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Inspirar é preciso Nas próximas páginas você vai encontrar o conteúdo

juntos aos seus filhos todos os dias. Em cada aula, em

exclusivo do Marista Criciúma. A revista Em Família é

cada momento ou experiência partilhada, há um pou-

uma excelente oportunidade de reforçarmos o nosso

co de luz e de inspiração para fazer de cada criança ou

compromisso com uma educação de excelência, pauta-

jovem um ser humano melhor, mais capacitado e mais

da em valores. Aqui trazemos algumas histórias, proje-

sensível às necessidades do mundo que está à sua volta.

tos e principalmente um pouco das ideias que refletimos

Enfim, uma pessoa mais feliz.


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Com a palavra

Valentin Fernandes - Diretor Geral

50 anos de história C

om a missão de comprometer-se com a ação eficaz na educação de crianças e jovens, garantindo a preparação para a vida e a realização profissional, o Marista comemora, em 2011, 50 anos de história em Criciúma. Participar da formação e da vida de tantas crianças e jovens é algo que não tem preço. Diariamente testemunhamos emocionantes depoimentos de ex-alunos que nos visitam. Confirmam a marca profunda e significativa que o colégio deixou na vida de cada um deles, os quais se transformaram em grandes profissionais e cidadãos éticos. Com satisfação, trazem os filhos e netos para também fazerem parte desta história, pois acreditam que a boa formação e o ensino forte recebidos sejam a melhor alternativa para eles. Para marcar o início do ano 50, apresentamos à Família Marista algumas novidades: • A nova cantina para qualificar o atendimento e oferecer uma alimentação

mais saudável e diversificada. O espaço inaugurado recentemente proporciona momentos agradáveis de integração aos alunos, educadores, pais e também está aberto aos ex-alunos; •A  papelaria, instalada no colégio, oferece aos pais e alunos maior tranquilidade ao adquirir os uniformes e materiais escolares; •O  utro destaque foi dado às salas de aula. Equipadas com ar condicionado, proporcionam aos alunos e professores um ambiente aconchegante em dias de calor; •A  reabertura do grupo escoteiro e o laboratório de robótica, os quais fazem parte do Núcleo de Atividades Complementares; •A  instalação de câmeras no prédio da Educação Infantil, proporcionando maior segurança a todos do colégio. O sinal de que o Marista é uma opção acertada foi a extraordinária fidelização

de nossos alunos neste ano. O retorno de muitas famílias que haviam nos deixado nos anos anteriores também sinalizou significativa preferência, além do número expressivo de novos alunos. Aos pais que nos confiaram os seus mais preciosos tesouros - os seus filhos - a nossa gratidão. Aos educadores, os quais se dedicam com amor à educação marista na formação de gerações, o nosso muito obrigado. Nosso propósito é oferecer um ensino cada vez mais forte aos seus filhos para que eles conquistem os melhores resultados e a parceria duradoura entre família e escola é decisiva para o alcance desse objetivo. Tivemos e teremos muitas comemorações alusivas ao cinquentenário, programadas sempre como atividades extracurriculares. Todos estão convidados, participem! É este o espaço e o tempo para construirmos a nossa história!


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Educa�

Ensino de gerações

Há 50 anos educando gerações Família Búrigo conta como o Marista fez parte da sua história Mário César Filho

P

resente há 50 anos em Criciúma, o Marista contribuiu e contribui para a educação de gerações de crianças e jovens de diferentes épocas, muitas vezes, da mesma família. A Família Búrigo, tradicional na cidade, há gerações faz parte da história do Marista, fundado em 1961, mesmo ano em que Mário Búrigo, grande comerciante da época, matriculou o filho, Mário César Búrigo no colégio. Apaixonado por futebol de campo, Mário César, também conhecido como Téia, aluno da 1ª turma do Científico

do Marista, era movido pelo esporte e relembra que na época a maioria dos educadores eram irmãos maristas. Seu Diretor, Ir. Aquilino Betoni, era muito comprometido e sempre manteve a casa em ordem. “Tínhamos aulas de latim, inglês, francês. Os professores eram muito exigentes e a disciplina era excelente”, relata Mário César. Seus cinco irmãos também estudaram no Marista e, naquele tempo, os recursos existentes eram somente o quadro, giz e mapas. Após se formar no Científico, Mário

