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O Brado

Jornal de Bairro | Universidade São Judas Tadeu | Junho de 2016

Hamburgueria do ‘Seu Oswaldo’

prepara lanches tradicionais e atrai atenção de toda cidade

Foto: Carolina Didonet

A lanchonete que existe há quase 50 anos já foi considerada como o melhor hambúrguer tradicional, segundo a revista Veja São Paulo. Marta Paolicchi, filha do fundador e atual dona, mantém as receitas próprias de molhos e maionese e mesmo depois da fama não permitiu que o negócio perdesse o aspecto familiar.

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Iluminação pública aumenta segurança em Heliópolis

Foto: Elaine Santos

Foto: Abner Gonzaga

Depois de seis meses da inauguração da nova iluminação no bairro, moradores relatam suas experiências. As novas luzes aumentaram a sensação de segurança e possibilitaram a prática de atividades noturnas.

Museu de Zoologia inaugura exposição interativa

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Após quatro anos de reforma, o Museu de Zoologia reabre com nova proposta de diálogo. A exposição dá maior visibilidade à biodiversidade brasileira e a necessidade de proteção das espécies, além de oferecer oficinas ao público.


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O B r a d o – Junho de 2016

Problemas das enchentes persistem no Ipiranga

Empresário faz doações de próteses há quase 30 anos Carolina Didonet

Luis Filipe Santos O céu escureceu. As nuvens estão carregadas. Em pouco tempo, a chuva vai cair. No Ipiranga, a preocupação dos moradores vai muito além das roupas deixadas no varal. Há mais de 30 anos a região sofre com os transbordamentos do córrego Ipiranga, cujas águas alagam as ruas próximas, atrapalham o trânsito, invadem casas e comércios. “Choveu, alagou”, resume Evaldo Antônio Campos, 43, que trabalha num bar na Avenida Tereza Cristina. “Meu irmão já trabalha aqui há 12 anos, eu trabalho há quatro e nunca ouvimos falar de nada para resolver o problema nesse lugar. Só mais lá para cima, na Ricardo Jafet”, continua Campos. Algo parecido é dito por Maria Aparecida Xavier, 62, que se mudou para o bairro há dois anos. “Não fiquei sabendo de nada para melhorar não. Tive que colocar uma comporta na frente da minha casa para evitar molhar tudo a cada chuva”, diz com indignação Maria. Tal ação para se proteger das

enchentes também foi tomada pelo bar em que Evaldo trabalha, por outros moradores e comerciantes do Ipiranga. A Prefeitura de São Paulo anunciou a construção de dois piscinões, na Lagoa Aliperti - perto da Rodovia dos Imigrantes - e nas alças do Viaduto Aliomar Baleeiro para solucionar o problema, além de alterar a calha do córrego entre o viaduto e a Avenida Bosque da Saúde, transformou a forma trapezoidal do leito em retangular na Avenida Ricardo Jafet em 2014, o que evitou enchentes ao longo de toda a extensão do córrego. As obras orçadas em 160 milhões de reais, com recursos do Município e do Governo Federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), eram previstas para terem início em abril de 2015. Contudo, só começaram de fato em março deste ano, quando o período mais chuvoso já havia chegado. A previsão é de que estejam concluídas em 24 meses.

Pedro Skau Neto começou seu projeto na empresa ortopédica Germania no programa do Sílvio Santos, na Porta da Esperança, em 1990. As pessoas que não tinham condições de pagar por uma prótese escreviam cartas pedindo uma e ele ia até o programa entregar em mãos. Doou algumas vezes no programa e depois começou a procurar, com amigos e conhecidos outras pessoas que necessitavam. Em cada prótese doada são gastos cerca de R$ 4.500 a 5.000, mas man-tém a mesma qualidade das que vende. Antes eram entregues seis por ano, porém com a crise o número de doações diminuiu, agora são dadas uma no começo e outra no meio do ano. Já entregaram quase 50 próteses e Denivaldo Silva Feitosa foi um dos beneficiados. Ele recebeu no começo deste ano. Ex-jogador de futebol que passou pela Portu-

