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carta JANEIRO/2017 Editora do site e revista Bruna Santos

EXPEDIENTE

Editoria São Paulo (teatro, exposição, turismo) Thais Brazil Repórter de música Carolina Cordeiro Colaboradores Bruna Camilo Jaqueline Oliveira Kíssila Machado Rê Schmidt Colunistas: Henrique Garcia Roncoletta (NDK) Arthur Viana Concolato Diagramação Bruna Santos Coluna literária: Bruna Camilo

da editora

J

aneiro é um mês cheio de simbolismo. É aquele mês em que estamos mais extasiados sobre o que pode estar por vir, com o coração cheio de esperanças e planos. Esse é exatamente o sentimento que reverbera dentro de toda a equipe da revista que vos fala. Com novo layout, novas inspirações e novos projetos, sonhamos alto que você e mais um bom grupo de amigos, possa se juntar a nós na loucura que é amar falar, viver e ler sobre cultura. Além disso, janeiro é o mês de aniversário do site. O mês em que realmente pegamos todas as nossas energias para gritar que temos um ano inteiro novo pela frente. São dois anos de muitos textos, algumas baixas na equipe, outras pessoas que chegaram para somar, novas parcerias, muitas entrevistas inspiradoras, muito crescimento e muito perrengue para fazer todo esse conteúdo (que ainda é pouco) ficar disponível para todos lerem. É por isso que gostaríamos que esse mês transmitisse aqui e no site, a nossa vontade de fazer algo novo, de crescer e de termos mais pessoas envoltas de conteúdo junto com a gente. Esse mês o dono da capa é o incrível Filipe Catto, que lançou um disco novo “CATTO” belíssimo e que nos trouxe ainda mais admiração pelo seu trabalho em entrevista realizada pessoalmente em São Paulo. Além dessa entrevista mara, temos as colunas que continuamos amamos todos os meses por aqui e uma prévia dos nossos guias de 2018. Todos eles estarão disponíveis para download lá no site e serão atualizados todos os meses para você se preparar para todas as atrações culturais possíveis. Na web também terão muitas novidades, mas isso a gente guarda para um pouco mais para frente. Um beijo e um INCRÍVEL 2018 para todos vocês.

Bruna Santos www.cultetc.com 2

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sumário

E MAIS CAPA

HUUM

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ENTREVISTA COM FILIPE CATTO

2018

GUIAS DE EVENTOS

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COLUNA DO RIKE “EU INDICO, TU INDICAS” 4

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COLUNA DO ARTHUR VIANA

LIVROS

MELHORES LANÇAMENTOS DE DEZEMBRO

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CONFIRA NO SITE

FAIXA A FAIXA DE “CATTO” RESENHA DE “AS TELEFONISTAS” FAIXA A FAIXA DE CAMILA - CAMILA CABELLO [E MAIS]

E.T.C. NO MIDIORAMA ITAÚ CULTURAL: O QUE ENCONTRAR POR LÁ WWW.MIDIORAMA.COM

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Guias 2018

Festivais, musicais, shows, álbuns, filmes... Quer saber o que estamos esperando para esse ano? Então confira os guias preparados pelo E.T.C. Por Redação

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O

ano começou e nada melhor do que se preparar para todos os maiores eventos e acontecimentos que podemos prever, não é mesmo? Em se tratar ainda de festivais, shows internacionais, lançamentos de álbum daquele seu artista favorito, filmes no cinema, a coisa fica ainda mais necessária se pensarmos que temos que deixar aquele dinheirinho ali guardado. Exatamente para que você não tenha que ficar desesperado com a conta diminuindo, é que preparamos diversos guias com as atrações de 2018. Todos eles estão disponíveis no site e alguns estão disponíveis para download em PDF. Confira quais são e acesse a matéria completa no site:

