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EDITORIAL Da Importâ EDITORIAL LER TEM UMA HISTÓRIA Partindo da ideia de que O Plátano existe porque no nosso tempo a leitura é valorizada, parece plausível dedicar algumas palavras à importância de ler. Ler tem uma história. Nem sempre foi importante ler… E um dos momentos que me impressiona especialmente, pelo caráter embrionário da importância da leitura é o que se estabelece no século V a. C., mais concretamente o que circunscreve a época em que Sócrates viveu (469 – 399 a. C.), na qual os textos escritos não eram ainda muito correntes. Sabe-se que apesar da prática da leitura privada ser escassa, existia já em Atenas um número razoável de livros editados que se compravam e vendiam. No entanto ler não era uma atividade muito apreciada, nem mesmo pelos filósofos gregos mais reconhecidos. A oralidade constituía um ideal de verdade no ensino e entre os gregos, quando as lições eram registadas, era como se fossem falsificadas e traíssem a sua verdade primeira. Inclusivamente para Sócrates os livros eram uma ótima ajuda para recordar mas era impensável revesti-los de maior importância do que a palavra oral para transmitir conhecimentos. Este filósofo estava convencido de que o verdadeiro sábio podia prescindir completamente do livro. E alimentava-se a ideia de que um texto equivalia a uma pintura pois podiam fazer-lhe perguntas que este permaneceria mudo. Daí Sócrates avisar os seus discípulos de que era uma ingenuidade pensar que o texto escrito poderia servir para mais do que recordar aquilo que já se sabia. Partia-se do princípio interessantíssimo de que a interpretação, a exegese, a simbologia não nasciam do texto mas sim do seu leitor. Com Platão e Xenofonte, discípulos de Sócrates, não obtivemos uma perspetiva mais valorativa do livro. E é fantástico percebermos que seria impossível conhecermos as conceções destes pensadores, e sentirmos tanto prazer com as mesmas, se estas não tivessem sido escritas…num livro. É arrepiante o diálogo que se estabelece entre a Antiguidade e o século XX, se pensarmos que neste século os alemães Hans R. Jauss e Wolfgang Iser defenderam a famosa Teoria da Receção que centra a sua análise no recetor do texto. A ideia de que um texto não é aceite com passividade pelo leitor é o ponto de partida para se chegar à ideia de que é o leitor que interpreta e constrói outros significados a partir da sua experiência individual e cultural. Sendo assim, o texto literário não é obra do artista que o produziu mas é fruto da relação estabelecida entre o texto original e o seu recetor/leitor. Sócrates gostaria, certamente, de ter sabido que muitos séculos mais tarde esta estética se imporia na Crítica Literária… Porém, contrariamente ao que ele pensava, nos séculos posteriores a disseminação da leitura/escrita tornou-se fundamental. Esta possibilitou a comunicação humana para além do espaço e do tempo presente, perpetuou o acesso ao conhecimento e a sua transformação em novos conhecimentos e incentivou o entretenimento, elementos cruciais na sociedade contemporânea.

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Hoje que vivemos num tempo de livros em excessiva abundância, de muitos leitores, mas em que é restrita a escrita que goza de uma aura de qualidade, pertinência e poder de encantamento sobre o leitor, é dever dos professores proporcionar aos seus alunos orientações válidas e preciosas para que estes possam encontrar-se, em leituras, com vozes que valem a pena ser conhecidas. E esta função “quase casamenteira” de proporcionar o encontro de um aluno com um determinado livro ou autor não será menos importante, na vida desse aluno, do que investir no desenvolvimento de competências específicas a partir de determinados conteúdos obrigatórios na sala de aula. Gostaria de afirmar, hoje sem dúvida alguma, que considero a leitura importantíssima quanto à construção da identidade e autonomia pessoal, capacidade de autoconhecimento e de racionalidade. Sublinho que considero alguns dos autores dos livros que me marcaram mais profundamente meus verdadeiros amigos e, como tal, pessoas importantíssimas (ou melhor dizendo, espíritos importantíssimos, que é o que conheço deles, fundamentalmente) para o meu desenvolvimento humano pleno e feliz. Muitas vezes dou comigo a lamentar o facto de apenas conhecer de alguns autores as suas ficções, as suas vozes diferidas mas, mesmo assim, e até relativamente àqueles que faleceram há muitos séculos, reconheço-lhes tanta importância na minha vida como a um irmão, a uma mãe ou a um amigo com quem convivo fortemente. Isto porque sei e porque sinto que a partir das suas palavras fiz de mim outra, que nunca seria se não as tivesse lido. Por isso mesmo, louvo todos aqueles que, de alguma forma, sacralizam a leitura, divulgando fontes e autores que valem a pena, ou empurrando os seus alunos para encontros intelectuais promissores, tendo esperança de que através desta atividade continuemos a instaurar nesta sociedade que tudo escraviza em prol do trabalho e do lucro extremo (inclusivamente o precioso diálogo entre os homens), momentos de prazer, de reflexão a partir da palavra do outro, não perdendo de vista que “no princípio era o verbo”. Não posso deixar de dirigir, neste final de ano, em nome da equipa do jornal, palavras de agradecimento sentido à nossa Diretora por ter realizado todos os esforços que permitiram a manutenção do nosso jornal escolar, revalorizando e incentivando, dessa forma, a leitura e o reconhecimento da importância da Escola, remando contra um tempo tão difícil para a Educação. Boas férias para todos os leitores d’ O Plátano e, já agora, um bom verão cheio de boas leituras! Patrícia Fontinha


PALAVRAS DA DIRETORA PROVAS FINAIS DO 4ºANO: ENTRE O PASSADO E O FUTURO

A propósito do regresso das provas finais (exames) do 4º ano de escolaridade, criou-se na comunidade educativa e na sociedade em geral, um aceso debate sobre a oportunidade e necessidade deste tipo de provas de avaliação. Houve quem lembrasse que na Europa apenas Portugal e Malta realizam este tipo de avaliação, o que queria dizer que não nos comparávamos com os melhores, acrescentando que esta opção tinha uma forte componente ideológica e não tanto pedagógica. Por outro lado, os defensores destes exames, alegaram que o sucesso dos alunos se constrói logo

nos primeiros anos de escolaridade, pelo que é fundamental detetar as dificuldades logo no início. Nesta perspetiva, caberia aos exames este papel propedêutico e pedagógico. Reconhecem, contudo, que poucos países europeus realizam estas provas e são ainda menos aqueles em que os exames têm um peso na avaliação final dos alunos. Esta polémica é natural, porque o processo de avaliação em Educação é um dos dossiês mais complexos e difíceis. Há mesmo muitos professores que confessam gostar mais de ensinar do que de avaliar. Contudo, embora complexa,

a avaliação é necessária e nunca os profissionais e estudiosos da Educação a puseram em causa. A questão não está tanto na necessidade da avaliação, mas antes que tipo de avaliação é precisa, para ser útil ao progresso do sistema educativo. Assim sendo, a reflexão deve centrar-se nas seguintes questões: as exigências formativas do futuro, num mundo cada vez mais globalizado, tornam necessário este regresso ao passado, relativamente aos exames do 4º ano de escolaridade? Mesmo que a resposta fosse afirmativa, era necessário criar tamanha instabilidade nas escolas, levando à deslocação em massa dos alunos para as sedes dos Agrupamentos? Era necessário realizar estas provas a meio do terceiro período? Não se devia evitar que alunos ficassem sem aulas para que os colegas realizassem as provas? Num país com uma grave crise financeira, é razoável o acréscimo de custos com a realização destas provas? Em síntese, o que todos queremos entender, neste regresso dos exames nacionais, quase 40 anos depois de terem sido abolidos, na primeira reforma educativa pós-25 de Abril, tem a ver com a sua necessidade e utilidade, para os desafios do presente e do futuro. Os alunos, os professores, os pais e o país não podem continuar a ser cobaias ao serviço das modas do momento. O consenso e a estabilidade também são valores fundamentais na Educação. Independentemente da posição que se assuma acerca da importância ou utilidade das provas finais do 4.º ano para a formação integral dos nossos alunos, cabe-nos a responsabilidade de tudo fazer para diminuir a pressão deste momento e proporcionar as melhores condições para a sua realização. Foi o que aconteceu no nosso Agrupamento, e por isso aproveito esta oportunidade para agradecer o empenho de todos, alunos, professores, pessoal não docente, pais/encarregados de educação e autarquia, pelo contributo prestado no sentido de superar os constrangimentos que sempre surgem nestas situações. Professora Margarida Cascarejo

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EM DESTAQUE

ECOSUNRISE

Missão

Porquê?

A EcoSunrise ae tem por missão apresentar produtos resultantes da reutilização de materiais e resíduos alimentares, através da aplicação de técnicas ancestrais que visam a qualidade e satisfação das expectativas de clientes e colaboradores com preocupações na redução da sua pegada ecológica e proporcionem rentabilidade económica.

Porque nos preocupamos com o meio ambiente; Porque queremos reavivar tradições; Porque queremos proporcionar produtos manufaturados de alta qualidade a baixo preço; Porque queremos potenciar os produtos da nossa região e oferecer sensações; Porque somos empreendedores e procuramos um negócio com rentabilidade económica.

Valores

Realizou-se a quarta edição da Feira Ilimitada de Trás-os-Montes e Alto Douro, promovida pela Junior Achievement Portugal, com o apoio da Fundação EDP, na qual participou uma equipa do 3º ano do Curso Profissional de Técnico de Informática de Gestão do nosso Agrupamento (Gustavo Soares, João Teixeira, Daniela Bessa, Jorge Veiga, Rafael Moreiras e Rui Gomes). A participação nesta feira resultou de uma pré-selecção e esteve limitada a 16 empresas oriundas das escolas dos concelhos de Amarante, Alijó, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Ribeira de Pena e Vila Real.

Os nossos valores baseiam-se no respeito pelo meio ambiente e valorização dos seres humanos. Honestidade, Responsabilidade Social, Educação, Satisfação dos Clientes e Colaboradores. Objetivos - Desenvolver uma gama completa de produtos biodegradáveis; - Reutilizar materiais reciclados; - Proporcionar a satisfação dos clientes.

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EM DESTAQUE A empresa EcoSunrise ae obteve o 1º prémio (um cheque de 2500 euros) vendo desta forma recompensado o trabalho de toda uma equipa de alunos e professores (Cristina Monteiro, Carla Mansilha, Carla Caldas, Carminda Veiga e António Mansilha) e ainda a aposta da nossa Diretora neste programa. A próxima etapa será a presença na Competição Nacional a realizar no próximo dia 27 de maio no Museu da Electricidade em Lisboa, onde participarão os 24 melhores projetos a nível nacional. Deste projeto nasceu já um convite do Museu do Douro para a comercialização do nosso sabão após a certificação dermatológica do mesmo. Assim, deixamos como legado esta missão para a próxima equipa. Por todos estes motivos esta equipa sente-se orgulhosa de todo o trabalho realizado no projeto e do esforço despendido no mesmo.

