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Jonne Roriz

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PESQUISA DE

RETENÇÃO Agora com 5 premiados ano 3 • número 17 • agosto / setembro de 2008

De Pequim, Grupo Estado

pág. 6

Marcelo Beraba

pág. 4

W Dinkel

Meio ambiente e preservação da natureza!

O novo diretor da sucursal RJ aposta na atuação multimídia Acerte!

pág. 10

Decifrando o português para não ser devorado por ele Novidades

pág. 12

Mudanças no processo industrial

Olimpíada da China: Grupo Estado escala mais de 70 profissionais para a cobertura, brindando leitores, ouvintes e internautas com o melhor dos Jogos. Em uma das mais amplas coberturas multimídia já realizadas pelo Grupo Estado, as notícias mais relevantes e os detalhes mais saborosos da Olimpíada da China foram trazidos aos leitores, internautas e ouvintes por todos os veículos do Grupo. Ainda que o relógio chinês estivesse 11 horas à

frente do brasileiro, a equipe de 9 jornalistas e 3 fotógrafos enviada a Pequim e um batalhão de mais de 60 profissionais no prédio-sede produziram cadernos impressos especiais para o Estado e o Jornal da Tarde, boletins para a Rádio Eldorado, notícias em tempo real e vídeos para o

Portal, postagens nos blogs dos correspondentes, conteúdo para a Agência Estado, fóruns no Limão e muito mais. Conheça aqui os destaques e os bastidores da cobertura do maior espetáculo esportivo do planeta.

pág. 8


edição 17 | agosto e setembro | 2008

Editorial Ao ler esta décima sétima edição do Estad'Olho, o leitor atento perceberá uma característica que permeia, direta ou indiretamente, boa parte das notícias: a integração, seja entre áreas da empresa, entre veículos do Grupo, entre funcionários, entre projetos, entre empresa e comunidade e até entre empresa e filhos dos funcionários. A aposta assertiva no compartilhamento de experiências, de informações e de projetos é o contexto no qual vive hoje o Grupo Estado e um

aspecto importante para a melhoria contínua. Nesta edição, relatamos os bastidores da excelente cobertura multimídia e multiplataforma da Olimpíada da China, com destaque para a atuação dos jornalistas e fotógrafos que, de Pequim ou do prédiosede, abasteceram os brasileiros com todas as notícias e histórias do espetáculo esportivo. O Estad'Olho traz também uma breve apresentação do novo diretor da sucursal do Rio de Janeiro, o jornalista

Marcelo Beraba, que assume a Redação já em novo prédio. Além disso, o jornal apresenta o resultado de importantes ações internas, como a Pesquisa de Satisfação da GR, a Campanha do Agasalho, o McDia Feliz e o 1º Censo do Grupo Estado, além de trazer o segundo boletim da Ouvidoria Interna, com informações sobre o funcionamento da ferramenta, atualização dos gráficos informativos e esclarecimentos a respeito do tema Bolsa de Estudos.

Há, ainda, um acompanhamento dos projetos “Rumos” e “Fase 3”, a criação do Grupo de Avaliação Editorial do Jornal da Tarde, o funcionamento do recém-criado Comitê de Marketing e o lançamento do Território Eldorado. Boa leitura! Andréa Oliveira Diretoria de Recursos Humanos

Enquete: A importância da gestão empresarial sarial na qual equipes do mundo inteiro disputam entre si para obter os melhores resultados para suas empresas virtuais. O objetivo é proporcionar aos participantes uma oportunidade para exercitar e desenvolver práticas de gestão

empresarial. Mas qual será a importância de desenvolver uma visão estratégica da gestão de negócios? Para descobrir, conversamos com três funcionários que participarão do GMC.

Flaivoloka

Em setembro, cinco equipes do Grupo Estado começam a tomar as primeiras das cerca de mil decisões que terão de fazer nos próximos meses. É o Global Management Challenge (GMC), competição de simulação do universo empre-

Edson Silva Lima,

Mellyssa A. Nassar Rodrigues,

Marcos Mira,

supervisor de Manutenção Mecânica da Impressão.

supervisora de Comunicação da área de Marketing e Mercado Leitor.

supervisor de Publishing da OESP Mídia.

É importante para entendermos como planejar, alocar e gerir recursos, ações, iniciativas, valores e estratégias, fornecendo serviços e produtos com qualidade e atingindo, assim, os objetivos da empresa.

Responsáveis Recursos Humanos Andréa Oliveira Margaret Moraes

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Comunicação Interna

Comunicação Interna

Comunicação Interna

O que eles pensam?

Desenvolver conhecimentos sobre gestão empresarial é importante para que possamos ter visão e consciência do todo, da importância de cada estrutura em uma organização. O GMC é um exercício que nos fará pensar estrategicamente e, inclusive, nos auxiliará a alavancar nossas carreiras profissionais.

Esses conhecimentos possibilitam ao profissional ter uma visão mais ampla dos processos de uma empresa e não apenas da sua área de atuação. Desta forma, pode contribuir para melhorá-los, ajudando, assim, na performance empresarial.

Agência Estado Regina Fogo RH - Redação Denise Almeida Diretoria Industrial Jandira Ferreira

Conselho Editorial Oesp Mídia Karim Aguilar Fernanda Misseroni Dir. Merc. Anunciante Elaine Dias Ana C. Augusto

Rádio Eldorado Camila Plaça Danielle Oliveira Comercial e Marketing Carlos A. Romano Mellyssa Amalie

Coordenação de Edição

Revisão Final

Comunicação Interna Margaret Moraes Cristiane Rocha

Dráusio de Paula Sandra Spada

Layout e Diagramação Ricardo Navas Lopes

Colaboração João Wenceslau de L. Neto

O Estad’olho é uma publicação bimestral do Grupo Estado voltada para o público interno. Tiragem de 3.100 exemplares. comunicação interna


edição 17 | agosto e setembro | 2008

Projetos “Rumos” e “Fase 3” entram em etapa final e as Redações já iniciam mudanças estruturais No início de 2008, as Redações do Grupo Estado assumiram como compromisso estudar as possibilidades de evolução e melhoria dos veículos jornalísticos da empresa de modo a atender ao nível de exigência dos leitores, que desejam informação cuidadosamente apurada, contextualizada e disponibilizada rapidamente em todas as mídias, seja web, impresso ou rádio. São os projetos “Rumos” e “Fase 3”, que, em setembro, se aproximam da etapa final de elaboração de planos de ação. Os dois projetos têm como objetivo revisar processos editoriais, potencializar a atuação multimídia dos veículos do Grupo Estado e definir os rumos evolutivos de O Estado de S. Paulo (versão impressa e digital). A visão é a de que é preciso oferecer conteúdos cada vez mais relevantes e singulares, com qualidade e adequação, em todas as plataformas e momentos de consumo da informação. Para isso, as Redações devem avançar no enfoque multimídia, combinando texto com imagens, áudios e vídeos, além de aumentar capacitações, redesenhar processos e editorias, aperfeiçoar a alocação de recursos e viabilizar a atuação em novas frentes, como em novos sites ou revistas segmentadas, por exemplo.

Etapas Para gerir uma proposta tão complexa e pioneira, os projetos “Rumos” e “Fase 3” foram fragmentados em etapas. A primeira fase contemplou ações voltadas para o reconhecimento de tendências mundiais, com seminários e encontros com especialistas para estudar o mercado de jornais no Brasil e no mundo. Paralelamente, entre maio e agosto, a diretoria de Redação conduziu o mapeamento das habilidades e competências de cerca de 750 profissionais de todas as editorias, de maneira a revisar a estrutura de cada equipe e promover a identificação de potenciais e oportunidades. Na terceira etapa, foram formados nove grupos de trabalho compostos por representantes das Redações. Com as ponderações das fases anteriores em mãos, além de um diagnóstico desenvolvido pela consultoria espanhola Cases I Associats, os integrantes discutiram o redesenho do sistema produtivo dos veículos. Os 50 participantes das equipes de reflexão dedicaram aproximadamente 40 horas no estudo do futuro da marca Estado no papel e digital, à luz das tendências mundiais, e na revisão dos processos editoriais. A partir desse amplo trabalho de discussão e reflexão, foi estabelecido um

Diretor de Conteúdo do Grupo, Ricardo Gandour, em palestra sobre Organização das Redações e Mercado Americano

plano de ação, apresentado a 22 gestores em plenária realizada no dia 31 de julho, na qual foram comunicadas as

Valéria Gonçalvez / AE

Mudar e evoluir

reflexões mais relevantes e os passos seguintes para aplicação, nos próximos meses, das iniciativas identificadas.

PRIMEIRAS MUDANÇAS: ✔Criação da Central de Notícias: Será implantada uma central captadora de notícias “básicas”, numa versão moderna da “rádioescuta” , eliminando redundâncias entre Redações e priorizando talentos para realizarem reportagens de fôlego e pautas próprias. A central sistematizará, organizará e fortalecerá a pré-pauta dos veículos, produzindo flashes apurados, com um ou dois parágrafos, sobre o maior volume possível de informações relevantes. Coordenados por Pablo Pereira, 21 jornalistas ficarão atentos às principais notícias veiculadas por internet, rádio, TV e comunicação da polícia. Iniciativas semelhantes foram implantadas em Redações como The Washington Post e The New York Times. ✔Equipe: A atuação das editorias em impresso e digital deve ser reestruturada. Os profissionais receberão treinamento em técnica multimídia e clínica de edição. Desenvolvimento de uma cultura de feedback. Mais exigência com repórteres na pauta, na apuração e no texto. ✔Pauta: Redistribuição de assuntos entre as editorias. Apoio da Central de Notícias. Aposta em pautas próprias e reportagens aprofundadas.

✔Portfólio: Criação de novos suplementos e publicações. Desenvolvimento de produtos exclusivamente digitais. Retomada do projeto de criação de uma revista dominical. ✔Projeto gráfico: O Estado deve passar por reformulação gráfica em 2009. ✔Fechamento: A idéia é diminuir as horas dedicadas ao fechamento e aumentar as da edição, proporcionando mais tempo para reflexão, elaboração, orientação dos repórteres, feedback e edição durante todo o dia. ✔Comando: Redistribuição das responsabilidades dos executivos a partir de 1º de setembro. As principais mudanças são: Marcos Guterman, atual editor do Portal do Estadão, passa a assumir a função de editor da Primeira Página, compondo a equipe de Edição do mesão do Estado; Pablo Pereira, atual editor-executivo de abertura do Estadão, passa a assumir a função de editorexecutivo do Portal, respondendo ao editorchefe de Conteúdos Digitais, Marco Chiaretti, além de ser o responsável pela implantação e a coordenação da Central de Notícias; Roberto Bascchera assume, interinamente, as atividades de abertura do Estado.

JT ganha grupo de avaliação editorial Criação do GAE para o Jornal da Tarde traduz busca pela melhoria contínua Refletindo a constante busca pela excelência, o Conselho de Administração do Grupo Estado implantou em agosto o Grupo de Avaliação Editorial (GAE) do Jornal da Tarde, uma extensão do grupo de avaliação já existente para O Estado de S. Paulo. O funcionamento dos dois GAE é idêntico. Ambos têm caráter consultivo e de apoio ao Conselho de Administração na avaliação da condução dos produtos editoriais, acompanhando o cumprimento do Manual de Princípios Editoriais, Normas Éticas e de Qualidade do Grupo Estado. O objetivo principal é olhar os produtos jornalísticos sob o ponto de vista dos leitores, comparando-os com seus concorrentes. comunicação interna

Em reuniões semanais, os representantes apresentam suas avaliações a respeito do JT ou do Estadão após comparação de conteúdo com seus principais concorrentes e registro dos pontos fortes e fracos da cobertura. Uma das conseqüências dessa análise é o impacto na avaliação dos profissionais, mencionados nos relatórios do GAE, tanto nos pontos positivos quanto negativos ou de atenção. A cada encontro, o GAE envia relatórios de avaliação aos executivos da Redação e ao Conselho de Administração. Assim como no trabalho que vem sendo realizado para O Estado de S. Paulo, o grupo que avalia o JT é coordenado pelo professor e consultor Carlos

Alberto Di Franco, diretor do curso Master em Jornalismo, professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra (Espanha). O GAE do JT é formado pelos seguintes profissionais: Marco Chiaretti, editor-chefe de Conteúdos Digitais; Roberto Lira, editor-executivo da AE; Laura Greenhalgh, editora-executiva do Estado; e Denise Almeida, representante de Recursos Humanos. "Ninguém resiste à matéria inteligente e criativa", por Carlos Alberto Di Franco, diretor do curso Master em Jornalismo, professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra (Espanha). O

trecho foi tirado de A garra da reportagem, artigo publicado na seção Espaço Aberto, de O Estado de S. Paulo, em 25 de agosto.

