração e Importação de Bens

100,00%

26,42% 22,44% 12,27% 12,24% 12,24% 12,24% 100,00%

CONTROLADAS: Amil (Participações, Internacional), Amico Saúde, Promarket Brasil Propaganda e Marketing Ltda., Amil Planos por Administração Ltda., Aeromil Táxi Aéreo Ltda., Cemed Care - Empresa de Atendimento Clínico Geral Ltda., Bosque Medical Center S.A., Organização Médica Clinihauer Ltda., Orion Participações e Administração Ltda., Casa de Saúde São José Ltda., Imed Star-Serviços Médicos e Odontológicos Ltda., Life System Assistência Médica Ltda., Emed-Serviços Médicos Hospitalares Ltda., Hospital Metropolitano S.A., Life System Serviços Médicos Ambulatoriais e Diagnósticos Ltda., Hospital e Maternidade Ipiranga de Mogi das Cruzes S.A., Sistema Ipiranga de Assistência Médica Ltda., Casa de Saúde Santa Lúcia S.A.

JPLSPE Empreendimentos e Participações S.A. Capital Research and Management Company

73,10% 18,31% 4,92% 1,62% 1,35% 0,55% 0,15%

CONTROLADAS: Silvio Santos, Sisan, Teatro, GSS, Telesisan, Shopping Bela Vista, Brasil, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Cayman Hotel Jequiti, Oscar Freire, Galeno de Almeida, Ricardo Batista, Televisão Alphaville, BF Utilidades, Liderança, Promolider, SSR (Comércio de Cosméticos, Industrial), TV SBT, SBC, TVSBT (CN 11, CN 5, CN 5 Belém, CN 3 Friburgo), TV (Jaú, Brasília, Ribeirão Preto, Teófilo Otoni, Jaraguá, Anhanguera, Vale do Paraíba), Central SBT, SBT Internat. (Corp., Ltda.), Banco Panamericano, Panamericano (TIT/VAL, Administração, Serviços, Arrendamento), SSF Fomento, Panseg, Panamericana de Seguros, Pericia, Companhia Nacional Panamericano, VIM, VIP, MOT COLIGADAS: TVSBT Canal 4 de São Paulo S.A., TVSBT Canal 11 do Rio de Janeiro Ltda., TV Studios de Brasília Ltda., TVSBT Canal 3 de Nova Friburgo Ltda., TVSBT Canal 5 de Porto Alegre S.A., TVSBT Canal 5 de Belém S.A., Televisão Studios de Jaú S.A., Televisão Studios Anhanguera Ltda., Televisão Studios Jaraguá Ltda., Televisão Cidade S.A.

Senor Abravanel Henrique Abravanel

86,86% 12,87% 0,27%

CONTROLADAS: Pernambucanas (Financiadora DTVM), Hotel Jatiúca, Muricy Sociedade Comercial, Lundserv Adm. de Cartões de Crédito e Serviços, Tropicana de Hotéis e Turismos

Nova Pirajuí Administração S.A. Nopasa 49,98% Rumisa S.A. 16,66% Tabu Participações e Investimento S.A. 16,67% Alphalund Companhia de Participações e Investimentos 16,67% Zodiac Empreendimentos e Participação Ltda. 0,02%

Brasil

| 64 - 69

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo obteve em 2008 uma receita de 2,1 bilhões de dólares, sendo que mais de 90% desse faturamento veio do varejo

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

70

64O– PONTO FRIO

63,86% 5,00%

97,94% 2,06%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

98 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 19-20

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 99

7/2/09 7:51:43 PM


ORDEM

GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 64 - 69

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

56 Ponto Frio(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

65

64 Suzano Holding(2) São Paulo, SP

Brasileiro

2 067 766

-61 252

501 907

3 588

-0,4%

66

66 Siemens(2) São Paulo, SP

Alemão

2 064 436

NI

NI

9 030

67

95 Amil(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

2 036 605

92 813

510 307

10 778

64

2 134 447

7 086

319 080

12 129

15,2%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

essa foi a fatia de participação do setor financeiro na receita do grupo Silvio Santos no ano passado

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

92% 6% 2%

CONTROLADAS: Globex (Adm. e Serviços, Factoring Comercial, Administração de Consórcios), Ponto Frio Adm. e Importação de Bens, Ponto Frio.com Comércio Eletrônico, Pontocred Negócios de Varejo, Banco Investcred Unibanco COLIGADAS: E-HUB Consultoria, Participações e Com.

Brasil

18 Papel e celulose

100%

CONTROLADAS: Suzano (Papel e Celulose, America, Trading, Europe), Bahia Sul Holdings, Com. e Agríc. Paineiras, Stenfar, Sun Paper, Asapir, Onduman, Buram, Grasdate, Vanua, Premesa, Nemonorte, Nemopar, Nemopar Investimentos

Brasil, Argentina, Inglaterra, Estados Unidos, Ilhas Cayman, Áustria, Suíça

Fanny Feffer Betty Vaidergorn Feffer Daniel Feffer David Feffer Jorge Feffer Ruben Feffer

27,3%

18 Energia Eletroeletrônico Outros

49,65% 31,00% 19,35%

CONTROLADAS: Siemens (Eletroeletrônica, Security Services, Iriel, VAI Ingdesia, Consultoria), TurboCare, Trench Brazil, VAT Schneider Ten Serv., SH Diagnóstico, Chemtech Serv., USF Water&Wastew, OSRAM BRA Lamp. Elét., UGS S., Morgan Brasil, S’VAi Mt Ltda., VAT A., S’EAS

Brasil

Siemens AG

31,8%

18 Serviços

68

63 Silvio Santos(2) São Paulo, SP

Brasileiro

2 023 154

30 132

681 106

6 573 -33,0%

69

65 Casas Pernambucanas(2) São Paulo, SP

Brasileiro

2 005 184

22 978

191 273

15 105 -13,2%

9 Varejo Financeiro Serviços

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

%

47 Financeiro Comunicações Varejo Bens de consumo Serviços Ind. da construção Outros

8 Varejo Financeiro Outros

100%

Ponto Frio Administração e Importação de Bens

100,00%

26,42% 22,44% 12,27% 12,24% 12,24% 12,24% 100,00%

CONTROLADAS: Amil (Participações, Internacional), Amico Saúde, Promarket Brasil Propaganda e Marketing Ltda., Amil Planos por Administração Ltda., Aeromil Táxi Aéreo Ltda., Cemed Care - Empresa de Atendimento Clínico Geral Ltda., Bosque Medical Center S.A., Organização Médica Clinihauer Ltda., Orion Participações e Administração Ltda., Casa de Saúde São José Ltda., Imed Star-Serviços Médicos e Odontológicos Ltda., Life System Assistência Médica Ltda., Emed-Serviços Médicos Hospitalares Ltda., Hospital Metropolitano S.A., Life System Serviços Médicos Ambulatoriais e Diagnósticos Ltda., Hospital e Maternidade Ipiranga de Mogi das Cruzes S.A., Sistema Ipiranga de Assistência Médica Ltda., Casa de Saúde Santa Lúcia S.A.

JPLSPE Empreendimentos e Participações S.A. Capital Research and Management Company

73,10% 18,31% 4,92% 1,62% 1,35% 0,55% 0,15%

CONTROLADAS: Silvio Santos, Sisan, Teatro, GSS, Telesisan, Shopping Bela Vista, Brasil, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Cayman Hotel Jequiti, Oscar Freire, Galeno de Almeida, Ricardo Batista, Televisão Alphaville, BF Utilidades, Liderança, Promolider, SSR (Comércio de Cosméticos, Industrial), TV SBT, SBC, TVSBT (CN 11, CN 5, CN 5 Belém, CN 3 Friburgo), TV (Jaú, Brasília, Ribeirão Preto, Teófilo Otoni, Jaraguá, Anhanguera, Vale do Paraíba), Central SBT, SBT Internat. (Corp., Ltda.), Banco Panamericano, Panamericano (TIT/VAL, Administração, Serviços, Arrendamento), SSF Fomento, Panseg, Panamericana de Seguros, Pericia, Companhia Nacional Panamericano, VIM, VIP, MOT COLIGADAS: TVSBT Canal 4 de São Paulo S.A., TVSBT Canal 11 do Rio de Janeiro Ltda., TV Studios de Brasília Ltda., TVSBT Canal 3 de Nova Friburgo Ltda., TVSBT Canal 5 de Porto Alegre S.A., TVSBT Canal 5 de Belém S.A., Televisão Studios de Jaú S.A., Televisão Studios Anhanguera Ltda., Televisão Studios Jaraguá Ltda., Televisão Cidade S.A.

Senor Abravanel Henrique Abravanel

86,86% 12,87% 0,27%

CONTROLADAS: Pernambucanas (Financiadora DTVM), Hotel Jatiúca, Muricy Sociedade Comercial, Lundserv Adm. de Cartões de Crédito e Serviços, Tropicana de Hotéis e Turismos

Nova Pirajuí Administração S.A. Nopasa 49,98% Rumisa S.A. 16,66% Tabu Participações e Investimento S.A. 16,67% Alphalund Companhia de Participações e Investimentos 16,67% Zodiac Empreendimentos e Participação Ltda. 0,02%

Brasil

| 64 - 69

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo obteve em 2008 uma receita de 2,1 bilhões de dólares, sendo que mais de 90% desse faturamento veio do varejo

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

70

64O– PONTO FRIO

63,86% 5,00%

97,94% 2,06%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

98 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 19-20

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 99

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GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 70 - 75

2008 2007

70

71

52 Paranapanema(2) Santo André, SP

• Kraft Foods(2) Curitiba, PR

Brasileiro

Americano

1 902 911

1 894 476

56 917

116 998

510 582

170 051

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

2 378 -27,7%

8 779

0,4%

72

67 Bradespar(3) São Paulo, SP

Brasileiro

1 877 641

481 930

2 112 012

NI

NI

73

74 Randon(2) Caxias do Sul, RS

Brasileiro

1 811 924

98 892

336 962

9 434

5,0%

74

75

78 Mosaic(2) São Paulo, SP

Americano

72 Tractebel Energia(2) Florianópolis, SC

Belga

1 804 956

-81 525

174 092

1 018

-4,7%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

4 Quím. e petroq. Energia Autoindústria Ind. da construção Eletroeletrônico Outros

28,29% 15,71% 11,46% 10,53% 7,56% 26,45%

3 Bens de consumo

100%

2 Mineração

19 Autoindústria Serviços

5 Quím. e petroq.

100%

98,53% 1,47%

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

CONTROLADAS: Caraíba Metais, Eluma, Cibrafértil

CONTROLADAS: Lacta Alimentos, Pilar, K&S Alimentos

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

Brasil, Estados Unidos

477 173

1 361 005

984

5,0%

21 Energia

100%

foi a taxa de participação do setor de química e petroquímica na receita da Paranapanema em 2008

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

Previ BNDES Participações BNDESPar Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros Banco UBS Pactual Banco Santander

24,37% 17,52% 12,01% 10,32% 5,68%

Brasil, Argentina, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Polônia, República Dominicana, África do Sul, Espanha, Portugal, Suíça, Uruguai, Venezuela

Kraft Foods LA MB Holdings B.V. Kraft Food LA NMB B.V.

CONTROLADAS: Antares Holdings Ltda. e Valepar S.A.

Brasil

Cidade de Deus- Cia. Comercial de Participações 12,92% Hedging Griffo ( Fundos) 6,85% NCF Participações S.A. 6,80% Fundação Bradesco 5,83% Geração Futuro Corretora de Valores S.A. 5,25% Schroder (Fundos) 4,33% BlackRock, Inc 3,59% Fundo Pensões do Banco Espírito Santo 1,89% Nova Cidade de Deus Participações S.A. 0,65%

CONTROLADAS: Randon, Randon (Veículos, Argentina, Administradora de Consórcios, Middle East, Implementos para Transp., Automotive, North America), Suspensys, Jost Brasil, Master, Fras-le S.A., Castertech

Brasil, Argentina, Estados Unidos, China

DRAMD Participações e Administração Ltda. PREVI - Caixa de Prev. Func. do Banco do Brasil Fundos de Investimento Itaú Fundos Credit Suisse Hedging Griffo

CONTROLADAS: Fospar, Mosaic

Brasil

COLIGADAS: Fertifos Administração e Participação, Fertilizantes Fosfatados, IFC Indústria de Fertilizantes Cubatão

1 788 418

%

CONTROLADAS: Tractebel (Energias Renov., Energia Com.), Épsilon Participações, Itá Brasil Energ., Machadinho Energ., CESS, Delta Energética, Lages Bioenergética, Energia América do Sul, Gama Partic., Lagoa Formosa Bioenergética COLIGADAS: Tractebel Energia, controladora da Gama Partic. (contr. da Ibitiúva Bioenerg., Tupan Energia Elétrica, Hidropower Energ., Hid. Areia Branca, Ecoenergy Brasil, Eólica Pedra do Sal, Eólica Beberibe) Energia América do Sul (contr. da Ponte de Pedra Energ.), Épsilon Partic., Tractebel Energias Renov., Delta Energética, Cia. Energética São Salvador, Lages Bioenerg., Itá Energ., Tractebel Energia Com., Machadinho Energética, Lagoa Formosa Bioenerg., Seival Partic., Usina Term. Seival

Casa 2 LLC Casa 3 LLC Casa 4 LLC Mosaic Canada Casa 14 LLC Casa 15 LLC Casa 16 LLC GDF Suez Energy Latin America Participações Ltda. Banco Clássico S.A. BNDES Participações S.A. BNDESPar União Federal Outros

99,96% 0,04%

| 70 - 75

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo americano faturou no Brasil em 2008 quase 2 bilhões de dólares e lucrou mais de 100 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

30

71O– KRAFT FOODS

40,43% 8,74% 1,75% 1,06% 23,68% 23,68% 23,68% 21,58% 2,37% 2,37% 2,63% 68,71% 10,00% 2,13% 1,90% 17,26%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

100 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 21-22

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 101

7/2/09 7:52:01 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 70 - 75

2008 2007

70

71

52 Paranapanema(2) Santo André, SP

• Kraft Foods(2) Curitiba, PR

Brasileiro

Americano

1 902 911

1 894 476

56 917

116 998

510 582

170 051

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

2 378 -27,7%

8 779

0,4%

72

67 Bradespar(3) São Paulo, SP

Brasileiro

1 877 641

481 930

2 112 012

NI

NI

73

74 Randon(2) Caxias do Sul, RS

Brasileiro

1 811 924

98 892

336 962

9 434

5,0%

74

75

78 Mosaic(2) São Paulo, SP

Americano

72 Tractebel Energia(2) Florianópolis, SC

Belga

1 804 956

-81 525

174 092

1 018

-4,7%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

4 Quím. e petroq. Energia Autoindústria Ind. da construção Eletroeletrônico Outros

28,29% 15,71% 11,46% 10,53% 7,56% 26,45%

3 Bens de consumo

100%

2 Mineração

19 Autoindústria Serviços

5 Quím. e petroq.

100%

98,53% 1,47%

100%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

CONTROLADAS: Caraíba Metais, Eluma, Cibrafértil

CONTROLADAS: Lacta Alimentos, Pilar, K&S Alimentos

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

Brasil, Estados Unidos

477 173

1 361 005

984

5,0%

21 Energia

100%

foi a taxa de participação do setor de química e petroquímica na receita da Paranapanema em 2008

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

Previ BNDES Participações BNDESPar Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros Banco UBS Pactual Banco Santander

24,37% 17,52% 12,01% 10,32% 5,68%

Brasil, Argentina, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Polônia, República Dominicana, África do Sul, Espanha, Portugal, Suíça, Uruguai, Venezuela

Kraft Foods LA MB Holdings B.V. Kraft Food LA NMB B.V.

CONTROLADAS: Antares Holdings Ltda. e Valepar S.A.

Brasil

Cidade de Deus- Cia. Comercial de Participações 12,92% Hedging Griffo ( Fundos) 6,85% NCF Participações S.A. 6,80% Fundação Bradesco 5,83% Geração Futuro Corretora de Valores S.A. 5,25% Schroder (Fundos) 4,33% BlackRock, Inc 3,59% Fundo Pensões do Banco Espírito Santo 1,89% Nova Cidade de Deus Participações S.A. 0,65%

CONTROLADAS: Randon, Randon (Veículos, Argentina, Administradora de Consórcios, Middle East, Implementos para Transp., Automotive, North America), Suspensys, Jost Brasil, Master, Fras-le S.A., Castertech

Brasil, Argentina, Estados Unidos, China

DRAMD Participações e Administração Ltda. PREVI - Caixa de Prev. Func. do Banco do Brasil Fundos de Investimento Itaú Fundos Credit Suisse Hedging Griffo

CONTROLADAS: Fospar, Mosaic

Brasil

COLIGADAS: Fertifos Administração e Participação, Fertilizantes Fosfatados, IFC Indústria de Fertilizantes Cubatão

1 788 418

%

CONTROLADAS: Tractebel (Energias Renov., Energia Com.), Épsilon Participações, Itá Brasil Energ., Machadinho Energ., CESS, Delta Energética, Lages Bioenergética, Energia América do Sul, Gama Partic., Lagoa Formosa Bioenergética COLIGADAS: Tractebel Energia, controladora da Gama Partic. (contr. da Ibitiúva Bioenerg., Tupan Energia Elétrica, Hidropower Energ., Hid. Areia Branca, Ecoenergy Brasil, Eólica Pedra do Sal, Eólica Beberibe) Energia América do Sul (contr. da Ponte de Pedra Energ.), Épsilon Partic., Tractebel Energias Renov., Delta Energética, Cia. Energética São Salvador, Lages Bioenerg., Itá Energ., Tractebel Energia Com., Machadinho Energética, Lagoa Formosa Bioenerg., Seival Partic., Usina Term. Seival

Casa 2 LLC Casa 3 LLC Casa 4 LLC Mosaic Canada Casa 14 LLC Casa 15 LLC Casa 16 LLC GDF Suez Energy Latin America Participações Ltda. Banco Clássico S.A. BNDES Participações S.A. BNDESPar União Federal Outros

99,96% 0,04%

| 70 - 75

VENDAS (em US$ mil 2008)

O grupo americano faturou no Brasil em 2008 quase 2 bilhões de dólares e lucrou mais de 100 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

30

71O– KRAFT FOODS

40,43% 8,74% 1,75% 1,06% 23,68% 23,68% 23,68% 21,58% 2,37% 2,37% 2,63% 68,71% 10,00% 2,13% 1,90% 17,26%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

100 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 21-22

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 101

7/2/09 7:52:01 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 76 - 85

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

76

62 Cosan(2) Piracicaba, SP

Brasileiro

1 770 615

-21 776

1 515 939

45 249

27,1%

77

71 Klabin(2) São Paulo, SP

Brasileiro

1 717 220

-149 185

961 496

7 498

1,5%

78

79 Mapfre Seguros(2) São Paulo, SP

Espanhol

1 676 696

56 751

431 729

2 510

13,8%

79

69 Almart(3) Uberlândia, MG

Brasileiro

1 642 315

22 769

68 528

NI

NI

80

58 Wembley(2) Belo Horizonte, MG

Brasileiro

1 594 354

11 380

201 608

81

73 Electrolux(3) Curitiba, PR

Sueco

1 559 520

35 754

157 444

NI

NI

Americano

1 554 324

NI

NI

4 036

11,3%

82

83

• AGCO South America(2) Canoas, RS 77 V & M do Brasil(2) Belo Horizonte, MG

14 000 -16,4%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

14 Bens de consumo Energia Varejo Serviços Outros

da receita de 1,7 bilhão de dólares do grupo Klabin no ano passado veio do setor de papel e celulose

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

CONTROLADAS: Cosan, Cosan (Operadora Portuária, Distribuidora de Combustíveis, Bioenergia, International Universal Corporation, Finance Limited, Centroeste S.A. Açúcar e Álcool), Adm. de Participações Aguassanta, Usina da Barra S.A. Açúcar e Álcool, Grançucar S.A. Refinadora de Açúcar, BNT Agrícola Ltda., Benacol Açúcar e Álcool S.A., Agrícola Ponte Alta S.A. COLIGADAS: Usina Santa Luíza S.A., Vertical UK LLP

Brasil

Cosan Limited Outros

62,80% 37,20%

CONTROLADAS: Klabin (Argentina, Trade, do Paraná Produtos Florestais), Ikapê Empreendimentos, Antas Serviços Florestais, Centaurus Holding, Renascença Participações, Timber

Brasil, Argentina, Inglaterra

Klabin Irmãos & Cia. BNDES Participações S.A. BNDESPAR Monteiro Aranha S.A.

