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CARTAS

5ª EDIÇÃO

ENTRE MARIAS UMA VIAGEM À GUINÉ-BISSAU

VIRGINIA MARIA YUNES MARIA ISABEL LEITE


Ana Maria e Maria Cristina são colegas de colégio em Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, no Sul do Brasil. Nas férias de fim de ano, o pai de Ana Maria foi fazer uma pesquisa com plantas medicinais em uma aldeia do interior da Guiné-Bissau, na África, e levou toda a família: a esposa e seis filhos. De lá, Ana Maria escreveu para Maria Cristina.


Oi, Cris! Já estou morrendo de saudades! Como está tudo por aí? Você não tem ideia de como chegamos cansados... É quase um dia inteiro de avião e mais um tempão de jipe! Estamos em uma aldeia no interior da Guiné-Bissau.

Queria mandar um e-mail, mas aqui não tem luz e o computador não funciona, por isso peguei um papel de carta para escrever para você. Meu pai vai levar a uma cidade próxima e colocá-la no correio.

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A casa na aldeia é muito diferente da nossa casa aí! Ela é redonda, feita de tijolo artesanal de barro e cipó. O telhado é de sapê. O chão é de terra batida. Dentro é só para dormir. Por não ter água encanada, as mulheres lavam as roupas em bacias do lado de fora. Elas têm de buscar água bem longe e trazem as bacias na cabeça sem deixar cair!

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Aliás, elas carregam um monte de coisas na cabeça. As mulheres daqui podiam ser equilibristas aí no Brasil! Chegam a andar vários quilômetros carregando lenha, plantas, roupas... Minha mãe já tentou carregar as coisas assim, mas não consegue. Acho que ela até desistiu! Vi uma mulher que corria, abaixava com a rede, pescava e colocava os peixinhos em uma panela na cabeça!

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Os banheiros ficam do lado de fora. Tenho medo de ir de noite ao banheiro e encontrar uma aranha lá. Ah, também aquelas árvores imensas que dão um medão na gente no escuro! ... O pessoal dá banho nas crianças pequenas nas bacias. A minha irmãzinha, Beth, adorou! Ela nem reclama da água fria, pois aqui faz muito calor. Como estão as suas férias? Você vai para o sítio da sua avó? Veja se me escreve! Um beijo da sua amiga, Naná

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Querida Naná! Adorei receber sua carta. Meu irmão riu e disse que nem se usa mais escrever carta, só e-mail, orkut, msn... Aí eu falei que você estava na África! Caio disse que a África é um continente enorme e que também tem coisas supermodernas, mas, como você está numa aldeia afastada, não tem. Depois, ele me ajudou a pesquisar na internet tudo sobre a Guiné-Bissau.

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Vimos que a Guiné-Bissau foi uma colônia portuguesa como o Brasil, por isso a língua oficial é o português. Mas ele me explicou que nem todos falam a nossa língua, porque a maioria gosta de usar dialetos tribais ou o crioulo. Você já ouviu alguém por aí falando assim? É difícil? Ah! Eu descobri também que tem mais de 35 etnias diferentes na Guiné-Bissau! Você sabia? Procure me contar mais coisas! Na próxima carta, conto as minhas férias no sítio e aquele “segredo”... Lembra? Beijos, Cris P.S.: Vamos começar uma coleção de selos também?

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Oi, Cris! Não respondi antes, porque sua carta demorou muito a chegar. Vou contar um pouquinho mais sobre como são as coisas aqui. As pessoas usam túnicas estampadas, ou panos amarrados no corpo, tipo canga de praia, mas com formas diferentes. Tudo supercolorido! Acho lindo! Eu adoro usar esses panos, mas ainda não sei amarrar direito. Tenho medo que caiam e eu fique pelada no meio da aldeia! Já pensou?

