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jQuery Mobile

Websites para Dispositivos Móveis

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Viseu na Palma da Mão

A Realidade (de Viseu) Aumentada

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Empreendedorismo

Escolas Empreendedoras Dão Lafões

TIC e

Revista de Informática da sen

Ano: 3 - Número: 3 - Maio 2013 - Distribuição Gratuita

Empreendedorismo Os projetos que ligam a ESEN à comunidade

A ETIC em Versão Digital


Nota de Abertura Presidente do Conselho Geral Editorial Estímulo do Empreendedorismo Raspberry Pi O minicomputador da Moda jQuery Mobile Websites para Dispositivos Móveis Voz Presente Dar voz aos melhores alunos Nós por cá A palavra à ESEN esenviseu.net Palcos Virtuais da ESEN Sumários Digitais O Novo Livro de Ponto Web 3.0 A Evolução da WWW Windows Phone A ovelha negra das comunicações móveis Olhares Na Objetiva da Memória Viseu na Palma da Mão ... do Turista de Viseu

3 4 5 6 10 14 16 20 21 22

Portfólio das PAPs Primeiras PAPs de Multimédia Modding Um Desafio à Imaginação A ESEN esteve lá! Torneios e visitas de estudo Empreendedorismo CIM Dão Lafões

30 32 33 43

24 28

Ficha Técnica Revista de Informática da ESEN - Viseu Coordenação: Grupo de Informática Composição: Vítor Costa Tiragem: Impressão:


ANO III

Red Borders Nota de Abertura

Antero Peixeiro Presidente do Conselho Geral da ESEN

Quando fui convidado a compor a Nota de Abertura, pesquisei o que os meus ilustres predecessores haviam escrito em tais circunstâncias. Na edição inaugural, o professor Carlos Malta escrevia, certeiro, que a escola deve ser o reflexo do contexto socioeducativo da comunidade que a envolve. Numa aprofundada análise ao cerne dos cursos profissionais, considerava que “a interação com o meio envolvente potencia uma efetiva participação dos alunos na construção de novos horizontes que facilitem a sua integração na vida ativa.” E, no número dois, o Diretor Paulo Viegas constatou que existe uma evolução lógica da escola industrial e comercial até à referência em Informática que, indiscutivelmente, a Emídio Navarro é. Estas premissas justificam, penso eu, o convite ao Conselho Geral, pela abrangência que este órgão contempla. Com efeito, este conselho é incontornável na dinâmica da escola. Ali se exprimem as opiniões de docentes, funcionários, pais/encarregados de educação, alunos, ensino superior, associações empresariais, culturais e autarquia, sendo o órgão de direção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da atividade da escola, assegurando a participação e representação da comunidade educativa. A escolha dos cursos, a política da ESEN nos próximos anos são ali discutidas e negociadas entre os representantes dos vários interesses em presença. Se a democracia não se compadece com unanimidades, a verdade é que a ausência de representação não serve a ninguém. No Conselho Geral, a ligação com o tecido empresarial da região e com instituições culturais e políticas torna este órgão o local ideal para iniciar importantes contactos para a Formação em Contexto de Trabalho, fundamental para os cursos profissionais. É, por isso importante que, neste ano em que termina o mandato do atual Conselho, se crie uma dinâmica de participação que permita a todos tomar as suas próprias decisões. Esperamos uma forte adesão às eleições que aí vêm para, assim, construirmos uma escola ainda mais participativa e mais atenta. Desde a plataforma Palcos Virtuais, que agregou várias escolas e instituições, até ao atual êxito do projeto “Viseu na Palma da Mão”, sempre o núcleo de Informática nos brindou com inovação e criatividade. Não nos surpreende, portanto, esta eTIC que projeta, eletronicamente e em suporte papel, o trabalho de professores e alunos dos cursos profissionais da área. Mantendo no essencial a mesma estrutura, com as mesmas ou semelhantes rubricas, tem como tema agregador a abertura da escola à comunidade, o desenvolvimento de projetos em colaboração com outras entidades e a análise do seu impacto na mesma.


Editorial Metodologia de projeto e socioconstrutivismo como modelos de aprendizagem que permitem estimular o empreendedorismo A escola, no sentido lato da palavra, estende-se para além do binómio professor/aluno. Numa matriz profissionalizante, a construção das aprendizagens deve ser partilhada pelo mais amplo número de agentes educativos, quer estes sejam professores, profissionais da área a que o curso pertence, ou pessoas de reconhecido mérito do setor tecnológico. No ensino profissional, as práticas letivas devem, por isso, imbricar-se no contexto socioeducativo da comunidade em que a escola está inserida. Na ESEN privilegiamos a metodologia de projeto como modelo de aprendizagem, centrado no desenvolvimento de competências. O enfoque é dado ao desenvolvimento de materiais autênticos, que são explorados, de forma articulada, pelos alunos envolvendo situações reais. Pretende-se centrar o processo de aprendizagem no aluno para que o ensino não se torne passivo, verbal e teórico. Desta forma, estimula-se a participação ativa dos alunos, para que estes possam desenvolver o seu espirito crítico, aprendendo a pensar, refletir e criar, com autonomia, soluções para os problemas que enfrentam. Neste contexto, os cursos profissionais de informática têm proporcionado aos seus alunos boas interações com o meio envolvente potenciando assim o estabelecimento de conexões com a vida real. Nesta edição da ETIC vamos conhecer algumas destas experiências como é o projecto de Empreendedorismo nas Escolas da Região Dão Lafões, onde estão envolvidos 8 professores e algumas dezenas de alunos da ESEN que participam no concurso de ideias de negócios com vários trabalhos inovadores. Outros projetos transdisciplinares têm germinado nesta cultura empreendedora que facilita a integração dos alunos na vida ativa. Falamos de casos de sucesso como o projeto “Viseu na Palma da Mão” que, aproveitando as tecnologias emergentes da vida quotidiana, soube construir uma ferramenta útil para a comunidade visiense, ou do paradigma socioconstrutivista em que se baseia o projecto “Climotel” que envolve uma parceria entre uma empresa e alunos do Curso de GPSI para a construção de uma solução tecnológica em ambiente empresarial que é baseada em plataformas de prototipagem electrónica. Neste processo, em que se valoriza a aprendizagem pela descoberta, potencia-se a participação dos alunos na construção do seu conhecimento. Para isso têm contribuído as muitas atividades e eventos em que o Curso de Multimédia se tem envolvido como o Festival da Primavera, baluarte cultural da cidade, e noutras dinâmicas locais que se arrolam neste enquadramento pedagógico que permite a prática simulada de contextos profissionais. Estas dimensões da aprendizagem são condição de desenvolvimento pessoal e profissional que permitem aos nossos alunos, no final do seu percurso, apresentar um currículo prático que se constitui como um passaporte tecnológico que comprova as suas competências. Por isso a ETIC, que é alavanca deste desígnio, dedica o terceiro número da sua edição a todos que têm contribuído para a afirmação da dinâmica de escola que tem aberto portas à sociedade civil nesta osmose educativa.

Carlos Malta


ETIC

Raspberry Pi Pedro Ferreira Raspberry Pi Foto cortesia de Switched On Tech Design: www.sotechdesign.com.au

E

quipamento, simples e barato (menos de 30 euros, sem portes e despido de qualquer extra como caixa ou cartão SD), orientado para aqueles que tenham gosto por tecnologia, robótica, programadores ou aspirantes a programadores. Definitivamente não é para substituir o portátil, nem o PC de secretária, mas tem sistema operativo, jogos e tudo mais!

A framboesa (raspeberry em inglês) foi o logotipo adoptado pelo mini computador

Está disponível em duas versões (A e B). Ambas com um SoC (System on a chip) ARM, com velocidade de relógio de 700Mhz, e um processador gráfico capaz de processamento 3D e uma qualidade de reprodução vídeo muito generosa (H.264 a 40Mbit/s). As diferenças entre as duas versões são: memória (256MB | 512MB), número de interfaces USB (1 | 2), existência, ou não, de Placa de rede. O overclocking é possível, configurável, sem perda de garantia. Tem interfaces para conexão a periférico de saída gráfico (HDMI e RCA), saída de som (3.5mm), slot para cartão SD. O Raspberry Pi apresenta-se com as medidas 85.60mm x 56mm x 21mm e pesa apenas 45g. O sistema operativo, Debian GNU/Linux, instala-se num cartão SD. Não arranca sem o

sistema operativo no cartão SD mas poderás usar outras unidades de armazenamento externo. O teclado deve ser USB. Por ter apenas dois interfaces USB poderás querer adicionar-lhe um USB Hub para conectar, em simultâneo, mais periféricos/ unidades de armazenamento.

O sistema operativo disponibiliza interface gráfico, para aqueles que tenham alergia à linha de comandos, destinado ao uso de aplicações e utilitários em ambiente gráfico (Tetris e outras maravilhas)! Há uma extensa e crescente comunidade de utilizadores e contributos para uso deste equipamento. Poderás começar na página da Fundação que desenvolve o Raspberry Pi (www.raspberrypi.org), nas secções QuickStart e FAQs.

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Revista de Informática da ESEN

Completamente cross-platform Vítor Costa

Um ficheiro HTML pode conter uma ou várias páginas de um site: a tag <BOBY> deixa de incorporar a página, é um <DIV>, que passa a ter esse papel (data-role). ... </head> <body> <!—Início da 1.ª página --> <div data-role=”page” id=”principal”> <div data-role=”header”> <h1>jQuery Mobile</h1> </div><!-- /cabeçalho --> <div data-role=”content”> <p>Conteúdo da página</p> </div><!-- /conteúdo --> <div data-role=”footer”> <h4>Rodapé</h4> </div><!-- /rodapé -->

</div><!-- /página -->

<!—Início da 2.ª página --> <div data-role=”page” id=”pag2”> ... </body>

jQuery mobile Tal como é apresentado no seu site oficial, JQuery Mobile, é uma fremework que permite o desenvolvimento de aplicações web otimizadas para dispositivos móveis como smartphones e tablets. Assenta essencialmente nas tecnologias HTML 5, CSS 3 e jQuery, uma livraria que surgiu com o propósito de facilitar a programação de websites em JavaScript. A framework jQuery Mobile eleva a um nível superior, o lema “write less, do more” (escreva menos, faça mais) adotado pelo jQuery: em vez de escrever aplicações únicas para cada dispositivo móvel ou sistema operativo, a framework permite o desenvolvimento de uma única aplicação ou website de superior qualidade e design, que funciona nas plataformas mais populares de smatphones, tablets e desktops. Trata-se de uma ferramenta leve, que se encontra em constante desenvolvimento, permitindo a implementação de um design flexível e configurável. Os pré requisitos para a sua utilização são conhecimentos básicos de HTML, CSS e

JavaScript. O trabalho, na sua essência, consiste em configurar o aspeto e comportamento das tags HTML5, através de um conjunto de estilos e funções pré-definidas. Isto é feito pela parametrização de atributos próprios a incluir nas tags. Para que tudo isto funcione com a velocidade e facilidade propaladas, é indispensável referenciar no <HEAD> da sua página as bibliotecas necessárias: a biblioteca jQuery (tecnologia base de suporte) e obviamente a biblioteca específica jQuery Mobile, acompanhada pelos estilos predefinidos. Sendo assim no cabeçalho da sua página surgem referências a dois ficheiros javascript e um css:

<head> <script src=”http://code.jquery.com/jquery-1.8.2.min.js”></script> <link rel=”stylesheet” href=”http://code.jquery.com/mobile/1.3.0/jquery.mobile1.3.0.min.css” /> <script src=”http://code.jquery.com/mobile/1.3.0/jquery.mobile-1.3.0.min.js”></ script> </head> </body> O método acima apresentado é o chamado CDN (Content Delivery Network), utiliza ficheiros que estão alojados remotamente em servidores que os disponibilizam para o efeito. Pode, em alternativa, fazer o download dos ficheiros e alojá-los no seu site.