SAIBA MAIS: O Grupo de Avaliação Editorial (GAE) funciona alinhado à missão e à linha editorial, aos princípios editoriais e às normas éticas e de qualidade. A partir de análise e ponderação sobre o conteúdo jornalístico produzido, busca contribuir para a evolução dos produtos, preservando valores essenciais ao Grupo Estado. O Manual de Princípios Editoriais, Normas Éticas e de Qualidade do Grupo Estado pode ser consultado na Intranet Corporativa.

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Marcelo Beraba chega à sucursal do Rio

Nova sede da sucursal RJ

Na casa desde 14 de julho, o novo diretor da sucursal do Rio de Janeiro, Marcelo Beraba, aposta na atuação multiplataforma do Grupo Estado. Para ele, a versatilidade do Grupo ante os desafios tecnológicos, preservando, ao mesmo tempo, a independência jornalística e valores construídos em 133 anos de história, tornou atraente o convite feito pelo diretor de Conteúdo, Ricardo Gandour, para que Beraba atuasse na casa. Ao Estad'Olho, o novo diretor disse acreditar que o futuro do meio jornal é a pergunta que embala o sono dos jornalistas. “Estou satisfeito por estar em uma casa que encara esse cenário desafiador e avança em diferentes plataformas”, conta. Neste contexto, ressalta Beraba, o treinamento e a reciclagem dos jornalistas são essenciais. A idéia é que a sucursal do Rio esteja integrada ao projeto de qualificação contínua e engajada no desenvolvimento multimídia. “O desafio é fazer, neste momento de grande mudança, um jornal bem informado, inteligente e útil, um jor-

Marcos D’ Paula

Para Beraba, o desafio é fazer um jornal bem informado, inteligente, útil e indispensável

nal indispensável”, afirma. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Beraba trabalha na área há 37 anos. Começou sua carreira como repórter de Cidade e de Polícia em O Globo. Em sua trajetória atuou como repórter, chefe de

Focas em campo Tem início o 19º Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado do Grupo Estado Os 30 jovens jornalistas selecionados para participar do 19º Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado do Grupo Estado já estão em campo. Escolhidos entre 1.783 interessados de todo o Brasil, o que equivale a uma proporção de 60 candidatos por vaga, os focas iniciaram em 1º de setembro uma maratona de aprendizado, com encontros com jornalistas brasileiros e estrangeiros e aulas de economia, política, ética e filosofia. O programa, que vai até 5 de dezembro, contempla também vivências em diversas áreas do Grupo Estado, em especial nas Redações. Os alunos têm aulas

pela manhã e dedicam o restante do dia à produção de reportagens e acompanhamento das atividades das editorias das Redações. O curso de extensão universitária do Grupo Estado conta com o apoio da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra, na Espanha, e reúne alunos procedentes do Espírito Santo, Minas, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Uma estudante da Universidade Austral de Buenos Aires ocupa uma vaga adicional, reservada a jovens do exterior.

Atitude Solidária A participação dos funcionários nas campanhas internas que estimulam a doação, a cidadania e a ajuda ao próximo mostra que o espírito solidário é uma característica comum em todas as áreas da empresa. Uma ação, em particular, é representativa: a venda de tickets do Mc Dia Feliz, que, com a colaboração das secretárias do Grupo, esgotou todos os

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1.000 tickets adquiridos pela empresa. Ainda há, porém, potencial para melhorarmos: a Campanha do Agasalho 2008 arrecadou apenas 713 agasalhos - em 2007, foram 1.005 peças. Agradecemos a colaboração de todos das campanhas e contamos com cada funcionário para aumentarmos cada vez mais os números.

reportagem, duas vezes diretor de sucursal, editor de Cidade e de Política, secretário de Redação e ombudsman na Folha de S.Paulo. Foi ainda editor-executivo do Jornal do Brasil e do Jornal da Globo, da TV Globo. Fundador e primeiro presidente da Associação Brasileira de Jornalismo

Marcos D’ Paula

O novo diretor da sucursal aposta na atuação multimídia e na reciclagem contínua dos profissionais

Investigativo (Abraji), é professor do MBA de Jornalismo Investigativo da FGV-Rio e recebeu em 2005 o Prêmio de Excelência em Jornalismo do International Center for Journalists (ICFJ). Beraba chega à sucursal logo após a mudança de sede dos 67 profissionais da equipe, o que ocorreu em 9 de junho. Considera ter sido bem recebido em suas primeiras semanas, nas quais se dedicou a conhecer os repórteres e os objetivos da empresa. Sua meta para as próximas semanas é preparar a sucursal para as mudanças na rotina de funcionamento da Redação do Estado anunciadas por Ricardo Gandour na apresentação dos projetos “Rumos” e “Fase 3”, que passam a vigorar em 1º de setembro. Os novos horários das reuniões exigirão mais planejamento e organização. Ele se disse empenhado em ajudar a melhorar ainda mais a qualidade da produção do Grupo. Para isso, definiu como primeiro objetivo a melhoria das pautas diárias e das especiais.

A importância de compartilhar A área de Comunicação Interna agradece a colaboração dos profissionais do Grupo Estado para a melhoria de seus canais e para o compartilhamento de informações com o restante da empresa. Acreditamos que o clima organizacional (que é o conjunto de valores, atitudes e padrões de comportamento, formais e informais, existentes na organização) é diretamente influenciado pela familiaridade dos funcionários com os objetivos, processos e rumos da empresa. O compartilhamento é realizado por meio deste jornal interno, dos canais de comunicação (e-mail, mural e intranet) e de ações com os funcionários. Dentre as participações recentes destacamos os seguintes vídeos produzidos para a Intranet Corporativa: ✔ Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Grupo Estado, explica os projetos “Rumos” e “Fase 3”; ✔Fábio Sales, diretor de Arte do Grupo, conta como foi participar do programa mirim da exposição Amazônia sem Retoques e explicar para crianças muito curiosas o processo de produção da

revista Grandes Reportagens: Amazônia; ✔Marcos Mira, supervisor de Publishing da Oesp Mídia, incentiva a participação na competição Global Management Challenge (GMC); ✔Três repórteres do Jornal da Tarde se transformam em personagens da Turma da Mônica por um dia e sobrevivem para contar como foi a experiência; ✔ Júlio Maria, editor do caderno Variedades do Jornal da Tarde, fala sobre o projeto Editor Especial; ✔Lourival Sant'Anna, repórter especial do Grupo, fala sobre o lançamento de seu livro e sobre o destino do meio jornal. No canal “Filmes” da Intranet Corporativa, os funcionários também encontram os vídeos dos seminários e palestras dos projetos “Rumos” e “Fase 3”, o documentário Mordaça no Estadão, vídeo de divulgação da Ouvidoria Interna e propagandas de televisão dos veículos do Grupo. Acompanhe! comunicação interna


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Integração entre áreas é a aposta para aumentar qualidade e otimizar gastos Em alinhamento com a estratégia cross media do Grupo Estado, as diferentes áreas de Marketing da empresa estão unindo esforços com o objetivo de promover integração entre ações, visão única de mercado e otimização dos recursos e gastos pertinentes aos processos das áreas. A iniciativa, presente em outras ações da organização, busca identificar oportunidades comuns para a atuação integrada, na qual uma mesma informação ou projeto pode ser aproveitado por mais de uma área, com as devidas adaptações. Atendendo a esse conceito, o Comitê se reúne, a cada 15 dias, no Salão Nobre ou na Sala de Projeções, ambas no 6º andar. Os encontros buscam discutir a integração de atividades de modo a obter aumento de qualidade e diferencial competitivo em relação à eficiência e aos custos. “A princípio, estamos analisando as atividades de todas as áreas de Marketing e verificando o que pode ser otimizado, se há oportunidade de unificar projetos ou compartilhar informações”, explica o diretor de Marketing e Mercado Leitor do Grupo Estado e condutor do Comitê, Antônio Hércules Jr. Para realizar esse levantamento foi destacado um grupo de trabalho dentro do Comitê. Entre as oportunidades identificadas pela equipe está, por exemplo, a otimização do e-mail marketing, ferramenta que todas as unidades de Marketing usam, mas que cada empresa compra de um fornecedor diferente.

Outro importante projeto é a unificação do banco de dados de clientes e prospects, que deve ser mais detalhado, promovendo uma visão ampla para o Grupo e permitindo o trabalho de cross sell (venda cruzada). “O mais importante é que as informações, atualmente restritas às áreas, passariam a compor um banco de dados compartilhado por todas as frentes de Marketing”, afirma Hércules. “O Comitê tem sido muito bom sob vários aspectos”, conta o gerente de Marketing da Agência Estado, Tarcísio Beceveli. “Primeiro, por causa da difusão de conhecimento que ocorre, pois compartilhamos as ações de comunicação e marketing de todas as unidades e realizamos uma saudável discussão sobre a otimização de recursos orçamentários. Mas, acima de tudo, pela sinergia entre as empresas do Grupo Estado”, explica o gerente. Hércules conclui: “Em breve, entraremos na fase de planejar o orçamento de Marketing para o ano que vem e acredito que, com as reuniões, vamos conseguir discutir e decidir de uma forma mais planejada e integrada as ações de cada uma das unidades, bem como as possíveis ações conjuntas.” A iniciativa, que reforça conceitos fundamentais da gestão de processos, demonstra que otimização e busca pelo melhor resultado são atividades paralelas e que se complementam para oferecer à organização condições competitivas no mercado.

Responsabilidade Corporativa Melhorias devem trazer maior transparência O projeto de gestão da sustentabilidade no Grupo Estado já está na fase final de mapeamento dos processos nas áreas. Além disso, está incentivando a participação ativa dos stakeholders (clientes, fornecedores, funcionários, acionistas, etc.) na melhoria contínua das ações e do Relatório de Responsabilidade Corporativa da organização. Em conjunto com os executivos do Grupo e a consultoria externa BSD, cerca de 20 stakeholders responderam a uma avaliação sobre o

comunicação interna

relatório do ano anterior e sugeriram mudanças. “Isso vai proporcionar mais transparência para o relatório do ano que vem”, afirma o diretor de Marketing e Mercado Leitor, Antônio Hércules Jr. A próxima etapa é a elaboração de um plano de ações corretivas para adequar os processos do Grupo Estado às melhores práticas de sustentabilidade. De acordo com Hércules, a idéia é apresentar o plano final, já com a validação das diferentes áreas, até o final de outubro.

Carreira & Negócios Entenda os jargões de Marketing A coluna desta edição do Estad'Olho traz a segunda de uma série de três colunas especiais dedicadas a desvendar os jargões do universo publicitário. Elaborada pelo diretor de Marketing Publicitário do Grupo Estado, Armando Ruivo, a lista contém os 15 termos – desta vez, de I a P – mais utilizados: IDENTIDADE VISUAL - Conjunto de símbolos e cores que identificam uma empresa ou marca, como logotipo e logomarca, alfabeto, papelaria, pintura de frota, padrões visuais de embalagem e de propaganda, etc. IMAGEM CORPORATIVA - Conjunto das percepções em relação a uma empresa, tanto com seus consumidores como com outros grupos de pessoas e o mercado como um todo. Essas percepções são a visão externa em relação a diversos aspectos da empresa, como tamanho, objetivos, atitude diante do mercado, produtos fabricados ou serviços prestados, qualidade desses produtos/serviços, volume de produção e de faturamento, rentabilidade, contemporaneidade, etc. JINGLE - Mensagem publicitária para rádio na forma de música em que se cantam os benefícios da marca. MAILING LIST - Lista de correio, em inglês. Relação de nomes, endereços e dados adicionais de consumidores e prospects, para realizar ações de marketing direto. MERCADO - Segmento de pessoas, empresas ou área geográfica onde estão os consumidores e prospects de uma empresa ou marca. MERCHANDISING - Ferramenta de comunicação de marketing utilizada no ponto-de-venda e em espaços editoriais (TV, mídia impressa, etc.) para reforçar mensagens publicitárias feitas anteriormente (ou mesmo em substituição à propaganda, em alguns casos). NEWSLETTER - Peça gráfica, na forma de uma carta ou pequeno jornal, com estilo editorial, utilizada como veículo de comunicação publicitária e de

(parte 2)

relações públicas. Gildo Mendes

Comitê de Marketing

PESQUISA DE MÍDIA - Tipo de pesquisa realizada para aferir aspectos ligados à mídia, como índices e perfil de audiência, hábitos de consumo de veículos e programas, relacionamento com os veículos, etc.