Foto: ABNER GONZAGA

Após a instalação das Luzes de LED, Heliópolis comemora bons resultados

guesa, Sport, Paysandu e por último no Remo. Em 1976 quebrou a perna esquerda e pegou uma infecção hospitalar, osteomielite, teve que se aposentar e depois de operar 17 vezes amputou a perna no meio do ano passado. Feitosa disse: “graças a um amigo comum do Pedro e meu que estou com duas pernas novamente, estou me acostumando ainda e já considero minha companheira para andar sozinho de novo e o apoio que minha família está dando é primordial, porque sem ela eu já teria desistido”. “Eu forneço minha mão de obra e faço isso por amor, porque quando tinha 14 anos sofri um acidente e amputei minha perna. Eu fico sensibilizado, pois sem uma perna não sou absolutamente ninguém e com ela sou tudo, então sou muito grato por todo mundo que me ajudou e hoje as faço –prótesessempre pensando que são para mim”, afirma Marcelino Neto, um dos funcionários.

Vice-reitor Fabrício Ghinato Mainieri Pró-Reitor de Graduação Luís Antônio Baffile Leoni Diretor da Faculdade de Letras, Artes, Comunicação e Ciências da Educação Rosário Antônio D’Agostino

O Brado O jornal de bairro O Brado é um produto editorial elaborado por alunos do curso de Jornalismo da Universidade São Judas Tadeu/SP, turma JOR2AM-MCA, no primeiro semestre letivo de 2016. É elaborado sob a supervisão da professora Jaqueline Lemos.

Jornalistas Abner Gonzaga RA: 201510360 Carolina Didonet RA: 201511762 Elaine Santos RA: 201516973

Iluminação entre as ruas Cristo Redentor e Paulinea, um dos pontos mais movimentados do bairro”

Luis Filipe Brito Santos RA: 201516415

Abner Gonzaga

Com quase 200 mil beneficiados, não tardou para que resultados surgissem - autoestima dos moradores aumentou, o comércio pode ficar aberto até mais tarde, há segurança nas vielas e ruas, motoristas e pedestres sentem conforto para saírem nos horários noturnos. Efeitos que surgiram após o dia 9 de dezembro do ano passado, quando o programa “LED nos bairros” instalou cerca de 1.300 luminárias em 224 vias do bairro de Heliópolis, percorrendo 24 km de extensão de ruas. Um dos motivos mais essenciais para que o bairro

Reitor José Reinaldo Altenfelder Silva Mesquita

fosse o primeiro a ser beneficiado com a nova tecnologia, foi a grande mobilização das mulheres moradoras do local. “A mulherada se reuniu, saiu às ruas com velas e nos locais onde não tinham a iluminação, a gente colocava uma cruz para significar as mortes que existiam. Por isso, é com muita alegria que comemoramos essa iluminação”, disse Antônia Alves moradora de Heliópolis desde 1972 e presidente da “União de Núcleos das Associações de Heliópolis” (UNAS). Os números também provam o êxito da nova iluminação. Uma das consequências

mais significativas, de acordo com a subprefeitura do Ipiranga, é a redução no consumo de energia na região em quase 50%, o que significa um pequeno crescimento econômico no bairro. Para o morador Luciano Santos, 35, comerciante nas proximidades, os números de depredações da iluminação pública e problemas com os postes caíram drasticamente também. Segundo Santos, havia uma série de transtornos com a iluminação anterior - diversas falhas e lâmpadas queimadas; ocorrências por parte dos moradores atendidas e resolvidas após vários meses de

aguardo e a imensa dificuldade dos carros da AES Eletropaulo em chegarem até os postes para reparar os problemas, devido ao estreito e curto espaçamento e alcance dos postes. Perguntada sobre os planos de expansão da nova iluminação a outros bairros, a assessoria da Prefeitura disse que o edital prevê que, nos primeiros cinco anos da parceria, o vencedor da concorrência terá que investir anualmente R$ 1,7 bilhão para trocar, já no primeiro ano, 10% das luminárias da cidade por LED, além de ampliar o atual parque em mais 70 mil pontos de iluminação.

