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Feiras de saúde levam atendimento gratuito para comunidades 2 Jaime dos Santos, Auxiliar de Serviços Gerais da Enseada

Ano 2 • Edição n.º 10 • junho/2014

Boletim informativo da Enseada Indústria Naval S.A. e do Consórcio Estaleiro Paraguaçu (CEP) Plano Básico Ambiental (PBA) – Programa de Comunicação Social

Flor do Mangue transforma uniformes do CEP em artesanato 3

Dirigentes da Fieb e do TRT visitam canteiro da Enseada 4

Foto LUCIANO OLIVEIRA

Foto ROQUE PEIXOTO

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Programa Conexão: a boa forma de entrar no mercado de trabalho

Foto DIVULGAÇÃO CONEXÃO

A

construção de um Estaleiro. Várias comunidades positivamente impactadas. Uma grande iniciativa. Esses três fatores juntos resultaram na chegada do Programa Conexão, em Maragojipe. Desenvolvido pela Rede Cidadã, uma Organização Social sem fins lucrativos, o programa tem como meta inserir a população no mercado de trabalho e orientar aqueles que estão no início do processo de abertura de um negócio ou que estejam buscando o crescimento de sua empresa. “Nosso objetivo principal é trazer valor para os jovens de comunidades carentes. Valor através da integração na vida do trabalho. Além disso, damos suporte a empreendedores também, com um forte trabalho onde executivos de grandes empresas prestam ser-

viços gratuitos de consultoria. Os voluntários ajudam passando conhecimento técnico na formação desse empreendedor para melhorar a tomada de decisão”, afirmou Marcelo Khoury, gerente de Desenvolvimento Institucional da Rede Cidadã. Segundo ele, a Rede atua seguindo três eixos: empregabilidade, aprendizagem e empreendedorismo. “Na empregabilidade ensinamos como se comportar em entrevistas, reconhecer o valor do trabalho. É algo voltado para as áreas de conscientização e comportamental. Depois entramos com uma capacitação mais específica e fazemos um simulado para saber se aquela pessoa está apta para entrar no mercado de trabalho. Quando falamos em aprendizagem, trabalhamos a inclusão de Jovens

Aprendizes no mercado. Já o empreendedorismo abrange aqueles que não querem ter carteira assinada, e sim tomar conta de um negócio próprio”, explicou Khoury. Relação com a Enseada O Programa Conexão foi contratado há dois anos pela Sete Brasil, cliente da Enseada na construção dos seis naviossonda, depois de fazer um estudo nas comunidades que possivelmente seriam impactadas com a implantação do empreendimento na região. “Hoje estamos comemorando ótimos resultados. Poder contribuir com o crescimento local, oferecendo ao mercado profissionais mais preparados e, por outro lado, ajudando a realizar o sonho dos jovens de Maragojipe é algo muito importante para a empresa”, disse Otávio

Graça, gerente de Desempenho e Riscos da Sete Brasil. Ao longo de dois anos, já passaram pelo Programa cerca de 1.150 pessoas apenas em Maragojipe, sendo que destes, 920 entraram para o banco de talentos do Conexão e estão aptos pelo programa para ingressar no mercado de trabalho. O Conexão tem uma relação com as empresas da região e encaminha os jovens para entrevistas de emprego. “Nesse período pudemos acompanhar o desenvolvimento dos 300 jovens empregados, o que não significam apenas números para nós, mas trajetórias de vida que foram modificadas para melhor. A parceria com a Enseada e os comerciantes locais, além do Sistema S e prefeitura, tornando o projeto mais forte e estruturado, foram fundamentais para hoje podermos fazer esse balanço positivo do Programa”, relatou Otávio.