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EM DESTAQUE

DIA DAS MÃES O Dia das Mães é realmente maravilhoso, embora se considere que todos os dias são dias da mãe, não quisemos deixar de fazer um “miminho” para recordar este dia. Este trabalho envolveu todas as crianças na elaboração de quadras para homenagear as mães. Desenharam e pintaram um desenho de acordo com a sua criatividade. Hoje em dia, celebra-se o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. Deste modo, fizemos alguma pesquisa e descobrimos que já na Grécia Antiga se encontrava os primeiros indícios de comemoração desta data. Os gregos prestavam homenagens à deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem homenagens à deusa. Nos Estados Unidos, a ideia de criar uma data em homenagem às mães foi proposta, em 1904, por Anna Jarvis. A ideia de Anna era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional, foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário. Jardim-de-Infância de Vilarinho de Cotas

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EM DESTAQUE

Alunos do Jardim-de-Inf창ncia de Vilarinho de Cotas

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AULA VIVA

TEATRO OU CINEMA ? 8ºD É claro que preferimos teatro. O teatro apresenta alguns aspetos que achamos mais próximos da vida, pois as personagens, por exemplo, atuando ao vivo parecem mais reais como cada um de nós. O facto de não haver efeitos especiais e de ser um espetáculo ao vivo faz com que pareça que estamos a ver a vida a passar mesmo à nossa frente. É muito convincente! Por estas razões é que nós preferimos o teatro ao cinema e queremos cada vez mais poder assistir a este espetáculo imbatível. Inês Cartageno e Helder Morais

Nós sempre adoramos o cinema. Para nós o cinema sempre foi uma fonte de divertimento e um passatempo sem igual. O que mais gostamos no cinema são os efeitos especiais dos filmes, principalmente quando estes têm o formato 3D. Mas não é tudo, adoramos o cinema porque os nossos atores favoritos participam nos nossos filmes favoritos. Para concluir, o cinema é muito divertido, motivante e inovador. Jorge Carregueira e Rui Afonso Nós preferimos, sem dúvida, o cinema. Temos três razões para justificar a nossa preferência. Uma delas é que o cinema nos permite viajar no tempo e entrar em lugares inacreditáveis, principalmente se for um filme em 3D. Em segundo lugar, o cinema é sempre mais criativo do que o teatro pois recorre a efeitos especiais que nos podem mesmo fazer acreditar que estamos, por exemplo, em Marte ou debaixo do mar. Em terceiro lugar, o cinema transmite emoções mais fortes, desencadeia medos (com os filmes de terror), alegrias, saudades, rancores, inspira-nos e convence-nos que vivemos outras vidas. Concluímos que o cinema é a arte de cruzar com perfeição a vida real com a ficção e por isso adoramo-lo. Beatriz Pires e Marisa Nunes

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AULA VIVA

Na nossa opinião, o teatro é incomparavelmente magnífico. Podemos justificar esta preferência com algumas razões óbvias: uma delas é que o teatro não só ensina como é divertido, tudo isto ao vivo… Por outro lado, o teatro motiva o espetador pois é mais real, até quando um actor de teatro se engana, pode sob o nosso olhar improvisar. Já no cinema o ator terá que repetir a cena toda e o espetador não tem maneira de saber isso. Por último, achamos que no teatro se interage com o público e isso é maravilhoso. Por exemplo quando aplaudimos ou quando somos chamados ao palco sentimo-nos parte da peça de teatro que estamos a ver. No cinema é impossível o público interagir com os actores. Por todas estas razões, concluímos que preferimos o teatro que é uma boa forma de divertir as pessoas. Gonçalo Pereira e Pedro Martins

Na nossa opinião, o cinema é o melhor meio de entretenimento. Podemos defender a nossa escolha com muitas boas razões. Por um lado, no cinema as histórias parecem mesmo reais e só ele apresenta, muitas vezes, efeitos especiais inacreditáveis que nos fazem crer que o que está a acontecer é possível. Também achamos que o cinema nos mostra a vida tal e qual ela é e em pouco tempo. Por outro lado, também podemos ir ao cinema com os nossos amigos, sem os nossos pais, e ter uma tarde ou noite relaxantes, a comer pipocas. Durante esse tempo, esquecemo-nos de tudo através da música e das imagens dos filmes que nos transportam para outras dimensões da realidade. São estas as razões por que adoramos o cinema.

Francisco Aguiar e Paulo Queirós

É certo que o teatro e o cinema são duas óptimas sugestões de divertimento, seja ele familiar ou individual. No entanto, tendo que optar apenas por uma forma de arte, optamos pelo teatro. Na nossa opinião com o teatro podemos viver e sentir a história como as personagens. No teatro não se gravam cenas uma, duas e três vezes. Teatro é improviso, é mais humano e puro! No teatro do nosso século, também nós próprios participamos nas cenas pois muitas vezes os atores recorrem ao público como forma de interação. Concluindo, o teatro é uma forma de refletirmos enquanto nos divertimos. O teatro é a própria vida! José Carlos Bastos e Margarida Gonçalves

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O QUE SE LÊ NO CLUBE DA LEITURA O QUE ANDAS A LER NO CLUBE DA LEITURA DO PINHÃO ? Eu acabei de ler o livro “Palavras essenciais”, de Paulo Coelho. Este livro tem vários poemas sobre: os sonhos; o amor; a sabedoria; a felicidade; viver a vida como uma aventura; o destino; Deus; ser um guerreiro da luz, etc… O poema de que gostei mais foi “Ser um guerreiro da luz”. O poema de que menos gostei foi “O destino”. Aconselho a leitura deste livro porque tem uma poesia muito bonita e emocionante. Rui Filipe, 7ºA Acabei de ler o livro “Os sete salvam o cavalo”, de Enid Blydon que conta a história de sete amigos que fizeram tudo para ajudarem um senhor de idade chamado Tolly e o seu velho cavalo “Flecha”. A minha personagem preferida é a Paulinha, a irmã do chefe do grupo dos sete, pois foi a que mais se disponibilizou para salvar o cavalo. A personagem de que menos gostei foi do senhor Dinneford porque foi por causa dele que o cavalo ficou ferido. Gostei muito desta história, foi um dos melhores livro que já li. Andreia Couto, 7º A

Eu acabei de ler o livro “O menino Nicolau”, de Sempé e Goscinny. Neste livro, fala-se das aventuras de um menino

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Nicolau, e da sua turma, constituída apenas por rapazes. Eram alunos muito mal comportados que, ao longo da história, fazem muitas asneiras. Entre tantos rapazes, existia o Aniano, o menino bonito da professora de quem ninguém gostava ( e eu também não, pois era o queridinho da professora, sempre a fazer queixinhas…). A minha personagem preferida é o Alceste, porque é muito divertido, está sempre a comer (até sabe o nome de todos os tipos de carne existentes!) e é um bom amigo. Aconselho vivamente a leitura deste livro por ser muito divertido: enquanto o lia ria-me e cada vez me dava mais vontade de ler, sem conseguir parar! Ana Carolina Cunha, 7º A


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Acabei de ler o livro “A noite das mulheres cantoras”, da escritora Lídia Jorge. Este livro relata a história de quatro jovens que decidiram juntar-se para formar uma “girls band”.

Eu acabei de ler o livro “Uma história mesmo bestial”, de David Sinden, Guy Macdonald e Mathew Morgan. Nesta história, um troll que tinha sido agente da SBP CB enviou uma mensagem para Farraway Hall a pedir ajuda. Ulf, um menino lobisomem, uma fada e um ogre foram ter com ele para o

Eu acabei de ler o livro “Camp Rock”, de Helen Perelman. Quando Brown, o diretor musical de Camp rock, anuncia a

A ação desenrola-se nos anos oitenta e todo o livro emana o ambiente que se vivia nessa época em Portugal, visto por Solange de Matos, uma das vocalistas do grupo e a narradora da história. A escrita de Lídia Jorge é muito peculiar: ama-se ou odeia-se. Eu incluo-me no primeiro grupo, pois agrada-me a envolvência emocional e a densidade psicológica das personagens criadas pela autora. Aqui nada é fácil, nem leve, nem igual a outra história ou outro livro. O enredo e as personagens são únicos e poderosos. Recomendo a leitura deste livro pelas razões enunciadas e pela estranha história de amor vivida por Solange de Matos e João de Lucena, protagonistas deste romance. Professora Ivete Baptista ajudar a salvar a dra. Fielding e a vencer o caçador de monstros. A minha personagem preferida é o Ulf, pois era um lobisomem destemido, corajoso, simpático, amigo. Era alguém que fazia tudo o que estivesse ao seu alcance para fazer a vida de alguém melhor. A personagem de que menos gostei foi do Barão Marackai, pois era muito mau para todas as criaturas, tratando-as com arrogância. No entanto, mesmo esse tinha um pouco de bondade no seu interior. Aconselho a leitura deste livro por ser de fácil compreensão e por ser uma história de aventuras, de ação, com criaturas espetaculares e inesquecíveis! Pedro Artur Santos Melro Duarte, 8ºA caçada musical, os campistas passam-se! É um dos pontos altos do verão! O vencedor vai produzir uma das faixas de um dos Commect three. Mitchie e Caitlym trabalham em equipa, na esperança de ganharem. A minha personagem preferida foi a Mitehie porque era a jovem que cantava melhor e a mais divertida. A personagem de que menos gostei foi a Tess porque tinha inveja da Mitehie e tramou -a para ela não cantar. Eu não gosto de pessoas más. Aconselho a leitura deste livro porque é interessante e desenvolve a nossa imaginação. Vânia Taveira, 7ºA

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POLÍTICA É IMPORTANTE A POLÍTICA?