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Meus irmãos Zé e João riem toda hora, porque algumas mulheres ficam de peito de fora, mas papai já brigou com eles! Disse que têm de respeitar e que cada lugar tem costumes diferentes. Ele falou que usar as roupas que a gente usa no Brasil também pode ser estranho para os moradores da aldeia. Acho que isso é exagero dele... Tem uns que vestem roupa, tipo a nossa.

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Ah! Você precisa ver os penteados! São muito fofos, cheios de trancinhas, miçangas ou coquinhos!

Adriana queria que mamãe fizesse nela igual aos das mulheres e meninas daqui, mas não dá certo em nossos cabelos. Fica tudo despencado. Mas ela não entende e chora à beça por isso... Minha vizinha falou para ela parar de chorar, pois dói muito fazer esses penteados. Puxa demais o cabelo! 14


Você acredita que uma mulher daqui explicou para a minha mãe que, pelo penteado, dá para a gente saber se a pessoa é casada, ou não? De onde vem; a religião; a etnia; a riqueza... Como se fossem códigos! Fiquei pensando que a gente pode, depois, inventar códigos secretos com nossos cabelos aí, que tal?

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Como está tudo? Tem visto as outras meninas? E “ele”? Ah! Já aprendi a falar umas coisas em crioulo: Sabura = gosto Cuma ki i bu nomi = Como é o seu nome? N´casibi = Eu não sei. Mata-bicho = Café da manhã

Canto hora ku bu téne = Que horas são? Cuma di corpo = Como vai você? N´sta dirito = Eu estou bem. U misti brinca? = Você quer brincar?

Legal, né? Beijos e saudades, Naná P.S.: Adorei o selo que veio no envelope. Adorei o papel de carta também! 16


Querida amiga Naná, Todo dia perguntava ao porteiro se tinha carta para mim. Não sabia que ia demorar tanto! Contei, aqui em casa, sobre os cabelos das meninas daí, disse que a gente ia fazer igual e criar códigos. Mas vi que puxei ao lado alemão da família da minha mãe, cabelo fininho e liso, que não dá para prender nada. Caio é sortudo, porque puxou ao meu pai, moreno, cabelo mais grosso e crespo. Que droga! Mas meu padrasto disse que muitas meninas e mulheres usam turbantes. Você viu isso? Você já usa? A gente pode inventar códigos pros nossos turbantes!

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Nossa, eu fiquei pensando... se tudo é tão diferente aí, não tem lanchonete? Nem supermercado? Shopping? Nadinha? O que vocês fazem? Na internet, vi que eles plantam muito arroz. Achei legal as mulheres cuidarem do arrozal e se protegerem do sol e da chuva com folhas de palmeiras. Mas é só isso que vocês comem aí? Esta semana, vou para o sítio da vovó Djanira. Já estou com saudades! Beijos, Cris P.S.: Eu vi os meninos lá embaixo, mas “ele” não estava...

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Oi, amiga Cris! O moço do correio da cidade até já conhece meu pai, de tanta carta que ele leva e pega. Você tá maluca? Acha que a gente come só arroz? Claro que não! Tem um monte de mangas e milho também, outros vegetais, além de muito peixe, igual em Floripa. Só que aqui eles temperam tudo com óleo de dendê, como na Bahia. Os homens também pescam com rede e caçam com arco e flecha e tudo! Por isso, eles comem cotia, gazela e macaco. Mas isso a gente nunca provou... O engraçado é comer tudo com a mão! Isso meus irmãos e eu adoramos!

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O que minha mãe mais gosta são as cores e os cheiros das feiras. Minha irmãzinha chorou vários dias, porque não tinha o que ela queria comer, mas agora já gosta de um montão de coisas. Meu pai falou que a gente vai poder provar comidas diferentes e que isso vai ser legal! Tomo cuidado com as pimentas – eles usam à beça aqui! Acho que é por isso que muitos lugares do Brasil também usam, né?