GUIA DE EXPOSIÇÕES EM SÃO PAULO

GUIA DE ÁLBUNS NACIONAIS E GRINGOS PARA ESSE ANO

GUIA DE MUSICAIS

GUIA DE FESTIVAIS EM TODO BRASIL 8

GUIA DE SHOWS GRINGOS

GUIA DE FILMES COM ESTREIAM NOS CINEMAS EM 2018 9


CAPA

FILIPE CATTO Fomos conversar com o cantor que lançou recentemente o seu terceiro disco de trabalho “CATTO”. Além da entrevista, Filipe nos presenteou com um faixa a faixa do álbum que está disponível no site. Por Bruna Santos Colaboração de Arthur Viana 10

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F

ilipe Catto é uma joia da música brasileira. Além de nos deixar com músicas e obras completas lindíssimas, ele consegue ser uma pessoa ainda mais rara em entrevista pessoalmente. Nos encontramos com ele no começo do mês de Dezembro em seu dia cheio de entrevistas no escritório da assessoria de imprensa. Depois de um atraso graças ao metrô de São Paulo, chegamos e fomos recepcionadas com um belo abraço do cantor que exalava felicidade depois de ter acabado de lançar seu single “Lua Deserta”, com um clipe simples, mas de beleza ímpar. O cantor que nos encantou com seu jeito de falar sobre a vida e sua arte, nos deu uma entrevista rica sobre o seu novo trabalho “CATTO”, terceiro disco solo de sua carreira que já decolou, mas ainda merece muito mais reconhecimento. Confira a nossa conversa exclusiva: E.T.C.: Como foi o processo de composição para esse terceiro álbum? Filipe Catto: Compor o repertório dele, que é feito da minha música com a de outros compositores, foi um exercício de intuição absoluta. Tudo foi muito fluido porque aconteceu de forma despretensiosa. Eu não tinha um plano de gravar um disco, foi através de encontros com produtor, amigos, músicos e artistas que a vontade de criar um disco se fez. Quando eu vi já estava com esse universo ali pronto para existir. Gosto muito de trocar e de poder cantar canções de cantores da minha geração, pessoas que têm esse olhar de mundo tão transformador nesse tempo que a gente está vivendo. É um privilégio imenso conviver com todos esses artistas inspiradores, realizadores, generosos, que fazem com que o meu trabalho possa acontecer. E.T.C.: Você decidiu que ia gravar esse álbum quando? F: Eu estava fazendo a turnê do “Tomara” (2015) e estava prestes a estrear o “Over” [show de violões], quando conheci o Felipe (produtor) em Porto Alegre (RS) através dos meus amigos. Nós começamos a

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trabalhar em um único single para lançar, que foi “Só Por Ti”, mas a partir desse convívio, a intenção de criar mais ficou clara! Não tinha como não virar um disco, estava tudo muito gostoso! E.T.C.: O processo foi bem rápido então, certo? F: Comecei esse disco em fevereiro e terminei em outubro. Foi um trabalho que, apesar de ter sido tudo muito intenso, teve muito tempo. Não sou uma pessoa apressada e nem ansiosa mais, não quero! Gosto de fazer as coisas no seu tempo e se não for assim, prefiro não vou fazer. E.T.C.: Como foi a ideia da concepção do clipe “Lua Deserta” e como que foi a produção? F: Foi incrível! “Lua Deserta” é a música do disco que traz todos os elementos. Ela foi a última que compus e a entrar no disco, por isso que ela amarra tão bem todas as pontas. Ela foi a tampa da panela. O clipe foi feito em Jericoacoara (CE) com o Marcos Melo, que é meu grande amigo e um gênio do audiovisual. Literalmente, o clipe foi feito por ele e eu. Acordamos de madrugada, me vesti e fomos. Todo o processo do disco, todo o processo do clipe e das fotos, foi muito artesanal. O acabamento incrível que tem é por causa do talento das pessoas. Foi um trabalho entre eu e o diretor, eu e uma câmera dele numa praia genial e nada mais. Além de uma edição linda dele e do Rodolfo Goulart. Fiquei completamente chocado e maravilhado com o clipe de “Lua Deserta”. Ficou muito bonito e foi feito de uma forma muito divertida, muito espiritual, com uma pessoa que amo muito, com um amigo muito especial. Tem uma coisa hoje que a internet possibilitou dentro da nossa experiência entre artista e público, é que a gente precisa ver a verdade do artista mais do que qualquer coisa. A verdade do artista, a verdade do público, a verdade do político, de tudo. Tanto é que hoje em dia está caindo tanto homem machista ou pessoas de caráter duvidoso. Grandes artistas de caráter duvidoso não servem mais para o século XXI.