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO Estratégia básica de comunicação de uma empresa ou marca. Regras (polices) que devem ser seguidas no trabalho de planejamento, criação, produção e mídia de todas as ferramentas de comunicação. PORTFÓLIO - Conjunto de marcas, produtos e serviços de uma empresa. 2. Conjunto das contas de uma agência, produtora, fornecedor ou profissional. 3. Conjunto dos títulos de uma editora e de programas de uma emissora de rádio e TV. POSICIONAMENTO - Técnica de marketing e comunicação que determina em qual posição a marca deve ser colocada no mercado. Ou seja, com que qualidade, com que preço, para quais segmentos do mercado (prioritários e secundários), qual a imagem a ser construída, etc. É uma decisão básica do anunciante e uma informação muito importante para o briefing e o planejamento. PRESS-KIT - Conjunto de informações, textos, ilustrações, fotografias e até amostras do produto entregues à imprensa nos trabalhos de relações públicas e assessoria de imprensa. Outra expressão nesse contexto é o PRESSRELEASE, que é um texto com informações para a imprensa. PROSPECT - Pessoa não consumidora de um determinado produto ou serviço que tem potencial de vir a se tornar um consumidor, se devidamente motivada. Também chamada de Cliente Potencial. PÚBLICO-ALVO - Tradução de target. Grupo de consumidores ou prospects aos quais é dirigida, prioritariamente, uma peça ou campanha de propaganda, bem como qualquer outra ação de comunicação ou marketing.

Acompanhe a última coluna da série no próximo Estad’Olho!

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Amazônia para crianças

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O diretor de arte do Grupo, Fábio Sales, explica a infografia da revista Grandes Reportagens - Amazônia

Comunicação Interna

A Amazônia ainda pode ser salva. Foi o que aprenderam os 45 filhos de funcionários do Grupo Estado que participaram do Programa Mirim no prédiosede em 2 de agosto. As crianças, que tinham entre 5 e 10 anos, em média, tiveram a oportunidade de conhecer a exposição fotográfica Amazônia sem Retoques, em cartaz no hall do restaurante entre 24 de julho e 8 de agosto, e participar de atividades educativas sobre o tema. Além do prazer proporcionado pelo convívio com os pequenos, relatado por todos os envolvidos, a finalidade da ação foi despertar nas crianças curiosidade sobre a Amazônia e sobre as necessidades e realidades da região. Para isso foram adotadas diferentes estratégias para estimular uma reflexão a respeito dos recursos naturais da Amazônia e da importância de preserválos. Uma equipe de monitores da parceira Ophicina Recreare organizou jogos e oficinas nos quais as crianças deveriam analisar problemas ambientais comuns, como a poluição das águas e do ar, o desmatamento e a caça predatória, e sugerir soluções para essas questões. Com as crianças mais novas, foi realizada uma brincadeira que começou com a chegada do Senhor Peixe, um fantoche que conta, de forma simples e lúdica, que é proveniente das águas amazônicas e que nadou para São Paulo para uma convenção dos peixes do Brasil, passando por diversos biomas brasileiros. Com a poluição das águas, porém, ele se perdeu dos seus companheiros no caminho e só chegou vivo porque vestia uma máscara de oxigênio. As crianças foram, então, convidadas a responder por que essa situação aconteceu e a confeccionar seus próprios peixes para participarem do congresso, cujo objetivo era propor novos comportamentos e atitudes cotidianas que ajudariam a melhorar a situação dos peixes de todo o planeta. O teatro de fantoches gerou uma grande carta, com propostas como “Não jogar lixo nas ruas” e “Cuidar dos animais”, entre outras sugestões. Já as crianças mais velhas participaram de uma brincadeira para adivinhar características dos biomas brasileiros por meio de um cubo ilustrado. As plantas e animais desenhados, entretanto, sempre apresentavam algum dano, como um corte de anzol em um peixe e uma floresta quase toda desmatada. As imagens estabeleceram um debate sobre a respon-

Comunicação Interna

Filhos dos funcionários estiveram no prédio-sede em agosto para aprender brincando sobre meio ambiente e preservação da natureza

Objetivo da ação foi despertar a curiosidade sobre a região

disponibilizado na Intranet Corporativa. A função da infografia, que procura explicar informações de maneira visual, facilitando o entendimento do leitor, foi ilustrada pelo diretor com exemplos práticos: a aranha golias, que é a maior do mundo, podendo medir até 30 cm e pesar 120 gramas, foi comparada a uma página de jornal, cuja largura tem aproximadamente a mesma medida. Durante o bate-papo, Sales procurou fazer um alerta a respeito das ameaças a esse ecossistema. “Foi também muito interessante falar sobre a questão da conscientização ambiental, sobre a questão da água, da energia, do desmatamento da Amazônia e de como isso pode interferir no nosso dia-a-dia nas grandes cidades”, relatou. Um infográfico da revista mostra, por exemplo, que, a cada quilômetro quadrado desmatado na Amazônia, derrubamos entre 45 mil e 55 mil árvores com mais de 10 cm de diâmetro, além de desabrigar ou matar cerca de 1.900 aves de 245 espécies e lançar cerca de 22.100 toneladas de carbono na atmosfera, o equivalente à queima anual de gasolina de 6.820 automóveis, além de muitas outras sérias conseqüências para todo o planeta. O desmatamento já atingiu 17% da Amazônia, ou seja, cerca de 700 mil quilômetros quadrados, área equivalente ao tamanho de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo somados. A boa notícia, principalmente para os pequenos recebidos no evento, é que o ritmo da destruição está em queda, tendo diminuído mais de 50% nos últimos três anos.

MEGACIDADES: As crianças mais novas elaboram propostas para preservar a natureza

sabilidade de cada um para solucionar esses problemas ambientais. As reflexões foram utilizadas na confecção de um jogo de tabuleiro que cada participante poderia levar para casa. Segundo relatório da equipe da Ophicina Recreare, o envolvimento das crianças nas rodas de conversas e reflexões foi intenso. “ As crianças menores dedicaram-se ao peixe escolhido e brincaram com ele antes mesmo de terminar a oficina, interpretando o personagem e propondo mudanças de atitude para todos”, destaca o documento.

Desafio aceito Para o esclarecimento das dúvidas e curiosidades que surgiram durante o percurso, a platéia infantil contou com a disposição e a coragem do diretor de Arte do Grupo Estado, Fábio Sales. O desafio dele foi apresentar, em linguagem acessível e interessante, o projeto e o processo de ilustração da revista Grandes Reportagens: Amazônia, ainda é possível salvar?, da qual resultou a exposição. “Foi bem legal falar para eles sobre como foi fazer a revista e como foi produzir os infográficos”, contou Sales em vídeo exclusivo

Após o sucesso da edição Amazônia, ainda é possível salvar?, veiculada pelo Estadão em 2007 e da qual resultou a exposição Amazônia sem Retoques, a revista Grandes Reportagens seguiu com o conceito de jornalismo investigativo lançando, em agosto, sua segunda edição, desta vez com o tema megacidades. As reportagens, produzidas em quatro continentes, analisam questões urbanísticas das maiores cidades do mundo, como violência, infra-estrutura e meio ambiente, para investigar o futuro das metrópoles no século 21. O resultado dos quatro meses de trabalho de uma equipe de 35 profissionais pode ser conferido nas 120 páginas da versão impressa e no canal online Megacidades, hospedado no portal do Estadão.

comunicação interna


edição 17 | agosto e setembro | 2008

Duas instituições recebem 713 peças arrecadadas na Campanha do Agasalho 2008

diferentes ocasiões. “A instituição é freqüentemente citada e recomendada por nossos funcionários. Muitos conhecem de perto o trabalho do Rios, respeitamno por sua dedicação e contribuem individualmente ” , comenta Margaret Moraes, da área de Comunicação Interna do Grupo. Em nome das entidades beneficiadas, cumprimentamos os funcionários pela demonstração de solidariedade que tornou esta ação possível.

ARJM

A Campanha do Agasalho do Grupo Estado arrecadou neste ano 713 agasalhos, quantidade inferior em comparação com o ano passado, quando foram recebidas 1.005 peças. Patrocinada pela diretoria de Recursos Humanos e organizada pela Comunicação Interna, em parceria com a Associação Recreativa Júlio Mesquita (ARJM), a ação interna é anual e tem o objetivo de estimular a solidariedade e a cidadania dos funcionários por meio da doação de agasalhos a instituições beneficentes, quer seja por meio da campanha interna, quer seja em outros postos de arrecadação. Duas entidades foram beneficiadas com a contribuição dos funcionários do Grupo para tornar mais quente o inverno de quem precisa: a Assistência Social Antônio Monteiro, localizada em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, e a Casa Abrigo São Francisco de Assis, um albergue de moradores de rua que fica no bairro de Santana, em São Paulo. O diretor-social do grêmio recreativo, Fábio Brito, responsável pela entrega de peças na Casa Abrigo São Francisco de Assis, conta que aprendeu lições importantes durante o pouco tempo em que esteve no albergue. “Um ponto fun-

Sr. Rios, presidente da Assistência Social Antônio Monteiro, recebe agasalhos doados pelos funcionários

ARJM

Aquecendo o inverno de quem precisa

COLABORE:

Parte da doação foi entregue pelo diretor-social da ARJM, Fábio Brito, a um albergue para moradores de rua

damental foi ver que há uma consciência de solidariedade entre os moradores de rua. Eles sabem que é preciso dividir. Tentem imaginar o sorriso que se abriu em um dos moradores, que aparentava ter mais ou menos 55 anos, ao provar uma blusa de frio, ver que serviu e que não passará mais frio. O que ficou registrado para mim, porém, foi a sua sinceridade e a sua preocupação: 'Essa vai me ajudar muito, mas o importante é

que tem para todo mundo', relatou. Uma lição de vida que devemos seguir.” A outra instituição beneficiada na campanha, a Assistência Social Antônio Monteiro, é presidida por José Carlos Rios, que trabalhou no Grupo Estado por 21 anos, tendo atuado no departamento Jurídico Trabalhista, e atende mais de 90 famílias carentes. Conhecido no Grupo como Sr. Rios, ele conta com a ajuda solidária dos funcionários em

Sabe aquele agasalho que não serve mais? Mantenha seu coração aquecido em todas as estações e doe àqueles que precisam. Caso deseje saber mais informações sobre as duas instituições citadas na matéria, entre em contato com: Assistência Social Antônio Monteiro:

Rua Humberto de Campos, 240 V. Corrêa | Ferraz de Vasconcelos | SP Tel.: 4678-1563 Casa Abrigo São Francisco de Assis:

Rua Antonio Santos Neto, 40 | Santana São Paulo | SP Tel.: 2251-2277 ou 2223-0337

Nós plantamos árvores Eldorado compensa a emissão de CO2 de seus processos com plantio de árvores A preocupação ambiental da Rádio Eldorado foi certificada, neste mês, com o selo “Nós Plantamos Árvores”, concedido pela BCB/Key Associados. O reconhecimento considera a iniciativa pioneira da emissora de compensar o meio ambiente pelo gás carbônico emitido em suas atividades com o plantio de árvores nativas da mata atlântica. Em 2008, já foram plantadas cerca de 700 mudas em parceria com a SOS Mata Atlântica. “O selo é muito importante porque ele concretiza um discurso socioambiental que fazemos há mais de 20 anos. Não basta apenas falar, temos que fazer”, acredita a diretora-executiva da Eldorado, Miriam Chaves. Segundo a coordenadora de Meio Ambiente e Cidadania da emissocomunicação interna

ra, Paulina Chamorro, a Eldorado é um dos primeiros veículos de comunicação a realizar essa compensação. “É muito bacana porque foi uma atitude voluntária da empresa, ou seja, não há nenhuma obrigação legal para fazermos isso”, conta a coordenadora. O cálculo para a compensação considerou diversas fontes de poluentes, como o helicóptero da emissora (um dos maiores responsáveis pela emissão), a combustão de automóveis locados, viagens aéreas da equipe, a geração de resíduos sólidos, o consumo total de energia elétrica da rede nacional e o escape do ar condicionado, entre outras. “O importante é que fizemos dentro das especificações do ISO 14.064, destina-

do à emissão de poluentes. Se um dia houver uma regulamentação federal sobre isso, provavelmente já estaremos cumprindo”, destaca Paulina.

RADIO CIDADÃ: A bandeira do meio ambiente e da cidadania está presente em toda a história da emissora. Há mais de 20 anos sua programação inclui séries especiais nesses assuntos, com o objetivo de estimular a criação de hábitos saudáveis e socialmente responsáveis nos ouvintes. Os programas semanais Planeta Eldorado e Derrubando Barreiras são exemplos dessa preocupação socioambiental. Além disso, a Eldorado liderou campanhas como a de despoluição do Rio Tietê na década de 90, cujo abaixo-assinado recolheu

mais de 1 milhão de assinaturas. Atualmente, encabeça um abaixo-assinado, disponível em seu site, em repúdio à criação da Contribuição Social sobre a Saúde (CSS), um tributo que o governo quer criar em substituição à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta no ano passado. Outro projeto é o Pintou Limpeza, que trabalha com educação ambiental para os cidadãos nos temas reciclagem e consumo consciente e que em outubro comemora oito anos.

