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Informativo Edição 6 - maio 2014

REVOLUÇÃO Anvisa dá aval a novo medicamento para tratar problemas na retina. Já utilizado no exterior, tratamento traz esperança a pacientes brasileiros

Prótese ocular ajuda paciente a superar a perda do olho

Técnica utiliza tecido da placenta para tratar o pterígio

Cirurgia Refrativa beneficia 200 mil brasileiros ao ano


Corpo Clínico www. dolhos .com.br Este informativo segue as determinações da resolução Nº 1.974/2011 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que afirma que a publicidade médica, exclusivamente, deve obedecer a princípios éticos de orientação educativa, não sendo comparável à publicidade de produtos e práticas meramente comerciais (Capítulo XIII, artigos 111 a 118 do Código de Ética Médica).

Dr. Carlos Figueiredo Íris e Catarata

Dr. Cláudio Dalloul Retina e Vítreo

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Dr. Kássey Vasconcelos Glaucoma, Estrabismo e Oftalmopediatria

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mais melhor

Idosos vivem e após tratar a CATARATA

Pacientes que se submetem à cirurgia têm redução de 40% no risco de mortalidade Uma pesquisa realizada na Austrália sobre a saúde da visão e doenças oculares mais comuns na população idosa trouxe uma constatação importante: pessoas que se submeteram à cirurgia de catarata vivem mais e melhor que aquelas que não passaram pelo procedimento. O levantamento ainda mostra uma redução de 40% no risco de mortalidade entre os pacientes que foram operados da doença. O estudo avaliou 354 portadores de catarata com mais de 49 anos durante uma década e meia, entre 1992 e 2007. Alguns tinham sido submetidos à cirurgia de catarata, enquanto outros não. Pesquisas anteriores já haviam indicado que as pessoas idosas com deficiência visual eram suscetíveis a apresentar um maior risco de mortalidade do que seus pares de idade com visão normal. De acordo com o estudo, a cirurgia de catarata poderia reduzir esse risco.

Entre os principais fatores para esse aumento da longevidade, destaca-se a melhor qualidade de vida que os pacientes idosos ganham após o tratamento da catarata. De acordo com o oftalmologista Carlos Figueiredo, Presidente da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa, a cirurgia devolve a independência a esses pacientes. “Por conta da visão prejudicada, muitos idosos não conseguem levar uma vida normal e passam a depender de terceiros para realizar tarefas simples, como caminhar, ler ou pegar algum objeto”, explica o médico especialista em íris e catarata. Por se tratar de uma cegueira reversível, com o tratamento cirúrgico a pessoa volta a enxergar. Com essa recuperação da visão, um dos principais aspectos benéficos para quem passa pela cirurgia é a melhora emocional. O idoso recupera seu otimismo, autoconfiança e autoestima. Pode voltar a realizar sozinho tarefas que antes eram impossíveis por conta da doença. Segundo o IBGE, o país possui cerca de 23,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Estima-se que a catarata atinja 47% das pessoas que têm de 65 a 74 anos. A doença é a principal causa de cegueira no Brasil e no mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2012 foram realizadas 432 mil cirurgias pelo SUS, um aumento de quase 24% em relação ao ano de 2010. Recentemente, também chegou ao país a cirurgia de catarata a laser, que torna o procedimento ainda mais preciso. A catarata é causada pela opacificação do cristalino, que é uma lente natural do olho. Com o tempo, o paciente apresenta uma visão turva e, se não tratada, pode levar à cegueira completa. “Ao surgimento de qualquer sintoma, a pessoa deve procurar um oftalmologista. Depois de diagnosticada a catarata, apenas a cirurgia pode devolver a qualidade da visão. Porém, o procedimento é moderno e a recuperação é muita rápida”, destaca Dr. Carlos Figueiredo.