21,00% 20,00% 10,00%

CONTROLADAS: Mapfre (Nossa Caixa Vida e Previdência, Riscos Especiais Seguradora, Capitalização, Participações), Vida e Seguradora, GVH, Detectar Desenvolveminto de Técnicas para Transferência e Administração Risco COLIGADAS: Mapfre (Vera Cruz Vida e Previdência S.A., Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, Segurados de Garantias e Crédito, Seguradora de Crédito a Exportação), Vera Cruz Consultoria Técnica e Administração de Fundos

Brasil, Canadá, Estados Unidos, México, Porto Rico, Chile, Irlanda, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Bélgica, Luxemburgo, Itália, Hungria, Polônia, Rússia, Turquia, Grécia, Argélia, Tunísia, Egito, China, India, Filipinas, Venezuela, Colômbia, Equador, Perú, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina, República Dominicana, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Reino da Jordânia, Bahrein, Emirados Arabes, Omã

Mapfre América S.A.

90,21%

NI NI NI NI NI

CONTROLADAS: Martins (Comércio e Serviços de Distribuição, Participações, Overseas, Agropecuária), Smart Varejos, Ypê Madeiras, Metalgrampo

Brasil

NI

100%

CONTROLADAS: Companhia de Tecidos Norte de Minas - Coteminas, Empresa Nacional de Comércio, Rédito e Participações S.A. - Encopar, Oxford Comércio e Participações S.A., Wembley Palace Hotel Ltda, Econorte Empresa Construtora Norte de Minas Ltda, Ecopar - Empresa de Comércio e Participações Ltda., Holtex Inc. COLIGADA: Cia. de Fiação e Tecidos Cedro Cachoeira

Brasil, Argentina, Estados Unidos, Canadá, México

José Alencar Gomes da Silva Comércio, Participações 95,87%

NI Eletroeletrônico

100%

CONTROLADAS: Electrolux (da Amazônia, do Brasil)

Brasil

NI

6 Autoindústria

100%

CONTROLADAS: AGCO do Brasil Comércio e Industrial, Valtra do Brasil, AGCO Argentina

Brasil, Argentina

AGCO Corporation

Brasil

Vallourec & Mannesmann Tubes 99,4% Outros 0,6%

7 Papel e celulose Prod. agropecuária

13 Financeiro

NI Atacado Varejo Prod. agropecuária Serviços Financeiro 8 Têxteis

47,49% 41,11% 6,49% 1,64% 3,27%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

%

94% 6%

100%

| 76 - 85

VENDAS (em US$ mil 2008)

A empresa obteve no ano passado um faturamento de 1,6 bilhão de dólares e lucro de 11 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

95

80O– WEMBLEY

100,00%

COLIGADA: Banco De Lage Landen Brasil

Francês

1 543 306

214.667

495 010

5 633

4,8%

3 Sider. e metalurgia Mineração Outros

93% 3% 4%

CONTROLADAS: V&M (Mineração, Florestal) COLIGADA: Tubos Soldados Atlântico

84

• SHV Gas(2) Betim, MG

Holandês

1 535 700

NI

NI

3 383

-6,0%

4 Atacado

100%

CONTROLADAS: Minasgas S.A. Indústria e Comércio, Qualival Indústria e Comércio e Manutenção Industrial, Betingas Armazenadora

Brasil, Holanda

SHV Calor Latin America BV SHV Nerderland BV

99,99% 0,01%

85

• Equatorial Energia(2) São Luís, MA

Brasileiro

1 533 775

128 418

471 171

1 291

6,4%

3 Energia

100%

CONTROLADAS: Equatorial Energia, Cemar, RME, Geranorte

Brasil

PCP Latim America Power S.A. Outros

55,54% 44,46%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

102 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 23-24

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 103

7/2/09 7:52:42 PM


GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 76 - 85

2008 2007

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

76

62 Cosan(2) Piracicaba, SP

Brasileiro

1 770 615

-21 776

1 515 939

45 249

27,1%

77

71 Klabin(2) São Paulo, SP

Brasileiro

1 717 220

-149 185

961 496

7 498

1,5%

78

79 Mapfre Seguros(2) São Paulo, SP

Espanhol

1 676 696

56 751

431 729

2 510

13,8%

79

69 Almart(3) Uberlândia, MG

Brasileiro

1 642 315

22 769

68 528

NI

NI

80

58 Wembley(2) Belo Horizonte, MG

Brasileiro

1 594 354

11 380

201 608

81

73 Electrolux(3) Curitiba, PR

Sueco

1 559 520

35 754

157 444

NI

NI

Americano

1 554 324

NI

NI

4 036

11,3%

82

83

• AGCO South America(2) Canoas, RS 77 V & M do Brasil(2) Belo Horizonte, MG

14 000 -16,4%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

14 Bens de consumo Energia Varejo Serviços Outros

da receita de 1,7 bilhão de dólares do grupo Klabin no ano passado veio do setor de papel e celulose

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

CONTROLADAS: Cosan, Cosan (Operadora Portuária, Distribuidora de Combustíveis, Bioenergia, International Universal Corporation, Finance Limited, Centroeste S.A. Açúcar e Álcool), Adm. de Participações Aguassanta, Usina da Barra S.A. Açúcar e Álcool, Grançucar S.A. Refinadora de Açúcar, BNT Agrícola Ltda., Benacol Açúcar e Álcool S.A., Agrícola Ponte Alta S.A. COLIGADAS: Usina Santa Luíza S.A., Vertical UK LLP

Brasil

Cosan Limited Outros

62,80% 37,20%

CONTROLADAS: Klabin (Argentina, Trade, do Paraná Produtos Florestais), Ikapê Empreendimentos, Antas Serviços Florestais, Centaurus Holding, Renascença Participações, Timber

Brasil, Argentina, Inglaterra

Klabin Irmãos & Cia. BNDES Participações S.A. BNDESPAR Monteiro Aranha S.A.

21,00% 20,00% 10,00%

CONTROLADAS: Mapfre (Nossa Caixa Vida e Previdência, Riscos Especiais Seguradora, Capitalização, Participações), Vida e Seguradora, GVH, Detectar Desenvolveminto de Técnicas para Transferência e Administração Risco COLIGADAS: Mapfre (Vera Cruz Vida e Previdência S.A., Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, Segurados de Garantias e Crédito, Seguradora de Crédito a Exportação), Vera Cruz Consultoria Técnica e Administração de Fundos

Brasil, Canadá, Estados Unidos, México, Porto Rico, Chile, Irlanda, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Bélgica, Luxemburgo, Itália, Hungria, Polônia, Rússia, Turquia, Grécia, Argélia, Tunísia, Egito, China, India, Filipinas, Venezuela, Colômbia, Equador, Perú, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina, República Dominicana, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Reino da Jordânia, Bahrein, Emirados Arabes, Omã

Mapfre América S.A.

90,21%

NI NI NI NI NI

CONTROLADAS: Martins (Comércio e Serviços de Distribuição, Participações, Overseas, Agropecuária), Smart Varejos, Ypê Madeiras, Metalgrampo

Brasil

NI

100%

CONTROLADAS: Companhia de Tecidos Norte de Minas - Coteminas, Empresa Nacional de Comércio, Rédito e Participações S.A. - Encopar, Oxford Comércio e Participações S.A., Wembley Palace Hotel Ltda, Econorte Empresa Construtora Norte de Minas Ltda, Ecopar - Empresa de Comércio e Participações Ltda., Holtex Inc. COLIGADA: Cia. de Fiação e Tecidos Cedro Cachoeira

Brasil, Argentina, Estados Unidos, Canadá, México

José Alencar Gomes da Silva Comércio, Participações 95,87%

NI Eletroeletrônico

100%

CONTROLADAS: Electrolux (da Amazônia, do Brasil)

Brasil

NI

6 Autoindústria

100%

CONTROLADAS: AGCO do Brasil Comércio e Industrial, Valtra do Brasil, AGCO Argentina

Brasil, Argentina

AGCO Corporation

Brasil

Vallourec & Mannesmann Tubes 99,4% Outros 0,6%

7 Papel e celulose Prod. agropecuária

13 Financeiro

NI Atacado Varejo Prod. agropecuária Serviços Financeiro 8 Têxteis

47,49% 41,11% 6,49% 1,64% 3,27%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

%

94% 6%

100%

| 76 - 85

VENDAS (em US$ mil 2008)

A empresa obteve no ano passado um faturamento de 1,6 bilhão de dólares e lucro de 11 milhões de dólares

MAIORES | GRUPOS

| GRUPOS M A IOR E S

95

80O– WEMBLEY

100,00%

COLIGADA: Banco De Lage Landen Brasil

Francês

1 543 306

214.667

495 010

5 633

4,8%

3 Sider. e metalurgia Mineração Outros

93% 3% 4%

CONTROLADAS: V&M (Mineração, Florestal) COLIGADA: Tubos Soldados Atlântico

84

• SHV Gas(2) Betim, MG

Holandês

1 535 700

NI

NI

3 383

-6,0%

4 Atacado

100%

CONTROLADAS: Minasgas S.A. Indústria e Comércio, Qualival Indústria e Comércio e Manutenção Industrial, Betingas Armazenadora

Brasil, Holanda

SHV Calor Latin America BV SHV Nerderland BV

99,99% 0,01%

85

• Equatorial Energia(2) São Luís, MA

Brasileiro

1 533 775

128 418

471 171

1 291

6,4%

3 Energia

100%

CONTROLADAS: Equatorial Energia, Cemar, RME, Geranorte

Brasil

PCP Latim America Power S.A. Outros

55,54% 44,46%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

102 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 23-24

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 103

7/2/09 7:52:42 PM


M A IOR E S VENDAS GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

(em US$ mil 2008)

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 86 - 89

2008 2007

86

87

89 Rodobens/Verdi(2) São José do Rio Preto, SP

94 Yara Brasil Fertilizantes(2) Porto Alegre, RS

Brasileiro

1 474 810

69 242

444 133

É um dos grupos com maior presença no exterior. Ele possui negócios em mais de 30 países e faturou 1,4 bilhão de dólares em 2008 NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

6 624

20,0%

Norueguês

1 471 000

-152 715

86 961

1 109

-6,2%

88

• Abril(2) São Paulo, SP

Brasileiro

1 464 509

118 336

99 979

6 996

32,6

89

• Dias Branco(2) Eusébio, CE

Brasileiro

1 379 819

91 667

516 627

11 341

20,1%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

52 Bens de capital Serviços Bens de consumo Financeiro

2 Quím. e petroq.

13 Comunicações Transporte Atacado

7 Bens de consumo

63,87% 16,78% 16,20% 3,15%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

20

% foi a taxa de crescimento da força de trabalho do grupo Rodobens, que tem forte atuação no setor de bens de capital

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

CONTROLADAS: Banco Rodobens, Rodobens Adm. de Consórcios, Portobens Adm. Consórcios, Rodobens (Transporte Adm. e Corretora de Seguros, Prest. de Serv. de Ger. de Riscos, Rodocohn Adm. e Corretora de Seg., Agropecuária Capitão Verdi, Agroverdi, Ativos, Adm. Carteira VM, Autom. Fangio, Cuiabá Diesel, Daihatsu do Brasil, Delta (Autom, Veíc), DM Motors do Brasil, Fluxo Com. Elet. de Veíc., Green (Belém, Salvador, Star), Itabens, NE, Aut. Norasa, Pará, Automóveis, Postiba, Promoverdi, Rio (Bahia, Campos), Rodobens (Agrícola e Pecuária, Caminhões, Comércio, Comunicação, Corporativa, Loc. Im., Loc. Veículos, Locadora Veículos, Logística e Distr. Trading, Vehículos), WV, Rodobens Adm. e Corret. Seg., Prestacon Adm. Corret. Seg. Rodobens Adm. Corret. Prev. Privada

Brasil, Argentina

Waldemar Verdo Junior Waldemar Oliveira Verdi Ena Lucia Escobar Verdi Caldeira Alessandra Escobar Verdo Keinert Beny Maria Verdi Haddad Rosy Lavina Rouquette Verdi Ações em Tesouraria

43,10% 18,20%

100%

CONTROLADAS: Agrofértil S.A. Indústria e Comércio de Fertilizantes, IFC Indústria de Fertilizantes de Cubatão S.A. COLIGADAS: Fertilizantes Fosfatados S.A. Fosfertil, Fertifós Administração e Participação S.A.

Brasil, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Fertilizer Holdings S.A. Camarões, Canadá, China, Colômbia, Costa Rica, Banco do Brasil S.A. Costa do Marfim, República Tcheca, Dinamarca, Equador, Egito, Estônia, Finlândia, França, Gana, Grécia, Guatemala, Hungria, Indonésia, Iran, Itália, Japão, Kenya, Letônia, Lituânia, Malásia, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Philipinas, Polônia, Catar, Rússia, Singapura, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Tanzânia, Tailândia, Trinidad e Tobago, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos, Vietnã, Líbia

98,32% 0,66%

64,5% 23,4% 12,1%

CONTROLADAS: Abril (Comunicações, Educação, Marcas, Musiclub), Canais Abril de Televisão, Casa Cor Promoções e Comercial, Editora Abril, Redtree Participações, Usina do Som Brasil, Webco Internet, Nimbuzz Brasil, Violettree Participações COLIGADAS: Editora Abril, Abril (Gráfica, Investiments, Jovem Investiments, Vídeo da Amazônia, Comunicações, Educação, Marcas, Musiclub), Distmag, Editora Novo Continente, Magazine Express, Importadora e Exportadora de Revistas, SCP, ATB, Beigetree Participações, AR&T, Editora Scipione, Canais Abril de Televisão, Casa Cor Promoções e Comercial, Nimbuzz Brasil, Redtree Participações, DGB, Dinap, Fernando Chinaglia Comercial e Distribuidora, Treelog, Usina do Som Brasil, Violettree Participações, Webco Internet

Brasil

Família Civita Naspers

70,00% 30,00%

100%

CONTROLADAS: Adria Alimentos do Brasil, M. Dias Branco (International Trading, International Trading Uruguay, Argentina), Ind. de Alimentos Bomgosto, Tergran Terminal de Grãos de Fortaleza

Brasil, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Chile e outros

Dibra Fundo de Investimentos em Participações Francisco Ivens de S. Dias Branco Junior Francisco Claudio S. Leão Dias Branco Francisco Marcos S. Leão Dias Branco Maria das Graças Dias Branco da Escossia Maria Regina S. Leão Dias Branco Ximenes Selma de Sa Vidal Dias Branco Neide Vidal de Sa Dias Brfanco Marcia Maria Silvestre Dias Branco Outros

14,98% 14,98% 4,28% 4,28% 0,16%

| 86 - 89

| GRUPOS

MAIORES | GRUPOS

87O– YARA FERTILIZANTES

68,41% 3,00% 2,00% 2,00% 2,00% 2,00% 1,80% 0,80% 0,70% 17,29%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

104 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 25-26

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 105

7/2/09 7:53:13 PM


M A IOR E S VENDAS GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

(em US$ mil 2008)

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 86 - 89

2008 2007

86

87

89 Rodobens/Verdi(2) São José do Rio Preto, SP

94 Yara Brasil Fertilizantes(2) Porto Alegre, RS

Brasileiro

1 474 810

69 242

444 133

É um dos grupos com maior presença no exterior. Ele possui negócios em mais de 30 países e faturou 1,4 bilhão de dólares em 2008 NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

6 624

20,0%

Norueguês

1 471 000

-152 715

86 961

1 109

-6,2%

88

• Abril(2) São Paulo, SP

Brasileiro

1 464 509

118 336

99 979

6 996

32,6

89

• Dias Branco(2) Eusébio, CE

Brasileiro

1 379 819

91 667

516 627

11 341

20,1%

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

52 Bens de capital Serviços Bens de consumo Financeiro

2 Quím. e petroq.

13 Comunicações Transporte Atacado

7 Bens de consumo

63,87% 16,78% 16,20% 3,15%

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

20

% foi a taxa de crescimento da força de trabalho do grupo Rodobens, que tem forte atuação no setor de bens de capital

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

CONTROLADAS: Banco Rodobens, Rodobens Adm. de Consórcios, Portobens Adm. Consórcios, Rodobens (Transporte Adm. e Corretora de Seguros, Prest. de Serv. de Ger. de Riscos, Rodocohn Adm. e Corretora de Seg., Agropecuária Capitão Verdi, Agroverdi, Ativos, Adm. Carteira VM, Autom. Fangio, Cuiabá Diesel, Daihatsu do Brasil, Delta (Autom, Veíc), DM Motors do Brasil, Fluxo Com. Elet. de Veíc., Green (Belém, Salvador, Star), Itabens, NE, Aut. Norasa, Pará, Automóveis, Postiba, Promoverdi, Rio (Bahia, Campos), Rodobens (Agrícola e Pecuária, Caminhões, Comércio, Comunicação, Corporativa, Loc. Im., Loc. Veículos, Locadora Veículos, Logística e Distr. Trading, Vehículos), WV, Rodobens Adm. e Corret. Seg., Prestacon Adm. Corret. Seg. Rodobens Adm. Corret. Prev. Privada

Brasil, Argentina

Waldemar Verdo Junior Waldemar Oliveira Verdi Ena Lucia Escobar Verdi Caldeira Alessandra Escobar Verdo Keinert Beny Maria Verdi Haddad Rosy Lavina Rouquette Verdi Ações em Tesouraria

43,10% 18,20%

100%

CONTROLADAS: Agrofértil S.A. Indústria e Comércio de Fertilizantes, IFC Indústria de Fertilizantes de Cubatão S.A. COLIGADAS: Fertilizantes Fosfatados S.A. Fosfertil, Fertifós Administração e Participação S.A.