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DE PEQUIM, GRUPO ESTADO Cobertura 24 horas, nos jornais, na rádio e na internet

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Cobertura multiplataforma

Correspondentes se reúnem em restaurante de Pequim

O Estado de S. Paulo: Lançou o Guia Pequim 2008 e trouxe caderno especial diário, com análise de especialistas e colunas diárias de Daniel Piza e Lourival Sant'Anna.

Jornal da Tarde Lançou o Guia Pequim 2008 e trouxe caderno especial diário com análise de especialistas e colunas de Robson Morelli.

Agência Estado: Produção de dois vídeos diários e acordo de exclusividade com a agência chinesa Xinhua para distribuição de fotos.

Rádio Eldorado: Boletins dos repórteres Almir Leite, Eduardo Maluf e Felipe Machado, com entradas ao vivo nos programas Jornal Eldorado e Eldorado Esportes.

Estadão.com.br: Transmitiu as principais competições ao vivo e trouxe quadro de medalhas, vídeos diários e o blog Ping Pong, de Felipe Machado.

Limão: Resumo atualizado da participação brasileira na Olimpíada, comentário dos torcedores, exposição das melhores fotos e espaço para dúvidas.

comunicação interna

comunicação interna

repórter

“Cobrir uma Olimpíada é algo fascinante na carreira de um jornalista. Tenho experiência em Copas do Mundo, torneios internacionais de futebol, F-1, mas nada se compara com a cobertura de uma Olimpíada. Aqui você convive durante 20, 30 dias com os melhores atletas do mundo. E isso não é pouco. São todos competidores que foram ao limite suportável para, quem sabe, encontrar aqui a perfeição. Há heróis e menos heróis. Não há vilões. A Olimpíada na China por si só já tem um significado todo especial. Até bem pouco tempo atrás, estar na China era algo inimaginável para jornalistas do mundo inteiro. É um país ainda muito diferente do nosso, mas que nos tratou bem, apesar de todas as limitações impostas pelo establishment. Tivemos dificuldades para consultar alguns sites na internet, por exemplo. Se a página tivesse qualquer palavrinha contra o regime, ela não abria. Tibete, por exemplo, era um nome sempre barrado. Enfrentamos alguns problemas como esse, todos pequenos perto da grandiosidade dos Jogos de Pequim. O Grupo Estado, com seu pelotão de infantaria em Pequim, acredito, deu mais bola dentro que fora. Brindamos o leitor com o que de melhor aconteceu na China. Estivemos na cola do futebol feminino e masculino desde o Vietnã. E não demos folga para os atletas em Pequim. Também cobrimos as grandes cidades e suas histórias, as pessoas, os lugares. O barato de cobrir os Jogos é você estar em provas nos três períodos do dia, mesmo que para isso todos os dias aqui fossem pescoções. Viemos preparados. Emagrecemos, mas sobrevivemos. Contamos com o trabalho de coordenação do Ubiratan Brasil, o nosso Bira. Foi os nossos olhos na edição. A verdade é que tudo aqui em Pequim nos marcou, desde as refeições no refeitório do MPC, o Main Press Centre, nosso quartel-general, até a falta de curiosidade proposital no que estávamos comendo. Confesso ter arriscado pouco na culinária local. Mas podem acreditar, foi melhor assim. Inesquecível também ver em ação atletas como Michael Phelps, Fei Cheng, César Cielo, LeBron James, Kobe Bryant, Yao Ming, Shawn Johnson e tantos outros. Inesquecível ainda foi a cerimônia de abertura, uma das festas mais bem-feitas pelo homem em todos os tempos.” Nilton Fukuda

Em alinhamento com o investimento em jornalismo multimídia, o Grupo utilizou todos os seus veículos na cobertura (veja box). Tanto O Estado de S. Paulo como o Jornal da Tarde veicularam cadernos especiais diários, com análises de especialistas e colunas dos correspondentes. “No aspecto visual, acho que conseguimos dar a cara de um caderno novo, fugir do padrão habitual, não só pelo tamanho de páginas, mas pela diagramação específica para as Olimpíadas, apostando em fotos, gráficos, títulos com cores diferentes”, destaca Ubiratan Brasil. Na Agência Estado, a equipe de Esportes foi reforçada no período para a produção de dois vídeos diários e também para a produção e distribuição de textos e fotos para jornais, sites e celulares. De acordo com a gerente de Produtos da AE, Renata Aguiar, cerca de 50 jornais compraram a cobertura para publicação no impresso e 20 veículos, entre sites de jornais e portais de conteúdo, compraram a cobertura online. Para o editor de Esportes da AE, André Cardoso, o trabalho dos correspondentes do Grupo na China foi fundamental para a Agência Estado. “Afinal, boa parte do material produzido por eles, tanto foto quanto texto, foi distribuída para os clientes da Agência Estado”, conta ele. “A sintonia com as Redações também foi positiva, com troca de informações que ajudaram no trabalho.” Para a Rádio Eldorado, os correspondentes Almir Leite e Eduardo Maluf produziram boletins diários com entradas ao vivo nos programas Jornal Eldorado e Eldorado Esportes. Felipe Machado produziu boletins às segundas, quartas e sextas. O Portal, que cobriu 24 horas a Olimpíada, também recebeu contribuições dos correspondentes na medida do possível. “É importante isso. Porque a própria notícia da medalha já está na televisão e na internet, então a matéria tem que ter uma cor local. O pessoal do Portal às vezes ligava para os correspondentes para pegar uma fala e para dar esse molho”, diz Ubiratan. “Creio que um bom indicador de que estávamos no caminho certo foram os programas de televisão, que muitas vezes seguiam nossas pautas. Foram duas semanas muito intensas, mas mantivemos uma coerência e não perdemos o fôlego”, conclui.

Robson Morelli,

Felipe Machado,

editor de Multimídia

“Estou adorando a China, acho que trabalhar em uma cobertura especial como esta é um tipo de experiência que nos ensina muito, tanto profissional quanto pessoalmente. Meu dia-a-dia aqui em Pequim consiste basicamente em produzir vídeos para a TV Estadão e TV Limão, além de escrever no blog Ping Pong. Também tenho feito boletins para a Rádio Eldorado às segundas, quartas e sextas-feiras. Produzir os vídeos é o que me exige mais tempo e esforço, porque tenho que filmar as pautas, escrever os roteiros, editar os vídeos e publicar os arquivos nos sites. Mas acho que o material está ficando interessante, o que vocês acharam? Quanto ao blog, eu nem considero tanto trabalho assim: ali dá para contar um pouco o lado pessoal da viagem, as curiosidades e as diferenças culturais que encontramos a todo momento.” Nilton Fukuda

COBERTURA MULTIMÍDIA 24 HORAS:

Nilton Fukuda, fotógrafo “Minha missão foi fazer a cobertura fotográfica das histórias paralelas aos jogos. Junto com os repórteres Daniel Piza e Cláudia Trevisan, fotografei diversos temas como cultura, economia e política. Um momento que me marcou dentre as inúmeras pautas que realizei foi a matéria sobre as cidades que sofreram com o terremoto na província de Sichuan. Marcou-me, pois foi muito triste ver vilarejos completamente destruídos e também pelo fato de sentir na pele a censura imposta pelo governo chinês. Ao fotografar um terreno de uma escola onde morreram centenas de crianças, um policial me abordou e me obrigou a apagar todas as fotografias. Mesmo sabendo que, com os recursos tecnológicos da minha câmara, poderia recuperar as imagens, fiquei muito contrariado. De resto, foi uma cobertura prazerosa em que tive a oportunidade de conhecer um pouco da cultura chinesa.” Nilton Fukuda

três mulheres ganharam medalhas naquele dia, em vez de separar em pequenas matérias, pudemos colocar tudo junto e falar que aquele foi o dia das mulheres na Olimpíada. Você tem que ir um pouco além do fato”, afirma o jornalista. “O grande lance da edição foi saber casar as matérias que tinham a ver. Colocar as três matérias separadas passava um conceito; juntas elas tinham um conceito muito mais abrangente. Conseguiam resumir exatamente o que foi aquele dia.” A equipe do prédio-sede foi reforçada com 12 repórteres e 3 diagramadores de outras editorias, dentre os quais 1 profissional da sucursal de Brasília, 1 do Rio de Janeiro e 1 correspondente de Salvador. Uma sala de apoio foi utilizada para abrigar esses reforços, que tiveram seus computadores e ramais transferidos. Em razão do fuso, foi preciso organizar um revezamento de horários na Redação. No caso dos impressos, a cobertura de cada dia tinha início às 5 horas, com a chegada de Ubiratan, e se encerrava às 2 horas do dia seguinte. A Redação, porém, não ficou solitária, com a presença 24 horas da equipe do Portal. Comentários de leitores pouco após a postagem de matérias mostram que os internautas ficaram ligados no site, inclusive durante a madrugada. Ainda por conta do fuso, as telefonistas do Grupo Estado ficaram de sobreaviso caso ocorresse um aumento significativo de ligações na madrugada, período no qual o departamento já fica em funcionamento todos os dias do ano. De acordo com a área, porém, o fluxo principal de ligações entre o Brasil e a China se realizava após as 10 horas (21 horas de Pequim). O time de repórteres em Pequim sofreu uma baixa no meio do caminho. O repórter especial Lourival Sant'Anna foi deslocado às pressas para cobrir o conflito entre a Geórgia e a Rússia, sendo um dos primeiros jornalistas não europeus a chegar ao local da guerra. Mas conseguiu voltar para a China a tempo do encerramento dos Jogos de Pequim. “Para a editoria foi uma pena, porque o Lourival estava fazendo uma apresentação bem legal da China, misturando-se e mostrando a realidade deles, mas a cobertura da guerra era de importância vital para o jornal. A pessoa mais indicada, pela capacidade e pela proximidade, era ele”, afirma Ubiratan. Essa versatilidade para cobrir qualquer assunto, diz ele, é essencial para o repórter atualmente. Os enviados à China desembarcaram no Brasil no último dia 29, com exceção de Lourival Sant'Anna, que já está nos Estados Unidos para a cobertura das eleições americanas, e de Cláudia Trevisan, que continuará mandando notícias do território chinês. No prédio-sede, após o término dos Jogos de Pequim, a editoria de Esporte patrocinou um jantar de confraternização em uma churrascaria de São Paulo.

Nilton Fukuda

Cláudia Trevisan já estava por lá desde o começo do ano. Os demais tiveram de enfrentar as 23h40 de vôo entre São Paulo e Pequim apenas no mês passado, dias antes do início oficial dos Jogos Olímpicos de Pequim, cuja cerimônia de abertura foi realizada em 8 de agosto. Foram 12 correspondentes do Grupo Estado em Pequim que trouxeram, com exclusividade, todas as notícias da Olimpíada, ajudando a fazer desta uma das mais amplas coberturas cross media já realizadas pelo Grupo. Diretamente da China, os repórteres Eduardo Maluf, Robson Morelli, Valéria Zukeran e Wilson Baldini Jr. acompanharam os jogos e os bastidores da Vila Olímpica; Almir Leite seguiu as seleções masculina e feminina de futebol por toda a China; o colunista Daniel Piza e a correspondente internacional Cláudia Trevisan produziram textos sobre costumes, política, economia e cultura chinesa; o repórter especial Lourival Sant'Anna viajou a pontos remotos do país; o editor de Multimídia Felipe Machado produziu vídeos para o Portal do Estadão e notícias dos bastidores para o blog Ping Pong; e os fotógrafos Jonne Roriz, Paulo Pinto e Nilton Fukuda registraram a Olimpíada para os veículos do Grupo. Paralelamente ao trabalho dos enviados, no prédio-sede, em São Paulo, mais de 60 jornalistas se dedicaram à cobertura especial. Para que o evento pudesse ser acompanhado em todo o planeta, cerca de 20.600 jornalistas de todo o mundo foram credenciados. No Grupo Estado, a cobertura foi marcada por ir além do noticiário sobre os resultados dos jogos, trazendo também análises, entrevistas, bastidores dos jogos e reportagens sobre realidade chinesa, fruto do trabalho da equipe formada para realizar uma cobertura 24 horas do evento, independentemente das dificuldades do fuso horário de 11 horas à frente do relógio brasileiro. “Fizemos um belo trabalho, sem falsa modéstia”, analisa o chefe de reportagem da cobertura, Ubiratan Brasil. “O grande desafio de todos os jornais era o fuso horário, porque você dá uma notícia no dia seguinte ao que o fato ocorreu – e que já foi debatida pela televisão e pela internet, principalmente. Mas penso que aí residiu nossa grande jogada. A equipe de Pequim mandava todo o material até o meio-dia e nós, aqui no prédio-sede, verificávamos quais aspectos eram importantes, quais matérias casavam umas com as outras e, então, criávamos um conceito. Todos os dias nós tínhamos um conceito diferente, uma espécie de análise da notícia, na qual o jornal oferecia não só informação, mas também certa avaliação daquela notícia”, explica. Um exemplo é a matéria Mulheres salvam o desempenho brasileiro, de Valéria Zukeran, veiculada em 25 de agosto no caderno especial Pequim 2008 de O Estado de S. Paulo. “Se

