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Belo Horizonte, quarta-feira, 8 de agosto de 2012

NEGÓCIOS

INAUGURAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Essencis amplia sua capacidade em Betim Investimentos chegam a R$ 20 mi balho que vem pela frente”, explica Peres. A Essencis Soluções Em Minas Gerais, desde 2004, a Essencis MG, uni- Ambientais é uma joint vendade regional da paulista ture formada pelos Grupos Essencis Soluções Ambien- Solví e Cavo. Fundada em tais, amplia sua unidade de 2001, é uma das mais imporBetim, na Região Metropoli- tantes empresas do mercado t a n a d e B e l o H o r i z o n t e em soluções ambientais para (RMBH), com a inauguração a promoção do desenvolvide uma sede administrativa mento sustentável no Brasil. — com área total de 612 mil São 12 plantas espalhadas pelas regiões metros quaSudeste e drados e S u l . E m capacidade p a r a t r ê s O fim do ano deve ser Minas, além milhões de marcado, também, d e B e t i m , Juiz de Fora metros cúbipelo início da (Zona da cos de resíduos. O novo construção de uma M a t a ) t a m bém abriga e s p a ç o , s e g u n d o o nova planta para o uma Central de Tratasuperintentratamento das mento e Valodente da lamas de aciaria rização AmbiEssencis MG, ental (CTVA). Aluísio Peres, (resíduo do aço) A n o v a visa atender sede faz parte a u m a demanda crescente, que já de um plano de investimencontabiliza mais de 700 cli- tos de R$ 20 milhões que inclui uma unidade de valoentes. “O crescimento da produ- rização energética de resíção industrial da RMBH, ali- duos. Nessa nova planta, ado à crescente conscientiza- resíduos misturados e consição do empresariado mineiro derados imprestáveis são e ao endurecimento da legis- manipulados e transformalação ambiental, fez com que dos em um composto de alto tivéssemos um aumento poder calorífico, livre de muito forte da demanda. O flúor, sólido e de dimensões número de colaboradores reduzidas, utilizável em fordobrou no último ano e preci- nos da indústria cimenteira, samos oferecer uma estru- substituindo o óleo diesel. tura administrativa maior, “Minas Gerais é o maior mais moderna e confortável, fabricante de cimento do capaz de absorver todo o tra- B r a s i l , o f e r e c e n d o u m DANIELA MACIEL

Nova unidade tem capacidade para três milhões de metros cúbicos de resíduos grande mercado para esse produto. Essa é uma tecnologia já consolidada, mas vamos oferecer um diferencial tecnológico e logístico importante”, afirma. A unidade deve começar as operações até o fim de 2012. O f i m d o a no d e ve s e r marcado, também, pelo início da construção de uma nova planta para o tratamento das lamas de aciaria (resíduo da fabricação do aço, rico em ferro e zinco). Atualmente, esse resíduo é considerado inútil pela indústria por causa da contaminação de zinco e é depositado em aterros sanitários. A nova tecnologia que será empregada em Betim foi desenvolvida na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e é capaz de separar o ferro do zinco e recuperar até 70% do metal essencial às siderúrgicas. O processo, considerado limpo, é um processo físico, que utiliza ultrassom e ciclonagem, que quebra as moléculas e separa os elementos pelo seu peso específico. Para a cons-

trução foi criada uma joint venture entre a Essencis e a HPM Technologies. O investimento será de R$ 10 milhões e deve gerar, no primeiro estágio, entre 15 e 25 novos empregos.