Brasil, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Fertilizer Holdings S.A. Camarões, Canadá, China, Colômbia, Costa Rica, Banco do Brasil S.A. Costa do Marfim, República Tcheca, Dinamarca, Equador, Egito, Estônia, Finlândia, França, Gana, Grécia, Guatemala, Hungria, Indonésia, Iran, Itália, Japão, Kenya, Letônia, Lituânia, Malásia, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Philipinas, Polônia, Catar, Rússia, Singapura, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Tanzânia, Tailândia, Trinidad e Tobago, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos, Vietnã, Líbia

98,32% 0,66%

64,5% 23,4% 12,1%

CONTROLADAS: Abril (Comunicações, Educação, Marcas, Musiclub), Canais Abril de Televisão, Casa Cor Promoções e Comercial, Editora Abril, Redtree Participações, Usina do Som Brasil, Webco Internet, Nimbuzz Brasil, Violettree Participações COLIGADAS: Editora Abril, Abril (Gráfica, Investiments, Jovem Investiments, Vídeo da Amazônia, Comunicações, Educação, Marcas, Musiclub), Distmag, Editora Novo Continente, Magazine Express, Importadora e Exportadora de Revistas, SCP, ATB, Beigetree Participações, AR&T, Editora Scipione, Canais Abril de Televisão, Casa Cor Promoções e Comercial, Nimbuzz Brasil, Redtree Participações, DGB, Dinap, Fernando Chinaglia Comercial e Distribuidora, Treelog, Usina do Som Brasil, Violettree Participações, Webco Internet

Brasil

Família Civita Naspers

70,00% 30,00%

100%

CONTROLADAS: Adria Alimentos do Brasil, M. Dias Branco (International Trading, International Trading Uruguay, Argentina), Ind. de Alimentos Bomgosto, Tergran Terminal de Grãos de Fortaleza

Brasil, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Chile e outros

Dibra Fundo de Investimentos em Participações Francisco Ivens de S. Dias Branco Junior Francisco Claudio S. Leão Dias Branco Francisco Marcos S. Leão Dias Branco Maria das Graças Dias Branco da Escossia Maria Regina S. Leão Dias Branco Ximenes Selma de Sa Vidal Dias Branco Neide Vidal de Sa Dias Brfanco Marcia Maria Silvestre Dias Branco Outros

14,98% 14,98% 4,28% 4,28% 0,16%

| 86 - 89

| GRUPOS

MAIORES | GRUPOS

87O– YARA FERTILIZANTES

68,41% 3,00% 2,00% 2,00% 2,00% 2,00% 1,80% 0,80% 0,70% 17,29%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

104 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 25-26

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 105

7/2/09 7:53:13 PM


M A IOR E S VENDAS GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

(em US$ mil 2008)

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

O grupo encabeçado pela construtora aumentou em 85% sua força de trabalho no ano passado

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 90 - 100

2008 2007

90

• Fertipar(2) Curitiba, PR

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

de dólares foi o lucro do grupo Confab, do ABC paulista, que atua no setor de siderurgia e metalurgia

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

Brasileiro

1 378 603

-51 684

106 217

1 655

10,3%

Brasileiro

1 343 032

57 529

292 473

13 364

8,0%

Inglês

1 331 301

NI

NI

1 431

12,1%

7 Sider. e metalurgia

100%

CONTROLADAS: Rexam (do Brasil, Beverage Can South America, Amazônia, Indústria Brasil, Argentina, Chile e Comércio de Latas e Tampas, Chile, Argentina, Uruguay)

Rexam Overseas

96 Confab(2) São Caetano do Sul, SP

Brasileiro

1 329 336

217 411

531 846

2 617

9,8%

6 Sider. e metalurgia

100%

CONTROLADAS: Confab (Montagens, Revestimentos, Trading), Siat, Socotherm Brasil Brasil

Siderca S.A.I.C.

94

93 Banco BMG(2) Belo Horizonte, MG

Brasileiro

1 326 455

103 016

863 232

95

92 Algar(2) Uberlândia, MG

Brasileiro

1 322 245

297

143 452

15 362

9,0%

91

87 Marcopolo(2) Caxias do Sul, RS

92

• Rexam(2) Rio de Janeiro, RJ

93

633 -32,1%

• Magneti Marelli(2) Hortolândia, SP

Italiano

1 321 373

NI

NI

7 650

9,2%

97

• Cyrela Brazil Realty(2) São Paulo, SP

Brasileiro

1 318 569

118 831

907 552

1 282

85,3%

98

99 Fibra(3) São Paulo, SP

Brasileiro

1 313 095

43 841

324 269

NI

NI

99

83 Profarma(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

1 306 201

13 539

200 017

2 003

-0,3%

Rhodia(2) São Paulo, SP

12 Transporte Financeiro

100%

CONTROLADAS: Fertigran Fertilizantes Vale do Rio Grande, Fertilizantes Piratini, Fertilizantes do N ordeste, Fertipar Fertilizantes do Nordeste, Fertipar Sudoeste e Corretivos Agricolas, Fertipar Bandeirantes, Fertial Fertilzantes de Alagoas COLIGADA: Fospar

Brasil

Alceu Elias Feldmann

90,00%

99% 1%

CONTROLADAS: Marcopolo, Marcopolo (South Africa, Ind. de Carroçarias), Ciferal, Polomex, Banco Moneo COLIGADAS: Superpolo, San Marino, Russian Busses, Tata, GBB, Loma Hermosa

Brasil, Argentina, África do Sul, China, Paulo Bellini 18,58% Colômbia, Egito, Índia, México, Portugal, Rússia HSBC Global Investment Funds 6,72% Fundo BCO Central Prev. Privada - Centrus 5,79% Franklin Templ Inv Funds 4,84% 100,00% 38,99%

COLIGADAS: Tenaris Confab Hastes de Bombeio, Siat

96

100

8 Quím. e petroq.

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

220

milhões

5 Financeiro Outros

99,94% 0,06%

20 Telecomunicações 56,17% Prod. agropecuária 38,9% Serviços 4,93%

CONTROLADAS: Banco BMG S.A., BMG Leasing S.A., Arrendamento Mercantil, BMG Bank (Cayman) Ltd., BMG Factoring Ltda e MVR Participações S.A.

Brasil, Estados Unidos, Ilhas Cayman

Investidores Pessoas Físicas (Família Pentagna Guimarães) 93,74% Empresa Agrícola Santa Angélica Ltda. 4,43% Outros 1,83%

CONTROLADAS: Algar, Cia. de Telecom. do Brasil Central, Telecomunicações, Algar (Tecn. e Consult., Agroalimentar, Aviation), ABC (Agropec. Brasil Norte, Agricultura e Pecuária, Ind. e Comércio), Space (Empreend., Tecnologia, Vigilância), Rio Quente Empreend. e Part., Sabe Partic., CTBC (Celular, Multimídia, Torres Telecom.), Engeset, Image Telecom TV Vídeo Cabo, Cia. Adm. Terminais Urbanos, Centros Comerciais

Brasil

Arvore S.A.

100%

CONTROLADAS: Magneti Marelli (Cofap, Sistemas Automotivos, Cofap Autopeças do 18 países, entre eles, Brasil, Argentina, Estados Brasil Ind. e Comércio), Ergom, Kadron Unidos, México, Itália, China COLIGADAS: Magneti Marelli (North America, Comandos Mecânicos, Repuestos, Conjuntos de Escapes), Endurance Magneti Marelli Shock Absorbers

Magnetti Marelli S.p.A.(Cofap) 99,62%

8 Ind. da construção

100%

CONTROLADAS: Cury, Cytec+, Plano&Plano, MAC, SKR, Lucio, IRSA, Lider, Cyrela

Elie Horn 30,20% Janus Capital Management LLC 7,90% Eirenor Sociedad Anonima 6,20% Sloane Robinson LLP 5,00% EH Capital Management 2,10%

NI Financeiro

100%

CONTROLADAS: Fibra (Asset Management DTVM, Projetos e Consultoria Econômica, Brasil Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros, Cia. Securitizadora de Créditos Imobiliários), GVI Promotora de Vendas, CredFibra

NI

5 Atacado

100%

CONTROLADAS: Farmadacta, Locafarma, Promovendas, Promovac

Brasil

BMK Participações S.A. 50,90% Fidelity Management and Research Company 11,80% HSBC Investments Gestão de Recursos Ltda. 10,40% T. Rowe Prince International Inc. 5,05% Ações em Tesouraria 1,35% Outros Acionistas 20,50%

Brasil

Rhodia S.A.

COLIGADA: Interagile

Francês

1 266 672

NI

NI

2 932

-2,7%

100,00%

6 Autoindústria

Brasil, Argentina e Bahamas

8 Quím. e petroq. Têxteis Outros

65% 10% 25%

CONTROLADAS: Alaver, Rhodia (Energy Brasil, Poliamida Brasil, Poliamida e Especialidades) Zamin Company, Fiopart Part. Serv. Com. de Fios Têxteis e Ind., Rhopart Participações Serv. e Com.

| 90 - 100

| GRUPOS

MAIORES | GRUPOS

97O– CYRELA

100%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

106 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

100 MAIORES GRUPOS LA.indd 27-28

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 107

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M A IOR E S VENDAS GRUPO PRIVADO SEDE DO GRUPO NO BRASIL

ORDEM

CONTROLE ACIONÁRIO

(em US$ mil 2008)

LUCRO LEGAL (em US$ mil 2008)

O grupo encabeçado pela construtora aumentou em 85% sua força de trabalho no ano passado

PATRIMÔNIO LEGAL (em US$ mil 2008)

MAIORES | GRUPOS

| 90 - 100

2008 2007

90

• Fertipar(2) Curitiba, PR

NÚMERO DE EMPREGADOS EM 2008 E VARIAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (em %)

NÚMERO TOTAL DE EMPRESAS DO GRUPO

SETORES DE ATUAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE CADA UM DELES NO TOTAL DA RECEITA DO GRUPO

de dólares foi o lucro do grupo Confab, do ABC paulista, que atua no setor de siderurgia e metalurgia

PAÍSES ONDE O GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS ACIONISTAS NO TOTAL DO GRUPO

Brasileiro

1 378 603

-51 684

106 217

1 655

10,3%

Brasileiro

1 343 032

57 529

292 473

13 364

8,0%

Inglês

1 331 301

NI

NI

1 431

12,1%

7 Sider. e metalurgia

100%

CONTROLADAS: Rexam (do Brasil, Beverage Can South America, Amazônia, Indústria Brasil, Argentina, Chile e Comércio de Latas e Tampas, Chile, Argentina, Uruguay)

Rexam Overseas

96 Confab(2) São Caetano do Sul, SP

Brasileiro

1 329 336

217 411

531 846

2 617

9,8%

6 Sider. e metalurgia

100%

CONTROLADAS: Confab (Montagens, Revestimentos, Trading), Siat, Socotherm Brasil Brasil

Siderca S.A.I.C.

94

93 Banco BMG(2) Belo Horizonte, MG

Brasileiro

1 326 455

103 016

863 232

95

92 Algar(2) Uberlândia, MG

Brasileiro

1 322 245

297

143 452

15 362

9,0%

91

87 Marcopolo(2) Caxias do Sul, RS

92

• Rexam(2) Rio de Janeiro, RJ

93

633 -32,1%

• Magneti Marelli(2) Hortolândia, SP

Italiano

1 321 373

NI

NI

7 650

9,2%

97

• Cyrela Brazil Realty(2) São Paulo, SP

Brasileiro

1 318 569

118 831

907 552

1 282

85,3%

98

99 Fibra(3) São Paulo, SP

Brasileiro

1 313 095

43 841

324 269

NI

NI

99

83 Profarma(2) Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro

1 306 201

13 539

200 017

2 003

-0,3%

Rhodia(2) São Paulo, SP

12 Transporte Financeiro

100%

CONTROLADAS: Fertigran Fertilizantes Vale do Rio Grande, Fertilizantes Piratini, Fertilizantes do N ordeste, Fertipar Fertilizantes do Nordeste, Fertipar Sudoeste e Corretivos Agricolas, Fertipar Bandeirantes, Fertial Fertilzantes de Alagoas COLIGADA: Fospar

Brasil

Alceu Elias Feldmann

90,00%

99% 1%

CONTROLADAS: Marcopolo, Marcopolo (South Africa, Ind. de Carroçarias), Ciferal, Polomex, Banco Moneo COLIGADAS: Superpolo, San Marino, Russian Busses, Tata, GBB, Loma Hermosa

Brasil, Argentina, África do Sul, China, Paulo Bellini 18,58% Colômbia, Egito, Índia, México, Portugal, Rússia HSBC Global Investment Funds 6,72% Fundo BCO Central Prev. Privada - Centrus 5,79% Franklin Templ Inv Funds 4,84% 100,00% 38,99%

COLIGADAS: Tenaris Confab Hastes de Bombeio, Siat

96

100

8 Quím. e petroq.

PRINCIPAIS CONTROLADAS E COLIGADAS

220

milhões

5 Financeiro Outros

99,94% 0,06%

20 Telecomunicações 56,17% Prod. agropecuária 38,9% Serviços 4,93%

CONTROLADAS: Banco BMG S.A., BMG Leasing S.A., Arrendamento Mercantil, BMG Bank (Cayman) Ltd., BMG Factoring Ltda e MVR Participações S.A.

Brasil, Estados Unidos, Ilhas Cayman

Investidores Pessoas Físicas (Família Pentagna Guimarães) 93,74% Empresa Agrícola Santa Angélica Ltda. 4,43% Outros 1,83%

CONTROLADAS: Algar, Cia. de Telecom. do Brasil Central, Telecomunicações, Algar (Tecn. e Consult., Agroalimentar, Aviation), ABC (Agropec. Brasil Norte, Agricultura e Pecuária, Ind. e Comércio), Space (Empreend., Tecnologia, Vigilância), Rio Quente Empreend. e Part., Sabe Partic., CTBC (Celular, Multimídia, Torres Telecom.), Engeset, Image Telecom TV Vídeo Cabo, Cia. Adm. Terminais Urbanos, Centros Comerciais

Brasil

Arvore S.A.

100%

CONTROLADAS: Magneti Marelli (Cofap, Sistemas Automotivos, Cofap Autopeças do 18 países, entre eles, Brasil, Argentina, Estados Brasil Ind. e Comércio), Ergom, Kadron Unidos, México, Itália, China COLIGADAS: Magneti Marelli (North America, Comandos Mecânicos, Repuestos, Conjuntos de Escapes), Endurance Magneti Marelli Shock Absorbers

Magnetti Marelli S.p.A.(Cofap) 99,62%

8 Ind. da construção

100%

CONTROLADAS: Cury, Cytec+, Plano&Plano, MAC, SKR, Lucio, IRSA, Lider, Cyrela

Elie Horn 30,20% Janus Capital Management LLC 7,90% Eirenor Sociedad Anonima 6,20% Sloane Robinson LLP 5,00% EH Capital Management 2,10%

NI Financeiro

100%

CONTROLADAS: Fibra (Asset Management DTVM, Projetos e Consultoria Econômica, Brasil Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros, Cia. Securitizadora de Créditos Imobiliários), GVI Promotora de Vendas, CredFibra

NI

5 Atacado

100%

CONTROLADAS: Farmadacta, Locafarma, Promovendas, Promovac

Brasil

BMK Participações S.A. 50,90% Fidelity Management and Research Company 11,80% HSBC Investments Gestão de Recursos Ltda. 10,40% T. Rowe Prince International Inc. 5,05% Ações em Tesouraria 1,35% Outros Acionistas 20,50%

Brasil

Rhodia S.A.

COLIGADA: Interagile

Francês

1 266 672

NI

NI

2 932

-2,7%

100,00%

6 Autoindústria

Brasil, Argentina e Bahamas

8 Quím. e petroq. Têxteis Outros

65% 10% 25%

CONTROLADAS: Alaver, Rhodia (Energy Brasil, Poliamida Brasil, Poliamida e Especialidades) Zamin Company, Fiopart Part. Serv. Com. de Fios Têxteis e Ind., Rhopart Participações Serv. e Com.

| 90 - 100

| GRUPOS

MAIORES | GRUPOS

97O– CYRELA

100%

1. Vendas estimadas pela revista 2. Vendas informadas por meio de questionário 3. Vendas extraídas da demonstração contábil

106 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 107

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NEGÓCIOS | Mercado de capitais Um passo atrás

Ações em queda, menos negócios e saída de dólares foram as marcas da Bovespa em 2008. Houve uma recuperação na maior parte dos indicadores nos primeiros meses de 2009, mas é impossível prever o comportamento do mercado para o restante do ano

O ponto mais sensível da economia

ÍNDICE BOVESPA (em pontos)(1)

62 815 64 490

73 516

63 396 40 244 36 234 29 435

jan 2008

mar

mai

jul

out

jan 2009

51 514

mar

jun

4,9

5,4(2)

VOLUME DE NEGÓCIOS (média diária, em bilhões de reais)

Depois de terminar o ano passado com a maior desvalorização desde 1990, a Bovespa se recupera e abre espaço para que as empresas voltem a lançar ações no mercado | Giuliana Napolitano

6

7 5,6

4,8 5,3

3,8 4,1

0 jan mar 2008

mai

ago

out

dez

fev 2009

abr

jun

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO (saldo, em bilhões de reais)

1,8

5,9

9,1 1,8 -4,2 -24,6

2004

2005

2006

2007

2008

2009(3)

ABERTURAS DE CAPITAL (em números) 64

Obras de shopping center em São Paulo:

o setor de construção civil teve um dos piores desempenhos da Bovespa em 2008

26 7

9

0 2004

2005

4 2006

2007

2008

1 2009(4)

As maiores baixas El et ro Co elet ns rôn t Pa ruç icos pe ão l e ci v M ine celu il ra los Tr çã e an o s M por áq te u s Tê inas xt il Ve ícu Co los e m é pe Pe rcio ças tró Qu leo ím e g á Si icos s de ru rg ia

O desempenho das ações de alguns dos principais setores em 2008 (em%)

LIA LUBAMBO

-52 -52 -51 -51 -51 -72 -71

-46 -46 -45 -44

-67

(1) Dados do início de cada mês, exceto maio de 2008 (dia 20), outubro de 2008 (dia 27) e junho de 2009 (dia 25) (2) Até dia 24 (3) Até 22 de junho (4) Considera a oferta da Visanet Fontes: Bovespa e Economática

110 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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NEGÓCIOS | Mercado de capitais Um passo atrás

Ações em queda, menos negócios e saída de dólares foram as marcas da Bovespa em 2008. Houve uma recuperação na maior parte dos indicadores nos primeiros meses de 2009, mas é impossível prever o comportamento do mercado para o restante do ano

O ponto mais sensível da economia

ÍNDICE BOVESPA (em pontos)(1)

62 815 64 490

73 516

63 396 40 244 36 234 29 435

jan 2008

mar

mai

jul

out

jan 2009

51 514

mar

jun

4,9

5,4(2)

VOLUME DE NEGÓCIOS (média diária, em bilhões de reais)

Depois de terminar o ano passado com a maior desvalorização desde 1990, a Bovespa se recupera e abre espaço para que as empresas voltem a lançar ações no mercado | Giuliana Napolitano

6

7 5,6

4,8 5,3

3,8 4,1

0 jan mar 2008

mai

ago

out

dez

fev 2009

abr

jun

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO (saldo, em bilhões de reais)

1,8

5,9

9,1 1,8 -4,2 -24,6

2004

2005

2006

2007

2008

2009(3)

ABERTURAS DE CAPITAL (em números) 64

Obras de shopping center em São Paulo:

o setor de construção civil teve um dos piores desempenhos da Bovespa em 2008

26 7

9

0 2004

2005

4 2006

2007

2008

1 2009(4)

As maiores baixas El et ro Co elet ns rôn t Pa ruç icos pe ão l e ci v M ine celu il ra los Tr çã e an o s M por áq te u s Tê inas xt il Ve ícu Co los e m é pe Pe rcio ças tró Qu leo ím e g á Si icos s de ru rg ia

O desempenho das ações de alguns dos principais setores em 2008 (em%)

LIA LUBAMBO

-52 -52 -51 -51 -51 -72 -71

-46 -46 -45 -44

-67

(1) Dados do início de cada mês, exceto maio de 2008 (dia 20), outubro de 2008 (dia 27) e junho de 2009 (dia 25) (2) Até dia 24 (3) Até 22 de junho (4) Considera a oferta da Visanet Fontes: Bovespa e Economática

110 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

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NEGÓCIOS | Mercado de capitais

F

oi na bolsa de valores que a crise mundial se fez primeiro presente no Brasil. Tão logo ficou claro que a quebra do Lehman Brothers não seria um caso isolado, as ações das empresas brasileiras iniciaram uma vertiginosa trajetória de queda, que se estendeu até o final de 2008. Num ano que tinha tudo para acabar brilhantemente, o Índice Bovespa caiu 41% em 12 meses. Foi seu pior desempenho em 18 anos. Quase 20 empresas, entre as mais negociadas do pregão, viram o preço de suas ações cair mais de 80% e outras 40 terminaram o ano com uma cotação valendo de 60% a 80% menos. Foi o bastante para que o valor de alguns papéis não pagasse nem um cafezinho — uma ação da produtora de combustíveis Ecodiesel, por exemplo, estava cotada a 50 centavos no fim de 2008. “A sensação de muita gente era que o mundo ia acabar”, diz Marcelo Kayath, diretor do Credit Suisse. O mundo não só não acabou como a bolsa voltou a subir — e num ritmo tenas de bilhões de dólares dos pacotes mais acelerado do que a maioria dos de ajuda governamentais. Isso fez com analistas esperava. O Ibovespa che- que os dólares voltassem a fluir para as bolsas de países como Brasil, China e Íngou a 25 de junho com alta de 37%.