Sinceramente, a política não nos desperta muito interesse, como não despertará à maioria dos jovens que conhecemos, no entanto não podemos contestar a sua importância. Toda a gente sabe que a política é importante. Sem políticos e governo, o país mergulharia num caos de incompreensão, de vincados contrastes sociais, de descuido em relação à saúde, de perigo de deseducação…Resumindo, seria um autêntico desastre sócio-económico e humano, enfim, uma anarquia desajustada aos nossos interesses e bem-estar. Mesmo sentindo-nos imaturos nesta área, pensamos que um bom político tem a obrigação

Na nossa opinião, a política é o bem do povo. A nosso ver, a política é como a Medicina, faz um diagnóstico, encontra o problema e aplica o remédio no seu paciente que, neste caso, é o seu povo e país. Muitas vezes o remédio não tem o efeito desejado, temos que ser nós, pacientes, a criticá-lo e a deitá-lo fora. É o povo que escolhe os seus governantes mas, por isso mesmo, não nos podemos tornar ignorantes ou indiferentes em relação à política. São os políticos do governo que têm a obrigação de melhorar o nível de vida do seu povo, de assegurar a sua liberdade e segurança por isso temos que estar sempre atentos para que eles não ajam contra estes princípios. Concluindo, para nós a política é extremamente importante apesar de termos consciência de que ainda não a compreendemos muito bem. Claudio Leite e Bruno Esteves, 9º C

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de pensar no futuro dos seus cidadãos. Se as coisas estão a correr bem, eles devem fazer com que as pessoas tenham ainda mais êxito, têm que mudar de estratégia se os cidadãos que governam estão insatisfeitos com as condições em que vivem. O interesse dos políticos deve focar-se no país e nunca nos seus próprios interesses – o interesse coletivo deverá ser sempre mais importante do que o interesse individual. Quando um político faz um mau trabalho, nem sempre é só ele o culpado. Para podermos votar no melhor político temos que nos informar, perceber um pouco de política, sem fanatismos, para podermos fazer a escolha certa. O problema é que muitas vezes o povo vota sem perceber. É incontestável a importância da política para criarmos um mundo melhor. David Leite e Luís Bilhoto, 9ºC

Na nossa opinião, a política é bastante importante mas na nossa idade ainda não lhe damos a devida importância. Porém em nossa casa sempre que aparece algo na televisão sobre política, faz-se silêncio, pois os nossos pais importam-se em saber o que se passa no nosso país. Mesmo não gostando muito de política, devemos ouvir todos os políticos com muita atenção pois, no fundo, é a nossa vida que está em jogo. Por exemplo, quando fala o Ministro da Educação, Nuno Crato, devemos estar atentos na medida em que é o nosso presente e futuro, como alunos e cidadãos, que ele decide. Pensamos que, para sermos cidadãos ativos e vivermos em democracia temos que estar atentos à política nacional e internacional. Finalizamos com uma frase de Aristóteles que gostamos muito sobre a política: “ O objeto principal da política é criar a amizade entre os membros da cidade”. Bárbara Correia, Luísa Barros e Tatiana Franco, 9ºC


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AS PALAVRAS DA IMAGEM

EXERCÍCIO DE AQUECIMENTO LEXICAL MULHER… PROVERBIAR A PARTIR DE MULHER a-dias angelical aranha azeda da vida da minha vida de armas de fogo de ferro de sonho diabólica fatal fantasma frágil gorda ideal madura maternal melancólica moderna santa sedutora sexy vadia vingativa

A mulher é a obra mais perfeita do mundo. A mulher é o defeito mais belo da natureza. Trata a mulher como uma princesa, ela te dará vida de príncipe. Do sorriso da mulher nasceram as flores. A mulher quer-se como a sardinha: fresca e pequenina. As mulheres são crianças grandes. A amizade entre duas mulheres é a conspiração contra uma terceira. Mulher boa é prata que soa. Mulher ao volante, perigo constante. Mulher que se molha a lavar, com um bêbado se há-de casar. A mulher e o alguidar não se devem emprestar. A melhor mulher é a que não conseguimos. A mulher brava, corda larga. A mulher é como o vidro. A mulher e a pescada quer-se da alentada. A melhor entidade da terra é uma boa mulher, a pior a que é má.

9º A e C

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PALESTRA DE GEOGRAFIA PALESTRA SOBRE INCÊNDIOS FLORESTAIS

“ Está tudo calmo por aqui. Os pássaros chilreiam. Uma ligeira e quente brisa passa por entre as minhas agulhas provocando-me agradáveis cócegas. No chão, em meu redo, acumulam-se várias camadas de agulhas dos sucessivos anos, estaladiças do sol de um verão inteiro. A quietude é perturbada pelo barulho de passos. Não de um coelho ou raposa. Estes são diferentes. Mais largos e urgentes. São humanos. Há muito tempo que não via nenhum. Era ainda um pau delgado, frágil e periclitante ao sabor dos caprichos do vento quando vi os primeiros. Este traz na mão alguma coisa. Abre-a e dela debita-se um líquido transparente semelhante à água. Era mesmo agradável algo fresco com este calor. Espalha-o em meu redor e repete o processo noutras próximas. Apercebo-me então de que não é água. Tem um cheiro forte e enjoativo. Tira do bolso um estranho objeto. Um toque e dele salta como por magia, um espectro amarelo como um raio de sol. Aproximou-o do monte de agulhas e instantaneamente produziram um espectro gigantesco semelhante ao que saía do estranho objeto. Era maravilhoso. Ainda apreciava aquele espetáculo de cor, quando sinto um intenso calor subir ao longo do meu tronco. O

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que quer que fosse, apodera-se de mim. Sentia-me cada vez mais quente. Os pinheiros ao meu redor conheciam a mesma sorte. O verde foi coberto por um manto vermelho e cinzento. Camada a camada, aquilo ia-me consumindo, destruindo. Sinto que não me resta muito tempo…” A praga dos incêndios florestais continua todos os anos a dizimar milhares e milhares de quilómetros quadrados de área florestal ao redor do planeta. Só em Portugal, no ano de 2012, a área florestal ardida é nove vezes superior a Lisboa! Embora por vezes sejam fruto de fenómenos naturais como tempestades cujos raios poderão provocar incêndios de maior ou menor dimensão conforme a vegetação que cobre o local e as condições atmosféricas, desde o paleolítico (período em que o ser humano conseguiu produzir/ dominar o fogo) que na génese da maioria dos incêndios está a mão humana, quer por incúria quer por ganância vai acendendo os rastilhos e pintando uma tela em tons de negro e cinza. “ Tanto na questão da negligência (queimadas mal controladas, cigarros, restos de vidros nas matas e outros desperdícios abandonados nas áreas florestais, fagulhas de escapes, máquinas agrícolas e chaminés, etc.) como da ganância


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(desbaste de áreas florestais para conversão em campos agrícolas, obtenção de madeira a baixos custos…) está subjacente a ignorância. No primeiro caso, resultado do desconhecimento das regras de prevenção; no segundo, a incapacidade de compreender as matrizes mais básicas do funcionamento da natureza. O desrespeito por essas regras primárias, colocam em causa os mais elementares processos sustentadores da vida como a manutenção da qualidade do ar, da água e do solo, a produção de oxigénio, a regulação do clima, a retenção de águas no solo, o suporte da biodiversidade e deste modo, da própria vida. Além dos custos humanos e materiais que os incêndios acarretam (mobilização de equipamentos de combate a incêndios), listam-se os incalculáveis prejuízos causados à Natureza, nomeadamente a perda de diversidade biológica, a destruição de ecossistemas e habitats singulares e aceleração da erosão dos solos devido à destruição do coberto vegetal. Após um incêndio, outro atentado ambiental regularmente cometido é, em situações de reflorestação, a substituição das espécies autóctones por espécies exóticas com interesse comercial com repercussões negativas na biodiversidade e nos solos.

Assim, a realização de palestras e ações de sensibilização como esta são de suma importância para incutir nas camadas mais jovens as sementes da prevenção, criando uma geração mais responsável e sensível cujos frutos poderão começar a sentir-se no presente, com a transmissão do saber adquirido a familiares e amigos mais ou menos geograficamente distantes, contribuindo no imediato para travar este flagelo. Agradecemos à Engenheira Ana Vieira e ao Comandante dos Bombeiros Voluntários de Alijó, o Engenheiro José Carlos Rebelo pela sua disponibilidade por novamente este ano se terem deslocado à Escola EB 2,3/D. Sancho II de Alijó para conduzirem esta palestra, dinamizando o espaço escolar, revelando-se um precioso auxílio na missão de ajudar a desenvolver nos alunos uma consciência ambiental que os torne capazes de interagir com o meio ambiente de forma mais consciente e responsável face a um desenvolvimento sustentável da floresta da região. Professora Isabel Moreira e 10º B

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JI CASTEDO A ÁREA DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Uma das vertentes do desenvolvimento da criança é a área das tecnologias de informação e comunicação e as crianças do jardim de infância de Castedo começam a dominar esta área, apreciando realizar diversas tarefas, tanto no jardim-de-infância como em casa: Beatriz (3 anos) – ver filmes e comer pipocas; na minha casa não tenho computador. João (3 anos) – eu vejo a quinta do tio Manel; na minha casa eu uso a internet para jogar as cartas. Igor (4 anos) – jogamos jogos de pintura dos porquinhos; na minha casa eu vejo bonecos do homem aranha; brinquei com as cartas 2 vezes. Rute (4 anos) – ouvir músicas com as colunas novas. O Telmo tem um pen; o computador do Telmo estragou-se; não sei se tenho internet. Clarisse (4 anos) – ver e ouvir histórias. Eu uso a internet para enviar trabalhos; eu gosto de fazer bolos, cozinhar, fazer jogos … Alexandre (5 anos) – fazer desenhos e pintar; na minha casa não tenho internet, mas jogo jogos de pistolas. Neste mês tivemos oportunidade de comunicar com outros jardins de infância via email. As crianças realizaram alguns trabalhos para enviarem aos seus colegas. Partilhámos esta atividade com algumas pessoas mais próximas, também no Jornal do Agrupamento O Plátano fica, desta forma, registado. Convém referir que foi essencial o empréstimo da internet móvel por parte da D. Ana e a comparticipação da junta de freguesia de Castedo, que se disponibilizou a pagar o respetivo consumo. Jardim-de-infância de Castedo

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PEDDY PAPER A DESCOBERTA DE ALIJÓ Os alunos do 8º ano de escolaridade realizaram um Peddy Paper na vila de Alijó, entre os dias 12 e 16 de abril. Esta atividade tinha como finalidade conhecer o património cultural edificado da vila, sensibilizar os alunos para a importância da toponímia como recurso de estudo da História, identificar características do desenvolvimento urbanístico de Alijó, desenvolver o espírito de observação bem como o espírito de investigação, recolher dados e documentos, promover a posterior análise, crítica, etc.. Desta forma, promoveu-se o relacionamento da escola com o meio e incentivou-se nos alunos o gosto pela arte e pela preservação do património e da memória coletiva. Esta atividade proporcionou, de igual modo, momentos de convívio inesquecíveis entre docentes e discentes. Professora Gorete Félix

Quem foi o Barão Forrester? Quais os estilos artísticos que encontramos em Alijó? Que movimento teve o nome “Missão de Alijó”? Que vestígios históricos existem na nossa vila? Foi com o intuito de responder a estas perguntas que a professora Gorete Félix nos levou a fazer o Peddy Paper “À descoberta de Alijó”. Este foi o nome atribuído ao tão divertido jogo que nos fez andar pelas ruas da nossa vila à caça de respostas aos desafios, já antes preparados pela professora. Foi uma aula fora de vulgar, divertida mas, sobretudo ajudou-nos a descobrir uma parte de Alijó “desconhecida” até então e a refletir acerca da sua beleza e riqueza histórica. Margarida Gonçalves, 8º D

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TU POESIAS

Erros do passado

Sol de Esperança De manhã ao acordar sinto os raios de esperança. Vejo o sol a fecundar os meus sonhos de criança. Nesta janela encantada a luz nasce de verdade. Vejo uma paisagem pintada com as cores da felicidade. Guardo o sol no coração para depois brincar no jardim. Seguro-o na palma da mão é muito importante para mim. Ilumina a terra inteira numa mensagem escondida. Este sol faz crescer a roseira e aquece a minha vida! Rui Jorge Soares Rodrigues do 3º G, Alijó A pá de madeira Quando vou até à praia Levo uma pá de madeira Para brincar na areia. Uma onda vai, outra vem … Nas taças a transbordar. São taças cheias De mar! Quantos buracos vazios Como taças eu não faço! Uma onda vai, outra vem… E nem uma gota mais Nas taças a transbordar. São taças cheias de mar! Ou pela areia se some Ou se evapora no ar.