César cursou Medicina na FURG e fez residência em Ortopedia em Porto Alegre. Voltando a Criciúma, matriculou os filhos no Marista, Juliana Búrigo e Mário César Búrigo Filho. Sempre presente na educação dos filhos, Mário César fez parte da APP-Marista, a qual se comprometeu com a construção do Auditório Champagnat cuja inauguração ocorreu em 1992 e teve como primeiro evento a formatura do filho Mário César Búrigo Filho, no Científico. Atleta de handebol e futsal, Mário César Filho entrou no Marista em 1980


“Acreditem na formação marista, que é uma formação não só de intelecto, mas de caráter também. Assim, os frutos virão no futuro”

e nos relata: “também tenho minha trajetória aqui pautada no esporte. O esporte pra mim é tudo e sempre foi um grande meio de socialização. Ele me concedeu amigos que tenho até hoje, porque nós formávamos uma família”. Na década de 80, havia aula curricular de datilografia na 5ª série e, na 8ª série, fez parte da 1ª turma das aulas de computação que eram ainda com o sistema operacional DOS. “Passei por grandes mudanças aqui no Marista, o auditório sendo construído, a troca das

antigas carteiras para cadeiras, a transição de irmãos para leigos...” relata Mário César Filho. Em 1992, formou-se no Científico e, em 1995, entrou para faculdade de Medicina na Universidade Católica de Pelotas e, em Passo Fundo, fez sua Residência, também como o pai, em Ortopedia. Quanto à atuação profissional, Marinho nos conta que “o Marista contribuiu para a formação de valores pra minha vida até hoje. Descobri pouca coisa fora da formação que recebi aqui no Marista”.

Hoje, Mário César Filho tem os dois filhos, Tomas e Matias, no Marista. “Ter meus filhos aqui é todo dia reviver os momentos que aqui passei. Tenho múltiplas sensações e lembranças quando entro no colégio. Pra mim, o diferencial do Marista presente em todas as gerações é o sentido de família, amizade. Me criei com meus pais aqui dentro, ajudando o colégio. Hoje, eu e minha esposa também somos chamados a participar da educação de nossos filhos.”


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Ser melhor

O que você está fazendo para preservar a vida? Anerino Cândido Galdino, Assessor de Pastoral

N

a cidade de Criciúma, muitas vezes, podemos nos assustar ao vermos áreas tão devastadas em virtude da extração do carvão. Encontramos regiões imensas cobertas por pirita, rios que se transformaram em reservatórios de resíduos do carvão. Muitos de nossos bairros sofrem inundações, isso porque nós ainda não desenvolvemos uma cultura de preservação, de respeito e de conscientização em relação às questões ambientais. E agora, quem corrigirá esses males causados ao meio ambiente? Será que ainda é possível reverter esta situação? A Campanha da Fraternidade- 2011, cujo tema é “Fraternidade e a Vida no Planeta” e o lema “A criação geme em dores de parto (Rm 8,22)” propõe que “todas as pessoas de boa vontade olhem para a natureza e percebam como as mãos humanas estão contribuindo para o fenômeno do aquecimento global e as mudanças climáticas, com sérias ameaças para a vida em geral, e a vida humana em especial, sobretudo a dos mais pobres e vulneráveis” (Manual CF-2011). O maior pecado cometido pela humanidade ao meio ambiente é “ver e não enxergar”. Encontramos lixos nas ruas, porém ainda os jogamos em locais inapropriados. Deparamo-nos com pessoas morrendo, no entanto continuamos poluindo. Precisamos acordar e entender que somos responsáveis pela vida no planeta. Mudar

pequenos hábitos pode ser a garantia de muitas vidas futuras. A exemplo de São Marcelino Champagnat, devemos ser pessoas com iniciativa, movidas não pelo egocentrismo, mas voltadas para o bem comum. Não podemos esquecer que a natureza sempre responde aos males que a causamos. Portanto, cabe-nos respeitá-la para que as próximas gerações gozem das belezas que ainda temos e desfrutem do contato com os seres vivos que ainda existem. As suas ações podem mudar o ritmo do mundo, por isso faça opções certas, pois essas garantirão a qualidade da vida em nosso planeta Terra.