ETIC • Número 3


ETIC Para construir um website, utilizando jQuery Mobile, pode utilizar o seu editor HTLM favorito, no entanto, toda a ajuda que poder obter em relação à sintaxe específica da framework, facilitará o seu trabalho. Nesse capítulo, e sem querer tomar partido por qualquer um deles, é de salientar o Adobe Dreamweaver, pois suporta funcionalidades como

arrastar e largar de widgets, templates predefinidos, sintaxe inteligente, incluindo os atributos específicos para parametrizar as tags HTML. Uma alternativa gratuita poderá ser o E++ Free Editor http://em.com.eg/editor/epp.exe Existem também editores online, um dos quais no próprio site de suporte (ver caixa).

jquerymobile.com O site oficial é uma autêntica bíblia no que se refere à tecnologia. Está cheio de recursos e funcionalidades em constante desenvolvimento.

• Editor WYSIWYG

• jQM Gallery

Permite o desenho do interface, utilizando a técnica de arrastar e largar, possibilitando depois o download o código gerado automaticamente

Galeria com centenas de sites e apps que lhe podem servir de inspiração

• Themes O Theamroller é um interface que permite a definição de um ou vários temas

• DOCS Secção onde pode encontrar uma completa referência de todos os widgets disponíveis e um demo center, onde os pode experimentar e ter acesso ao código fonte

• Links CDN / Donwload Utilize os links da biblioteca ou descarregue em formato zip todos os ficheiros necessários para alojar no seu site

PhoneGap Transfome o seu site jQuery Mobile numa app PhoneGap é um serviço online que permite compilar um site elaborado em jQuery Mobile, produzindo assim, apps para as diferentes plataformas mobile (iphone, android, etc.),. É um projeto com a participação da adobe, já integrado no dreamweaver, podendo fazer todo o processo sem sair do programa. Para utilizar o serviço tem que se registar-se em http://phonegap.com e, na versão gratuita, passa a ter direito a fazer a compilação do seu websi-

te, transformando-o assim numa app específica para cada uma das plataforma suportadas. Para isso deve fazer o upload da pasta zipada do seu site, esperar que o processo de compilação fique completo e fazer o download da aplicação para o seu dispositivo, por exemplo, através do QRcode produzido.

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Revista de Informática da ESEN

Uma lista de contactos Vítor Costa

jQuery Mobile em ação Nada melhor do que um pequeno exemplo para mostrar a capacidades do jQuery Mobile no desenvolvimento relativamente rápido e fácil de aplicações e websites para dispositivos móveis. No exemplo seguinte pretende-se construir uma página com uma lista de contactos! A resposta lógica para o problema parece ser a utilização da tag <ul>, uma lista não ordenada em HTML. O output também não surpreende, embora ainda longe do aspeto pretendido... ... </head> <body> <!—Início da 1.ª página --> <div data-role=”page” id=”principal”> <div data-role=”header”> <h1>jQuery Mobile</h1> </div><!-- /cabeçalho --> <div data-role=”content”> <ul> <li><p>esenviseu@esenviseu.net</p></li> <li><p>232 480 190</p></li> <li><p>96 37 05 552</p></li> <li><p>Rua Mestre Teotónio Albuquerque</p></li> </ul> </div><!-- /conteúdo --> <div data-role=”footer”> <h4>Rodapé</h4> </div><!-- /rodapé -->

</div><!-- /página --> </body>

Experimentemos então o poder do jQuery Mobile! Basta dar ao <ul> o papel de listview. Ao acrescentar à tag <ul> o atributo data-role=”listview”, a framework vai automaticamente aplicar um conjunto de estilos CSS, que transformam desde logo a sua aparência. ...

...

<div data-role=”content”> <ul data-role=”listview”> <li><p>esenviseu@esenviseu.net</p></li> <li><p>232 480 190</p></li> <li><p>96 37 05 552</p></li> <li><p>Rua Mestre Teotónio Albuquerque</p></li> </ul> </div><!-- /conteúdo -->

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ETIC Ao colocar os links adequados a cada uma das situações e um pouco de markup adicional, mais uma vez a framework se encarrega das funções e formatações necessárias. Mail (mailto:) - abre o programa de mail Telefone (tel:) - abre o telefone com o número marcado SMS (sms:) - abre o programa de mensagens GPS (geo:) - inicia o programa de navegação ... <ul data-role=”listview” data-filter=”true”> <li><a href=mailto:esenviseu@esenviseu.net><h1>E-mail</ h1><p>esenviseu@esenviseu.net</p></a></li> <li><a href=”tel:232480190”><h1>Telefone</h1><p>232 480 190</p></a></li> <li><a href=”sms:963705552”><h1>SMS</h1><p>96 37 05 552</ p></a></li> <li><a href=”geo:40.660678,-7.907731”><h1>Leve-me até lá!</ h1><p>Rua Mestre Teotónio Albuquerque</p></a></li> </ul> ... Pela sua flexibilidade no que toca à formatação e personalização, as listviews são um dos widgets mais utilizados em jQuery Mobile. Ao colocar uma imagem (<img>) como primeiro elemento dentro do item da lista <li> (caso haja uma hiperligação, como primeiro elemento dentro da hiperligação), a framework deteta a presença da imagem e atribui-lhe a formatação predefinida correspondente. ... <ul data-role=”listview” data-filter=”true”> <li><a href=”mailto:esenviseu@esenviseu.net”><img src=”mail.jpg” /><h1>E-mail</h1><p>esenviseu@esenviseu.net</p></a></li> <li><a href=”tel:232480190”><img src=”phone.jpg” /><h1>Telefone</ h1><p>232 480 190</p></a></li> <li><a href=”sms:963705552”><img src=”telem.jpg” /><h1>SMS</ h1><p>96 37 05 552</p></a></li> <li><a href=”geo:40.660678,-7.907731”><img src=”morada.jpg” /><h1>Leve-me até lá!</h1><p>Rua Mestre Teotónio Albuquerque</p></ a></li> </ul> ... E se a lista for tão extensa, a ponto de justificar um sistema de pesquisa? Mais uma vez o jQuery Mobile vem em nosso auxílio!

Ao acescentar data-filter=”true”, na tag <ul> surge acima da lista uma caixa pesquisa perfeitamente funcional. ... <ul data-role=”listview” data-filter=”true”> ...

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Z PRESENTE

Dar voz aos melhores alunos

Edgar Poceiro Oliveira

Média C. Técnica

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Gestão e Programação de Sistemas Informáticos (GPSI) Porquê o curso GPSI? Porque estava interessado em aprender principalmente programação. Porquê a ESEN? Em primeiro lugar devido a ser a única escola mais perto de Viseu com programação e também por ser uma escola calma e boa para se estudar e isto era o que eu procurava. A tradição da ESEN na área de informática foi importante para a tua escolha? Sem dúvida, sempre foi uma escola de referência, principalmente a nível informático e este foi também um factor. Pretendes prosseguir estudos? Em que área? Pretendo. Engenharia Informática.

Aluno finalista do curso de GPSI, Edgar Oliveira, de 17 anos, descrevese como muito empenhado, quer sempre mais dele próprio, nos seus tempos livres costuma ajudar a família, estar com os amigos, ouvir música, de programar, de jogar futebol e de jogar no computador. Participou no torneio TECLA nos três anos, no qual chegou duas vezes à fase final, ficando neste seu último ano (o seu grupo) em 5º lugar a nível nacional. E está a participar no projecto no âmbito do concurso da CIM Dão Lafões de empreendedorismo. ETIC • Número 3

Achas que vais conseguir trabalhar nesta área em Viseu? Acho que sim, mesmo que não encontre, tenho sempre a alternativa de poder fazer programas e depois vende-los. Em média, quantas horas por dia utilizas o computador? Para que efeito? Aproximadamente em média 10 horas. Para trabalhos, para entretenimento e programação. Já tiveste alguma experiência de formação em contexto de trabalho? Onde e quanto tempo? Remotelog e Scantec, um mês em cada uma das empresas. Qual a classificação? (De 1 a 10) 8 para as duas empresas. Como caracterizas essas experiências? Estas experiências foram muito boas e muito impor-


ETIC

tantes, porque mostraram-me o que era o mercado de trabalho, apliquei os conhecimentos obtidos na escola e melhorei-os. Tens também participado no torneio TECLA. Podes-nos descrever esta experiência? Quais as motivações que te levam a concorrerem a estas provas? De que forma uma atividade destas pode potenciar a tua formação? Poder melhorar o meu conhecimento. Foi uma experiência muito boa, porque permitiu melhorar ao longo dos três anos os meus conhecimentos em programação, tornou-me mais competitivo e fez com que quisesse sempre mais. A metodologia de projetos baseada em desenvolvimento de trabalhos interdisciplinares é motivadora para os alunos? Sim. Desenvolveste algum projecto na área das TIC? Em que é que consiste? Sim. Num projecto de robótica na escola, projecto modding e vários programas. Para quem se destina? Para os alunos da escola, para alunos visitantes e utilizadores. Qual a tecnologia de suporte?Que ferramentas utili-

zaste? BrickStrom, Visual Basic e CodeBocks. Como classificas o ambiente na ESEN? (1 a 10) 9 O que te vai deixar mais saudades? Os amigos que lá fiz, o ambiente, os professores e alguns funcionários. A nível curricular, em que trabalhos te envolveste com mais dedicação? Nos trabalhos das disciplinas técnicas. Qual o tema e a tecnologia do projeto PAP? M. Grão Vasco Info, é um projeto na área do turismo que assenta na tecnologia Java/ SDK e ASP.NET. A ESEN está envolvida em vários projetos no âmbito do concurso da CIM Dão Lafões de empreendedorismo. Participas em algum? Sim, participo com o projecto Museu Tec, que consiste no desenvolvimento de uma aplicação para Android que possibilite uma visita guiada a museus, disponibilizando informação sob diversas formas como vídeo e audio.

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Perfil: E-mail: edgar.4.po@gmail.com Disciplinas preferidas: PSI e Físico Química. Área tecnológica que mais gostas: Programação. Gadgets que utilizas: Computador e Telemóvel. Windows, Linux ou Mac? Windows. Um site: www.revolucaodigital.net Um programa: Eclipse. Uma linguaguem de programação: Java/SDK Um momento na ESEN: As amizades feitas.