Erros do passado Não volto a cometer As pessoas que Amava fui perder. O que sinto no meu coração É verdade, não uma visão. O amor que guardo cá dentro Não é falsidade, é um sentimento. Sinto o calor da felicidade Mas não o consigo alcançar Não estás a meu lado Para te poder amar. Vejo o amor desvanecer Sem nada poder fazer Pois, acordo todos os dias Sem o conseguir fortalecer. Felicidade talvez volte a ter Se teu amor por mim Viesse a renascer Mesmo sendo engano meu Meu coração será sempre teu. Sara Rodrigues Borges, 9ºB

Flores Papoila, túlipa, malmequer, Jarros, margaridas, lírio, Cravo, camélia, cravelina. Ó música dos meus sentidos, Pura delícia da língua! Deixai-me agora falar, Da flor que me apaixona. Pelo cheiro, pela cor, Pelo aroma das sílabas: Begónia, begónia! Mariana Branco e Débora, 8ºA, Pinhão

Rui, Joaquim, Jorge, 8ºA, Pinhão O Jogo Abro caixa da primavera.Tiro sol, o céu limpo, os bancos no jardim onde vou descansar de tanto calor e para onde voltaram todos os pássaros. Desenrolo à minha frente as flores e as árvores floridas. Ando à volta delas, para desentorpecer as pernas. Sacudo os casacos daquele frio que passou e as folhas verdes que se me colaram nos cabelos. Depois volto a lançar os dados e avanço até ao VERÃO! Reescrita do poema “Jogo”, de Nuno Júdice Beatriz Santas Noites e Nelson Nunes 7ºA, Pinhão

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AULA VIVA A Paisagem Vi Vi um gato lindo Lindo como o sol Sol quente e colossal Colossal como um prédio. Vi uma sereia pequena Pequena como uma flor Flor bela e perfumada Perfumada como a minha mãe. Vi um filme interessante Interessante como um jogo Jogo de aventura divertido Divertido como as brincadeiras . Vi o mar a sorrir Sorrir com grande satisfação Satisfação desmedida medida como a alegria do meu coração.

Belos e grandes estes montes fazem uma paisagem magnífica E revelam vários horizontes nesta imagem que fica. Lá no topo bem alto fica o céu azul que me está no pensamento Em e faz ficar cool. Este rio belo e azul que não para de correr em direção à nascente que o faz crescer. E é neste local maravilhoso onde vivo desde petiz à beira deste rio majestoso que me sinto feliz. Leonardo Ribeiro, 7ºA, Pinhão

Vi uma gaivota a chorar Chorar como uma criança Criança triste e sozinha Sozinha como a solidão. Vi um peixe a caminhar Caminhar como um sonâmbulo Sonâmbulo perdido no sonho Sonho como é a minha vida. Vi um bebé a enfeitar-se Enfeitar-se como a lua Lua vaidosa e graciosa Graciosa como a luz. Ana Melo, turma B, Pinhão, 4º ano

O tempo O sol abria Abria lindas flores Flores belas e fantásticas Fantásticas as crianças em seu redor. Em seu redor, a chuva caía Caía da árvore a folha Folha morta e seca sobre a terra Terra fértil e húmida. Húmida? Não! Forças uniram todos Todos derrotaram o temporal Temporal frio e sombrio Sombrio iluminado ficou.

Gosto de ti! O teu nariz, tua boca, teus olhos, Teus cabelos, teu pescoço querido. Gosto de ti, gosto de ti! Mas não consigo, em concreto, Ser tu… Sabes, gostava imenso de… Mas isso não pode ser. Teus olhos tão cheios de luz! Ai, sim, gosto de ti! Gostava de dizê-lo por completo. Onde? No teu ouvido escondido Na gola da tua roupa. Acho-te tão meiga e ligeira: A luz envolve-te, A gente é, Simplesmente, Aquilo que é. Gosto tanto e tanto de ti! Márcio e Pedro Duarte, 8ºA, Pinhão.

Clara Loureiro, turma B, Pinhão, 4º ano

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AULA VIVA

A ILUSTRAÇÃO TRABALHOS DOS ALUNOS DE TDG - DISCIPLINA DE DESIGN GRÁFICO Mais uma vez o Curso de Técnico de Design Gráfico, assumindo um papel de particular iniciativa e intervenção no Jornal da escola, até pela via da conceção do grafismo e paginação, vem desta feita, revelar alguns dos trabalhos executados pelos seus alunos no âmbito da Unidade “Ilustração”, não fosse também ela uma das componentes de maior realce numa criação editorial. Uma ilustração é uma imagem pictórica utilizada para acompanhar, explicar, interpretar, acrescentar informação, sintetizar ou até simplesmente decorar um texto. Embora o termo seja usado frequentemente para se referir a desenhos, pinturas ou colagens, uma fotografia também é uma ilustração. Além disso, a ilustração é um dos elementos mais importantes do design gráfico. São comuns em jornais, revistas e livros, especialmente na literatura infanto-juvenil (assumindo, muitas vezes, um papel mais importante do que o texto), sendo também utilizadas na publicidade e na propaganda. Mas existem também ilustrações independentes de texto, onde a própria ilustração é a informação principal. Um exemplo disto seria um livro sem texto, não incomum em quadrinhos ou

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livros infantis. A ilustração editorial tem origens na iluminura, utilizada largamente na Idade Média nos manuscritos, mas atualmente difere desta por se servir de meios mecânicos (e mais recentemente de meios fotomecânicos e digitais) para a sua reprodução. Portanto, a sua evolução e história está intimamente ligada à imprensa e à gravura. A ilustração possui uma tradição antiga que remonta às primeiras formas pictóricas, continuando pela Revolução Industrial até a nossa era digital. Atualmente essa tradição tem sido especialmente importante para as histórias em quadrinhos e para a animação. Em princípio, o que distingue a ilustração das histórias em quadrinhos é não descrever, necessariamente, uma narrativa sequencial, mas sintetizar ou caracterizar conceitos, situações, ações ou, até mesmo, determinadas pessoas como é o caso da caricatura. Estes e outros exemplos supracitados, encontram-se bem ilustrados nos trabalhos executados pelos alunos de TDG, dos quais aqui ficam algumas imagens reproduzidas. Professor Nuno Canelas


AULA VIVA

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FORA DA SALA

SEMANA DA LEITURA PINHÃO Frederico, o poeta Frederico era diferente Dos seus quatro irmãos! Os seus irmãos Trabalhavam como toda a gente. Eles apanhavam Milho, trigo, palha e nozes. Mal eles sonhavam Que Frederico ouvia vozes Interiores. Essas vozes Diziam-lhe que ele era poeta. Eram vozes de profeta Que o ensinavam a escrever poesia. Frederico sentia Que os dias de inverno Para ele eram um inferno. Então resolveu recolher Raios de sol. Está-se mesmo a ver Que o sol Servia para tornar Os dias frios e escuros de inverno Em sonhos para ele amar E dar luz a todos Para conhecerem o que é belo e moderno.

Os modos Na alma dos seus irmãos Eram agrestes, Pois eles só conheciam Trabalhos campestres. Frederico transformava Assim os dias cinzentos Em dias de luz e muita cor. Frederico tinha bom coração E queria acabar com os lamentos E dar muito amor A todos os humanos da sua condição. Frederico juntava Com muito jeito as palavras. Ele cantava, ele gritava Com muita vontade Para soltar as amarras Que oprimiam as almas. Ele desejava ver a liberdade A arder em chamas Nas almas das pessoas. Ele queria que só houvesse verdade Para que todas as almas fossem boas. Os irmãos de Frederico achavam Estranho o seu comportamento. Frederico sabia o que pensavam E revelou-lhes então o seu encanto. Cantou-lhes este poema E ficaram a saber que era poeta. Desvendou assim o problema E os seus irmãos acharam que era profeta. A partir de então Frederico com a sua poesia Aquecia-lhes o coração E espargia neles uma luz que luzia Resplandecente, pois agora a vida era alegria. Luís Lameiras, Encarregado de Educação da aluna Lara, 1º ano

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FORA DA SALA

ESCOLA EM MOVIMENTO CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO Serviço de Cozinha e Empregado de Mesa No dia 15 de Março, em virtude da comemoração do dia da Escola em Movimento, decorreu uma atividade dos cursos de Serviço de Cozinha e de Empregado de Mesa. Esta atividade consistiu na confeção de doces e cocktails, que foram servidos a toda a comunidade escolar com o intuito de dar a conhecer algumas das aprendizagens realizadas pelos alunos nos cursos referidos ao longo do ano letivo. A organização ficou a cargo dos Formadores dos Cursos de Educação e Formação e da Coordenadora das Novas Oportunidades. A avaliação foi positiva, porque sendo estes cursos de carater prático, é importante que se faça divulgar o resultado das aprendizagens e obter um feedback positivo desse trabalho. Em jeito de agradecimento, gostaria de salientar a colaboração e empenho dos Formadores destes Cursos, sem esquecer a atitude e a disponibilidade da Diretora Margarida Cascarejo no incentivo à criação dos respetivos cursos e na dinâmica implementada na consecução dos mesmos. Ana Sofia Leonardo Ventura, Coordenadora das Novas Oportunidades

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Informática No dia 15 de Março de 2013, realizou-se o dia da Escola em Movimento onde o grupo de informática participou. Os objetivos foram plenamente alcançados. Este dia foi proveitoso na medida em que os alunos tiveram contacto com as salas de informática e os alunos dos Cursos Profissionais deram o seu apoio. As salas eram duas, a sala de jogos em rede e a sala de materiais e exposição de trabalhos e equipamento. Nas salas estiveram os docentes Ana Sofia Leonardo, Miguel Gonçalves, Ana Romão e Carminda Veiga. A avaliação deste dia foi considerada excelente uma vez que, os alunos se mostraram empenhados, interessados e participativos, destacando-se o seu bom comportamento. Ana Sofia Leonardo Ventura, Representante do Grupo de Informática

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FORA DA SALA


FORA DA SALA

ESCRITOR PEDRO SEROMENHO ESCOLA EB1 DE SANFINS DO DOURO

No dia seis de março, esteve na nossa escola o escritor Pedro Seromenho. Este escritor veio apresentar-se como autor de livros infantis e contou-nos duas das suas histórias. Para apresentar a história “O Palhaço Avaria”, o autor fez no placar um desenho muito interessante. Fê-lo de forma rápida e quase sem levantar o marcador do papel. Também contou a história “A grande fábrica das palavras” que ele próprio traduziu do original de Agnés de Lestrade. De seguida, nós oferecemos ao escritor e a outras pessoas convidadas algumas prendas que tínhamos feito: marcadores de livros, livro de poe-

sia, ovos de Páscoa, flores e uma caixa de vinho do Porto. Gostaram muito dos presentes, em particular o escritor ficou muito comovido. A turma B ofereceu-lhe uma maqueta, ilustrando o pandemónio que seria se os animais conduzissem. O encontro terminou com uma sessão de autógrafos. Nela, o autor escreveu uma pequena saudação em todos os livros, desenhando, igualmente uma figurinha alusiva em cada um. Foi uma manhã muito interessante e diferente de que todos gostámos muito. Ana, 3º ano, turma B