Não podemos esquecer que a natureza sempre responde aos males que a causamos.


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Caleidoscópi�

Conheça o Laboratório da

As comemorações para o

Robótica Educacional, que

cinqüentenário envolverão

estimula o desenvolvimento das

exposições, esportes, gincanas,

habilidades na interação do uso

momentos de espiritualidade,

de novas tecnologias de maneira

shows e homenagens. Acesse

crítica e através da prática.

o blog e fique por dentro: 50anosmarista.blogspot.com

Inaugurada em fevereiro, a Cantina Mais possui estrutura moderna para atender alunos e pais, reunindo toda a família marista.

Em fevereiro, nossos professores Para facilitar a compra de

participaram da Camar –

materiais escolares e uniformes,

Caminhada de Aperfeiçoamento

o Colégio Marista apresentou,

Marista, um grande momento

neste início de ano, o novo

de integração e fortalecimento

espaço da loja Lolly Pop –

Orgulho Marista: os recém-formados

Papelaria e Presentes, localizado

no Ensino Médio, preparados para

ao lado da Cantina Mais.

as provas da vida, já garantiram vagas para grandes universidades

dos valores Maristas


Destaque

Em cena

Conheça um pouco mais sobre o aluno Arthur, um apaixonado pelas artes

D

esde o início do maternal, em 2002, Arthur Felisbino Serafin destacava-se em meio aos colegas que corriam e pulavam enquanto ele lia livros. Hoje, está no 7º ano do Ensino Fundamental II. Como sempre gostou muito de ler e ver filmes, despertou a curiosidade para encenar e fazer teatro. No colégio, Arthur se identifica com matérias como Língua Portuguesa, Artes, Geografia e História, a única de que não gosta é Matemática. “Em todas as matérias pode-se ir mais além e imaginar, mas a Matemática não, é aquilo e pronto. Talvez deva ser por isso que eu não gosto muito”, relata Arthur. Organizado e estudioso, procura a excelência em tudo que faz, sofre um pouco com isso, mas também cresce. Criou histórias e fábulas as quais expressam os seus sentimentos durante o percurso escolar e pretende publicá-las. Apaixonado pelo teatro, Arthur destaca-se ao encenar, decorar e atuar. “A arte sempre foi muito presente na

vida do Arthur. Desde pequeno, montava um palco no próprio quarto e chamava a plateia, composta por mim, o irmão, avó Márcia e Tia Baba. Em seguida, colocava cartola, ternos, fantasias e instrumentos, para cantar e contar piadas”, relata sua mãe Rose. O estilo preferido de Arthur é a comédia. Ele busca inspiração em atores como Jim Carrey, Charles Chaplin, Eddie Murphy e a brasileira Fernanda Montenegro. No futuro, pensa em ser um artista, não só de teatro; quer ir mais longe: ser um artista da TV e produzir filmes. Aluno Marista de coração, o pequeno artista é também autor do blog de tirinhas criadas por ele: blueberry.blogspot.com. Sua mãe, maior incentivadora, relata: “tenho muita satisfação de ter sido escolhida para ser a mãe dele. Desejo que Arthur continue assim, respeitando as pessoas pelo que elas são, não o que elas têm. EU ESTAREI SEMPRE DO LADO DELE!”

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Diz aí

Qual foi seu melhor momento no Marista?