Victor Vasques Capel RA: 201501358 Vivian Silva de Andrade RA: 2015817414 Editora: Mariana Fonseca RA: 201517702 Diagramação Evellyn Cristina Gráfica Copy Mooca


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O B r a d o – Junho de 2016

Museu de Zoologia investe em ações preservacionistas Exposição de longa duração põe em pauta a crise da biodiversidade do planeta Foto: elaine Santos

Conhecer para Preservar Museu de Zoologia da USP Av. Nazaré, 481 - Ipiranga, SP De quarta-feira a domingo, das 10h00 às 17h00 Entrada gratuita

Mais de 800 espécies estão em exposição

Elaine Santos As desenfreadas explorações animais e vegetais e os elevados índices de crescimento populacional vêm alterando de forma significativa a dinâmica dos ecossistemas, por isso o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo decidiu não cruzar os braços diante do problema e abraçou a causa ambiental em sua 3ª exposição de longa duração: “Biodiversidade: Conhecer para Preservar”, aberta ao público em setembro do ano passado. A mostra reúne cerca de 800 espécies e toda a narra-

tiva foi construída de modo a promover reflexão ao público sobre a degradação ambiental. “Desde o início, nossa preocupação era que a exposição enfatizasse não apenas a importância da conservação, como também o papel da instituição nesse sentido”, afirma Felipe Elias, especialista em Pesquisa da Seção de Museologia. O museólogo lembra que o grande dilema da equipe foi decidir qual a melhor maneira de construir uma mensagem assertiva, capaz de atingir vários segmentos de público.

“Após muitos debates, entendemos que a compreensão da ideia de biodiversidade demanda trabalharmos alguns conceitos fundamentais, como o a devolução”, conta. O espaço interativo é outro destaque da nova temporada, pois permite ao público maior contato com o ambiente e sua equipe. O meio mistura exposição e uma área para o desenvolvimento de diversas oficinas. “A ideia é simular uma grande coleção científica, mostrando às pessoas como os animais e fósseis

são preparados e conservados para pesquisa e o uso em exposições. Exibimos algumas das espécies mais recentes descobertas pelos pesquisadores do museu, como forma de mostrar a dinâmica de nossa pesquisa e a quantidade de novas categorias que descrevemos todos os anos”, relata Elias. A professora Paula Marinheiro, conta que apesar de já morar no Ipiranga há quase sete anos nunca havia visitado o museu. “Gostei muito! Pretendo voltar com meu sobrinho, ele vai achar

um ‘barato’ esse tiranossauro”, planeja. Para ela a mostra faz com que o espectador pense como a relação com o meio é desproporcional. O Museu de Zoologia da USP foi inaugurado em 1895. Hoje, além da função educativa, serve de banco de dados para pesquisadores e centro de formação de profissionais. O prédio atual é da década de 1940 e apesar da possibilidade do acervo ser transferido para a Cidade Universitária a expectativa é que a instituição continue no bairro.

Escola Estadual resgata os valores da fanfarra e se torna um sucesso

Ação municipal fecha ruas para o lazer

Há sete anos em atividade, o projeto já participou de concursos

Vias do bairro são escolhidas para receber o programa Ruas Abertas, que fecha a entrada de veículos e abre espaço para atividades de artes, esporte e gastronomia

Mariana Fonseca A música tem sido instrumento de educação na Escola Estadual Júlio de Mesquita Filho, que atende crianças do ensino fundamental I, II e educação especial. Desde 2003 a escola tem formada uma fanfarra que conquistou alunos e comunidade. Os encontros começam no fim de julho e vão até setembro, mês em que costuma acontecer os desfiles, cerca de 40 alunos e ex-alunos participam do projeto. Mesmo com ensaios fora do período de aula, geralmente na parte da tarde e aos finais de semana, os alunos são assíduos e sempre muito empolgados. Endereço: Rua Agostinho Gomes, 601 Horário de funcionamento: De Segunda a Sexta-feira, das 8h às 18h Telefone: (11) 2273-2521

O projeto é coordenado pelo professor de música David Klippel, maestro do grupo desde 2009 acredita que através da música é possível formar bons cidadãos. “Para cada indivíduo participante de qualquer área musical a visão é levar um senso critico, podendo esse educando formar opiniões e decisões importantes para a construção do nosso país”, reflete Klippel. Além das apresentações musicais, em todo desfile há também um projeto paralelo com as outras crianças que não fazem parte do conjunto. O grupo já se apresentou no sambódromo e em 2012 participou do “Festival do M’Boi Mirim”, o desempenho foi tamanho que conquistaram o 2º lugar. A vice-diretora, Maria dos Santos Souza destaca a importância desse projeto na vida

dos alunos, segundo ela o rendimento escolar deles até melhora após ingressaram à banda. As coreografias e movimentos das apresentações são elaborados pelas próprias balizas, como Camila e Maria, alunas do 9° ano e integrantes desde o 5º. “Quando ouço música no fone lembro da fanfarra”, revela Juan, aluno do último ano do ensino fundamental I e tocador de caixa. As aulas de música estimulam os jovens a se aprofundaram no assunto, tanto que Guilherme do 8º ano e tocador da caixa já se matriculou em aulas de bateria. A E.E. Júlio de Mesquita ensina mais do que as matérias básicas, como Português e Matemática, ensina um futuro; a música só adicionou vantagens a esses alunos e virou sinônimo de esperança.