Dr. Carlos Figueiredo - CRM 23.050 - Íris e Catarata Presidente da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa

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Pterígio: avanços na cirurgia Membrana retirada da placenta ajuda no combate a esta doença conhecida como ‘carne crescida’ Um material que costumeiramente é descartado em hospitais e maternidades do Brasil representa um importante aliado no tratamento do pterígio. Trata-se da membrana amniótica, tecido que envolve internamente a placenta e que tem propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, cicatrizantes e regenerativas. O material, que já é usado em todo mundo há mais de 20 anos, encurta o tempo da cirurgia de pterígio, reduz o desconforto no pósoperatório e ajuda a diminuir a taxa de recidiva da doença, podendo até mesmo evitar que ela reapareça. Os benefícios do uso da membrana amniótica para tratar o pterígio são extensos. O tecido evita o aparecimento de cicatriz após a cirurgia, além de ser antimicrobiano e reduzir a vascularização. “Apesar de o método ser mais utilizado no tratamento do pterígio, a técnica também ajuda no combate de uma série de lesões oculares. É indicada principalmente nos afinamentos de córnea e pequenas perfurações, ulceras neurotróficas, quadros graves de herpes ocular e ceratopatia bolhosa”, explica a oftalmologista Juliana Freitas, especialista em córnea, cirurgia refrativa e lentes de contato, e que já utiliza o material desde 2006. O transplante da membrana amniótica permite que o tecido da superfície ocular cicatrize e se regenere em doenças que impedem a reconstrução deste tecido. O material ainda é imunologicamente inerte, ou seja, não precisa ter compatibilidade ou usar imunossupressores. Outra vantagem é que, além de ser facilmente retirado, é possível obter membrana amniótica para o uso em até 30 transplantes com apenas uma placenta. Porém, o material tratado tem custo e é comercializado por empresas especializadas. Para ser utilizada, a membrana é retirada após o parto, tratada e preservada criogenicamente até a hora do uso na superfície ocular, mantendo suas propriedades celulares e morfológicas. Geralmente ela é dividida em peças de dois a três centímetros e armazenada em bancos de tecido por até dois anos. “É importante ressaltar que, assim como qualquer órgão transplantado, a utilização do material só é possível após rigorosos testes que eliminam a presença de infecções como Hepatite B e C, HIV, HTLV e Sífilis”, orienta a médica. Os testes ainda são repetidos seis meses antes da aplicação cirúrgica, o que garante sua segurança. 4

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Pterígio avança sobre a córnea

Pterígio é retirado deixando o tecido corneano exposto

Membrana é aplicada sobre a lesão e recupera a superfície ocular

Pós-operatório traz recuperação mais rápida e não deixa cicatriz Dr. Juliana Freitas - CRM 95.732 Córnea, Cirurgia Refrativa e Lentes de Contato Unidade II - (17) 3214.4848


GLAUCOMA Horário e posição de dormir afetam pressão intraocular

Um recente estudo da Universidade da Califórnia, em San Diego, comprovou o que já se suspeitava: a pressão intraocular (PIO) é maior durante a noite. Pesquisadores da equipe do Dr. Robert Weinreb mostraram que a PIO sofre uma evolução durante a madrugada, o que pode comprometer o tratamento dos pacientes que sofrem de glaucoma. Outro estudo da Coréia do Sul sugere que dormir de lado também pode influenciar nesse aumento. O fato da PIO sofrer uma variação normal durante o dia já é bastante conhecido, inclusive com pesquisas baseadas em medidas realizadas em consultórios e universidades no horário comercial. Porém, o que não se sabia e foi demonstrado pelo estudo é que esse aumento da pressão intraocular durante a madrugada pode contribuir para uma evolução negativa do glaucoma e perda do campo visual. Acontece que nesses casos o quadro vai piorando e até então não se sabia a causa, pois no horário de consultório o paciente apresentava-se com PIO satisfatória sob medicação, mas na madrugada esses níveis aumentavam muito. Esses estudos somam-se a outros que, na mesma linha, comprovaram que em dois terços dos pacientes o pico da PIO ocorre justamente fora do horário de expediente normal dos consultórios e, por isso, longe do diagnóstico dos médicos. “Porém, apesar das descobertas, ainda existem outros fatores que contribuem para a perda visual