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FORA DA SALA

SEMANA DA LEITURA 1º CICLO - ALIJÓ A Semana da Leitura lançada pelo PNL, foi adoptada como uma prática da BE desde o ano letivo passado, sendo integrada no PAA. A 7ª edição nacional da Semana da Leitura teve como temática central o MAR, enquadrando-se nessa semana o concurso « Ler o Mar». Desde o dia 11 de março a 15 de março foram realizadas múltiplas atividades festivas que promoveram a leitura, o encontro com os livros e consequentemente a importância das Bibliotecas Escolares. Em síntese, a Semana da Leitura incluiu inúmeras atividades: Roda dos Contos; Lês tu, leio eu; apresentações em Rap de histórias ouvidas; uma ação de sensibilização sobre a prevenção dos maus tratos na infância, uma dramatização do conto “O

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pescador e a sua mulher”, entre outras... Porém nesta edição destacamos duas atividades. Para a atividade “À Conversa com…José Braga-Amaral”, trouxemos um escritor muito conceituado à nossa escola, que explicou a sua ligação com a escrita, apresentou o seu novo livro infantil “ Os Segredos de Constança”, levou os alunos aos seus segredos pessoais, respondeu a algumas perguntas, seguindo-se uma sessão de autógrafos. Uma vez que os alunos começam a ter uma ligação muito forte com os livros, estes encontros proporcionam a descoberta do mundo da leitura, um mundo totalmente novo e fascinante. Os alunos realizaram vários trabalhos para oferecerem ao escritor, entre eles lindas poesias. Registamos o exemplo de um poema:

Os segredos de Constança No Reino da Terra Nova Constança vivia a brincar Bonita como o sol Passava o tempo a sonhar. No Reino da Terra Nova Constança vai entrar Com um ramo de flores A dançar e a cantar. A dançar e a cantar A Constança vai entrar Para o Reino da Terra Nova A sonhar e a brincar. No Reino da Terra Nova Constança vai entrar Com trancinhas e saia Com o cabelo ao luar.

Inês Vilela, Turma H


FORA DA SALA

A segunda atividade que destacamos designamos por “ Do trapo se faz papel”. A Biblioteca Escolar da E.B.1/JI de Alijó no âmbito da Área de projecto “ Educação Ambiental” integrou na semana da leitura uma ação de sensibilização sobre a reciclagem de papel – “ Do trapo se faz papel”. Assim, a Dr.ª Sofia, proprietária da empresa Papel D’Ouro, sensibilizou os alunos para a educação ambiental, explicando todo o processo de fabrico de papel, através de desperdícios de indústria têxtil, sem qualquer tipo de aditivo químico. O trapo é triturado e transformado em pasta de papel, criando especificamente para a Semana da Leitura várias folhas de papel com o tema “ Ler o Mar”, nas quais, os alunos participaram ativamente na elaboração das folhas recicladas. Esta iniciativa dá continuidade ao trabalho iniciado no 1º período com a vinda do escritor Pe-

dro Seromenho à Biblioteca Escolar, para apresentar a sua coleção “ Reciclomania”. As quatro histórias do autor foram trabalhadas e realizados imensos trabalhos de caráter multidisciplinar. Todas estas acções, além de sensibilizarem os alunos para a temática da reciclagem, contribuíram para o desenvolvimento progressivo do gosto da leitura e da escrita. Assim, os alunos do 4º ano foram desafiados a escrever uma história, aliando a coleção da Reciclomania ao processo da formação do papel reciclado e à formação de um trabalho final. Além do apoio ativo da Empresa Papel D’Ouro foi de especial importância a ajuda da professora Luzia no desenvolvimento da história para o concurso “ Ler o Mar”, integrado na semana da leitura nacional. Cristina Sabrosa de Castro, Responsável da Biblioteca Escolar

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DISCURSO DIRETO

BEBER DE DUAS CULTURAS ÁFRICA

Olá, eu sou a professora Teresa … Nasci em Angola na cidade de Santa Comba, capital do município da Cela, província do Kuanza Sul. Em 1975, depois do 25 de Abril, a cidade de Santa Comba passou a chamar-se Waku Kungo, em homenagem à montanha “ Wako” adjacente à cidade e ao soba grande da região de nome “Kungo”. Estudei na Escola Industrial e Comercial Narciso do Espírito Santo (Santa Comba), onde lecionei a disciplina de Trabalhos Manuais no ano letivo de 1974/1975. Vivi numa zona com bastantes recursos naturais, tendo o Estado Português, então potência colonizadora, reservado parte desta região para a fixação de famílias portuguesas, isto em 1952,

ano em que os meus pais e avós maternos se fixaram no município da Cela. A independência de Angola levou ao regresso de milhares de cidadãos. Na maior parte dos casos, o regresso deu-se de uma forma muito precipitada, com abandono dos haveres, devido às incertezas quanto ao futuro político do novo país. Confesso que me custou muito a adaptação em Portugal, pois as pessoas e a sua maneira de pensar eram muito diferentes e também me custou muito habituar-me ao frio. Hoje recordo com saudade a terra onde nasci, com as suas cores e os seus cheiros, a sua beleza, a sua imensidão e as suas gentes…

Nasci no ano de 1963 em Lourenço Marques, capital de Moçambique, que era uma das províncias ultramarinas de Portugal continental. Na época Lourenço Marques era uma cidade imponente. Estava dividida em três zonas distintas, a zona dos ricos que era uma área de vivendas onde só vivia quem tinha dinheiro e posição social. Depois entrávamos numa cidade de prédios já muito altos para a época, onde viviam os coloniais, e por fim, os bairros mais rústicos onde moravam os nativos da terra. Tive uma infância maravilhosa porque o clima era óptimo e tínhamos praias deslumbrantes. Como não havia televisão, as pessoas divertiam-se com desportos como o basquetebol, hóquei em patins, natação e, claro, futebol. Havia uma grande rivalidade entre bairros e por

isso todos os fins-de-semana havia muito por onde escolher. Após o 25 de Abril de 1974, tive de vir para Portugal, terra dos meus pais, devido a terem entregue Moçambique aos nativos. Uma grande mudança de vida para uma miúda de 13 anos. Saí de um país encantador para vir para uma pequena terra desconhecida, cheia de problemas, onde parecia que havia uma guerra civil, a comida era diferente, o clima nem se fala e os cheiros não tinham comparação. Ao fim desses anos todos, ainda não me habituei a este modo de vida, ainda tenho saudades daquele país de terra vermelha onde os cheiros mudam com a paisagem e a luz.

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Professora Teresa Gomes

Maria Manuela Santos Sabrosa, Assistente Operacional


DISCURSO DIRETO

Que me ocorre dizer de Angola? Saudades imensas, nostalgia absoluta quando me lembro daquele país do continente africano, onde passei a minha meninice e parte da adolescência. Luanda onde vivi três anos, no bairro da Maianga, clima quente e húmido, contudo muito seco que me acordava durante a noite para tomar um duche refrescante. Que dizer da paradisíaca ilha de Luanda? Mar de água quente, paisagem deslumbrante onde passava os meus dias de praia depois de apanhar o machimbombo na Mutamba. Também tive uma ligeira passagem por Carmona, distrito do Uíge, sita a norte de Angola. Finalmente a família assentou arraiais na cidade de Silva Porto, distrito do kuito, onde permaneci desde a 4ª classe até ao 10º ano, donde tenho mais recordações, pois aí criei as minhas amizades. Nesse sítio não interessava a cor da pele, brancos, pretos, cabritos ou mula-

tos eramos todos iguais, ao contrário do que se tentou fazer passar, a cultura das pessoas estava muito à frente. O clima nesta região é temperado e tropical e que saudades tenho de andar a brincar na rua de calções e descalço, desabar sobre nós uma torrente de água proveniente de trovoada e passado uns minutos abrir o sol abrasador e secar a roupa do corpo num instante. Percorrer as estradas cujo horizonte nunca se perde, em que o distante era já ao lado, ficando maravilhado com as queimadas, método de limpar as terras do capim, e que se estendiam ao longo de quilómetros da savana africana. Quando fomos obrigados a regressar à terrinha transmontana, que contraste, que difícil foi a adaptação. Para concluir, só posso dizer que quem esteve em África continua sempre a viver África, corre no sangue das veias e eu ainda quero voltar lá, não sei quando mas quero!!! Professor Ribeiro

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CONHECER OS NOSSOS PROFESSORES

O meu nome é Isabel Moreira, uma vila-florense cheia de orgulho da sua terra. Vila Flor é uma vila transmontana, vizinha do concelho de Alijó. Sou licenciada em Geografia e Planeamento Regional, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e leciono a disciplina de Geografia há 18 anos. Estou nesta escola há 8 anos. Presentemente, dou aulas de Geografia A às turmas do 10ºe 11º, Geografia C ao 12º e Geografia ao CPTT 1º ano e CPTT 3º ano. Desde os meus tempos de estudante que sou incorrigivelmente apaixonada pela Geografia, por isso, não restaram muitas dúvidas na hora de escolher um rumo para o futuro. A bússola não hesitou em apontar para a Geografia. A Geografia é uma ciência vastíssima que abarca uma panóplia de temas, interage com múltiplas outras ciências, delas depende, e por sua vez, estas dependem dela também. Pode dizer-se que estuda, literalmente, da crusta terrestre à atmosfera, e é essa diversidade, quase disparidade, que é verdadeiramente cativante. Além disso, está presente em vários aspetos da vida quotidiana, da previsão meteorológica do telejornal, à organização das cidades, das redes de transportes… assim, a Geografia é imprescindível na educação e formação escolar. O seu estudo traz uma leitura do mundo onde vivemos, o palco onde o Homem atua. Porém, confesso que gosto particularmente de Geografia Física (vertente voltada para a análise dos elementos naturais do espaço terrestre), uma vez que se trata de uma área de extrema importância para o entendimento da evolução do nosso planeta e sua situação nos dias atuais. Um exemplo disso

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é o aumento dos problemas provocados pelas mudanças climáticas. A Geografia é uma área muito dinâmica e evolutiva, que exige que os profissionais se mantenham constantemente atualizados e fazendo minhas as palavras de Janoí Mamedes “O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender”, por conseguinte, tento estar sempre a par dos novos estudos estatísticos e geográficos, embora nem sempre seja fácil, dada a velocidade a que viaja o conhecimento. Enquanto docente, deparo-me com os desafios comuns a todos os professores. A Geografia tem, no entanto, a benesse de cativar a maioria dos alunos pelos seus temas atuais e práticos. Não vou negar que fico apreensiva na época dos exames, sobretudo, porque está muito em jogo, especialmente, o futuro dos alunos. Só para terminar, permito-me acrescentar que optar por Geografia será sempre um dos melhores caminhos para se chegar ao sítio desejado. A Geografia movimenta-se, distribui-se e comunica… no espaço. Eu gosto e recomendo vivamente! Quero conhecer outras terras, Quero amanhecer outras manhãs. Quero outras serras, outros contornos, Quero, quem sabe, um outro mar. Quero, entre outras coisas, voltar a ser criança. Quero conhecer o mundo novamente. Quero ter a inocente esperança, Quero viver mais intensamente… Gonçalves Dias, Meus Poemas - Geografia (Excerto) Professora Isabel Moreira