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A cidade é mais parecida com alguns bairros de Floripa, porque tem casa de alvenaria, mercado, essas coisas. Mas na aldeia, às vezes, parece que estamos lá no sítio da sua avó. As pessoas quase não usam dinheiro, elas trocam mais as coisas umas com as outras. Os bichos, que elas criam, não são para comer, mas para trocar, como se fossem dinheiro, entende? 21


O jeito de preparar tudo também é engraçado. Eles não usam máquinas, fazem tudo na mão. O pessoal cozinha os alimentos do lado de fora das casas. Acho que é para não fazer fumaça dentro, porque os fogões são de lenha. Nossa, ser mulher aqui não é fácil! Todo o trabalho pesado fica com elas!

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Você perguntou do turbante. Eu nunca usei, mas a menina, que mora ao lado, usa cada um lindo! Vou pedir para ela me ensinar a fazer e depois mostro pra você como é. Descobri que cada etnia amarra o turbante de modo diferente. Vamos criar nossos códigos secretos! Pode ser sobre “aquilo”... O que você acha? Falando nisso... Você viu o Márcio, afinal?

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Sabe, mais do que os turbantes, eu adoro mesmo é usar os colares e as cangas. Sabia que os meninos e os homens têm o hábito de andar de mãos dadas e também de usar um monte de colares? Tomás, meu irmão do meio, está catando sementes e caramujos e fazendo um colar. Ele disse que vai usar até no Brasil. O João duvidou! Vamos ver! Aqui tem mais homens que mulheres que costuram os vestidos.

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Vi meninos com um cabelo muito louco! Estavam cortados curtinhos, mas com desenhos na cabeça. Bem legal! Meus irmãos mais velhos não gostaram, mas eu achei bacana! Meu pai explicou que isso é porque eles acabaram de passar por um ritual chamado “fanado”, que é a entrada na vida adulta. Lembra que a professora contou que os índios brasileiros também têm um monte de rituais assim? Escreve logo! Beijos, Naná 25


Oi, Cris! Já passou um tempão e você não me escreveu. Mas tenho tanta novidade que resolvi escrever de novo! Esta semana, fui passear numa cidadezinha com meu pai e vi crianças estudando no meio da rua. Aqui não tem escola como a nossa. Não tem parede nem carteira. Cada um leva o seu banquinho de casa, e eles aprendem as coisas assim mesmo! Sabia que antigamente tinham lugares em que as meninas não podiam ir para a escola? Se aí fosse assim, a gente nem ia se conhecer, né, amiga?!

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Minha mãe ficou triste por saber que muitas pessoas na Guiné-Bissau ainda não sabem ler nem escrever. O Zé logo falou que eles é que eram sortudos, porque não tinham de ficar sentados dentro da sala de aula o tempo todo. Papai disse que pararasse de ser implicante e brigou com ele! Nossa! O Zé fala mal de tudo – daqui e daí! Ele só não reclama do fato de os homens aqui terem várias esposas... Isso ele acha bom! Já estou com saudades. Veja se me escreve! Beijos da sua melhor amiga, Naná

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Oi, Naná! Mamãe e meu padrasto vieram com a filha dele nos visitar no sítio e trouxeram suas duas cartas! Que bom! Li tudinho pra minha avó, e ela adorou! Vovó me disse que, quando era criança, conheceu uma velhinha que tinha vindo da África para o Brasil como escrava. Já pensou? Que horror, né? E ela me contou também que, em 1998, teve uma guerra aí na Guiné-Bissau que durou quase um ano! Na televisão, ela viu muitas coisas destruídas: casas, hospitais, escolas. Você sabia? Ainda tem perigo?

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Cruzes! Eu falei que nunca vou à África e queria que você voltasse logo! Mas ela me explicou que a gente não pode falar assim. Primeiro porque, infelizmente, há guerras em vários lugares do mundo, não só na África.