no glaucoma e que ainda não conhecemos”, alerta Dr. Kássey Vasconcelos, especialista em glaucoma. Outro estudo que vale a pena citar é o que identificou uma perda de campo visual em consequência do aumento da PIO em pacientes com glaucoma que dormem de lado (decúbito lateral). Quem mostrou isso foi uma pesquisa da Universidade Nacional de Seul, que traçou uma ligação entre o aumento da PIO com o fato do paciente dormir na posição decúbito lateral. Dr. kássey Vasconcelos ressalta a importância dessas descobertas, pois contribuem para um tratamento mais eficiente. “De posse desses dados conseguimos selecionar medicações que têm maior poder de redução da PIO no período noturno, assim como diminuição da flutuação durante as 24h do dia, podendo, com isso, monitorar melhor os pacientes com glaucoma”, explica o oftalmologista. Dr. Kássey Vasconcelos - CRM 89.721 Glaucoma, Oftalmopediatria e Estrabismos Unidade I - (17) 3201.9991 www.dolhos.com.br

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Implante revoluciona tratamento de retina e vítreo

Equipamento utilizado para aplicar o medicamento

Medicamento, já utilizado na Europa e nos Estados Unidos, recebe aval da Anvisa e chega ao mercado brasileiro para agregar no tratamento de oclusões venosas, edema macular diabético e inflamações crônicas

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A oftalmologia brasileira acaba de receber uma boa notícia. Um implante à base do corticoide Dexametasona, já utilizado na Europa e nos Estados Unidos, recebeu autorização da Anvisa e fará parte dos tratamentos oferecidos no Brasil. A droga, que é injetada no olho do paciente, será mais uma opção, dentro do arsenal terapêutico, no combate a doenças da retina e do vítreo. De acordo com o oftalmologista Cláudio Dalloul, especialista em retina e vítreo do D'Olhos Hospital Dia, o registro do medicamento no país representa um 'ganho' para o tratamento de oclusões venosas, edema macular diabético e doenças inflamatórias do olho. A oclusão venosa ocorre devido à obstrução de uma veia central da retina ou de suas ramificações, podendo resultar em edema (inchaço da retina), isquemia (falta de oxigenação), neovascularização, hemorragias, glaucoma secundário e até descolamento da retina. Os pacientes mais propensos a desenvolver esta doença são aqueles que sofrem com hipertensão arterial, diabetes e glaucomas, entre outras doenças cardiovasculares. Já o edema macular diabético é, entre as possíveis complicações oftalmológicas do diabetes, a causa mais comum de baixa visual nos pacientes portadores da retinopatia. Trata-se de uma doença provocada pelo excesso prolongado de açúcar no sangue e que atinge os vasos sanguíneos da retina. Nos olhos, os vasos ficam mais frágeis e permeáveis, deixando escapar fluidos. Estas substâncias se acumulam na região da mácula, estrutura responsável pela nitidez do que vemos. O resultado é o inchaço desta área, ocasionando uma visão borrada e/ou embaçada. “O tratamento consiste na introdução de um polímetro contendo Dexametasona na cavidade vítrea. Ocorre então uma liberação diária deste