Redução de custos — “A recuperação dos metais da lama de aciaria traz vários benefícios. O primeiro é que o ferro elemental recuperado é mais barato do que a matéria-prima comprada da forma tradicional, diminuindo os custos da produção. Depois, com a menor necessidade de extração, são poupados recursos naturais e a natureza também ganha. Em terceiro lugar, se recuperamos 70% do ferro, diminuímos drasticamente o volume de rejeitos depositado nos aterros. Isso também reduz custos com a manutenção e monitoramento desses espaços, além de diminuir a área inutilizada e, por fim, também mitigar os impactos ambientais. E, finalmente, criamos uma nova cadeia produtiva,

gerando emprego e renda, e que, ainda, ajuda a disseminar os conceitos da sustentabilidade”, avalia Peres. Além do ferro, o zinco apurado também pode ser aproveitado por outras indústrias que utilizam o elemento. “O zinco é considerado um veneno para a siderurgia, mas muito útil em vários outros setores. Nesse processo ele pode ser vendido e gerar mais uma fonte de renda para a indústria”, ensina. Para escapar de uma das grandes dificuldades relatadas pela maioria dos empresários brasileiros, a falta de mão de obra qualificada, a Essencis MG aposta no treinamento interno, principalmente para a criação de novas lideranças. “Esses empreendimentos que têm na base da sua produção novas tecnologias necessitam de profissionais que ainda não existem no mercado. A formação de novos líderes é essencial para o desenvolvimento do nosso plano de ação para os próximos cinco anos”, completa.

ALISSON J. SILVA

EMPREENDEDORISMO

Hub BH abre novo escritório na Capital Filial tem mais de 50 associados CECILIA KRUEL

Negócios inovadores e sustentáveis encontraram o ambiente certo para crescer. O Hub é uma organização internacional de apoio a empreendedores do setor, com mais de 5 mil membros em todo o mundo, conectados através de uma plataforma virtual. A filial de Belo Horizonte funciona desde 2010 e acaba de ganhar uma nova sede. Além disso, vai oferecer um festival de workshops para as pessoas compartilharem suas experiências no mundo empresarial. Criado na Inglaterra em 2005, o Hub já tem 40 escritórios em 30 países, com membros conectados a locais como Califórnia, Londres, Tel Aviv, Dubai, Mumbai, Joanesburgo, Amsterdã, Madri, Berlim e Melbourne. No Brasil, são três filiais, sendo uma em São Paulo — que funciona desde 2008 — e as outras em Belo Horizonte e Curitiba. Duas unidades ainda estão sendo finalizadas no Rio de Janeiro e Florianópolis. Na capital mineira, a iniciativa veio através de três colegas, o publicitário André Maciel, a administradora Elisa Alkmin e a analista de sistema de informação, Virgínia Alfenas. O projeto recebeu aporte de cerca de R$ 10 mil dos sócios e R$ 10 mil

provenientes do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Com pouco mais de 50 associados e mais de 200 participantes, a filial acaba de ganhar nova sede de 250 metros quadrados, no bairro Funcionários, na região Centro-Sul, que inclui um espaço físico criativo para o coworking — escritório compartilhado — e infraestrutura para escritórios tradicionais. A ideia envolve a disponibilização de um ambiente amplo, onde os usuários compartilham mesas, internet de alta velocidade e decoração inusitada. Os profissionais e empresas têm acesso aos recursos que eles necessitam em seus negócios: pessoas, contatos, parceiros, investidores, onde cada um organiza seus horários, encontros e reuniões, sem a formalidade dos escritórios tradicionais. Segundo a sócia Virgínia Alfenas, “o Hub tem como objetivo inspirar e conectar diferentes profissionais e empresas, com as mais variadas experiências e culturas, em prol de mudanças e inovações significativas para a sociedade”. Os setores de atuação são os mais diversos, como mobilidade urbana, saúde, educação e saneamento. “A característica em comum dos membros desta organização é a realização de ideias empre-