De acordo com Ricardo Lyra, diretor de Pessoas e Organização da Enseada, a parceria com a Sete Brasil, a Rede Cidadã e a Prefeitura de Maragojipe só traz benefícios para as comunidades. “Acreditamos no trabalho sério que esses atores realizam. Muitos jovens que antes não tinham oportunidade de conseguir emprego, hoje estão trabalhando graças ao Conexão. Nossa chegada na região tem que ser para proporcionar transformação social e desenvolvimento local”, revelou Lyra. O Consórcio Estaleiro Paraguaçu (CEP), responsável pela construção da Enseada em Maragojipe, em dois anos, já empregou 86 Jovens Aprendizes por intermédio do Conexão. O Programa também aplicou um módulo de relações interpessoais para quatro turmas do Pronatec, em São Roque, no total de 160 alunos.

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Fotos DIVULGAÇÃO MARINHA

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Feiras de saúde já realizaram 2,2 mil atendimentos Dona Maria, Dona Edna e outras pessoas que moram em comunidades de Saubara, Salinas da Margarida e Maragojipe, Área de Influência Direta (AID) da Enseada, têm algo em comum: elas foram beneficiárias dos 2,2 mil atendimentos médicos e odontológicos gratuitos oferecidos em feiras de saúde que aconteceram na região, com o apoio do Estaleiro. Além dos atendimentos médicos, foram realizadas palestras educativas sobre temas como planejamento familiar, prevenção de DST’s e do câncer de mama. A feira onde mais atendimentos foram contabilizados

foi a Ação Cívico Social (Aciso), com duração de três dias em Salinas da Margarida, uma parceria com a Marinha do Brasil e a prefeitura do município. Uma grande equipe formada por médicos, dentistas, psicólogos e profissionais de outras especialidades cuidou e orientou a população que passou pelos estandes do evento. A dona de casa Maria Rita, que foi acompanhada pelo filho de 7 anos, levou a criança para o escovódromo, onde profissionais especializados ensinaram o garoto a escovar os dentes da forma correta, prevenindo doenças bucais. Ao

falar sobre esse tipo iniciativa, ela foi enfática. “Isso é além do que eu esperava. Por mim, tinha sempre. Eu adorei”, afirmou empolgada. Na Enseada quem cuida dessas ações é a área de Responsabilidade Social, liderada pela coordenadora Sandra Costa. “Todo esse tipo de iniciativa faz com que a gente minimize impactos sociais, gerando resultados positivos para as comunidades. Isso promove mais educação, mais saúde e também contribui para o desenvolvimento local, suprindo as carências da região”, revelou.

Presente na Feira de Saúde que aconteceu em janeiro, na comunidade da Baiuca, Edna das Neves aproveitou a oportunidade para assistir a palestras e fazer exames clínicos. “Trouxe os meus cinco meninos. Acho esse tipo de atividade muito

População recebeu atendimento especializado nos diversos eventos de saúde promovidos pela Enseada e parceiros

importante para nós”, contou Edna. Crianças e adultos, além do atendimento de avaliação recebido, foram encaminhados para tratamento especializado com dentista, fisioterapeutas, entre outros profissionais.

Crianças aprendem a cuidar da higiene bucal em escovódromo doado pela Enseada

Navegando Juntos Boletim informativo da Enseada Indústria Naval S.A. e do Consórcio Estaleiro Paraguaçu (CEP). www.enseada.com.br informes@consorcioep.com.br Presidente: Fernando Barbosa Vice-presidente de Operações: Guilherme Guaragna Diretor de Relações Institucionais e de Sustentabilidade: Humberto Rangel Diretor de Pessoas e Organização: Ricardo Lyra Diretor de Execução: José Luis Coutinho de Faria Gerente de Comunicação Externa e Editor: Marcelo Gentil (Conrerp 7ª/nº 1771) Redação: Malany Tavares Fotografia: Julius Sá Apoio: Bruno Pinto, Roque Peixoto, Thaise Muniz, Pedro de Luna, Ronaldo Souza, Marli Santos e Caíque Fróis Projeto gráfico e editoração: Solisluna Design Pré-impressão e impressão: Rocha Impressões Tiragem: 20.000 exemplares A Enseada é uma empresa associada à Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). www.navegandojuntos.com.br