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medicamento em concentração terapêutica por até seis meses após a injeção. A droga bloqueia a produção de substâncias envolvidas no inchaço e na inflamação da retina”, explica Dalloul. A melhora, de acordo com os parâmetros usados na oftalmologia, é de duas a quatro linhas na visão. “Trata-se de uma melhora significativa e, em alguns casos, podem ser necessárias injeções adicionais para estabilizar a doença”, afirma o médico, atentando os pacientes para os sintomas: visão borrada e defeito de campo visual. Em casos graves, a patologia pode levar à perda da visão. As aplicações adicionais são indicadas de acordo com a resposta de cada paciente, podendo o intervalo variar entre 4 e 6 meses. O procedimento é realizado em minutos, com o paciente acordado e uso de anestesia tópica. O edema macular diabético é a principal causa mundial de cegueira legal na população em idade produtiva. Existem 12 milhões de brasileiros diabéticos. Os médicos estimam que metade destes pacientes corre o risco de uma perda significativa da visão. Com exames realizados periodicamente, é possível identificar problemas oculares ainda iniciais e tratá-los com sucesso. Por muitos anos, o tratamento padrão para o edema macular foi o laser, que reduz o risco de perda severa de visão em boa parte dos pacientes. No entanto, na maioria das vezes, não melhora a visão e pode trazer dano funcional quando tem de ser aplicado muito próximo a área central. De acordo com o oftalmologista, a maior vantagem dos novos métodos é o ganho de visão que estes pacientes apresentam. Outros sinais do edema macular diabético são: distorção de imagens, sensibilidade alterada ao contraste, fotofobia, mudança na visualização de cores e alterações no campo de visão, também chamados de escotomas.


Dr. Claúdio Dalloul - CRM 89.770 Retina e Vítreo Unidade II - (17) 3226.2002

Edema Macular Diabético

Oclusão de ramo da veia central

Oclusão de veia central

Tecnologia a serviço da saúde ocular O Constellation Vision System é um equipamento usado em cirurgias para correções de problemas na retina, mácula e estruturas posteriores do olho. A tecnologia tem sido utilizada com mais frequência para corrigir descolamento de retina, tratar de retinopatia diabética mais avançada e outras doenças de retina com indicação cirúrgica. Entre os diferenciais do Constellation Vision System está a alta velocidade de corte, ponteiras mais sofisticadas e iluminação poderosa obtida com a luz de xenônio, além do laser acoplado ao aparelho. O equipamento permite realizar cirurgias com mais segurança e eficácia, em menor tempo e com melhores resultados. Isto se reverte em benefícios para pacientes. www.dolhos.com.br

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Sem Susto

Especialistas explicam como os pais podem ajudar na tranquilidade dos filhos durante a anestesia

Medo e ansiedade podem contagiar a criança. Pais devem buscar a tranquilidade com orientações do cirurgião e do anestesiologista

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A medicina avançada e a evolução das técnicas cirúrgicas ainda não sanaram todas as questões inerentes ao sentimento humano. Insegurança, medo e temor estão presentes sempre que somos expostos ao desconhecido ou a algo que nos torna vulneráveis. Sentimentos potencializados quando os envolvidos são nossos filhos. Dentro deste contexto, os procedimentos oftalmológicos são ainda mais intrigantes, pois envolvem o sentido mais complexo e sensível do ser humano: a visão. Por isso, é fundamental que exista uma harmonia impecável entre os pais, cirurgião, anestesiologista e, é claro, com o pequeno paciente. O medo, receio e questionamento dos pais devem ser resolvidos na consulta pré-anestésica. Essa 'conversa' é de extrema importância não só para esclarecer, mas também para tornar o procedimento mais seguro e tranquilo. “É fundamental que os pais conversem com os filhos e os tranquilizem. Isso ajuda a criança a se preparar e entender melhor a necessidade do procedimento. Na rotina da sala de cirurgia, já é comprovado que uma criança, quando orientada previamente, se sente mais tranquila na hora da operação”, explica a anestesiologista Gabriela Figueiredo. O papel dos pais (ou responsáveis), transmitindo calma e segurança, é tão importante quanto a administração de sedativos. Os dois métodos se complementam. O anestesiologista Rubem Rosa explica que os pais, caso estejam inseguros, devem tirar todas as suas dúvidas com o médico. “A consulta, tanto com o cirurgião como com o anestesiologista, é essencial para os pais questionarem e se tranquilizarem sobre a cirurgia à qual o filho se submeterá. Todas as incertezas devem ser sanadas para que eles possam passar essa segurança aos filhos e aos outros familiares”, diz. Geralmente a anestesia em crianças é feita de forma inalatória, ou seja, o anestésico é administrado através de uma máscara na qual ela respira e acaba dormindo. O famoso cheirinho leva a criança desde a um sono leve, quando é utilizada na sedação para exames tópicos, até planos anestésicos mais profundos exigidos em uma anestesia geral. Esta última, utilizada em procedimentos cirúrgicos mais longos como no caso do estrabismo, da catarata e do glaucoma congênitos.