A minha máquina: Processador: AMD Athlon 64 processor 3200+ 2.20 GHz Motherboard: ASUS A8N-E 1Gb RAM Radeon X1650 512Mb

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V Média C. Técnica

14,8

Z PRESENTE

Dar voz aos melhores alunos

David José Mendes Pereira Técnico de Multimédia Porquê o curso Multimédia? Porque é um curso em que eu me sinto à vontade e uma área que gosto. Porquê a ESEN? Eu vim do Algarve e quando cá cheguei foi a escola mais bonita que vi, mas também devido aos seus anos de existência. Pretendes prosseguir estudos? Em que área? Sim, na área de modelação 3D mais ligado à arquitetura. Achas que vais conseguir trabalhar nesta área em Viseu? Sim, quando uma pessoa insiste em procurar e tem qualidade, normalmente acaba por conseguir os seus objetivos.

Finalista do curso de Multimédia, David Pereira, de 17 anos, descrevese como um aluno muito interessado na área. Dedica muito dos seus tempos livres à música: toca vários instrumentos, nomeadamente guitarra, bateria, baixo, piano, órgão, tendo já produzido algumas músicas de sua autoria. Gosta muito de sonoplastia e 3D está sempre predisposto a explorar novas formas e programas. Nos seus tempos livres costuma ajudar a família, estar com os amigos, ouvir música, . Faz parte da equipa de desenvolvimento do projeto Viseu na Palma da Mão.

Em média, quantas horas por dia utilizas o computador? Para que efeito? Cerca de 4h, para trabalhar, pesquisa, jogar, ver noticias. Já tiveste alguma experiência de formação em contexto de trabalho? Onde e quanto tempo? Sim na empresa 2Play, durante 1 mês e 1 semana. Qual a classificação? (De 1 a 10) 9 Como caracterizas essas experiências? Foi um experiência muito boa, permitiu-me aprender coisas novas e ter uma perpectiva do mundo de trabalho. O curso de Multimédia da ESEN tem sido várias vezes solicitado para fazer a cobertura de alguns eventos na cidade. Pensas que é positvo? Sim, pois permite aplicar os nossos conhecimentos

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em situações reais e mostar as nossas capacidades. A escola tem feito um grande esforço no sentido de se equipar com material específico e atual na área de multimédia. Como classificas o equipamento? Tem-se notado bem esse esforço por parte da escola, o que tem contribuído para a melhoria das nossas aprendizagens. O que sentiste quando os vossos trabalhos foram capa do jornal “Noticias de Viseu” no projeto “Viseu na Palma da Mão”? É um grande orgulho ver o nosso trabalho reconhecido e representado na capa do jornal, como em reportagens, etc... Como classificas o ambiente na ESEN? (1 a 10) 7 O que te vai deixar mais saudades? Os professores, colegas.

Qual o tema e a tecnologia do projeto PAP? A minha PAP consiste em fazer um modelo 3D da ESEN. Utilizo como software de modelação o Blender e recuros online como texturas. Utilizei as plantas do edifício, complementadas com fotografias reais. A ESEN está envolvida em vários projetos no âmbito do concurso da CIM Dão Lafões de empreendedorismo. Participas em algum? Sim, participo com o projecto “Viseu na Palma da Mão”, já referenciado na revista.

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Perfil: E-mail: dvdpereira35@gmail.com Disciplinas preferidas: Todas as disciplinas técnicas como: Técnicas de Multimédia, Design Comunicação e Audiovisual, PPM Área tecnológica que mais gostas: 3D (mais virado para a arquitetura), Vídeo, Áudio Gadgets que utiliza: MacBook Pro Windows, Linux ou Mac? Mac OS X Um site: www.Apple.com Um programa: vários (Pro Tools 9, Logic Pro 9, Blender, AutoCad 3ds Max, Abobe Master Collection CS6) Um livro: Bíblia Sagrada Um momento na ESEN: O Intervalo

A minha máquina: MacBook Pro MD102 Processador I7 2.9GHz 8Gbytes de Ram

A nível curricular, em que trabalhos te envolveste com mais dedicação? Na minha PAP, em Projetos para as disciplinas e fora da escola.

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Revista de Informática da ESEN

Nós por cá Nome: Palmira Fonseca Amaral Ano de entrada na ESEN: 1986 Formação: Bacharelato Funções: Assistente Técnica – Área de Alunos

Onde estudou? Em que anos? Que recordações guarda desse tempo? Estudei na ESEN nos anos letivos de 1970-71 a 19731974 no GAC (Geral de Administração e Comércio) e em 1986-87 no 12º ano. Guardo muito boas recordações (com raras exceções) tanto dos colegas como dos professores. Eram tempos com muito mais disciplina, mas havia muita camaradagem, amizade e interajuda. Éramos “estudantes”, não se vivia apenas para competir. As nossas competições eram os jogos feitos entre as equipas da Escola e do Liceu (hoje Alves Martins), onde demonstrávamos que afinal não havia tanta diferença entre os alunos tanto no recinto desportivo como nos recreios. Há quanto tempo trabalha na ESEN? Que funções exerceu? ETIC • Número 3

Trabalho na ESEN há 26 anos. Quando iniciei funções foi como contínua, mais tarde passei a auxiliar (1986) e em 1996 passei para o serviço administrativo. Quais têm sido os principais desafios? Para mim os principais desafios são sem dúvida nenhuma a evolução informática. Tenho que me render a “esses bichinhos” chamados computadores, porque realmente facilitam muito o trabalho, em relação ao lápis e caneta com que fui criada. Mas, que de quando em vez me tiram do sério mesmo, lá isso tiram.

nião, o que é saudável, mas, não é impedimento para que sejamos amigos e nos apoiemos sempre que necessitamos. Creio haver uma verdadeira entre – ajuda, sempre que as circunstâncias o exigem. Que relação mantem com alunos, professores e colegas de trabalho em geral? Na minha opinião, creio ter um bom relacionamento com todos. Há colegas, alunos e professores com quem me identifico mais, como qualquer outra pessoa claro, mas isso não impede que não haja uma bonita amizade.

Como caracteriza o ambiente de trabalho na escola?

Há quanto tempo está ligada ao ensino profissional?

Acho que há um ambiente muito bom entre toda a comunidade escolar. No meu setor, somos um grupo muito unido. Claro que não temos todos sempre a mesma opi-

Estou ligada aos profissionais desde que iniciaram na nossa escola. A nossa escola tem uma forte tradição no ensino tecnoló-


ETIC Programa de Gestão Escolar

Hoje em dia, como está a sua relação com a informática? Muito melhor. Eu, e os meus amigos computadores já não nos zangamos com tanta facilidade mas ainda discutimos, porque somos muito teimosos.

gico. Desde a “antiga” escola comercial até à atual ESEN quais foram as principais alterações? O nível de exigência. Hoje os alunos com facilidade têm classificações elevadas e a preparação prática não lhe dá conhecimentos como davam os antigos cursos. Quando digo antigos cursos refiro-me aos cursos antes 25 de abril, porque após, foi sempre a decair o nível de ensino até aos nossos dias. Quais as principais solicitações por parte dos alunos e professores no âmbito dos cursos profissionais? Como nos cursos profissionais, os alunos podem fazer testes (módulos) durante todo o ano, faz com que os professores nos “visitem” mais vezes para lançar as notas. Quanto aos alunos é para saber, porque nunca sabem equivalências e quais os módulos

feitos e os que faltam. Com a introdução dos cursos profissionais a sua metodologia de trabalho foi substancialmente alterada? Em que medida? Não há grandes alterações na metodologia, há sim muito stress. Os cursos profissionais no início de ano dão um bocado de trabalho para se preparar. Têm de se fazer termos, dar equivalências e organizar todo o material, sempre com o tempo bastante apertado. No seu dia-a-dia trabalha com aplicações de gestão escolar. Da sua experiência quais os prós e contras dessa convivência? Neste momento os programas estão muito bons. Já se conseguem satisfazer a maioria das necessidades exigidas; embora como em tudo, ainda haja falhas que vão sendo

superadas conforme se vão detetando. Como era feita a gestão escolar antes da introdução da informática? Todos os documentos se registavam manualmente com caneta, lápis e máquinas de escrever e depois guardados nos respetivos arquivos. As pautas eram feitas nas máquinas de escrever, o que dava um ”trabalhão” sempre que havia um engano. Um momento na ESEN que a tenha marcado: Houve vários momentos marcantes tanto positivos como negativos, pelo que não dá para salientar apenas um. Muito obrigado D. Palmira, pela entrevista e pelo seu trabalho!

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Revista de Informática da ESEN

Palcos Virtuais Fruto da visão e pioneirismo de um conjunto de professores da ESEN, (GTI - Grupo de Trabalho da Internet), que dedicou incontáveis horas de trabalho ao seu desenvolvimento e manutenção. A página web da ESEN continua a prestar serviços únicos, nomeadamente nas suas áreas mais populares como a caderneta virtual, a marcação de reuniões, a divulgação de notícias e atividades, ementas, documentos, etc. Ao mesmo tempo que presta estes serviços inestimáveis à comunidade educativa, tem também sevido como laboratório para o desenvolvimento e exploração de novas tecnologias, e fonte de inspiração para o desenvolvimento de novas áreas e

funcionalidades, tanto para professores como alunos, nomeadamente no âmbito das PAPs dos cursos profissionais da área da informática. Apesar das crescentes restrições de tempo para o seu desenvolvimento e manutenção, a plataforma palcos virtuais continua a responder às necessidades de gestão pedagógica e de informação da ESEN, alargando as suas áreas e funcionalidades, como a inclusão de um zona de destaque na página principal, tal como ilustra a figura.

Fruto do trabalho realizado no âmbito de uma PAP do curso de multimédia, surgirá brevemente uma versão adaptada para dispositivos móveis, inicialmente numa versão reduzida, resultante de uma seleção das áreas fundamentais.

ETIC • Número 3


ETIC Principais novidades

Área reservada Adição de eventos aos calendários Marcação de eventos no calendário Outlook e/ ou Google, a partir de hiperligações existentes na agenda do professor, na sua área reservada.

Convocatórias

Convocatória de coordenadores de área disciplinar, acompanhada pelo melhoramento da interface de marcação. Inclusão do QRCode no folha impressa da convocatória para marcação do evento na agenda do smartphone.