112 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

Bolsa.indd 3-4

dia. Para as empresas brasileiras, a melhor notícia é que a volta do capital externo reativou o mercado de aberturas de capital e ofertas de ações, importantes fontes de financiamento. Em junho, a processadora de operações de cartões Visanet concluiu o maior IPO da Bovespa e do mundo neste ano ao captar 8,4 bilhões de reais (até o fechamento desta edição, as ações da companhia não haviam estreado no pregão). Fora isso, seis empresas abertas anunciaram a intenção de lançar novas ações. Muitos analistas costumam dizer que o mercado de capitais antecipa os movimentos da economia. Se isso for mesmo verdade, o horizonte para o Brasil é mais claro do que para a maioria dos outros países.

Fuga dos emergentes

As bolsas dos países em desenvolvimento tiveram um desempenho pior que a dos ricos em 2008 (em %)(1)

Operadores na bolsa da Rússia:

-32 -39 -43 -42 -41 -40 -52 -72 -71

(1) Em moeda local. Os índices usados para medir o desempenho das bolsas foram: CAC (França), DAX (Alemanha), FTSE 100 (Inglaterra), Ibovespa (Brasil), Nikkei (Japão), RTS (Rússia), Sensex (Índia), S&P 500 (EUA), SSE (China) Fonte: Thomson Reuters

ALEXEY KUZMICHEV/AGENCY.PHOTOGRAPHER.RU

Rú ss ia Ch ina Ín di a Fr an ça Ja pã o BR AS I Al L em an Es ha ta do Ing s Un lat ido er ra s

Por enquanto, nenhum analista ou gestor de recursos se arrisca a dizer se essa recuperação é só um movimento de curtíssimo prazo ou se pode ser parte de uma valorização mais duradoura. Os desdobramentos da crise mundial — que estão menos dramáticos, mas continuam relevantes — ainda ditam o comportamento da Bovespa, como ocorreu no último trimestre de 2008. “O crédito secou, ninguém sabia qual seria o futuro do sistema financeiro e como as economias reagiriam”, diz Álvaro Marangoni, diretor da corretora do Morgan Stanley. No auge do pessimismo, o Morgan previu que o PIB brasileiro teria uma retração de 4,5% em 2009. (Recentemente, a estimativa foi revisada para uma queda de 1%.) Apesar de a crise ter sido originada nos países desenvolvidos — com os empréstimos imobiliários de altíssimo risco e o precário controle de risco de muitos bancos —, foram as bolsas dos emergentes que mais sofreram em 2008 (veja o quadro ao lado). “Os investidores queriam fugir do risco e os mercados emergentes sempre foram mais voláteis. Por paradoxal que pareça, eles buscaram segurança nos Estados Unidos e na Europa”, diz Young Hwan Kim, chefe de investimentos no Brasil da Mirae, gestora coreana que, em 2008, possuía a maior carteira de ações de empresas de países emergentes, com 54 bilhões de dólares investidos. O humor dos investidores só melhorou no fim do primeiro trimestre deste ano, à medida que começaram a ser sentidos na economia os efeitos da injeção de cen-

no primeiro momento da crise, o capital fugiu dos mercados emergentes — agora, está de volta

2009 | EXAME MELHORES E MAIORES | 113

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NEGÓCIOS | Mercado de capitais

F

oi na bolsa de valores que a crise mundial se fez primeiro presente no Brasil. Tão logo ficou claro que a quebra do Lehman Brothers não seria um caso isolado, as ações das empresas brasileiras iniciaram uma vertiginosa trajetória de queda, que se estendeu até o final de 2008. Num ano que tinha tudo para acabar brilhantemente, o Índice Bovespa caiu 41% em 12 meses. Foi seu pior desempenho em 18 anos. Quase 20 empresas, entre as mais negociadas do pregão, viram o preço de suas ações cair mais de 80% e outras 40 terminaram o ano com uma cotação valendo de 60% a 80% menos. Foi o bastante para que o valor de alguns papéis não pagasse nem um cafezinho — uma ação da produtora de combustíveis Ecodiesel, por exemplo, estava cotada a 50 centavos no fim de 2008. “A sensação de muita gente era que o mundo ia acabar”, diz Marcelo Kayath, diretor do Credit Suisse. O mundo não só não acabou como a bolsa voltou a subir — e num ritmo tenas de bilhões de dólares dos pacotes mais acelerado do que a maioria dos de ajuda governamentais. Isso fez com analistas esperava. O Ibovespa che- que os dólares voltassem a fluir para as bolsas de países como Brasil, China e Íngou a 25 de junho com alta de 37%.

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dia. Para as empresas brasileiras, a melhor notícia é que a volta do capital externo reativou o mercado de aberturas de capital e ofertas de ações, importantes fontes de financiamento. Em junho, a processadora de operações de cartões Visanet concluiu o maior IPO da Bovespa e do mundo neste ano ao captar 8,4 bilhões de reais (até o fechamento desta edição, as ações da companhia não haviam estreado no pregão). Fora isso, seis empresas abertas anunciaram a intenção de lançar novas ações. Muitos analistas costumam dizer que o mercado de capitais antecipa os movimentos da economia. Se isso for mesmo verdade, o horizonte para o Brasil é mais claro do que para a maioria dos outros países.

Fuga dos emergentes

As bolsas dos países em desenvolvimento tiveram um desempenho pior que a dos ricos em 2008 (em %)(1)

Operadores na bolsa da Rússia:

-32 -39 -43 -42 -41 -40 -52 -72 -71

(1) Em moeda local. Os índices usados para medir o desempenho das bolsas foram: CAC (França), DAX (Alemanha), FTSE 100 (Inglaterra), Ibovespa (Brasil), Nikkei (Japão), RTS (Rússia), Sensex (Índia), S&P 500 (EUA), SSE (China) Fonte: Thomson Reuters

ALEXEY KUZMICHEV/AGENCY.PHOTOGRAPHER.RU

Rú ss ia Ch ina Ín di a Fr an ça Ja pã o BR AS I Al L em an Es ha ta do Ing s Un lat ido er ra s

Por enquanto, nenhum analista ou gestor de recursos se arrisca a dizer se essa recuperação é só um movimento de curtíssimo prazo ou se pode ser parte de uma valorização mais duradoura. Os desdobramentos da crise mundial — que estão menos dramáticos, mas continuam relevantes — ainda ditam o comportamento da Bovespa, como ocorreu no último trimestre de 2008. “O crédito secou, ninguém sabia qual seria o futuro do sistema financeiro e como as economias reagiriam”, diz Álvaro Marangoni, diretor da corretora do Morgan Stanley. No auge do pessimismo, o Morgan previu que o PIB brasileiro teria uma retração de 4,5% em 2009. (Recentemente, a estimativa foi revisada para uma queda de 1%.) Apesar de a crise ter sido originada nos países desenvolvidos — com os empréstimos imobiliários de altíssimo risco e o precário controle de risco de muitos bancos —, foram as bolsas dos emergentes que mais sofreram em 2008 (veja o quadro ao lado). “Os investidores queriam fugir do risco e os mercados emergentes sempre foram mais voláteis. Por paradoxal que pareça, eles buscaram segurança nos Estados Unidos e na Europa”, diz Young Hwan Kim, chefe de investimentos no Brasil da Mirae, gestora coreana que, em 2008, possuía a maior carteira de ações de empresas de países emergentes, com 54 bilhões de dólares investidos. O humor dos investidores só melhorou no fim do primeiro trimestre deste ano, à medida que começaram a ser sentidos na economia os efeitos da injeção de cen-

no primeiro momento da crise, o capital fugiu dos mercados emergentes — agora, está de volta

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A MELHOR | TÊXTEIS Os números do setor Crescimento

Aumento de vendas no ano, já descontada a inflação — em % 1 Guararapes 2 Beira Rio 3 Hering 4 Lupo 5 Cedro e Cachoeira 6 Cremer 7 Santanense 8 Karsten 9 São Paulo Alpargatas 10 Dass-Sport & Style Mediana: 19 empresas

29,6 28,6 24,5 9,3 8,7 4,2 1,8 -0,8 -1,0 -4,2 -4,2

Liderança de mercado

Mercado conquistado nas vendas das maiores — em %

CLAYTON DE SOUZA/AE

1 São Paulo Alpargatas 2 Grendene 3 Vicunha 4 Coteminas 5 Guararapes 6 Tavex 7 Hering 8 Beira Rio 9 Cremer 10 Lupo Mediana: 20 empresas

Desfile da SP Fashion Week: para enfrentar a concorrência que vem do exterior, o setor têxtil investe em produtos mais sofisticados

foi a melhor do setor. O sucesso da estratégia centrada nas vendas domésticas tem permitido a expansão dos negócios. Em 2007, a Beira Rio inaugurou uma fábrica no município gaúcho de Mato Leitão, assumindo as instalações da Dilly, fabricante de calçados esportivos para exportação que havia fechado a unidade e demitido 300 pessoas. No ano passado, a Beira Rio abriu mais uma fábrica, em Teutônia, também no interior gaúcho.

As maiores

Classificação das empresas por receita operacional bruta — em US$ milhões 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

São Paulo Alpargatas Grendene Vicunha Coteminas Guararapes Tavex Hering Beira Rio Cremer Lupo

772,2 670,4 605,6 581,5 426,1 317,9 279,2 258,9 183,6 173,7

Para as duas unidades, contratou 950 funcionários. No total, a empresa emprega 5 400 pessoas em oito fábricas, todas no Rio Grande do Sul. A Beira Rio faz calçados sintéticos, divididos em quatro marcas. Uma das principais é a Beira Rio, que reúne modelos de estilo casual. A Vizzano, outra linha da empresa, lança produtos um pouco mais sofisticados. Há ainda a Moleka e a Molekinha, voltadas para jovens e crianças. “Nossos produtos geram uma percepção de valor para as clientes superior ao seu custo”, diz Argenta. As campanhas das últimas coleções das marcas Beira Rio tiveram como garotas-propaganda as apresentadoras Angélica e Ana Hickmann e a modelo Natália Anderle, miss Brasil 2008. “Tão importante quanto as estratégias de marketing é a política de parceria com os lojistas, de modo a garantir que os calçados estejam bem posicionados nas vitrines dos 18 000 pontos de venda no país”, diz Argenta.

13,4 11,7 10,5 10,1 7,4 5,5 4,9 4,5 3,2 3,0 3,0

Liquidez corrente

Reais realizáveis para cada real de dívida no curto prazo — em número de índice 1 Cremer 2 Dakota-NE 3 Grendene 4 Beira Rio 5 Guararapes 6 Lupo 7 São Paulo Alpargatas 8 Santanense 9 Arezzo 10 Coteminas Mediana: 20 empresas

6,47 5,91 5,61 3,99 3,38 3,21 3,08 2,47 2,21 2,21 2,14

Rentabilidade

Retorno do investimento obtido no ano — em % 1 Beira Rio 2 Lupo 3 Arezzo 4 Tavex 5 Santanense 6 Hering 7 Guararapes 8 São Paulo Alpargatas 9 Pettenati 10 Dass-Sport & Style Mediana: 18 empresas

22,5 20,2 18,0 14,3 11,9 11,4 9,7 9,1 8,9 8,7 8,8

Riqueza/Empregado Riqueza criada por empregado — em US$ 1 Arezzo 2 Pettenati 3 Hering 4 Lupo 5 São Paulo Alpargatas 6 Cedro e Cachoeira 7 Karsten 8 Santanense 9 Cremer 10 Vicunha Mediana: 16 empresas

87 116 33 995 27 807 25 740 23 705 21 412 20 990 20 802 15 693 15 601 18 248

314 | EXAME MELHORES E MAIORES | 2009

TEXTEIS - BEIRA RIO.indd 3

6/30/09 8:30:35 PM


NEGÓCIOS | Mercado de capitais Empresa

Abyara

Inpar

Ecodiesel

Tenda

BR Brokers

MPX

MMX

Plascar

Agra

Positivo

Construção civil

Combustíveis

Construção civil

Construção civil

Energia elétrica

Mineração

Veículos e peças

Construção civil

Eletroeletrônicos

Setor

Construção civil Valor de mercado(2)

33

67

milhões de dólares

milhões de dólares

Endividada e com problemas de fluxo de caixa, a companhia esteve perto de quebrar em 2008, segundo executivos do setor. Uma das estratégias para levantar capital era fazer uma nova oferta de ações, mas a crise mundial brecou os planos. Neste ano, a Abyara foi vendida para o empresário espanhol Enrique Bañuelos.

Outra incorporadora que passou por um período complicado em 2008, em razão da piora das perspectivas para o mercado imobiliário e da falta de crédito. A situação da empresa se ajustou no fim do ano, com a venda de empreendimentos e uma nova injeção de recursos. Também houve demissões, cancelamento de obras e adiamento de projetos.

32

milhões de dólares Engessada por um acordo que a obrigava a vender biodiesel a preços fixos no início de 2008, a companhia sofreu com a alta dos preços de matériasprimas como a soja e a mamona. Para contornar o problema, tomou empréstimos, o que elevou seu endividamento. A empresa fechou o ano com prejuízo de 197 milhões de reais.

199

116

409

361

100

milhões de dólares

milhões de dólares

milhões de dólares

milhões de dólares

milhões de dólares

Resultados piores que o esperado, necessidade de capital e problemas na entrega dos empreendimentos colocaram a Tenda na lista negra dos analistas em meados de 2008 (no início do ano, a empresa era uma das estrelas do mercado). Só em agosto, os papéis da incorporadora caíram 65% — depois disso, ela foi comprada pela Gafisa.

A redução dos lançamentos de imóveis em 2008, em razão da crise econômica, prejudicou os resultados de imobiliárias como a BR Brokers — que abriu o capital em 2007. Holding de corretoras, formada por 23 subsidiárias, a empresa foi obrigada a cortar custos e a fazer demissões para se ajustar ao novo cenário.

Apesar de a companhia fazer parte de um dos setores que menos sofreram com a crise, o fato de precisar de pesados aportes de capital para crescer tornou sua ação arriscada e afugentou investidores. Controlada pelo empresário Eike Batista, a MPX abriu o capital em dezembro de 2007 — e suas ações caíram mais de 70% de lá até junho deste ano.

Crise e necessidade de financiamento costumam não combinar — e foi isso que prejudicou empresas que precisam de investimentos, como a MMX. No ano passado, a mineradora, que faz parte do grupo de Eike Batista, suspendeu projetos e investimentos. Os resultados também foram prejudicados pela queda dos preços das commodities.

A queda abrupta da venda de veículos no país no fim de 2008 prejudicou muito os resultados da Plascar, que é a maior fabricante brasileira de peças plásticas para automóveis. O fato de suas ações serem pouco negociadas na bolsa de valores também contribuiu para afastar investidores estrangeiros, preocupados em ter uma liquidez rápida.

184

milhões de dólares Em outubro, a Cyrela anunciou que não compraria mais a Agra — desfazendo um acordo fechado apenas três meses antes. No dia em que a informação foi divulgada, os papéis da Agra caíram impressionantes 82%, para cerca de 1 real — e, até junho deste ano, não haviam retomado o patamar anterior.

254

milhões de dólares A fabricante paranaense de computadores sofreu com a alta do dólar — que aumentou seus custos — e com a elevação do imposto para computadores produzidos fora do estado de São Paulo, o que reduziu a presença da Positivo na região. Além disso, os boatos sobre uma venda para empresas estrangeiras fizeram a ação oscilar.

Valorização

-87% -89% -91% -91% -93% (1) Em reais. Considera as ações que negociaram, em média, mais de 1 milhão de reais por dia em 2008 (2) Em 31/12/2008 Fonte: Economática

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Bolsa.indd 7-8

-86% -86%

-85% -85%

10

-84%

AÇÕES DA BOVESPA

QUE MAIS

CAEMÍ RAM

(1)

2008

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NEGÓCIOS | Mercado de capitais Empresa

Abyara

Inpar

Ecodiesel

Tenda

BR Brokers

MPX

MMX

Plascar

Agra

Positivo

Construção civil

Combustíveis

Construção civil

Construção civil

Energia elétrica

Mineração

Veículos e peças

Construção civil

Eletroeletrônicos

Setor

Construção civil Valor de mercado(2)

33

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milhões de dólares

milhões de dólares

Endividada e com problemas de fluxo de caixa, a companhia esteve perto de quebrar em 2008, segundo executivos do setor. Uma das estratégias para levantar capital era fazer uma nova oferta de ações, mas a crise mundial brecou os planos. Neste ano, a Abyara foi vendida para o empresário espanhol Enrique Bañuelos.

Outra incorporadora que passou por um período complicado em 2008, em razão da piora das perspectivas para o mercado imobiliário e da falta de crédito. A situação da empresa se ajustou no fim do ano, com a venda de empreendimentos e uma nova injeção de recursos. Também houve demissões, cancelamento de obras e adiamento de projetos.

32

milhões de dólares Engessada por um acordo que a obrigava a vender biodiesel a preços fixos no início de 2008, a companhia sofreu com a alta dos preços de matériasprimas como a soja e a mamona. Para contornar o problema, tomou empréstimos, o que elevou seu endividamento. A empresa fechou o ano com prejuízo de 197 milhões de reais.

199

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milhões de dólares

milhões de dólares

milhões de dólares

milhões de dólares

milhões de dólares

Resultados piores que o esperado, necessidade de capital e problemas na entrega dos empreendimentos colocaram a Tenda na lista negra dos analistas em meados de 2008 (no início do ano, a empresa era uma das estrelas do mercado). Só em agosto, os papéis da incorporadora caíram 65% — depois disso, ela foi comprada pela Gafisa.

A redução dos lançamentos de imóveis em 2008, em razão da crise econômica, prejudicou os resultados de imobiliárias como a BR Brokers — que abriu o capital em 2007. Holding de corretoras, formada por 23 subsidiárias, a empresa foi obrigada a cortar custos e a fazer demissões para se ajustar ao novo cenário.

Apesar de a companhia fazer parte de um dos setores que menos sofreram com a crise, o fato de precisar de pesados aportes de capital para crescer tornou sua ação arriscada e afugentou investidores. Controlada pelo empresário Eike Batista, a MPX abriu o capital em dezembro de 2007 — e suas ações caíram mais de 70% de lá até junho deste ano.

Crise e necessidade de financiamento costumam não combinar — e foi isso que prejudicou empresas que precisam de investimentos, como a MMX. No ano passado, a mineradora, que faz parte do grupo de Eike Batista, suspendeu projetos e investimentos. Os resultados também foram prejudicados pela queda dos preços das commodities.

A queda abrupta da venda de veículos no país no fim de 2008 prejudicou muito os resultados da Plascar, que é a maior fabricante brasileira de peças plásticas para automóveis. O fato de suas ações serem pouco negociadas na bolsa de valores também contribuiu para afastar investidores estrangeiros, preocupados em ter uma liquidez rápida.

184

milhões de dólares Em outubro, a Cyrela anunciou que não compraria mais a Agra — desfazendo um acordo fechado apenas três meses antes. No dia em que a informação foi divulgada, os papéis da Agra caíram impressionantes 82%, para cerca de 1 real — e, até junho deste ano, não haviam retomado o patamar anterior.

254

milhões de dólares A fabricante paranaense de computadores sofreu com a alta do dólar — que aumentou seus custos — e com a elevação do imposto para computadores produzidos fora do estado de São Paulo, o que reduziu a presença da Positivo na região. Além disso, os boatos sobre uma venda para empresas estrangeiras fizeram a ação oscilar.