Depois mostrou que a África tem 54 países, todos muito diferentes uns dos outros. Ela acha que a gente devia aprender mais sobre isso na escola. Disse que muito da cultura brasileira vem das raízes africanas,dos escravos. Ela falou de comidas, de música, de dança... Aí contei que você já foi com seu pai num outro país africano, que tinha até leão solto, não foi? Como chamava mesmo?

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Aí na sua aldeia também tem bicho solto? Falando em bicho, a vizinha da minha avó, dona Leoni, me deu um canário lindo, na gaiola. Dá pena ver o passarinho preso! Mas ele nasceu em cativeiro, e, se soltar, morre. Você está gostando dos papéis de carta que estou escolhendo pra escrever? Ah! Estou guardando os papéis e os selos! Depois a gente divide os selos da África! Beijos, Cris P.S.: Puxa! Não pode escrever o nome “dele”, pois é nosso segredo! Agora minha avó também já sabe, porque li as cartas para ela. Mas ela é minha “vovó-legal” e não vai contar para ninguém.

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Oi Cris querida! Que bom que as cartas chegaram! Eu tinha esquecido que você tinha ido para o sítio. Como vai seu passarinho? Aqui tem cada um lindo, mas sempre soltos! Eles cantam alto, fazem o maior barulhão! Andaram me dizendo que no sul do país tem elefantes… Eu queria ir lá ver, mas papai falou que não vai dar porque é muito longe.

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Aqui, na Guiné-Bissau, não é como no Quênia, onde visitei as savanas com leões. Na aldeia, os bichos soltos são os mesmos do sítio da sua avó: galinha, cabra, porco, vaca, cachorro. Às vezes, eles ficam dentro das casas das pessoas! Dia desses, fui com meu pai e meus irmãos mais velhos a um rio mais afastado e vi hipopótamos! Bem legal! 32


Aqui, agora, também não tem mais guerra. Na capital, meu pai contou que as crianças, às vezes, brincam com os tanques velhos que ficaram abandonados nas ruas, ou de fazer armas de argila. Antigamente, tinham minas espalhadas e as pessoas se feriam muito. Mas hoje não tem mais, ao contrário, as pessoas são muito alegres, gostam de festas e dançam bastante! Eles festejam tudo: aniversários, casamentos, nascimentos, a colheita do arroz... Dançam até mesmo para chover! Imagine só?!

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Amiga, tudo aqui na aldeia é muito diferente de Floripa: não tem loja nem shopping. Meu pai explicou que a Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo. Então, as crianças aqui na aldeia improvisam suas brincadeiras, ora com bichinhos de estimação, como o saninho e as pombas, ora pescando, ou fazendo seus brinquedos de sucata. Tudo feito por eles!

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Além de brincar, as crianças daqui ajudam os pais nas coisas. Cada um tem sua tarefa, tanto dentro de casa, quanto na lavoura, ou no cuidado com os animais. São elas que têm de espantar os macacos para que não comam a plantação de arroz! Já pensou?

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O dia todo, você ouve a batucada das pessoas pilando o arroz para tirar a casquinha – tum, tum, tum... Bem forte! Minha mãe disse que no Brasil tem lei que proíbe o trabalho infantil, mas em alguns lugares, como na região onde sua avó tem o sítio, é comum a ajuda da criança na família. Aqui também.

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Uma das coisas que achei mais impressionante por aqui foi ver as meninas cuidando dos irmãozinhos! Elas carregam os bebês iguais às mulheres grandes; eles são amarrados nas costas, pelas cangas. E não caem! Enquanto a criança não aprende a andar, deve ser sempre colocada nas costas para maior proteção. A mamãe amarrou a boneca da Adriana nas costas dela, e ela anda pra lá e pra cá com o bebezinho preso! Uma fofa!