Dra. Gabriela Figueiredo - CRM 139.612

Dr. Rubem M. F. Rosa - CRM 38.452

Anestesiologista Unidade I - (17) 3201.9999

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Olhar Renovado Próteses devolvem a harmonia ao rosto, ajudam a lidar com a perda do olho e melhoram a autoestima dos pacientes

A perda da visão já é um fato traumático. Quando a perda atinge fisicamente o globo ocular, a situação pode tornar-se ainda mais dramática. Ficar com uma cicatriz no lugar do olho e, em alguns casos, até mesmo com a cavidade ocular exposta pode gerar uma série de problemas ao paciente. Principalmente da ordem social e psicológica. A pessoa passa a ter receio de expor o rosto e ser vítima de preconceito e olhares inconvenientes, muitas vezes privando-se do convívio social. Para solucionar esse problema é que são utilizadas as próteses oculares. Vários são os fatores que levam alguém a ter as funções do olho totalmente comprometidas. “Desde traumas e acidentes até doenças como glaucoma, tumores (retinoblastoma), infecções oculares e descolamento de retina. Quando o problema danifica fisicamente o olho ou parte dele e causa a perda irreversível da visão, a prótese é considerada”, explica o oftalmologista Luís Sérgio Grecca Jr, especialista em Plástica Ocular, Vias Lacrimais e Órbita. Produzidas com material acrílico à base de polimetilmetacrilato, cada prótese é feita em um processo artesanal e personalizado. São confeccionadas e pintadas individualmente, imitando de forma realística um olho humano. Dessa forma, a prótese fica muito semelhante ao outro olho do paciente, incluindo seus movimentos sincronizados, devido à preservação dos músculos responsáveis pelos movimentos oculares, devolvendo a harmonia da face. “As próteses mais usadas são as do tipo “lente escleral”, que são mais finas e mais facilmente adaptáveis

sobre o olho atrófico. Já quando é preciso remover todo o globo ocular ou seu conteúdo, a região é preparada para receber uma nova prótese de tamanho diferenciado”, informa o médico do D’Olhos Hospital Dia. Todo esse cuidado com a substituição do globo ocular pela prótese, ajuda na recuperação e no processo difícil que é para o paciente a superação da perda do olho. A pessoa tem a autoestima melhorada e, muitas vezes, recupera a alegria de viver e volta ao convívio social sem receio de sofrer preconceitos. Essa é uma das principais funções da prótese ocular: a recuperação da qualidade de vida e a alegria do paciente.

Modelo de prótese tipo Lente Escleral, que são mais finas Dr. Luís Sérgio Grecca Jr. - CRM 85.090 Plástica Ocular, Vias Lacrimais e Órbita Unidade III - (17) 3226.2002 www.dolhos.com.br

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Hipermetropia e Astigmatismo i a Refrat iva aju d a p a c ie nte s a g r u r i C da

Livrar-se dos óculos e lentes de contato é o sonho de muita gente. Incômodo, irritação e até a preocupação com a aparência estão entre os principais fatores dessa rejeição. Mas em muitos casos eles podem até mesmo atrapalhar o desempenho de alguma função no trabalho ou a prática de atividade física. Por esse motivo, cerca de 200 mil brasileiros recorrem anualmente à cirurgia refrativa para conseguir uma visão de qualidade e conquistam a independência dos óculos e lentes de contato. Só no Brasil, 65 milhões de pessoas sofrem com hipermetropia e 35 milhões têm astigmatismo, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Esses são os principais problemas de visão dos pacientes que se submetem à cirurgia refrativa. Na hipermetropia o paciente tem dificuldade de enxergar de perto e precisa se esforçar para ler um texto, por exemplo. No astigmatismo, o formato irregular da córnea e do cristalino (lente natural do olho) faz com que o foco da imagem se encontre em eixos diferentes. Isso traz dificuldades pra enxergar tanto de perto como de longe e pode levar a dor de cabeça devido ao esforço visual. O procedimento ainda auxilia no tratamento de outros erros de refração como a miopia e a presbiopia. Ambos os problemas são resolvidos em questão 10