Valorização

-87% -89% -91% -91% -93% (1) Em reais. Considera as ações que negociaram, em média, mais de 1 milhão de reais por dia em 2008 (2) Em 31/12/2008 Fonte: Economática

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AÇÕES DA BOVESPA

QUE MAIS

CAEMÍ RAM

(1)

2008

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ANÁLISE | Agronegócio

A máquina do campo segue crescendo. Mas até quando? O agronegócio registrou novos recordes no ano passado e, em 2009, mesmo com um cenário internacional ainda nebuloso, deve ir bem. Mas sua expansão sustentável depende do combate a problemas que estão mais próximos do que se imagina

EDWARD PARKER/ALAMY / OTHERIMAGES

Maurício Oliveira e Luciene Antunes

Campo de soja em Goiás:

25% do PIB brasileiro é gerado pelo agronegócio

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O peso do agrodef.indd 1-2

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ANÁLISE | Agronegócio

A máquina do campo segue crescendo. Mas até quando? O agronegócio registrou novos recordes no ano passado e, em 2009, mesmo com um cenário internacional ainda nebuloso, deve ir bem. Mas sua expansão sustentável depende do combate a problemas que estão mais próximos do que se imagina

EDWARD PARKER/ALAMY / OTHERIMAGES

Maurício Oliveira e Luciene Antunes

Campo de soja em Goiás:

25% do PIB brasileiro é gerado pelo agronegócio

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ANÁLISE |Agronegócio

Onde estão as principais culturas primeira lição que qualquer pequeno produtor rural aprende é que os lucros com a atividade no campo estão sujeitos a altos e baixos, dependendo do que vem do céu e dos humores do mercado. O setor do agronegócio brasileiro, de certa forma, vinha contrariando essa regra básica. Nos últimos anos, foi como se a atividade no país só tivesse encontrado tempo bom. Nesse período mágico, graças a fatores como o crescimento da demanda por alimentos de países emergentes como Índia e China, o setor bateu recordes sucessivos de crescimento da produção e das exportações. O cenário beneficiou também toda a imensa cadeia que gira em torno do agronegócio e que inclui empresas produtoras de fertilizantes, indústrias de transformação de matérias-primas, tradings responsáveis pela intermediação das vendas ao exterior e fabricantes de máquinas e equipamentos. A crise financeira mundial, cujos efeitos começaram a se refletir com mais nitidez no Brasil no último trimestre do ano passado, parecia ter o potencial de reverter o quadro positivo. As turbulências econômicas, porém, não foram suficientes para desmontar o setor em 2008. “Ocorreu uma desaceleração no segundo semestre, mas não a ponto de prejudicar a receita do campo”, afirma o economista Fábio Silveira, da RC Consultores. Com isso, o conjunto de números gerados pelo agronegócio no ano passado ainda foi positivo. A maior safra de grãos de todos os tempos atingiu 144,1 milhões de toneladas, crescimento de 9,4% em comparação à safra anterior, maior salto percentual registrado nos últimos cinco anos. No caso da canade-açúcar, o incremento foi ainda maior: de 559,4 milhões de toneladas para 653,3 milhões de toneladas, um acréscimo de 17%. As exOs números e estatísticas que fazem do setor um dos mais importantes portações do agronegócio, também da economia nacional recordes, chegaram a 72 bilhões de dólares, 22,9% mais do que no ano O AGRONEGÓCIO É RESPONSÁVEL NO BRASIL POR... BALANÇA COMERCIAL anterior. O superávit da balança comercial do setor — diferença enO Brasil tem superávit no comércio tre o que foi vendido e o que foi exterior graças ao agronegócio (em bilhões de dólares) comprado pelo país — chegou a inéditos 60 bilhões de dólares, impulDemais produtos Agronegócio % sionado em boa medida pela alta % % dos preços em dólar. do PIB das dos empregos EXPORTAÇÕES

O peso do agronegócio

36

16

exportações

com carteira assinada

25

126

72

PARTICIPAÇÃO DO AGRONEGÓCIO NO PIB DE ALGUNS ESTADOS BRASILEIROS Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Santa Catarina Rio Grande do Sul Paraná Pará Rondônia Paraíba Tocantins Minas Gerais São Paulo Rio de Janeiro

77% 70% 56% 52% 45% 45% 44% 41% 38% 34% 24% 24% 7%

IMPORTAÇÕES

161 12 SALDO

60 -35

SALDO DO BRASIL

25

bilhões de dólares

Para o conjunto das 400 maiores empresas do agronegócio do país, o ano de 2008 trouxe um crescimento de receita de 10%, segundo o levantamento desta edição do anuário MELHORES E MAIORES. O faturamento total chegou a 167 bilhões de dólares. No grupo das 400 maiores do setor, estão as subsidiárias de multinacionais como a holandesa Bunge e a americana Cargill, grandes grupos nacionais que tomaram corpo nos últimos anos, caso dos frigoríficos JBS e Bertin, e uma série de companhias pouco conhecidas fora do universo do agronegócio, mas com faturamento respeitável. Um exemplo é a Tortuga, empresa familiar fundada nos anos 50 em São Paulo e que domina hoje o mercado de

Duas ou mais culturas Cana-de-açúcar Laranja Madeira (2) Pecuária, carnes e leite Grãos Café

Extensão (em milhões de hectares) Soja Milho Cana-de-açúcar Feijão Arroz Café Mandioca Trigo Algodão Laranja

26 14 7 4 3 2 2 2 1 1

(1) Considera somente os municípios com alta produção (2) Madeira de florestas cultivadas Fontes: Ministério da Agricultura, SIF, Sindifer, Abipa, MBAgro, com elaboração MBAgro

(1)

Fontes: Cepea/Esalq, AgroStat Brasil a partir de dados da Secex/MDIC, IBGE - Cadastro Central de Empresas (2006), Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (2005)

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ANÁLISE |Agronegócio

Onde estão as principais culturas primeira lição que qualquer pequeno produtor rural aprende é que os lucros com a atividade no campo estão sujeitos a altos e baixos, dependendo do que vem do céu e dos humores do mercado. O setor do agronegócio brasileiro, de certa forma, vinha contrariando essa regra básica. Nos últimos anos, foi como se a atividade no país só tivesse encontrado tempo bom. Nesse período mágico, graças a fatores como o crescimento da demanda por alimentos de países emergentes como Índia e China, o setor bateu recordes sucessivos de crescimento da produção e das exportações. O cenário beneficiou também toda a imensa cadeia que gira em torno do agronegócio e que inclui empresas produtoras de fertilizantes, indústrias de transformação de matérias-primas, tradings responsáveis pela intermediação das vendas ao exterior e fabricantes de máquinas e equipamentos. A crise financeira mundial, cujos efeitos começaram a se refletir com mais nitidez no Brasil no último trimestre do ano passado, parecia ter o potencial de reverter o quadro positivo. As turbulências econômicas, porém, não foram suficientes para desmontar o setor em 2008. “Ocorreu uma desaceleração no segundo semestre, mas não a ponto de prejudicar a receita do campo”, afirma o economista Fábio Silveira, da RC Consultores. Com isso, o conjunto de números gerados pelo agronegócio no ano passado ainda foi positivo. A maior safra de grãos de todos os tempos atingiu 144,1 milhões de toneladas, crescimento de 9,4% em comparação à safra anterior, maior salto percentual registrado nos últimos cinco anos. No caso da canade-açúcar, o incremento foi ainda maior: de 559,4 milhões de toneladas para 653,3 milhões de toneladas, um acréscimo de 17%. As exOs números e estatísticas que fazem do setor um dos mais importantes portações do agronegócio, também da economia nacional recordes, chegaram a 72 bilhões de dólares, 22,9% mais do que no ano O AGRONEGÓCIO É RESPONSÁVEL NO BRASIL POR... BALANÇA COMERCIAL anterior. O superávit da balança comercial do setor — diferença enO Brasil tem superávit no comércio tre o que foi vendido e o que foi exterior graças ao agronegócio (em bilhões de dólares) comprado pelo país — chegou a inéditos 60 bilhões de dólares, impulDemais produtos Agronegócio % sionado em boa medida pela alta % % dos preços em dólar. do PIB das dos empregos EXPORTAÇÕES

O peso do agronegócio

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exportações

com carteira assinada

25

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PARTICIPAÇÃO DO AGRONEGÓCIO NO PIB DE ALGUNS ESTADOS BRASILEIROS Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Santa Catarina Rio Grande do Sul Paraná Pará Rondônia Paraíba Tocantins Minas Gerais São Paulo Rio de Janeiro

77% 70% 56% 52% 45% 45% 44% 41% 38% 34% 24% 24% 7%

IMPORTAÇÕES

161 12 SALDO

60 -35

SALDO DO BRASIL

25

bilhões de dólares

Para o conjunto das 400 maiores empresas do agronegócio do país, o ano de 2008 trouxe um crescimento de receita de 10%, segundo o levantamento desta edição do anuário MELHORES E MAIORES. O faturamento total chegou a 167 bilhões de dólares. No grupo das 400 maiores do setor, estão as subsidiárias de multinacionais como a holandesa Bunge e a americana Cargill, grandes grupos nacionais que tomaram corpo nos últimos anos, caso dos frigoríficos JBS e Bertin, e uma série de companhias pouco conhecidas fora do universo do agronegócio, mas com faturamento respeitável. Um exemplo é a Tortuga, empresa familiar fundada nos anos 50 em São Paulo e que domina hoje o mercado de

Duas ou mais culturas Cana-de-açúcar Laranja Madeira (2) Pecuária, carnes e leite Grãos Café

Extensão (em milhões de hectares) Soja Milho Cana-de-açúcar Feijão Arroz Café Mandioca Trigo Algodão Laranja

26 14 7 4 3 2 2 2 1 1

(1) Considera somente os municípios com alta produção (2) Madeira de florestas cultivadas Fontes: Ministério da Agricultura, SIF, Sindifer, Abipa, MBAgro, com elaboração MBAgro

(1)

Fontes: Cepea/Esalq, AgroStat Brasil a partir de dados da Secex/MDIC, IBGE - Cadastro Central de Empresas (2006), Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (2005)

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ANÁLISE |Agronegócio

DIVULGAÇÃO

Onde estão as principais empresas

A última edição da Agrishow:

o setor de máquinas e equipamentos bateu recordes de vendas no ano passado, mas sofreu com os efeitos da crise nos primeiros meses de 2009

O setor do agronegócio gera por ano no Brasil uma riqueza de...

400

bilhões de dólares...

...número maior que o PIB da

Argentina

Esmagadoras de laranja Esmagadoras de soja Processadoras/indústria de madeira Sucroalcooleiras Sucroalcooleiras laranja

Fontes: Ministério da Agricultura, SIF, Sindifer, Abipa, MBAgro, com elaboração MBAgro

A participação brasileira nas vendas globais de produtos do agronegócio é de 7%, quase o dobro do total registrado há oito anos rações para animais no Brasil. De suas quatro fábricas (duas em São Paulo, uma em Minas Gerais e outra no Ceará), saem cerca de 150 tipos de produtos — desde complexos de vitaminas para aves até suplementos minerais para o gado. No ano passado, a Tortuga faturou 340 milhões de dólares, um crescimento de 31% em relação a 2007. Os números — sobretudo os de rentabilidade — poderiam ter sido muito melhores se a mudança no clima da economia mundial, após setembro de 2008, não tivesse exposto o risco que algumas das maiores empresas brasileiras do agronegócio estavam correndo. Aracruz, Sadia e VCP registraram prejuízos bilionários resultantes de apostas em operações de derivativos e contribuíram significativamente para as perdas de 5,4 bilhões de dólares acumuladas pelo setor no ano passado. Excluindo-se os resultados dessas três empresas, o prejuízo das 400 maiores companhias de agronegócio do país cai para 1,1 bilhão de dólares. “Analisar o agronegócio brasileiro hoje não

significa mais considerar se ocorreu El Niño ou uma seca na Argentina. Agora tudo está atrelado aos mercados financeiros”, afirma Silveira, da RC Consultores. A crise internacional também levou ao aumento dos custos. “O preço de algumas matérias-primas importantes para o setor, como o petróleo, utilizado na cadeia de adubos e fertilizantes, disparou”, afirma Amaryllis Romano, economista especializado em agronegócio da consultoria Tendências. “O mesmo aconteceu com os custos de transporte.”

Retração do mercado Seria ingênuo esperar que, diante desse cenário, os números fossem bons para o agronegócio brasileiro nos primeiros meses de 2009. O movimento foi de retração após anos espetaculares. Um exemplo disso é a indústria de máquinas e equipamentos agrícolas. Entre 2005 e 2008, as vendas só cresceram, atingindo o recorde de 54 421 unidades comercializadas no país. Nos primeiros meses de

2009, porém, a situação mudou. “A indústria de máquinas e tratores estava preparada para um crescimento de 30% em relação ao ano passado, só que ocorreu o oposto”, diz Milton Rego, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Com estoques altos, fabricantes como a John Deere paralisaram suas atividades e deram férias coletivas aos trabalhadores. Seria obtuso, porém, achar que esse cenário sombrio duraria para sempre. Recentemente, a indústria voltou a vender e fábricas foram reabertas. Assim, os números previstos pelos especialistas para 2009 precisam ser vistos em perspectiva. O setor de máquinas e equipamentos deve fechar o ano com 47 000 unidades comercializadas, uma redução de 14% em relação ao número de 2008. Na produção agrícola, as projeções apontam para um cenário parecido. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a próxima safra de grãos deve chegar a 137 milhões de toneladas, ou 5% menos que

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DIVULGAÇÃO

Onde estão as principais empresas

A última edição da Agrishow:

o setor de máquinas e equipamentos bateu recordes de vendas no ano passado, mas sofreu com os efeitos da crise nos primeiros meses de 2009

O setor do agronegócio gera por ano no Brasil uma riqueza de...

400

bilhões de dólares...

...número maior que o PIB da

Argentina

Esmagadoras de laranja Esmagadoras de soja Processadoras/indústria de madeira Sucroalcooleiras Sucroalcooleiras laranja

Fontes: Ministério da Agricultura, SIF, Sindifer, Abipa, MBAgro, com elaboração MBAgro

A participação brasileira nas vendas globais de produtos do agronegócio é de 7%, quase o dobro do total registrado há oito anos rações para animais no Brasil. De suas quatro fábricas (duas em São Paulo, uma em Minas Gerais e outra no Ceará), saem cerca de 150 tipos de produtos — desde complexos de vitaminas para aves até suplementos minerais para o gado. No ano passado, a Tortuga faturou 340 milhões de dólares, um crescimento de 31% em relação a 2007. Os números — sobretudo os de rentabilidade — poderiam ter sido muito melhores se a mudança no clima da economia mundial, após setembro de 2008, não tivesse exposto o risco que algumas das maiores empresas brasileiras do agronegócio estavam correndo. Aracruz, Sadia e VCP registraram prejuízos bilionários resultantes de apostas em operações de derivativos e contribuíram significativamente para as perdas de 5,4 bilhões de dólares acumuladas pelo setor no ano passado. Excluindo-se os resultados dessas três empresas, o prejuízo das 400 maiores companhias de agronegócio do país cai para 1,1 bilhão de dólares. “Analisar o agronegócio brasileiro hoje não

significa mais considerar se ocorreu El Niño ou uma seca na Argentina. Agora tudo está atrelado aos mercados financeiros”, afirma Silveira, da RC Consultores. A crise internacional também levou ao aumento dos custos. “O preço de algumas matérias-primas importantes para o setor, como o petróleo, utilizado na cadeia de adubos e fertilizantes, disparou”, afirma Amaryllis Romano, economista especializado em agronegócio da consultoria Tendências. “O mesmo aconteceu com os custos de transporte.”

Retração do mercado Seria ingênuo esperar que, diante desse cenário, os números fossem bons para o agronegócio brasileiro nos primeiros meses de 2009. O movimento foi de retração após anos espetaculares. Um exemplo disso é a indústria de máquinas e equipamentos agrícolas. Entre 2005 e 2008, as vendas só cresceram, atingindo o recorde de 54 421 unidades comercializadas no país. Nos primeiros meses de

2009, porém, a situação mudou. “A indústria de máquinas e tratores estava preparada para um crescimento de 30% em relação ao ano passado, só que ocorreu o oposto”, diz Milton Rego, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Com estoques altos, fabricantes como a John Deere paralisaram suas atividades e deram férias coletivas aos trabalhadores. Seria obtuso, porém, achar que esse cenário sombrio duraria para sempre. Recentemente, a indústria voltou a vender e fábricas foram reabertas. Assim, os números previstos pelos especialistas para 2009 precisam ser vistos em perspectiva. O setor de máquinas e equipamentos deve fechar o ano com 47 000 unidades comercializadas, uma redução de 14% em relação ao número de 2008. Na produção agrícola, as projeções apontam para um cenário parecido. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a próxima safra de grãos deve chegar a 137 milhões de toneladas, ou 5% menos que

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ANÁLISE |Agronegócio Menos euforia O ano passado foi positivo para o agronegócio brasileiro, com aumento de indicadores como a receita das grandes empresas, a produção de grãos e as exportações. A crise financeira, porém, irá interromper em 2009 um longo ciclo de crescimento do setor EMPRESAS O faturamento das 400 maiores companhias do agronegócio cresceu em 2008... (em bilhões de dólares)

...mas o lucro caiu (em bilhões de dólares)

160

5,0

80

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167

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2007

4,5 -5,4

-5,0

2008

VARIAÇÃO

2007

10%

VARIAÇÃO

2008

-220%

CARLOS SILVA / REVISTA BRASILEIROS

Os prejuízos com operações de derivativos de empresas como Sadia, Aracruz e VCP e a queda nas operações de grandes exportadores comprometeram o lucro das 400 maiores companhias do agronegócio

Embarque de bois vivos no Pará com destino ao Líbano: o Brasil é o maior exportador do mundo de carne vermelha e de frango

OS 10 MAIORES LUCROS EM 2008

OS 10 MAIORES PREJUÍZOS EM 2008

(em milhões de dólares)

(em milhões de dólares)

470 280 250 135 100 89 88 82 78,5 59

Souza Cruz Fosfertil Bracol Anglo American - Copebrás Kraft Foods Duratex Cenibra Basf Ultrafértil Garoto

-2 060 -1 360 -870 -235 -203 -194 -186 -175 -173 -172

Aracruz Sadia VCP Bertin DuPont Cargill Jari Heringer Yara Suzano

OBSERVAÇÃO Excluindo os resultados da Aracruz, da Sadia e da VCP, empresas que tiveram as maiores perdas com operações de derivativos, o prejuízo das 400 maiores do agronegócio cai para 1,1 bilhão de dólares PRODUÇÃO DE GRÃOS

Em 2008, a maior safra de grãos de todos os tempos atingiu 144,1 milhões de toneladas, um crescimento de 9,5% em comparação à safra anterior a do período 2007/2008. E a explicação para a queda está menos em possíveis efeitos da crise e mais na estiagem que atingiu os estados do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Mato Grosso do Sul e prejudicou as safras de soja e milho. Vários especialistas apostam numa virada para o agronegócio brasileiro já no segundo semestre de 2009. Num cenário mais benigno, com a recuperação da economia dos Estados Unidos e a re-

tomada do ritmo forte de crescimento da China, as exportações brasileiras devem fechar o ano com 58 bilhões de dólares, ou 20% menos que 2008, o que está longe de ser um resultado calamitoso, diante das dificuldades enfrentadas pelo setor nos últimos meses (veja quadros na página ao lado). “A crise foi muito mais cruel com os concorrentes dos países do hemisfério norte, onde há uma tendência forte de redução das áreas

plantadas”, afirma Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas. “Se a demanda internacional por alimentos continuar crescendo, o Brasil tem todas as condições para conquistar mercados e ampliar as exportações do agronegócio.” Entre as grandes potências agrícolas do mundo, o Brasil é o que tem hoje o menor custo de produção, fruto de um

(em milhões de toneladas por safra)

conjunto favorável de vantagens naturais — clima, abundância de terras — e de desenvolvimento de tecnologia no campo. Nos últimos dez anos, enquanto a área plantada no país crescia 34%, a produção de grãos aumentou 87%. Há anos, a soja brasileira se destaca no mercado internacional. E em produtos como a carne bovina, nossos maiores concorrentes — Austrália e Estados Unidos — cobram preços quase duas vezes maiores. Essa competitividade sustenta o avanço brasileiro no mercado internacional de commodities agrícolas. Enquanto a participação brasileira no comércio mundial está praticamente estagnada na casa de 1% desde os anos 70, a fatia nacional nas

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132

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2002/ 2003

2003/ 2004

2004/ 2005

2005/ 2006

2006/ 2007

2007/ 2008

2008/ 2009

EVOLUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO AGRONEGÓCIO (em bilhões de dólares por ano)