Horários das salas QRcode Associada à plataforma, nomeadamente no que se refere à disponibilização online dos horários de ocupação das salas de aula, foi recentemente colocado nas etiquetas identificadoras das salas de aula um QRcode que aponta precisamente para o ficheiro correspondente ao horário de ocupação, permitindo o seu acesso através de um dispositivo móvel

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Revista de Informática da ESEN

Caderneta Virtual: A ferramenta Web 2.0 como nova versão da Plataforma “Palcos Virtuais” Nuno Barros

Caderneta Virtual Este artigo resulta das conclusões obtidas a partir do estudo realizado no âmbito de uma tese de mestrado em Comunicação Multimédia – Ramo Multimédia Interativa.O estudo iniciou pela tentativa de perceber se os serviços da Web 2.0 seriam úteis numa ferramenta como a Plataforma “Palcos Virtuais”. Desde cedo se concluiu que esta plataforma se encontra muito centralizada num dos seus módulos funcionais: a Caderneta Virtual. Considerou-se ainda mais o facto de esta caderneta ser o utensílio ideal para renovar e implementar novos sistema comunicacionais na escola. Foi a partir deste pressuposto que se iniciou o protótipo funcional da evolução da Plataforma “Palcos Virtuais”, centralizando-se agora num único conceito: a Caderneta Virtual. INTRODUÇÃO A “Caderneta Escolar” foi regulamentada pelo n.º 38/SERE/88 de 15 de setembro, apresentando-se como uma ferramenta em papel que facilitaria a comunicação entre professores e encarregados de educação. Além de outros elementos desta caderneta, destacam-se os contactos dos diversos intervenientes, a agenda, o calendário escolar, os horários de atendimento, a correspondência, informações dos professores para os encarregados de educação, as autorizações para as viagens de estudo e a justificação de faltas. O facto de existir um intermediário neste processo comunicacional (o aluno) dificulta de certa medida o seu sucesso. Mesmo com a adoção desta ferramenta, considera-se que a participação dos encarregados de educação continua a ser inconsistente e diferente de caso para caso. Existe ainda uma caderneta para o professor, onde este regista diversos tipos de dados, tais como planos de aula, avaliação dos alunos,

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agenda pessoal, entre outros. Pode-se definir a seguinte figura como sendo o atual esquema comunicacional nas escolas: Com a utilização da Caderneta Virtual, como ferramenta comuni-

cacional, será possível reformular este esquema. Assim, apresenta-se o seguinte esquema como sendo o ideal futuramente (Figura 2): Muito embora as funções principais da atual Caderneta Virtual serem apenas as de registar e divulgar (em área reservada) a avaliação quantitativa ou qualitativa dos alunos, facilmente se consegue agregar novas funcionalidades a esta ferramenta. O seu novo modelo deve assentar nos seguintes pressupostos:

Usabilidade simplificada para permitir o mais variado leque de utilizadores; Funcionalidades que não requeiram grande know-how por parte dos futuros utilizadores; Prioridade no aspeto comunicacional, maximizando a divulgação da informação de forma ubíqua; Interfaces simples e, preferencialmente, semelhantes a outras ferramentas online existentes; Utilização de métodos de desenvolvimento participativo, com a integração dos elementos da comunidade educativa na sua implementação.


ETIC DESENVOLVIMENTO Foi estudada a forma de funcionamento das principais redes sociais atuais – Facebook, Twitter, Google+, LinkedIn e MSN – de forma a se perceber quais as funcionalidades que se poderia utilizar na nova versão da plataforma. Assim, numa primeira instância, definiu-se como prioritária a implementação de um novo sistema de autenticação dos utilizadores, recorrendo ao sistema de autenticação dessas redes sociais. Retira-se desta forma a responsabilidade das escolas neste processo, evitando o armazenamento de dados, considerados pessoais, nos servidores da escola. Os utilizadores utilizarão desta forma as credenciais que lhes estão associadas nas referidas redes. Pelas características das redes sociais, será possível criar grupos abertos ou fechados, permitindo diferentes contextos comunicacionais nas escolas. A partilha de calendários e agendas serão, julgamos nós, as ferramentas mas apetecíveis para esta nova versão, associando mais uma vez as ferramentas comunicacionais já referidas. De igual modo, a divulgação de fotografias e vídeos, poderá ser considerada como um bónus a todo este processo. A definição clara dos papéis que cada elemento da comunidade educativa irá desempenhar é essencial, tendo em conta que o conjunto de funcionalidades atribuído a cada um irá variar mediante o seu poder dentro da hierarquia pré estabelecida. Os termos associados à Web 1.0 (consultar, exportar e gerir) e Web 2.0 (comentar, denunciar, gostar e partilhar) devem ser sempre considerados. CONCLUSÃO Conclui-se, através de inquéritos realizados pelos diversos elementos da comunidade educativa, que a utilização de um sistema comunicação centralizado é uma mais valia para as escolas. De qualquer das forma, há diversas ressalvas a serem feitas. Assim, numa primeira instância, a possível redundância de informação que poderá circular na plataforma. Por outro lado, a não adoção da ferramenta por todos os elementos da comunidade poderá quebrar o circuito comunicacional, pondo em risco o seu

sucesso. De igual modo, a sua adoção deverá ser feita, hierarquicamente, do topo (direção) para os restantes elementos da comunidade. A comunicação tornar-se-á mais rápida e eficaz, tendo em conta que parte do aspeto burocrático envolvido poderá ser evitado. Desta forma, a troca de informações erradas entre os intervenientes, será eliminada. Outro benefício será a possibilidade da definição de filtros, relativamente aos destinatários / intervenientes envolvidos na comunicação. Paralelamente, a redução dos custos neste processo é evidente. Infelizmente, alguns constrangimentos técnicos ainda comprometem esta ferramenta: as constantes falhas de rede e de acesso à Internet. Muito embora estas falhas não estejam diretamente associadas à ferramenta, consideram-se como sendo uma barreira para o seu sucesso. Estes problemas são comuns à maioria das escolas. É prioritário, neste momento, que as escolas integrem e harmonizem a utilização das ferramentas disponibilizadas pela Web 2.0, complementando as ferramentas já existentes, de forma a simplificar o excessivo processo burocrático, maximizando a importância do processo comunicacional. É importante ainda perceber como ferramentas da Web 2.0, como os blogs, são utilizados (de forma excessiva, generalizada e desapropriada, por vezes) como páginas de escola. Este fenómeno demonstra claramente as formas erradas de utilização dos serviços da Web 2.0 que, em grande parte dos casos, assume proporções preocupantes, tendo em conta que grande parte das escolas não possui quadros de pessoal estáveis, impedindo as direções das escolas de assumir soluções mais complexas, tendo em conta que não as conseguirão gerir posteriormente. A nova Plataforma “Palcos Virtuais” – a Caderneta Virtual 2.0 – vem permitir claramente o desligar deste aspeto técnico da gestão da ferramenta, potenciando a participação generalizada da comunidade educativa neste processo essencialmente comunicacional.

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Sumários Digitais Adelino Amaral

O Livro de Ponto - apesar de algumas saudades, a adoção do seu substituto digital tem sido um sucesso

s sumários digitais entraram em vigor, nesta escola, em setembro de 2012. Esta aplicação permite realizar a gestão de sumários nomeadamente a sua escrita, a marcação de faltas aos alunos e docentes, permutas entre docentes, mudanças e adição de sumários,; marcação de testes, consulta de sumários, faltas e teste,; e a troca de mensagens entre professores. Estamos perante uma ferramenta pedagógica que pretende reduzir o trabalho docente e eliminar os elevados encargos com os livros de ponto em suporte de papel. A experiência aferida até ao momento, com a utilização

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desta aplicação, permite afirmar que tem sido um sucesso graças ao grande contributo dos docentes desta escola. Estamos perante um processo de melhoria contínua, pois encontramo-nos a aprimorar a sua usabilidade recorrendo à experiência recolhida. Todos os dias se descobrem novas experiências que colmatam as necessidades da direção, professores e assistentes administrativos. Fica registado um grande agradecimento a todos os que levaram a bom porto esta iniciativa, pelo seu grande empenho na aceitação desta nova ferramenta de trabalho.


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Web 3.0 José Gonçalves

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eb 3.0 é a terceira geração da Internet. Esta nova geração prevê que os conteúdos online estarão organizados de forma semântica, muito mais personalizados para cada internauta, sites e aplicações inteligentes e publicidade baseada nas pesquisas e nos comportamentos. Esta nova Web também pode ser chamada de “A Web Inteligente”. O termo Web 3.0, atribuído ao jornalista John Markoff do New York Times, é uma evolução do termo Web 2.0 que foi criado por Tim O’Reilly durante a conferência O’Reilly Media Web em 2004. A Web 3.0 serve-se de software que vai aprendendo com o conteúdo que apanha na Internet,

A diferença entre a Web 2.0 e a Web 3.0 é a diferença entre obter uma lista de respostas e uma solução concreta e personalizada para uma pergunta. É a diferença entre a sintaxe e a semântica.

que analisa a popularidade desse conteúdo e chega a conclusões. Em vez de ter as pessoas a refinar os termos da pesquisa, a Web 3.0 será capaz de o fazer sozinha, aproximando-se do mundo da inteligência artificial. Fazendo uma analogia simples: a diferença entre a Web 2.0 e a Web 3.0 é a diferença entre ter alguém que se limite a elencar todos os restaurantes aos quais poderei ir jantar hoje - desconhecendo que alguns desses restaurantes estarão fechados ou onde poderão servir comida que a mim, em particular, não me

agrada -, e ter alguém a dizer-me exactamente onde é que eu posso ir comer, sabendo à partida qual é a minha localização geográfica, qual a hora que me é mais conveniente e quais as minhas preferências gastronómicas.

Fontes: Jornal Publico

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A ovelha negra das comunicações móveis Pedro Gonçalves

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oje em dia todos nós temos telemóvel: os nossos filhos, os nossos pais, os nossos tios e até os nossos vizinhos. Toda a nossa família tem telemóvel e só não houve telemóveis na Pré-História porque a TMN não existia há mais de 3 biliões de anos atrás. Se existisse teríamos ouvido falar do ROCHA (não confundir com o MOCHE pois são de eras diferentes), o mais económico tarifário onde só se pagava 20 grãos de gravilha por minuto e teríamos telemóveis duros como a pedra, literalmente. Mas a tecnologia evoluiu com a chegada dos smartphones, aqueles telemóveis com inúmeras funções que o utilizador desconhece da sua existência até ter ouvido falar delas ou põe em causa se realmente o equipamento possui tal engenho. O núcleo destes pedaços do paraíso da tecnologia são os sistemas operativos que eles trazem. O Android surgiu pela Google, o iOS pela Apple, o Symbian por uma cambada de empresas, o BlackBerry OS pela BlackBerry, o Bada pela Samsung (mais duas letras no nome e saía asneira certa) e o Windows Phone pela Microsoft e é precisamente deste último que eu vou falar. O coitado é posto de lado como se de um osso que está no nosso prato ao jantar se tratasse. Este SO surge no mercado como uma atualização redesenhada do Windo-

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ws Mobile (agora extinto), um verdadeiro SO móvel onde se podia fazer de tudo um pouco: escrever textos, ver apresentações, instalar aplicações de escritório e até fazer chamadas ou enviar mensagens! Infelizmente os clientes e utilizadores não acreditam muito nesta ressurreição do SO móvel da gigante de Redmond, visto que este é considerado por muitos como limitado nas funcionalidades. Pelo menos eu adoro quando as pessoas falam sem dar uma oportunidade às coisas. Limitado porquê?! Porque não dá para mudar os temas? Porque nunca chegará aos calcanhares dos outros SOs? Vamos ver alguns pontos fortes deste mestre dos smartphones. Começa por permitir uma experiência de navegação excelente tanto a novatos como a profissionais por causa dos seus menus claros e sucintos. Inclui integração direta com as nossas redes sociais. Escolhemos um contacto do nosso telemóvel e caso o mesmo tenha Facebook, por exemplo, podemos ver o seu mural e os seus álbuns, além de podermos alternar entre falar por SMS/MMS ou chat do Facebook. Inclui integração com o Xbox Live onde podemos interagir com o nosso avatar, ver as tabelas de classificação ou ver as