PEQUIM OU BEIJING? O nome correto da capital chinesa é Pequim ou Beijing? Os brasileiros f a l a m “Pequim” há mais de 500 anos, uma herança dos portugueses. O que acontece é que o governo chinês, com o objetivo de uniformizar as traduções que o Ocidente faz de suas palavras, desenvolveu o sistema PINYIN, que regula a transcrição fonética da língua chinesa para o alfabeto romano. A padronização pode ser interessante. Antes do sistema, por exemplo, a grafia do nome do presidente Mao mudou diversas vezes: já foi Mao Tsé-tung, Mao Tsetung e agora é Mao Zedong. A lei não significa, porém, que somos obrigados a abandonar os nomes já enraizados em nosso léxico. Apesar de os jornais de língua inglesa terem aderido à novidade, continuaram a usar uma grafia própria a França (Pékin), a Itália (Pechino), a Espanha (Pekín) e a Alemanha (Peking), por exemplo. O mesmo ocorre com o Brasil. Quando o governo oficializou a grafia “Brasil”, os países de língua inglesa continuaram a usar “ Brazil ” , a forma utilizada durante o regime imperial brasileiro, enquanto a França continuou escrevendo “Brésil”.

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Aprimorando a visão estratégica Grupo Estado participa do Global Management Challenge pela terceira vez

Acerte! Decifrando o português para não ser devorado por ele Tema: FALSAS GÊMEAS

CENSO

Direcionando esforços para o desenvolvimento profissional dos seus funcionários, o Grupo Estado participa novamente do Global Management Challenge (GMC), uma competição de simulação do universo empresarial na qual equipes do mundo inteiro disputam entre si os melhores resultados para suas empresas virtuais. O objetivo é proporcionar aos participantes uma oportunidade para exercitar e desenvolver práticas de gestão empresarial. Ao longo das etapas, as equipes definem estratégias a serem adotadas nas áreas de Marketing, Produção, Recursos Humanos e Finanças de sua empresa virtual e tomam mais de mil decisões estratégicas, que afetarão as ações da companhia. Vence o grupo que obtiver a cotação mais alta na Bolsa de Valores virtual. São três fases nacionais, que resultarão na escolha de uma única equipe para representar o Brasil no GMC, e mais a fase final com os representantes de 30 países. Neste ano, a final mundial será realizada em Lisboa, Portugal, em abril. Esta é a terceira vez que o Grupo Estado promove a participação de seus funcionários na competição. Para auxiliar no entendimento do regulamento, foi organizado um seminário, no auditório do prédio-sede, com Awdrey Ribeiro, gerente de Projetos do IBC, que é a empresa organizadora do GMC no Brasil, e o empresário Felipe Rossi, da consultoria Carreiro & Associados. Os palestrantes apresentaram o funcionamento e os objetivos da competição, além de abordar temas do mundo empresarial, como Planejamento Estratégico, Comunicação e

Grupo Estado atualizado Com quase 100% de participação, a atualização do banco de dados dos funcionários foi bem-sucedida

A diretoria de Recursos Humanos realizou com sucesso o 1º Censo do Grupo Estado. O objetivo da campanha interna foi atualizar os dados pessoais dos funcionários, como endereço, estado civil e até ramal, entre os dias 4 e 15 de agosto. De 2.800 formulários enviados, o Departamento de Pessoal recebeu 1.900 no período estabelecido. Outros formulários chegaram depois. Em reconhecimento aos funcionários que devolveram seus formulários preenchidos corretamente até o dia 15, foram sorteados entre eles cinco exemplares do livro Falar é fácil, escrever também!, do jornalista Olavo Avalone. Para o supervisor de Impressão Roberto Dias da Costa, um dos ganhadores, a importância do Censo está na atualização das informações sobre o universo de funcionários do Grupo, proporcionando uma base de dados que possibilitará o direcionamento de ações futuras da empresa. “Este censo mostrará a qualidade, a particularidade e a quantidade dos funcionários que temos, propiciando oportunidades de

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Estabelecimento de Metas. Além disso, com o objetivo de estimular a participação dos funcionários, a área de Comunicação Interna disponibilizou na Intranet Corporativa um vídeo com Marcos Mira, que é coordenador da Produção de Anúncios da Oesp Mídia e participou do GMC no ano passado. No vídeo, Mira conta que a experiência foi interessante principalmente porque, ao misturar funcionários de diversos departamentos, estimulou o trabalho em equipe. Para Awdrey, a competição é complexa, porém não exige dos participantes conhecimento aprofundado das demais áreas. Ao início do jogo, cada time recebe um manual com todos os detalhes que serão necessários durante as decisões, inclusive cálculos financeiros. “O jogo te oferece uma visão ampla de uma empresa. Você passa a entender como são os outros departamentos e como se relacionar com essas pessoas”, conta Awdrey. Segundo ela, áreas que são geridas isoladamente podem produzir conflitos, mas quando elas são integradas e todos entendem o papel do outro, isso se reflete positivamente no dia-a-dia e nos momentos de decisão. “Hoje, as empresas procuram pessoas que tenham uma visão do todo, não basta fazer apenas a sua função.” “Se você fizer a mesma coisa sempre, você vai obter sempre a mesma coisa”, completa Rossi. Os interessados tiveram até o dia 29 de agosto para se inscrever. Cinco equipes aceitaram o desafio. A primeira fase tem início em 16/9.

crescimento e adequações de cenários internos e externos (por exemplo, nos órgãos governamentais). Quanto a ter sido sorteado foi uma agradável surpresa, que demonstra a preocupação da empresa em valorizar a colaboração de seus funcionários”, conta. A atualização do banco de dados do RH é benéfica para a empresa e também para os funcionários, já que as informações são utilizadas em campanhas internas, estudos de perfil da empresa, comunicados, busca de ramais, entre outros fins. Além disso, alguns dados são fornecidos aos órgãos governamentais e utilizados para o Imposto de Renda e para o seguro de vida. Por esses motivos, é importante obter 100% de participação. A coordenadora do Departamento de Pessoal, Márcia Rossini, destaca que quem não devolveu o formulário atualizado ainda poderá fazê-lo – basta entregá-lo, pessoalmente ou por malote, ao Departamento de Pessoal, localizado no 2º andar administrativo do prédiosede.

Como você escreveria: cassar ou caçar um mandato? O casamento ocorreu há dois meses ou a dois meses? Caso aja ou haja dinheiro? Cumprimentar ou comprimentar um colega que faz aniversário? Palavras desse tipo são chamadas por alguns gramáticos de “falsas gêmeas”. Elas podem ser parecidas ou até iguais na pronúncia e na grafia, por exemplo, mas apresentar significados muito diferentes. Confira alguns exemplos abaixo e escolha a palavra adequada em cada caso:

uma determinada droga, descriminar o aborto. Discriminar: segregar, diferenciar, especificar. Exemplo: Discriminação racial, discriminar o bem do mal. Despensa: estoque, lugar onde se guardam os mantimentos. Exemplo: Coloquei os enlatados na despensa. Dispensa: licença, demissão. Exemplo: Você está dispensado de servir ao Exército. / O bom senso é indispensável no cumprimento do projeto.

A: preposição que expressa distância ou tempo futuro. Exemplo: O almoço ficará pronto daqui a cinco minutos. / Trabalho a dois quarteirões de casa. Há: do verbo haver, tem o mesmo sentido de faz e indica passado. Exemplo: Estudo inglês há três anos. / Trabalho com vendas há décadas.

Despercebido: que não foi notado, contrário de percebido. Exemplo: O fato passou despercebido aos jornalistas. Desapercebido: desprevenido, desprovido, contrário de apercebido. Exemplo: Desapercebido de recursos, desapercebido de armas para a guerra.

Aja: do verbo agir, equivale a atue. Exemplo: Não aja sem pensar nas conseqüências. Haja: do verbo haver, equivale a exista. Exemplo: Haja o que houver, nunca desista.

Eminente: ilustre, elevado. Exemplo: O eminente professor discursou sobre a situação política do país. Iminente: que ameaça acontecer em breve. Exemplo: O perigo era iminente e inevitável.

Caçar: buscar, procurar, perseguir animais. Exemplo: A caça predatória pode levar muitas espécies de animais à extinção. / Caçou os papéis por toda a parte, mas não os encontrou. Cassar: tornar nulo ou sem efeito (autorização, direitos políticos, etc.). Exemplo: O mandato do deputado foi cassado.

Infligir: aplicar pena, castigo ou derrota. Exemplo: Infligiu duras penas aos rebeldes. Infringir: violar, desrespeitar, transgredir. Exemplo: O motorista infringiu a lei ao dirigir alcoolizado.

Calção: peça de vestuário. Exemplo: Comprei um calção de banho para ir à praia. Caução: garantia, precaução. Exemplo: Para fechar o negócio, você deve deixar um cheque em caução. Cheque: documento bancário que ordena pagamento. Exemplo: Você pode pagar com cheque ou cartão de crédito. Xeque: jogada do xadrez, risco, perigo, pôr em dúvida. Exemplo: Não coloque minha honestidade em xeque. / O seu rei está em xeque-mate. Comprimento: extensão. Exemplo: A mesa tem dois metros de comprimento. Cumprimento: saudação, execução. Exemplo: Cumprimentou os funcionários pelo trabalho realizado. / Cumpriu religiosamente as últimas vontades do avô. Descriminar: inocentar, absolver, excluir a criminalidade de um fato. Exemplo: Descriminar o réu, descriminar o uso de

Mal: contrário de bem. Exemplo: Não deseje mal ao próximo. / Ela dormiu mal na noite passada. Mau: contrário de bom. Exemplo: O nome do livro é Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau. / Abrir uma loja agora será um mau negócio. Mandado: ordem judicial. Exemplo: Mandado de prisão, mandado de busca e apreensão, mandado de segurança. Mandato: delegação, representação política, missão. Exemplo: O mandato do deputado foi cassado. Ratificar: confirmar, validar, corroborar. Exemplo: A testemunha ratificou as declarações. Retificar: corrigir, endireitar. Exemplo: Na segunda edição do livro, o autor pôde retificar alguns descuidos. Trás: atrás. Exemplo: Dê um passo para trás, por favor. Traz: do verbo trazer. Exemplo: Dinheiro traz felicidade? / Aquela funcionária sempre traz muitas idéias interessantes.

comunicação interna


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Boletim Ouvidoria Interna Neste segundo boletim da Ouvidoria Interna, apresentamos a atualização do gráfico de manifestações recebidas, finalizadas e em aberto desde maio e uma novidade: um gráfico com os dez temas mais encaminhados à Ouvidoria pelos funcionários. É importante ressaltar que todas as considerações apresentadas nesse gráfico, com exceção de questões a respeito de MIP e Plano de Carreira, estão fora do escopo da Ouvidoria Interna, que atua em situações ligadas exclusivamente ao Código

de Conduta e Ética e às Políticas Organizacionais. Ainda assim, a Ouvidoria encaminhou as situações às áreas responsáveis. Nas próximas semanas, os funcionários receberão e-mails explicativos para saberem como direcionar melhor determinadas manifestações. Ainda nesta edição, o leitor conhecerá um pouco da atuação do Comitê Funcional. Dúvidas a respeito do funcionamento da Ouvidoria Interna poderão ser respondidas por meio da política PO-RH009, disponível na Intranet Corporativa.

Fonte: Telema

A Ouvidoria Interna do Grupo Estado recebeu, em agosto, 33 situações identificadas a partir das considerações de 28 funcionários. Em julho, foram 42 situações percebidas a partir da participação de 35 funcionários. Desde o lançamento da ferramenta, em maio, a Ouvidoria identificou, ao todo, 200 situações. A Ouvidoria já finalizou 167 chamados, ficando 33 ainda por serem resolvidos. O canal preferido dos participantes ainda é a urna, com 71% de preferência.