23

21,5 20,5

1997

1998

1999

24

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39

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31

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2000

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49,5 2006

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58(1)

2009

VENDAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS (em unidades por ano)

42 568 37 995 37 790 38 337 31 062 35 523 23 222 25 672 2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

54 421 47 000(1) 2008

2009

(1) Estimativa Fontes: Fipecaf, Conab, AgroStat Brasil a partir de dados da Secex/MDIC, Anfavea e RC Consultores

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ANÁLISE |Agronegócio Menos euforia O ano passado foi positivo para o agronegócio brasileiro, com aumento de indicadores como a receita das grandes empresas, a produção de grãos e as exportações. A crise financeira, porém, irá interromper em 2009 um longo ciclo de crescimento do setor EMPRESAS O faturamento das 400 maiores companhias do agronegócio cresceu em 2008... (em bilhões de dólares)

...mas o lucro caiu (em bilhões de dólares)

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4,5 -5,4

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10%

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-220%

CARLOS SILVA / REVISTA BRASILEIROS

Os prejuízos com operações de derivativos de empresas como Sadia, Aracruz e VCP e a queda nas operações de grandes exportadores comprometeram o lucro das 400 maiores companhias do agronegócio

Embarque de bois vivos no Pará com destino ao Líbano: o Brasil é o maior exportador do mundo de carne vermelha e de frango

OS 10 MAIORES LUCROS EM 2008

OS 10 MAIORES PREJUÍZOS EM 2008

(em milhões de dólares)

(em milhões de dólares)

470 280 250 135 100 89 88 82 78,5 59

Souza Cruz Fosfertil Bracol Anglo American - Copebrás Kraft Foods Duratex Cenibra Basf Ultrafértil Garoto

-2 060 -1 360 -870 -235 -203 -194 -186 -175 -173 -172

Aracruz Sadia VCP Bertin DuPont Cargill Jari Heringer Yara Suzano

OBSERVAÇÃO Excluindo os resultados da Aracruz, da Sadia e da VCP, empresas que tiveram as maiores perdas com operações de derivativos, o prejuízo das 400 maiores do agronegócio cai para 1,1 bilhão de dólares PRODUÇÃO DE GRÃOS

Em 2008, a maior safra de grãos de todos os tempos atingiu 144,1 milhões de toneladas, um crescimento de 9,5% em comparação à safra anterior a do período 2007/2008. E a explicação para a queda está menos em possíveis efeitos da crise e mais na estiagem que atingiu os estados do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Mato Grosso do Sul e prejudicou as safras de soja e milho. Vários especialistas apostam numa virada para o agronegócio brasileiro já no segundo semestre de 2009. Num cenário mais benigno, com a recuperação da economia dos Estados Unidos e a re-

tomada do ritmo forte de crescimento da China, as exportações brasileiras devem fechar o ano com 58 bilhões de dólares, ou 20% menos que 2008, o que está longe de ser um resultado calamitoso, diante das dificuldades enfrentadas pelo setor nos últimos meses (veja quadros na página ao lado). “A crise foi muito mais cruel com os concorrentes dos países do hemisfério norte, onde há uma tendência forte de redução das áreas

plantadas”, afirma Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas. “Se a demanda internacional por alimentos continuar crescendo, o Brasil tem todas as condições para conquistar mercados e ampliar as exportações do agronegócio.” Entre as grandes potências agrícolas do mundo, o Brasil é o que tem hoje o menor custo de produção, fruto de um

(em milhões de toneladas por safra)

conjunto favorável de vantagens naturais — clima, abundância de terras — e de desenvolvimento de tecnologia no campo. Nos últimos dez anos, enquanto a área plantada no país crescia 34%, a produção de grãos aumentou 87%. Há anos, a soja brasileira se destaca no mercado internacional. E em produtos como a carne bovina, nossos maiores concorrentes — Austrália e Estados Unidos — cobram preços quase duas vezes maiores. Essa competitividade sustenta o avanço brasileiro no mercado internacional de commodities agrícolas. Enquanto a participação brasileira no comércio mundial está praticamente estagnada na casa de 1% desde os anos 70, a fatia nacional nas

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EVOLUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DO AGRONEGÓCIO (em bilhões de dólares por ano)

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VENDAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS (em unidades por ano)

42 568 37 995 37 790 38 337 31 062 35 523 23 222 25 672 2000

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54 421 47 000(1) 2008

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(1) Estimativa Fontes: Fipecaf, Conab, AgroStat Brasil a partir de dados da Secex/MDIC, Anfavea e RC Consultores

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ANÁLISE |Agronegócio

Onde estão alguns dos principais limites

Os limites da expansão

Ocupação de fazenda da Aracruz por integrantes do MST: contra a

Um estudo recente da Embrapa mostra que, se as leis existentes fossem cumpridas à risca, não haveria mais espaço para aumentar a área da produção agropecuária no país. O problema pode ainda piorar por causa de novas demandas que estão em discussão

agricultura de larga escala

A SITUAÇÃO ATUAL Unidades de conservação e terras indígenas

230 milhões de hectares Reservas legais

268 milhões de hectares Áreas de preservação permanente (topo de morro, margem de rio)

114 milhões de hectares

AS NOVAS DEMANDAS Assentamento e reforma agrária

160 milhões de hectares Criação e ampliação de reservas indígenas

10 milhões de hectares

MAURO VIEIRA/AG. RBS/FOLHA IMAGEM

Áreas de quilombolas

vendas globais de produtos do campo quase dobrou apenas nos últimos oito anos, atingindo 7% de participação. Um estudo recente do Ministério da Agricultura mostra que o país pode ainda multiplicar as receitas com exportações de produtos agrícolas aos principais mercados internacionais, como a China e a Rússia (veja reportagem na pág. 134). Para a economia doméstica, o agronegócio adquiriu proporções grandiosas com o avanço nas últimas décadas. O setor é responsável hoje por dois em cada dez empregos com carteira assinada no país. E a qualificação dos trabalhadores do campo aumenta à medida que mais

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tecnologia e profissionalização chegam ao setor. O agronegócio tem participação de mais de 50% no PIB de estados como Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina. No âmbito nacional, o setor responde por 25% do PIB e gera por ano uma riqueza de aproximadamente 400 bilhões de dólares, valor superior a tudo o que é produzido pela economia argentina. Entre os grandes produtores, teoricamente, o Brasil é o que possui um dos maiores potenciais do mundo para a expansão da agricultura. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, o país tem 250 milhões de hectares de área utilizados para algum tipo de atividade no cam-

CONCLUSÃO Se todas essas leis fossem aplicadas hoje, sobraria apenas 30% do território disponível para a agricultura. Como a produção do agronegócio já ocupa 30% das terras do país, não teríamos mais nenhuma área para expansão

po (lavoura e pastagem). Não há um consenso entre os especialistas em relação ao total de terras ainda disponíveis para a agricultura. Segundo a estimativa mais otimista, feita pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, o Brasil teria ainda 150 milhões de hectares a explorar. É uma vantagem e tanto frente aos principais concorrentes. Os Estados Unidos possuem metade dessa área para expandir sua produção. Apesar de uma clara vocação natural para o agronegócio, porém, o Brasil muitas vezes parece jogar contra os interesses do setor. “O país tem uma relação estranha com o agronegócio”, afirma o econo-

Fontes: Embrapa Monitoramento por Satélite e IBGE

612 milhões de hectares, ou 70% do território brasileiro

Terras indígenas Unidade de conservação estadual Unidade de conservação federal

25 milhões de hectares 195 milhões de hectares, o

equivalente à área do México

Com estoques altos, os fabricantes de equipamentos e máquinas agrícolas sofreram no início de 2009 com a queda nas vendas mista e engenheiro agrônomo Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro, uma das mais respeitadas consultorias do país nessa área (veja artigo na pág. 131). “A imagem dos produtores rurais ainda é muito distorcida.” Para alguns setores da sociedade civil, como é o caso de várias ONGs ligadas ao movimento ambiental, os fazendeiros representam a vanguarda do atraso. Segundo um relatório recente

do Greenpeace, uma das entidades mais atuantes no Brasil, os criadores de gado da Amazônia estão entre os maiores responsáveis pelo desmatamento mundial. Movimentos mais radicais, como o MST, promovem invasões nas áreas ocupadas por grandes indústrias do agronegócio, em protesto contra o que chamam de estragos promovidos pela agricultura em larga escala.

O poder público não apenas falha em coibir os abusos — incluindo os de alguns ruralistas — como também tem se mostrado omisso na missão de formular políticas capazes de conciliar os interesses importantes em jogo para o país. Exemplo disso é a confusão criada pelas legislações federal e estaduais, que coloca em risco o aproveitamento do potencial brasileiro no agronegócio. Nas

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ANÁLISE |Agronegócio

Onde estão alguns dos principais limites

Os limites da expansão

Ocupação de fazenda da Aracruz por integrantes do MST: contra a

Um estudo recente da Embrapa mostra que, se as leis existentes fossem cumpridas à risca, não haveria mais espaço para aumentar a área da produção agropecuária no país. O problema pode ainda piorar por causa de novas demandas que estão em discussão

agricultura de larga escala

A SITUAÇÃO ATUAL Unidades de conservação e terras indígenas

230 milhões de hectares Reservas legais

268 milhões de hectares Áreas de preservação permanente (topo de morro, margem de rio)

114 milhões de hectares

AS NOVAS DEMANDAS Assentamento e reforma agrária

160 milhões de hectares Criação e ampliação de reservas indígenas

10 milhões de hectares

MAURO VIEIRA/AG. RBS/FOLHA IMAGEM

Áreas de quilombolas

vendas globais de produtos do campo quase dobrou apenas nos últimos oito anos, atingindo 7% de participação. Um estudo recente do Ministério da Agricultura mostra que o país pode ainda multiplicar as receitas com exportações de produtos agrícolas aos principais mercados internacionais, como a China e a Rússia (veja reportagem na pág. 134). Para a economia doméstica, o agronegócio adquiriu proporções grandiosas com o avanço nas últimas décadas. O setor é responsável hoje por dois em cada dez empregos com carteira assinada no país. E a qualificação dos trabalhadores do campo aumenta à medida que mais

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tecnologia e profissionalização chegam ao setor. O agronegócio tem participação de mais de 50% no PIB de estados como Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina. No âmbito nacional, o setor responde por 25% do PIB e gera por ano uma riqueza de aproximadamente 400 bilhões de dólares, valor superior a tudo o que é produzido pela economia argentina. Entre os grandes produtores, teoricamente, o Brasil é o que possui um dos maiores potenciais do mundo para a expansão da agricultura. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, o país tem 250 milhões de hectares de área utilizados para algum tipo de atividade no cam-

CONCLUSÃO Se todas essas leis fossem aplicadas hoje, sobraria apenas 30% do território disponível para a agricultura. Como a produção do agronegócio já ocupa 30% das terras do país, não teríamos mais nenhuma área para expansão

po (lavoura e pastagem). Não há um consenso entre os especialistas em relação ao total de terras ainda disponíveis para a agricultura. Segundo a estimativa mais otimista, feita pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, o Brasil teria ainda 150 milhões de hectares a explorar. É uma vantagem e tanto frente aos principais concorrentes. Os Estados Unidos possuem metade dessa área para expandir sua produção. Apesar de uma clara vocação natural para o agronegócio, porém, o Brasil muitas vezes parece jogar contra os interesses do setor. “O país tem uma relação estranha com o agronegócio”, afirma o econo-

Fontes: Embrapa Monitoramento por Satélite e IBGE

612 milhões de hectares, ou 70% do território brasileiro

Terras indígenas Unidade de conservação estadual Unidade de conservação federal

25 milhões de hectares 195 milhões de hectares, o

equivalente à área do México

Com estoques altos, os fabricantes de equipamentos e máquinas agrícolas sofreram no início de 2009 com a queda nas vendas mista e engenheiro agrônomo Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro, uma das mais respeitadas consultorias do país nessa área (veja artigo na pág. 131). “A imagem dos produtores rurais ainda é muito distorcida.” Para alguns setores da sociedade civil, como é o caso de várias ONGs ligadas ao movimento ambiental, os fazendeiros representam a vanguarda do atraso. Segundo um relatório recente

do Greenpeace, uma das entidades mais atuantes no Brasil, os criadores de gado da Amazônia estão entre os maiores responsáveis pelo desmatamento mundial. Movimentos mais radicais, como o MST, promovem invasões nas áreas ocupadas por grandes indústrias do agronegócio, em protesto contra o que chamam de estragos promovidos pela agricultura em larga escala.

O poder público não apenas falha em coibir os abusos — incluindo os de alguns ruralistas — como também tem se mostrado omisso na missão de formular políticas capazes de conciliar os interesses importantes em jogo para o país. Exemplo disso é a confusão criada pelas legislações federal e estaduais, que coloca em risco o aproveitamento do potencial brasileiro no agronegócio. Nas

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DIVULGAÇÃO

ANÁLISE |Agronegócio Alexandre Mendonça de Barros Engenheiro agrônomo, economista e sócio da consultoria MB Agro

Podemos ser muito maiores

Colheita de arroz no interior gaúcho:

para alguns estados, o agronegócio representa mais de 50% do PIB

Segundo estimativa feita pela Organização das Nações Unidas, o Brasil teria ainda 150 milhões de hectares para explorar, entre pastagens e lavouras últimas décadas, houve farta concessão de terras a unidades de conservação ambiental e a minorias como índios e quilombolas. Um estudo recente da Embrapa mostra que essa política criou uma situação esdrúxula. O trabalho, de autoria do técnico Evaristo Eduardo de Miranda, mapeou todas as áreas vetadas à agricultura hoje no Brasil pela atual legislação. A conclusão foi que, aplicadas à risca todas as leis vigentes, teríamos disponíveis para agricultura um total de aproximadamente 250 milhões de hectares, ou 30% do território nacional. Como é esse exatamente o total hoje já ocupado por lavouras e pastagens, o país não teria mais margem alguma para expandir a produção. Os números do estudo sugerem que não há 1 metro sequer hoje sobrando no Brasil

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para a expansão da agricultura — o que não é verdade. Há grande quantidade de terra utilizada de forma irregular por empresas e produtores rurais, embora ninguém tenha conseguido quantificála. “O estudo da Embrapa tem o mérito de mostrar que há uma enorme falta de coordenação entre as políticas agrícolas, ambientais e de desenvolvimento no país”, afirma José Garcia Gasques, coordenador de planejamento estratégico do Ministério da Agricultura. Proteger o meio ambiente, a Amazônia e as minorias são atitudes legítimas, desejáveis e necessárias. No Brasil de hoje, porém, o discurso vai muito além da prática. Apesar de contarmos com uma das legislações mais restritivas do mundo, a ocupação irregular prossegue e o Estado é ausente em regiões que deveriam ser

protegidas. A lei é aplicada de forma desigual — e onde os problemas costumam ser menos críticos. “Não há bandidos nem mocinhos nessa questão”, afirma André Nassar, diretor-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone). “A atual legislação impede um debate sério de como conciliar a preservação de biomas importantes com a necessidade de crescimento econômico.” Eis aí uma questão fundamental para garantir a continuidade do sucesso brasileiro no campo. Num mundo que cresce numa velocidade menor, é esperado que o protecionismo aumente e a competição pelos principais mercados fique mais feroz. Nesse cenário, seria bom o Brasil se entender com o próprio Brasil a respeito do que desejamos para o futuro do agronegócio.

JEFFERSON BERNARDES/PREVIEW.COM

Há um enorme potencial de crescimento do agronegócio brasileiro. Mas, antes, o setor terá de vencer as barreiras impostas pelo próprio país

inalmente, a cada dia cresce entre a sociedade brasileira a percepção de que o setor agrícola representa uma parcela expressiva do emprego, da produção e do nosso comércio exterior. Impressionam a robustez e a consistência das vendas internacionais de produtos agrícolas: o Brasil é hoje o maior exportador de carne vermelha, carne de frango (24% e 39% do total exportado no mundo), açúcar, álcool, suco de laranja, café e tabaco. É o segundo maior exportador de soja e derivados; e o terceiro de milho e suínos. Internamente, o agronegócio responde por 16% dos empregos formais e por um quarto da renda nacional. Essa posição de vanguarda na economia brasileira foi conquistada, em parte, por grandes vantagens naturais. Entretanto, a produção em condições tropicais só foi possível graças a um intenso e sistemático progresso tecnológico. As pesquisas básicas e aplicadas desenvolvidas pelos centros de pesquisa públicos e privados, universidades e empresas geraram um fluxo de conhecimento e de tecnologias que permitiram ao país dominar a produção em nossas condições. A geração de conhecimento contou ainda com um permanente empreendedorismo por parte dos produtores agrícolas, que, em muitas regiões, constituíram associações para debater e desenvolver técnicas para elevar a produtividade. Todo esse processo fez da agricultura brasileira a de mais baixo custo entre as grandes no mundo e a única agropecuária de larga escala conduzida em ambiente tropical. Mas, apesar das grandes conquistas alcançadas até aqui, é preciso reconhecer que nosso agronegócio é ainda pequeno perto de seu potencial e mesmo de nossos principais concorrentes. Em termos de área plantada, os dados da FAO referentes a 2007 apontam para um total de 170 milhões de hectares nos Estados Unidos, 159 milhões na Índia e 140 milhões na China. No Brasil, as estatísticas da FAO registravam 59,5 milhões de hectares no mesmo ano. Os dados do IBGE apontam que atualmente a área plantada alcança 77 milhões de hectares. O Brasil apresenta ainda cerca de 172 milhões de hectares de pastagens. Com base nesses números, é pos-

F

sível concluir que o país pode alcançar volumes de produção de grãos, carnes e demais produtos compatíveis com as maiores economias no mundo, seja com elevação da produtividade, seja com a incorporação de áreas de pastagens. Há muito que andar. Podemos ser muito maiores do que somos hoje. O agronegócio pode ser um importante motor para o desenvolvimento da economia brasileira. Mas o lado urbano brasileiro tem dificuldade em enxergar esse potencial. Na maioria das vezes, as análises caracterizam a agricultura como devastadora, de alto impacto ambiental. Nossos agricultores são vistos e caracterizados como antiquados, dependentes de recursos públicos e de pouca responsabilidade ambiental. Para muitos, o Brasil se transforma em um grande canavial, ainda que a área plantada com essa cultura tenha aumentado apenas 3 milhões de hectares na última década e que a produção de álcool tenha substituído o consumo de gasolina e sua consequente adição de carbono ao meio ambiente. Muitos intelectuais e economistas acreditam que a agricultura constitui um elemento de restrição ao crescimento da indústria, dado seu potencial exportador e de consequente valorização do câmbio, o que retiraria competitividade da produção industrial. Todos esses argumentos estão desconectados da realidade. Do ponto de vista ambiental, é perfeitamente possível elevar a produção sem desmatar um único hectare. Agricultura moderna e meio ambiente não são entidades antagônicas. O aumento da produtividade é justamente uma das marcas registradas da agricultura brasileira. Quanto à dicotomia entre os interesses do campo e os da indústria, o argumento é antigo e não compatível com o desenvolvimento econômico do pós-guerra. Nossa agricultura se industrializou fortemente nas últimas décadas. O agronegócio consiste na integração entre agricultura e indústria, tendo por base a matéria-prima agrícola. É possível conciliar agricultura com meio ambiente. É preciso reconhecer a íntima relação entre agricultura e indústria. O desenvolvimento brasileiro dependerá do bom encaminhamento dessas relações.