Vivian Andrade Os moradores do Ipiranga ganham mais uma opção para o lazer na região: o programa “Ruas Abertas”, que todos os domingos (desde o início deste ano) fecha vias escolhidas pela população. As Ruas Aída e dos Patriotas são bloqueadas para entrada e saída de veículos e abertas ao público visando valorizar a relação da sociedade civil com seu direito ao território. O projeto tem foco na valorização de ações culturais, esportivas e comerciais. É uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo, as Subprefeituras e diversas Secretarias Municipais. O morador da região, Adilson Cardelis comenta que: “Temos comércio, locais para comer e não estamos em um shopping. Isso tudo acontece ao ar livre!”. Já a visitante assídua do

local, Sandra Pereira, vê ainda mais benefícios em passar suas horas de descanso em uma das vias fechadas: “Eu já visitei outras feiras de rua e essa é uma opção bem acessível. Aqui eu encontro tranquilidade e segurança em um local que ainda por cima é útil e proveitoso. ” O comércio no local, que conta com barracas de bijuterias, roupas, pequenos móveis, comidas estrangeiras, doces, salgados e até de massagem foi um direito conquistado pela Associação dos Amigos da Cultura, Arte e Lazer. A presidente da associação (e dona da barraca que chega a vender 150 panquecas por dia) Marluci Rodrigues Roldam conta que os comerciantes da feira têm um grande público e boas vendas e garante que existe espaço para todos.


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O B r a d o – Junho de 2016 FOTO: Carolina Didonet

Hambúrguer tradicional conquista moradores da região Estabelecimento premiado tem receita de sucesso e se mantém como negócio de família desde 1968 X-salada, o lanche que tem mais saída

Carolina Didonet A tradição do hambúrguer do Seu Oswaldo Paolicchi começou em 1968 quando Marta Paolicchi (filha do criador e atual dona) foi aos Estados Unidos, viu a febre que o lanche estava fazendo e trouxe a ideia para o pai, que resolveu arriscar. Da mesma forma em que foi criada nos anos 60, a hamburgueria serve em seu balcão receitas tradicionais acompanhadas de refrigerante de garrafa.

A maionese, o molho e os hambúrgueres são todos caseiros, o que se distingue de outros estabelecimentos. Segundo o funcionário Luiz Gonzaga Gomes, a empresa já recebeu oportunidades de franquear o negócio para diversos lugares, até mesmo Miami, mas Marta se recusa. “Ela se preocupa tanto com a qualidade e o nome que o pai levou 50 anos para construir, que acaba não aceitando

as ofertas”, afirma Gonzaga. Dois anos antes de começarem a vender hambúrguer vendiam hot dog, batata frita e milk shake. O nome de registro oficial é Gudog, mas são procurados e conhecidos como “Hamburgueria do Seu Oswaldo” ou “Hambúrguer do Seu Oswaldo”. Apesar de não aceitarem cartões de crédito e débito o fluxo é grande desde a hora que abrem até o fechamento.

Moradores da região se exercitam ao ar livre Apesar do fechamento do Museu do Ipiranga, o Parque continua muito movimentado e como “casa” de esportistas Victor Vasques É muito comum ver pessoas praticando atividade física, já que é comprovado que práticas esportivas fazem muito bem à saúde. Muitas pessoas têm procurado ficar mais tempo ao ar livre e um bom modo para isso é realizar esportes em locais abertos. Esse tipo de prática tem crescido bastante nos últimos tempos. Professor Ricardo Dória Ribeiro ministra aulas no Parque da Independência, Terças, quintas e sextas a partir das 17 horas.