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O que serve para o século XXI são artistas que sabem do ambiente em que estão vivendo, que tem noção da responsabilidade social que eles têm, artistas que tem senso de comunidade, senso de respeito ao próximo e me agrada muito saber que eu fiz esse disco, esse clipe, esse processo artístico todo com meus amigos talentosos, novos, jovens, com a cabeça generosa, com bons valores. Isso sim é o verdadeiro babado, sabe? Por isso que esse clipe eu vaidosamente agradeço que você elogie ele [elogiamos bastante] porque ele realmente é um escândalo de clipe feito por uma pessoa muito especial. Foi bonito ter feito, teve conexão, o dia estava lindo, a lua estava cheia e foi maneiro para caralho! E.T.C.: Você falou em uma entrevista que se você fosse uma música, seria “The Killing Moon”. Queria saber se continua sendo essa e porquê? F: Eu continuo sendo e acho que vou sempre ser “The Killing Moon” e “Enjoy The Silence”. Sou uma mistura! Acho que “The Killing Moon” tem muito a ver com a minha natureza. A natureza humana, a natureza do artista... Eu passei a minha vida inteira tentando entender a minha natureza, acho que sempre foi a grande loucura da minha vida. Porque a gente tá aqui nesse plano para exercitar a nossa natureza, cada ser é muito diferente um do outro, você tem uma natureza absolutamente diferente da minha e igual a minha. São as duas coisas, porque a gente é a mesma coisa e, ao mesmo tempo, cada um é um universo absolutamente diferente. E.T.C.: Acho curioso que cada álbum seu foi de um jeito. Primeiro foi pela Universal, depois foi Independente e agora pela Biscoito Fino. Como se deu isso? F: Os dois últimos são independentes. Esse também é independente só que a gente trabalhou com um contrato de distribuição e parceria. A Biscoito Fino entrou depois que o disco estava pronto e resolvemos firmar essa parceria a partir de agora. Trabalho agora de forma independente com parcerias com empresas, isso é uma forma muito legal da gente viabilizar o nosso trabalho, circular, fazer e juntar forças, né? A Biscoito Fino tem uma estrutura, uma equipe tão bacana, eles são tão queridos, que é um

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E.T.C.: Todas as composições do novo álbum são novas? Teve alguma de outros discos que você tinha eliminado? F: Na verdade, tem e não tem. Por exemplo, quando eu vou gravar um disco tem muita coisa que fica de fora e não é por causa da qualidade. “Canção de Engate” eu ia gravar no disco anterior, mas não cabia! Quando fui pra Portugal e cantei ela ao vivo, tive certeza que estaria no disco, porque é uma música deslumbrante. “Canção Engate”, “Faz pra ela”, “Arco de Luz” e “Como um raio” são regravações. Mas, são de músicas que são muito específicas, não são músicas conhecidas, batidas ou que trouxessem um sentimento de repetição. Essa é minha missão como intérprete. Hoje, com mais experiência de vida e artística, percebo o quanto é urgente que intérpretes como eu, que tem público, responsabilidade, que tem o alcance das mídias e das redes, fomentem e difundem as composições feitas agora! As pessoas têm a falsa ilusão de que a música brasileira, as grandes canções morreram no século XX, e é mentira! Você pega uma música que é “Como um raio”, que é uma música que é quase uma música antiga, mas foi escrita há pouco tempo! Esses artistas estão vivos, são jovens, precisam do aplauso da galera! Precisam ter seu trabalho gravado, difundido, colocado no mundo!

