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O susto do pequeno Gil Mariana Rebelo 6ยบH


O pequeno Gil era um duende muito amoroso, que tinha um chapĂŠu bicudo, cabelo curto e castanho, com um casaco verde, meias altas Ă s riscas vermelhas e verdes e com sapatos verdes bicudos. Os pais dele eram ajudantes do Pai Natal.


Todos os anos o Senhor Brain e a Senhora Anne embrulham os presentes e põem-nos no trenó do Pai Natal. A única coisa que o Gil faz, no Natal, é preparar as renas para guiarem o trenó. O Gil tinha o sonho de ser ajudante do Pai Natal, como os seus pais, mas sempre que perguntava o Pai Natal dizia que não podia ser porque ainda era muito pequeno.


Ele tinha um amigo, era uma rena chamada Zeca, ela era castanha no pelo e com chifres ainda pequeninos. O Zeca tinha o mesmo sonho, só que em vez de ser ajudante do Pai Natal sonhava guiar o trenó dele. Então perguntou: - Ó Gil, porque é que queres ser tanto ajudante do Pai Natal? - Para conhecer cidades e crianças, não me digas que nunca pensaste nisso?


- Nunca liguei muito a isso! - E de lhe atirar os presentes para a chaminé, não querias? - Não, porque gosto mais de guiar o trenó, é mais emocionante. Subitamente apareceu a mãe do Gil e disse: - Gil vem jantar. Olá Zeca! - Olá Senhora Anne. - Queres jantar connosco?


- Sim, pode ser. O jantar era pato assado com arroz e batata assada. Quando o Gil e o Zeca acabaram de jantar, foram brincar lá para fora e o Gil afirmou: - Devíamos realizar os nossos sonhos, mesmo que o Pai Natal não deixe! -Sim, tens razão, mas temos que ter um plano.


- Então é assim, eu digo ao Sami que está toda a gente pronta lá fora e que só falta ele. Quando ele sair prendo-o e ponho-te a ti em vez dele com chifres completos para pareceres o teu pai. Depois ponho-me no trenó sem o Pai Natal ver. Tudo isto amanhã. Chegou o dia do Natal, o Gil e o Zeca prepararam-se para pôr o plano em prática.


-Vamos a isto Zeca - afirmou o Gil. -Estou contigo mano - confirmou o Zeca. EntĂŁo lĂĄ fizeram o que planearam. -Ho! Ho! Ho! Vou partir! - Gritou o Pai Natal. O Zeca estava com uma dificuldade em voar por causa dos chifres que eram falsos e pesados. O Gil olhou para baixo e ficou com medo porque podia cair.


O pai do Gil estava a atirar os presentes e, sem querer, deulhe uma cotovelada forte fazendo-o cair. Ao cair gritou: - Ai! Ai! Ajudem-me, socorro. Ajudem-me, por favor. - Mantém a calma, eu vou apanhar-te - disse o Pai Natal. - Meu filho! - disseram os pais em conjunto. O Zeca não aguentou mais o peso dos chifres e estes caíram: - Zeca és tu? – Questionou o pai. - Olá pai. - Zeca, que estás aqui a fazer?


- Eu queria realizar o meu sonho pai, mas vocês nunca me deixavam - disse o Zeca. - Eu depois trato de ti, agora vou salvar o Gil. - Oh não, Gil. - Agarrei-te - afirmou o Pai Natal. - Obrigado Pai Natal. - Gil, o que te passou pela cabeça? - Desculpe Pai Natal - disse o Gil. - Conversamos quando chegarmos à oficina.


(Uma hora depois) - Agora vamos ao meu gabinete. - Porque fizeram isto? - Porque o senhor não me deixava entregar os presentes! - E a mim não me deixava guiar o trenó! - É que vocês ainda são muito pequenos - disse o Pai Natal zangado. Então acabou a conversa e os dois foram para casa e tiveram um longo diálogo com os pais. E pronto, o pequeno Gil e o Zeca prometeram só começar a ser ajudantes do Pai Natal aos catorze anos.


O susto do pequeno Gil