ETIC notificações em jogos de turno multijogador. Inclui o verdadeiro Office com todas as funcionalidades que a versão para computador tem. Editar textos, ver apresentações ou processar folhas de cálculo são das funcionalidades que podem ser feitas. Inclui a SkyDrive, um serviço de armazenamento gratuito na nuvem com 7 GB de espaço para os nossos documentos e fotografias. Permite que as localizações baseadas no GPS sejam extremamente precisas e rápidas. O mesmo acontece com as ligações Wi-Fi. Permite de origem (sem recorrer a aplicações macacas) o bloqueio, formatação e localização do telemóvel à distância em caso de roubo. Inclui navegação e mapas gratuitos com licença vitalícia (ou até o telemóvel se estragar). Inclui também um dicionário e previsor de texto na escrita de mensagens para evitar erros de gramática (uma vez escrevi docinho e ele substituiu escrevendo focinho). Estas são algumas das funcionalidades porque há muitas mais. O que eu aqui mostrei é o mínimo do que o Windows Phone permite fazer. Uma das partes de que eu gosto mais é o facto de muita gente por esse mundo preferir os telemóveis com este SO não pela sua rapidez mas também pelo seu aspeto. São telemóveis elegantes e com estilo capaz de fazer inveja a muita gente que compra um Android ou um iOS e depois se apercebe que o outro telemóvel é melhor e tem mais pinta. Acreditem, pois eu tenho um Nokia Lumia 710 (o telemóvel no início deste artigo) e venho de um Sony Ericsson Live with Walkman (um Android). Não troco o Lumia por nada deste mundo: é bastante rápido a ligar, executa os jogos com suavidade e não tem bloqueios ou pa-

ragens inconvenientes. Além de ficar apto em segundos para fazer uma chamada e em movimento poder abrir uma página da internet por completo em menos de cinco segundos. Podem também fazer uma pesquisa tanto local como na internet premindo o botão de pesquisa que os telemóveis com este SO dos deuses possuem na frente dos mesmos. Para terminar, quero finalizar com o seguinte facto: quando o Windows Phone surgiu mais globalmente em 2011, ganhou de imediato três medalhas: ouro em Experiência Interactiva de Produto, prata em Pesquisa e bronze em Estratégia de Desenho. Não sei se o Android recebeu alguma. Também merece recebê-las pela performance e facilidade (temporária), mas o Windows Phone não merece ser a ovelha negra das comunicações móveis porque consegue e muito bem manter-se na corrida com as outras plataformas, e isso deixa-me orgulhoso. Mesmo que eu não tenha contribuído em nada para que o Windows Phone visse a luz do dia.

byPeedrooo’ O lado cómico da programação www.peedrooo.com Pedro Gonçalves é aluno de GPSI, do 12.º G e administrador dp blog byPeedrooo’, onde aborda, sempre com bastante humor à mistura, assuntos ligados à programação de computadores. Possui também no YouTube um canal de suporte ao mesmo blog: www.youtube.com/user/bypeedrooo

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OLHARES

Na objetiva da nossa memória

Foi aluno da Emídio Navarro de 2001 a 2005, onde concluiu o Curso Tecnológico de Infor(esen: 2001 - 2005) mática. Encontra-se a finalizar a Licenciatura do curso superior de Tecnologia dos Equipamentos de Saúde. Aos 27 anos, ocupa atualmente o cargo de Gerente e Técnico de Reparação de Hardware na empresa Moneyfone, Lda. em Coimbra.

Rui Carvalho

Principal recordação da ESEN? O bom ambiente e união dos alunos da ESEN, a boa relação com os professores, e claro, dos maravilhosos croissants mistos da Dona Fátima. Manténs contacto com elementos da comunidade educativa (professores, funcionários, ex-alunos)? Mantenho algum contacto com ex-professores e funcionários da ESEN, mas acima de tudo com ex-alunos, que se tornaram grandes amigos, e com os quais me encontro sempre que tenho oportunidade. Tendo em conta que já passaram alguns anos depois de teres concluído o ensino secundário, quais as principais diferenças tecnológicas em relação à altura que aqui estudaste? As diferenças tecnológicas existentes são visíveis desde logo, se olharmos para o ambiente em redor. Os computadores sofreram grandes alterações desde então, sendo agora bastante mais modernos, mais leves e de menor tamanho, e sem sombra de dúvidas, os sistemas operativos estão bem mais desenvolvidos, sendo user friendly, e dando menos “chatices” ao utilizador. Mas as mudanças tecnológicas têm sido uma ETIC • Número 3

constante, e é clara a evolução desde que saí da ESEN até aos dias de hoje. Para mim a mudança que considero mais evidente é sem dúvida a velocidade no acesso à internet. Enquanto na altura ainda eram usados modems de 56K e RDIS, hoje em dia já existe em fase de testes, fibra óptica a 1Gbit/s. Sabendo que és oriundo de um curso tecnológico, qual é a tua opinião relativamente ao atual modelo de formação técnica: os cursos profissionais? Sou totalmente a favor da formação profissional. Devido a ter tirado um curso tecnológico, e estando no mercado de trabalho, tenho de concordar quando se diz que em Portugal há falta de pessoas qualificadas para trabalhar, pois um dos problemas que enfrentei, foi a falta de conhecimentos práticos, tanto a nível da informática, como ao nível do curso de Licenciatura que frequento. Penso que as formações deveriam ser mais práticas, como antigamente se dizia “aprender uma profissão”, pois não é só com o 12º Ano, ou outro grau académico que se vai aprender a trabalhar. Por esse motivo penso que os cursos profissionais deveriam ser ainda mais divulgados, e moldados para o mercado de trabalho Português. Alargando um pouco mais a questão: E em


ETIC Se te pedissem para escolher diversos itens para incluir numa cápsula para enviares para Marte o que escolherias como: Filme? O pianista. Gadget tecnológico? O meu imprescindível iPhone. Livro? Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Fotografia? Uma fotografia com toda a família. Música? Música Jazz e Clássica Levaria também um carro e ferramentas para “brincar”

relação ao atual estado da educação no país? É bastante frequente encontrarmos alunos desmotivados com o ensino, que efetivamente querem especializar-se numa área, mas não sabem bem que área escolher, ou como encontrar uma formação que seja adequada às suas aptidões. Posto isto, considero que os órgãos responsáveis pela orientação dos alunos ao nível do ensino, deveriam apostar mais nos cursos profissionais, apresentando aos alunos todo o leque de oportunidades disponíveis ao nível da formação, a nível nacional e internacional, seja ela técnica ou superior, ao invés de se focar quase exclusivamente no ensino Universitário. Em suma, defendo que deveriam ser facultadas todas as oportunidades, pelo menos a nível nacional, de cursos técnicos de nível 4 e 5, para além dos cursos Superiores, para uma escolha mais adequada por partes dos alunos. Consideras que, neste momento, há excesso de técnicos com formação superior? Julgo que há excesso de técnicos com formação superior, mas sem qualificações práticas para o real mundo de trabalho, e bom exercício das funções. Projetos para o futuro? Especializar-me na área da mecatrónica automóvel. Tenho pena de só ter descoberto tarde todo o leque de oportunidades que a formação técnica nos pode oferecer, tendo descoberto já tarde a formação que mais se adequa aos meus gostos, e ao que consigo fazer como autodidata na área. Estou atualmente à espera de ser convocado para realizar um curso de formação de adultos de mecatrónica automóvel, sendo um sonho a realizar em breve. Já pensaste sair do país à procura de condi-

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ções melhores? Sem dúvida! Quando o país em que vivemos não nos fornece as condições que desejamos, o melhore que temos a fazer é procurar um local melhor para trabalhar e viver, e utilizando uma expressão conhecida, “A nossa terra é onde ganhamos o nosso pão”. Tens hobbies? (vi no facebook que praticas geocaching...) Os hobbies a que mais me dedico são a mecatrónica automóvel, e o Geocaching. A mecatrónica sempre foi uma paixão, e dá-me gozo por em prática e desenvolver os conhecimentos que vou adquirindo nesta área. O Geocaching é uma paixão bastante recente, mas convenceu-me rapidamente, não só pela piada da “caça ao tesouro”, mas também, e talvez acima de tudo, por ser um hobbie que me permite ficar a conhecer melhor novos locais, e a sua história.

Em que projetos em que estiveste envolvido na universidade? Ao longo dos anos que passei no ensino superior, tive a possibilidade de participar em 2 projetos de iniciação à investigação. As bolsas em que participei, consistiram no desenvolvimento de uma plataforma de interação 3d em ambiente linux no âmbito do projeto de investigação hiprob. Na primeira bolsa em que participei estive no desenvolvimento de uma plataforma de interação 3d em ambiente linux no âmbito do projeto de investigação hiprob, e na segunda estive a fazer testes com equipamento específico, de medição de pontos no espaço. Projeto hiprob permitiu-me desenvolver uma ferramenta que sabia a localização de um sensor de ultrassons de um ecógrafo, para posterior controlo de um braço mecânico que irá ser utilizado em ambiente hospitalar, mais especificamente em cirurgias ortopédicas. Durante esse tempo também participei num festival de robótica, com um carro todo desenvolvido na estcb, com condução autónoma, e participei como orientador em alguns workshops de robótica. Tanto as bolsas, como a robótica, permitiram-me desenvolver competências na área da programação em c++, tendo sido uma mais valia para o meu desenvolvimento e aquisição de conhecimentos enquanto informático, no mercado atual.

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Na objetiva da nossa memória

Steven Lopes Abrantes (esen: 1991 - 1997)

Nascido em 4 de Outubro de 1979, aluno da Escola Secundária Emídio Navarro entre 1991 e 1997, frequentou o curso Tecnológico de Informática e atualmente é docente no Instituto Politécnico de Viseu.

O que recorda dos seus tempos de estudante na ESEN? Recordo-me das amizades criadas entre colegas e professores, sendo que, algumas delas ainda prevalecem até aos dias de hoje, recordo ainda as excelentes condições que a própria escola detinha e o ambiente escolar de excelência, proporcionado pela ESEN. Quais considera ser as grandes qualidades da ESEN? A excelente qualidade de ensino, que se tem reflectido na qualidade dos alunos que têm terminado os seus estudos neste estabelecimento de ensino. Outra das grandes qualidades da ESEN, é a relação proporcionada entre todos os intervenientes do meio escolar: alunos, professores e funcionários. Ainda mantém contacto com colegas e professores dessa altura? Sim, com alguns. Já conhece as novas instalações da ESEN? Sim, conheci recentemente as novas instalações, mas confesso que de uma forma superficial não tendo tido tempo para veri-

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ficar todas as mudanças. Pode-nos dar a conhecer, de forma sucinta, o desenvolvimento da sua formação académica? Terminei o curso de informática em 1997 na ESEN, depois ingressei no curso de Engenharia Informática na Universidade de Coimbra, tirando depois o mestrado em Gestão de Informação na Universidade de Aveiro em 2007, tirando por fim o Doutoramento em Sistemas de Informação na Universidade Fernando Pessoas no ano de 2012. Durante este percurso académico, participei em diversas conferências nacionais e internacionais, tal como a elaboração de artigos para revistas e livros. Acha que a tradição da ESEN, no ensino técnico, tem sido uma mais-valia que potencia as competências dos alunos que nela se formam? Os alunos que terminaram o ensino técnico na ESEN, possuem competências necessárias, para integrar a vida ativa ou prosseguir a vida académica e beneficiam claramente da experiência adquirida, ao longo de décadas, pela ESEN no ensino técnico.