Estudar no Colégio Marista sempre foi uma opção dos meus pais e, principalmente, minha. Diferentemente dos outros colégios, o Marista apresenta um diferencial o qual eu admiro: os alunos que aqui se formam não saem apenas com o diploma acadêmico, saem com o diploma de cidadão e com os valores aprendidos nessa instituição. Como estudo no Marista desde a 1ª série do Ensino Fundamental, posso dizer que o colégio participa do meu crescimento. Consequentemente, vivi muitos momentos aqui e seria injusto ressaltar somente um, uma vez que todos foram marcantes. Fico feliz em saber que faço parte da história Marista e que tenho a honra de comemorar seu cinquentenário! Parabéns a esse colégio espetacular! Ana Letícia Guidi (3ª série do Ensino Médio)

Mais que um colégio, o Marista traz consigo uma história de superação típica dos momentos turbulentos do final do século XVIII. Educar com amor foi a mensagem deixada por seu fundador e ainda é seguida por todos os maristas do globo. Estudo nessa instituição há onze anos e ainda me surpreendo com a qualidade de ensino na qual alunos e professores caminham juntos como uma verdadeira família sedenta por conhecimento. Essa parceria é fundamental, pois por trás de cada aluno existe um jovem que tem por direito todo o tipo de zelo e atenção. Agora, completando 50 anos, o Marista revela-se uma potência estrutural, mesmo assim não se esquece dos antigos valores que há tanto tempo são transmitidos e deixam os pais tranquilos em casa ou no trabalho. Sou feliz por estar na 3ª série do Ensino Médio e, desde 2001, fazer parte desta história. Ricardo Bortolotto (3ª série do Ensino Médio)

Em uma instituição como esta, são muitos os bons momentos vividos. Recordo-me bem de quando cheguei no primeiro dia de aula e fui muito bem acolhido como se já fizesse pare da Família Marista, e no fundo já fazia. Outro grande momento que guardo ainda vivo na memória é a OLICHAMP. Um evento realizado por nossa escola de uma forma peculiar que só poderia ser feita no Marista. Vencer apenas nos últimos jogos e provas e derrotar séries favoritas são lembranças as quais carregarei pelo resto da vida. Tenho uma filosofia de que esporte, disciplina e educação caminham juntos, portanto sou grato ao Marista por proporcionar não apenas a mim, mas a todos os seus alunos, momentos como esses, que aliam princípios e qualidade para formação de caráter, momentos que, sem dúvida, sempre lembraremos e teremos orgulho de contar para filhos e netos que foram vividos aqui, no Marista! Luiz Henrique Garcez (3ª série do Ensino Médio)


abril 2011 nº 204

Saia do quadrado

Alunos falam sobre a experiência transformadora de passar 15 dias em uma comunidade carente no sertão do Piauí

ista, v e r u Penso uah R u o s pen Revistas são a nossa especialidade. Com uma equipe talentosa e comprometida com os seus resultados, editamos a sua publicação de forma objetiva, ágil e com muita qualidade. Conheça o nosso portfólio no site ww.editoraruah.com.br e entre em contato conosco.

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Educa�

Educação Infantil

Praça dos saberes Hall é um dos elementos principais como espaço de aprendizagem da Educação Infantil Claudia Kochhann de Lima, Assessora psicopedagógica da Ed.Infantil e Ens. Fundamental I

A

o entrar em uma escola Marista, as famílias e as crianças precisam vivenciar a sensação de hospitalidade, uma atmosfera de descoberta e de serenidade para que aconteçam relacionamentos, afetividade, experiências, fascínio e descoberta para a construção de atitudes, procedimentos, conhecimentos e cultura por todos da comunidade educativa. A construção dos espaços do hall da Educação Infantil foi um projeto desenvolvido pelos educandos e educadores pensando em dar continuidade aos espaços contidos nas salas de aula os quais favorecem uma grande variedade de relacionamentos e diálogos que permitem a interação com as múltiplas linguagens. É por meio da linguagem que as

crianças constroem o pensamento, a capacidade de decodificar e interpretar as experiências, ou seja, a capacidade de aprender. Na Educação Infantil e no 1º ano do Ensino Fundamental a função da linguagem não é apenas comunicar, mas também produzir significados a partir da experiência da criança com e no mundo. Dessa forma, as múltiplas linguagens correspondem às diversas maneiras de construção de significados, ampliando a compreensão da criança de modo que o mundo seja percebido e construído de infinitas maneiras. Na nossa escola, o hall é comparado metaforicamente com uma praça, local onde as relações de um grande grupo acontecem. Sendo assim, podemos ter um exemplo claro de uma escola como

reflexo da sociedade. O hall (praça) depende do cuidado de todos para a conservação e organização. As regras para utilização desse espaço foram construídas pelas crianças, repassadas aos pais e constantemente reavaliadas pelos educandos e educadores para que a cada dia a responsabilidade de toda a comunidade educativa (pais, crianças, professores) se torne cada vez maior, pois todos que nele habitam co-participam sentimentos, experiências, ideias e valores que consolidam vínculos e o sentimento de pertença. Compartilhar esse espaço é participar, pertencer e construir com reciprocidade. Contamos com a colaboração de todos para a conservação e ampliação desse ambiente o qual assume papel educativo dentro da escola.