Lecionamos a disciplina de Física e Química há 15 e 13 anos respetivamente e vivemos ambas em Alijó. A nossa disciplina é muito abrangente, vai desde o 7º ano até ao 12º ano de escolaridade. É uma disciplina que permite explicar os vários fenómenos que estão presentes no nosso dia-a-dia, como por exemplo a formação do arco-íris ou por que há alimentos que se cozinham mais rapidamente do que outros. Devido a este facto e ao caráter bastante prático da disciplina, esta despertou o nosso interesse. Ao longo da nossa prática pro-

fissional, verificámos que os alunos apresentam interesse e motivação pela parte experimental da disciplina. No entanto, quando têm de aplicar alguns conceitos adquiridos revelam algumas dificuldades. Pois para além de terem de aplicar os conceitos físicos ou químicos têm de recorrer, muitas vezes, à aplicação de conceitos matemáticos onde revelam, maioritariamente, grandes dificuldades, o que se reflete quer na avaliação interna quer nos resultados dos exames. Professoras Idalina Venâncio e Olga Melo


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O meu nome é António José Pinto Beça, natural de Sanfins do Douro. Sou professor de Português, embora tivesse lecionado Latim "in illo tempora", dado que a minha área de estudos é Humanidades. Fui muito novito para o Seminário da Congregação do Espírito Santo em Godim-Régua onde fiz o 2ºano do ciclo preparatório (equivalente ao 6º ano atual). Passei para o seminário do Fraião-Braga onde

A minha paixão pela História nasceu nos primeiros anos da escola. E acentuou-se no sétimo ano de escolaridade em contacto com a matéria de História Universal, ensinada por uma professora dinâmica, entusiasmada e uma brilhante comunicadora capaz de nos fazer voltar no tempo. E com ela aprendi a aprender. A leitura é absolutamente fundamental para a Educação em qualquer idade. É uma maneira eficiente de se “entrar no tempo” e conhecer a história cultural de um grupo, povo ou país. A pesquisa é um excelente instrumento de melhoria das condições de aprendizagem, pois ela promove a inteligência do aluno. Propor um tema ou uma questão-problema e levar o aluno a, sozinho, buscar respostas e propor soluções é fundamental para que ele desenvolva as suas competências. A História tem um compromisso com a responsabilidade, a exigência ética e a vontade de verdade na

conclui o 5º ano do liceu (equivalente ao 9ºano). Foi nesta cidade que assisti ao vinte cinco de Abril de 1974. De Braga fui para Barcelos onde concluí o liceu, 7º ano ( atual 11º ano). Nesse ano - finais do anos setenta- a minha mãe faleceu e eu saí do seminário. A vida deu uma reviravolta, como imaginam... Dada a minha formação Humanística, vivida durante o seminário, inscrevi-me na Universidade Católica Portuguesa - Faculdade de Filosofia de Braga - onde fiz exame de admissão e fui admitido. Licenciei-me em Filosofia e em Humanidades. Daí o gosto pela história da língua e literaturas clássicas. A caminho dos vinte sete anos de docência, lecionei Língua Portuguesa no 3º ciclo, Português e Latim no secundário, no tempo em que existia a área de humanidades. O ensinar requer uma vocação e durante a minha atividade discente descobri que a minha vocação seria a docência e não missionar com os Espiritanos. Tive alunos espetaculares, alguns já médicos, engenheiros e professores. Ultimamente o ensino deu uma grande volta com a implementação dos cursos profissionais e cefes nas escolas secundárias. A massificação do ensino trouxe algo de bom e de menos bom, como tudo na vida, mas com esforço e dedicação os problemas certamente serão bem solucionados. Melhores dias virão... Professor António Beça transmissão dos conhecimentos. Junto a essa “exigência de verdade”, os valores do humanismo e a busca de um sentido para a coletividade sinalizam a presença dos historiadores na cena intelectual. Não há identidade nacional sem memória histórica e como dizia Cícero “Aquele que desconhece a História toda a vida será criança”. A História ajuda-nos a compreender melhor o que muda e o que permanece e prepara-nos para enfrentar melhor os desafios que a sociedade nos coloca. A História está presente na literatura e inspira filmes e séries de televisão. A História é testemunha do passado, exemplo do presente e advertência do futuro. É fundamental que o ensino nos incentive a refletir. Factos, cronologia, nomes serão até certo ponto importantes no nosso estudo, porém, deve-se trabalhar a História Nova que nos dá condições de entender as estruturas económicas, sociais, políticas, religiosas, ideológicas e jurídicas da sociedade em que vivemos. A História é uma ciência que estuda a vida do homem através do tempo. Ela investiga o que os homens fizeram, pensaram e sentiram enquanto seres sociais. Nesse sentido, o conhecimento histórico ajuda na compreensão do homem enquanto ser que constrói o seu tempo. A História é feita por homens, mulheres, ricos e pobres; por governantes e governados, por dominantes e dominados, pela guerra e pela paz, por intelectuais e principalmente pelas pessoas comuns, desde os tempos mais remotos. A História está presente no quotidiano e serve de alerta à condição humana de agente transformador do mundo. Ao estudar a História deparamo-nos com o que os homens foram e fizeram, e isso ajuda-nos a compreender o que podemos ser e fazer. Assim, a História é a ciência do passado e do presente, mas o estudo do passado e a compreensão do presente não acontecem de uma forma perfeita, pois não temos o poder de voltar ao passado e ele não se repete. Por isso, o passado tem que ser “recriado”, levando em consideração as mudanças ocorridas no tempo. As informações recolhidas no passado não servirão ao presente se não forem recriadas, questionadas, compreendidas e interpretadas. A História não se resume à simples repetição dos conhecimentos acumulados. Ela deve servir como instrumento de consciencialização dos homens para a tarefa de construir um mundo melhor e uma sociedade mais justa. Seguir História não se limita simplesmente ao ensino pois o historiador pode estar presente em vários outros espaços: nos meios de comunicação, nos museus, nos arquivos, produzindo conteúdos para as redes de Internet e trabalhando com Turismo Cultural. Professora Ana Alonso

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DISCURSO DIRETO

CONVERSA COM... CATARINA SEQUEIRA

CONCURSO UMA AVENTURA- LITERÁRIA 2013 A aluna Catarina Isabel Rodrigues Sequeira, do 7º ano da Escola do Pinhão, venceu o 3º prémio ex-aequo (3º Ciclo- modalidade Texto Original), no Concurso Uma Aventura …Literária 2013. Dos mais de 10 125 trabalhos individuais e de grupo, de mais de quatrocentas escolas do ensino básico e secundário de todo o país, o texto escrito por esta aluna, do nosso agrupamento de escolas, foi um dos que encantou o júri. O prémio consiste na publicação do trabalho da aluna premiada num dos livros da coleção Uma Aventura e num brinde extra, um cheque –livro. O Plátano: Olá Catarina. O que significa para ti vencer este prémio? Catarina Sequeira : Significa ter algum valor a nível nacional e ter orgulho em mim. Gostei muito de receber essa notícia. O Pl. - Diz-nos, lá no fundo, já estavas à espera de receber este prémio? C. S. - Não, nunca pensei nisso. Concorri porque a minha professora de Português, Ivete Batista, insistiu para os alunos da turma participarem e ainda bem que o fez… O Pl. - Costumas escrever com regularidade? Escreves que género de textos, prosa, poesia, …? C. S. - Não escrevo muitas vezes, só de vez em quando. Quando escrevo, opto quase sempre por textos em prosa sobre o amor, a felicidade, a adolescência, a amizade… O Pl.- Tiveste alguma inspiração especial para escreveres o teu texto vencedor? C. S. : Inspirei-me noutros textos que já tinha lido e fui formando as minhas próprias ideias. O amor é um tema importante para os jovens da minha idade. O Pl. - Para além da escrita, tens o hábito de ler? Quais são as tuas preferências? C. S. – Sim, leio e a minha preferência é a aventura. O Pl. - Vais a Lisboa receber o teu prémio? C. S. - Gostaria muito de ir. Se fosse, gostava de levar a minha turma e a minha professora de português. Era diferente ir lá pessoalmente receber o prémio. Teria mais valor do que recebê-lo em casa. Ainda por cima teria a oportunidade de ir a Lisboa (cidade que não conheço) e de conhecer as escritoras Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães. O Pl. - Muitos parabéns Catarina, estamos todos orgulhosos de ti. Obrigada pela tua participação nesta edição d’ O Plátano. I. B. e P.F

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DISCURSO DIRETO

CONVERSA COM... PROFESSOR JOAQUIM BARROS Joaquim de Barros é professor do 1º ciclo vai para 34 anos de serviço, na escola EB1 de Alijó. É natural de Favaios, tem 58 anos de idade e atualmente ocupa a cota do 1º ciclo no Conselho Geral . É ainda Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Favaios e Presidente do Conselho Fiscal da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Região de Bragança e Alto Douro. Nesta edição conversámos com Joaquim de Barros, professor com uma vida recheada de cargos e ocupações aliciantes.

O Plátano - Bom dia, Sr. Professor, gostaríamos de saber o que o levou a entregar-se a esta profissão tão difícil que é ser professor do 1º ciclo. Joaquim Barros – Com 20 anos de idade, no 25 de abril de 1974, as opções tornaram-se muito difíceis, mesmo frequentando o ( antigo) 6º ano na escola Camilo Castelo Branco em Vila Real. O que parecia uma rotina transformou-se rapidamente numa preocupação. Em 1975 a confusão era enorme e a minha opção foi tentar entrar para a escola do Magistério Primário de Vila Real e ser professor primário, para salvaguardar o meu futuro. O PL. - Ressente muitas diferenças entre ser professor hoje e na época em que começou a sua carreira profissional? Quais essencialmente? J. B.- Experimento bastantes diferenças. Se comparar a minha primeira turma, no lugar do Barreiro, freguesia de Louredo concelho de Santa Marta de Penaguião, com 26 alunos e os 4 anos de escolaridade é o exemplo das diferenças. Mas não ficavam por aí, pois a sala de aula não tinha luz, tinha por baixo a loja do macho o qual, nos dias agrestes de inverno, não saía. Imaginem! Também, por volta das 10:30h era colocada a panela ao lume para aquecer o leite a ser distribuído pelos alunos. A nível de documentos de suporte, estes eram simplificados. Havia uma grande confiança no professor e todos os conselhos que este dava, eram absorvidos e respeitados pelos alunos e comunidade. O PL. - O que é mais difícil no dia-a-dia de

um professor do 1º ciclo? J. B. – Nos dias de hoje, o que mais me penaliza e entristece é a panóplia de documentos que tenho de elaborar, sem quaisquer contributos para o aproveitamento escolar. O PL. - Se não tivesse sido professor qual teria sido o seu segundo caminho? J. B. – A minha paixão era ser professor de Matemática. Por isso o não querer ir para o Magistério Primário em 1973 e enveredar pelo ensino secundário para ir para engenharia e ser professor de matemática. O PL. - Também é Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Favaios desde 2003. De que forma este cargo preenche a vida do Sr. Professor? J. B. - Este feitio de trabalhar para a comunidade começou no verão quente de 1975. Elaborei jornais, entrei em grupos de teatro e entrei para os bombeiros. Saí em 1988 para fundar o Agrupamento 872 de Escuteiros de Favaios, estando ainda ligado ao mesmo como figura de estilo.