ETIC Steven Lopes Abrantes trabalha na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu no Instituto Politécnico de Viseu no Departamento de Informática. No ensino secundário estagiou na empresa Celeuma, tirou a licenciatura em Engenharia Informática, e conclui o Doutoramento em Sistemas de Informação, foi Consultor da Divisão de Management Solutions da Deloitte & Touche no escritório de Lisboa e membro da Divisão de Technology Integration Services., onde participou em diversos projetos tecnológicos, onde se destaca a Portugal Telecom, Barclays e TvCabo.

Na sua opinião, que articulação deverá haver entre o ensino profissional e o “mundo” empresarial? Deverá haver uma maior aproximação entre o mundo académico e o mundo empresarial, para que os alunos possam transpor os conceitos apreendidos nas aulas para o mundo empresarial. Devem os empresários apostar nas gerações futuras de estudantes para que estes possam desenvolver as suas próprias competências no nosso tecido empresarial e não tenham de emigrar para conseguirem uma oportunidade como, atualmente, se verifica cada vez mais.

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lemóvel, Smartphone, Tablet PC e Portáteis) para um maior alcance da aplicação e para obter os benefícios que a computação móvel oferece aos diversos setores. Devido a este fator o desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis será uma área promissora para o presente e futuro.

Qual a sua visão sobre a onda do empreendedorismo que se manifesta no nosso país? Tem duas visões possíveis, a primeira é que cada vez mais aparecem novas mentes com novas ideias, algumas delas com visões futuristas e que podem mudar as mentalidades do nosso país. Mas por outro lado muitas destas ideias não passam do papel pois continuamos a viver na era das empresas terem medo de arriscar nestas ideias e também porque a carga burocrática associada ao desenvolvimento/implementação de um projeto de empreendedorismo é ainda muito elevada.

Que papel poderá ter o tecido empresarial na definição das políticas educativas? O tecido empresarial tem um papel fulcral na definição das políticas educativas, pois é ele que vai absorver a maioria dos alunos que acabam a sua formação. O tecido empresarial devia dar a conhecer ao sistema educativo as suas necessidades profissionais atuais e futuras, de modo a que as políticas educativas fossem direcionadas para as necessidades manifestadas. Esta solução iria permitir aumentar a eficiência e eficácia das políticas educativas. Nos anos mais próximos, qual a área da informática que terá mais expansão? As aplicações tecnológicas e os meios para as utilizar evoluíram de tal forma que já não está limitado a um computador fixo, mas estendeu-se aos dispositivos móveis (PDA, Te-

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E se pudéssemos andar com VISEU na PALMA DA MÃO? Desde Dezembro de 2012 que os turistas que visitam a cidade podem, de forma inovadora, conhecer os seus principais pontos de interesse através do telemóvel.

Os professores Carlos Malta e Vitor Costa coordenam a equipa de desenvolvimento constituída pelos alunos Joel Gonçalves, Leandro Rodrigues, Pedro Gonçalves, Pedro Oliveira do curso de GPSI e David Pereira do curso de Multimédia. A equipa agrega também uma rede multidisciplinar de colaboradores que inclui tradutores e editores de conteúdos, inicialmente angariados no âmbito da comunidade escolar da ESEN que, posteriormente, pela natureza transdisciplinar do projeto, passaram a envolver outros agentes vivos da cidade.

A ferramenta “ViseuMobile” desenvolvida na ESEN explora uma tecnologia emergente que existe para dispositivos móveis (smartphones e tablets) que possibilita enriquecer roteiros digitais, permitindo aos turistas interagir com elementos virtuais que são acrescentados à imagem que recebem da camara do seu equipamento. Este novo modelo de interface, centrado no utilizador, permite que o turista, a partir da sua posição possa procurar os pontos de interesse georreferenciados que se encontram num raio de 5 km. Os dados associados aos pontos de interesse contemplam a sua identificação, uma breve descrição e informação adicional sob a forma de imagens, vídeo e texto. Tem ainda sempre disponível a opção “Leve-me até lá”, que consiste em iniciar o sistema de navegação do seu dispositivo móvel de modo a poder guiá-lo até ao local pretendido.

Para impulsionar e garantir a evolução sustentada da aplicação foi celebrado um conjunto de protocolos com parceiros institucionais:

Dr. Paulo Viegas Diretor da ESEN “Este projeto mostra o bom trabalho que é feito na ESEN numa área forte da escola que é a área de informática e de multimédia onde estamos bem equipados em termos de professores e de equipamento físico.”

Dr. Fernando Ruas Presidente da C.M. Viseu “Viseu na Palma da Mão é carinhoso…Agradeço a possibilidade de a CMV poder integrar esta parceria. O concelho fica a ganhar, e de que maneira…É uma aplicação extremamente curiosa e muito simples de utilizar…Estou muito entusiasmado com esta aplicação…Os nossos jovens estão bem entregues em escolas de referência o que é motivo de orgulho para todos nós”

Dr. Adriano Azevedo Vice-Presidente do Turismo do Centro Portugal “A ideia é extremamente interessante. Na Europa apenas Barcelona dispõe de uma ferramenta semelhante. O projeto de Viseu é original e pode ser multiplicado pelas mais diversas regiões”

Eng. Fernando Sebastião Presidente do IPV

Instituto Politécnico de Viseu, que contribui para o desenvolvimento da versão multilingue da aplicação; o Município de Viseu, que participa na seleção dos pontos de interesse da cidade e fornece informação oficial referente à caracterização dos mesmos e; o Instituto de Turismo do Centro, como entidade ligada à promoção da região Dão Lafões, colabora na difusão do serviço junto do público-alvo.

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“A ferramenta é muitíssimo importante para dar a conhecer Viseu. É um bom exemplo da qualidade do ensino profissional. O IPV tem todo o interesse em estar nesta parceria”


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PERSPETIVAS DE DESENVOLVIMENTO

ECOS DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

PINTAR O FUTURO COM OUTRAS FUN-

O que foi noticiado sobre o projeto

CIONALIDADES.

DESCOBRINDO NOVOS HORIZONTES PRÉMIOS E COMUNICAÇÕES

O grau de inovação do projeto que usa tecnologias emergentes para equipamentos móveis que hoje fazem parte do quotidiano das pessoas, permitiu impulsionar esta ferramenta turística junto do seu público-alvo, tendo a versão multilingue alargado a base de utilização da aplicação. A sua grande abrangência permitiu uma evolução sustentada do serviço que foi apresentado em várias conferências nacionais tendo o projeto ganho prémios em concursos de ideias e empreendedorismo das quais se destacam o concurso INOVA, Creating, Prémio Novas Fronteiras da Engenharia, TIC Educa Júnior e IDo Prototype promovido pela Centro de Informação Europeia Jacques Delors em parceria com a empresa Novabase.

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A camada de dados é atualmente composta por 68 pontos de interesse que estão divididos em 5 categorias (Património, Parques e Jardins, Cultura e Lazer, Museus e Igrejas). Como se trata de uma plataforma dinâmica que utiliza conteúdos digitais, é possível atualizar os dados de forma simples e rápida o que permite gerar ganhos evidentes na eficiência da comunicação e divulgação da informação turística em tempo real. É possível dinamizar roteiros temáticos focalizados nos interesses dos promotores (por exemplo de acordo com os estilos arquitectónicos, épocas históricas, etc.) que são balizados no tempo e espaço circunscrito a essas preferências; adicionar novas topologias que permitam enriquecer a camada de dados como espaços para crianças para que as famílias possam fruir da aplicação em conjunto; acrescentar novas funcionalidades como a opção “Old Pictures” que permitirá ao turista visualizar fotos antigas dos pontos de interesse referenciados com o enquadramento actual dos locais onde se encontram; explorar novas tecnologias como reconhecimento de objectos que permitirá que os turistas possam identificar os pontos de interesse dos locais que visitam pelo reconhecimento da imagem na câmara do seu equipamento.

Mais informações em: Site de suporte: http://viseumobile.esenviseu.net

Turismo de Viseu na “Palma da Mão” Capa Diário de Viseu 23-11-2012

Mérito reconhecido aos melhores de Viseu In Diário de Viseu 6-12-2013

“ViseuMobile” no telemóvel In Jornal do Centro 30-11-2012

Ter Viseu na Palma da mão In LocalVisão TV 2-1-2013

Viseu na Palma da Mão a 360 In Original TV 7-2-2012

Ferramenta tecnológica vai ajudar turistas In Jornal da Beira 29-3-2012

Ferramenta Inovadora permite descobrir Viseu 4* - Praça Pública In Jornal do Centro 9-3-2012

Facebook: http://www.facebook.com/viseumobile Press: http://viseumobile.esenviseu.net/pt/?page_id=27

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Primeiras PAPs de Multimédia Três anos depois eis que chega o momento mais importante do percurso escolar dos alunos do Curso Profissional de Técnico de Multimédia. Pela primeira vez, irão se realizar as Provas de Aptidão Profissional das turmas deste curso. Este ano cabe a vez ao 12º H, que iniciou o seu percurso em setembro de 2010. A primeira leva de alunos que dará provas no dia 13 de junho, é constituída por 9 rapazes e raparigas com dinamismo suficiente para, dentro em breve, ingressarem no difícil mundo do trabalho. É aqui que, naturalmente, se tornarão homens e mulheres respetivamente, fazendo parte desta grande máquina que é o nosso país. Oportunidades terão, oportunidades deixarão escapar... é a lei da vida. Diversos temas serão abordados no conjunto de projetos que se pretendeu diversificado. Por ser na nossa escola um curso recente, decidiu-se apostar em tecnologias emergentes e que tivessem algum impacto na escola, na cidade e até na região. Desde o vídeo interativo, à modelação 3D, às aplicações para dispositivos móveis, ao storytelling, à fotografia, até à televisão corporativa, tentou-se abranger toda esta área que é das mais

multifacetadas. “Viseu” é o tema aglutinador de dois destes projetos – ViseuTour e InteractViseu – e a “ESEN” de cinco – ESENCorporateTV, Modelo 3D da ESEN (exterior), EsenviseuMobile, PlanoEmergênciaESEN e Modelo 3D da ESEN (interior). Um dos alunos optou por explorar uma das diversas problemáticas das Necessidades Educativas Especiais, no âmbito da comunicação, desenvolvendo uma aplicação móvel que faz uso do Sistema Pictográfico de Comunicação, a que deu o nome de SPC Mobile. Last but not least, a tecnologia do storytelling utilizada no último projeto permite abrir novos horizontes, com a sua interativade, a “velhas” histórias que fazem lembrar a infância de todos nós – Alice In(teracts) Wonderland. Os alunos demonstram ter capacidade de trabalho e de iniciativa, muito embora reconheçam ser uma fase difícil e cansativa deste percurso de três anos. A conjugação do trabalho destes projetos com os conteúdos das restantes disciplinas não é fácil! De qualquer das formas, o ânimo mantem-se positivo, permitindo momentos de boa disposição enquanto, arduamente, preenchem os inúmeros requisitos desta prova. “Há que demonstrar que sabemos fazer!”, referem eles...