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de segundos com a cirurgia refrativa. O procedimento utiliza o Excimer Laser para modificar suavemente a superfície da córnea, regularizando sua curvatura e determinando a formação da imagem na retina. A alta tecnologia presente na cirurgia possibilita correção de um grau a cada dois segundos. É o caso do aparelho Allegretto Wave Laser, que, por conta dessa precisão e agilidade, foi escolhido pelas forças armadas dos Estados unidos para tratar da visão dos seus oficiais. Outro aparelho de grande destaque no procedimento é o WaveLight® Fs200. O equipamento oferece ao médico um controle computadorizado, permitindo escolher com mais precisão os detalhes da cirurgia, minimizando tanto o tempo da cirurgia, quanto o de exposição do tecido corneano. A técnica, no qual dois lasers são utilizados para separar a córnea sem cortá-la, é amplamente utilizada nos Estados Unidos e Europa e já é empregada em mais de 80% das cirurgias corneanas e refrativas. Porém, nem todas as pessoas que sofrem com erro de refração podem se submeter a uma cirurgia refrativa. “O procedimento é contraindicado em quase todos os casos de pessoas que têm ceratocone. A cirurgia também só pode ser realizada por pessoas com mais de

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Dr. Gildásio Castello - CRM 85.090 Córnea e Cirurgia Refrativa Unidade II - (17) 3214.4848

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WaveLight® Fs200 Femtosecond Laser

Dr. Luciano Arakawa - CRM 93.351 Catarata e Cirurgia Refrativa Unidade II - (17) 3214.4848

18 anos, já que é preciso que o grau esteja estabilizado. Além disso, o paciente deve ter uma boa espessura de córnea e não apresentar doenças oculares como distrofias corneanas, glaucoma, catarata ou olho seco”, orienta o oftalmologista Dr. Gildásio Castello, especialista em cirurgia refrativa e córnea. Em pessoas mais velhas, a cirurgia refrativa ainda pode ser complementada com a substituição do cristalino. “Pessoas acima dos 50 anos, que apresente algum grau de catarata, realiza-se também o implante da lente intraocular artificial, em substituição do cristalino opaco atingido pela doença. Nesses casos o paciente realiza o tratamento da catarata e a correção de grau em um único procedimento e recupera a visão, muitas vezes, com a dispensa dos óculos”, explica Dr. Luciano Arakawa, especialista em catarata e cirurgia refrativa. A indicação para o procedimento deve partir do médico, após uma série de avaliações e exames. Aparelhos como o Pentacam HR auxiliam no diagnóstico. O equipamento realiza uma tomografia do segmento anterior do olho e levanta dados personalizados da córnea. O diagnóstico individualizado permite mais precisão no cálculo do grau após a cirurgia, além de considerar se a intervenção refrativa deve ser aplicada. www.dolhos.com.br

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ospital H o o d n i onstru c s o m a t s E nhos o s s u e s s gico do ó l o m l a t f o

8 andares

Centro cirúrgico com 6 salas de cirurgia

56 consultórios

Anfiteatro no mezanino

3 elevadores

75 vagas de estacionamento

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COMUNICAÇÃO

Perspectiva do futuro Hospital D’Olhos


Revolução - Informativo D'Olhos N° 6  

Nessa edição você encontra matéria sobre um novo implante que veio revolucionar o tratamento de retina e vítreo. O medicamento, já utilizad...

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