O Parque da Independência é um dos locais adotados como “academia a céu aberto”. O Professor Ricardo Dória Ribeiro, que ministra aulas no parque há cerca de 25 anos, diz que: “Antigamente a procura por esses tipos de aula era dada pela falta de academias e também pelo alto preço delas. Hoje em dia, as pessoas que me procuram querem unir os ambientes abertos com as práticas esportivas”. “Tenho tido uma grande procura em meus serviços e assim

a tendência é o crescimento da atividade, que acredito que vai ‘virar moda’, ainda mais em cidades grandes onde as pessoas dificilmente vão a lugares como esse”, revela o professor. A autônoma Sabrina Reis Garcia, aluna de Dória, conta que: “Adoro praticar esportes, mas não gostava de frequentar academias pelo fato de ser um ambiente fechado. Quando fiquei sabendo que poderia praticar esportes em um ambiente aberto eu não pensei duas vezes e tratei de começar rapidamente as aulas”.

Os clientes contam que o espaço é simples, o atendimento de ótima qualidade e que o diferencial dos lanches é molho de tomate, que tem sabor caseiro. Os diversos quadros pendurados mostram como a hamburgueria é prestigiada. Já receberam o prêmio de “Hambúrguer Tradicional” – pela revista Veja São Paulo, Comer & Saber- em 2008, 2012 e 2013. Em 2010 foram eleitos o “Melhor Hambúrguer

da Cidade”, em 2012 o melhor restaurante e em 2015 ganharam o Guia Kekanto. Neste ano estão concorrendo ao prêmio Veja de “Melhor Hambúrguer”. Os lanches são simples e gostosos, com preços que variam de R$11,90 a R$16,90. Endereço: Rua Bom Pastor, 1657- Ipiranga. Horário de funcionamento: 12 h às 22 h.

Skate agita o Parque da Independência Abner Gonzaga Aqueles que já tiveram o prazer de conhecer o Parque da Independência sabem que ali se concentra um dos maiores redutos de skatistas na capital paulista. Basta se aproximar ao portão da área de lazer do parque para saber a razão do lugar ser o favorito dos amantes do esporte: uma vista privilegiada, onde se destaca a ampla ladeira em que ao seu final encontra-se o histórico monumento sobre o dia 7 de Setembro. Aos fins de semanas é certo que o parque estará tomado pelos mais variados skatistas. Crianças, jovens e adultos formam um cenário admirável fazendo as mais

belas manobras e performances radicais. Um quadro tão contagiante, porém que custou o esforço da associação Skate no Museu em meados de 2010. “A comunidade foi criada para defender o skate no parque, porque volta e meia ocorriam tentativas de proibição”, diz Luís Souza, um dos líderes do grupo. Eles alcançaram também um grande espaço nas redes sociais. Sua página no Facebook conta com quase 14 mil seguidores, lá promovem atividades e trabalhos, não só da participação no Parque do Ipiranga, mas também sobre a cena geral do skate no Brasil e no mundo.

Comerciantes do Ipiranga se adaptam às novas exigências dos consumidores Luis Filipe Santos O bairro do Ipiranga é considerado um dos mais tradicionais de São Paulo, chegando a se parecer com uma cidade interiorana em alguns locais. Apesar de conservar essa aparência de vila, o local também passou por transformações recentemente, tendo atraído novos moradores devido à sua boa localização, próxima ao centro da cidade e

também à chegada do metrô. Visando atender a essa população, alguns setores do comércio passaram a se instalar no bairro e outros viram seu faturamento crescer. “Houve uma expansão no setor de bares e restaurantes”, diz Carmine Esposato, 68 anos, diretor da Associação Comercial local. Reinaldo Bittar, 68,

morador do Ipiranga e dono de uma loja de material elétrico há 45 anos, conta algumas adaptações que fez para seguir atraindo clientes: “Antes a minha loja funcionava a partir do balcão”. Entre os novos comércios está o de Carlos Alves Jr., 36, o Beer Rock Club, um bar voltado à venda e degustação de diversos rótulos de

cervejas. Morador do bairro, diz que gostaria de fomentar a economia do Ipiranga. “Já morava aqui e encontrei um ótimo ponto (ao lado do Hambúrguer do Seu Oswaldo, lanchonete muito famosa) então decidi ficar”. Desde a abertura da loja física em 2014, houve um crescimento de 40% no faturamento. Outra empresa que

se instalou no bairro recentemente foi a Circo Vira Mundo, que ensina a prática de atividades circenses. Lia Rossi, 48, conta que abriu a escola depois de trabalhar em hospitais com crianças e aprender o ofício de palhaça.“Buscam não só exercício físico, mas principalmente diversão”, completa ela. Lia diz que busca sempre inovar.

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