Por ser novidade, por ser diferente, por ser multifacetado, estamos convencidos que para além de ser um momento decisivo para estes alunos, serão também algumas horas interessantes para passarmos durante a apresentação deste projetos. Além do Diretor de Curso, do Diretor de Turma e do professor orientador do projeto, serão convidados profissionais de renome na área, da cidade ou da região de Viseu que serão a visão externa deste processo de três anos. Para os finalistas que estarão a ler este artigo, resta-nos desejar-lhes muito boa sorte e, em tom de conselho, prevenir os menos atentos que a data de 13 de junho está a chegar! Força! Nuno Barros Diretor de Curso de Multimédia


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Portfólio das PAPs Projetos em desenvolvimento pelos alunos finalistas dos cursos profissionais de Multimédia e GPSI

Multimédia Bruno Pereira ESEN Corporate TV Java

David Pereira

Patrícia Ferreira

ESEN 3D Blender

Alice in(teract) Wonderland Photoshop, Flash

Catarina Duarte

João Lopes

Tiago Almeida

ViseuTour JQuery Mobile, PhoneGap, XML

SPC Mobile Javascript, JQuery Mobile, PhoneGap

Palno de Segurança ESEN JQuery Mobile

Daniel Fernandes

Miguel Rebelo

Tiago Antunes

InteractViseu Jquery, HTML5, CSS3

Esenviseu Mobile jQuery Mobile, XML

GPSI

ESEN 3D Blender

Francisco Silva Rouxinol

Java, OpenGL

Alexandre Sousa

Diogo Xavier

Nikolay Yovchev

InfoEsen - Ponto de Informação

ViaDrive HTML, ASP

ResVis JQuery Mobile

Carlos Martins

Edgar Oliveira

Pedro Oliveira

BilharVis – Gestor de Clientes VB, SQL Server, ASP.NET

Museu Grão Vasco Info JAVA/SDK, ASP.NET

GEst - Gestão de Estágios ASP.NET, VB, SQL Server

David Gomes

Fábio Lourenço

Pedro Prazeres

Museu Virtual Visual Basic, ASP.NET

GesEventos ASP

GestPAP ASP.NET

Davide Pereira

Fábio Gomes

Pedro Gonçalves

GPSI student helper PHP, HTML, ASP

BookExchange ASP.NET, SQL Server

Sky Warriors C#

Didier Lopes

Joel Gonçalves

Ronniery Jesus

BilharVis – Gestor de Clientes VB, SQL Server, ASP.NET

CPDA ASP.NET, Android/SDK, JAVA/SDK, Eclipse IDE

GesContact ASP, SQL

Diogo Coelho

Leandro Rodrigues

SISport VB, ASP.NET, SQL Server

ViseuMobile - CMS ASP.NET, HTML, CSS, JavaScript

ASP.NET, Visual Basic

Tiago Fernandes Sky Warriors C#

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MODDING Um desafio à imaginação

Os alunos do 11º G do Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos desenvolveram a atividade Modding nas disciplinas de Arquiteturas de Computadores e Sistemas Operativos. Ultrapassadas as dificuldades em arranjar materiais, ferramentas e uma sala com condições

de trabalho, o empenho dos alunos foi fundamental para o desenvolvimento dos projetos. Esta atividade tinha como objetivo permitir aos alunos adquirirem conhecimentos e competências na montagem, configuração dos computadores e seus periféricos.

Um prédio, uma aparelhagem de som transformada em computador, e um homem de lata criados e montados pelos alunos.


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A ESEN esteve lá! Open DEI - Universidade de Coimbra

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Daniel Fernandes e Miguel Rebelo obtiveram o 2º lugar na competição de tratamento de vídeo

o dia 15 de fevereiro os alunos finalistas dos cursos de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e de Multimédia deslocaram-se ao Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra. A visita integrada nos dias abertos daquela instituição permitiu conhecer as instalações deste polo universitário e a oferta educativa, bem como algumas actividades de investigação em curso neste Departamento. Para além de uma palestra de boas vindas onde os alunos ficaram a conhecer a estrutura curricular das licenciaturas em Engenharia Informática e Design e Multimédia que a instituição leciona, foi-lhes proporcionado uma visita guiada ao Departamento seguida de um coffee break para retemperar forças. Na segunda parte os alunos tiveram a oportunidade de participar em alguns workshops relacionados com a sua área de formação. Assim os alunos de programação foram desafiados a resolver alguns algoritmos em Python enquanto os alunos de

multimédia se dividiam em dois grupos para experimentarem técnicas de edição de vídeo e lettering em oficinas que decorreram em laboratórios específicos. Após a formação decorreram os concursos correspondentes tendo os alunos sido divididos em grupos de 2 para testarem as suas aptidões. Na entrega de prémios que decorreu no auditório do DEI, os alunos Daniel Fernandes e Miguel Rebelo foram presenteados com o 2º lugar da competição de tratamento de vídeo, tendo uma das equipas do concurso de programação arrebatado também um honroso lugar no top 10 das melhores duplas. Mas o essencial foi a experiência com que os alunos conviveram, pois um dia na Universidade de Coimbra permitiu alargar horizontes ao conhecer a realidade de uma instituição com créditos firmados. E porque para estes alunos o futuro espreita na esquina, esperamos que na próxima etapa das suas vidas possam ter todo o sucesso que necessitam para seguir a sua viagem.

No concurso de programação , uma das equipas de GPSI ficou classificada no top 10 das melhores duplas

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ESEN conquista o 3º lugar no TECLA! Pelo 3º ano consecutivo, 3 equipas do curso de GPSI ficaram apuradas para a final do torneio estudantil, que contou com a presença de centenas de equipas a nível nacional!

Prémio correspondente ao 3.º Lugar

A 1.ª fase contou a participação recorde de 15 equipas. Veja aqui um vídeo relativo a essa fase!

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No passado dia 6 de Fevereiro, realizou-se, nas instalações da ESEN, a primeira fase do apuramento para a final do torneio TECLA (Torneio Estudantil de Computação Multi-Linguagem de Aveiro), promovido pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) - Universidade de Aveiro. Contou com a participação record de 30 alunos (15 equipas de 2 alunos) das várias turmas (10ºB, 11ºG e 12ºG) do curso de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos da nossa escola. Os alunos do curso de Multimédia também participaram, filmando e fotografando esta primeira fase do torneio, tal como já tinha acontecido na edição anterior. Ao longo do dia, foi possível verificar o espírito de grupo existente, o empenho, dedicação e satisfação de todos os intervenientes pela participação no torneio TECLA. Todos agiram como uma grande equipa, uma equipa chamada ESEN! Como resultado dessas duas tardes de intensa programação, a ESEN conseguiu apurar, pelo terceiro ano consecutivo, três equipas (número máximo de acordo com o regulamento) para a fase final do torneio, apesar de serem seis as equipas em situação de apuramento (30 primeiras). Assim, no passado dia 8 de Março, os professores Pedro Cardoso e Carlos Almeida acompanharam os seis alunos do Curso Profissio-

nal de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, à ESTGA - Universidade de Aveiro, para participarem na fase final do TECLA. O projeto TECLA tem como objetivo sensibilizar os alunos para a área da programação de computadores e constituir um ponto de encontro para alunos e professores interessados no tema. No projeto TECLA, através da resolução de problemas, os concorrentes puderam aplicar os seus conhecimentos de Informática e de Programação, em competição leal e salutar com os seus colegas de outras escolas. O aprofundamento dos seus conhecimentos na área da Informática, o contacto com uma instituição de ensino superior, o aprofundamento relações entre colegas e professores, foram apenas alguns dos objetivos concretizados com esta atividade. À chegada à Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda, realizou-se o almoço na cantina da escola, refeição cedida aos alunos, professores acompanhantes e motorista. Pelas catorze horas e depois de um almoço farto e muito saboroso, o auditório da ESTGA acolheu todas as equipas participantes na fase final do torneio TECLA. Depois de transmitidas algumas instruções, todas as equipas se digiram para as três salas onde se realizou o torneio. Antes do início do mesmo, houve ainda tempo


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para uma foto de grupo. Enquanto decorria o torneio, foi entregue aos professores acompanhantes, toda a documentação do evento (certificados de participação, canetas, etc.), que posteriormente a distribuíram pelos alunos. Os professores puderam acompanhar on-line todo o desenrolar dos acontecimentos, numa sala preparada para tal. A luta pelos lugares do pódio, nesta fase final do torneio TECLA, terá sido provavelmente das mais renhidas e emocionantes até ao último segundo! Tendo em conta que havia centenas de equipas a nível nacional provenientes de todo o tipo de escolas (secundárias, colégios, profissionais) do ensino secundário, os alunos de GPSI da nossa ESEN, conseguiram uns brilhantes: 3º lugar (1º lugar dos 11º anos) pela equipa “FourDeltaOne”, constituída pelos alunos Frederico Santos e Nélio Silva; 5º lugar (4º lugar dos 12ºanos) pela equipa “Navarros 1” constituída pelos alunos Edgar Oliveira e Leandro Rodrigues; 20º lugar (um dos primeiros dos 10º anos) pela equipa “Steve&Herobrine” constituída pelos alunos Joaquim Pires e Sérgio Oliveira. A satisfação, interesse e motivação dos alunos da nossa escola, em participar em atividades desta natureza (quer sejam dentro ou fora de portas), muito importantes na sua educação e formação, refletem o sucesso desta participação. O facto das três equipas apuradas serem todas de anos

Entrega do prémio correspondente ao 3.º Lugar à equipa “FourDeltaOne”, constituída pelos alunos Frederico Santos e Nélio Silva, aqui acompanhada por dois elementos da organização e pelos professores Carlos Almeida e Pedro Cardoso lectivos diferentes (10º B, 11º G, 12º G) e as classificações obtidas na participação deste torneio serem cada vez melhores, faz-nos crer, não só, que se tem vindo a desenvolver um bom trabalho na área da programação ao longo dos últimos anos, mas também que se prevê continuidade de sucesso em futuras participações em torneios ou olimpíadas deste género. O curso de GPSI está de parabéns! A ESEN está de parabéns! VISEU está de parabéns! Pedro Cardoso

Os alunos da ESEN não ficaram indiferentes à simpatia com que foram recebidos neste torneio.

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A ESEN esteve lá! Visita à Universidade de Aveiro

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o dia 19 de Abril, os alunos do 11º G, 11º H, 12º G e 12º H dos Cursos Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e Técnico de Multimédia, participaram numa visita de estudo à Universidade de Aveiro, onde conheceram o departamento de Comunicação e Arte (Design e Novas Tecnologias da Comunicação, Gestão e Programação de Sistemas) e o departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática.

Vídeo em Realidade Aumentada

Durante a manhã os alunos do curso Técnico de Multimédia assistiram a uma palestra sobre o curso de Novas Tecnologias da Comunicação (NTC) e a Licenciatura em Design.

A seguir ao almoço e todos os cursos juntos assistiram a uma Apresentação Robótica com um robô Humanoide no Instituto de Engenharia Eletrónica e Telemática de Aveiro.