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Regada a música, artesanato, comidas típicas e apresentações culturais, a 1ª edição da Feira do Empreendedor Comunitário (Fecom) aconteceu em São Roque do Paraguaçu, no início de junho, promovida pela Enseada, com apoio da Prefeitura de Maragojipe e dos vereadores do município. As pessoas que foram à feira puderam encontrar uma enorme variedade de produtos oferecidos por empreendedores comunitários. “Esse é um marco na reunião de talentos e produtos de qua-

lidade. Estamos valorizando o que cada um tem de melhor, e mostrando a eles que existe um caminho mais próspero e repleto de oportunidades”, comentou Sandra Costa, coordenadora de Responsabilidade Social da Enseada. A prefeita de Maragojipe, Vera Lucia, elogiou a iniciativa e ressaltou que a prefeitura sempre apoiará o Estaleiro. “Estamos empenhados em fazer crescer o movimento empreendedor na cidade. Porque estimulando é que a gente vai conseguir dar

Foto RONALDO SOUZA

Enseada lança Feira Comunitária em São Roque Prefeita de Maragojipe (esq.), Vera Lúcia, participou da primeira edição da Fecom

oportunidade e minimizar as diferenças”, pontuou Vera. Gersileide Ramos, nascida e criada em São Roque, viu na feira a chance de ajudar a tirar

Mãos que encantam

Fotos MALANY TAVARES

Em meio ao barulho da máquina de costura e ao forte cheiro de tecido existem 35 mulheres que buscam uma renda extra para a família através do casamento perfeito entre linha e agulha. Materiais descartados pelo Consórcio Estaleiro Paraguaçu (CEP), na construção do Estaleiro, tem ganhado nova vida graças às delicadas mãos das integrantes da Cooperativa Flor do Mangue, em Saubara, que conta com apoio da Enseada e do CEP. Funda-

da em 2010, a cooperativa surgiu após a união de um grupo de mulheres que buscava uma forma de levar para casa um dinheiro a mais no final do mês. Após altos e baixos, em fevereiro deste ano o negócio começou, aos poucos, a engatar. “Nosso maior problema era encontrar matéria-prima para produzir as peças para vender. Quando o Estaleiro passou a dar pra gente os uniformes descartados e outros resíduos,

nos ajudou muito. Hoje usamos as fardas para fazer chaveiros, carteiras, conjuntos de copa. Vendemos esse material em feiras e é sempre o maior sucesso. Temos muita força de vontade e é isso que faz a gente seguir em frente”, disse Renildes Moreira do Rosário, presidente da Cooperativa. A parceria com o Estaleiro foi além da doação dos resíduos. Uma ponte com o Sebrae

do anonimato aqueles que sabem fazer algo extraordinário. “A criatividade desse povo não pode ficar escondida. É preciso que façam mais vezes. Está sen-

do muito positivo”, completou. Devido à grande aprovação, a próxima edição da feira já tem data marcada: 19 de julho, no município de Saubara.

Depois que a cooperativa foi constituída e registrada, o movimento das mulheres no município se fortaleceu, abrindo novas perspectivas para quem só vivia da pesca e da mariscagem” Sandra Costa, coordenadora de Responsabilidade Social da Enseada

possibilitou às cooperadas participar de cursos de capacitação técnica para levar a Flor do Mangue ao caminho do empreendedorismo. “Depois que a cooperativa foi constituída e registrada, o movimento das mulheres no município se fortaleceu, abrindo novas pers-

pectivas para quem só vivia da pesca e da mariscagem”, afirmou Sandra Costa, coordenadora de Responsabilidade Social da Enseada. Firmando a relação com a cooperativa, o Estaleiro adquiriu, em dezembro de 2013, pétalas de flores feitas com uniformes, utilizadas para enfeitar as árvores de Natal expostas nas comunidades de São Roque, Enseada do Paraguaçu e Conceição de Salinas. O resultado encantou a todos, mostrando que a Flor do Mangue está escrevendo apenas as primeiras páginas de um livro que certamente terá outras histórias de sucesso.