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Eu estou sentindo falta das minhas aulas de balé. Claro que aqui não tem. Mas como eu disse para você, eles têm danças nos rituais. Cada um mais diferente! Tem coisa que parece muito com o Carnaval do Brasil, com apito, fantasia, pinturas no corpo e tudo o mais... Depois eu conto! Papai está com pressa para eu acabar a carta logo, porque ele já está de saída para a cidade. Um beijo em todos aí! Naná P.S.: Falta pouco tempo para a gente voltar pra Floripa! Desculpe o meu furo sobre “ele”! Falando nisso: “ele” já apareceu no prédio? 38


Oi, Naná! Já estou de volta a Floripa! Pena que as férias no sítio se acabaram. Vovó ligou dizendo que está sentindo falta de suas cartas, então, assim que a última chegou, eu li para ela pelo telefone. Ela disse que uma das coisas mais bonitas na África é o respeito aos mais velhos das tribos – que são chamados “homens grandes”. São eles que ensinam tudo aos mais jovens e sempre por meio de contos, provérbios ou lendas. Ela me contou que um poeta do Mali, Hampaté Bah, escreveu assim: “Quando morre um africano idoso, é como que se queimasse uma biblioteca”. Achei isso lindo...

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Ontem fui ao museu com uma amiga aqui do prédio e a mãe dela. Tinha uma exposição de fotos sobre quilombos, aquelas comunidades formadas originalmente por ex-escravos no Brasil, lembra? Fiquei comparando as fotos com as coisas que você escreve em suas cartas. Acho que nas comunidades quilombolas do Brasil, as pessoas ainda vivem de um jeito parecido com o que você me conta aí da sua aldeia da África. Que dia você chega? Contagem regressiva! Beijos e até breve, Cris P.S.: Adivinha quem eu vi de longe?! “Ele” mesmo! Acho que ele me olhou... eu acho, né? Saí correndo, nervosa! 40


Querida Cris, Meu pai acha que a gente vai chegar antes que a carta, mas pedi que ele botasse no correio mesmo assim. Já estamos arrumando tudo para voltar. Minha mãe queria muito levar umas cestas, e alguns vasos e potes de barro lindos, que as mulheres daqui fazem, mas não dá pra transportar direito até o Brasil. Vamos carregar só as esteiras que usamos nesse tempo para dormir e panos feitos de tear. Papai vai tentar levar ainda umas esculturas de madeira belíssimas que eles fazem aqui.

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O Zé vai carregar o tambor, os chocalhos de cabaça e o balofon que ele ganhou de um moço da aldeia. Esse tal balofon parece um xilofone. Ele disse que vai ser pra banda dele com o João e o Tomás. O ritmo local chama-se “gumbé” e parece uma mistura de reggae, rap, techno... Meus irmãos se amarraram! Música aqui não é só pra ouvir e se divertir. Tem ligação com os rituais, as tradições, a religião... Você precisa ver quando tocam o bombolom – aí a gente logo sabe que morreu alguém! 42


Na cidade, papai me comprou um jogo de mancala que também vou levar para a gente jogar aí. Você conhece? A Beth está agarrada a um chocalho de caroço de manga que ela ganhou. A gente amarra nos pés e faz um som incrível! Ela amou!

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A Adriana gostou das colheres de cabaça e usa pra dar comidinha às suas bonecas. Mas quem mais curtiu este local foi meu pai, com suas pesquisas. Além das imagens de plantas, ele tirou tantas fotos na máquina digital!... Quando eu chegar aí mostro todas! As preferidas da minha mãe são as do pôr do sol... Cada um lindo! Sabe, acho que vou ser fotógrafa quando crescer... O que você acha? Beijos de sua amigona, Naná P.S.: Sabia que já convidaram meu pai para pesquisar de novo em outro lugar? Adivinha qual? 44