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Os alunos de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos foram acompanhados pelo Dr. José Simões que iniciou uma visita guiada ao departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática com uma explicação e mostra de computadores com mais de 30 anos, seguidamente puderam ver os laboratórios de Informática onde decorriam aulas. Numa dessas aulas foram-nos mostrados alguns dos robôs que a universidade desenvolve. A visita teve como objetivo promover, incentivar os alunos no seu percurso escolar.


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A ESEN esteve lá! Workshop de introdução ao Arduino

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convite da Escola Básica D. Duarte de Vil de Soito, a ESEN participou num workshop de introdução ao Arduino que teve lugar na Escola Superior de Educação de Viseu (ESEV), no dia 16 de fevereiro, com duas sessões, de manhã e de tarde, tendo como formador Pedro Rito da ESEV. O workshop com base na preparação para o festival Nacional de Robótica, teve como objetivo dotar alunos e professores de alguns conhecimentos nesta plataforma acessível e funcional ao nível da programação e montagem de robôs fazendo uso de, entre outros, uma placa motoruino, sensores de pista, sonares, de forma a permitir aos participantes adquirir mais competências nesta área. É importante salientar que a nossa escola adquiriu recentemente este tipo de equipamento para o curso de GPSI, tendo e já começado a explorar as suas potencialidades, nomeadamente no âmbito de um projeto de controlo à distância de temperaturas de arcas frigoríficas, em colaboração com uma empresa local. DA ESEN esteve representada neste workshop pelos professores Fernando Lima e Pedro Cardoso e pelo aluno Nélio Silva do 11.º G.

Para saber mais: www.arduino.cc

O Arduino é uma plataforma de prototipagem eletrônica open-source baseada em hardware e software flexíveis e fáceis de usar. É destinado a artistas, designers, programadores, e qualquer pessoa interessada em criar objetos ou ambientes interativos.

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A ESEN esteve lá! GPSI a explorar Interfaces no museu do Quartzo

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s alunos do curso de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos visitaram o Museu do Quartzo, um dos vários museus da rede municipal da nossa cidade. O edifício, conta com um piso inferior, onde se destaca a exposição permanente dedicada ao quartzo, com uma forte componente interativa onde o mineral é explorado em toda a sua importância mineralógica, geológica e económica. http://www.cm-viseu.pt/index.php/ diretorio/cultura/rede-municipal-demuseus/museu-do-quartzo

Uma visita GRATUITA e obrigatória para quem gosta de interagir!

A empresa responsável pela montagem dos equipamentos interativos do Museu do Quartzo foi a YDreams. Empresa global especialista em tecnologias de interação, com foco na área de Realidade Aumentada. Durante os últimos anos tem vindo a desenvolver ambientes interativos (de lojas a exposições), produtos inovadores e propriedade intelectual, combinando tecnologia e design. Já implementaram mais de 500 projetos no mundo inteiro, com clientes e parceiros de diversas áreas de mercado. Investigaram e desenvolveram tecnologia proprietária e patenteada em áreas como processamento de Imagem, Realidade Aumentada, interfaces ativadas por gestos e computação invisível.

No site da YDreams estão disponíveis descrições detalhadas sobre os projetos que a empresa implementou, nomeadamente no Museu do Quartzo em Viseu: http://www.ydreams.com/#/pt/projects/ museumslearning/museuquartoydreams/

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Experimente também a tecnologia da Realidade Aumentada


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A ESEN esteve lá! Prémios de mérito atribuído a alunos dos cursos de GPSI e Multimédia

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o dia 5 de Dezembro, a Câmara Municipal de Viseu, distinguiu crianças e jovens do concelho que se destacaram nas áreas cultural, educativa, desportiva e científica no ano letivo passado. Os alunos dos cursos de GPSI e Multimédia que participaram e obtiveram excelentes classificações no torneio de programação TECLA 2012, que participaram no projeto “Conta-nos uma história” - interagindo com robôs e os que fizeram e fazem parte do projeto “Viseu na Palma da Mão”, foram distinguidos pela Câmara Municipal de Viseu.

A Câmara Municipal de Viseu distinguiu crianças e jovens que fizeram a diferença nas áreas cultural, educativa, desportiva e científica.

Os certificados de mérito foram entregues em mão pelo Presidente Fernando Ruas, no pavilhão multiusos, tendo os alunos envolvidos no projeto “Viseu na Palma da Mão” sido destacados no jornal “Diário de Viseu”.

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A ESEN esteve lá! 13º encontro nacional de robótica

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Festival Nacional de Robótica, que teve a sua 13ª edição este ano, decorreu na escola secundária D. Dinis em Lisboa de 24 a 28 de abril tendo reunido cerca de 500 jovens concorrentes. À semelhança de edições anteriores a ESEN voltou a estar representada, apresentaram-se à competição quatro equipas, sendo três equipas provenientes da informática e uma dos cursos de Eletricidade/Eletrónica. As equipas da ESEN concorreram às provas da competição da categoria BUSCA E SALVAMENTO (RESCUE). Esta prova consiste na utilização de robots móveis para identificar vítimas com rapidez e

Momento em que a equipa Fourdeltaone se prepararava para a prova de busca e salvamento A

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precisão em cenários de catástrofe que são recriados artificialmente. Estes cenários vão aumentando em complexidade desde o seguimento de uma linha contínua numa superfície plana (Rescue A), ou entre paredes (Rescue B) passando por trajetórias com obstáculos, interrupções de linha e com declives, até chegar a uma zona onde as vítimas são colocadas aleatoriamente em campo aberto. A competição da prova Rescue A realiza-se em dois escalões etários distintos: 8-14 anos e 15-19 anos e a prova de Rescue B para jovens entre os 8-19. Os jovens em competição estão fisicamente afastados dos professores que os acompanham e terão de conseguir ultrapassar as condicionantes da competição e proceder a ajustes aos equipamentos de forma a maximizar o desempenho dos seus robots. Também são alvo de uma entrevista na qual terão de provar os seus conhecimentos e as soluções adotadas. Das equipas de informática do curso de GPSI da ESEN, a equipa THE CHOSEN ONES (alunos do 10º ano) na prova Rescue B obteve um honroso 5º lugar na final e esteve sempre entre os primeiros nas mangas eliminatórias por possuir o robot mais rápido a percorrer o circuito. As outras duas equipas participaram na prova Rescue A tendo equipa FOURDELTAONE (alunos do 11º ano) obtido o 9º lugar na final apesar dos diversos problemas de última hora que


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Foto de grupo das equipas da ESEN que este ano foram acompanhadas pelos professores Carlos Almeida e Fernando LIma surgiram no robot e a equipas ANONYMOUS (alunos do 10º ano) e a ESEN1 (com um aluno do 9º e ous outros do 10º ano do curso de eletricidade) não lograram passar da fase das eliminatórias. Os alunos do curso de GPSI apostaram em robots modulares construídos com material LEGO (NXT) tendo grande parte da programação sido também desenvolvida ao longo das aulas da disciplina de programação. Na disciplina de programação no 10º ano os robots LEGO são utilizados como ferramentas para implementação de algoritmos e programas e no 11ºano são utilizados outras plataformas como o Arduíno para esse fim. Os alunos do 11º ano optaram por refinar o robot do ano anterior desenvolvido em LEGO. A deslocação foi bastante gratificante tendo os alunos vindo a magicar no regresso maneiras de resolver os problemas (conceção, construção e programação) encontrados em competição por forma a obter melhor classificação em futuros eventos e também em promover junto da escola e comunidade a robótica.

EQUIPAS 11º Ano, Turma G Busca e Salvamento Júnior (A) Equipa 1: FourDeltaOne Resultado Final: 9º Lugar •  Nélio Silva •  Diogo Alves •  Frederico Santos •  João Loureiro 10º Ano, Turma B Busca e Salvamento Júnior (A) Equipa 2: Anonymous Resultado Final: 16º Lugar •  João Sá •  David Novo •  Rafael Pinto •  Sérgio Oliveira Busca e Salvamento Júnior (B) Equipa 3: The Chosen ones Resultado Final: 5º Lugar •  João Vicente •  Bruno Brito •  Joaquim Pires •  Carlos Fernandes

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A ESEN esteve lá! Dias Abertos do Instituto Politécnico de Viseu

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o dia 4 de Abril de 2013, 81 alunos do 12º ano da Escola Secundária de Emídio Navarro de Viseu, participaram no X Dias Abertos do Instituto Politécnico de Viseu, visitando a Escola Superior de Tecnologia e a Escola Superior de Saúde. Esta atividade, organizada pelos Serviços de Psicologia e Orientação (SPO) com a colaboração

dos Diretores de Turma daquele ano de escolaridade, insere-se nas atividades de exploração vocacional e orientação escolar e profissional, desenvolvidas pelos SPO, ao longo do ano letivo, com

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o objetivo de ajudar os alunos a construir projetos de vida/futuro, de forma consciente, realista e informada. Esta visita pretendeu, especificamente, proporcionar aos alunos um conhecimento mais aprofundado e abrangente do quotidiano do ensino superior através de uma visita guiada ao Campus deste Instituto, onde puderam contactar com as suas diferentes valências, recolher informações acerca da oferta educativa para o próximo ano letivo e esclarecer dúvidas acerca dos objetivos e saídas profissionais dos diferentes cursos. Os cursos profissionais de Multimédia e GPSI estiveram presentes com os alunos das turmas 12.º H e 12.º G.


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Escolas Empreendedoras Dão Lafões Concurso de ideias promovido pela Comunidade InterMunicipal (CIM) Dão de Lafões. No âmbito do concurso de ideias promovido pela Comunidade InterMunicipal (CIM) de Dão Lafões, estão envolvidos 8 professores e algumas dezenas de alunos da ESEN da área de informática. Foram apresentados 3 projetos ligados a tecnologias móveis, onde participam alunos do Curso Profissional de Multimédia. Estes projetos estão relacionados com: monotorização em tempo real da localização dos autocarros das diferentes linhas dos transportes urbanos de Viseu, no smatphone do utilizador; substituição do cartão de estudante pelo smartphone do aluno na gestão de entradas e saídas da escola; utilização do smartphone para substituição de cartões pessoais e passes de transportes públicos. O projeto Viseu na Palma da Mão, ferramenta multimédia para aplicação na área do turismo que integra conteúdos acessíveis por dispositivos móveis (Tablets e SmartPhones) para visitantes interessados em informação georreferenciada sobre os pontos de interesse

da cidade de Viseu também foi apresentado a concurso numa perspetiva de desenvolvimento da sua vertente financeira e alargamento da sua área geográfica de implementação. O projeto teve início no ano letivo passado, tem envolvidos 2 professores orientadores e 5 alunos dos cursos profissionais de GPSI e Multimédia, está associado protocolarmente a outros parceiros institucionais (Município de Viseu, Instituto Politécnico de Viseu e Turismo do Centro) e envolve ainda uma rede de colaborados de diversas áreas. Também a concurso foi apresentado o projeto ECO-Clima, que tem por objetivo, em parceria com uma empresa de climatização de Viseu, criar um sistema de monitorização à distância e registo da temperatura de câmaras frigoríficas. O projeto, envolve professores e alunos do curso de GPSI do 11.º ano e tem por base a programação de arduinos.

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Etic 2013