Educa�

Ensino Fundamental

Voz e vez

Titulância é uma alternativa para a escola da atualidade Ingrid Roussenq Fortunato Martins, Assessora Psicopedagógica Ens. Fundamental II e Ensino Médio

O

conhecimento é concebido como construção contínua e inacabada. A forma como a sociedade está organizada exige uma reordenação da instituição escolar. Os alunos da atualidade não são passivos diante da fartura de informações a qual lhes são dadas. Portanto, faz-se necessário um trabalho voltado especificamente aos anseios dos discentes. Um movimento que dê conta não apenas do aspecto cognitivo do aluno, mas de sua interdimensionalidade. Ele precisa ter voz ativa e sentir-se parte do ambiente onde vive. É nessa perspectiva que o Colégio Marista propõe a nova categoria de trabalho denominada titulância. O objetivo é atingir alunos dos 6º ano do Ensino Fundamental a 3ª série do Ensino Médio. Os professores escolhidos para desenvolverem essa atividade precisam ter um perfil de mediadores de conflitos, pois a intervenção desses profissionais não se dá apenas em ter-

mos de conhecimento, mas também nas relações pessoais. Os encontros são realizados no período vespertino, baseando-se no ouvir o que o educando precisa dizer sobre suas principais dificuldades, intra e interpessoais as quais podem ocorrer na escola e/ou família. Os atendimentos podem ser solicitados tanto pela família quanto pela escola, de acordo com a percepção da necessidade estudantil. A partir do diálogo entre alunos e professores, podem-se encontrar soluções para os diferentes problemas abordados. O espaço proposto pelos encontros de titulância proporciona reflexões de vivência em sociedade e ressalta o compromisso do adolescente/jovem diante do mundo. Apesar da atividade ter iniciado neste ano no Colégio Marista de Criciúma, ela já apresenta resultados positivos. Dentre eles, podem-se destacar: o compromisso assumido pelos alunos no que se refere aos estudos, o respeito ao outro e ao bem estar do grupo.

Os professores escolhidos para desenvolverem essa atividade precisam ter um perfil de mediadores de conflitos, pois a intervenção desses profissionais não se dá apenas em termos de conhecimento, mas também nas relações pessoais

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Educa�

Ensino Médio

O que fazer? Desejo... Pressão... Satisfação... Quanta angústia na hora do vestibular! Denise Iara Vieira, Profª de Língua Portuguesa e Literatura

C

hega-se ao terceirão. E aí? O que fazer? Vestibular à frente. Seguir os desejos? Ceder às pressões? Agradar a quem? Aos pais? À escola? A si mesmo? Nossa, quantas dúvidas! É um dos momentos mais angustiantes pelos quais vemos nossos estudantes passarem, o vestibular. O exame seletivo o qual, para muitos, é o mais temido. E, por quê? São várias as razões causadoras de todo esse conflito vivido pelo jovem numa fase já conturbada devido às transformações psicofisiológicas, principalmente, a da crise de identidade. É na transição da adolescência para a juventude que o indivíduo precisa buscar definitivamente o autoconhecimento para estabelecer as devidas relações consigo e com a sociedade, por meio de um processo de maturação que nem sempre é fácil obter. Por isso, a dificuldade que o estudante apresenta ao escolher a profissão, principalmente quando tal atitude lhe é cobrada no fim do Ensino Médio.

