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Actividade de dinamização da Leitura


Objectivos: Promover o hábito de ler e ouvir histórias Estimular a imaginação Desenvolver a criatividade e as expressões artísticas Dinamizar no espaço da biblioteca actividades de animação partindo da leitura de histórias Actividade: Exposição de chapéus, com história, de diferentes origens e culturas Leitura da história de António Torrado, “Mania das Colecções” Leitura recreativa de pequenos extractos de histórias associadas aos chapéus O público (alunos e professores), será convidado a escolher um chapéu, a sentar-se no trono e a ler a sua história A cada aluno será entregue uma folha com a sua fotografia para desenhar um chapéu à sua escolha A actividade encerrará com oferta de um bolo a todos os participantes

Dinamização: Irene Bairros (Funcionária da biblioteca) Colaboração: Lurdes Costa, (Professora da equipa da BE), Teresa Miguel (professora de Educação Especial) e Fátima Ferreira (professora de Língua Portuguesa e Teatro) Público-Alvo – Pré-Escolar e 1.º Ciclo


De António Torrado Tenho um vizinho que é coleccionador. De quê? De selos? De moedas? De caixas de fósforos? De garrafinhas de licor? De bilhetes-postais? De revistas antigas? Nada disso. O meu vizinho do lado é coleccionador, mas de chapéus. Lá em casa, logo à entrada, tem um bengaleiro, que é um museu de chapelaria. Quem lhe não conhecer a mania e se ficar pela entrada, julgará que o senhor tem lá em casa, à conversa, no salão, uma quantidade de cavalheiros de todas as épocas... E se tivesse? Se tivesse, pelo que se calcula dos chapéus pendurados, a casa do meu vizinho seria um baile de máscaras permanente. Se não reparem: Um chapéu de plumas à mosqueteiro, um fez à turca, que parece um vaso sem flores, um chapéu de abat-jour, de um chinês de antigamente, um chapéu alto, como usavam os nossos bisavós, quando não usavam chapéu de coco, um chapéu de almirante, que parece um barco virado ao contrário, um capacete com um bico no alto, a servir de pára-raios, um chapéu de palha, a que qualquer burro competente chamaria um figo, um barrete de campino, mais garrido que uma bandeira, um tricórnio, de que nunca se sabe qual é o lado da frente, um chapéu de explorador africano que, depois de pintado, já serviu a um polícia sinaleiro de antigamente e muitos, muitos mais chapéus... É uma pena que o meu vizinho do lado vá acabar com a colecção. E porquê? Explicou-me ele:


- Estão aqui muitas viagens, muita despesa, muita aventura. São o meu orgulho, pode crer. Mas a verdade é que, agora, já me cansam. Vê-los assim, pendurados, sem préstimo, na sombra do bengaleiro, fazem-me impressão. Parece que os tirei a quem pertenciam. Enervam-me, tiram-me o sono. Quero ver-me livre deles. - E como? - perguntei. - Ponho um anúncio - explicou-me o coleccionador. - Cada pessoa que vier leva um chapéu de graça. Mas tem de prometer que não o tira da cabeça, até ao fim da rua. - Quero estar cá, à janela, para ver isso ! - exclamei, entusiasmado. Não calculam o espectáculo. Parecia um dia de Carnaval, como aqueles que já não há. Só visto. - E agora? - perguntei eu ao meu vizinho do lado, quando passei lá por casa. - Está mais aliviado? - Nem por isso - suspirou ele. - Sinto-me, de repente, mais pobre, mais desacompanhado. Parece-me que vou começar outra colecção. -Outra vez de chapéus? - quis eu saber. - Não, essa já deu o que tinha a dar. Vou pôr-me em campo para uma nova colecção, mas de sapatos. - Novos? - intriguei-me. -De forma alguma. Antigos, isto é, velhos, cambados, gastos. Quero coleccionar sapatos com muita andadura, muita experiência de estrada na sola dos pés.


No âmbito das comemorações para o Centenário da República Apresentado pelos alunos do 8.º A de TED Professora: Fátima Ferreira Público-alvo – todos os alunos do 6.º ano


Os dias da BE  

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