Junto com os demais sócios, André Maciel aplicou R$ 10 mil no projeto endedoras para o mundo”, completa. Os empreendedores desenvolvem projetos de ação social e sustentabilidade, como a distribuição de produtos artesanais do Vale do Jequitinhonha dentro do comércio justo, capacitação profissional para pessoas de baixa renda através de plataforma de educação a distância, consultoria de sustentabilidade para empresas. Valem também ideias inusitadas, como a criação de roupas de malha com garrafas Pet recicladas. Para ser um membro é possível se associar através de diferentes planos de serviços. “As associações no Hub BH ainda são feitas somente por pessoas físicas”, explica a sócia. O plano mais simples é o “conexão” ao custo de R$ 50 por mês. Ele permite o acesso à rede local e global do Hub, desconto em

eventos e utilização do posto de trabalho por cinco horas no mês. Ainda exitem os planos Hub 12, 25, 50, 100 e ilimitado. Este último, no valor de R$ 600 por mês, permite a utilização de toda a infraestrutura do Hub BH, incluindo a sala de reuniões e o uso das outras unidades espalhadas pelo globo. Além das mensalidades, a filial se mantêm ainda com o aluguel dos espaços para reunião, eventos e workshops.

Workshops — Entre os dias 17 e 31 de agosto, a Hub BH vai promover um festival de workshops, o Hub Escola. O evento é aberto ao público em geral, mediante pagamento de R$ 20 a R$ 30 por hora de evento. “O participante escolhe quanto pode pagar. Não queremos excluir alguém que tenha menos capacidade de investir nos nossos eventos”, afirma Vir-

gínia Alfenas. São mais de 30 oficinas baseadas em três eixos: o “empreendedorismo” — com oficinas de desenvolvimento de modelos de negócios; “novas metodologias” — que vai mostrar as novidades e tendências do mercado; e ainda o “faça você mesmo” — gestão de projetos que podem ser feitos em casa ou no trabalho, como compostagem, design thinking e oficinas de palhaços. “As pessoas têm a oportunidade de compartilhar suas experiências dentro e fora da rede. Nós abrimos o espaço durante 15 dias para que essas pessoas proponham atividades que vão entrar para a grade de programação. Foram mais de 60 projetos de oficinas recebidos neste ano”, explica Virgínia Alfenas. A última edição teve mais de 300 participantes em 32 workshops.

LOTÉRICAS

Receio de investidor desacelera o mercado JULIA DUARTE

Há 10 anos no mercado de compra e venda de casas lotéricas, a MG Negócios está sentindo uma desaceleração neste ano. O resultado negativo seria fruto, de acordo com o proprietário da empresa, Isaias Oliveira, das baixas remunerações pagas pela Caixa Econômica Federal (CEF) aos lotéricos. A expectativa é de entrar em um acordo com a instituição nos próximos meses para que os negócios possam ser aquecidos. Oliveira é lotérico e já está nesse mercado há 25 anos. Em 2002, percebendo que havia uma movimentação paralela de compra e venda de casas lotéricas ele abriu a MG Negócios. Ele explica que a casa lotérica é uma concessão federal que acontece por meio de licitação. “No entanto, quando os sócios de uma determinada lotérica não querem mais tocar aquele negócio eles podem passar a concessão para outra pessoa. É aí que nós entramos”, diz. Ainda segundo Oliveira, a valor da licitação começa em R$ 10 mil, mas pode chegar até a R$ 400 mil. “Isso varia de acordo com o ponto comercial e a rentabilidade que aquela lotérica poderá ter”, observa. Esses fatores também influenciam na hora da compra e da venda das casas lotéricas. “Não há valor fixo. Além da concessão, o lotérico também investe em infraestrutura, com equipamentos, mobiliário e até blindagem dos vidros, que é muito caro. Tudo isso é levado em conta”, afirma. O aumento do número de assaltos a casas lotéricas, de acordo com Oliveira, está desacelerando o mercado. “As pessoas ficam com medo de investir nesse ramo”, conclui. Mas, para ele, o que realmente está prejudicando são as baixas taxas pagas pela CEF aos lotéricos. “O cliente paga à Caixa R$ 2,10 para gerar o boleto. A instituição, por sua vez, paga à casa lotérica R$ 0,35 por conta recebida, independent e m e n t e d o v a l o r. E s s a remuneração é muito baixa, então as pessoas não estão querendo investir no ramo”, argumenta Oliveira. De acordo com ele, a CEF prometeu aos lotéricos aumentar o número de jogos e oferecer também jogos diferenciados.


Essencis amplia sua capacidade em Betim