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DIVULGAÇÃO

ANÁLISE |Agronegócio Alexandre Mendonça de Barros Engenheiro agrônomo, economista e sócio da consultoria MB Agro

Podemos ser muito maiores

Colheita de arroz no interior gaúcho:

para alguns estados, o agronegócio representa mais de 50% do PIB

Segundo estimativa feita pela Organização das Nações Unidas, o Brasil teria ainda 150 milhões de hectares para explorar, entre pastagens e lavouras últimas décadas, houve farta concessão de terras a unidades de conservação ambiental e a minorias como índios e quilombolas. Um estudo recente da Embrapa mostra que essa política criou uma situação esdrúxula. O trabalho, de autoria do técnico Evaristo Eduardo de Miranda, mapeou todas as áreas vetadas à agricultura hoje no Brasil pela atual legislação. A conclusão foi que, aplicadas à risca todas as leis vigentes, teríamos disponíveis para agricultura um total de aproximadamente 250 milhões de hectares, ou 30% do território nacional. Como é esse exatamente o total hoje já ocupado por lavouras e pastagens, o país não teria mais margem alguma para expandir a produção. Os números do estudo sugerem que não há 1 metro sequer hoje sobrando no Brasil

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para a expansão da agricultura — o que não é verdade. Há grande quantidade de terra utilizada de forma irregular por empresas e produtores rurais, embora ninguém tenha conseguido quantificála. “O estudo da Embrapa tem o mérito de mostrar que há uma enorme falta de coordenação entre as políticas agrícolas, ambientais e de desenvolvimento no país”, afirma José Garcia Gasques, coordenador de planejamento estratégico do Ministério da Agricultura. Proteger o meio ambiente, a Amazônia e as minorias são atitudes legítimas, desejáveis e necessárias. No Brasil de hoje, porém, o discurso vai muito além da prática. Apesar de contarmos com uma das legislações mais restritivas do mundo, a ocupação irregular prossegue e o Estado é ausente em regiões que deveriam ser

protegidas. A lei é aplicada de forma desigual — e onde os problemas costumam ser menos críticos. “Não há bandidos nem mocinhos nessa questão”, afirma André Nassar, diretor-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone). “A atual legislação impede um debate sério de como conciliar a preservação de biomas importantes com a necessidade de crescimento econômico.” Eis aí uma questão fundamental para garantir a continuidade do sucesso brasileiro no campo. Num mundo que cresce numa velocidade menor, é esperado que o protecionismo aumente e a competição pelos principais mercados fique mais feroz. Nesse cenário, seria bom o Brasil se entender com o próprio Brasil a respeito do que desejamos para o futuro do agronegócio.

JEFFERSON BERNARDES/PREVIEW.COM

Há um enorme potencial de crescimento do agronegócio brasileiro. Mas, antes, o setor terá de vencer as barreiras impostas pelo próprio país

inalmente, a cada dia cresce entre a sociedade brasileira a percepção de que o setor agrícola representa uma parcela expressiva do emprego, da produção e do nosso comércio exterior. Impressionam a robustez e a consistência das vendas internacionais de produtos agrícolas: o Brasil é hoje o maior exportador de carne vermelha, carne de frango (24% e 39% do total exportado no mundo), açúcar, álcool, suco de laranja, café e tabaco. É o segundo maior exportador de soja e derivados; e o terceiro de milho e suínos. Internamente, o agronegócio responde por 16% dos empregos formais e por um quarto da renda nacional. Essa posição de vanguarda na economia brasileira foi conquistada, em parte, por grandes vantagens naturais. Entretanto, a produção em condições tropicais só foi possível graças a um intenso e sistemático progresso tecnológico. As pesquisas básicas e aplicadas desenvolvidas pelos centros de pesquisa públicos e privados, universidades e empresas geraram um fluxo de conhecimento e de tecnologias que permitiram ao país dominar a produção em nossas condições. A geração de conhecimento contou ainda com um permanente empreendedorismo por parte dos produtores agrícolas, que, em muitas regiões, constituíram associações para debater e desenvolver técnicas para elevar a produtividade. Todo esse processo fez da agricultura brasileira a de mais baixo custo entre as grandes no mundo e a única agropecuária de larga escala conduzida em ambiente tropical. Mas, apesar das grandes conquistas alcançadas até aqui, é preciso reconhecer que nosso agronegócio é ainda pequeno perto de seu potencial e mesmo de nossos principais concorrentes. Em termos de área plantada, os dados da FAO referentes a 2007 apontam para um total de 170 milhões de hectares nos Estados Unidos, 159 milhões na Índia e 140 milhões na China. No Brasil, as estatísticas da FAO registravam 59,5 milhões de hectares no mesmo ano. Os dados do IBGE apontam que atualmente a área plantada alcança 77 milhões de hectares. O Brasil apresenta ainda cerca de 172 milhões de hectares de pastagens. Com base nesses números, é pos-

F

sível concluir que o país pode alcançar volumes de produção de grãos, carnes e demais produtos compatíveis com as maiores economias no mundo, seja com elevação da produtividade, seja com a incorporação de áreas de pastagens. Há muito que andar. Podemos ser muito maiores do que somos hoje. O agronegócio pode ser um importante motor para o desenvolvimento da economia brasileira. Mas o lado urbano brasileiro tem dificuldade em enxergar esse potencial. Na maioria das vezes, as análises caracterizam a agricultura como devastadora, de alto impacto ambiental. Nossos agricultores são vistos e caracterizados como antiquados, dependentes de recursos públicos e de pouca responsabilidade ambiental. Para muitos, o Brasil se transforma em um grande canavial, ainda que a área plantada com essa cultura tenha aumentado apenas 3 milhões de hectares na última década e que a produção de álcool tenha substituído o consumo de gasolina e sua consequente adição de carbono ao meio ambiente. Muitos intelectuais e economistas acreditam que a agricultura constitui um elemento de restrição ao crescimento da indústria, dado seu potencial exportador e de consequente valorização do câmbio, o que retiraria competitividade da produção industrial. Todos esses argumentos estão desconectados da realidade. Do ponto de vista ambiental, é perfeitamente possível elevar a produção sem desmatar um único hectare. Agricultura moderna e meio ambiente não são entidades antagônicas. O aumento da produtividade é justamente uma das marcas registradas da agricultura brasileira. Quanto à dicotomia entre os interesses do campo e os da indústria, o argumento é antigo e não compatível com o desenvolvimento econômico do pós-guerra. Nossa agricultura se industrializou fortemente nas últimas décadas. O agronegócio consiste na integração entre agricultura e indústria, tendo por base a matéria-prima agrícola. É possível conciliar agricultura com meio ambiente. É preciso reconhecer a íntima relação entre agricultura e indústria. O desenvolvimento brasileiro dependerá do bom encaminhamento dessas relações.

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AGRONEGÓCIO | Exportação

Novas fronteiras para o Brasil

Supermercado na cidade de Shijiazhuang:

em 2008, a China tornou-se o maior importador de produtos do agronegócio brasileiro

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ZHANG WEI/AFP

As vendas do agronegócio brasileiro no exterior mais que triplicaram nos últimos anos. Um estudo inédito mostra que ainda há muito espaço para crescer | Ernesto Yoshida

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AGRONEGÓCIO | Exportação

Novas fronteiras para o Brasil

Supermercado na cidade de Shijiazhuang:

em 2008, a China tornou-se o maior importador de produtos do agronegócio brasileiro

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ZHANG WEI/AFP

As vendas do agronegócio brasileiro no exterior mais que triplicaram nos últimos anos. Um estudo inédito mostra que ainda há muito espaço para crescer | Ernesto Yoshida

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AGRONEGÓCIO | Exportação O Brasil nos principais mercados

Um estudo inédito do Ministério da Agricultura mostra a participação do país nas compras de alguns dos maiores importadores do agronegócio e a fatia que nossos produtos podem ganhar nos próximos anos nesses mercados(1) A fatia brasileira no total das compras dos maiores importadores(1)

Demais fornecedores

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tornou a vida dos exportadores de commodities agrícolas mais difícil, é verdade. Mas esse é um quadro momentâneo do setor. A tendência, vista com quase unanimidade por especialistas de todo o mundo, é de expansão global do agronegócio brasileiro. Essa tendência fica evidente num estudo inédito elaborado pelo Ministério da Agricultura sobre o potencial de avanço das exportações nos próximos anos. O trabalho cruza a lista dos principais importadores mundiais de produtos agrícolas com a participação brasileira nesses mesmos mercados. Na China, o maior entre os países emergentes, a presença brasileira é de apenas 22% (veja quadro ao lado). Em outros países, a participação é ainda menor, caso do México (1%) e de Taiwan (3%). Os técnicos do Ministério da Agricultura também fizeram um estudo mostrando as fatias que nossos produtos mais competitivos detêm nos grandes mer-

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triplicaram — e o Brasil voltou a ser encarado como uma espécie de celeiro do mundo. Atualmente, o país detém 7% do mercado global de commodities agropecuárias, quase o dobro da taxa registrada no início da década. Segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil é o terceiro maior exportador internacional do agronegócio, atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos. A lista de produtos vendidos pelos produtores brasileiros é extensa — cerca de 330 itens. E em várias dessas categorias — caso de laranja, soja e frango — o país figura como líder mundial em exportações. A recente crise mundial

7%

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36%

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O potencial a explorar

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um planeta de 6 bilhões de habitantes e que continua a crescer aceleradamente, o agronegócio desponta como um dos setores prioritários da economia mundial. Nos recentes anos de prosperidade, grupos de vários milhões de pessoas passaram a fazer parte do mercado de consumo, demandando — antes de qualquer outro bem — alimento. Foi o que bastou para que uma das vocações naturais do Brasil — a produção agrícola — despontasse como uma força de nosso capitalismo. Hoje, nenhum outro setor da economia brasileira é tão global e tem uma participação tão grande na pauta de exportações. Em 2000, o Brasil colheu pouco mais de 20 bilhões de dólares com a venda de produtos agrícolas, destinados a 186 países. De lá para cá, esse volume aumentou de forma rápida e consistente, até atingir em 2008 a marca recorde de 72 bilhões de dólares em exportações para 223 países. Em apenas oito anos, as exportações nacionais mais que

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os principais produtos agrícolas brasileiros têm participação de quase 20% no mercado americano

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(1) Considera 11 dos principais produtos exportados pelo Brasil: açúcar, café, carne bovina, suína, de frango e de peru, etanol, fumo, milho, soja e suco de laranja. Exclui o comércio interno entre os 27 membros da União Europeia (2) Açúcar bruto e refinado (3) Exclui café torrado e solúvel (4) Exclui as carnes processadas Fontes: TradeMap e Comtrade/ONU Elaboração: DPI/SRI/Mapa. Dados de 2007

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AGRONEGÓCIO | Exportação O Brasil nos principais mercados

Um estudo inédito do Ministério da Agricultura mostra a participação do país nas compras de alguns dos maiores importadores do agronegócio e a fatia que nossos produtos podem ganhar nos próximos anos nesses mercados(1) A fatia brasileira no total das compras dos maiores importadores(1)

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O potencial a explorar

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um planeta de 6 bilhões de habitantes e que continua a crescer aceleradamente, o agronegócio desponta como um dos setores prioritários da economia mundial. Nos recentes anos de prosperidade, grupos de vários milhões de pessoas passaram a fazer parte do mercado de consumo, demandando — antes de qualquer outro bem — alimento. Foi o que bastou para que uma das vocações naturais do Brasil — a produção agrícola — despontasse como uma força de nosso capitalismo. Hoje, nenhum outro setor da economia brasileira é tão global e tem uma participação tão grande na pauta de exportações. Em 2000, o Brasil colheu pouco mais de 20 bilhões de dólares com a venda de produtos agrícolas, destinados a 186 países. De lá para cá, esse volume aumentou de forma rápida e consistente, até atingir em 2008 a marca recorde de 72 bilhões de dólares em exportações para 223 países. Em apenas oito anos, as exportações nacionais mais que

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os principais produtos agrícolas brasileiros têm participação de quase 20% no mercado americano

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(1) Considera 11 dos principais produtos exportados pelo Brasil: açúcar, café, carne bovina, suína, de frango e de peru, etanol, fumo, milho, soja e suco de laranja. Exclui o comércio interno entre os 27 membros da União Europeia (2) Açúcar bruto e refinado (3) Exclui café torrado e solúvel (4) Exclui as carnes processadas Fontes: TradeMap e Comtrade/ONU Elaboração: DPI/SRI/Mapa. Dados de 2007

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AGRONEGÓCIO | Exportação Exportações crescentes

cados. A carne de frango brasileira, por exemplo, que custa 40% menos que a de concorrentes como os Estados Unidos, representa apenas 16% do mercado da Rússia, um dos maiores consumidores mundiais do produto. “Esse mapeamento permitirá um investimento na expansão de nossos negócios entre esses grandes importadores”, afirma.

A evolução das vendas de produtos brasileiros do agronegócio para alguns dos principais mercados emergentes 7 931 (em milhões de dólares)

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Os países ricos estão entre os maiores importadores mundiais dos produtos que lideram a pauta de exportações do Brasil. Juntos, a União Europeia, os Estados Unidos, o Japão e o Canadá compram mais de 65 bilhões de dólares anuais de produtores brasileiros. São mercados nos quais o país possui participação significativa em vários segmentos. Em soja em grão e carne bovina, a fatia brasileira nas importações da União Europeia chega a 62% e 60%, respectivamente. O quadro poderia ser ainda melhor se não fosse o protecionismo. De acordo com a OCDE, que reúne 30 das maiores economias do mundo, em 2007 o subsídio dado por esses países à agricultura atingiu 365 bilhões de dólares — a cada dia, os contribuintes pagam 1 bilhão de dólares para sustentar a ineficiência dos produtores agrícolas locais. O Brasil é um dos líderes do grupo de países que vêm tentando, via negocia-

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Fábrica da Sadia em Kaliningrado:

movimento global interrompido pela crise dos derivativos

Se as vendas de carne suína brasileira fossem liberadas na China, o país poderia exportar por ano 260 milhões de dólares do produto

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dustrializados, o Brasil deve se voltar cada vez mais para as economias emergentes. O alvo mais cobiçado é a China. Desde o início da década, o país asiático aumentou 14 vezes as compras do agronegócio brasileiro — de 562 milhões de dólares, em 2000, para 7,9 bilhões, em 2008. No ano passado, a China assumiu, pela primeira vez, a posição de maior importador do agronegócio brasileiro, com a compra de 11% de tudo o que os produtores nacionais exportaram. Os negócios com a China ainda estão concentrados na soja e em seus derivados. Mas, aos poucos, outros mercados começam a se abrir. Em dezembro de 2008, os chineses anunciaram a permissão para a importação de carne de frango brasileira. Cinco meses depois, durante uma visita do presidente Lula à China, o acordo foi efetivado. Apesar da vitória nesse campo, a diplomacia do Itamaraty fracassou num dos grandes objetivos da viagem: a queda das barreiras sanitárias que impedem a venda de carne suína brasileira aos chineses. De acordo com cálculos de produtores do setor, o Brasil poderia exportar 260 milhões de dólares por ano de carne suína para a China — o produto ficaria, dessa forma, atrás apenas de minério, soja, petróleo, couro e produtos químicos na pauta de exportação para o país. As barreiras também são enormes nos dois outros grandes mercados emer-

ções multilaterais no âmbito da Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio, reduzir os subsídios agrícolas e obter maior acesso aos mercados desenvolvidos. Os resultados, porém, são ínfimos. “É pouco provável que os europeus abram mão de seu sistema de subsídios aos produtores domésticos e das tarifas de importação para permitir uma enxurrada de produtos mais baratos”, diz Emma Cardy-Brown, consultora britânica de agronegócios. Com as dificuldades de ampliar sua presença nos mercados dos países in-

gentes mundiais — a Índia e a Rússia. Os indianos têm grande demanda por trigo, arroz e pescados, produtos que não fazem parte da lista de exportações brasileiras. Os russos são os clientes ideais. Têm grande demanda por carne bovina, por exemplo, item no qual o Brasil é altamente competitivo. A Rússia, porém, adota o sistema de cotas geográficas para as importações de carne, que dão tratamentos especiais a fornecedores dos Estados Unidos e da União Europeia. “A Rússia ainda vive uma fase de transição. Todos os meca-

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cados. A carne de frango brasileira, por exemplo, que custa 40% menos que a de concorrentes como os Estados Unidos, representa apenas 16% do mercado da Rússia, um dos maiores consumidores mundiais do produto. “Esse mapeamento permitirá um investimento na expansão de nossos negócios entre esses grandes importadores”, afirma.

A evolução das vendas de produtos brasileiros do agronegócio para alguns dos principais mercados emergentes 7 931 (em milhões de dólares)

CHINA 3 000

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Os países ricos estão entre os maiores importadores mundiais dos produtos que lideram a pauta de exportações do Brasil. Juntos, a União Europeia, os Estados Unidos, o Japão e o Canadá compram mais de 65 bilhões de dólares anuais de produtores brasileiros. São mercados nos quais o país possui participação significativa em vários segmentos. Em soja em grão e carne bovina, a fatia brasileira nas importações da União Europeia chega a 62% e 60%, respectivamente. O quadro poderia ser ainda melhor se não fosse o protecionismo. De acordo com a OCDE, que reúne 30 das maiores economias do mundo, em 2007 o subsídio dado por esses países à agricultura atingiu 365 bilhões de dólares — a cada dia, os contribuintes pagam 1 bilhão de dólares para sustentar a ineficiência dos produtores agrícolas locais. O Brasil é um dos líderes do grupo de países que vêm tentando, via negocia-

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Fábrica da Sadia em Kaliningrado:

movimento global interrompido pela crise dos derivativos

Se as vendas de carne suína brasileira fossem liberadas na China, o país poderia exportar por ano 260 milhões de dólares do produto

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INDONÉSIA 414

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MARROCOS 282

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MALÁSIA 460 221

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ALEXANDER GRONSKY/AGENCY RU

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dustrializados, o Brasil deve se voltar cada vez mais para as economias emergentes. O alvo mais cobiçado é a China. Desde o início da década, o país asiático aumentou 14 vezes as compras do agronegócio brasileiro — de 562 milhões de dólares, em 2000, para 7,9 bilhões, em 2008. No ano passado, a China assumiu, pela primeira vez, a posição de maior importador do agronegócio brasileiro, com a compra de 11% de tudo o que os produtores nacionais exportaram. Os negócios com a China ainda estão concentrados na soja e em seus derivados. Mas, aos poucos, outros mercados começam a se abrir. Em dezembro de 2008, os chineses anunciaram a permissão para a importação de carne de frango brasileira. Cinco meses depois, durante uma visita do presidente Lula à China, o acordo foi efetivado. Apesar da vitória nesse campo, a diplomacia do Itamaraty fracassou num dos grandes objetivos da viagem: a queda das barreiras sanitárias que impedem a venda de carne suína brasileira aos chineses. De acordo com cálculos de produtores do setor, o Brasil poderia exportar 260 milhões de dólares por ano de carne suína para a China — o produto ficaria, dessa forma, atrás apenas de minério, soja, petróleo, couro e produtos químicos na pauta de exportação para o país. As barreiras também são enormes nos dois outros grandes mercados emer-

ções multilaterais no âmbito da Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio, reduzir os subsídios agrícolas e obter maior acesso aos mercados desenvolvidos. Os resultados, porém, são ínfimos. “É pouco provável que os europeus abram mão de seu sistema de subsídios aos produtores domésticos e das tarifas de importação para permitir uma enxurrada de produtos mais baratos”, diz Emma Cardy-Brown, consultora britânica de agronegócios. Com as dificuldades de ampliar sua presença nos mercados dos países in-

gentes mundiais — a Índia e a Rússia. Os indianos têm grande demanda por trigo, arroz e pescados, produtos que não fazem parte da lista de exportações brasileiras. Os russos são os clientes ideais. Têm grande demanda por carne bovina, por exemplo, item no qual o Brasil é altamente competitivo. A Rússia, porém, adota o sistema de cotas geográficas para as importações de carne, que dão tratamentos especiais a fornecedores dos Estados Unidos e da União Europeia. “A Rússia ainda vive uma fase de transição. Todos os meca-

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MUNISH SHARMA/REUTERS

AGRONEGÓCIO | Exportação

Cultivo de flores na Índia:

apesar de ser grandes importadores de commodities, os indianos têm pouco interesse pelos produtos brasileiros