Encaminhamento das mensagens recebidas

As demais manifestações (24,5%) recebidas pela Ouvidoria estão distribuídas em diversos temas, como Saúde, Treinamento, Férias, Transporte, etc. Os 10 temas mais recebidos pela Ouvidoria

comunicação interna

lizará e-mails para responder aos funcionários que não desejaram anonimato, independentemente do tema manifestado. O e-mail será enviado pela consultoria Telema, resguardando assim a identidade do participante. “Participar deste processo tem sido bastante interessante, afinal, passamos a ter uma visão macro das oportunidades de melhoria e a fazer parte da busca por possíveis soluções”, conta o gerente de Relações Trabalhistas e Sindicais e de Administração de Pessoal do Grupo Estado, Mário Paz, um dos membros do Comitê Funcional. “A Ouvidoria é um canal no qual se abre espaço para sugestões, considerações e insatisfações dos funcionários, o que é sempre enriquecedor para ambas as partes: para o funcionário, porque pode expor suas opiniões e contribuir

Respeito e Ética

FUNCIONAMENTO: Criada com o objetivo de ouvir a opinião dos funcionários em relação ao cumprimento do Código de Conduta e Ética e das Políticas Organizacionais, a Ouvidoria Interna do Grupo Estado é administrada por uma consultoria externa, a Telema Brasil, de forma a garantir o anonimato do funcionário que assim desejar. Por meio de telefone, e-mail, urnas ou atendimento presencial, a consultoria recebe considerações dos funcionários, avalia a relevância do chamado e encaminha a situação, sem identificar o funcionário, para um dos dois Comitês – Diretivo, para assuntos confidenciais, e Funcional, para os demais assuntos. Os Comitês encaminham a queixa ou sugestão à área responsável, de forma que todos os chamados recebem direcionamento. Reforçamos que as sucursais também fazem parte do processo e podem entrar em contato com a Ouvidoria por e-mail ou telefone.

FALE COM A OUVIDORIA:

COMPARTILHANDO O PROCESSO: Mensalmente, o Comitê Funcional de Ouvidoria Interna, composto por representantes da organização, se reúne para ler e analisar todas as manifestações não confidenciais recebidas pela Ouvidoria, direcionando os temas discutidos às áreas responsáveis com o objetivo de obter respostas em relação às situações apresentadas pelos funcionários do Grupo. As manifestações que fazem parte do escopo de Ouvidoria Interna são respondidas por meio de comunicados coletivos, como, por exemplo, o espaço reservado para Ouvidoria Interna no Estad'olho. As demais situações, nas quais a Ouvidoria não atua, são encaminhadas às áreas correspondentes para análise e verificação de viabilidade de ação. A partir de agosto, a ferramenta uti-

Ouvidoria Interna

com a melhoria de seu ambiente de trabalho, e para a empresa, que, ao ter conhecimento das manifestações, tem condições de buscar, continuamente, as melhorias que, certamente, impactarão positivamente seus resultados”, complementa a gerente-geral de Recursos Humanos, Andréa Oliveira, que também faz parte do Comitê Funcional.

ATENÇÃO: É importante ressaltar que algumas demandas e considerações recebidas não estavam no escopo da Ouvidoria Interna. Por essa razão, reforçamos que a Ouvidoria atua em questões ligadas exclusivamente ao Código de Conduta e Ética e às Políticas Organizacionais, materiais disponíveis na Intranet Corporativa.

• Telefone: linha exclusiva com recepção ao vivo das 8 às 17 horas e secretária eletrônica das 17 às 8 horas - 0800 707 0276. • E-mail: ouvidoriagrupoestado@telemabrasil.com.br • Presença de um Consultor Sênior "in loco": é possível agendar atendimento presencial com a equipe da consultoria Telema por meio do telefone e do e-mail citados acima. • Formulário Ouvidoria Interna: foram instaladas urnas na entrada dos restaurantes, no térreo e no prédio da Agência Estado. Os funcionários preenchem e depositam o formulário em uma das urnas, que têm recolhimento semanal pela consultoria. A participação das sucursais é realizada por meio dos canais Telefone e E-mail.

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Novidades do bimestre

Ayrton Photos

O diretor-geral da OESP Mídia, Carlos Alberto Pires, lança o Listão de Ribeirão Preto

OESP Mídia quer o interior paulista Com megaevento de lançamento, Listão chega a Ribeirão Preto Assim como as demais empresas do Grupo Estado, a Oesp Mídia busca crescimento no seu segmento de mercado. Entre suas estratégias está a expansão de sua atuação no interior de São Paulo. Com filiais em grandes cidades como Jundiaí, Campinas, São José dos Campos e Sorocaba, a empresa acaba de lançar oficialmente o Listão de Ribeirão Preto e região, cuja primeira edição deve sair em maio de 2009. Com escritório na cidade desde maio, a Oesp Mídia aposta no dinamismo econômico da região. “A Oesp Mídia tem planos de entrar em várias cidades do interior paulista. Começamos por Sorocaba e chegamos agora em Ribeirão Preto, onde tivemos o importante apoio das associações empresariais e um grande evento de lançamento, com a presença de empresários e autoridades da região”, afirma Carlos Alberto Pires, diretor-geral da Oesp Mídia.

O evento de lançamento do Listão foi realizado em 5 de agosto e reuniu cerca de 500 convidados, entre eles o prefeito da cidade, Welson Gasparini. O encontro também contou com uma palestra motivacional do navegador Amyr Klink, que falou sobre suas viagens e aventuras em alto-mar. Com o objetivo de despertar solidariedade, o custo do convite para o lançamento foi de 1 kg de alimentos não perecíveis. Segundo o gerente-comercial da filial de Ribeirão Preto, Mario Somoza, foram arrecadados e doados a instituições beneficentes mais de 500 quilos de alimentos. O Listão chega à Ribeirão com um importante diferencial. De acordo com Somoza, a Oesp Mídia oferece cobertura em toda a região, o que as listas concorrentes da cidade não fazem, obrigando o cliente a pagar diversas listas diferentes para anunciar nas cidades vizinhas. Já o

projeto da Oesp Mídia inclui, além de Ribeirão Preto, mais 13 cidades ao seu redor, com a vantagem para o anunciante de pagar uma lista só e circular nas demais cidades também. “Existe uma máxima por lá que diz o seguinte: se você explodir Ribeirão Preto, a região reconstrói a cidade em dois meses. Mas se você explodir a região, Ribeirão Preto vai junto”, brinca o gerente. Outra novidade é que o Listão agora oferece ao cliente a escolha de públicoalvo do anúncio: residencial ou empresarial. Conforme a opção, o anúncio vai para uma das duas listas diferenciadas, o que reduz o custo para o cliente e oferece uma comunicação mais focada na audiência buscada. A operação em Ribeirão Preto tem uma característica pioneira para a empresa, que é a parceria com as principais entidades comerciais da região: a Associação

Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias de Sertãozinho e Região (Ceise). “Com isso, ganhamos mais credibilidade na região e o apoio dessas entidades, cujos associados, geralmente empresários locais, passam a nos ver com outros olhos”, explica Somoza. A equipe está otimista e já contabiliza alguns contratos em andamento. No momento, ele e mais 12 vendedores integram a equipe da filial, que poderá aumentar conforme a demanda. A continuidade da expansão, conta Pires, será feita com cautela. “Queremos entrar nas próximas cidades também com todas as condições de oferecermos o melhor aos empresários e usuários da região. A idéia é chegar com uma proposta diferente e bem atrativa a esses dois públicos”, conclui o diretor.

Mudanças na Industrial Papel, tintas, chapas, reveladores, solventes, blanquetas. Todas as matérias-primas utilizadas na impressão de jornais no Grupo Estado passam por análise técnica e comercial, porém em processos separados. A partir de agora, esses processos serão revisados de forma a atender a critérios de qualidade que estão sendo definidos pela Diretoria Industrial. O objetivo é selecionar no mercado os fornecedores que ofereçam esses produtos com a melhor qualidade e o menor preço. A iniciativa surgiu como uma sugestão da Auditoria Interna do Grupo e contemplará exclusivamente, nesta primeira etapa, as tintas utilizadas nas rotativas Colorman, que representam mais de 80% das tintas consumidas pela

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empresa. “Antigamente, falávamos bastante em preço. Agora, nós estamos falando em melhor custo, o que envolve preço, mas também qualidade gráfica, rendimento e logística de fornecimento, entre outros critérios”, explica o gerente do departamento de Manutenção da Produção, Lúcio Alves de Souza Lima. Para que essa avaliação seja feita, foi elaborada e enviada pela gerência de Suprimentos a diversos fornecedores uma Solicitação de Proposta (RFP, da sigla em inglês), documento que convida o mercado a participar do processo de fornecimento de um produto com requisitos específicos. As empresas interessadas tiveram dez dias para enviar uma propos-

Em 2007, foram consumidas 1.151 toneladas de tintas

ta que atendesse integralmente aos parâmetros definidos. As melhores ofertas passaram para a primeira fase de testes, em andamento desde 25 de agosto, na qual cada fornecedor será testado nas rotativas durante 15 dias. Após essa bateria de avaliações, as duas soluções de tinta que tiverem o melhor desempenho vão para a etapa final, com duração de 45 dias, da qual deverá resultar a melhor decisão do ponto de vista técnico e comercial. De acordo o supervisor da Engenharia de Produção, Edson Lino dos Santos, esta é a primeira vez que a metodologia é empregada. A vantagem é tornar mais transparente os riscos e benefícios de cada empresa e, por conseguinte, o

Gildo Mendes

Novo processo para avaliação da qualidade das matériasprimas utilizadas na impressão dos jornais

próprio processo de decisão. “O fornecedor conhece as condições para participar e consegue entender que este é um processo claro, justo e alinhado com valores muito fortes no Grupo, como transparência e respeito ao fornecedor”, completa Lima.

CURIOSIDADE: As sobras de tintas utilizadas no processo de impressão são conservadas em tambores e coletadas regularmente por empresas de fabricação de cimento, que aproveitam esse material na forma de combustível da produção de cimento. Os fornos dessas fabricantes contam com filtros para que a queima não produza poluentes do ar.

comunicação interna


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De olho nos acessos

Com o objetivo de atrair tráfego, o Ilocal investe em ferramentas interativas, serviços diferenciados e parcerias importantes Com a missão de conectar consumidores e fornecedores de maneira cada vez mais eficiente e interativa, a Oesp Mídia vem apostando em ferramentas e serviços que facilitem o encontro e a relação de negócios entre as duas partes. Para o gerente de Mídias Digitais e Database da Oesp Mídia, Renato Rodrigues de Souza, uma das principais inovações foi a criação de uma área de Search Marketing, cujo objetivo é utilizar técnicas de otimização na construção dos sites de seus clientes com o objetivo de melhorar o posicionamento dessas páginas nos resultados orgânicos de grandes sites de busca como Google, Yahoo ou MSN, aumentando os acessos aos portais dos clientes. A esse conjunto de práticas, amplamente estudadas no mundo todo, o mercado dá o nome de Search Engine Optimization (SEO). Com uma base de 10 mil anunciantes e 3 mil sites construídos para esses clientes, a Oesp Mídia começou a aplicar as técnicas de SEO há pouco mais de um ano, inclusive para os próprios sites da empresa, como o Ilocal e o Guias Oesp. “Os resultados têm sido muito bons. Depois de período médio de três meses após a otimização, o crescimento dos acessos a um site trabalhado impressiona”, afirma Souza. O cliente Prolumi Indústria e Comércio de Iluminação, por exemplo, viu seu número de visitantes crescer de 67 para 1.709 entre maio de 2007 e junho de 2008, de acordo com as

estatísticas de acesso. Segundo o gerente, o Search Marketing possui duas vertentes. Uma é o SEO, que consiste em aumentar a visibilidade e melhorar o posicionamento de um site nos resultados orgânicos de busca, por meio do emprego de técnicas de construção de página web e análise e melhoria de seu conteúdo, ajudando a torná-lo mais amigável aos robôs dos buscadores que rastreiam a internet para dizer ao usuário onde ele encontra o assunto que procura. A outra maneira, conhecida como Pay-Per-Click (PPC), é pagar aos sites de busca para aparecer em um campo diferenciado dos resultados – são os chamados links pagos. A empresa adquire palavras-chave e estas, sempre que procuradas, apontarão para o site da compradora. “Mas nós, da Oesp Mídia, consideramos a parte de otimização mais importante. As estatísticas de Google, Yahoo e MSN mostram que a maioria dos cliques dos usuários, cerca de 70%, é feita nos resultados de busca orgânica e não nos links pagos”, explica Souza. Novas ferramentas Atualmente, o portfólio de matérias dos sites da Oesp Mídia conta com cerca de 30 opções diferenciadas. A estratégia é oferecer ferramentas cada vez mais dinâmicas e interativas de divulgação para seus clientes. Entre os lançamentos recentes estão a Vinheta de Vídeo e o Fotovídeo, nos quais o

cliente anuncia sua empresa por meio de filme ou fotos seqüenciais animadas. O material é inteiramente produzido por equipes terceirizadas, que elaboram, em conjunto com o dono da empresa, o roteiro, a filmagem, a locução, o texto e a edição do vídeo para veiculação no Ilocal e no Guias Oesp. Segundo Souza, os dois formatos são muito populares no mundo em razão, principalmente, do crescimento do YouTube. Disponíveis desde abril, os dois serviços atendem, por enquanto, apenas a cidade de São Paulo. “À medida que formos identificando fornecedores que desenvolvam filmes nas demais cidades onde a Oesp Mídia tem escritório ou produtos lançados, vamos credenciá-los e passar a comercializar também nessas localidades”, conta o gerente. A busca por maior interatividade entre compradores e fornecedores motivou também a criação da ferramenta Click-to-Call (CTC). Funciona assim: o usuário busca um determinado assunto no Ilocal e encontra um cliente da Oesp Mídia que fornece exatamente aquilo que ele quer; o novo serviço permite, então, que o usuário forneça seu número de telefone para o Ilocal, que irá colocá-lo em contato com o cliente por meio do telefone informado. A Oesp Mídia oferece aos seus anunciantes um crédito de 30 minutos para ligações. Depois de esgotado esse crédito, o cliente que quiser manter o serviço precisa efetuar uma recarga, como acontece com um celu-