Imagine escolher a profissão a qual será exercida por toda a vida! Entrar no mundo dos adultos e no mundo do trabalho, tendo de acertar, sem titubear. Agradar aos pais, à escola, à sociedade. Não é moleza, não! Agradar aos pais, pois são eles os “protagonistas” da existência do adolescente. Veem, no futuro promissor do filho, o reflexo da boa educação e a certeza de que não houve erros. Diante disso, alguns pais podem vivenciar dificuldades em aceitar ou propiciar a autonomia dos filhos em relação às escolhas; processo que, talvez, gere uma série de angústias, especialmente, aos filhos. Além disso, a escola como instituição representativa da sociedade e a detentora da função de mediação do conhecimento científico com qualidade, de certa forma, também leva o estudante a um patamar de pressões transformadas em aflições e desalentos. Por fim, além de todas essas tensões, o estudante depara-se ainda com

outra situação: a acirrada competição. “E agora, José?”, como diria Carlos Drummond de Andrade. O que fazer? Como enfrentar todas essas situações? E os medos? Do fracasso? Da desilusão? Da frustração? O medo mais importante: o de não ser feliz? Talvez não haja uma receita pronta para que se resolvam todos esses conflitos, porém deve-se amenizá-los. Pais, escola e estudantes podem formar uma parceria comprometida, a princípio, com o bem-estar do próprio estudante e, depois, com os estudos de forma consciente e equilibrada. É importante o apoio incondicional de toda a comunidade escolar para que o jovem consiga faça a melhor escolha. Esse apoio não se resume só a palavras incentivadoras, mas também em atitudes estimulantes que o levem a uma sobriedade capaz de amenizar não todas as angústias vivenciadas, mas, ao menos, parte delas. O resultado posterior, certamente, será mais gratificante. Então, que venha o VESTIBULAR!


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Gente noss�

Sempre Marista Aqui aprendi a acreditar nas pessoas e fazer amigos Amanda Lima

S

empre gostei de estudar e sempre fui motivada em casa a isso. Porém, isso não é o suficiente para construção de um futuro, de uma personalidade, de uma vida. Ao entrar no colégio Marista, eu entendi isso. E vejo os resultados dessa mudança, até hoje. Estudar é importante sim! O estudo é o combustível para realização dos nossos sonhos, mas são com amigos, bons contatos, boas lembranças, que o sonho se torna possível. É aprendendo a conviver com os outros que aprendemos a viver em paz conosco. Certamente, é esse um dos grandes diferenciais que o aluno e o ex aluno Marista possuem em comum. Aprendi a fazer amigos, a me relacionar com as pessoas, a fazer parte do Marista e a sentir saudades desses anos. Lembro das festas juninas, das Olichamps, das aulas, dos recreios, dos professores, dos amigos, do cli-

ma "família Marista" o qual todos que já estudaram no Marista, com certeza, sentem falta... A professora de geografia Cris, a dona Silvia de português, a Eliane de Ciências, Jacira de química...e claro, a Neusa de Matemática, que inclusive nos deu "aula"de culinária para podermos nos "virar"ao entrar numa faculdade, saber cozinhar o básico..!(a aula foi ótima, lembro das dicas do ponto da massa, mas devo confessar que só desenvolvi as habilidades da arte da degustação e limpeza após o preparo das delícias...) O Marista me ensinou tudo isso. Forneceu-me conhecimento, habilidade de relacionar-me, e através do estímulo dado aos alunos para conquistar seus sonhos, realizei alguns( ainda faltam muitos!). E isso, na minha vida profissional como dentista foi e é fundamental. Ao mesmo tempo que

preciso de constante atualização científica, preciso estar sempre “conectada "com os pacientes, mantendo um relacionamento baseado na credibilidade de minha formação profissional alicerçado à minha lealdade pessoal. Por isso, alunos maristas de hoje, interajam com os colegas, amigos e professores; a troca sempre será propícia para o aprendizado. Estudem, dediquem-se, sonhem( sempre e muito!), sigam o trajeto para as realizações dos mesmos e sejam felizes nesse caminho.

Amanda, aluna Marista de 1997 a 2002, é cirurgiã dentista, especialista em Prótese Dentária pela UFSC, pós graduada em Odontogeriatria SP, em Tecnologia em Odontologia na China, e autora do blog www.draamandalima.com


Em Família - Criciúma