que a gente tá abrindo caminhos com a internet, eu vejo, sim, a música brasileira emergindo de novo, porque estamos fazendo um trabalho de baixo pra cima, junto com e o público, educando o público e o público educando os seus. Estamos fazendo um trabalho que não é só da música, da arte, da discussão, do pensamento. Acho que a gente não pode só discutir a música brasileira. A minha ansiedade sempre foi de saber que eu sou um artista com talento e verdade, e que eu quero fazer isso da melhor forma possível. Eu mereço esse espaço, porque ninguém me deu ele. Eu conquistei não só por mim, mas pelos meus e contemporâneos. A minha ansiedade sempre foi de lutar por um espaço mais justo, onde os artistas pudessem se expressar e hoje, depois de quase 10 anos de carreira, vendo o que eu estou vendo, me tranquilizo. A questão toda da ansiedade é que a gente fica o tempo todo se comparando, e isso é natural, mas também chega uma hora que deu. Não dá para gente se comparar com o outro.

E.T.C.: Se você pudesse escolher uma música sua para tocar para sempre, do seu repertório, qual seria? F: São várias! Mas acho que “Redoma”, do primeiro disco, que eu considero alinhada com todos os meus tempos. Ela esteve presente em todos os meus processos de criação. “Redoma” estava comigo antes de “Saga”, que foi a primeira música que fiz. Esteve comigo na época que eu era gótico, na época que eu era Indie, cantor de tango, cantor de bolero... Sou E.T.C.: Você disse no começo da entrevista que não muito camaleônico, gosto de mudanças e me jogo é mais ansioso. Tinha uma ansiedade no começo da nelas, mas “Redoma” é essência. carreira? F: Sempre tive muita ansiedade, porque é natural E.T.C.: Minha última pergunta é: Você queria mesmo que uma pessoa que é artista querer se expor, querer ser a Cássia Eller? mostrar seu trabalho. Ser artista não é fácil em nenhum F: Não, eu queria mesmo ser eu. Mas admiro a Cássia lugar do mundo, especialmente aqui. O Brasil é um Eller porque ela era ela. Acho que isso é uma coisa lugar de extremo preconceito, um lugar incrivelmente linda de ver. Os artistas que trazem autenticidade são conservador e absolutamente libertário ao mesmo os artistas que eu gosto e eu luto pela autenticidade de tempo. Vivemos num país que tem muito amor pela cada um e pela minha. Luto pelo direito da gente ser o música, pela arte, que é muito generoso, mas que ao que a gente quiser ser, sem rótulo. Eu voto que a gente mesmo tempo tem muito pouco acesso a isso. Hoje seja mais, mais, mais e mais!

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HOJE PERCEBO O QUANTO É URGENTE QUE INTÉRPRETES COMO EU FOMENTEM E DIFUNDEM AS COMPOSIÇÕES FEITAS AGORA

privilégio grande pra mim poder estar no casting deles e lançar esse disco pela Biscoito Fino, o que eu acho chiquérrimo! Eles são incríveis, queridos, amados e muito competentes!

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EU INDICAS

TU

NDICO,

Por Henrique Roncoletta - NDK//

Foto: Felipe Bertogna e Alexandre Coelho

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A

no novo, indicações novas! Voltamos com a coluna que traz mais música em toda internet brasileira. A cada mês, dois discos são indicados por aqui. Um por mim e um pelo meu convidado especial, que em Janeiro é um dos responsáveis por propagar e por fazer música no nordeste do país. Maurílio Fernandes, é, além de vocalista da banda Rocca Vegas, organizador de diversos festivais e ações culturais. Um operário do rock, do jeito que a gente gosta. “Como de praxe, questionei o Maurílio sobre o disco que mudou a sua vida e ele me respondeu assim: “Falar de ‘The Division Bell’ é falar de praticamente uma vida. Conheci esse álbum em 1998 quando tive a oportunidade de conhecer muitas bandas legais em meio à tendência do Punk Rock, como Rush, Supertramp, entre outras. Nessa época, eu tocava em uma banda chamada SWITCH STANCE e toda a turma tinha referências como as bandas: Bad Religion, Pennywise, NOFX, No Use For a Name, etc. Para mim isso era um paradigma eclético, rs. Esse álbum do Pink Floyd é, com certeza, na minha opinião, o melhor álbum de todos os tempos. Além de nunca tem saído até hoje de minhas playlists, é um álbum completo, reflexivo, relaxante e muito pop (Gosto de sons pops!). Tenho uma intimidade a parte com a música “High Hopes” que fala de nostalgia e percepção do passado puro, mágico e até as vezes inocente. Essa música me toca ao ponto de me emocionar há quase 20 anos. Toda vez que escuto, novos insights, maravilhas e percepções sobre a vida, aparecem como sinais. Me identifico profundamente!