Território Eldorado

Oferecendo notícia, esporte e entretenimento, o recém-lançado portal chega a 2 milhões de page views No ano em que completa 50 anos, a Rádio Eldorado demonstra que ainda tem muito potencial para inovar. Com o objetivo de se aproximar cada vez mais do ouvinte e aprimorar os serviços oferecidos na internet, a Rádio Eldorado lançou, no dia 16 de julho, seu novo portal, o Território Eldorado. Hospedado no Limão, o site aproveita a interatividade e as funcionalidades proporcionadas pela web 2.0 para reunir o conteúdo das duas emissoras (AM e FM) em um só espaço. A receita parece funcionar: em menos de dois meses de existência, o portal já chegou a 2 milhões de page views. “O Território, hoje, é o melhor site de rádio do mercado. Numa plataforma web 2.0, oferece notícia, esporte e entretenimento, uma combinação que poucas rádios conseguem oferecer”, afirma a diretora-executiva da Rádio Eldorado, Miriam Chaves. Segundo ela, o tempo médio que os intercomunicação interna

nautas ficam no site é de 15 minutos, um índice alto no mercado. “Temos um grande diferencial que é o streaming de áudio. O internauta pode ouvir a rádio e continuar navegando, trabalhando, mandando e-mail, fazendo o que desejar”, destaca. Além de disponibilizar a programação das emissoras em tempo real, o Território traz notícias, reportagens especiais, entrevistas, promoções e conteúdo exclusivo. Um dos canais conta com podcasts dos colunistas, como Sonia Racy, Alexandre Garcia, Lilian Pacce e Celso Ming. Há ainda um espaço exclusivo para as transmissões, reportagens e programas da Eldorado/ESPN. Além disso, o internauta poderá ouvir dezenas de playlists, com “rádios” divididas por estilo musical, artistas ou temas especiais. O destaque, porém, é o arquivamento dos principais programas e especiais das emissoras, que poderão ser acessados no

lar pré-pago. Lançado no ano passado para um grupo de 3 mil clientes, o Click-to-Call agora está disponível para uma base com 5 mil clientes. Para a melhoria do portfólio e dos portais, a Oesp Mídia já prepara novidades. Um dos projetos em andamento prevê a otimização e o refinamento estético das páginas do Ilocal e do Guias Oesp. Outro projeto prevê a transformação do site Guias Oesp em um portal com conteúdo editorial e notícias setoriais produzidos pela Agência Estado. “Esse projeto aumentaria bastante a audiência e o interesse pelo site Guias OESP, que hoje é uma parte importante do nosso faturamento”, explica Souza. Também está programada a transposição do Ilocal para o ambiente de telefonia celular. Parcerias Após anunciar parceria, no meio do ano, com o ZAP, portal de classificados veiculado pelo Grupo Estado, a Oesp Mídia acaba de firmar um acordo com os portais Apontador e Maplink, que, juntos, contabilizam mais de 8 milhões de usuários únicos. Por meio da parceria, os usuários desses sites poderão contatar as empresas e anunciantes do Ilocal na plataforma a que estão acostumados. É uma relação em que todos ganham: os parceiros ganham em conteúdo e a Oesp Mídia ganha em tráfego para o Ilocal, aumentando, conseqüentemente, o retorno do investimento de seus clientes.

Programas da emissora podem ser acessados a qualquer momento

Território a qualquer momento. Sala dos Professores, Vozes do Brasil, Vitamina E, Link, Adega Musical, Empoeirado, Planeta Eldorado, Grandes Encontros – estão todos lá. “O ouvinte levará a rádio para qualquer canto do mundo. É o território com tudo o que ele precisa: música, notícias, esportes e prestação de serviços”, afirma Miriam. O portal não deixará de prestar serviço nem durante o horário político gratuito, no qual as emissoras de rádio e televisão aberta devem, por lei, transmitir a propaganda eleitoral. “Somos obrigados a ceder cerca de uma hora da programação da rádio para o horário político. O Território, porém, continuará transmitindo a programação normal ao vivo e, assim, o ouvinte não fica sem informação”, explica a editora-chefe da Eldorado, Filomena Salemme. O próximo passo, segundo Miriam, é a transposição para o ambiente mobile. “Nós

estamos dentro da onda da convergência e já estamos preparados para estar no celular”, afirma a diretora. Na área de publicidade, o mercado anunciante pode esperar o lançamento de pacotes diferenciados que contemplem as diversas plataformas. “É uma maneira de chegar para o mercado anunciante e dizer que nós somos modernos. Com o Território, não existe mais divisão entre AM e FM. Conteúdo é conteúdo.” Tão importante quanto possuir o melhor conteúdo é a distribuição atraente e na preferência do público. A Eldorado demonstra que conhece seu mercado ao apostar, assertivamente, no Território – que já é referência de acesso no segmento.

CONFIRA: Confira o Território Eldorado no link:

www.territorioeldorado.com.br

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Direto das Sucursais

Delis Ortiz / Rede Globo

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Denise e Wilson em Hokkaido para cobertura da reunião dos países mais ricos

Quase 30 horas dentro de aviões ou táxis para chegar à ilha mais remota do Japão. De Brasília, os repórteres Denise Chrispim Marin e Wilson Pedrosa relatam as dificuldades na cobertura da última Reunião de Cúpula do G-8

Doze horas de avião de São Paulo a Frankfurt, mais doze horas de Frankfurt a Osaka, espremidos na classe econômica. Até Hokkaido, a ilha mais setentrional do Japão, duas horas adicionais de vôo. Em táxi, do aeroporto ao hotel ocupado por boa parte da imprensa, outras duas horas de viagem. A longa jornada até a ilha de Hokkaido, onde se realizou a Reunião de Cúpula do G-8, em julho passado, nos deixara exauridos. Mas foi apenas o “aperitivo” de uma cobertura organizada -intencionalmente ou não – para deixar os nervos dos jornalistas credenciados em frangalhos. Nas duas coberturas anteriores dos encontros dos líderes do G-8, em São Petersburgo (Rússia) e em Heiligedamm (Alemanha), os quesitos de segurança já haviam atingido níveis paranóicos. Até então, essa cautela não tinha comprometido a divulgação dos resultados das reuniões para os contribuintes dos países envolvidos. Em Hokkaido, os japoneses se esmeraram. Montaram um esquema de segurança que, na prática, coibiu boa parte do trabalho da imprensa credenciada. À tensão da cobertura e à jornada do Brasil ao Japão somou-se o efeito atordoante da diferença de 12 horas de fuso. A sensação é de perda de referências no

tempo, o que nos faz acordar pontualmente às 5 horas, mesmo que tenhamos adormecido três horas antes, que nos põe para dormir às 14 horas, mesmo que estejamos no meio do trabalho, e que aborta a fome nos horários das refeições para despertá-la quando não há comida disponível. Para o evento, o governo japonês construiu um sustentável Centro Internacional de Imprensa, refrigerado a partir de imensos blocos de gelo armazenados nos seus porões, para ali confinar os jornalistas. Tratou-se de um meio de chamar a atenção às discussões do G-8 sobre o aquecimento global. Taticamente, o prédio foi situado a 30 quilômetros e a uma severa barreira de inspeção do Hotel Windsor, o complexo de esportes de inverno onde se deram as reuniões dos líderes do G-8 deste ano e seus encontros paralelos. No Centro, havia todo o aparato técnico necessário, mimos, refeições e niguiris [bolinhos de arroz japonês] gratuitos. Mas não havia o essencial: informação. Nos dias 6 e 7, as coletivas foram raras. Salvo aos jornalistas que acompanhavam as delegações interessadas em manter contato estreito com a imprensa, o que não era o caso da brasileira, o acesso às fontes tornou-se sofrível. A situação piorou no dia 8. Enquanto o G-8 se reunia no Hotel

Windsor, o Brasil e os demais emergentes convidados encontraram-se a 200 quilômetros, na cidade de Sapporo, para onde tivemos de nos deslocar. Depois de duas horas de carro e de cerca de oito angustiantes horas sem notícia, as informações saíram somente à noite, em uma entrevista do chanceler Celso Amorim. Mais duas horas de retorno ao hotel, com um dos textos pré-escritos e parte das fotos editadas, e a noite foi varada em claro para a conclusão e envio do material para o Brasil. Às 4h30 do dia 9, chegamos ao Centro de Imprensa, onde embarcamos no ônibus que levaria também os americanos ao Hotel Windsor. Ali, acabamos confinados por cerca de 12 horas em uma imensa tenda branca com paredes de vidro, uma espécie de sucursal do Centro de Imprensa. A imprensa americana recebeu tratamento especial. Foi agrupada em um curralzinho próprio, com as melhores cadeiras e mesas, e saciados com sanduíches, sucos e café quente. Para nós e os demais, barrinhas de cereais. Um veterano da imprensa brasileira atreveu-se a pedir a gentileza de um cafezinho ao bedel dos americanos. A resposta caiu como chumbo: o produto era exclusivo para os credenciados na Casa

Branca. Com pena, o bedel cedeu e ofereceu um copo de um péssimo café aguado. Da tenda branca, saímos apenas três vezes para os locais onde o presidente Lula se encontrou com outros líderes. Sempre escoltados por um diplomata-segurança japonês, seguimos em fila indiana pelos subterrâneos do hotel. Em uma dessas incursões, nos deparamos com uma lanchonete para os funcionários do hotel. Ignoramos as proibições ditadas pelo diplomata-segurança, que quase enlouqueceu ao se ver desautorizado, e ali devoramos sopas instantâneas como se fossem bifes de Kobe. Notícia, para valer, surgiu apenas por volta das 18 horas, quando o presidente Lula apareceu, exausto, para dar uma coletiva aos brasileiros. Rendeu quatro matérias. Do lado de cá, todos estavam igualmente fatigados e sabiam o que os esperava: mais uma hora no trajeto até o Centro de Imprensa, mais 40 minutos em ônibus até o hotel e mais a noite toda para, novamente, bater as matérias e enviar as fotos, com o fuso ainda virado nas horas do Brasil. Denise Chrispim Marin Wilson Pedrosa

Resultado da Pesquisa de Satisfação GR Grupo de trabalho está definindo plano de ação sustentável a partir das respostas dos usuários Em junho, a GR, empresa responsável pelos restaurantes do 7º andar do prédio-sede, promoveu sua Pesquisa Anual de Satisfação com os usuários dos restaurantes. De acordo com o levantamento, a satisfação geral ficou em 61%, índice inferior aos 66% contabilizados na última pesquisa. A pesquisa anual é um processo estabelecido pela administração da GR para abrir um canal de comunicação com todos os usuários dos serviços de modo a elaborar uma avaliação global da empresa no período. A partir do recebimento da tabulação, foi estabelecido um grupo de trabalho com o objetivo de avaliar os principais quesitos de insatisfação interna, propor melhorias considerando as restrições e possibilidades contratuais e analisar outros itens que afetam indiretamente o resultado. O grupo de trabalho formado para tratar do tema con-