Sobre as autoras Virgínia nasceu em Santa Fé, na Argentina, e, como a Naná da história, é fotógrafa mesmo! E também dá aulas de fotografia na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Mas há “desverdades poéticas” na história contada aqui. Na vida real, mudou-se aos 9 anos para o Brasil (seu pai trabalha até hoje com plantas medicinais!), formou-se primeiro em Farmácia, fez Mestrado em Ciência dos Alimentos e também graduou-se em Artes Plásticas. Já morou nos EUA; em Mazagão, no Amapá, dentro da Amazônia; na Guiné-Bissau e, ainda, passou tempos fotografando no México, Colômbia, Panamá, Cuba, Bolívia, Peru, Argentina, Itália, Uganda, Burundi, Quênia, Senegal, Cabo Verde, África do Sul e vários estados brasileiros. Virgínia costuma dizer que ela não escolheu a fotografia, mas foi por ela escolhida! Maria Isabel é brasileira, carioca, mas vive em Florianópolis (SC) desde 2003. Como queria a Cris da história, acabou se casando com Márcio, “aquele” do segredo, que ela conhece de fato desde pequena! Tiveram quatro filhas – Dani, Tati, Carol e Ciça – e um neto, o Caio. No mais, a história está repleta de “desverdades poéticas” sobre sua vida. Na realidade, é Arte-educadora, fez Pedagogia, e também Mestrado e Doutorado em Educação, com Pós-Doutorado em Arte-Educação na área de Educação Museal. Também foi professora de crianças, depois passou a ser pesquisadora da infância, da educação, da arte e dos museus. Já escreveu livros, capítulos e artigos para professores, e publica aqui seu primeiro livro infantil. Virgínia e Maria Isabel se conheceram quando ambas davam aulas na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma – Santa Catarina.

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Copyright by ® Evoluir Cultural Todos os direitos reservados à Evoluir Cultural Autoras Maria Isabel Ferraz Pereira Leite Virgínia Maria Yunes

Revisão Gráfica Chico Maciel Revisão de Texto Giacomo Leone Neto

Fotos Virgínia Maria Yunes

Coordenação editorial Flávia Bastos Rubia Hikari Kumagai

Projeto gráfico Décio Lopes

Dados Internacionais da Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Yunes, Virginia Maria Cartas entre Marias: uma viagem à Guiné-Bissau/Virginia Maria Yunes, Maria Isabel Leite. – São Paulo: Evoluir Cultural, 2009 – 5ª edição 2012. 1. Ficção – Literatura juvenil 2. Guiné-Bissau – África – Cultura – Ficção I. Leite, Maria Isabel. II. Título. 09-13107

CDD-028.5 Índices para catálogo sistemático: 1. Ficção : Literatura juvenil 028.5

Este livro foi composto em Kabel Book corpo 15 e impresso em papel Couché Fosco 115g/m2 pela HR Gráfica para a Editora Evoluir Cultural, em janeiro de 2013, com tiragem de 5200 exemplares.

Editora Evoluir Cultural Rua Girassol, 34 cj. 94| Vila Madalena CEP: 05433-000 | São Paulo/SP | Fone/fax: 11 3816-2121 www.evoluircultural.com.br evoluir@evoluircultural.com.br


N

aná e Cris são duas meninas que moram na ilha de Florianópolis, em Santa Catarina, Brasil. O pai de Naná trabalha com plantas medicinais e foi convidado para fazer uma pesquisa em uma aldeia no interior da Guiné-Bissau, na África. É ali que começa a troca de cartas entre as duas amigas de colégio que, por meio da escrita, falam de seu cotidiano, suas famílias, seus “segredos”, medos, anseios e, assim, tecem as impressões de aproximação e distanciamento entre suas vidas e a das demais crianças da aldeia africana. O texto ligeiro e despretensioso de Maria Isabel Leite dialoga com as fortes e belas imagens captadas por Virgínia Maria Yunes na África, fazendo de “Cartas entre Marias: uma viagem à Guiné-Bissau” uma experiência capaz de encantar os mais diferentes públicos.

9 788587 420862

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