Maurílio Fernandes 22

Rocca Vegas

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Pink Floyd

O divisor dos sinos é umas das obras musicais que mais tocam pessoas pelo mundo e sigamos em frente com ‘grandes esperanças’”. Um clássico, realmente! Lembro da minha infância ouvindo Pink Floyd com o meu pai, assistindo DVDs... Não tem como não gostar e não mencionar essa banda como uma das maiores na história do rock e da música no geral. Para diferenciar a minha escolha com a dele, vou indicar algo novo. Já ouviram falar na banda “Vulfpeck”? Formada em 2011 na cidade de Michigan (EUA), os quatro integrantes desse “jazz, pop, funk” trazem uma musicalidade linda, além de um conceito visual de deixar qualquer um de queixo caído. Indico o último trabalho da banda, de 2017, o disco “Mr Finish Line”. A música tem uma força incomparável. Nos faz viajar e pensar em coisas que nunca havíamos pensado antes. Se me permitem um conselho pra esse ano: OUÇAM O MÁXIMO DE MÚSICA POSSÍVEL. Todos os gêneros, estilos, formas, cores, sabores. Assim, iremos muito mais longe! Até o mês que vem.

Rike.

Vulfpeck 24

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coluna

Reflexões da web, da música, da cena independente e do cotidiano

I

niciamos mais um ano e com ele vieram todas as mil e uma mensagens filosóficas de para-choque de caminhão falando que 2018 é um ano de mudanças, de sonhos e conquistas. Confesso que sempre achei isso um tanto piegas. Afinal, somos os donos dos nossos destinos! O ano passado me mostrou que não. Um fator extremamente curioso de se viver em sociedade é o de que a sua linha do tempo não é só sua. A pessoa do seu lado vive no mesmo tempo que você, podendo influenciar totalmente em seu destino, tornando ele melhor ou pior, e você influencia na vida dela da mesma forma. E uma frase que escutei esses dias conseguiu exprimir totalmente o que eu penso sobre viver em sociedade. Tiago Ventura, um humorista que está cada vez mais conhecido, soltou um vídeo sobre censura há algum tempo e eu não tive como não me impressionar com a sabedoria das últimas palavras dele. No vídeo ele desafia a plateia com piadas progressivamente mais pesadas, chegando em níveis onde o humor se torna muito discutível. Obviamente, fazia sentido isso, era um vídeo de um humorista sobre a censura no humor e tinha todo um contexto. Contudo, a frase final dele merece destaque: “A minha liberdade não termina quando a sua liber-

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Arthur Viana

dade começa. Quando a sua liberdade começa a minha continua. Tanto a minha opinião quanto a sua tem que ser linha paralela. Quando a sua liberdade quebra a minha ou bate de frente, aí tá errado”. Estamos vivendo um momento de total individualismo, e um individualismo bizarro! Estão utilizando um modo de ver o mundo, estão distorcendo crenças, se utilizando como “exemplo” e oprimindo o próximo como se fosse normal! Isso não é realidade apenas em contextos religiosos, mas acontece quando se fala de política, imigrantes, etnia e toda uma variedade de assuntos. Voltaire, filósofo iluminista, tem uma belíssima frase sobre liberdade: “eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. A sua opinião, nem a de ninguém, deve afetar a liberdade do outro! A liberdade de ninguém deve ferir a sua! Antes de excluir alguém do seu facebook porque discorda da opinião dela, converse. Entenda. Discuta. Ajude! Ninguém é o dono da resposta correta, e muitos até duvidam que exista uma resposta, como podemos excluir alguém pelo que ela pensa, pela sua religião ou por qualquer outro motivo? Se a liberdade dela ser quem ela é não oprime ninguém, você, assim, não tem nenhum motivo para acusar! Mais amor, por favor! Paz!