As exportações brasileiras para os países do Oriente Médio estão entre as que mais cresceram, proporcionalmente, nos últimos anos nismos dos tempos da política centralizada ainda persistem, de uma forma ou de outra. As pessoas e os hábitos não desaparecem da noite para o dia”, diz Evandro Miessi, superintendente da divisão de carnes do frigorífico Bertin, que exporta em torno de 8 000 toneladas mensais de carne bovina para os russos. Uma alternativa para contornar as barreiras é a abertura de operações

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locais. No final de 2007, a Sadia — hoje parte da Brasil Foods — inaugurou uma fábrica no enclave russo de Kaliningrado. Após os enormes prejuízos da Sadia com operações de derivativos, a fábrica teve de ser vendida aos sócios locais. É evidente que uma participação relevante nos maiores mercados consumidores do mundo é vital para o agronegócio brasileiro. Enquanto as barrei-

ras protecionistas não caem, porém, é possível explorar outros caminhos. Hoje, os frigoríficos brasileiros vendem seus produtos para mais de 150 países. Desde 2005, as exportações para nações como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Argélia e Egito não param de crescer. Muitos frigoríficos se adaptaram para fazer o abate halal — realizado segundo os rituais islâmicos, que im-

põem uma série de exigências, como o abate do animal com a face voltada para Meca. Graças a esse tipo de adaptação ao mercado islâmico, os produtores brasileiros de carne bovina conquistaram 91% das vendas na Argélia, 98% no Egito e 100% no Irã. O aumento formidável nos preços das commodities, ocorrido até o ano passado, foi um fator determinante para os recentes bons resultados do agronegócio brasileiro. Com a crise global, as cotações iniciaram um movimento de montanha-russa. Caíram drasticamente no final de 2008 e voltaram a subir conforme os estoques internacionais de

alimentos chegavam ao fim. Elas voltarão ao patamar anterior? Dificilmente, dizem os especialistas. “A exemplo do que ocorreu no mercado imobiliário, houve uma bolha de preços nas commodities agrícolas”, afirma o economista Fábio Silveira, da RC Consultores, empresa especializada em análises do mercado do agronegócio. Nesse novo cenário, tão importante quanto remover os obstáculos ao livre comércio é se preocupar com a busca contínua da eficiência. Estradas decrépitas e portos abarrotados são poderosos venenos para a competitividade internacional do agronegócio brasileiro. “Nos tempos

em que todos estavam comprando e os preços subiam a cada dia, esse tipo de deficiência não pesava tanto no resultado final da operação”, afirma Liones Severo, gerente comercial da Chinatex, a maior importadora de soja brasileira no mundo. “Agora, considerando um novo cenário, muito mais disputado entre os exportadores internacionais, as falhas de infraestrutura significarão prejuízo.” É a lição de casa que o Brasil precisa fazer com urgência para poder conquistar novas fronteiras no comércio mundial do agronegócio. Com reportagem de Ana Luiza Daltro

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MUNISH SHARMA/REUTERS

AGRONEGÓCIO | Exportação

Cultivo de flores na Índia:

apesar de ser grandes importadores de commodities, os indianos têm pouco interesse pelos produtos brasileiros

As exportações brasileiras para os países do Oriente Médio estão entre as que mais cresceram, proporcionalmente, nos últimos anos nismos dos tempos da política centralizada ainda persistem, de uma forma ou de outra. As pessoas e os hábitos não desaparecem da noite para o dia”, diz Evandro Miessi, superintendente da divisão de carnes do frigorífico Bertin, que exporta em torno de 8 000 toneladas mensais de carne bovina para os russos. Uma alternativa para contornar as barreiras é a abertura de operações

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locais. No final de 2007, a Sadia — hoje parte da Brasil Foods — inaugurou uma fábrica no enclave russo de Kaliningrado. Após os enormes prejuízos da Sadia com operações de derivativos, a fábrica teve de ser vendida aos sócios locais. É evidente que uma participação relevante nos maiores mercados consumidores do mundo é vital para o agronegócio brasileiro. Enquanto as barrei-

ras protecionistas não caem, porém, é possível explorar outros caminhos. Hoje, os frigoríficos brasileiros vendem seus produtos para mais de 150 países. Desde 2005, as exportações para nações como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Argélia e Egito não param de crescer. Muitos frigoríficos se adaptaram para fazer o abate halal — realizado segundo os rituais islâmicos, que im-

põem uma série de exigências, como o abate do animal com a face voltada para Meca. Graças a esse tipo de adaptação ao mercado islâmico, os produtores brasileiros de carne bovina conquistaram 91% das vendas na Argélia, 98% no Egito e 100% no Irã. O aumento formidável nos preços das commodities, ocorrido até o ano passado, foi um fator determinante para os recentes bons resultados do agronegócio brasileiro. Com a crise global, as cotações iniciaram um movimento de montanha-russa. Caíram drasticamente no final de 2008 e voltaram a subir conforme os estoques internacionais de

alimentos chegavam ao fim. Elas voltarão ao patamar anterior? Dificilmente, dizem os especialistas. “A exemplo do que ocorreu no mercado imobiliário, houve uma bolha de preços nas commodities agrícolas”, afirma o economista Fábio Silveira, da RC Consultores, empresa especializada em análises do mercado do agronegócio. Nesse novo cenário, tão importante quanto remover os obstáculos ao livre comércio é se preocupar com a busca contínua da eficiência. Estradas decrépitas e portos abarrotados são poderosos venenos para a competitividade internacional do agronegócio brasileiro. “Nos tempos

em que todos estavam comprando e os preços subiam a cada dia, esse tipo de deficiência não pesava tanto no resultado final da operação”, afirma Liones Severo, gerente comercial da Chinatex, a maior importadora de soja brasileira no mundo. “Agora, considerando um novo cenário, muito mais disputado entre os exportadores internacionais, as falhas de infraestrutura significarão prejuízo.” É a lição de casa que o Brasil precisa fazer com urgência para poder conquistar novas fronteiras no comércio mundial do agronegócio. Com reportagem de Ana Luiza Daltro

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MAIOR ES EMPRESAS As próximas páginas trazem a lista das 500 maiores companhias do país em vendas. Juntas, elas faturaram 846 bilhões de dólares em 2008, um crescimento de 5% em relação a 2007. Veja também quais foram as empresas mais rentáveis, as maiores em patrimônio, as que mais pagaram impostos e salários, as maiores em receitas líquidas, as que mais criaram riqueza, as mais endividadas, as que entraramno vermelho, as que mais encolheram e as que tiveram os maiores prejuízos, entre outros destaques.

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A companhia faturou 15 bilhões de dólares em 2008, o que representou um crescimento de 35% em sua receita

MAIOR ES VENDAS VALOR EMPRESA/SEDE

ORDEM

SETOR

(em US$ milhões)

| 1 - 50 MAIORES | VENDAS

1 2 5 3 7 4 8 11 14 21 6 9 10 12 29 13 18 15 25 19 24 16 28 17 44 22 20 27 26 38 23 32 36 31 45 34 39 37 35 33 30 43 42 47 49 54 58 41 57 46

Petrobras2,6, Rio de Janeiro, RJ BR Distribuidora2,6,8, Rio de Janeiro, RJ Vale2,6, Rio de Janeiro, RJ Volkswagen2, São Bernardo do Campo, SP Fiat2,6, Betim, MG Ambev2,6,B, São Paulo, SP General Motors1, São Caetano do Sul, SP Shell2,6, Rio de Janeiro, RJ Bunge Alimentos2,6, Gaspar, SC Carrefour2, São Paulo, SP Ipiranga3,6, Rio de Janeiro, RJ Telefônica2,6, São Paulo, SP Telemar2,6,B, Rio de Janeiro, RJ Vivo2,6,B, Londrina, PR Wal-Mart2,B, Barueri, SP Braskem2,6, Camaçari, BA Pão de Açúcar2,6, São Paulo, SP Brasil Telecom3,6, Brasília, DF Cargill2,6,B, São Paulo, SP TIM Celular3,6, São Paulo, SP CSN2,6,8, Rio de Janeiro, RJ Ford1, São Bernardo do Campo, SP Mercedes-Benz2, São Bernardo do Campo, SP Casas Bahia1, São Caetano do Sul, SP ArcelorMittal2,6,B, Belo Horizonte, MG Refap2,6, Canoas, RS Texaco1, Rio de Janeiro, RJ Claro2,6, São Paulo, SP Embratel2,6, Rio de Janeiro, RJ Gerdau Aços Longos2,6,B, Rio de Janeiro, RJ AES Eletropaulo2,6,8, São Paulo, SP Usiminas2,6,8,B, Belo Horizonte, MG Sadia2,6, Concórdia, SC Souza Cruz2,6, Rio de Janeiro, RJ Eletrobrás3,6, Brasília, DF E.C.T.2,6, Brasília, DF TAM2,6, São Paulo, SP Embraer2,6, São José dos Campos, SP Esso1, Rio de Janeiro, RJ Unilever2, São Paulo, SP Cemig Distribuição2,6, Belo Horizonte, MG Moto Honda2, Manaus, AM Cosipa2,6, São Paulo, SP Toyota1, São Bernardo do Campo, SP Perdigão Agroindustrial2, São Paulo, SP Bunge Fertilizantes2,6, São Paulo, SP Honda Automóveis2, Sumaré, SP Light Sesa2,6,8, Rio de Janeiro, RJ Itaipu Binacional2, Brasília, DF ArcelorMittal Tubarão2,6, Serra, ES

Energia Atacado Mineração Autoindústria Autoindústria Bens de Consumo Autoindústria Atacado Bens de Consumo Varejo Atacado Telecomunicações Telecomunicações Telecomunicações Varejo Química e Petroquímica Varejo Telecomunicações Bens de Consumo Telecomunicações Siderurgia e Metalurgia Autoindústria Autoindústria Varejo Siderurgia e Metalurgia Química e Petroquímica Atacado Telecomunicações Telecomunicações Siderurgia e Metalurgia Energia Siderurgia e Metalurgia Bens de Consumo Bens de Consumo Energia Serviços Transporte Autoindústria Atacado Bens de Consumo Energia Autoindústria Siderurgia e Metalurgia Autoindústria Bens de Consumo Química e Petroquímica Autoindústria Energia Energia Siderurgia e Metalurgia

92 409,2 28 888,0 15 296,8 14 414,3 11 452,0 11 239,3 10 731,5 10 191,0 10 112,4 9 978,9 9 854,1 9 652,9 9 141,0 8 823,6 7 528,5 7 161,6 6 411,0 6 393,1 6 207,8 6 206,3 6 155,8 6 128,5 6 111,9 6 039,7 5 954,9 5 948,2 5 867,4 5 657,5 5 590,8 5 365,0 5 218,3 5 096,6 5 007,2 4 869,3 4 852,6 4 804,5 4 770,1 4 765,3 4 658,5 4 569,7 4 451,6 3 903,6 3 874,8 3 848,1 3 776,7 3 650,0 3 521,2 3 505,5 3 423,8 3 390,3

PATRIMÔNIO

RENTABILIDADE

LÍQUIDO AJUSTADO

LÍQUIDO LEGAL

LÍQUIDO AJUSTADO

LÍQUIDO LEGAL

AJUSTADA

(em %)

(em US$ milhões)

(em US$ milhões)

(em US$ milhões)

(em US$ milhões)

(em %)

9,8 11,4 34,8 NA 1,4 -10,6 NA 6,7 49,6 NA -13,1 -4,4 -9,3 1,2 NA -16,4 1,5 -4,7 13,3 -1,1 11,7 NA NA NA NA 2,9 NA 5,2 3,1 25,8 -6,6 4,8 11,1 -0,2 30,0 0,3 16,7 5,5 NA NA -9,0 NA 0,4 NA NA 26,0 NA -9,7 NA -3,4

14 124,3 442,1 4 772,0 NI 803,7 667,6 NI -259,8 -10,3 NI 79,2 1 046,5 354,9 524,0 NI -1 084,3 81,1 444,0 -193,7 40,4 1 644,7 NI NI NI 701,4 -822,4 NI 229,6 257,2 576,3 561,2 828,7 -1 356,9 470,5 184,3 298,9 -855,8 167,4 NI NI 315,9 NI 548,2 NI NI -64,7 NI 423,5 NI 347,8

15 605,3 551,6 9 105,3 NI 801,6 1 309,1 NI -209,9 0,9 NI 137,2 1 035,5 650,6 425,4 NI -1 072,7 111,4 440,7 -164,0 78,7 2 000,7 NI NI NI 1 100,2 -608,4 NI 442,1 295,4 621,6 439,5 1 390,2 -1 067,1 518,7 2 625,8 342,8 -584,0 175,2 NI NI 303,5 NI 512,3 NI NI 80,8 NI 392,9 NI 496,3

64 055,1 3 231,8 42 919,4 NI 658,7 7 544,5 NI 1 062,6 1 000,2 NI 1 115,5 4 629,4 4 535,8 3 315,4 NI 1 830,3 2 452,9 2 818,7 152,2 3 555,4 3 289,4 NI NI NI 6 970,9 221,9 NI 3 642,0 3 363,6 2 467,5 1 875,2 6 600,9 220,8 760,7 36 638,9 1 385,0 284,3 2 647,3 NI NI 1 193,2 NI 2 348,7 NI NI 1 045,1 NI 1 205,0 NI 310,7

2008 2007

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

LUCRO

CRESCIMENTO

61 639,3 3 157,3 41 196,0 NI 602,4 7 393,3 NI 923,3 934,2 NI 1 095,2 4 298,5 4 272,3 3 045,5 NI 1 579,8 2 314,0 2 670,5 122,2 3 332,8 2 887,7 NI NI NI 6 731,2 99,4 NI 3 332,2 3 156,0 2 359,6 1 648,9 6 465,9 119,0 737,4 36 636,0 1 328,5 255,2 2 585,9 NI NI 1 059,5 NI 2 195,2 NI NI 1 014,6 NI 1 043,8 NI 112,7

20,7 12,1 10,5 NI NA 7,5 NI -24,4 -1,0 NI 6,9 18,2 5,2 15,1 NI -59,2 3,3 15,0 -127,2 1,1 40,0 NI NI NI 8,3 -370,6 NI 6,2 7,5 21,2 24,2 11,7 -516,8 36,9 0,5 19,3 -301,0 6,1 NI NI 21,4 NI 21,8 NI NI -6,0 NI 30,0 NI NA

LEGAL (em %)

LIQUIDEZ ENDIVIDAMENTO RIQUEZA NÚMERO CAPITAL RIQUEZA SALÁRIOS E IMPOSTOS EBITDA CIRCULANTE GERAL GERAL LONGO CRIADA CRIADA POR ENCARGOS DE SOBRE (em US$ (em US$ (em nO LÍQUIDO EMPREGADO EMPRE(em US$ VENDAS milhões) (em %) PRAZO (em US$ (em US$ mil) índice) milhões) GADOS milhões) (em US$ (em %) milhões)

23,7 -25 863,1 15,4 1 604,3 20,9 3 528,0 NI NI NA -207,6 14,9 -2 004,9 NI NI -22,7 -162,8 0,1 -324,1 NI NI 12,2 440,2 19,2 201,7 9,9 2 103,6 13,3 114,5 NI NI -67,9 30,1 4,8 411,6 15,7 -140,4 -134,2 258,2 2,3 -301,7 53,9 2 808,0 NI NI NI NI NI NI 13,4 357,7 -612,0 -1 073,2 NI NI 13,0 -926,7 9,2 -119,9 23,8 -208,4 21,0 154,5 20,0 2 166,5 -663,6 -833,9 41,4 265,0 7,0 4 937,7 23,0 32,9 -228,9 -294,8 6,5 1 418,5 NI NI NI NI 22,6 321,4 NI NI 21,7 704,0 NI NI NI NI 7,8 -711,5 NI NI 31,4 485,1 NI NI NA NA

milhões)

0,94 1,85 0,44 NI 0,77 0,47 NI 0,50 0,95 NI 1,40 0,74 0,57 0,79 NI 0,52 0,87 0,72 0,56 0,65 0,59 NI NI NI 0,55 0,37 NI 0,60 0,81 0,81 0,62 1,01 0,63 0,78 2,74 1,37 0,41 1,02 NI NI 0,72 NI 0,93 NI NI 1,15 NI 0,82 NI NA

53,1 37,5 43,6 NI 79,6 47,0 NI 74,8 76,8 NI 43,9 47,5 71,9 59,9 NI 82,3 50,7 60,7 92,5 48,8 80,5 NI NI NI 52,7 91,7 NI 48,6 42,6 43,6 68,4 34,1 96,0 64,7 22,0 53,7 94,8 67,2 NI NI 72,3 NI 46,1 NI NI 71,9 NI 69,9 NI 26,8

18,1 50 962,1 10,3 4 752,7 33,0 8 184,4 NI NI 34,9 3 066,7 20,3 4 939,2 NI NI 52,3 687,7 16,2 975,3 NI NI 28,4 437,2 21,3 4 663,2 52,0 4 354,3 24,4 3 275,4 NI NI 48,9 26,7 27,5 1 102,7 33,6 3 313,9 55,3 778,0 14,7 1 858,9 61,4 4 627,3 NI NI NI NI NI NI 35,6 819,5 23,8 720,2 NI NI 10,3 NI 14,2 2 303,3 13,0 2 576,4 42,2 2 460,9 24,7 1 850,6 46,0 1 298,3 32,8 3 410,4 15,6 254,8 23,7 3 150,9 63,5 1 727,8 30,1 974,0 NI NI NI NI 38,1 2 692,0 NI NI 23,3 1 519,0 NI NI NI NI 5,0 407,2 NI NI 47,7 1 796,2 NI NI 20,5 919,1

55 199 3 541 37 887 22 018 14 097 18 695 23 705 1 630 5 389 65 144 NI 5 617 10 982 5 826 75 000 4 773 70 656 NI 5 631 NI 11 361 10 230 14 000 NI 9 328 832 NI 8 088 7 373 11 232 4 141 10 338 60 641 7 039 1 182 112 331 23 705 20 608 NI 12 000 8 031 10 688 5 738 3 290 42 853 3 181 3 559 3 436 3 255 166

967,0 1 330,4 229,6 NI 206,9 248,1 NI 430,1 181,9 NI NI 712,8 416,3 573,3 NI 6,5 16,1 NI 138,9 NI 427,9 NI NI NI 118,7 889,1 NI NI 319,1 233,8 587,2 199,8 22,8 477,8 240,9 28,5 79,8 47,8 NI NI 329,3 NI 267,5 NI NI 126,4 NI 508,6 NI 411,0

4 000,3 249,7 NI 927,3 309,0 284,0 896,3 140,6 130,2 NI NI 304,6 NI 216,2 NI 228,6 495,2 NI 157,7 NI 290,0 NI NI NI 270,6 57,3 NI NI 284,3 329,3 215,5 261,1 586,9 230,2 NI 2 001,9 652,7 782,7 NI NI 332,1 NI 179,1 NI 379,2 125,9 NI 82,9 256,9 163,0

20 553,1 26 091,2 5 148,8 820,3 686,1 7 542,1 3 306,5 NI 2 836,1 1 266,6 3 720,4 1 894,6 2 373,6 NI 566,0 374,2 489,6 370,8 NI NI 222,6 219,7 2 466,4 2 708,4 2 696,8 2 109,9 1 777,7 1 843,9 NI NI 1 491,9 655,1 883,5 407,8 1 696,1 1 674,3 337,1 322,8 1 361,7 862,5 1 377,3 2 106,5 NI NI 1 112,7 NI NI NI 1 084,6 1 414,6 1 545,4 -157,7 NI NI 1 181,6 946,1 1 463,6 884,4 999,0 1 296,5 1 448,8 725,7 1 174,5 1 225,8 518,0 253,5 2 551,7 670,5 NI 460,6 186,9 543,6 137,9 480,2 4,3 571,3 NI NI NI NI 1 385,7 705,3 NI NI 887,4 1 179,4 493,8 NI 386,2 NI 76,0 390,4 NI NI 1 240,2 562,3 NI NI 520,4 926,2

% da receita da Bunge Alimentos foi obtida com exportações, o equivalente a 6,2 bilhões de dólares EXPORTAÇÃO VALOR (em US$ milhões)

% DAS