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DISCURSO DIRETO davia não poderei dizer que não tenho projetos para o futuro. Gosto de lavoura, gosto de jardinagem e gosto de ser interventivo na sociedade, mesmo que não gostem de mim. Sou pragmático nas minhas ideias e nas minhas ações e nunca abdico de uma boa causa. Nunca desisto dos meus sonhos e nesses sonhos está o bem-estar das pessoas que vivem na nossa região. Jamais baixarei os braços na luta pelos meus ideais. O PL. - O que guarda desta profissão consagrada à formação e educação das nossas crianças?

Em 2003, estando a Associação em situação periclitante, fui abordado para encabeçar uma lista. Assumi e lá estou. É um trabalho diário, pouco reconhecido mas que me realiza pelo bem que os bombeiros voluntários concretizam diariamente. O. PL. - Tem alguma história marcante ligada a esta Associação que nos queira contar? J. B. - A história mais marcante do que a construção de um Quartel de Bombeiros no valor de 900 000,00€ com 20 000,00€ em caixa?... É uma história que começou em 2004 e nunca mais parou até ao dia 17 de fevereiro de 2013, com a sua inauguração. Uma história que não é possível relatar aqui, pois 10 anos de luta mostram bem a complexidade desta história. O PL. - Ser recentemente o professor que ocupa a cota do 1º ciclo no Conselho Geral o que o faz sentir? J. B. - Sinto-me muito honrado com a ocupação do cargo e espero cumprir com o meu dever, de modo a não desiludir quem confiou em mim.

O PL. - Tendo já tantos anos de trabalho, proximamente gozará da aposentação merecida. O que fará depois desta etapa final da sua carreira? J. B. - Se o meu desejo se concretizar, será este o último ano que lecionarei o 1º ciclo. O futuro a Deus pertence, como dizia a minha mãe. To-

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J. B. – Sou feliz. Posso ter mil problemas na minha vida pessoal, mas mal entro na sala de aula, todos eles desaparecem. Tenho uma imensa dor, por não conseguir que todos os alunos tivessem sucesso. Tenho a sensação do dever cumprido, mas sinto que poderia ter feito mais. Peço desculpa aos colegas pelo meu feitio rebelde, mas o meu ego não aceita atitudes ou comportamentos que colidam com a nossa nobre e maravilhosa profissão que é ser professor. As crianças merecem que nos ultrapassemos a nós mesmos. Podemos queixar-nos das burocracias mas terá de haver sempre a prioridade principal que é dar oportunidades iguais a todos os alunos, para que cresçam em graça e idade como protagonizava Baden Pawell. Felicidades para O Plátano. Obrigado pela oportunidade. O. PL. - Muito obrigada pela disponibilidade do Sr. Professor para participar no jornal do Agrupamento. P.F.


OPINIÃO

EUROPA COMBATE FALTA DE ESPECIALISTAS EM TIC

Em Portugal o setor está em total contraciclo com a economia e mantém-se como o mais dinâmico nas contratações, sendo já muitas as organizações que falam em défice de quadros para as necessidades das empresas. Mas ser licenciado na área das tecnologias de informação não é apenas sinónimo de facilidade de emprego em Portugal. A Comissão Europeia prevê que até 2015 o setor das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) possa gerar 700 mil empregos. A caça aos melhores talentos já está em marcha e os profissionais portugueses são requisitados a uma escala global.” – Capa do Caderno de Emprego de 16 de março de 2013 do semanário Expresso. O destaque apresentado em cima vem demonstrar que a aposta realizada nos cursos profissionais na área das TIC, feita pelo Agrupamento nos últimos 6 anos, foi feita com visão no futuro. O trabalho realizado não foi fácil, mas permitiu a muitos alunos, para os quais o ensino regular não conseguia dar respostas vocacionais, seguir a via do en-

sino profissional, concedendo-lhes certificação profissional e, para alguns por opção própria, o acesso ao ensino superior. É com orgulho que vemos este ano terminarem licenciaturas, alguns dos alunos que passaram pela nossa escola – Parabéns! Certamente que as dificuldades que irão encontrar para abraçar o mercado de trabalho serão minoradas pelas opções que realizaram com ajuda dos pais e professores, ao terminarem o 9º ano. A frequência dos cursos profissionais não é a escolha mais fácil, ao contrário do que muitos, mal informados, possam pensar, mas é com toda a certeza, uma oportunidade de futuro! Nesta altura em que escrevemos, ainda existe muita incerteza face ao futuro destes cursos na escola pública, devido às alterações que o governo pretende realizar, mas não queríamos deixar passar em claro a importância das escolhas que os nossos alunos, os vossos filhos têm pela frente. Considerem as oportunidades que a nossa escola oferece! Professores António Mansilha e Carla Mansilha

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CULTURA

DIZ-ME O QUE LÊS tar porque se querem saber o que se segue deverão apostar na leitura deste livro. Concluindo, insisto que gostei bastante deste livro, especialmente por contar uma história tão bonita e interligar o romance com a ciência, duas vertentes de que eu gosto bastante. A personagem principal da história, sem dúvida que me fez mudar a minha maneira de ver o mundo: pensar melhor nos mistérios da vida e apreciar melhor as pequenas coisas que dela fazem parte e conferem um toque especial à nossa existência. Ângela Teixeira, 9ºC

Recomendo a leitura do livro “A Rapariga das Laranjas” do escritor norueguês Jostein Gaarder, lido por mim no âmbito do Plano Nacional de leitura para a disciplina de Português. Deste escritor, o público reconhecerá o seu grande sucesso “O Mundo de Sofia”, no entanto não deverão deixar passar em branco este novo título da sua obra. Deste modo, posso adiantar-vos que este livro nos conta a história de um rapaz de 15 anos que recebe misteriosamente uma carta do pai, já falecido há muitos anos. Nela, Jan Olav, o pai, conta ao seu filho, Georg Roed, a história de amor que havia existido entre a sua mãe, a enigmática Rapariga das Laranjas e ele. Nesta carta, o pai e o filho travam o diálogo que nunca puderam ter. Veronika, a Rapariga das Laranjas, vai ser alvo da atenção de Jan Olav quando se encontram pela primeira vez num elétrico. É o saco das laranjas que ela transporta que o atrai e que o faz interrogar-se sobre quem será aquela rapariga. Jan Olav, estudante de medicina na altura, sentiu logo uma atração por ela e ao tentar aproximar-se dela, desastradamente faz com que todas as laranjas caiam ao chão. Depois disto a rapariga desaparece e este estudante trava uma luta para que a consiga encontrar de novo. Claro está que a vai encontrar e depois disto muitos mais encontros terão, mas mais não vos posso adian-

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Eu proponho a leitura do livro de Rosamunde Pilcher, “A Casa Vazia” que li durante as férias da Páscoa e que achei muito interessante. Esta autora inglesa nasceu em 1924 na Cornualha e foi encorajada a escrever desde pequena. Tinha 15 anos quando deflagrou a 2ª guerra mundial, facto que marcou tremendamente os seus livros. Soube que Rosamunde Pilcher escreveu ininterruptamente durante todos estes anos para várias revistas e publicou mais de uma dezena de livros da qual o mais famoso é “A Apanhadora de Conchas”. “A Casa Vazia” editado em 1973, cujo título original é “The

Empty House”, conta a história de Virginia Keile que tem o sonho de ter uma segunda oportunidade para amar o homem que conheceu, e totalmente perdera, durante um verão da sua adolescência. A vida ensinou-lhe muito em vinte sete anos. Casou com um solteiro escolhido pela sua mãe, teve um casamento solidário que terminou na morte acidental do marido e quase perdeu os dois filhos para a sua sogra. Agora, numa tentativa de refazer a sua vida, está de regresso à zona de Cornualha e prepara-se para alugar uma casa à beira-mar para os seus filhos e para si própria, e está também pronta para descobrir se, desta vez, é capaz de encher de amor uma Casa Vazia. Um dos momentos mais emocionantes desta narrativa é quando Virginia e Eustance decidem contar o seu amor um pelo outro aos filhos de Virginia. Diogo Ferreira, 9ºB


CULTURA

CULTURA E TRADIÇÕES CIGANAS ESCOLA, VIDA FAMILIAR Para nós, a escola não é muito agradável. Preferíamos ficar em casa a ajudar as nossas mães em vez de vir às aulas. Adoramos, por exemplo, arrumar a casa, fazer as limpezas necessárias, fazer as camas, cozinhar… mas isso também depende de cada uma de nós. Por exemplo, a Dânia não gosta tanto de ajudar a mãe, é mais dorminhoca, a Catarina gosta de ajudar em casa mas sempre com música ou a cantar … No geral, quando chegamos a casa da escola, não fazemos logo os trabalhos de casa. Primeiro fazemos outras tarefas domésticas e só mais tarde, antes de acabar o dia é que estudamos e pensamos na escola. Mas a Catarina gosta de estudar. Quando tem trabalhos de casa ou outros trabalhos importantes para fazer para a escola como, por exemplo, decorar alguma matéria, mal chega a casa tem essa preocupação. Estudamos também um pouco para os testes e quando não temos tempo em casa, aproveitamos os intervalos na escola ou outros tempos livres para o fazermos. Gostamos das nossas turmas. Todos nos damos bem embora, às vezes, haja alguns colegas, muito poucos, que não gostam de se aproximar de nós. Quanto mais novos são, menos compreensivos são também. Os nossos pais ficam contentes por estudarmos e quando temos bons resultados. Por vezes, como a nossa família é grande e temos que nos ajudar, não temos o tempo todo para estudar.

FÉ, BATISMO Nós também temos fé em Deus e somos da Igreja Evangélica. Acreditamos verdadeiramente em Deus. No nosso grupo existem pastores que dedicam a vida à religião. Algumas vezes chamamo-los de outras terras, de Chaves ou do Porto. Temos mesmo dias marcados para o culto. O nosso batismo faz-se no rio. Dois pastores, um de cada lado, oram por nós e perguntam-nos se queremos aceitar verdadeiramente Deus na nossa vida. Os pastores mergulham-nos na água, inclinando-nos para trás e depois deste cerimonial, canta um coro. Nós gostamos muito desta cerimónia. É muito bonita. As canções acompanham-nos sempre. Nós, os ciganos, oramos a Deus e nessas orações pedimos que Ele nos ajude, pedimos pela nossa família, saúde, sorte, amor, etc. Não temos as orações fixas dos cristãos, como o Pai-Nosso ou a Avé Maria. Cada um de nós é que encontra as palavras certas para as orações.