NINGUÉM É O DONO DA RESPOSTA CORRETA, E MUITOS ATÉ DUVIDAM QUE EXISTA UMA RESPOSTA

HUUM

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BOOKS

O ano de 2017 chegou ao fim, um ano que foi muito bom para alguns ou muito ruim para outros. O que eu posso garantir é que foi um ano maravilhoso para quem ama livros, com muitos lançamentos incríveis para todos os gostos, e aqui estão alguns dos livros de dezembro que encerraram os lançamentos do ano.

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Por Bruna Camilo

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EXTRAORDINÁRIO R.J. PALÁCIO EDITORA INTRÍNSECA

A edição especial de “Extraordinário” vem com conteúdo extra do filme que foi lançado em dezembro do ano passado. O livro conta a história de August, um garoto que nunca foi à escola devido a sua aparência por conta da recuperação de suas diversas cirurgias, além de sempre estar com a imunidade baixa. Porém, agora que sua saúde melhorou e as cirurgias não são mais tão frequentes, August vai poder fazer o quinto ano junto com as outras crianças de sua idade. O garoto nasceu com lábio leporino e outras “pequenas anomalias” (como os médicos chamam). Esses fatores fizeram com que ele não tenha tido uma vida tão fácil desde muito pequeno, pois sempre atraia olhares e recebia apelidos cruéis – o que fez com que ele usasse seu capacete de astronauta para se sentir mais “seguro” por algum tempo. E agora ele vai ter que enfrentar os olhares dos seus novos colegas de classe.

TEXTOS CRUÉIS DEMAIS PARA SEREM LIDOS RAPIDAMENTE ANÁLIA MORAES EDITORA GLOBO ALT

“Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente” é dividido em quatro partes: fuga, vazios, despedidas e abandono. Assuntos que geralmente evitamos por causar algum desconforto ou nos deixam para baixo. O livro é intercalado com ilustrações, textos longos e curtos também. Muito parecido com o tipo de escrita do Ique Carvalho, autor de “Faça amor, não faça jogo” – que já foi resenhado aqui para o E.T.C, textos sobre a vida, amores que não dão certos, recomeços, e até tentativas. Que vão tocar o coração do leitor de alguma forma.

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NOTAS DE LIBERDADE FRED ELBONI BENVIRÁ

Mariana é meio maluquinha e desbocada, e luta pelo direito de ser ela mesma, Sofia está descobrindo o mundo e aprendendo a lidar com o amor e a perda, já Luiza só pensa e se questiona se a vida valeu a pena até agora. Três mulheres, três histórias diferentes e uma única busca: seu lugar no mundo. Fred faz com que o leitor acabe refletindo sobre sua própria vida, sobre seus sonhos, dores, medos e sobre o que importa de verdade.

A PRINCESA SALVA A SI MESMA NESTE LIVRO AMANDA LOVELACE EDITORA LEYA

“A princesa salva a si mesma neste livro” é um livro que mostra que nós mesmas podemos escrever nosso final feliz, que fala sobre amor, perda, sofrimento, resiliência, empoderamento e inspiração. A história é dividida em quatro partes: “A princesa”, “A donzela”, “A rainha” e “Você”. E é feito da combinação do conto de fada e a realidade feminina do século XXI, e isso em forma de poesia.

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E. T. C. É TUDO CULTURA

EDIÇÃO 08/ ANO 01 JANEIRO/2018 ABRIL, 2017

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Revista E.T.C. - Janeiro/2018  

Entrevista com Filipe Catto, guias de 2018, colunas especiais e literatura.

Revista E.T.C. - Janeiro/2018  

Entrevista com Filipe Catto, guias de 2018, colunas especiais e literatura.

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