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RESTAURANTE GR (A satisfação geral é a soma dos resultados Excelente + Muito Bom + Bom)

Satisfação Geral Pesquisa Anterior: 66%

As melhores avaliações

As piores avaliações

Aparência da equipe............................86% Cortesia e dedicação da equipe ..........81% Limpeza da área de distribuição .........76%

Diversificação das sobremesas ............33% Diversificação das saladas ...................35% Diversificação / Criat. Cardápio geral .....35%

siderou todas as variáveis, desde as mais simples até as mais complexas. “Algumas insatisfações apontadas apresentam complexidade menor no plano de ação, como,

por exemplo, o atendimento prestado ou o sabor da comida. Treinamento técnico e comportamental dos atendentes cobrirá esses pontos – e já fazem parte do plano de

ação. No entanto, situações mais complexas como as relacionadas à estrutura e às condições dos equipamentos da cozinha, que impactam na elaboração de alguns pratos mais elaborados, são ações que envolvem análises e aprovações de várias instâncias, até pelo investimento financeiro requerido”, declara a gerente-geral de Recursos Humanos, Andréa Oliveira. Processos de melhoria passam obrigatoriamente por algumas fases, como levantamentos, avaliações internas, benchmarking externo, análise de cenários e oportunidades, elaboração de plano de ação, consolidação e aprovação, para posteriormente chegar à execução. Dessa forma, se torna possível realizar melhorias que sejam sustentáveis, caminho procurado pela Diretoria de Recursos Humanos, à frente da ação. comunicação interna


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Paixão pela dança

‘o tango é, na verdade, uma dança de confronto entre o casal’, explica Feitosa

comunicação interna

Arquivo Pessoal

No Grupo Estado há 23 anos, José Carlos Feitosa de Souza é supervisor de Impressão do turno da noite. Das 22 às 5 horas, monitora a área de produção, controla a eficiência das máquinas, avalia as condições básicas de funcionamento dos equipamentos e participa da gestão de pessoas e fornecedores. Nas horas vagas, porém, dedica-se à sua paixão: o tango. Feitosa dança há pouco mais de dois anos, mas não começou, logo de início, com o tradicional ritmo argentino. Primeiro aprendeu gêneros tradicionais da dança de salão, como gafieira, forró, samba-rock, salsa e merengue. “Até que, certa vez, vi minha professora, Luciana Mayumi, dançando tango e achei aquilo lindo – eu estava habituado a outros gêneros. O tango se destaca bastante dos demais ritmos. Agora, se no meu final de semana eu não dançar, parece que falta algo”, relata. Para ele, a dança representou o começo de uma nova vida. Recém-divorciado na época, Feitosa queria fazer algo que nunca tinha feito antes. “Eu estava casado por quase 10 anos. Quando você se separa, você se sente um alienígena. Por mais que você queira o divórcio, a relação com amigos em comum pode ficar complicada e fica difícil chamar alguém para sair, então resolvi me socializar, fazer novos amigos, conhecer atividades diferentes e mudar de ambiente.” Próximo de completar 40 anos quando se matriculou pela primeira vez em uma escola de dança, Feitosa diz ter encontrado dificuldade em dominar o corpo e em ter disciplina. “Inicialmente, tudo parece difícil. Você questiona se aquilo é mesmo para você. É necessária muita força de vontade. Principalmente no tango, que exige técnica, domínio do equilíbrio, domínio do corpo da parceira, memorização da coreografia. Mas eu insisti bastante”, afirma. Um dos melhores caminhos para se desenvolver, destaca ele, é ter uma parceira para praticar. Os benefícios físicos apareceram gradualmente. “Apesar de gostar de caminhar às vezes, eu era uma pessoa muito sedentária. Quando comecei a dançar, a batata da perna parecia que estava travada. Você percebe esse benefício que a dança proporciona, você se sente mais leve, tem mais disposição e se

Krosty 22

José Carlos Feitosa de Souza, supervisor de Impressão, conta como descobriu no tango o caminho para uma vida saudável e prazerosa

Feitosa e sua parceira: ‘Inicialmente, tudo parece difícil. É necessária muita força de vontade’

sente mais feliz, até porque você descarrega toda aquela energia não muito positiva que costumamos carregar no dia-adia.” Outra vantagem da atividade, segundo ele, é a convivência social. “Você chega até a ficar mais tolerante. A dança favorece a comunicação, você fica mais próximo das pessoas. No Estadão temos essa facilidade de parar e conversar com as pessoas. Mas penso que é importante termos atividades que favoreçam a integração social com o mundo lá fora também”, acredita. Nascido no final do século 19, o tango surgiu como uma expressão folclórica dos bairros pobres e marginais de Buenos Aires, na Argentina, numa mistu-

ra de melodias populares européias com o candombe africano e o habanera, além de outras influências. Durante certo tempo, foi uma atividade restrita aos bordéis da cidade e vista com preconceito pela sociedade argentina. Por volta de 1910, porém, o tango chegou a Paris, o carro-chefe cultural do mundo na época, e logo a dança se espalhou e as letras das músicas ganharam um teor mais lírico e sentimental. Com Carlos Gardel, o tango argentino tradicional tornou-se mundialmente famoso. “O tango é, na verdade, uma dança de confronto entre o casal, envolvendo sedução e muita técnica”, explica Feitosa. Com regras rígidas, a prática determi-

na que os casais dancem sempre no sentido anti-horário, seguindo o ritmo da borda para não atrapalhar as demais pessoas na pista, diz Feitosa. “Mas, em qualquer caso, costumamos praticar técnicas de desvio”, brinca. A troca de parceiros é incentivada. Nas aulas, após o término de uma dança, os homens fazem um círculo. A parceira de cada um é, então, passada para o cavalheiro (como são chamados os homens nas danças de salão) à direita, de forma que todos dançam com todos. “Tem a questão da afinidade, da química, da estatura – certas características que funcionam melhor num parceiro. Mas, quando você dança com todo mundo, você trabalha melhor essas dificuldades.” Feitosa ressalta que os apaixonados pela dança não vão aos bailes para paquerar. “As pessoas que estão de fora às vezes têm dificuldade em entender. Mas, no tango, não tem nem aquele negócio de garota mais bonita, a disputa é pela garota que dança melhor. É comum, inclusive, dançar com pessoas de idades bem diferentes”, conta. Hoje, Feitosa já participou de algumas apresentações da escola na qual pratica a dança, como na festa do aniversário da cidade de São Paulo deste ano, na Virada Cultural e na comemoração do Centenário da Imigração Japonesa, no Anhembi, em São Paulo. Não tem participado de mais eventos em razão de seu horário de trabalho. O próximo passo no mundo do tango não é tão difícil de adivinhar: “Quero ter o prazer de dançar na Argentina. Já está programado: do ano que vem não passa.”

ONDE DANÇAR TANGO: Para quem quiser aprender os primeiros passos, Feitosa recomenda as diversas escolas de dança existentes nas grandes cidades brasileiras. “O tango está crescendo muito em todo o País, principalmente em São Paulo e em Floripa”, afirma. Existem, ainda, os bailes de tango. Em São Paulo, ele recomenda os bailes trimestrais da Confraria do Tango, o Tanguetto, no Itaim, o Café Piu Piu, que oferece show com orquestra ao vivo todo último domingo do mês, e o Ópera São Paulo, em Pinheiros. Segundo Feitosa, uma “balada” de tango geralmente vai até as 4 horas.

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Programe-se! SÃO PAULO Cinema Estréia: Ensaio sobre a Cegueira (Blindness, Japão-Canadá-Brasil/2008, 121 min.). Direção de Fernando Meirelles. Com Julianne Moore, Gael Garcia Bernal, Danny Glover, Alice Braga. Censura: 12 anos. Drama baseado no livro do português José Saramago, vencedor do Prêmio Nobel. Uma misteriosa epidemia de cegueira atinge toda a população, com exceção de uma mulher, vivida pela atriz norte-americana Julianne Moore. Estréia em 12 de setembro.

Hopi Hari: Rodovia dos Bandeirantes, km 72. Vinhedo. Sexta a domingo: das 11 às 21 horas. Quintas: das 12 às 22 horas. R$ 44,90 a R$ 65. Até 28/9. Playcenter: Rua José Gomes Falcão, 20, Barra Funda. Sexta a domingo: das 12 às 21 horas. R$ 36,90. Estacionamento pago. Até 19/10.

Teatro

Shows

Hamlet

O Rappa (20/09)

Baseada no clássico de Shakespeare, a peça reconta a história do príncipe dinamarquês que decide vingar a morte do pai e recuperar a coroa. Direção de Aderbal FreireFilho. Com Wagner Moura, Tonico Pereira, Carla Ribas e outros. 170 minutos. Censura: 14 anos. Teatro Faap (500 lugares): Rua Alagoas, 903, Higienópolis. Telefone: 3662-7233. Sexta e sábado: 20 horas. Domingo: 18 horas. Preço: R$ 80. Até 28/9.

Justa Terça Comédia no estilo stand-up, na qual se revezam no palco Marcelo Adnet (15 minutos MTV), Danilo Gentili (CQC), Fábio Rabin (Pânico na TV), Luiz França (Zorra Total), Dani Calabresa (Quinta Categoria MTV), entre outros. 60 minutos. Censura: 18 anos. Bar Seu Justino (180 lugares): Rua Santa Justina, 674, Vila Olímpia. Telefone: 3845-9231. Terça: 22 horas. Preço: R$ 20.

22 horas. Credicard Hall: Avenida das Nações Unidas, 17.955. Telefone: 6846-6000. Preços: R$ 60 a R$ 240. Censura: 14 anos.

Zeca Baleiro (10 e 11/10) 22 horas. Citibank Hall: Alameda dos Jamaris, 213. Preços: R$ 50 a R$ 120. Censura: 14 anos

Djavan (10 e 11/10) 22 horas. Credicard Hall: Avenida das Nações Unidas, 17.955. Telefone: 6846-6000. Preços: R$ 60 a R$ 140. Censura: 14 anos.

LAZER NAS SUCURSAIS

Exposição

Rio de Janeiro (Exposição)

Diário de Bolsa: Instantâneos do Olhar

Isso é Bossa Nova

A mostra traz cerca de 120 imagens inéditas de famosos e anônimos nas noites de São Paulo, Rio de Janeiro, Londres e Nova York ao longo dos anos 70, 80 e 90, revelando padrões de comportamento das épocas. As fotos foram feitas por Vânia Toledo, que utilizou uma máquina fotográfica Yashica portátil para flagrar cenas inusitadas de Cazuza, Ney Matogrosso, Rita Lee, Truman Capote, Andy Warhol, entre outros. A curadoria é de Diógenes Moura. Pinacoteca do Estado: Praça da Luz, 2. Telefone: 3324-1000. Terça a domingo: das 10 às 18 horas. Preço: R$ 4. Grátis aos sábados. Até 26 de outubro.

Passeio

Arte Sesc: Rua Marquês de Abrantes, 99 - Flamengo. Terça a sábado: das 12 às 20 horas. Domingo: das 11 às 17 horas. Grátis. Até 26 de outubro.

Brasília (Oficina) Poesia no Jardim da Filosofia

Temporada do Terror Os monstros já estão à solta no Hopi Hari e no Playcenter. No Hopi Hari, que fica em Vinhedo, a 7ª “Hora do Horror” terá como tema “Os Sete Jogos do Medo” e contará com 150 personagens. No parque paulistano, o tema da 21ª edição da “Noite do Terror” será “O Sarcófago do Faraó”.

É 10!

Em comemoração aos 50 anos da Bossa Nova, a mostra contextualiza a história do gênero musical e apresenta, de forma lúdica, seus ícones, como João Gilberto, Vinícius de Moraes, Tom Jobim e Nara Leão. Destaque para o karaokê da primeira sala, no qual os visitantes podem ter seu dia de banquinho e violão cantando clássicos da bossa.

Evitar o desperdício - atitude presente nas empresas mais eficientes.

Os jardins do CCBB são palco para uma conversa sobre as várias faces da poesia. Com curadoria da apresentadora, filósofa e poeta Viviane Mosé, o encontro contará também com a presença dos poetas Chacal e Antonio Miranda. Centro Cultural Banco do Brasil Brasília: SCES, Trecho 2, Conjunto 22. Dia 10 de setembro: 19h30. Grátis. Senhas distribuídas 30 minutos antes do início do evento. Censura: 12 anos.

É Zero.

Rabiscar os forros dos elevadores.

Encaminhe sugestões de É 10! É Zero. para comunicacao.interna@grupoestado.com.br | As ponderações apresentadas nesta edição foram indicações dos próprios funcionários


Estad'olho nº 17  

O jornal dos profissionais do Grupo Estado.

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