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CULTURA

CASAMENTO Os nossos casamentos são diferentes do resto dos povos. Duram cerca de uma semana. Mas a maioria dos casamentos dura três dias. O casamento é sempre na terra do rapaz. Todos os convidados vão para a terra do rapaz à hora marcada, normalmente ao fim da tarde. No primeiro dia as pessoas juntam-se e festejam comendo e bebendo, comemorando o facto dos noivos se irem casar. No segundo dia, o dia principal, há a tradição de no exterior, num largo da vila, perto da meia-noite os noivos se juntarem e juntos pegarem numa jarra de barro e a atirarem ao chão. Todos querem verificar se a jarra parte pois se ela partir significa que os noivos estão casados, se ela não partir não estão e têm de tentar uma segunda vez. À segunda vez con-

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seguem sempre. A jarra normalmente é oferecida pelos padrinhos dos noivos. Os pais dos noivos é que escolhem os padrinhos do casamento. Os padrinhos são importantes porque são eles que pagam as despesas do casamento. No terceiro dia, todos se juntam outra vez no mesmo largo e dançamos, bebemos, comemos…até a rapaziada solteira bebe um bocadinho, às vezes até bebem um copito a mais e a alegria é imensa. A música que ouvimos é a da nossa cultura e também ouvimos música de baile. O convívio é muito e prolonga-se até muito tarde, estendendo-se pela madrugada dentro. As comidas dos casamentos são sobretudo carne assada, arroz ou massa com frango, acompanhadas com bebidas tais como cerveja, vinho do bom, sumos variados. A sobremesa principal é um bolo gigante de casamento que mandamos fazer numa pastelaria e também há outros bolos mais pequenos de muitos sabores. Quem tem câmaras de vídeo costuma filmar os casamentos e também tiramos fotografias para ficarmos com elas de recordação. Os restantes dias são prolongamentos do dia principal e, por isso, continuamos a festejar. Os convidados tiram fotografias com os noivos e continua-se a festa com muita alegria. A música é importantíssima para o nosso povo. Nos casamentos alguns homens tocam viola, por vezes piano. O pai da Soraia e da Dânia costumam tocar nos casamentos. O pai da Catarina canta. Há várias raparigas que cantam como a Soraia. Gostamos muito da nossa cultura. Catarina Esteves Anjos, 5ºC ; Dânia Sofia Esteves Anjos, 5ºE; Soraia Esteves Anjos, 6ºE


ENTRETENIMENTO

ON PARLE FRANÇAIS LES FÊTES FRANÇAISES

La fête du muguet Si le premier mai est un jour férié en France, c'est officiellement pour fêter le travail. Mais le 1er mai est également le jour du muguet. Fleur de printemps par excellence, sa floraison vient en mai, le muguet est traditionnellement une fleur qui porte bonheur. On offre du muguet à ceux que l'on aime, famille et amis. Poisson d’avril Un poisson d’avril est une plaisanterie que l’on fait le 1er avril à ses connaissances ou à ses amis, dans les médias, aussi bien presse écrite, radio, télévision que sur Internet. Les enfants accrochent un poisson de papier dans le dos des personnes, en disant «Poisson d’avril!».

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ENTRETENIMENTO

ON PARLE FRANÇAIS LE CINEMA FRANÇAIS

Date de sortie : 16 janvier 2013 Duré : 1h 27min Réalisateur: Jérôme Enrico Acteurs: Bernadette Lafont, Carmen Maura, Dominique Lavanant Genre: Comédie Nationalité : Français Synopsis et détails Paulette vit seule dans une cité HLM de la banlieue parisienne avec une maigre retraite. Un soir, elle assiste à un trafic de drogue en bas de son immeuble. Elle décide de se lancer dans la vente de cannabis. Après tout, pourquoi pas elle? Paulette était pâtissière autrefois. Son don pour le commerce et ses talents de cuisinière lui permettent de trouver des solutions originales dans l’exercice de sa nouvelle activité. Mais la vie de dealer n’est pas facile! Date de sortie : 24 avril 2013 Duré : 1h 30min Réalisateur: Ruben Alves Acteurs: Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Roland Giraud Genre : Comédie Nationalité: Portugais, Français Synopsis et détails Dans les beaux quartiers de Paris, Maria et José Ribeiro vivent depuis trente ans au rez-dechaussée d’un bel immeuble, dans leur chère petite loge. Maria est une excellente concierge et José un chef de chantier fabuleux. Ils sont devenus indispensables à la vie quotidienne de tous. Tant appréciés et si bien intégrés que, le jour où on leur offre leur rêve, rentrer au Portugal dans les meilleures conditions, personne ne veut laisser partir les Ribeiro. Maria et José ont-ils vraiment envie de quitter la France et d’abandonner leur si précieuse cage dorée ?

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Professora Telma Coutinho


ENTRETENIMENTO

EL RINCÓN DEL ESPAÑOL LAS VACACIONES ESTÁN LLEGANDO Si no sabes dónde ir, te aconsejamos viajar por España. Hay ciudades preciosísimas. Te presentamos dos opciones fenomenales, puedes elegir: Barcelona, la capital de la Cataluña o Santiago de Compostela capital de Galicia. Barcelona, tiene mucho que ofrecerte. No te pierdas: • La Sagrada Familia, lo bonito es subir a sus torres, es el símbolo de Barcelona. • El Parc Güell, obra del famoso Antoni Gaudí • Las Ramblas de Cataluña, un bonito paseo que cruza Barcelona lleno de quioscos y zonas donde podrás comprar recuerdos. Te puedes desplazar en autobús turístico que tiene varias rutas y te lleva directamente a todos los sitios de interés. Con el tique del autobús te dan un descuento en las entradas a museos. De todas formas si prefieres hacerlo por tu cuenta y no conoces la ciudad, el transporte más fácil es el metro pero te pierdes la vista de la ciudad. Prepárate porque hay muchos sitios bonitos e interesantes que visitar. Esta cuidad tiene de todo, ¡Es preciosa! Santiago de Compostela, es una ciudad muy hermosa, en la que podrás: • caminar por sus calles, • visitar sus plazas, • visitar el edificio más simbólico de la ciudad: la Catedral de Santiago de Compostela, • saborear su cocina, es muy exquisita, con una calidad única, muy variada y sana. • apreciar ingredientes de esta cocina:

los marinos, (pescados y mariscos) y la famosa carne de ternera gallega, • disfrutar los postres: la famosa tarta de Santiago elaborada con castañas y la tarta Compostelana con almendras. ¡Respeta los horarios de las comidas! El desayuno desde las 7 AM hasta las 9 AM. El almuerzo suele ser entre las 13 y 15 horas. El horario de la cena comienza a las 21 hs y cierra alrededor de las 23 hs.

¡Aquí tienes dos visitas imperdibles, no te las pierdas!

¡Buenas vacaciones a todos y hasta el próximo año! Professora Olinda Fontes

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ENTRETENIMENTO

JOGOS E MATEMÁTICA Se bem se lembram, na última edição do jornal esta página foi dedicada ao jogo “Semáforo” e ficou prometido que nesta edição exploraríamos mais um jogo que pode perfeitamente ser construído em casa e proporcionar verdadeiros momentos de lazer quando disfarçadamente estamos a aprender. O “ OURI” é um jogo de captura e a sua origem é incerta sendo que terá tido origem no Egito. Este jogo, alia raciocínio, estratégia e reflexão, com desafio e competição de uma forma lúdica. Vejamos como com um pouco de imaginação se consegue construir este jogo. Material • Tabuleiro com 14 buracos 2 dos quais são designados por depósitos, onde se guardam as capturas que ocorrem durante uma partida, e os restantes 12 são designados por casas, estando divididos em duas filas de seis. • 48 sementes (ou outros objectos pequenos, tais como avelãs ou pedras). Objetivo O objetivo do jogo é capturar mais sementes do que o adversário. Quando isso ocorre, o jogo pode terminar de imediato com a vitória do jogador que conseguiu este objetivo. Vence o jogador que obtiver 25 (ou mais) sementes. Como o número de sementes iniciais é par, é possível que a partida termine num empate, mas entre jogadores que não sejam mestres, este resultado não é comum. Regras No início do jogo são colocadas 4 sementes em cada uma das doze casas, perfazendo um total de 48 sementes. Obtemos, assim, o tabuleiro seguinte. Os jogadores, como na maioria dos jogos de tabuleiro, jogam alternadamente. Uma jogada consiste em escolher uma sua casa, recolher as sementes na sua mão e semeá-las no tabuleiro. O

ato de semear consiste em: o jogador começa na casa à direita daquela que escolheu e coloca 1 semente por cada casa no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio (se o jogador escolheu a sua casa mais à direita, a primeira casa que recebe 1 semente é a casa do adversário imediatamente à frente). Quando uma casa contiver 12 ou mais sementes, o jogador dá uma volta completa ao tabuleiro, saltando a casa donde partiu. Existe uma restrição sobre a casa que cada jogador pode escolher: não pode tirar as sementes das casas que contenham apenas uma, enquanto houver casas com duas ou mais. Capturas As capturas ocorrem, se certas condições forem satisfeitas quando o semear termina. Os jogadores capturam sementes nas situações seguintes: a. Quando, ao colocar a última semente numa casa do adversário, esta ficar com duas ou três sementes, o jogador retira-as e coloca-as no seu depósito. b. Se a(s) casa(s) anterior(es) a essa também tiver(em) duas ou três sementes, o jogador captura-as e guarda-as no seu depósito. A captura é interrompida na primeira casa que não tenha esse número de sementes.

Se tiveres dúvidas poderás sempre consultar alguns exemplos de jogadas e as regras suplementares na página www.ludicum.org. Se quiseres jogar on-line podes recorrer ao endereço http://ouri.ccems.pt/jogo/Ouri2.htm Aqui vão duas imagens ilustrativas da possibilidade de construção deste jogo.

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O PLÁTANO FICHA TÉCNICA Propriedade Agrupamento de Escolas D. Sancho II, Alijó Coordenação Patrícia Fontinha Projeto Editorial Patrícia Fontinha César Israel Paulo Nuno Canelas Coordenação de Design Gráfico Nuno Canelas César Israel Paulo Paginação Cristiana Carvas Capa Andreia Alves Tiago Morais Impressão Gráfica do Norte - Amarante Colaboração Especial Curso Profissional de Técnico de Design Gráfico Alunos correspondentes do Jornal Endereço Avenida 25 Abril 20 5070-011 - Alijó E-mail oplatano2010@gmail.com Papel 90 gr Tiragem 300 exemplares Edição nº3 - maio 2013

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O PLATANO - 3ª EDIÇÃO 2012-2013

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