Mulheres da Flor do Mangue apresentam produção da cooperativa

Feira misturou artesanato, cultura e empreendedorismo


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O que era para ser um passeio ecológico pela Reserva Legal da Enseada mudou a vida de Leandro dos Anjos Souza, 26 anos, meio oficial de armador do dique seco. Desde os 22 anos de idade, Leandro tinha o hábito de caçar animais próximo à sede de Maragojipe, por trás do Alto do Cruzeiro. O que era um programa de lazer com os amigos, tempos depois, deu lugar ao arrependimento. Esse sentimento surgiu quando ele e outros 14 integrantes foram visitar os cerca de 38 hectares de floresta original do empreendimento. Enquanto ouvia explicações sobre as espécies de fauna e flora que haviam no local, o integrante re-

fletiu sobre a forma como agia com a natureza. “Depois de tudo o que falaram naquele momento, passei a ter consciência do que eu fiz. Caçava tatu, tamanduá, raposa, porco espinho. Percebi que aquilo ajudava a desequilibrar o ecossistema. Quando entendi que na natureza cada ser vivo tem uma função, decidi que não ia mais caçar. Me sinto envergonhado pelo que eu fazia, por isso, o exemplo que darei a meu filho daqui por diante será o de respeitar os animais”, disse Leandro emocionado. A sinceridade de Leandro e, principalmente, o despertar dele para a necessidade de cuidar da natureza sensibilizou to-

Foto JULIUS SÁ

Da caça à preservação

dos que estavam presentes no passeio. “Ele foi aplaudido por todo mundo e abraçado pelos colegas. Estava bastante emocionado. Naquele momento vi a importância de realizar ações ambientais. Quando conseguimos sensibilizar alguém, de

verdade, vemos nosso trabalho ser reconhecido e isso nos faz perceber que estamos seguindo no caminho certo”, revelou Karla Barreto, bióloga da área de Sustentabilidade, responsável pelo Programa de Reflorestamento da Enseada.

Praticante da caça por quatro anos, Leandro se arrepende do passado e hoje entende a importância de preservar os frutos da natureza

Foto LUCIANO OLIVEIRA

Fieb e TRT visitam canteiro da Enseada O desenvolvimento da região onde está sendo construída a Unidade Paraguaçu da Enseada vem sendo assunto de conversas entre representantes do empreendimento, da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No início de junho, uma comitiva formada por membros desses três setores visitou as

instalações da Enseada com o objetivo de conhecer a atuação do empreendimento e discutir estratégias para o fortalecimento da cadeia de petróleo, gás e naval na Bahia, sendo uma das formas a capacitação da mão de obra. Fernando Barbosa, presidente da Enseada, apresentou o projeto naval para a comitiva. Dentre os pontos destacados por ele, estavam o avanço da

obra, o processo de Transferência Tecnológica com a Kawasaki e as ações em parceria com a Fieb. “Temos uma boa participação no Comitê de Petróleo, Gás e Naval da Federação das Indústrias da Bahia. Além desse, ainda existem os programas de desenvolvimento de fornecedores e o de qualificação profissional. Queremos capacitar cerca de 3 mil pessoas até o final do ano”, revelou Barbosa.

De acordo com Carlos Gilberto Farias, a Fieb está buscando o eixo da interiorização de suas ações, sobretudo via Senai e Sesi. “Santo Antônio de Jesus é a cidade que mais prospera no entorno ao empreendimento e vamos edificar uma escola de preparação de mão de obra para formar os técnicos necessários. Sou admirador do Estaleiro e posso garantir que o Senai/Cimatec está cada vez

mais motivado a atender às demandas vindas desse projeto”, afirmou Gilberto. Com a chegada do Estaleiro na região, o número de empregos e oportunidades de negócios cresceu. Valtércio de Oliveira, presidente do TRT, disse que é uma honra conhecer um empreendimento como a Enseada. “Espero que ele seja divulgado para que outras empresas hajam da mesma forma que vocês estão agindo. Municípios pequenos estão tendo oportunidade de capacitar e gerar renda para a região. O TRT tem tido uma política de visitar o interior, todas as varas, e de conhecer as boas iniciativas que estão ajudando a desenvolver a Bahia”, completou. Representantes da Enseada, Fieb e TRT se reuniram na Unidade Paraguaçu, em Maragojipe

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